Uma grande oportunidade

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3 EXPEDIENTE MINAS FAZ CIÊNCIA Assessora de Comunicação Social e Editora Geral: Ariadne Lima (MG09211/JP) Editor Executivo: Fabrício Marques Assessora Editorial: Vanessa Fagundes Redação: Ariadne Lima, Fabrício Marques, Vanessa Fagundes, Juliana Saragá, Maurício Guilherme Silva Jr., Ana Flávia de Oliveira, Marcus Vinicius dos Santos, Hely Costa Jr., Kátia Brito (Bolsista de Iniciação Científica). Diagramação: Beto Paixão Revisão: Glísia Rejane Projeto gráfico: Hely Costa Jr. Editoração: Fazenda Comunicação & Marketing Montagem e impressão: Lastro Editora Tiragem: exemplares Capa: Hely Costa Jr. Uma grande oportunidade AO LEITOR Redação - Rua Raul Pompéia, º andar, São Pedro - CEP Belo Horizonte - MG - Brasil Telefone: +55 (31) Fax: +55 (31) Site: Blog: Facebook: GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS Governador: Antonio Augusto Junho Anastasia SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR Secretário: Narcio Rodrigues Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais Presidente: Mario Neto Borges Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação: José Policarpo G. de Abreu Diretor de Planejamento, Gestão e Finanças: Paulo Kleber Duarte Pereira Conselho Curador Presidente: João Francisco de Abreu Membros: Antônio Carlos de Barros Martins, Dijon Moraes Júnior, Evaldo Ferreira Vilela, Giana Marcellini, José Luiz Resende Pereira, Magno Antônio Patto Ramalho, Paulo César Gonçalves de Almeida, Paulo Sérgio Lacerda Beirão, Ricardo Vinhas Corrêa da Silva, Rodrigo Corrêa de Oliveira Um projeto de Lei que tramita no Congresso Nacional, o Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, pode trazer, se aprovado, mudanças positivas para o País. Como observa o presidente da FAPEMIG, Mario Neto Borges, em artigo nesta edição, importantes avanços foram feitos na política da área e também nos investimentos mas ainda existe um obstáculo fundamental a ser superado. A legislação vigente é fragmentada, ultrapassada e inadequada ao contexto do Século do Conhecimento. Em outro artigo, o secretário de C&T do Amazonas e presidente do Conselho Nacional de Secretarias Estaduais para Assuntos de C,T&I (Consecti), Odenildo Sena, observa que a proposta para o novo Código da Ciência significa uma revolução nos marcos regulatórios que regem a vida de instituições e pessoas que fazem Ciência no país. Agora está nas mãos do Congresso e do Executivo. Trata-se de uma grande oportunidade para o País avançar nas áreas científica, tecnológica e de inovação. Cientistas, pesquisadores e professores universitários afirmam, em consenso, que a chamada Lei de Licitações, as subvenções, os financiamentos e as compras no exterior são as maiores dificuldades impostas pela legislação vigente. Se aprovada a nova Lei, por exemplo, as aquisições e contratações observarão o primado da qualidade sobre o preço. Esta nova etapa da política científica nacional é o tema da reportagem de capa, que procura apresentar ao leitor a importância desse novo arcabouço legal. Outro destaque deste número promove um recuo no tempo, mais precisamente para 1981, quando o mundo enfrentava uma doença misteriosa, que intrigava a comunidade científica. Naquele ano, estudiosos descobriram que se tratava de um vírus causador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, em português, Sida, ou Aids, nome em inglês, como ficou internacionalmente conhecido. Ao longo de três décadas, o HIV mostrou que não escolhe idade, raça, crença ou classe social. Ele está aí e a prevenção é o meio mais importante para combatê-lo. Em um esforço de reportagem, Ana Flávia de Oliveira apresenta algumas das principais pesquisas e ações relacionadas ao combate à Aids. Também na área de Saúde, Marcus Vinicius dos Santos conversou com um dos mais reconhecidos geneticistas do Brasil, o mineiro Sérgio Danilo Pena, que tem a firme convicção de que os avanços na tecnologia podem promover uma mudança substancial na Medicina ainda mais rapidamente, na medida em que a sociedade e a comunidade médica absorvem os avanços da ciência genômica e os incorporam às informações preditivas e preventivas na rotina de manutenção da saúde. Mas há muito mais nesta edição da MINAS FAZ CIÊNCIA que, fiel à sua linha editorial, contempla diversas áreas do conhecimento, cobrindo assuntos que vão da Biologia à Engenharia, da Agricultura à História.

4 6 Especial Aids: 30 anos de luta, esperança e descobertas científicas que transformaram a sociedade e a vida dos portadores da doença ÍNDICE 12 Casas resistentes Pesquisa desenvolve projeto de construção alternativa economicamente viável e resistente, principalmente a ventos fortes 36 Pulverizador agrícola Insumo utiliza princípios da Física Eletrostática para aumentar eficiência do equipamento 16 Postes fotovoltaicos Pesquisadores estudam aplicações e aperfeiçoamento de materiais da cadeia de produção de energia solar 38 Entrevista O médico e cientista Sérgio Pena avalia como os avanços no estudo do genoma podem auxiliar na prevenção e manutenção da saúde 26 Artigos Odenildo Sena, secretário de C&T do Amazonas e presidente do Consecti, e o presidente da FAPEMIG e Confap, Mario Neto Borges, opinam sobre o Novo Código da Ciência 42 Jovens de futuro Estudantes vencedores do III Seminário de Iniciação Científica da FAPEMIG se destacam pelo ineditismo dos trabalhos e também pela garra, foco e superação 28 Som e imagem Projetos da Escola de Belas da UFMG dedicam-se à pesquisa das artes digitais e computacionais, permitindo inovadoras interações poéticas entre sons e imagens 45 Dicionário operário Livro reúne diversos momentos históricos do trabalho em Minas Gerais 35 Lembra dessa? Propriedades fitoterápicas do repolho são utilizadas na produção de pomadas e bálsamo que têm a capacidade de cicatrizar feridas 48 Leituras Ciência de cabeceira: Uma história da Ciência: experiência, poder e paixão; e Design e Método 49 5 perguntas para... Rodrigo Mendes, pesquisador da Embrapa, que encontrou um novo mecanismo de defesa para as plantas, livre de agrotóxicos

5 20 Lei mais moderna Proposta de Novo Código promete avanços para a Ciência no Brasil, estimulando pesquisadores e cientistas Esta é uma revista voltada para um público inteligente que se interessa principalmente por temas discutidos na atualidade. Tem uma diagramação bem limpa que chama a atenção do leitor para os textos que, em sua maioria, são longos, porém interessantes. Karina Marques Estudante / Curso de Comunicação Social Instituto Metodista Izabela Hendrix Belo Horizonte/MG CARTAS 31 Taxonomia Espécie de moluscos terrestres na região da Zona da Mata mineira é mapeada e classificada por pesquisadores da UFJF Lendo novos tempos para os resíduos, aprendi que, para haver redução no consumo, e assim a consequente redução de lixo, primeiramente precisamos ter a consciência de que somos responsáveis por nossas escolhas, por nossos resíduos, pois ele vem do que consumimos e que nossa existência tem um impacto no ambiente em que vivemos. Marilia Soldatelli Britto Estudante / Curso de Comunicação Social Instituto Metodista Izabela Hendrix Belo Horizonte/MG Estou me formando agora em dezembro de 2011, e desde o inicio do meu curso em 2008 recebo as edições da MINAS FAZ CI- ÊNCIA. Quero parabenizar a revista por tantas reportagens importantes, artigos ricos, que me ajudaram tanto na minha formação e no crescimento do meu conhecimento. Francismeire dos Santos de Souza Estudante de Licenciatura em Ciências Biológicas Fundação Helena Antipoff Ibirité/MG Um diferencial da revista é a gratuidade. Isto prova que conteúdo de qualidade não precisa ser o fator que eleva o custo do produto. A ideia de que publicações gratuitas não prezam pela boa informação não se encaixa com a linha editorial da publicação. Luis Felipe Amaral Produtor Rádio Inconfidência Belo Horizonte/MG Gostei! Sinceramente gostei da revista MINAS FAZ CIÊNCIA. Só de olhar a capa eu fiquei feliz. Depois de 15 anos vivendo de produção de revistas, vi nessa publicação um aglomerado raro de pontos que muito me agradam. Mas não adianta ser bonitinha, tem que ter conteúdo. Aí a MINAS FAZ CIÊNCIA fala alto. Com textos escritos de modo claro e acessível, a revista explora todos os conteúdos que todo mundo adora: tecnologia, inovação, sustentabilidade, crescimento e conhecimento. A revista Faz Ciência e fez a minha cabeça. Não deu para dividir a leitura, parei tudo e li toda de uma só vez. E claro, entrei no site e me cadastrei assinante. Agora vou esperar a próxima edição em casa. José Ary Stambassi Jr. Assessor de Comunicação Belo Horizonte/MG Para receber gratuitamente a revista MINAS FAZ CIÊNCIA, envie seus dados (nome, profissão, instituição/ empresa, endereço completo, telefone, fax e ) para o ou para o seguinte endereço: FAPEMIG / Revista MINAS FAZ CIÊNCIA - Rua Raul Pompéia, º andar - Bairro São Pedro - Belo Horizonte/MG - Brasil - CEP MINAS FAZ CIÊNCIA tem por finalidade divulgar a produção científica e tecnológica do Estado para a sociedade. A reprodução do seu conteúdo é permitida, desde que citada a fonte. MINAS FAZ CIÊNCIA SET/NOV

