especial vizinhos Bons MARROCOS QUANDO CHOVE EM RABAT, CHOVE EM LISBOA Pág. 6 MARROCOS E PORTUGAL KARIMA BENYAICH

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "especial vizinhos Bons MARROCOS QUANDO CHOVE EM RABAT, CHOVE EM LISBOA Pág. 6 MARROCOS E PORTUGAL KARIMA BENYAICH"

Transcrição

1 especial MARROCOS KARIMA BENYAICH QUANDO CHOVE EM RABAT, CHOVE EM LISBOA Pág. 6 MARROCOS E PORTUGAL Bons vizinhos DR

2 02 03 EDITORIAL CONFERÊNCIA INTERNACIONAL ANA NABAIS Humildade e olhos no futuro Texto de António Salaviza Manso MARROCOS/PORTUGAL UMA PARCERIA ESTRATÉGICA Recentemente, depois de décadas de ausência, tive a oportunidade de regressar a África, que tinha conhecido na juventude. Tendo por destino um país ainda marcado pela pobreza e uma profunda desigualdade na distribuição das riquezas, ia preparado para ter um profundo choque. E regressei, de facto, chocado. Mas por razões diferentes das que esperava. Vinha de um Sul que explodia de vida e oportunidades, do convívio com um povo que dia a dia trabalhava e batalhava pela vida sempre com um sorriso nos olhos, acreditando num futuro melhor, e estava de volta à minha Europa. Um continente em estado pré-comatoso. E esta nossa velha Europa sobranceira que se cuide. Foi berço do progresso, de conquistas civilizacionais que são hoje património de toda a humanidade. Deu novos mundos ao mundo. Mas hoje, mergulhada em profunda crise estrutural, que nos entra pelos bolsos dentro e põe em causa paradigmas que sustentaram o nosso bem-estar e crescimento durante décadas, a Europa terá de, humildemente, olhar com muito mais atenção, e respeito, para estes novos mundos do Hemisfério Sul. A História, como a vida é feita de ciclos. E hoje a hora é, também, a da África. Com tristeza já não visito Marrocos há uns anos. Na última vez que lá estive a economia estava estagnada e impressionava particularmente o flagelo do sub-emprego e desemprego entre os muitos jovens de uma população jovem. O artesanato dominava e a indústria não era visível. Hoje, em Tânger está instalada uma das maiores fábrica de automóveis do mundo, o ritmo acelerado do crescimento económico destes nossos vizinhos tão próximos e os níveis da sua taxa de desemprego, quando comparados com os mesmos valores em Portugal, envergonham-me. Quebrar as barreiras que nos separam, acabar com burocracias que travam o investimento produtivo, liberalizar o comérciojustoealivrecirculaçãode pessoas e mercadorias entre ambas as margens sul e norte do Mediterrâneo que nos une, e promover a transferência de tecnologias e partilha de saberes e culturas é a tarefa urgente que europeus e africanos têm de assumir com firmeza. A bem do futuro de todos nós. Aos nossos amigos marroquinos que connosco organizaram a Conferência Marrocos/Portugal: uma parceria estratégica deixo aqui uma palavra: Obrigado FICHA TÉCNICA: Caderno especial SOL Produção: NOVO CONTEÚDO, SA Coordenação Editorial: António Salaviza Manso Textos: Catarina Beato Publicidade: Emanuel Gonçalves (Coordenação), Filipa Rodrigues e Cristina Caratão Marketing: Ana Barbado Design gráfico: Francisco Alves e Hugo Monteiro Infografia: Helder Brites Tratamento de imagem: Júlio Rodrigues e Luís Torres Produção: Mário Silva AMBOSOSPAÍSESQUEREMESTREITARRELAÇÕES.PORTUGAL PRECISA DO MERCADO MARROQUINO. MARROCOS PRECISA DA EXPERIÊNCIA PORTUGUESA País amigo. A expressão é consensual para os responsáveis políticos de Portugal e Marrocos, presentes na Conferência Marrocos/Portugal: uma parceria estratégica, que reconhecem a proximidade geográfica eahistória comum como factores potencializadores desta amizade já antiga. Chegamos em menos tempo a Rabat do que a Madrid, exemplificou Paulo Portas, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros. Recordando os tempos de juventude em que praticava windsurf na praia marroquina de Essaouira, Paulo Portas referiu a primeira viagem ao estrangeiro que fez como ministro: Marrocos. A escolha do destino prendeu-se, exactamente, com a importância recíproca dos mercados dos dois países e pela forma como a diplomacia pode ser facilitadora das relações comerciais. Portugal é o pais europeu que, por razões virtuosas, poderá ter uma relação mais forte com Marrocos, explicou. Sobre o interesse das empresas portuguesas por Marrocos, apesar de reconhecer que podemos fazer mais e melhor, Paulo Portas referiu o aumento significativo de 18% nas nossa exportações, registado em O enorme dinamismo do mercado marroquino, com vários programas públicos de modernização de infra-estruturas (portos, TGV, estradas e auto estradas, plano nacional de construção de habitação social e projecto de energias solar e eólica, assim como urbanismo, saneamento e recolha de lixo), é uma oportunidade para as empresas portuguesas encontrarem mercados alternativos e contrariarem a crise internacional que assola a zona Euro. O Magreb é uma oportunidade para criar empregos e empresas, são 100 milhões de habitantes, afirmou Youssef Amrani, ministro-delegado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Marrocos que, ao lado de Paulo Portas, destacou África como o Continente do futuro em termos económicos. Portugal e Marrocos podem trabalhar juntos no Continente do futuro, afirmou. Mas contrariar a crise passa também pelo investimento de Marrocos em Portugal. Dessa forma, Paulo Portas revelou que existem marroquinos candidatos ao visto gold português que confere direitos especiais de residência e acesso à nacionalidade para cidadãos estrangeiros que efectuem transferências financeiras, comprem propriedades ou tragam, para Portugal, empresas Mais de 200 participantes A Conferência Marrocos/Portugal: uma parceria estratégica foi organizada pelo semanário SOL com o apoio da Delegação Oficial de Turismo de Marrocos e o alto patrocínio da Embaixada do Reino de Marrocos em Portugal. No dia 17 de Maio, a sala principal do Hotel Tivoli recebeu mais de 200 pessoas, entre as 8h30, hora em que os participantes começaram a ser recebidos, e as 18h30. Paulo Portas, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal e Youssef Amrani, ministro-delegado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação do Reino de Marrocos presidiram à sessão de abertura da conferência. Políticos e empresários, num total de mais de 20 oradores, falaram das oportunidades e desafios na relação entre os dois países e partilharam a sua experiência em áreas como o turismo, a construção, o imobiliário e a engenharia. O almoço foi serviço no terraço do Hotel Tivoli, onde uma vista fantástica sobre Lisboa acompanhou as conversas entre portugueses e marroquinos. A sessão de encerramento contou com o discurso de Karima Benyaich, Embaixadora de Marrocos em Portugal. Toda a informação sobre a Conferência Marrocos/Portugal: uma parceria estratégica está disponível no dossier especial no site JOSÉ SÉRGIO com relevante criação de postos de trabalho. Portugal precisa muito dos países amigos para os sectores que já tiverem uma enorme importância em termos de empregos e criação de riqueza afirmou Sérgio Monteiro, secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. A experiência de Portugal deverá ser partilhada com Marrocos, tanto a nível empresarial como em termos de conceitos como as Parcerias Público Privadas (PPP), no contexto actual de investimento público por parte do Reino de Marrocos. Youssef Amrani, ministro-delegado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Marrocos, comparou Marrocos com Portugal dos anos 70: existe muito trabalho para fazer em termos de habitação, urbanismo, transportes, tratamento de águas, resíduos e lixos. Por sua vez, Sérgio Monteiro descreveu Portugal como um showroom de apresentação das capacidades técnicas que as empresas portuguesas, detentoras de uma enorme experiência e capacidade de adaptação, têm em áreas fundamentais para o momento de desenvolvimento que Marrocos vive. Turismo: duas ofertas que não são apenas de sol e praia O turismo é um sector fundamental tanto para Portugal Sílvio Madaleno, presidente da Newshold, recebeu Paulo Portas na chegada à conferência Paulo Portas na Sessão de Abertura, ladeado pelos ministros marroquinos Youssef Amrani (Negócios Estrangeiros) e Nabil Benabdellah (Habitação), e por Mário Ramires, CEO da Newshold como para Marrocos. Esta afirmação, feita por Adolfo Mesquita Nunes, secretário de Estado de Turismo, na Conferência organizada pelo SOL, é sustentada pelo peso do sector no PIB dos dois países Adolfo Mesquita Nunes elogiou as empresas de turismo em Portugal que têm conseguido, apesar da conjuntura, aumentar a sua facturação nos últimos anos, 5,6% em 2012 em comparação com o ano anterior, e contribuído para atenuar os efeitos da crise no país. Portugal apresenta-se como um destino de excelência mas, de acordo com as palavras de Adolfo Mesquita Nunes, tem que investir mais na animação turística. Por seu lado, Marrocos quer ser um dos 20 principais destinos turísticos a nível mundial e uma referência em termos de turismo sustentável. Este é um dos pontos que integra a visão estratégica do Reino de Marocos para o sector do turismo até 2020, apresentada por Jamal Younés Kilito, Director Geral do Office National Marocain du Tourisme. Autenticidade, diversidade, qualidade e sustentabilidade são as palavras-chave para as linhas de acção a desenvolver. O objectivo de Marrocos passa, mesmo, por tornar o turismo o motor cultural e económico do país e, até 2020, duplicar a capacidade de acolhimento de turistas, o número de visitantes e mais que duplicar as receitas, afirmou o Director Geral do Office National Marocain du Tourisme. Referindo-se aos dois países, que partilham o espaço do Mediterrâneo, o secretário de Estado português mostrou-se totalmente disponível para intensificar os acordos de cooperação, como forma de adaptação aos novos desafios. E terminou, em tom de piada, desejando que a estratégia de Marrocos seja bem sucedida desde que não signifique menos turistas para Portugal. Democracia e estabilidade política na orla do Mediterrâneo A facilidade de relação entre os dois países, para além da proximidade, passa pela partilha de vivências democráticas e pela estabilidade e iniciativa política de Marrocos, pioneiro em importantes reformas sociais e económicas. Youssef Amrani fez referência ao dinamismo da economia marroquina, impulsionado pela estratégia do rei Mohammed VI, que quis ter um Estado moderno e democrático que funciona e permite criar riqueza para responder às expectativas dos jovens. O ministro do Reino de Marrocos reforçou o interesse em tornar cada vez mais forte a parceria entre Portugal e Marrocos que partilham valores. Marrocos é determinante para a estabilidade da região do Magreb, referiu Paulo Portas e a estabilidade do Mediterrâneo é uma garantia da segurança da Europa, acrescentou o ministro, realçando a preponderância da União para o Mediterrâneo. Partilhamos uma visão Euro-Mediterrânea, reforçou Youssef Amrani, que já foi secretário geral desta União para o Mediterrâneo. Sobre as relações diplomáticas entre os dois países, o ministro português de Estado e dos Negócios Estrangeiros falou na importância das Cimeiras regulares. As relações diplomáticas e económicas entre os dois países deverão manter um contacto permanente para que seja possível garantir que os interesses estão alinhados, afirmou, por sua vez, o secretário de Estado das Obras Públicas Transporte e Comunicações, Sérgio Monteiro. Queremos trabalhar, primeiro com os amigos, por isso, para nós, Portugal e Marrocos podem fazer mais e melhor. Estrategicamente estamos sintonizados, concluiu o ministro- -delegado dos Negócios estrangeiros e da Cooperação de Marrocos, Youssef Amrani.

