Boletim Informativo. SCARJoV. Malária continua ser a principal causa de morte no país segundo o MINSA. NESTA EDIÇÃO

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1 Boletim Informativo A S S O C I A Ç Ã O D E R E I N T E G R A Ç Ã O D O S J O V E N S / C R I A N Ç A S N A V I D A S O C I A L SCARJoV NESTA EDIÇÃO V O L U M E 9 E D I Ç Ã O 9 A B R I L Malária continua ser a principal causa de morte no país segundo o MINSA. Malária continua ser a principal causa de morte no pais segundo MINSA 1 Fair Play for Africa em marcha em Luanda 2 Criado fórum dos jornalistas de luta contra Malária 3 Mesa redonda p r o p õ e - s e abordar políticas 4 angolanas dos c u i d a d o s paliativos Comissária da União Africana satisfeita com 5 situação dos D i r e i t o s Humanos em Declaração de Lakes sobre a Rede de Mulheres Seropositivas 7 Reino da Noruega quer cooperar com Angola no domínio d o s d i r e i t o s humanos 8 Segundo dados tornados público pelo Ministério da Saúde por ocasião do dia mundial da luta contra a malária, afirma que a mesma continua ser a principal causa da mortalidade e o principal problema de saúde pública no pais. Dados do MINSA, apontam a malária como sendo responsável de 35% da mortalidade nas criançasças, 25% da morbidade materna e causa 60% dos internamentos hospitalares de crianças menores de cinco anos de idade, e 10% dos internamentos das mulheres. A doença também apontada como sendo responsável por 55% da taxa de utilização da rede periférica. No pais estão identificados três espécies de plasmódio implicados na transmissão da malária: plasmódio falciparum 925, plasmódio vivax7%, plasmódio malaria 1%. Ainda de acordo com o relatório que vimos citando,o pais apresenta-se com duas zonas mais endêmicas sendo a parte norte do pais» Cabinda, Uige, Malange, Kuanza-Norte, Lunda-Norte e Luanda «enquanto que nas províncias do sul Namibe, Cunene, Huila, e Kuando Kubango, ocorrem surtos epidêmicos com aumento de casos durante a estação das chuvas, com um pico entre os meses de Janeiro e Maio. O plano estratégico nacional para o controlo da malária , estima que cada angolano perde em media entre 25 a 27dias úteis de trabalho por ano devido a malária. No mesmo documento faz-se referência a um estudo sobre o impacto econômico da doença em Angola realizado em 1995 e que estima que o custo global anual da doença para o pais é de 125 milhões de dólares Norte Americano. O estudo assegura ainda que há uma década o custo unitário de cada episódio de malária totalizava 34 dólares dos quais 63,8% eram suportados diretamente pela família com particular incidência nas famílias pobres das áreas rurais, onde o custo direto corresponde a 100% do valor mensal individual da manutenção alimentar e familiar.

