Câmara regulamenta Emenda 29, que amplia recursos para a Saúde

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1 BRASÍLIA-DF, QUINTA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2008 CÂMARA DOS DEPUTADOS Ano 9 Número 2055 PREVIDÊNCIA 5 Comissão especial equipara reajuste de benefícios do INSS ao do salário mínimo JUDICIÁRIO 6 Aprovado relatório que prevê fim do foro privilegiado no julgamento de autoridades Câmara regulamenta Emenda 29, que amplia recursos para a Saúde Texto aprovado prevê nova contribuição; faltam destaques Pagina 3 J. Batista AMAZÕNIA 7 Em sessão solene do Congresso, parlamentares destacam soberania brasileira sobre floresta MEIO AMBIENTE 8 Carlos Minc confirma redução para quatro meses do prazo de recurso contra crime ambiental CONSTITUIÇÃO 2 Constituintes de 1988 apontam avanços nos direitos fundamentais e defendem adequações TRANSPORTES 5 Deputados apóiam pleito de governos estaduais por manutenção dos repasses da Cide

2 agenda 12 de junho de 2008 quinta-feira Orçamento A Com i s s ã o Mista de Orçamento faz audiência pública para avaliar o cumprimento da meta de resultado primário dos orçamentos fiscal e da seguridade social do programa de dispêndios globais das empresas estatais federais não financeiras no primeiro quadrimestre do ano. É convidado o secretário do Tesouro, Arno Augustin. Plenário 2, às 10 horas Política Monetária A Comissão de Finanças e Tributação promove o seminário Política Monetária - Modelos de organização institucional e determinação da taxa de juros. O Caso do Brasil. Plenário 4, a partir das 10 horas Segurança de vôo A Comissão de D e f e - sa do Consum i d o r faz audiência sobre a notificação, divulgada na imprensa, de 175 aeródromos e aeroportos por falta de segurança Plenário 6, às 10 horas Licença de usinas A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável debate a concessão de licenciamento para instalação de usinas siderúrgicas, e o desmatamento no Mato Grosso do Sul. Plenário 8, às 10 horas 2 20 Anos da Constituição Brasília, 12 de junho de 2008 Constituintes apontam avanços e desafios Vania Alves Parlamentares que participaram da Assembléia Nacional Constituinte apontaram ontem avanços e desafios que a Constituição ainda apresenta à sociedade 20 anos após sua promulgação. No último dia do seminário 20 Anos da Constituição Cidadã, que discutiu ontem direitos fundamentais e sociais, a deputada Rita Camata (PMDB-ES) disse que avanços inegáveis, como a universalização do ensino público, exigem agora qualificação. O acesso a creches, lembrou, atinge apenas 10% das mulheres trabalhadoras. Para o ex-deputado Eduardo Jorge, é preciso enxergar sob ângulos diferentes as críticas ao funcionamento de conquistas trazidas pela Constituição, como o do atendimento do Sistema Único de Saúde. A mãe que está na fila tem toda razão de reclamar, mas precisamos ver o que tínhamos na saúde antes, disse. O deputado José Genoíno (PT- SP) lembrou que o texto também representou um avanço formidável no Direito Brasileiro ao colocar os direitos sociais, no âmbito constitucional, no mesmo nível da organização do Estado. O capítulo dos Direitos Fundamentais é extremamente moderno e incorporou avanços do fim do Século XX, ressaltou o senador Marco Maciel (DEM-PE). Minorias- A subprocuradora-geral da República e coordenadora do setor que trata de minorias étnicas, Deborah A Câmara recebeu ontem o prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente, concedido pela revista Consumidor Moderno e pelo Grupo Padrão. A menção foi dada pelo serviço de atendimento ao cidadão Disque-Câmara (telefone ). Para o presidente Arlindo Chinaglia, a premiação representa o reconhecimento de que a Câmara tem correspondido às expectativas dos Apenas 10% das mulheres trabalhadoras têm acesso a creches Rita Camata Constituintes de 1988 lembraram conquistas nos direitos fundamentais de Britto Pereira, destacou que a Constituição previu o fim da tutela sobre os grupos minoritários e o reconhecimento de seu direito de participar da sociedade e da vida política. Ela citou como exemplo o fim das escolas especializadas e a inclusão dos portadores de necessidades especiais em classes normais. Deborah apontou, entretanto, a necessidade de avanços em áreas como a prática judiciária, pois os direitos garantidos pela Constituição, disse, têm de se tornar rotineiros nas decisões judiciais. Uma ação de reintegração de posse entre um proprietário rural e uma população indígena ou ribeirinha, que é protegida, não pode ser julgada só com base no Direito Civil, que privilegia o primeiro e desconsidera o que está previsto constitucionalmente, explicou. Racismo- Alguns direitos previstos na Constituição, como a criminalização do racismo, geraram grande demanda. De acordo com Ivair Augusto Alves dos Santos, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, em 37 anos de Lei Afonso Arinos houve 9 ações por racismo. Após 1988, só no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, são apresentadas cerca de 300 ações por mês. Ele apontou, entretanto, dificuldades como a posição institucional de alguns juízes de que, no Brasil, não há racismo, o que leva a maior parte das ações a ser arquivada, porque são consideradas injúria, e não racismo. Para a procuradora do Estado de São Paulo Flávia Piovesan, é preciso analisar as carências de efetividade atuais com a perspectiva do tempo. Direitos que não tínhamos durante 500 anos, temos há 20. É um grande avanço, afirmou. Chinaglia: prêmio mostra que cidadão confia na Câmara cidadãos