Colônias de Formigas. Fabricio Breve 27/05/2015 Fabricio Breve

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Colônias de Formigas. Fabricio Breve fabricio@rc.unesp.br. 27/05/2015 Fabricio Breve"

Transcrição

1 Colônias de Formigas Fabricio Breve 27/05/2015 Fabricio Breve 1

2 Colônias de Formigas Colônias de formigas (e de outros insetos sociais) são sistemas distribuídos Seus indivíduos são simples Grupo apresenta uma organização social fortemente estruturada Colônias de formigas podem lidar com tarefas complexas Que em alguns casos estão além da capacidade das formigas individuais 27/05/2015 Fabricio Breve 2

3 Colônias de Formigas Algoritmos baseados em formigas investigam novos modelos computacionais Baseados no comportamento observado em formigas reais Colônias são fonte de inspiração para o desenvolvimento de novos algoritmos Utilizados para: Problemas de otimização Problemas de controle distribuído Problemas de agrupamento de dados Etc. 27/05/2015 Fabricio Breve 3

4 Colônias de Formigas Princípios de auto-organização Permitem o comportamento fortemente coordenado das formigas reais Podem ser utilizados para coordenar populações de agentes artificiais Que colaboram para resolver problemas computacionais 27/05/2015 Fabricio Breve 4

5 Formigas São insetos sociais que vivem juntos em colônias. Pertencem à ordem Hymenoptera Mesmo grupo em que se encontram as vespas e abelhas. Existem várias famílias de vespas e várias de abelhas Mas todas as formigas estão agrupadas em uma única família: Formicidae. 27/05/2015 Fabricio Breve 5

6 Onde Vivem Distribuem-se por todos os continentes com exceção dos polos. Estima-se que existam por volta de espécies de formigas sendo que já foram descritas. No Brasil existem aproximadamente espécies sendo que somente de 20 a 30 são consideradas pragas. As demais são extremamente benéficas. 27/05/2015 Fabricio Breve 6

7 Benefícios das Formigas Dispersam sementes contribuindo para o reflorestamento de muitos ecossistemas, como o Cerrado, a Mata Atlântica, a Caatinga e os Campos Promovem a germinação das sementes, pois removem a polpa dos frutos Polinizam flores, quando se alimentam de substâncias vegetais (seiva, néctar, sucos) e de líquidos açucarados secretados por outros insetos 27/05/2015 Fabricio Breve 7

8 Benefícios das Formigas Fazem a poda de algumas plantas promovendo seu crescimento vegetativo Exercem importante papel na aeração do solo Incorporam matéria orgânica à terra tornando-a fértil São predadoras de diversos artrópodes, muitos deles pragas agrícolas, além de serem predadoras de outras espécies de formigas 27/05/2015 Fabricio Breve 8

9 Pragas As espécies consideradas pragas são: Formigas cortadeiras Saúvas e Quenquéns (gêneros Atta e Acromyrmex) Formigas domésticas Formiga-fantasma (Tapinoma melanocephalum) Formiga-louca (Paratrechina longicornis) Formiga lava-pés (Solenopsis spp.), Formiga cabeçuda (Pheidole spp.) Formiga carpinteira ou sará-sará (Camponotus spp.) Formiga acrobática (Crematogaster spp.) Formiga Argentina (Linepithema humile) Pixixica ou pequena formiga de fogo (Wasmannia auropunctata) Formiga do faraó (Monomorium pharaonis). 27/05/2015 Fabricio Breve 9

10 Saúva Colônia de formigas 'fantasma' com rainha: espécie é a mais comum em SP (Foto: Francisco J. Zorzenon) Formiga Louca Formiga Lavapés Formiga Carpinteira Formiga Acrobata Formiga Argentina Formiga do Faraó 27/05/2015 Fabricio Breve 10

11 Sentidos O sentido mais desenvolvido da formiga é o faro. Dispõem de glândulas abdominais que excretam diversos feromônios Substâncias químicas que causam reações específicas da parte de outros indivíduos. Alarme Atração sexual Marcadores de caminhos Reconhecimento de outros indivíduos 27/05/2015 Fabricio Breve 11

12 Sentidos Formigas têm um senso bem desenvolvido de paladar São capazes de distinguir entre sabores amargos, doces, azedos e salgados. Também têm um senso de tato desenvolvido. Receptores tácteis se localizam nos pés e nos pelos da perna. Antenas são usadas para determinar cheiro e sabor, e para tocar objetos. Algumas espécies de formigas apresentam olhos compostos e visão bem desenvolvida. Outras têm olhos simples que só podem distinguir entre claro e escuro. Algumas espécies de formigas são completamente cegas. 27/05/2015 Fabricio Breve 12

13 Lares Normalmente instalam seus ninhos no chão. Terra escavada para fazer o ninho pode ser empilhada ao lado da abertura, formando um monte. O ninho é composto de diversos túneis longos que conduzem a câmaras. As câmaras servem como área de armazenagem de comida e como berçários para os filhotes. 27/05/2015 Fabricio Breve 13

14 Lares Algumas formigas vivem na madeira de árvores ou troncos apodrecidos. As formigas trabalhadoras de uma espécie arbórea fazem ninhos tecendo folhas que unem por meio de fios de seda excretados por suas larvas. Algumas formigas têm territórios bem definidos e constroem ninhos permanentes. Outras são nômades, construindo ninhos novos a cada deslocamento. Algumas formigas compartilham seus ninhos com formigas de espécies diferentes e ocasionalmente com outras espécies de insetos, ou com aranhas. Algumas formigas fazem seus ninhos em moradias humanas, especialmente em painéis de revestimento de madeira ou fundações. 27/05/2015 Fabricio Breve 14

15 Alimentação Algumas espécies de formigas comem insetos vivos enquanto outras se alimentam apenas de matéria animal em decomposição. Outras cultivam e comem fungos. Algumas recolhem sementes e grãos para se alimentar. Diversas espécies cuidam de rebanhos de afídeos e insetos escamosos para obter o líquido açucarado que eles excretam. 27/05/2015 Fabricio Breve 15

16 Alimentação Componentes bucais especiais para apanhar e comer alimentos. Mandíbulas: se movem lateralmente e servem para segurar comida, carregar filhotes e combater inimigos. Maxilas: usadas para mastigar. Estômago: para onde vai a comida que a formiga come para si mesma Bucho: comida que será dividida com outras formigas Para alimentar larvas e outras formigas. Formigas famintas podem acariciar outras formigas ou tocá-las com as antenas para pedir comida. 27/05/2015 Fabricio Breve 16

17 Vida Social Formigas, cupins, muitas abelhas e algumas vespas têm verdadeiras vidas familiares. Vivem em comunidade e os membros da comunidade dependem uns dos outros. Se alimentam e protegem umas às outras. Criam e cuidam de seus filhotes. Essa forma de vida difere muito da adotada pelos insetos solitários, que passam a maioria, ou ocasionalmente, todas as suas vidas sozinhos. 27/05/2015 Fabricio Breve 17

18 Vida Social Uma comunidade de formigas é conhecida como formigueiro. A vida em um formigueiro é altamente organizada. Cada membro tem uma função a cumprir Colocar ovos Reunir alimentos Lutar Etc. 27/05/2015 Fabricio Breve 18

19 Castas Sociais Divisão de tarefas está relacionada à presença de diferentes castas Em um formigueiro geralmente existem 2 castas de formigas Casta das reprodutoras Rainhas Machos Casta das estéreis ou operárias 27/05/2015 Fabricio Breve 19

20 Rainhas As maiores formigas da colônia Aladas até serem fecundadas Vivem muitos anos controlando à colônia Rainhas de saúvas podem viver até 20 anos Rainhas de colônias domésticas vivem de 2 a 4 anos Responsáveis pela postura dos ovos 27/05/2015 Fabricio Breve 20

