Universidade Estadual de Maringá

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Universidade Estadual de Maringá E-mail: baa.basilio@gmail.com"

Transcrição

1 ANÁLISE DAS POLITICAS PÚBLICAS SOBRE AIDS E DROGAS NO BRASIL Bárbara Sagrado Basílio Fernanda Quaglia Franzini Hellen Maysa Reis Almeida Tatiane Aparecida Zancopé Introdução Para a realização do presente trabalho escolhemos o curta-metragem Jesus children of America, do diretor Spike Lee inserido no filme intitulado Crianças Invisíveis (2005). O curta trata de uma família negra norte americana marginalizada composta por pai, mãe e uma menina, todos portadores do vírus HIV. Além disso, os pais são usuários de drogas como cocaína e heroína, além disso, participam de uma política de redução de danos do governo que distribui remédios aos usuários. Tal medicamento tem as mesmas propriedades da morfina e é utilizado no tratamento de toxicômanos. A criança sofria preconceito na escola, descobriu tardiamente a sua condição e termina o filme freqüentando um grupo de apoio. Nota-se também a negligencia familiar, os constantes conflitos, a ausência de emprego e precariedades alimentares. A partir do segmento escolhido pretende-se discorrer acerca da construção de políticas públicas referentes à AIDS e drogas. Acredita-se serem estes os eixos principais que engendram o filme, apesar de diversos outros temas tangenciarem o mesmo. Objetivos Realização de pesquisa exploratória e reflexiva sobre as políticas públicas de AIDS e drogas a partir da produção cinematográfica Jesus children of America. Metodologia Realizou-se pesquisa bibliográfica a partir de fontes formais artigos- e informais blogs, anúncios e reportagens. A partir da pesquisa efetuou-se criteriosa sistematização, leitura e fichamento do material para fundamentação da pesquisa. O SUS A seguir apresentaremos uma breve exposição sobre os princípios do Sistema Único de Saúde, visto que as políticas abordadas posteriormente (AIDS e drogas) estão de acordo com a lógica do SUS. De acordo com Silveira et al (2007), a regulamentação legal do SUS ocorreu a partir da lei 8.080/90 na contramão da hegemonia liberal. Os conceitos principais são a universalidade: todos tem direito a atendimento nos serviços

2 de saúde do SUS, independente de estar ou não contribuindo ao sistema previdenciário ; a equidade: todos tem direito a atendimento, sem discriminação ou privilégios, de acordo com as suas necessidades, oferecendo-se mais atenção a quem precisa de mais, de forma a reduzir desigualdades ; a integralidade todo brasileiro tem direito ao atendimento preventivo e curativo, sem distinção a todas as suas demandas (p.36). Os referidos conceitos somados aos de descentralização a responsabilidade pelo atendimento cabe as três esferas governamentais e o de hierarquização organização das ações de saúde das diferentes esferas de governo, para o atendimento em nível primário, secundário e terciário da assistência, de forma a contemplar a complexidade do cuidado (p.36) compõem a lógica de ação e os princípios filosóficos principais do nosso Sistema Único de Saúde. 1 Construção das políticas públicas sobre drogas 1.1. Conceitos e objetivos No Brasil a política atual que regulamenta o tema das drogas Política Nacional sobre Drogas, RESOLUÇÃO N.3/GSIPR/CH/CONAD, 27 DE OUTUBRO DE Tal política nacional embasou-se na concepção ampliada da redução de danos e busca um ideal de sociedade protegida do uso de drogas ilícitas e do uso indevido de drogas licitas (BRASIL, 2005). Neste sentido, almeja-se o reconhecimento das diferenças entre os diversos tipos de envolvidos na trama usuário, dependente e traficante além do oferecimento de ações igualmente diferenciadas a partir de tratamento adequado e não preconceituoso. Sobre a redução de danos Delbon et al (2006) afirmam: A abstinência não pode ser o único objetivo a ser alcançado. Aliás, quando se trata de cuidar de vidas humanas, temos que, necessariamente, lidar com as singularidades, com as diferentes possibilidades e escolhas que são feitas. As práticas de saúde, em qualquer nível de ocorrência, devem levar em conta esta diversidade. Devem acolher, sem julgamento, o que em cada situação e com cada usuário - é possível, é necessário, está sendo demandado, pode ser ofertado, deve ser feito na busca de sua participação e o seu engajamento. Sobre as resoluções práticas da redução de danos Cavalcanti (2001) aponta: O programa de redução de danos é uma proposta para usar drogas de uma maneira mais segura. Sem dividir a seringa, ensinando como usar. Para o

3 usuário receber uma seringa nova, ele tem que dar a velha, a contaminada. [...] há a substituição de drogas, ou seja, o dependente que está usando uma droga pesada como o crack, passa a consumir uma droga considerada leve, como a maconha. Com ênfase na prevenção do uso indevido de drogas, a lei visa garantir o direito do usuário a atenção a saúde especializada. A redução da oferta de drogas por meio da prevenção e da repressão ao tráfico é um dos pilares da política, além da redução da demanda de drogas. A mesma refere-se à prevenção, tratamento, recuperação e reinserção social. Para tanto, desvela-se a necessidade das redes assistências como: Unidades Básicas de Saúde; Centros de Atenção Psicossocial/Álcool e drogas; Centros de Referência em Assistência Social, entre outros. A política de redução de danos sociais e a saúde regulamenta-se pelo artigo 196 da Constituição Federal o qual prevê que a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação (BRASIL, 1988). Desta forma, sua orientação deve ser articulada inter e intra-setorialemente de modo a reduzir os riscos e as conseqüências adversas dos danos envolvidos no uso de drogas tanto para o usuário como para a família e sociedade. As principais ações do programa referem-se ao: apoio a fiscalização e controle de empresas de produção, transporte e comercio de substancias químicas; fomento a pesquisa e desenvolvimento nas áreas de prevenção e tratamento do usuário de drogas; tratamento de dependentes químicos e ações de prevenção ao uso de entorpecentes. Sobre os objetivos pode-se mencionar: a conscientização da sociedade a respeito dos prejuízos e conseqüências sociais negativas do uso indevido de drogas, através de ação efetiva de redução da demanda, da oferta e de danos por meio de campanhas de prevenção amparadas por uma integrada rede assistencial; a difusão do conhecimento acerca das infrações relacionadas ao uso de drogas licitas e ilícitas; o combate ao trafico de drogas e crimes relacionados; o combate a corrupção e a lavagem de dinheiro, os quais encontram-se diretamente ligados ao tráfico; a pesquisa pautada em normas éticas de sigilo e confidencialidade Aplicabilidade, efetividade e resolutibilidade

4 A política nacional sobre drogas (2005) engendra-se socialmente com especial ênfase nos usuários, dependentes e traficantes de drogas tratando-os de acordo com o princípio da equidade reconhecimento das diferenças de necessidade sem discriminação. Os principais eixos de ação referem-se à redução de danos com vistas à redução de oferta e de demanda de drogas. Para a real aplicação destes princípios a lei aponta a necessidade de orientação e estabelecimento com embasamento cientifico de intervenções e ações de redução de danos levando em conta a qualidade de vida, as características locais, o bem estar individual e comunitário e o contexto de vulnerabilidade e risco social. Isto é feito através da promoção de estratégias de divulgação; elaboração de materiais educativos tais como as cartilhas disponíveis no portal do OBID Observatório brasileiro de informações sobre drogas, além de discussões comunitárias acerca da redução de danos com a utilização de diferentes meios midiáticos e no ambiente escolar. Ressalta-se também, a promoção de discussões a fim de subsidiar eventuais mudanças legislativas embasadas nos resultados científicos da redução de danos. Outro ponto importante, diz respeito à implementação de políticas públicas no âmbito do trabalho e emprego, as quais atuam na diminuição dos danos sociais do acesso ao uso e tráfico de drogas. De acordo com o previsto na lei, faz-se necessário o trabalho integrado e articulado de redes nacionais da saúde e assistência social para o tratamento, recuperação, redução de danos, reinserção social e ocupacional. Os principais instrumentos de ação são os CAPS, CAPSad, UBSs, comunidades terapêuticas, CRAS, os quais realizam trabalhos com usuário a família e a comunidade. A estimulação e planejamento de ações repressivas eficazes também é um dos pilares de aplicação da política sobre drogas, visto a desarticulação do tráfico e do crime organizado que sustentam o consumo e geram renda para associações criminosas. Nota-se que a efetividade da política sobre drogas encontra-se em processo de construção, muitas das atuações previstas estão no plano ideal, o que somando ao forte preconceito presente no ideário popular e dos profissionais dificulta a aplicação e efetividade da política em especial no que concerne a redução de danos. Embora o Brasil seja um modelo a nível internacional sobre políticas publicas integradas, nota-se a precariedade do funcionamento em rede, visto os parcos recursos,

5 somados ao despreparo e a falta de profissionais e a desarticulação entre os diversos setores. A complexidade da politica sobre drogas exige a integração efetiva da rede, além da garantia dos direitos básicos de todo cidadão e transformação de preconceitos sociais. Em um contexto social marcado pela falta, as drogas muitas vezes se apresentam como fuga pessoal ou fonte de renda fácil, o que ressalta a necessidade de trabalhos preventivos para além da demonização, bem como a efetividade de políticas sociais de renda, escolarização e emprego. Conclui-se que o governo brasileiro tem realizado progressos, a política sobre drogas é bastante elaborada, no entanto necessita de uma maior proximidade e conhecimento do contexto visando a elaboração e atualização de leis mais em caráter horizontal que vertical. Outro ponto importante a ser destacado é a criação de políticas que de fato trabalhem o preconceito, minimizando o caráter ideológico e a atribuição de malignidade ao usuário. Devem-se entender melhor as causas que levam ao consumo e tráfico, visando o desmantelamento deste sistema. No que concerne a resolutibilidade do Programa Nacional Antidrogas, os portais governamentais apresentam alguns dados que já nos indicam a realidade da atuação, apresentando como principais resultados: a distribuição de 30 mil bolsas de estudo para o I de Curso de Aprendizagem à distância em prevenção do uso indevido de drogas e o incentivo a 19 mil instituições ou organizações não governamentais que realizam atividades de prevenção e /ou tratamento (BRASIL, 2001). Uma análise atenta de tais dados permite verificar o caráter ideológico de manutenção do status quo, principalmente no que diz respeito ao incentivo do ensino à distância para a atuação nas políticas antidrogas. Tal incentivo vem, por sua vez, assegurar a fragmentação do conhecimento, distanciamento entre as pessoas e ausência de discussões críticas, enfatizando apenas a conquista de um diploma o que vem a favorecer uma falsa idéia de especializações oferecidas em constantes dados estatísticos despossuídos de uma real potência criadora. Além disso, verifica-se um paradoxo na medida em que se oferece subsídios à organizações não governamentais, isto é, que são regidas por outras políticas próprias de cada instituição que, não necessariamente, vem de encontro com a política nacional.

