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1 UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE CENTRO DE ESTUDOS SOCIAIS MESTRADO EM EDUCAÇÃO CAMPO DE CONFLUÊNCIA: LINGUAGEM, SUBJETIVIDADE E COMUNICAÇÃO Orientadoras: Helena Amaral da Fontoura Iduína Mont Alverne B. Chaves Sexualidade: Professor que cala...nem sempre consente. Tese de Mestrado apresentada à Universidade Federal Fluminense. Campo de Confluência: Linguagem, Subjetividade e Cultura, como requisito para a conclusão do Curso de Mestrado em Educação. KATIA KREPSKY VALLADARES Setembro de 2002

2 KATIA KREPSKY VALLADARES Sexualidade: Professor que cala...nem sempre consente. Tese de Mestrado apresentada à Universidade Federal Fluminense. Campo de Confluência: Linguagem, Subjetividade e Cultura, como requisito para a conclusão do Curso de Mestrado em Educação. Orientadoras: Helena Amaral da Fontoura Iduína Mont Alverne B. Chaves UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE Niterói/ RJ

3 Dedico este trabalho a todos os adolescentes, razão de ser desta pesquisa e em especial ao meu filho Dimytrius, também adolescente, inquieto e questionador com quem aprendo todos os dias...

4 AGRADECIMENTOS Agradeço a todos aqueles que contribuíram para a realização deste trabalho, em especial... À Professora Helena Amaral da Fontoura, mestra e amiga, pela competente dedicação e apoio. À Professora Iduína M. B. Chaves com quem aprendi o caminho do imaginário. Aos professores das escolas pesquisadas que não se importaram em abrir espaço em sua agenda lotada de trabalho para participar das entrevistas. Aos adolescentes, estudantes curiosos das escolas envolvidas. À minha família pelo tempo roubado do convívio, especialmente meu marido Jerônimo que muito me apoiou. À minha irmã Simone pela preciosa ajuda no Diário de Bordo. Aos meus pais que possibilitaram minha caminhada até aqui... As amigas e amigos que ouviram, estimularam e criticaram. Ao amigo Júnior, em especial, pelo apoio técnico. À Suzana, minha secretária, pelas idas e vindas necessárias Ao CNPQ, entidade financiadora desta pesquisa Aos demais que, de alguma forma, contribuíram na elaboração desta dissertação.

5 É fundamental que o educador tenha sua adolescência perto de si, qualquer que seja sua idade cronológica, e que conserve sua capacidade de amar. Deve ainda estar bem adequado com sua sexualidade, tendo a coragem de desafiar seus próprios tabus e preconceitos, reconhecendo suas próprias falhas. Nelson Vitiello

6 RESUMO Esta pesquisa intitulada Sexualidade...Professor que cala, nem sempre consente, foi desenvolvida por Katia Krepsky Valladares, durante o Mestrado em Educação, da Universidade Federal Fluminense. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, cuja proposta é investigar o cumprimento (ou não) do que prescrevem os Parâmetros Curriculares Nacionais quanto à Orientação Sexual nas Escolas e seu tratamento de forma transversal. Nosso objetivo principal foi avaliar se e como a sexualidade está sendo abordada em escolas da rede pública de ensino na região Oceânica de Niterói/RJ. Interessanos compreender a percepção que alunos e professores, sujeitos desta pesquisa, têm da atual situação da Orientação Sexual nas escolas pesquisadas. Interessa-nos conhecer as formas como a escola, na pessoa de seus professores, tem lidado com a sexualidade humana, e como a camada adolescente da população escolar tem assimilado tais informações. A sexualidade é um aspecto extremamente importante na formação global das pessoas, não pode ser negada ou ignorada. Daí a relevância de conhecermos um pouco mais sobre os mecanismos criados pela escola para lidar com a sexualidade dos adolescentes. Esperamos, aqui, contribuir para este entendimento...