6 ESPECIAL Aids, 30 anos: um desafio permanente Ana Flávia de Oliveira Ao longo de três décadas, o HIV mostrou seu poder de destruição. Saiba o que tem sido feito para entender e prevenir essa ameaça No final dos anos 1970 e início dos anos 1980, o mundo soube do surgimento de uma nova doença misteriosa, que intrigava a comunidade científica. Os primeiros casos foram registrados nos Estados Unidos, Haiti e África Central. Várias pesquisas foram realizadas para entender o que estava acontecendo e os primeiros estudos apontaram que homossexuais, hemofílicos, usuários de heroína e profissionais do sexo, hookers, em inglês, eram os grupos mais vulneráveis à doença, temporariamente denominada 5H. Os pesquisadores concluíram, ainda, que a contaminação acontecia pelo contato sexual, compartilhamento de agulhas entre usuários de drogas e exposição a sangue e seus derivados. Ninguém sabia direito o 6 MINAS FAZ CIÊNCIA SET/NOV 2011

7 que provocava tais reações e mortes, mas, em 1981, estudiosos descobriram que se tratava de um vírus causador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, em português, Sida, ou Aids, nome em inglês, como ficou internacionalmente conhecido. No Brasil, o primeiro caso foi registrado no Estado de São Paulo em 1980 e classificado como Aids, dois anos depois. A partir daí, o País, ainda assustado com o surgimento de um grave problema de saúde, viu os primeiros casos em uma mulher e criança, em Dois anos mais tarde, foi registrado o primeiro caso de transmissão vertical, ou seja, passado de mãe para filho. Diante da nova realidade, foi criado nesse mesmo ano, o Grupo de Apoio à Prevenção da Aids (Gapa), a primeira ONG do Brasil e da América Latina de luta contra a doença. No ano seguinte, foi criado o Programa Nacional de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) Aids. Em 1987, quando o Brasil registrava casos notificados da doença, o AZT, medicamento utilizado em tratamento de câncer, foi indicado também para o controle do HIV, uma esperança para os pacientes. No ano seguinte, com a criação do Sistema Único de Saúde, o SUS, os medicamentos que evitam infecções oportunistas começam a ser distribuídos gratuitamente no País. No início dos anos 1990, o governo brasileiro passou a distribuir gratuitamente os medicamentos para o tratamento do HIV/Aids pelo SUS. Um dos fatores de destaque no programa brasileiro de controle e combate do HIV/Aids é o acesso universal ao tratamento. Desde 1996, o SUS disponibiliza medicamentos para todos os pacientes. Isso só é possível porque o Brasil passou a produzir localmente, por meio de laboratórios públicos, antirretrovirais de qualidade, sendo que hoje, dos 20 medicamentos distribuídos, dez são produzidos aqui. Um deles, o Efavirenz, foi através de licença compulsória ou quebra de patente, enquanto outro, o Tenofovir, após o não reconhecimento da solicitação de patente. Em 1999, Marylin, um chimpanzé fêmea, ajudou a confirmar que o SIV (simian immunodeficiency virus ou vírus da imunodeficiência dos símios) foi transmitido para seres humanos e sofreu mutações, transformando-se no HIV. Testes genéticos mostram que o HIV é bastante similar ao SIV, que infecta os chimpanzés, porém não os deixa doentes. No ano de 2001, o Brasil ameaça quebrar patentes e consegue negociar com a indústria farmacêutica internacional a redução no preço dos medicamentos para Aids. Em 2006, o País reduz em mais de 50% o número de casos de transmissão vertical e um acordo reduz em 50% o preço do antirretroviral Tenofovir, representando uma economia imediata de US$ 31,4 milhões por ano. Dois anos mais tarde, o Brasil, que é referência mundial no combate e controle do HIV/Aids, investe US$ 10 milhões na instalação de uma fábrica de medicamentos antirretrovirais em Moçambique. Mesmo com as políticas públicas no que diz respeito à doença, o Brasil registra atualmente, em média, novos casos todos os anos. Desde 1980, quando se tomou conhecimento do problema, mortes foram registradas em decorrência da doença. Teoricamente, ser soropositivo hoje em dia não significa viver com a ideia de morte iminente, e apesar de todos os avanços da medicina nesses últimos 30 anos, falar e conviver com a Aids, ainda hoje, é uma questão delicada. O assunto continua sendo um tabu na nossa sociedade, apesar de sabermos que o HIV não é transmitido pelo ar, por um aperto de mão ou por compartilhamento do mesmo espaço físico. Ainda assim, vários portadores ainda escondem o problema a fim de evitar o preconceito. É o caso de Juan (nome fictício), um jovem de 23 anos, que descobriu ser portador do vírus aos 21, quando foi fazer exames pré- -operatórios para a realização de uma cirurgia. Quando recebi a notícia, fiquei em estado de choque e desde então entrei em depressão porque não tenho o apoio da minha família, conto apenas com a ajuda de pouquíssimos amigos, relata. Atualmente, o jovem faz o tratamento pela rede pública de saúde em Belo Horizonte e diz que é bem tratado pela equipe que o acompanha, mas não conseguiu se livrar da depressão e confessa que já tentou o suicídio uma vez porque, segundo ele, os efeitos colaterais dos medicamentos tiraram a sua alegria de viver. Um conselho que posso dar é dizer que todos se previnam sempre, pois infelizmente esse é o tipo de coisa que não dá pra voltar atrás, então cuidem-se antes para não se arrependerem amargamente depois, ensina. O caso de Juan ilustra uma constatação feita pela professora Maria Imaculada de Fátima Freitas, da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Estado de Minas Gerais (UFMG). De acordo com ela, a condição social dos pacientes é determinante na adesão do tratamento. A nossa experiência e as pesquisas mostram que pessoas que são mais desfavorecidas, financeira e socialmente, sofrem muito e têm mais dificuldade de adesão. Há muito mais tristeza, descrença e desmotivação, isto é inegável, além da discriminação da sociedade, lamenta. Uma pesquisa que deu jogo Entre 1988 e 1991, a pesquisadora mineira Virgínia Schall desenvolveu um trabalho no Laboratório de Educação em Ambiente e Saúde do Instituto Osvaldo Cruz, no Rio de Janeiro, de educação com crianças e adolescentes de escolas do município. O objetivo era saber quais doenças os alunos conheciam. Foi quando Virgínia, em parceria com duas outras pesquisadoras e psicólogas, Simone Monteiro e Sandra Rebello, introduziu questões referentes à Aids. Os estudantes, com idade entre 9 e 18 anos, desconheciam o termo, muito menos os sintomas e forma de contágio com o vírus. Após experimentos com textos didáticos, a equipe criou um jogo, o Zig Zaids. Quando desenvolvemos o protótipo do jogo, nós já sabíamos quais eram as dúvidas dos jovens. Nós mesmas desenhamos os tabuleiros, plastificamos, compramos os dados e pinos em papelarias. As cartas de baralhos fizemos no computador, imprimimos e levamos para as escolas, onde jogávamos com as crianças. À medida que testávamos o jogo, fazíamos mudanças, até que chegamos nesse protótipo, conta. O Zig Zaids chegou a ser comercializado, e a pesquisadora lembra que grandes lojas de departamento com seção de brinquedos colocaram-no à venda, mas houve uma polêmica: a sociedade reagiu negativamente. Por isso as lojas tiveram que retirá-lo das suas prateleiras. MINAS FAZ CIÊNCIA SET/NOV

