DIREITO É DIREITO, EM QUALQUER IDADE: CONSIDERAÇÕES ACERCA DAS PERCEPÇÕES DE IDOSOS A RESPEITO DOS SEUS DIREITOS

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1 Direito é direito, em qualquer idade: considerações acerca das percepções de idosos a respeito dos seus direitos DIREITO É DIREITO, EM QUALQUER IDADE: CONSIDERAÇÕES ACERCA DAS PERCEPÇÕES DE IDOSOS A RESPEITO DOS SEUS DIREITOS Adriana Gomes* 1 Gerusa Sayuri Bessa Saito** 2 Rebecca Botelho Dalla Bernardina Simões*** 3 RESUMO Esta pesquisa objetivou analisar as percepções de idosos institucionalizados e não-institucionalizados a respeito dos seus direitos. Utilizando método qualitativo, a pesquisa foi realizada em 2002 em um asilo, uma casa de repouso e com dois idosos que não vivem nessas instituições. As entrevistas basearam-se em questões semiestruturadas. Os dados coletados foram analisados qualitativamente baseado em seu conteúdo. Após análise das entrevistas, pudemos estabelecer as seguintes categorias que emergiram das falas dos sujeitos: idoso e família, idoso e sociedade e direitos e terceira idade. Palavras-chave: Idoso. Terceira idade e Direito. ABSTRACT This research had the general objective of analyzing the perceptions of institutionalized and non-institutionalized senior citizens regarding their rights. We chose to use qualitative methods. The research was * Mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES); socióloga; professora assistente II da Faculdade Salesiana de Vitória. ** Bacharela em Direito pela Faculdade de Direito de Vitória. *** Bacharela em Direito pela Faculdade de Direito de Vitória. Depoimentos, Vitória, n. 13, p , jan./jun

2 Adriana Gomes / Gerusa Sayuri Bessa Saito / Rebecca Botelho Dalla Bernardina Simões conducted in 2002 in a senior home, a rest house and with two senior citizens that don t live in these institutions. Interviews were based on semi-structured questions. The data collected was analysed qualitatively based on its content. After analyzing the interviews, we could establish the following categories that emerged from the subjects speeches: senior citizen and his or her family; senior citizen and society; and rights and third age. Keywords: Senior citizen. Old age and Law. 1 DIREITO É DIREITO, EM QUALQUER IDADE Esta pesquisa foi realizada em 2002 e teve por objetivo geral analisar as percepções de idosos institucionalizados e não institucionalizados a respeito dos seus direitos ratificados e ampliados pela Constituição Brasileira de Também objetivou contribuir para a reflexão de um tema tão pouco pesquisado no Direito. A discussão acerca da temática velhice/idoso é de grande relevância para as sociedades atuais, principalmente porque essa parcela da população vem crescendo e tornando-se um fator demográfico e sociológico muito importante para as ciências sociais e, em nosso caso específico, o Direito. O mundo capitalista valoriza aquele que produz e considera os idosos menos produtivos, devendo, assim, ser substituídos pelos mais jovens para atender às necessidades do mercado. Ou seja, [...] o velho - salvo exceções - não faz nada. Ele é definido por uma exis, e não por uma praxis. O tempo o conduz a um fim - a morte - que não é o seu fim, que não foi estabelecido por um projeto. E é por isso que o velho aparece aos indivíduos ativos como uma espécie estranha, na qual eles não se reconhecem (BEAUVOI, 1990, p. 266). Essa associação contribui para a construção de um estereótipo negativo associado à velhice e ao idoso. Isto é, rejeita-se a terceira idade, pois esta fica associada à idéia de inutilidade, improdutividade, dependência e morte. Consideramos que uma das questões mais importantes para a 136 Depoimentos, Vitória, n. 13, p , jan./jun. 2008