7 ABSTRACT This research named Sexuality...Teacher that silences not always consents, was developed by Katia Krepsky Valladares, during her Master Science in Education, at Universidade Federal Fluminense, inserted in the sphere of the Language, Subjectivity and Culture Field. It s a qualitative research, which purpose is to investigate the achievement (or not) of what establish the National Curricular Parameters as for Sexual Orientation and the transversal approach in the schools. Our main goal was to evaluate if and how the sexuality is being approached in public schools at Região Oceânica in Niterói (RJ). It s important to understand what perception the students and teachers have in the current situation of Sexual Orientation in the investigated schools. We intend to know how the school, represented by the teachers, have dealed with the human sexuality, and how the adolescents of the scholar population have assimilated those informations. Sexuality is an extremely important aspect in the global formation of the people, it can t be ignored or denied. In the case of the adolescents, the sexual experiences are hardly planned. Usually they happen without some basic cares. So we need a little more acknowledge about the mechanisms created by the school to deal with the adolescent s sexuality. We hope, here, to contribute to this achievement...

8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO SOBRE SEXUALIDADE Sexualidade na Pré-História Sexo e Moralidade A CONTRIBUIÇÃO DE SIGMUND FREUD A CONTRIBUIÇÃO DE MICHEL FOUCAULT A CONTRIBUIÇÃO DE PIERRE BOURDIEU SOBRE ADOLESCÊNCIA SATANIZAÇÃO DA SEXUALIDADE: HISTÓRICO DA CULPA Amor, Erotismo e Procriação UM POUCO DE HISTÓRIA SEXUALIDADE E EDUCAÇÃO: UM POSSÍVEL DIÁLOGO? A Sexualidade do Professor Orientação Sexual: O Que Significa? Inserção da Orientação Sexual no Currículo - os PCNs METODOLOGIA A PESQUISA DESENVOLVIDA

9 11. ANÁLISE DAS ENTREVISTAS TRABALHO FEITO COM OS ALUNOS CONSIDERAÇÕES FINAIS ANEXOS ANEXO I. Roteiro da entrevista com os professores ANEXO II. Questionário aplicado aos alunos ANEXO III. Consentimento informado REFÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS LISTA DE TABELAS TABELA 1 - Faixa etária dos alunos...90 TABELA 2 - Informação sobre Sexualidade...91 TABELA 3 - Conversa sobre Sexo com Professores...91 TABELA 4 - Importância de conversar sobre Sexualidade na escola...92 TABELA 5 - Orientação Sexual na Escola...92 TABELA 6 - Havendo Orientação Sexual na Escola como é feito este trabalho...93 TABELA 7 - Sugestões quanto a este trabalho...94 TABELA 8 - Críticas quanto a este trabalho...96 TABELA 9 - Tentou conversar sobre Sexo com o Professor e não o Fez?...98 TABELA 10 Por quê não o fez?...98 TABELA 11 - Temas mais importantes no trabalho de Orientação Sexual

10 LISTA DE GRÁFICOS GRÁFICO 1 - Faixa etária dos alunos...90 GRÁFICO 2 - Informação sobre Sexualidade...91 GRÁFICO 3 - Conversa sobre Sexo com professores...92 GRÁFICO 4 - Importância de conversar sobre Sexualidade na escola GRÁFICO 5 - Orientação Sexual na escola GRÁFICO 6 - Como é feito o trabalho de Orientação Sexual na escola?...93 GRÁFICO 7 Sugestões...95 GRÁFICO 8 - Críticas...97 GRÁFICO 9 - Tentou conversar sobre sexo com o professor e não o fez?...98 GRÁFICO 10 Se tentou conversar por quê não o fez?...99 GRÁFICO 11 - Temas mais importantes no trabalho de Orientação Sexual na escola...100

11 INTRODUÇÃO Partindo da análise crítica da situação escolar como um todo, o presente trabalho se inscreve no quadro de uma observação mais ampla e ao mesmo tempo criteriosa, da orientação sexual no meio escolar. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, cuja proposta é investigar o cumprimento (ou não) do que prescrevem os Parâmetros Curriculares Nacionais quanto à Orientação Sexual nas Escolas e seu tratamento de forma transversal. Nosso objetivo principal foi indagar se e como a sexualidade está sendo abordada em escolas da rede pública de ensino na região Oceânica de Niterói/RJ. Interessanos compreender a percepção que alunos e professores, sujeitos desta pesquisa, têm da atual situação da Orientação Sexual nas escolas pesquisadas. Pelo interesse pessoal e profissional pela pesquisa e pelo magistério, percebemos a importância de compreender as razões que direcionam e dimensionam o campo da sexualidade no âmbito escolar. Interessa-nos conhecer as formas como a escola, na pessoa de seus professores, tem lidado com a sexualidade humana, e como a camada adolescente da população escolar tem assimilado tais informações. Não se pode negar ou simplesmente ignorar a sexualidade. Ela existe e faz parte do nosso dia-a-dia. Está inserida nas sociedades do mundo inteiro e apresenta-se sob as mais diversificadas formas e para cada uma delas existe um conjunto de variáveis físicas, mentais e psicossociais que contribuem para a formação integral das pessoas. Interessa-nos aqui avaliar a questão relativa à sexualidade dentro do campo escolar, pois durante bastante tempo na história da humanidade, a sexualidade foi considerada tabu e o termo associado a algo inconveniente de ser abordado. Atualmente, em razão da demanda social cada vez maior de informação e formação coletiva, estudos acerca da sexualidade já começam a ser encarados com mais naturalidade e seriedade. Almeja-se, com isso, o crescimento global do indivíduo como cidadão, em todos os planos: físico, intelectual, afetivo-emocional e sexual. Tal crescimento, quando realizado de forma responsável, torna o indivíduo mais completo e mais satisfeito com a sua própria condição humana.