8 Os jovens conhecem pouco sobre a camisinha feminina. Nem meninos nem meninas sabem que ela pode ser colocada até oito horas antes da relação sexual, o que daria a elas maior chance de negociação com os parceiros Virgínia Schall Pesquisadora Apesar da polêmica, Virgínia Schall conta que o jogo foi solicitado por escolas e empresas. Quando fizemos, tivemos recursos de projeto de pesquisa, deu para fazermos alguns exemplares. Posteriormente, tivemos o auxílio do Sesc Nacional, que nos deu 250 exemplares. Essas unidades foram doadas às instituições que nos pediam, recorda. A editora que fez a primeira edição recebeu encomendas por parte de grandes empresas, como Petrobras, Volkswagen, Cenibra (que fabrica celulose) e o Ministério da Saúde, que comprou 100 mil exemplares. O jogo teve muitas variações e hoje está disponível no site do Instituto Osvaldo Cruz. Basta fazer o donwload no site: piafi/zigzaids/index.html O jogo é composto por um tabuleiro e 23 cartas com perguntas e respostas. Onde aparece uma camisinha, há um baralho surpresa, com informações adicionais sobre o HIV e a Aids. As cartas tratam desde questões relativas ao sistema imune até questões sociais. Tudo com uma linguagem bem simples, porque ele é voltado para crianças de 9 a 12 anos. Entendemos que eles precisam ter informações antes de começarem a vida sexual. A pesquisa avaliou o conhecimento, 30 dias, seis meses e um ano após o exercício do jogo. Verificamos que os alunos que jogaram tiveram mais conhecimento, explica. O papel da educação Virgínia Schall acredita que os jovens devem receber as orientações sobre formas de contágio e prevenção das DSTs antes do início da vida sexual. Atualmente, a professora coordena o Programa de Pós- -Graduação em Ciências da Saúde do Centro de Pesquisa René Rachou, da Fiocruz, em Belo Horizonte. Entre um dos trabalhos orientados por ela, está a dissertação de Helena Campos, coordenadora do Programa Afetivo Sexual de Juventude da Secretaria de Estado de Educação. A pesquisa foi desenvolvida com jovens com idade entre 13 e 15 anos de escolas estaduais. O que nós percebemos é que eles conhecem pouco sobre a camisinha feminina. Nem os meninos e nem as meninas sabem que ela pode ser colocada até oito horas antes da relação sexual, o que daria a elas maior chance de negociação com os parceiros e evita problemas na hora H, porque nem sempre o preservativo está por perto ou, se está, eles não usam, diz Schall. O estudo usou como referência informações da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O acesso à informação sobre DSTs/Aids na escola foi outro fator analisado. Em Belo Horizonte, a proporção de alunos que receberam orientação sobre DSTS/Aids foi de 89,1% nas escolas públicas e de 91,2% nas escolas privadas. Os altos percentuais sugerem que a maioria dos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental recebeu algum tipo de orientação. O estudo aponta que existe um consenso de que o uso da camisinha, masculina ou feminina, é a única forma de evitar as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), incluindo o HIV/ 8 MINAS FAZ CIÊNCIA SET/NOV 2011

9 Aids. Entretanto, como a saúde sexual e reprodutiva das mulheres depende, em grande medida, da habilidade em negociar com seus parceiros o sexo seguro, a saúde das mulheres pode estar ameaçada. Dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher, realizada em 2006, revelam que 90% das mulheres brasileiras sabem que existe um preservativo feminino, no entanto, apenas 3,1% das entrevistadas já fizeram uso da camisinha feminina, pelo menos uma vez na vida. Um fator de proteção à saúde sexual e reprodutiva seria tornar o conhecimento e o acesso à camisinha feminina universal. Acho que precisa de uma mídia forte para a familiarização com o preservativo feminino, que a mulher pode colocar antes e não depende do parceiro aceitar usar. Ela chega dizendo que está protegida e que não vai tirar a sua proteção. Dá para fazer uma negociação com o parceiro, com mais segurança. Nas entrevistas, as meninas falam muito mal do preservativo feminino, acham grande, difícil de colocar. Se os postos tivessem, distribuíssem e ensinassem como usar, seria um avanço, argumenta. O Programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) é uma iniciativa conjunta entre os ministérios da Saúde e Educação. Criado em 2003, hoje está presente em cerca de 66 mil instituições de ensino do País. Além de distribuir camisinhas, o programa insere a temática de prevenção e promoção da saúde sexual e reprodutiva e a discussão dos diversos aspectos da sexualidade no cotidiano das escolas públicas. A Aids na vida de casais Doenças graves, mas que têm tratamento, como hanseníase e tuberculose, afetam a vida do portador e de sua família. Com o vírus HIV e a Aids, a situação se repete. As alterações interferem em questões como relacionamentos sociais, adesão ao tratamento, perspectiva e qualidade de vida. Pensando no dia a dia dos infectados pelo HIV, a professora da Escola de Enfermagem da UFMG, Maria Imaculada de Fátima Freitas, iniciou, nos anos 1990, estudos ligados ao tema. Em 1993, havia realizado estudo sobre as interações de cônjuges quando um deles estava em tratamento para hanseníase e, em 1996/1997, quando os antirretrovirais foram introduzidos no Brasil, realizou a mesma pesquisa com casais com Aids, para, em seguida, comparar os resultados dos dois estudos. A partir daí, desenvolveu diversas pesquisas sobre questões psicossociais de pessoas vivendo com HIV ou Aids, como aquelas relativas à adesão ao tratamento, maternidade e HIV, experiências sociais considerando faixas etárias, além de outras. Antes só se usava o AZT, mas o governo brasileiro passou a distribuir gratuitamente os antirretrovirais e houve uma diferença no controle da infecção e no tratamento dos pacientes, diz. Durante o estudo acompanhou casais da rede pública de saúde, em que o marido, a mulher ou os dois estavam infectados, em Belo Horizonte. Foram ouvidos casais com relacionamentos com mais de um ano até aqueles que estavam juntos há mais de duas décadas em que os dois estavam infectados. O objetivo era acompanhar uma narrativa das vidas dessas pessoas com a finalidade de saber como viviam. Enfim, a ideia era fazer com que pensassem sobre os seus problemas. Dez anos depois, em 2006, uma nova pesquisa foi feita com outros casais, e o que se constatou é que houve mudança no perfil epidemiológico em decorrência da queda das taxas de mortalidade e das melhorias no controle da doença. Ambos os estudos evidenciaram que a revelação do diagnóstico é sempre um grande susto. A pergunta que eles se fazem é: por que eu?. O sentimento de culpa também existe e, no momento da revelação, o medo da morte ainda é muito forte, comenta. De acordo com a professora, os homens, em geral, descobrem primeiro. Nas duas pesquisas, notou que eles têm muito receio de falar sobre o assunto. Há sempre um silenciamento inicial. O cônjuge percebe que algo está errado, mas não sabe o que é. É um momento de muita fragilidade no casal. Quando há a revelação, leva-se mais susto, e eu digo que a Aids é um revelador de traição, do que já se sabia antes, mas não tinha certeza. Um revelador da fragilidade ou da força da relação, do desamor. A Aids se torna naquele momento uma tela em que ambos enxergam o relacionamento. É um momento de muito questionamento e sofrimento, observa. A pesquisa mostra que a grande questão em todo o tempo da Aids é a gestão do segredo, não apenas sobre a doença, mas sobre os medos, fragilidade, culpa, como cada um se vê diante do mundo, não é só o temor de ser excluído. O diagnóstico da Aids obriga o casal a se reestruturar, como em qualquer outra doença grave, como um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou um infarto do miocárdio, explica a pesquisadora. O modo como cada pessoa vai tratar o assunto com seu parceiro é que pode mudar. Segundo Maria Imaculada, existem três possibilidades: fugir; esperar o impacto da notícia passar sem aprofundar verdades que não se quer (ou não se pode) encarar; ou enfrentar o problema, restabelecendo ou terminando o relacionamento. Os que continuaram juntos foram os casais que participaram das duas pesquisas. Nelas, houve relatos de mulheres sobre a descoberta do diagnóstico do marido, como a que só ficou sabendo porque, precisando de dinheiro, mexeu na carteira do marido, quando ele dormia, e encontrou o resultado aí guardado há mais de um mês. Estarrecida, sentindo-se duplamente traída, essa mulher viveu um período de sentimentos contraditórios entre raiva e medo de estar infectada. Fazer o exame e esperar o resultado neste caso é considerado uma tortura na relação do casal. O homem se sente culpado, não tem o que dizer e sente fortemente o desejo de morrer, na maioria dos casos. Em 1996, era o conflito da dor do sentimento, do medo da morte rápida, e este medo continua existindo hoje, mas agora há um jogo interativo mais fácil de ser feito, porque se vive mais tempo mesmo com a doença. Nessa reestruturação da vida a dois, o que se percebe é que os casais que permanecem juntos, após o diagnóstico, vão buscar a mesma lógica interativa que eles tinham antes, como observa a pesquisadora: Se havia negação, silenciamento, conflitos explícitos e uma interação conflituosa, após a descoberta do diagnóstico e após um período há uma acalmada na relação porque aparece naquele momento o sofrimento do outro e uma solidariedade amorosa. Mas, com o passar do tempo, a lógica anterior de tapas e beijos volta como antes. MINAS FAZ CIÊNCIA SET/NOV

