Sexo maduro A sexóloga Márcia Atik fala sobre a sexualidade entre idosos. Página 11. Inserção social

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1 JORNAL-LABORATÓRIO DO QUARTO ANO DE JORNALISMO DA FACULDADE DE ARTES E COMUNICAÇÃO DA UNISANTA ANO XVII - N JUNHO E JULHO/ DISTRIBUIÇÃO GRATUITA - SANTOS (SP) Terceira idade Respeito e qualidade de vida Sexo maduro A sexóloga Márcia Atik fala sobre a sexualidade entre idosos. Página 11 Inserção social O advogado Marcelo Veronez defende a legislação que protege a terceira idade. Página 4

2 EDITORIAL Vozes da experiência Prata da Casa: Michael Gil dos Santos O Primeira Impressão aborda nesta edição o universo da terceira idade. Segundo dados do Censo 2010, a população com 60 anos ou mais alcança o total de pessoas em Santos. Isso representa, aproximadamente, uma fatia de quase 20% do povo santista. O crescimento de porcentagem das pessoas nesta faixa etária na cidade chegou a 44,84%, quando comparado com os números de Com esta representatividade, não se pode ignorar as necessidades e anseios dos idosos, não só no aspecto econômico, com sua força em razão do pagamento de aposentadorias e pensões, mas principalmente no social. Foi em busca de informações relevantes deste segmento que os nossos repórteres foram às ruas. Esta edição comenta os direitos que estão inclusos no Estatuto do Idoso, além de mostrar a necessidade da inserção do idoso no convívio social. Outro campo abordado pela reportagem é o da saúde, com opiniões e dicas de médicos, fisioterapeutas, educadores físicos e nutricionistas. Boa leitura. Repórter é contratado após um mês de formado Igor Augusto O jornalista Michael Gil dos Santos, de 28 anos, formou-se em 2011 na UNI- SANTA, mas já trabalha na área, como repórter no Jornal Motor, caderno de veículos do jornal A Tribuna. Eu me sinto privilegiado. Fiquei só um mês sem trabalho depois de concluir o curso. Dos que se formaram comigo, acredito ser o único que trabalha na função de repórter. Ele entrou na Faculdade de Jornalismo devido aos seus gostos pessoais. E afirma que apreciava política, debate, além de se destacar em redação. Porém, antes do jornalismo, fez um curso de mecânica e pensou em iniciar os estudos em Administração. Eu fiz curso e comecei a trabalhar com mecânica. Pensei até em abrir uma oficina, mas depois vi que esse trabalho braçal não dava certo comigo. Pensei em iniciar um curso de Administração, mas o que eu gostava era o Jornalismo. Como estudante, estagiou na Assessoria de Imprensa de São Vicente, na rádio Primeira, na TV Primeira, na TVB Band, na TV Santa Cecília e no próprio jornal A Tribuna, na editoria de esportes. Eu entrei no jornal (A Tribuna), devido à indicação do professor Gerson (Moreira Lima), que era editor do caderno. Eu sempre encarei as matérias mais simples com seriedade na universidade e acho que foi por isso que fui indicado. Após se formar, uma vaga de repórter foi aberta no Jornal Motor, encarte automotivo do jornal. Ele fez um teste e passou. Agora, escreve textos que variam desde dicas Michael GIl trabalha no Jornal Motor IGOR AUGUSTO para manutenção de um carro até histórias de colecionadores com veículos raros. O jornalista também viaja para acompanhar o lançamento de automóveis, sendo o mais recente deles o Chevrolet Sonic, que ocorreu em maio, na cidade de Búzios (RJ). Ele destaca a liberdade da escrita nessa editoria. A gente pode brincar na hora de escrever. Falar que tal carro foi lançado e que ele possui tantos cavalos de potência é algo que todo mundo vai dizer. Eu viajo já pensando em como deixar meu lead criativo, como chamar mais a atenção. Quanto aos planos, diz que um dia pretende trabalhar em revistas, com perfis, gênero que ele admira. No entanto, os maiores esforços para o futuro estarão direcionados para a vida pessoal. Eu já tenho 28 anos e pretendo me casar daqui a dois. Quero comprar um apartamento pois não desejo pagar aluguel. COLETIVA Ideal é que não houvesse Estatuto do Idoso, diz promotor Thaís Moraes O ideal é que não precisasse haver o Estatuto do Idoso, já que no início da Constituição está assegurada a dignidade às pessoas, sejam elas crianças, adultas ou idosas. A declaração é do promtor de Justiça do Idoso, Roberto Mendes de Freitas Júnior, durante entrevista aos alunos do 4º ano de Jornalismo da UNISANTA. Mendes, que trabalha como promotor na área desde 1999, em Santos, destaca que a falta de respeito que os mais velhos sofrem no Brasil é um fator cultural, muito diferente de países como o Japão, onde quanto mais velha for uma pessoa, mais respeito ela receberá. Acredito que a melhor forma de mudar esse cenário é ensinar as crianças a admirar o idoso pelo passado e pelo que ele já fez para a sociedade. O Estatuto do Idoso foi criado em 2003 para proteger pessoas maiores de 60 anos em setores como saúde, educação, transporte, segurança, habitação etc. Apesar de a situação ter melhorado nesse período, como conta Mendes, existem ainda muitos aspectos que devem ser mudados. O Estatuto considera idoso alguém que tenha mais de 60 anos, mas o direito ao transporte gratuito é dado incontestavelmente apenas a quem tem mais de 65 anos. Sendo assim, cabe a cada município ou estado a escolha da concessão do benefício quando o indivíduo tem entre 60 e 65 anos. Outro projeto de lei que ainda aguarda aprovação em Brasília é o transporte intermunicipal. A lei diz que as empresas devem separar duas vagas por ônibus em viagens fora do estado para idosos acima dos 65 anos com renda mensal igual ou inferior a dois salários mínimos, mas se o idoso quiser viajar dentro do estado em que mora, deverá pagar pela passagem. O idoso pode sair de Santos e ir para Recife, mas não pode ir até a Capital gratuitamente e não sei o porquê disso, relatou Mendes. Agressor é pessoa próxima, afirma Freitas Willian Roemer Dos dois casos mais comuns em processos envolvendo idosos em Santos, um se destaca: os maus tratos. O promotor de Justiça do Idoso da comarca de Santos, Roberto Mendes de Freitas Júnior, afirmou que 70% dos processos relacionados a maus tratos aos idosos na Cidade são praticados por familiares ou pessoas próximas. O outro caso é o desamparo a que os idosos são submetidos frequentemente. Freitas explica que o Poder Público só pode agir mediante uma provocação, ou seja, a promotoria intervirá quando houver uma denúncia dizendo que o idoso está sob maus tratos ou qualquer outra condição adversa ou subumana. Quando criança os pais têm por obrigação cuidar dos filhos; quando os pais ficam idosos o filho tem essa mesma obrigação. É fácil cuidar quando o idoso está lúcido, mas e quando requer cuidados especiais? Tem que cuidar, não pode abandonar, explicou. O promotor também é escritor e sua última publicação é o livro Direitos e Garantias do Idoso. Um dos direitos do idoso é a pensão aos pais. Caso um idoso se sinta incapaz de se manter, ele pode entrar na Justiça e pedir que o filho pague pensão. Freitas aproveitou uma pergunta para esclarecer que a idade que o Estatuto do Idoso considera uma pessoa como tal é a partir dos 60 anos, mas que para algumas situações as municipalidades podem usar essa idade como facultativa e somente os 65 anos se torna obrigação. Como exemplo ele cita a gratuidade que os idosos têm em passagens de ônibus Quanto às denúncias que a promotoria de Santos mais recebe estão agressão e abandono. Assim como os pais devem cuidar dos filhos, os filhos também têm a obrigação de cuidar dos pais, e se não o fizerem, responderão criminalmente, explicou o promotor. De acordo com Mendes, de 70% a 80% das agressões são praticadas por familiares ou conhecidos íntimos dos idosos. Infelizmente a fiscalização total é impossível porque não tem como ir a todas as casas. Quando ocorre o mau trato ou o abandono, que pode ser desde falta de afeto até o sentido literal, é aberta uma investigação com uma equipe técnica que inclui psicólogos e assistentes sociais. Após a constatação do caso, é feito um relatório que servirá de base para a decisão do juiz. Mas engana-se quem pensa que os idosos são sempre as vítimas. Uma pessoa que foi ruim a vida inteira não se torna boa apenas porque está idosa. Muitas vezes os idosos fazem denúncia de abandono, mas quando investigamos o porquê dessa situação, constata-se que fatores do passado levaram a esse episódio. Uma vez um homem queria pensão da filha, quando ele mesmo havia abandonado essa filha na infância, concluiu. Análise do professor EXPEDIENTE - Jornal-Laboratório do Curso de Jornalismo da Faculdade de Artes e Comunicação da UNISANTA - Diretor da FaAC: Prof. Humberto Iafullo Challoub - Coordenador de Jornalismo: Prof. Dr. Robson Bastos Responsáveis Prof. Dr. Adelto Gonçalves, Prof. Dr. Fernando De Maria e Prof. Francisco La Scala Júnior. Design Gráfico e diagramação: Prof. Fernando Cláudio Peel - Fotografia: Prof. Luiz Nascimento Redação, fotos, edição e diagramação: alunos do 4º ano de jornalismo Editora de foto: Primeira página: - Foto capa: Igor Augusto Coordenador de Publicidade e Propaganda: Prof. Alex Fernandes - As matérias e artigos contidos nesse jornal são de responsabilidade de seus autores. Não representam, portanto, a opinião da instituição mantedora UNISANTA UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA Rua Oswaldo Cruz, nº 266, Boqueirão, Santos (SP). Telefone: (13) , Ramal 191 CEP JULIANA KUCHARUK Freitas Júnior: crianças devem ser ensinadas a admirar o idoso municipais e interestaduais. Veja só, em algumas cidades o idoso com 60 anos não paga a passagem e em outras somente com 65 anos, são brechas que há. No estatuto em questão, para certas situações, o idoso só precisa ser amparado aos 65 anos. O promotor que, durante um período atuou em São Sebastião na área criminal, afirmou que a questão de se ter um estatuto específico é porque o País não está preparado culturalmente para as pessoas idosas. Ele citou a preocupação que outros países têm com essas pessoas como, por exemplo, o Japão. Muitas coisas não deveriam precisar de lei, deveriam ser uma consequência da vida. A um bom repórter não basta saber escrever bem. Antes, é preciso se preparar para fazer perguntas e entender o que o entrevistado quer dizer. Só assim o texto pode chegar perto da perfeição. Foi o que fizeram Thaís Moraes e Willian Romer.(Adelto Gonçalves) Gerontologia: você ainda vai precisar dessa ciência Para o coordenador do curso na UNISANTA, a especialidade ainda engatinha no Brasil Thais Moraes A Gerontologia, ciência que estuda o processo de envelhecimento em todos os setores (biológico, social e psicológico), vem conquistando cada vez mais destaque, mas ainda caminha para receber a importância merecida. No Brasil, apenas a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) oferecem o curso de bacharelado na área. Entretanto, a pós-graduação em Gerontologia, disponível na UNISANTA, pode ser a saída para o profissional que deseja se especializar na área. O coordenador do curso, professor Daniel Siquieroli Vilas Boas, mestre em Ciências (2007) e doutorando pela USP, explica um pouco mais sobre essa área que pode ser uma das mais promissoras. Primeira Impressão - Muitos já ouviram falar em Geriatria, mas o nome Gerontologia não é tão conhecido. Qual a diferença? Daniel Siquieroli Vilas Boas - A Geriatria consiste no tratamento de doenças dos idosos. Já a Gerontologia vai trabalhar com a prevenção das doenças. Na área da saúde, é ela que vai se dedicar à promoção de um envelhecimento saudável. PI - Em que momento o mercado percebeu que era necessária a criação do curso de Gerontologia? Vilas Boas - Até a criação do curso, a Gerontologia era uma especialidade médica. Mas normalmente os médicos, quando se formam, querem trabalhar com clínica e não com a área de prevenção. Foi aí que nasceu a necessidade de se criar esse profissional separadamente, para que ele pudesse focar toda a sua atenção ao envelhecimento. PI - O que faz um gerontólogo? Vilas Boas - Além de trabalhar na questão relacionada à saúde do idoso, o gerontólogo vai trabalhar em questões de direitos humanos e justiça, atividades de desenvolvimento social, lazer, adaptação das cidades, sinalização, entre outras coisas. É uma área multidisciplinar. PI A necessidade para um curso específico também ocorreu pelo crescimento da expectativa de vida? Vilas Boas Antigamente, a expectativa de vida era muito menor, entre 40 e 50 anos, porque as pessoas morriam de infecções ou doenças parasitárias. Essas doenças normalmente levavam a óbito por falta de tratamento. Hoje em dia, essas doenças já possuem cura. O problema é que, conforme a expectativa cresce, começa-se a verificar o aparecimento de doenças desconhecidas antigamente, que são as doenças de degeneração. PI - E o que são essas doenças? Vilas Boas Doenças de degeneração são as de causas naturais. Como antes as pessoas morriam mais cedo, elas não degeneravam. Por conta de uma Daniel Vilas Boas: qualquer profissional que possui diploma de curso superior pode se especializar em Gerontologia população mais velha, hoje temos casos de Alzheimer e Parkinson com maior incidência, demências, acidentes vasculares e vários tipos de câncer. Por isso é preciso formar clínicos especializados para tratar esse segmento e também desenvolver um corpo de multiprofissionais para trabalhar a prevenção desses problemas de degeneração, já que