6 Nesse sentido, nota a transposição de responsabilidades competentes ao poder publico para outras esferas da sociedade. Na busca pela resolutibilidade das políticas nacionais sobre drogas no portal do OBID, pôde-se verificar a prevalência de dados estatísticos por meio de tabelas e gráficos a respeito da situação de oferta de drogas e sua repressão pelos órgãos de segurança pública brasileiros. Verifica-se, portanto, que as políticas vêm se centrando, quase que exclusivamente, na punição e repressão o que demonstra a prevalência destes aspectos em relação aos resultados demonstrados pela política. 1.3 Críticas dirigidas: pontos polêmicos, posicionamentos contra ou a favor As principais polêmicas e críticas em torno da política nacional sobre drogas encontram-se ligadas ao eixo da redução de danos. Consta no ideário popular que devido a não obrigação da abstinência haveria um incentivo e naturalização do uso de drogas, fato este visto com resistência, como se o Estado estivesse sustentando o vício. Sabe-se que isto não corresponde à realidade, visto que a política de redução de danos acrescenta grandes mudanças no tratamento e atenção ao usuário, como também a família e a comunidade. Além disso, o consumo de substâncias lícitas e ilícitas gera dependência física e psíquica e a abstinência nem sempre funciona, ou seja, é preciso lançar mão de outros dispositivos de atuação como a troca de drogas por outras mais leves, ou o uso de medicamentos que substituam o efeito prazeroso da droga sem causar tantos malefícios. É evidente que tais mecanismos devem ser entendidos como parte do tratamento e não uma troca definitiva, vistos, portanto com a seriedade de uma forma de tratamento que visa a eficácia e o abandono do vício. De acordo com Delbon e colaboradores (2006) as dificuldades na implementação da política de redução de danos também estão presentes nos profissionais de saúde: É um processo muito complexo porque envolve discriminação, direitos humanos e cidadania numa temática que desperta nos profissionais medo e preconceito. Isto, provavelmente por lidar com drogas ilícitas algo proibido e os profissionais e o pessoal de suporte temem ser cúmplices, ao invés de curar o dependente. (p.10) Por outro lado, as políticas de redução de demanda e oferta de drogas possuem ampla aceitação popular, visto que o ideário popular é permeado pela idéia que a ação efetiva da polícia e do sistema carcerário irá acabar com o problema. Ou seja, há uma atribuição moral de malignidade e de fatalismo sobre os usuários, na medida em que a

7 sociedade não se propõe a pensar nos problemas que ela mesma gera culpabilizando os sujeitos. 1.4 Apresentação e discussão de situações reais Uma situação real que nos chamou a atenção em nossa pesquisa refere-se ao blog Reflexões diárias (em referências) que, a nosso ver, representa uma caracterização do pensamento do senso comum em relação aos usuários de drogas especialmente os jovens. De acordo com o autor do referido blog, segundo os especialistas no assunto, as pessoas procuram as drogas porque desejam uma solução para sua insatisfação, frustração ou desânimo. Além disso, a desagregação familiar, o incentivo dos amigos e até mesmo a curiosidade são apenas os veículos; o combustível que conduz às drogas está, sem dúvida, no interior do próprio homem. (CEZAR, s/d, p.02) Em sua afirmação, verifica-se a consideração de fatores sociais e culturais é suplantada pela idéia de individualismo e culpabilização dos usuários uma que vez que, o que os conduz à droga caracteriza-se, necessariamente, por razões internas. Ao considerar que a busca remete-se a um vazio interior e insatisfação próprias do individuo, o autor insere a figura de Deus e a temática divina no assunto, considerando-a primordial: Assim, de acordo com a experiência humana, a causadora de toda essa dramática situação é a insatisfação. Por sua vez, a Bíblia revela que a causadora de toda insatisfação humana (vazio interior) é a falta de Deus. [...], então, torna-se simples identificar a falta de Deus como a causa da delinqüência juvenil [...]. (p.03). Tal texto nos chamou atenção na medida em que vai de encontro a um ideário que permeia diversas instituições não governamentais de caráter religioso que atendem dependentes químicos pautando-se na abstinência e aceitação de praticas e idéias religiosas. Tais exigências, dotadas de caráter ideológico e normatizador, acabam por dificultar a adesão e eficácia do tratamento. Outro ponto a ser destacado refere-se à predominância de tais instituições no cenário brasileiro, onde o governo se destitui de sua responsabilidade passando-a a lógica privada. Não queremos aqui questionar os princípios religiosos de tais instituições, nem a própria natureza das mesmas. No entanto, pretendemos mostrar o paradoxo entre as políticas formuladas pelo governo e a as ações reais e efetivas que, por sua vez, são financiadas pelo mesmo.

8 2 Construção das políticas públicas sobre AIDS 2.1 Conceitos e objetivos De acordo com o Plano Estratégico do Programa Nacional de DST e AIDS (BRASIL, 2005), tem como objetivos: Objetivos gerais: 1. Fortalecer a efetividade e eficiência do Programa Brasileiro de DST e HIV/Aids e garantir sua sustentabilidade a médio e longo prazos; 2. Reduzir a incidência de DST e HIV 3. Melhorar a qualidade de vida das pessoas que estão vivendo com HIV/aids. Objetivos específicos: 1. Expandir a qualidade e acesso às ações de atenção e prevenção; 2. Reduzir a discriminação e o preconceito, e fortalecer os direitos humanos relacionados à epidemia de HIV/aids e outras DST; 3. Aumentar a efetividade das ações por meio do desenvolvimento e incorporação de tecnologias estratégicas; 4. Descentralizar o financiamento e a gestão aos estados e municípios; 5. Promover processos de gestão com base em desempenho e resultados. (p. 13) Para tal, foram delineadas estratégias como a ampliação, interiorização e aumento na resolutibilidade das ações de acordo com os perfis epidemiológicos, fortalecimento do sistema gerencial do programa, introdução de novas tecnologias e incentivo de pesquisas na área, implementação de políticas públicas, promoção de hábitos saudáveis dentre a população de risco, garantia dos direitos humanos e queda na discriminação relacionada à AIDS. Destarte, o Programa desenvolve ações de prevenção, assistência e tratamento da doença. Todas as ações propostas pelo programa estão em consonância com os princípios e diretrizes básicos do SUS, como universalidade no acesso à saúde, integralidade e descentralização das ações; bem como respondem à postulação da Constituição de 88 que prevê a saúde como direito de todos e dever do Estado. 2.2 Aplicabilidade, efetividade, resolutibilidade De acordo com o Plano Estratégico (BRASIL, 2005), a aplicação do Programa se dá através dos Planos de Ações e Metas (PAM) que se tratam de documentos oficiais de programação anual, no qual regem as ações do Programa com vistas a cumprir os objetivos previstos. Existem PAMs voltados à diversas vertentes da questão como a prevenção, diagnóstico laboratorial, assistência e tratamento, articulação com a sociedade civil, pesquisa e desenvolvimento tecnológico, gestão do programa,

9 monitoramento e avaliação, vigilância epidemiológica, capacitação e educação permanente, comunicação e cooperação internacional. Dentro de cada uma dessas vertentes são estabelecidas metas objetivas para efetuar estratégias de ação, no presente trabalho faremos um recorte, detalhando apenas os planos de ações e metas de prevenção, assistência e tratamento. No que concerne a prevenção o trabalho compreende articulação com outros serviços - atenção básica, CTA, serviços de DST, SAE, banco de sangue e DSEI política de produção, aquisição, distribuição, logística e marketing de insumos de prevenção preservativo masculino e feminino, gel lubrificante, agulhas e seringas para o kit de redução de danos. Há também acompanhamento do desenvolvimento de vacinas e desenvolvimento tecnológico na área e trabalho de intervenção com grupos sociais vulneráveis. Além disso, utiliza-se o método de focalização para concentrar esforços preventivos em áreas de alta incidência de HVI e realizam-se ações preventivas específicas para pessoas portadoras do HIV/AIDS mobilização social, construção de redes sociais, adesão ao tratamento, casais sorodiscordantes, prevenção da reinfecção, suporte social (BRASIL, 2005) As metas propostas no Plano Estratégico (BRASIL, 2005) estão localizadas dentre as seguintes estratégias: 1) redução do número de novas infecções através da orientação sexual da população juvenil; 2) distribuição de insumos de prevenção para reduzir práticas sexuais inseguras e outros comportamentos de risco como o compartilhamento de seringas; 3) aumento da cobertura das ações preventivas para populações vulneráveis, realizando planejamentos de acordo com perfis epidemiológicos e de vulnerabilidade locais, buscando eliminar desigualdades de gênero, étnicas e sócio-econômicas pela educação sexual; 4) ampliação da cobertura diagnóstica e do aconselhamento anterior e posterior ao teste de HIV. No que se refere ao PAM de assistência e tratamento foram propostas no Plano Estratégico (BRASIL, 2005) as seguintes metas: 1) ampliação do acesso aos serviços; 2) melhora na qualidade da atenção em rede e formação permanente dos profissionais; 3) garantia de tratamento através da ampliação da produção e distribuição dos medicamentos; 4) redução da transmissão vertical através do diagnóstico de HVI nas consultas pré-natal, planejamento familiar, dispensação de testes anti-hiv, de AZT intravenoso/ solução oral, de inibidor de lactação e fórmula infantil.