12 O presente trabalho justifica-se pela necessidade de subsidiar ações efetivas de implantação de políticas públicas no campo da Educação Sexual a partir da inserção da Orientação Sexual na Escola enquanto tema transversal, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, no sentido de possibilitar a real inserção da sexualidade como tema transversal. De acordo com a Lei de nº 9.394/96 de Diretrizes e Bases, que regulamenta todo o processo educacional no país, e seguindo as orientações estabelecidas nos Parâmetros Curriculares Nacionais (1997) 1 traçados pelo MEC, o tema Orientação Sexual deverá estar inserido na escola como tema transversal. Isso significa que terá de perpassar todas as disciplinas da grade curricular: da educação artística à matemática. Nosso objetivo geral foi detectar se e como as propostas dos PCN s (Parâmetros Curriculares Nacionais) quanto à Orientação Sexual estão sendo colocadas em prática (ou não) nas escolas da rede pública de ensino na região oceânica da cidade de Niterói/ RJ. Como campo observacional selecionamos três escolas da rede estadual e uma escola da rede municipal de ensino: a) Colégio Estadual Professora Alcina Rodrigues Lima (localizado em Itaipu); b) Colégio Estadual Fagundes Varela (localizado no Engenho do Mato); c) Colégio Estadual Leopoldo Fróes (localizado em Pendotiba); e Colégio Municipal Francisco Portugal Neves ( localizado em Piratininga). Para atingirmos nossos objetivos, tomamos como sujeitos desta pesquisa dois grupos distintos: o primeiro grupo formado por adolescentes, estudantes, de ambos os sexos, freqüentando regularmente a sétima série do ensino fundamental das escolas selecionadas; o segundo grupo de sujeitos formado por professores também do ensino fundamental, lecionando nestas escolas. Nossa escolha pela sétima série não foi aleatória. Ao contrário. De acordo com o conteúdo programático da disciplina de Ciências, é justamente na sétima série que o aluno estuda o corpo humano, todos os órgãos e sistemas inclusive o sistema reprodutor. Em nossa pesquisa de campo, utilizamos dois tipos diferentes de instrumento: o questionário composto por dez perguntas (anexo1), aplicado aos estudantes de ambos os sexos que estivessem cursando a sétima série do ensino fundamental das escolas selecionadas, e a entrevista, feita com os professores (roteiro em anexo 2), gravada com o prévio consentimento dos entrevistados. É interessante observar

