Especial VII encontro

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1 Dezembro 2006 ANGOLA GUINÉ-BISSAU CABO VERDE S. TOMÉ E PRÍNCIPE MOÇAMBIQUE TIMOR-LESTE BRASIL PORTUGAL Especial VII encontro Dez anos Igrejas Lusófonas em comunhão

2 2 NESTA EDIÇÃO Igrejas Lusófonas 1o Anos de Encontros e Comunhão O Amor de Deus Card. Geraldo Agnelo, Presidente da CNBB Fraternidade e Cooperação Técnica João Gomes Cravinho, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação PELAS IGREJAS Amor, Sinónimo do Desenvolvimento D. Jorge Ortiga, Presidente da CEP Palavras de Apreço Ir. Matilde Faneca, Vice-Presidente da CIRP Comunicado Final do VII Encontro das Igrejas Lusófonas Voluntariado Missionário Exposição Olháki A Vida pela Missão NOTÍCIA De Torres Novas rumo a Canchungo NOTÍCIA Ecos da Lusofonia NOTÍCIA Alcançar a Educação Primária para Todos ENTREVISTA a Manuel Carmelo Rosa, Fundação Calouste Gulbenkian A Vida da Igreja é marcada por acontecimentos e experiências que olham para o passado e nos projectam para o futuro. O VII Encontro das Igrejas Lusófonas tem precisamente este sentido e este significado. Tivemos a simplicidade de olhar para o passado das nossas Igrejas, num espírito de grande comunhão e amizade fraterna. Estivemos também a projectar o futuro na linha da solidariedade e de uma cooperação mais efectiva entre todas as Igrejas. À oração juntámos o compromisso, e sentimos a responsabilidade de lutar em comum por uma dignidade de vida dos povos que nos foram confiados nestes países onde as diversas Igrejas de expressão portuguesa estão situadas. Assim, olhámos para a pobreza, para a saúde; olhámos essencialmente para o ensino; abordámos também a questão da formação dos sacerdotes e dos agentes de Pastoral. Durante o Encontro experimentámos uma nova alegria para continuar com uma mesma Esperança de vivificar o Reino de Deus no meio dos Homens. Os resultados poderão parecer poucos, mas sabemos que é com pequenos passos que vamos construir o Reino de Deus e vamos proporcionando condições de felicidade àquelas pessoas que nos foram confiadas. Na verdade, a Igreja que vive em Portugal, no Brasil, em Timor-Leste, em Macau, em Angola e S. Tomé e Príncipe, em Cabo Verde, na Guiné-Bissau, em Moçambique é sempre a Igreja Católica, e por isso é sempre uma Igreja Irmã, onde circula o mesmo Amor, a mesma Caridade. Sentimos nestes dias ter intensificado o contributo para uma vida a partir de Cristo, mais humana e mais feliz. São destes momentos que a Igreja necessita para que ela própria se expresse como Amor, este Amor que sabemos que é Fonte de Desenvolvimento. Foi este o tema que nos uniu, o Amor como fonte de Desenvolvimento. Amámo-nos entre nós, quisemos expressar Amor às nossas Comunidades e comprometemo-nos no Desenvolvimento dessas Comunidades onde Deus nos colocou à frente para servi-las com muita dedicação e estima. CAMPANHA DE NATAL D. Jorge Ortiga Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa

3 O Amor de Deus Fundamento do Desenvolvimento Humano e da Cooperação O tema que me foi confiado coloca-nos no centro da missão da Igreja e da motivação mais profunda para o nosso serviço pastoral e eclesial aos povos que servimos. Dirige a nossa atenção para o tema da ajuda fraterna entre Igrejas, a nossa colaboração com organizações da sociedade civil, órgãos de governos ou agências da cooperação internacional na superação da pobreza, na promoção do bem comum e na construção de uma civilização do amor. Quero valer-me da inspiração que nos trouxe a Encíclica do Papa Bento XVI, Deus Caritas Est sobre o amor cristão (DCE) (...) O amplo panorama do amor cristão, como fundamento do nosso serviço aos demais, a favor de um desenvolvimento sempre mais humano e ambientalmente sustentável, permite-nos visualizar melhor a nossa cooperação enquanto Igrejas no campo social e caritativo. É com alegria e gratidão a Deus que constatamos as variadas formas de acção social existentes nas nossas Igrejas e a colaboração dessas entidades entre si e com outros, somando esforços para o maior bem do nosso povo. São redes de Cáritas, Pastorais sociais, Comissões Justiça e Paz, associações e obras sociais, em frequentes parcerias com órgãos de governos ou com ONG e movimentos sociais. (...) A Igreja do Brasil promove todos os anos a Campanha da Fraternidade, no período quaresmal, em torno de um tema relevante no campo social, buscando evangelizar pela prática da solidariedade. Nos últimos três anos, os temas da Campanha da Fraternidade foram a água (2004), a construção de uma cultura da paz (2005) e as pessoas com deficiência (2006). Para 2007, estamos a trabalhar o tema da Amazónia, em defesa dos povos que lá vivem, com forte presença indígena, da biodiversidade, da promoção de um desenvolvimento justo e sustentável. Preocupa-nos a persistência da fome e da exclusão social no Brasil. A Igreja lançou em 2002 um Mutirão Nacional para a Superação da Miséria e da Fome, que tem como lema: alimento dom de Deus e direito de todos. Esse Mutirão ou acção colectiva voltou-se sobretudo para as camadas mais pobres, do interior e das periferias urbanas, buscando organizá-los, construindo parcerias, combatendo o desperdício de alimentos na sociedade e fomentando uma nova mentalidade de partilha e comunhão. Através de uma parceria com um banco oficial, centenas de pequenos projetos puderam ser financiados no Nordeste do país. (...). A Pastoral da Criança, iniciada em 1982, hoje está presente em 250 Dioceses do Brasil (de 268) e em outros Cardeal Geraldo Majella Agnelo, Arcebispo de São Salvador da Bahia Como podemos tornar mais efectiva a participação das nossas Igrejas na realização dos Objectivos do Milénio, e de tantas outras iniciativas a favor dos mais pobres e do bem comum? Card. Geraldo Majella Agnelo Arcebispo de São Salvador da Bahia Presidente da CNBB países - como Angola - presta um serviço inestimável à saúde das mães grávidas e das crianças até seis anos de idade, sendo reconhecidamente uma das responsáveis pela redução da mortalidade infantil no Brasil. É importante observar que a caridade cristã se traduz em muitas formas de solidariedade social, na qual colaboram pessoas e entidades de outras confissões religiosas ou mesmo sem vínculos religiosos. Traduz-se também na colaboração ecuménica (...). A acção social da Igreja permite ainda o diálogo aberto com o mundo leigo e com a cultura moderna, mostrando uma prática solidária, voltada prioritariamente para o atendimento das necessidades básicas, ambientalmente sustentável, em contraste com o consumismo, o desperdício, a concentração de riquezas, a degradação ambiental e o egoísmo erigido em sistema. (...) Urge capacitarmos sempre mais os leigos cristãos para o exercício de sua missão no campo social, político e cultural. Diversas Igrejas têm experiências nesse campo e podem colaborar com outras. De grande valia é o uso dos modernos meios de comunicação, rádio, TV e internet, na transmissão de programas formativos e cursos à distância. (...) No combate à fome e à miséria no mundo, a Igreja sente-se parceira dos Organismos das Nações Unidas e de outras entidades da cooperação internacional. (...) Na cúpula do Milénio das Nações Unidas, realizada em setembro de 2000, os governantes de 191 naçõesmembros comprometeram-se com um conjunto de objetivos e metas, voltadas para o combate à pobreza, às doenças (especialmente a AIDS/SIDA e a malária), ao analfabetismo, à degradação ambiental e à discriminação contra as mulheres, que ficaram conhecidos como os oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). (...) Sem a cooperação de todas as forças vivas da sociedade, e sem a colaboração das Igrejas, os objectivos dificilmente serão alcançados. (...). Tenhamos a coragem de nos perguntar: como podemos tornar mais efetiva a participação das nossas Igrejas na realização dos Objectivos do Milénio, e de tantas outras iniciativas a favor dos mais pobres e do bem comum? (...) Num mundo submetido à ideologia neoliberal, em que os mercados e a violência se globalizaram, outra globalização é necessária, possível e urgente: a globalização da solidariedade, uma solidariedade universal (Cf. João Paulo II, Sollicitudo rei socialis, 45), alimentada por uma nova fantasia da caridade, que busca não só a eficácia, mas a capacidade de pensar e ser solidário com quem sofre (cf. João Paulo II, Novo millenio ineunte, 50). (...)

