regular e higiene indispensáveis às normas sanitárias e com estas condizentes, sob as penas da Lei. Gabarito: A

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1 Renan Paes Felix c) Toda instituição dedicada ao atendimento ao idoso fica obrigada a manter identidade externa visível, sob pena de interdição, além de atender toda a legislação pertinente. d) As instituições que abrigarem idosos são obrigados a manter padrões de habitação compatíveis com as necessidades deles, bem como provê-los com alimentação regular e higiene indispensáveis às normas sanitárias e com estas condizentes, sob as penas da Lei. Gabarito: A Art. 38. Nos programas habitacionais, públicos ou subsidiados com recursos públicos, o idoso goza de prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria, observado o seguinte: I reserva de 3% (três por cento) das unidades residenciais para atendimento aos idosos; II implantação de equipamentos urbanos comunitários voltados ao idoso; III eliminação de barreiras arquitetônicas e urbanísticas, para garantia de acessibilidade ao idoso; IV critérios de financiamento compatíveis com os rendimentos de aposentadoria e pensão. 1. Aplicação pelo TRF-1ª Região: ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CAIXA ECONÔMICA FE- DERAL. PROGRAMA DE ARRENDAMENTO RESIDENCIAL (PAR). CONTRA- TO. CELEBRAÇÃO COM A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (CEF). RECUSA EM DECORRÊNCIA DE IDADE. ART. 38, I, DO ESTATUTO DO IDOSO. LEI N / A negativa da impetrada em celebrar tal contrato, com fundamento em requisito de idade, ofende direito líquido e certo da impetrante, garantido no art. 38 da Lei n /2003, que estabelece reserva de 3% (três por cento) dos imóveis custeados com dinheiro público para os idosos. 2. Sentença concessiva da segurança confirmada. 3. Remessa oficial desprovida. (TRF 1ª Região. REOMS Rel. Des. Fed. Daniel Paes Ribeiro. DJ ). 2. Art. 38, III. Ver NBR 9050/2004. CAPÍTULO X Do Transporte Art. 39. Aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e semi-urbanos, exceto nos serviços seletivos e especiais, quando prestados paralelamente aos serviços regulares. 110

2 Estatuto do Idoso Lei n.º /03 1º Para ter acesso à gratuidade, basta que o idoso apresente qualquer documento pessoal que faça prova de sua idade. 2º Nos veículos de transporte coletivo de que trata este artigo, serão reservados 10% (dez por cento) dos assentos para os idosos, devidamente identificados com a placa de reservado preferencialmente para idosos. 3º No caso das pessoas compreendidas na faixa etária entre 60 (sessenta) e 65 (sessenta e cinco) anos, ficará a critério da legislação local dispor sobre as condições para exercício da gratuidade nos meios de transporte previstos no caput deste artigo. 1. Art. 39. O Supremo Tribunal Federal julgou, em , a ADI n / DF, ajuizada pelo Procurador-Geral da República, que buscava a declaração de inconstitucionalidade da expressão exceto nos serviços seletivos e especiais, quando prestadas paralelamente aos serviços regulares.. Segundo o PGR, o Estatuto do Idoso, ao regulamentar o direito de gratuidade ao transporte público, no seu art. 39, está restringindo o acesso gratuito dos maiores de 65 anos, aos serviços seletivos e especiais de transporte urbano, limitando, assim, o alcance da norma constitucional inscrita no 2º do art [ ] E não existe qualquer previsão na Carta Maior que possibilite a restrição de garantia de gratuidade aos maiores de 65 anos de idade ao transporte coletivo, quer derivados do próprio texto constitucional, quer decorrente de sua autorização para que lei ordinária o faça. De fato, o comando contido no 2º do art. 230 da Constituição não é norma constitucional de eficácia contida e, por isso, não autoriza restrições por parte do legislador infraconstitucional. Para Pinheiro 31, o transporte seletivo é aquele em que se presta um serviço diferenciado de qualidade superior ao serviço regular, com a cobrança de tarifa geralmente mais elevada, considerando proporcionar ao usuário maior conforto e comodidade. Os serviços especiais de transporte são aqueles que se destinam a atender determinada categoria de pessoas, como veículos utilizados para transporte turístico, escolar, de servidores de órgãos públicos ou de empresas privadas. 31. PINHEIRO, Naide Maria (coord.). Estatuto do Idoso comentado. Campinas: LZN, p