10 A doença tem o poder de reorganizar o relacionamento, mas isso aconteceria por causa do impacto da notícia. Já nas relações em que havia uma solidariedade entre o casal, diálogo, vida amorosa e sexual estável e alegre, tudo isso se perde no momento da revelação da doença. É um conflito, e quando eles se entendem voltam para a fase anterior. Isso é muito forte nas duas pesquisas. Há um período mais longo ou curto de calmaria ou de caos na relação, e isso é determinado pelo grau do adoecimento de um dos cônjuges, destaca. Entre os casais de 1996, a atividade sexual estava comprometida, não havia desejo, e sim raiva, impotência e descaso, diferentemente das entrevistas de As pessoas ouvidas dez anos depois estariam mais dispostas fisicamente e menos adoecidas. Não podemos afirmar, mas a possibilidade de alcançar uma vida melhor inclui o sexo porque existe mais disposição física e também porque os medicamentos foram aprimorados. Ao mesmo tempo, o desejo do outro, a atividade sexual prazerosa não existe só porque você tem vigor, ela vem pelo desejo emocional e psicológico do relacionamento, conta. Outro fator diretamente ligado à adesão do tratamento é a condição social dos pacientes. Na pesquisa realizada pela professora Maria Imaculada Freitas foram entrevistados desde casais de classe média alta até pessoas menos favorecidas economicamente. Mesmo que sejam assistidos por um médico particular ou vinculado a um plano de saúde, todos também são acompanhados no serviço público, que faz a distribuição dos antirretrovirais. Casais mais sólidos tendem a aderir melhor ao tratamento. O casal que é mais unido vive a sua história com mais força e se ajuda nos momentos difíceis, diagnostica. Durante as entrevistas, a professora encontrou uma situação, que ela caracteriza como anedota. Maria Imaculada Freitas conheceu um casal jovem, que tinham um relacionamento longo, de aproximadamente oito anos. Eles se destacavam pela beleza, aparência saudável e boa condição financeira, mas o rapaz descobriu que era soropositivo. A namorada dele não tinha coragem de fazer o exame e, quando se decidiu, soube que não estava contaminada. Eles continuaram juntos, principalmente quando ele teve uma fase mais doente, e depois terminaram. Tempos depois, este homem conheceu uma outra mulher, não-infectada, casaram-se, hoje têm uma criança nascida por meio de inseminação artificial e eles têm um casamento feliz. Isso mostra que houve um acordo entre este casal de só terem relação sexual protegida e porque ele teve coragem de se abrir com ela. Chamo de anedota por ser um caso raro em vários aspectos, e parte desta história só foi possível graças à boa condição financeira dele, destaca. Pesquisas e Vacina Anti-HIV Entre os anos de 2004 e 2010, o Ministério da Saúde financiou 244 projetos de pesquisa, totalizando R$ 55,9 milhões, a partir de 15 editais de pesquisa lançados em todas as áreas de conhecimento do HIV, por meio de editais públicos anuais. De acordo com o coordenador do Departamentode DST/AIDS e Hepatites Virais, Dirceu Greco, o Estado de Minas Gerais tem contribuição relevante em todas as pesquisas executadas pelo Ministério da Saúde. Podemos citar como exemplo o estudo de prevalência entre conscritos das Forças Armadas, o estudo de sentinela parturientes, Qualiaids, e estudos de sobrevida, além de estudos de coortes que vêm sendo executado há muitos anos em Minas. Estes estudos trazem dados importantes a fim de definir políticas específicas para prevenção, melhora da qualidade de vida e também para futuros ensaios com vacinas candidatas anti-hiv, explica. Além disto, a FAPEMIG e o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde do MS estão em processo de estabelecer um acordo para editais de pesquisa em Aids, financiado pelas duas instituições. Segundo Greco, de 2006 a 2010, o Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais financiou 16 projetos de pesquisa relacionadas às vacinas e microbicidas, totalizando R$ 5,4 milhões. Também foi lançado o Plano Brasileiro de Vacinas anti-hiv O objetivo é fortalecer a participação do Brasil no esforço global para descobrir, avaliar, produzir e propiciar acesso a vacinas anti-hiv. O Plano propicia maior integração da comunidade científica e tecnológica brasileira no esforço internacional e na estratégia global para o desenvolvimento de uma vacina anti-hiv, conta. Esta iniciativa deverá viabilizar, também, a inserção da pesquisa e desenvolvimento nesta área, na política tecnológica e industrial brasileira, envolvendo-o numa perspectiva multisetorial. O médico destaca que, para que se uma vacina eficaz seja desenvolvida, é necessário considerar os aspectos logísticos, comportamentais, de custo e disponibilidade, as implicações na prevenção e éticos, entre outros elementos. Efeitos colateriais A qualidade de vida e as condições de saúde das pessoas que vivem com HIV e Aids são bem melhores do que há alguns anos, graças à medicação disponível. Uma pessoa recém-diagnosticada em tempo adequado, que se utilizar dos medicamentos de maneira correta e constante (adesão ao tratamento), provavelmente não evoluirá para a Aids no Brasil. No entanto, existem impactos no uso prolongado de antirretrovirais. Se, por um lado, eles reduziram a taxa de mortalidade diretamente causada por Aids, por outro, o aparecimento de efeitos adversos e suas consequências podem fazer parte da vida do paciente. Entre essas consequências estão o aumento do risco de eventos cardiovasculares (como infartos, devido às alterações metabólicas, como elevações de colesterol), lipodistrofia, que pode afetar a autoestima, toxicidade renal e hepática (fígado). É preciso que o paciente tenha acesso a cuidados profissionais de qualidade, com capacidade para ajudá-lo a enfrentar as dificuldades inerentes ao tratamento prolongado. E também para estimular e dar acesso a dieta equilibrada e exercícios físicos, ensina Dirceu Greco. A polêmica da descoberta No mundo acadêmico existiu uma polêmica sobre a descoberta do vírus da Aids. Uma equipe francesa e outra norte- -americana lutaram durante anos pelo título da descoberta. Enquanto os pacientes viviam com a esperança de que os cientistas 10 MINAS FAZ CIÊNCIA SET/NOV 2011