4 Fraternidade e Cooperação Técnica, juntas pela Ajuda ao Desenvolvimento Quero, em primeiro lugar, agradecer o convite que me foi dirigido para estar presente neste seminário, no âmbito do VII Encontro das Presidências das Conferências Episcopais das Igrejas dos Países Lusófonos. (...) O tema do Seminário, O Amor como fonte de Desenvolvimento, ilustra a perspectiva humanista com que as Igrejas Lusófonas se posicionam na cooperação para o desenvolvimento. A predisposição para dar e para partilhar com generosidade, empenho e amor, constitui factor essencial de sucesso nos esforços para ajudar o próximo. Ao nível dos Governos, muito embora a cooperação para o desenvolvimento seja na maioria dos casos parte integrante da política externa, assenta em princípios e valores baseados em noções de solidariedade e fraternidade. (...) Não estamos sozinhos neste mundo e as nossas fronteiras de apoio e intervenção moral e económica não correspondem às nossas velhas fronteiras territoriais. Uma evidência da globalização é que as políticas externas dos países desenvolvidos (...) revelam uma atenção crescente à natureza da nossa interdependência, e às obrigações internacionais que correspondem a essa interdependência. (...). Nada disto faz sentido se não assentarmos as nossas práticas internacionais em valores de solidariedade e fraternidade, ou seja, no amor em relação ao outro, abstracto. Os argumentos quanto à interdependência não são perfeitos, mesmo que se aceite a hipótese de que a pobreza de uns produz a insegurança de outros. (...) Mas julgo que somos obrigados a ir para além dos argumentos sobre o interesse próprio, e dizer que há uma camada de argumentação anterior, mais profunda, em que nos apercebemos que, em última instância, somos movidos por sentimentos de amor e solidariedade em relação ao nosso semelhante. Nos nossos países do Sul da Europa, só nesta última década é que se começou a prestar a- tenção sistemática à cooperação. (...) Mas a verdade é que hoje em dia, poucos questionam a ideia de nos comprometermos com algumas verbas em países terceiros, particularmente nos países africanos de língua oficial portuguesa, e Timor-Leste. A cooperação desenvolvida pelos governos acaba por se estruturar em torno de padrões técnicos relacionados com impacto e eficácia. A conjugação destas duas abordagens uma, baseada na solidariedade, a outra baseada na tecnicidade contém, no meu entender, a melhor fórmula de êxito naquilo que são os objectivos comuns a todos, i.e., a erradicação da pobreza e promoção de condições aceitáveis de vida para todos os povos. Em 2005, a Política de Cooperação portuguesa foi alvo de reflexão e reestruturação, precisamente com o objectivo de introduzir maior racionalidade; de tornar a nossa intervenção mais sistemática, concentrada na sustentabilidade e na prossecução dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), tendo naturalmente como prioridades geográficas de intervenção o espaço lusófono. (...) Nos ODM definidos pelas Nações Unidas contam-se a erradicação da pobreza extrema e da fome; alcançar a educação primária universal; promover a igualdade do género e capacitar as mulheres; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde materna; combater o HIV/SIDA, a malária e outras doenças; assegurar a sustentabilidade ambiental; desenvolver uma parceria global para o desenvolvimento. A prioridade, na Cooperação Portuguesa, tem sido dada aos sectores da educação, da saúde, do governo e sociedade civil e dos serviços sociais, aos quais se acrescenta uma actuação transversal na formação e no apoio à capacidade administrativa do país parceiro. Dada a ligação entre a promoção da segurança e do desenvolvimento como condições indispensáveis para a concretização dos ODM, a Cooperação Portuguesa com os países parceiros tem vindo a ser substancialmente direccionada para áreas relacionadas com a paz, segurança e estabilidade política (...) Tenho procurado sublinhar a importância da sociedade civil neste contexto, e em particular a vantagem de se criarem parcerias entre actores com valências diferentes. (...) Mas é preciso que haja uma convergência essencial de valores, e o valor fundamental da solidariedade tem de estar no epicentro desta abordagem. (...) João Gomes Cravinho Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Intervenção do Secretário de Estado no Seminário Convidados do Seminário Aqui chegamos à tecnicidade, a vontade de ajudar os outros, por si só, não basta. É preciso que haja também a preocupação de que essa ajuda chegue de facto aos que mais dela necessitam ou que seja canalizada de forma estruturada e consequente, para que possa contribuir para um desenvolvimento verdadeiramente sustentável. Aqui reside a distinção entre o simples assistencialismo e a sustentabilidade, sendo certo que muitas vezes os e- feitos mais profundos e importantes da ajuda ao desenvolvimento surgem de um trabalho árduo, continuado e pouco visível no imediato. No seio da nossa sociedade civil, encontramos muitos grupos, religiosos ou laicos, que, movidos pela solidariedade, procuram ajudar os outros através de abordagens que derivam mais de uma ideia assistencial. Qualquer motivação nobre merece da nossa parte o maior respeito; contudo, em matéria de recursos públicos, a nossa opção vai claramente para o apoio ao desenvolvimento sustentável. Uma das parcerias entre Estado e sociedade civil que considero das mais ricas e profícuas, precisamente em matéria de desenvolvimento sustentável é o trabalho desenvolvido pela Fundação Evangelização e Culturas, sobretudo no domínio do ensino na Guiné-Bissau. É um exemplo notável deste casamento desejável

5 PELAS IGREJAS entre a solidariedade e a tecnicidade, e tenho muito orgulho em ter acompanhado este projecto ao longo dos tempos. As Igrejas dos países lusófonos possuem vastos conhecimentos, experiência e redes de acção no terreno, ou seja, um enraizamento que lhes permite uma identificação das acções adequadas para diferentes contextos, assim como accionar mecanismos direccionados para responder a algumas das carências que se procuram reverter, designadamente as que estão definidas no contexto dos ODM. As Igrejas constituem actores incontornáveis da ajuda ao desenvolvimento, que importa colocar em articulação com outros actores, de cuja acção conjunta possam resultar sinergias. O papel do Estado doador é o de direccionar as prioridades de intervenção, e de identificar e auscultar as necessidades locais (...). Mas tem também o papel (...) de promover o encontro e a conjugação desses esforços múltiplos. (...) Vejo nas Igrejas um potencial singular para a acção de consciencialização. (...) Por um lado falo da consciencialização das opiniões públicas sobre os valores que estão na raiz da cooperação para o desenvolvimento, como a solidariedade, a fraternidade e a entreajuda. A vasta experiência da Igreja pode associar-se a iniciativas de outros sectores, procurando sensibilizar para a causa da ajuda ao desenvol- As Igrejas constituem actores incontornáveis da ajuda ao desenvolvimento, que importa colocar em articulação com outros actores, de cuja acção conjunta possam resultar sinergias. vimento e erradicação da pobreza. (...) No entanto, para além dos dados perturbadores com que frequentemente somos confrontados, é importante que haja uma disseminação de valores verdadeiramente solidários, que permitam a mobilização e o empenho real e sustentado dos cidadãos na luta contra a pobreza. Por outro lado, falo também na consciencialização das populações e autoridades dos países que lutam com maiores dificuldades, no sentido da construção de Estados sólidos, fundados na boa governação, respeito pelos direitos humanos e participação cívica. (...) Gostaria de terminar sublinhando a ideia de optimismo e esperança nos progressos que podem resultar da cooperação para o desenvolvimento (...). Desde as Nações Unidas, aos seus Estados membros doadores e parceiros - até aos actores da sociedade civil, entre os quais a Igreja, todos podemos participar nesse esforço conjunto. O trabalho é imenso, e temos muitíssimo a aprender uns com os outros. Comentários ao VII Encontro D. Tomé Makhweliha Arcebispo de Nampula Moçambique Foi sobretudo uma experiência enriquecedora, de comunhão, partilha, estreitamento de velhos e novos laços de conhecimento, amizade, e um renovar- -se da vontade de encontro e solidariedade. Tudo isto seria suficiente para justificar o sacrifício que exigiu (aos organizadores, financiadores e aos próprios Bispos e aos fiéis das suas Igrejas) este Encontro. E, se isso não bastasse, os temas que foram abordados e partilhados pelos Bispos, pelos membros do Governo, pelos religiosos e religiosas, pelos voluntários, seria igualmente uma razão mais que suficiente para vermos e dizermos que valia a pena. E valeu a pena. O Encontro teve um programa bastante multiforme e isso concorreu para que fosse rico. (...) Cumprimentos a D. Jorge Ortiga, aos colaboradores da FEC e outros que viveram connosco os ricos dias do VII Encontro das Conferências Episcopais Lusófonas. D. José Lai Hung-seng Bispo de Macau D. José Lai mostrouse satisfeito pelo modo como decorreram os trabalhos em Fátima. No seu entender, estes encontros permitem conhecer melhor a realidade das Igrejas lusófonas e reforçar os laços de cooperação. No plano das principais dificuldades, o Bispo referiu-se à «falta de recursos humanos e de missionários que falem português». Ficou aberta a possibilidade de Macau poder vir a acolher padres de Timor-Leste, de Angola e de Moçambique, em regime de cooperação: «Uma vez conhecidos os respectivos bispos dessas Igrejas poderemos firmar alguns acordos. Em Angola e Moçambique, por exemplo, há muitos chineses, pelo que também faria todo o sentido enviarmos sacerdotes para aqueles países», explicou o prelado. Macau receberá em 2008 a oitava edição do Encontro das Igrejas Lusófonas. D. José Lai defende que deve ser alargado «a todas as organizações ligadas à Igreja», por forma a promover o intercâmbio nos diferentes campos da sociedade. in O Clarim, Diocese de Macau