em ter um canal de expressão no Legislativo. Chinaglia lembrou ainda que a divulgação do trabalho do Congresso é feita pela mídia, que, segundo ele, costuma privilegiar o noticiário negativo. Para o presidente, esse pode ser o motivo de pesquisas revelarem que muitos cidadãos ainda não confiam na instituição. Ao invés de nos orientarmos apenas pelas pesquisas, vamos seguir aquilo que a Câmara faz de bom, e também de Gilberto Nascimento ruim, sugeriu. Em 2007, a Central de Comunicação Interativa fez 328 mil atendimentos por telefone, 91 mil em secretária eletrônica, e 120 mil s.de acordo com o presidente do Grupo Padrão, Roberto Meir, o Disque-Câmara obteve os melhores resultados em todos os pontos avaliados, como a pró-atividade no atendimento às demandas e a cortesia dos atendentes. Mesa Diretora da Câmara dos Deputados - 53 a Legislatura 1º Vice-Presidente Nárcio Rodrigues (PSDB-MG) 2º Vice-Presidente Inocêncio Oliveira (PR-PE) 1º Secretário Osmar Serraglio (PMDB-PR) 2º Secretário Ciro Nogueira (PP-PI) 3º Secretário Waldemir Moka (PMDB-MS) 4º Secretário José Carlos Machado (DEM-SE) Presidente: Arlindo Chinaglia (PT-SP) Suplentes Manato (PDT-ES), Arnon Bezerra (PTB-CE), Alexandre Silveira (PPS-MG) e Deley (RJ-PSC) Ouvidor Parlamentar Carlos Sampaio (PSDB - SP) Procurador Parlamentar Alexandre Santos (PMDB - RJ) Diretor-Geral Sérgio Sampaio de Almeida Secretário-Geral da Mesa Mozart Vianna de Paiva Secretário: William França (61) Jornal da Câmara Diretora Amneres Pereira Editora-chefe Rosalva Nunes SECOM - Secretaria de Comunicação Social Editores Marcondes Sampaio Maria Clarice Dias Editor de fotografia Reinaldo Ferrigno Diagramadores Guilherme Rangel Barros José Antonio Filho Ronaldo Alves Roselene Figueiredo Ilustrador Renato Palet Projeto gráfico Ely Borges e equipe do jornal Câmara dos Deputados - Anexo I - Sala Brasília DF Fone: (61) Disque-Câmara Impresso na Câmara dos Deputados DEAPA / CGRAF

3 Brasília, 12 de junho de RECURSOS PARA A SAÚDE Plenário regulamenta Emenda 29 Eduardo Piovesan O Plenário aprovou ontem a regulamentação dos gastos em ações de saúde e a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), a ser cobrada nos moldes da extinta CPMF com alíquota de 0,1% e arrecadação totalmente direcionada ao setor. A vigência está prevista para 1º de janeiro de 2009 e não incidirá sobre aposentadorias, pensões e salários de trabalhadores registrados até o valor de R$ Os deputados devem ainda analisar quatro destaques (DVS) na próxima semana para concluir a votação. Um dos destaques, de autoria do DEM, quer retirar do texto a definição da base de cálculo do tributo, o que inviabilizaria sua cobrança. Na única votação de DVS feita hoje, a base governista conseguiu manter no texto a criação da CSS por uma margem apertada de votos: 259 contra 159. São somente dois votos a mais que o mínimo de 257 necessário para aprovar um projeto de lei complementar. Em razão da vitória apertada, a base governista mudou de estratégia e apoiou a transferência das demais votações para a próxima terça-feira. Variação do PIB - Além da criação da CSS, outra novidade do texto principal é a manutenção de regra atualmente seguida pela União para destinar recursos à área de saúde. Em vez dos 10% da receita corrente bruta definidos pelo Senado, o governo federal aplicará o valor empenhado no ano anterior acrescido da variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB), fora o adicional da arrecadação da CSS. Se houver revisão posterior para cima no cálculo do PIB, créditos adicionais deverão ser abertos para ajustar o total. No caso de revisão para baixo, o valor mínimo nominal não poderá ser reduzido. Cálculos do governo indicam recursos extras de R$ 11,8 bilhões via CSS em Para o relator do projeto pela Comissão de Finanças e Tributação, deputado Pepe Vargas (PT-RS), a CSS é uma contribuição de solidariedade social e com isso o Sistema Único de Saúde terá mais dinheiro para atender melhor milhões de brasileiros que dependem exclusivamente do SUS quando têm algum agravo na sua saúde. O Plenário aprovou o texto redigido por Vargas. Já o relator pela Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), a criação da Deputados da base comemoram aprovação de texto que aumenta recursos com previsão de fonte Contribuição Social para a Saúde é a ressurreição da CPMF. Estados e municípios - De acordo com o texto aprovado, os estados deverão aplicar 12% de sua receita corrente bruta e os municípios, 15%. O Distrito Federal deverá aplicar 12% ou 15%, conforme a receita seja originária de um imposto de base estadual ou municipal. Uma mudança feita por Vargas em relação à primeira versão de seu parecer permitiu aos estados e ao Distrito Federal excluírem os recursos do Fundeb da base de cálculo do montante a ser aplicado em saúde. A regra vale por cinco anos contados da data de vigência da nova lei complementar. O projeto lista doze despesas que devem ser consideradas ações e serviços J. Batista públicos de saúde e outras dez que não podem ser custeadas com os recursos vinculados pela Emenda 29. Entre as ações permitidas estão a vigilância em saúde (inclusive epidemiológica e sanitária); a capacitação do pessoal de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS); a produção, aquisição e distribuição de medicamentos, sangue e derivados e outros; a gestão do sistema público de saúde; as obras na rede física do SUS e a remuneração de pessoal ativo em exercício na área de saúde. Os entes federados não poderão considerar o pagamento de inativos e