21 Rainhas São fecundadas durante voo nupcial Quando ocorre encontro e cópula com machos Dependendo da espécie, a rainha pode copular com até 8 machos Ovos férteis não fecundados produzem machos Ovos férteis fecundados produzem fêmeas Alimentação posterior define se serão rainhas ou operárias 27/05/2015 Fabricio Breve 21

22 Rainhas Em geral, as colônias têm apenas uma rainha Colônia monogínica Quando rainha morre, o formigueiro morre Em algumas espécies, em geral domésticas, mais de uma rainha pode ser fecundada Colônia poligínica Em geral, rainhas de espécies poligínicas vivem menos do que aquelas das espécies monogínicas Em compensação, a capacidade da colônia em produzir novas rainhas é maior (ocorre várias vezes por ano) 27/05/2015 Fabricio Breve 22

23 Machos Alados e de vida muito curta Mantém as asas até a morte Morre geralmente dentro de 2 semanas Morrem após o acasalamento Sua função é unicamente reprodutiva 27/05/2015 Fabricio Breve 23

24 Operárias Formigas vistas no dia-a-dia Todas são fêmeas Normalmente vivem de 2 a 3 meses Durante toda sua vida trabalham para a colônia Realizam todo o trabalho pesado para sustentar o formigueiro Não são férteis Exceção: operárias ovopositoras põem ovos tróficos (ovos de alimentação) ou ovos que produzem machos 27/05/2015 Fabricio Breve 24

25 Operárias Atividades realizadas pelas operárias Escavação e limpeza do ninho Procura e transporte de água e alimento para o ninho Também chamada de forrageamento Alimentação: Larvas e rainha(s) Outras operárias Cuida da prole Defesa da colônia Etc. 27/05/2015 Fabricio Breve 25

26 Operárias Pode incluir soldados Para alguns autores, são uma outra casta São formigas operárias maiores, com cabeça desproporcional e mandíbula fortalecida Sua função é defender a colônia do ataque de inimigos Também são todas fêmeas 27/05/2015 Fabricio Breve 26

27 Operárias Polimorfismo Quando ocorre diferenciação de tamanho e forma no corpo das operárias de formigas diz-se que a espécie é polimórfica. Monomorfismo Quando as operárias são do mesmo tamanho são chamadas de monomórficas. 27/05/2015 Fabricio Breve 27

28 Castas Sociais 27/05/2015 Fabricio Breve 28

29 Operárias Cada operária desempenha um papel específico As operárias jovens realizam melhor as tarefas dentro do ninho Ex.: cuidar das larvas As mais velhas saem para forragear em busca de alimentos ou escavar galerias As muito velhas se dedicam a manejar os desperdícios dentro da colônia 27/05/2015 Fabricio Breve 29

30 Ciclo de Vida Formigas tem metamorfose completa Ovo Larva Pupa Adulto 27/05/2015 Fabricio Breve 30

31 Ciclo de Vida Ovos Tamanho microscópico, difíceis de serem visualizados a olho nu. Larvas Não possuem pernas e são de coloração esbranquiçada, passam por vários estágios Bastante pequenas no primeiro estágio, depois trocam de pele e entram em fase de crescimento Após o último estágio a larva para de se alimentar e entra em um estágio denominado pupa. Pupa Algumas espécies apresentam uma pupa coberta por um casulo de seda Outras espécies assemelham-se com o adulto, porém com a cor branca. Neste estágio a formiga não se alimenta e não anda. Adulta São as formigas que vemos andando por todo lado. Rainhas e machos nascem também da mesma maneira. Uma vez atingindo a fase adulta a formiga não mais crescerá. 27/05/2015 Fabricio Breve 31

32 Formação de Colônias A fundação de uma nova colônia ocorre quando a colônia está madura Com elevada densidade populacional Pode ocorrer de duas formas Voo nupcial de uma formiga rainha Fragmentação de uma colônia já existente (sociotomia) 27/05/2015 Fabricio Breve 32

33 Formação de novas colônias pelo Voo Nupcial Até milhões de indivíduos saem para o voo nupcial Maioria morre Devorados por outros animais Em decorrência de condições climáticas adversas Porque as rainhas não encontram local adequado para iniciar um novo ninho 27/05/2015 Fabricio Breve 33

34 Formação de novas colônias pelo Voo Nupcial Se tiver sucesso e encontrar um local adequado, a rainha: Escavará uma pequena câmara e se fechará nela para sempre Iniciará a postura dos primeiros ovos, onde eclodirão as primeiras larvas Alimentará estas larvas depositando ovos especiais, maiores que os normais Ovos de alimentação ou ovos tróficos 27/05/2015 Fabricio Breve 34

35 Formação de novas colônias pelo Voo Nupcial As primeiras operárias abrirão a câmara e iniciarão o processo de procura de alimento Para alimentar as larvas recém eclodidas e a rainha Enquanto a rainha estiver no período de fundação da colônia ela sobreviverá do metabolismo dos músculos alares Transformados em energia para sua sobrevivência Enquanto em sua colônia de origem, ela armazena energia suficiente para sobreviver ao período de fundação 27/05/2015 Fabricio Breve 35

36 Formação de novas colônias por Fragmentação Ocorre nas espécies poligínicas Rainhas, e operárias com crias partem para novos locais e fundam ali uma nova colônia Pode ocorrer naturalmente Pode ser induzida: Quando ocorre aumento excessivo de temperatura e umidade Na presença de substâncias repelentes Exemplo: inseticidas 27/05/2015 Fabricio Breve 36

37 Colônias Geralmente a colônia se estabelece no solo, formando um único ninho compacto Monodômico (mono = um e domico = dormitório) Algumas espécies constroem seus ninhos em vários locais Distribuídos de forma interligada entre si Polidômico (poli = muitos e domico = dormitório) Podem estar separados por distâncias que variam de centímetros até dezenas de metros 27/05/2015 Fabricio Breve 37

38 Maiores Colônias Até 2002 maior colônia conhecida: Ishikari, Japão Estimativa: 306 milhões de operárias, 1 milhão de rainhas vivendo em ninhos interconectados em uma área de 2,7 Km 2 Em 2002 foi encontrada no sudeste da Europa uma supercolônia de ninhos se prolongando por quase 5760 Km Bilhões de formigas argentinas vivendo em milhões de ninhos Em 2004 foi encontrada uma colônia de aproximadamente 100 Km de largura em Melbourne, Austrália 27/05/2015 Fabricio Breve 38

39 Colônias de Saúvas Impressionam pela complexidade e tamanho Cultivam seu próprio alimento, um fungo A saúva não vive sem o fungo e vice-versa Precisam cortar várias folhas para cultivo do fungo no interior da colônia Causam sérios danos à agricultura, aos canaviais e ao reflorestamento de Pinus Infestam muitas cidades do interior da região sudeste Possuem uma única rainha 27/05/2015 Fabricio Breve 39

40 Colônias de Saúvas Ninho (formigueiro) Quando maduro, abarca um volume de cerca de 20 metros de diâmetro e 5 metros de profundidade Apresenta várias câmaras (panelas) e galerias Galerias: canais que ligam as câmeras Na superfície do solo, apresenta monte de terra solta e olheiros Olheiros: orifícios das galerias que se comunicam com o exterior 27/05/2015 Fabricio Breve 40

41 Ninhos Uma colônia também abriga outros insetos ou animais Ex.: ácaros, aranhas, besouros, cobras, cupins, lagartixas, moscas, entre outros Muitos deles habitam a câmara de lixo dos ninhos Alguns se alimentam dos alimentos deixados pelas formigas e seus excrementos Outros utilizam odores para que sejam confundidos com as crias das formigas Assim, são alimentados pelas operárias como larvas de formigas 27/05/2015 Fabricio Breve 41

