Eduardo Müller Monteiro Instituto Acende Brasil. Painel 3 REGULAÇÃO TARIFÁRIA: Um Novo Regime para uma Nova Realidade

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2 Eduardo Müller Monteiro Instituto Acende Brasil Painel 3 REGULAÇÃO TARIFÁRIA: Um Novo Regime para uma Nova Realidade 2

3 REGULAÇÃO TARIFÁRIA: Um novo regime para uma nova realidade 20 DE AGOSTO, TARDE PAINEL 3 - REGULAÇÃO TARIFÁRIA: UM NOVO REGIME PARA UMA NOVA REALIDADE 14H05-14H25 CONTEXTO E QUESTÕES PARA DEBATES - EDUARDO MÜLLER MONTEIRO (INSTITUTO ACENDE BRASIL) 14H25-15H05 KEYNOTE SPEAKER - MICHAEL POLLITT (UNIVERSITY OF CAMBRIDGE) 15H05-15H15 Q&A SESSION 15H15-15H35 COFFEE BREAK 15H35-16H15 KEYNOTE SPEAKER - TIAGO DE BARROS CORREIA (ANEEL) 16H15-16H25 Q&A SESSION 16H25-17H25 PAINEL DE DEBATE FRANCISCO ANUATTI NETO (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO) FERNANDO ALVAREZ (SIGLASUL) CARLOS MOROSOLI (QUANTUM) 3

4 REGULAÇÃO TARIFÁRIA: Um novo regime para uma nova realidade OBJETIVOS DESTE PAINEL: Compartilhar a nova realidade do negócio de distribuição Debater visões de novos modelos de negócio para a distribuição Discutir os desafios da regulação tarifária do futuro 4

5 Perfil de consumo mais volátil Novos padrões já se desenham em outros países Quão rápida será a transição no Brasil? Alteração da composição tarifária Legislação recente aumenta riscos sem retornos Passthrough da Parcela A perto do limite? Inserção de Geração Distribuída Benefício sistêmico: dispersão e alcance Desafio para DisCos: intermitência Impacto de Novas Tecnologias Smart Grid: benefícios e desafios Carro elétrico: novo paradigma? 5

6 Demanda por Eletricidade, por Região, no Cenário Novas Políticas Demanda mais que dobra entre 2012 e 2040 Fonte: IEA_World_Energy_Outlook_2014, Figure 6.1 Cenário Políticas Atuais : demanda cresce 1,5% a.a. Cenário Novas Políticas (Central): demanda cresce 1,1% a.a. (37% até 2040) Cenário 450 : demanda global por energia primária cresce apenas 0,6% a.a. The New Policies Scenario is the central scenario of WEO It takes into account the policies and implementing measures affecting energy markets that had been adopted as of mid-2014, together with relevant policy proposals. These proposals include targets and programmesto support renewable energy, energy efficiency, and alternative fuels and vehicles, as well as commitments to reduce carbon emissions, reform energy subsidies and expand or phase out nuclear power. 6

7 Demanda por Eletricidade per Capita (eixo esquerdo) e Participação de Eletricidade sobre Consumo Final Total (eixo direto), por Região, no Cenário Novas Políticas Fonte: IEA_World_Energy_Outlook_2014, Figure 6.3 KWh per capita: de para ~4.700 Eletricidade: ~20% da Energia Primária 7

8 Apesar do potencial de crescimento em países non OECD, novos padrões de consumo já se desenham em países OECD : EUA e Europa apontam para a inflexão da curva PIB versusdemanda por Energia Intensidade Energética (Energia Primária Total x PIB ) Fonte: IEA_World_Energy_Outlook_2014, Figure 1.1 8

9 Perfil de consumo mais volátil Novos padrões já se desenham em outros países Quão rápida será a transição no Brasil? Alteração da composição tarifária Legislação recente aumenta riscos sem retornos Passthrough da Parcela A perto do limite? Inserção de Geração Distribuída Benefício sistêmico: dispersão e alcance Desafio para DisCos: intermitência Impacto de Novas Tecnologias Smart Grid: benefícios e desafios Carro elétrico: novo paradigma? 9

10 Composição da Tarifa Média (2015) Pass Through no limite? Tributos 30% EBITDA 6% Parcela B 14% Redução da Parcela B: Coloca pressão imediata sobre caixa das concessionárias Parcela A 56% PMSOr 8% Aumenta riscos sem aumento de potencial de retornos Fonte: Abradee. Elaboração: Instituto Acende Brasil 10