muitos deles são possíveis de prevenir. PI - E como esses problemas ocorrem?. Vilas Boas Existe uma teoria genética que diz que, à medida que ficamos mais velhos, as células vão se dividindo e o DNA vai sendo encurtado. Conforme isso acontece, começamos a perder informações genéticas e a célula também passa a perder função. Então, quando falamos em degeneração no envelhecimento, nada mais é do que a célula perdendo código genético. É como se ela parasse de fazer as funções por conta do manual de instruções que está sendo deletado. Isso é o mecanismo biológico que assegura que todo mundo vai morrer um dia e explica os casos de idosos que não possuem nenhuma doença, mas morrem por falência múltipla dos órgãos. PI Quem pode fazer esse curso de pós-graduação? Quais são os profissionais que mais procuram a especialização? Vilas Boas Qualquer profissional de qualquer área que possua Ensino Superior pode se especializar em envelhecimento. O curso não é voltado única e exclusivamente para a área da saúde. Um advogado pode fazer a pós-graduação e trabalhar com o Estatuto do Idoso. Na UNISANTA, quem mais procura a pós-graduação são os fisioterapeutas, seguidos dos enfermeiros e, por fim, os psicólogos. PI É uma profissão que tem muito a crescer, não é? Vilas Boas - Percebemos que as coisas caminham para isso, mesmo porque os próprios profissionais estão percebendo que os pacientes estão envelhecendo. Os fisioterapeutas estão começando a se interessar pelo estudo do idoso porque agora não são mais os jovens que aparecem com problemas de articulação por causa do futebol, mas idosos com problemas de degeneração. Em São Paulo, no Hospital das Clínicas, já foi inaugurado um ambulatório especializado só para quem tem mais de 90 anos. Os especialistas que vão atender a esses pacientes têm que ser altamente especializados, pois vão lidar com sistemas orgânicos que vão funcionar de maneira muito diferente do que o adulto mais velho ou o adulto jovem. PI Qual é o maior desafio da Gerontologia? Vilas Boas - O maior desafio que nós temos é reconhecer, regulamentar e registrar a profissão. Ainda não existe um conselho federal ou regional. Queremos criar uma sociedade brasileira e, assim, caracterizar e legalizar a profissão para que as prefeituras possam abrir concursos para os profissionais. PI Como está o Brasil em comparação ao mundo na área da Gerontologia? Vilas Boas Ainda estamos engatinhando. Por outro lado, o Brasil se destaca muito na área da saúde. Existem várias universidades brasileiras que são portadoras de tecnologia, já que muitos profissionais de outros países vêm aprender aqui. Na Faculdade de Medicina da USP, existe um setor específico para estudar o envelhecimento. Conforme a expectativa dos brasileiros aumenta, o governo passa a entender a necessidade e as próprias agências de fomento a destinar mais verbas para os estudos do envelhecimento. Esses estudos eram limitados principalmente pela questão financeira, pois não havia justificativas para as pesquisas. Hoje vemos que a situação está mudando. PI - E essas justificativas são as novas doenças? Vilas Boas Sim. O Alzheimer ainda não tem cura porque nunca ninguém estudou com a profundidade que deveria. As doenças que são curáveis são as que já foram estudadas, pesquisadas. Portanto, é um investimento muito grande. Na área das demências, não existiam esses investimentos. Então, quando essas doenças começam a aparecer na população, como serão tratadas? Não existe especialista, não se sabe qual é o melhor medicamento, os remédios disponíveis dão muitas reações adversas. Hoje há investimentos na área porque se sabe que daqui para frente vai ser muito necessário. PI As pessoas precisam de mais informação para respeitar mais os idosos e entender que o envelhecimento é um processo que todos irão passar? Vilas Boas O que vejo nesse caso é um grande problema cultural. As populações orientais cultuam os idosos. No Brasil, o povo precisa aprender a se colocar no lugar do outro. O budismo diz que a gente renasce da forma como a gente morre. PI - E qual é a recomendação para que os idosos tenham uma velhice mais tranquila? Vilas Boas Sabemos que muitas doenças são de fundo emocional. É por isso que, quando o profissional está antenado, ele entende o sintoma físico do paciente como um pedido de apoio emocional. Quando o idoso começa com aqueles inúmeros sintomas, há uma vida inteira de problemas emocionais acumulados. E é justamente a hora em que ele mais precisa de ajuda. Por isso, um idoso ativo, que faz atividade física, tem lazer, faz acompanhamento e tem a família do lado vai prosperar muito mais. 2 Edição e diagramação: Igor Augusto Edição e diagramação: Caio Augusto 3

3 Estatuto busca inserir idoso no convívio social, diz professor O professor Marcelo Henrique Veronez defende a legislação que protege terceira idade Guilherme Uchoa Um dos maiores desafios que o Estatuto do Idoso apresenta é fazer com que o idoso seja incluído no convívio social, ou seja, faça parte da sociedade e sinta-se prestativo. Essa é a opinião do advogado Marcelo Henrique Gazolli Veronez, professor de Direito da Universidade Santa Cecília. Segundo ele, o estilo de vida da sociedade hoje faz com que pessoas da terceira idade fiquem isoladas. Como vivemos em uma sociedade extremamente consumista, o que acontece quando uma caneta, por exemplo, apresenta defeito? Sequer pensamos em consertála ou conviver com o defeito, mas simplesmente a jogamos fora e pegamos outra. Isso se transfere para as relações sociais. Conforme a idade vai passando, o corpo e a mente vão se desgastando e a pessoa já não ouve ou enxerga direito. Como vivemos numa sociedade consumista, temos tendência de isolar o que já não serve, explicou Veronez. A maior preocupação do Estatuto é inseri-lo na prática social, acrescentou. O advogado disse que o Estatuto que entrou em vigência em 2003 foi bem desenvolvido. Temos algumas leis maravilhosas, como o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Código de Defesa do Consumidor, que são leis moderníssimas. A visão que tenho a respeito do Estatuto do Idoso é de que é uma lei muito boa, afirmou Veronez, destacando algumas das qualidades dessa legislação como a gratuidade nos transportes e eventos culturais e esportivos a menor preço. Essas são ferramentas que facilitam a inserção do idoso, ressaltou. Aposentadoria por idade requer 15 anos de contribuição Mariana Batista Para receber benefícios de aposentadoria por idade, os trabalhadores urbanos devem ter 65 anos de idade e as mulheres, 60. Já trabalhadores rurais podem requerer o benefício aos 60 (homens) e 55 (mulheres). A obtenção do benefício exige, pelo menos, 180 contribuições mensais (15 anos) a partir de 25 de julho de 1991, conforme a legislação em vigor. A técnica de Comunicação Social do INSS de Santos, Lilian Oliveira, explica que segundo a Lei nº , Gazolli Veronez: a população deveria estar preocupada em concretizar o que está escrito no Estatuto No que diz respeito ao transporte coletivo, o Estatuto prevê que pessoas acima dos 65 anos tenham direito ao uso de ônibus municipais de forma gratuita. Já em relação a pessoas entre 60 e 65 anos, cabe a cada município determinar se oferecerá esse benefício. Para transportes interestaduais, a lei garante que todos os ônibus possuam dois assentos gratuitos reservados para pessoas da terceira idade que tenham renda de até dois salários mínimos. Caso mais pessoas com mais de 65 anos queiram viajar no veículo, a companhia de transporte deve oferecer passagem pela metade do preço. Apesar de ressaltar as qualidades apresentadas pelo documento, o advogado, que já ministrou aulas em curso de Gerontologia, enumerou os aspectos que deveriam ser aperfeiçoados: Devemos estender os serviços de prestação continuada, que consistem em auxílio de um de 8 de maio de 2003, o segurado que não tiver trabalhado o tempo mínimo de contribuição exigido receberá um salário mínimo. A aposentadoria por idade não pode ser mudada, pois depois de receber o primeiro pagamento, o segurado não pode desistir do benefício. Mas não é necessário parar de trabalhar para requerer a aposentadoria, completa. Este é o exemplo da cozinheira Maria Nazaré M. de Sousa, que sempre trabalhou como autônoma e não contribuía para o INSS. Ao completar 60 anos salário mínimo para idosos que não conseguem se aposentar. O critério para concessão desse benefício é rígido e poderia ser mais abrangente. Em nossa região, temos uma população idosa de aproximadamente 18%, enquanto a média nacional é de 9%. A legislação garante 10% de assentos reservados para população idosa em ônibus, mas em nossa região temos o dobro de idosos do que a média do País; por isso, deveríamos ter o dobro de assentos reservados, explicou o professor. Outras particularidades da lei foram destacadas por Gazolli Veronez, como a garantia de que revistas e jornais sejam impressos em versões com letras maiores e de que todos os níveis de ensino devem abordar temáticas relacionadas ao envelhecimento. Segundo ele, essas são algumas das regras presentes no Estatuto que não são de conhecimento da sociedade. começou a receber o salário mínimo, porém não foi o suficiente para se sustentar. Há doze anos, a senhora de 72 anos trabalha como cozinheira para aumentar a renda e cobrir as despesas. Os trabalhadores que já estão aptos a se aposentar por idade recebem uma carta da Previdência Social avisando que é possível requerer o beneficio após seu 60º aniversário, no caso das mulheres, e 65 para homens. Para receber estas informações, é preciso estar com o Cadastro Nacional de Informações Sociais atualizado. Caso o segurado Além disso, para ele, o abandono a pessoas da terceira idade é uma preocupação que pertence a todos. A sociedade deveria ter a preocupação de cuidar dos direitos do idoso. A lei determina que, em casos de abandono ou agressão, cabe à família em primeiro lugar, à comunidade, à sociedade como um todo e ao poder publico zelar pelos idosos, disse o advogado, que explicou o que deve ser feito em situações de idosos agredidos ou abandonados. A maioria dos casos de violação vem de dentro da família, de pessoas próximas. Em alguns casos, a família leva um idoso que mora em Santos para Itaquaquecetuba, por exemplo, onde o larga em um hospital. Esses idosos, em muitos casos, não têm lucidez mental ou documentos. Isso é crime e deve ser primeiro comunicado à polícia para que as pessoas responsáveis sejam indiciadas criminalmente e, em segundo lugar, garantir que não receba a correspondência, é possível solicitar o beneficio a qualquer tempo. Para requerer os direitos de aposentadoria, é preciso agendar o atendimento pelo portal da Previdência Social (www.previdencia.gov.br) ou pela central telefônica 135. Em ambos os canais, existe um procedimento para facilitar a garantia do benefício. Após este processo é preciso se apresentar em agências do INSS com a documentação necessária (RG, CPF, carteira profissional ou guias de contribuições individuais pagas, certidão de nascimento esse idoso tenha sua dignidade respeitada, afirmou. Em situações como essa, o idoso lesado tem o direto de requerer pensão de seus filhos. O idoso pode entrar com processo contra seu filho ou neto requisitando pensão. Do mesmo jeito que um pai tem que pagar alimentos para o filho, o filho também tem que pagar alimentos para o pai, disse. Para ilustrar essa situação e os problemas que podem acontecer envolvendo os cuidados de um idoso, Veronez usou exemplo vivido em sua carreira. Fiz audiência para um idoso que tinha três filhos, sendo que um era uma moça totalmente dependente do marido, enquanto outro filho detestava o pai e não queria ajudá-lo e o último queria ajudá-lo, mas não tinha tantas condições quanto os outros. Na audiência, o juiz disse que eles deveriam ajudar o pai, mas o filho que o odiava disse: excelência, eu dou plano funerário para meu pai. E disse que o fazia para que o pai fosse enterrado com dignidade, contou. O juiz determinou que fosse paga uma determinada quantidade de alimentos, mas, no final, essa conta foi suportada exclusivamente pelo filho que queria ajudar, acrescentou. Para o advogado, o Estatuto do Idoso constitui uma legislação positiva, mas a população deveria estar mais preocupada em concretizar o que está escrito nele. O primeiro passo deveria ser concretizar as coisas que estão no Estatuto, disse Veronez. No futuro, o Brasil será um país idoso. Por isso, todos têm que se preocupar com esse estatuto, finalizou. ou casamento e comprovante de endereço). Em Santos, a agência fica localizada à Avenida Epitácio Pessoa, 437, no bairro Aparecida. O local fica aberto de segunda a sexta-feira, das 7 às 17 horas. O processo de aposentadoria por idade pode ser aprovado em até 30 minutos, por meio do reconhecimento automático de direitos. Na própria agência é possível sair na hora, caso as informações e documentações do trabalhador estejam corretas. E o prazo para o pagamento pode ser entre 15 e 30 dias, explica Lilian. Benefícios do INSS injetam R$ 127 milhões/mês na Cidade O município é o 11º em arrecadação para o orgão federal, conforme os dados de 2011 Cauê Goldberg O peso dos aposentados e dos pensionistas na economia santista impressiona. Conforme dados do INSS relativos a 2011, a Cidade é a 11ª em arrecadação para o órgão federal. Por sua vez, é a