MUNICÍPIO DE BELÉM. Lei de 22 de Julho de Dispõe sobre vagas em creches e escolas públicas para filhos de deficientes físicos.

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1 Page 1 of 34 MUNICÍPIO DE BELÉM LEI Nº 8.149/2002, DE 25 JUNHO DE 2002.Adite-se ao capítulo II da Lei nº 8.068, de maio de 2001, que Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção de acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida o art. 7º - A, e dá outras providências. LEI Nº 8.148/2002, DE 25 JUNHO DE 2002.Altera os artigos 1º e 2º da Lei nº 7.630, de , que dispõe sobre os estádios, cinemas, teatros e estabelecimentos de lazer ou cultural, licenciados ou fiscalizados pelo Município, e dá outras providências. LEI Nº 8.084/2001, DE 12 de SETEMBRO DE Dispõe sobre a denominação da Semana do Idoso no Município de Belém, no período de 21 à 27 de setembro, e dá outras providências. LEI Nº 8.068/2001, DE 28 DE maio DE 2001-Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, no Município de Belém, e dá outras providências. Lei de 22 de Julho de Dispõe sobre vagas em creches e escolas públicas para filhos de deficientes físicos. Lei de 04 de Junho de Dispõe sobre a reserva de assentos para as pessoas obesas em espaços culturais, salas de projeção e veículos de transporte coletivo no município de Belém. (Proc /97- Ord Carlito Aragão) Lei de 19 de Janeiro de Dispõe sobre a adaptação de listas e placas de preços e cardápios em bares, lanchonetes, restaurantes, supermercados e estabelecimentos similares, ao uso de deficientes visuais. (Regina Barata) Lei de 07 de Julho de Dispõe sobre assistência e regulamentação dos serviços de saúde no município de Belém. (Proc. 1429/97-

2 Page 2 of 34 Ord Arnaldo Jordy) Lei de 05 de Janeiro de Cria a função de terapeuta ocupacional no quadro de pessoal da PMB. (Proc. 1281/97- PMB- ord. 252) Lei de 17 de Julho de Reconhece como utilidade pública para o município de Belém o Centro Integrado de Educação Especial e dá outras providências. Lei de 20 de Setembro de Consagra o dia 30 de Outubro como o Dia da Conscientização Municipal pelos problemas dos portadores de doenças mentais e dá outras providências. Lei Nº de 26 de Dezembro 1991-Determina tratamento prioritário a pessoas portadoras de deficiências físicas LEI Nº 7.542, DE 20 DE NOVEMBRO DE Cria o Passe escolar para crianças, pessoas deficientes carentes e seus acompanhantes e dá outras providências. Lei Orgânica do Município de Belém, de 30 de Março de 1990 Decreto n.º /89- PMB de 10 de Março de Aprova o Regulamento do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Deficiente e dá outras providências. Lei de 24 de Janeiro de Institui o Fundo Municipal de Apoio aos Audiovisuais (FUMAV) e dá outras providências. LEI Nº 8.149/2002, DE 25 JUNHO DE RELAÇÃO DE LEIS MUNICIPAIS Adite-se ao capítulo II da Lei nº 8.068, de maio de 2001, que

3 Page 3 of 34 Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção de acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida o art. 7º - A, e dá outras providências. O PREFEITO MUNICIPAL DE BELÉM, A CÂMARA MUNICIPAL DE BELÉM, estatui e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º Fica acrescido ao capítulo II da Lei nº 8.068, de 28 de maio de 2001, que Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção de acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, o art. 7º - A, com a seguinte redação: CAPÍTULO II Art. 7º-ª As passarelas existentes ou a construir nos logradouros das vias públicas deverão ser acessíveis, obedecendo os padrões e normas da ABNT, no sentido de promover mais amplo acesso as pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Belém(PA), 25 de junho de Edmilson Brito Rodrigues Prefeito Municipal de Belém