pensionistas, merenda escolar; limpeza urbana e remoção de resíduos; ações de assistência social; e obras de infraestrutura. Governo e oposição traçam estratégias para votação no Senado Rodrigo Bittar Passado o embate em torno da aprovação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) com o objetivo de financiar o setor, parlamentares do governo e da oposição começaram a definir a estratégias para a votação da matéria no Senado. A oposição confia que aquela Casa irá derrubar o novo tributo, a exemplo do que fez com a CPMF, mas líderes governistas já negociam com os senadores e acreditam que conseguirão manter o texto aprovado ontem. Se a votação no Senado fosse hoje, tenho certeza de que a CSS seria aprovada, porque a saúde tem necessidades urgentes, declarou o líder do Governo, Henrique Fontana (PT-RS). Já a oposição vê no resultado da votação de ontem 288 votos a favor do texto base, 124 contra e 4 abstenções uma indicação de que é possível reverter o resultado no Senado. Os oposicionistas alegam que o governo está perdendo votos, pois, quando a Câmara aprovou a prorrogação da CPMF em outubro do ano passado, a base governista obteve 333 votos (contra 113 contrários e e abstenções). A estratégia ganhou força diante do resultado ainda mais apertado da rejeição de destaque apresentado pelo PSDB para retirar a CSS do texto: 259 votos favoráveis. Resistência - Foi uma vitória fraca, definiu o líder do PSDB, José Aníbal (SP). O líder da Minoria, Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), aposta que o tributo será derrubado pelo Senado. Se na Câmara, onde o governo tem um forte rolo compressor e ampla maioria, a votação foi apertada, no Senado será muito mais difícil aprovar o tributo, destacou. Caso o Senado aprove e o presidente Lula sancione a CSS, os tucanos pretendem apresentar ação direta de inconstitucionalidade (ADI) contra o tributo, por considerar que a matéria só pode ser tratada por proposta de emenda à Constituição (PEC). Frente parlamentar - A votação de ontem também registrou posições divergentes entre os deputados que integram a Frente Parlamentar da Saúde. O governo não precisa de mais recursos para financiar a saúde, porque já tem dinheiro de sobra, declarou Dr. Pinotti (DEM-SP). Se ele [o governo] não precisou definir fonte para financiar o fundo soberano, a desoneração da indústria, a compra de aviões, porque precisa para financiar a saúde?, questionou. Darcísio Perondi (PMDB-RS) argumentou ter votado favoravelmente à criação da CSS porque considera que o tributo garante o que é possível para o setor. Para o deputado, o governo não aceitaria a regulamentação da Emenda 29 nos termos aprovados pelo Senado, sendo, portanto, melhor do que nada garantir os R$ 11,8 bilhões estimados para o ano que vem com a arrecadação da CSS. Presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, Jofran Frejat (PR-DF) explicou ter votado contra o tributo por coerência, porque não é certo determinar o piso de investimento em saúde dos estados e municípios [de 12% e de 15% das receitas correntes brutas, respectivamente] e associar os gastos da União à variação do PIB. Líder do PCdoB, Jô Moraes (MG) também apoiou a criação da contribuição por acreditar que ela vai permitir a solução de problemas urgentes na saúde. (RB)

4 4 Brasília, 12 de junho de 2008 escutas Diogenis Santos Oposição não consegue aprovar convocação de Dilma Rousseff Marcelo Itagiba CPI vai propor banco de dados sobre grampos legais A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas vai propor, em seu relatório final, a criação de um banco de dados nacional sobre grampos autorizados pela Justiça. Os parlamentares vão utilizar como exemplo o modelo que está sendo organizado pela Corregedoria da Justiça do Rio de Janeiro. Segundo o presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB- RJ), o sistema elaborado pela Justiça fluminense pode permitir um maior controle das interceptações telefônicas feitas legalmente. Não tenho dúvidas de que é medida bastante acertada. Ela vai servir de exemplo para os demais tribunais de Justiça do País, disse. Quando a CPI solicitou o número de telefones interceptados, nem a polícia nem o Ministério Público nem o próprio Judiciário tiveram condições de informar, acrescentou. Para Itagiba, o Conselho Nacional de Justiça poderia estender o mecanismo de controle dos grampos legais a todo o País. O conselho faria muito bem se deliberasse nesse sentido; mas, de qualquer maneira, na proposta legislativa que iremos fazer ao final isso estará contemplado. Deputados de oposição apresentaram diversos requerimentos para convocar autoridades do governo, inclusive a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para esclarecer as denúncias de favorecimento ao fundo de investimentos americano Matlin Patterson na venda da Varig e da VarigLog. Nenhum deles foi aprovado na manhã de ontem. Na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, três requerimentos foram apresentados pelo deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP). Um deles foi rejeitado e outros dois não foram votados em razão do início da Ordem do Dia no Plenário. A comissão rejeitou a convocação do diretor da VarigLog Marco Antônio Audi e do advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não foram Deputados de diversos partidos repercutiram em Plenário as denúncias de que a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), estaria ligada a um esquema de desvio de recursos públicos para financiamento de partidos políticos. Líder do Psol, Luciana