sexta em devolução do dinheiro em forma de aposentadorias e demais benefícios à população em números absolutos. Se a proporcionalidade demográfica for considarada, o impacto será ainda maior. Mensalmente, tais recursos injetam na economia santista R$ 127 milhões. Entre as cidades cujas empresas e empregados pagam mais de R$ 1 bilhão aos cofres do INSS, Santos só perde para Santo André em termos de diferença da devolução dos recursos. Com 420 mil habitantes, a Cidade tem cerca de 20% da sua população acima de 60 anos. De acordo com o coordenador do Nese Núcleo de Estudos Socioeconômicos da UNISANTA, professor Júlio Simões Júnior, os aposentados representam cerca de 10% a 15% da economia regional. Temos observado uma participação cada vez maior do aposentado na economia da região fazendo um levantamento isolado de cada cidade. A participação deles aumentou nos últimos anos, conta. De acordo com o INSS, a Previdência Social arrecadou na Cidade R$ 1,1 bilhão em 2011, mas gastou cerca de 1,6 bilhões com benefícios, Idosos ganharão novo Centro de Referência até 2016 Richard Durant O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou o investimento de R$ 121,7 milhões no programa São Paulo Amigo do Idoso. O recurso tem como objetivo a construção de 249 Centros de Convivência voltados para a integração dos idosos, 100 Centros-Dia e quatro Centros de Referência do Idoso. A Baixada Santista será o destino de pelo menos uma unidade desses Centros de Referência que tem previsão de entrega para o segundo semestre de A expectativa é a de que até o final deste ano tenham início as obras. Temos que aguardar o término da eleição, já que até lá está proibida a assinatura de convênios, disse o secretário de Estado do Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia. um déficit de R$ 500 milhões. O déficit também ocorre em outras cidades litorâneas. São Vicente, por exemplo, transfere R$ 120 milhões ao INSS e recebe R$ 650 milhões em benefícios, uma diferença de R$ 430 milhões. Já a cidade de São Paulo tem uma arrecadação de R$ 60 bilhões, 1/3 do que o INSS devolve para seus moradores. Embora a contribuição dos idosos tenha aumentado ainda não é suficiente. É necessário o aumento de comércio e produção na região gerando maior número de empregos formais. O aumento da participação dos idosos na contribuição do município se deve ao fato de cerca de 20% dos aposentados continuarem trabalhando. Simões explica que alguns desses aposentados são chefes de família e a principal fonte de renda. Já conversei com vários idosos que cuidam dos netos, filhos e da mulher com dinheiro da aposentadoria e trabalho. Mesmo quando ele recebe apenas o beneficio do governo, ou seja, não trabalha, ele ainda assim contribui com a renda da família diretamente. A renda média dos idosos na Baixada Santista, de acordo com uma pesquisa do Nese, é de R$ Os idosos que são economicamente ativos sofrem com o fato de a Cidade não ter uma mão de obra específica voltada para eles, como a ausência de academias, agências de turismo e lojas de roupas voltadas para pessoas com mais de 60 anos. Morador de Santos há A Secretaria de Desenvolvimento Social vai ficar com a maior parte dos recursos cerca de R$ 89,8 milhões para a construção de equipamentos voltados ao idoso em todo o Estado de São Paulo. Grande volume dos recursos será destinado para a construção de Centros de Convivência do Idoso. É um equipamento mais simples que vai oferecer atividades recreativas e de lazer. Tivemos a posse do Conselho Estadual do Idoso que estará credenciando os municípios que queiram participar do São Paulo Amigo do Idoso e receber esses equipamentos, explicou Garcia. Centro-Dia do Idoso O Centro-Dia irá beneficiar cerca de cinco mil pessoas em 94 cidades do Estado. A intenção é que todos os municípios com mais de 50 mil habitantes sejam atendidos uma década, Sidney Alberto Rodrigues, de 76 anos, diz que encontra dificuldades em achar roupas para ele nos shoppings. Tenho imensa dificuldade. A maioria das roupas são para meninos e pessoas mais jovens. Tenho que andar muito para comprar roupas que sejam para pessoas da minha idade, diz. O professor Simões defende a ideia de que ainda há espaço para explorar mais o comércio para idosos Falta estímulo para que eles possam consumir mais, acrescenta. Abrir negócios voltados para a terceira idade pode ser interessante para empreendedores, pois eles possuem uma renda mais estável. De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2010, estima-se que em % da população brasileira seja composta por pessoas acima de 60 anos. Isso significa que o Brasil terá 215 milhões de pessoas, das quais 64 milhões devem estar aposentadas. Simões explica que não só para o País, mas para Santos isso deve ser muito ruim para a economia. Uma população idosa é ruim para economia, pois isso significa uma expectativa de vida maior, mais gastos com saúde e pouca mão de obra. Se agora isso já é um problema vai ficar catastrófico quando a maioria da população estiver velha. O governo já pensa em aumentar a idade em que o cidadão pode se aposentar para tentar combater o buraco com o equipamento. Com o Centro-Dia, vamos dar uma alternativa não só para o envelhecimento com qualidade. As famílias poderão, durante o dia, deixar seu idoso no Centro que terá várias atividades de cultura, lazer e alimentação, entre outros. Ao final da tarde, estará de volta à sua casa e sem perder seus vínculos familiares, acrescentou o secretário. As unidades do Centro- Dia deverão receber, em média, cerca de 60 idosos. Em cidades maiores, como Santos, os Centros- Dia também serão maiores, ou seja, de acordo com a demanda, explicou Garcia, que adiantou ser cidade de Santos uma das beneficiadas com o novo equipamento. Com certeza, Santos, por ser uma cidade que concentra grande parte da população idosa da Baixada, ou seja, Santos é a sexta em devolução do dinheiro em forma de aposentadorias, diz INSS financeiro que isso pode gerar internamente, explica. Estímulo ao comércio Simões. que também é diretor da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis da UNISANTA, desenvolveu um projeto em 2009, que foi enviado para Coimbra, em Portugal, chamando atenção para a questão do envelhecimento da população brasileira, em especial da Baixada Santista, no sentido de se buscar novas oportunidades de negócios. O projeto é uma pesquisa aprofundada da necessidade dos idosos na região sobre a questão do comércio. Junto com o professor da UniSantos, José Alberto Carvalho dos Santos, Simões 15% da sua população, tem a garantia do recebimento do Centro-Dia, assegurou. Centro de Convivência Para os Centros de Convivência, o investimento total é de quase R$ 50 milhões e será aplicado nas 249 cidades que não possuem equipamento municipal, atendendo a 25 mil idosos. Será um equipamento de Proteção Social Básica, ou seja, vai realizar ações e atividades de caráter preventivo que contribuirá para o envelhecimento ativo e saudável. Cerca de 150 idosos serão atendidos em cada unidade implantada no Estado. Centro de Referência A Secretaria de Estado da Saúde irá investir R$ 29,6 milhões na implantação de quatro polos regionais de referência e um Centro-Dia de IVAN BAETA passou uma tarde com um grupo de aposentados discutindo as necessidades de cada um. Fiquei surpreso com o relato deles do que falta em Santos, revela. Embora Santos esteja crescendo ainda há espaço para que a cidade consiga explorar mais o nicho de mercado para terceira idade. A Cidade vive um momento próspero e considerando a onda de investimentos que vem acontecendo o número de idosos que vem para cá em busca de uma qualidade de vida melhor também aumentou, assinala. Existe carência em diversos serviços e a função do projeto é procurar uma solução para que a cidade possa atender melhor as pessoas dessa faixa etária. cuidados intensivos voltados à terceira idade. Os Centros de Referência do Idoso serão unidades regionais com especialidades médicas, atividades educacionais, culturais e de lazer. Até o segundo semestre de 2014, as quatro unidades devem ser inauguradas, com um investimento total de R$ 20 milhões para as construções e custeio anual de R$ 57,6 milhões. O idoso precisa ser respeitado e incluído no contexto social de maneira geral. A expectativa de vida subiu e as pessoas com mais de 60 anos estão ativas, precisando de atenção especial e saúde garantida, disse Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde. Campinas, ABC e Ribeirão Preto são as outras regiões que irão receber o Centro de Referência do Idoso. 4 5

4 Conheça os direitos do idoso Legislação estabelece meios para melhorar a qualidade de vida da terceira idade Vanessa Teixeira Envelhecer é um processo natural da vida e estima-se que, por volta de 2025, haverá mais idosos do que crianças pela primeira vez na história, segundo a Organização Mundial de Saúde. O Brasil já foi considerado o país dos jovens, mas essa realidade está mudando. Hoje, cerca de 8% da população brasileira (13,5 milhões) são idosos. Em 20 anos, o País será o sexto com o maior número de pessoas idosas. As principais razões para o aumento da expectativa de vida no mundo são o avanço da medicina e a melhora na qualidade de vida. Com isso, leis foram criadas para proteger e garantir os direitos da terceira idade. O Estatuto do Idoso, de 1997, de autoria do então deputado federal Paulo Paim, hoje senador (PT-RS), foi fruto da organização e mobilização dos aposentados, pensionistas e idosos vinculados à Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas, uma grande conquista para os idosos. Os principais pontos são: saúde, transportes coletivos, violência e abandono, entidades de atendimento ao idoso, lazer, cultura, esporte, trabalho e habitação. Saúde O idoso tem atendimento preferencial no Sistema Único de Saúde. A distribuição de remédios, principalmente os de uso continuado, deve ser gratuita, assim como a de próteses e órteses. Os planos de saúde não podem reajustar as mensalidades de acordo com o critério da idade. O idoso internado ou em observação em qualquer unidade de saúde tem direito a acompanhante, pelo tempo determinado pelo profissional de saúde que o atende. Em relação a medicamentos, o Estatuto do Idoso recomenda: verificar a validade. A caixa não pode estar rasgada, raspada ou amassada. Isso é sinal de má conservação, o que pode causar problemas à saúde. Caso o idoso não possa comprar todos os medicamentos necessários, a lei determina que o Poder Público forneça de graça tudo que for preciso para o tratamento. Os planos de saúde não podem recusar clientes em razão da idade. Isso é crime, segundo o artigo 96 do Estatuto do Idoso. As faixas etárias são o método que os planos de saúde usam para fixar o preço Atualmente, a população da Baixada Santista abrange mais de 150 mil habitantes acima dos 60 anos da mensalidade de acordo com a idade da pessoa. O reajuste anual é possível em razão da inflação. Já o aumento por mudança de faixa etária irá depender da data em que o contrato foi assinado e se houver cláusula prevendo o aumento. Com contrato assinado entre 2 de janeiro de 1999 e 1º de janeiro de 2004, tendo o contratante no mínimo 60 anos de idade e mais de 10 anos de plano, não é possível o reajuste por faixa etária. Assinado após 2 de janeiro de 2004, não haverá aumento em razão de mudança de faixa, pois a última faixa etária prevista em razão do Estatuto do Idoso é a de 59 anos. Em caso de internação, o idoso tem direito a um acompanhante, desde que não seja prejudicial ao tratamento e avaliado pelo médico responsável. Fica assegurado, também, o direito de opção pelo tratamento que considerar mais adequado para si, desde que suas faculdades mentais estejam preservadas. Os profissionais de saúde devem comunicar, obrigatoriamente, às autoridades competentes qualquer suspeita ou confirmação de maus-tratos contra o idoso. Transportes coletivos Os maiores de 65 anos têm direito ao transporte coletivo público gratuito. A carteira de identidade é o comprovante exigido. Antes do Estatuto, apenas algumas cidades garantiam esse benefício aos idosos. Nos veículos de transporte coletivo é obrigatória a reserva de 10% dos assentos para os idosos, com aviso legível. Nos transportes coletivos interestaduais, o Estatuto garante a reserva de duas vagas gratuitas em cada veículo para idosos com renda igual ou inferior a dois salários mínimos. Se o número de idosos exceder o previsto, eles devem ter 50% de desconto no valor da passagem, considerando-se sua renda. Os transportes coletivos devem contar com assentos especiais reservados aos idosos e garantir prioridade no embarque e desembarque. Violência e abandono Nenhum idoso poderá ser objeto de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão. Quem discriminar o idoso, impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias, aos meios de transporte ou a qualquer outro meio de exercer sua cidadania pode ser condenado e a pena varia de seis meses a um ano de reclusão, além de multa. Famílias que abandonem o idoso em hospitais e casas de saúde, sem dar respaldo para suas necessidades básicas, podem ser condenadas a pena de seis meses a três anos de detenção e multa. Para os casos de idosos submetidos a condições desumanas, privados de alimentação e de cuidados indispensáveis, a pena para os responsáveis é