Primeira Fase - Identificar

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1 PROJETO PARA MELHORIA DA QUALIDADE DOS REBANHOS NACIONAIS Este projeto é constituido de duas fases consequentes: 1ª Identificação das doenças que acometem os rebanhos brasileiros; 2ª Aplicação de medidas para correção/prevenção das mesmas. Primeira Fase - Identificar Para esta fase utilizam-se os dados tabulados das Papeletas Modelos A3, A4 e A5 os quais referem-se às causas das condenações das linhas de inspeção. A tabulação destes dados deve ser feita de duas formas: - Por tipo de doenças; - Doenças por região; Tipo de Doenças Nesta etapa da tabulação de dados devem ser separados os dados cujas condenações tenham como causas o ambiente onde está inserido o rebanho, como exemplo tipo de água, solo, procedimentos operacionais de manuseio, e outros que se julgarem necessários. Doenças por região Demarca-se então por região os dados que foram separados na etapa anterior. O entendimento de região pode ser feito de várias formas: - Sendo o agente causador a água, a região deverá ser toda a extensão de terras abastecidas por este recurso; - Caso seja o tipo de solo, os locais de similaridade deste serão considerados como a região; e - Se o agente for higienização, será considerada região a soma de todos os locais nos quais houve este tipo de ocorrência. Obs: Um determinate de região será a inscrição do produtor no projeto. Este assunto voltará a ser mencionado na fase de Execução do Plano. Segunda Fase Medidas Preventivas Usando Ferramentas de Qualidade

2 Planejar Localizar problemas Com a tabulação dos dados da fase anterior usa-se o Diagrama de Pareto para que se siga com as medidas corretivas/preventivas necessárias a cada região. Ex: Incidência Região A Região B Região C cisticercose brucelose tuberculose esofagostomose nefrite Doenças Região A Região B Região C cisticercose brucelose tuberculose esofagostomose hidatidose Estabelecer os Planos de Ação Nota-se no exemplo acima que deverão ser tomadas ações para prevenção na Região A diferentes das outras regiões. Para tomada de decisões podem ser adotadas outras ferramentas como o Diagrama de Causa/Efeito ou 6 M: Método ( Inspeção e Procedimentos ) Mão-de-obra ( Físico e Mental ) Material ( Fornecedores e Próprio ) Máquina ( Deterioração e Manutenção ) Meio Ambiente (Intempéries e Clima ) Medida ( Instrumento e Inspeção ) O Diagrama de Ishikawa acima deverá ser preenchido com os parâmetro de cada um dos tópicos (Método, Mão-de-Obra, Material, Máquina, Meio Ambiente e Medida) obtidos através de Brain-Storms que deverão ser realizados por um grupo de pessoas envolvidas com o processo. Exemplo: Sendo o efeito analisado a cisticercose poderiam ser dadas como causa:

3 Meio Ambiente : água; Mão-de-obra : treinamento; Máquina : falta de banheiros químicos; Estabelecer os Planos de Ação Conhecendo-se as possíveis causas, as de maior relevância, ou ainda as que podem ser mais facilmente eliminadas, cria-se um cronograma para aplicação dos métodos para correção/prevenção das mesmas. Do Cronograma: Visando a aplicação de medidas corretivas/preventivas deve-se nesta fase do projeto, através do programa de estágios do MAPA, levar conhecimento técnico nas áreas de zootecnia, agronomia e veterinária às regiões identificadas na fase anterior. A capacitação dos estagiários deverá ser feita pela UTRA correspondente à região de aplicação das medidas preventivas. Por ser tratarem de estágios de curta duração, média de 01 ( um ) mês, os estudantes terão 01 ( uma ) semana para serem terinados, 02 ( duas ) semanas para levar as medidas corretivas/preventivas aos produtores e documentarem os procedimentos adotados por estes para que o projeto possa ser continuado por outro grupo de estudantes e 01 ( uma ) semana para fechar o ciclo PDCA, executando a revisão ou manutenção do programa adotado, de acordo com os novos dados obtidos através de novas tabulações. Também deve ser incluido o Programa Nacional de Saúde Animal do MAPA para difusão tanto aos produtores como no setor acadêmico, pois os estudantes serão multiplicadores deste conhecimento em seus projetos de TCC, monografias ou teses. Fazer Execução do Plano Um processo de divulgação, através de propagandas voltadas aos produtores feitas em mídias conhecidas escritas e faladas e/ou nos abatedouros/frigoríficos, podendo ser criado um Selo de Produtor Consciente ou Propriedade Credenciada que seria um diferencial e um atrativo para que esses se cadastrem como interessados em participar do projeto, sem nenhum custo para eles. A resposta às propagandas, juntamente com a quantidade de interessados no programa será o termômetro principal para viabilidade dos trabalhos e elaboração das áreas. Donomidas as causas e tamanho da região determina-se a quantidade e tipo de conhecimento necessários aos estagiários que executarão a difusão do projeto. A criação das metas deverá ser considerada para cada situação ( tipo de causa, tamanho da região e tempo de resposta estimado para que as medidas tenham efeito ) e o cronograma para seu atingimento deve ser montado por estes parâmetros. Nota: O cronograma para atingir a meta é diferente do cronograma de aplicação das medidas, uma vez que várias metas terão seu tempo estimado em meses ou até anos, e a aplicação das medidas é mensal, podendo ter correções durante seu curso. Colocar o Plano em Prática Definidas as metas, áreas e quantidade de pessoas necessárias para aplicação do plano, serão feitas visitas às propriedades com acompanhamento da rotina e implementação de medidas.

4 Checagem Verificação de Metas Fazer a verificação a cada ciclo do PDCA, corigir ou manter de acordo com o cronograma. Acompanhamento dos Indicadores Com as tabulações diárias das planilhas A3, A4 e A5 deverão ser atualizadas as medidas nos ciclos seguintes. Agir Ações Corretivas no Insucesso Existe uma gama inesgotável de medidas que aparecerão após o projeto ser implantado e começarem a surgir entraves. Como os exemplos abaixo: Melhorar o Brain Storm: Caso as medidas não tenham o efeito desejado; Melhorar o treinamento dos estudantes: caso as medidas não tenham sido adequadamente implementadas ou acompanhadas; Melhorar o incentivo ao produtor: demonstrar o custo/benefício da melhora da qualidade através de gráficos, feitos sobre dados de uma propriedade na qual as metas foram atingidas; Ou qualquer outra que se julgue necessária; Padronizar e Treinar no Sucesso Todo e qualquer Planejamento pode ser melhorado, quer seja por técnica inovadora que o modifica ou por simples otimização dos processos que o compõem. As novas tecnologias e ou otimizações deverão sempre ser consideradas e para tanto deve-se inserir no final de cada ciclo do PDCA a pergunta: Existe outra maneira deste processo ser feito? Custo do projeto: O custo do projeto pode ser rateado entre: - Associações de classe do agronegócio como: Associação Brasileira Agropecuária (ABRAPEC), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH), entre outros. - Pelo próprio Ministério, uma vez que este custo seria revertido em melhoria da qualidade e quantidade dos rebanhos o que é uma meta do plano estratégico do MAPA - Fornecedores de produtos e insumos para melhoria da qualidade dos rebanhos;

5 - Por Frigoríficos-abatedouros, uma vez que seus processos internos seriam facilitados; e - Pelos próprios estudantes, uma vez que estes terão em mãos o mais abrangente e confiável material de pesquisa, além de treinamento no Programa Nacional de Saúde Animal do MAPA.

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