11 descobrissem a cura da Aids, na década de 1980, a autoria pela descoberta do vírus HIV e a criação do primeiro exame capaz de detectar o vírus gerou uma disputa científica e comercial entre França e EUA. O cientista estadunidense Robert Gallo, também citado como descobridor do vírus, chegou a ser acusado de fraude por uma equipe francesa. Em 1987, os então presidentes da França, Jacques Chirac, e dos EUA, Ronald Reagan, decidiram que os dois países iriam dividir o crédito pela descoberta. No entanto, nos anos 1990, os Estados Unidos reconheceram que os franceses mereciam uma parcela maior dos royalties dos produtos derivados da descoberta, solidificando a posição de Luc Montagnier como principal descobridor. Em 2008, três cientistas dividiram o Prêmio Nobel de Medicina daquele ano, sendo os franceses Françoise Barre-Sinoussi e Luc Montagnier, pela descoberta do vírus causador da Aids, o HIV; e o alemão Harald zur Hausen, pela descoberta de que o papilomavírus humano (HPV) pode provocar câncer de colo do útero. Robert Gallo não recebeu o prêmio, apesar de ter seu nome destacado na documentação que justifica a premiação, divulgada pelo Comitê Nobel. Os números da Aids Os números da Aids impressionam, apesar das campanhas de conscientização e todos os avanços da medicina no controle e combate à doença. O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde contabiliza, em média, óbitos em decorrência da doença no Brasil. Em Minas Gerais, desde 1980, foram notificados casos e pessoas perderam a vida vítimas da Aids. A maior incidência de casos ainda é entre os homens, mas, a cada ano, essa diferença vem diminuindo. O aumento proporcional do número de casos entre mulheres pode ser observado pelo número de casos em homens dividido pelo número de casos em mulheres. Em 1989, para cada seis casos de Aids no sexo masculino havia um caso no sexo feminino. Em 2009, a proporção diminuiu, passando de 1,6 caso em homens para cada caso em mulheres. A faixa etária em que a Aids é mais incidente, em ambos os sexos, é a de 20 a 59 anos de idade. Entre 13 e 19 anos, o número de casos é maior entre as mulheres. São, em média, oito casos em meninos para cada dez em meninas. Mas, em relação aos jovens, os dados apontam que, embora eles tenham elevado conhecimento sobre prevenção das DSTs, há tendência de crescimento do HIV. Contudo, a maioria dos casos, no sexo masculino, se dá entre jovens homossexuais (26,8%) e bissexuais (10,2%). Estima-se que 630 mil pessoas vivam com o vírus no Brasil e, pelo menos, 255 mil não sabem que são portadoras ou nunca fizeram o teste de HIV. Entre 2005 e 2009, com a adoção do Programa Fique Sabendo, testes de HIV distribuídos e pagos pelo SUS mais que dobraram: passaram de 3,3 milhões para 8,9 milhões de unidades. Os testes realizados para o HIV no País passaram de 23,9% em 1998 para 38,4% em A epidemia da Aids no Brasil está estabilizada em patamar ainda não satisfatório, com a taxa de incidência em torno de 20 casos por 100 mil habitantes. Em 2009, foram notificados casos da doença. Os dados do Ministério da Saúde referem-se apenas aos casos de Aids e não àqueles infectados pelo HIV. Apesar de o número total de casos no sexo masculino ser maior entre heterossexuais, a epidemia no País é concentrada. Isso significa que a prevalência da infecção na população de 15 a 49 anos é menor que 1% (0,61%), mas é maior do que 5% nos subgrupos de maior vulnerabilidade para a infecção pelo HIV como homens que fazem sexo com homens (HSH), usuários de drogas (UD) e profissionais do sexo (PS). Óbitos e discriminação O percentual significativo dos óbitos ocorre pelo diagnóstico ou acesso tardio ao tratamento, e o Ministério tem buscado junto com os estados e municípios aumentar as oportunidades para o diagnóstico e reforçar com os profissionais de saúde a necessidade de oferecimento de sorologia, com os devidos aconselhamentos, não só para o HIV, mas também para sífilis e hepatites virais, anuncia Dirceu Greco. Segundo o médico, esses números relativamente baixos em todas as avaliações, seja prevalência, incidência e até mesmo na mortalidade, mostram o lado positivo do enfrentamento da epidemia. Por outro lado, há muitos desafios e dificuldades. Por exemplo, o acesso universal aos insumos de diagnóstico, prevenção e tratamento, exemplo para muitos outros países, pode levar a certa complacência, à sensação no imaginário popular de que a epidemia está controlada. Isto pode diminuir os cuidados na prevenção e pode dificultar o necessário espaço na mídia para esta discussão, argumenta. E acrescenta que, apesar do medo generalizado que existia antigamente ter diminuído, ainda há longo caminho a percorrer para diminuir o preconceito e impedir a discriminação que ainda afeta as populações com maior vulnerabilidade ao HIV. A cura Diversas pesquisas estão sendo realizadas em centros de pesquisa do Brasil e do exterior, e toda a comunidade científica mundial está empenhada na busca da cura para a doença. No entanto, apesar de todos os esforços, esta ainda não foi alcançada e nem a perspectiva a curto prazo para a disponibilização de uma vacina eficaz. O que explica essa dificuldade é a complexidade e a grande capacidade de mutação do vírus. De acordo com Greco, há pesquisas buscando tecnologias para a cura da AIDS e, atualmente, existem ensaios clínicos internacionais buscando novos medicamentos para serem usados em associação para combater os vírus latentes. Estes são responsáveis pela manutenção da infecção mesmo entre pessoas que recebem hoje tratamento eficaz, pois são incapazes de eliminá-los, Saiba mais: Acesse o nosso blog e leia mais sobre os 30 anos da Adis, além da entrevista completa com a professora Virgínia Schall. fapemig.wordpress.com MINAS FAZ CIÊNCIA SET/NOV

12 ENGENHARIA Forte como rocha Pesquisa apresenta projeto de construção resistente a terremotos e furacões Ariadne Lima Prático trabalhou dias a fio para construir sua casa de pedra, tão firme e bem acabada que nem o sopro forte do Lobo conseguiu derrubar. Seus irmãos, Cícero e Heitor, mais preguiçosos e menos engenhosos, não tiveram a mesma sorte: viram suas casinhas de palha e madeira caírem por terra, diante do me- nor sopro do malfeitor. A história dos Três Porquinhos, tão presente no imaginário das crianças, poderia ter um final mais feliz se os irmãos mal sucedidos tivessem aplicado engenharia às suas construções. Se os porquinhos tivessem noções de equilíbrio, eles estariam protegidos. Bastava colocar os contrapontos no lugar certo, diz o engenheiro civil, mestre e doutor na área, Ernani de Araújo, recordando a história infantil. Ele orientou uma pesquisa de mestrado na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) que propõe uma estrutura mais estável e segura às edificações, mesmo quando submetidas a fortes ventos e terremotos. 12 MINAS FAZ CIÊNCIA SET/NOV 2011

