EDUCAÇÃO ESPECIAL RESPOSTAS EDUCATIVAS

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1 INSPEÇÃO-GERAL DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA PROGRAMA ACOMPANHAMENTO EDUCAÇÃO ESPECIAL RESPOSTAS EDUCATIVAS RELATÓRIO Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Sanches 2016

2 RELATÓRIO DE ESCOLA Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Sanches Concelho Braga Código Data de início da intervenção 08/03/2016 Data de fim da intervenção 11/03/2016 Neste relatório de escola apresentam-se as conclusões mais relevantes relativas às respostas educativas no âmbito da Educação Especial - aspetos mais positivos e aspetos a melhorar -, organizadas em dois campos de análise. Esta apreciação baseia-se na documentação disponibilizada pela escola/agrupamento, na observação dos contextos de desenvolvimento da Educação Especial e nas entrevistas realizadas. Com esta atividade de Acompanhamento pretende-se: Acompanhar a organização e o funcionamento da Educação Especial nas escolas, tendo em conta: o planeamento da Educação Especial; os procedimentos de referenciação e avaliação especializada; a elaboração, execução e avaliação dos programas educativos individuais; a construção das adequações curriculares individuais e dos currículos específicos individuais; o desenvolvimento dos planos individuais de transição e dos processos de integração na vida pós-escolar; a articulação entre os diversos intervenientes, incluindo famílias, serviços e entidades; a gestão dos recursos humanos e materiais quanto à sua adequação, eficácia e racionalidade. o funcionamento das escolas de referência e das unidades especializadas; a articulação com o sistema de Intervenção Precoce na Infância. 1

3 Apreciar a qualidade das respostas educativas proporcionadas às crianças e jovens com necessidades educativas especiais de caráter permanente e os resultados alcançados, contribuindo para o aperfeiçoamento e a melhoria das práticas das escolas. Acompanhar o funcionamento dos Centros de Recursos TIC para a Educação Especial e sua articulação com as escolas e agrupamentos de escolas. Contribuir para a regulação da organização e funcionamento da Educação Especial. I. PLANEAMENTO E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL Aspetos mais positivos O ambiente educativo, securizante e estimulante, proporcionado aos alunos com necessidades educativas especiais (NEE) pelos profissionais responsáveis, baseado em relações de afeto, cuidado e proximidade. A participação e o envolvimento dos alunos com NEE nas iniciativas do Agrupamento, incluindo projetos europeus, reconhecidos pelo elevado nível de satisfação dos pais e encarregados de educação. A referência explícita nos documentos estruturantes do Agrupamento sobre a organização e o funcionamento da Educação Especial, os princípios, as metas e as estratégias de apoio aos alunos com NEE, relevando-se também o planeamento, o acompanhamento e a avaliação de atividades específicas. O estabelecimento de parcerias e protocolos de colaboração com instituições da sociedade civil e da administração pública local, que potencia respostas, articuladas e diferenciadas, em várias áreas de intervenção, tais como: terapêutica, laboral, saúde, formação e transportes. A articulação entre os docentes de Educação Especial, diretores de turma, docentes dos diferentes grupos de recrutamento e técnicos, facilitadora do acesso à informação e à elaboração do programa educativo individual (PEI), bem como da definição das medidas adequadas ao nível etário, perfil de funcionalidade e necessidades específicas dos alunos com NEE. A dinamização de ações de formação interna, de informação e sensibilização no âmbito da 2