3 Renan Paes Felix 112 Entretanto, quanto ao tema aqui tratado, o STF não conheceu a argüição de inconstitucionalidade suscitada pelo PGR sob o argumento de que a questão já havia sido tratada quando do julgamento da ADI n Entretanto, deixamos aqui registrada a nossa crítica ao julgamento do STF nesse ponto, pois a primeira ADI julgada (ADI n ) foi ajuizada pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos e ali se buscava a declaração de inconstitucionalidade da gratuidade do transporte público aos idosos. Na segunda ADI (ADI n. 3096), o PGR buscava a declaração de inconstitucionalidade de restrição a direito dos idosos (gratuidade nos serviços seletivos e especiais) que foi assegurada pela Constituição Federal. Segue a ementa da ADI n. 3096: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTIGOS 39 E 94 DA LEI /2003 (ESTATUTO DO IDOSO). RESTRIÇÃO À GRATUIDADE DO TRANSPORTE COLETIVO. SERVIÇOS DE TRANSPORTE SELETIVOS E ESPECIAIS. APLICABILIDADE DOS PROCEDIMENTOS PREVISTOS NA LEI 9.099/1995 AOS CRIMES COMETIDOS CONTRA IDOSOS. 1. No julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 3.768/DF, o Supremo Tribunal Federal julgou constitucional o art. 39 da Lei /2003. Não conhecimento da ação direta de inconstitucionalidade nessa parte. 2. Art. 94 da Lei n /2003: interpretação conforme à Constituição do Brasil, com redução de texto, para suprimir a expressão do Código Penal e. Aplicação apenas do procedimento sumaríssimo previsto na Lei n /95: benefício do idoso com a celeridade processual. Impossibilidade de aplicação de quaisquer medidas despenalizadoras e de interpretação benéfica ao autor do crime. 3. Ação direta de inconstitucionalidade julgada parcialmente procedente para dar interpretação conforme à Constituição do Brasil, com redução de texto, ao art. 94 da Lei n /2003. (STF. ADI 3096, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe ) Aplicação pelo STF: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 39 DA LEI N , DE 1º DE OUTUBRO DE 2003 (ESTATUTO DO IDOSO), QUE ASSEGURA GRATUIDADE DOS TRANSPORTES PÚBLICOS URBANOS E SEMI-URBANOS AOS QUE TÊM MAIS DE 65 (SESSENTA E CINCO) ANOS. DIREITO CONSTITUCIONAL. NORMA CONSTITUCIONAL DE EFICÁCIA PLENA E APLICABILIDADE IMEDIATA. NORMA LEGAL QUE REPETE A NORMA CONSTITUCIONAL GARANTIDORA DO DIREITO. IMPROCEDÊNCIA DA AÇÃO. 1. O art. 39 da Lei n /2003 (Estatuto do Idoso) apenas repete o que dispõe o 2º do art. 230 da Constituição do Brasil. A norma constitucional é de eficácia plena e aplicabilidade imediata, pelo que não há eiva de invalidade jurídica

