UNIVERSIDADE CATÓLICA DE ANGOLA Centro de Estudos e Investigação Científica RELATÓRIO ECONÓMICO DE ANGOLA

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1 UNIVERSIDADE CATÓLICA DE ANGOLA Centro de Estudos e Investigação Científica RELATÓRIO ECONÓMICO DE ANGOLA 2013

2 UNIVERSIDADE CATÓLICA DE ANGOLA Centro de Estudos e Investigação Científica RELATÓRIO ECONÓMICO DE ANGOLA 2013

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4 DIRECTOR Alves da Rocha CENTRO DE ESTUDOS E INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA RELATÓRIO ECONÓMICO DE ANGOLA 2013 COORDENADOR Alves da Rocha João Fonseca Fernando Pacheco Regina Santos Francisco Paulo Ana Duarte (Instituto Superior Politécnico Lusíada de Benguela) Judite Valente Carlos Leite Luís Bonfim COM A COLABORAÇÃO DO CHRISTIAN MICHELSEN INSTITUTE Ivar Kolstad Arne Wiig Odd-Helge Fjeldstad Soren Kirk Jensen Aslak Orre PESQUISA E RECOLHA DE INFORMAÇÃO Paxote Gunza Carlos Vaz Vissolela Gomes Wilson Fonseca da Silva INVESTIGADORES PERMANENTES Alves da Rocha Carlos Vaz Cláudio Fortuna Francisco Paulo Nelson Pestana Osvaldo Silva Paxote Gunza Precioso Domingos Regina Santos Vissolela Gomes Wilson Silva INVESTIGADORES COLABORADORES Albertina Delgado Carlos Pinto Eduardo Sassa Fernando Pacheco Gilson Lázaro Luís Bonfim Margareth Nanga Milton Reis Salim Valimamade ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS Margarida Teixeira Lúcia Couto Evadia Kuyota Afonso Romão Leonardo Monteiro

5 ÍNDICE APRESENTAÇÃO... 7 INTRODUÇÃO A economia mundial e o enquadramento externo da economia angolana Política Orçamental e Política Monetária Considerações gerais Política Fiscal O Programa Executivo para a Reforma Tributária (PERT) Situação actual da reforma Contribuição do PERT na arrecadação das receitas não petrolíferas Nível de abertura e de participação Reforma Legislativa Códigos Transversais Códigos do IRT & do Imposto Industrial Reforma Administrativa Política Monetária e Cambial Objectivos da Política Monetária e Cambial Títulos do Tesouro Operações de Política Monetária Taxas de juro Política Monetária Mercado Monetário Interbancário Crédito e depósitos Mercado Cambial e taxas de câmbio Agregados monetários Meios de pagamento Passivo do BNA Sistema Bancário Principais desenvolvimentos na supervisão Estrutura do Sector Bancário Indicadores de solidez do Sistema Bancário Nível geral da actividade económica Considerações gerais Actividade económica... 86

6 3.3 Produto Interno Bruto: uma análise geral Análise sectorial do Produto Interno Bruto Agricultura, pecuária e florestas Comportamento da produção As políticas agrárias Indústria transformadora Comportamento da produção As políticas industriais Extracção de petróleo Comportamento da produção As políticas petrolíferas Construção e Obras Públicas Comportamento da produção Transportes Considerações gerais A prestação de serviços de transporte A política de transporte Cenários de Privatização para o Sector Ferroviário O sector externo Diversificação da economia Diversification, income, and democracy: a descriptive overview Introduction Relation to literature Empirical strategy and data Results Conclusion Experiências internacionais (Coreia do Sul e Malásia) Experiência da Coreia do Sul Experiência da Malásia Experiência colonial Indicadores de diversificação da economia nacional A distribuição do Rendimento Nacional em Angola Considerações prévias Rendimento Nacional e a componente salarial O papel dos diferentes sectores de actividade no processo de distribuição do Rendimento Nacional