3 04 05 Paulo Portas e Mário Ramires Sessão de Abertura: Mário Ramires foi o anfitrião, numa mesa com a presença dos membros do Governo português Paulo Portas e Sérgio Monteiro, e dos ministros marroquinos Youssef Amrani e Nabil Benabdellah Filipe Passadouro, Kamal Lahlou, Karim Lamrini, Sílvio Madaleno e José Marquitos Sérgio Monteiro, secretário de Estado das Obras Públicas, entre os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e de Marrocos Mesa do painel Marrocos Moderno, moderado por Sarsfield Cabral, com António Manso (que apresentou a comunicação da Confederação Portuguesa da Construção e Imobiliário), Badr El Kanouni (Grupo Al Omrane) e Karim Lamrini (Federação de Promotores Imobiliários Marroquinos) Fouad Lahbabi, vice-presidente do Turismo de Marrocos, Younés Kilito, director-geral do Office National du Tourisme, Adolfo Mesquita Nunes, secretário de Estado do Turismo, e Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT Sílvio Madaleno e Cristina Almeida (de costas) Adolfo Mesquita Nunes, secretário de Estado do Turismo Uma assistência sempre interessada Uma intervenção da embaixadora de Marrocos, Karima Benyaiche, num dos momentos de debate Diogo Gomes Araújo (SOFID), Alfredo Casimiro (Grupo Urbanos), José Roquette (Grupo Pestana), Miguel Ruas da Silva (Tecnimede) e José Maria Teixeira (presidente da Associação Portugal-Marrocos) O reencontro de Guilherme Costa e José Marquitos, ex-homens-fortes da RTP José António Saraiva, Karima Benyaiche e Kamal Lahlou (director da revista marroquina Challenge, parceira do SOL nesta iniciativa) OdirectordoSOL no encerramento da conferência FOTOSDEANANABAISEJOSÉSÉRGIO

4 06 07 KARIMA BENYAICH EMBAIXADORA DE MARROCOS EM PORTUGAL UMA RELAÇÃO HISTÓRICA SEM NUVENS ESTÁ HÁ QUATRO ANOS EM PORTUGAL E O NOSSO PAÍS JÁ SE LHE COLOU À PELE. KARIMA BENYAICH, MÃE DE DOIS FILHOS, É A EMBAIXADORA DE SUA MAJESTADO O REI DE MARROCOS. ACREDITA PROFUNDAMENTE NAS REFORMAS POLÍTICAS ENCETADAS PELO SEU MONARCA E DEFENDE UMA CADA VEZ MAIS FORTE RELAÇÃO ENTRE OS DOIS PAÍSES. Quando chove em Lisboa, chove em Rabat. A proximidade de Portugal e Marrocos é explicada assim por Karima Benyaich, Embaixadora do Reino de Marrocos em Portugal há quatro anos, gosta de se apresentar como Embaixadora de Sua Majestade o Rei. Karima Benyaich é uma mulher que acredita profundamente em todas as reformas políticas que têm vindo a acontecer no seu país. O seu maior motivo de orgulho, e por isso o refere tantas vezes, é tudo aquilo que tem sido feito pela igualdade de direitos entre homens e mulheres no seu país. Solo fértil em oportunidades, Marrocos é também, um país, onde a modernidade está aliada à tradição. Qual tem sido a sua experiência como Embaixadora de Marrocos em Portugal? Tem sido uma experiência fantástica. Lembro-me bem do dia em que cheguei a Portugal, há quatro anos. Na altura havia apenas três ligações aéreas semanais entre os dois países. Pensei então que era inconcebível dois países estarem tão longe quando estão tão próximos geograficamente. Hoje, as coisas já são diferentes. A oferta da Royal Air Maroc e da TAP aumentou imesno. Temos já 33 voos semanais. Uma das minhas primeiras preocupações foi estreitar relações entre os dois povos. E politicamente? As relações políticas são muito boas. Existe, desde 1994, o Tratado de Amizade, Boa Vizinhança e Cooperação entre a República Portuguesa e o Reino de Marrocos. Vamos na 12º Cimeira entre os dois países. Tem sido fundamental promover a comunicação de Marrocos, aqui em Portugal, mas também a imagem de Portugal em Marrocos, e esta comunicação tem que ser contínua. Politicamente temos uma relação regular e próxima. Exemplo disso foi a primeira viagem de Paulo Portas, como ministro dos Negócios Estrangeiros, a Marrocos. Partilhámos também a presidência do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Existe uma forte relação política bilateral e multilateral. Mas há quatro anos, quando cheguei a Portugal, existia um grande desconhecimento. O minha preocupação tem sido também a de estabelecer pontes entre a sociedade civil, o tecido económico e empresarial e também entre as universidades e os próprios meios de comunicação. De que forma tem sido feita essa ponte entre os dois países? Trabalhamos em diversas áreas e diferentes sectores. Temos convidado jornalistas portugueses para ir a Marrocos, fazer a cobertura de eventos, e jornalistas marroquinos para virem a Portugal. Existem vários acordos entre as universidades portuguesas e marroquinas. É disso exemplo o recente protocolo assinado pela Universidade Nova e sete universidades de Marrocos, para a mobilidade de estudantes e intercâmbios. Já existem algumas universidades estrangeiras em Marrocos, porque não uma universidade portuguesa? Portugal está em 22º lugar, a ní- JOSÉ SÉRGIO vel mundial, em termos de qualidade do ensino universitário. O que é óptimo. É uma grande vantagem para os marroquinos estudarem em Portugal, assim como existirem professores marroquinos a ensinarem aqui. A língua portuguesa não tem que ser uma fronteira. Quando se começa a aprender uma língua, é cada vez mais fácil. Quando cheguei a Portugal quis aprender a língua portuguesa, não podia viver aqui sem a conhecer. Portugal é uma grande nação, com um povo fantástico. Tenho conhecido muita gente diferente. Tem sido uma experiência de uma enorme riqueza para mim. Não sei quando sairei de Portugal mas ficarei, para sempre marcada, tatuada, por Portugal, pela sua beleza e pelas suas gentes. Há grandes oportunidades no mercado marroquino eportugal também pode ser uma plataforma para as empresas marroquinas Que balanço faz da Conferência Marrocos/Portugal: uma parceria estratégica, organizada pelo semanário Sol com o alto patrocínio da embaixada? Podemos felicitar-nos por este evento. Primeiro pela qualidade e nível dos participantes. Fomos honrados pela presença de Paulo Portas e dos secretários de Estado portugueses das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e do Turismo. Estiveram presentes dois ministros marroquinos, com imensa experiências nas áreas em que trabalham. Também marcaram presença os presidentes de grandes empresas, dos sectores mais importantes. Destaco, por outro lado, a elevada qualidade das intervenções e a riqueza dos intercâmbios entre os participantes. Foi uma plataforma para conhecer as grandes reformas que estão a ser feitas no Reino de Marrocos, por Sua Majestade o Rei Mohammed VI, como a nova reforma da Constituição. No plano económico, existem programas ambiciosos e realizáveis: o Plano de Emergência para a indústria e offshoring, o Plano Envol para a biotecnologia, microeletrónica e nanotecnologia, o Plano Halieutis para a valorização dos produtos de pesca, o Plano Maroc Vert para o desenvolvimento de uma agricultura intensiva e moderna, o Plano Energia para a produção de energias renováveis. Gostaríamos de partilhar tudo isto com as empresas portuguesas. Há grandes oportunidades no mercado marroquino, mas também porque precisamos do o know-how das empresas portuguesas. E podemos trabalhar em conjunto, noutros mercados, no Continente africa- no. Os acordos de comércio livre assinados por Marrocos, inserem o Reino num área que engloba 55 países, são mil milhões de consumidores. Mas Portugal também pode ser uma plataforma para as empresas marroquinas. Neste momento, por exemplo, existe um grupo marroquino que vai abrir um grande hotel em Lisboa. Ficou claro nesta Conferência que é possível fazer mais e melhor nas relações entre Portugal e Marrocos. Como? Estamos a trabalhar nesse sentido. As relações económicas são já muito fortes. Existem cerca de 200 empresas portuguesas em Marrocos, como o Grupo Pestana, Conduril, o Grupo Amorim, Eusébio, Tecnovia, Urbanos e tantas PME. Há muitos portugueses a visitar Marrocos e marroquinos que escolhem Portugal como destino turístico... Mas com todas as nossas potencialidades, como a proximidade geográfica e uma relação histórica sem nuvens, é possível fazer mais. Oquefaltafazer? Temos que aprofundar ainda mais as nossas relações económicas. E isso passa, por exemplo, pela abertura de uma linha marítima de mercadorias e de passageiros entre Marrocos e Portugal, para responder à procura cada vez maior. Temos muitos pontos comuns, muitas coisas que nos unem. Fazer mais passa, também, por repetir encontros como esta conferência, em Portugal e em Marrocos, promovendo o conhecimentos de ambas a partes. Estes encontros têm que ser feitos mais regularmente. >