de dois meses a um ano de prisão, além de multa. Se houver a morte do idoso, a punição será de 4 a 12 anos de reclusão. Qualquer pessoa que se aproprie ou desvie bens, cartão magnético (de conta bancária ou de crédito), pensão ou qualquer rendimento do idoso é passível de condenação, com pena que varia de um a quatro anos de prisão, além de multa. É considerado violência contra o idoso: uso da força física para obrigá-los a fazer o que não desejam, para feri-los, provocar-lhes dor, incapacidade ou morte. A lei pune ainda a ausência, abandono ou recusa dos responsáveis governamentais, institucionais ou familiares de prestarem socorro a uma pessoa idosa que necessite de proteção. Mais: são motivos de punição agressões verbais ou gestuais com o objetivo de aterrorizar os idosos, humilhá-los, restringir-lhes a liberdade ou isolá-los do convívio social. Também são práticas condenadas a recusa e a omissão de cuidados devidos e necessários aos idosos, por parte da família ou das instituições. Ou ainda a negligência e abusos que geram lesões e traumas físicos, emocionais e sociais, em pessoas que se encontram em situação de dependência ou incapacidade. A exploração imprópria ou ilegal dos idosos e o uso não consentido por eles de seus recursos financeiros e patrimoniais também é crime, assim como o abandono. O dirigente de instituição de atendimento responde civil e criminalmente pelos atos praticados contra o idoso. A fiscalização dessas instituições fica a cargo do Conselho Municipal do Idoso de cada cidade, da Vigilância Sanitária e do Ministério Público. A punição, em caso de mau atendimento aos idosos, vai de advertência e multa até a interdição da unidade e a proibição de atendimento. Cultura e esporte Todo idoso tem direito a 50% de desconto em atividades de cultura, esporte e lazer, como cinemas, teatros, jogos e demais espetáculos. Com relação aos serviços públicos, o idoso pode escolher a data mais apropriada para o pagamento de suas contas de água, luz, gás e telefone, bastando ligar para a empresa e solicitar a mudança de data. Os serviços de fornecimento de luz, gás, telefone e a água não podem ser cortados por falta de pagamento. Estacionamento O Estatuto determina que 5% das vagas dos estacionamentos, públicos ou privados sejam destinadas aos idosos. A autorização para o uso da vaga especial é conseguida nos Departamentos de Trânsito de cada Estado. A pessoa deve comprovar idade superior a 60 anos e ser condutor habilitado ou proprietário do veículo. O Estatuto do Idoso prevê como direito a prioridade na tramitação de processos administrativos e judiciais. Deve ser solicitada por escrito a prioridade na tramitação em razão de sua idade. Em relação ao Imposto de Renda, se o idoso tiver 65 anos ou mais e a renda provém apenas de uma fonte (aposentadoria ou pensão), a lei garante o direito a um desconto na declaração de renda. Se o idoso tiver Aids, alienação mental, cardiopatia grave, cegueira, mal de Parkinson, esclerose múltipla, entre outras doenças graves, é isento do pagamento do Imposto de Renda. O idoso tem direito à isenção do IPTU, quando não receber mais de dois salários mínimos ou for proprietário de um imóvel com área máxima de 80 metros quadrados. Baixada Santista Baseado na comparação do censo de 2000 com o de 2010, a população com mais de 60 anos cresceu 44,84%. Representa um aumento de idosos na região. Hoje em dia, a região contabiliza pessoas nessa faixa etária. Por isso, a Prefeitura de Santos criou um Manual dos Cuidadores de Idosos, com o objetivo de proporcionar mais qualidade a vida aos idosos da cidade. A cartilha foi elaborada pela Secretaria Municipal de Saúde e é composta por normas e dicas sugeridas por técnicos especializados do Programa Saúde do Idoso. A política da Prefeitura para a terceira idade engloba palestras educativas em relação à melhor qualidade de vida, dinâmicas de grupo e incentivo às atividades físicas por meio dos Centros de Convivência. O Manual enumera de forma eficaz a prática e convívio entre o idoso e seu cuidador. Atenção ao idoso é primordial, garantem especialistas Pequenas mudanças de hábitos. Um sorriso que não apareceu mais no rosto. Uma frase costumeira que foi esquecida. Esses podem ser alguns sinais de que o idoso precisa de ajuda. Segundo a gerontóloga Flávia Yara Barboza, estes pequenos indícios que aparentemente podem ser considerados normais na velhice podem ter outro significado. Às vezes, a pessoa está sendo acometida de demência, assim do nada. Ontem estava bem, hoje acorda e já não está falando coisa com coisa. De repente, é uma dificuldade urinária. Uma infecção, por exemplo, pode levar a uma pseudodemência. Então, está precisando de um médico. É importante prestar atenção e observar sempre, disse ela. Antes de diagnosticar o idoso é importante observar seu estilo de vida ao longo dos anos. O profissional que está lidando com o idoso e a família devem ponderar esses hábitos, lembrou Flávia. Para ela, por isso trabalhar com o idoso é difícil. De repente, se foi alguém que assistiu a programas de violência a vida inteira, isso não interfere na qualidade de vida. Agora, tem que estar atento se o idoso, que nunca teve o perfil de assistir tragédias, ficar dentro de casa com medo de sair. Neste caso tem que investigar. Será que é uma síndrome do pânico que ele esta desenvolvendo?, questionou. Para a gerontóloga, muitas vezes, o familiar acha que, porque a pessoa já é idosa, sabe o que é melhor para ela. Neste caso, o familiar acredita que caminhar faz bem para a saúde e pede para o idoso que não tem o hábito de fazer exercício físico, praticar atividade física, quando, na verdade, deveria levá-lo a um especialista para que não sofra nenhum tipo de lesão, disse. Os cuidados que devemos ter com os idosos são os mesmos que temos com as crianças e com os adultos, mas sempre buscando respeitar a história de vida deste idoso, o contexto em que ele sempre viveu, assinalou. Já a técnica em Enfermagem Greicy Alves dos Santos, que trabalha há quatro anos Simples gestos que não fazem parte do cotidiano podem ser um sinal de que algo está errado Flávia Yara Barboza, gerontóloga: é preciso preparar os pais para a velhice com a terceira idade, conta que o idoso pode e deve fazer tudo o que sempre fez e que é fundamental estimular a autoestima. Normalmente, quando se tem um idoso em casa, os familiares tendem a querer restringi-lo e tratá-lo como criança, mas esta é uma conduta errada. O idoso já tem uma vivência, tem seus costumes e é muito difícil mudar tudo, explicou. Tanto para a técnica como para a gerontóloga, se o idoso não tem nenhuma doença clinicamente identificada, como Alzheimer, por exemplo, o ideal é conversar e procurar explicar-lhe o porque desses novos cuidados. É importante mostrar a qualidade que aquilo irá proporcionar de bom para sua vida. Qualquer que seja a mudança que venha a ser feita na alimentação, nas atividades lúdicas, é preciso envolver o idoso para que não seja uma mudança muito brusca, acrescentou Greicy. Dentro de casa O mesmo acontece com as mudanças feitas dentro da casa onde o idoso mora. É importante preparar o local para acolhê-lo e evitar riscos de acidentes domésticos. Para Flávia, que estuda a ocorrência de quedas nessa faixa etária, embora o perfil do idoso de hoje indique que ele sai mais de casa, a literatura revela que ainda assim muitas quedas acontecem dentro da própria casa e em situações do cotidiano, que, se identificadas antes, poderiam ser evitadas. Quando nasce uma criança, os pais preparam a casa para recebê-la. Por que não pensamos assim em relação aos idosos? Se os pais estão envelhecendo, é preciso aproveitar enquanto eles estão lúcidos, sugeriu. Não espere a doença se instalar, porque fica mais difícil para o idoso aceitar as mudanças. Se fizer isso enquanto ele está saudável, ele vai entender que faz parte, que o familiar está querendo mudar para melhorar o ambiente, argumentou Flávia. Algumas alterações simples que podem ser feitas, segundo Flávia, são as seguintes: colocar barras de apoio no banheiro; retirar alguns tapetes da casa ou prendê-los no chão; garantir mais acessibilidade, como ampliar as portas, retirar os desníveis etc. Essas melhorias não servem só para os idosos, mas para todos os familiares, destacou. Respeito acima de tudo A técnica em Enfermagem frisou que, quando a pessoa entra na terceira idade, sente falta de tudo que viveu e que foi bom, sabendo que aquele tempo não pode voltar. Por isso, precisa de cuidados especiais, principalmente relacionados à atenção e ao respeito. O idoso sente falta de ter independência, autonomia que não tem mais. Muitas vezes, fica aos cuidados do acompanhante, do enfermeiro, distante da família, disse. Para mim, isso é o mais triste: sentir falta daqueles a quem dedicou a vida toda, perceber que fez de tudo e, mesmo assim, o abandonam, finalizou. Dicas para o idoso - Tome cuidado com o que as pessoas impõem; - Tenha uma rede de amigos, de preferência mais jovens; - Dê atenção aos familiares; - Faça um check-up com especialista; - Faça aquilo de que gosta, mas com responsabilidade - Tenha cuidado com a pele, com a saúde bucal e com a alimentação; - Tome todas as vacinas (muitos deixam de fazêlo por temerem as reações); - Faça exames de rotina, como o da próstata, para os homens, e o Papanicolau, para as mulheres, que são muito importantes para a prevenção de câncer. (Fonte: Greicy Alves dos Santos) Dicas para familiares e cuidadores - Estar atento aos detalhes e sinais que o idoso oferece, que não condizem com o que faz habitualmente; - Levar o idoso a um especialista, a fim de garantir uma velhice saudável; - Respeitar o idoso (Fonte: Flávia Yara Barboza) 6 Edição e diagramação: Igor Augusto 7

5 Passe livre nas cidades e para outros Estados Alimentação saudável ajuda na qualidade de vida Bruna Corralo Desde 2003, os idosos têm o direito de usar os transportes coletivos públicos gratuitamente. Esse direito é garantido pelo artigo 39 do Estatuto do Idoso, para pessoas com 65 anos mediante a apresentação de documento pessoal. Para viagens interestaduais, a lei reserva duas vagas gratuitas por veículo para idosos com renda de até dois salários mínimos. Porém, quando o assunto são as viagens intermunicipais, a história é diferente. De acordo com o promotor de Justiça do Idoso, Roberto Mendes de Freitas Júnior, esta é uma falha no Estatuto, que garante a passagem gratuita para viagens para outros Estados, mas não garante para aquelas entre cidades do mesmo Estado. Viagens intermunicipais A gratuidade nas viagens entre os municípios depende da aprovação de leis pelos Estados. O projeto de lei 98/2010, do deputado Carlos Giannazi (PSOL- SP), autoriza os cidadãos com idade igual ou superior a 60 anos a se isentar do pagamento das viagens de ônibus dentro do Estado de São Paulo, mas ainda depende de aprovação pela Assembleia Legislativa. As empresas de transporte rodoviário só garantem as Idosos têm direito à gratuidade em passagens no transporte público cadeiras reservadas nas viagens interestaduais. Temos dois lugares reservados para idosos com mais de 60 anos. Eles pagam apenas as taxas, o que fica em torno de R$ 5,00. Mas isso somente para viagens interestaduais, explica a funcionária da Viação Cometa, Juliana Cruz. Viagens interestaduais Para garantir este direito, os interessados devem apresentar o comprovante do INSS ou a carteirinha do idoso, que pode ser obtida na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Como apenas dois passageiros podem viajar gratuitamente por veículo, é necessário procurar as agências com antecedência. O bilhete de viagem do idoso deve ser comprado até três horas antes da partida do ônibus, nos pontos de venda. Os interessados também podem reservar o assento gratuito para o retorno da viagem. Se as vagas já estiverem preenchidas, as empresas devem vender as passagens com 50% de desconto e, nesse caso, não há restrição na quantidade de assentos a serem vendidos. O mesmo procedimento quanto à reserva do benefício deve ser seguido pelo interessado em comprar a passagem como o desconto. Transporte coletivo municipal: idosos precisam apenas apresentar o documento de identidade Os idosos sabem dos seus direitos. Eles já vêm com os documentos certinhos e conhecem os procedimentos, conta Juliana. Segundo a funcionária, os destinos mais procurados por eles são Minas Gerais e Paraná. Transporte municipal Para usar o transporte coletivo dentro dos municípios, os usuários apenas precisam apresentar o documento de identidade. É ilegal qualquer tipo de cadastro, afirma o promotor. Atividade física não tem idade Mariana Serra Quem espera ansiosamente a chegada dos 60 anos para, enfim, descansar está completamente errado. O aparecimento dos cabelos brancos e das rugas não indica que é a hora de viver uma vida sedentária. Segundo a professora de atividade física na terceira idade da UNISAN- TA, Vera de Fátima Gomes de Assis, os idosos devem se manter ativos para melhorar a qualidade de vida. O envelhecimento acarreta mudanças significativas na área biofisiológica e também nos aspectos psicológicos, sociais e culturais. A atividade física é um dos caminhos que buscam melhorar a qualidade de vida e retardar o aparecimento de diversas doenças. A inatividade (sedentarismo) na terceira idade é um fator de risco. Reduções