2 P Á G I N A 2 «Precis amos r e f o r ç a r a nossa acção em todo país para que as p e s s o a s portadoras do vírus do HIV, saibam que nós, existimos para defender os seus direitos e que juntos podemos fazer mais em prol da nossa causa e ajudarmos as pessoas a se i n f o r m a r e m s o b r e o s perigos que a d o e n ç a representa para a humanidade, já que no país ainda há muito tabu sobre isso». Nesta copa do mundo não se esqueça: marque golos prevenindo-se contra o VIH e Tuberculose Rede Nacional de Pessoas Vivendo tem novo corpo diretivo. A Rede Nacional de Pessoas Vivendo com o vírus do HIV e SIDA (RNP+Angola), realizou de 26 a 30 de Abril, a sua segunda assembléia extraordinária. Durante o encontro, os participantes passaram em revista a vida interna da organização bem como se procedeu ao balanço das atividades desenvolvidas durante os últimos quatro anos, tendo os membros se congratulado pelo desempenho da rede durante o período findo. Para dirigir a rede no quadriênio 2010 a 2014, foi eleita Ma lamba Joaquim, que na ocasião, apontou a revitalização da rede a nível de todo país como uma das principais tarefas, e tornar a mesma uma associação de utilidade publica como prioridades do seu mandato. «Precisamos reforçar a nossa acção em todo país para que as pessoas portadoras do vírus do HIV, saibam que nós, existimos para defender os seus direitos e que juntos podemos fazer mais em prol da nossa causa e ajudarmos as pessoas a se informarem sobre os perigos que a doença representa para a humanidade, já que no país ainda há muito tabu sobre isso». Disse a nossa interlocutora, que pretende contar com a colaboração de todos os membros da rede e não só para a materialização dos objetivos traçados, por considerar que sozinha não conseguirá atingi-los. Por seu turno, António Ribeiro, Coordenador cessante da rede, manifestou-se satisfeito pelo trabalho desenvolvido pela rede durante o seu mandato que caracterizou de muito positivo apesar das dificuldades vividas durante o mesmo, tendo desejado a sua sucessora, êxitos durante o seu reinado. B O L E T I M I N F O R M A T I V O

3 V O L U M E 9 E D I Ç Ã O 9 P Á G I N A 3 Criado fórum dos jornalistas de luta contra Malária No âmbito das comemorações do dia mundial da luta contra a malária, o centro de formação de jornalistas «CeFoJor» albergou um seminário dirigido aos jornalistas de diferentes órgãos cujo tema, versou sobre o papel do jornalista na luta contra a malária, sob égide do Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Comunicação Social, no qual fizeram parte, profissionais provenientes das dezoito províncias do país O encontro, teve como principal objetivo, criação de um ambiente favorável para o envolvimento dos profissionais da comunicação social, no desenvolvimento de uma rede de jornalistas engajados na luta contra a malária, devendo posterior evoluir, para uma rede de combate as grandes endemias. Após dois dias de discussões profundas sobre o modelo de organização e a apresentação da situação da malária no nosso País, e do plano estratégico nacional, os participantes ao evento, concluíram, haver necessidade de uma maior inteiração entre o programa nacional de luta contra a malária e os medias, constituindo assim uma elo importante para o cumprimento dos objetivos da declaração de Abuja que prevê a redução do impacto da malária em África, em 50%, e para o acompanhamento das iniciativas de eliminação da malária na sub-região da «SADC,» até Daí a importância segundo o documento da criação da rede de jornalistas com vista a influenciar nas mudanças de comportamento e de atitude das populações com a realização de estudos e pesquisas por parte dos profissionais da informação, tendo neste particular sendo recomendado, a abertura e aproximação entre os técnicos de saúde, e os profissionais de imprensa. Ao presidir a sessão de enceramento, a Vice Ministra da Saúde Evelize de Fresta, considerou a criação da rede dos jornalista no combate a malária, como um parceiro importante, do ministério da saúde face a doença, dado a função que os mesmos desempenham sobre as comunidades para as quais é dirigida a mensagem sobre os cuidados a ter e os comportamentos de risco, tendo na ocasião salientando, que está em estudo no Ministério da Saúde a criação de um prêmio de jornalismo de saúde, com vista a melhorar e incentivar os profissionais que trabalham na área de saúde. União Européia vai aumentar financiamentos em Angola. O Embaixador d a U n i ã o Européia em Angola, João G a b r i e l, afirmou em entrevista ao b o l e t i m i n f o r m a t i v o SCARJoV, que a organização que dirige no p a í s v a i reforçar os apoios para as organizações não governamentais nacionais e estrangeiras que desenvolverem atividades no nosso país. O diplomata luso afirmou que este aumento surge em função do crescente número de solicitações de apoios, feitas a União Européia por organizações nacionais e estrangeiras que labutam no território nacional, que são submetidos a comissão de avaliação de propostas a serem financiadas pela comunidade, caso sejam aprovados. São muitas solicitações de pedidos que recebemos as quais temos que avaliar em função dos recursos que temos disponíveis mas posso garantir lhe que nos últimos tempos, aumentamos significativamente o número de financiamento, e vamos continuar a apoiar dentro das nossas possibilidades - afirmou o diplomata. João Gabriel, mostrou-se satisfeito com o estado atual dos direitos humanos, tendo em conta os últimos desenvolvimentos verificados a nível do pais, com o alcance da paz efetiva em todo território nacional facto que para si, constitui uma grande possibilidade para se continuar a fazer progressos significativos neste domínio. Problemas existem em todos países mesmo nos nossos, o importante é que exista esforços para se alterar a situação, isso temos constatado os, esforços que o governo tem feito para melhorar a situação das populações e da dignificação da pessoa humana.