5 08 JOSÉ SÉRGIO > É preciso partilhar a experiência das empresas portuguesas em Marrocos, falar das oportunidades e dos desafios. Marrocos não é um mercado fácil, há muita concorrência de outros países mas está muito próximo do mercado europeu e as normas são as mesmas. O Reino de Marrocos tem um estatuto avançado junto da União Europeia, graças a Portugal. Depois da visita de Durão Barroso, este ano, trabalharemos para um acordo ainda mais completo. Falava numa relação histórica sem nuvens. Porquê? Quando Portugal saiu da última cidade marroquina que ocupava, em 1774, o Rei D. José I e o Marquês de Pombal assinaram de imediato um acordo de amizade com um tratado de comércio e navegação que possibilitou aos dois países cooperarem na luta contra a pirataria. Anos antes, Portugal e Marrocos tinham sofrido, infelizmente, o grande terramoto de 1755, que atingiu Lisboa e Rabat. Hoje, existe um Épreciso partilhar a experiência das empresas portuguesas. Mas, Marrocos não é um mercado fácil, há muita concorrência de outros países acordo de cooperação entre os institutos sísmicos dos dois países. Marrocos foi o primeiro país árabe e africano a ter um representação oficial em Portugal, em Como recordava há pouco, Marrocos foi o primeiro país visitado pelo senhor ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas. Só este ano, quatro cidades portuguesas foram geminadas com cidades marroquinas (Mértola/Chefchouen, Oeiras/ Mohammedia, Faro/Tanger e Santa Maria da Feira/Kenitra). Mas também existem encontros económicos, muitas iniciativas. Há uma enorme dinâmica entre os dois países. Para além da proximidade geográfica e história entre os dois países, os empresários portugueses referem a estabilidade política como umadospontosmaisfortesdemarrocos. Concorda? Desde a independência, em 1962, a Constituição aboliu o partido único. Neste momento estamos numa nova reforma da Constituição, onde existe uma verdadeira separação dos poderes, igualdade de direitos entre mulheres e homens. É um país muçulmano aberto e de tolerância. Com Portugal tatuado na pele Karima Benyaich refere-se sempre ao rei como Sua Majestade, o Rei. Uma distância institicional que contraria a proximidade entre ambos. Karima Benyaich estudou com Mohammed VI e os seus quatros irmãos no mesmo colégio e tem uma história que os aproxima. É filha de Fadel Benyaich e de uma senhora espanhola, Carmen, nome que usou até casar e se converter ao Islão, passando a chamar-se Karima. Fadel Benyaich era médico do rei Hasan II quando, aos 37 anos, foi assassinado para proteger o monarca, numa tentativa de golpe de Estado. Karima, a mais velha dos irmãos, a quem foi dado o novo nome da mãe, tinha dez anos quando perdeu o pai. Depois de ter concluído a Escola Primária e Secundária no Colégio Real de Rabat, foi para a Universidade de Montreal, no Canadá onde concluiu o mestrado em Ciências Económicas, opção Finanças e Comércio. Trabalhou 21 anos no Ministério dos Negócios Estrangeiros de Marrocos. Está há quatro anos em Portugal como Embaixadora do Reino de Marrocos. Mãe de dois filhos, é presidente do festival Vozes de Mulheres de Tetuão, tem uma enorme admiração pelo trabalho de reformas políticas e sociais que tem sido feito por Sua Majestade, Mohammed VI, principalmente no que diz respeito aos direitos das mulheres, num país que consegue conciliar modernidade e tradição. Portugal, garante, enquanto mostra a belíssima sala marroquina que mandou construir na residência oficial e bebe um chá de menta, ficar-lhe-á tatuado, para sempre, na pele.

6 10 11 MARROCOS É UM MERCADO CHEIO DE DINAMISMO E OPORTUNIDADES Estratégia de cooperação a longo prazo LISBOA É A CAPITAL MAIS PRÓXIMA DE RABAT A AICEP TEM SIDO FUNDAMENTAL NO APOIO ÀS EMPRESAS PORTUGUESAS QUE ESTÃO A DESCOBRIR MARROCOS. Marrocos é um país em crescimento e as oportunidades são inúmeras. É desta forma que Pedro Reis, presidente da AICEP Portugal Global, Agência para o Investimento e Comércio Externodescreve Marrocos, apontando a importância deste mercado para as empresas portuguesas. Ambiente, energias renováveis, componentes para o sector automóvel, fileira agroalimentar, construção civil e obras públicas, ou mesmo os bens de consumo em geral, são as principais áreas em que a procura em Marrocos apresenta um enorme dinamismo. Em 2012, este país do Norte de África, ocupava já a décima terceira posição no ranking das exportações portuguesas, registando um aumento de 18,3% face a Temos assistido a um alargamento sustentado da base exportadora nacional para Marrocos, o que se tem traduzido também num aumento de vendas para o mercado. Nos dois primeiros meses deste ano registou-se um aumento de 48%, das nossas exportações, colocando Marrocos no décimo lugar no ranking dos países clientes e o terceiro fora do espaço europeu, explica Pedro Reis. A exportação de metais, combustíveis, plásticos, produtos alimentares e vestuário encontram-se entre os grupos de produtos que mais contribuíram para esse crescimento. Pedro Reis salienta, ainda, a importância da criação de parcerias estratégicas com empresas locais, como forma de abordagem aos países da Africa Ocidental francófona, com os quais Marrocos mantém excelentes relações políticas e económicas. Mas este país do Magrebe tem outros pontos fortes que o tornam um mercado muito apetecível, principalmente para Portugal, cuja capital é a mais próxima de Rabat. A grande estabilidade política é apontada como um dos aspectos de maior importância na tomada de decisões de investimento no exterior. A grande abertura comercial do país, o elevado nível de apoio ao investimento estrangeiro, bem como, os acordos de livre circulação que Marrocos celebrou com a UE, os EUA e a Turquia, são aspectos que importa aproveitar e rentabilizar, refere o presidente da AICEP. Já para não falar da proximidade geográfica e do peso estratégico da realidade do Mediterrâneo, acrescenta. Os riscos de investir em Marrocos existem mas o presidente da AICEP considera que são equivalentes aos que uma empresa teria de enfrentar num mercado desenvolvido ou europeu. Os insucessos de empresas portuguesas registados neste país devem-se essencialmente ao desconhecimento da cultura de negócios, à forma como o mercado se organiza em termos legais e comerciais e às dificuldades de comunicação em língua francesa, aponta Pedro Reis. Nada que não seja contornável com trabalho prévio por parte das exportadoras. Trunfos de Marrocos: Proximidade geográfica com Portugal. Hospitalidade e simpatia do povo marroquino para com os portugueses. Existência de acordos com a União Europeia. Banca marroquina das mais bem organizadas do Magreb. Em curso, vários programas públicos de modernização de infraestruturas (portos, TGV, estradas e auto estradas, Plano Nacional de Construção de Habitação Social e Projecto de Energias Solar e Eólica). Plataforma industrial para a Europa no âmbito da indústria automóvel e indústria aeronáutica. Indústrias do ambiente (tratamento de águas, resíduos ou lixos) com potencial interesse, em face da aproximação da legislação a` regulação europeia. Zona franca de Tânger oferece condições vantajosas para a instalação de indústrias de exportação. Logística, a curto prazo, com forte potencial de desenvolvimento. Canais de distribuição com grande potencial para as empresas portuguesas. Sector do Turismo em grande evolução (sector imobiliário e procura de serviços de qualidade). Preferência pela instalação no território de empresas estrangeiras em detrimento da venda dos produtos/serviços no mercado. A existência de facilidades aduaneiras pode ajudar a internacionalização. Fonte: AICEP Apesar da proximidade geográfica as relações económicas e culturais entre MarrocosePortugalainda têm um largo caminho a percorrer, comvantagemparaambasaspartes. Ao longo da sessão da Conferência Portugal/Marrocos organizada pelo SOL, que tive a honra de moderar, foi evidente o interesse dos empresários portugueses do sector da construção e obras públicas em participarem no esforço marroquino de aumento e melhoria de infra- -estruturas. Mas em muitos outros sectores, desde o turismo à indústria transformadora, passando pelas pescas, importa também intensificar o intercâmbio. Portugal conta, na sua raiz histórica, com uma importante contribuição árabe, ainda hoje bem visível em muitas palavras da nossa língua, incluindo nomes de terras e povoações. Os descobrimentos portugueses começaram pelo Norte de África e designadamente pelo território que hoje é Marrocos. Os conflitos armados que então aconteceram foram produto da época, devendo ser vistos nesse contexto. Hoje, os portugueses e os marroquinos têm um relacionamento cordial e amigo. União Mediterrânica Em matéria económica, estando Portugal integrado na União Europeia desde 1986, o relacionamento com Marrocos e com outros países do Sul do Mediterrâneo passa muito pelas instâncias comunitárias. Convém recordar, a propósito, que Marrocos, bem como a Tunísia, chegaram a solicitar a adesão à então Comunidade Económica Europeia. Adesão que não se concretizou, visto constar dos tratados europeus que apenas podem fazer parte da CEE, depois UE, países da Europa. Mas esse pedido de adesão mostra como Marrocos e a Tunísia se sentem próximos do continente europeu. A União Europeia lançou em 1995 ochamadoprocessodebarcelona,visandoaaproximaçãoentreospaíses do Norte e do Sul da bacia mediterrânica. Embora se tenha desenvolvido o diálogo político e de segurança entre as duas margens ao longo desses doze anos, o Processo de Barcelona ficou claramente aquém das expectativas. Por isso, a França tomou a iniciativa de promover, em 2008, a União para o Mediterrâneo. EssaUniãofoiinicialmentepensada para incluir, do lado europeu, apenasospaísesribeirinhos.masacabou por integrar, a Norte, todos os 27 EstadosmembrosdaUE.A Uniãopara o Mediterrâneo tem sede em Barcelona,dispondoaídeumsecretariado. Interesse estratégico Não faltam problemas sérios a requerer o reforço da cooperação no quadro da União para o Mediterrâneo. Decerto que questões como o conflito israelo-palestiniano, embora condicionem naturalmente as relações entre a Europa e os seus outros parceiros na União, em boa parte estão fora do alcance desta. Mas a União pode e deve ajudar o diálogo em matéria de migrações, por exemplo. Por outro lado, a recente evolução política registada em vários países onde se manifestou a chamada primavera árabe e que em alguns casos levou a guerras civis sangrentas, como tragicamente acontece na Síria trouxe uma motivação adicional para aprofundar o diálogo diplomático e político entre a UE e os outros parceiros na União Mediterrânica. Noplanoeconómico,acrisedasdívidas soberanas na zona euro e a estagnação generalizada nas economias europeias não facilitam que se atinja um dos objectivos principais dauniãomediterrânica:acriaçãode uma zona euro-mediterrânica de comércio livre até A reforma da PolíticaAgrícolaComumdaEU, por exemplo, deveria ter em conta as queixasdeexcessivoproteccionismo formuladas,muitasvezescomrazão, pelospaísesdosuldomediterrâneo. É do interesse estratégico e também económico dos europeus acelerar o crescimento das economias do Sul do Mediterrâneo, de maneira a criar aí emprego, aliviando a pressão migratória em direcção à Europa. Mas os interesses gerais e de longo prazo são frequentemente prejudicados por interesses imediatos e sectoriais. Espero que a União para o Mediterrâneo dê uma contribuição positiva para ultrapassar esses obstáculos, que os políticos bem conhecem. Francisco Sarsfield Cabral