10 A efetividade das ações acima descritas são discutidas no Plano Estratégico (BRASIL, 2005), que demonstra haver aumento na adoção de práticas seguras, diminuição dos óbitos causados pela doença, avanços no controle da epidemia em populações vulneráveis e no acesso ao teste anti-hiv. São apresentados dados estatísticos que comprovam os dados acima e indicam a efetividade das ações preventivas. No entanto, deve-se considerar que trata-se de um documento elaborado pelo governo, contendo assim características ideológicas e de promoção de interesses políticos. É evidente que as medidas de prevenção representaram um progresso, porém muitas metas citadas ainda não foram atingidas e as medidas de prevenção não foram suficientes visto que o número de casos da doença é ainda muito alto, sendo considerada pela OMS uma questão de segurança global (GALVÃO, 2002). Além de destacar a efetividade de algumas ações preventivas, o Plano Estratégico (BRASIL, 2005) aponta problemas de cobertura e qualidade da atenção ao soropositivo residente nas regiões norte e nordeste, situação equivalente ao inicio da epidemia no Brasil. Quanto à efetividade das ações de assistência e tratamento, o Plano Estratégico (BRASIL, 2005) destaca que houve avanços no estabelecimento da rede de atendimento hospitalar e outros serviços de referencia. Um ponto que pode ser considerado significativamente efetivo é o acesso universal a terapia anti-retroviral visto a distribuição gratuita dos medicamentos que compõe o coquetel, no entanto tal aspecto esbarra na não adesão ao tratamento que é freqüente devido aos efeitos adversos dos remédios. Outro ponto destacado no documento é a hipertrofia e saturação dos serviços ambulatoriais devido ao aumento da expectativa de vida dos pacientes soropositivos, o que indica uma necessidade de uma expansão da rede, maior integração com os outros níveis de atenção à saúde e construção de novas políticas. Consideramos que o Programa Nacional de DST e AIDS apresenta uma boa efetividade e resolutibilidade no que diz respeito aos cuidados à saúde como a distribuição de medicamentos, insumos de prevenção e acesso ao diagnóstico. No entanto, o caráter social do programa é muito incipiente, visto que as propostas de diminuição do estigma e do preconceito em relação aos portadores de HIV não são efetivas. Nesse sentido, para se atingir uma maior resolutibilidade nesse ponto seriam necessárias mudanças profundas, de cunho histórico e social, na sociedade como um todo. Percebemos que não bastam apenas campanhas informativas veiculadas na mídia

11 para que existam transformações no ideário popular referentes à doença e suas formas de contágio. 2.3 Críticas dirigidas: pontos polêmicos, posicionamentos contra ou a favor Assim como presente na política referente às drogas, há também aqui uma polêmica em relação à redução de danos, visto a distribuição de seringas e agulhas como medidas preventivas à contaminação pelo HIV. Esse ponto está intimamente ligado à questão da drogadicção, já discutida anteriormente, sendo a política de redução de danos uma questão extremamente polêmica nos dias de hoje. Como dito, permanece no ideário popular a concepção de que distribuir seringas, por exemplo, significa compactuar ou até mesmo estimular o uso de drogas, ato ilícito. Vale ressaltar que entendemos a redução de danos não como um fim por si só, e sim como uma medida paliativa, um meio utilizado no tratamento. No âmbito do HIV/AIDS, entendemos que as ações de redução de danos tem sido efetivas, visto a redução significativa nas contaminações de usuários de drogas injetáveis, que no início eram uma parcela da população altamente vulnerável e com número muito alto de casos. Hoje, percebe-se que tal população não consta nas principais características epidemiológicas da doença heterossexualização, feminilização, interiorização e pauperização (BRASIL, 2005). Outra questão relevante refere-se à discriminação das pessoas portadoras do HIV e as políticas que visam minimizar tais preconceitos. Percebemos que tais políticas não são efetivas, pelo fato que tais questões não podem ser resolvidas no âmbito de leis e medidas informativas, visto que sua constituição está ligada a fatores históricos e sociais. Além disso, as políticas nesse sentido são superficiais e não atingem de fato a população pretendida, um exemplo é o fato de que uma das proposta do Plano Estratégico de 2005 visa eliminar as desigualdades sociais, étnicas, de gênero e os preconceitos através da educação sexual. Fica claro que se trata de uma proposta ingênua frente a um problema de âmago social. O Plano Estratégico (BRASIL, 2005) apresenta algumas propostas efetivas, como discutido acima, mas percebemos também algumas propostas utópicas como as referentes ao preconceito, à aceitação social, à igualdade de oportunidades e até mesmo à atenção em saúde, já que muitas das propostas são ideais a serem atingidos mas ainda estão muito distantes da realidade. Além disso, no próprio atendimento em saúde o

12 paciente esbarra com as questões do preconceito por parte dos cuidadores, o que dificulta a adesão ao tratamento. As propostas de educação sexual também podem ser questionadas, visto que as informações muitas vezes chegam ao público alvo mas não promovem uma conscientização de fato. Podemos pensar que a maneira como tais informações são veiculadas de maneira vertical, pronta e muitas vezes moralista - é ineficiente e não leva os jovens a discussão, reflexão e construção de idéias próprias sobre o assunto. Consideramos de especial interesse a constatação feita por Sampaio (2006), relacionando às mudanças nas políticas de AIDS às mudanças no perfil epidemiológico: Uma vez atingindo as mulheres e homens que se enquadravam no perfil de heterossexuais, casados e não usuárias de drogas, a Aids ganha nova cara, assim como sua política de prevenção. Refaz-se a representação social da Aids como doença de pessoas que desenvolvem práticas sexuais perversas e a política de prevenção centra-se no uso indiscriminado do preservativo, ao contrário da anterior preocupação dirigida apenas às populações marginalizadas (p. 341). Percebemos que a mudança do perfil epidemiológico e a pressão social dos portadores de HIV fez com que o Estado tivesse outro olhar sobre a doença, desenvolvendo políticas de prevenção, tratamento e assistência da AIDS. Apesar disso, na visão popular ainda prevalece a estigmatização do soropositivo, relacionando-o a práticas sexuais homossexuais e perversas e ao uso de drogas, levando a uma culpabilização do indivíduo por sua condição, como se a doença fosse um castigo por seu comportamento errante. Aliado a isso, o fato de não haver cura para a AIDS acaba por reforçar a estigmatização e segregação dos indivíduos portadores do vírus. 2.4 Apresentação e discussão de situações reais Destacamos como situações reais de destaque vídeos e cartazes de campanhas contra a AIDS veiculados na mídia impressa e televisiva. A figura abaixo (Figura 1) pertence a uma campanha extremamente polêmica veiculada na mídia internacional, que chegou inclusive a ser proibida. Nela, compara-se a AIDS aos grandes ditadores do século XX, como Hitler, Stalin e Saddam Hussein, com a seguinte frase escrita nos cartazes: A AIDS é um assassino em massa. Apesar de ser extremista, a campanha citada retrata o cenário geral das campanhas contra AIDS, que é caracterizado pela demonização da doença e do sexo, o que acaba por se estender aos portadores do vírus.

13 Figura 01 No Brasil, existem diversas campanhas televisivas e impressas sobre o assunto, direcionadas a diferentes tipos de públicos. Uma delas, no canal de compartilhamento de vídeos YouTube pelo título de Aids Camisinha, use sempre! retrata um homem homossexual que marca um encontro com o parceiro em diálogo com uma camisinha que pede para não ser esquecida. Aqui, a prevenção encontra-se direcionada a um grupo considerado de risco população gay o que muitas vezes é entendido pelos telespectadores como um incentivo a práticas consideradas inadequadas, como os relacionamentos homossexuais e o sexo casual. Isto porque a sociedade brasileira é ainda muito marcada por características de do conservadorismo, valorização da família tradicional e moralismo. Além disso, a linguagem da campanha é inadequada ao público alvo, pois é utilizada uma linguagem infantilizada que desvaloriza a capacidade de entendimento e julgamento telespectador. Considerações finais Entendemos que as questões da AIDS e das drogas estão intimamente relacionadas, visto que o contágio da AIDS inicialmente se dava em grande parte pelo

14 uso de drogas injetáveis, o que levou à construção de políticas de redução de danos no que tange ao compartilhamento de seringas, por exemplo. No caso retratado no filme, essas duas realidades convivem também com a marginalização social e econômica da família. A protagonista, Blanca, é uma criança marcada por necessidades diversas, o que, transpondo para a realidade brasileira, também permitiria uma ampla discussão acerca da construção e da efetividade do Estatuto da Criança e do Adolescente. No entanto, entendemos que as questões AIDS e drogas eram mais prementes na situação retratada. Apesar de se passar em outro país, dito de primeiro mundo, a realidade social converge com a encontrada no Brasil, o que nos dá margem para pensar as políticas nacionais concernentes. Ao pesquisar sobre o assunto, constatamos a existência de políticas muito bem elaboradas, no entanto ainda muito pouco efetivas, visto o enorme distanciamento entre os ideais propostos em lei e as ações práticas cotidianas. Tais ações esbarram o tempo todo em preconceitos que são particularmente significativos nos temas escolhidos, que gera um estigma social muito oneroso e dificulta o desenvolvimento de estratégias efetivas. No final do filme, é apresentada uma alternativa de assistência aos portadores de HIV grupo de apoio psicossocial o que entendemos como um dispositivo bastante interessante por permitir a troca de experiência, a diminuição dos estigmas, o esclarecimento de mitos e a auto-aceitação. No Brasil, tais iniciativas ainda são incipientes, visto as características de nossa sociedade já abordadas. Entendemos que é apenas a partir da movimentação social e política de grupos interessados em transformações que, fazendo com que seu discurso reverbere, seja engendrada uma sociedade mais democrática e igualitária de fato, que conviva com a diferença sem simplesmente cerceá-la às margens. Referências AMARAL, N. Políticas Públicas: conceitos e práticas. Sebrae Disponível em: 7019E/$File/NT00040D52.pdf Acesso em: 12 de maio de 2011.