42 Ninhos Tamanho de uma colônia pode variar de uma dezena a alguns milhares de formigas A maioria das formigas constrói um tipo de ninho específico para sua espécie Podendo haver uma grande variedade de ninhos Uma mesma espécie pode construir mais de um tipo de ninho Dependendo de: Condições climáticas da região que habita Facilidades que oferece o ecossistema Estação do ano 27/05/2015 Fabricio Breve 42

43 Ninhos Ninhos também podem ser classificados segundo o ambiente em que são construídos: Ninhos arbóreos Construídos em árvores Superficiais Construídos acima do solo Subterrâneos Construídos dentro do solo Os mais comuns 27/05/2015 Fabricio Breve 43

44 Formigas Apresentam uma grande diversidade de comportamentos e formas Tamanho varia entre 1 mm e 4 cm Pode carregar mais que 25 vezes seu peso Algumas podem carregar 50 vezes seu peso 27/05/2015 Fabricio Breve 44

45 Formigas Existe uma grande diferença entre aspectos biológicos e comportamentais nas diferentes espécies Formigas rurais Formigas domésticas Menos de 50 espécies estão adaptadas ao ambiente urbano 27/05/2015 Fabricio Breve 45

46 Formigas Urbanas Associação com o homem Migração: tendência em mudar frequentemente o ninho de local Populações unicoloniais: ausência de comportamento agressivo entre indivíduos de mesma espécie pertencentes a ninhos diferentes que ocupam uma mesma área Alta agressividade interespecífica Poliginia: não existe qualquer agressão entre as rainhas e nem tentativa de dominância 27/05/2015 Fabricio Breve 46

47 Formigas Urbanas Reprodução: responsável pela dispersão das espécies Muitas espécies aboliram o voo nupcial A colônia se reproduz por sociotomia As operárias são muito pequenas Longevidade das rainhas: em geral é muito pequena Operárias estéreis: as operárias nunca desenvolvem os ovários 27/05/2015 Fabricio Breve 47

48 Comunicação As formigas geralmente se comunicam através de: Substâncias químicas voláteis (odores) Substâncias solúveis (sabores) Quando produzidas pelos indivíduos para se comunicar com outros indivíduos da sua espécie, essas substâncias são denominadas feromônios As formigas possuem glândulas exócrinas especializadas Que secretam os feromônios de forma controlada 27/05/2015 Fabricio Breve 48

49 Comunicação Existem diferentes tipos de feromônio: Feromônio de alarme Altamente volátil Se dispersa no ar a uma distância relativamente grande (» 60 cm) Alerta as companheiras de algum perigo Toda a colônia pode ser alertada em segundos Feromônio de recrutamento Depositado no solo, em forma de trilha, para informar às companheiras da presença de alimento Feromônio territoriais Secreções utilizadas para marcar os territórios de uso exclusivo da colônia 27/05/2015 Fabricio Breve 49

50 Comunicação Reconhecimento individual As formigas utilizam substâncias voláteis de diversas origens sobre o seu corpo como sinal de reconhecimento 27/05/2015 Fabricio Breve 50

51 Comunicação Outras formas de comunicação utilizadas pelas formigas: Visual Sonora Táctil Feromônios iniciadores 27/05/2015 Fabricio Breve 51

52 Comunicação Visual Algumas vezes, a comunicação também ocorre por mecanismos visuais Ex.: formigas do gênero Myrmecocystus realizam batalhas na forma de rituais com operárias de ninhos vizinhos Cada formiga realiza uma dança na frente do inimigo, onde eleva o abdome dando a aparência de um indivíduo maior Como resultado, intimida o inimigo e recruta mais companheiras do seu ninho A colônia que recrutar maior número de operárias para a dança é considerada a vencedora Algumas espécies são completamente cegas 27/05/2015 Fabricio Breve 52

53 Comunicação Sonora Formigas podem utilizar som para a comunicação Elas produzem som ao friccionar uma região específica do abdome com uma saliência cuticular presente nesta área As formigas percebem o som graças a receptores especiais em suas patas 27/05/2015 Fabricio Breve 53

54 Comunicação Tátil Com frequência as operárias realizam um contato boca a boca (trofalaxia) Ocorre a troca de alimento, precedido de um contato mútuo com as antenas Nestes contatos uma formiga cede alimento a outra 27/05/2015 Fabricio Breve 54

55 Feromônios Iniciadores Ao serem detectados por uma formiga, induzem um processo fisiológico que as transformam de algum modo Em muitas espécies de formigas, a rainha os segrega para inibir o desenvolvimento dos ovários das operárias Mantendo-as estéreis 27/05/2015 Fabricio Breve 55

56 Feromônio de Recrutamento Frequentemente utilizado para encontrar fonte de alimento Depositado na trilha percorrida pela formiga em sua busca por alimento (e retorno ao ninho) Quanto mais formigas passarem na trilha, maior a quantidade de feromônio depositada Quanto mais recente a passagem da formiga, maior a quantidade de feromônio na trilha Quanto maior a quantidade de feromônio na trilha, mais formigas são atraídas 27/05/2015 Fabricio Breve 56

57 Feromônio de Recrutamento No início, formigas percorrem caminhos aleatórios A presença de feromônio na trilha permite que o caminho mais curto entre o ninho e a fonte de alimento seja encontrado Caminho mais curto entre ninho e fonte de alimento Percorrido com maior frequência Recebe mais feromônio Atrai mais formigas (feedback positivo) 27/05/2015 Fabricio Breve 57

58 Menor Caminho 27/05/2015 Fabricio Breve 58

59 Resultados de Experimentos Na existência de mais de um caminho entre ninho e fonte de alimentos, formigas acabam seguindo o menor caminho A construção de um menor caminho não faz as formigas mudarem o caminho anterior, mais longo, por ele Se existir mais de um menor caminho, as formigas optarão por um deles de forma aleatória 27/05/2015 Fabricio Breve 59

60 Resultados de Experimentos Se houver duas fontes de alimento, uma delas mais abundante, esta será escolhida pelas formigas A oferta de uma fonte mais abundante após a escolha de outra fonte, para a maioria das espécies, não faz com que as formigas mudem de opção Se duas fontes iguais são oferecidas, uma delas será escolhida arbitrariamente 27/05/2015 Fabricio Breve 60

61 Resultados de Experimentos Se houver mais de uma fonte, as formigas exploram uma fonte de cada vez Motivação pode ser evolutiva Quanto mais formigas houver na trilha, mais resistente ela se torna a inimigos e condições adversas 27/05/2015 Fabricio Breve 61

62 Referências Bibliográficas CASTRO, Leandro Nunes. Fundamentals of Natural Computing: Basic Concepts, Algorithms, And Applications. CRC Press, CARVALHO, André Ponce de Leon F. de. Notas de Aula, br/urbano/pragas_urbanas/formigas_ -_pragas_urbanas.html 27/05/2015 Fabricio Breve 62

Manuella Rezende Vital Orientado: Prof. Dr. Fábio Prezoto

Manuella Rezende Vital Orientado: Prof. Dr. Fábio Prezoto UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FOR A Instituto de Ciências Biológicas Programa de Pós-graduação em Ecologia Aplicada ao Manejo e Conservação de Recursos Naturais Manuella Rezende Vital Orientado: Prof.

Leia mais

Doce lar- Repelente de formigas à base de limão tendo por excipiente polímeros derivados da celulose.

Doce lar- Repelente de formigas à base de limão tendo por excipiente polímeros derivados da celulose. Doce lar- Repelente de formigas à base de limão tendo por excipiente polímeros derivados da celulose. Daniela Narcisa Ferreira Bonsolhos 1 1. SESI- Cat Oscar Magalhães Ferreira dbonsolhos@fiemg.com.br

Leia mais

Simone de Souza Prado, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente

Simone de Souza Prado, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente Cupins subterrâneos Simone de Souza Prado, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente Os cupins são insetos da ordem Isoptera, também conhecidos por térmitas, siriris ou aleluias. Estes insetos são espécies

Leia mais

Ordem Isoptera. Alunos: Carlos Felippe Nicoleit; Celso Junior; Charles Magnus da Rosa; Daniella Delavechia.