Genro (RS) informou que seu partido e o PV protocolaram na terçafeira pedido de impeachment da governadora. Ao defender a governadora, o deputado Cláudio Diaz (PSDB- RS) sustentou que os que julgam o governo do Rio Grande do Sul são os mesmos que conduziram o estado ao fundo do poço, desorganizando suas estruturas e desviando investimentos gaúchos para outros estados. Claro que temos que arrumar a crise política, mas com bom senso, com compromisso e não com passionalidade, não com palanque eleitoral, observou. Ele lembrou que Luciana é candidata à prefeitura de Porto Alegre. votados requerimentos para a convocação de ex-diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, o deputado Fernando de Fabinho (DEM- BA) pediu a retirada de pauta de requerimento de sua autoria para a convocação da ministra Dilma Rousseff e da ex-diretora da Anac Denise Abreu, por temer a rejeição do pedido. Ele não anunciou se vai pedir a inclusão do requerimento na pauta da próxima reunião. Explicações - Parlamentares da base aliada já adiantaram que vão apresentar requerimento para convidar a exdiretora da Anac Denise Abreu para explicar as denúncias de interferência de Dilma Rousseff no caso Varig. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), por exemplo, argumenta que a Comissão de Fiscalização Financeira tem a obrigação de analisar as denúncias, sem transformar o debate, no entanto, em uma disputa pré-eleitoral. Ele explicou que a intenção é convocar Denise Abreu e o ex-presidente do Conselho de Administração da Varig Davi Zylbersztajn. No Senado - Em depoimento ontem no Senado, Denise Abreu confirmou que foi indagada expressamente pela ministra da Casa Civil sobre as razões das exigências que ela interpôs ao processo de compra e venda das empresas Varig e VarigLog. A ex-diretora da Anac relatou que Dilma teria dito que ela estaria interpretando a lei. Denise Abreu informou que exigiu a apresentação das declarações do Imposto de Renda dos três sócios brasileiros para saber se eram compatíveis com o aporte financeiro da operação, cerca de US$ 78 milhões. A ex-presidente da Anac também denunciou que sofreu pressões por parte do escritório do advogado Roberto Teixeira para que a área de segurança operacional da Anac analisasse toda a documentação apresentada pelo advogado no sentido de agilizar a operação. Parlamentares avaliam crise no Rio Grande do Sul Luciana Genro Laycer Tomaz Claudio Diaz Na avaliação de Duarte Nogueira (PSDB-SP), as mudanças do secretariado do governo do Rio Grande do Sul têm como objetivo evitar a convivência com erros do passado. Se houve algum erro, foi o de haver se descuidado da questão política. E essa é uma mea-culpa que a governadora tem que fazer. Crise financeira No entendimento de Vilson Covatti (PP-RS), a crise financeira do Rio Grande do Sul não começou no Governo Yeda. Antes de ela assumir, assinalou, o déficit anual do estado era de j.batista R$ 1,5 bilhão. O parlamentar ressaltou que a Polícia Federal está investigando a crise, com o apoio do governo do estado. Darcísio Perondi (PMDB-RS) acentuou que a governadora está honrando as contas do estado e pagando em dia o salário dos servidores. Em 2009, previu, o déficit fiscal vai ser zero. Ela conseguiu reduzir, em um ano e meio, à metade o déficit fiscal do estado, algo tão extraordinário que nem o Governo Rigotto nem o Governo Olívio conseguiram, disse. Violência - Tarcísio Zimmermann (PT-RS) criticou, além da corrupção no Rio Grande do Sul, a truculência da Polícia Militar do estado, que ontem agrediu manifestantes na praça Glênio Peres, em Porto Alegre. Segun do o parlamentar, os gaúchos não vão se calar ante a corrupção no governo e a violência da brigada militar que, a seu ver, atenta contra a democracia.

5 Brasília, 12 de junho de Previdência Social Comissão reajusta INSS pelo mínimo Janary Júnior A Comissão Especial do Salário Mínimo aprovou ontem a emenda do Senado ao Projeto de Lei 1/07, que assegura o mesmo reajuste do salário mínimo a todos os benefícios da Previdência Social. Os integrantes da comissão seguiram o parecer do relator, deputado Edgar Moury (PMDB-PE), que entendeu que a emenda é compatível com o orçamento federal. Atualmente, os benefícios superiores ao piso nacional têm reajuste diferenciado, e inferior, ao do mínimo. O projeto será examinado agora no Plenário. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, já garantiu que a matéria terá prioridade. O objetivo é votar o projeto antes do fim do semestre legislativo. Júlio Delgado JBatista Crescimento - O PL 1/07, uma das medidas remanescentes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estabelece que o mínimo será reajustado a cada ano, entre 2008 e 2011, com base na variação anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescido da variação do Produto Interno Bruto (PIB) observada dois anos antes da correção. Os dois indicadores são medidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a emenda, a regra também valerá para os onze benefícios do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), pagos por meio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como aposentadoria, pensão, auxílio-doença e salário-maternidade. O governo é contra a inclusão de todos os benefícios na regra de reajuste, pois alega que a emenda do Senado, se acatada, poderá elevar o déficit da Previdência. Os benefícios pagos até abril deste ano somaram R$ 61 bilhões. O déficit- diferença entre a arrecadação das contribuições e o pagamento dos benefícios- somou R$ 12,7 bilhões. É