13 as diferenças de posicionamento entre alunos(as) e professores (as) de uma mesma escola quanto à prática da Orientação Sexual na Escola. Após a realização da coleta de dados no campo, foi feito o levantamento das respostas dos sujeitos e análise dos resultados, em diálogo com os aportes teóricos. Compreendemos a educação como fenômeno social, cultural e político. Conseqüentemente, entendemos Orientação Sexual, tema desta pesquisa, sob a mesma ótica. O desafio principal desta pesquisa foi apreender o sentido do fenômeno Orientação Sexual na Escola, sob o olhar daqueles que participam deste processo: professores e alunos adolescentes. Nossa pesquisa teve uma abordagem qualitativa, que não pretende impor um quadro pré-determinado de raciocínio sobre a realidade existente nas escolas da rede pública (estadual e municipal) que foram observadas. Optamos pelo relativo abandono da explicação do fenômeno Orientação Sexual em termos de causa e efeito. Ao contrário, procuramos compreendê-lo de forma contextualizada, dentro do enfoque social, cultural, político e efetivo ao qual pertence. Quanto à relevância do tema Sexualidade...Professor que cala, nem sempre consente, a sexualidade é um aspecto extremamente importante na formação global das pessoas. No caso dos adolescentes, as experiências sexuais quase nunca acontecem de forma planejada. Normalmente elas acabam acontecendo de forma não programada e sem que alguns cuidados básicos sejam tomados. Desde a década de 70, tem se discutido a inclusão da Orientação Sexual no currículo das escolas de 1 o e 2 o graus. Isso aconteceu paralelamente aos movimentos sociais que propunham a reabertura política. A partir dos anos 80, esta demanda se intensificou, especialmente após o crescimento alarmante da AIDS (transmitida pelo vírus HIV), acentuadamente entre as populações mais jovens. Além disso, o aumento do número de adolescentes, ainda em idade escolar, grávidas, causa enormes preocupações e transtornos, especialmente para a própria adolescente que, não raro, é obrigada a abrir mão de seus estudos para poder tomar conta do seu bebê. 1 Aqui nos referimos ao volume 10 dos Parâmetros Curriculares Nacionais (MEC) denominado Pluralidade Cultural e Orientação Sexual, que é específico para as séries iniciais ( 1ª à 4ª ) do ensino fundamental.

14 Diante de um quadro tão sério de gravidez na adolescência e alastramento de doenças sexualmente transmissíveis (incluindo a AIDS), cabe-nos refletir acerca da importância do tema Orientação Sexual na vida dos estudantes. Foram utilizadas nesta pesquisa, contribuições de: Sigmund Freud, Michel Foucault e Pierre Bourdieu. Em Freud, fomos buscar entendimento para a própria sexualidade. Principalmente em se tratando de sexualidade na adolescência, não poderíamos deixar de fora aquele que, com certeza, contribuiu muito para a ampliação da visão da sexualidade no século XX. Em Foucault, buscamos reflexões sobre o discurso. Não só o discurso daquilo que é dito, mas também e principalmente o não-discurso, o não-dito, o excluído do discurso. Foucault questiona a onipotência do discurso e ao mesmo tempo sua fragilidade. A onipotência do discurso é a dimensão essencial da modernidade. Todos os críticos de nossa época vêem na onipresença das estruturas discursivas a característica central do mundo contemporâneo. Presença audiovisual do discurso na imprensa falada e escrita, presença do discurso na propaganda política, nos textos, imagens publicitárias e na ideologia. No discurso ideológico, a ideologia pode dar-se ao luxo de aparecer como verdade. Nesse universo, o discurso funciona como um sistema abrangente. Em sua metodologia de trabalho, Foucault (1996) não inventa um mundo sem sujeitos, ele descreve realisticamente um mundo no qual o sujeito já foi ou está sendo submergido pelo discurso. É através do discurso que as ideologias do poder e do saber se manifestam e especialmente no campo da Sexualidade. Foucault (1988) demonstrou como funcionaram e funcionam as práticas discursivas: ora estimulando ora reprimindo as práticas sexuais. O sexo e seus efeitos não são fáceis de decifrar; em compensação, sua repressão pode ser mais facilmente analisada. E a causa do sexo, sua liberdade e o direito de falar dele, encontram-se ligados à causa

15 política. Não poderíamos deixar de abordar também repressiva 2 tão bem trabalhada por Foucault em sua obra. nesta pesquisa, a hipótese Em nome da busca por uma verdade, muitas práticas foram inventadas e reinventadas, e muitos discursos foram elaborados no intuito de reforçá-las ou eliminá-las. No dizer de Foucault, só a nossa sociedade desenvolveu no decorrer dos séculos, para saber e dizer a verdade do sexo, procedimentos capazes de classificar e controlar o sexo. A produção da verdade sobre o sexo, assim como a produção da verdade sobre tantas outras coisas, passa pela ordem do discurso. Em Pierre Bourdieu fomos buscar respaldo na noção de habitus que, de certa forma, explica as dificuldades encontradas por professores para mudar uma prática que vem sendo construída há muito, sobre o trabalho com sexualidade na escola. Também buscamos estabelecer uma ponte entre os conceitos de campo como locus de uma luta simbólica, estabelecida entre dominadores (professores) e dominados (alunos). Nesta luta, pelo que pudemos observar em nossa pesquisa, os dominadores têm conseguido impor suas verdades acerca da sexualidade aos dominados (alunos). Isso gera um certo conflito no campo escolar pois confronta as necessidades do alunado em ter um espaço aberto para conversar sobre sexualidade, e as dificuldades dos professores em desenvolver esta proposta. 2 Foucault chama de hipótese repressiva as perspectivas de análise em geral feitas ao sexo, a que ele se opõe. Ele é contra a idéia da hipótese repressiva e afirma que a repressão ao sexo só estimulou ainda mais suas manifestações.