4 P Á G I N A 4 "uma abordagem que melhora a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias que enfrentam os problemas associados à doença fatal, através da prevenção e alívio do sofrimento por meio da identificação precoce e De onde virão as nossas próximas estrelas de futebol? Mais de 22 milhões de Africanos, muitos deles jovens futebolistas, vivem com o HIV. Mesa redonda propõe-se abordar políticas angolanas dos cuidados paliativos A associação SCARJoV em parceria com a Associação Africana para Cuidados Paliativos (APCA) promovem no dia dezoito do mês em curso, uma mesa redonda sobre as políticas da legislação angolana sobre os cuidados paliativos. De acordo com uma nota de imprensa a que tivemos acesso, pretende-se com está iniciativa, efetuar uma revisão a legislação nacional e outros documentos políticos e de implementação pelos dez países africanos onde a APCA funciona, no sentido de avaliar as oportunidades, falhas, problemáticas do gênero que possam ser resolvidos no apoio aos cuidados paliativos a nível local. Adianta a nota de imprensa que vimos citando. O encontro terá como palco a sala de reuniões da União dos Escritores Angolanos, e nela farão parte membros de associações cívicas que atuam nos diversos domínios e c o n t a r á c o m f a c i l i t a d o r e s estrangeiros e nacionais. Note que a Organização Mundial de Saúde (OMS) define cuidados paliativos como "uma abordagem que melhora a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias que enfrentam os problemas associados à doença fatal, através da prevenção e alívio do sofrimento por meio da identificação precoce e avaliação impecável e tratamento da dor e outros problemas, físicos, psicossocial e espiritual.'' Os cuidados paliativos, pois, são fundamentais na gestão e no apoio à doença fatal como câncer e HIV/SIDA, no entanto um dos principais desafios para o desenvolvimento de cuidados paliativos eficazes em toda a África é a falta de sua integração nas políticas de saúde existentes e estratégias nacionais, negando acesso à saúde pública para a maioria das pessoas que necessitam de cuidados paliativos. Diretor Executivo do UNAIDS, Dr. Peter Piot, disse: "O futebol oferece uma plataforma excitante para intensificar os esforços de prevenção do HIV em toda a África e ajudar a promover a auto-estima e apoio ao desenvolvimento da comunicação de promoçao de habilidades para a vida. Combinando o futebol com programas de base comunitária e uma divulgação intensa da mídia dará um impulso salutar ao trabalho permanente de prevenção ao HIV no continente e será particularmente forte nos meses de preparação para a primeira Copa do Mundo a ser hospedado em África ". Governos Africanos, joguem limpo! Por favor invistam 15% ou mais de nossos orçamentos nacionais na saúde do nosso povo: 15% é nosso, dêem-nos! De onde virão as nossas próximas estrelas de futebol? Mais de 22 milhões de Africanos, muitos deles jovens futebolistas, vivem com o HIV. Sabes se és ou não HIV positivo? Seja uma estrela do futebol, faça um teste de HIV hoje e faça a diferença. Ela é sua mãe, irmã, esposa, filha: respeite o corpo dela, respeite suas opções de saúde reprodutiva, pare a violência contra a mulher, pare a propagação do HIV! B O L E T I M I N F O R M A T I V O