7 6. Emprego e produtividade Introdução Estimativas do desemprego e do valor da produtividade Estimativas do desemprego até Políticas públicas de emprego e formação profissional Inflação Nota prévia O comportamento da inflação nos últimos dois anos Correlação entre os preços, a moeda, a taxa de câmbio e o crescimento económico Competitividade de Angola pelos preços Perspectivas de crescimento A economia mundial e os principais parceiros económicos de Angola A economia angolana Recapitulação dos principais acontecimentos económicos de Monografia da província do Bié BIBLIOGRAFIA

8 APRESENTAÇÃO RELATÓRIO ECONÓMICO DE ANGOLA 2013 Um dos temas que hoje mais têm sobressaído nos discursos oficiais e nas abordagens de diferentes instituições nacionais e estrangeiras é o do desenvolvimento sustentável. Passou a ser um jargão e ao mesmo tempo uma quase-reivindicação social e política, baseada no princípio simples de equilíbrio inter-geracional. É uma temática interessante e o relevo da sua discussão começou há muitas décadas (40 anos atrás) com a publicação de um estudo, encomendado pelo Clube de Roma em 1972, sobre o esgotamento dos recursos naturais do planeta e as agressões sobre as florestas, os animais, a camada de ozono, etc. Este estudo foi elaborado por uma vasta equipa de jovens investigadores do Massachusetts Institute of Technology, de onde se destacam os nomes de Donella Meadows (falecida em 2011) e Dennis Meadows. Esta pesquisa estabeleceu, pela primeira vez, as consequências dramáticas de um crescimento económico exponencial, incompatível com uma quantidade finita de recursos, capacidades e conhecimento (ainda que sujeito a uma lei de rendimentos marginais crescentes, de acordo com o modelo de desenvolvimento com progresso tecnológico endógeno). A conclusão que chocou o mundo foi a seguinte: se as actuais (para a época) tendências de crescimento da população mundial, da industrialização, da poluição, da produção alimentar e do desperdício de recursos permanecerem sem alteração, os limites do crescimento no nosso planeta serão alcançados dentro dos próximos 100 anos 1. A generalidade dos países interessa-se por aplicar um modelo de crescimento que disponibilize às gerações futuras a mesma quantidade e igual qualidade de recursos que a geração presente recebeu da geração passada. Significa, em última instância, que a responsabilidade de cada geração é a de gerir estrategicamente os recursos existentes e que são envolvidos em cada ciclo económico. De que forma esta gestão estratégica dos recursos pode ser assegurada e garantida? Com a intervenção do Estado (vulgarmente designada por regulação económica) ou dando-se primazia aos mecanismos de mercado, que em condições 1 Clube de Roma, Report on The Limits to Growth,

9 CEIC / UCAN normais devem assegurar uma racional e eficiente alocação de recursos e factores de produção? A discussão é interminável e passa pelo modo como as falhas de mercado e as falhas de Governo devem ser resolvidas no contexto de uma economia de mercado, em que a liberdade das decisões de produzir, consumir e investir tem de ser um dos seus axiomas fundamentais. Numa economia rendeira como a angolana, um dos vectores por onde tem de passar a sustentabilidade é a transformação da mentalidade de renda numa cultura de lucro, de salário (como contrapartida de trabalho produtivo e útil) e de produtividade. Não é o que se passa, por enquanto. A repartição política da renda petrolífera é que determina a participação dos agentes no processo produtivo e não os valores de trabalho, de empreendedorismo e de inovação. O acesso a essa renda não é democrático e os critérios são essencialmente políticos. Nestas condições, a sustentabilidade não está garantida, nem pela intervenção do Estado na economia, nem pelos mecanismos de mercado. Em qualquer país, o desenvolvimento tem de ser o resultado de uma dinâmica. Para que este processo se desencadeie, algumas condições devem estar reunidas, porque o desenvolvimento não é, apenas, a soma de factores necessários: Estabilidade institucional e governativa. Uma vontade real de promover o crescimento económico e o desenvolvimento social da parte da nomenclatura política: os comportamentos restritivos e administrativos provam que a defesa dos interesses individuais tem prevalecido. Uma muito maior autonomia da sociedade civil, de modo a que o sector privado possa dispor de uma margem de manobra para empreender conforme entender. Angus Maddison refere que o crescimento económico resulta de um conjunto de variáveis, como o direito de propriedade, as instituições políticas e a educação, a tecnologia, o desenvolvimento dos conhecimentos e da administração, o capital e a expansão das trocas internacionais (abertura das economias). Paul Romer sustenta que o crescimento económico depende do investimento e dos conhecimentos adquiridos pela experiência (o progresso tecnológico, ao contrário de Robert Solow, não é exógeno, é o próprio crescimento económico que o engendra). Conjugando as duas teses pode, então, dizer-se que o crescimento é a soma de factores necessários (população e recursos naturais), de factores decisivos (instituições políticas, líderes, tribunais, direito de propriedade, administração pública, educação) e de factores endógenos (tecnologia). 8