16 1. SOBRE SEXUALIDADE Durante bastante tempo na história da humanidade, a sexualidade foi considerada um tabu. O termo era associado às coisas feias, impuras, pecaminosas. Falar sobre sexo também era proibido, especialmente com crianças e adolescentes. Procurava-se evitar o inevitável, de maneira tão dramática que muita gente acabava por manter ignorância absoluta sobre os fatos. Isso acabava por aguçar ainda mais a curiosidade infantil em torno da sexualidade (que acabava se tornando um mistério). Muitas restrições eram feitas de forma violenta e ameaçadora. O mesmo acontecia quando surgiam perguntas a respeito da concepção e nascimento dos bebês. As perguntas eram respondidas com evasivas do tipo: a cegonha traz os bebês ; eles nascem dos repolhos. Alguns pais aplicavam a comprometedora mentira: - Mamãe irá para a maternidade e lá o médico lhe dará um bebê de presente. Nesta explicação, o médico passava por produtor de crianças e ao mesmo tempo, pai de todas elas. Na primeira metade do século XX, os estudos de Freud sobre a sexualidade humana levaram-no a fazer uma série de afirmações que escandalizaram a conservadora sociedade de sua época. Se falar em sexualidade era complicado, em sexualidade infantil então, nem pensar. As idéias novas quase sempre são questionadas quando surgem, principalmente quando se chocam com velhos preconceitos ou privilégios arraigados, cultural e psicologicamente, nas pessoas. A idéia de que havia um período intermediário entre a infância e a idade adulta é bastante recente em termos de história da humanidade. O termo adolescência também passou a ser incorporado ao nosso vocabulário recentemente e da mesma forma que mudam as terminologias usadas no vocabulário, ocorrem mudanças no comportamento social e sexual das pessoas. Isso porque a evolução humana é feita pela própria práxis do homem, pelo seu modo de pensar, agir e se comunicar. As pessoas produzem idéias que representam sua vida individual e coletiva assim como suas inter-relações. Contudo, tais idéias podem esconder das próprias pessoas o modo real como suas relações sociais foram produzidas e a origem das formas de exploração e dominação política. Em razão da

17 demanda social cada vez maior de informação e formação coletiva, estudos acerca da sexualidade já começam a ser encarados com mais naturalidade e seriedade. Almeja-se o crescimento global do indivíduo como cidadão, em todos os planos: físicos, intelectual, afetivo-emocional e sexual. Tal crescimento, quando realizado de forma equilibrada, torna o indivíduo mais completo e mais satisfeito com a sua própria condição humana. No mundo cada vez mais globalizado, as normas de comportamento estão em constante modificação e neste processo os problemas ligados às questões sexuais quase sempre geram profundos conflitos. No Brasil, a cada ano, duas de cada dez mulheres que dão à luz, têm entre 14 e 18 anos. Isso significa que um milhão de parturientes brasileiras são adolescentes 3. O mais complicado nestes casos é que a grande maioria das meninas que engravidam na adolescência pertencem às classes menos favorecidas economicamente, pois nas classes média e alta, um número considerável de adolescentes que engravidam não vão fazer parte dessas estatísticas por terem acesso ao aborto. Um milhão de adolescentes teve de se deparar com a gravidez não planejada. Por esta razão, é importante pesquisar esta faixa etária (adolescência) e desenvolver propostas pedagógicas voltadas para uma demanda de atendimento específico à questão da sexualidade. 1.1 Sexualidade na Pré-história O surgimento do ser humano no planeta Terra não é algo muito preciso, mas sabemos que sua evolução, de simples primata para o ser complexo que é hoje, passou por um longo processo de mutações e adaptações. Para sobreviver num habitat absolutamente hostil, os primeiros hominídeos contavam apenas com seus sentidos, habilidades, e também com a união do grupo, uma vez que sozinho era quase impossível sobreviver. As disputas entre os indivíduos do mesmo grupo e também entre grupos distintos eram constantes. 3 Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 1996.