5 V O L U M E 9 E D I Ç Ã O 9 P Á G I N A 5 Comissária da União Africana satisfeita com situação dos Direitos Humanos em Angola. A Comissária dos Direitos Humanos da União Africana, Sayata Maiga que efetuou uma visita de trabalho durante quatro dias ao país, mostrou-se satisfeitas pelo estado atual dos direitos humanos nos últimos tempos em Angola. Maiga apontou a construção de novas unidades penitenciárias, e a diminuição das questões de prisão preventiva como aspectos significativos para a garantia das liberdades individuas no país. Enquanto esteve no nosso país, a diplomata da União Africana, manteve vários contactos com as autoridades angolanas que trabalham na matéria, de quem recebeu explicações sobre os passos que estão sendo dados no domínio dos direitos humanos, e apresentar algumas questões que tem chegado a Comissão da União Africana dos Direitos Humanos relativos ao tratamento dos emigrantes nas províncias do Zaire, Uíge e, nas Lundas-Norte e Sul com as questões de repatriamentos sem a observância das normas internacionais; sobre o assunto, a diploma disse ter recebido garantias das autoridades angolanas, de que esforços tem sido evidenciados no sentido de se respeitar as liberdades individuais; mostramos a nossa preocupação em relação a isso em todos os encontros em que participamos, e recebemos das autoridades a garantia de que tudo tem sido feito para que se observe estes princípios, que fazem parte da carta africana dos direitos do homem de quem Angola, é subscritora salientou, Sayata Maiga. Francisco Tunga Alberto, preocupado com os direitos humanos no país. O Secretário Executivo do Conselho de Coordenação dos Direitos Humanos em Angola, Francisco Tunga Alberto, considerou em entrevista ao SCARJoV, de preocupante o estado atual dos direitos humanos no nosso país. O ativista cívico, sustenta a sua posição, apoiando-se nos últimos acontecimentos ocorridos em Benguela, Huila, Cabinda, primeiro com o impedimento da associação OMUNGA, que pretendia realizar uma manifestação a favor das populações que viram as suas casas demolidas pelo executivo local, e que foi prontamente reprimida pela policia, e no segundo caso as demolições de casas na província da Huila levado acabo pelo governo liderado por Isaac dos Anjos, e por último as detenções arbitrárias em Cabinda com a detenção de vários ativistas do enclave sem culpa formada «o quadro perante o qual estamos, não deixa de ser preocupante porque todos dias assistimos, e ouvimos casos de violações de direitos humanos, por parte de quem em principio, tem a função de garantir estes mesmos direitos, que é o governo» destacou o ativista, que aponta o governo como sendo o principal violador dos direitos da pessoa humana, contrariando os discursos oficiais do executivo angolano. Para o nosso interlocutor o facto de o nome do país constar de forma sistemática em relatórios internacionais como sendo um dos que mais viola, as liberdades individuas a nível do mundo, deve obrigar o executivo angolano, a desenvolver mais esforços convista a alterar o atual quadro.