10 RELATÓRIO ECONÓMICO DE ANGOLA 2013 Pelo menos até a retoma do crescimento económico em Angola não se fará com a mesma intensidade da verificada durante a mini-idade de ouro de crescimento da economia nacional. Entre 2004 e 2008, a taxa média anual de crescimento do PIB foi de 12,5% 3, (uma das maiores de África e do mundo, em termos tendenciais), com picos em 2005 (15,0%) e em 2007 (14,0%) 4. Dito de modo diferente: não estará a economia angolana a entrar num período de crescimento menos intenso, ainda que positivo 5? Algumas razões: O país não dispõe de verdadeiras instituições políticas e a sua criação demora gerações (o direito de propriedade e as instituições políticas desempenham um papel fulcral no desenvolvimento das forças de mercado). O direito de propriedade privada não está consolidado, sendo, outrossim fundamental uma revolução nos arquétipos culturais da sociedade rural tradicional. O sistema de educação não está estruturado, sendo provavelmente necessário implementar-se uma verdadeira revolução educativa a 30 anos (universalização do Ensino Primário, acentuação do Secundário e do Técnico e consolidação do Universitário); o sector da educação deve absorver, no mínimo, 6,5% do PIB por ano. Não existem estruturas que promovam a produção de conhecimentos (uma sociedade só consegue progredir se for capaz de produzir conhecimento e, por outro lado, a produção de conhecimentos não está sujeita à lei dos rendimentos marginais decrescentes). 2 International Monetary Fund Angola Second Post-Program Monitoring, March Também o Plano Nacional de Desenvolvimento apresenta taxas de crescimento até 2017 em redor de 6,5%, sem se levar em atenção as correcções em baixa que o Governo tem feito. 3 Já corrigida pelas informações das Contas Nacionais do INE. 4 É sempre bom ter-se destas constatações uma visão relativa das situações. No caso vertente importa saber em que condições é que esse facto ocorreu e se as condições futuras o irão permitir de novo. 5 Tanto quanto é possível estimar no momento presente sempre aleatoriamente sempre incontroláveis algumas instituições internacionais estabeleceram as seguintes taxas reais prospectivas de variação do PIB angolano para 2014: EIU = 6,4%; FMI = 5,3%; Banco Mundial = 6%. 9

11 CEIC / UCAN O país ainda não dispõe de infra-estruturas em quantidade e qualidade para alavancar o crescimento económico em bases sistémicas e sustentáveis nos domínios rodoviário, portuário, ferroviário, telecomunicações, redes de informação e sistemas de saúde. Generalizada fraqueza da capacidade científica e tecnológica nacional, o que limita a qualidade dos quadros e mão-de-obra nacional 6. Mas também a distribuição do rendimento em moldes completamente diferentes dos actuais é um tema presente na discussão do futuro da Nação e da sociedade angolana. As desigualdades sociais continuam a dominar a realidade nacional, em diversas vertentes. Parece que à medida que o tempo for passando, tornar-se-á cada vez mais difícil garantir um estatuto de igualdade de oportunidades e de convergência de níveis de vida a todos os cidadãos, tal como consagra a Constituição. As várias periferias das cidades apresentam condições de vida degradantes, sendo o mais frustrante a aparente falta de esperança de as reverter no curto prazo. Os contrastes com as várias cidades-condomínio do asfalto são, na verdade, gritantes, levando, na realidade a pensar-se que os angolanos só são iguais perante a lei. Muitos estudos internacionais, sérios e confiáveis, têm constatado que a globalização/mundialização foi, de facto, um factor que permitiu reduzir as desigualdades entre os países. A China, a Índia, o Brasil, uma parte significativa de África (com destaque para a África Subsariana) são hoje espaços económicos com uma participação relativamente importante no comércio mundial, no PIB global e na geoestratégia das nações. A China, em 30 anos, tornou-se na segunda potência económica e o Brasil caminha para tirar a liderança às velhas economias industriais da Europa. Tudo isto teve uma influência indelével da globalização e da abertura das economias. No entanto, dentro de cada país, mesmo nas economias mais estruturadas, organizadas e desenvolvidas, as desigualdades têm aumentado. A China, a despeito do recentramento do seu modelo de crescimento mudança de alavancas, das exportações para o consumo interno continua a ser, provavelmente, o país mais desigualitário do mundo, com assimetrias gritantes entre regiões e classes sociais. O Brasil tem saído à rua para dizer basta às desigualdades e às aparentemente erradas opções de política económica de um partido de esquerda que governa o 6 Ver análise e considerações sobre o Knowledge Economy Index (KEI) do Banco Mun- 10