15 ALVES, Vânia Sampaio. Modelos de atenção à saúde de usuários de álcool e outras drogas: discursos políticos, saberes e práticas. Cad. Saúde Pública vol.25 no.11 Rio de Janeiro Nov Disponível em: #11X &lang=pt Acesso em: 12 de maio de BRASIL. Constituição da Republica Federativa do Brasil de Disponível em: Acesso em: 12 de maio de Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas: Política Nacional sobre Drogas Disponível em: pdf Acesso em: 12 de maio de Plano Estratégico Programa Nacional de DST e Aids Disponível em: Acesso em: 12 de maio de Programa Nacional sobre Drogas Disponível em: Acesso em: 12 de maio de CAVALCANTI, Tiago. Programa de Redução de Danos ainda causa Polêmica Disponível em: Acesso em: 12 de maio de CEZAR, Roberto de Albuquerque. Delinqüência juvenil. IN: Reflexões Diárias. s/d. Disponível em: Acesso em: 12 de maio de DELBON, Fabiana, et al. Avaliação da disponibilizaçâo de Kits de redução de danos. Saude soc. vol.15 no.1 São Paulo Jan./Apr Disponível em: Acesso em: 12 de maio de GALVÃO, Jane : uma cronologia da epidemia de HIV/AIDS no Brasil e no mundo - Rio de Janeiro: ABIA, LEE, Spike. Jesus children of America. IN: All invisible children. Documentário Figura 01, Disponível em: ou-nao.html#ixzz1mf10yb4y SILVEIRA, A. F. e cols. Caderno de psicologia e políticas públicas - Curitiba : Gráfica e Editora Unificado, 2007.

Aconselhamento não é dar conselhos! Como fazer o aconselhamento? A importância do teste anti-hiv e do aconselhamento nas Unidades Básicas de Saúde

Aconselhamento não é dar conselhos! Como fazer o aconselhamento? A importância do teste anti-hiv e do aconselhamento nas Unidades Básicas de Saúde Sumário 05 07 07 07 09 10 12 12 12 14 17 17 17 18 19 19 21 21 Apresentação O que é aconselhamento? Aconselhamento não é dar conselhos! Como fazer o aconselhamento? A importância do teste anti-hiv e do

Leia mais

O Protagonismo Feminino: Momentos de Prevenção á Saúde. segunda-feira, 19 de março de 12

O Protagonismo Feminino: Momentos de Prevenção á Saúde. segunda-feira, 19 de março de 12 O Protagonismo Feminino: Momentos de Prevenção á Saúde CENTRO DE APOIO SOLIDARIED AIDS É organização da sociedade civil, sem fins lucrativos fundada em 1996. Objetivo: Apoiar, atender, prevenir e promover

Leia mais

BUSCA ATIVA DE POSSÍVEIS PORTADORES DE HIV/AIDS EM PROJETO EXTENSIONISTA E SEU PERFIL

BUSCA ATIVA DE POSSÍVEIS PORTADORES DE HIV/AIDS EM PROJETO EXTENSIONISTA E SEU PERFIL 9. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X ) SAÚDE ( ) TRABALHO (

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e Aids. Prevenção PositHIVa. junho 2007. Ministério da Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e Aids. Prevenção PositHIVa. junho 2007. Ministério da Saúde MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Programa Nacional de DST e Aids Prevenção PositHIVa junho 2007 Contexto 25 anos de epidemia; 10 anos de acesso universal à terapia anti-retroviral; Exames e insumos de

Leia mais

ACONSELHAMENTO PARA DST/AIDS NO SUS

ACONSELHAMENTO PARA DST/AIDS NO SUS ACONSELHAMENTO PARA DST/AIDS NO SUS A prática do aconselhamento desempenha um papel importante no diagnóstico da infecção pelo HIV/ outras DST e na qualidade da atenção à saúde. Contribui para a promoção

Leia mais

GALBA TACIANA SARMENTO VIEIRA

GALBA TACIANA SARMENTO VIEIRA GALBA TACIANA SARMENTO VIEIRA No Brasil, a questão do combate ao uso de drogas teve início na primeira metade do século XX, nos governos de Eptácio Pessôa e Getúlio Vargas; A primeira regulamentação sobre

Leia mais

Políticas Públicas sobre drogas no Brasil. Luciana Cordeiro Aline Godoy

Políticas Públicas sobre drogas no Brasil. Luciana Cordeiro Aline Godoy Políticas Públicas sobre drogas no Brasil Luciana Cordeiro Aline Godoy O que são políticas públicas? Para que servem? Como são elaboradas? Políticas Públicas para quê? Instrumento na organização da sociedade

Leia mais

Diretrizes Consolidadas sobre Prevenção, Diagnóstico, Tratamento e Cuidados em HIV para as Populações-Chave

Diretrizes Consolidadas sobre Prevenção, Diagnóstico, Tratamento e Cuidados em HIV para as Populações-Chave Diretrizes Consolidadas sobre Prevenção, Diagnóstico, Tratamento e Cuidados em HIV para as Populações-Chave Gabriela Calazans FCMSCSP, FMUSP II Seminário Nacional sobre Vacinas e novas Tecnologias de Prevenção

Leia mais

Saúde, Adolescência e Juventude:promovendo a equidade e construindo habilidades para a vida Seminário Internacional, - Brasília, 15 a 18 de outubro

Saúde, Adolescência e Juventude:promovendo a equidade e construindo habilidades para a vida Seminário Internacional, - Brasília, 15 a 18 de outubro Saúde, Adolescência e Juventude:promovendo a equidade e construindo habilidades para a vida Seminário Internacional, - Brasília, 15 a 18 de outubro 2013 Dimensão demográfica População em 2010: 190.755.799

Leia mais

ANAIDS Articulação Nacional de Luta Contra a AIDS

ANAIDS Articulação Nacional de Luta Contra a AIDS Carta ANAIDS 1º de Dezembro - Dia Mundial de Luta contra a AIDS Cada um tem sua cara e a aids também tem... A ANAIDS Articulação Nacional de Luta Contra Aids - colegiado que reúne os Fóruns de ONG Aids

Leia mais

A ATUAÇÃO DA PASTORAL DA AIDS EM DUQUE DE CAXIAS E SÃO JOÃO DE MERITI E O DIÁLOGO DA SEXUALIDADE

A ATUAÇÃO DA PASTORAL DA AIDS EM DUQUE DE CAXIAS E SÃO JOÃO DE MERITI E O DIÁLOGO DA SEXUALIDADE A ATUAÇÃO DA PASTORAL DA AIDS EM DUQUE DE CAXIAS E SÃO JOÃO DE MERITI E O DIÁLOGO DA SEXUALIDADE Aluna: Sandra Regina de Souza Marcelino Orientador: Luís Corrêa Lima Introdução Este relatório tem por finalidade

Leia mais

Diminui a mortalidade por Aids no Estado de São Paulo

Diminui a mortalidade por Aids no Estado de São Paulo Diminui a mortalidade por Aids no Estado de São Paulo Em 2012, ocorreram 2.767 óbitos por Aids no Estado de São Paulo, o que representa importante queda em relação ao pico observado em 1995 (7.739). A

Leia mais

Sumário. Aids: a magnitude do problema. A epidemia no Brasil. Característica do Programa brasileiro de aids

Sumário. Aids: a magnitude do problema. A epidemia no Brasil. Característica do Programa brasileiro de aids Sumário Aids: a magnitude do problema A epidemia no Brasil Característica do Programa brasileiro de aids Resultados de 20 anos de luta contra a epidemia no Brasil Tratamento Prevenção Direitos humanos

Leia mais

CARACTERISTICAS DA FEMINIZAÇÃO DA AIDS EM TRÊS LAGOAS 1 ANDRESSA MARQUES FERREIRA 2 MARIA ANGELINA DA SILVA ZUQUE

CARACTERISTICAS DA FEMINIZAÇÃO DA AIDS EM TRÊS LAGOAS 1 ANDRESSA MARQUES FERREIRA 2 MARIA ANGELINA DA SILVA ZUQUE CARACTERISTICAS DA FEMINIZAÇÃO DA AIDS EM TRÊS LAGOAS 1 ANDRESSA MARQUES FERREIRA 2 MARIA ANGELINA DA SILVA ZUQUE 1 Discente de graduação do curso de Biomedicina 2 Doutoranda Docente das Faculdades Integradas