6 P Á G I N A 6 Em 2001, os estados membros da União Africana prometeram aumentar os gastos em saúde para um mínimo de 15% dos orçamentos nacionais. Desde então, os gastos totais na saúde cairam em 14 países. Só seis países - Botswana, Burquina Faso, Malawí, Níger, Ruanda e Zâmbia - alcançaram os objectivos que fixaram há nove anos atrás. Porém, durante os últimos 10 anos, só 5 dos 53 países Africanas conseguiram reduzir a mortalidade de crianças abaixo dos cinco anos. De facto, em seis países, aumentou a mortalidade da criança. As taxas médias de mortalidade materna também subiram em 23, de 49 países africanos. Fair Play for Africa Comunicado de imprensa Nova Rede: Fair Play for Africa inicia durante a Copa das Nações Africanas 29 Janeiro 2010 Uma nova rede da sociedade civil africana chamará os lideres dos estados africanos para manter as promessas de gastar 15% dos orçamentos nacionais em saúde durante o lançamento da sua campanha, Fair Play for Africa, para melhores cuidados médicos no continente africano, este fim de semana, em Angola. Na sexta-feira a noite, representantes do governo angolano, embaixadas e as órgãos de comunicação social vão ter uma apresentação da campanha Fair Play for Africa numa recepção de gala, e o evento principal será no domingo, uma marcha de solidariedade em Luanda. A marcha terá milhares de pessoas que desfilarão pelas ruas da capital angolana, começando no Estádio de Cidadela as 10H45 e terminara no Estádio de 11 de Novembro antes de inicio da partida final da Copa das Nações Aficanos. Vestindo as cores dos cartões vermelhos e amarelos do futebol, os activistas soprarão os apitos do Fair Play em solidariedade com outros através do continente para Saúde para todos. A campanha usara o ano 2010 e a plataforma da primeira Copa do mundo em terra africana, para assegurar que os líderes desenvolvem um plano para apressar o progresso em atingir as metas de saúde no continente. O Presidente da Fair Play for Africa, Mabalane Mfundisi disse: Enquanto as nações africanas se preparam para a primeira Copa do mundo em terra africana, milhões dos africanas mais pobres estão a lutar pelas suas vidas. Doenças como a malária, a TB e o VIH & SIDA continuam a devastar o continente e nem a comunidade internacional nem os governos da União Africana fizeram o suficiente para salvar vidas. Em 2001, os estados membros da União Africana prometeram aumentar os gastos em saúde para um mínimo de 15% dos orçamentos nacionais. Desde então, os gastos totais na saúde cairam em 14 países. Só seis países - Botswana, Burquina Faso, Malawí, Níger, Ruanda e Zâmbia - alcançaram os objectivos que fixaram há nove anos atrás. Mfundisi disse: Há nove anos atrás, numa reunião em Abuja os líderes africanos prometeram responsabilizarse e liderar pessoalmente para segurar, que mais de 15% de seus orçamentos seriam gastos em tratamentos, cuidados e acesso a saúde. Aquela promessa não foi cumprida. Nós precisamos de agir agora e trabalhar para desenvolver juntos um Plano de Aceleração liderado pela União Africana, para a saúde em África. Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio da ONU procuram uma redução de dois terços nos óbitos de crianças abaixo de cinco anos e reduzir as taxas de mortalidade materna em três quartos em Porém, durante os últimos 10 anos, só 5 dos 53 países Africanas conseguiram reduzir a mortalidade de crianças abaixo dos cinco anos. De facto, em seis países, aumentou a mortalidade da criança. As taxas médias de mortalidade materna também subiram em 23, de 49 países africanos. A campanha Fair Play for Africa está urgindo que: * Os membros da União Africana declarem endossar um Plano de Aceleração dos ODMs na próxima cimeira da UA em julho de 2010 * Os líderes africanos fixem um prazo dentro do qual alcançarão o compromisso