Ordem Isoptera. Alunos: Carlos Felippe Nicoleit; Celso Junior; Charles Magnus da Rosa; Daniella Delavechia. Ordem Isoptera Alunos: Carlos Felippe Nicoleit; Celso Junior; Charles Magnus da Rosa; Daniella Delavechia. Classificação: Reino: Animal Filo: Artropoda Classe: Insecta Ordem: Isoptera Definição Ordem de

Leia mais

Compreensão das diferenças entre os artrópodes, crustáceos, insetos, aracnídeos, quilópodes e diplópodes, reconhecendo suas características

Compreensão das diferenças entre os artrópodes, crustáceos, insetos, aracnídeos, quilópodes e diplópodes, reconhecendo suas características Compreensão das diferenças entre os artrópodes, crustáceos, insetos, aracnídeos, quilópodes e diplópodes, reconhecendo suas características O que são artrópodes? Para que servem? Onde podem ser encontrados?

Leia mais

REVOADA DE FORMIGAS MARCA PERÍODO DE ACASALAMENTO E REVELA SURTO EM LONDRINA

REVOADA DE FORMIGAS MARCA PERÍODO DE ACASALAMENTO E REVELA SURTO EM LONDRINA Instituto de Educação Infantil e Juvenil Primavera, 2014. Londrina, Nome: de Ano: Tempo Início: Edição 35 MMXIV Grupo a REVOADA DE FORMIGAS MARCA PERÍODO DE ACASALAMENTO E REVELA SURTO EM LONDRINA Fábio

Leia mais

Corpo segmentado e dividido em cabeça, tórax e abdome, podendo alguns apresentar cefalotórax (= cabeça + tórax) e abdome.

Corpo segmentado e dividido em cabeça, tórax e abdome, podendo alguns apresentar cefalotórax (= cabeça + tórax) e abdome. OS ARTRÓPODES Prof. André Maia Apresentam pernas articuladas com juntas móveis. São triblásticos, celomados e dotados de simetria bilateral. Corpo segmentado e dividido em cabeça, tórax e abdome, podendo

Leia mais

XIV SEMINÁRIO NACIONAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CONTROLE DE CUPINS EM POSTES DE MADEIRA MÉTODO BIORRACIONAL

XIV SEMINÁRIO NACIONAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CONTROLE DE CUPINS EM POSTES DE MADEIRA MÉTODO BIORRACIONAL XIV SEMINÁRIO NACIONAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CONTROLE DE CUPINS EM POSTES DE MADEIRA MÉTODO BIORRACIONAL AUTORES : CLÁUDIO ANTÔNIO SODÁRIO ALEX SILVEIRA JOSE FRANCISCO RESENDE DA SILVA JURACY

Leia mais

Profa Dra. Fernanda Basso Eng. Agr. Msc. Bruno Lodo

Profa Dra. Fernanda Basso Eng. Agr. Msc. Bruno Lodo UNIPAC Curso de Agronomia Manejo Fitossanitário na Cana-de-açúcar Insetos-Pragas GRANDES CULTURAS I - Cultura da Cana-de-açúcar Profa Dra. Fernanda Basso Eng. Agr. Msc. Bruno Lodo Introdução Os danos causados

Leia mais

Artrópodes. Os representantes do Filo Arthropoda (arthro= articulação, podes=pés) são animais com pernas articuladas.

Artrópodes. Os representantes do Filo Arthropoda (arthro= articulação, podes=pés) são animais com pernas articuladas. Artrópodes Os representantes do Filo Arthropoda (arthro= articulação, podes=pés) são animais com pernas articuladas. Todos os artrópodes possuem um exoesqueleto (esqueleto externo), uma carapaça formada

Leia mais

Registro Sobre a Exposição Planeta Inseto

Registro Sobre a Exposição Planeta Inseto Julia S. M. 6 Ano C Registro Sobre a Exposição Planeta Inseto Índice: I. Introdução II. Informações sobre o instituto Biológico III. Não somos insetos! IV. Características gerais sobre o grupo dos insetos.

Leia mais

ORDEM HYMENOPTERA. (himen = membrana; ptera = asas) GRUPO: SAUL, TAISE, TIAGO, TIARLE

ORDEM HYMENOPTERA. (himen = membrana; ptera = asas) GRUPO: SAUL, TAISE, TIAGO, TIARLE ORDEM HYMENOPTERA (himen = membrana; ptera = asas) GRUPO: SAUL, TAISE, TIAGO, TIARLE CLASSIFICAÇÃO TAXONÔMICA Reino: Filo: Classe: Superordem: Ordem: Animalia Arthropoda Insecta desenvolvimento e Importancia

Leia mais

Broca da madeira. Atividade de Aprendizagem 19. Eixo(s) temático(s) Vida e ambiente

Broca da madeira. Atividade de Aprendizagem 19. Eixo(s) temático(s) Vida e ambiente Atividade de Aprendizagem 19 Broca da madeira Eixo(s) temático(s) Vida e ambiente Tema Interações entre os seres vivos / características e diversidade dos seres vivos / manutenção da vida e integração

Leia mais

Pragas Urbanas Mosquitos:

Pragas Urbanas Mosquitos: Pragas Urbanas Eles são pequenos em tamanho, mas têm potencial para tirar qualquer marmanjo do sério. Atire a primeira pedra quem nunca se perguntou para que servem pernilongos, baratas, formigas e cupins,

Leia mais

Ecossistemas e Saúde Ambiental :: Prof.ª MSC. Dulce Amélia Santos

Ecossistemas e Saúde Ambiental :: Prof.ª MSC. Dulce Amélia Santos Engenharia Civil Disciplina Ecossistemas e Saúde Ambiental Relações Ecológicas Duas Aula- Relações Ecológicas Profª Msc. Dulce Amélia Santos PODEMOS CLASSIFICAR AS RELAÇÕES ECOLÓGICAS EM RELAÇÕES INTRA-ESPECÍFICAS

Leia mais

RIQUEZA DE FORMIGAS CULTIVADORAS DE FUNGO (FOMICIDAE: ATTINI) ASSOCIADAS A CULTURAS FLORESTAL E AGRÍCOLA NA REGIÃO DE IPAMERI, GO

RIQUEZA DE FORMIGAS CULTIVADORAS DE FUNGO (FOMICIDAE: ATTINI) ASSOCIADAS A CULTURAS FLORESTAL E AGRÍCOLA NA REGIÃO DE IPAMERI, GO RIQUEZA DE FORMIGAS CULTIVADORAS DE FUNGO (FOMICIDAE: ATTINI) ASSOCIADAS A CULTURAS FLORESTAL E AGRÍCOLA NA REGIÃO DE IPAMERI, GO Raiane Lima 1, Pedro Ivo Decurcio Cabral 2, José Rosa Paim Neto 3, Márcio

Leia mais

Curiosidades A Vida das Abelhas.