esse número que o Executivo alega que poderá crescer mais. A disputa agora será resolvida no Plenário. Recomposição - Na avaliação de Edgar Moury, a medida é de fundamental importância e preservará, em definitivo, o valor real dos benefícios pagos a mais de 25 milhões de aposentados e pensionistas da Previdência. Ele foi designado relator da matéria na tarde de ontem pelo presidente da comissão, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), em substituição ao relator original, deputado Roberto Santiago (PV-SP), que não apresentou o relatório no prazo regulamentar (cinco sessões do Plenário após o recebimento do texto do Senado). Orçamento avalia metas fiscais com secretário do Tesouro A Comissão Mista de Orçamento realiza audiência pública hoje com o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, com o objetivo de avaliar o cumprimento das metas fiscais no primeiro quadrimestre deste ano. Somente em abril, o resultado primário do governo teve superávit em R$ 16,7 bilhões, contra R$ 10,7 bilhões no mês anterior. O Tesouro Nacional contribuiu para o desempenho do mês com superávit de R$ 19,6 bilhões, contra R$ 13,4 bilhões em março. A Previdência Social e o Banco Central, por sua vez, apresentaram déficit de R$ 2,8 bilhões e R$ 39 milhões, respectivamente. Deputados querem garantir mesma Cide para estados Ana Raquel Macedo Deputados da Comissão de Viação e Transportes manifestaram ontem apoio à reivindicação dos governos estaduais pela manutenção dos repasses da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) inicialmente previstos para os estados neste ano, apesar de o governo federal ter reduzido recentemente as alíquotas do tributo dos combustíveis. Em aud i ê n c i a pública na comissão, representantes das secretarias estaduais de transporte e dos departamentos de estradas de rodagem alertaram que os estados poderão perder quase 43% dos recursos repassados. Segundo o presidente da Associação Em maio, o governo baixou um decreto reduzindo a alíquota da Cide de R$ 0,28 para R$ 0,18 por litro de gasolina, e de R$ 0,07 para R$ 0,03 por litro de diesel. Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem, Inácio Morais Júnior, são R$ 638 milhões a menos para os investimentos estaduais em infra-estrutura de transporte neste ano. Para Morais Júnior, o governo precisa rever o decreto com as novas alíquotas. Entendemos que o governo federal poderia absorver essa redução na parte que lhe cabe dos recursos da Cide. Os recursos transferidos aos estados e municípios são objeto de plano de trabalho já aprovado. Obras contratadas e iniciadas vão sentir essa redução caso o governo federal não banque essa diminuição. O presidente da Comissão de Viação e Transportes, deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), informou que as reivindicações dos estados em relação à Cide Gilberto nascimento serão encaminhadas ao Poder Executivo. Não podemos aceitar p a s s iva mente que se crie um problema para estados e municípios, enquanto o governo federal anuncia que está arrecadando mais e mais, c o n c l a m o u. Uma outra questão que nos preocupa muito é a possibilidade de, na reforma Carlos Alberto Leréia (C): demandas serão repassadas ao Executivo tributária, desvincular a Cide da questão transporte. A luta para vincular é fundamental. Risco de inflação - Desde 2004, 29% da arrecadação da Cide são repassados a estados e municípios, descontados os 20% que a União pode remanejar para outros setores. Em maio, o governo baixou um decreto reduzindo a alíquota da Cide de R$ 0,28 para R$ 0,18 por litro de gasolina e de R$ 0,07 para R$ 0,03 por litro de diesel. O diretor de Planejamento e Pesquisa do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), Miguel de Souza, explicou que a medida foi tomada para conter um possível aumento dos combustíveis para o consumidor. Ele disse que, apesar de diminuir a arrecadação com a Cide, o governo federal deve encontrar outra fonte de recursos para não prejudicar as obras nas estradas federais e estaduais. Souza ainda observou que, como o decreto é sobre uma contribuição provisória, a posição pode ser revista. A medida veio para sanar uma possível inflação ou repasse para nosso usuário. O governo tem instrumento para remanejar os recursos. Acredito que os estados não sofrerão maiores problemas, concluiu.

6 6 Brasília, 12 de junho de 2008 SAÚDE Seguridade amplia programa de câncer de próstata A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou substitutivo do deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG) ao Projeto de Lei 1098/07, do Senado, que amplia as atribuições do Programa Nacional de Controle de Próstata. O objetivo é incluir entre as responsabilidades do Ministério da Saúde a capacitação e a reciclagem de profissionais em relação aos avanços no campo da prevenção e detecção precoce do câncer de próstata. Os projetos tramitam em caráter conclusivo e serão analisados pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Atualmente, a legislação prevê que o Programa Nacional de Controle do Câncer de Próstata desempenhe, entre outras atividades, campanha institucional nos meios de comunicação; parcerias entre governo federal e as secretarias estaduais e municipais de Saúde, para oferecer à população masculina acima de 40 anos exames para a prevenção ao câncer de próstata; e parcerias com universidades, organizações da sociedade civil e sindicatos na organização de debates e palestras sobre a doença e as formas de combate e prevenção a ela. O substitutivo também obriga as