4 Page 4 of 34 LEI Nº 8.148/2002, DE 25 JUNHO DE Altera os artigos 1º e 2º da Lei nº 7.630, de , que dispõe sobre os estádios, cinemas, teatros e estabelecimentos de lazer ou cultural, licenciados ou fiscalizados pelo Município, e dá outras providências. O PREFEITO MUNICIPAL DE BELÉM, A CÂMARA MUNICIPAL DE BELÉM, estatui e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º Altera a redação do art.1º da Lei nº7.630, de , que Dispõe sobre estádios, cinemas, teatros e estabelecimentos de lazer ou cultural, licenciados ou fiscalizados pelo Município, que passa a ter a seguinte redação: Art. 1º Fica assegurado ao cidadãos com mais de 60 (sessenta) anos e às pessoas portadoras de deficiências o livre acesso aos estádios, cinemas, teatros e estabelecimentos de lazer ou cultural, licenciados ou fiscalizados pelo Município de Belém. Art. 2º Altera a redação do art. 2º da Lei nº7.630, , que Dispõe sobre os estádios, cinemas, teatros e estabelecimentos de lazer ou cultural, licenciados ou fiscalizados pelo Município, que passa a ter a seguinte redação:

5 Page 5 of 34 Art. 2º Para usufruir os benefícios da Lei, bastará a apresentação de documento hábil, que comprove a idade e a deficiência, punível o descumprimento com sanções administrativas, sem prejuízo de outras cominações legais. Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Belém(PA), 25 de junho de Edmilson Brito Rodrigues Prefeito Municipal de Belém Regina Barata Autora do projeto LEI Nº 8.084/2001, DE 12 de SETEMBRO DE Dispõe sobre a denominação da Semana do Idoso no Município de Belém, no período de 21 à 27 de setembro, e dá outras providências. O PREFEITO MUNICIPAL DE BELÉM, A CÂMARA MUNICIPAL DE BELÉM, estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

6 Page 6 of 34 Art. 1º. Fica instituído, como a Semana do Idoso no Município de Belém, o período compreendido entre os dias 21 e 27 de setembro. Parágrafo único. O período citado servira para discutir o papel do idoso na sociedade, através de campanhas, eventos, organizações de palestras, encontros e seminários. Art. 2º. O Poder Público, com a cooperação das Associações da categoria, existentes no Município, promoverá as atividades citadas do parágrafo único, do art. 1º. Art. 3º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Belém(PA), 12 de setembro de Edmilson Brito Rodrigues Prefeito Municipal de Belém LEI Nº 8.068/2001, DE 28 DE maio DE Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, no Município de Belém, e dá outras providências.

7 Page 7 of 34 O PREFEITO MUNICIPAL DE BELÉM, A CÂMARA MUNICIPAL DE BELÉM, estatui e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 1º. Esta Lei estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação no município de Belém. Art. 2º. Para os fins desta Lei são estabelecidas as seguintes definições: I acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para a utilização, com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. II barreiras: qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso, a liberdade de movimento e a circulação com segurança das pessoas, classificadas em: a) barreiras arquitetônicas urbanísticas: as existentes nas vias públicas e nos espaços de uso público: b) barreiras arquitetônicas na edificação: as existentes nos meios de transporte; c) barreiras arquitetônicas nos transportes: as existentes nos meios de transporte; d) barreiras nas comunicações: qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos meios ou sistemas de comunicação, sejam ou não de massa. III Pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida: a que temporária ou