6 PELAS IGREJAS Comentários ao VII Encontro D. Arlindo Gomes Furtado Bispo de Mindelo Cabo Verde D. Abílio Ribas Bispo de S. Tomé e Príncipe Foi com muita alegria e grande expectativa que tomei parte, pela primeira vez como Bispo, no VII Encontro dos representantes dos Bispos Lusófonos, realizado em Fátima, sob os auspícios de Nossa Senhora, de 10 a 15 de Outubro. O simpático acolhimento e a total disponibilidade da parte dos elementos da Fundação Evangelização e Culturas; a amabilidade dos Bispos anfitriãos, mormente do Senhor Presidente da Conferência Episcopal; a boa disposição e abertura de espírito dos Bispos convidados; a língua comum que nos permitiu uma comunicação directa, espontânea, diria, familiar, mesmo que, porventura alguns se encontrassem pela primeira vez; todos esses factores contribuíram desde logo para se criar um clima propício à descontracção, a um diálogo intenso, à comunhão fraterna nas preocupações, alegrias, desafios e esperanças de cada um. Foi significativo que, neste VII Encontro, que também evoca o X aniversário da criação desta organização Lusófona, estivessem presentes os representantes das Igrejas de todo o espaço de língua portuguesa, incluindo Macau e Timor-Leste, cujos Bispos deram um cunho especial a este encontro e contribuíram para o enriquecimento do mesmo. Embora não pudesse estar presente no encontro até ao fim, devido a outros compromissos anteriormente assumidos, fica-me a impressão de que, com o nível de partilha e de solidariedade, de qualidade do relacionamento humano, de comunhão espiritual e missionária existente entre as nossas Igrejas, estes encontros continuam a ter um papel importante e poderão, no futuro, abrir caminhos a novos horizontes de cooperação. E é bom que os próprios governos comecem a aperceber-se melhor dessa importância. Fátima congregou em si os diversos delegados das Conferências Episcopais Lusófonas entre 10 e 14 de Outubro. Pela primeira vez estiveram representantes de todos os Países onde se fala português e ainda a Província Chinesa de Macau. De tudo quanto se disse, o mais trágico, para mim, foi verificar a civilização de degradação e morte que ultrapassa em muito o País- Diocese que Deus me entregou. O tráfego de pessoas, inclusive de crianças, a difusão incontrolável de drogas alienantes, o incitamento ao jogo que destrói famílias e fortunas, o aumento descarado de campanhas anticonceptivas e abortivas, a exaltação do gozo sexual só pelo gozo, a declarada intenção de fazer crer que o contrário é obscurantismo irracional, atrasadismo, etc. leva-nos a concluir que estamos intencionalmente a construir uma sociedade onde tudo é permitido e louvável, inclusive e especialmente a morte de inocentes indefesos. Daí as colossais despesas gastas em casinos, na construção de instrumentos anti-vida, no pseudo bem social, distribuindo gratuitamente narcóticos destrutivos e abortivos e fazendo crer que se trata de um direito da pessoa humana! Trágico! Perante a grandeza do mal e os diminutos meio de acção que possuímos, corremos o risco de desanimar. Que Deus nos livre de tal. A vulgarização do ensino universitário, a criação de Centros de Reflexão teológica, o empenho dos leigos cristãos na tarefa evangelizadora que, como tal, lhes cabe, a Rádio e a Imprensa com seu grande poder evangelizador e civilizador, a responsabilização dos governantes na acção pro-vida e desenvolvimento, auxiliando organismos adequados, facilitando a movimentação dos poucos agentes de evangelização com meios adequados de locomoção, etc. O encontro com Suas Excelências o Senhor Presidente da República e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Portugueses, serão sinal de empenho? Oxalá. Enfim, tudo mecanismos a criar e a desenvolver para obstar, quanto possível, às dificuldades e desafios existentes. Porém convenhamos que a "messe é grande e os operários são poucos" e, por vezes, prisioneiros de motivações políticas ou de funções que outros poderiam fazer com vantagem. Deus connosco.

7 PELAS IGREJAS D. Pedro Carlos Zilli Bispo de Bafatá Guiné-Bissau Foi uma grande alegria participar do VII Encontro das Presidências das Conferências Episcopais dos Paises Lusófonos, em Fátima, entre dia 10 e 14 de Outubro. Com D. José Câmnate, Bispo de Bissau, falamos amplamente do referido Encontro, de modo a poder salientar alguns aspectos que nos pareceram fundamentais: o ponto principal do Encontro foi o facto de, desta vez, estarem reunidos Bispos de todos os Países de Língua oficial portuguesa. Falamos a mesma língua sem necessidade de traduções simultâneas ou de arranhões linguísticos para nos fazermos entender e expressar os nossos mais profundos sentimentos. Foi bom estarmos juntos e compartilhar a vida dos nossos países e das nossas Igrejas. Notámos um vivo interesse, uma real solicitude episcopal por tudo aquilo que de alegre e de triste acontece lá onde cada um de nós vive. Cada Bispo acompanhou, com grande atenção, as iniciativas pastorais e sociais em acto ou em projecto nas várias Igrejas, algumas das quais já fruto dos anteriores Encontros dos Bispos Lusófonos. E isto permitiu-nos compreender, com o coração, que não estamos sozinhos nas nossas alegrias e tristezas diárias. Saliento também os vários encontros obtidos: com os Governantes Portugueses, que demonstraram simpatia e estima por tudo aquilo que a Igreja faz nos diversos países lusófonos, dando entender que é possível intensificar a colaboração entre ambos; os encontros com os Superiores e Superioras Maiores de Institutos com missionários nos países lusófonos e com as Entidades de Cooperação Missionária permitiram-nos ver como é profunda a colaboração entre os Bispos e estas Instituições na busca do bem comum dos povos a nós confiados. E por fim, os momentos de oração em comum com os Bispos e nas comemorações de Fátima no dia 13 de Outubro, que nos fizeram crescer na fé e renovar a nossa espiritualidade de cristãos no episcopado. Que Nossa Senhora de Fátima continue intercedendo pelos países lusófonos e pelas suas Igrejas. D. Basílio do Nascimento Bispo de Baucau Timor-Leste Para quem participou pela primeira vez, como foi o meu caso, em encontros desta natureza, com raças, culturas e experiências diferentes, é evidente que a curiosidade e a expectativa da novidade povoam o espírito do participante. Só depois é que se dá importância ou conteúdo ou conteúdos da reunião. Menciono apenas alguns aspectos que foram para mim importantes. O primeiro é o uso da mesma língua para a partilha de diferentes experiências em diferentes continentes. O facto de se poder falar sem intérprete deu a sensação de que, apesar de diferentes, não éramos estranhos. Nem as pessoas, nem os problemas. O segundo aspecto a realçar são os diferentes caminhos que cada Igreja encontra ou tenta encontrar para ser sal e fermento nas diversas sociedades, bem como a imagem da Igrejas em cada continente. Embora as informações não sejam completamente novas, sempre é diferente ouvi-las da boca dos pastores de diversas regiões. O terceiro aspecto que menciono como descoberta interessante é o movimento missionário laico, sobretudo da parte dos jovens. Purificado o lado aventureiro do movimento juvenil, há uma nova e enorme experiência de compromisso cristão que parece estar a começar na juventude católica portuguesa. D. Damião Franklin Arcebispo de Luanda Angola O VII Encontro foi maravilhoso, tendo decorrido em atmosfera eclesial, fraternal, participativa e no compromisso entre bispos, bem como apresentadores, missionários, relatores, voluntários e benfeitores. Favoreceu igualmente o bom sucesso do Encontro a sua coincidência com o 13 de Outubro, em Fátima. A partilha das experiências eclesiais foi um enriquecimento recíproco, na medida em que a fé, quando partilhada, robustece e avança. Há desafios que parecem localizados, mas que são um problema para todos. Espero que tudo quanto se viveu possa reforçar os laços de comunhão intereclesial lusófona e, por outro lado, agradeço a todos quantos organizaram o Encontro.