unidades que integram o Sistema Único de Saúde (SUS) a realizar exames para a detecção precoce do câncer de próstata sempre que o procedimento for considerado necessário por um médico. O texto altera ainda a redação da Lei 9.263/96, que trata do planejamento familiar, para acrescentar o câncer de próstata entre as doenças que devem ser atendidas integralmente pelo SUS, ao lado dos cânceres cérvico-uterino, de mama e de pênis. Uma importante mudança em relação ao projeto principal (do Senado) é a retirada, do texto, da idade mínima de 50 anos para que o paciente possa se beneficiar das parcerias entre governo federal e secretarias estaduais e municipais de Saúde para os exames de detecção precoce do câncer da próstata. Comissão especial aprova PEC que acaba com o foro privilegiado Deputados da comissão especial aplaudiram resultado da votação da proposta, que obriga julgamento de autoridades na Justiça comum Cristiane Bernardes A Comissão Especial sobre o Fim do Foro Privilegiado aprovou ontem o substitutivo do relator, deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), à PEC 130/07. Conforme o texto, todas as autoridades deverão responder em primeira instância, ou seja, na Justiça comum. Entretanto, as denúncias apresentadas contra os titulares em exercício de poder serão recebidas, primeiramente, pelo O relator do primeiro tratado aprovado na Câmara com status de emenda constitucional - a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência -, deputado Eduardo Barbosa (PSDB- MG), afirmou que a matéria foi votada de maneira apressada e inconseqüente. Barbosa disse que o Plenário não examinou, com a devida atenção, as implicações da atribuição de status constitucional à convenção porque prevaleceu o clamor emocional. Na avaliação do parlamentar, a decisão pode provocar questionamentos no Supremo Tribunal Federal. A crítica foi feita ontem em seminário sobre a incorporação dos tratados internacionais de direitos humanos na legislação brasileira, promovido pela Comissão de Direitos humanos e Minorias. Após a Emenda Constitucional 45/04, tratados sobre direitos humanos aprovados por 3/5 dos deputados e dos senadores em dois turnos terão hierarquia constitucional. Além disso, como a Constituição classifica direitos e garantias individuais como cláusulas pétreas, tais tratados, em regra, jamais poderão ser revogados. O presidente da Comissão de Direitos humanos e Minorias, deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), afirmou que a votação de tratados internacionais no Congresso Nacional precisa ser revista. É um problema gravíssimo. Eles chegam aqui como embutidos, verdadeiros enlatados, e às vezes nem abrimos a lata para ver o que há dentro, disse. Mattos ponderou que o problema em relação aos tratados sobre direitos humanos é que não podem ser aprovados em votação simbólica como os demais. Edson Santos PESSOAS COM DEFICIÊNCIA Eduardo Barbosa critica status constitucional dado a convenção tribunal competente. Todos responderão ao juiz de 1º grau, o que é republicano e democrático, resumiu o relator. Medidas como prisões, violação de sigilo ou impugnação de bens poderão ser tomadas pelo juiz comum, mediante controle prévio do tribunal. No caso de detentores de cargo federais, a denúncia será analisada pelo Supremo Tribunal Federal e remetida ao juiz do estado de domicílio do acusado. Para o presidente da comissão, deputado Dagoberto (PDT-MS), a aprovação significa a consolidação da democracia no País. A sociedade não aceita mais esses privilégios, que são a certeza da impunidade, observou. Dagoberto lembrou que, entre 1998 e 2006, foram iniciados 613 processos contra autoridades com foro privilegiado. Desse total, 22 foram julgados e 84 arquivados. Não há sensação de impunidade, é a verdadeira impunidade, lamentou. O deputado acredita que a medida fará com que os quadros do Congresso Nacional melhorem. Aqueles poucos que procuram o mandato para fugir dos processos não terão mais espaço na Câmara e no Senado. Tribunal Superior - Atualmente, governadores, juízes e deputados estaduais são julgados em Brasília, no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o relator, a idéia central é retirar parte da competência do Supremo dos julgamentos todos os processos contra autoridades, desde a primeira instância. Para acelerar o andamento dos processos, Regis de Oliveira propôs ainda a criação de varas e câmaras especializadas nos tribunais estaduais para os casos de improbidade administrativa. Tais processos terão preferência sobre os demais. A autoridade será processada na capital do estado de seu domicílio. O autor da PEC, deputado Marcelo Itagiba (PMDB- RJ), afirmou que a idéia de acabar com o foro privilegiado nasceu da demanda dos cidadãos pela igualdade. Segundo ele, a raiz dos males de corrupção está no mecanismo do foro privilegiado. Embate acadêmico - No seminário, houve um embate entre a professora Flávia Piovesan, da PUC-SP, uma das principais defensoras do status constitucional dos tratados sobre direitos humanos mesmo antes da Emenda 45; e o professor da Fundação Getúlio Vargas Oscar Vilhena. Flávia Piovesan argumentou que todos os tratados sobre direitos humanos ratificados pelo Brasil são materialmente constitucionais. Ou seja, apesar de não se integrarem formalmente ao texto constitucional, o seu conteúdo está em pé de igualdade com as normas ali inscritas. Na avaliação de Vilhena, muitos tratados contêm direitos humanos, mas também normas irrelevantes, que não podem ser formalmente incorporadas à Constituição.

