REPRESENTAÇÕES DO COLONIALISMO PORTUGUES NO CONTO MESTRE TAMODA DE UANHENGA XITU *

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "REPRESENTAÇÕES DO COLONIALISMO PORTUGUES NO CONTO MESTRE TAMODA DE UANHENGA XITU *"

Transcrição

1 REPRESENTAÇÕES DO COLONIALISMO PORTUGUES NO CONTO MESTRE TAMODA DE UANHENGA XITU * Washington Santos Nascimento (USP, FACEQ) ** Resumo: Este trabalho pretende fazer uma discussão sobre as representações do Colonialismo Português e mais propriamente da política de assimilação colonial portuguesa e dos assimilados no conto Mestre Tamoda do escritor angolano Uanhenga Xitu. A partir de uma discussão sobre o conceito de representações sociais, da relação história e literatura pretende-se aprofundar as inferências do contexto social angolano da segunda metade do século XX na obra de Uanhenga Xitu Palavras-chave: Colonialismo, Literatura, Uanhenga Xitu Abstract: This work aims to promote a discussion on representations of Portuguese colonialism and more proper colonial policy of assimilation Portuguese and assimilated in the tale "Master Tamoda" of Angolan writer Uanhenga Xitu. From a discussion of the concept of social representations of relation between history and literature is intended to deepen inferences from the Angolan social context of the second half twentieth century in the work of Uanhenga Xitu. Key-words: Colonialism, Literature,Uanhenga Xitu ** Este trabalho é uma versão modificada do trabalho apresentado ao professor Dr. Benjamin Abdala quando da realização da disciplina Literaturas Comparadas em 2009, na Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humana da USP. **** Doutorando em História Social pela USP, Mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP e Licenciado em História pela UESB. Atualmente é professor da FACEQ.

2 Nascido Agostinho André Mendes de Carvalho em 1924 em Calomboloca, a 100 km de Luanda, Angola, Uanhenga Xitu, seu nome em kimbundo, é uma dos mais importantes políticos e escritores angolanos. Sua formação escolar se deu nas escolas metodistas, tornando-se enfermeiro. Foi preso pela polícia política do governo português em 1959 e permaneceu no campo de concentração do Tarrafal de 1962 a È membro do MPLA desde os primeiros momentos e exerceu cargos importantes na Angola Independente tais como o de Ministro da Saúde. Suas principais obras são Meu Discurso (1974); Mestre Tamoda (1974); Bola Com feitiço (1974); Manana (1974); Vozes na Sanzala Kahitu (1976); Os Sobreviventes da Máquina Colonial Depõem (1980);Os Discursos de Mestra Tamoda (1984); O Ministro (1989); Cultos Especiais (1997), (Os Sobreviventes da Máquina Colonial Depõem (reedição 2002). Tamoda é sua personagem mais importante, aparecendo em duas obras. Segundo o crítico literário angolano, Luis Kandjimbo (2000); Tamoda, simbolizando, o mimetismo cabotino, é uma personagem típica do mundo que através da exibição de maneirismos expõe à hilaridade o uso da língua portuguesa perante uma audiência de jovens e crianças, transformando-se em modelo, no que diz respeito ao emprego e manipulação de vocabulários portugueses. (KANDJIMBO, 2000, 198) È através dele que o escritor tece criticas a situação colonial principalmente a partir da segunda metade do século XX quando a política de assimilação colonial estava em franco desenvolvimento. Nesse sentido se pretende nesse trabalho através do conto Mestre Tamoda fazer uma discussão sobre as representações sociais da política de assimilação colonial e dos assimilados na obra de Xitu. Nesse sentido tal qual o que propõe Benjamim Abdala Junior ( 2003) a forma literária será entendida em sua historicidade. Procurando situá-la [...] num entrecruzamento

3 problemático entre o cíclico e o linear, onde se disputam impulsos contraditórios e complexos processo históricos. (ABDALA JUNIOR, 2003, 13). Representações Sociais: aproximações conceituais. Representação social é um conceito que no campo da filosofia que significa [...] a reprodução de uma percepção retida na lembrança ou do conteúdo do pensamento. (MINAYO, 1995, 89). Adotada pelas ciências sociais, é definida como [...] categorias que expressam a realidade, explicam-na, justificando-a ou questionando-a. (MINAYO, 1995, 89). Os primeiros teóricos a trabalharem de maneira explícita com o conceito de representação social foram Émile Durkheim (1976) e Marcel Mauss (2003). Preferindo a terminologia Representações Coletivas, Durkheim (1976) diz que existem determinadas categorias de pensamento por meio das quais certas sociedades elaboram e expressam a sua realidade. Seria uma forma de manter o grupo social coeso, bem como suas proposições para o mundo, mediante imagens, normas, ritos, discursos e instituições. Indo ao encontro de Durkheim, Mauss (2003) mostra que a sociedade se exprime simbolicamente em suas instituições e costumes por meio da linguagem, da arte, da magia e das crenças. Assim seria objeto das ciências sociais tanto o fato social total quanto a sua representação, sem, entretanto, reduzir a realidade apenas à percepção que os homens têm a respeito dela. Contemporaneamente, o termo possui vários significados, em decorrência da existência de outras categorias similares, tais como imaginário, imaginação, mentalidades etc. Para Francisco Falcon (2000), as representações são vistas, pelo paradigma moderno, como um discurso produzido pela constatação de uma realidade e, pelo pós-moderno, elas podem ser associadas ao próprio objeto do conhecimento. Para os modernos, a questão se coloca em termos epistemológicos, ou seja, é um conceito por meio do qual se pode analisar um fenômeno social concreto; é também uma categoria inerente ao conhecimento histórico de uma realidade 1. Para os pós-modernos, essa 1 Falcon enumera, entre os autores que se encontrariam nessa tradição iluminista, Baczko, Elias, Bourdieu, Chartier, Ginzburg, etc.

4 categoria mostra a impossibilidade de ter um conhecimento histórico do mundo, ou seja, o real como um objeto não existe, apenas suas representações 2. Tomando posição nesse debate, adotamos a perspectiva moderna do que sejam as representações: elas partem do real, mas não se confundem com ele; constroem-se com base em várias determinações sociais para, em seguida, tornarem-se matrizes de classificação e ordenação do próprio mundo social. Nesse sentido Pierre Bourdieu (2004, 2005, 2007a, 2007b) constitui-se em um referencial válido para entender de que maneira grupos distintos em situações de conflito social representaram a si mesmos, aos outros e as suas práticas culturais. Para Bourdieu, as representações sociais são sempre determinadas pelos interesses dos grupos que as forjam. Assim não seriam discursos neutros, pois tenderiam a impor determinada visão de mundo, que implicaria em condutas e escolhas. A idéia contida nas suas obras contribui para a formulação renovada do estatuto do real não mais entendido como oposto a representações. Segundo ele, era preciso incluir no real as representações do real, pois [...] a representação que os indivíduos e os grupos exibem inevitavelmente através de suas práticas e propriedades faz parte integrante de sua realidade social. (BOURDIEU, 2007, 447). As lutas de classificação 3 teriam tanta importância quanto às lutas econômicas e nelas estaria em disputa [...] o poder de impor uma visão de mundo social através dos princípios de di-visão que, quando se impõe ao conjunto do grupo, realizam o sentido e o consenso sobre o sentido e, em particular, sobre a identidade e a unidade do grupo, que fazem a realidade da unidade e da identidade dos grupos. (BOURDIEU, 2004, 113). Se existe a necessidade de uma luta de classificações é porque há uma fissura grande no meio social, ou seja, ele é complexo, nuançado e ambíguo, o que exige uma representação que dê conta de normatizar aquele universo social, que, de alguma forma, diga: 2 Entre esses Foucault, Veyne, Rorty, Barthes, White, Jenkins etc. 3 [...] lutas pelo monopólio de fazer ver e fazer crer, de dar a conhecer e de fazer reconhecer, de impor a definição legitima das divisões do mundo social e por este meio, de fazer e de desfazer os grupos (BOURDIEU, 2005, 113).

5 é isso e não aquilo. Nesse sentido, essas lutas de classificações imporiam uma identidade grupal única e coesa, ou seja, um outro homogêneo, idealizado que de fato nunca existiu. Outro conceito da obra de Bourdieu que ajuda a compreender o impacto das representações sociais é a idéia de violência simbólica, ou seja, a dominação de um grupo sobre outro por meio de símbolos e de palavras. Segundo ele, essa violência (e o poder engendrado por ela) impõe significações como sendo legítimas, [...] dissimulando as relações de força que estão na base de sua força, acrescenta sua própria força, isto é, propriamente simbólica a essas relações de força. (BOURDIEU, 2007b, 25). Partindo das considerações feitas por Pierre Bourdieu (2004, 2005, 2007a, 2007b ), entende-se que as representações sociais sobre a política de assimilação colonial e dos Assimilados são dados do mundo real, que foram "deslocados" para o campo do simbólico. Dessa forma tais representações não são simples reflexos verdadeiros ou falsos da realidade, mas sim podem ser entendidas como entidades 4, que constroem de maneira dialética as demarcações do mundo social. No campo da história e de sua relação com a literatura destacam-se aqui nesse trabalho as considerações feitas por Roger Chartier (2009, 2002, 1994, 1990). Fortemente influenciado por Bourdieu, Chartier diz que as representações partem do real, mas não se confundem com ele; constroem-se a partir de várias determinações sociais para, em seguida, tornarem-se matrizes de classificação e ordenação do próprio mundo social. Dessa forma o que se propõe fazer nessa pesquisa é uma história social das representações sociais dos assimilados, sejam elas interiorizadas ou objetivadas. Segundo Chartier (2009), As representações não são simples imagens, verdadeiras ou falsas, de uma realidade que lhes seria externa; elas possuem uma energia própria que leva a crer que o mundo ou o passado é, efetivamente, o que dizem que é. Nesse sentido, produzem as brechas que rompem a sociedade e as incorporam nos indivíduos. (CHARTIER, 2009, 51-52). É essa "energia própria" das representações que nos ajuda a entender as relações sociais construídas em Luanda, Angola, entre 1945 e A perspectiva aberta pelas representações dos assimilados permite questionar a existência de um recorte 4 CHARTIER, R. A história cultural: Entre Práticas e Representações. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.