8 Amor, Sinónimo do Desenvolvimento Num tempo de ambiguidades e uma certa confusão no interpretar o fenómeno religioso, o cristianismo é interpelado a centralizar-se no essencial: uma vida resultado do amor de Deus Pai que só pode encontrar a sua verdadeira identidade no deixar-se possuir pelas exigências desse amor. A Igreja, em todas as suas expressões, comunidade local, passando pela Igreja particular, até à Igreja universal na sua globalidade deve assumir o amor como o primeiro dever. Não basta que o façam os fiéis individualmente. Toda a comunidade eclesial tem este caminho. Duas verdades convergentes aparecem como conaturais ao ser do cristianismo. É-se cristão pelo amor; é-se Igreja pelo amor. Característica fundamental do amor pode ser a humildade e o silêncio. As coisas pequenas adquirem a mesma importância que aquelas de grande alcance; o concreto do quotidiano pode parecer desapercebido e silencioso. Tudo adquire valor de imensidade se expressar amor. Aparece, porém, outra dimensão. O mundo torna-se uma aldeia e os males avolumam-se exigindo respostas devidamente organizadas e estruturadas. O amor, regra geral, nasce do improviso. Acontece no momento que passa com a espontaneidade de quem escuta a voz de quem amou primeiro a sugerir o que deve ser feito. Sendo maravilhoso este hino da caridade no concerto inesperado, as carências hodiernas estão já verdadeiramente definidas e conhecem-se no seu dramatismo alucinante. Isto supõe a concretização de um outro princípio. O amor também precisa de organização, enquanto pressuposto para um serviço comunitário ordenado (D.C.E. 20). A organização supõe objectivos, meios e cons- Com o amor, o desenvolvimento apressa-se e a paz e a harmonia permitem um alento especial (...) D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga Arcebispo Primaz de Braga Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa D. Jorge Ortiga e o Secretário de Estado João Gomes Cravinho Alguns participantes do Seminário ciência dos destinatários. Tudo numa interpretação de discernir as causas dos males, um adiar respostas. Os estudos da mais variada ordem podem ser o alicerce de um trabalho devidamente organizado. Nunca poderemos ficar aí. Importa deixarse partir conduzidos pelas asas do Espírito para que as vidas não se percam ou encontrem limites no imediato das situações. Isto supõe uma organização da Igreja como resposta ao imediato, ousando procurar chegar em primeiro lugar, e a capacidade de estruturas estáveis com capacidade concreta, sem gastar todos os dividendos com as pessoas que servem estas instituições. O importante é a pessoa que sofre e os intermediários são apenas isso. Se estes se procuram abastecer em vez de servir confundem-se com organismos onde falta o espírito, ou seja, o amor. Trata-se de um problema sério que nunca nos pode tranquilizar. Há, ou pode haver, sempre surpresas. Só um permanente exame de consciência e confronto com os objectivos das instituições, com a coragem de rectificar ou de afastar mal intencionados pode dignificar o espírito cristão. Um amor organizado, e o que afirmo pode ser discutível, deve assumir-se como diferente. Não pode ser meramente filantrópico; terá de ser agápico. Só que diferente pode não querer dizer separado de outros serviços. A identidade não se perde quando se assume a dinâmica da incarnação. Ser capaz de estar com os outros, numa verdadeira parceria fraterna, oferecendo a nossa originalidade e recebendo as mais valias ou sinergias complementares. Não basta uma relação utilitarista ou oportunista. Aí devemos ser o que somos e importa verificar se não podemos ou devemos dar a esses companheiros de jornada o nosso específico. Este encontro das Igrejas Lusófonas tem esta motivação. Tornar o amor força para um desenvolvimento integral de todo o homem e do homem todo. A língua pode ser um pretexto, não para separar dos dramas universais, mas por fortalecer os laços de um amor visível entre nós. Com o amor, o desenvolvimento apressa-se e a paz e a harmonia permitem um alento especial para partirmos, como Igreja de um país ou colegialmente, ao encontro das coisas incompreensíveis do mundo hodierno.

9 Palavras de Apreço Pela presença dos missionários em terras lusófonas Irmã Matilde Faneca Vice-Presidente da CIRP (Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal) Irmã Matilde Faneca, Vice-Presidente da CIRP Bispos Lusófonos na reunião com os Missionários No dia 13 de Outubro realizou-se em Fátima um encontro que contou com a presença de todos os Senhores Bispos presentes no VII Encontro das Igrejas Lusófonas, bem como o Bispo da Comissão Episcopal das Missões, D. Manuel Quintas e o Bispo da Diocese de Leiria-Fátima, D. António Marto e mais de 40 Superiores e Superioras Maiores, incluindo 5 membros de institutos seculares. Este encontro foi preparado por uma pequena equipa constituída pelo Padre Manuel António Santos (ex-presidente da CNIR), a Irmã Maria Emília Monteiro e a Irmã Matilde Faneca da Direcção da CIRP. O Padre Manuel Barbosa, Presidente da CIRP, havia preparado um pequeno dossier com a apresentação geral da Conferência dos Institutos Religiosos e os respectivos Estatutos. Foi abordado, em síntese, o conteúdo dos documentos entregues, sublinhando a vida e dinâmica da Conferência dos Institutos Religiosos em Portugal, bem como os seus desafios e missões actuais. Abrindo-se, entretanto, um diálogo franco e aberto sobre alguns pontos relevantes, salientam-se algumas questões: 1. Como é que os Senhores Bispos vêem a organização dos religiosos/as nos seus países? a. O trabalho que estão a fazer, b. O compromisso com a Igreja diocesana. 2. As dificuldades de integração a. dos religiosos/as que chegam aos seus países, b. dos religiosos/as que vêm dos seus países. Cada Senhor Bispo presente partilhou muito fraternalmente salientando o contributo dos missionários e missionárias em terras de missão, o apreço manifesto pelo trabalho apostólico e social realizado com os povos africanos, e uma atitude de gratidão com os próprios e suas famílias religiosas. Alguns Bispos desceram a aspectos mais concretos e até a exemplos da vida missionária dos que chegam a novas culturas, acentuando que os portugueses têm grande facilidade de adaptação. Outros fizeram, em resumo, a história da permanência de religiosos missionários nos seus países. Os Senhores Bispos manifestaram ainda as suas preocupações no campo da evangelização, com a redução de missionários para as imensas dimensões do campo a atingir. Particularmente o Bispo de Macau manifestou a tristeza de não ter missionários que falem português. Num segundo momento falou-se de aspectos mais práticos e burocráticos como seja o caso dos vistos, designadamente com Angola, onde esta dificuldade se vem sentido. O Bispo de Angola considera que se trata de uma questão com contornos políticos. Neste contexto, o Padre Manuel António referiu o papel que a CIRP tem desempenhado relativamente aos vistos de entrada. A reunião terminou com uma palavra final do Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, sublinhando o sentimento de solidariedade e comunhão. Encontros e reencontros entre Bispos e Missionários

10 Comunicado Final do VII Encontro das Igrejas Lusófonas 1. O VII Encontro das Presidências das Conferências Episcopais dos Países Lusófonos realizou-se em Portugal, na Casa de Nossa Senhora das Dores do Santuário de Fátima, de 10 a 14 de Outubro de Participaram no Encontro catorze prelados: de Angola, D. Damião Franklim, Arcebispo de Luanda e Presidente da Conferência Episcopal de Angola e S. Tomé; do Brasil, D. Geraldo Majella Agnelo, Cardeal-Arcebispo de Salvador da Bahia e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e D. Odilo Pedro Scherer, Bispo Auxiliar de S. Paulo e Secretário-Geral da CNBB; de Cabo Verde, D. Arlindo Gomes Furtado, Bispo de Mindelo; da Guiné-Bissau, D. José Câmnate na Bissign, Bispo de Bissau, e D. Pedro Carlos Zilli, Bispo de Bafatá; de Macau, D. José Lai Hung-seng, Bispo de Macau; de Moçambique, D. Tomé Makhweliha, Arcebispo de Nampula e Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), e D. Lúcio Andrice Muandula, Bispo de Xai-Xai e Secretário da CEM; de Portugal, D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga, Arcebispo de Braga e Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. António Montes Moreira, Bispo de Bragança-Miranda e Vice-Presidente da CEP, e D. Carlos Alberto de Pinho Moreira Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa e Secretário da CEP; de S. Tomé e Príncipe, D. Abílio de Sousa Ribas, Bispo de S. Tomé e Príncipe; e de Timor-Leste, D. Basílio do Nascimento, Bispo de Baucau. Foi esta a primeira vez que as Igrejas de Macau e Timor-Leste se fizeram representar nos Encontros. Participaram ainda o Pe. José Maia, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Evangelização e Culturas (Portugal), e o Cónego Luís Xavier, Vigário Episcopal responsável pela pastoral da comunidade de língua portuguesa em Macau. Por sua vez, o Núncio Apostólico em Portugal, D. Alfio Rapisarda, esteve presente na sessão de abertura à qual presidiu. 2. O Santo Padre Bento XVI também se associou ao Encontro com uma mensagem de afecto e proximidade espiritual, que foi lida pelo Senhor Núncio. A Assembleia respondeu a Sua Santidade com uma saudação de agradecimento e de comunhão eclesial. 3. A primeira parte do Encontro foi preenchida com um tempo de partilha sobre a realidade eclesial e social em cada país. Destacamse os pontos mais significativos desse intercâmbio de informações Constituiu motivo de particular preocupação a consciência de que é urgente reevangelizar os crentes, fazendo incidir sobre a Família o eixo de novas orientações pastorais e apostando na formação de famílias catequistas para as comunidades cristãs Em vários países tem-se intensificado o diálogo inter-religioso que se está a revelar uma estratégia de intervenção pastoral e social capaz de ultrapassar diferenças e de despertar nos cidadãos maior consciência e capacidade de luta pelos seus direitos humanos, sociais e religiosos A educação, a saúde, a justiça social e a solidariedade estão presentes nos planos e intervenções pastorais de todas as Igrejas dos países lusófonos Nos vários países que passaram pela experiência amarga de guerras continuadas, as Igrejas, que acompanharam os seus Povos no sofrimento e na destruição, elegeram como prioridade de acção pastoral a construção de processos que permitam a manutenção e a consolidação da paz A evolução da situação política em vários destes países mereceu também aprofundada reflexão, tendo em conta a sua degradação, manifestada nas dificuldades verificadas em processos eleitorais, no aumento da corrupção e em flagrantes injustiças na repartição da riqueza pelos cidadãos Em vários países, apesar de não existirem relações institucionais entre os Estados e as respectivas Conferências Episcopais, espera-se sempre da Igreja um papel de promotora de paz e reconciliação, bem como de consciencialização dos Governos, da opinião pública e das populações em ordem à valorização dos ideais éticos e morais.