12 RELATÓRIO ECONÓMICO DE ANGOLA 2013 país há mais de 10 anos. Aqui a luta é por mais investimentos públicos na saúde e na educação e por dinâmicas renovadas de distribuição do rendimento. O país tem crescido, mas a mancha de pobreza e exclusão social não diminui na mesma proporção. Quando as economias atravessam fases de crescimento do PIB e de quase-pleno emprego, o agravamento das desigualdades que normalmente ocorre em proporções relevantes, embora disfarçáveis pelo conhecido efeito de contágio acaba por ser mais ou menos aceitável (é isto o que tem acontecido no nosso país, que possa explicar o relativo apaziguamento social?), não sucedendo o mesmo em situações de crise económica e de desemprego elevado. Em Angola, os índices de desigualdade são, também, elevados: 20% da população concentra 60% do rendimento nacional (não se têm estatísticas sobre a riqueza, mas seguramente que neste item as desigualdades são manifestamente muito mais significativas) e cerca de 2/3 da população tem menos de 2 dólares por dia para viver. A distribuição do rendimento é um processo económico normal, com mecanismos e procedimentos próprios que garantem a remuneração dos factores de produção envolvidos nos processos anuais de criação do PIB. No entanto e na maior parte dos casos, as regras de mercado não são nem suficientes, nem eficientes para garantirem uma relativa igualdade no acesso às fontes de rendimento, falando-se em falhas de mercado na remuneração dos factores de produção. Por isso, o Estado tem uma função supletiva a desempenhar no sentido de promover e garantir uma repartição mais equilibrada do rendimento nacional, de modo a preservar a estabilidade social e política. Os instrumentos a accionar passam pela progressividade dos impostos cobrados pelo Estado às pessoas singulares e pelas transferências para as famílias a diferentes títulos. Estes são alguns dos mecanismos de compensação contemplados pela Teoria Económica e algumas das práticas encontradas nos países de elevado Índice de Desenvolvimento Humano. Estas sociedades são das mais igualitárias do mundo (índice de Gini em torno de 0,25), das politicamente mais estáveis e das economicamente mais saudáveis. Não é isso que se encontra na maior parte dos países em desenvolvimento emergentes e não emergentes e em especial nos produtores de petróleo. O Estado, nestes países, não tem sido competente na aplicação dos adequados instrumentos macroeconómicos e políticas correctoras dos mecanismos de mercado de repartição do rendimento e as respectivas sociedades apresentam índices elevados de desigualdade. De acordo com determinadas visões, os Estados 11