3 Direito é direito, em qualquer idade: considerações acerca das percepções de idosos a respeito dos seus direitos vida de qualquer pessoa é a que diz respeito aos seus direitos, sejam eles individuais, sejam coletivos. As questões referentes aos direitos dos idosos são muito mais difíceis e devem ser objeto da atenção de todos, especialmente, das pessoas comprometidas com a causa do direito e dos estudiosos desse campo do conhecimento. No Brasil, os cidadãos que chegam à terceira idade deixam de ser ouvidos e, muitas vezes, não são respeitados por serem considerados ultrapassados, como se toda experiência, lutas e conquistas de uma vida de nada servissem. A discussão sobre a velhice é iniciada a partir do medo de envelhecer presente na maioria das pessoas. Quando elas contemplam a realidade dos velhos, preferem não pensar que chegarão à terceira idade. Essa realidade revela condições indesejáveis, como o desamparo, a pobreza, a solidão e a proximidade com a morte. Dessa forma, a pressão da sociedade capitalista faz com que os indivíduos tentem a disfarçar as características da velhice a fim de parecerem mais novos e continuarem a ser valorizados. Entretanto a própria vida social e o corpo demonstram que o tempo passou. Em determinado momento, as pessoas percebem que muitos de seus amigos e familiares já não existem mais e também o próprio corpo já não trabalha com tanto vigor como antes. Então, esses idosos deixam de fazer planos para, apenas, aguardar a morte. De acordo com Barreto (1992, p. 34), a morte parece estar próxima quando [...] nada mais importante do que ela é esperado, sonhado, perseguido. Ao contrário do que ocorre no Ocidente, não são todas as sociedades que consideram a velhice como uma fase de declínio. Na China, a figura do idoso está associada à experiência e os cargos privilegiados da vida política são ocupados por velhos. Nos países da ex-urss, os avós tomam conta da casa ao se aposentarem e seus salários não são diminuídos, como acontece em outros lugares. No Brasil, a Constituição de 1988 (2001, p ) garante aos idosos o direito à vida, à igualdade, à cidadania, à dignidade humana, à previdência social e à assistência social. O art. 203 dispõe que: [...] a assistência social será prestada a quem dela necessitar, Depoimentos, Vitória, n. 13, p , jan./jun

4 Adriana Gomes / Gerusa Sayuri Bessa Saito / Rebecca Botelho Dalla Bernardina Simões independentemente da contribuição à seguridade social, e tem por objetivos: [ ] a proteção à velhice, a garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção ou de tê-la provida por sua família, conforme dispuser a lei. No o art. 229: [ ] os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade ; e no art. 230: [...] a família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida. Os programas de amparo aos idosos serão executados preferencialmente em seus lares. Aos maiores de sessenta e cinco anos é garantida a gratuidade dos transportes coletivos urbanos. Contudo vemos, em nosso país, uma situação oposta. Os velhos ficam esquecidos em asilos, não têm acesso digno à saúde, muitos são abandonados pelas famílias e, entre outros problemas, o dinheiro que recebem da previdência social é, na maioria das vezes, insuficiente para sobreviverem. Na verdade, a gratuidade dos transportes é um dos poucos direitos que são respeitados. A perda de respeito aos mais velhos teve início com algumas transformações ocorridas na sociedade. Entre elas podemos destacar: o êxodo rural, que transformou o status do idoso no grupo familiar, o fim dos laços familiares, o conflito de gerações e, por fim, o avanço da tecnologia que afasta os jovens dos mais velhos já que estes desconhecem os novos processos de informação na era digital. Com isso, ao invés da posição de destaque merecida pelo idoso, foi destinada a ele a condição de excluído da sociedade, pois [...] quando o idoso começou a perder o respeito de seus familiares e a consideração por parte da sociedade, a transformação foi assinalada pelo descompasso entre o seu relevo como ser humano e o tratamento recebido nas esferas individual e coletiva (MARTINEZ, 1997, p. 17). O fato é que os idosos precisam ter seus direitos constitucionais respeitados por tudo que fizeram em prol da sociedade, visto que: [...] o tratamento especial que os idosos devem receber é uma questão 138 Depoimentos, Vitória, n. 13, p , jan./jun. 2008

5 Direito é direito, em qualquer idade: considerações acerca das percepções de idosos a respeito dos seus direitos de justiça e não um favor. Eles trabalharam arduamente durante muitos anos, acumularam experiências e saber, guardam a memória viva da comunidade. Se são impedidos de contribuir, afastados do convívio social e relegados a uma posição subalterna, perdem os idosos sem dúvida, mas perde também a sociedade que os marginaliza e desampara (SERRA, apud MARTINEZ, 1997, p. 30). Não é tarefa fácil delimitar todos os aspectos do processo de envelhecimento em se tratando da espécie humana. Sendo a velhice, portanto, um fato biológico, ela é natural e universal; e isso significa que está presente em todas as sociedades humanas. Entretanto somente esse fato natural, biológico, é insuficiente para definirmos a velhice. Apoiar-nos apenas na Biologia nos daria uma visão parcial e falseada do processo de envelhecimento (GOMES, 2000). Neste trabalho, utilizamos a idade como critério para definir idoso, pois é de fácil demonstração. Esse critério é o mais utilizado pelas legislações para regulamentar aposentadoria por idade, amparo assistencial, etc. e pela concepção internacional Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização Mundial de Saúde (OMS). Por isso, usamos os termos idosos, velhos e terceira idade, como sinônimos, para designar os maiores de 60 anos. 2 O MÉTODO Optamos pela pesquisa qualitativa por esta pressupor uma postura participante, na qual há, por parte do pesquisador, uma interação com o sujeito, que faz parte do processo de conhecimento, interpretando os fenômenos e atribuindo-lhes um significado (CHIZZOTTI, 1991) A pesquisa de campo foi realizada em 2002, em um asilo em Vitória, a uma casa de repouso em Vila Velha, e também com dois idosos que não vivem nessas instituições, moram com familiares. Foram realizadas entrevistas com perguntas semi-estruturadas aos sujeitos. Vale ressaltar que as casas de repouso são instituições particulares que o idoso procura por opção sua ou da família. A que visitamos possui uma infra-estrutura muito boa. Há quartos limpos e Depoimentos, Vitória, n. 13, p , jan./jun