11 Aumento Médio das Tarifas em 2015: Atos Regulatórios 23,3% 10,0% Reajuste Tarifário Anual 49,6% Estimativa Preliminar 16,3% Bandeiras Tarifárias Revisão Tarifária Extraordinária Aumento Médio em 2015 Racional Dar sinal econômico ao consumidor para aumento do custo de geração Restabelecer equilíbrio econômicofinanceiro das distribuidoras Inflação (-) Ganhos de Produtividade Fonte: CCEE, Aneel. Cálculo: Instituto Acende Brasil, Mar

12 Perfil de consumo mais volátil Novos padrões já se desenham em outros países Quão rápida será a transição no Brasil? Alteração da composição tarifária Legislação recente aumenta riscos sem retornos Passthrough da Parcela A perto do limite? Inserção de Geração Distribuída Benefício sistêmico: dispersão e alcance Desafio para DisCos: intermitência Impacto de Novas Tecnologias Smart Grid: benefícios e desafios Carro elétrico: novo paradigma? 13

13 Confiabilidade e Segurança Aumento de segurançapara cargas críticas Alívio de congestionamento nas redes de transmissão e distribuição Menores impactos de cyber attacks Benefícios Teóricos da Geração Distribuída Econômicos Emissões Qualidade da Energia Menores perdas Adiamentode investimentos em GTD Redução de custos operacionais via peak shaving Redução de custos com combustíveis Redução de perdas de transporte Redução de emissões Melhoria de perfil de voltagem Redução do flickering Redução de distorções harmônicas Diversidade de fontes Fonte: MIT The Future of the Electric Grid Redução de ocupação fundiária 14

14 Geração de Eletricidade no Brasil, por Fonte A participação de geração hidrelétrica deverá diminuir; A participação de geração termelétrica deverá aumentar; A participação de outras renováveis (biomassa, solar e eólica) deverá aumentar até Fonte: IEA_World_Energy_Outlook_2013, Figure

15 Desafios da Geração Distribuída Um dos maiores desafios emergentes que serão enfrentados pelas redes elétricas é a necessidade de incorporar mais energias renováveis em resposta às políticas de inserção dessasfontes. Boa parte destanova capacidadeviráde solar e eólicae, portanto, produziráumaenergiaque variano tempo e é perfeitamente imprevisível, dificultando a tarefa dos operadores atrelada à necessidade de sincronizar geração e consumo a cada instante. o aumento da penetração de geração distribuída renovável imporádesafiostantopara o planejamentoquantopara a operaçãode sistemas, e poderáaumentarcustospara umaboa parcela dos consumidores. 17

16 Perfil de consumo mais volátil Novos padrões já se desenham em outros países Quão rápida será a transição no Brasil? Alteração da composição tarifária Legislação recente aumenta riscos sem retornos Passthrough da Parcela A perto do limite? Inserção de Geração Distribuída Benefício sistêmico: dispersão e alcance Desafio para DisCos: intermitência Impacto de Novas Tecnologias Smart Grid: benefícios e desafios Carro elétrico: novo paradigma? 18

17 Telecomunicações Internet Portal do consumidor e gerenciamento de energia Sistemas construtivos eficientes PV Renováveis Smart Grid - Benefícios: Controle de sistemas em tempo real Gerenciamento de demanda Sistemas de controle dinâmico Operações da concessionária Gerenciamento de informações Veículos elétricos Interface de controle Geração complementar (solar ou eólica) em pequena escala Sensores, controladores e atuadores de última geração > Geração distribuída e armazenamento Equipamentos inteligentes de uso final Tarifas inteligentes Fonte: EPRI Electric Power Research Institute Smart Grid - Desafios: novo padrão de fluxo elétrico(bidirecional), criando mais complexidade para planejamento e operação, alterando a lógica da relação entre geração e consumo, e impondo novo modelo de negócios para a distribuição. 19

18 Carro Elétrico: Timing para inserção será relevante? Impactos sobre a Rede de Distribuição? Fonte: MIT The Future of the Electric Grid 20

19 Carro Elétrico: Efeito Bateria aprofunda imprevisibilidade para DisCos? O carro pode ser utilizado como bateria nas residências, armazenando a energia enviada pela concessionária quando não há pessoas nas casas. Quando os moradores utilizarem os produtos elétricos na hora de ponta, a energia utilizada será a contida na bateria e não a da concessionária. Como modelar esse efeito de forma integrada? 21