13 CEIC / UCAN petrolíferos têm promovido e facilitado uma acumulação de riqueza concentrada numa pequena elite ligada ao poder político pela via do conhecido rent-seeking 7. Em que condições Angola parte para construir a sustentabilidade do modelo de repartição equilibrada (e justa) do rendimento nacional? 8 Certamente desfavoráveis em termos presentes: pobreza e fome, democracia limitada (apesar das liberdades garantidas pela Constituição da República), elevado desemprego (na vizinhança de 25% a respectiva taxa), regime internacionalmente considerado autoritário, elevados níveis de corrupção e de falta de transparência, do que resultam diferenças significativas no acesso às oportunidades (de estudar, de direito à habitação condigna, de criar riqueza, de inovar, de empreender) e na escala social entre quem tudo tem (várias vivendas e apartamentos, várias viaturas, várias contas bancárias) e quem nada tem. Ética e responsabilidade social das empresas começam a apresentar-se como duas preocupações da sociedade civil angolana, no sentido de se alargar ao tecido empresarial deveres de transparência nas suas actividades e contas e de inserção positiva no seu relacionamento com as comunidades. Do ponto de vista moral, a responsabilidade social das empresas pode coincidir com a ética dos negócios, com a lealdade de intenções face a parceiros e a terceiros, o fornecimento de bens e serviços dentro de normas de qualidade e de respeito das preferências dos consumidores, a publicidade não enganosa. Deste ângulo de análise, a responsabilidade social empresarial é a dedicação contínua 7 rent-seeking é um conjunto de práticas administrativas e regulamentares que visam distribuir a renda petrolífera por um conjunto restrito de agentes ligados ao poder político, através de favorecimento nas privatizações, nas compras do Estado, no acesso ao crédito, nos concursos públicos, na criação de empresas, nos patrocínios estatais, etc. 8 Antes das eleições de 2012, o MPLA encomendou um estudo-sondagem sobre a per- repartição da riqueza, a ideia-força percebida pelos inquiridos era a de que a riqueza era mal repartida em Angola: o país apresenta crescimento económico, mas a população se auto percebe como não fazendo parte da distribuição da riqueza, assim como das decisões políticas do país. Em Angola há os ricos e os pobres - o nosso país é muito rico, mas a população é muito pobre. Os jovens estudantes queixavam-se de que todo o dinheiro de Angola vai para os bolsos dos governantes angolanos e nada para o povo. (ProSensus, Sensus e Centro de Estudos Estratégicos de Angola Relatório Grupos Temáticos, Eleições Gerais Angola 2012 dão um sinal claro sobre a insatisfação social quanto às condições de vida da grande questões sociais através de discursos e declarações dos mais altos dirigentes do país. 12

14 RELATÓRIO ECONÓMICO DE ANGOLA 2013 da empresa a comportamentos éticos, contribuindo para o desenvolvimento económico e melhorando as condições de vida dos trabalhadores e das suas famílias, assim como das comunidades em que estão inseridas. A componente moral da responsabilidade social exige que os negócios se façam com honestidade, seriedade e sinceridade e no respeito dos compromissos assumidos. Igualmente determina que não se tenham salários em atraso e se paguem as remunerações do trabalho de acordo com os contratos assinados. Um ponto particular: por que se pede que as empresas se comportem com responsabilidade social e a mesma postura não é exigida às pessoas ricas? Estas classes possidentes afectam somas consideráveis a gastos de extravagância e sumptuosidade privadas 9. Estes cidadãos e classes sociais distanciam-se da imensa maioria da população, em vez de a ajudarem na caminhada para uma prosperidade comum. Uma sociedade harmoniosa 10 caracteriza-se pela democracia, pelo imperativo da lei, pela equidade, pela justiça, pela sinceridade, pela amizade e pela vitalidade. Do ponto de vista económico, os empresários e as empresas são quem deve operar a melhor combinação produtiva dos factores de produção, com diferentes finalidades: maximizar os retornos dos investimentos, poupar recursos escassos (e, por isso e em alguns casos, caros) e acautelar uma repartição justa do rendimento gerado no decurso do exercício da actividade produtiva. Percebem-se elementos sociais nesta função económica do empresário. Assim como se adivinham zonas de contradição e conflito entre a função económica das empresas e o que desejavelmente deveria ser a sua função social. E uma delas é quando, por razões de eficiência (poupança de recursos) e de maximização de lucros, as combinações factoriais favorecem o capital (e as suas diversas componentes) em desfavor do trabalho, optando-se, portanto, por processos de produção intensivos em tecnologia e capital. Observada do ponto de vista da empresa, a responsabilidade social das empresas pode ser entendida como parte da gestão de risco, isto é, tomando diferentes medidas estratégicas para assegurar a sobrevivência da empresa no futuro previsto. Isto faz parte da responsabilidade dos gestores para com os accionistas e a melhor maneira de o fazer é lutar por um modelo operacional que crie valor para 9 Ver Revista Sábado, de Setembro de 2011, sobre as extravagâncias dos ricos de Angola. 10 Muitos dirigentes políticos angolanos gostam de utilizar o termo desenvolvimento dade e da economia. 13