Curiosidades A Vida das Abelhas. Curiosidades A Vida das Abelhas. Se as abelhas desaparecessem da face da terra, a espécie humana teria somente mais 4 anos de vida. Sem abelhas não há polinização, ou seja, sem plantas, sem animais, sem

Leia mais

A madeira como substrato para organismos xilófagos -Cupins-

A madeira como substrato para organismos xilófagos -Cupins- UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS Faculdade de Ciências Agrárias Departamento de Ciências Florestais A madeira como substrato para organismos xilófagos -Cupins- Francisco Tarcísio Moraes Mady Introdução

Leia mais

ENCICLOPÉDIA DE PRAGAS

ENCICLOPÉDIA DE PRAGAS - Folha 1 Cupins de Madeira Seca - Biologia O Cryptotermes brevis, chamado popularmente de cupim de madeira seca, é um cupim que encontra-se normalmente restrito à peça atacada. Ele não tem capacidade

Leia mais

MIGDOLUS EM CANA DE AÇÚCAR

MIGDOLUS EM CANA DE AÇÚCAR MIGDOLUS EM CANA DE AÇÚCAR 1. INTRODUÇÃO O migdolus é um besouro da família Cerambycidae cuja fase larval causa danos ao sistema radicular da cana-de-açúcar, passando a exibir sintomas de seca em toda

Leia mais

CARTILHA TÉCNICA DE APICULTURA

CARTILHA TÉCNICA DE APICULTURA CARTILHA TÉCNICA DE APICULTURA Maio de 2015 Patrocínio: LISTA DE FIGURAS Figura 1. Produtos da apicultura.... 4 Figura 2. Abelha Rainha.... 5 Figura 3. Operárias numa caixa de abelha.... 6 Figura 4. Zangões....

Leia mais

O que é? Swarm Intelligence. Qual a origem? Cardume. Qualquer tentativa de projetar algoritmos ou técnicas de resolução distribuída de

O que é? Swarm Intelligence. Qual a origem? Cardume. Qualquer tentativa de projetar algoritmos ou técnicas de resolução distribuída de O que é? Swarm Intelligence (Inteligência oletiva) Prof. Luis Otavio lvares Qualquer tentativa de projetar algoritmos ou técnicas de resolução distribuída de problemas inspirada pelo comportamento coletivo

Leia mais

Sistemas Auto-organizáveis BC0005

Sistemas Auto-organizáveis BC0005 Aplicações Sistemas Auto-organizáveis BC0005 Bases Computacionais da Ciência Modelagem e simulação Solução de problemas reais por modelos computacionais (visto na aula anterior) Sistemas auto-organizáveis

Leia mais

O que é comportamento?

O que é comportamento? Comportamento animal Amanda Monte 1 O que é comportamento? Sistema Nervoso Animal Ambiente Órgãos efetores COMPORTAMENTO 1 Solitário Em grupo Por que estudar comportamento? Conceitos comportamentais 1-

Leia mais

Pirâmides de números

Pirâmides de números Fluxo de energia Pirâmides de números COBRA (1) RATO (15) MILHO (100) PROTOZOÁRIOS CUPIM (100) (1) ÁRVORE (1000) ARANHAS (100) MOSCAS (300) (1) BANANA NAO HA PADRAO UNICO!!! - Massa de matéria orgânica

Leia mais

Controle Biológico. Ivan Cruz, entomologista ivan.cruz@.embrapa.br. Postura no coleto. Posturas nas folhas

Controle Biológico. Ivan Cruz, entomologista ivan.cruz@.embrapa.br. Postura no coleto. Posturas nas folhas Controle Biológico Postura no coleto Ivan Cruz, entomologista ivan.cruz@.embrapa.br Posturas nas folhas Proteção Ambiental: Controle Biológico Agrotóxicos Produtividade x Saúde do Trabalhador Rural Fonte:

Leia mais

Benefícios da Madeira Tratada na Construção Civil.

Benefícios da Madeira Tratada na Construção Civil. Benefícios da Madeira Tratada na Construção Civil. Humberto Tufolo Netto Obs: Alguns slides foram produzidos pelo colega: Dr.Ennio Lepage e outros foram cedidos pelo FPInnovations-Forintek-Ca O que é a

Leia mais

Vestibular1 A melhor ajuda ao vestibulando na Internet Acesse Agora! www.vestibular1.com.br MOSCAS E INSETOS

Vestibular1 A melhor ajuda ao vestibulando na Internet Acesse Agora! www.vestibular1.com.br MOSCAS E INSETOS MOSCAS E INSETOS Inseto, nome comum de qualquer animal pertencente a uma classe do filo dos artrópodes. Formam a maior classe do Reino Animal, sendo mais numerosos que todos os outros grupos, pois estão

Leia mais

PRINCIPAIS PRAGAS EM GRAMADOS: BIOLOGIA E CONTROLE (CUPINS, FORMIGAS CORTADEIRAS E FORMIGAS LAVA-PÉS)

PRINCIPAIS PRAGAS EM GRAMADOS: BIOLOGIA E CONTROLE (CUPINS, FORMIGAS CORTADEIRAS E FORMIGAS LAVA-PÉS) PRINCIPAIS PRAGAS EM GRAMADOS: BIOLOGIA E CONTROLE (CUPINS, FORMIGAS CORTADEIRAS E FORMIGAS LAVA-PÉS) Francisco José Zorzenon Pesquisador Científico Ana Eugênia Carvalho Campos-Farinha Pesquisador Científico

Leia mais

O Mosquito Aedes aegypti

O Mosquito Aedes aegypti O Mosquito Aedes aegypti MOSQUITO A origem do Aedes aegypti, inseto transmissor da doença ao homem, é africana. Na verdade, quem contamina é a fêmea, pois o macho apenas se alimenta de carboidratos extraídos

Leia mais

GET 106 Controle Biológico de Pragas 2013-1. Diego Bastos Silva Luís C. Paterno Silveira

GET 106 Controle Biológico de Pragas 2013-1. Diego Bastos Silva Luís C. Paterno Silveira GET 106 Controle Biológico de Pragas 2013-1 Diego Bastos Silva Luís C. Paterno Silveira PREDADOR Conceito Vida livre durante todo o ciclo de vida Maior Indivíduo mata e consome um grande número de presas

Leia mais

embora sejam iguais, os genes das duas espécies estão espalhados distintamente intacta do DNA mitocondrial

embora sejam iguais, os genes das duas espécies estão espalhados distintamente intacta do DNA mitocondrial Apenas mil das 30 mil espécies de abelhas conhecidas no mundo formam colônias e sociedades organizadas - as demais vivem solitariamente ou em colônias de organização menos complexa. O modelo clássico de

Leia mais

4 o ano Ensino Fundamental Data: / / Atividades de Ciências Nome:

4 o ano Ensino Fundamental Data: / / Atividades de Ciências Nome: 4 o ano Ensino Fundamental Data: / / Atividades de Ciências Nome: 1) Observe esta figura e identifique as partes do vegetal representadas nela. Posteriormente, associe as regiões identificadas às funções

Leia mais

Presença indesejável no Brasil

Presença indesejável no Brasil Presença indesejável no Brasil Lucas Tadeu Ferreira e Maria Fernanda Diniz Avidos mosca-branca (Bemisia argentifolii) é uma velha conhecida da comunidade científica. Os problemas que causa à agricultura

Leia mais

Por que limpar a casa?