8 Page 8 of 34 permanentemente tem limitada sua capacidade de relacionar-se com o meio e de utiliza-lo. IV Elemento da urbanização: qualquer componente das obras de urbanização, tais como os referentes à pavimentação, saneamento, encanamento para esgotos, distribuição de energia elétrica, iluminação pública, abastecimento e distribuição de água, paisagismo e os que materializam as indicações de planejamento urbanístico. V Mobiliário urbano: o conjunto de objetos existentes nas vias e espaços públicos, superpostos ou adicionados aos elementos da urbanização ou da edificação, de forma que sua modificação ou traslado não provoque alterações substanciais nestes elementos, tais como semáforos, postes de sinalização e similares, cabines telefônicas, fontes públicas, lixeiras, toldos, marquises, quiosques e quaisquer outros de natureza análoga. VI Ajuda técnica: qualquer elemento que facilite a autonomia pessoal ou possibilite o acesso e o uso do meio físico. Art. 3º - O planejamento e a urbanização das vias públicas, dos parques e dos demais espaços de uso público deverão ser concebidos e executados de forma a torná-los acessíveis para as pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Art. 4º - As vias públicas, os parques e os demais espaços de uso público existentes, assim como as respectivas instalações de serviços e mobiliários urbanos deverão ser adaptados, obedecendo-se ordem de prioridade que vise à maior eficiência das modificações, no sentido de promover mais ampla acessibilidade às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Art. 5º - O projeto e o traçado dos elementos de urbanização públicos e privados de uso comunitário, nestes compreendidos os itinerários e as passagens de pedestres, os percursos de entrada e de saída de veículos, as escadas e rampas, deverão observar os parâmetros estabelecidos pelas normas técnicas de acessibilidade da NBT 9050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT. Art. 6º - Os banheiros de uso público existentes ou a construir em parques, praças, jardins e espaços livres públicos deverão ser acessíveis e dispor, pelo menos de um sanitário e um lavatório que atendem às especificações da NBT 9050 da ABNT. Art. 7º - Em todas as áreas de estacionamento de veículos, localizadas em vias ou em espaços públicos, deverão ser reservadas vagas próximas dos acessos de circulação de pedestres, devidamente sinalizadas, para veículos que transportem pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.

9 Page 9 of 34 Parágrafo único As vagas a que se refere o caput deste artigo deverão ser em número equivalente a 2% (dois por cento) do total, garantida, no mínimo, uma vaga, devidamente sinalizada e com as especificações técnicas de desenho e traçado de acordo com as normas técnicas vigentes. CAPÍTULO III DO DESENHO E DA LOCALIZAÇÃO DO MOBILIÁRIO URBANO Art. 8º - Os sinais de tráfego, semáforos, postes de iluminação ou quaisquer outros elementos verticais de sinalização que devam ser instalados em itinerário ou espaço de acesso para pedestres deverão ser dispostos de forma a não dificultar ou impedir a circulação, e de modo a que possa ser utilizados com a máxima comodidade. Art. 9º - Os semáforos para pedestres instalados nas vias públicas deverão estar equipados com mecanismo que emita sinal sonoro suave, intermitente e sem estridência, ou com mecanismo alternativo, que sirva de guia ou orientação para travessia de pessoas portadoras de deficiência visual, sem a intensidade de fluxo de veículos e a periculosidade da via assim determinarem. Art. 10 Os elementos do mobiliário urbano deverão ser projetados e instalados em locais que permitam sejam eles utilizados pelas pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Art. 11 A construção, ampliação ou reforma de edifícios público ou privados destinados ao uso coletivo deverão ser executadas de modo a que sejam ou se tornem acessíveis às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.

10 Page 10 of 34 Parágrafo Único: Para os fins do disposto neste artigo, na construção, ampliação ou reforma de edifícios públicos ou privados destinados ao uso coletivo deverão ser observados, pelo menos, os seguintes requisitos de acessibilidade: I Nas áreas externas ou internas da edificação, destinadas a garagem e a estacionamento de uso público, deverão ser reservadas vagas próximas dos de circulação de pedestres, devidamente sinalizadas, para veículos que transportem pessoa portadora de deficiência ou com dificuldade de locomoção permanente; II Pelo menos um dos acessos ao interior da edificação deverá estar livre de barreiras arquitetônicas e de obstáculos que impeçam ou dificultem a acessibilidade da pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida; III Pelo menos um dos itinerários que comuniquem horizontal e verticalmente todas as dependências e serviços do edifício, entre si e com o exterior, deverá cumprir os requisitos de acessibilidade de que trata esta Lei, e, IV Os edifícios deverão dispor, pelo menos de um banheiro acessível, distribuindo-se seus equipamentos e acessórios de maneira a que possam ser utilizados por pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Art. 12 Os locais de espetáculos, conferências, aulas e outros de natureza similar deverão dispor de espaços reservados para pessoas que utilizam cadeira de rodas, e de lugares específicos para pessoas com deficiência auditiva e visual, inclusive acompanhante de acordo com a NBT 9050 da ABTN, de modo a facilitar-lhes as condições de acesso, circulação e comunicação. CAPÍTULO V DA ACESSIBILIDADE NOS EDIFÍCIOS DE USO PRIVADO Art. 13 Os edifícios de uso privado em que seja obrigatória a instalação de elevadores deverão ser construídos, atendendo aos seguintes requisitos mínimos de acessibilidade: I Percurso acessível que uma as unidades habitacionais com o exterior e com as dependências de uso comum; II Percurso acessível que uma a edificação à via pública, às edificações e aos serviços anexos de uso comum e aos edifícios vizinhos; III Cabine de elevador e respectiva porta de entrada acessível para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.