da pressão arterial, do colesterol e da gordura corporal são apenas alguns dos benefícios da prática da atividade física. Vera de Fátima explica que o ideal é ter uma vida ativa desde a juventude. A velhice é um tipo de vida que se constrói ainda quando jovem. A pessoa é fruto do que plantou durante a vida em termos de alimentação e atividade física. Se teve esses cuidados desde cedo, terá uma vida mais tranquila. Segundo a professora, não existem exercícios físicos ideais para os idosos. O importante é aproveitar as tarefas do dia a dia para adquirir mais flexibilidade, força e resistência cardiovascular. Caminhar até o supermercado, subir escadas, lavar a louça, sentar e levantar são movimentos com gasto calórico que ajudam na manutenção das aptidões físicas. Não ter condições de frequentar uma academia ou de fazer exercícios como hidroginástica, por exemplo, não é desculpa para ficar parado, explica. Vera de Fátima lembra que durante a prática de qualquer exercício físico é necessário que o idoso tenha o acompanhamento de um educador. A primeira coisa que deve ser feita é um exame médico para avaliar as doenças hereditárias. A ajuda de um profissional da Educação Física é indispensável para saber se o exercício está sendo bem feito e para controlar a intensidade e a força, respeitando sempre os limites de cada pessoa. Reviravolta na vida Depois da morte do marido há cinco anos em decorrência de um ataque cardíaco, Maria das Graças Silveira, de 75 anos, começou a prestar mais atenção à saúde. Diabética e hipertensa, a dona de Porém, para facilitar a identificação por parte do motorista, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET)-Santos fornece uma carteira especial. Para a obtenção das carteiras, os interessados devem comparecer à Avenida Rangel Pestana, 126, Vila Mathias, de segunda à sextafeira, das 8 às 16h30, levando um documento de identidade e uma foto 3x4 recente. Em Santos e região, os idosos usam e aprovam o serviço. É ótimo, dá até para Caminhada na praia ajuda na manutenção das aptidões físicas casa resolveu mudar a rotina para ganhar mais qualidade de vida. "Antes eu só subia de elevador, mesmo morando no segundo andar. Como vivo com minha filha, as tarefas da casa sempre ficavam para ela, eu ajudava no máximo a cozinhar", lembra. Para se distrair, Maria das Graças começou a caminhar na praia todas as manhãs em companhia de uma amiga. A Igor augusto passear, conta o aposentado Décio Menezes que usufrui do benefício com frequência. Já Aurora Veiga utiliza o ônibus para circular entre as cidades da Região Metropolitana da Baixada Santista. Moro em Itanhaém e sempre venho de ônibus gratuitamente para Santos, diz. Além da gratuidade da passagem, o Estatuto também garante, nos veículos de transporte coletivo, a reserva obrigatória de 10% dos assentos para os idosos, com aviso legível. Mariana Serra atividade física não só ajudou a idosa a ter mais disposição, como também a fez conhecer novas pessoas. "Algumas amigas que conheci por causa da caminhada fazem hidroginástica. Acho que vou começar a fazer também. Meus netos estão adorando me ver saindo de casa". Portanto, diz, as surpresas que a vida traz não podem abalar o cotidiano, pois a vida segue. Bons hábitos alimentares contribuem para maior longevidade Bruna Dalmas Muito se comenta sobre o metabolismo dos idosos possuir um certo retardamento e tornar mais difícil a absorção de determinados nutrientes. Mas nem sempre o metabolismo mais lento tem relação direta com o envelhecimento. Alguns fatores são essenciais para manter o bom funcionamento do organismo. Dentre eles, a alimentação, o meio ambiente, o estilo de vida, o antitabagismo, a prática de atividade física e a saúde mental. A velocidade e intensidade do processo de envelhecimento depende de cada um. Algumas patologias, como o câncer e a Aids, também aceleram o envelhecimento mesmo não sendo uma pessoa idosa. Envelhecer nada mais é que a progressiva incapacidade de manter o equilíbrio corporal em condições de uma sobrecarga funcional, ou seja, pode-se estar envelhecido sendo jovem. Segundo o endocrinologista Fauzi Geraix Neto, os alimentos são os principais antioxidantes que combatem os radicais livres. O processo de envelhecimento assim como a ingestão balanceada de alimentos no organismo são a matériaprima essencial para a metabolização de substâncias e aminoácidos precursores para a síntese dos hormônios, explica. Evitar gorduras O médico também afirma que é fundamental as pessoas da melhor idade evitarem alimentos ricos em gordura saturadas, embutidos e defumados, assim como o consumo de sal, doces, refrigerantes, além de usar com moderação alimentos ricos em cafeína (café, chocolate, chá) e álcool, e nem pensar em substituir refeições por guloseimas e lanches. Como a maioria dos hormônios são derivados protéicos de síntese de vitaminas, de micro e macro elementos e também do colesterol para um melhor funcionamento é importante manter uma ingestão balanceada de nutrientes naturais. Quanto mais balanceada, colorida e diferenciada for a alimentação dos idosos, mais saudáveis e nutritivos serão os alimentos e proporcionarão uma melhor síntese hormonal fisiológica para o organismo. O metabolismo também é econômico na questão de energia. Tudo que é em excesso ou o organismo elimina ou estoca como reserva de gordura. O endocrinologista ressalta que a melhor combinação de exercícios é aquela que o idoso queira fazer, não sendo uma obrigação, mas um local de descontração, lazer e também de promoção da saúde. É fundamental que eles tenham supervisão multidisciplinar, com alongamentos de acordo com a individualidade de cada um, e um plano terapêutico sugerido. A alimentação deverá ser sempre balanceada com ingestão de proteínas cálcio e vitamina D., recomenda o médico. Em suma, para que o organismo mantenha o equilíbrio é necessária uma alimentação totalmente fracionada a cada 3 horas associada a frutas, legumes, verduras, fibras e grãos, além de aumentar o consumo de gorduras contendo ômega 3, como no salmão, arenque e atum, associada à ingestão de líquidos de forma devagar e balanceada durante o dia. Alimentos são os principais antioxidantes que combatem os radicais livres, substâncias que são consideradas as responsáveis pelo envelhecimento celular Idosos devem comer menos, recomenda especialista Luciano Agemiro Todas as faixas etárias dos seres humanos possuem grandes diferenças nutricionais. É errado imaginar que o idoso seja uma criança velha. As principais alterações ocorrem na composição corporal, devido à perda de massa magra e aumento da gordura corporal, que causa grande impacto negativo na funcionalidade do organismo do idoso e, consequentemente, na sua qualidade de vida. Os efeitos da alimentação inadequada, tanto por excesso como por baixo consumo de nutrientes, tem grande incidência nos idosos. Segundo o especialista em Segurança de Alimentos, Nicolas Aguiar Gonçalves, o planejamento alimentar em casa ou mesmo em asilos é essencial e os cuidados devem ser monitorados por um profissional. As necessidades nutricionais na terceira idade são extremamente individualizadas, em razão das diferenças na progressão do envelhecimento e da incidência de doenças, revela o especialista. Uma particularidade deste período tem a ver com o processo natural de envelhecimento, quando ocorre uma redução das necessidades de energia. Dessa maneira, a alimentação do idoso deve ser reduzida para evitar acúmulo de células de gordura no corpo. MARIANA TERRA O nutricionista revela que um dos principais erros cometidos por familiares e acompanhantes é a diminuição do alimento apenas no período noturno, oferecendo apenas uma sopinha. Todos os idosos devem manter o seu hábito alimentar nas principais refeições, pois a digestão é reduzida durante todo o dia, e não somente no período noturno, adverte. Dos alimentos a serem ingeridos, a prioridade é para aqueles ricos em ferro e cálcio, que são aqueles minerais cuja absorção é mais difícil pelos idosos. No caso do ferro, a deficiência desse mineral pode causar microssangramentos intestinais. Já o cálcio, devido à problemática da osteoporose nesta população, deve ser bastante estimulado. A recomendação de cálcio para o idoso é de 1200mg/dia, mas, segundo pesquisa realizada em São Paulo, a ingestão não ultrapassa 500mg/dia. Assim como durante toda a vida, na fase idosa, as refeições devem ser disciplinadas e fracionadas. O cardápio deve incluir cinco refeições diárias e ao menos três porções de leite ou derivados, recomenda. Nada de doces ou alimentos industrializados. A alimentação deve ser rica em comidas naturais e preparadas com poucas gorduras. Na terceira idade, algumas doenças como diabetes e hipertensão podem interferir na alimentação. 8 Edição e diagramação: Joanna Flora 9 Edição e diagramação: Caio Augusto

6 Sesc é opção de entretenimento Entidade procura valorizar a qualidade de vida com trabalho social Ivan Baeta O Sesc-Santos, um dos pontos de referência da região no quesito entretenimento, procura valorizar a qualidade de vida do idoso com o desenvolvimento de um trabalho social intenso. Para tanto, o espaço conta com uma programação que tem foco na instrução e convívio com diversas manifestações artísticas, palestras e congressos a partir de temas pertinentes, conta o animador cultural e coordenador Leonardo Nicoletti. A unidade Santos tem fluxo semanal de idosos de pessoas, sendo que, nos fins de semana, o número aumenta para 6.500, em média. Para os idosos, existe uma equipe própria de programação. Nicoletti coordena o trabalho social, que conta ainda com coordenadores de teatro e música. Outra situação que ocorre na programação é que grande parte dos idosos participa também de atividades desenvolvidas para o teatro infantil. A programação artística conta com atividades musicais, teatrais, de dança e oficinas, além de cursos de teatro, artesanato e palestras com temas relevantes que envolvem o envelhecimento. Temos ainda atividades físicoesportivas em que co- Isabella Paschoal locamos todos os alunos juntos provocando a convivência com diferentes faixas etárias, explica. Preocupado com a interação, o Sesc-São Paulo e o Sesc Nacional têm tido a preocupação intergeracional que envolve a co-educação entre as diferentes faixas etárias, não separando mais as atividades por faixas etárias específicas. O objetivo é respeitar os limites e os ritmos de todas as idades e cada um deles reagindo da maneira mais adequada. Temos alcançado só resultados positivos. Só aprendizados, acrescenta. Na verdade, a questão é formar os grupos de acordo Idosos prestigiam chorinho e baile na orla da praia Leonardo Nicoletti, animador cultural do Sesc Santos: o público escolhe a atividade de que mais gosta com seus gostos. Uns gostam mais de musicais, outros de teatro ou atividades físicas e cada um opta pela sua preferência procurando preencher as datas com atividades. Na opinião de Nicoletti, o público escolhe a atividade de que mais gosta, tem afinidade e prazer de freqüentar. Ao som de Brasileirinho, de Waldir Azevedo, Cynthia Esquivel se balançava com entusiasmo. A arquiteta, de 61 anos de idade, era de longe a mais empolgada, junto de sua filha, em meio a um público de umas 300 pessoas. É a segunda vez que nós viemos e é muito bom. Atualmente, pequenos eventos culturais destinados a um público mais reduzido são os melhores lugares para ir, conta Cynthia. A fim de proporcionar lazer e cultura a todas as gerações, mas principalmente à terceira idade, a Prefeitura de Santos, em parceira com o Projeto Tecondi Celebra e o apoio do Clube de Choro, criou no dia 30 de junho de 2007, o Projeto Chorinho no Aquário. O choro, conhecido popularmente como chorinho, é um gênero de MPB instrumental. As rodas acontecem de maneira informal, sem grandes shows ou espetáculos. Não existe uma formação especifica e os instrumentos geralmente usados são o violão, bandolim, flauta, cavaquinho e pandeiro. Desde o surgimento, já foram realizados mais de 170 apresentações com músicos da Baixada e da Capital. Entre eles: Euclides Marques, Luizinho 7 Cordas, As Choronas e Demônios da Garoa. As rodas acontecem aos sábados, às 18h, na Praça Luiz La Scala, atrás do Aquário Municipal, na Ponta da Praia. Baile na Praia Criado em 1999, o Baile na Praia surgiu de um projeto de aulas de dança de salão ao ar livre. Porém, a aprovação e a procura dos santistas pelos agradáveis finais de tarde foi mais do que esperada pela Prefeitura. Então, em 2001, o evento foi transferido para Fonte do Sapo, que fica na orla da praia, no bairro Aparecida. O local passou por reforma e ampliação, onde hoje abriga aos domingos, das 18h às 22h, um palco móvel. Ao todo, são 600 pessoas que procuram os bailes a cada edição. A maioria do público é da terceira idade, que arma Atividades O Sesc conta com atividades físicoesportivas diariamente e os idosos podem usufruir e melhorar a sua qualidade de vida. Três vezes por semana são ofereciddos cursos artísticos que envolvem especialmente o teatro, a dança e o artesanato. Nos fins de semana existem, as recreações com danças de salão e bailes. Eventualmente - duas vezes por ano - existem os grandes festivais, encontros de idosos, que são chamados de festivais de integração entre grupos de terceira idade de diversas unidades do Sesc-São Paulo. Este encontro