de Abuja de alotar 15% de seus orçamentos a saude. * Os/as parlamentares africanos exercitem um maior escrutínio de recursos e assegurem gastos efectivos para a provisão de saúde para todos * Os países doadorer cumpram com os compromissos de ajuda feitos no G8 de 2005 em Gleneagles, apoiando um Plano de Aceleração conduzido por África para alcançar as Objectivos de Desenvolvimento de Milénio. Mfundisi disse: 2010 deve ser um ano em quem os nossos líderes demonstrem a humanidade de África em cumprir os compromissos de prover cuidados médicos para todos os seus povos. Para fazer isto, nós precisamos de vontade política, mais fundos e maior transparência dos governos de forma a que os cidadãos possam ver como seu dinheiro está a ser gasto. Nós também precisaremos do apoio de governos de paises doadores para um plano conduzido pela Africa para apressar o nosso progresso em atingir os ODMs. O lançamento, em Angola será seguido de lançamentos locais em cada um dos 10 países de foco para a Fair Play for Africa, com actividades de mobilização que continuam ao longo de O site da Web da campanha também será lançado no domingo 31 janeiro. FIM Para informação e entrevistas Mabalane Mfundisi, Presidente da rede Fair Play for Africa, tel: Wayne Alexander, Membro do conselho dinamizador Fair Play for Africa, tel: SAÚDE PARA TODOS É NOSSA META B O L E T I M I N F O R M A T I V O

7 V O L U M E 9 E D I Ç Ã O 9 P Á G I N A 7 Declaração de Lakes sobre a Rede de Mulheres Seropositivas Nós, mulheres seropositivas da África Austral e do Este, reunidas no Centro de Conferências do Lakes Hotel em Joanesburgo, Africa do Sul entre 2-3 de Março de 2010 num workshop facilitado pela ARASA e ICW Namíbia/ Namíbia Women s Health Network para aceder as necessidades e construir capacidades da rede de mulheres seropositivas da África Austral e do Este afim de identificar e reportar as violações dos direitos humanos sofridos pelas mulheres seropositivas na região, bem como as questões dos direitos humanos que tornam as mulheres e raparigas mais vulneráveis ao HIV na região. Nós reconhecemos que a nossa rede é fraca e agradecemos ARASA pela oportunidade ao identificar as fraquezas e as capacidade requeridas para a nossa rede. Concluímos que o rosto do HIV na África Austral e do Este é da mulher e que a pandemia é disseminada persistentemente pelas violações dos direitos humanos, particularmente contra mulheres, na região. Portanto, precisamos reforçar a nossa rede de mulheres seropositivas na região para capacitar-nos a falar e expor estas violações dos direitos humanos. Mandatamos a ARASA para servir como anfitrião desta emergente rede para mulheres seropositivas a responder as violações dos direitos humanos na África Austral e do Este para um período de 2 ou mais anos de formas a apoiar-nos a erguer nossas capacidade para reforçar a nossa rede; apoiar os nossos representantes da nossa rede para discutir os direitos humanos e para implementar as nossas actividades, começando com a conferência regional para mulheres seropositivas para identificar estratégias para os passos futuros. Nós mais uma vez mandatamos a ARASA para apoiar-nos numa iniciativa de angariação de fundos para a rede e na implementação de actividades incluindo a mobilização de recursos para a conferência regional a ter lugar no segundo semestre do ano de Concordamos que após 2 ou mais anos a ARASA irá transferir esta nova rede, com garantias de uma forte estrutura de rede para expor as violações dos direitos humanos enfrentados por mulheres vivendo com HIV na África Austral e do Este. Membros da comissão mandatados para trabalhar com ARASA para levarem esta iniciativa adiante: 1. Tanzânia: Joan Chamungu Msuya 2. Namíbia/Zimbabwe: Jennifer Gatsi-Mallet 3. Swaziland: Nontobeko Dlamini 4. Zâmbia. Monica Mvula 5. Malawi: Miriam Msiska Nyoni 6. Botswana: Doreen Mooketsi 7. Maurícias. Letícia ponien 8. Moçambique: Gledcia Catarina 9. Seychelles: Molly Jean 10. Angola: Malamba Joaquim 11. Lesoto: Mamoletsi Moletsi Assinado em Joanesburgo, África do Sul aos 03 de Março de 2010:

8 Reino da Noruega quer cooperar com Angola no domínio dos direitos humanos O Embaixador da Noruega acreditado no nosso pais Jon Voa, disse recentemente em Luanda, que o seu país quer ajudar Angola na área dos direitos humanos. Jon Voa fez estas declarações, a saída de uma audiência que lhe foi concedido pelo Secretário do Estado para os Direitos Humanos António Bento Bembe. O diplomata norueguês apontou como prioridade as áreas de formação de quadros no domínio da magistratura, o apoio as mulher e o gênero, e a formação dos líderes associativos, onde o seu país tem bastante experiência. Vim manifestar ao senhor Secretário de Estado para os Direitos Humanos, a nossa disponibilidade em cooperar com Angola nas áreas que o país desejar que nos possamos cooperar, principalmente no domínio dos magistrados judiciais, líderes associativos, e também no domínio do gênero, com formações no país enviando quadros na Noruega. Angola esta a viver uma fase muito importante como país depois da guerra e nós também, queremos a ajudar o país a melhorar no domínio dos direitos humanos. Afirmou o diploma norueguês. Por seu turno, o Secretario de Estado para os Direitos Humanos, António Bento Bembe, disse aos jornalistas que o país esta aberto a cooperar com a Noruega, de que considerou ser um dos pioneiros na luta e respeito dos direitos humanos a nível de todo o mundo, fruto da sua história, e que Angola, não pode perder esta oportunidade concedida pela Noruega. Mendes reeleito para mais quatro anos. O Jurista David Mendes, foi reconduzido no dia 24 de Abril para mais um mandato, a frente da associação cívicas Mãos Livres. O evento teve lugar numa das unidades hoteleiras da cidade capital, e contou com a presença de várias figuras nacionais e estrangeiras que fizeram questão de testemunhar a cerimônia de eleição da referida associação, com especial destaque, para a presença do Embaixador da União Européia acreditado no nosso país, João Gabriel Matos Ferreira. Ao fazer uso da palavra, David Mendes, começou por agradecer o voto de confiança a si depositado por parte dos seus companheiros, tendo na ocasião feito uma retrospectiva da vida a associação desde a sua criação no longínquo ano de 2000, período, que caracterizou de difícil para a vida do pais por quanto, o pais ainda estava mergulhado em guerra» fomos conotados como um partido político devido a nossa intervenção pública e chegamos a ter os nossos escritórios encerrados em algumas províncias do país como por exemplo a província do Huambo mais ainda assim não paramos porque o nosso objetivo não era a política como julgavam as autoridades do país. «Disse Para o novo quadriênio, David Mendes, apontou a parte leste do país como sendo prioritária por considerar que o leste, ainda esta votado ao abandono, em matérias judiciais tendo em conta o número de queixas que associação recebe de trabalhadores diamantíferos, e de pessoas singulares. David Mendes fez saber ainda que as Mãos Livres, poderá se tornar em breve uma instituição de utilidade pública, caso o Ministério da Justiça de o aval nos próximos tempos a julgar segundo disse uma carta dirigia a associação para os serviços de apoio da Presidência da República, o que acontecer, constituirá uma mais-valia, mas garantiu que o possível financiamento do estado a associação, não vai alterar o posicionamento desta agremiação «nós não aceitamos e nunca aceitaremos que ninguém interfira nas atividades da associação, mesmo que seja o estado a não ser a auditoria as finanças fora disso, não aceitaremos. Concluiu.