6 Adriana Gomes / Gerusa Sayuri Bessa Saito / Rebecca Botelho Dalla Bernardina Simões arejados, com, no máximo, dois idosos por quarto; há, também, uma sala com televisão, área para refeições e outra para lazer. Enfermeiras, cozinheiras e faxineiras zelam pelo bem-estar dos idosos, que recebem uma visita médica semanal (embora todos possuam planos de saúde), participam de sessões de fisioterapia duas vezes por semana e de terapia ocupacional, além de serviços de cabeleireiro e manicure. O custo mensal da casa de repouso gira em torno de R$ 1.100,00 para quarto duplo e R$ 1.800,00 para a suíte individual. Já os asilos são instituições filantrópicas que se mantêm com a ajuda de doações e com a isenção de taxas de água e luz por parte do Estado. Lá estão alguns idosos deixados por suas famílias, mas também há idosos que vivem no asilo por opção própria. Nesse asilo, a realidade com que nos deparamos foi bem diferente daquela que esperávamos encontrar. Imaginávamos encontrar um lugar insalubre, com idosos malcuidados, um espaço físico restrito e sujo. Porém constatamos uma realidade bem diferente. O lugar é administrado por freiras que dão toda a assistência necessária aos idosos. O ambiente do asilo é bastante agradável. Na entrada, há um jardim e uma ampla área onde os idosos podem jogar dominó, cartas, caminhar ou mesmo conversar. Há local para as refeições que vêm acompanhadas de sobremesa. Também contam com atendimento médico uma vez por semana. O dinheiro dos idosos que recebem alguma aposentadoria é integralmente revestido para o asilo. 2.1 SUJEITOS Foram entrevistados seis sujeitos distribuídos eqüitativamente em três grupos: a) Grupo 1 - dois idosos que vivem em asilos; b) Grupo 2 - dois idosos que vivem em casas de repouso; c) Grupo 3 - dois idosos não institucionalizados. 2.2 PROCEDIMENTO DE ÉTICOS NO CONTATO COM OS SUJEITOS Os sujeitos foram convidados a participar voluntariamente. Não foi estabelecida, a priori, nenhuma intencionalidade na escolha dos participantes. As entrevistas foram gravadas com autorização prévia 140 Depoimentos, Vitória, n. 13, p , jan./jun. 2008

7 Direito é direito, em qualquer idade: considerações acerca das percepções de idosos a respeito dos seus direitos dos entrevistados e, posteriormente, transcritas integralmente para facilitar a análise dos depoimentos e para imprimir total segurança e veracidade aos discursos. Para garantir o anonimato aos sujeitos, os nomes utilizados no corpo do trabalho serão fictícios. 3 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS DADOS Os dados obtidos foram analisados qualitativamente pela técnica de análise de conteúdo (BARDIN, 1991). Após a análise das entrevistas, pudemos estabelecer as seguintes categorias que emergiram das falas dos sujeitos: o idoso e sua família; o idoso e a sociedade; o significado da velhice; e direitos e terceira idade. 3.1 O IDOSO E SUA FAMÍLIA Para a sociedade em geral, a família é a precursora de todas as relações e interações entre as pessoas. Tendo tamanha importância, o Direito procura resguardar os interesses dessa instituição. Nesse sentido, conforme o fórum de ONGs sobre o envelhecimento, [...] a civilização procurou preservar esses direitos, daí se dizer que, tanto quanto para a criança, a família é a melhor garantia do bemestar material e espiritual dos seus membros mais velhos (apud FERNANDES, 1997, p. 113). Visto que a família constitui uma estrutura inerente e indispensável a todas as sociedades, a abordagem dessa questão foi essencial para a análise desta pesquisa. Em relação ao convívio familiar, notamos que, de modo geral, os sujeitos demonstraram estar satisfeitos, como expressa a fala do senhor Quincas: O convívio é o melhor possível. Porém, para dona Graça, nem tudo é tão bom: A relação com meu marido é péssima, com os filhos é boa. Percebemos que, se, por um lado, o fato de morar em instituições asilares ou em casa de repouso torna menor o contato dos idosos com seus familiares, por outro, diminui o número de problemas cotidianos, pois eles aproveitam o tempo juntos nas visitas para compartilhar as novidades. Há aquelas famílias que visitam freqüentemente seu Depoimentos, Vitória, n. 13, p , jan./jun