18 A vida nas florestas, dentro das árvores, chegou ao fim com a seca enfrentada pelo planeta. Com a falta de água, a extensão das florestas ficou reduzida, obrigando os seres vivos a abandoná-las em busca de comida. As transformações do homem aconteceram em decorrência das interferências ecológicas (num primeiro momento), genéticas, cerebrais, sociais e culturais. O meio natural se modificou lentamente, provocando a mudança nos indivíduos e nos grupos sociais. O surgimento das savanas e a saída dos indivíduos das florestas, cada vez mais escassas, foi o primeiro passo no sentido da hominização. Para adaptar-se ao terreno plano das savanas, o homem primitivo teve que adquirir um andar bípede, libertando as mãos da função locomotora e passando a utilizála para outros fins. A posição de pé, liberta as mãos que, se modificam (surge a oposição do polegar em relação à palma da mão). Com as mãos livres o homem passa a confeccionar objetos, adquire novas habilidades para caçar e modifica seu padrão alimentar, especialmente após o domínio do fogo. Com a descoberta do fogo, o homem passa a cozinhar seus alimentos, tornando-os mais macios e de fácil digestão, provocando com isso, mudanças físicas e comportamentais. No campo físico, o maxilar se reduz e as mandíbulas diminuem. Conseqüentemente sobra espaço na caixa craniana para o crescimento do cérebro, que ganha volume e complexidade. Além disso, o fogo agrega os indivíduos. Em torno dele há calor e segurança para o grupo, antes desconhecida. O fogo torna o sono mais tranqüilo profundo, diferenciado dos demais animais que têm um sono marcado pelo alerta. É bem possível que o fogo tenha favorecido a liberdade do sonho. Com os grupos permanecendo mais tempo num mesmo lugar, surgiram as primeiras sociedades sedentárias e com isso o desenvolvimento da linguagem e a diferenciação nos papéis sociais e sexuais. Apareceram as relações de dominação do mais fraco pelo mais forte. Havia nítidas diferenças culturais entre os grupos: algumas tribos cobriam o corpo utilizando peles de animais, outras pintavam o corpo com pigmentos colhidos da natureza, conheciam o riso, a comunicação entre as pessoas era mais elaborada e a atividade sexual feita de forma diferenciada. Nestas tribos, as habilidades eram aprimoradas: construíam casas e alguns objetos, tais como reservatório de água, recipiente para comida. Também conheciam a técnica da produção do fogo e com isso, levavam vantagem sobre seus semelhantes.

19 As práticas sexuais também variavam de tribo para tribo. Nas tribos menos evoluídas, o ato sexual era feito com a fêmea de quatro, posição semelhante àquela usada pelos animais. Podemos notar que tratava-se de algo puramente instintivo, voltado para a procriação da espécie. Nas tribos mais adiantadas, a mulher passa a adotar a posição de frente para o parceiro, buscando sensações mais prazerosas. Podemos então concluir que a busca do sexo por puro prazer exigia uma complexidade maior por parte dos indivíduos e até mesmo das sociedades. E como todas as outras práticas, a sexualidade também apresentava variações individuais e culturais, observáveis nas mais diversas esferas. 1.2 Sexo e Moralidade De acordo com a obra de Tannahil (1983), a família pré-histórica se centralizava na mulher pois o relacionamento maternal era o único distintamente demarcado. O papel do homem na procriação só foi descoberto posteriormente, no estágio em que as civilizações passam a viver de forma sedentária. O que hoje nos parece óbvio - a relação entre coito e concepção - só foi descoberto por volta de 9000 a.c. No decorrer dos últimos cem anos, os antropólogos têm ficado surpresos ante a descoberta de tribos primitivas que ainda ignoram esta relação. Durante muito tempo da era paleolítica, o homem percebeu como natural para a fêmea humana, como para a égua selvagem ou qualquer outra fêmea, ficarem grávidas ou amamentando durante boa parte de sua vida adulta, como era natural para o homem e todos os demais animais entregarem-se ao ato sexual sem verem nisso nada mais do que a realização física. Somente em um estágio realmente tardio da civilização é que sexo e moralidade convergiram. A mudança do estilo de vida - de nômade a sedentária- e a vida nas cavernas influenciaram a estrutura interna das tribos. A estabilidade oferecida pelas cavernas propiciou o desenvolvimento de instituições mais amplas - espécies de cooperativas de caça- entre os indivíduos do mesmo grupo e entre grupos diferentes. Com isso as tribos passaram a se aproximar uma das outras e o resultado foi o alargamento dos horizontes amorosos entre os indivíduos. O intercasamento tribal era encorajado como um meio de