7 12 13 AMPA FACILITADORA DE NEGÓCIOS BILATERAIS A AMPA, ASSOCIAÇÃO DE NEGÓCIOS PORTUGAL MARROCOS, NASCIDA EM 2007 POR INICIATIVA DO EMBAIXADOR PORTUGUÊS, APOIA AS EMPRESAS NA- CIONAIS QUE QUEREM APROVEITAR TO- DASASOPORTUNIDADESDOMERCADO MARROQUINO Em 2012 Marrocos passou a ser o 13 cliente português a nível mundial e o segundo em África. Apenas nos primeiros dois meses de 2013, as exportações portuguesas para o mercado marroquino cresceram 48% para milhões de euros, passando a ser o décimo maior cliente de Portugal. Os dados foram divulgados por José Maria Teixeira, presidente da Associação de Negócios Portugal Marrocos (AMPA) durante a Conferência Marrocos/Portugal: uma parceria estratégica. A AMPA nasceu em 2007, por iniciativa do embaixador de Portugal nesse país, com o objectivo de colmatar a falta de uma Câmara de Comércio luso-marroquina. Actualmente existem mais de mil empresas portuguesas a exportar para Marrocos e cerca de 180 empresas fisicamente presentes naquele país. O PIB do Reino de Marrocos registou uma média de crescimento de 4,3% nos últimos cinco anos e perspectiva-se que este aumento anual possa ser de 4,8%, nos próximos três. Com mais de 400 associados, a AMPA trabalha em três frentes: divulgação das competências portuguesas no mercado marroquino, divulgação do mercado marroquino às empresas portuguesas e apoio e estímulo à constituição de parcerias entre empresários dos dois países. Historicamente, Marrocos tem uma forte ligação a França, solidificada em termos de trocas comerciais. Esta ligação é vista como uma oportunidade para o desenvolvimento de parcerias Portugal/Marrocos que se complementam em termos de mercados externos. Enquanto Portugal surge como um facilitador no acesso das empresas marroquinas aos países de língua oficial portuguesa, Marrocos é uma porta para as empresas portuguesas chegarem aos países francófonos. Para alcançar estes objectivos de divulgação e estímulo ao conhecimento mútuo e às relações comerciais entre os dois países, a AMPA organiza diversos eventos: almoços/debates com a presença de personalidades políticas marroquinas; conferências temáticas para a divulgação do know-how português. A última aconteceu em Casablanca, com a presença dos arquitectos Souto Moura e Siza Vieira. São também organizadas actividades culturais e lúdicas, como a semana gastronómica, com a presença da fadista Cuca Roseta e apresentação do filme Fado, ou o torneio de golfe para empresários dos dois países. No apoio logístico às empresas, a AMPA presta serviços de secretariado, apoio administrativo e tradução. O mérito das crescente relações comerciais entre os dois países é atribuído, pelo presidente da AM- PA, ao bom trabalho governamental e das embaixadas dos respectivos países, em termos de divulgação. Mas há ainda muito caminho para percorrer, aponta José Maria Teixeira. O conhecimento mútuo e a confiança recíproca são palavras-chave para que as relações comerciais se intensifiquem. É preciso criar laços, é preciso que os marroquinos conheçam Portugal enquanto país. José Maria Teixeira, presidente da AMPA, foi o moderador do Painel A experiência das Empresas Portuguesas em Marrocos JOSÉ SÉRGIO O CEO da SOFID foi um dos oradores na Conferência organizada pelo SOL DIOGO GOMES DE ARAÚJO ASEMPRESASPORTUGUESAS DEVIAM APOSTAR EM MARROCOS OMERCADOMARROQUINOÉSOFISTICADO, EXIGEQUALIDADEEPROFISSIONALISMO Oenorme potencial de Marrocos justificaria dez vezes mais empresas portuguesas a apostar neste mercado do que aquelas que existem. É nisto que acredita Diogo Araújo, CEO da SOFID, instituição financeira de desenvolvimento externo, criada em 2007 para suprir a necessidade de uma entidade financeira no mercado para apoiar a entrada de empresas portuguesas em países emergentes. Marrocos está à distância de uma hora, mas ainda existe o medo da língua e da cultura, afirmou Diogo Araújo. A SOFID é uma entidade bancária, regulada pelo Banco de Portugal que se distingue de um banco comercialporque não aceita depósitos, financiando-se através do mercado e dos accionistas (Estado 60%, CGD 10%, BES 10%, BPI 10% e BCP 10%). A ideia inicial era arrancar com um capital de 20 milhões de euros, mas o projecto acabou por se concretizar com 10 milhões de euros e o compromisso dos accionistas de reforçar o investimento em O contexto de crise a nível internacional e as pressões sobre o sistema bancário levaram a que este reforço nunca tivesse acontecido. Este montante é importante porque o valor do capital limita a acção da SOFID que só pode emprestar 2,5 milhões de euros por projecto, explica o seu CEO. Neste momento a SOFID apoia 27 empresas em 8 países, sendo uma delas em Marrocos (ver caixa). Para Diogo Araújo, Marrocos é um dos países prioritários para investimentosmasaacçãodaso- FID está limitada à procura. Achamos que Marrocos tem um enorme potencial e as empresas portuguesas encontrariam aqui boas oportunidades de negócio. Marrocos está à distância de uma hora mas existeomedodalínguaeda cultura. Diogo Araújo acredita no potencial das segundas e terceiras gerações dos emigrantes portuguesas em França que, dominando a língua, podem fazer uma forte aposta no mercado marroquino. Mas alerta: o mercado de Marrocos é sofisticado, exige qualidade e profissionalismo. Vibeiras Maroc, projecto apoiado pela SOFID A Vibeiras Maroc é uma empresa de prestação de serviços de arquitetura paisagista, construção e manutenção de espaços verdes, parques, jardins e relvados. Esta criação desta empresa inseriu-se no processo de internacionalização iniciado em 2010 pela Vibeiras, que integra o grupo Mota-Engil. O projeto de investimento apresentado à SOFID, no montante global de cerca de 840 mil euros, consistiu na aquisição de equipamento operacional e de viaturas de transporte, tendo em vista responder de forma eficaz à procura de serviços de manutenção de espaços verdes, designadamente através da prestação de um serviço chave na mão. O apoio da SOFID traduziu-se no financiamento de 600 mil euros O projeto contribuirá para a criação de cerca de uma centena de postos de trabalho directos e terá impactos positivos no ambiente e na qualidade de vida dos marroquinos, designadamente através da construção e ampliação de espaços arborizados e ajardinados. ANA NABAIS

8 14 15 TECNIMEDE MARROCOS PONTO DE PARTIDA PARA TODAAÁFRICA AFARMACÊUTICAPORTUGUESATECNI- MEDE ESTÁ A CONSTRUIR UMA FÁBRICA EM MARROCO. DEVERÁ ESTAR CONCLUÍ- DA EM Uma fábrica de medicamentos do grupo farmacêutico português Tecnimede, num investimento superior a 14 milhões de euros, será realidade em Marrocos no início de Esta éagrande aposta do Grupo Tecnimede através da sua filial Tecnimede Marrocos, fundada em 1999, e que se dedica ao desenvolvimento e comercialização de produtos farmacêuticos. A Tecnimede é o segundo maior grupo farmacêutico português. Nasceu em 1980 e emprega hoje 620 pessoas. Em 2012 registou vendas superiores a 108 milhões euros. A fábrica da Tecnimede em Marrocos começou a ser construída em Outubro de 2012 com um investimento de 14 milhões de euros. A expectativa é que a obra esteja concluída no início de 2014 e crie 65 novos postos de trabalho, perspectiva Miguel Ruas da Silva, vice presidente do Grupo Tecnimede. Este responsável explica a grande aposta no país do Magreb: Marrocos surgiu como uma opção natural pela proximidade geográfica e pela estabilidade política do país. Por outro lado tem uma legislação idêntica à da União Europeia e tem vários acordos comerciais com a zona Euro. A sua política protecionista é positiva para as empresas que produzem no território. Presente no norte de África a filial Tecnimede Marrocos conta com 85 colaboradores. Depois de vários anos no mercado marroquino através de parcerias com empresas locais, adaptou a sua estratégia de gestão à legislação local, na qual é obrigatório produzir internamente os produtos farmacêuticos que são vendidos no mercado marroquino. O responsável explica que um dos factores da decisão de construir uma fábrica teve a ver com as condições impostas por Marrocos às empresas farmacêuticas. Marrocos ainda tem uma legislação proteccionista ao nível da indústria farmacêutica, obrigando a que todas as empresas que queiram trabalhar em Marrocos fabriquem localmente. Apesar de ao longo dos anos terem existido alguns problemas nomeadamente em termos de adaptação à cultura e à legislação local, o projecto avançou e a Tecnimede Marrocos está bem posicionada no mercado. No futuro, e depois da decisão de investir e construir a fábrica, a Tecnimede Marrocos quer aumentar a sua presença no país aproveitando todas as oportunidades criadas pelo dinamismo do mercado marroquino. Com a abertura da nova fábrica, o objectivo é exportar, a partir de Marrocos, para outros países de África, mas também para a Europa, Médio Oriente e Ásia. O gestor da farmacêutica portuguesa garante que, para crescer, a Tecnimede tem de aumentar as exportações. E Marrocos é o ponto de partida. O Grupo Tecnimede reconhece que a dinâmica do mercado marroquino tem sido um factor motivador, principalmente porque se encontra em contraciclo com a realidade dos mercados europeus. GRUPO PESTANA APOSTA EM CASABLANCA JOSÉ ROQUETTE, ADMINISTRADORDOMAIS IMPORTANTE GRUPOPORTUGUÊS DAÁREA HOTELEIRAREAFIRMAAINTENÇÃODE CRESCER EM MARROCOS. No coração de Casablanca, frente ao mar, surge o hotel Pestana Casablanca. Abriu há poucos meses e é a mais recente aposta de internacionalização do Grupo Pestana. O hotel está integrado no Anfa Place Living Resort, um moderno complexo multifunções concebido pelogabinetedearquitecturafoster epartners,quedispõedeinfraestruturas necessárias para viagens de negóciosoudelazer, financialclub, shopping center e beach club. Marrocos é um país no qual o grupo tinha a ambição de entrar desde há alguns anos. A intenção é ter uma presença crescente a médio, longo prazo, afirmava José Roquette, administrador do Grupo Pestana, em 2010, quando foi assinado o acordo para gestão deste espaço. Olhamos para o país com ambição. É um destino turístico, de negócios e de lazer, que tem um enorme potencial de crescimento, acrescentou, dizendo que esse objectivo poderia passar por investir em Marraquexe ou em zonas mais costeiras. Presente em 10 países A visão mantém-se. Marrocos é um destino multifacetado com o desejo de diferenciação em que o produto cultural é chave.por outro lado é já muito fácil chegar a Marrocos, havendo um grande equilíbrio entre o low-cost e o charter. Mas também há dificuldades, o que exige outras prespectivas de abordagem e desafios: O destino de Marrocos actua em mercados tradicionais com produtos convencionais, com alguma originalidade mas baixo nível de inovação, com despesa média moderada/baixa e sazonalidade forte, caracteriza o administrador do Grupo Pestana que, onde investe gosta de levar sempre o seu modo de gerir. Por isso opta por formar os recursos humanos de acordo com os critérios de qualidade e pormenor do grupo e exportar o modelo de gestão. Algumas questões burocráticas e administrativas têm sido desafios com que o grupo hoteleiro se têm deparado, pelo que é preciso pensar com ambição mas agir com prudência, concluiu José Roquette. O Grupo Pestana estás presente em dez países (Portugal, Inglaterra, Alemanha, Brasil, Argentina, Venezuela, Moçambique, África do Sul, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe). Em 2010, marcando o início da entrada na Europa, o Grupo abriu a sua primeira unidade em Londres. Em Maio de 2011, abriu o Pestana Berlim Tiergarten, na capital alemã foi um ano em grande, com a abertura de muitas e novas unidades internacionais: Miami, Bogotá e Casablanca. Luanda será o primeiro destino do Grupo em Angola. Recentemente foi anunciado também o seu terceiro investimento na Argentina, o Pestana Buenos Aires Golf & Residences. Na área do lazer, o Grupo Pestana possui 47 hotéis, 12 empreendimentos de Vacation Club, 6 campos de golfe, 3 empreendimentos imobiliário/turístico, 2 concessões de jogo para casino, Casino da Madeira e Casino em S. Tomé e Príncipe e participação numa companhia de aviação charter e um operador turístico. O universo destas entidades emprega mais de colaboradores.