7 Brasília, 12 de junho de AMAZÔNIA Parlamentares destacam soberania brasileira Newton Araújo Jr. A defesa da soberania brasileira sobre a Amazônia deu o tom das manifestações parlamentares na sessão solene do Congresso que homenageou ontem o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho). O evento, realizado no plenário do Senado, teve a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e de dois ex-ministros da pasta, a senadora Marina Silva (PT-AC) e o deputado Sarney Filho (PV-MA), um dos propositores do evento em conjunto com a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT). A Presidência da Câmara foi representada pelo primeiro-secretário, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR). Sarney Filho, que é presidente da Frente Parlamentar Ambientalista, lembrou que a Amazônia presta serviços à humanidade e defendeu a decretação do desmatamento zero na região. Na sua avaliação, a soberania brasileira sobre a Amazônia corre riscos quando a percepção mundial é de que o Brasil não está cuidando da floresta como deveria. O zoneamento ecológico-econômico da Amazônia deve ser unificado para Coro infantil participou da homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente toda a região, para que não seja influenciado pela política de cada estado em separado, sugeriu. Na presidência da sessão, o senador Efraim Morais (DEM-PB) reconheceu a gravidade do desmatamento na região e a insuficiência de seu combate. Mesmo assim, ele Luiz Alves ponderou que essa situação não justifica a intromissão externa. O Senado e a Câmara têm de refletir sobre essa questão de interesse nacional, alertou. No mesmo tom, a senadora Serys afirmou que o País precisa ficar atento à cobiça de outros países sobre a região. Legislação ambiental O deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) defendeu a criação de incentivos para manter a floresta em pé e a melhoria da legislação ambiental, que, no seu entender, possui imensos vazios. A Amazônia está sob a ação do mercado, que só vê a planilha de custos para maximizar os lucros, observou. A senadora Marina Silva discordou do deputado e afirmou que o Brasil tem boas leis ambientais, fruto do trabalho de diversos governos. Em relação ao seu período no ministério, Marina destacou a aprovação da Lei de Florestas Públicas (11.284/06), a elaboração dos planos nacionais de Mudanças Climáticas e de Recursos Hídricos, assim como os programas de combate ao desmatamento e à desertificação. O mnistro Carlos Minc destacou a importância do zoneamento ecológico-econômico da Amazônia e elogiou o Parlamento pela aprovação de leis e fiscalização, bem como pela execução do Orçamento. Ele defendeu a regulamentação do artigo 23 da Constituição Federal, que define as obrigações da União, dos estados e municípios nas questões ambientais. Governo está revendo leis sobre estrangeiros na região Silvia Mugnatto O ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, afirmou na Câmara que o governo está revendo a legislação do País para verificar se existe excesso de tolerância à entrada de estrangeiros na Amazônia. Segundo ele, há uma preocupação do Executivo com a internacionalização da Amazônia - que poderia acontecer, por exemplo, por meio da compra de terras. O objetivo é verificar até que ponto as leis atuais são permissivas em relação aos interesses estrangeiros, explicou o ministro ao deputado Luciano Castro (PR-RR). Desenvolvimento- Em audiência pública das comissões da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional; e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, Mangabeira Unger falou também sobre o desenvolvimento da região. Ele citou pontos do Plano Amazônia Sustentável (PAS), inclusive o que classificou como o principal: a regularização fundiária: A Amazônia brasileira é um caldeirão de insegurança jurídica. Não conseguiremos resolver nenhum problema se não avançarmos rapidamente na regularização da propriedade da terra. Enquanto a Amazônia permanecer em situação de insegurança jurídica, tudo o que construirmos será feito sobre areias movediças, alertou. O ministro disse que o PAS também contempla medidas contra o desmatamento e de organização da agricultura e da pecuária. Na avaliação dele, é preciso substituir, nas áreas de transição entre a floresta e o cerrado, a pecuária extensiva - que considera ineficiente - pela intensiva. Ele ressaltou que é possível triplicar a produção agrícola do País Elton Bomfim Ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, e presidentes das comissões da Amazônia, Janete Capiberibe, e do Meio Ambiente, André de Paula sem derrubar mais árvores e que a implementação do PAS precisará conciliar os interesses de preservação, desenvolvimento e defesa da Amazônia. Teoria e prática- Mangabeira Unger disse ter pedido, aos governadores da região, que selecionem pequenas áre- as para servir como campos de teste das iniciativas do PAS. Segundo ele, é preciso ir da teoria à prática rapidamente, para verificar as eventuais contradições entre a necessidade de preservação da floresta e o desenvolvimento econômico. Uma das prioridades do PAS é o zoneamento econômico-ecológico Porém, o deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP) argumentou que é preciso haver principalmente vontade política: O que falta é uma questão prática: ou o governo investe financeiramente para conseguirmos trabalhar a pesquisa científica dentro da floresta amazônica e evitar as queimadas e as derrubadas; ou, então, esses problemas vão continuar. De acordo com o deputado, será possível encontrar soluções de consenso entre ambientalistas e ruralistas, desde que o governo se proponha a investir em um projeto sério. Mangabeira Unger convidou os deputados a participar dos grupos do governo que debatem o PAS. Presidente da Comissão da Amazônia, a deputada Janete Capiberibe (PSB-AP) informou que vai apresentar essa proposta aos integrantes do colegiado.