20 estabelecer alianças políticas e de ajuda recíproca. Casamento entre indivíduos de diferentes tribos eram encorajados, ao passo que relacionamentos consanguíneos (incestuosos) foram desaparecendo. Nesse tipo de casamento, não ocorre uma seleção natural e as modificações são quase inexistentes. Sem dúvida, deve ter existido alguma proibição de extrema consangüinidade - ou incesto - pois do contrário não existiria capacidade para variar. A universalidade do tabu do incesto sugere que este tenha sido fabricado no mecanismo humano desde o próprio início, sendo um tabu amplamente identificado como natural à humanidade, e na visão de Tannahill (1983), o incesto e não o canibalismo, foi o primeiro tabu do mundo. Ninguém sabe quando ou como o homem descobriu que as mulheres eram incapazes de produzir filhos sem o auxílio dos machos, mas parece provável que isto tenha acontecido na parte inicial da era neolítica. Ao fazer tal descoberta, percebeu que o sangue menstrual demonstrava o fracasso da mulher em conceber e com isso, a atitude em relação ao sangue menstrual se tornou mais severa. A partir do momento em que consegue estabelecer a relação entre coito e gravidez, o homem passa a preocupar-se com a posse: meu filho, minha mulher, minha terra. Começam a surgir normas para regulamentar a atividade sexual de homens e mulheres caso contrário não seria possível garantir a paternidade da prole. Apesar das mudanças sociais e sexuais, a atividade sexual era valorizada e só passou a ser transformada em pecado muito tempo depois. Todas estas concepções e entendimentos sobre a questão da sexualidade influenciam algumas práticas correntes em nossos dias sem que muitas vezes saibamos as razões. Muitos adolescentes ainda hoje podem desconhecer a fisiologia da reprodução, mesmo tendo vida sexualmente ativa, e atitudes sociais de machismo podem ser valorizadas em determinados grupos sociais, sem que seja questionada a origem destes procedimentos ou de determinadas crenças.

21 2. A CONTRIBUIÇÃO DE SIGMUND FREUD Na primeira metade do século XX, os estudos de Sigmund Freud sobre a sexualidade levaram-no a fazer uma série de afirmações que escandalizaram a sociedade de sua época. Da mesma forma que os homens dos séculos passados não poderiam sequer imaginar que o mundo atual teria tantas descobertas científicas como o rádio, a televisão e os telefones celulares, os contemporâneos de Freud não podiam aceitar novas idéias sobre a importância do sexo na vida humana. As novas idéias são sempre combatidas ou no mínimo bastante questionadas quando surgem pela primeira vez. Isso acontece com mais força quando as idéias novas vão se chocar com os velhos preconceitos ou privilégios arraigados há muito tempo. Quando Freud tentou ajudar aos vienenses adultos a vencer suas neuroses, formulou para isso uma filosofia geral capaz de explicar como as patologias se desenvolviam e como as crianças se desenvolviam psicossexualmente. Ele percebeu que as crianças desde a mais tenra idade, exerciam atividades sexuais e estabeleceu cinco fases dentro das quais aconteceria o desenvolvimento emocional e psicossexual da criança. A primeira fase foi denominada de fase oral, e inicia-se no momento do nascimento da criança. Nesta fase, a fonte de prazer está na área oral do corpo, mais precisamente na boca. A segunda fase foi denominada de fase anal e nesta, a fonte de prazer localizada na região anal. A criança sente prazer em controlar os esfíncteres. está A terceira é a fase fálica, na qual a fonte de prazer é a região genital. Nesta época surge a curiosidade sexual e o interesse pela masturbação. A quarta fase é a de latência e nesta época ocorre o recalque dos impulsos sexuais para dar espaço ao desenvolvimento de outras habilidades sociais. Corresponde ao período de melhor desempenho escolar e desportivo da criança. A quinta e última fase denomina-se genital e ocorre na adolescência, onde reaviva-se o impulso sexual e o objeto de satisfação passa a ser a outra pessoa (e não

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