Leia mais

Contrata Consultor na modalidade. Contrata Consultor na modalidade

Contrata Consultor na modalidade. Contrata Consultor na modalidade Contrata Consultor na modalidade PROJETO 914/BRZ/1138 EDITAL Nº 19/2014 Publicação de perfil(is) para contratação de profissional(is) na(s) área(s), cuja(s) vaga(s) está(ão) disponível (is) na página da

Leia mais

Aids e Ética Médica. Dr. Eugênio França do Rêgo

Aids e Ética Médica. Dr. Eugênio França do Rêgo Dr. Eugênio França do Rêgo Aids e discriminação: 1. Deve o médico ter presente a natureza de sua profissão e, principalmente, sua finalidade. (CEM: 1 o ; 2 o e 6 o ) 2. Deve o médico buscar a mais ampla

Leia mais

UMA REVISÃO SISTEMÁTICA: O PROFISSIONAL DE SAÚDE E SEU OLHAR SOBRE O IDOSO E A AIDS

UMA REVISÃO SISTEMÁTICA: O PROFISSIONAL DE SAÚDE E SEU OLHAR SOBRE O IDOSO E A AIDS UMA REVISÃO SISTEMÁTICA: O PROFISSIONAL DE SAÚDE E SEU OLHAR SOBRE O IDOSO E A AIDS Nayara Ferreira da Costa¹; Maria Luisa de Almeida Nunes ²; Larissa Hosana Paiva de Castro³; Alex Pereira de Almeida 4

Leia mais

O ACONSELHAMENTO NO HIV EM UMA COMUNIDADE COMO MEDIDA PREVENTIVA

O ACONSELHAMENTO NO HIV EM UMA COMUNIDADE COMO MEDIDA PREVENTIVA O ACONSELHAMENTO NO HIV EM UMA COMUNIDADE COMO MEDIDA PREVENTIVA Zardo L*¹ Silva CL*² Zarpellon LD*³ Cabral LPA* 4 Resumo O Vírus da Imunodeficiência humana (HIV) é um retrovírus que ataca o sistema imunológico.através

Leia mais

Projeto Verão Sem AIDS Valorizando a Vida

Projeto Verão Sem AIDS Valorizando a Vida 1 Projeto Verão Sem AIDS Valorizando a Vida O PROJETO VERÃO SEM AIDS VALORIZANDO A VIDA foi idealizado por João Donizeti Scaboli, Diretor do da FEQUIMFAR. Iniciamos de forma pioneira em 1994, quando o

Leia mais

REDUÇÃO DE DANOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE

REDUÇÃO DE DANOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE REDUÇÃO DE DANOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE Prevalência do HIV nas Populações mais Vulneráveis População em geral 0,65% Profissionais do sexo 6,6% Presidiários - 20% Usuários de drogas injetáveis 36,5% REDUÇÃO

Leia mais

POLÍTICA BRASILEIRA DE AIDS PRINCIPAIS RESULTADOS E AVANÇOS 1994 2002

POLÍTICA BRASILEIRA DE AIDS PRINCIPAIS RESULTADOS E AVANÇOS 1994 2002 POLÍTICA BRASILEIRA DE AIDS PRINCIPAIS RESULTADOS E AVANÇOS 1994 2002 PREVENÇÃO ASSISTÊNCIA E TRATAMENTO DIREITOS HUMANOS COOPERAÇÃO INTERNACIONAL DESAFIOS PREVENÇÃO Mais de 30 campanhas de massa para

Leia mais

Publicação DOU nº 98, seção 1 de 23 de maio de 2007

Publicação DOU nº 98, seção 1 de 23 de maio de 2007 Publicação DOU nº 98, seção 1 de 23 de maio de 2007 Atos do Poder Executivo DECRETO Nº 6.117, DE 22 DE MAIO DE 2007 Aprova a Política Nacional sobre o Álcool, dispõe sobre as medidas para redução do uso

Leia mais

ROSO, Adriane Rubio¹; SANTOS, Claudia Soder²; BERNI, Vanessa Limana³; ALMEIDA, Nathiele Berger 4.

ROSO, Adriane Rubio¹; SANTOS, Claudia Soder²; BERNI, Vanessa Limana³; ALMEIDA, Nathiele Berger 4. ESPAÇO DE COMPARTILHAMENTOS SOBRE O ADOLESCER COM HIV/AIDS ROSO, Adriane Rubio¹; SANTOS, Claudia Soder²; BERNI, Vanessa Limana³; ALMEIDA, Nathiele Berger 4. ¹ Docente do Programa de Pós-Graduação em Psicologia

Leia mais

PLANO ESTADUAL DE ENFRENTAMENTO DA FEMINIZAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS DE GOIÁS

PLANO ESTADUAL DE ENFRENTAMENTO DA FEMINIZAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS DE GOIÁS PLANO ESTADUAL DE ENFRENTAMENTO DA FEMINIZAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS DE GOIÁS Diagnóstico Operacionalização do Plano Estadual Contexto de vulnerabilidade 1. Relações desiguais de gênero Ações governamentais

Leia mais

Carvalho Goretti Moreira Leal de, Themis; Ribas Almeida, Milene. Brasil RESUMO

Carvalho Goretti Moreira Leal de, Themis; Ribas Almeida, Milene. Brasil RESUMO ID:862 PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA AMPLIANDO AS AÇÕES DE PREVENÇÃO EM DST/AIDS E HEPATITES VIRAIS JUNTO À POPULAÇÃO ESCOLAR: UM ESPAÇO PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL E PROMOÇÃO DA SAÚDE Carvalho Goretti

Leia mais

Projetos de Extensão SERVIÇO SOCIAL Estudo sociais em parceria com o fórum de UVA

Projetos de Extensão SERVIÇO SOCIAL Estudo sociais em parceria com o fórum de UVA Projetos de Extensão SERVIÇO SOCIAL Estudo sociais em parceria com o fórum de UVA Serviços técnicos do Serviço Social na área da família e infância nos processos do Fórum de União da Vitória O Serviço

Leia mais

RELAÇÃO ENTRE OS GÊNEROS E O NÍVEL DE INFORMAÇÃO DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS EM RELAÇÃO AO HIV/AIDS

RELAÇÃO ENTRE OS GÊNEROS E O NÍVEL DE INFORMAÇÃO DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS EM RELAÇÃO AO HIV/AIDS RELAÇÃO ENTRE OS GÊNEROS E O NÍVEL DE INFORMAÇÃO DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS EM RELAÇÃO AO HIV/AIDS Maria Thereza Ávila Dantas Coelho 1 Vanessa Prado Santos 2 Márcio Pereira Pontes 3 Resumo O controle

Leia mais

Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas investe R$ 400 milhões em ações de saúde, assistência e repressão ao tráfico

Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas investe R$ 400 milhões em ações de saúde, assistência e repressão ao tráfico Presidência da República Secretaria de Imprensa. Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas investe R$ 400 milhões em ações de saúde, assistência e repressão ao tráfico Em resposta aos desafios

Leia mais

1948 Lista os direitos e deveres fundamentais de todo ser humano. 1959 Estabelece direitos universais das crianças.

1948 Lista os direitos e deveres fundamentais de todo ser humano. 1959 Estabelece direitos universais das crianças. LEVANTAMENTO DOS MARCOS LÓGICOS E LEGAIS DO PROGRAMA NACIONAL DE DST E AIDS PNDST-AIDS 1. Marcos Lógicos NORMATIVAS INTERNACIONAIS DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS 1948 Lista os direitos e deveres

Leia mais

Carta de Campinas 1) QUANTO AO PROBLEMA DO MANEJO DAS CRISES E REGULAÇÃO DA PORTA DE INTERNAÇÃO E URGÊNCIA E EMERGÊNCIA,

Carta de Campinas 1) QUANTO AO PROBLEMA DO MANEJO DAS CRISES E REGULAÇÃO DA PORTA DE INTERNAÇÃO E URGÊNCIA E EMERGÊNCIA, Carta de Campinas Nos dias 17 e 18 de junho de 2008, na cidade de Campinas (SP), gestores de saúde mental dos 22 maiores municípios do Brasil, e dos Estados-sede desses municípios, além de profissionais

Leia mais

Jornalismo Cidadão: o voluntariado no aprendizado com a AIDS 1

Jornalismo Cidadão: o voluntariado no aprendizado com a AIDS 1 Jornalismo Cidadão: o voluntariado no aprendizado com a AIDS 1 Juliana Paul MOSTARDEIRO 2 Rondon Martim Souza de CASTRO 3 Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS. RESUMO O Projeto Jornalismo

Leia mais

Objetivo 2 Ampliar e qualificar o acesso integral e universal à prevenção das DST/HIV/aids para Gays, outros HSH e Travestis.