11 3.7. Os fluxos migratórios e a mobilidade das populações, com a subsequente concentração à volta das grandes cidades, representam um grande desafio para os agentes pastorais devido ao desenraizamento, exclusão social e perda de identidade religiosa a que tantas vezes dão origem O tráfico de pessoas, a droga e o jogo em casinos foram também objecto de cuidada reflexão por constituírem novas formas de escravatura no século XXI Mereceu ainda especial atenção a actuação de alguns movimentos internacionais em vários países em matéria de aborto e contracepção, utilizando expressões aparentemente inofensivas e até consonantes com pseudo-direitos sociais, que, de facto, visam a destruição de culturas e valores tradicionais destes Povos. 4. Na sequência da partilha de informações surgiram algumas propostas concretas. Referem-se as principais Da avaliação feita sobre a colaboração da Universidade Católica Portuguesa (UCP) com universidades de alguns países lusófonos, concluiu-se que tem sido uma aposta bem sucedida no campo intelectual e de formação ética e moral das suas populações. No entanto, em face, por um lado, da proliferação de outros centros universitários e especialmente de alguns promovidos por outras confissões religiosas e até de seitas em condições de mais fácil acesso por parte da população estudantil e, por outro, da falta de resposta adequada das Universidades a novas realidades destes países, deverá ser ponderada a abertura de novas faculdades e cursos pelos centros de estudos superiores de iniciativa das respectivas Igrejas Na mesma perspectiva de valorização da formação cristã nos centros de estudos superiores já existentes ou a erigir nos países lusófonos, considerou-se urgente criar em cada um destes um Centro de Reflexão Teológica A Assembleia recomendou à Conferência Episcopal Portuguesa que sensibilize o Governo Português para maior apoio a projectos de valorização da língua portuguesa nos países lusófonos de África e em Timor-Leste, designadamente o fortalecimento das Rádios Locais, a colaboração com os vários Governos na formação de professores e em maior difusão das tecnologias de informação e conhecimento nas escolas de forma a permitir a substituição dos clássicos quadros negros de parede por computadores interactivos, as novas caravelas do século XXI, segundo a expressão de um participante A Assembleia solicitou igualmente à Conferência Episcopal Portuguesa que acompanhe com especial atenção as iniciativas políticas que decorrerão durante a presidência portuguesa da União Europeia, no segundo semestre de 2007, de forma a que os países lusófonos sejam incluídos na agenda política, social e económica dessa Presidência. 5. O segundo tempo do Encontro consistiu na realização, no dia 11 à tarde, de um Seminário sobre o Desenvolvimento na visão da Igreja e do Estado Português. D. Jorge Ortiga e D. Geraldo Agnelo desenvolveram a primeira perspectiva a partir da encíclica do Papa Bento XVI Deus é Amor e apresentaram o amor como fundamento do desenvolvimento humano e da cooperação. «Para a Igreja», lembrou D. Geraldo citando o Santo Padre na referida encíclica, «a caridade não é uma espécie de assistência social que se poderia mesmo deixar a outros, mas pertence à sua natureza, é expressão irrenunciável da sua própria essência» (nº 25). Por sua vez, o Prof. Doutor João Gomes Cravinho, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, expôs a visão do Governo Português, enalteceu o papel da Igreja Católica na disseminação da língua portuguesa e no trabalho em prol do desenvolvimento e anunciou a revisão do estatuto do cooperante. 6. No dia 12 de manhã os participantes deslocaram-se a Lisboa para uma audiência com o Senhor Presidente da República, Prof. Doutor Aníbal António Cavaco Silva, no Palácio de Belém. O encontro decorreu em ambiente de muita cordialidade. 7. Nos dias 12 e 13 os delegados integraram-se nas celebrações habituais da Peregrinação a Fátima. Foi esse, de resto, o motivo pelo qual o ano passado em Moçambique se escolheu esta data para a realização em Portugal do VII Encontro das Igrejas Lusófonas.

12 12 8. Dos encontros sectoriais de avaliação realizados nos dias 13 e 14 entre os Bispos Lusófonos e os diferentes intervenientes na acção de cooperação da Igreja - Superiores e Superioras Maiores dos Institutos Religiosos de Portugal com missionários nos países lusófonos, Entidades de Cooperação Missionária e Plataforma de Voluntariado Missionário - ressaltaram diversas reflexões e sugestões No encontro com os Superiores e Superioras Maiores dos Institutos Religiosos de Portugal com missionários nos países lusófonos, reafirmou-se a importância da presença e acção dos religiosos e religiosas nas várias áreas do desenvolvimento social e da evangelização. (...). Foi igualmente ventilada a possibilidade de se realizar um encontro das Direcções das Federações dos Religiosos e Religiosas dos Países Lusófonos No encontro com as Entidades de Cooperação Missionária - nomeadamente Caritas Portuguesa, Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, Fundação Evangelização e Culturas e Obras Missionárias Pontifícias reafirmaram-se as deliberações tomadas no VI Encontro realizado na Matola, Moçambique, tendo-se destacado como prioridade o reforço de uma coordenação mais efectiva, nomeadamente através da criação de mecanismos de entendimento e de comunicação entre as Entidades, que capacitem a Igreja em Portugal para uma acção mais concertada no apoio às necessidades e aos projectos provenientes das Igrejas Lusófonas Salientando o facto de terem partido em 2006 com destino a Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Zâmbia e Honduras, 261 leigos voluntários organizados em projectos de voluntariado missionário, a participação na comemoração do Dia do Voluntário Missionário proporcionou uma ocasião especial de diálogo entre cerca de 30 das 45 entidades que constituem a Plataforma de Voluntariado Missionário e os Bispos Lusófonos. Marcado pela partilha de testemunhos, de experiências de vida comunitária e de serviço às populações nas áreas da saúde, educação e dos direitos humanos, este encontro reforçou o papel do Voluntariado Missionário na dimensão missionária da Igreja pelo desenvolvimento integral dos Povos e a consciência da comunidade cristã em Portugal da realidade de cada país. Proporcionando uma visão de conjunto das diferentes iniciativas, integradas num único dinamismo eclesial, partilhou-se ainda como prioridade a formação de voluntários e de formadores na área da divulgação e da Educação para o Desenvolvimento. 9. Na sequência da avaliação dos Encontros anteriores, a Assembleia decidiu reduzir a periodicidade dos mesmos para ritmo bienal. Nesta conformidade, o VIII Encontro ficou marcado para Macau de 10 a 14 de Outubro de Fotos: FEC, João Fernandes e Presidência da República

13 13 Voluntariado Missionário Expressão de amor como fonte de Desenvolvimento FEC e João Fernandes O Dia do Voluntário Missionário 2006 foi integrado no VII Encontro das Igrejas Lusófonas. Foi uma ocasião especial e inédita de conhecimento mútuo, diálogo e encontro entre as entidades de voluntariado missionário em Portugal e as Igrejas dos países de Língua Oficial Portuguesa, com as quais existem laços privilegiados de cooperação missionária. 150 voluntários de diferentes entidades animaram o auditório do Centro Missionário Allamano em Fátima no dia 14 de Outubro. No período da manhã várias entidades de voluntariado missionário apresentaram aos Bispos das Igrejas Lusófonas alguns dos projectos que actualmente decorrem nestes países de expressão portuguesa. Seguiu-se a atribuição dos prémios do concurso Olháki, lançamento da Agenda 2007 e inauguração da exposição fotográfica (cf. pág. seguinte). A Via Sacra marcou o período da tarde. Uma actividade organizada de forma conjunta entre os vários grupos e conduzida pelo Pe. Mário Reis, pároco de Algueirão. O dia terminou com a Eucaristia presidida pelo Pe. José Augusto Leitão (Presidente dos IMAG - Institutos Missionários Ad Gentes).