11 Page 11 of 34 Art. 14 Os edifícios a serem construídos com mais de um pavimento além do pavimento de acesso, à exceção das habitações unifamiliares, e que não estejam obrigados à instalação de elevador, deverão dispor de especificações técnicas e de projetos que facilitem a instalação de um elevador adaptado, devendo os demais elementos de uso comum destes edifícios atender aos requisitos de acessibilidade. Art. 15 Caberá ao órgão municipal responsável pela coordenação da política habitacional regulamentar a reserva de até 3% (três por cento) do total das habitações, para o atendimento da demanda de pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. CAPÍTULO VI DA ACESSIBILIDADE NOS VEÍCULOS DE TRANSPORTE COLETIVO Art. 16 Os veículos de transporte coletivo deverão cumprir os requisitos de acessibilidade estabelecidos nas normas técnicas específicas. CAPÍTULO VII DA ACESSIBILIDADE NOS SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO E SINALIZAÇÃO Art. 17 O Poder Público Municipal promoverá a eliminação de barreiras na comunicação e estabelecerá mecanismos e alternativas técnicas que tornem acessíveis os sistemas de comunicação e sinalização às pessoas portadoras de deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação, para garantir-lhes o direito de acesso ``a informação, à comunicação ao trabalho, à educação, ao transporte, à cultura, ao esporte e ao lazer. Art. 18 O Poder Público Municipal implementará a formação de profissionais intérprete de

12 Page 12 of 34 escrita em Braile, linguagem de sinais e de guias-intérpretes, para facilitar qualquer tipo de comunicação direta à pessoa portadora de deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação. CAPÍTULO VIII DAS DISPOSIÇÕES SOBRE AJUDAS TÉCNICAS Art. 19 O Poder Público Municipal promoverá a supressão de barreiras urbanísticas, arquitetônicas, de transporte e de comunicação, mediante ajudas técnicas. Art. 20 O Poder Público Municipal, por meio dos organismos de apoio à pesquisa e das agências de financiamento, fomentará programas a destinados: I À promoção de pesquisas científicas voltadas ao tratamento e preservação de deficiências; II Ao desenvolvimento tecnológico orientado à produção de ajudas técnicas para as pessoas portadoras de deficiências; III À especialização de recursos humanos em acessibilidade. CAPÍTULO IX DAS MEDIDAS DE FOMENTO À ELIMINAÇÃO DE BARREIRAS Art. 21 Fica instituído, no âmbito da Prefeitura Municipal de Belém, o Programa Municipal de Eliminação de Barreiras Arquitetônicas, Urbanísticas, de Transporte e de Comunicação, com recursos orçamentários próprios, cuja execução será disciplinada em regulamento específico. Parágrafo único Anualmente serão destinados recursos orçamentários a fim de financiar programas especiais para a supressão de barreiras no espaço urbano, edifícios de uso público, transportes coletivos e na comunicação.

13 Page 13 of 34 CAPÍTULO X DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 22 A administração pública municipal destinará, anualmente, dotação orçamentária para as adaptações, eliminações e supressões de barreiras arquitetônicas existentes nos edifícios de uso público de sua propriedade e naqueles que estejam sob sua administração. Parágrafo único A implementação das adaptações, eliminações e supressões de barreiras arquitetônicas referidas no caput deste artigo deverá ser iniciada a partir do primeiro ano de vigência desta Lei. Art. 23 O Poder Público Municipal promoverá campanhas informativas e educativas dirigidas à população em geral, com a finalidade de conscientizá-la e sensibilidade quanto à acessibilidade e à integração social de pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. Art. 24 As disposições desta Lei aplicam-se aos edifícios ou imóveis declarados bens de interesse cultural ou de valor histórico-artístico, desde que as modificações necessárias observem as normas específicas reguladoras destes bens. Art. 25 As organizações representativas de pessoas portadoras de deficiência terão legitimidade para acompanhar o cumprimento dos requisitos de acessibilidade estabelecidos nesta Lei. Art. 26 Esta Lei entre em vigor na data de sua publicação. Art. 27 Revogam-se as disposições em contrário. Belém(PA), 28 de maio de 2001.