8 Pinga-Fogo Juventude A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou requerimento de deputado Eudes Xavier (PT-CE) para a realização de uma audiência pública que debata o desemprego entre os jovens e possíveis soluções para o problema. Citando pesquisa do Ipea, o deputado disse que apenas 48% das pessoas entre 15 anos e 17 anos cursam o ensino médio e somente 13% das entre 18 anos e 24 anos estão no ensino superior. Além disso, 18% entre 15 e 17 anos estão fora da escola. Os números, segundo Xavier, são significativos para explicar, entre outros problemas enfrentados pelos jovens, o do desemprego, e precisa ser debatido pelos deputados. Brigadistas Ta d e u Fi l i p p e l l i (PMDB-DF) anunciou ter conseguido, em reunião de líderes, incluir na pauta do Plenário o Projeto de Lei 2.084/91, do deputado Augusto Carvalho (PPS- DF), que regulamenta a profissão dos bombeiros civis. Os chamados brigadistas exercem atividades para detectar riscos de incêndios e prevenir acidentes em shoppings, prédios públicos e comerciais, além de hotéis, hospitais e supermercados. São profissionais que, segundo Filippelli, vivem há 17 anos a expectativa de regulamentação da profissão em nível nacional. Jurista Wilson Braga (PMDB- PB) registrou a morte do jurista paraibano Joás de Brito Pereira, ocorrida no último dia 6. Era um dos advogados de maior prestígio do meu estado, disse o deputado, que destacou os cargos ocupados por Joás, como juiz do Tribunal Regional da Paraíba e procurador-geral de João Pessoa, entre outros.. Irmão do ex-deputado federal Joacil Pereira, o jurista, segundo Wilson Braga, deixou um exemplo a ser seguido pelas novas gerações. 8 MEIO AMBIENTE Durante o encontro da Frente Parlamentar Ambientalista, deputados criticaram a nomeação da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) para a relatoria de Integração Nacional e Meio Ambiente no Orçamento de O presidente da frente, deputado Sarney Filho, considerou a indicação uma provocação em razão de a parlamentar ser ligada ao agronegócio. Ele encaminhou à liderança do DEM no Senado um abaixo-assinado pedindo a substituição de Kátia Abreu. A indicação dessa relatoria coube ao DEM, conforme o princípio da proporcionalidade partidária. A senadora tem caracterizado sua atuação no Congresso pela defesa intransigente do desenvolvimento a qualquer custo, pela defesa intransigente de que a Amazônia é apenas uma fronteira a ser vencida. Então, colocar essa senadora que tem uma postura clara contra o desenvolvimento sustentável para ser relatora da área ambiental é um contrasenso. A própria senadora tem um projeto de decreto Brasília, 12 de junho de 2008 Confirmado prazo menor para recurso contra crime ambiental Mônica Montenegro O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, confirmou ontem na Câmara que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará em duas semanas um decreto para regulamentar a Lei de Crimes Ambientais (9.605/98). Entre outras medidas, o decreto vai reduzir de quatro anos para quatro meses o prazo de recurso contra penalidades aplicadas a quem cometer delitos ambientais. Segundo o ministro, a atual demora e a possibilidade de haver muitos recursos fazem com que mais de 90% das multas não sejam pagas. O decreto vai ter 50 artigos e vai diminuir as possibilidades de recurso, de adiamento, de enrolação para não pagar as multas. Com aplicação mais efetiva da lei, queremos combater a impunidade ambiental e desestimular as condutas lesivas e criminosas ao meio ambiente, afirmou Minc, que participou de café da manhã promovido pela Frente Parlamentar Ambientalista. Mudanças climáticas - No encontro, o ministro também explicou o projeto que cria a Política Nacional sobre Mudanças Climáticas. O texto, do Executivo, chegou nesta semana à Câmara e vai estabelecer políticas setoriais para a redução das emissões de gases do efeito estufa. O PL traz medidas importantes, como a criação de um fundo para mudanças climáticas, de um inventário das emissões, atualizando o que cada setor emite, e políticas de redução dessas emissões, disse. O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que participou do evento, considera importante a elaboração de um inventário sobre as emissões brasileiras, para que se possam avaliar os avanços ou retrocessos na área. Ele pretende, no entanto, incluir várias emendas ao texto, como a adoção obrigatória da inspeção veicular. Nós temos uma possibilidade de reduzir muito as emissões urbanas, Deputado Antonio Carlos Mendes Thame discursa durante encontro da Frente Parlamentar Ambientalista que não são decisivas, mas temos a possibilidade de reduzir. A cada ano, os carros seriam inspecionados para ver se estão emitindo mais do que o permitido, ou mais do que a sua estrutura técnica permite, sugeriu. Prioridades - Além de explicar a proposta da Política Nacional sobre Mudanças Climáticas, o ministro do Meio Ambiente citou propostas em tramitação na Câmara e no Senado consideradas prioritárias pelo governo. Segundo ele, o governo espera votar em dois meses a regulamentação do artigo 23 da Constituição, que define a responsabilidade dos entes federativos em relação ao meio ambiente. Na Câmara, tramita o Projeto de Lei Complementar 12/03, do deputado Sarney Filho (PV-MA), que fixa normas para a divisão de competências e para a cooperação entre União, estados e municípios. O objetivo é evitar que a ausência de atribuições específicas cause sobreposição de ações ou impeça a tomada de ações. Posição contrária - Por outro lado, o governo Edson Santos posiciona-se c o n t r a r i a - mente a duas propostas em tramitação na Câmara e no Senado para regulamentar a área ambiental. Uma delas (o PL 6424/05) altera o Código Florestal para permitir a reposição de áreas f lorestais, em reservas legais, com palmeiras que podem ser exploradas economicamente, como o açaí, o dendezeiro e o babaçu. A outra proposta (Projeto de Decreto Legislativo 13/08) revoga ações de prevenção, monitoramento e controle de desmatamento na Amazônia previstos em decreto presidencial editado em dezembro do ano passado. Segundo o ministro, o governo trabalha pela rejeição dos projetos ou para adiar sua votação, pois as propostas representam a derrubada de mecanismos defensivos, de forma a abrir as portas para a devastação da floresta. Deputados pedem substituição de relatora no Orçamento legislativo que susta todas as medidas contra o desmatamento na Amazônia. Este é o momento de o DEM fazer uma reflexão e trocar a relatoria, afirmou Sarney Filho. O deputado Fernando de Fabinho (DEM-BA) defendeu Kátia Abreu e afirmou que, apesar de a senadora representar o agronegócio, a indicação pode ser uma oportunidade para que ela se sensibilize com a causa. Em seu partido, disse, há vários deputados preocupados com o meio ambiente.

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