acontece na unidade de Bertioga. A qualidade de vida, entretenimento e instrução estão dentro dos pilares que têm direcionado em pesquisas voltadas aos grupos e das personalidades que podem oferecer estes serviços, destaca o coordenador. O Sesc seleciona professores de teatro com experiência Baile na praia na Fonte do Sapo: cada edição reúne cerca de 600 pessoas, na maioria idosos uma roda onde os mais habilidosos com a dança se apresentam e os outros olham, atentos, com a intenção de aprender alguns passos. O repertório é variado: do samba ao tango, com a intenção de agradar a todas as idades. Lourdes e Marcilio Ortega estão casados há 62 anos. Naturais de São Paulo, o casal IVAN BAETA no assunto, peças que tratem do tema do envelhecimento com a preocupação de não levantar preconceitos, exposições e discussões desnecessárias causando o constrangimento dos idosos. Em junho, houve a Semana Mundial de Prevenção de Quedas de Idosos, com palestra da pesquisadora e arquiteta Ana Satiro, além de oficina de dança aliada ao jazz para prevenir e preparar o idoso com a finalidade de estar atento às quedas. O Sesc conta ainda com A Terceira Idade, publicação semestral de artigos acadêmicos que incentiva a pesquisa na área do envelhecimento IGOR AUGUSTO veio para Santos com os filhos faz 44. Eles frequentam o baile todos os domingos há oito. É sempre muito animado. Fizemos vários amigos aqui. A gente só não vem quando estamos viajando ou quando tem aniversário de um dos netos, conta Lourdes. Ou quando chove, completa o marido. Sexo maduro e inseguro Incidência de contaminação com HIV vem aumentando em pessoas da terceira idade Simone Menegussi Foi-se o tempo em que vovós e vovôs ficavam em casa esperando as horas passarem. Em pleno século 21, as pessoas estão vivendo mais, divertindo-se mais e contaminando- -se mais. Segundo o médico infectologista do Ambulatório de Idosos com HIV/Aids, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, mestre em doenças infecciosas pela Coordenação dos Institutos de Pesquisas da Secretaria do Estado de São Paulo (CIP), Jean Gorinchteyn, a maioria de seus pacientes vem se contaminando por falta de conhecimento e prevenção. Até o final do século passado, a maior causa de contaminação de Aids entre pessoas idosas era por meio de transfusões sanguíneas. Desconsiderar que o contágio também ocorria por intermédio de relações sexuais era uma forma de preconceito, diz Gorinchteyn. A mídia e a sociedade, geralmente, falam de sexo na juventude, ignorando o sexo maduro, gerando um descompasso na identificação dos idosos com as campanhas veiculadas. O livro Sexo e Aids depois dos 50 (São Paulo, Ícone Editora, 2010) escrito pelo infectologista contém vários depoimentos de pessoas que enfrentaram mudanças radicais em suas vidas após a descoberta da contaminação. Outro tema abordado pelo médico é a maneira como os idosos estão se infectando. As pessoas que nasceram antes da pandemia causada pela Aids na década de 80, culturalmente falando, não tinham o hábito de usar camisinha durante as relações sexuais. As mulheres eram criadas para terem um companheiro durante a vida toda. Estes companheiros não se sentiam culpados por manter relações sexuais fora do casamento e sem proteção. De acordo com o médico, só a informação poderá convencer as pessoas, de uma vez por todas, de que o sexo continua ocorrendo entre os mais idosos. Os bailes da terceira idade são lugares cada vez mais frequentados. Nesses ambientes, homens e mulheres resgatam boa parte da vida que havia sido esquecida. Chegam cheios de disposição para reviver sentimentos adormecidos, gerando relacionamentos que terminam da mesma forma que os jovens, isto é, na cama. Segundo o médico, com o poder de ereção revigorado com o auxílio dos remédios como Viagra, Cialis e o Levitra, os idosos estão fazendo mais sexo dentro de casa, fora e até com pessoas do mesmo sexo. Gorinchteyn descreve, em seu livro, como as pessoas idosas desconhecem o uso de camisinha. As pessoas desta faixa etária não começaram a vida sexual usando preservativo, pois, em geral, recorriam ao método do coito interrompido, ou seja, ejaculação fora da vagina. As doenças sexualmente transmissíveis não matavam. Uma paciente que estava sendo traída pelo marido revelou ao médico que sabia do fato. Doutor, imaginei que ele pudesse me trazer tudo: sífilis, hepatite, mas nunca me passou pela cabeça que ele pudesse me trazer Aids, disse em testemunho reproduzido por Gorinchteyn em seu livro. Este é o retrato da falta de informação para este público. Os homens não sabem usar e as mulheres sentem vergonha em pedir para que seus parceiros usem camisinha. Segundo o médico, a Aids não é uma doença só de jovens, como ainda avaliam muitos idosos. Ela espreita homens e mulheres de todas as idades nas relações sexuais sem proteção. Portanto, camisinhas para todos sem exceção, recomenda o infectologista. Não há limite de idade, diz sexóloga Caroline Leme Um dos principais pilares da relação a dois, o sexo, muitas vezes, é esquecido durante a maturidade. Por acreditarem que o corpo já não corresponde aos estímulos ou que já estão velhos para essas coisas, muitos casais acabam deixando a vida sexual de lado. De acordo com a sexóloga Márcia Atik, sexo não tem limite de idade e pode ser praticado desde que haja carinho entre os dois. O sexo bom e prazeroso vai além da performance, pois é uma entrega de corpo e alma, não dependendo apenas de uma ereção. Precisa haver desejo e afeto. A sexóloga também explica que, ao contrário do que se pensa, a menopausa é uma influência muito mais psicológica do que física, quando se trata de desejo sexual na mulher. Como corpo e mente interagem o tempo todo, é muito comum mulheres abandonarem esse aspecto de sua vida. Porém, existem pesquisas que comprovam que mulheres na menopausa com relacionamentos bons e prazerosos não têm mudança Reprodução Após descoberta de medicamentos que estimulam a ereção, o sexo na terceira idade aumentou Dúvidas frequentes em relação à prevenção JULIANA KUCHARUK Livro aborda a sexualidade entre idosos - O que é Aids ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida? É uma síndrome que se manifesta após infecção do organismo humano pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, HIV (sigla do inglês Human Immunodeficiency Vírus). Trata-se de doença bastante complexa que causa uma inabilidade do sistema de defesa do organismo humano para se proteger de outros micro-organismos invasores (vírus, bactérias, protozoários). - A Aids é uma doença crônica ou mortal? A Aids, inicialmente, era considerada uma doença fatal. Desde 1996, com o aparecimento da terapia combinada antirretroviral, houve uma mudança desse quadro. Agora é considerada uma doença crônica. O uso correto dos medicamentos aumenta a sobrevida, diminui as internações por doenças oportunistas e reduz a mortalidade. - Quais podem ser os primeiros sintomas? A doença não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. Porém, os sintomas iniciais costumam ser semelhantes e comuns a várias outras doenças. São eles: febre persistente, calafrios, dor de cabeça, dor de garganta, dores musculares, manchas na pele, gânglios ou ínguas embaixo do braço, no pescoço ou na virilha. Com a evolução da doença, podem surgir as chamadas infecções oportunistas, a exemplo da pneumonia, tuberculose, alguns tipos de câncer, candidíase, toxoplasmose e meningite, entre outras. - Como é transmitido o vírus da Aids? A Aids pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno. Beijos, abraços, demonstrações de amor e afeto e compartilhar o mesmo espaço físico não transmitem Aids. - Qual o principal meio de prevenção da Aids? Informação e camisinha. O uso do preservativo na relação sexual é fundamental. em seus desejos e respostas sexuais. O mesmo não acontece em mulheres que estejam em relacionamentos desajustados, conta. Não é segredo que um homem com mais de 60 anos tem um ritmo mais lento do que um de 30. Porém, a paciência e atenção adquiridas com os anos ajudam muito na hora do sexo. Qual o tempo que um homem de 30 anos leva para atravessar uma rua movimentada? Sem dúvida, ele seria mais rápido e com menos atenção de que um homem mais idoso. Isso se aplica ao sexo também: se há uma mudança no tempo da resposta, há também uma melhora na concentração e no sentido de relações, pelo menos nos homens que envelhecem com sabedoria, diz. Com as mulheres, a diferença não é propriamente física, mas, sim, cultural, já que por muito tempo o sexo foi correto para os homens e recriminatório para elas. Nesse sentido, as mulheres acreditam erroneamente que não atraem mais e que não vale a pena tentar, pois os homens preferem duas de 30 a uma de Sem preconceitos Abra a embalagem com cuidado. Não faça isso com os dentes ou com outros objetos que possam danificá-la. Coloque a camisinha somente quando o pênis estiver ereto. Na hora de colocar, aperte a ponta da camisinha para retirar todo o ar e depois desenrole a camisinha até a base do pênis. Se precisar de lubrificantes, use os feitos à base de água. Evite os que contêm vaselina e outros lubrificantes à base de óleo. Após ejacular, retire a camisinha com o pênis ainda ereto, fechando com a mão a abertura para evitar que o esperma vaze de dentro da camisinha. 60, enquanto alguns homens ficam sonhando com o que foram no passado. Segundo a psicóloga, a prática da sexualidade desperta interesses, vaidade, cuidados com o corpo e a saúde e, principalmente, felicidade, resultando em uma vida plena e saudável; portanto, desejo, amor e sexo devem e podem durar a vida toda. Sem dúvida, cultivando interesses, qualidade de vida, cuidando do corpo e permitindo-se relacionar com mais cumplicidade e afeto, é possível prolongar a vida sexual, finaliza. 10 PRIMEIRA Edição e diagramação: Caio Augusto IMPRESSÃO Junho/julho de Edição e diagramação: Igor Augusto

7 Projeto Vovonauta deixa a melhor idade antenada Iniciativa da Prefeitura de Santos permite a idosos conhecerem o mundo digital Joyce Salles Com apostilas nas mãos, o casal da melhor idade Antonia Guerreiro, 76 anos, e Danilo de Souza, 74 anos, sai de casa. Seu destino é o Centro de Atividades Integradas de Santos (Cais), nas instalações do antigo Colégio Santista, localizado à Rua Sete de Setembro, 34, Vila Nova, onde o casal faz parte do projeto Vovonauta. Segundo Antonia, o interesse pelo curso de Informática para a melhor idade surgiu por indicação médica ao marido, que precisa exercitar a mente. Ele estava meio esquecido e não prestava muita atenção nas coisas; por isso, a geriatra receitou que fizesse algo que estimulasse o cérebro. E, foi lendo o Diário Oficial do município que achei o projeto Vovonauta. Na sala de aula é quando o amor de marido e mulher se separa e eles encontram uma nova paixão: o computador. Gosto de ver sites de culinária e mandar para minhas filhas e meus netos que residem em Limeira, revelou. Estou adorando e até um pouco mais entusiasmada que meu marido. Ontem mesmo, resolvi largar o tricô e o crochê que sempre faço. Resolvi, então, mexer no computador que meus netos nos deram, Caroline Trevisan Com o aumento das separações, nem sempre os casais têm sucesso na vida amorosa e na concretização dos planos para o casamento. Apesar de alguns espinhos enfrentados, Maria Regina e Orlando Benetti Filho, casados há 43 anos, não foram impedidos de viver uma história de amor almejada por todos. O primeiro encontro aconteceu por ocasião do casamento da prima de Maria quando estava presente também Orlando, irmão do noivo. Mas não houve aproximação, ficaram apenas na paquera. Como nem tudo acontece por acaso, um dia, Regina foi visitar os recém-casados e Orlando também. Após isso, ele a acompanhou até a casa dela e, a partir deste momento, começou a marcar encontros que resultaram no Joyce Salles Os interessados em participar devem ter a partir de 60 anos e residir em São Vicente. Curso é dividido em três módulos, com carga de 80 horas especialmente após saberem que estávamos fazendo o curso. Estou muito feliz porque, por meio das minhas anotações e da apostila, consegui fazer tudo sozinha, contou. O programa da Secretaria de Educação de Santos (Seduc) instituiu um curso gratuito de Informática para a terceira idade, surgindo assim o Vovonauta. Atualmente tem 150 alunos participando divididos nos três polos do Município que são: no Centro de Inclusão Digital (Cemid), localizado à Rua Sete de Setembro, 34; na Igreja Santa Margarida Maria, à Praça Júlio Dantas, 45, e na Sociedade de Melhoramentos do Campo namoro. A gente marcava dia, horário, passeava pela praia, ia ao cinema, em vários lugares, conta Regina. Depois de três anos, noivaram e apareceu uma oportunidade de Benetti comprar o apartamento em que residem até hoje. Ainda não havia sido construído o edifício e Benetti já tinha começado a investir financeiramente até a sua finalização. A obra durou três anos e, assim, o casal esperou sete para o casamento. Com a vida de casados, as preocupações se ampliaram, com despesas, filhos e tarefas domésticas. Com as preocupações, houve também um tempo para se acostumarem às manias do outro, pois, ao juntar as escovas de dente, acontecem mudanças e surgem os problemas. Para ela, o que facilita esse processo é o amor: Se você Grande à Rua Marquês de São Vicente, 135/137. Segundo a