Objetivo 2 Ampliar e qualificar o acesso integral e universal à prevenção das DST/HIV/aids para Gays, outros HSH e Travestis. Histórico 1º semestre de 2008 Elaboração do Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia de Aids e das DST entre gays, hsh e travestis Agos/08 Oficina Macro Sudeste para apresentação do Plano Nacional Set/08

Leia mais

Estado de Mato Grosso Prefeitura Municipal de Itanhangá CNPJ: 07.209.225/0001-00 Gestão 2013/2016

Estado de Mato Grosso Prefeitura Municipal de Itanhangá CNPJ: 07.209.225/0001-00 Gestão 2013/2016 LEI Nº 325/2013 Data: 04 de Novembro de 2013 SÚMULA: Dispõe sobre o Plano Municipal de Políticas Públicas Sobre Drogas, que tem por finalidade fortalecer e estruturar o COMAD como órgão legítimo para coordenar,

Leia mais

Política Nacional sobre Drogas e o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas Crack, é possível vencer. SALVADOR/BA ABRIL de 2012

Política Nacional sobre Drogas e o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas Crack, é possível vencer. SALVADOR/BA ABRIL de 2012 Política Nacional sobre Drogas e o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas Crack, é possível vencer SALVADOR/BA ABRIL de 2012 MARCOS HISTÓRICOS 1998: Adesão do Brasil aos princípios diretivos

Leia mais

Os caminhos e descaminhos de uma epidemia global

Os caminhos e descaminhos de uma epidemia global Os caminhos e descaminhos de uma epidemia global Por Rodrigo Cunha 5 de junho de 1981. O Relatório Semanal de Morbidez e Mortalidade do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos

Leia mais

EXPOSIÇÃO DE RISCO DOS PARTICIPANTES DO PROJETO UEPG-ENFERMAGEM NA BUSCA E PREVENÇÃO DO HIV/AIDS

EXPOSIÇÃO DE RISCO DOS PARTICIPANTES DO PROJETO UEPG-ENFERMAGEM NA BUSCA E PREVENÇÃO DO HIV/AIDS 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA EXPOSIÇÃO DE RISCO DOS PARTICIPANTES DO PROJETO UEPG-ENFERMAGEM

Leia mais

OFICINA: SEXUALIDADE

OFICINA: SEXUALIDADE OFICINA: SEXUALIDADE Daniele Costa Tatiane Fontoura Garcez APRESENTAÇÃO A oficina tem como tema a Sexualidade, será realizado no Instituto Estadual de Educação Bernardino Ângelo, no dia 25/08/2014, segunda-feira,

Leia mais

1. Como se dá o trabalho de psicólogos com dependentes químicos atualmente no Brasil, na área de políticas públicas para a Saúde?

1. Como se dá o trabalho de psicólogos com dependentes químicos atualmente no Brasil, na área de políticas públicas para a Saúde? Entrevista com Nelio Zuccaro (CRP 05/1638), psicólogo técnico da Gerência de DST/Aids, Sangue e Hemoderivados da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, e ex-conselheiro do CRP-RJ.

Leia mais

LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA Governador do Estado. EDUARDO PINHO MOREIRA Vice-Governador. CARMEM EMÍLIA BONFÁ ZANOTTO Secretária de Estado da Saúde

LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA Governador do Estado. EDUARDO PINHO MOREIRA Vice-Governador. CARMEM EMÍLIA BONFÁ ZANOTTO Secretária de Estado da Saúde LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA Governador do Estado EDUARDO PINHO MOREIRA Vice-Governador CARMEM EMÍLIA BONFÁ ZANOTTO Secretária de Estado da Saúde LESTER PEREIRA Diretor Geral WINSTON LUIZ ZOMKOWSKI Superintendente

Leia mais

VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE

VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE Um modelo de assistência descentralizado que busca a integralidade, com a participação da sociedade, e que pretende dar conta da prevenção, promoção e atenção à saúde da população

Leia mais

PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ

PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ MINISTÉRIO DA SAÚDE IMPACTO DA VIOLÊNCIA NA SAÚDE DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ VOCÊ É A PEÇA PRINCIPAL PARA ENFRENTAR ESTE PROBLEMA Brasília - DF 2008

Leia mais

Organização Mundial da Saúde

Organização Mundial da Saúde TRADUÇÃO LIVRE, ADAPTADA AO PORTUGUÊS PELA OPAS/OMS BRASIL. Organização Mundial da Saúde Uma Resposta Sustentável do Setor Saúde ao HIV Estratégia mundial do setor da saúde contra o HIV/aids para 2011-2015

Leia mais

Terceira Idade: não leve um baile do HIV! Alexandre Ramos Lazzarotto alazzar@terra.com.br 9808-5714

Terceira Idade: não leve um baile do HIV! Alexandre Ramos Lazzarotto alazzar@terra.com.br 9808-5714 Terceira Idade: não leve um baile do HIV! Alexandre Ramos Lazzarotto alazzar@terra.com.br 9808-5714 Número de casos de AIDS no Brasil 77.639 433.067 37.968 13.200 572 Região Sul RS POA NH Localidades BRASIL.

Leia mais

POLÍTICA NACIONAL SOBRE DROGAS

POLÍTICA NACIONAL SOBRE DROGAS GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL CONSELHO NACIONAL ANTIDROGAS RESOLUÇÃO Nº3/GSIPR/CH/CONAD, DE 27 DE OUTUBRO DE 2005 Aprova a Política Nacional Sobre Drogas O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL ANTIDROGAS

Leia mais

Resumo do Perfil epidemiológico por regiões. HIV e Aids no Município de São Paulo 2014 SAÚDE 1

Resumo do Perfil epidemiológico por regiões. HIV e Aids no Município de São Paulo 2014 SAÚDE 1 Resumo do Perfil epidemiológico por regiões HIV e Aids no Município de São Paulo 2014 Resumo do perfil epidemiológico por regiões SAÚDE 1 HIV e Aids no Município de São Paulo 2014 APRESENTAçÃO Hoje, no

Leia mais

VIII Jornada de Estágio de Serviço Social ASSOCIAÇÃO REVIVER DE ASSISTÊNCIA AO PORTADOR DO VÍRUS HIV

VIII Jornada de Estágio de Serviço Social ASSOCIAÇÃO REVIVER DE ASSISTÊNCIA AO PORTADOR DO VÍRUS HIV VIII Jornada de Estágio de Serviço Social ASSOCIAÇÃO REVIVER DE ASSISTÊNCIA AO PORTADOR DO VÍRUS HIV HEY, Claudia Maria 1 BONOMETO, Tatiane Caroline 2 TRENTINI, Fabiana Vosgerau 3 Apresentador (es): Claudia

Leia mais

PLANO DE ENFRENTAMENTO DA EPIDEMIA DE AIDS E DAS DST ENTRE POPULAÇÃO DE GAYS, HSH E TRAVESTIS PERNAMBUCO

PLANO DE ENFRENTAMENTO DA EPIDEMIA DE AIDS E DAS DST ENTRE POPULAÇÃO DE GAYS, HSH E TRAVESTIS PERNAMBUCO PLANO DE ENFRENTAMENTO DA EPIDEMIA DE AIDS E DAS DST ENTRE POPULAÇÃO DE GAYS, HSH E TRAVESTIS PERNAMBUCO OBJETIVO GERAL DO PLANO ESTADUAL Enfrentar a epidemia do HIV/aids e das DST entre gays, outros HSH

Leia mais

DIÁRIO OFICIAL Nº. 31447 de 25/06/2009 GABINETE DA GOVERNADORA DECRETOS

DIÁRIO OFICIAL Nº. 31447 de 25/06/2009 GABINETE DA GOVERNADORA DECRETOS DIÁRIO OFICIAL Nº. 31447 de 25/06/2009 GABINETE DA GOVERNADORA DECRETOS Número de Publicação: 9546 D E C R E T O Nº 1.763, DE 24 DE JUNHO DE 2009 Institui a Política Estadual sobre Drogas, cria o Sistema

Leia mais

Caderno de Propostas. 26, 27 e 28 de abril de 2013 Espaço APAS - São Paulo

Caderno de Propostas. 26, 27 e 28 de abril de 2013 Espaço APAS - São Paulo Caderno de Propostas VIII COREP - SP Congresso Regional de Psicologia Psicologia, Ética e Cidadania: Práticas Profissionais a Serviço da Garantia de Direitos 26, 27 e 28 de abril de 2013 Espaço APAS -

Leia mais

I n f o r m e E p i d e m i o l ó g i c o D S T - A I D S 1

I n f o r m e E p i d e m i o l ó g i c o D S T - A I D S 1 1 2 GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO SECRETÁRIO DE ESTADO DE SAÚDE José Leôncio de Andrade Feitosa SUPERINTENDENTE DE SAÚDE Angela Cristina Aranda SUPERINTENDENTE

Leia mais

SAÚDE MENTAL E ATENÇÃO BÁSICA O VÍNCULO E O DIÁLOGO NECESSÁRIOS ÍNDICE

SAÚDE MENTAL E ATENÇÃO BÁSICA O VÍNCULO E O DIÁLOGO NECESSÁRIOS ÍNDICE MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE AÇÕES PROGRAMÁTICAS ESTRATÉGICAS / DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO GERAL DE SAÚDE MENTAL COORDENAÇÃO DE GESTÃO DA ATENÇÃO BÁSICA

Leia mais

A POLÍTICA DE DST/AIDS NA VISÃO DE UM TRABALHADOR DO SUS. SORAIA REDA GILBER Farmacêutica Bioquímica LACEN PR

A POLÍTICA DE DST/AIDS NA VISÃO DE UM TRABALHADOR DO SUS. SORAIA REDA GILBER Farmacêutica Bioquímica LACEN PR A POLÍTICA DE DST/AIDS NA VISÃO DE UM TRABALHADOR DO SUS SORAIA REDA GILBER Farmacêutica Bioquímica LACEN PR BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO DA AIDS NO BRASIL Desde o início de 1980 até junho de 2012 foram registrados

Leia mais

Hepatites virais no Brasil: situação, ações e agenda

Hepatites virais no Brasil: situação, ações e agenda Hepatites virais no Brasil: situação, ações e agenda Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais Secretaria de Vigilância em Saúde Ministério da Saúde I. Apresentação II. Contexto epidemiológico III.

Leia mais

COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS DO SENADO FEDERAL. Brasília maio 2010

COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS DO SENADO FEDERAL. Brasília maio 2010 COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS DO SENADO FEDERAL Brasília maio 2010 Audiência Pública: o avanço e o risco do consumo de crack no Brasil Francisco Cordeiro Coordenação de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas

Leia mais

Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional

Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional CAPÍTULO I PRINCÍPIOS NORTEADORES Art. 1º Os procedimentos em saúde mental a serem adotados

Leia mais

Por que esses números são inaceitáveis?