6 fundamentalmente dualista entre dominantes e dominados em Luanda. Entretanto não pretende-se negar a existência desse recorte, mas mostrar a complexidade da questão 5. Embora as representações sobre os assimilados construídas a partir do Estado Colonial Português e do Estado Nacional Angolano, aspirassem à universalidade, eram sempre determinadas pelos interesses dos grupos situados de maneira heterogênea na estrutura social, daí a existência das "lutas de representação", entre os Estados (Português e Angolano) e os portugueses, indígenas, assimilados e angolanos. Dessa forma a ênfase maior nessa pesquisa são as lutas de representações, visíveis principalmente nas memórias de escritores e moradores de Luanda. Sobre as lutas de representações, Chartier (1988) diz que; As lutas de representações tem tanta importância como às lutas econômicas para compreender os mecanismos pelos quais um grupo impõe, ou tenta impor, a sua concepção do mundo social, os valores que são os seus, e o seu domínio. Ocupar-se dos conflitos de classificações ou de delimitações não é, portanto, afastar-se do social [...] muito pelo contrário, consiste em localizar os pontos de afrontamento tanto mais decisivos quanto menos imediatamente materiais (CHARTIER, 1988, 17) Essa luta de representações mais do que algo subjetivo, envolve a construção de relações sociais e remete a propriedades sociais objetivas, exteriores a própria representação, que delimita os diferentes grupos que constituem um determinado universo social. Acredita-se que uma análise profunda das representações sociais dos assimilados e de suas transformações ou mesmo substituições, ao longo do tempo, em Luanda, servirá para uma inferência das diferentes motivações envolvidas nos processos decisórios que orientaram as ações individuais dos assimilados e coletivas da sociedade existente em Luanda na segunda metade do século XX. O Colonialismo Português: A política de assimilação colonial e os assimilados na literatura angolana. Situado no sudoeste da África, Angola é um país que tem sua história ligada ao Brasil, para onde foram enviados grande contingentes populacionais durante o período do 5 François Dosse (2003) de que sair do esquema do reflexo de dominações não deve fazer esquecer que o poder de produzir, o poder de impor e de nomear as representações é desigualmente repartido, o que implica ligar os fenômenos de apropriação ás praticas (DOSSE, 2003, 272).

7 tráfico de escravos e a Portugal, que o colonizou desde o século XV, mas com uma ênfase maior nos séculos XIX e XX, principalmente depois da independência do Brasil 6. Os últimos anos da monarquia portuguesa e o inicio da primeira republica ( ) foram marcados pelo esforço de obter o controle efetivo sobre as possessões africanas reinvidicadas, mas a crise da economia colonial no inicio do século XX, o crescimento do descontentamento de setores econômicos importantes da vida portuguesa como o têxtil e o vinícola, levaram a queda da 1ª Republica e o golpe militar de 28 de maio de Esse golpe marcou o inicio de um processo que culminaria na instituição do Estado Novo na década de 1930 com a instalação de Antonio de Oliveira Salazar no poder. Fernando Rosas (1987) diz que esse regime é marcado por um [...] compromisso ideológico e político de raiz autoritária, antiliberal e antidemocrática, e onde coexistem contraditoriamente os elementos de desenvolvimento e os de estagnação no plano econômico (ROSAS, p. 107). Em relação às colônias esse autoritarismo é traduzido no cerceamento das autonomias dos territórios coloniais no domínio financeiro e na substituição dos altos comissários por governadores locais sem poder de decisão 8. Em decorrência das pressões de setores econômicos interessados no ultramar e que de certa forma foram atingidos pela desorganização das relações imperiais, a questão colonial assume um peso, anteriormente nunca visto na vida política portuguesa. Para conferir uma maior consistência ao aparelho do Estado Ditatorial e promover uma eficácia maior a sua ação foram promulgados um conjunto de leis. Esses códigos e regulamentos visavam, dentre outras questões, criar uma identidade subordinada para o outro o indígena como um não cidadão e, ao mesmo tempo, traçar fronteiras identitárias entre a grande massa de africanos que seria enquadrado nesta categoria e os poucos africanos que dela estariam isentos, os assimilados. 6 Segundo Valentim Alexandre (2000) após a independência do Brasil era [...] corrente entre as elites portuguesa\s a tese de que o país não poderia sobreviver sem um império caso em que seria inevitável a sua absorção pela vizinha Espanha. Para o evitar, devia criar-se de imediato um novo Brasil, agora em África ver ALEXANDRE, Valentim. Velho Brasil/Novas Áfricas - Portugal e o Império ( ). Porto: Ed. Afrontamento, 2000, p Ver ALEXANDRE, Valentim. Ideologia, economia e política: a questão colonial na implantação do Estado Novo In: Análise Social, XXVIII, , 1993, pp Ver ALEXANDRE, Valentim. Portugal em África ( ): Uma perspectiva Global In Revista Penélope, nº11, Lisboa, 1993, pp.53-66

8 O indígena é um termo que provem do latim e que refere-se aquilo que é natural de um lugar ou país que habita 9. Em Angola se referia a todos os nativos (independentes de serem crioulos, ouvimbundos, mbundos, bacongos...), mais de 90% da população, que estava passível de uma legislação especifica do estado português. Já a figura do assimilado já existia antes mesmo do Estado Novo e se reportava a aqueles povos e/ou grupos étnicos que se assimilavam de bom grado o universo cultural europeu 10. O que o colonialismo português fez durante o governo de Salazar fez foi imputar-lhe uma implicação jurídica, ou seja, o [...] assimilado corresponde, no colonialismo português, a um estatuto jurídico com pretensões de legislar sobre os fenômenos culturais (BITTENCOURT, 1999, p.95). Em Angola com o golpe militar de 28 de maio de 1926 se estabeleceu, definitivamente e com uma profundidade anteriormente não vista, uma divisão hierárquica da população, de um lado uma pequena quantidade de brancos, mestiços e negros assimilados, e de outro, grande número de indígenas 11. O colonialismo português durante o governo de Salazar fez da assimilação colonial uma política de estado, principalmente depois da promulgação do Estatuto Político, Civil e Criminal de Angola e Moçambique (O Estatuto do Indigienato). Publicado em 1926 e em vigor até o ano de Sobre os assimilados trata-se de uma construção jurídica do colonialismo português 13. Era um status social, legalmente instituído, concedido a todos aqueles nascidos nas colônias que cumprissem determinadas obrigações instituídas em linhas gerais pelo 9 Ver NORÉ, Alfredo & ADÃO, Áurea. O ensino colonial destinado aos "indígenas" de Angola. Antecedentes do ensino rudimentar instituído pelo Estado Novo In; Revista Lusófona de Educação, Universidade Lusófona de Humanidades e tecnologias, Portugal, 2003, p Eugenia Rodrigues (2000) diz que desde o 1913, já havia em Angola uma definição legal para os considerados assimilados. Ver RODRIGUES, Eugenia. As associações de nativos em Angola - o lazer militante em prol dos angolanos. In; Estudos Afro-Asiáticos (Rio de Janeiro), nº 37, 2000, pp Ver HERNANDEZ, Leila Leite. A África na sala de aula: visita à história contemporânea. 2ª. ed. São Paulo: Grupo Summus - Selo Negro Editora, 2008, p Quatro anos depois é também instituído por Salazar, então ministro das Colônias, o Ato Colonial. O Ato Colonial de 1930 define um quadro jurídico-institucional geral de uma nova política para os territórios sob dominação portuguesa. José Cabaço (2002) define-o como sendo o documento orgânico do colonialismo português. Ver CABAÇO, José Luís: Políticas de identidade no Moçambique colonial In MAGGIE, Yvone & Rezende, Claudia Barcelos (org.). Raça como retórica. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, A Idéia de construção Jurídica é tomada de BITTENCOURT, Marcelo. Dos Jornais às Armas. Trajectórias da Contestação Angolana. 1. ed. Lisboa: Vega, v p