14 14 Exposição Olháki A fotografia dos Voluntários O Centro Missionário Allamano em Fátima acolheu a inauguração da Exposição Olháki, no Dia do Voluntário Missionário de 2006, a 14 de Outubro. A inauguração esteve a cargo do Cardeal brasileiro D. Geraldo Agnelo e contou com a presença dos Bispos das Igrejas de Língua Oficial Portuguesa, no âmbito do VII Encontro das Igrejas Lusófonas. Esta exposição fotográfica reúne 33 fotografias resultantes do concurso de fotografia Olháki, lançado pela FEC em Maio último, destinado a voluntários que viveram experiências de missão. O Júri foi constituído por António Homem Cardoso, Carlos Pinto Coelho, Mons. Cachadinha (FEC), Henrique Pinto (CAIS), Manuel Silveira Ramos (Ar.Co), Rosa Reis e Teresa Siza (Centro Português de Fotografia). O objectivo da Exposição Olháki é sensibilizar para o Voluntariado Missionário através das entidades que promovem a sua itinerância. As 16 melhores fotografias do Concurso Olháki integram a Agenda 2007 lançada durante o Dia do Voluntário Missionário. Agenda 2007 Disponível em vários pontos de venda 1º Prémio: O Abraço A Pátria do voluntário em Missão é o património de afectos que traz no olhar. Uma paisagem-retina onde é possível sentir o cheiro das cores, o calor arrepiado de um som batucado e o silêncio do olhar, no rosto de uma Pessoa-Povo. Esta placenta de emoções é feita de imagens impossíveis de pronunciar no Verbo presente, porque são o pretérito-quase-imperfeito da Saudade; uma Saudade precoce, incapaz de gerar as palavras inevitáveis que essa mesma paisagem emu(n)dece quando, por descuido, nos deixamos engravidar por todo um Povo. O parto (provocado) será esta partilha das imagens captadas durante o tempo em que estivemos expostos a esta luz estremunhada, a acordar novos conceitos e valores, filhos de uma cultura outra. Imagens que param o Tempo, registando-o na emulsão mais-ou-menos-eterna da Vida, como a ternura deste abraço-mãe-filho que demorou toda a idade desta criança. Autor Mário Rui Jaleco Entidade FEC País Huíla, Angola 2º Prémio: Escolinha (lugar para as crianças que ainda não têm idade para ir à escola) Todas as semanas percorríamos por um caminho, entre o mato incerto e o céu aberto Até aparecerem as crianças, a espreitar ou a correr, trazendo alegria, medo, espanto, tristeza, curiosidade e tanto mais Nesta escolinha, feita de terra e o telhado em palha, estão presentes as crianças, soltas para descobrir o que mundo desperta e o que lhes emociona a alma. À vontade, como se possuíssem o tempo na palma da mão, e sem resumirem o dia a uma rotina, as crianças vão encontrando cada pedaço de dia... E ao saborearem a ohakalala e a ohawa (que no dialecto macua significam alegria e sofrimento), vão compreendendo os limites e os caminhos da vida. Autor Sara Chang Yan Entidade Equipa D África País Niassa, Moçambique 3º Prémio: Menina da Máquina Costura Menina, aprendiz. Os teus irmãos dizem que não foste feita para a alfaiataria, mas os homens brancos insistem em educar- -te frente a uma máquina de coser. Querem costurar-te ao mundo desenvolvido. E tu, o que dizes? Autor Sérgio Augusto Cabral Entidade Leigos Boa Nova País Pemba, Moçambique Os Bispos Lusófonos foram os primeiros a conhecer a Agenda 2007 Exposição Olháki Cátia Vieira, FEC Plataforma de Voluntariado Missionário

15 15 NOTÍCIAS A Vida pela Missão Idalina Gomes, Leiga para o Desenvolvimento, na missão da Fonte Boa, Moçambique Leigos para o Desenvolvimento Idalina Gomes foi assassinada no dia 6 de Novembro na Missão da Fonte Boa, distrito da Angónia, província de Tete, Moçambique. A voluntária de 30 anos encontrava-se ao serviço da organização Leigos para o Desenvolvimento e foi vítima de uma assalto a esta missão, durante o qual foi igualmente morto um jesuíta brasileiro, Pe. Waldyr dos Santos. Idalina tornou-se, assim, a primeira leiga missionária portuguesa mártir. No seu funeral, presidido pelo Bispo de Viseu, muitas foram as palavras de apreço pela sua dedicação à missão, onde se encontrava desde Outubro de 2005, a trabalhar sobretudo em projectos na área agrícola, mas também na construção de um lar para órfãos, na dinamização da Ludoteca e na Pastoral. O missionário é o homem da caridade: para poder anunciar a todo o irmão que Deus o ama e que ele próprio pode amar, ele terá de usar de caridade para com todos, gastando a vida ao serviço do próximo. Ele é o irmão universal que leva consigo o espírito da Igreja, a sua abertura e amizade por todos os povos e por todos os homens, particularmente pelos mais pequenos e pobres. Como tal, supera as fronteiras e as divisões de raça, casta ou ideologia: é sinal do amor de Deus no mundo, que é um amor sem qualquer exclusão nem preferência Redemptoris Missio, 89 Ser missionário significa amar a Deus com todo o nosso ser, até, se necessário, dar a vida por Ele. Quantos sacerdotes religiosos, religiosas e leigos, também nestes nossos tempos, Lhe renderam o supremo testemunho de Amor com o martírio! Ser missionário significa inclinar-se, como o bom samaritano, às necessidades do todos, especialmente dos mais pobres carenciados, pois quem ama com o coração de Cristo não busca o próprio interesse, mas unicamente a glória do Pai e o bem do próximo. Aqui reside o segredo da fecundidade apostólica da acção missionária que ultrapassa fronteiras e culturas, alcança os povos e se difunde até aos confins do mundo. in Mensagem do Papa Bento XVI para o dia Mundial das Missões 2006 António Hilário David Presidente da ONGD Leigos para o Desenvolvimento Querida Lina, Há cerca de dois anos quis Deus que os teus caminhos se cruzassem com o dos Leigos para o Desenvolvimento. Nessa altura, animada pelo espírito missionário e pela vontade de contribuir para que outros pudessem ter melhores condições de vida, decidiste fazer a formação e dizer sim a um projecto de serviço e de doação aos outros, a tempo inteiro. Assim, deixaste tudo, família e amigos, e partiste para a missão de Fonte Boa. Partiste com os teus talentos humanos e profissionais; mas sobretudo, partiste na certeza de que irias ser o que eras! Recordo que sempre nos dizias, desde a tua chegada, que estavas animada e feliz, e o quanto gostavas de estar com aquela gente. E foi assim que a partir da doação aos outros, os ias também acolhendo. Esta doação e acolhimento, têm a fonte no amor que sentias por aqueles que tanto precisavam da tua ajuda. E, por isso, também sofrias com a sua pobreza e condições indignas. Melhor testemunho disso foi quando nos interpelaste a fazer algo pela fome que assolava a missão, muito ao teu jeito, e com o coração cheio de compaixão e de tristeza, como tu própria partilhavas. Lina, tu sabias olhar a realidade com os olhos do coração, ao ponto de experimentares como teu o mundo do outro, acolhendo-o e amando-o. Era este sentimento de compaixão que te movia e animava, e que com certeza te fez um dia partir ao encontro do outro, procurando descobrir o verdadeiro rosto de quem precisa ser olhado como Pessoa. Sabias também que a fonte desse amor vinha de Deus. E, por isso, quiseste com Ele fazer caminho, fazer missão. Continuaremos a dar testemunho da nossa fé e duma Esperança que nos anima e dá sentido a cada dia da nossa missão. Muitas têm sido as mensagens de consolação que queremos partilhar com os teus pais e família. Mas a maior consolação é Deus que a dá. Obrigado Lina por teres passado nos Leigos para o Desenvolvimento. Acredita que deste o teu contributo para que este mundo seja melhor. O Bem que fizeste irá permanecer no tempo e, sobretudo, no coração daqueles que serviste. Ele resultou de uma doação sem limites. Quiseste desde sempre dar e dar-te aos outros, com um amor incondicional. Como alguém dizia, tu Lina davas alma à missão e por isso nunca te irão esquecer. Por isso, o que deste é para sempre! 9 de Novembro de 2006