4 Estatuto do Idoso Lei n.º /03 na norma legal que repete os seus termos e determina que se concretize o quanto constitucionalmente disposto. 2. Ação direta de inconstitucionalidade julgada improcedente. (STF. ADI Rel. Min. Cámen Lúcia. DJ ) Ver importante decisão constante no Informativo nº 487, STF: Deve ser, ao final, enfatizado que o direito dos idosos à gratuidade de transporte coletivo urbano não está incluído no rol de benefícios da seguridade social. A despeito de estarem dispostas no Título VIII da Constituição República, que trata da Ordem Social, as disposições relativas à seguridade social (saúde, previdência e assistência social), previstas no Capítulo II, não se confundem com aquelas afeitas aos idosos, situadas no Capítulo VI, sendo correto, por isso mesmo, afirmar que as normas constitucionais atinentes à seguridade social (arts. 194 a 204) não são aplicáveis à específica disciplina do direito dos idosos (art. 230). De se concluir que, além de as concessionárias e permissionárias terem a obrigação de cumprir as cláusulas estipuladas para a prestação dos serviços de transporte, devem respeitar a Constituição da República. Como membros da sociedade, são elas titulares do dever de contribuir, efetiva e diretamente, para que as pessoas idosas em específico, tenham assegurado o seu direito à gratuidade dos transportes coletivos urbanos por força do princípio da unidade do sistema jurídico republicano. (ADI 3.768, voto da Min. Cármen Lúcia, julgamento em , DJ de ). Aplicação pelo STJ: Gratuidade de transporte público e previsão de fonte de custeio. O Informativo n. 378 trouxe o seguinte julgado: O Estatuto do Idoso reconhece como direito fundamental o acesso gratuito dos maiores de 65 anos a transportes coletivos urbanos, independentemente de qualquer condição (art. 39 da Lei n /2003). Portanto, tal dispositivo, com assento constitucional no art. 230, 2º, da CF/1988, concede aos idosos, de forma direta, a possibilidade de usufruírem do transporte coletivo sem qualquer ônus financeiro. Reconhece, ainda, que esse direito pode ser estendido às pessoas com faixa etária entre 60 e 65 anos, a critério do que dispuser a legislação local, tal como se deu no caso (Decreto Municipal n /2004). Contudo, vale ressaltar que o Estatuto do Idoso não impôs a criação da fonte de custeio e, ainda, afastou a exigência de tal fonte. Diante disso, a Turma conheceu, em parte, do recurso, mas lhe negou provimento. Precedente citado: REsp RJ, DJ 12/11/2008. REsp RJ, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, julgado em 25/11/

5 Renan Paes Felix 114 Transporte coletivo e dano moral coletivo: Conferir importante precedente do STJ (Informativo n. 418) que reconheceu a possibilidade de condenar o ente público ao pagamento de dano moral coletivo em razão da exigência de prévio cadastramento de idosos na concessionária de transporte coletivo para que fosse assegurada a gratuidade (passe livre). E o Estatuto do Idoso é claro ao exigir apenas a apresentação de documento pessoal que faça prova da idade (art. 39, 1º). A questão ainda controversa no STJ diz respeito ao dano moral coletivo, pois a Segunda Turma reconhece, mas a Primeira Turma reputa incompatíveis o dano moral e a transindividualidade (v. REsp Rel. Min. Teori Albino Zavascki). Confira a ementa do julgamento que envolve os interesses dos idosos (é bem provável que esse tema seja cobrado nos próximos certames): ADMINISTRATIVO TRANSPORTE PASSE LIVRE IDOSOS DANO MO- RAL COLETIVO DESNECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DA DOR E DE SOFRIMENTO APLICAÇÃO EXCLUSIVA AO DANO MORAL INDIVIDUAL CADASTRAMENTO DE IDOSOS PARA USUFRUTO DE DIREITO ILEGA- LIDADE DA EXIGÊNCIA PELA EMPRESA DE TRANSPORTE ART. 39, 1º DO ESTATUTO DO IDOSO LEI 10741/2003 VIAÇÃO NÃO PREQUESTIO- NADO. 1. O dano moral coletivo, assim entendido o que é transindividual e atinge uma classe específica ou não de pessoas, é passível de comprovação pela presença de prejuízo à imagem e à moral coletiva dos indivíduos enquanto síntese das individualidades percebidas como segmento, derivado de uma mesma relação jurídica-base. 2. O dano extrapatrimonial coletivo prescinde da comprovação de dor, de sofrimento e de abalo psicológico, suscetíveis de apreciação na esfera do indivíduo, mas inaplicável aos interesses difusos e coletivos. 3. Na espécie, o dano coletivo apontado foi a submissão dos idosos a procedimento de cadastramento para o gozo do benefício do passe livre, cujo deslocamento foi custeado pelos interessados, quando o Estatuto do Idoso, art. 39, 1º exige apenas a apresentação de documento de identidade. 4. Conduta da empresa de viação injurídica se considerado o sistema normativo. 5. Afastada a sanção pecuniária pelo Tribunal que considerou as circunstancias fáticas e probatória e restando sem prequestionamento o Estatuto do Idoso, mantém-se a decisão. 5. Recurso especial parcialmente provido. (REsp /RS, Rel. MIN. ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 01/12/2009, DJe 26/02/2010) Gratuidade e exigência de prévio cadastramento do idoso: Apesar da clareza da disposição contida no art. 39, 1º, do Estatuto, no sentido de exigir do idoso apenas a apresentação de documento de identidade