Por que esses números são inaceitáveis? MANIFESTO DAS ONGS AIDS DE SÃO PAULO - 19/11/2014 AIDS: MAIS DE 12.000 MORTOS POR ANO NO BRASIL! É DESUMANO, É INADMISSÍVEL, É INACEITÁVEL. PRESIDENTE DILMA, NÃO DEIXE O PROGRAMA DE AIDS MORRER! Atualmente,

Leia mais

Universidade Estadual de Goiás Centro Regional de Referência

Universidade Estadual de Goiás Centro Regional de Referência Universidade Estadual de Goiás Centro Regional de Referência CURSO DE ATUALIZAÇÃO SOBRE INTERVENÇÃO BREVE E ACONSELHAMENTO MOTIVACIONAL PARA USUÁRIOS DE ÁLCOOL, CRACK E OUTRAS DROGAS Rede de Atenção e

Leia mais

SITUAÇÃO DO HIV/AIDS NO BRASIL E OS FATORES QUE INFLUENCIAM A INFECÇÃO

SITUAÇÃO DO HIV/AIDS NO BRASIL E OS FATORES QUE INFLUENCIAM A INFECÇÃO SITUAÇÃO DO HIV/AIDS NO BRASIL E OS FATORES QUE INFLUENCIAM A INFECÇÃO Jader Dornelas Neto 1 ; Daniel Antonio Carvalho dos Santos 2 ; Guilherme Elcio Zonta 3 ; Simone Martins Bonafé 4 RESUMO: O objetivo

Leia mais

Princípios Gerais. Política Nacional de Saúde Integral da População Negra 15/10/2012

Princípios Gerais. Política Nacional de Saúde Integral da População Negra 15/10/2012 Princípios Gerais Política Nacional de Saúde Integral da População Negra PORTARIA Nº 992, DE 13 DE MAIO DE 2009 Profª Carla Pintas A Constituição de 1988 assumiu o caráter de Constituição Cidadã, em virtude

Leia mais

Os Sentidos da Prevenção à Aids na Contemporaneidade

Os Sentidos da Prevenção à Aids na Contemporaneidade Os Sentidos da Prevenção à Aids na Contemporaneidade Congresso de Prevenção à Aids e de Saúde Sexual e Reprodutiva (Gapa-Bahia) Salvador, 19.03.07 Cristina Câmara Contexto social da aids no Brasil Democratização

Leia mais

Adolescentes e jovens preparados para tomar suas próprias decisões reprodutivas

Adolescentes e jovens preparados para tomar suas próprias decisões reprodutivas Adolescentes e jovens preparados para tomar suas próprias decisões reprodutivas Andrea da Silveira Rossi Brasília, 15 a 18 out 2013 Relato de adolescentes e jovens vivendo com HIV Todo adolescente pensa

Leia mais

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Anais. III Seminário Internacional Sociedade Inclusiva. Ações Inclusivas de Sucesso

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Anais. III Seminário Internacional Sociedade Inclusiva. Ações Inclusivas de Sucesso Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Anais III Seminário Internacional Sociedade Inclusiva Ações Inclusivas de Sucesso Belo Horizonte 24 a 28 de maio de 2004 Realização: Pró-reitoria de Extensão

Leia mais

¹Assistente Social da Associação Reviver do Portador do Vírus HIV, graduada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa.

¹Assistente Social da Associação Reviver do Portador do Vírus HIV, graduada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. IX Jornada de Estágio de Serviço Social ASSOCIAÇÃO REVIVER DE ASSISTÊNCIA AO PORTADOR DO VÍRUS HIV HEY, Claudia Maria¹ BONOMETO, Tatiane Caroline² PREUSS, Lislei Teresinha³ Apresentador (a): Tatiane Caroline

Leia mais

Crack, é possível vencer

Crack, é possível vencer Crack, é possível vencer Prevenção Educação, Informação e Capacitação Aumento da oferta de tratamento de saúde e atenção aos usuários Autoridade Enfrentamento ao tráfico de drogas e às organizações criminosas

Leia mais

Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas

Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas RESULTADOS Setembro 2010 Parcerias Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; Casa Civil da Presidência da República; Secretaria-Geral

Leia mais

REVELAÇÃO DIAGNÓSTICA. Eliana Galano Psicóloga Ambulatório de Pediatria CEADIPE - CRT-DST/AIDS - SP

REVELAÇÃO DIAGNÓSTICA. Eliana Galano Psicóloga Ambulatório de Pediatria CEADIPE - CRT-DST/AIDS - SP REVELAÇÃO DIAGNÓSTICA Eliana Galano Psicóloga Ambulatório de Pediatria CEADIPE - CRT-DST/AIDS - SP Cenário Eficácia dos esquemas terapêuticos Aumento do número de crianças que atingem a idade escolar e

Leia mais

O PAPEL DO ASSISTENTE SOCIAL NA SAÚDE PÚBLICA NO MUNICÍPIO DE TRÊS LAGOAS

O PAPEL DO ASSISTENTE SOCIAL NA SAÚDE PÚBLICA NO MUNICÍPIO DE TRÊS LAGOAS O PAPEL DO ASSISTENTE SOCIAL NA SAÚDE PÚBLICA NO MUNICÍPIO DE TRÊS LAGOAS MÁRCIA APARECIDA DOS SANTOS SOLANGE RODRIGUES DE ALMEIDA BERNACHI ACADEMICAS DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL 2012 ASSOCIAÇÃO DE ENSINO

Leia mais

PLANO DE ENFRENTAMENTO DA EPIDEMIA DE AIDS E DAS DST ENTRE A POPULAÇÃO DE GAYS, HSH E TRAVESTIS RIO GRANDE DO SUL

PLANO DE ENFRENTAMENTO DA EPIDEMIA DE AIDS E DAS DST ENTRE A POPULAÇÃO DE GAYS, HSH E TRAVESTIS RIO GRANDE DO SUL PLANO DE ENFRENTAMENTO DA EPIDEMIA DE AIDS E DAS DST ENTRE A POPULAÇÃO DE GAYS, HSH E TRAVESTIS RIO GRANDE DO SUL Criar dados sobre a população de gays, HSH e travestis. Encaminhamentos (SINAN x campos

Leia mais

CONSCIENTIZAÇÃO DA IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO DAS DST s/aids NO MUNICÍPIO DE PITIMBU/PB

CONSCIENTIZAÇÃO DA IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO DAS DST s/aids NO MUNICÍPIO DE PITIMBU/PB CONSCIENTIZAÇÃO DA IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO DAS DST s/aids NO MUNICÍPIO DE PITIMBU/PB Macilene Severina da Silva 1 (merciens@zipmail.com.br); Marcelo R.da Silva 1 (tcheillo@zipmail.com.br); Analice M.

Leia mais

Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack, Álcool e outras drogas. Governo Federal

Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack, Álcool e outras drogas. Governo Federal Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack, Álcool e outras drogas. Governo Federal O QUE É? Conjunto de medidas, que pretende reorganizar o atendimento aos dependentes químicos na Rede do Sistema Único

Leia mais

Documento que marca as reformas na atenção à saúde mental nas Américas.

Documento que marca as reformas na atenção à saúde mental nas Américas. CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas LEVANTAMENTO DOS MARCOS TEÓRICOS E LEGAIS DO CAPS CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL 1. Marco Teórico NORMATIVAS

Leia mais

SAúDE e PReVENÇãO NaS ESCoLAS Atitude pra curtir a vida

SAúDE e PReVENÇãO NaS ESCoLAS Atitude pra curtir a vida SAúDE e PReVENÇãO NaS ESCoLAS Atitude pra curtir a vida UNAIDS/ONUSIDA Relatório para o Dia Mundial de Luta contra AIDS/SIDA 2011 Principais Dados Epidemiológicos Pedro Chequer, Diretor do UNAIDS no Brasil

Leia mais

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. PORTARIA Nº 1.927, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2014 (DOU de 11/12/2014 Seção I Pág. 82)

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. PORTARIA Nº 1.927, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2014 (DOU de 11/12/2014 Seção I Pág. 82) MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO PORTARIA Nº 1.927, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2014 (DOU de 11/12/2014 Seção I Pág. 82) Estabelece orientações sobre o combate à discriminação relacionada ao HIV e a Aids nos

Leia mais

Plano Municipal de Enfrentamento ao uso prejudicial de Crack, Álcool e Outras Drogas

Plano Municipal de Enfrentamento ao uso prejudicial de Crack, Álcool e Outras Drogas Plano Municipal de Enfrentamento ao uso prejudicial de Crack, Álcool e Outras Drogas 1. APRESENTAÇÃO e JUSTIFICATIVA: O consumo de crack vem aumentando nas grandes metrópoles, constituindo hoje um problema

Leia mais

Ministério da Saúde Área Técnica de Saúde Mental Álcool e outras Drogas Miriam Di Giovanni Curitiba/PR - 12/11/2010

Ministério da Saúde Área Técnica de Saúde Mental Álcool e outras Drogas Miriam Di Giovanni Curitiba/PR - 12/11/2010 Saúde da População em Situação de Rua, com foco em Saúde Mental Consultório de Rua Ministério da Saúde Área Técnica de Saúde Mental Álcool e outras Drogas Miriam Di Giovanni Curitiba/PR - 12/11/2010 Saúde

Leia mais

AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007

AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007 AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007 Notas importantes: O Banco de dados (BD) do Sistema de Informação Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) vem sofrendo nos últimos

Leia mais

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento;

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Objetivo geral Promover a igualdade no mundo do trabalho e a autonomia