9 Estatuto Político, Civil e Criminal de Angola e Moçambique (O Estatuto do Indigienato), publicado em 1926 e em vigor até o ano de De maneira específica o Regulamento do recenseamento e cobrança do imposto indígena, promulgado em 1938, definia as condições pelas quais os indígenas deveriam se submeter para se tornar cidadão, isto é, um assimilado 14. Para tanto o pleiteante deveria, [...] ter abandonado inteiramente os usos e costumes da raça negra, falar, ler e escrever corretamente a língua portuguesa, adaptar a monogamia 15 e por fim [...] exercer profissão, arte ou oficio compatível com civilização européia, ou ter rendimentos, que sejam suficientes para prover aos seus alimentos, compreendendo sustento, habitação e vestuário, para si e sua família 16. Após conseguir provar que era um assimilado seria conferido, pelos administradores de Conselho ou Circunscrições, uma certidão de identidade, instrumento indispensável para que eles pudessem conseguir determinados tipos de trabalhos, principalmente na administração pública, bem como obter a carteira de motorista, aumentando assim sua possibilidade de ascender socialmente. Eles tinham que pagar mais impostos do que os indígenas, mas podiam ocupar baixos cargos na administração colonial e eram dispensados do trabalho voluntário, extensível e compulsório a todos os indígenas. Podiam acessar tribunais regulares e ao menos em tese tinham direitos iguais aos dos europeus. Mas mesmo assim continuavam a ser tratados como [...] cidadãos de segunda classe, alvos de preconceito racial, econômico e social" (HERNANDEZ, 2008, p. 515). Segundo Gerald Bender (1980) em Luanda quase todos sofriam cotidianamente manifestações de discriminação racial O termo Indígena, segundo Alfredo Noré e Áurea Adão (2003), provem do latim e refere-se aquile que é natural de um lugar ou país que habita. Em Angola se referia a todos os nativos (independentes de serem crioulos, ovimbundos, mbundos, bacongos...), mais de 90% da população, que estava passível de uma legislação especifica do estado português. 15 Relatório da Conferencia dos Governadores da província de Angola Maio/1938. Luanda: Conselho de Governadores, Apenso no 1 (AHU, Sala 3, maço Doc. Datilografado). In: NORÉ, Alfredo & ADÃO, Áurea. O ensino colonial destinado aos "indígenas" de Angola. Antecedentes do ensino rudimentar instituído pelo Estado Novo In; Revista Lusófona de Educação, Universidade Lusófona de Humanidades e tecnologias, Portugal, 2003, 1, Idem 17 Segundo Bender (1980) e Hernandez (2008), eles contavam com representações no Conselho-Geral (ou Conselho do Governador) alem de terem um representante parlamentar na Assembléia Nacional e também conservavam determinados usos e costumes trazidos de sua história e trajetória pessoal. Alem disso tinham um tipo de educação diferenciada em relação aos indígenas, em que era similar aos dos europeus, enquanto que para os indígenas eram um ensino profissionalizante.

10 Para José Honório Rodrigues (1982) tudo isso levou a que a assimilação fosse considerada uma política falida. Em 1940, havia em Angola cerca de assimilados num total de habitantes, ou seja, menos de 1% da população angolana 18. Segundo Adriano Moreira (1956) as razões para esse baixo índice se davam porque os indígenas não desejavam perder [...] as vantagens da assistência oficial e de manter a isenção de alguns dos mais pesados encargos dos cidadãos, designadamente em matéria fiscal e militar. (MOREIRA, 1963, p.44). Outra razão eram as dificuldades encontradas para o acesso a educação formal, Ilídio do Amaral (1960) diz que em 1952 apenas 37 alunos de todas as raças tinham completado os estudos em Angola. Se a questão é complexa, e havia uma má vontade do Estado Português em conceder o Estatuto do Assimilado, a assimilação era muito mais retórica do que real, mas o fato é que alguns conseguiram. E como diz José Maria Nunes Pereira (2001) Ser indígena ou assimilado determinava muito da vida do africano (PEREIRA, 2001, p.5), ou seja, se ser um assimilado significava ter uma cidadania de segunda, ser indígena significava não ter cidadania alguma, esse era submetido ao trabalho forçado, não tinha direito a propriedade privada e tinha reduzidas possibilidades de acessão social. Para Mourão (2006) Embora os assimilados tenham atingido uma minoria, face ás dificuldades legais e administrativas para se obter essa qualificação, o seu estatuto consistiase numa ampla expectativa de mudança (MOURÃO, 2006, p.241). O que fazia com que o estatuto da assimilação fosse procurado, pois ser assimilado representava pertencer a uma classe média, fazendo parte do pequeno e médio funcionalismo, ter acesso á educação formal e em linhas gerais, representava a possibilidade de ter um futuro diferenciado daquele que era comum para a maioria da população 19. Após a independência de Angola os assimilados foram utilizados como parâmetros de um comportamento não desejado. Kelly Araújo (2005) diz que "Para o poder instituído, Angola já não mais comportava um homem 'reacionário', entendido aqui como tendo enraizadas as suas particularidades étnico-culturais ou regionais, nem ser um 'assimilado', produto da política colonial. (ARAÙJO, 2005, p. 80). O que se esperava era a construção de 18 Nesse ritmo, segundo Rodrigues (1980), seriam necessários anos para que Portugal enfim pudesses cumprir a sua missão civilizadora. 19 Ver Mourão, Fernando Augusto Albuquerque. Continuidades e descontinuidades de um processo colonial através de uma leitura de Luanda. São Paulo: terceira margem, 2006.

11 um homem novo, adequado aos princípios marxistas-leninistas de disciplina, trabalho e eficiência, por meio do qual se esperava construir a unidade nacional. A política de assimilação colonial, assimilados e o universo literário angolano Diferentes escritores foram ou conviveram com os assimilados e a política de assimilação colonial. Veja o depoimento do ex-assimilado, o escritor angolano, nascido na província de Benguela, Raul David. Diz ele Eu fui assimilado. O assimilado teve vantagens e desvantagens. Voulhe contar quais eram as vantagens dos assimilados. A vantagem era poder ir ao cinema onde estavam brancos quando eles aceitavam viajar numa carruagem de 2ª classe, com os brancos, estar no mesmo restaurante, mas isso era tudo fictício, num certo ponto... Porque havia restaurantes de luxo onde o assimilado não entrava por incapacidade financeira e até pelo esnobismo dos freqüentadores desses lugares. Mas vamos por de parte isso (DAVID In LABAN, 1991, 54) Ser assimilado era poder ir ao cinema, mas se os brancos deixassem. Em outros lugares, como nos restaurantes, em que os brancos deixavam, era a incapacidade financeira que impediam os assimilados de entrarem. Em outro trecho, David, revela as contradições e complexidades de ser um assimilado. assimilados: A desvantagem do assimilado consiste no logro social. Por quê? Porque o assimilado, tendo a mesma instrução que o seu colega europeu, nunca ascendia a lugares de mando era sempre subalterno. E então nunca tinha dificilmente tinha poder econômico, enquanto que o indígena, que tinha a sua lavra, que tinha a sua propriedade, que tinha o seu gado, vivia economicamente desafogado (DAVID In LABAN, 1991, 54-55) Por fim ele mostra todo o jogo existente entre o poder colonial e os Isso foi um jogo... Foi preciso nós compreendermos... Foi daí que veio o nosso ardor de luta. Porque, depois, eles começaram a meter-nos o papão: Olhem que vocês estão mal conosco... Ficarão muito pior se nós não ficarmos cá... Então nós dissemos: Isto é conosco, é entre nós, não é nenhum estranho... (DAVID In LABAN, 1991, 55)

12 O escritor Boaventura Cardoso, nascido em Luanda, Angola é outro exassimilado, as representações sobre o que era ser uma assimilado também aparece em suas memórias; [...] eu quando andava na escola, por essa altura, no ensino secundário, já contestava o ensino que era ministrado aos angolanos, pelo conteúdo das próprias disciplinas. Era evidente que o sistema pretendia fazer de nós, nessa altura, bons portugueses. Eu tinha plena consciência disso. Toda a vivencia que eu tive, particularmente na escola, foi encaminhado no sentido da formação de um homem assimilado, da assimilação dos hábitos e costumes europeus, da transformação das mentalidades. Tudo isso deu-me uma consciência do fenômeno da assimilação. (CARDOSO In LABAN, 1991, 833). Como se vê o debate sobre a politica de assimilação colonial e sobre os assimilados era algo constante entre os escritores angolanos. Afinal eles eram os maiores interlocutores do povo. Representações da Política de assimilação colonial e dos assimilados no conto Mestre Tamoda de Uanhenga Xitu Agostinho André Mendes de Carvalho, doravante chamado de Uanhenga, pode ser entendido como um intelectual, que segundo Edward Said (2002) é capaz de representar, dar corpo a uma determinada mensagem, ou mesmo atitude, filosofia... para um determinado publico e mesmo por esse publico. Ele torna a voz desse publico. Assim Xitu é a voz dos angolanos na luta contra o colonialismo português. Como intelectual, Xitu, escreve, depois de muita reflexão, acredita no que fala e quer convencer seus pares de que o que defende é o ideal, daí existir uma mistura entre o universo privado e publico dele. Em sua obra literária sua vida se mistura a de suas personagens. È também um pertubardor da ordem social. Segundo Said (2002) No fundo, o intelectual, no sentido que dou á palavra, não é nem um pacificador nem um criador de consensos, mas alguém que empenha todo o ser no senso crítico, na recusa em aceitar formulas fáceis ou clichês prontos, ou confirmações afáveis, sempre tão conciliadoras sobre o que os poderosos ou convencionais tem a dizer e sobre o que fazem. Não apenas relutando de modo passivo, mas desejando ativamente dizer isso em público. (SAID, 2002, 35-36)

13 Em se tratando de um contexto de resistência ao colonialismo português, podemos compreender Xitu enquanto um intelectual fortemente engajado em uma causa que não era só sua, mas também do povo angolano. Em se tratando de um escritor, vale a pena lembrar Benjamim Abdala Junior (2007), ele diz que; Quando o escritor escreve, pode julgar que o texto é apenas seu, não tendo consciência de que na verdade é a sociedade que se inscreve através dele. Na sua escrita está uma confluência de práxis coletivas, desde a específica da série literária até ás outras, relativas á sua atividade noutros campos sêmicos do trabalho social. O escritor engajado procura ter consciência dessa inserção social. (ABDALA JUNIOR, 2007, 45) Engajado que eram, em diferentes obras trata da questão da política de assimilação colonial, bem como dos assimilados. Em seu romance Manana de 1974, é possível perceber um critica a assimilação colonial através de uma personagem, Filito. Ele era um assimilado, que estudara no Liceu, mas por ter demonstrado vocação para carpinteiro e contra a vontade de seus pais, inicia o seu oficio com seu tio Chico. Em determinado momento da obra, através de Tio Chico. Uahenga diz o que pensa sobre os assimilados, Aprende ofício, sobrinho! Este é arte. Não deixa pessoa pedir esmola. Teu pai anda aí com mania de liceu, ianhi? 4ª classe, chega bem. Depois aprende arte. Uma data de gente que anda aí com liceu, mas com mania de funcionário, são calutêiros. Não pagam as obras que a gente faz. Alguns matam as famílias com fome. A vida deles é só ter sapato engraxado e camisa limpo. Mas em casa só comem farinha com açúcar. (XITU, 1978, p. 28) Entretanto é no conto Mestre Tamoda que Xitu faz uma abordagem mais profunda da situação colonial. Escrita em 1974 o conto mestre Tamoda conta a história de Tamoda. Esse muito novo fora morra na capital Luanda, onde vivera muito anos. Lá trabalhava e estudava nas horas vagas com os filhos dos patrões e dos criados. Assim, conseguiu aprender a fazer um bilhete e uma cartinha que se compreendia (XITU, 1974, p. 9).