20 O aumento da penetração de veículos elétricos aumentará, se nada for feito, a relação picode demanda / médiade demanda e reduziráa capacidadeutilizadadas redes, aumentando tarifas. Alterações nas políticas tarifárias, instrumentadas por novas tecnologiasde medição, poderãoajudara mitigaresseproblema. Novosregimes regulatóriospoderãosernecessáriospara encorajar a adoção de tecnologias inovadoras de redes. 22

21 REGULAÇÃO TARIFÁRIA: Um novo regime para uma nova realidade OBJETIVOS DESTE PAINEL: Compartilhar a nova realidade do negócio de distribuição Debater visões de novos modelos de negócio para a distribuição Discutir os desafios da regulação tarifária do futuro 23

22 Visões de novos modelos de negócio para a distribuição A típicapropostade valor unidirecionalsegundoa quala concessionária entrega eletricidade para o consumidor final poderádeixarde serválidapara as distribuidorasdo futuro. A partirdo momentoque usuáriosfinaistambémpassama ser fornecedores de energia e de outros serviços(i.e., serviços ancilares, capacidade etc) as transações com valor bidirecional tornar-se-ão mais comuns. As concessionárias precisarão passar a enxergar seus usuários finais não apenas como clientes, mas como potenciais fornecedores, parceiros e competidores. O modelode negóciosdas distribuidorasprecisaevoluirpara capturar as oportunidades e responder às ameaças apresentadas pelos sistemas distribuídos de energia(dess), e isso precisará ser feito a uma velocidade crescente. 24

23 Visões de novos modelos de negócio para a distribuição Eletrodomésticos inteligentes Automóveis elétricos acessíveis Consumidores vendem sobras de energia Sistemas de gerenciamento de energia Novo ambiente regulatório Consumidores com geração própria Tecnologia de baterias Micro-redes Resposta à demanda automatizada Consumidor se conecta à rede com smartphones Horizonte de 10 anos The 10-year landscape Novos ambientes para os consumidores Novas redes Novos modelos de negócio 25

24 É possível construir uma visão de futuro para o modelo de negócios da distribuição... que aponte para a sustentabilidade econômico-financeira Modelo Atual da Distribuição no Brasil Geração centralizada predominante DisCosresponsáveis pela previsão de necessidade de expansão Fluxo energético: unidirecional Base de ativos: elétricos Regulação tarifária: regime de preçoteto (aplicado sobre tarifa total) Modelo Futuro? Inserção crescente de GD Quem assume a responsabilidade de previsão de equilíbrio estrutural? Fluxo energético: bidirecional Base de ativos: elétricos + telecomunicações + sensoreamento Regulação tarifária: regime de receita-teto para o fio? 26

25 REGULAÇÃO TARIFÁRIA: Um novo regime para uma nova realidade OBJETIVOS DESTE PAINEL: Compartilhar a nova realidade do negócio de distribuição Debater visões de novos modelos de negócio para a distribuição Discutir os desafios da regulação tarifária do futuro 27

26 Desafios da regulação tarifária do futuro Como acomodar a Regulação por Incentivos num cenário: de consumo de energia instável e imprevisível onde os novos ativos não são necessariamente voltados a aumento de demanda, e onde o consumidor é mais interativo e tem múltiplos papeis? Modelo Atual da Distribuição no Brasil Geração centralizada predominante DisCosresponsáveis pela previsão de necessidade de expansão de geração Fluxo energético: unidirecional Base de ativos: elétricos Regulação tarifária: regime de preçoteto (aplicado sobre tarifa total) Modelo Futuro Inserção crescente de GD Quem assume a responsabilidade de previsão de equilíbrio estrutural? Fluxo energético: bidirecional Base de ativos: elétricos + telecomunicações + sensoreamento Regulação tarifária: regime de receita-teto para o fio? 28

27 Desafios da regulação tarifária do futuro Questões que serão exploradas pelos Keynote Speakers e debatedores: Quais são as alternativas para diminuir a exposição das distribuidoras ao aumento da Parcela A? Deve-se pensar em devolver às DisCos a responsabilidade pela gestão de seu portfolio de energia? Como diminuir a imprevisibilidade acarretada pela inserção de geração distribuída? GD imporá novos modelos de operação e, portanto, novos modelos de negócio para as distribuidoras? Há modelos globais de reconhecimento tarifário para os ativos de redes inteligentes? Veículos elétricos representarão uma ruptura de operação? O barateamento de baterias pode criar consumidores autônomos em relação às DisCos (Off Grid)? A Regulação por Incentivos, neste contexto, deve perseguir quais incentivos? Sepultamos RPI-X? 29

28 Este slide será preenchido pelo Instituto Acende Brasil

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