15 CEIC / UCAN todos os stakeholders, que, de outra maneira, poderiam, no longo prazo, tornar a empresa vulnerável. A criação de emprego pode ser, provavelmente, a mais importante responsabilidade social das empresas e dos empresários, embora seja a consequência económica natural da constituição de actividades produtivas. Mas a responsabilidade social, assumindo formas e modalidades materiais, pode ser uma forma de escamotear a fuga e a evasão fiscais da parte das empresas: cumpre-se uma determinada responsabilidade social a troco de pagamento de impostos mais baixos. Ou então, compram-se descontos fiscais com responsabilidade social, o que não deixa de ser um contra-senso, perdendo todo o carácter de responsabilidade social. Distribuição do rendimento (e melhoria significativa e sustentável das condições de vida dos cidadãos) e desenvolvimento sustentável (muito forte capacidade de se continuar a crescer e a preservar para as gerações futuras o que as gerações presentes receberam das gerações passadas) são os temas fortes da edição 2013 do Relatório Económico do CEIC/UCAN. Ética e Responsabilidade Social das Empresas é um dos projectos de pesquisa do CEIC em fase de execução e cujos resultados serão divulgados no Relatório Económico do próximo ano. As abordagens clássicas da política económica, o estudo do emprego e da produtividade do trabalho, as referências à inflação, as previsões sobre o crescimento futuro do PIB, a síntese informativa sobre os acontecimentos económicos e a monografia económica provincial continuam a fazer parte do conteúdo do Relatório Económico de

16 INTRODUÇÃO RELATÓRIO ECONÓMICO DE ANGOLA 2013 Embora se não reporte a 2013, a disponibilização das Contas Nacionais de Angola 2002/2010 acaba por ser um facto de enorme relevância, pois a partir de agora passamos a ter apenas uma economia e não mais tantas economias como as que a nossa imaginação puder propor. O Sistema de Contas Nacionais de qualquer país é uma das bases estatísticas fundamentais para o conhecimento e análise do sistema económico, nas vertentes que os manuais de Macroeconomia e de Contas Nacionais dividem as economias. O passo que o Instituto Nacional de Estatística deu com a apresentação das Contas Nacionais de Angola é significativo. Para as instituições públicas, para as empresas e sistema bancário, para os Governos provinciais e, em geral para os tomadores de decisão. As Contas Nacionais são o retrato dos resultados do funcionamento do sistema económico. Fornecem informações essenciais e indispensáveis sobre o circuito de produção de que modo a produção interna é criada e em que proporções entram os consumos intermédios e os factores de produção, o modelo de formação de valor agregado interno, o modo como os rendimentos são gerados no processo de produção, em termos de remuneração dos factores, como são aplicados nas componentes da despesa nacional e finalmente sobre a repartição primária do rendimento nacional. A partir das Contas Nacionais vai ser possível elaborar diferentes estudos sobre a realidade económica e social do país, conhecer determinadas debilidades do sistema produtivo e avaliar com maior precisão os resultados da actividade económica. Sendo as Contas Nacionais elaboradas de forma relativamente exaustiva, a partir de informações oriundas das empresas (balanços e demonstrações de resultados, inquéritos, etc.) fica-se com a garantia de que a avaliação do PIB e de outras grandezas macroeconómicas está bem mais próxima da realidade do que se fosse por meras estimativas. As diferenças entre as informações das Contas Nacionais do INE e os valores até agora apresentados oficialmente são significativas, em alguns casos 11. Desde 11 - naturais imposições editorais de tempo. 15