14 Homem abandonara Luana e voltara para o interior, à região rural onde nascera.trazendo da cidade algum recurso pagava alguém para fazer o trabalho obrigatório imposto pelo governo português. Tendo então uma certa liberdade exibia então seus dotes intelectuais por entre seus pares. Passou então a ensinar o português de Tamoda, que utilizava palavras do quimbundo angolano. Aqui uma cisão entre duas concepções diferentes de português, por mais que fosse o português ele fora instrumentalizado pela personagem Tamoda ( e pelo povo angolano) como forma de resistência ao colonialismo português e a língua formal. Através da personagem Tamoda, Xitu evidencia a linguagem como forma de libertação do povo angolano. No português de Tamoda dicionário era o ndunda. Para outras palavras do português também eram feitas modificações no quimbundo. Nessa transição eventualmente algumas palavras não caiam bem. Ao dizer que o muchacho era muchachada, na língua local soava como muxaxala que em quimbundo, significa sulco nadegueiro ou via retal. O que vai gerar uma certa fúria dos angolanos locais ao ouvirem seus filhos pronunciarem essa nova palavra. Mas a fúria maior vinha da professora que ensinava o português formal de Portugal. Utilizando-se de castigos físicos para que seus alunos se esquecesse do português de Tamoda e se concentrassem na verdadeira língua. Na professora se vê a dominação do colonizador, que desconsiderava qualquer diferença regional no que se refere aqui, a linguagem. No conto se vê que Tamoda mesmo não sendo um assimilado legalmente, se portava como se assim fosse, chamado de mestre do português novo, fora denunciado como mandrião e por não portar documentos de assimilado, o que lhe facultaria a possibilidade de seu efetivamente um mestre, fora chamado ao Conselho Municipal para prestar esclarecimentos. Ao chegar na Administração do Conselho, para mostrar que de fato era um assimilado, e que portanto poderia lecionar, bem como não ser obrigado ao trabalho compulsório, houve a seguinte fala dos cipaios, angolanos negros, que estavam protegendo o palácio;

15 Estes rapazes, quando saem na cidade, pensa já não é pessoa da terra cochichou um dos cipaios para os outros. Mas o gajo pôe puto tudo de dicionário. Deve ser funcionário. -Quem?! Aka mukuá tuhaa maié!... Kingilé, o jiboto ojo nhi capacet oko tuondo musumbe eko um makoka... [alguns são pilintras, uns zes-ninguéns... espere, não tarda muito que fique sem esses sapatos e o capacete a troca por mandioca] (XITU, 1974, 29) Ser assimilado era poder ascender postos na administração colonial, mas os ganhos eram ínfimos, fazendo com que, segundo Xitu, eles trocassem os seus sapatos e capacetes por comida, a mandioca. Outra questão importante é que esse escritor ao fazer a critica aos assimilados, faz na língua local e não no Português, mostrando dessa forma de que lado estava. Em outro trecho do conto, Tomoda, diz porque não conseguira convencer a autoridade colonial de que era um assimilado. Diz ele que; Na primeira pergunta, ele não sabia que quer dizer coaptidão. Depois falei os livros das leis (vuua Tamoda ouviu-se esta expressão no meio da multidão). Quando lhe falei nos códigos [de leis] é que ele ficou empavidamente sorumbático (XITU, 1974, p.41) Aqui Xitu critica o fato de que nem mesmo os portugueses de Portugal não falavam o português que eles imaginavam que os assimilados deveriam falar. Nesse sentido vale á pena lembrar Amilcar Cabral (1978) que disse que se a política de assimilação colonial fosse aplicada em Portugal apenas uma pequena parcela deles poderiam conseguir o estatuto de assimilado. Considerações finais O que se vê no texto de Uanhenga é um texto descolonizado que, embora vinculado a uma cultura dominada, subverte e torna-se um instrumento de luta contra o colonialismo. Segundo Salviano Santiago [...] acaba por ser mais rico (não do ponto de vista de uma economia interna da obra) por conter em si uma representação do texto dominante e uma resposta a esta representação no próprio nível de fabulação, resposta esta que passa a ser um padrão de aferição cultural da universalidade tão eficaz quanto os já conhecidos e catalogados. (SANTIAGO apud ABDALA JR (2003), 1982, p.23).

16 Em Uanhenga se vê um intelectual que não se afasta do mundo real. Ele tem domínio do contexto que o cerca, tem horizontes de um novo mundo a ser construído, comunga do principio esperança de que fala Ernst Bloch (2005) enquanto um sonho diurno, desperto de que dias melhores virão. Referências Bibliográficas ABDALA JR, Benjamin. De vôos e ilhas literatura e comunitarismos. Cotia: Ateliê, Literatura, história e política: Literaturas de língua portuguesa no século XX. Cotia (SP): Ateliê Editorial, ALEXANDRE, Valentim. Velho Brasil/Novas Áfricas - Portugal e o Império ( ). Porto: Ed. Afrontamento, 2000, p Ideologia, economia e política: a questão colonial na implantação do Estado Novo In: Análise Social, XXVIII, , 1993, pp ARAÙJO, Kelly Cristina Oliveira de Araujo. Um só povo, uma só nação": O discurso do estado ára a construção do homem novo em Angola ( ), Dissertação de Mestrado, FFLCH-USP, BARTHES, Roland. O Grau Zero da Escrita. SP: Edições 70. BENDER, Gerald J. Angola: mito y realidad de su colonización. México, Siglo XXI, 1980 BLOCH Ernst. O princípio Esperança I. Rio de Janeiro. Contraponto (prefácio) BITTENCOURT, Marcelo. Dos Jornais às Armas. Trajectórias da Contestação Angolana. 1. ed. Lisboa: Vega, v p Bender (1980) BOURDIEU, Pierre. A Distinção: crítica social do julgamento, Porto Alegre: Editora Zouk, 2007b. O poder simbólico. Lisboa: Difel, A economia das trocas simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 2004.

17 BOURDIEU, Pierre e PASSERON, Jean-Claude. A reprodução elementos para uma teoria do sistema de ensino. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 2007ª CABAÇO, José Luís: Políticas de identidade no Moçambique colonial In MAGGIE, Yvone & Rezende, Claudia Barcelos (org.). Raça como retórica. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 2002 CABRAL, Amílcar. Obras Escolhidas. Porto: Seara Nova.1978 CANDIDO, Antonio. Literatura e Sociedade. 7 a. ed. São Paulo: Cia. Editora Nacional, CARDOSO, Boaventura. Entrevista In: LABAN, Michel. Angola : encontro com escritores. Porto : Fundação Eng. António de Almeida, 1991, p CHARTIER, Roger. A história ou a leitura do tempo. Belo Horizonte: Autêntica Editora, À beira da falésia: a história entre certezas e inquietudes. Porto Alegre: Ed. Universidade, UFRGS, O mundo como representação. Estudos Avançados, 5 (11), A História Hoje: dúvidas, desafios, propostas. Estudos Históricos, vol. 7, nº13, 1994, pp A História Cultural: entre práticas e representações Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, p. CHAVES, Rita. A formação do romance angolano. SP: USP, DAVID, Raúl. Entrevista In; LABAN, Michel. Angola : encontro com escritores. Porto : Fundação Eng. António de Almeida, p DOSSE, François. O Império dos sentidos: a humanização das ciências humanas. Bauru, Edusc, FALCON, Francisco. J. C. História e representação. In: Ciro Flamarion Cardoso e Jurandir Malerba. (Org.). Representações contribuição a um debate transdisciplinar. São Paulo: Papirus, 2000, v., p HERNANDEZ, Leila Leite. A África na sala de aula: visita à história contemporânea. 2ª. ed. São Paulo: Grupo Summus - Selo Negro Editora, 2008, p.87.