13 A proposta foi tema da dissertação de Cristina Evangelista Silva e consiste em um modelo arquitetônico e estrutural específico, voltado para a construção residencial para famílias de baixa à média renda, respeitando os conceitos de sustentabilidade. A pesquisa começou há 10 anos, com a dissertação da aluna Laila Nuique, que propôs o desenvolvimento de uma estrutura metálica em aço, mais econômica para construções comerciais. A ideia foi amadurecida e ganhou nova forma na dissertação de Evangelista. A nova pesquisa apresenta um projeto de construção alternativa industrializada, viável economicamente e resistente, principalmente ao vento. Isso se dá por meio do pórtico desenvolvido, que é confeccionado em aço e é bidirecional, ou seja, posicionado em duas direções, garantindo a segurança da construção. Segundo descreve Evangelista, os pórticos apresentados são modelos espaciais formados por arcos que se cruzam e proporcionam a estabilidade de uma construção em duas direções perpendiculares, quando submetidos a ações externas, como abalos sísmicos e ventos de até 200 km/h. Com esse tipo de pórtico, o vento pode bater em qualquer direção e a construção fica segura, afirma Ernani Araújo. O trabalho incluiu uma análise estrutural por meio da construção de maquetes físicas e de simulações virtuais, que indicaram questões como resistência e deformações provocadas na estrutura em razão do vento. Também foi feita a análise da arquitetura, com o estudo da modelagem da estrutura, da geometria e do espaço a ser ganho. Depois, foram feitas as outras análises, como deslocamento, vinculação e condições de contorno, relata Araújo. Para as análises, foram utilizados os programas de computador AutoCad (projeto arquitetônico e estrutural); SketchUp (modelagem em 3D) e Ansys (análise estrutural dos pórticos bidirecionais). Uma Elemento estrutural que dá equilíbrio e rigidez à construção no ponto em que é aplicado, podendo ser retangular, quadrangular ou circular. análise comparativa com outros modelos estruturados em aço e com a construção convencional foi realizada por meio do programa Cypecad. Com os resultados obtidos, concluímos que o perfil de análise suportou os carregamentos aplicados, não houve rompimento da estrutura e sua deformação e deslocamento foram muito pequenos, relata Cristina Evangelista. O modelo proposto também se difere dos convencionais pelo uso de formas arredondadas. Pela análise estrutural do formato, usando conceitos de engenharia civil, foram investigadas as tipologias estruturais, apontando que o formato em arco é mais fácil de ser executado e eficiente. Esse principio também foi aplicado na construção dos pórticos. Os romanos já sabiam que modelos circulares e parabólicos são os melhores. No Coliseu, por exemplo, muita coisa é feita em arco. O mais eficiente é o modelo parabólico, mas, por ser mais difícil de executar, o circular é mais usado, elucida Ernani Araújo. Ação e reação Quem já passou do ensino médio e não matou as aulas de Física certamente vai se lembrar da 3ª Lei de Newton (Lei da Ação e Reação), segundo a qual um corpo A, que exerce força sobre um corpo B, recebe deste uma força de mesma intensidade, mesma direção e em sentido contrário. É o que acontece nas construções a todo o momento, em razão de ações externas como peso, ventos e impactos. Quando um vento bate em uma construção, ele provoca pressão e sucção. Quando esses dois efeitos se somam, ele tende a arrancar parte da construção. Assim, o vento pode arrancar janelas, portas e telhas de uma edificação, explica Araújo. As reações acontecem em movimentos internos e, com base nesses esforços, os pesquisadores chegaram às medidas exatas e mais adequadas aos tubos que formam os pórticos. Outra inovação apresentada na pesquisa é a flexibilidade desses tubos, alcançada por meio de indução eletromagnética. Ela permite a curvatura do material, formando pórticos em arcos que se cruzam no espaço, em direções travadas, deixando a construção livre de ações horizontais (ventos). Não existe na história da engenharia, nem da arquitetura, o conceito de pórticos de estabilização bidire- Com os resultados obtidos, concluímos que o perfil de análise suportou os carregamentos aplicados, não houve rompimento da estrutura e sua deformação e deslocamento foram muito pequenos. Cristina Evangelista Pesquisadora MINAS FAZ CIÊNCIA SET/NOV

14 cionais. Esta é a grande inovação do projeto, diz Araújo. Além disso, nossa construção é mais leve, mais resistente estruturalmente, mais barata e dentro do conceito de sustentabilidade, com poucos resíduos e poucas perdas, completa. De acordo com o engenheiro, para a próxima etapa, o ideal é fazer a análise numérica da estrutura, desenvolver um protótipo e testá-lo em um laboratório apropriado para a simulação de vento em estruturas, o que ainda não existe na Universidade. A ideia é fazer o pedido da patente do projeto, que será apresentado no ano que vem em um congresso na Inglaterra. Sons e temperaturas A preocupação com o conforto térmico e acústico do tipo de construção proposta também fez parte da pesquisa. Para isso, Cristina Evangelista teve a orientação do engenheiro mecânico, mestre e doutor na área de Engenharia Térmica, Henor Artur de Souza. De acordo com o orientador, os resultados da pesquisa apontaram que, no que se refere aos confortos térmico e acústico, o projeto apresenta desempenho adequado, considerando as características do material utilizado. O projeto tem todas as aberturas propostas e material adequado de fechamento de alto desempenho. Ele se adequa às varias regiões climáticas do país. A única alteração que poderia ser proposta diz respeito à ventilação, que pode ser alterada de acordo com as condições locais do clima, diz. Segundo Souza, a intenção é continuar a avaliação do desempenho térmico da construção, em uma fase de continuidade ao trabalho. As avaliações são realizadas por meio de simulação numérica, utilizando um programa de computador chamado Energyplus. São considerados os dados de dimensão do projeto (volume) e os materiais utilizados no fechamento, como piso e cobertura, com simulações de variados climas, para analisar o comportamento da estrutura. No sistema convencial: a estrutura das construções é composta por pilares e vigas de concreto armado. Na construção proposta: a estrutura que sustenta a cobertura é composta por dois módulos de pórticos bidirecionais. 14 MINAS FAZ CIÊNCIA SET/NOV 2011

15 País Tropical Popularmente, o Brasil é considerado alvo das dádivas divinas pelo clima tropical e por não ser um país propenso à ocorrência de terremotos e furacões. O que torna interessante, então, a construção de edifícios resistentes a desastres naturais desse tipo? De acordo com o Secretário Executivo do Fórum Mineiro de Mudanças Climáticas Globais, Milton Nogueira, embora não sejam de grande impacto, o Brasil registra tremores em vários pontos, devido a situações como o ajuntamento de camadas de terra. Conforme mostra o site do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UNB), disponível em obsis.unb.br/, os abalos mais recentes ocorreram em Minas Gerais, nas cidades de Nova Lima, Montes Claros, Caraíbas e Ijaci. Os tremores ocorrem, principalmente, em regiões de solos calcários, mais propensos ao ajuntamento de terra, e onde há prática da mineração, devido aos impactos provocados pela atividade. Segundo Nogueira, o aumento de casos conhecidos nos últimos anos não deve ser atribuído ao aumento de ocorrências, mas ao desenvolvimento de sismógrafos mais sensíveis. Apesar das alterações no clima global, o Brasil permanece pouco vulnerável a grandes terremotos, uma vez que não está sob ação de placas tectônicas em seu território. Já no caso de ventos fortes, o Brasil está mais propenso, embora nunca tenha registrado grandes furacões. Nogueira afirma que é possível que as mudanças climáticas afetem a velocidade dos ventos em todo o mundo, mas não é possível prever casos assim nas microrregiões, como Minas Gerais, por exemplo. Diante disso, o especialista acredita na importância da pesquisa para a prevenção de ações provocadas pelas alterações no clima. As mudanças climáticas vão afetar as construções não só pela velocidade dos ventos, mas também pelo aumento do volume de água e as variações de temperatura. A construção deve ser resistente na estrutura, mas também não deve estar sujeita a mofo, excesso de umidade ou trincas na época da Aparelhos que registram a ocorrência e a intensidade de tremores de terra seca. É preciso que a arquitetura e a engenharia estejam preparadas para isso, alerta. De acordo com Ernani Araújo, uma construção leve como as mais modernas está vulnerável à ação de ventos mais fortes. Até quando teremos estruturas seguras?, indaga. A ciência não consegue prever quando pode ocorrer o próximo terremoto em qualquer lugar no mundo. Por isso, prevenir é importante, afirma. No Brasil, já temos registros de fortes ventos em cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, etc. Os casos de coberturas arrancadas em postos de gasolina são exemplos da ação de ventanias, que provocam pressão e sucção sobre as construções. Mercado Ernani Araújo afirma que, ainda que o Brasil não represente um amplo mercado para os edifícios resistentes, o produto poderá ser exportado para países mais propensos à ocorrência de terremotos e furacões. É uma forma de agregar valor à nossa matéria-prima, que vai para outros países a preços irrisórios. Precisamos de gente que invista nisso, diz. Para o presidente da regional Minas Gerais da Associação Brasileira de Engenheiros Civis (Abenc) e vice-presidente da Abenc Nacional, Iocanan Moreira, é importante trabalhar o tema da construção resistente, especialmente em casos como o da pesquisa da Ufop, que também inclui a preocupação com a questão ambiental, a geração de resíduos e a redução de custos. Nossa engenharia tem sido uma engenharia de exportação, mas ainda estamos engatinhando em termos de avanços e eles têm que ser colocados no mercado por meio de estudos como este, destaca. O engenheiro também alerta para a importância da preocupação com a prevenção de impactos em todas as etapas de uma construção. A falta de estudo real de questões relacionadas à urbanização da cidade tem causado catástrofes como as que temos visto na televisão. É preciso estudar criteriosamente a situação do terreno e a estrutura do local, e é importante que órgãos públicos façam um trabalho de prevenção. Na engenharia não há obras que não possam existir. Tudo precisa ser estudado, alerta. Vantagens do modelo proposto sobre as construções convencionais Rapidez e facilidade na execução da obra. Possibilidade de desmontagem e reutilização em outro local. Canteiro de obra limpo e com menos entulho. Racionalização de materiais, diminuindo o desperdício. Sistema estrutural mais eficiente que o convencional, apresentando maior resistência estrutural a fortes ventos e até mesmo a abalos sísmicos. Economia e menor consumo de aço da estrutura. Apresenta uma solução de construção com menor impacto ao meio ambiente. Economia e ganhos em área apresentando maior área construída com menor consumo de aço. Apresenta maior eficiência econômica e estrutural com o uso de pórticos bidirecionais. Apresenta melhor organização espacial dos ambientes com área íntima mais reservada da área social. Possui área de serviço bem planejada e coberta. Possui possibilidade de ampliação da casa sem sofrer alterações na sua volumetria. FONTE: SILVA, Cristina Evangelista. Sistema de Cobertura com pórticos de estabilizações bidirecionais em perfis metálicos de seção circular com costura para construção residencial industrializada. 2011, 176f. Dissertação (Mestrado em Construções Metálicas) - Programa de Pós- -Graduação em Engenharia Civil, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, MINAS FAZ CIÊNCIA SET/NOV