16 16 NOTÍCIAS De Torres Novas rumo a Canchungo Campanha em acção A Escola Superior de Educação de Torres Novas lança campanha de apoio ao projecto do Centro de Desenvolvimento Educativo (CDE) de Canchungo na Guiné-Bissau. Catarina Lopes (FEC) e Miguel Dias (ESE Torres Novas) no lançamento da Campanha Centro Desenvolvimento Educativo, Canchungo, Guiné-Bissau Canchungo A cidade de Canchungo é a terceira cidade mais importante da Guiné--Bissau distando 75 km de Bissau e contando com habitantes. A sua população juvenil e estudantil é bastante elevada, não só na cidade, mas também nas localidades próximas, abrangendo as escolas de todos os níveis de ensino (excepto universitário). Com a colaboração de diversos representantes da comunidade civil e de instituições de Canchungo, identificou-se a Escola 1 de Junho como o espaço ideal para a criação de um Centro de Desenvolvimento Educativo. Os Centros de Desenvolvimento Educativo (CDE), que a FEC tem promovido neste país, pretendem fornecer a profissionais da educação e ao público em geral o acesso ao conhecimento. Estes espaços apresentam-se no interior do país como a única fonte de acesso a livros, materiais didáctico-pedagógicos e computadores. ESE Torres Novas O lançamento realizou-se em Outubro, nas instalações da ESE de Torres Novas e contou com a colaboração de Catarina Lopes da FEC, com uma comunicação subordinada ao tema Des-Envolvimento na Educação - Que ranking para África. Ao lançamento da campanha assistiram alunos finalistas dos cursos de Educação de Infância, Ensino Básico - 1º Ciclo, docentes e elementos da comunicação social local. A Campanha decorre até final de Abril 2007 e é uma parceria entre a ESE de Torres Novas, a FEC e diversos representantes da comunidade civil e instituições de Canchungo, Guiné-Bissau. Algumas das necessidades do Centro de Desenvolvimento Educativo estão já colmatadas com o apoio de algumas entidades doadoras (cf. quadro em anexo). O objectivo desta campanha é reunir o conjunto de equipamentos informáticos para equipar o CDE: 11 computadores, 6 UPS, 2 impressoras, 1 fotocopiadora, 1 rádio CD, tinteiros, CD educativos e manuais de informática. Estes equipamentos serão enviados para a Guiné-Bissau por uma equipa da ESE de Torres Novas que partirá para o país em Abril/Maio de 2007, onde irão leccionar cursos de informática, sob responsabilidade de Miguel Dias, docente neste estabelecimento de ensino superior e membro da equipa de Cooperação da ESE de Torres Novas. Colabore também > Se doar 10 por mês até ao final da campanha poderá oferecer 1 rádio CD ou 2 tinteiros > Se doar 20 este mês e 20 no próximo mês poderá oferecer um CD Educativo > Adquira uma impressora em conjunto com o seu amigo, colega ou familiar. Envie o seu donativo para a conta: Millennium BCP, FEC-Guiné-Bissau. O que faz falta Descrição Preço 1 Computador Impressora UPS 90 1 Fotocopiadora Rádio CD 60 1 CD Educativo 40 1 Tinteiro 30 Entidades e respectivas doações para o CDE Descrição Entidades Doadoras Estado Reconstrução do Espaço Câmara Municipal de Cascais + Action Aid Obtenção Parcial Painéis Solares Câmara Municipal de Cascais + Action Aid Pendente Mobiliário/Equipamento Fundação Calouste Gulbenkian Obtenção Total Material Bibliográfico Fundação Calouste Gulbenkian + FEC Obtenção Parcial Material Informático ESE de Torres Novas Campanha em Curso Formação de Animador do CDE FEC + ESE Torres Novas + IPAD + Entidades Locais Campanha em Curso

17 17 NOTÍCIAS Ecos da Lusofonia 7 anos de Rádios em Cooperação Em 2006 o Programa de rádio Igreja Lusófona comemorou 7 anos, com 350 programas emitidos. Um trajecto percorrido conjuntamente entre a FEC e a Rádio Renascença. Um programa que nasceu em 1999 para que fossem criados e assegurados meios para uma maior circulação de informação entre todas as Igrejas Lusófonas. Ao fim de 7 anos o Igreja Lusófona deu lugar ao Luso Fonias, um espaço que continua a reunir as diferentes pronúncias, perspectivas e realidades do espaço lusófono. Para celebrar este aniversário a FEC lançou um livro comemorativo. Com prefácio do Professor Marcelo Rebelo de Sousa, este livro reúne 20 entrevistas a personalidades de renome que passaram pelo programa, bem como alguns dos comentários do editor, Pe. Tony Neves. Para a concretização desta iniciativa, a FEC teve o apoio da RR, Instituto Camões (ICA), Fundação Portugal-África, Fundação Luso-Americana (FLAD) e Fundação Luso-Brasileira. O lançamento do livro realizou-se no Auditório da RR com um painel constituído por António Corrêa d Oliveira (RR), Madalena Arroja (Instituto Camões), Pe. Tony Neves (editor do programa) e Jorge Líbano Monteiro (FEC). Intervenções moderadas pelo locutor Carlos Duarte Bastos, há seis anos a dar voz ao Igreja Lusófona (agora Luso Fonias), que reflectiram a importância da rádio em África, na promoção da Língua Portuguesa e no Desenvolvimento dos Povos. António Corrêa d Oliveira, Pe. Tony Neves e Carlos Bastos «( ) iniciativas como a deste programa de rádio dão muito trabalho, apelam a voluntariado dedicado, mobilizam gente por esse mundo fora, envolvem jovens entusiastas; são, elas próprias, no seu fazer, um modo de participação comunitária de evangelização, de testemunho cristão. São mesmo, à sua maneira, para os crentes nelas empenhados, verdadeiras orações, enquanto caminhos para Deus através do serviço aos outros». Marcelo Rebelo de Sousa in Prefácio ao Ecos da Lusofonia, 7 anos de rádios em cooperação Rádios que colaboram semanalmente e retransmitem o programa Luso Fonias Rádio Rádio Aparecida* Rádio Ecclesia Rádio Sol Mansi Rádio Nova Rádio Watana Rádio Maria * Não retransmite País Brasil Angola Guiné-Bissau Cabo Verde Moçambique Moçambique Jorge Líbano Monteiro, Madalena Arroja, Carlos Bastos, Pe. Tony Neves e António Corrêa d Oliveira Apoios: Inclui CD! Publicação à venda na FEC e algumas livrarias Rádios que retransmitem o Luso Fonias Rádio Localização Voz dos Açores Califórnia EUA Rádio Vaticano Vaticano Antena Micróbriga Santiago do Cacém Rádio Costa d Oiro Portimão Rádio Vida Nova Santiago da Guarda Rádio Voz de Alenquer Alenquer Rádio Voz de Vagos Vagos Rádio Águia Azul Sta. Maria da Feira Rádio Cultura e Espectáculo Golegã Rádio Urbana Castelo Branco Rádio Boa Nova Oliveira do Hospital Renascença Regiões Lisboa Lisboa Net Católica António Sala, António Corrêa d Oliveira e Francisco Sarsfield Cabral Participantes no lançamento do livro

18 18 ENTREVISTA Alcançar a Educação Primária Universal. É o 2º Objectivo de Desenvolvimento do Milénio. O convidado é o Dr. Manuel Carmelo Rosa, Director do Serviço de Educação e Bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian, que ao longo do seu percurso profissional tem dedicado especial atenção às áreas da Educação e da Cooperação para o Desenvolvimento. Uma entrevista ao Programa semanal Luso Fonias, produzido pela FEC em parceria com a Rádio Renascença. Quais as metas do 2º Objectivo de Desenvolvimento do Milénio: alcançar a educação primária universal? Este objectivo visa, em conjunto com os outros, combater ou erradicar a pobreza. São indicadores, mas não basta atingir metas quantitativas. O combate à pobreza faz-se, não apenas por atingir etapas de escolaridade, mas por captar conhecimentos e obter resultados de aprendizagem. Hoje a comunidade internacional tem estado atenta a este ponto e sabe-se que não basta universalizar o ensino primário se não for conjugado com aspectos qualitativos. Caso contrário não se consegue o efeito de combate à pobreza. E isso ainda não se verifica? A questão das metas quantitativas é uma questão muito complexa. São metas importantes e dificilmente serão atingidas até 2015, porque há países onde a situação é muito difícil e o combate é árduo. Mas é preciso ter também consciência que não basta ter as crianças na escola, porque em muitas situações não há condições para efectivamente aprenderem; vão evoluindo sem se perceber se têm ou não conhecimentos, tanto porque a qualidade dos professores não é a melhor, como porque os programas educativos não são os mais adequados. Tanto o Banco Mundial, como as Nações Unidas têm estado muito atentos à importância de conciliar os indicadores com o aspecto qualitativo. Quais os principais entraves à educação nos Países em Desenvolvimento? Em muitos casos é a falta de qualidade dos professores, que é, aliás, um entrave generalizado em todo o mundo e não apenas nos países em desenvolvimento. Nos países mais pobres há ainda problemas de infra-estruturas. Há outros aspectos ligados aos materiais educativos e de desenvolvimento curricular, e há também um outro aspecto, para o qual a Fundação Evangelização e Culturas tem sido bastante sensível na sua intervenção, partilhado também pela Fundação Calouste Gulbenkian, que Dr. Manuel Carmelo Rosa, Director de Educação e Bolsas da FCG é a ligação às famílias e comunidades. A comunidade envolvente pode ter um papel muito relevante na formação e podem ser importantes agentes do desenvolvimento qualitativo da educação. As mulheres continuam a ser as mais discriminadas? Sobretudo nos países em desenvolvimento. Nos países africanos e nos países da Ásia de Leste a situação é dramática e o problema de equidade colocase em termos de género. Há estudos que demonstram que, quanto mais as mulheres e as raparigas forem educadas, mais se combatem os problemas de saúde e as grandes endemias. FEC Há ainda um longo trabalho de sensibilização? É um problema cultural que não se muda de um dia para o outro. É um combate lento, e que não pode ser imposto, porque não resulta. O trabalho infantil é outro dos grandes obstáculos? É outro obstáculo complicado, que deve ser visto com muito cuidado porque muitas vezes as comunidades dependem muito do trabalho infantil. Não é só um aspecto cultural, mas também económico. Tem que haver compensações económicas para que as famílias possam dispensar as crianças. Não basta dizer que é proibido o trabalho infantil. Em suma, quanto mais educação houver, mais se pode por em causa certos paradigmas culturais, como os da discriminação de género no acesso à educação ou o recurso ao trabalho infantil. Como vê o panorama da Educação nos Países Lusófonos? É diferenciado. Em Cabo Verde a situação é totalmente diferente daquela que se vive na Guiné-Bissau. Cabo Verde deu um salto substancial em termos de Desenvolvimento. Os indicadores mostram-no mesmo ao nível do Rendimento Nacional. Isso foi acompanhado em termos educativos. Em princípio Cabo Verde vai cumprir o 2º Objectivo de Desenvolvimento do Milénio sem grandes dificuldades. No outro extremo, a Guiné-Bissau tem muito mais dificuldades. Sofreu uma convulsão política recentemente, tem dificuldades de organização do sistema educativo, os apoios escassearam durante o chamado pós-conflito.