6 para acesso à gratuidade no transporte público coletivo, o STJ (SLS-AgR n. 1070/RJ, Rel. Min. Presidente, julgado em , acórdão pendente de publicação até o fechamento desta edição), de forma contraditória, resolveu suspender decisão do TJ/RJ que havia determinado o ingresso dos idosos nos veículos de transporte coletivo rodoviário sem o uso do cartão RioCard, e apenas com um documento pessoal que comprovasse sua idade. Vale dizer: o STJ reconheceu, ao menos em juízo de delibação, a legalidade de ato administrativo que exige prévio cadastramento do idoso (RioCard) para acesso à gratuidade no transporte público coletivo. Trata-se de decisão lamentável e claramente contrária ao que determina a legislação. Confira a notícia publicada no sítio eletrônico do STJ: Idoso do Rio de Janeiro terá de fazer cadastro no RioCard para ter gratuidade A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão da Presidência que determinou a continuidade do cadastro de idosos no RioCard (sistema de bilhetagem eletrônica) para acesso gratuito ao transporte no município do Rio de Janeiro. A Presidência do STJ havia decidido, monocraticamente, suspender acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) que garantia o acesso dos idosos aos coletivos sem a necessidade do cadastro no sistema de bilhetagem eletrônica. O acórdão do TJRJ confirmou decisão liminar de primeiro grau que havia atendido a pedido do Ministério Público estadual em ação civil pública movida na 6ª Vara de Fazenda Pública da Comarca da Capital. A decisão do TJRJ permitia o ingresso dos idosos nos veículos de transporte coletivo rodoviário sem o uso do cartão RioCard, e apenas com um documento pessoal que comprovasse sua idade. Além disso, garantia acesso livre e irrestrito dos idosos beneficiários da gratuidade ao interior dos coletivos, independentemente de ser antes ou depois da roleta. Também proibia a limitação de número de idosos nos veículos e mandava reservar 10% dos assentos dos transportes coletivos aos idosos. Para suspender os efeitos da decisão do TJRJ, as concessionárias do serviço público de transporte do município entraram com pedido de suspensão de liminar e de sentença no STJ. No pedido, alegaram que o julgado do tribunal estadual gerava a possibilidade de lesão à economia pública diante da ausência de defesa contra fraudes recorrentes no sistema de transporte urbano local. Destacaram, também, que a interrupção do cadastramento dos idosos paralisaria a implantação do RioCard, que custou cerca de R$ 60 milhões, além de a sua reativação posterior causar uma série de problemas, entre eles a necessidade de 115