Leia mais

ACOLHIMENTO DE PARTICIPANTES EM UM PROJETO: PERFIL DOS POSSÍVEIS PORTADORES DE HIV/AIDS

ACOLHIMENTO DE PARTICIPANTES EM UM PROJETO: PERFIL DOS POSSÍVEIS PORTADORES DE HIV/AIDS 110. ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA ACOLHIMENTO DE PARTICIPANTES

Leia mais

Álcool e Outras Drogas no Contexto da Saúde Mental

Álcool e Outras Drogas no Contexto da Saúde Mental Álcool e Outras Drogas no Contexto da Saúde Mental 1º SEMINÁRIO ESTADUAL DE ENFRENTAMENTO AO CRACK 05 DE JULHO DE 2010 Rossana Rameh Psicóloga, Mestre em Saúde Coletiva, Técnica de saúde Mental e Redução

Leia mais

Novas tecnologias de prevenção: desafios do ativismo. Mário Scheffer 11/09/2014

Novas tecnologias de prevenção: desafios do ativismo. Mário Scheffer 11/09/2014 Novas tecnologias de prevenção: desafios do ativismo Mário Scheffer 11/09/2014 Para início de conversa.. Lugar da sociedade civil... Discutir/compreender as novas tecnologias Formar/capacitar o movimento,

Leia mais

Contextos e desafios para o acesso universal a prevenção, assistência e tratamento em ambientes penitenciários

Contextos e desafios para o acesso universal a prevenção, assistência e tratamento em ambientes penitenciários Contextos e desafios para o acesso universal a prevenção, assistência e tratamento em ambientes penitenciários MISSÃO DO DAPES O Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas em Saúde (DAPES) tem

Leia mais

HIV. O vírus da imunodeficiência humana HIV-1 e HIV-2 são membros da família Retroviridae, na subfamília Lentividae.

HIV. O vírus da imunodeficiência humana HIV-1 e HIV-2 são membros da família Retroviridae, na subfamília Lentividae. A Equipe Multiprofissional de Saúde Ocupacional da UDESC lembra: Dia 01 de dezembro é dia mundial de prevenção à Aids! Este material foi desenvolvido por alunos do Departamento de Enfermagem da Universidade

Leia mais

Gisane kelly Silva de Miranda 1 Rosimere Pessoa de Souza 2

Gisane kelly Silva de Miranda 1 Rosimere Pessoa de Souza 2 Gisane kelly Silva de Miranda 1 Rosimere Pessoa de Souza 2 Resumo: O presente trabalho tem por intuito analisar os fatores que condicionam o aumento da vulnerabilidade da transmissão do vírus do HIV entre

Leia mais

O CUIDADO QUE EU PRECISO

O CUIDADO QUE EU PRECISO O CUIDADO QUE EU PRECISO GOVERNO FEDERAL GOVERNO ESTADUAL GOVERNO MUNICIPAL MOVIMENTOS SOCIAIS MEIOS DE COMUNICAÇÃO O CUIDADO QUE EU PRECISO Serviço Hospitalar de Referência AD CAPS AD III Pronto Atendimento

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE SES/GO

SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE SES/GO SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE SES/GO SUPERINTENDÊNCIA DE POLÍTICAS DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE-SPAIS Goiânia Agosto/2011 SUPERINTENDÊNCIA DE POLÍTICAS DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE - SPAIS 6. GERÊNCIA DE

Leia mais

O Perfil Dos Usuários Do Grupo De Apoio Às DST s E AIDS, Viçosa - MG 1

O Perfil Dos Usuários Do Grupo De Apoio Às DST s E AIDS, Viçosa - MG 1 O Perfil Dos Usuários Do Grupo De Apoio Às DST s E AIDS, Viçosa - MG 1 Talita da Conceição de Oliveira Fonseca. Economista Doméstica. Endereço: Rua João Valadares Gomes nº 210, bairro JK, Viçosa-MG. E-mail:

Leia mais

Briefing. Boletim Epidemiológico 2010

Briefing. Boletim Epidemiológico 2010 Briefing Boletim Epidemiológico 2010 1. HIV Estimativa de infectados pelo HIV (2006): 630.000 Prevalência da infecção (15 a 49 anos): 0,61 % Fem. 0,41% Masc. 0,82% 2. Números gerais da aids * Casos acumulados

Leia mais

Construção de um sistema de monitoramento da epidemia de aids: Desafios e Lições Aprendidas

Construção de um sistema de monitoramento da epidemia de aids: Desafios e Lições Aprendidas Construção de um sistema de monitoramento da epidemia de aids: Desafios e Lições Aprendidas XVIII Congresso Mundial de Epidemiologia Porto Alegre, 21-24 de outubro 2008 Célia Landmann Szwarcwald celials@cict.fiocruz.br

Leia mais

Apresentação Este documento apresenta as diretrizes e estratégias propostas pelo Programa Municipal de Atenção às Drogas da Prefeitura de São José

Apresentação Este documento apresenta as diretrizes e estratégias propostas pelo Programa Municipal de Atenção às Drogas da Prefeitura de São José 1 2 Apresentação Este documento apresenta as diretrizes e estratégias propostas pelo Programa Municipal de Atenção às Drogas da Prefeitura de São José dos Campos-SP. Trata-se de um conjunto de ações intersecretariais,

Leia mais

QUANTO ANTES VOCÊ TRATAR, MAIS FÁCIL CURAR.

QUANTO ANTES VOCÊ TRATAR, MAIS FÁCIL CURAR. QUANTO ANTES VOCÊ TRATAR, MAIS FÁCIL CURAR. E você, profissional de saúde, precisa estar bem informado para contribuir no controle da tuberculose. ACOLHIMENTO O acolhimento na assistência à saúde diz respeito

Leia mais

Termos de Referência Projeto BRA5U201

Termos de Referência Projeto BRA5U201 Plano Integrado de enfrentamento à epidemia Projeto: BRA5U201 Fortalecimento das capacidades nacionais para a promoção e atenção à saúde sexual e reprodutiva e redução da morbi-mortalidade materna Produto

Leia mais

Porque a violência e o trauma tornaram-se um problema de Saúde Pública e o que fazer para diminuir sua incidência?

Porque a violência e o trauma tornaram-se um problema de Saúde Pública e o que fazer para diminuir sua incidência? Porque a violência e o trauma tornaram-se um problema de Saúde Pública e o que fazer para diminuir sua incidência? Dados preliminares do sistema de informações de mortalidade do Ministério da Saúde de

Leia mais

Proposta. Projeto Brasileiro. Brasília, outubro de 2012

Proposta. Projeto Brasileiro. Brasília, outubro de 2012 Proposta Projeto Brasileiro Brasília, outubro de 2012 1 - Existe, em seu país, política pública, programa ou estratégia de acesso ao Direito, para a população em condição de vulnerabilidade (grupos vulneráveis)?

Leia mais

AIDS Preocupa Terceira Idade 1. Giovanna Menezes FARIA 2 Hendryo ANDRÉ 3 Centro Universitário Autônomo do Brasil - UniBrasil, Curitiba, PR

AIDS Preocupa Terceira Idade 1. Giovanna Menezes FARIA 2 Hendryo ANDRÉ 3 Centro Universitário Autônomo do Brasil - UniBrasil, Curitiba, PR AIDS Preocupa Terceira Idade 1 Giovanna Menezes FARIA 2 Hendryo ANDRÉ 3 Centro Universitário Autônomo do Brasil - UniBrasil, Curitiba, PR RESUMO Os primeiros casos de HIV, vírus da síndrome da imunodeficiência

Leia mais

Senado Federal. Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas SENAD Ministério da Justiça

Senado Federal. Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas SENAD Ministério da Justiça Senado Federal Comissão de Assuntos Sociais i Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas SENAD Ministério da Justiça Contexto mundial: Consumo de drogas ilícitas Estima, entre 149 e 272 milhões, o nº

Leia mais

INSTITUTO PATRÍCIA GALVÃO

INSTITUTO PATRÍCIA GALVÃO INSTITUTO PATRÍCIA GALVÃO Comunicação e Mídia Pesquisa Instituto Patrícia Galvão IBOPE, em parceria com o UNIFEM ATITUDES FRENTE AO CRESCIMENTO DA AIDS NO BRASIL Aumento da AIDS em mulheres está entre

Leia mais

AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007

AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007 AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007 Notas importantes: O Banco de dados (BD) do Sistema de Informação Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) vem sofrendo nos últimos

Leia mais

Incluir no pagamento por performance o preenchimento da variável raça/cor.

Incluir no pagamento por performance o preenchimento da variável raça/cor. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE E DEFESA CIVIL SUBSECRETARIA DE PROMOÇÃO, ATENÇÃO PRIMÁRIA E VIGILÂNCIA EM SAÚDE SUPERINTENDÊNCIA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE COORDENAÇÃO DE

Leia mais

PROPOSTA PARA CASAS DE APOIO PARA ADULTOS QUE VIVEM COM HIV/AIDS - ESTADO DE SANTA CATARINA

PROPOSTA PARA CASAS DE APOIO PARA ADULTOS QUE VIVEM COM HIV/AIDS - ESTADO DE SANTA CATARINA ESTADO DE SANTA CATARINA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA PROPOSTA PARA CASAS DE APOIO PARA ADULTOS QUE VIVEM COM HIV/AIDS - ESTADO DE SANTA CATARINA

Leia mais

Experiência: Sistema de Controle logístico de Medicamentos Antirretrovirais - SICLOM

Experiência: Sistema de Controle logístico de Medicamentos Antirretrovirais - SICLOM Experiência: Sistema de Controle logístico de Medicamentos Antirretrovirais - SICLOM Secretaria de Vigilância em Saúde Ministério da Saúde Responsável: Juliana Monteiro da Cruz, Gerente de Desenvolvimento

Leia mais