8 Adriana Gomes / Gerusa Sayuri Bessa Saito / Rebecca Botelho Dalla Bernardina Simões ente idoso, fazendo com que ele se sinta amparado e bem cuidado. Contudo, para muitos, esse contato é tão pequeno, que se assemelha ao abandono. Entendemos que o conformismo e a satisfação demonstrados pelos idosos é uma maneira de sentirem que não estão atrapalhando a vida dos filhos, netos e de outros parentes. A própria coordenadora da casa de repouso afirmou para nós que é bom para a família que não tem tempo de cuidar dos seus idosos deixá-los na instituição, uma vez que eles têm toda assistência que os familiares não podem dar. Embora pareça a melhor solução deixar os mais velhos em instituições apropriadas e eles mesmos demonstrem aceitá-la, partilhamos da idéia que quanto mais próxima da família mais feliz será a velhice das pessoas. Na verdade, o ser humano não precisa apenas de alimentação, cuidados médicos e apoio material, necessita também de receber afeto dos que estão ao seu redor. 3.2 O IDOSO E A SOCIEDADE A sociedade atual tende a valorizar os mais jovens e a deixar em segundo plano seus cidadãos mais velhos. Essa mentalidade preconceituosa só demonstra como não sabemos dar a devida importância àqueles que dedicaram suas vidas ao trabalho e à construção de uma história. Os idosos merecem ter seus direitos respeitados de forma a assegurar-lhes uma vida digna depois de tanto tempo de sacrifícios. Contudo a discriminação existente é um grande entrave para o cumprimento desses direitos constitucionalmente garantidos, o que torna tudo mais difícil para essas pessoas. Felizmente, com o aumento da expectativa de vida, as pessoas estão se tornando mais conscientes e mais atentas às questões relacionadas com a velhice, inclusive os próprios idosos estão mais envolvidos com a realidade em que vivem. Diante disso, podemos dizer: [...] que estamos passando por um período de transição. A idéia do idoso desprotegido, abandonado e solitário está dando lugar a uma nova imagem: a do idoso atuante, participativo e integrado à vida 142 Depoimentos, Vitória, n. 13, p , jan./jun. 2008

9 Direito é direito, em qualquer idade: considerações acerca das percepções de idosos a respeito dos seus direitos social. Mas a transição só será completa no dia em que o preconceito contra o idoso acabar, o que ainda está longe de acontecer (CABRAL FILHO. Acesso em: 15 jul 2002). Apesar de toda discriminação patente, os sujeitos entrevistados demonstraram que não se sentem incomodados, pelo contrário, passaram para nós uma impressão de que não estão sendo alvo ou, no mínimo, não têm notado o preconceito, como afirmou dona Isa: Pra mim... tá tudo bem, eu respeito todo mundo, todo mundo me respeita. Entretanto, encontramos duas senhoras que se mostraram um tanto quanto inconformadas. Na opinião de dona Dometila, O idoso realmente não é olhado de frente..., confirmando a existência do preconceito. A segunda senhora, dona Graça, considera [...] que existe bastante, eu não sei te informar qual, mas que existe, existe. Seguiu dizendo que, ao retornar ao trabalho, depois de certa idade, pensou que seria discriminada, contudo foi bem recebida. Diante disso, concluímos que a pouca noção sobre seus direitos e o não engajamento social pleno levam os idosos a não terem uma posição crítica a respeito da sociedade que os cerca, principalmente os idosos institucionalizados. Na verdade, entendemos que o melhor seria que toda a sociedade valorizasse seus idosos e estes tivessem seus direitos garantidos pelo Estado. 3.3 DIREITOS E TERCEIRA IDADE Assunto recente e ainda pouco pesquisado, a proteção à pessoa do idoso é uma garantia que surgiu em frente a reivindicações da sociedade civil, com a Constituição Federal de 1988 e com a Política Nacional do Idoso, com a Lei n 8.842, de Assim, para discutirmos as concepções dos idosos acerca de seus direitos, faz-se necessária uma exposição detalhada, porém não exaustiva, dos direitos assegurados a eles por lei. O primeiro deles e talvez o mais importante seja o direito à vida. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar o idoso, garantindo-lhe o direito à vida; os filhos maiores têm o dever de ajudar Depoimentos, Vitória, n. 13, p , jan./jun