Por que limpar a casa? A UU L AL A Por que limpar a casa? Você, dona de casa, faxineiro, empregada doméstica ou trabalhador que limpa a casa nos finais de semana, sabe o quanto é duro fazer uma boa faxina para deixar tudo limpinho,

Leia mais

Específicas. I. Harmônicas. II. Desarmônicas. I. Harmônicas 1) SOCIEDADE. Estas relações podem ser

Específicas. I. Harmônicas. II. Desarmônicas. I. Harmônicas 1) SOCIEDADE. Estas relações podem ser Relações Ecológicas Os seres vivos mantém constantes relações entre si, exercendo influências recíprocas em suas populações. INTRA ou INTERESPECÍFICAS Estas relações podem ser HARMÔNICAS OU DESARMÔNICAS

Leia mais

MANEJO INTEGRADO DE CUPINS

MANEJO INTEGRADO DE CUPINS 1 MANEJO INTEGRADO DE CUPINS Os cupins são insetos sociais que apresentam castas reprodutoras e não reprodutoras, vivendo em colônias permanentes chamadas de termiteiros ou cupinzeiros. São mastigadores

Leia mais

Epagri. Manejo de pragas da maçã: safra 2014. www.epagri.sc.gov.br

Epagri. Manejo de pragas da maçã: safra 2014. www.epagri.sc.gov.br Manejo de pragas da maçã: safra 2014 Epagri www.epagri.sc.gov.br Cristiano João Arioli Epagri Estação Experimental de São Joaquim cristianoarioli@epagri.sc.gov.br Manejo de pragas da maçã: safra 2014

Leia mais

Matéria: Biologia Assunto: Relações Ecológicas Prof. Enrico Blota

Matéria: Biologia Assunto: Relações Ecológicas Prof. Enrico Blota Matéria: Biologia Assunto: Relações Ecológicas Prof. Enrico Blota Biologia Ecologia Relações ecológicas Representam as interações entre os seres vivos em um determinado ecossistema. Podem ser divididas

Leia mais

REDUÇÃO DE CUSTOS NO COMBATE ÀS FORMIGAS CORTADEIRAS EM PLANTIOS FLORESTAIS

REDUÇÃO DE CUSTOS NO COMBATE ÀS FORMIGAS CORTADEIRAS EM PLANTIOS FLORESTAIS Manutenção de Florestas e Manejo Integrado de Pragas REDUÇÃO DE CUSTOS NO COMBATE ÀS FORMIGAS CORTADEIRAS EM PLANTIOS FLORESTAIS Wilson Reis Filho 1 Mariane Aparecida Nickele 2 Entre os 15 gêneros existentes

Leia mais

Ciências Naturais 6º ano Lígia Palácio

Ciências Naturais 6º ano Lígia Palácio Relações Ecológicas Tema: Ecologia Ciências Naturais 6º ano Lígia Palácio 1) Introdução A interação dos diversos organismos que constituem uma comunidade biológica são genericamente denominadas relações

Leia mais

Peixes e crustaceos Nativos da PVSuL

Peixes e crustaceos Nativos da PVSuL Peixes e crustaceos Nativos da PVSuL Alguns, encobertos pela água. Outros, ativos à noite. A maioria, raramente vista. Os peixes e crustáceos presentes no PV-Sul representam dois grupos de animais presentes

Leia mais

Unipampa Campus Dom Pedrito Curso de Zootecnia Disciplina de Apicultura Profa. Lilian Kratz Semestre 2015/2

Unipampa Campus Dom Pedrito Curso de Zootecnia Disciplina de Apicultura Profa. Lilian Kratz Semestre 2015/2 Unipampa Campus Dom Pedrito Curso de Zootecnia Disciplina de Apicultura Profa. Lilian Kratz Semestre 2015/2 Limpeza e desinfecção das colméias Importante para: - qualidade de vida das abelhas - boa produção

Leia mais

ARTRÓPODES PROF. MARCELO MIRANDA

ARTRÓPODES PROF. MARCELO MIRANDA ARTRÓPODES Filo Arthropoda (Artrópodes) Do grego, arthros = articulado e podos = pés; É o filo mais abundante em quantidade de espécies descritas (~1 milhão); Vivem em praticamente todos os tipos de ambientes;

Leia mais

CICLO DE VIDA E REPRODUÇÃO. Professora Stella Maris

CICLO DE VIDA E REPRODUÇÃO. Professora Stella Maris CICLO DE VIDA E REPRODUÇÃO Professora Stella Maris CIGARRAS CANTAM ATÉ ESTOURAR? Fonte: https://cienciasnoseculoxxi.wordpress.com/tag/inseto-hemimetabolo/ CICLO DE VIDA DA CIGARRA Ciclo de vida das cigarras

Leia mais

CIÊNCIAS E PROGRAMA DE SAÚDE

CIÊNCIAS E PROGRAMA DE SAÚDE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO CIÊNCIAS E PROGRAMA DE SAÚDE 07 CEEJA MAX DADÁ GALLIZZI PRAIA GRANDE - SP 0 A alma da gente durante a vida, produz uma quantidade imensa

Leia mais

BICUDO DA CANA (SPHENOPHORUS LEVIS)

BICUDO DA CANA (SPHENOPHORUS LEVIS) BICUDO DA CANA (SPHENOPHORUS LEVIS) 1. INTRODUÇÃO Uma outra praga que vem assumindo um certo grau de importância é conhecida como o bicudo da cana-de-açúcar de ocorrência restrita no Estado de São Paulo,

Leia mais

DISCIPLINA: BIOLOGIA PROFª. CRISTINA DE SOUZA 1ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO

DISCIPLINA: BIOLOGIA PROFª. CRISTINA DE SOUZA 1ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO DISCIPLINA: BIOLOGIA PROFª. CRISTINA DE SOUZA 1ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO RELAÇÕES ECOLÓGICAS Interações (relações ou associações) = SIMBIOSE INTRAESPECÍFICAS - entre indivíduos da mesma espécie. INTERESPECÍFICAS

Leia mais

Silêncio. O silêncio do campo

Silêncio. O silêncio do campo Silêncio O silêncio do campo OS DADOS PODEM SER COMPROVADOS PELAS FOTOS QUE MOSTRAM QUE INFELISMENTE ESSA É A OS DADOS PODEM SER COMPROVADOS PELAS FOTOS QUE MOSTRAM QUE INFELISMENTE ESSA É A MOGNO AFRICANO

Leia mais

Estão presentes no mundo

Estão presentes no mundo Apêndice C Fichas informativas elaboradas para exposição juntamente com os insetários Apis mellifera Ordem: Hymenoptera Família: APIDAE Gênero: Apis Abelha introduzida no Brasil, muito utilizada na produção

Leia mais

MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS EM POVOAMENTOS FLORESTAIS

MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS EM POVOAMENTOS FLORESTAIS unesp MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS EM POVOAMENTOS FLORESTAIS Prof. Dr. Carlos F. Wilcken FCA/UNESP - Botucatu 1. INTRODUÇÃO As plantações florestais brasileiras ocupam área de 5,7 milhões de ha, representando

Leia mais

PRINCIPAIS INSETOS-PRAGA DA CANA-DE-AÇÚCAR E CONTROLE

PRINCIPAIS INSETOS-PRAGA DA CANA-DE-AÇÚCAR E CONTROLE PRINCIPAIS INSETOS-PRAGA DA CANA-DE-AÇÚCAR E CONTROLE Terezinha Monteiro dos Santos Cividanes Pesquisadora - Entomologia Agrícola Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios - APTA CULTURA DA CANA-DE-AÇÚCAR

Leia mais

9º ENTEC Encontro de Tecnologia: 23 a 28 de novembro de 2015

9º ENTEC Encontro de Tecnologia: 23 a 28 de novembro de 2015 CONTROLE BIOLÓGICO DE PRAGAS DA CANA- DE AÇÚCAR NA PRÁTICA Resumo Bruno Pereira Santos 1 ; Profa. Dra. Ana Maria Guidelli Thuler 2 1, 2 Universidade de Uberaba bruno pereira santos 1, bpereiira955@gmail.com

Leia mais

CARACTERÍSTICAS: O corpo dos insetos e formado por três regiões: cabeça, tórax e abdome. Na cabeça das insetos, podemos notar antenas, olhos e peças

CARACTERÍSTICAS: O corpo dos insetos e formado por três regiões: cabeça, tórax e abdome. Na cabeça das insetos, podemos notar antenas, olhos e peças ARTRÓPODES INTRODUÇÃO: Derntro do estudo dos invertebrados, o filo artrópodes merece atenção especial. Ele agrupa mais de 800 mil espécies, contia que supera todos os demais filos reunidos. Além disso,