coordenadora do Cemid, Graziela Foz, oferecer um curso desses é estruturar as diferenças, independente de idade e vida social. Não só o Vovonauta, mas todos os projetos voltados a novas tecnologias são uma democratização do acesso à informação. Muitos desses idosos vêm procurando não só o aprendizado, mas a relação humana. Eles fazem novas amizades e matam a saudade de uma época que já passou. A professora de ensino fundamental e professora do projeto há cinco anos, Alexandra Fernandez, contou Do namoro ao casamento que já dura 43 anos que sua interação com os alunos vai além da relação entre aluno e professora. É uma terapia para mim, diferente do que encontro nas salas de aula com os meus alunos. Chego aqui e é outro mundo. Nossa relação é de amizade e carinho, é uma troca de experiência. Nós trocamos s e até algumas confidências, é tudo de bom, revelou a professora, que se destaca por sua atenção aos alunos. A coordenadora do Cemid ressaltou que o curso dificilmente possui desistências e já formou cerca de dois mil vovonautas. Eles até voltam para fazer o curso de novo, pois alguns esquecem o que aprenderam e precisam de reforço. não gosta da pessoa, não adianta nem casar porque, durante o casamento, há várias etapas a serem superadas, diz Regina. O casal destaca ainda que é necessário ter um alicerce e uma base para conseguir superas as dificuldades, pois é difícil lidar com o outro e os dois têm que andar juntos; caso contrário, não haverá sucesso. Não pode ser feita apenas a vontade de um e, sim, o meio termo, cada um tem que ceder um pouco, recomenda Regina Com a chegada dos três filhos, dois meninos e uma menina, houve uma relação complicada entre o casal, pois o pai era mais impaciente, ao contrário da mãe, o que, muitas vezes, causava algumas desavenças, mas isso nunca afetou a relação deles. Nós já tivemos várias brigas, mas nunca nos separamos, comenta ela. Sempre unidos, os dois recebem elogios de quem os vê andando de mãos dadas pela praça. Eles escutam muitos comentários de pessoas que não acostumadas a ver cenas como estas nos dias de hoje. Por isso, costumam receber também um apelido carinhoso, casal 20. A reação é de orgulho e acanhamento. Além de passeios, assistem à televisão, viajam para Para a secretária de Educação, Gisele Gênio, ter um projeto voltado ao público da terceira idade é de extrema importância para o mundo atual da tecnologia e informação. É uma iniciativa que valoriza a terceira idade, tão atuante na cidade de Santos. Com isso, queremos aproximar a experiência de vida de vovôs e vovós do mundo globalizado que é trazido pelas redes de computadores. Curso Os interessados em participar devem ter a partir de 60 anos e residir na Cidade. O curso é divido em três módulos, com carga de 80 horas (seis meses), e ensina princípios básicos de Informática como aplicativos do Broffice, Sistema Operacional Linux e internet. As vagas são oferecidas bimestralmente e as inscrições são divulgadas no Diário Oficial. No ato da inscrição, é preciso levar RG e comprovante de residência em nome do candidato ou responsável. As vagas serão preenchidas de acordo com a ordem cronológica de inscrição. Cada candidato terá direito a uma vaga. É necessário ser alfabetizado. Mais informações pelo telefone Após mais de 40 anos, Maria Regina e Orlando Benetti Filho continuan juntos a casa do filho em Assis, vão às festas, comemoram o aniversário de namoro, caminham na praia. Mesmo quando um prefere assistir a um programa que não o agrada, não há problema de fazer outra coisa. O que eu não gosto é de jogo, mas eu pego um livro ou bordo para me distrair, acrescenta Regina. Benetti dá a receita para vida de um casal perdurado. É preciso, acima de tudo, ter respeito com o próximo. Uma segunda família Companheiros, funcionários das casas de repouso tornam-se familiares dos idosos Jéssika Nobre Prestar assistência ao idoso, oferecer suporte à saúde e alimentação e proporcionar liberdade, dignidade e cidadania essa é a função das casas de repouso e asilos. Criadas para auxiliar as famílias que, por algum motivo, não podem cuidar do seu idoso, elas substituem os parentes no cuidado com os mais velhos. A Casa do Sol, segundo o seu gerente operacional, Pascal Joseph Danil, é uma instituição filantrópica e assistencial que trabalha com idosos a partir de 60 anos. É uma alegria para nós ouvir as experiências de vida, ver o sorriso, o agradecimento no convívio diário e a satisfação deles com as atividades e passeios, diz. De acordo com Danil, a admissão do morador é feita por meio de uma avaliação multiprofissional e entrevista com os familiares, para que o quadro clínico e as dependências apresentadas sejam observadas, como situações de dependência física acentuada ou doença mental que incapacite o idoso ou o impeça de fazer parte da casa. Fundada em 1905, a Casa do Sol oferece acompanhamento médico semanal com supervisão de enfermeiras 24 horas, atendimento psicológico e fisioterapêutico e terapia ocupacional e seis refeições diárias (café da manhã, lanche, almoço, café da tarde, jantar e ceia), além de desenvolver atividades internas como dança sênior, cinema, bingo, oficinas de culinária, educação física, dinâmica de grupo e oficina de memória, entre outros serviços. De acordo com Danil, os mais velhos podem também usufruir de sala de TV multicanal, sala de leitura, auditório com capacidade para 150 pessoas, capela ecumênica, sala de visitas, horta, área verde com quiosque, aquário natural e viveiro de pássaros. Para evitar acidentes e proteger os moradores, ele afirma que a casa tem corrimão, barras de apoio e rampas de acesso. A sócia-proprietária da casa de repouso Recanto para Idosos Vovó Maria Marques, Claudiane Portela, afirma que trabalhar com idosos é sinônimo de Casas de repouso: trabalhar com idosos é sinônimo de muita responsabilidade muita responsabilidade e burocracia, porém tem o seu lado bom que é fazer o possível para proporcionar qualidade de vida a todos. Segundo Claudiane, a instituição promove a hospedagem, alimentação, cuidados com higiene pessoal, acompanhamento médico, enfermagem 24 horas, fisioterapia e reabilitação, além de serviços de nutrição para idosos a partir de 60 anos. O Recanto busca contribuir de forma efetiva para uma melhor qualidade de vida. A nossa missão é prestar atendimento e amparo à velhice e tornar esse momento da vida o melhor possível de forma ética e digna, buscando o resgate da autoestima e prática da cidadania, afirma Espaços para conviver e se divertir Joanna Flora Com a proposta de prevenção ao asilamento e melhoria da qualidade de vida, em dezembro de 1993, foi criado o primeiro Centro de Convivência da 3ª Idade de São Vicente. O bairro escolhido foi a Vila Valença, mas posteriormente foi transferido para o Horto, na Vila Voturuá. Aqui nós temos a parte de assistência social e psicológica. Muitos chegam com depressão e com o tempo notamos o retorno positivo, explica a psicóloga do local, Regina Ubinha. Há quase 20 anos no projeto, ela comenta que muitas famílias estranham no começo, quando os pais começam a frequentar os Cecons. Geralmente, os idosos esperam os familiares para cuidar ou dar almoço. Quando eles passam a ter outras atividades e não se prendem mais à família, alguns parentes até vêem conversar conosco, relata. Com o dia a dia no Centro de Convivência, a funcionária acredita que essa mudança de valores é natural e benéfica para eles. Os idosos estão acostumados a ver os filhos e netos em apresentações. Com as atividades que temos aqui é a vez deles serem o centro das atenções e viverem intensamente, exalta a coordenadora do Clube da Melhor Idade, Aparecida Pettini. A profissional comenta ainda que sempre educou os filhos para terem juízo e cuidado ao sair, mas para os idosos que frequentam o clube e participam de passeios, ela aconselha o contrário. Eles já passaram muito tempo se prendendo e agora é a hora deles aproveitarem para sair, viajar e viver intensamente, afirma Aparecida. Para participar dos Cecons, é necessário se cadastrar levando documentos pessoais, comprovante de residência (é obrigatório morar em São Vicente) e ter mais de 50 anos. Lá, eles têm espaço para atividades físicas (ginástica, alongamento e dança de salão), recreativas (festas, comemorações de datas especiais e passeio), artesanato e eventuais (palestras, cursos e sessão de cinema). Ao todo, São Vicente tem sete centros de convivência que atendem a mais de 5 mil idosos. Os bairros com Cecons são: Parque da Bandeira, Cidade Náutica III, Vila São Jorge, Vila Melo, Centro, Vila Voturuá e Parque São Vicente. Mongaguá Desde o dia 27 de maio de 2011, Mongaguá também um Clube da Melhor Idade. Lá, IGOR AUGUSTO a proprietária. De acordo com ela, os idosos chegam a entrar em depressão devido ao descaso e abandono da família. Há familiares que pagam a mensalidade e acham que isso basta, afirma. Pascal Joseph Danil observa que existem diversos tipos de conflitos familiares. Há casos de idosos sem referência familiar e em situações de vulnerabilidade social, alguns com situações de extremo conflito e distanciamento afetivo e, por outro lado, diversas famílias extremamente unidas e participativas, diz. A proprietária da casa de repouso São Judas Tadeu, Cláudia Moreira, explica que, além de promover os idosos estão mais ativos do que muitos jovens, praticando ginástica, competições esportivas e dança. Para eles, alegria e empolgação são o reflexo de que nunca é tarde para a prática de atividades físicas e conhecer novos amigos. Vôlei, dama, dominó, baralho, ioga, coreografia e coral são algumas das atividades que fazem parte da rotina desses idosos. Lá, os frequentadores formam uma nova família e acompanhamento médico, fisioterápico e cuidado com nutricionistas, a casa conta com enfermeiros 24 horas e um grupo de oração que faz o terço com os idosos toda semana. A musicoterapia e festas comemorativas, assim como os passeios externos, também fazem parte da rotina dos moradores. Danil acredita que os idosos que não possuem um contato familiar apresentam fragilidade emocional e muitos acabam criando laços com a equipe de trabalho. A instituição tem um papel importante nessa ausência familiar, conclui. De acordo com o gerente operacional da Casa do Sol, as queixas mais comuns são dores físicas, angústia de morte, perdas de parentes, cônjuges e amigos e também a perda da função profissional, autonomia física e lembranças pessoais. Morar aqui para mim é muito importante, porque recuperei a minha vida em todos os sentidos. Moro aqui há oito anos e me sinto feliz, estou em minha casa e, quando saio, não vejo a hora de voltar, diz R.N.E., 74 anos, morador da Casa do Sol. Para o gerente operacional Danil, trabalhar em uma casa de repouso é uma experiência profissional e pessoal de grande gratificação, riqueza e intensidade. Trabalhar dentro do lar de idosos contribui no convívio do exercício de suas vidas e na oportunidade do aprendizado diário. Traz uma postura mais positiva e equilibrada dentro da vida de cada um de nós, conclui. JOANNA FLORA Em São Vicente, existem sete centros de convivência que atendem a mais de 5 mil idosos tem oportunidade de melhorar a auto-estima e até mesmo a saúde, pois as atividades melhoram o condicionamento físico. O Projeto Conviver de Mongaguá tem atualmente cerca de integrantes praticando algum tipo de atividade realizada no Clube da Melhor Idade, uma área de m² dotada de quadra, salões de jogos, salas multiuso e de medicação, refeitório e cozinha