10 Adriana Gomes / Gerusa Sayuri Bessa Saito / Rebecca Botelho Dalla Bernardina Simões a amparar os pais na velhice, na carência ou em enfermidade; o Poder Público deve garantir aos idosos condições de vida apropriada e com dignidade. O idoso tem direito de viver, preferencialmente, junto à família, e deve ter liberdade e autonomia para dirigir sua própria vida, seus anseios e vontades. Os idosos têm direito ao respeito. Eles não podem sofrer discriminação de qualquer natureza. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de assegurar ao idoso os direitos de cidadania, ou seja, os idosos devem ter garantido o efetivo gozo de seus direitos e deveres assegurados em lei. Deve-se incentivar, ainda, sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar. Os idosos devem ser respeitados pelos motoristas de ônibus, que devem atender às suas solicitações de embarque e desembarque, aguardando sua entrada e saída com o ônibus parado. Todos os estabelecimentos comerciais e de prestação de serviço deverão dar preferência ao atendimento ao idoso, devendo ter placas afixadas em local visível com os seguintes dizeres: Mulheres gestantes, mães com criança de colo, idosos e pessoas portadoras de deficiência têm atendimento preferencial. As farmácias devem ter assentos de braço especiais para os idosos, mulheres grávidas e deficientes. O idoso tem direito ao atendimento de suas necessidades básicas, por exemplo: aposentadoria, após completar o tempo de serviço de 35 anos para os homens e 30 anos para a mulher; aposentadoria proporcional por idade, 65 anos para os homens e 60 anos para as mulheres; benefício de prestação continuada se tiver idade superior a 67 anos e não possuir outras rendas e sua família não dispuser de meios para assisti-lo; apoio jurídico do Estado, se não tiver meios de provê-lo; acolhimento provisório nos Centros-Dia, e/ou Casas-Lares, quando necessitar; atendimento nas Secretarias de seus municípios para receber orientação, encaminhamentos, óculos e documentação. O idoso tem direito à saúde, O Poder Público deve garantir ao idoso acesso à saúde pública de qualidade, criar serviços alternativos de saúde para o idoso, prevenir, promover, proteger e recuperar a saúde do idoso. Os idosos têm direito ao atendimento preferencial nos postos de saúde e em hospitais municipais, juntamente com as gestantes e deficientes, em ambiente adaptado para o seu atendimento. Os velhos têm direito de serem vacinados anualmente contra gripe e 144 Depoimentos, Vitória, n. 13, p , jan./jun. 2008

11 Direito é direito, em qualquer idade: considerações acerca das percepções de idosos a respeito dos seus direitos pneumonia e devem ser informados sobre a prevenção e controle da osteoporose. O idoso tem direito à educação. É dever do Estado efetivar esse direito, mediante a garantia de ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria. Os Estados e os municípios devem implantar programas educacionais voltados para o idoso, estimulando e apoiando, assim, a admissão do idoso na universidade, incentivando o desenvolvimento de programas educativos voltados para a comunidade, para o idoso e sua família, utilizando os meios de comunicação de massa, incentivando a inclusão nos programas educacionais de conteúdo sobre o envelhecimento, incluindo as disciplinas de Gerontologia e Geriatria nos currículos dos cursos superiores. O idoso tem o direito de participar ativamente do processo de produção, reelaboração e circulação dos bens culturais. A família, a sociedade e o Poder Público devem garantir-lhe acesso aos bens culturais, participação e integração na comunidade. Por fim, o saber do idoso deve ser valorizado, registrado e transmitido aos mais jovens, como meio de garantir a sua continuidade, preservando-se a identidade cultural. Os idosos têm direito à moradia. Os órgãos públicos devem destinar, nos programas habitacionais, unidades em regime de comodato ao idoso, na modalidade de casas-lares, incluir nos programas de assistência ao idoso, melhoria de condições de habitação e adaptação de moradia, considerando o seu estado físico e sua independência de locomoção. Deve elaborar critérios que garantam o acesso da pessoa idosa à habitação popular, diminuindo barreiras arquitetônicas e urbanas. O idoso tem direito à justiça. Todo cidadão tem o dever de denunciar à autoridade competente qualquer forma de negligência ou desrespeito ao idoso. Ao Ministério Público compete zelar pela aplicação das normas sobre o idoso, determinando ações para evitar abusos e lesões a seus direitos, assim como acolher as denúncias para defender os direitos da pessoa idosa no Poder Judiciário. O idoso tem direito ao transporte. O homem com 65 anos e a mulher com 60 anos estão isentos do pagamento de tarifa em todas as linhas urbanas de transportes coletivos e empresas particulares permissionárias de serviço de transporte coletivo. Todos os veículos Depoimentos, Vitória, n. 13, p , jan./jun