19 19 ENTREVISTA Angola está a mexer e tem potencialidades para atingir patamares interessantes, com condições financeiras para isso. Angola tem perspectivas para caminhar num sentido muito interessante e vir a ter um desenvolvimento sustentado, se tudo correr bem, até porque há pessoas muito bem qualificadas. Moçambique é um caso difícil. Tem sido apontando como um país exemplar pelas organizações internacionais, mas vive uma situação complicada porque não tem os recursos financeiros que existem em Angola, depende muito do apoio externo. Tem tido sucessos e insucessos no seu percurso de Desenvolvimento. Geograficamente não é fácil de gerir, por ser um país com grandes distâncias efectivas; é difícil alguns meios chegarem a certas regiões. Mas também tem pessoas qualificadas e ultimamente têm investido em programas de ensino à distância. Não é que isso por si só resolva os problemas, mas são contributos importantes para acompanhar o ensino presencial. É uma espécie de tele-escola? Esse foi um projecto que em Portugal teve imenso sucesso, o que não sucedeu em todos os países onde foi implantado. No caso do uso das novas tecnologias em Moçambique há conteúdos que não existiam na tele-escola, como é o caso da formação de professores e outros apoios ao ensino presencial, dado que hoje as tecnologias são outras. (...) não basta universalizar o ensino primário se não for conjugado com aspectos qualitativos. Caso contrário não se consegue o efeito de combate à pobreza. Que tipo de projectos são apoiados pelo Serviço de Educação e Bolsas da Gulbenkian? O Programa de Bolsas de Estudo existe desde os anos 60, altura em que não havia muitos apoios para os jovens africanos fazerem os seus estudos superiores em Portugal. Tem tido bastante impacto. Há uns três anos atrás fizeram-se alterações por se entender já não fazer muito sentido o apoio ao nível de bacharelato e licenciatura, embora continuemos a atribuir bolsas a esse nível, mas a ideia é ir reduzindo. Estamos com concursos abertos para, sobretudo, dar apoio ao nível das pós-graduações. Isso tem a ver com o Acordo de Bolonha? Sim, porque são apoios para Doutoramentos, Mestrados e Pósgraduações em Portugal. Além disso, entendemos que há outras instâncias, incluindo ao nível do Estado, que dão apoios para a formação ao nível da chamada pré-graduação (licenciaturas). Por isso faz-nos mais sentido apostar na elite destes países, tal como se fez nos anos 60 quando se deu apoio às licenciaturas. Outro programa tem sido uma aposta na melhoria qualitativa do ensino básico, um objectivo que tem vindo a ser sucessivamente contemplado. Um programa, bastante conhecido nos países, embora pouco difundido em Portugal, foi o dos Manuais Escolares, em colaboração com os Ministérios da Educação. A partir dos anos 80 e até meados dos anos 90, fizeram-se cerca de 160 Manuais e Guias do Professor para os 5 países lusófonos em África, com especial incidência em S. Tomé e Príncipe, com manuais para todo o ensino primário e para algumas áreas disciplinares até ao 9º ano e de Língua Portuguesa até ao 11º ano. Em Cabo Verde fizemos manuais de reforma do ensino básico, demos apoio ao Ministério da Educação de Cabo Verde na criação do regime de mono-docência de seis anos, que agora tem sido muito falado no contexto das metas do 2º Objectivo de Desenvolvimento do Milénio. Quatro anos de escolaridade não era considerado adequado e muitos PALOP que tinham este paradigma dos quatro anos, estão agora a tentar transformá-lo em seis anos. Isso vai acontecer em S.Tomé e Príncipe, porque, quer o Governo, quer o Banco Mundial que vai financiar uma parte e nós financiaremos o resto estão empenhados na reformulação do currículo para um regime de mono-docência de seis anos. Estamos também a dar apoio neste projecto ao nível da produção de manuais escolares. Fizemos também manuais de Língua Portuguesa na Guiné-Bissau, do 6º ao 11º ano. Em Angola fizemos alguns para Língua Portuguesa e Matemática e ainda de Língua Portuguesa em Moçambique. No total foram 160. Essa aposta no ensino básico vai continuar? Com certeza absoluta, sobretudo tocando na parte qualitativa. A Fundação Calouste Gulbenkian não tem capacidade financeira para cobrir todas as necessidades, por isso aposta muito na qualidade e em projectos que constituam bons exemplos, como é o caso da formação de formadores. Por exemplo, o Ministro da Educação de Angola solicitou-nos essa formação de formadores para o regime da mono-docência de seis anos. Pediu-nos para trabalharmos com uma das quatro escolas novas que foram criadas com este modelo e nós ficámos com a escola de Benguela; vamos tentar que ela seja um modelo. A promoção da Língua Portuguesa é uma das prioridades? É uma das prioridades e esta aposta no ensino básico prendese também a esse aspecto. Se não se aprender a Língua Portuguesa, as pessoas terão imensas dificuldades de aprendizagem no futuro. É uma chave de construção da educação. Acredita que é possível alcançar este Objectivo até 2015? Há esforços nesse sentido e a comunidade internacional criou em 2002 uma iniciativa para rapidamente alcançar esse objectivo, juntando esforços financeiros, entre outros, nos países com mais dificuldades. Nesse grupo estão dois países lusófonos, Moçambique e Guiné-Bissau. Nalguns países será, de facto, complicado, mas o esforço é grande e o entusiasmo também.

20 Dezembro 2006 Nº16 FICHA TÉCNICA EDIÇÃO E PROPRIEDADE: Fundação Evangelização e Culturas Campo Santana, 43-2ª Lisboa Telf: (00351) fax (00351) http: //www.fecongd.net DIRECTOR: D. Tomaz Silva Nunes COORDENAÇÃO: Sandra Lemos DESIGN GRÁFICO: Marisa Gomes PAGINAÇÃO: Vanessa Castro DEPÓSITO LEGAL: /05 TIRAGEM: 1000 exemplares Campanha de Presentes Solidários, um presente de Natal que dura a vida inteira A Fundação Evangelização e Culturas promove uma campanha de Natal inovadora, centrada no essencial e não-comercial, que visa contribuir para o desenvolvimento dos países de expressão portuguesa. A Campanha Presentes Solidários permite ao comprador escolher um ou mais de entre sete presentes, em nome de um amigo, familiar ou colega de trabalho. São presentes que não se esgotam no momento, i.e, com vista ao Desenvolvimento. Por exemplo, a compra de uma dúzia de galinhas irá permitir que uma família vulnerável de uma comunidade carenciada no Brasil possa fazer criação para consumo e/ou vender e estabelecer um negócio próprio. O Presente de Natal ideal que transforma uma vida Com esta Campanha há contributos concretos para transformar a vida de inúmeras pessoas que vivem em situações precárias nos países de língua portuguesa. A Fundação Evangelização e Culturas assegura que uma família realmente carenciada irá receber o presente escolhido, enquanto o amigo, familiar ou colega de trabalho irá receber um certificado personalizado, assinado pelo comprador. www. fecongd.net

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