16 ENERGIA Pesquisadores estudam aplicações e aperfeiçoamento de dispositivos da cadeia de produção de energia solar Virgínia Fonseca O Sol possui uma massa 330 mil vezes maior que a da Terra. No seu interior, a temperatura média pode chegar a 15 milhões de graus Celsius. É neste núcleo que ocorrem reações químicas, como a fusão entre átomos de hidrogênio, produzindo energia que é transferida para as regiões externas do astro e alcança o espaço como luz solar. A luz emitida por esta estrela, distante 150 milhões de quilômetros, é a principal fonte de energia do planeta e elemento indispensável para a vida no globo terrestre. Nas últimas décadas, pesquisas em todo o mundo têm buscado formas eficientes de se usar e armazenar esta energia. Um dos processos mais utilizados é a captação por meio de painéis ou módulos com células fotovoltaicas, capazes de converter a luz solar que nelas incide em eletricidade. Com o objetivo de desenvolver e aperfeiçoar esses módulos, bem como os processos para fabricá-los, o Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) iniciou, em suas dependências, um conjunto de aplicações da energia solar fotovoltaica. O primeiro deles, pela simplicidade e valor da aplicação, trata da iluminação pública com postes solares. O trabalho está sendo conduzido pelo Núcleo de Excelência em Materiais Solares (NMS). A instalação do poste, realizada em agosto de 2011, deu início a testes de aplicabilidade, limitações e confiabilidade da tecnologia. O modelo, o primeiro de uma série, foi instalado no jardim da entrada principal do Cetec local escolhido devido à boa incidência de luz solar, à necessidade de iluminação à noite e à visibilidade na instituição. As atividades iniciais são de engenharia. Ainda serão instalados outros sistemas energizados pela luz solar, agora com apoio de empresas. Estes e outros sistemas em operação em regiões diversas do Brasil serão estudados, explica o coordenador do NMS, José Roberto Tavares Branco. A partir da energia captada durante o dia (armazenada em baterias), o sistema escolhido para demonstração permite manter a iluminação por um período de seis horas e possui autonomia de dois dias sem incidência de raios solares. Foram utilizados recursos facilmente disponíveis na região metropolitana de BH, como lâmpadas fluorescentes compactas de 15W, acionadas automaticamente por um relé fotossensível, que identifica presença ou ausência de luminosidade. Alternativas mais modernas serão implementadas futuramente. Um dos principais objetivos do grupo do NMS é mostrar o potencial da energia solar para Minas Gerais e para a economia do Estado. A forma que os pesquisadores adotaram para fazer isto foi dando visibilidade a aplicações. Branco explica que a experiência está sendo utilizada para atrair a atenção para as oportunidades existentes. Queremos facilitar a percepção das pessoas de que esta energia tem um número de aplicações maior, muitas delas corriqueiras, e mais, Minas tem toda a matéria-prima de que precisamos, explicita. Tudo se transforma A tecnologia fotovoltaica consiste na geração de eletricidade a partir da luz solar. 16 MINAS FAZ CIÊNCIA SET/NOV 2011

17 Com a tecnologia estabelecida, cada vez que se dobra a capacidade de produção, tem-se uma redução de 20% no custo. Ou seja, o custo desta energia vem caindo progressivamente, enquanto o das outras está subindo José Roberto Tavares Branco Coordenador do NMS Esta energia é tratada por equipamentos para que possa ser utilizada e também armazenada em baterias ou de outras formas. O módulo fotovoltaico é um conjunto de células que podem ter dimensões variadas, de cm² a m², compostas por um material capaz de absorver a luz atualmente, o mais utilizado é o silício cristalino. A absorção dos raios solares provoca a liberação de elétrons, que deixam uma lacuna com carga positiva na estrutura eletrônica. A separação desses dois elementos cria uma diferença de potencial, que é o chamado efeito fotovoltaico ou tensão voltaica. Uma outra camada fina, no fundo da placa, permite criar uma situação de interface. Ao conectar as duas superfícies, o elétron pode circular, gerando a eletricidade. A maior ou menor eficiência do dispositivo, segundo Branco, depende das condições ou especificidades da aplicação. Como nós trabalhamos toda a cadeia de produção, faltava nos envolvermos com a aplicação, a fim de trazer resposta para a pergunta: que variáveis é preciso entender para melhorar os materiais e processos que produzimos até aqui?, analisa. Neste processo, o grupo elencou algumas prioridades de aplicações e pretende dar visibilidade a elas. O sistema utilizado no poste implantado é classificado como de geração isolada, pois a energia é produzida e utilizada no mesmo ponto, sem contato com a rede elétrica convencional. A conexão é do sistema, diretamente do sol para a aplicação - é possível utilizá-la para iluminar pontos específicos e em situações mais elaboradas, como carros e mochilas, uma vez que já existem tecidos com este dispositivo. Existem, ainda, sistemas conectados à rede. Neste caso, a utilização em residências é a mais conhecida. Países como a Espanha e a Alemanha tornaram-se exemplos para o mundo. Eles criaram um sistema de incentivo, pagando pela energia elétrica que a pessoa contribui para distribuir, conta Branco. Os consumidores instalam painéis fotovoltaicos em seus telhados e a eletricidade gerada que não é consumida naquela residência é disponibilizada para a rede. Com a tecnologia estabelecida, cada vez que se dobra a capacidade de produção, tem-se uma redução de 20% no custo. Ou seja, o custo desta energia vem caindo progressivamente, enquanto o das outras está subindo, contabiliza o pesquisador. Branco esclarece que, apesar do potencial do país o pior lugar do Brasil em termos de radiação que poderia ser utilizada tem 40% a mais de incidência do que o melhor local na Alemanha a energia fotovoltaica ainda não faz parte da matriz energética nacional, embora existam algumas ações específicas implantadas. Daí a importância, segundo o pesquisador, de chamar atenção das pessoas para o fato de que há aplicações muito simples como a utilização em pontos de iluminação de casas e sítios ou para bombear água em uma pequena irrigação, por exemplo. O uso para suprir processos de tratamento de água e o acionamento de equipamentos que funcionam com eletricidade de forma remota (geradores) também são citados. Outros conjuntos de aplicações a serem implementadas incluem bases para armazenamento de energia, para carregar baterias em geral, como de celular, que estariam disponíveis para utilização do público dentro do Cetec. Por enquanto, são ações de demonstração e validação de competências, a partir do conhecimento existente, tirando aprendizado do uso desses sistemas de geração para melhorarmos os produtos e processos com que trabalhamos, ressalta o coordenador. Ele acrescenta que já há um projeto em parceria com empresa mineira. Nesta ação, o NMS conta em sua equipe com o professor Luís Guilherme Monteiro e estudantes de Engenharia de Energia do Instituto Politécnico da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). MINAS FAZ CIÊNCIA SET/NOV