17 CEIC / UCAN logo no valor do Produto Interno Bruto os diferenciais são expressivos, chegando a atingir, em 2006, 10,6 mil milhões de dólares para mais e em 2009, também 10,6 mil milhões de dólares, mas para menos. Ou seja, e para este ano, a incidência da crise económica e financeira internacional sobre a economia angolana foi absolutamente devastadora, muito acima das estimativas apresentadas então pelas autoridades: os impactos negativos apresentados na altura sobre o PIB nacional foram estimados em 8,7 mil milhões de dólares, quando agora as Contas Nacionais revelam um prejuízo global de cerca de 23,5 mil milhões de dólares. Perante estas discrepâncias tem de ser colocada a questão da consistência e coerência das políticas económicas entretanto implementadas pelo Governo entre 2002 e DIFERENÇAS ENTRE OS PIB EM MILHÕES DE DÓLARES ANOS PIB 4716,7 3291,8 5065,7 9619, ,1 6020,2 4143, ,4-1597,8 FONTE: INE, Contas Nacionais, Em valores absolutos, o PIB nacional passou de 16 mil milhões de dólares em 2002, para 82,7 mil milhões de dólares em 2010, sobretudo devido ao excelente comportamento da economia petrolífera nacional e dos preços internacionais do petróleo. COMPARAÇÃO ENTRE PIB CONTAS NACIONAIS E O ANTERIOR PIB milhões de dólares correntes Diferença entre os PIB PIB an go milhões dólares correntes FONTE: INE, Contas Nacionais, Mas as diferenças projectam-se igualmente noutras variáveis macroeconómicas e sectoriais. 16

18 RELATÓRIO ECONÓMICO DE ANGOLA 2013 A dinâmica de crescimento do PIB no período em apreço foi menor do que a apresentada pelo Governo e aceite por algumas instituições internacionais, como o Fundo Monetário Internacional 12. Foi amplamente divulgada a ideia de Angola ser a economia que mais crescia no período considerado, quando agora as Contas Nacionais revelam que, afinal, não foi assim. 25 COMPARAÇÃO ENTRE CONTAS NACIONAIS E OS DADOS EXISTENTES SOBRE O CRESCIMENTO DO PIB Valores em percentagem Variação real Variação real usada até hoje FONTE: INE, Contas Nacionais, Os estudos e a definição das políticas macro e microeconómicas trabalharam com uma taxa média de crescimento de 12,1% entre 2002 e 2010, quando na realidade das Contas Nacionais o deviam ter feito sobre uma cifra de 8,6% em taxa média anual. Mesmo em relação ao mini-período dourado do crescimento da economia nacional (2004/2008) as diferenças são, do mesmo modo, relevantes: 12,5% nas Contas Nacionais e 17,4% nos dados utilizados até hoje. DINÂMICAS DE CRESCIMENTO (%) ,4 9,97 12,1 17,4 Contas Nacionais 8,6 12,5 Também no domínio das variações reais do PIB dos sectores de actividade ocorrem desvios significativos. As duas seguintes tabelas são disso reveladoras. 12 No seu mais actual World Economic Outlook adoptado as novas taxas de crescimento do PIB dadas pelas Contas Nacionais do INE. 17