12 Adriana Gomes / Gerusa Sayuri Bessa Saito / Rebecca Botelho Dalla Bernardina Simões empregados nas linhas de transporte coletivo de passageiros deverão ter os quatro primeiros lugares sentados, da sua parte dianteira, reservados para uso de gestantes, mulheres com bebês ou crianças de colo, idosos e deficientes físicos. O idoso tem direito ao lazer. No Estado de São Paulo, os aposentados e idosos têm direito à meia-entrada para ingresso nos cinemas, teatros, espetáculos e eventos esportivos, e também foi instituído, no município de São Paulo, o passeio turístico gratuito para as pessoas com mais de 65 anos de idade. Finalmente, o idoso tem direito ao esporte. As unidades esportivas municipais deverão estar voltadas ao atendimento esportivo, cultural, de recreação e lazer da população, destinando atendimento específico às crianças, aos adolescentes, aos idosos e aos portadores de deficiência. O município deve destinar recursos orçamentários para incentivar a adequação dos locais já existentes e a previsão de medidas necessárias para a construção de novos espaços, tendo em vista a prática de esportes, de recreação e de lazer por parte dos portadores de deficiências, idosos e gestantes. Cumpre destacar, também, a Política Nacional do Idoso, instituída pela Lei nº 8.842, de 4 de janeiro de 1994, que tem como objetivos (art.1º) assegurar os direitos sociais do idoso; e promover a sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade. Possui como princípios (art.3º) o amparo social; a garantia da cidadania, da participação, da informação; a proibição de discriminação; a destinação das transformações da política do idoso; e, a observação da disparidade socioeconômica na aplicação das leis. Tem como diretrizes (art. 4º): [...] viabilizar as formas de participação e integração; garantir a participação social; descentrar a política administrativa; melhorar a capacitação técnica direcionada ao idoso; divulgar e informar sobre os idosos; priorizar o atendimento ao idoso; apoiar educacional e cientificamente as questões relativas aos idosos. Constatamos que os sujeitos entrevistados, ao contrário do que imaginávamos, não possuíam idéias divergentes acerca de seus direitos, em virtude de sua situação socioeconômica. A grande 146 Depoimentos, Vitória, n. 13, p , jan./jun. 2008

13 Direito é direito, em qualquer idade: considerações acerca das percepções de idosos a respeito dos seus direitos maioria deles, institucionalizados em asilos, em casas de repouso ou os não institucionalizados, apresentam semelhantes concepções a respeito dos seus direitos. Nesse sentido, Dona Graça, idosa nãoinstitucionalizada expõe: Olha, é tem muita coisa dos meus direitos, mas eu não tenho assim gravado na mente, não, não tenho gravado na mente. Eu sei que eu tenho muitos direitos, que inclusive, lá na Terceira Idade (grupo que freqüentava) eles passaram pra gente lá no quadro direitinho, mas eu não gravei, não gravei mesmo. Os outros grupos de idosos institucionalizados em asilos e em casas de repouso mostraram desconhecer ainda mais os seus direitos, uma vez que muitos não souberam responder a essa questão, ou deram respostas que diziam respeito a outros assuntos, por exemplo, família, convivência nas instituições, boa saúde e outros. Nas palavras de Dona Hélia (idosa que vive no asilo) sobre o assunto: É, tudo legal, né? Aposentadoria em primeiro luga, né?! Eu tô vivendo bem aqui, melhor aqui do que a minha casa, então é aqui mesmo [...]. Ou na fala de Dona Odete, outra idosa que vive no asilo: Eu acho bom, né, porque a gente adoece e tem com que tratar, tem as pessoas pra tratar da gente, mas se tiver né, não sei. Já seu Quincas, da casa de repouso, considera seus direitos relacionados com a graça divina: Saúde eu tenho, graças a Deus, eu tenho boa saúde, raramente eu tomo até remédio. Pelo menos a mim todos respeitam, né? Todos respeitam. Não dou confiança, confio em Deus. Uma das questões muito discutidas, quando se fala em direito dos idosos, se refere à aposentadoria. Quando questionados a respeito desse assunto, os sujeitos da casa de repouso e os não institucionalizados se mostraram insatisfeitos, porém os idosos do asilo, em sua grande maioria, não teceram grandes críticas quanto à aposentadoria. Como expõe dona Hélia que mora no asilo quando questionada se a sua aposentadoria era suficiente para suas necessidades: É, sinto, né?! Mas fazê o que, né? Tem aqui... né? Prá viver melhor é aqui mesmo. Depoimentos, Vitória, n. 13, p , jan./jun