9

Breve síntese sobre os mecanismos financeiros de apoio à internacionalização e cooperação

Breve síntese sobre os mecanismos financeiros de apoio à internacionalização e cooperação Breve síntese sobre os mecanismos financeiros de apoio à internacionalização e cooperação 1 Incentivos financeiros à internacionalização Em 2010 os incentivos financeiros à internacionalização, não considerando

Leia mais

Os Desafios da Fileira da Construção. As Oportunidades nos Mercados Externos

Os Desafios da Fileira da Construção. As Oportunidades nos Mercados Externos Os Desafios da Fileira da Construção As Oportunidades nos Mercados Externos Agradeço o convite que me foi dirigido para participar neste Seminário e felicito a AIP pela iniciativa e pelo tema escolhido.

Leia mais

Soluções de Financiamento para a Internacionalização

Soluções de Financiamento para a Internacionalização Soluções de Financiamento para a Internacionalização por João Real Pereira Internacionalização para Moçambique Oportunidades e Financiamento 15 de Março de 2012 Braga Sumário 1. O que é a SOFID? Estrutura

Leia mais

Assim, a dívida externa bruta é hoje já superior a 200% do PIB!

Assim, a dívida externa bruta é hoje já superior a 200% do PIB! INTERVENÇÃO DO PRESIDENTE DA AEP - ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE PORTUGAL, JOSÉ ANTÓNIO BARROS, NO SEMINÁRIO «COMO EXPORTAR NO CENÁRIO GLOBAL» NO AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SANTA MARIA

Leia mais

MINISTÉRIO DOS NEGóCIOS ESTRANGEIROS DIRECÇÃO GERAL DOS ASSUNTOS MULTILATERAIS Direcção de Serviços das Organizações Económicas Internacionais

MINISTÉRIO DOS NEGóCIOS ESTRANGEIROS DIRECÇÃO GERAL DOS ASSUNTOS MULTILATERAIS Direcção de Serviços das Organizações Económicas Internacionais MINISTÉRIO DOS NEGóCIOS ESTRANGEIROS DIRECÇÃO GERAL DOS ASSUNTOS MULTILATERAIS Direcção de Serviços das Organizações Económicas Internacionais Intervenção de SEXA o Secretário de Estado Adjunto do Ministro

Leia mais

INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS?

INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS? INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS? HOTEL TIVOLI LISBOA, 18 de Maio de 2005 1 Exmos Senhores ( ) Antes de mais nada gostaria

Leia mais

Rio de Janeiro, 5 de Dezembro de 2003

Rio de Janeiro, 5 de Dezembro de 2003 Intervenção de Sua Excelência a Ministra da Ciência e do Ensino Superior, na II Reunião Ministerial da Ciência e Tecnologia da CPLP Comunidade dos Países de Língua Portuguesa Rio de Janeiro, 5 de Dezembro

Leia mais

6º Congresso Nacional da Administração Pública

6º Congresso Nacional da Administração Pública 6º Congresso Nacional da Administração Pública João Proença 30/10/08 Desenvolvimento e Competitividade: O Papel da Administração Pública A competitividade é um factor-chave para a melhoria das condições

Leia mais

2º CONGRESSO DAS EMPRESAS E DAS ATIVIDADES ECONÓMICAS. Lisboa, 9 e 10 de julho de 2015. Sessão de Abertura. António Saraiva, Presidente da CIP

2º CONGRESSO DAS EMPRESAS E DAS ATIVIDADES ECONÓMICAS. Lisboa, 9 e 10 de julho de 2015. Sessão de Abertura. António Saraiva, Presidente da CIP 2º CONGRESSO DAS EMPRESAS E DAS ATIVIDADES ECONÓMICAS Lisboa, 9 e 10 de julho de 2015 Sessão de Abertura António Saraiva, Presidente da CIP Bom Dia, Senhoras e Senhores Embaixadores, Senhores Representantes

Leia mais

1º FÓRUM UNIÃO DE EXPORTADORES CPLP 26 E 27 DE JUNHO DE 2015 CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA. JUNTOS IREMOS LONGE www.uecplp.org

1º FÓRUM UNIÃO DE EXPORTADORES CPLP 26 E 27 DE JUNHO DE 2015 CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA. JUNTOS IREMOS LONGE www.uecplp.org 1º FÓRUM UNIÃO DE EXPORTADORES CPLP 26 E 27 DE JUNHO DE 2015 CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA JUNTOS IREMOS LONGE www.uecplp.org CONCEITO Realização do 1º Fórum União de Exportadores CPLP (UE-CPLP) que integra:

Leia mais

Diálogo 5 + 5. Quinta Conferência Ministerial. sobre a "Migração no Mediterrâneo Ocidental" Algeciras, 12 e 13 de Dezembro de 2006

Diálogo 5 + 5. Quinta Conferência Ministerial. sobre a Migração no Mediterrâneo Ocidental Algeciras, 12 e 13 de Dezembro de 2006 Diálogo 5 + 5 Quinta Conferência Ministerial sobre a "Migração no Mediterrâneo Ocidental" Algeciras, 12 e 13 de Dezembro de 2006 Conclusões da Presidência Nos dias 12 e 13 de Dezembro de 2006 teve lugar

Leia mais

Assembleia Parlamentar da União para o Mediterrâneo. II Cimeira de Presidentes de Parlamentos. Lisboa, 11 de maio de 2015

Assembleia Parlamentar da União para o Mediterrâneo. II Cimeira de Presidentes de Parlamentos. Lisboa, 11 de maio de 2015 Assembleia Parlamentar da União para o Mediterrâneo II Cimeira de Presidentes de Parlamentos Lisboa, 11 de maio de 2015 Senhora Presidente da Assembleia da República, Senhores Presidentes, Senhores Embaixadores,

Leia mais

Cerimónia de lançamento do contrato de colaboração entre o Estado Português e o Massachusetts Institute of Technology, MIT

Cerimónia de lançamento do contrato de colaboração entre o Estado Português e o Massachusetts Institute of Technology, MIT Cerimónia de lançamento do contrato de colaboração entre o Estado Português e o Massachusetts Institute of Technology, MIT Centro Cultural de Belém, Lisboa, 11 de Outubro de 2006 Intervenção do Secretário

Leia mais

Percepção de Portugal no mundo

Percepção de Portugal no mundo Percepção de Portugal no mundo Na sequência da questão levantada pelo Senhor Dr. Francisco Mantero na reunião do Grupo de Trabalho na Aicep, no passado dia 25 de Agosto, sobre a percepção da imagem de

Leia mais

ACQUALIVEEXPO. Painel A INTERNACIONALIZAÇÃO DO SECTOR PORTUGUÊS DA ÁGUA EVOLUÇÃO DO SECTOR DA ÁGUA NOS BALCÃS: O EXEMPLO DA SÉRVIA

ACQUALIVEEXPO. Painel A INTERNACIONALIZAÇÃO DO SECTOR PORTUGUÊS DA ÁGUA EVOLUÇÃO DO SECTOR DA ÁGUA NOS BALCÃS: O EXEMPLO DA SÉRVIA ACQUALIVEEXPO Painel A INTERNACIONALIZAÇÃO DO SECTOR PORTUGUÊS DA ÁGUA EVOLUÇÃO DO SECTOR DA ÁGUA NOS BALCÃS: O EXEMPLO DA SÉRVIA Lisboa, 22 de Março de 2012 1 1. Introdução A diplomacia económica é um

Leia mais

(Só faz fé a versão proferida)

(Só faz fé a versão proferida) Exmo. Senhor Presidente do Centro Desportivo e Cultural de Londres, Exmo. Senhor Embaixador, Exmo. Senhor Cônsul Geral, Exmo. Senhor Adido Social, Exmo. Senhor Conselheiro das Comunidades Madeirenses,

Leia mais

Apoio à Internacionalização. CENA 3 de Julho de 2012

Apoio à Internacionalização. CENA 3 de Julho de 2012 Apoio à Internacionalização CENA 3 de Julho de 2012 Enquadramento Enquadramento Comércio Internacional Português de Bens e Serviços Var. 13,3% 55,5 68,2 57,1 73,4 48,3 60,1 54,5 66,0 67,2 61,7 Exportação

Leia mais

Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau)

Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) Plano de Acção para a Cooperação Económica e Comercial (2007-2009) 2ª Conferência Ministerial, 2006

Leia mais

República de Moçambique Presidência da República DISCURSO PARA BANQUETE DE ESTADO

República de Moçambique Presidência da República DISCURSO PARA BANQUETE DE ESTADO República de Moçambique Presidência da República DISCURSO PARA BANQUETE DE ESTADO Discurso de Sua Excelência Filipe Jacinto Nyusi, Presidente da República de Moçambique, por ocasião do Banquete de Estado

Leia mais

1. (PT) - Turisver, 20/09/2012, Pedro Duarte 1. 3. (PT) - Diário Económico, 25/09/2012, Unicer antecipa crescimento de 15% das vendas em Angola 5

1. (PT) - Turisver, 20/09/2012, Pedro Duarte 1. 3. (PT) - Diário Económico, 25/09/2012, Unicer antecipa crescimento de 15% das vendas em Angola 5 Tema de pesquisa: Internacional 25 de Setembro de 2012 Revista de Imprensa 25-09-2012 1. (PT) - Turisver, 20/09/2012, Pedro Duarte 1 2. (PT) - Jornal de Negócios - Negócios Mais, 25/09/2012, Bluepharma

Leia mais

Comunicar PAPA. Jornal. Bento XVI recebe José Maria Neves no Vaticano. Administração Pública. www.governo.cv

Comunicar PAPA. Jornal. Bento XVI recebe José Maria Neves no Vaticano. Administração Pública. www.governo.cv Jornal Comunicar Administração Pública Governo de Cabo Verde Edição Gratuita Mensal nº18 Setembro de 2010 Edição Especial www.governo.cv www.governo.cv PAPA Bento XVI recebe José Maria Neves no Vaticano

Leia mais

A sustentabilidade da economia requer em grande medida, a criação duma. capacidade própria de produção e fornecimento de bens e equipamentos,

A sustentabilidade da economia requer em grande medida, a criação duma. capacidade própria de produção e fornecimento de bens e equipamentos, REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE -------- MINISTÉRIO DA ENERGIA GABINETE DO MINISTRO INTERVENÇÃO DE S.EXA SALVADOR NAMBURETE, MINISTRO DA ENERGIA, POR OCASIÃO DA INAUGURAÇÃO DA FÁBRICA DE CONTADORES DA ELECTRO-SUL

Leia mais

EFIÊNCIA DOS RECURSOS E ESTRATÉGIA ENERGIA E CLIMA

EFIÊNCIA DOS RECURSOS E ESTRATÉGIA ENERGIA E CLIMA INTRODUÇÃO Gostaria de começar por agradecer o amável convite para participar neste debate e felicitar os organizadores pela importância desta iniciativa. Na minha apresentação irei falar brevemente da

Leia mais

I REUNIÃO DE MINISTROS DA ENERGIA DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA. Cascais, 23 de junho de 2015. Declaração de Cascais

I REUNIÃO DE MINISTROS DA ENERGIA DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA. Cascais, 23 de junho de 2015. Declaração de Cascais I REUNIÃO DE MINISTROS DA ENERGIA DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA Cascais, 23 de junho de 2015 Declaração de Cascais Os Ministros responsáveis pela Energia da Comunidade dos Países de Língua