18 MINAYO, M. C. S. de (1995). O conceito de representações sociais dentro da sociologia clássica. In P. Guareschi & S. Jovchelovitch (Orgs). Textos em representações sociais. (2nd ed., pp ). Petrópolis, RJ: Vozes MOURÃO, Fernando Augusto Albuquerque. Continuidades e descontinuidades de um processo colonial através de uma leitura de Luanda. São Paulo: terceira margem, NORÉ, Alfredo & ADÃO, Áurea. O ensino colonial destinado aos "indígenas" de Angola. Antecedentes do ensino rudimentar instituído pelo Estado Novo In; Revista Lusófona de Educação, Universidade Lusófona de Humanidades e tecnologias, Portugal, 2003, p.102. PADILHA, Laura. Entre voz e letra. O lugar da ancestralidade na ficção angolana do século XX. 2. ed. Niterói / Rio de Janeiro: EdUFF / Pallas, v p. PEREIRA, José Maria Nunes. Mario P. de Andrade e o Luso Tropicalismo. In: BELLUCCI Beluce. (Org.). Congresso ALADAA. Ásia e África face a Globalização. Rio de Janeiro: UCAM, 2001, v., p RODRIGUES, Eugenia. As associações de nativos em Angola - o lazer militante em prol dos angolanos. In; Estudos Afro-Asiáticos (Rio de Janeiro), nº 37, 2000, pp Rodrigues (1980) XITU, Uanhenga. Mestre Tamoda e outros contos Lisboa : Edições 70, p. Manana. Lisboa : Edições 70, 1974.

CULTURA AFRO CULTURA AFRO

CULTURA AFRO CULTURA AFRO CULTURA AFRO ESCOPO Apresentamos o projeto Cultura Afro com o compromisso de oferecer aos alunos do ensino fundamental um panorama completo e diversificado sobre a cultura afro em nosso país. Levamos em

Leia mais

Resenha Resenha Psicologia em Revista, Belo Horizonte, v. 8, n. 11, p. 133-135, jun. 2002 131

Resenha Resenha Psicologia em Revista, Belo Horizonte, v. 8, n. 11, p. 133-135, jun. 2002 131 Resenha 131 132 LÉVY, André. Ciências clínicas e organizações sociais. Belo Horizonte: Autêntica, 2001. 224p. Lançado por ocasião do VIII Colóquio Internacional de Psicossociologia e Sociologia Clínica,

Leia mais

Construção do Espaço Africano

Construção do Espaço Africano Construção do Espaço Africano Aula 2 Colonização Para melhor entender o espaço africano hoje, é necessário olhar para o passado afim de saber de que forma aconteceu a ocupação africana. E responder: O

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum.

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum. 1º ano A Filosofia e suas origens na Grécia Clássica: mito e logos, o pensamento filosófico -Quais as rupturas e continuidades entre mito e Filosofia? -Há algum tipo de raciocínio no mito? -Os mitos ainda

Leia mais

HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA

HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA Juliana Fabbron Marin Marin 1 Ana Maria Dietrich 2 Resumo: As transformações no cenário social que ocorreram

Leia mais

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NO ENSINO MÉDIO. - práticas, saberes e habitus -

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NO ENSINO MÉDIO. - práticas, saberes e habitus - EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NO ENSINO MÉDIO - práticas, saberes e habitus - Fabíola Santini Takayama do Nascimento Mestranda em Educação da PUCGOIÁS e Técnica em Assuntos Educacionais do IFG - Campus Inhumas

Leia mais

ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: EM DEFESA DE UMA AÇÃO INTERDISCIPLINAR

ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: EM DEFESA DE UMA AÇÃO INTERDISCIPLINAR 1 ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: EM DEFESA DE UMA AÇÃO INTERDISCIPLINAR Maurina Passos Goulart Oliveira da Silva 1 mauripassos@uol.com.br Na formação profissional, muitas pessoas me inspiraram: pensadores,

Leia mais

Os brasileiros precisam conhecer a história dos negros. (textos e fotos Maurício Pestana)

Os brasileiros precisam conhecer a história dos negros. (textos e fotos Maurício Pestana) Os brasileiros precisam conhecer a história dos negros (textos e fotos Maurício Pestana) Responsável pelo parecer do Conselho Nacional de Educação que instituiu, há alguns anos, a obrigatoridade do ensino

Leia mais

INDIVIDUALISMO ÉMILE DURKHEIM. * Os fatos sociais são regras jurídicas, morais e sistemas financeiros.

INDIVIDUALISMO ÉMILE DURKHEIM. * Os fatos sociais são regras jurídicas, morais e sistemas financeiros. INDIVIDUALISMO ÉMILE DURKHEIM Fato Social - Exterioridade (o fato social é exterior ao indivíduo). - Coercitividade. - Generalidade (o fato social é geral). * Os fatos sociais são regras jurídicas, morais

Leia mais

O INTELECTUAL/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA FUNÇÃO SOCIAL 1

O INTELECTUAL/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA FUNÇÃO SOCIAL 1 O INTELECTUAL/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA FUNÇÃO SOCIAL 1 Efrain Maciel e Silva 2 Resumo: Estudando um dos referenciais do Grupo de Estudo e Pesquisa em História da Educação Física e do Esporte,

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE A QUESTÃO SOCIAL

REFLEXÕES SOBRE A QUESTÃO SOCIAL TEORIA MARXISTA NA COMPREENSÃO DA SOCIEDADE CAPITALISTA Disciplina: QUESTÃO E SERVIÇO Professora: Maria da Graça Maurer Gomes Türck Fonte: AS Maria da Graça Türck 1 Que elementos são constitutivos importantes

Leia mais

A Necessidade da Vigilância Epistemológica em Pierre Bordieu

A Necessidade da Vigilância Epistemológica em Pierre Bordieu Ano III Número 08 OUT-DEZ ISSN: 2178-2008 A Necessidade da Vigilância Epistemológica em Pierre Bordieu Gustavo Javier Castro Silva 1 Para Pierre Bourdieu, a sociologia tem uma vocação para criticar todos

Leia mais

A EDUCAÇÃO E A ESCOLA NUMA PERSPECTIVA GRAMSCIANA

A EDUCAÇÃO E A ESCOLA NUMA PERSPECTIVA GRAMSCIANA A EDUCAÇÃO E A ESCOLA NUMA PERSPECTIVA GRAMSCIANA CARDOSO NETO, Odorico Ferreira i ; CAMPOS, Cleanil Fátima Araújo Bastos ii ; FREITAS, Cleyson Santana de iii ; CABRAL, Cristiano Apolucena iv ; ADAMS,

Leia mais

Há cabo-verdianos a participar na vida política portuguesa - Nuno Sarmento Morais, ex-ministro da Presidência de Portugal

Há cabo-verdianos a participar na vida política portuguesa - Nuno Sarmento Morais, ex-ministro da Presidência de Portugal Há cabo-verdianos a participar na vida política portuguesa - Nuno Sarmento Morais, ex-ministro da Presidência de Portugal À margem do Fórum promovido pela Associação Mais Portugal Cabo Verde, que o trouxe

Leia mais

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA Clodoaldo Meneguello Cardoso Nesta "I Conferência dos lideres de Grêmio das Escolas Públicas Estaduais da Região Bauru" vamos conversar muito sobre política.

Leia mais

Principais Sociólogos

Principais Sociólogos Principais Sociólogos 1. (Uncisal 2012) O modo de vestir determina a identidade de grupos sociais, simboliza o poder e comunica o status dos indivíduos. Seu caráter institucional assume grande importância

Leia mais

A FORMAÇÃO DE REDES SOCIAIS

A FORMAÇÃO DE REDES SOCIAIS MINISTÉRIO DE EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO/EDUCAÇÃO INTEGRAL Retirado e adaptado de: LEITE, L. H. A., MIRANDA, S. A. e CARVALHO, L. D. Educação Integral e Integrada: Módulo

Leia mais

Uma Reflexão Sobre o Surgimento do Candomblé

Uma Reflexão Sobre o Surgimento do Candomblé Uma Reflexão Sobre o Surgimento do Candomblé Os estudos sobre a África e as culturas africanas têm ganhado espaço nas últimas décadas. No Brasil esse estudo começou, basicamente, com Nina Rodrigues em

Leia mais

O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: UM EMBATE ENTRE O ATUAL E A MEMÓRIA. Élcio Aloisio FRAGOSO 1

O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: UM EMBATE ENTRE O ATUAL E A MEMÓRIA. Élcio Aloisio FRAGOSO 1 1 O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: UM EMBATE ENTRE O ATUAL E A MEMÓRIA Élcio Aloisio FRAGOSO 1 Resumo O novo acordo ortográfico já rendeu uma série de discussões sob pontos de vistas bem distintos. O acordo

Leia mais

Boletim Informativo do Grupo de Trabalho de Igualdade Racial MPSP nº 2 São Paulo, 13 de maio de 2015

Boletim Informativo do Grupo de Trabalho de Igualdade Racial MPSP nº 2 São Paulo, 13 de maio de 2015 Boletim Informativo do Grupo de Trabalho de Igualdade Racial MPSP nº 2 São Paulo, 13 de maio de 2015 CONVITE À REFLEXÃO A segunda edição do Boletim Informativo do GT Igualdade Racial traz artigo escrito

Leia mais

Divisor de águas : uma etnografia sobre as trajetórias de alunos sobreviventes ao. primeiro ano do ensino médio em uma escola estadual carioca.