14 Page 14 of 34 Edmilson Brito Rodrigues Prefeito Municipal de Belém Lei de 20 de Setembro de Consagra o dia 30 de Outubro como o Dia da Conscientização Municipal pelos problemas dos portadores de doenças mentais e dá outras providências. Promulgada pelo Presidente da Câmara Municipal: Vereador Luiz Otávio Campos Art.1.º. O dia 30 de Outubro fica consagrado como o Dia da Conscientização Municipal pelos problemas dos portadores de doenças mentais. Art.2º. A Administração Pública Municipal, através de sua Secretaria de Saúde enviará a esta Câmara, até o dia a que se refere o artigo primeiro desta Lei, um relatório pormenorizado onde conste todos os serviços e programas patrocinados por esta Secretaria, bem como a forma como foi realizado, em benefício dos portadores de doenças mentais residentes em Belém. Art. 3.º Esta Lei entra em, vigor na data de sua publicação. Art. 4.º Revogam-se as disposições em contrário. Lei de 17 de Julho de Reconhece como utilidade pública para o município de Belém o Centro Integrado de Educação Especial e dá outras providências. Sancionada por Hélio Mota Gueiros Art. 1º. Fica reconhecido como de Utilidade Pública para o Município de Belém, o Centro Integrado de Educação Especial, sociedade civil, sem fins lucrativos, com sede nesta Cidade. Art. 2º. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3º. Revogam-se as disposições em contrário.

15 Page 15 of 34 Lei de 05 de Janeiro de Cria a função de Terapeuta Ocupacional no quadro de pessoal da PMB. (Proc. 1281/97- PMB- ord. 252). Sancionada por: Edmilson Brito Rodrigues Art. 1.º Fica criado no quadro de cargos de provimento efetivo da Prefeitura Municipal de Belém, a categoria funcional de Terapeuta Ocupacional, integrante do Grupo de Nível Superior, Subgrupo I, do Art. 7º, inciso III, da Lei Municipal n.º7.507, de 14 de Janeiro de Art. 2.º O terapeuta Ocupacional prestará serviços junto os Órgãos da Administração Direta Autárquica e Fundacional do Município de Belém, bem como em unidades municipais de saúde, escolas, hospitais, creches, asilos e centros de convivência. Art.3º Para os fins de Plano de Carreira, bem como definição salarial e de vencimentos, o cargo de Terapeuta Ocupacional, integrando o Grupo Operacional de Nível Superior, subgrupo I, Código NS 36, tem como requisitos para provimento: I. Apresentação de diploma de conclusão de curso superior de Bacharelado em Terapia Ocupacional, em instituição oficialmente reconhecida pelo MEC; II. Comprovação de requisitos no Órgão de Classe; Art. 4.º São atribuições do Terapeuta Ocupacional; de saúde. I. Participar de equipes interdisciplinares na elaboração e execução de políticas II. Planejar, coordenar, supervisionar, executar e avaliar programas de saúde; III. Participar de estudos e pesquisas na área de saúde; IV. Orientar, supervisionar, controlar e avaliar estágios sob sua responsabilidade; V. Prestar assistência direta a pacientes; VI. VII. Realizar práticas e intervenções terapêuticas de terapia ocupacional. Orientar paciente, familiar e comunidade quanto à prevenção de