7 Renan Paes Felix 116 novo cadastro de todos os idosos que já possuíam o cartão de bilhetagem eletrônica. Ao decidir o pedido, a Presidência do STJ entendeu que as circunstâncias do processo revelavam a possibilidade de lesão à ordem e à economia públicas, caso fosse mantido o julgado do TJRJ. Com isso, foi restabelecida a decisão inicial da 6ª Vara de Fazenda Pública que manteve a obrigação de o idoso realizar seu cadastro no RioCard e ordenou às empresas que não limitassem o número de viagens dos usuários com direito à gratuidade. O Ministério Público estadual recorreu para que a Corte Especial avaliasse a questão, na tentativa de restabelecer a decisão do TJRJ. O MP alegou incompetência do STJ para julgamento da ação por se tratar de matéria constitucional e ressaltou que apenas o município do Rio de Janeiro teria legitimidade para contestar a decisão, pois as concessionárias seriam pessoas jurídicas de direito privado, na defesa de interesses particulares. Também mencionou a ausência do inteiro teor do acórdão no pedido de suspensão da decisão e defendeu a não ocorrência de lesão à ordem e à economia públicas. Para a Corte Especial do STJ, o tema é matéria infraconstitucional, no caso o Estatuto do Idoso, e, portanto, de competência do Tribunal. Quanto à legitimidade das concessionárias, considerou-se que as pessoas jurídicas de direito privado no exercício de função delegada do poder público têm legitimidade para requerer a suspensão de execução de liminar ou de sentença, desde que em função de interesse público. Os outros argumentos do Ministério Público também foram rejeitados pela Corte. Aplicação em concurso: Promotor de Justiça/AM 2007 CESPE. Ao completar 55 anos de idade, Antônio procurou a secretaria municipal de transportes do seu município para fazer uma carteirinha de idoso que lhe desse o direito de utilizar gratuitamente o sistema público de transporte coletivo da sua cidade. Sua cidade não tem lei própria regendo o acesso a esse tipo de serviço, mas Antônio havia ouvido falar que o Estatuto do Idoso asseguraria tal direito. Acerca da situação hipotética acima descrita, assinale a opção incorreta. a) Antônio não se enquadra no conceito de idoso, pois não tem ainda 60 anos. b) Aos maiores de 65 anos é que está assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos ou semi-urbanos, segundo o Estatuto do Idoso. c) O idoso não precisa fazer uma carteirinha em qualquer órgão para ter benefício de gratuidade no sistema público de transporte coletivo municipal, pois, para tanto, basta que apresente qualquer documento pessoal que faça prova da sua idade.

8 Estatuto do Idoso Lei n.º /03 d) Ao estatuir a gratuidade dos transportes públicos urbanos e semi-urbanos por meio de lei, o Estado fica obrigado a rever automaticamente os contratos mantidos com as empresas de transportes, antes de implementar o direito, tendo em vista o ônus financeiro que a previsão normativa acarretará. e) A norma do Estatuto do Idoso que confere o direito de gratuidade dos transportes públicos urbanos e semi-urbanos repete norma constitucional que é de eficácia plena e de aplicabilidade imediata. A única assertiva incorreta é a letra D. Veja, nesse particular, o entendimento adotado pelo STJ no acórdão acima citado. Promotor de Justiça/SC 2005 FCC. O Estatuto do Idoso assegura aos maiores de 65 anos, tão só mediante a prova documental de sua idade, a gratuidade em todos os meios de transporte coletivos públicos urbanos e semi-urbanos, bem como a reserva de 10% (dez por cento) dos assentos, devidamente identificados com a placa de reservado preferencialmente para idosos. A afirmativa está errada, pois existe exceção à gratuidade nos transporte coletivos seletivos e especiais, conforme afirma o art. 39 do Estatuto. Juiz de Direito Substituto/MG A Constituição da República dedica um capítulo especial à família, à criança, ao adolescente e ao idoso e especifica normas de aplicabilidade imediata e outras dirigidas ao legislador ordinário. a) A adoção será assistida pelo Poder Público, na forma da lei, vedada sua efetivação por estrangeiro. b) Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade. c) Os idosos, mesmo após 65 anos de idade, não têm direito à gratuidade nos transportes coletivos urbanos. d) O planejamento familiar, fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, é disciplinado somente pelo Estado, vedada a livre decisão do casal. Gabarito: Letra B. Art. 40. No sistema de transporte coletivo interestadual observar-se-á, nos termos da legislação específica: (Regulamento) I a reserva de 2 (duas) vagas gratuitas por veículo para idosos com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos; 117

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