Divisor de águas : uma etnografia sobre as trajetórias de alunos sobreviventes ao. primeiro ano do ensino médio em uma escola estadual carioca. Divisor de águas : uma etnografia sobre as trajetórias de alunos sobreviventes ao primeiro ano do ensino médio em uma escola estadual carioca. Mylena Gomes Curvello mylenagcurvello@hotmail.com 9 período

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES DE OLGA METTIG À EDUCAÇÃO BAIANA: ENSINANDO A COMPREENSÃO

CONTRIBUIÇÕES DE OLGA METTIG À EDUCAÇÃO BAIANA: ENSINANDO A COMPREENSÃO CONTRIBUIÇÕES DE OLGA METTIG À EDUCAÇÃO BAIANA: ENSINANDO A COMPREENSÃO Liane Soares, Ms. Faculdade de Tecnologias e Ciências FTC/BA Olga sempre considerou a educação como um sistema, um produto de evolução

Leia mais

Imaginação e protagonismo na Educação Infantil: construindo uma escola mais íntima da infância

Imaginação e protagonismo na Educação Infantil: construindo uma escola mais íntima da infância Imaginação e protagonismo na Educação Infantil: construindo uma escola mais íntima da infância Me. Tony Aparecido Moreira tony.educ@gmail.com Denise Watanabe de.wtnb@gmail.com Dr. José Milton de Lima miltonlima@fct.unesp.br

Leia mais

Homens da África Ahmadou Kourouma. Edições SM. Cabelos de axé: identidade e resistência Raul Lody. Editora SENAC

Homens da África Ahmadou Kourouma. Edições SM. Cabelos de axé: identidade e resistência Raul Lody. Editora SENAC ÁFRICA Homens da África Ahmadou Kourouma. Edições SM Ricamente ilustrada por fotos e desenhos, esta obra traça um painel detalhado da vida dos habitantes da África do Oeste: sua tradição oral, detalhes

Leia mais

Jogli - 2012!! Gabarito: 1.E. 2.A. 3.E. 4.B. Geografia 2012!!!

Jogli - 2012!! Gabarito: 1.E. 2.A. 3.E. 4.B. Geografia 2012!!! Jogli - 2012!! Gabarito: 1.E. 2.A. 3.E. 4.B. Geografia 2012!!! 1.(UFABC 2009) Exibicionismo burguês. Verdadeiros espetáculos da evolução humana (as e xposições universais) traziam um pouco de tudo: de

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 21 Discurso na cerimónia de instalação

Leia mais

PRÁTICAS E PERSPECTIVAS DE DEMOCRACIA NA GESTÃO EDUCACIONAL

PRÁTICAS E PERSPECTIVAS DE DEMOCRACIA NA GESTÃO EDUCACIONAL PRÁTICAS E PERSPECTIVAS DE DEMOCRACIA NA GESTÃO EDUCACIONAL Coleção EDUCAÇÃO SUPERIOR Coordenação editorial: Claudenir Módolo Alves Metodologia Científica Desafios e caminhos, Osvaldo Dalberio / Maria

Leia mais

Prova Escrita de História A

Prova Escrita de História A Exame Nacional do Ensino Secundário Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março Prova Escrita de História A 12.º Ano de Escolaridade Prova 623/Época Especial 8 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 106 Discurso na cerimónia de entrega

Leia mais

SOCIOLOGIA OBJECTO E MÉTODO

SOCIOLOGIA OBJECTO E MÉTODO Ano Lectivo 2008/2009 SOCIOLOGIA OBJECTO E MÉTODO Cursos: Licenciatura em Sociologia e Licenciatura em Sociologia e Planeamento (1º ciclo) Unidade Curricular: Sociologia Objecto e Método Localização no

Leia mais

ANÁLISE DA PRÁTICA INSTITUCIONAL

ANÁLISE DA PRÁTICA INSTITUCIONAL ANÁLISE DA PRÁTICA INSTITUCIONAL Prof.ª Mônica Ferreira dos Santos José Augusto Guilhon de Albuquerque é sociólogo e professor da USP. No Serviço Social alguns autores já usaram seu referencial. Weisshaupt

Leia mais

Palavras chaves: EJA, Alfabetização, Letramento, Educação Freireana,

Palavras chaves: EJA, Alfabetização, Letramento, Educação Freireana, DESAFIOS DA ALFABETIZAÇÃO/ LETRAMENTO NAS ESCOLAS DO CAMPO DA AMAZÔNIA PARAENSE: ANÁLISE A PARTIR DAS NARRATIVAS DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS DO MUNICÍPIO DE CURRALINHO Resumo Heloisa

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA SPINELLI, Mônica dos Santos IE/PPGE/UFMT RESUMO O texto apresenta resultados parciais da pesquisa teórica sobre categorias conceituais em

Leia mais

REFLETINDO SOBRE A ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM OS ESTUDANTES DA ESCOLA MARIA AMÉLIA

REFLETINDO SOBRE A ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM OS ESTUDANTES DA ESCOLA MARIA AMÉLIA REFLETINDO SOBRE A ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM OS ESTUDANTES DA ESCOLA MARIA AMÉLIA Yrismara Pereira da Cruz 3, Ana Raquel Holanda Barros¹, Indira Siebra Feitosa¹. Correspondência para: yrismaracruz@hotmail.com

Leia mais

LEONARDO KOURY MARTINS ENSAIO DISCURSIVO. Concepções acerca de uma nova ordem societária

LEONARDO KOURY MARTINS ENSAIO DISCURSIVO. Concepções acerca de uma nova ordem societária LEONARDO KOURY MARTINS ENSAIO DISCURSIVO Concepções acerca de uma nova ordem societária LEONARDO KOURY MARTINS ENSAIO DISCURSIVO CONCEPÇÕES ACERCA DE UMA NOVA ORDEM SOCIETÁRIA O passado não se pode ser

Leia mais

ANÁLISE DE UM PROJETO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL VOLTADO À INCLUSÃO SOCIAL GIL

ANÁLISE DE UM PROJETO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL VOLTADO À INCLUSÃO SOCIAL GIL ANÁLISE DE UM PROJETO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL VOLTADO À INCLUSÃO SOCIAL GIL, Thais Nogueira UFMG - thaisgil@terra.com.br- GT: Trabalho e Educação/ 09 Agência Financiadora: FUNADESP Este texto apresenta

Leia mais

Índios do Brasil. Episódio 7: Nossas Terras. Modalidade Educação de Jovens e adultos Fundamental e Médio.

Índios do Brasil. Episódio 7: Nossas Terras. Modalidade Educação de Jovens e adultos Fundamental e Médio. Índios do Brasil Episódio 7: Nossas Terras Resumo A série "Índios no Brasil", com duração média de 20 minutos, traça um perfil da população indígena brasileira e mostra a relação dessa população com a

Leia mais

INDIVÍDUO E SOCIEDADE PARTE 2

INDIVÍDUO E SOCIEDADE PARTE 2 TEXTO NUM. 2 INDIVÍDUO E SOCIEDADE PARTE 2 Max Weber, O indivíduo e a ação social: O alemão Max Weber (1864-1920), diferentemente de Durkheim, tem como preocupação central compreender o indivíduo e suas

Leia mais

Leitura na escola reflexões pedagógicas sobre os processos de formação de leitores e escritores na educação infantil, jovens e adultos.

Leitura na escola reflexões pedagógicas sobre os processos de formação de leitores e escritores na educação infantil, jovens e adultos. Leitura na escola reflexões pedagógicas sobre os processos de formação de leitores e escritores na educação infantil, jovens e adultos. Diogo Vieira do Nascimento 1 (UERJ/EDU) Fabiana da Silva 2 (UERJ/EDU)

Leia mais

1 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

1 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 1 EDUCAÇÃO E PRECONCEITO RACIAL: CONVERGÊNCIAS E DIVERGÊNCIAS NAS PERCEPÇÕES DAS FAMÍLIAS NEGRAS E BRANCAS NO MUNICIPIO DE CUIABÁ MONTEIRO, Edenar Souza UFMT edenar.m@gmail.com GT-21: Afro-Brasileiros

Leia mais

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense Projeto de Extensão Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense 1.0 - JUSTIFICATIVA Considerando que a Extensão Universitária tem entre as suas

Leia mais

MINISTÉRIO DA DEFESA GABINETE DO MINISTRO PORTARIA Nº 983/DPE/SPEAI/MD, DE 17 DE OUTUBRO DE 2003

MINISTÉRIO DA DEFESA GABINETE DO MINISTRO PORTARIA Nº 983/DPE/SPEAI/MD, DE 17 DE OUTUBRO DE 2003 PORTARIA DPE/SPEAI/MD 983/2003 MINISTÉRIO DA DEFESA GABINETE DO MINISTRO PORTARIA Nº 983/DPE/SPEAI/MD, DE 17 DE OUTUBRO DE 2003 Aprova a Diretriz para o relacionamento das Forças Armadas com as comunidades

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE: maternidade, representação social da mulher, paradigma biológico. 1. Introdução

PALAVRAS-CHAVE: maternidade, representação social da mulher, paradigma biológico. 1. Introdução O SER MULHER, MÃE E TRABALHADORA: a maternidade sob a ótica da mulher atual Márcia Marrocos Aristides Barbiero Orientadora: Katia Fernanda Alves Moreira RESUMO: Esta pesquisa teve como objetivo estudar

Leia mais

Análise Sociológica do Filme -Notícias de Uma Guerra Particular [1999], (de Katia Lund e João Moreira Salles)

Análise Sociológica do Filme -Notícias de Uma Guerra Particular [1999], (de Katia Lund e João Moreira Salles) FACULDADE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE Curso de Bacharel em Direito Turma A Unidade: Tatuapé Ana Maria Geraldo Paz Santana Johnson Pontes de Moura Análise Sociológica do Filme -Notícias de Uma Guerra Particular

Leia mais

1. O que é Folclore? Uma análise histórica e crítica do conceito.

1. O que é Folclore? Uma análise histórica e crítica do conceito. Objetivos Proporcionar o entendimento das características gerais do processo folclórico brasileiro; Estruturar o profissional de Eventos para conhecer particularidades de alguns acontecimentos que envolvem