Leia mais

ROSÁRIO MARQUES Internacionalizar para a Colômbia Encontro Empresarial GUIMARÃES 19/09/2014

ROSÁRIO MARQUES Internacionalizar para a Colômbia Encontro Empresarial GUIMARÃES 19/09/2014 ROSÁRIO MARQUES Internacionalizar para a Colômbia Encontro Empresarial GUIMARÃES 19/09/2014 REPÚBLICA DA COLÔMBIA POPULAÇÃO 48 Milhões SUPERFÍCIE 1.141.748 Km2 CAPITAL Bogotá 7,3 milhões PRINCIPAIS CIDADES

Leia mais

INTERVENÇÃO DE S.EXA. O SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO, DR.BERNARDO TRINDADE, NA SESSÃO DE ABERTURA DO XXXIII CONGRESSO DA APAVT

INTERVENÇÃO DE S.EXA. O SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO, DR.BERNARDO TRINDADE, NA SESSÃO DE ABERTURA DO XXXIII CONGRESSO DA APAVT INTERVENÇÃO DE S.EXA. O SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO, DR.BERNARDO TRINDADE, NA SESSÃO DE ABERTURA DO XXXIII CONGRESSO DA APAVT TURISMO: TENDÊNCIAS E SOLUÇÕES Exmos. Senhores Conferencistas, Antes de

Leia mais

Excelência Senhor presidente da COP 19 Excelências distintos chefes de delegações aqui presentes Minhas senhoras e meus senhores (1)

Excelência Senhor presidente da COP 19 Excelências distintos chefes de delegações aqui presentes Minhas senhoras e meus senhores (1) Excelência Senhor presidente da COP 19 Excelências distintos chefes de delegações aqui presentes Minhas senhoras e meus senhores (1) Permitam que em nome do Governo de Angola e de Sua Excelência Presidente

Leia mais

COMUNICADO FINAL. XXIXª Comissão Bilateral Permanente Washington 5 de Maio de 2011

COMUNICADO FINAL. XXIXª Comissão Bilateral Permanente Washington 5 de Maio de 2011 COMUNICADO FINAL XXIXª Comissão Bilateral Permanente Washington 5 de Maio de 2011 Na 29ª reunião da Comissão Bilateral Permanente Portugal-EUA, que se realizou em Washington, a 5 de Maio de 2011, Portugal

Leia mais

Inovação e Inteligência Competitiva: Desafios para as Empresas e para a Economia Portuguesa

Inovação e Inteligência Competitiva: Desafios para as Empresas e para a Economia Portuguesa QUIDGEST Q-DAY: INOVAÇÃO CONTRA A CRISE Inovação e Inteligência Competitiva: Desafios para as Empresas e para a Economia Portuguesa André Magrinho TAGUSPARK: 09 de Setembro 2009 SUMÁRIO 1. Globalização

Leia mais

Comemorações do 35º Aniversário do Banco de Cabo Verde. Conferência internacional sobre A mobilização de oportunidades no pós-crise

Comemorações do 35º Aniversário do Banco de Cabo Verde. Conferência internacional sobre A mobilização de oportunidades no pós-crise Comemorações do 35º Aniversário do Banco de Cabo Verde Conferência internacional sobre A mobilização de oportunidades no pós-crise Senhora Ministra das Finanças, Senhores Representantes Diplomáticos, Senhores

Leia mais

Palestra: A CPLP E A EDUCAÇÃO. (Escola Stuart Carvalhais - 7 de Março de 2007)

Palestra: A CPLP E A EDUCAÇÃO. (Escola Stuart Carvalhais - 7 de Março de 2007) Palestra: A CPLP E A EDUCAÇÃO (Escola Stuart Carvalhais - 7 de Março de 2007) Excelentíssimos membros do Conselho Directivo, excelentíssimos professores, caríssimos alunos, É com enorme satisfação que

Leia mais

Chave para Negócios. em Moçambique por Diogo Gomes de Araújo

Chave para Negócios. em Moçambique por Diogo Gomes de Araújo Case study SOFID: Chave para Negócios em Moçambique por Diogo Gomes de Araújo Business Roundtable: Moçambique Lisboa, 1 de Abril de 2011 1. O que é a SOFID? 2. O que oferece? 3. Onde actua? 4. Para quê?

Leia mais

Senhor representante do Secretariado Geral da União do Magrebe Árabe. Senhor Secretário Geral Adjunto da União para o Mediterrâneo

Senhor representante do Secretariado Geral da União do Magrebe Árabe. Senhor Secretário Geral Adjunto da União para o Mediterrâneo Senhores Ministros Senhores Embaixadores Senhor representante do Secretariado Geral da União do Magrebe Árabe Senhor Secretário Geral Adjunto da União para o Mediterrâneo Senhora representante da Comissão

Leia mais

Conclusões Fórum Portugal Sou Eu

Conclusões Fórum Portugal Sou Eu Conclusões Fórum Portugal Sou Eu Ministro da Economia lança desafio aos empresários para que façam do Portugal Sou Eu um catalisador da economia Lanço um apelo aos empresários e produtores aqui presentes,

Leia mais

Sua Excelência, Doutor Abrahão Gourgel, Ministro da Economia,

Sua Excelência, Doutor Abrahão Gourgel, Ministro da Economia, ANGOLA NO CONTEXTO DA INTEGRAÇAO ECONÓMICA REGIONAL 29 de Setembro, 2015 Intervenção do Doutor Paolo Balladelli, Representante Residente do PNUD em Angola Sua Excelência, Doutor Abrahão Gourgel, Ministro

Leia mais

Maputo, a sua capital, é o seu porto de mercadorias por excelência e principal centro de comércio.

Maputo, a sua capital, é o seu porto de mercadorias por excelência e principal centro de comércio. Missão Empresarial Moçambique 28 agosto 3 setembro 2014 Moçambique: porta de entrada na África Austral Moçambique é hoje um mercado em expansão com mais de 24 milhões de consumidores, que tem vindo a registar

Leia mais

APDSI assinala o Dia Mundial das Telecomunicações e da SI dedicado à Banda Larga

APDSI assinala o Dia Mundial das Telecomunicações e da SI dedicado à Banda Larga APDSI assinala o Dia Mundial das Telecomunicações e da SI dedicado à Banda Larga Lisboa, - A APDSI associou-se mais uma vez às comemorações do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação

Leia mais

A importância da internacionalização no desenvolvimento de base tecnológica e industrial de defesa nacional

A importância da internacionalização no desenvolvimento de base tecnológica e industrial de defesa nacional A importância da internacionalização no desenvolvimento de base tecnológica e industrial de defesa nacional Lisboa, 25 de Janeiro de 2013 A crescente influência dos Estados nas economias emergentes. A

Leia mais

A SUA EMPRESA PRETENDE EXPORTAR? - CONHEÇA O ESSENCIAL E GARANTA O SUCESSO DA ABORDAGEM AO MERCADO EXTERNO

A SUA EMPRESA PRETENDE EXPORTAR? - CONHEÇA O ESSENCIAL E GARANTA O SUCESSO DA ABORDAGEM AO MERCADO EXTERNO A SUA EMPRESA PRETENDE EXPORTAR? - CONHEÇA O ESSENCIAL E GARANTA O SUCESSO DA ABORDAGEM AO MERCADO EXTERNO PARTE 03 - MERCADOS PRIORITÁRIOS Introdução Nas últimas semanas dedicamos a nossa atenção ao

Leia mais

MISSÃO EMPRESARIAL À TUNÍSIA

MISSÃO EMPRESARIAL À TUNÍSIA MISSÃO EMPRESARIAL À TUNÍSIA 03 A 06 DE NOVEMBRO DE 2008 RELATÓRIO FINAL MISSÃO EMPRESARIAL À TUNÍSIA 03 A 06 DE NOVEMBRO DE 2008 1. Introdução À semelhança de iniciativas anteriores, a Nersant organizou

Leia mais

Porque é que o Turismo. é essencial para a Economia Portuguesa?

Porque é que o Turismo. é essencial para a Economia Portuguesa? Porque é que o Turismo é essencial para a Economia Portuguesa? 14 milhões de hóspedes Vindos do Reino Unido, Alemanha, Espanha, França, Brasil, EUA Num leque de países que alarga ano após ano. 9,2 % do

Leia mais

Há cabo-verdianos a participar na vida política portuguesa - Nuno Sarmento Morais, ex-ministro da Presidência de Portugal

Há cabo-verdianos a participar na vida política portuguesa - Nuno Sarmento Morais, ex-ministro da Presidência de Portugal Há cabo-verdianos a participar na vida política portuguesa - Nuno Sarmento Morais, ex-ministro da Presidência de Portugal À margem do Fórum promovido pela Associação Mais Portugal Cabo Verde, que o trouxe

Leia mais

COMPETITIVIDADE E INTERNACIONALIZAÇÃO DAS EMPRESAS DA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA 2014-2020

COMPETITIVIDADE E INTERNACIONALIZAÇÃO DAS EMPRESAS DA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA 2014-2020 COMPETITIVIDADE E INTERNACIONALIZAÇÃO DAS EMPRESAS DA 2014-2020 18-11-2015 INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO EMPRESARIAL, IP-RAM MISSÃO Promover o desenvolvimento, a competitividade e a modernização das empresas

Leia mais

DECLARAÇÃO EMPRESARIAL DE LUANDA

DECLARAÇÃO EMPRESARIAL DE LUANDA DECLARAÇÃO EMPRESARIAL DE LUANDA Por iniciativa da Confederação Empresarial da CPLP e das associações empresariais dos PALOP, realizou-se em Luanda, República de Angola, a 17 de Julho de 2014, o Fórum

Leia mais

SISTEMA DE INCENTIVOS À

SISTEMA DE INCENTIVOS À SISTEMA DE INCENTIVOS À INOVAÇÃO AVISOS PARA APRESENTAÇÃO DE CANDIDATURAS INOVAÇÃO PRODUTIVA EMPREENDEDORISMO QUALIFICADO Elisabete Félix Turismo de Portugal, I.P. - Direcção de Investimento PRIORIDADE

Leia mais

MINISTÉRIO DO AMBIENTE

MINISTÉRIO DO AMBIENTE REPÚBLICA DE ANGOLA MINISTÉRIO DO AMBIENTE O Ministério do Ambiente tem o prazer de convidar V. Exa. para o Seminário sobre Novos Hábitos Sustentáveis, inserido na Semana Nacional do Ambiente que terá

Leia mais

REPENSAR O TURISMO EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

REPENSAR O TURISMO EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE REPENSAR O TURISMO EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE Num contexto de modernização e inovação constante, torna-se imperioso e urgente criar uma legislação turística em São Tomé e Príncipe, sendo este um instrumento

Leia mais

Agradeço muito o convite que me foi endereçado para encerrar este XI Congresso da Ordem dos Revisores Oficias de Contas.