18 Foto: ACS/Cetec O modelo de poste solar instalado na entrada do Cetec é o primeiro de uma série O Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), operado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), é um instrumento de articulação e aproximação da comunidade científica e tecnológica com empresas. Um dos seus componentes são as Redes Temáticas de Centros de Inovação, formadas por grupos de desenvolvimento de institutos de pesquisa tecnológica com experiência na interação com empresas. Elas têm como objetivo gerar e transformar conhecimentos científicos e tecnológicos em produtos, processos e protótipos com viabilidade comercial para promover inovações radicais ou incrementais. Made in Brazil A cadeia de produção de energia solar por meio de módulos fotovoltaicos passa pela obtenção do silício, fabricação das lâminas das células e construção do módulo propriamente dito, integração com componentes elétricos e eletrônicos. Na parte de eletrônica existem alguns equipamentos com os quais temos pouca experiência no Cetec, então, estamos firmando projetos e cooperações com empresas do Vale da Eletrônica, de Santa Rita da Sapucaí, [a 420 km de Belo Horizonte] e com o Green Solar da PUC-MG, detalha Branco. Ele explica que o grupo está promovendo a mobilização de atores em toda esta cadeia produtiva, o que deve contribuir para consolidar uma indústria fotovoltaica no Brasil, ação que vai ao encontro dos objetivos do Instituto de Energias Renováveis (Bioerg) que busca dar suporte à implantação de pesquisa e desenvolvimento de produtos tecnológicos na área energética. Branco chama atenção para a necessidade de economia de energia em nível mundial e busca de alternativas, com a consciência de que algumas fontes como o próprio sistema hidrelétrico brasileiro encontram-se próximas do limite de produção. Energias limpas, como a eólica, que já entrou na matriz energética do país, e a solar tendem a se expandir. Existem vários projetos em As ações no Cetec começaram a partir de uma parceria com a Cemig. Em um primeiro momento, foram empreendidos esforços também na formação de recursos humanos por meio da Redemat (Rede Temática em Engenharia de Materiais) e outros programas em Minas. Atualmente, a iniciativa conta com o apoio também da FAPEMIG, do Ministério da Ciência e Tecnologia, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A PUC-MG possui trabalhos relacionados à parte eletrônica e ao desempenho elétrico do sistema, bem como o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet- -MG). As Universidades Federais de Minas Gerais (UFMG), de Viçosa (UFV) e de Uberlândia (UFU) também possuem projetos a respeito. As atividades não estão totalmente interligadas, mas existe interesse, segundo o pesquisador, em promover esta organização de esforços. andamento, acredito que dentro de uns três anos as empresas já vão conhecer o negócio e o custo desta energia estará competitivo com a eletricidade conven- cional, prevê o pesquisador, que coordena também a rede temática de Centros de Inovação em Tecnologias para Energia Solar Fotovoltaica do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec). A preocupação com soluções que resultem na redução do custo da energia fotovoltaica é fator comum entre as pesquisas nesta área, já que hoje ela custa em média o triplo da convencional, devido aos investimentos em equipamentos. O armazenamento é outro ponto de convergência. Alguns estudos apontam que, se fosse possível reter adequadamente a energia do sol que diariamente é recebida e não é utilizada, seria possível manter metrópoles inteiras, com um nível de emissão de carbono que se aproximaria de zero. O grupo do Cetec tem expectativas de, em breve, começar a trabalhar processos também voltados para armazenagem. PROJETO: Engenharia de Superfícies para Energias Renováveis - Eficiência Energética e Biomateriais COORDENADOR: José Roberto Tavares Branco MODALIDADE: Programa Pesquisador Mineiro VALOR: MINAS FAZ CIÊNCIA SET/NOV 2011

19 O site da FAPEMIG mudou Ao acessar o endereço fapemig.br, o internauta vai encontrar o portal com um visual diferente, dinâmico, moderno e navegação rápida. O projeto foi desenvolvido por uma equipe da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ), e, sob coordenação da pesquisadora Elisa Tuller, foram realizados testes com professores, alunos e servidores da universidade, colaboradores da FAPEMIG e usuários do site. O objetivo era reunir informações para construção do novo layout do portal. Outra novidade que pode ser encontrada na página é o acesso ao Projeto Minas Faz Ciência, em que o internauta poderá ouvir os podcasts Ondas da Ciência, assistir aos programas Ciência no Ar e ler os textos do blog Minas Faz Ciência. Além disso, será possível ler as edições da revista MINAS FAZ CIÊNCIA online. O novo portal permitirá ampliarmos nosso trabalho e fortalecer o papel da FAPEMIG de divulgação científica, explica a chefe da Assessoria de Comunicação Social (ACS), Ariadne Lima. Para o presidente da FAPEMIG, Mario Neto Borges, o novo portal está compatível com as atividades e a missão da FAPEMIG, que é induzir e fomentar a pesquisa e a inovação científica e tecnológica para o desenvolvimento do Estado. Visite o site, acessando CURTAS DA CIÊNCIA Minas é destaque no Prêmio Jovem Cientista A ciência mineira foi contemplada em três categorias da tradicional premiação: graduado, estudante de ensino superior e mérito institucional, sendo que nas duas primeiras os jovens pesquisadores conquistaram o primeiro lugar. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) recebeu o prêmio de mérito institucional como a entidade de ensino superior com o maior número de trabalhos de valor científico. A Universidade foi premiada com 35 mil reais. Na categoria graduado, a vencedora foi Uende Aparecida Figueiredo Gomes, da UFMG, premiada com 30 mil reais com a pesquisa Intervenções de saneamento básico em áreas de vilas e favelas: Um estudo comparativo de duas experiências na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Já o vencedor da categoria estudante de ensino superior, Kaiodê Biague, estudante do 2º período de arquitetura e urbanismo do Centro Universitário Izabela Hendrix, recebeu a premiação no valor de 15 mil reais, com a pesquisa Mini Usinas solares fotovoltaicas em sistemas de transporte rápido por ônibus BRT (BUS RA- PID TRANSIT). Para o estudante, ser o vencedor foi uma surpresa e ao mesmo tempo uma motivação para trilhar a carreira científica. Fiquei muito orgulhoso e ainda mais motivado a continuar pensando em uma arquitetura comprometida com o desenvolvimento das cidades e das pessoas. No dia 6 de dezembro, os vencedores vão receber o prêmio da presidente Dilma Roussef no Palácio do Planalto, em Brasília. Projeto Imagens do Conhecimento O Projeto Imagens do Conhecimento, desenvolvido pelo Cedecom-UFMG, propõe a divulgação de imagens vinculadas ao conhecimento. Imagens podem ilustrar, representar ou condensar dimensões a serem discutidas e difundidas. O fascínio da imagem soma-se ao do conhecimento. Maria-Exphotos, de Marcelo Kraiser, integra o Imagens do Conhecimento. O trabalho Exphotos inicia-se com pesquisa sobre processos analógicos de produção de imagens. Kraiser se interessava mais pelos defeitos do que pelos acertos fotográficos e, por meio de processos digitais, passou a simular esses defeitos da produção analógica. Para ele, a fotografia pode ser vista de duas formas: sob a ótica de padrões de como fotografar ou sob a visão de que a imagem é sempre uma invenção sobre o mundo. A pesquisadora Maria do Céu Diel (UFMG), no texto Onde foi que eu vi essa ex-foto, onde foi que eu vivi?, escreve: Para além da representação, mais que narrativa ou retórica empobrecida, as fotografias de Marcelo Kraiser são quase afrescos, reveladas, impressas e desenhadas nas paredes imemoriais do passado nunca vivido. Confira a imagem na página 50 desta edição. MINAS FAZ CIÊNCIA SET/NOV

20 LEGISLAÇÃO Código que rompe amarras Projeto de lei que tramita no Congresso Nacional permitirá desburocratização dos processos que envolvem a Ciência no Brasil Fabrício Marques e Maurício Guilherme Silva Jr. 20 MINAS FAZ CIÊNCIA SET/NOV 2011

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