Leia mais

Carlos Massaru Watanabe/ Marcos Gennaro Engenheiros Agrônomos

Carlos Massaru Watanabe/ Marcos Gennaro Engenheiros Agrônomos DEDETIZAÇÃO Carlos Massaru Watanabe/ Marcos Gennaro Engenheiros Agrônomos TRATAMENTO DOMISSANITARIO: MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS Carlos Massaru Watanabe Engenheiro Agrônomo Pragas Interesse Agrícola Interesse

Leia mais

CONHECENDO AS ABELHAS Prof. Breno Magalhães Freitas Parte do material extraído do CD-ROM A Vida das Abelhas

CONHECENDO AS ABELHAS Prof. Breno Magalhães Freitas Parte do material extraído do CD-ROM A Vida das Abelhas UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA CONHECENDO AS ABELHAS Prof. Breno Magalhães Freitas Parte do material extraído do CD-ROM A Vida das Abelhas CONHECENDO

Leia mais

Controle de pragas - formigas

Controle de pragas - formigas Universidade Tecnológica Federal do Paraná Campus Dois Vizinhos Engenharia Florestal Tratos e Métodos Silviculturais Controle de pragas - formigas Eng. Ftal. Dr. Prof. Eleandro José Brun Dois Vizinhos

Leia mais

Porto Alegre, 19 de agosto de 2015

Porto Alegre, 19 de agosto de 2015 Biologia e ecologia do mosquito vetor da dengue Porto Alegre, 19 de agosto de 2015 Biologia do vetor Aedes aegypti macho Aedes aegypti Aedes albopictus Mosquitos do gênero Aedes. Característica Aedes aegypti

Leia mais

Delza - Ciências 6ª Série RECUPERAÇÂO. QUESTÃO 1 (Descritor: associar características básicas à classificação dos seres vivos.)

Delza - Ciências 6ª Série RECUPERAÇÂO. QUESTÃO 1 (Descritor: associar características básicas à classificação dos seres vivos.) Delza - Ciências 6ª Série RECUPERAÇÂO QUESTÃO 1 (Descritor: associar características básicas à classificação dos seres vivos.) Assunto: Classificação dos seres vivos Os cientistas estabeleceram um sistema

Leia mais

CUPINS DA CANA-DE- AÇÚCAR

CUPINS DA CANA-DE- AÇÚCAR CUPINS DA CANA-DE- AÇÚCAR 1. DESCRIÇÃO DA PRAGA Eles ocorrem em todas as regiões do Brasil e são divididos em rei, rainha, soldados e operários, cada um com um trabalho a fazer. São insetos sociais, operários

Leia mais

Aspectos Gerais - Nome: articulação nos pés. - Maior filo de animais + de 900.000 sp. (3/4 dos animais conhecidos). - Exoesqueleto quitinoso -

Aspectos Gerais - Nome: articulação nos pés. - Maior filo de animais + de 900.000 sp. (3/4 dos animais conhecidos). - Exoesqueleto quitinoso - ARTRÓPODES FILO ARTHROPODA - Sistema digestório completo e sistema circulatório aberto; - Sistema respiratório variável: branquial, traqueal ou filotraqueal; - Sistema excretor por túbulos de Malpighi,

Leia mais

ORGANISMOS CARACTERÍSTICAS

ORGANISMOS CARACTERÍSTICAS 13 c BIOLOGIA Os algarismos romanos, de I a V, representam grupos de organismos fotossintetizantes, e os algarismos arábicos, de 1 a 5, indicam algumas características desses grupos. ORGANISMOS CARACTERÍSTICAS

Leia mais

COMISSÃO PERMANENTE DE SELEÇÃO COPESE PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO PROGRAD VESTIBULAR 2011 PROVA DE BIOLOGIA

COMISSÃO PERMANENTE DE SELEÇÃO COPESE PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO PROGRAD VESTIBULAR 2011 PROVA DE BIOLOGIA Questão 1: É sabido que indivíduos homozigotos recessivos para alelos mutados do gene codificador da enzima hexosaminidase desenvolvem uma doença conhecida como Tay-Sachs, e morrem antes do quarto ano

Leia mais

OS INSETOS E OS DOCUMENTOS

OS INSETOS E OS DOCUMENTOS OS INSETOS E OS DOCUMENTOS A presença de insetos são um dos maiores problemas enfrentados pelas instituições que guardam documentos. Só recentemente em Portugal é que se começou a tomar medidas adequadas

Leia mais

ENCICLOPÉDIA DE PRAGAS

ENCICLOPÉDIA DE PRAGAS - Folha 1 Cupins Subterrâneos ou Solo - Biologia Os cupins são também conhecidos por térmitas, formigas brancas (operários), siriris ou aleluias (alados reprodutores). São insetos da ordem Isoptera (iso

Leia mais

Ecologia Conceitos Básicos e Relações Ecológicas

Ecologia Conceitos Básicos e Relações Ecológicas Ecologia Conceitos Básicos e Relações Ecológicas MOUZER COSTA O que é Ecologia? É a parte da Biologia que estuda as relações dos seres vivos entre si e com o ambiente. Conceitos Básicos Espécie População

Leia mais

Jailson Bittencourt de Andrade Coordenador do projeto Pesquisando Kirimurê e da Rede Baías da Bahia

Jailson Bittencourt de Andrade Coordenador do projeto Pesquisando Kirimurê e da Rede Baías da Bahia Abelhas Abelha solitária: Mamangava (Xylocopa frontalis) Apresentação Em continuidade ao Estudo Multidisciplinar Baía de Todos os Santos (Projeto BTS), estão sendo realizadas investigações com foco nas

Leia mais

Agita : as moscas podem até voar, mas não vão escapar...

Agita : as moscas podem até voar, mas não vão escapar... http://www.milkpoint.com.br/anuncie/novidades-dos-parceiros/agita-as-moscas-podem-ate-voar-mas-nao-vao-escapar-69463n.aspx Agita : as moscas podem até voar, mas não vão escapar... 07/02/2011 Muitas pessoas

Leia mais

FATORES ECOLÓGICOS. Professora: Dayse Luna Barbosa

FATORES ECOLÓGICOS. Professora: Dayse Luna Barbosa FATORES ECOLÓGICOS Professora: Dayse Luna Barbosa Fatores Ecológicos São o conjunto de fatores biológicos e físicos que atuam sobre o desenvolvimento de uma comunidade. Fatores Ecológicos Fatores Ecológicos

Leia mais

PRAGAS DO PARICÁ (Shizolobium amazonicum, Duke) NA AMAZÔNIA OCIDENTAL

PRAGAS DO PARICÁ (Shizolobium amazonicum, Duke) NA AMAZÔNIA OCIDENTAL ISSN 1517-4077 Amapá ~ Ministério ~a Agricultura e do Abastecimento N 51, dez/2000, PRAGAS DO PARICÁ (Shizolobium amazonicum, Duke) NA AMAZÔNIA OCIDENTAL César A. D. Teixeira 1 Arnaldo Bianchetti' 1. Introdução

Leia mais

Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA

Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA Atividade de Ciências 5º ano Nome: ATIVIDADES DE ESTUDO Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA FLORESTA AMAZÔNICA FLORESTA ARAUCÁRIA MANGUEZAL PANTANAL CAATINGA CERRADO

Leia mais

Besouros produzem GRAVIOLAS

Besouros produzem GRAVIOLAS Besouros produzem GRAVIOLAS Reisla Oliveira, Artur Campos Dália Maia, Fernando Zanella, Celso Feitosa Martins e Clemens Schlindwein Editor: Fundo Brasileiro para Biodiversidade - FUNBIO Este material

Leia mais

SISTEMA DE GESTÃO. CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS - CIPmax