Leia mais

A formação inicial e continuada de professores de crianças pequenas

A formação inicial e continuada de professores de crianças pequenas A formação inicial e continuada de professores de crianças pequenas Linha de Pesquisa: LINHA DE PESQUISA E DE INTERVENÇÃO METODOLOGIAS DA APRENDIZAGEM E PRÁTICAS DE ENSINO (LIMAPE) Área de Concentração:

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS BR/1998/PI/H/4 REV. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 Brasília 1998 Representação

Leia mais

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia Anais do I Seminário Internacional de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia A CONTRIBUIÇÃO DA DIDÁTICA CRÍTICA NA INTERLIGAÇÃO DE SABERES AMBIENTAIS NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Leia mais

Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul

Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul 1919 X Salão de Iniciação Científica PUCRS Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul Pâmela de Freitas Machado 1, Helena B.K.Scarparo 1 (orientadora) 1 Faculdade Psicologia,

Leia mais

PENSAMENTO E LINGUAGEM: ESTUDO DA INOVAÇÃO E REFLEXÃO DOS ANAIS E DO ENSINO/APRENDIZAGEM DO INGLÊS EM SALA DE AULA

PENSAMENTO E LINGUAGEM: ESTUDO DA INOVAÇÃO E REFLEXÃO DOS ANAIS E DO ENSINO/APRENDIZAGEM DO INGLÊS EM SALA DE AULA PENSAMENTO E LINGUAGEM: ESTUDO DA INOVAÇÃO E REFLEXÃO DOS ANAIS E DO ENSINO/APRENDIZAGEM DO INGLÊS EM SALA DE AULA Adriana Zanela Nunes (UFRJ) zannelli@bol.com.br, zannelli@ig.com.br zannelli@ibest.com.br

Leia mais

Workshop da FAEL. aborda direitos humanos. e papel do educador

Workshop da FAEL. aborda direitos humanos. e papel do educador Workshop da FAEL aborda direitos humanos e papel do educador No 15 workshop da Faculdade Educacional da Lapa - FAEL, os acadêmicos do curso de pedagogia tiveram a oportunidade de aprender e praticar os

Leia mais

A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT

A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT Myrian Lucia Ruiz Castilho André Luiz Castilho ** A educação é um direito

Leia mais

A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS E O DESAFIO DA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA.

A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS E O DESAFIO DA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA. A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS E O DESAFIO DA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA. NOGUEIRA, Ione da Silva Cunha - UNESP/Araraquara Uma educação conscientizadora e emancipadora, que garanta qualidade de ensino e acesso

Leia mais

O termo cidadania tem origem etimológica no latim civitas, que significa "cidade". Estabelece um estatuto de pertencimento de um indivíduo a uma

O termo cidadania tem origem etimológica no latim civitas, que significa cidade. Estabelece um estatuto de pertencimento de um indivíduo a uma Bruno Oliveira O termo cidadania tem origem etimológica no latim civitas, que significa "cidade". Estabelece um estatuto de pertencimento de um indivíduo a uma comunidade politicamente articulada um país

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 77 Discurso na cerimónia de lançamento

Leia mais

Nas Margens da Educação: imprensa feminina e urbanidade moderna na Ribeirão Preto das primeiras décadas do século XX

Nas Margens da Educação: imprensa feminina e urbanidade moderna na Ribeirão Preto das primeiras décadas do século XX Nas Margens da Educação: imprensa feminina e urbanidade moderna na Ribeirão Preto das primeiras décadas do século XX Jorge Luiz de FRANÇA * Nesta comunicação, pretendemos, por intermédio das publicações

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 88 Discurso na cerimónia de inauguração

Leia mais

Analise histórica comparativa do relato de uma professora alagoana sobre sua formação docente e o ensino de matemática no primário durante o século XX

Analise histórica comparativa do relato de uma professora alagoana sobre sua formação docente e o ensino de matemática no primário durante o século XX Analise histórica comparativa do relato de uma professora alagoana sobre sua formação docente e o ensino de matemática no primário durante o século XX Miriam Correia da Silva¹ Mercedes Carvalho² RESUMO

Leia mais

Apresentação. Dr. Hédio Silva Jr. Adv. e Dir. Ex. do Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdades

Apresentação. Dr. Hédio Silva Jr. Adv. e Dir. Ex. do Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdades Apresentação Quando falamos em uma sociedade mais justa e igualitária, quando falamos em democracia, não temos como ignorar o livre exercício de crença de cada cidadão. A intolerância religiosa não é algo

Leia mais

1. O pensamento marxista e o contexto contemporâneo

1. O pensamento marxista e o contexto contemporâneo Prof. Dr. Elydio dos Santos Neto AS CONTRIBUIÇÕES DE ANTONIO GRAMSCI PARA COMPREENDER A ESCOLA E O PROFESSOR NA ESTRUTURA DA SOCIEDADE CAPITALISTA 1. O pensamento marxista e o contexto contemporâneo No

Leia mais

A LEITURA LITERÁRIA: UM OLHAR SOBRE AS ESTRATÉGIAS DE INCENTIVO À LEITURA DA LITERATURA NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE ENSINO FUNDAMENTAL DE SÃO SEBASTIÃO

A LEITURA LITERÁRIA: UM OLHAR SOBRE AS ESTRATÉGIAS DE INCENTIVO À LEITURA DA LITERATURA NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE ENSINO FUNDAMENTAL DE SÃO SEBASTIÃO A LEITURA LITERÁRIA: UM OLHAR SOBRE AS ESTRATÉGIAS DE INCENTIVO À LEITURA DA LITERATURA NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE ENSINO FUNDAMENTAL DE SÃO SEBASTIÃO Autores: Rúbia Ribeiro LEÃO; Letícia Érica Gonçalves

Leia mais

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: TECENDO RELAÇÕES COM O PENSAMENTO DE PAULO FREIRE

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: TECENDO RELAÇÕES COM O PENSAMENTO DE PAULO FREIRE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: TECENDO RELAÇÕES COM O PENSAMENTO DE PAULO FREIRE Marcia Aparecida Alferes 1 Resumo O presente texto pretende refletir sobre a definição dos conceitos de alfabetização e letramento,

Leia mais

EDUCAÇÃO INCLUSIVA. Profa.: Jane Peruzo Iacono Projeto: UNIOESTE/MEC 2006

EDUCAÇÃO INCLUSIVA. Profa.: Jane Peruzo Iacono Projeto: UNIOESTE/MEC 2006 EDUCAÇÃO INCLUSIVA Profa.: Jane Peruzo Iacono Projeto: UNIOESTE/MEC 2006 Por que é equivocado dizer que a INCLUSÃO refere se a um processo direcionado aos alunos com necessidades educacionais especiais,

Leia mais

Resumo Aula-tema 09:A miscigenação étnico-racial e sua influência na construção social do Brasil

Resumo Aula-tema 09:A miscigenação étnico-racial e sua influência na construção social do Brasil Resumo Aula-tema 09:A miscigenação étnico-racial e sua influência na construção social do Brasil Introdução No Brasil, a questão étnico-racial tem estado em pauta, nos últimos anos, em debates sobre políticas

Leia mais

EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: ELEMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DE UMA PRÁTICA DE FORMAÇÃO DOCENTE

EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: ELEMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DE UMA PRÁTICA DE FORMAÇÃO DOCENTE 19 EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: ELEMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DE UMA PRÁTICA DE FORMAÇÃO DOCENTE Alexandre do Nascimento - FAETEC - RJ Resumo No Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação,

Leia mais

Política educativa, contratos de autonomia e desenvolvimento profissional dos professores: enredos e horizontes

Política educativa, contratos de autonomia e desenvolvimento profissional dos professores: enredos e horizontes Política educativa, contratos de autonomia e desenvolvimento profissional dos professores: enredos e horizontes José Matias Alves Chaves, 14 de maio de 2014 http://www.cfaeatb.org/cfaeatb2013/images/divulg

Leia mais

Família. Escola. Trabalho e vida econômica. Vida Comunitária e Religião

Família. Escola. Trabalho e vida econômica. Vida Comunitária e Religião Família Qual era a profissão dos seus pais? Como eles conciliavam trabalho e família? Como era a vida de vocês: muito apertada, mais ou menos, ou viviam com folga? Fale mais sobre isso. Seus pais estudaram

Leia mais

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS Daniel Silveira 1 Resumo: O objetivo desse trabalho é apresentar alguns aspectos considerados fundamentais para a formação docente, ou

Leia mais

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo)

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Os ideais e a ética que nortearam o campo da educação Comenius: A educação na escola deve

Leia mais

Professor cooperante em S. Tomé e Príncipe entre 1981 e 1987. Professor do ensino secundário em Portugal entre 1987 e 1990

Professor cooperante em S. Tomé e Príncipe entre 1981 e 1987. Professor do ensino secundário em Portugal entre 1987 e 1990 CURRICULUM VITAE Nome: Augusto Manuel Saraiva do Nascimento Diniz Local e data de nascimento: Lisboa, 28 de Março de1959 Nacionalidade: Portuguesa ACTIVIDADE PROFISSIONAL Professor cooperante em S. Tomé

Leia mais

CULTURA POLÍTICA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES i. determinada sociedade nas percepções, sentimentos e avaliações de sua população.