19 CEIC / UCAN DINÂMICAS DE CRESCIMENTO SECTORIAL DAS CONTAS NACIONAIS Agricultura Pecuária e Florestas 8,38 9,59 4,35 13,42 5,42 6,05 4,76 9,46 Pescas 7,22 7,83 5,10 24,32 5,94 1,64 6,21-13,28 Petróleo e Gás -3,80 13,88 25,49 13,07 21,76 10,27-4,97-0,54 Diamantes e Outros 19,83 7,48-16,57 28,59 18,76-1,79 5,59 6,46 Indústria Transformadora 5,35 16,58 6,13 6,55 2,02 5,91 7,02 19,16 Electricidade 12,41 14,16 7,09 33,46 9,54 8,11 23,68 9,50 Construção 16,32 24,08 12,91 11,65 17,69 8,93 12,78 25,95 Serviços 5,17 7,48 8,61 8,62 5,60 12,92 8,17 4,23 Comércio 6,19 6,24 10,36 4,06 13,56 17,60 2,30-9,73 Transportes/Armazen. 0,10 7,91 10,84 7,97 8,54 19,95 3,34 10,53 Correios/Telecomunic. 4,74 3,60-20,89 10,72 9,49 37,87 29,89 6,51 Bancos e Seguros 6,99 2,95 18,56 14,83 4,95 10,45 3,31 5,15 Estado 6,93 8,47 11,46 11,53 9,63 7,97 9,64 10,03 Serviços Imobiliários 3,00 2,24 4,97 6,22 4,91 10,38 7,40 5,05 Outros Serviços 4,24 12,32 5,55 12,11-5,54 7,91 11,92 9,04 PIB 2,37 11,25 14,86 11,70 13,85 10,48 2,01 4,61 DIFERENÇAS EM PONTOS PERCENTUAIS Agricultura Pecuária e Florestas 3,30 4,51 12,65-3,62 21,98-4,15 24,24-3,46 Pescas Petróleo e Gás 1,60-0,78 0,51 0,03 1,54 2,03-0,12-2,46 Diamantes e Outros -0,01-6,68 32,77 2,31-16,06-6,41-0,99-16,76 Indústria Transformadora 6,56-3,08 18,77 38,15 30,58 5,09-1,72-8,46 Electricidade -12,17-2,66 10,31-20,26-0,94 17,99-2,38 1,40 Construção -3,69-10,08 3,99 18,35 19,41 16,67 11,02-9,85 Serviços 4,70 2,92-0,11 29,48 16,20 13,98-9,57 4,47 PIB 2,83 0,05 5,74 6,90 9,35 3,32 0,40-1,21 Os valores positivos significam que as estimativas usadas até hoje superam as das Contas Nacionais e os valores negativos o contrário. Por exemplo, as sobrestimativas de crescimento da agricultura atingiram 24 pontos percentuais em Em relação à indústria transformadora, o diferencial percentual a mais foi de 38 pontos em Para o sector dos serviços, o valor mais elevado registou-se em 2006, com um diferencial positivo de 29 pontos, enquanto o sector da construção indiscutivelmente o mais dinâmico de acordo com as informações das Contas Nacionais averbou o maior registo em 2007, com 19 pontos percentuais a mais do que o seu verdadeiro crescimento. 18

20 RELATÓRIO ECONÓMICO DE ANGOLA 2013 Também se anotam casos em que os registos com que se trabalharam até à publicação das Contas Nacionais são inferiores (ou seja, cresceu-se mais do que se pensava): Electricidade em 2006, Diamantes e Outros Minérios em 2007, os Serviços em 2009 e o próprio PIB em Naturalmente que estes novos registos do crescimento da economia angolana têm reflexos nas taxas tendenciais de crescimento, nas dinâmicas de transformação estrutural da economia nacional e no próprio processo de diversificação da estrututa produtiva do país. Conforme anteriormente referido, as actividades ligadas à Construção foram as que maiores variações percentuais reais apresentaram entre 2002 e 2010, segundo as Contas Nacionais, com uma taxa média anual de crescimento de 15%. 20 LINHAS TENDENCIAIS DE CRESCIMENTO DOS SECTORES ESTRUTURANTES DA DIVERSIFICAÇÃO Agricultura, Pecuária e Florestas Construção Indústria transformadora PIB FONTE: INE, Contas Nacionais, Também em termos da estrutura do Produto Interno Bruto se notam diferenças muito significativas com a composição sectorial que vinha sendo usada. Por exemplo, o sector Agricultura, Pecuária e Florestas que se pensava ter uma participação relativa no PIB de cerca de 8% a 10%, aparece agora na Contabilidade real da economia do país, dada pelas Contas Nacionais, com um peso percentual médio, entre 2002 e 2010, de apenas 4%. O que pode ter diferentes leituras: Considerado como sector estruturante das transformações económicas estruturais e peça importante da diversificação produtiva do país, 4% de participação é muito pouco. No entanto, este valor pode também significar que a margem de progressão é elevada, não se apresentando esta actividade próxima dos seus limites de expansão e contribuição para o valor agregado nacional. 19

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