16 Page 16 of 34 doenças, promoção e recuperação da saúde; VIII. ocupacionais. Promover cursos de atualização para equipes de terapeutas XI. Orientar, coordenar e supervisionar equipes de terapeutas ocupacionais; X. Executar atribuições correlatas. Art. 5º Ficam criados na estrutura da administração Direta Autárquica e Fundacional do Município de Belém, o quantitativo de cargos constantes da tabela anexa com o respectivo vencimento- base, a serem providos na forma da legislação em vigor. Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, devendo ser aplicada pelas Secretarias Municipais de Administração, Saúde e Educação e Administração Indireta no primeiro concurso público que houver após sua promulgação. Art.7º Revogam-se as disposições em contrário. Anexo 1. Administração Direta 1.1. Secretaria Municipal de Saúde CARGOS QUANTIDADE VENCIMENTO-BASE Terapeuta Ocupacional 15 R$ 162, Secretaria Municipal de Eduação CARGOS QUANTIDADE VENCIMENTO-BASE Terapeuta Ocupacional 04 R$ 162,81

17 Page 17 of Administração Indireta 2.1. Fundação Papa João XXIII CARGOS QUANTIDADE VENCIMENTO-BASE Terapeuta Ocupacional 08 R$ 162, Instituto de Previdência do Município de Belém CARGOS QUANTIDADE VENCIMENTO-BASE Terapeuta Ocupacional 04 R$ 162,81 Lei de 19 de Janeiro de Dispõe sobre a adaptação de listas e placas de preços e cardápios em bares, lanchonetes, restaurantes, supermercados e estabelecimentos similares, ao uso de deficientes visuais. (Regina Barata) Sancionada por: Edmilson Brito Rodrigues Art.1.º. Os bares, lanchonetes, restaurantes, supermercados e estabelecimentos similares de médio e grande porte, em funcionamento em Belém, adaptarão suas listas de preços e cardápios ao uso por parte de deficientes visuais. Art.2.º Os estabelecimentos de pequenos porte e os que não operarem com a oferta de produtos e serviços para o consumo no local ou preestabelecidos em cardápio ou lista e placas de preços ficam desobrigados a adaptação de que trata esta Lei. Parágrafo Único: O Poder Executivo Municipal, ouvidas as entidades representantes do

18 Page 18 of 34 comércio e aquelas dedicadas à prestação de assistência à pessoa portadora de deficiência, definirá em regulamento, os critérios e os procedimentos para aplicação das disposições contidas nesta Lei. Art. 3º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art.4.º. Revogam-se as disposições em contrário. Lei de 04 de Junho de Dispõe sobre a reserva de assentos para as pessoas obesas em espaços culturais, salas de projeção e veículos de transporte coletivo no município de Belém. (Proc /97- Ord Carlito Aragão) Sancionada por: Edmilson Brito Rodrigues Art.1.º As salas de projeção e os espaços culturais do Município de Belém, que oferecerem assentos para a platéia, reservarão três por cento dos lugares para pessoas obesas. Parágrafo Único: Os lugares reservados na forma do caput deste artigo serão dotados de assentos especiais, de uma forma a garantir conforto físico compatível com as pessoas beneficiárias desta lei. Art.2.º Lei de 22 de Julho de Dispõe sobre vagas em creches e escolas públicas para filhos de deficientes físicos. Lei de 07 de Julho de Dispõe sobre assistência e regulamentação dos serviços de saúde no município de Belém. (Proc. 1429/97- Ord Arnaldo Jordy)