CULTURA POLÍTICA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES i. determinada sociedade nas percepções, sentimentos e avaliações de sua população. CULTURA POLÍTICA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES i JANAÍNA C.S. VARGAS HILÁRIO O termo cultura política 1 refere-se a expressão do sistema político de uma determinada sociedade nas percepções, sentimentos

Leia mais

1 A sociedade dos indivíduos

1 A sociedade dos indivíduos Unidade 1 A sociedade dos indivíduos Nós, seres humanos, nascemos e vivemos em sociedade porque necessitamos uns dos outros. Thinkstock/Getty Images Akg-images/Latin Stock Akg-images/Latin Stock Album/akg

Leia mais

Reflexões sobre Empresas e Direitos Humanos. Leticia Veloso leticiahelenaveloso@outlook.com

Reflexões sobre Empresas e Direitos Humanos. Leticia Veloso leticiahelenaveloso@outlook.com Reflexões sobre Empresas e Leticia Veloso leticiahelenaveloso@outlook.com PRINCÍPIOS ORIENTADORES SOBRE EMPRESAS E DIREITOS HUMANOS (ONU, 2011): 1. PROTEGER 2. RESPEITAR 3. REPARAR Em junho de 2011, o

Leia mais

A EXPOSIÇÃO HISTÓRICA DAS COMEMORAÇÕES DO IV

A EXPOSIÇÃO HISTÓRICA DAS COMEMORAÇÕES DO IV HISTÓRIA CULTURAL: ESCRITAS, CIRCULAÇÃO, LEITURAS E RECEPÇÕES Universidade de São Paulo USP São Paulo SP 10 e 14 de Novembro de 2014 A EXPOSIÇÃO HISTÓRICA DAS COMEMORAÇÕES DO IV CENTENÁRIO DA CIDADE DE

Leia mais

Projeto Pedagógico Institucional PPI FESPSP FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI

Projeto Pedagógico Institucional PPI FESPSP FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI Grupo Acadêmico Pedagógico - Agosto 2010 O Projeto Pedagógico Institucional (PPI) expressa os fundamentos filosóficos,

Leia mais

Política de Línguas na América Latina 1

Política de Línguas na América Latina 1 Política de Línguas na América Latina 1 Eduardo Guimarães * Num momento como o atual, em que as relações internacionais vêm mudando rapidamente e que se caracteriza, entre outras coisas, pelo fato político

Leia mais

ESTRUTURA IDEOLÓGICA E POÉTICA NO TEATRO DE GRUPO: QUAL RAZÃO PARA QUE SE CONTINUE? 1 Vinicius Pereira (IC)

ESTRUTURA IDEOLÓGICA E POÉTICA NO TEATRO DE GRUPO: QUAL RAZÃO PARA QUE SE CONTINUE? 1 Vinicius Pereira (IC) 009 ESTRUTURA IDEOLÓGICA E POÉTICA NO TEATRO DE GRUPO: QUAL RAZÃO PARA QUE SE CONTINUE? 1 Vinicius Pereira (IC) André Carreira (Orientador) (UDESC - CNPq) RESUMO: Esta pesquisa busca compreender como a

Leia mais

Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo

Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo Eliane Aparecida Toledo Pinto Docente da Faculdade Municipal de Filosofia,

Leia mais

A ESCOLA E O LIVRO INFANTIL NA FORMAÇÃO DO GOSTO LITERÁRIO

A ESCOLA E O LIVRO INFANTIL NA FORMAÇÃO DO GOSTO LITERÁRIO A ESCOLA E O LIVRO INFANTIL NA FORMAÇÃO DO GOSTO LITERÁRIO Sílvia Cristina Fernandes Paiva 1 Ana Arlinda Oliveira 2 A leitura literária na escola Podemos afirmar que a leitura é fundamental para construção

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO Marcelo Moura 1 Líbia Serpa Aquino 2 Este artigo tem por objetivo abordar a importância das atividades lúdicas como verdadeiras

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 285, DE 2006

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 285, DE 2006 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 285, DE 2006 Autoriza o Poder Executivo a criar o Programa Cantando as Diferenças, destinado a promover a inclusão social de grupos discriminados e dá outras providências. O

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

VER PARA COMPREENDER: A SELEÇÃO DE IMAGENS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO

VER PARA COMPREENDER: A SELEÇÃO DE IMAGENS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO VER PARA COMPREENDER: A SELEÇÃO DE IMAGENS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO Juliana Ponqueli Contó (PIBIC/Fundação Araucária - UENP), Jean Carlos Moreno (Orientador),

Leia mais

Elaboração de Projetos

Elaboração de Projetos Elaboração de Projetos 2 1. ProjetoS Projeto de Vida MACHADO, Nilson José. Projeto de vida. Entrevista concedida ao Diário na Escola-Santo André, em 2004. Disponível em: .

Leia mais

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA ESPÍRITA E ESPIRITISMO

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA ESPÍRITA E ESPIRITISMO INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA 1 ESPÍRITA E ESPIRITISMO Para designar coisas novas, são necessárias palavras novas. A clareza de uma língua assim exige, a fim de evitar que uma mesma palavra

Leia mais

CURSO E COLÉGIO ESPECÍFICO. Darcy Ribeiro e O povo brasileiro Disciplina: Sociologia Professor: Waldenir 2012

CURSO E COLÉGIO ESPECÍFICO. Darcy Ribeiro e O povo brasileiro Disciplina: Sociologia Professor: Waldenir 2012 CURSO E COLÉGIO ESPECÍFICO Darcy Ribeiro e O povo brasileiro Disciplina: Sociologia Professor: Waldenir 2012 Sociologia Darcy Ribeiro e O povo brasileiro Antropologia Literatura Atuação política Propostas

Leia mais

O Local e o Global em Luanda Beira Bahia 1

O Local e o Global em Luanda Beira Bahia 1 Glauce Souza Santos 2 O Local e o Global em Luanda Beira Bahia 1 Resumo Esta resenha objetiva analisar a relação local/global e a construção da identidade nacional na obra Luanda Beira Bahia do escritor

Leia mais

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA Jaqueline Oliveira Silva Ribeiro SESI-SP josr2@bol.com.br Dimas Cássio Simão SESI-SP

Leia mais

POVOS INDÍGENAS NO BRASIL. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG

POVOS INDÍGENAS NO BRASIL. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG POVOS INDÍGENAS NO BRASIL Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG Conhecendo os povos indígenas Para conhecer melhor os povos indígenas, é importante estudar sua língua.

Leia mais

Como a educação integral vem sendo pensada nas escolas? Como ela está sendo feita? Por que é tão difícil consolidá-la no contexto da prática escolar?

Como a educação integral vem sendo pensada nas escolas? Como ela está sendo feita? Por que é tão difícil consolidá-la no contexto da prática escolar? ORGANIZAÇÃO CURRICULAR E AS DIFERENÇAS NA ESCOLA NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INTEGRAL Rosângela Machado Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis A palestra intitulada Organização Curricular e as

Leia mais

A TEORIA DO PODER SIMBÓLICO NA COMPREENSÃO DAS RELAÇÕES SOCIAIS CONTEMPORÂNEA

A TEORIA DO PODER SIMBÓLICO NA COMPREENSÃO DAS RELAÇÕES SOCIAIS CONTEMPORÂNEA CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X A TEORIA DO PODER SIMBÓLICO NA COMPREENSÃO DAS RELAÇÕES

Leia mais

A DANÇA NO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA EXPERIÊNCIA COM O ESTILO HIP-HOP 1

A DANÇA NO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA EXPERIÊNCIA COM O ESTILO HIP-HOP 1 A DANÇA NO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA EXPERIÊNCIA COM O ESTILO HIP-HOP 1 Claudiane da S. EUSTACHIO Dayana Pires Alves GARCIA Fátima RODRIGUES Jean de J. SANTANA 2 Juliana CESANA 3 Ana Lucia de Carvalho MARQUES

Leia mais

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA NO RIO DE JANEIRO NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA NO RIO DE JANEIRO NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA NO RIO DE JANEIRO NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX Bruno Alves Dassie Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro Universidade Estácio de Sá O objetivo desta

Leia mais

Título: A formação do professor para o uso do jornal na sala de aula no ensino

Título: A formação do professor para o uso do jornal na sala de aula no ensino Título: A formação do professor para o uso do jornal na sala de aula no ensino fundamental Resumo O projeto de iniciação científica está vinculado à pesquisa Uso do jornal em sala de aula e compreensão

Leia mais

Sumário. Prefácio... 11 Introdução... 13. 1. Cultura, identidade e surdez... 21. 2. A idade crítica para a aquisição da linguagem...

Sumário. Prefácio... 11 Introdução... 13. 1. Cultura, identidade e surdez... 21. 2. A idade crítica para a aquisição da linguagem... Sumário Prefácio... 11 Introdução... 13 PARTE I: REALIDADES FABRICADAS... 19 1. Cultura, identidade e surdez... 21 SURDO: DIFERENTE OU DEFICIENTE?... 23 A BUSCA DA IDENTIDADE... 41 REFLEXÕES ACERCA DA

Leia mais

Educação em direitos humanos na polícia do Ceará: novas ações formativas, orientações e contéudos

Educação em direitos humanos na polícia do Ceará: novas ações formativas, orientações e contéudos Educação em direitos humanos na polícia do Ceará: novas ações formativas, orientações e contéudos Autores: Glauciria Mota Brasil; Emanuel Bruno Lopes; Ana Karine Pessoa Cavalcante Miranda Paes de Carvalho

Leia mais

UMA ANÁLISE DISCURSIVA DE DICIONÁRIOS* Joelma Aparecida Bressanin joelmaab@hotmail.com Doutoranda Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT)

UMA ANÁLISE DISCURSIVA DE DICIONÁRIOS* Joelma Aparecida Bressanin joelmaab@hotmail.com Doutoranda Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) Introdução UMA ANÁLISE DISCURSIVA DE DICIONÁRIOS* Joelma Aparecida Bressanin joelmaab@hotmail.com Doutoranda Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) O projeto História das Ideias Linguísticas 1

Leia mais