Agradeço muito o convite que me foi endereçado para encerrar este XI Congresso da Ordem dos Revisores Oficias de Contas. Senhor Bastonário da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, Dr. José Azevedo Rodrigues; Senhor Vice-Presidente do Conselho Diretivo da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas e Presidente da Comissão Organizadora

Leia mais

INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP ****

INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP **** INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP **** Gostaria de começar por agradecer o amável convite da CIP para participarmos nesta conferência sobre um tema determinante para o

Leia mais

Plano Estratégico para a Fileira da Construção 2014-2020

Plano Estratégico para a Fileira da Construção 2014-2020 Plano Estratégico para a Fileira da Construção 2014-2020 1. A EVOLUÇÃO DOS MERCADOS 1.1 - A situação dos mercados registou mudanças profundas a nível interno e externo. 1.2 - As variáveis dos negócios

Leia mais

POSIÇÃO DA UGT Audição sobre o Futuro da Europa

POSIÇÃO DA UGT Audição sobre o Futuro da Europa POSIÇÃO DA UGT Audição sobre o Futuro da Europa A UGT saúda o debate em curso na Comissão dos Assuntos Europeus sobre o Futuro da Europa e, particularmente, sobre o futuro do Tratado Constitucional. O

Leia mais

Entrevista com Clínica Maló. Paulo Maló CEO. www.clinicamalo.pt. Com quality media press para LA VANGUARDIA

Entrevista com Clínica Maló. Paulo Maló CEO. www.clinicamalo.pt. Com quality media press para LA VANGUARDIA Entrevista com Clínica Maló Paulo Maló CEO www.clinicamalo.pt Com quality media press para LA VANGUARDIA Esta transcrição reproduz fiel e integralmente a entrevista. As respostas que aqui figuram em linguagem

Leia mais

BANCO POPULAR. Parceiro na Internacionalização

BANCO POPULAR. Parceiro na Internacionalização BANCO POPULAR Parceiro na Internacionalização Um Banco Ibérico com Presença Internacional Escritórios de representação Banco Popular Genebra Milão Munique Santiago do Chile Xangai Banco Pastor Buenos Aires

Leia mais

Discurso do Encontro Ministerial sobre Infraestruturas entre China e PLP

Discurso do Encontro Ministerial sobre Infraestruturas entre China e PLP Discurso do Encontro Ministerial sobre Infraestruturas entre China e PLP Senhores Ministros, É com grande satisfação que venho ouvir as políticas de investimento internacional, a nível das infraestruturas,

Leia mais

Bom dia, Senhoras e Senhores. Introdução

Bom dia, Senhoras e Senhores. Introdução Bom dia, Senhoras e Senhores Introdução Gostaria de começar por agradecer o amável convite que o Gabinete do Parlamento Europeu em Lisboa me dirigiu para participar neste debate e felicitar os organizadores

Leia mais

Estimados colegas representantes dos países membros do Fórum das Federações, Embaixadores e delegados

Estimados colegas representantes dos países membros do Fórum das Federações, Embaixadores e delegados PRESIDENCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS SUBCHEFIA DE ASSUNTOS FEDERATIVOS Assunto: DISCURSO DO EXMO. SUBCHEFE DE ASSUNTOS FEDERATIVOS DA SECRETARIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS DA

Leia mais

Índice PORTUGAL - BREVE CARATERIZAÇÃO A CIP ATIVIDADE ASSOCIADOS ORGANIZAÇÃO E CONTACTOS

Índice PORTUGAL - BREVE CARATERIZAÇÃO A CIP ATIVIDADE ASSOCIADOS ORGANIZAÇÃO E CONTACTOS Índice PORTUGAL - BREVE CARATERIZAÇÃO A CIP ATIVIDADE ASSOCIADOS ORGANIZAÇÃO E CONTACTOS Portugal Breve caraterização Portugal Caraterização geral Inserido na União Europeia desde 1986, Portugal é o país

Leia mais

Portugal 2020. Pedro Gomes Nunes. Director Executivo. Lisboa, Fevereiro 2014. www.risa.pt

Portugal 2020. Pedro Gomes Nunes. Director Executivo. Lisboa, Fevereiro 2014. www.risa.pt Pedro Gomes Nunes Director Executivo Lisboa, Fevereiro 2014 RISA - Apresentação ÁREAS DE NEGÓCIO Estudos e Projectos + 20 anos de experiência + 1.500 candidaturas a Fundos Comunitários aprovadas. + 1,6

Leia mais

1º TRIMESTRE EXPORTAR A 1ª VEZ MISSÕES EMPRESARIAIS. Condições de participação ARGÉLIA CHINA E MACAU MARROCOS TURQUIA FEVEREIRO MARÇO

1º TRIMESTRE EXPORTAR A 1ª VEZ MISSÕES EMPRESARIAIS. Condições de participação ARGÉLIA CHINA E MACAU MARROCOS TURQUIA FEVEREIRO MARÇO FEVEREIRO MARÇO ARGÉLIA CHINA E MACAU MARROCOS TURQUIA ÁFRICA DO SUL E MOÇAMBIQUE COLÔMBIA E CHILE ÍNDIA ISRAEL Condições de participação CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO 1 AS são uma ação financiada pelo FEDER,

Leia mais

Nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 200.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte: Artigo único

Nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 200.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte: Artigo único Decreto n.º 18/97 Acordo de Cooperação no Domínio do Turismo entre o Governo da República Portuguesa e o Governo dos Estados Unidos Mexicanos, assinado na Cidade do México em 6 de Novembro de 1996 Nos

Leia mais

Instrumentos Financeiros de Apoio à Internacionalização. Financiamentos, Garantias, Capital de Risco, etc. / SOFID, S.A.

Instrumentos Financeiros de Apoio à Internacionalização. Financiamentos, Garantias, Capital de Risco, etc. / SOFID, S.A. Ficha de Produto Tipo de Produto: Instrumentos Financeiros de Apoio à Internacionalização Produto: Financiamentos, Garantias, Capital de Risco, etc. / SOFID, S.A. Objectivo: Contribuir para o progresso

Leia mais

Uma conversa entre empresas e professores - os desafios da empregabilidade

Uma conversa entre empresas e professores - os desafios da empregabilidade Uma conversa entre empresas e professores - os desafios da empregabilidade No passado dia 15 de Novembro, a Share Associação para a Partilha de Conhecimento e a Faculdade de Ciências da Universidade de

Leia mais

A procura dos cursos da Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril triplicou

A procura dos cursos da Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril triplicou Pág: 12 Área: 18,37 x 22,86 cm² Corte: 1 de 5 Entrevista ALEXANDRA PEREIRA Directora da Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril A procura dos cursos da Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril triplicou

Leia mais

28 PME Líder CRITÉRIOS. Bloomberg News

28 PME Líder CRITÉRIOS. Bloomberg News 28 PME Líder CRITÉRIOS Bloomberg News CRITÉ RIOS COMO CHEGAR A PME LÍDER Atingir o Estatuto PME Líder é a ambição de muitas empresas. É este o primeiro passo para chegar a PME Excelência. Saiba o que precisa

Leia mais

I CONFERÊNCIA ENERGIA PARA O DESENVOLVIMENTO DA CPLP. Sessão de Abertura. Lisboa, 24 de junho de 2015

I CONFERÊNCIA ENERGIA PARA O DESENVOLVIMENTO DA CPLP. Sessão de Abertura. Lisboa, 24 de junho de 2015 I CONFERÊNCIA ENERGIA PARA O DESENVOLVIMENTO DA CPLP Sessão de Abertura Lisboa, 24 de junho de 2015 Intervenção do Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) Embaixador Murade

Leia mais

A AICEP e os apoios à internacionalização das empresas

A AICEP e os apoios à internacionalização das empresas A AICEP e os apoios à internacionalização das empresas A aicep Portugal Global A aicep Portugal Global aicep Portugal Global missão é: é uma agência pública de natureza empresarial, cuja Atrair investimento

Leia mais

A AICEP e os apoios à internacionalização das empresas. Porto, 25 de Setembro de 2012

A AICEP e os apoios à internacionalização das empresas. Porto, 25 de Setembro de 2012 A AICEP e os apoios à internacionalização das empresas Porto, 25 de Setembro de 2012 A aicep Portugal Global A aicep Portugal Global aicep Portugal Global missão é: é uma agência pública de natureza empresarial,

Leia mais

MERCADO ECONÓMICO EM ANGOLA PERSPECTIVA DE EVOLUÇÃO

MERCADO ECONÓMICO EM ANGOLA PERSPECTIVA DE EVOLUÇÃO MERCADO ECONÓMICO EM ANGOLA PERSPECTIVA DE EVOLUÇÃO Mercado Economico em Angola - 2015 Caracterização Geográfica de Angola Caracterização da economia Angolana Medidas para mitigar o efeito da redução do

Leia mais

Bem vindos a este novo passo do projeto CIP - FAZER ACONTECER A REGENERAÇÃO URBANA.

Bem vindos a este novo passo do projeto CIP - FAZER ACONTECER A REGENERAÇÃO URBANA. CIP FAZER ACONTECER A REGENERAÇÃO URBANA UM NOVO PASSO Seminário 16 de abril de 2012 Intervenção do Presidente da CIP Bem vindos a este novo passo do projeto CIP - FAZER ACONTECER A REGENERAÇÃO URBANA.

Leia mais

Contribuir para o desenvolvimento da região em que se inserem;

Contribuir para o desenvolvimento da região em que se inserem; SIPIE SISTEMA DE INCENTIVOS A PEQUENAS INICIATIVAS EMPRESARIAIS FICHA DE MEDIDA Apoia projectos com investimento mínimo elegível de 15.000 e a um máximo elegível de 150.000, que visem a criação ou desenvolvimento

Leia mais

Resumo do Acordo de Parceria para Portugal, 2014-2020

Resumo do Acordo de Parceria para Portugal, 2014-2020 COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 30 de julho de 2014 Resumo do Acordo de Parceria para Portugal, 2014-2020 Informações gerais O Acordo de Parceria abrange cinco fundos: Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional

Leia mais

As empresas interessadas podem inscrever-se até ao próximo dia 25 de Junho, mediante preenchimento e envio da Ficha de Inscrição em anexo.

As empresas interessadas podem inscrever-se até ao próximo dia 25 de Junho, mediante preenchimento e envio da Ficha de Inscrição em anexo. ABC Mercado S. Tomé e Príncipe Apesar da sua pequena dimensão, o mercado de S. Tomé e Príncipe pode revestir-se de importância significativa para as empresas portuguesas que pretendam atingir mercados

Leia mais

Portugal é 4 0. na criação de empresas na

Portugal é 4 0. na criação de empresas na Portugal é 4 0. na criação de empresas na Europa, mas está também no topo do 'ranking' dos países em que as empresas têm maior taxa de mortalidade, soube-se no "VIII Encontro PT Negócios/Diário Económico",

Leia mais

12. ª GRANDE CONFERÊNCIA DO JORNAL ÁGUA&AMBIENTE. PORTUGAL EFICIENTE NA GESTÃO DE RECURSOS Novos actores, novas políticas

12. ª GRANDE CONFERÊNCIA DO JORNAL ÁGUA&AMBIENTE. PORTUGAL EFICIENTE NA GESTÃO DE RECURSOS Novos actores, novas políticas 12. ª GRANDE CONFERÊNCIA DO JORNAL ÁGUA&AMBIENTE PORTUGAL EFICIENTE NA GESTÃO DE RECURSOS Novos actores, novas políticas 23 de Maio de 2012 Centro de Congressos da Univ. Católica de Lisboa ORGANIZAÇÃO

Leia mais

Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau)

Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) Plano de Acção para a Cooperação Económica e Comercial (2014-2016) 4ª Conferência Ministerial Preâmbulo

Leia mais

FRANCISCO MANTERO - PWC - CPLP 23/01/2013. 1. Título "Opções de financiamento para a CPLP" não é meu.