19 Page 19 of 34 Sancionada por: Edmilson Brito Rodrigues Art. 1º. Todo cidadão portador de transtorno mental tem o direito de ser atendido pela rede pública do Município de Belém, sendo garantida a sua medicação, assim como outras formas terapêuticas de tratamento necessárias à recuperação e manutenção de sua integridade biopsicosocial e cultural. Art. 2º. O poder público do Município de Belém, de acordo com os princípios constitucionais que regem os direitos individuais, coletivos e sociais, garantirá e implementará a preservação, o tratamento e a reinserção social plena das pessoas portadoras de transtorno mental, sem discriminação de qualquer tipo que impeça ou dificulte o usuário desses direitos. Art. 3º. Fica proibido no Município de Belém a construção e ampliação de hospitais psiquiátricos e instituições manicomiais de atenção em saúde mental, público, privados e filantrópicos e contratação e financiamento pelo Setor Público de leitos nesses estabelecimentos. 1º. O Município de Belém só poderá manter contratos com instituições ou estabelecimentos privados ou filantrópicos de tratamento psiquiátrico sob condição contratual de inclusão e obediência ao disposto nesta lei. 2º. Fica vedado o uso de procedimentos violentos e desumanos em qualquer estabelecimento público, privado e filantrópico, tais como, celas fortes, camisas de força, psicocirurgia e esterelização, para fins de tratamento de transtornos mentais. 3º. O uso de medicamentos nos tratamentos psiquiátricos em estabelecimentos de saúde mental deverá responder às necessidades fundamentais de saúde da pessoa portadora de transtorno mental e, será exclusivamente para fins terapêuticos devendo ser avaliado e reavaliado periodicamente com o conhecimento do usuário. 4º. O tratamento através de Eletroconvulsoterapia (E.C.T), só poderá ser utilizado depois de esgotados todos os recursos terapêuticos disponíveis, com a devida avaliação de equipe multidisciplinar, obedecendo os cuidados com os riscos clínicos do procedimento e apenas após consentimento informado do paciente, escrito ou verbal, em período que estiver lúcido, delegando à pessoa de sua confiança o poder de decisão. Art. 4º. Os serviços de saúde mental deverão ser prestados por uma equipe interdisciplinar mínima (médico- psiquiatra, assistente social, enfermeiro, terapeuta ocupacional e técnico de enfermagem), norteados pelo princípio da não segregação das pessoas portadoras de transtorno mental. Art. 5º. A internação psiquiátrica deverá ter encaminhamento exclusivo dos serviços de Urgência e Emergência Psiquiátrica do Pronto socorro e das unidades Municipais de Saúde e outros de Referência de Saúde Mental e, deverá ocorrer em leitos de Hospitais Gerais. Parágrafo Único- fica proibido o uso de leito psiquiátrico, para internação de

20 Page 20 of 34 pessoas com diagnóstico principal de síndrome de dependência alcóolica, que deverá ser feita em leitos de clínica médica em hospital geral. Art. 6º. A Secretaria Municipal de Saúde disporá de 06 (seis meses) contados da publicação desta Lei para apresentar, respectivamente, ao conselho Municipal de Saúde e à Câmara Municipal, o planejamento e cronograma de implantação dos nossos serviços de atendimento em saúde mental. Art. 7º. Todo estabelecimento de saúde deverá fixar esta Lei em lugar visível aos usuários e trabalhadores dos serviços. Art. 8º. A internação psiquiátrica quando solicitada, exigirá laudo médico especializado de profissional pertencente ao quadro de funcionários do estabelecimento devendo o texto definir, descrever e demonstrar a necessidade do procedimento realizado, registrando também o consentimento do internado ou responsável, informando aos mesmos a previsão mínima e máxima de internação. Art. 9º. A internação psiquiátrica de menores de idade, e aquela que não obtiver o consentimento do internado, será caracterizada pelo médico autor do laudo como internação involuntária, mesmo quando não tiver consentimento dos pais ou responsáveis. Parágrafo Ùnico: Quando o caso se tratar de menores de idade, deverá ser comunicado imediatamente a internação ao juizado de Menores. Art. 10. A internação psiquiátrica compulsória deverá ser comunicada pela instituição que procedeu, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas ao representante local da Autoridade Sanitária e ao Ministério Público. Art. 11. Aos pacientes asilares de custódia assim entendidos aqueles que perderam o vínculo com o grupo familiar e encontram-se em desamparo social, o poder público municipal providenciará a atenção de suas necessidades, integrando-as à sociedade através de políticas sociais intersetoriais que envolvam as ações e os recursos de área de saúde, bemestar, cultural, justiça, educação, habilitação, trabalho e outras similares complementares. Parágrafo Único- A política social intersetorial deverá propiciar a desisntitucionalização de todos os pacientes asilares no prazo de 02 (dois) anos após a publicação desta lei, através especialmente de: a) Criação de lares, obrigados ou similares com até vinte moradores; b) Reinserção na família de origem, através do estabelecimento dos vínculos familiares; c) Adoção por famílias que demonstrem interesse e que tenham possibilidade econômica, social e emocional de se tornarem famílias substitutas. Art.12. A Secretaria Municipal de Saúde instalará e manterá no âmbito municipal serviço especial de conhecimento, documentação e controle das internações psiquiátricas, para o que

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