14 Adriana Gomes / Gerusa Sayuri Bessa Saito / Rebecca Botelho Dalla Bernardina Simões Nesse sentido, também dona Magali, moradora do asilo, respondeu à mesma questão assim: É suficiente, não sei por que as coisas aqui... assim a gente tem tudo, né? E aí eu acho que não é tão coisa assim, não, mas o que eu tô sendo servida me basta. No entanto, dona Dometila, da casa de repouso, e seu Rubens idoso não institucionalizado, têm posicionamentos bem diferentes, a saber, respectivamente: Quê? Suficiente? É uma ninharia, é uma ninharia. Vih! Incrível! Oh! Aqui a gente paga mil cruzeiros por mês cada pessoa, eu recebo quatrocentos reais lá, meu filho é que paga, entendeu? Eu nem quero saber de nada. Não, não dá porque eu tenho que trabalhar pra poder compensar, né?. Muitos idosos, assim como seu Quincas, têm que trabalhar para subsidiar suas despesas, uma vez que o dinheiro proveniente da aposentadoria é insuficiente ou é destinado ao sustento de outros membros da família. Entretanto, com a crise e o desemprego que assolam o País, muitos idosos têm dificuldades de engajar-se no mercado de trabalho depois de aposentados e, mais uma vez, é dever do Estado implementar políticas que visem a uma aposentadoria mais equânime e à inserção do idoso no mercado de trabalho. Pudemos perceber, então, que a grande maioria dos sujeitos entrevistados não possui conhecimentos mínimos sobre seus direitos, logo não tem qualquer objetivo ou perspectiva em participar ativamente de questões de seus interesses. Eles não possuem formas de organização em defesa de seus direitos perante a sociedade e conhecem muito pouco ou quase nada a respeito de seus direitos. Para dificultar ainda mais essa situação de apatia, os idosos não possuem grupos organizados e fortes na sociedade, como as crianças e adolescentes, as mulheres, os negros, para reivindicar os seus direitos e para propor novas políticas que atendam às suas necessidades e fazer lobby em defesa de suas questões nas casas legislativas de todo o País. Em São Paulo, um dos poucos Estados do País em que o município está engajado com a efetividade dos direitos da pessoa idosa, há o SOS Idoso, que atende a denúncias de maus-tratos e abandono por parte da família. Há, ainda, a Delegacia do Idoso. No Ministério Público paulista, há um Grupo de Atuação Especial de Proteção ao 148 Depoimentos, Vitória, n. 13, p , jan./jun. 2008

15 Direito é direito, em qualquer idade: considerações acerca das percepções de idosos a respeito dos seus direitos Idoso que exerce a defesa dos direitos e garantias constitucionais da pessoa idosa, por meio de medidas administrativas e judicial. No município de São Paulo, há também o Movimento Pró-Idoso (MOPI) que desenvolve, desde 1995, atividades que incentivam e promovem o bem-estar dos idosos, oferecendo-lhes atividades como: coral, ginástica, yoga, palestras, pinturas em tela, bailes e o projeto da Conquista da Alfabetização aos idosos. Todas essas iniciativas e atividades mostram como é viável implementar programas que visem à aplicação efetiva dos direitos que atendam às necessidades da pessoa idosa como pessoas engajadas e atuantes na sociedade. Aqui estão alguns exemplos de leis municipais que visam a assegurar direitos aos idosos, previstos em sentido amplo pela Constituição Federal e pela Política Nacional do Idoso, como saúde, educação, lazer, transporte, trabalho e outros: Decreto Municipal nº , de 22 de agosto de 1990, que institui a Olimpíada Municipal da Terceira Idade. Decreto Municipal nº , de 12 de dezembro de 1991, que determina o livre ingresso de sexagenários nos eventos promovidos pela Prefeitura Municipal de São Paulo. Decreto Municipal nº /96, de 24 de outubro de 1996, que criou o Fundo Municipal de Habitação Para Idosos. Decreto Municipal nº , de 27 de agosto de 1997, que dispõe sobre a obrigatoriedade de atendimento preferencial a deficientes físicos e gestantes nos postos de saúde e hospitais municipais. Lei Federal nº , de 20 de abril de 1993, que decreta a obrigação dos filhos cuidar dos pais idosos. Lei Estadual nº , de 11 de março de 1997, que dispõe sobre a concessão de desconto aos idosos em cinemas, teatros, museus e demais casas de espetáculos e parques de diversões. Lei Municipal nº , de 27 de junho de 1991, que obriga a fixação da frase Respeitar os Idosos é Respeitar a si mesmo, nos ônibus e nas repartições públicas municipais. Lei Municipal nº , de 24 de setembro de 1992, que criou o grande Conselho Municipal do Idoso. Lei Municipal nº , de 6 de outubro de 1992, que isenta Depoimentos, Vitória, n. 13, p , jan./jun