8 Seo Chico, história escrita em páginas de resistência O jornalista Francisco Ribeiro do Nascimento sofreu na pele a perseguição da ditadura Felipe dos Santos Mais uma vez que se cumpra aquela máxima famosa: a história não fala dos fracos. Esta frase resume as páginas resistentes de Francisco Ribeiro do Nascimento, 85 anos, conhecido também como seo Chico das castanhas. Esta frase que fora criada por uma amiga sua, a portuguesa Anete, sintetiza a vida deste militante, ligado ao Partido Comunista Brasileiro (PCB). O surgimento do partido no Brasil, no dia 25 de março de 1922, em Niterói, e reorganizado em 18 de fevereiro de 1962 em São Paulo, sob a sigla PCdoB, foi pouco antes do nascimento do esquerdista. No dia 5 de setembro de 1927, o país do futebol deu a luz a um autêntico político. A pequena Cachoeira do Arari, município do Estado do Pará, foi o berço deste nobre jornalista. Segundo o site oficial da cidade, há em torno de aproximadamente 20 mil habitantes, numa área de 3.102,08 km² representando 0,2486% do Estado. Foi no pequeno território paraense que se iniciaram as primeiras páginas de seo Chico. Ainda na adolescência, Nascimento já brilhava como vendedor de praça da antiga rede de lojas Mesbla, instalada no Brasil, especificamente no Rio de Janeiro, em Contudo, ele atuava repassando os produtos da filial em sua terra de origem. Na época, eu tinha uma lambreta que me acompanhava na jornada de vendas, afirma. Junto às atividades no comércio, ele foi se aproximando do antigo PCB. Neste momento, as paredes azul e branca, junto à mesinha fixada na sala do seu apartamento em Santos, onde reside atualmente, testemunham as confissões das lutas dos militantes, que carregavam na veia o mastro vermelho e amarelo, cores estas que representam a bandeira do PCB. Antes da partida forçada desta figura importante de Cachoeira do Arari, a terra de origem abençoou, em 1950, a união matrimonial de Francisco Ribeiro do Nascimento e Maria da Conceição Teixeira do Nascimento. Um casamento forte marcado por respeito, cumplicidade e companheirismo. Nem mesmo os ataques dos defensores do golpe militar de 64 conseguiram arrancar de dona Conceição aquele homem de porte mediano, olhos castanhos, pele branca e dono de um sorriso encantador. A fuga Certo dia, em 1964, um sargento escoltado por três soldados compareceu à casa de Nascimento a fim de prendê-lo. Sua esposa relata que os filhos cercaram os oficiais e, num ato de extrema humanidade, o sargento resolveu bater em retirada, sem exercer nenhum tipo de coação para capturar o comunista. No entanto, Maria da Conceição precisou assistir à fuga de seu amor rumo à grande São Paulo. Por conta das inúmeras investidas do sistema opressor contra o jornal Tribuna do Pará, de tendência de esquerda, o marido de dona Conceição se foi. Uns companheiros de luta se juntaram e conseguiram arrumar uma carona num caminhão para minha fuga, conta. Nascimento lembra que foram dez dias de viagem até a terra da garoa. Ele relata não ter sido apalpado por nenhum tipo de privilégio; pelo contrário, não houve nada de conforto nessa jornada. Foi complicada esta excursão. Fiquei muito adoecido e cheguei a pensar que não iria chegar com vida ao destino final, diz. Depois de vários dias, Nascimento desembarcou em São Paulo, mas logo em seguida ele preferiu procurar seu pai, que residia na cidade de Santos. Aquela visita inesperada seria o segundo encontro entre pai e filho. Isto porque, em 1962, Nascimento esteve no litoral paulista para receber um prêmio oferecido pela Mesbla. A fala do militante até falhou ao lembrar-se da primeira vez que desceu a estrada da Serra do Mar. Fiquei impressionado com a beleza daquele lugar. A todo tempo imaginava: como alguém poderia ter construído tudo aquilo?, confessa. Contudo, nem passava pela cabeça do comunista que seria preciso cruzar o mesmo caminho, dois anos mais tarde, agora como fugitivo da opressão exercida pelo regime direitista de Aos 85 anos, seo Chico das castanhas relembra a sua origem humilde e suas lutas junto ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) Castanhas originaram apelido Após sua vinda definitiva à região, Francisco Nascimento foi morar em São Vicente, na Vila Margarida. Em fevereiro de 1964, depois de seis meses longe da mulher e dos filhos, seu pai bancou a vinda de 12 pessoas: dona Conceição, seus 10 filhos e sua cunhada. Devido às péssimas condições de moradia em São Vicente, todos se transferiram para a Vila Mathias, em Santos. Então, novas linhas foram grafadas na história deste militante. Chiquinho começou a comercializar produtos para sustentar sua família e, no porão de sua casa, armazenava castanhas que eram trazidas do Pará. Usufruindo da habilidade de um fidedigno contador de história, vários negócios foram selados. Lembro-me de quando consegui fechar um negócio com o dono do antigo supermercado Peralta em Cubatão. Fui oferecer castanhas para ele e o proprietário alegou que aquele produto era comercializado apenas na época de Natal, diz. Com uma excelente justificativa, segundo Chico, o empresário cubatense cedeu e fechou o negócio. Expliquei para o empresário que quatro castanhas equivalem a um ovo de galinha, pois elas são ricas em proteínas, afirma. A cidade de Santos, contudo, adotou seo Chico da castanha. Segundo ele, os seus produtos eram bem aceitos. De porta em porta, o jornalista vendia produtos, como isqueiros, charutos, palitos de dente, Melhoral etc. Com os negócios a todo vapor, Nascimento foi sendo recebido pelos santistas e alguns deles são lembrados com muito apreço pelo comunista. Um deles foi o professor Albino Luiz Caldas que foi fundamental na caminhada deste militante na região. Juntos, os amigos criaram uma obra chamada Bordados da Madeira nos Morros de Santos, lançada em Albino foi um grande companheiro. Com ele, aprendi tudo sobre folclore, recorda. O esquerdista explica que o livro fala sobre o trabalho das bordadeiras que vieram da Ilha da Madeira para Santos. Este trabalho lhe rendeu a ida a Alemanha, França e Portugal. Firme nas lembranças JULIANA KUCHARUK das páginas de sua história, a nostalgia invadiu o apartamento do edifício que fica localizado na Rua Pedro Américo, no bairro do Campo Grande, quando o militante citou o ex-prefeito de Santos David Capistrano Filho. Este homem foi muito importante na minha vida, pois ele me ajudou muito aqui, reconhece. Outra pessoa citada pelo jornalista foi a também exprefeita Telma de Souza, que o nomeou diretor da Comissão Municipal de Folclore. No ano de 2003, aos 76 anos, Francisco Ribeiro Nascimento lançou o livro Páginas da Resistência: a imprensa comunista até o golpe militar de 1964, que reproduz muitas páginas do jornal Tribuna do Pará da época em que ele era o seu redator principal. Sob o olhar de Nossa Senhora de Nazaré, imagem que estava instalada na sala do casal, dona Maria da Conceição confessa que seo Chiquinho teve nove edemas. Ele esteve muito mal e foi parar até na UTI, mas, graças a Deus, hoje está muito bem e forte. A memória viva da Elizabeth Soares O vento frio e a chuva de mais uma tarde de outono não foram suficientes para desaquecer o azul daqueles olhos. Assim como o tempo não apagou de sua mente os registros precisos arquivados ao longo de 93 anos de testemunhos históricos. Com uma memória privilegiada, que acredita ser o melhor computador que Deus poderia fazer, Edith Pires Gonçalves Dias, escritora santista, que jura nunca haver contado com o auxílio de diários, blocos de anotações e afins, descreve com riqueza de detalhes os momentos vividos por ela, que se misturam à história da Cidade. Resultado: quatro livros escritos e um convite para a Academia Santista de Letras, aceito em Sua última obra, Santos de ontem, publicada em 2005 com apoio da Fundação Arquivo e Memória de Santos, conta em detalhes as experiências da filha do barão do café Francisco da Costa Pires. Hoje, em sua casa, os móveis de madeira maciça feitos pelos mesmos marceneiros responsáveis pelos existentes até hoje na Bolsa do Café, quadros com molduras clássicas e retratos em preto e branco, convidam o visitante a uma viagem no tempo. Essa viagem só é interrompida pelas cores história de Santos Escritora santista traz para o presente inúmeros momentos marcantes vivas das fotografias digitais de parentes e amigos, passageiros do século XXI, que disputam lugar nos porta-retratos com as cenas paralisadas do passado cor de sépia, que se observa sobre os móveis. Contagiada intensamente por este clima, Edith voa até suas primeiras experiências na infância, no casarão da avenida da praia. A ele dedicou um de seus livros, Memórias do Casarão Branco, publicado em Lembra-se de quanto foi difícil ver, nos anos 1960 e até o final dos anos 1970, a antiga casa de sua família abandonada pelos então proprietários e transformada em cortiço, no qual chegaram a morar 29 famílias. Apenas Amo esta cidade e gosto de transmitir o que sei aos outros porque, para mim, Deus é santista EDITH PIRES ESCRITORA Trinta anos de serviço e uma segunda família Karina Carneiro Com passos lentos, um sorriso, caminhando para bater o ponto. É assim que Américo Antônio, de 87 anos, inicia mais um dia de trabalho. Em seguida, sai cumprimentando todos. Quando chega ao seu posto, onde atua como um dos controladores de acessos, já começa a ficar de olho na entrada dos alunos. Essa é sua rotina diária de trabalho na UNISANTA. Sinto-me muito querido por todos. Sinto que aqui tenho uma segunda família, comenta. O famoso Seu Américo é o funcionário mais idoso da Universidade, com aproximadamente 30 anos de casa. Participando de mais da metade de vida da instituição, viu prédios serem construídos e um complexo sendo consolidado na região. Com orgulho, comenta: É muito gratificante ter participado de toda essa história. No dia 1º de março de 1982, Américo iniciou seu primeiro dia de serviço no novo emprego, já com 50 anos. Ele já estava aposentado por outra empresa, mas, por orientação médica, resolveu voltar a trabalhar. Eu já estava ficando depressivo. Então, a oportunidade na UNISANTA apareceu e foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Desde então, Américo ganhou uma nova família. Começou a criar laços de amizade com os funcionários e alunos, mas, principalmente, com a família Teixeira, que em 1979 a construção foi declarada de utilidade pública e as obras para revitalização iniciaram-se. Não fosse pela minha persistência, tudo seria derrubado para abrir uma rua. Mas, devido a inúmeras paralisações nos trabalhos por falta de verba, só em abril de 1992, finalmente, Edith pôde soltar seu suspiro de alívio e orgulho. Foi inaugurada no local de suas lembranças mais caras a Pinacoteca Benedito Calixto, em homenagem ao pintor itanhaense. Foi nesta casa que, pela primeira vez, os belos olhos azuis da pequena Edith foram vistos por aquele que viria a ser seu grande ídolo. Martins Fontes ( ), médico da família, reparou logo na cor de mar dos olhos daquela criança de pouco mais de um ano, caçula de uma família de 12 irmãos. Mal sabia ele que Edith também se encantaria, para sempre. Tanto que escreveu e publicou, em 2004, a biografia do poeta santista, intitulada Vivendo Martins Fontes. Até hoje, guarda com carinho o retrato do médicopoeta que herdou da segunda esposa de Martins Fontes, a quem chama carinhosamente de Rosinha. Edith ofereceu assistência a ela quando a encontrou internada em uma casa de repouso da Cidade. Eu a mimei o máximo que pude. o acolheu como se realmente fizesse parte de um deles. Antes de eu estar na minha função, fui motorista por aproximadamente um ano do chanceler Milton Teixeira. Conheci o Marcelo Teixeira e o Mohamed, ainda crianças. Dona Lúcia e toda a família sempre me trataram muito bem. Com certeza, me fizeram sentir como se fosse da família. E eu só tenho a agradecer pela oportunidade que me deram quando eu precisava. Apesar da idade, o controlador de acessos não consegue se ver trabalhando em outro cargo, apesar dos convites já recebidos. O contato com os amigos e com os próprios alunos é uma das coisas mais importantes de sua profissão, além de ser gratificante para ele. São essas coisas que me fazem sentir vivo. Esse contato com os jovens, sempre aprendendo coisas novas, me motiva. Além disso, há ainda Edith Pires: raízes da terra caiçara merecem exaltação Quando volta ao presente, é possível perceber o cinza se derramar no céu dos olhos da escritora, que deixa escapar um suspiro de lamento. De seu único casamento, Edith teve dois filhos, Cyro, que hoje tem 72 anos, e Vera Silvia, de 67 anos. Vera lhe deu quatro netos e quatro bisnetos. A escritora acredita que o desapego dos netos quanto às suas histórias ainda é um desafio a vencer. Eles não se interessam muito pelo que faço, dão pouca importância o carinho que eu tenho por eles. Carinho da parte dos amigos e dos jovens é o que não falta. Seu Américo é muito querido pelos universitários. Quando alguém passa e o chama de Ameriquinho, ele dá uma gargalhada. Neste ano, em seu aniversário, foi presenteado com uma festasurpresa pelos colegas de serviço. Ao chegar para trabalhar, foi chamado a uma sala e a festa estava montada: bolo, salgadinhos e refrigerantes. Recebeu muitos parabéns: São essas coisas na nossa vida que não esquecemos jamais. Com certeza, esse momento vou levar para o resto da vida. Em 30 anos de serviço na Universidade, lembranças boas são o que mais acumula. Muitas vezes, foi escolhido pelos alunos do terceiro ano do ensino médio do Colégio Santa Cecília e pelos formandos do curso de Engenharia IGOR AUGUSTO às tradições, que eu adoro. Edith não desiste de olhar o passado e de trazê-lo ao presente. Vê beleza nas raízes que muitos insistem em enterrar, seja por desinteresse, seja por ignorância. Mas as raízes da terra caiçara, para ela, merecem exaltação, a despeito do desprezo que muitos jovens, em sua opinião, têm pela história. Amo esta cidade e gosto de transmitir o que sei aos outros porque, para mim, Deus é santista. Civil como o funcionário homenageado em suas formaturas. Apesar de, ao longo dos anos, ter construído uma segunda família no serviço, Américo também teve a oportunidade de trabalhar com sua própria família. Divide com seu sobrinho a função de controlador de acesso. Quando a Universidade estava precisando de uma pessoa para o cargo, Américo não pensou em outra pessoa. Enxergou ali uma oportunidade de ajudar o sobrinho a voltar a trabalhar, já que este também havia acabado de se aposentar em outro local. Américo não consegue se ver aposentado. Já me aposentei uma vez e vi que a sensação é horrorosa. Enquanto Deus me der saúde, continuarei trabalhando. Sinto que, assim, sou útil e me sinto bem. 14 Edição e diagramação: Joanna Flora 15

9 Igor Augusto Idoso Igor Augusto Com idosos, Santos tem cerca de 20% de sua população acima dos 60 anos, segundo dados do Censo A potencialidade econômica da região, a proximidade com as praias e os pontos turísticos contribuem para atrair cada vez mais idosos para a Cidade e Baixada. Mariana Serra Diagramação e foto de fundo:. Texto: Igor Augusto. Edição Fotográfica: Igor Augusto e

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