9 Associação de Reintegração dos Jovens /Crianças na Vida Social Estrada da Camama Viana ao Calemba 2 (Bairro da Paz) Kilamba Kiaxi - Luanda Angola Telefone: Telemóvel: Telemóvel: Correio electrónico: A reflexão Juvenil para a nova geração Editorial Objectivo: Capacitar os jovens para um desenvolvimento efectivo e habilitoso sobre administração de conflito. Promover a educação sobre HIV-SIDA no contexto dos direitos humanos, com vista a proteger os direitos da criança em particular. Considerar o género como parte integrante da comunidadebaseada na prevenção e administração de conflitos. Missão: Melhorar o conhecimento, para cumprimento e observância dos direitos humanos. Encorajar troca de informação e experiência através de formações, pesquisa, lobby e advocacia. Visão: Contribuir na criação de uma sociedade democrática livre de abusos e violência, onde os direitos dos jovens/ crianças são reconhecidos por lei e prática. Contribuir para o desenvolvimento da cultura dos direitos humanos para assegurar a paz, Estabilidade, democracia e desenvolvimento sustentável para a próxima geração.. BREVES Prezados leitores Bem-Vindos à nona edição do Boletim SCARJoV do projecto produção da informação sobre HIV, financiado pela União Europeia através da Oxfam GB, na qual esperamos garantir uma periodicidade mensal, com temas previamente definidos e de interesse comunitário. Porem uma organização que se preze firme e comprometida, apois seis anos de existência; tem muito a dar para as comunidadades, aos parceiros da sociedade civil como também ao governo em todos níveis. É de recordar que, as experiências acumuladas seja no campo de trabalho, nas consultas regionais e internacionais, na formação do homem que culminou com o estabelecimento estrutural seja interna como externo, assim devemos doravante orientar nossa visão e missão na criação das capacidades no seio das comunidades. Sabendo na comunidade o lugar de perdão e de construção de amor recíproco, desde que haja um vetor eficaz de circulação de informação, que prende com a mudança de atitudes na cultura não só das relações entre camadas interessadas. Entretanto, o desenvolvimento passa por adoptar um comportamento são em todos aspectos da vida, mas sobretudo no uso e partilha das relações humanas. Pois que um dos fundamentos da SCARJoV é participar na luta contra o flagelo do HIV/SIDA, dentro das suas concepções culturais, visto que é: dominar as regras, cultivar o patriotismo na partilha das informações buscar experiências vindas de além mais, semear sementes de valorização de uma consciência de convivência com as vitimas no sentido de promover programas fortes de integração da educação sobre SIDA num contexto cultural local e numa perspectiva dos direitos humanos. A nossa idéia é caminhar juntos mais juntinhos no sentido de que cada membro da comunidade deve encarrar a pandemia como um inimigo a não perdoar nem dar tréguas nenhuma. Para a efectivação desta estratégia, apostou-se no estabelecimento de parcerias institucionais. Além das parceiras internas faz-lhe como membro em pleno direito do colegio de organizacoes nacionais ao servico de SIDA e do conselho dos direitos humanos a nivel local, e transcontinental; tendo criado um espaço consolidado com a ARASA-Aliança de Direitos para Africa Austral na área de formação de quadro, especialmente no domínio de direitos humanos e HIV/SIDA. Assim somos a solicitamos a todos prezados leitores e interessados da causa social a enviarem vossos calendários de eventos, notas de imprensa e qualquer informação de interesse social que desejam partilha. Recorde-se que este é um trabalho em progresso continuo e todas sugestões e comentários são bem vindas. Assinou Simão Cacumba e Tunga Alberto Na próxima edição resumo do encontro Consultivo Regional sobre HIV e os Serviços Legais na África austral. Na próxima edição conclusão e recomendações da Mesa redonda sobre a abordagem das políticas angolanas dos cuidados paliativos. A nível da região vimos que os estados estão mais dinâmicos que a sociedade civil; pois que a sociedade civil coloca sempre a língua como barreira; mais os governos não vêem isto como sendo um obstáculo para as suas relações bilatérias. Temos que trabalhar com organizações da sociedade civil regional. A igreja não pertence ao bispo, pastor muito menos ao ancião ou leigo pois que esta pertence aos crentes. se este não esta interessado então retire-se; isto é que esta a acontecer no Malaui e Suazilândia. O HIV NÃO AFECTA OS MEUS DIREITOS HUMANOS Direcção do Boletim: Simão Cacumba M Faria Redacção: José Adalberto Eduardo Nguezi Sofia Bernarda Angelina Neusa Colaboradores : Francisco Alberto Propriedade: SCARJoV LICENÇA Nº MCS-431/B/2006 Financiamento oficial:

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