16 Adriana Gomes / Gerusa Sayuri Bessa Saito / Rebecca Botelho Dalla Bernardina Simões de pagamento de ingresso em jogos de futebol, oficiais e amistosos, no Estádio Paulo Machado de Carvalho, menores de 12 anos e maiores de 60 anos de idade. Lei Municipal nº , de 9 de dezembro de 1992, que dispõe sobre a criação e organização do Serviço de Apoio Jurídico à População necessitada, por meio da Secretaria Municipal dos Negócios Jurídicos. Lei Municipal nº , de 12 de janeiro de 1994, que dispõe sobre a venda de ingressos com 50% de desconto para idosos. Lei Municipal nº , de 11 de março de 1994, que dispõe sobre a aplicação de multas às empresas de ônibus cujos motoristas desrespeitem os direitos das pessoas portadoras do passe do idoso. Lei Municipal nº , de 13 de julho de 1994, que concedeu isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano, das Taxas de Conservação de Vias e Logradouros Públicos, de Limpeza Pública e de Combate a Sinistros incidentes sobre imóvel integrante do patrimônio de aposentados, pensionistas e beneficiários de renda mensal vitalícia. Lei Municipal nº , de 4 de novembro de 1994, que institui, no âmbito do município de São Paulo, a Semana do Idoso. Lei Municipal nº , de 22 de junho de 1995, que dispõe sobre a promoção de passeios turísticos gratuitos a maiores de 65 anos. Lei Municipal nº , de 19 de dezembro de 1996, que criou o Abrigo Para Idosos do Município de São Paulo. Lei Municipal nº , de 16 de abril de 1997, que criou o Dia Municipal de Vacinação do Idoso e o Programa de Vacinação em Idosos Internados ou Recolhidos em Instituições Geriátricas (regulamentado pelo Decreto nº , de 15 de maio de 1997). Lei Municipal , de 13 de junho de 1997, que dispõe sobre a adequação das unidades esportivas municipais deficientes, idosos e gestantes. Lei Municipal nº , de 16 de setembro de 1997, que institui a Semana de Prevenção e Controle da Osteoporose no Município de São Paulo. Outro exemplo de um Estado que está colocando em prática 150 Depoimentos, Vitória, n. 13, p , jan./jun. 2008

17 Direito é direito, em qualquer idade: considerações acerca das percepções de idosos a respeito dos seus direitos o exercício dos direitos dos idosos é o Paraná. Lá o Governo, pela Secretaria de Estado, vem desenvolvendo um programa em atenção à pessoa idosa dentro da Política Nacional do Direito do Idoso, desde No Paraná, 7,9% ( pessoas) são carentes e percebem de zero a um salário mínimo mensal, e é para essas pessoas, com mais de 60 anos, de ambos os sexos, que se desenvolve o projeto. 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS A grande maioria de nossa sociedade não tem interesse e não participa das questões dos idosos, excluindo-os das atividades que lhes garantiriam uma velhice digna e ativa. O capitalismo e a mídia idolatram a juventude e revelam pouca atenção aos mais velhos. Depois de uma vida inteira de trabalho e sacrifícios, o mínimo que a sociedade brasileira pode fazer é assegurar a seus idosos uma vida com acesso a recursos educacionais, culturais e de lazer. O Estado tem que ser o maior aliado do idoso nessa causa, realizando campanhas de conscientização e investindo em projetos que efetivem o lazer, a educação, a saúde e principalmente, formas de assegurar ao idoso aposentadorias dignas para suprir as suas necessidades. É de extrema importância, também, a atuação do Ministério Público, sobretudo fiscalizando os maus-tratos e os desrespeitos aos direitos desses cidadãos. Além disso, há desrespeito com a morosidade dos processos judiciais para que os idosos aposentados possam receber as diferenças de suas aposentadorias, decorrentes dos planos econômicos passados. Processos judiciais contra o INSS chegam a durar mais de quinze anos em virtude de recursos interpostos com a única finalidade de postergar os pagamentos, ou seja, o Poder Judiciário não está preparado para assegurar esses direitos. Os profissionais do Direito, como juízes, promotores, procuradores e advogados, deveriam, receber treinamento especial para o atendimento a idosos, uma vez que muitas Faculdades de Direito do País não abordam o assunto. Além disso, poderiam ser instituídas Varas especializadas em ações que envolvam idosos. As Defensorias Públicas e as Assistências Judiciárias dos Estados Depoimentos, Vitória, n. 13, p , jan./jun

18 Adriana Gomes / Gerusa Sayuri Bessa Saito / Rebecca Botelho Dalla Bernardina Simões também deveriam destinar atendimento especial à pessoa idosa, com a instituição de Centros de Defesa dos Direitos dos Idosos. Os Estados precisariam criar novas Delegacias de Proteção ao Idoso e, finalmente, a legislação processual mereceria ser reformada para assegurar que o devido processo legal fosse respeitado sem a utilização excessiva de recursos protelatórios. REFERÊNCIAS BARRETO, Maria Lectícia. Admirável mundo velho. São Paulo: Ática, BEAUVOIR, Simone de. A velhice. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, BRASIL. Constituição (1988). Constituição [da] República Federativa do Brasil. Brasília: Revista dos Tribunais, CABRAL FILHO, A. Sérgio. Sem título. Disponível em: <www. aultimaarcadenoe.com.br/idosos>. Acesso em: 15 jul CHIZZOTTI, A. Pesquisa em ciências humanas e sociais. São Paulo: Cortez, MARTINEZ, Wladimir Novaes. Direito dos idosos. São Paulo: LTr, MEDEIROS, Esmeralda A. C. Percepção da velhice pessoal como etapa de vida na perspectiva de pessoas idosas, Disponível em: <http://www.uel.br/ccb/psicologia/idoso.htm>. Acesso em: 11 abr Artigo recebido em: 25/09/2007 Aprovado em: 28/12/ Depoimentos, Vitória, n. 13, p , jan./jun. 2008

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