4 Educação Especial, para docentes, não docentes, alunos e pais e encarregados de educação, com impacto positivo na qualificação dos recursos humanos e na melhoria do serviço educativo prestado aos alunos com NEE. A afetação de recursos humanos para a lecionação das disciplinas dos currículos específicos individuais (CEI), sustentada na criteriosa seleção do perfil profissional dos docentes, favorecedora de uma oferta de atividades e experiências educativas/formativas diversificadas e inovadoras. Aspetos a melhorar Providenciar, atempadamente, a avaliação das necessidades específicas dos alunos com NEE, através do Centro de Recursos para as Tecnologias de Informação e Comunicação, no sentido de serem indicados os produtos de apoio facilitadores do acesso ao currículo, bem como da formação de docentes neste domínio. Mobilizar os órgãos de direção, administração e gestão, as estruturas de orientação educativa e supervisão pedagógica, as associações de pais e as parcerias com a sociedade civil para a criação, na escola-sede, de um espaço adequado ao desenvolvimento das componentes práticas e funcionais dos CEI, tais como: atividades da vida diária, cuidados pessoais e de higiene, alimentação e vestuário. Uniformizar e sistematizar a informação constante dos processos individuais dos alunos com NEE, com base em critérios de sequencialidade cronológica, integrando a referenciação, a avaliação especializada por referência à CIF, os relatórios técnico-pedagógicos, os programas educativos individuais, os relatórios circunstanciados e respetivas avaliações dos alunos, bem como outra informação considerada pertinente e/ou relevante. Explicitar no PEI a forma como vão ser implementadas as medidas educativas definidas para cada aluno com NEE, identificando: estratégias e procedimentos, contextos educativos (dentro ou fora sala de aula), intervenientes responsáveis, tempo, frequência, momentos e formas de avaliação. Garantir a autorregulação da Educação Especial e a elaboração de planos de melhoria, através da monitorização dos resultados dos alunos com necessidades educativas especiais e da avaliação do impacto das medidas educativas implementadas, integrando-os nos dados recolhidos pela equipa de autoavaliação do Agrupamento. 3

5 II - RESPOSTAS EDUCATIVAS E RESULTADOS DOS ALUNOS Aspetos mais positivos A participação dos alunos com NEE nas atividades curriculares e de enriquecimento, com os seus pares e em contexto de turma, bem como em iniciativas constantes no plano anual de atividades, potenciadora de um contexto formativo inclusivo. A implementação de projetos e atividades específicos e diversificados, adaptados às necessidades específicas dos alunos e com impacto positivo no seu desenvolvimento biopsicossocial, em domínios como: desporto, saúde, meditação/ioga, teatro e arte, relevando-se o projeto "Espaço Lúdico" no âmbito da expressão dramática e o projeto "Artes e Reciclagem, no âmbito da expressão plástica. A articulação com a Equipa Local de Intervenção Precoce (ELI) na referenciação, avaliação das crianças/alunos e na transição de medidas previstas nos planos individuais de intervenção precoce para os programas educativos individuais. Aspetos a melhorar Assegurar a correta instrução do processo de referenciação, da responsabilidade dos docentes, de modo a contemplar informação objetiva sobre as medidas educativas já implementadas no processo de ensino-aprendizagem do aluno e a avaliação do seu impacto, bem como as evidências que a sustentam: relatórios, registos de avaliação e trabalhos realizados pelo aluno. Garantir, a partir da data de referenciação, o cumprimento do prazo legal de 60 dias para concretizar a avaliação especializada dos alunos referenciados e, se elegíveis para a Educação Especial, a consequente elaboração do PEI e implementação atempada das medidas educativas definidas para o desenvolvimento adequado do seu processo de ensino-aprendizagem. Assegurar que, na operacionalização das adequações curriculares individuais, os docentes identifiquem e implementem, em função do perfil de funcionalidade dos alunos, os seguintes níveis e tipos de adequações: i) organização e disposição do espaço; ii) estratégias e atividades com níveis diferentes de profundidade; iii) recursos e materiais de apoio; iv) formas e critérios de avaliação; 4

6 v) estruturação do tempo; vi) priorização de conteúdos essenciais; vii) acréscimo de objetivos que enfatizem as capacidades básicas; vii) estímulos e ajudas. Explicitar nos relatórios circunstanciados a eficácia das medidas implementadas, identificando os níveis de desempenho dos alunos e os resultados alcançados, propondo, sempre que se julgue necessário, a reorientação do percurso educativo do aluno no ano letivo subsequente, através de eventuais alterações na definição, planeamento e implementação das medidas educativas. Privilegiar nos CEI as atividades de capacitação e de cariz funcional, centradas nos contextos de vida e adequadas à idade cronológica dos alunos. Nas situações em que se justifique, tais atividades devem contemplar componentes de treino laboral, com identificação das áreas e das competências a desenvolver em articulação com as famílias e os parceiros da comunidade. Reforçar a comunicação e a articulação com as escolas de ensino secundário da área geográfica do Agrupamento, no sentido de facilitar a sequencialidade e a transição natural dos alunos com CEI para o ensino/formação de nível secundário. Data 11/03/2016 A Equipa Inspetiva Maria Pia Barroso Graça Costa 5

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