FRANCISCO MANTERO - PWC - CPLP 23/01/2013. 1. Título Opções de financiamento para a CPLP não é meu. FRANCISCO MANTERO - PWC - CPLP 23/01/2013 1. Título "Opções de financiamento para a CPLP" não é meu. Poderia dar ideia que há opções de financiamento específicas para a CPLP em si mesma e para os Estados

Leia mais

Alentejo no horizonte 2020 Desafios e Oportunidades

Alentejo no horizonte 2020 Desafios e Oportunidades Alentejo no horizonte 2020 Desafios e Oportunidades Vendas Novas - 02 de julho de 2013 aicep Portugal Global é uma agência pública de natureza empresarial, cuja missão é: Atrair investimento estrangeiro

Leia mais

FN-HOTELARIA, S.A. UMA EMPRESA NO MUNDO!

FN-HOTELARIA, S.A. UMA EMPRESA NO MUNDO! UMA EMPRESA NO MUNDO! 1 UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS! Actualmente a FN-Hotelaria é uma empresa no mundo! Estamos presentes em alguns mercados internacionais: - São Tomé e Príncipe - Angola - Cabo

Leia mais

AS RELAÇÕES ECONÓMICAS PORTUGAL ANGOLA E A ESTRATÉGIA DO BANCO BIC PORTUGUÊS*

AS RELAÇÕES ECONÓMICAS PORTUGAL ANGOLA E A ESTRATÉGIA DO BANCO BIC PORTUGUÊS* ASRELAÇÕESECONÓMICASPORTUGAL ANGOLA I. ACRISEFINANCEIRAEAECONOMIAMUNDIAL EAESTRATÉGIADOBANCOBICPORTUGUÊS* Acrisecomeçounosistemafinanceiroejáatingiuaeconomiareal.O Creditcrunch estáaprovocara contracçãodoprodutonaseconomiasocidentais,reduzindoaprocuranosmercadoseaumentandoo

Leia mais

29 de Julho de 2013 Construção

29 de Julho de 2013 Construção Construção 29 de Julho de 2013 Revista de Imprensa 29-07-2013 1. (PT) - Diário Económico, 29/07/2013, Canal do Panamá elege Sines para porto europeu de destino prioritário 1 2. (PT) - i, 29/07/2013, Sector

Leia mais

visão global do mundo dos negócios

visão global do mundo dos negócios Senhor Primeiro Ministro Senhor Ministro da Saúde Senhor Presidente da AM Senhor Presidente do CA da Lenitudes Senhores Deputados Srs. Embaixadores Srs. Cônsules Senhores Vereadores e Deputados Municipais

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 36 Discurso por ocasião do jantar

Leia mais

1. Objectivos do Observatório da Inclusão Financeira

1. Objectivos do Observatório da Inclusão Financeira Inclusão Financeira Inclusão Financeira Ao longo da última década, Angola tem dado importantes passos na construção dos pilares que hoje sustentam o caminho do desenvolvimento económico, melhoria das

Leia mais

Apoios Financeiros ao Investimento no Turismo. Anadia, 25 de Fevereiro de 2008 Miguel Mendes

Apoios Financeiros ao Investimento no Turismo. Anadia, 25 de Fevereiro de 2008 Miguel Mendes Apoios Financeiros ao Investimento no Turismo Anadia, 25 de Fevereiro de 2008 Miguel Mendes 2 Apoios Financeiros ao Investimento no Turismo Índice 1 Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT) 2 Crédito

Leia mais

MARÇO EXPORTAR A 1ª VEZ MISSÕES EMPRESARIAIS NORTE DE ÁFRICA MARROCOS ARGÉLIA AMÉRICA DO SUL CHILE & COLÔMBIA. Condições de participação

MARÇO EXPORTAR A 1ª VEZ MISSÕES EMPRESARIAIS NORTE DE ÁFRICA MARROCOS ARGÉLIA AMÉRICA DO SUL CHILE & COLÔMBIA. Condições de participação EXPORTAR NORTE DE ÁFRICA AMÉRICA DO SUL MARROCOS ARGÉLIA CHILE & COLÔMBIA Condições de participação CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO MERCADOS PARTIDA CHEGADA 1 Marrocos 23-03- 26-03- 2 Argélia 23-03- 26-03- 3

Leia mais

REGIMENTO INTERNO DA REUNIÃO DOS MINISTROS DA SAÚDE DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA - CPLP

REGIMENTO INTERNO DA REUNIÃO DOS MINISTROS DA SAÚDE DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA - CPLP REGIMENTO INTERNO DA REUNIÃO DOS MINISTROS DA SAÚDE DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA - CPLP A Reunião dos Ministros da Saúde da CPLP tendo em consideração: A sua qualidade de órgão da CPLP,

Leia mais

Perspetivas de colaboração Portugal China, Apoios à internacionalização e o papel da AICEP

Perspetivas de colaboração Portugal China, Apoios à internacionalização e o papel da AICEP Perspetivas de colaboração Portugal China, Apoios à internacionalização e o papel da AICEP AIMINHO Braga, 24 de Outubro, 2014 1 P a g e Distintas Entidades aqui presentes, Senhores Empresários, Minhas

Leia mais

Dinâmicas de exportação e de internacionalização

Dinâmicas de exportação e de internacionalização Dinâmicas de exportação e de internacionalização das PME Contribuição da DPIF/ Como fazemos? 1. Posicionamento e actuação da DPIF A DPIF tem como Missão: Facilitar o acesso a financiamento pelas PME e

Leia mais

ÍNDICE PERFIL MERCADOS ONDE A A400 ESTÁ PRESENTE VOLUME DE NEGÓCIOS CERTIFICAÇÕES PROJECTOS DE REFERÊNCIA CONTACTOS

ÍNDICE PERFIL MERCADOS ONDE A A400 ESTÁ PRESENTE VOLUME DE NEGÓCIOS CERTIFICAÇÕES PROJECTOS DE REFERÊNCIA CONTACTOS DOSSIER DE IMPRENSA ÍNDICE 1 PERFIL - A Empresa - Os Colaboradores - Os serviços 2 MERCADOS ONDE A A400 ESTÁ PRESENTE - A Internacionalização VOLUME DE NEGÓCIOS 4 CERTIFICAÇÕES 5 PROJECTOS DE REFERÊNCIA

Leia mais

Intervenção do Secretário Executivo da. Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) Embaixador Murade Murargy

Intervenção do Secretário Executivo da. Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) Embaixador Murade Murargy Conferência 1º Fórum União de Exportadores CPLP CPLP: Comunidade de povos abrangente auto-sustentável Lisboa, 26 e 27 de junho de 2015 Sessão de Encerramento 27 de junho de 2015 Intervenção do Secretário

Leia mais

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Lisboa, 10 janeiro 2014 António Rendas Reitor da Universidade Nova de Lisboa Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas Queria começar

Leia mais

- PERFIL DO GRUPO - O Portfólio de negócios, obedece a um critério de maturidade e geração de valor, no qual o Grupo, concilia:

- PERFIL DO GRUPO - O Portfólio de negócios, obedece a um critério de maturidade e geração de valor, no qual o Grupo, concilia: GRUPO FERREIRA A GFH, é um Grupo sólido e inovador, detendo um curriculum de projectos de qualidade reconhecida, com um portfólio de negócios diversificado, e que aposta no processo de internacionalização,

Leia mais

Lusoflora 2015. Crédito Agrícola. Santarém, 27 de Fevereiro

Lusoflora 2015. Crédito Agrícola. Santarém, 27 de Fevereiro Lusoflora 2015 Crédito Agrícola Santarém, 27 de Fevereiro Agenda 1. Quem somos 2. Proposta Valor 3. Soluções Crédito Agrícola para EMPRESAS/ ENI 4. CA Seguros 2 Quem somos O Grupo Crédito Agrícola é um

Leia mais

COMISSÃO DE DIREITO DO TRABALHO

COMISSÃO DE DIREITO DO TRABALHO 48º Congresso UIA 1 / 5 Setembro 2004 COMISSÃO DE DIREITO DO TRABALHO RESPONSABILIDADE SOCIAL DAS EMPRESAS EM PORTUGAL 3 Setembro 2004 Pedro Botelho Gomes (JPAB - José Pedro Aguiar-Branco & Associados)

Leia mais

Cimeira do Fórum Índia África

Cimeira do Fórum Índia África REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU Presidência da República Cimeira do Fórum Índia África Intervenção de Sua Excelência Senhor José Mário Vaz Presidente da República Nova Delhi, 29 de Outubro de 2015 Excelência,

Leia mais

Factores Determinantes para o Empreendedorismo. Encontro Empreender Almada 26 de Junho de 2008

Factores Determinantes para o Empreendedorismo. Encontro Empreender Almada 26 de Junho de 2008 Factores Determinantes para o Empreendedorismo Encontro Empreender Almada 26 de Junho de 2008 IAPMEI Instituto de Apoio às PME e à Inovação Principal instrumento das políticas económicas para Micro e Pequenas

Leia mais

Governo da Região Administrativa Especial de Macau - Governos Provinciais e Regionais do Grande Delta do Rio das

Governo da Região Administrativa Especial de Macau - Governos Provinciais e Regionais do Grande Delta do Rio das INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO AMBIENTE Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental (MIECF) Energizing Green Business Growth Macau 27 de março de 2014 SAUDAÇÕES CUMPRIMENTOS

Leia mais

A importância dos Bancos de Desenvolvimento

A importância dos Bancos de Desenvolvimento MISSÃO PERMANENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA JUNTO AO OFÍCIO DAS NAÇÕES UNIDAS REPRESENTAÇÃO COMERCIAL GENEBRA - SUÍÇA NOTA DE TRABALHO A importância dos Bancos de Desenvolvimento G E NEBRA A OS 5 DE Segundo

Leia mais

O RISCO SEMPRE EXISTIU E ESTAMOS TODOS SUJEITOS A ELE

O RISCO SEMPRE EXISTIU E ESTAMOS TODOS SUJEITOS A ELE 64 CAPA ENTREVISTA AMÍLCAR SILVA, PRESIDENTE, E NÍRIA ORAMALU, COORDENADORA DO NÚCLEO DE ESTUDOS E ESTATÍSTICAS DA ABANC O RISCO SEMPRE EXISTIU E ESTAMOS TODOS SUJEITOS A ELE Na sede da Associação Angolana

Leia mais

2006-2015. Bolsa de Turismo de Lisboa 18 de Janeiro 2006

2006-2015. Bolsa de Turismo de Lisboa 18 de Janeiro 2006 2006-2015 Bolsa de Turismo de Lisboa 18 de Janeiro 2006 Portugal 2015 Portugal 2015 - Metas 2005 2015 Douro Douro Oeste Oeste Serra da Estrela Serra da Estrela Alqueva Litoral Alentejano Litoral Alentejano

Leia mais