SISTEMA DE GESTÃO. CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS - CIPmax ÍNDICE Item Conteúdo Página 1 Introdução 2 1.1 Gestão da Informação 2 2 Objetivo 3 2.1 Responsabilidades 3 3 Formas de Atuação 3 4 Biologia dos Insetos 4 4.1 Baratas 4 4.2 Formigas 5 4.3 Moscas 5 5 Biologia

Leia mais

TÉCNICO EM AGROECOLOGIA U.C. SANIDADE VEGETAL ARTRÓPODES

TÉCNICO EM AGROECOLOGIA U.C. SANIDADE VEGETAL ARTRÓPODES TÉCNICO EM AGROECOLOGIA U.C. SANIDADE VEGETAL ARTRÓPODES CARACTERÍSTICAS BÁSICAS ARTHROPODA Exoesqueleto quitinoso Bilatérios Filo mais numeroso Características que definem o Grupo Apêndices articulados

Leia mais

E C O L O G I A. Incluindo todos os organismos e todos os processos funcionais que a tornam habitável

E C O L O G I A. Incluindo todos os organismos e todos os processos funcionais que a tornam habitável E C O L O G I A Deriva do grego oikos, com sentido de casa e logos com sentido de estudo Portanto, trata-se do estudo do ambiente da casa Incluindo todos os organismos e todos os processos funcionais que

Leia mais

Conjunto de atos que um animal realiza ou deixa de realizar.

Conjunto de atos que um animal realiza ou deixa de realizar. Comportamento Animal Comportamento de animais domésticos Conjunto de atos que um animal realiza ou deixa de realizar. Prof. Guilherme Soares Del Claro - 2004 INSTINTO Fator inato do comportamento dos animais,

Leia mais

Computação BioInspirada

Computação BioInspirada Computação BioInspirada Os Engenheiros da Natureza Fabrício Olivetti de França The reasonable man adapts himself to the world; the unreasonable one persists in trying to adapt the world to himself. Therefore

Leia mais

CIÊNCIAS PROVA 3º BIMESTRE 7º ANO PROJETO CIENTISTAS DO AMANHÃ

CIÊNCIAS PROVA 3º BIMESTRE 7º ANO PROJETO CIENTISTAS DO AMANHÃ PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO SUBSECRETARIA DE ENSINO COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO CIÊNCIAS PROVA 3º BIMESTRE 7º ANO PROJETO CIENTISTAS DO AMANHÃ 2010 01. Cavalos,

Leia mais

Biodiversidade e Manejo dos Recursos Tropicais : Raridade e Reprodução de Espécies

Biodiversidade e Manejo dos Recursos Tropicais : Raridade e Reprodução de Espécies Biodiversidade e Manejo dos Recursos Tropicais : Raridade e Reprodução de Espécies Paulo Kageyama. ESALQ/USP Ciências Biológicas Manejo de Recursos Naturais Piracicaba, 11 março 2011 Conteúdo da Aula Diversidade

Leia mais

Se você fosse um bicho, qual deles você seria?

Se você fosse um bicho, qual deles você seria? Se você fosse um bicho, qual deles você seria? PREGUIÇA DE COLEIRA BEIJA-FLOR-DE-TOPETE ONÇA-PINTADA MANDAGUARI-AMARELO SAPO-DE-CHIFRE JEQUITIRANABOIA TUCANO-DE-BICO-VERDE JACARÉ-DE-PAPO-AMARELO MURIQUI

Leia mais

Paisagens da Avenida A. C. M. Em São Felipe-BA com a plantação das árvores.

Paisagens da Avenida A. C. M. Em São Felipe-BA com a plantação das árvores. .Infelizmente no entanto, devido a sua popularidade, o ficus vêm sendo implantado em locais impróprios, como em calçadas, ruas e próximo a muros e construções, Com o desenvolvimento da árvore, as raízes

Leia mais

PRODUTOS ELABORADOS MADEIRA PLÁSTICA

PRODUTOS ELABORADOS MADEIRA PLÁSTICA MADEIRA PLÁSTICA A Madeira Plástica é uma opção sustentável para quem se preocupa com a causa ambiental. O grande diferencial deste produto é que sua fabricação dá-se a partir da reciclagem de toneladas

Leia mais

RELAÇÕES ENTRE OS SERES VIVOS (ALELOBIOSES) 1- HARMÔNICAS NINGUÉM É PREJUDICADO 3- INTRA-ESPECÍFICAS OU HOMOTÍPICAS OS SERES SÃO DA MESMA ESPÉCIE

RELAÇÕES ENTRE OS SERES VIVOS (ALELOBIOSES) 1- HARMÔNICAS NINGUÉM É PREJUDICADO 3- INTRA-ESPECÍFICAS OU HOMOTÍPICAS OS SERES SÃO DA MESMA ESPÉCIE RELAÇÕES ENTRE OS SERES VIVOS (ALELOBIOSES) 1- HARMÔNICAS NINGUÉM É PREJUDICADO 2- DESARMÔNICAS ALGUÉM É PREJUDICADO 3- INTRA-ESPECÍFICAS OU HOMOTÍPICAS OS SERES SÃO DA MESMA ESPÉCIE 4- INTERESPECÍFICAS

Leia mais

SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST ÁREA CIÊNCIAS CN

SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST ÁREA CIÊNCIAS CN SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST ÁREA CIÊNCIAS CN Título do Podcast Área Segmento Duração Como os animais se reproduzem? Ciências Ciências da Natureza Ensino Fundamental 5 min 25 seg Habilidades: H20 - Reconhecer

Leia mais

DOENÇAS DO CUPUAÇUZEIRO (Theobroma grandiflorum Willd. Spend.) Schum.

DOENÇAS DO CUPUAÇUZEIRO (Theobroma grandiflorum Willd. Spend.) Schum. DOENÇAS DO CUPUAÇUZEIRO (Theobroma grandiflorum Willd. Spend.) Schum. Maria Geralda de Souza; Olívia Cordeiro de Almeida; Aparecida das Graças Claret de Souza Embrapa Amazônia Ocidental, Rodovia AM-010,

Leia mais

08/04/2013 PRAGAS DO FEIJOEIRO. Broca do caule (Elasmopalpus legnosellus) Lagarta rosca (Agrotis ipsilon)

08/04/2013 PRAGAS DO FEIJOEIRO. Broca do caule (Elasmopalpus legnosellus) Lagarta rosca (Agrotis ipsilon) Pragas que atacam as plântulas PRAGAS DO FEIJOEIRO Pragas que atacam as folhas Lagarta enroladeira (Omiodes indicata) Pragas que atacam as vargens Lagarta elasmo (ataca também a soja, algodão, milho, arroz,

Leia mais

3) As afirmativas a seguir referem-se ao processo de especiação (formação de novas espécies). Com relação a esse processo é INCORRETO afirmar que

3) As afirmativas a seguir referem-se ao processo de especiação (formação de novas espécies). Com relação a esse processo é INCORRETO afirmar que Exercícios Evolução - parte 2 Professora: Ana Paula Souto Nome: n o : Turma: 1) Selecione no capítulo 7 duas características de defesa de plantas. a) DESCREVA cada característica. b) Para cada característica,

Leia mais

Programa Nacional de Controle à vespa-da-madeira no Brasil

Programa Nacional de Controle à vespa-da-madeira no Brasil Anais do Seminário Internacional sobre Pragas Quarentenárias Florestais 53 Programa Nacional de Controle à vespa-da-madeira no Brasil Susete do Rocio Chiarello Penteado 1 Edson Tadeu Iede 1 Wilson Reis

Leia mais

FUNGOS FILAMENTOSOS ASSOCIADOS ÀS FORMIGAS CORTADEIRAS DO GÊNERO ATTA FABRICIUS E ESTUDO DA AÇÃO DE FUNGOS ENTOMOPATOGÊNICOS

FUNGOS FILAMENTOSOS ASSOCIADOS ÀS FORMIGAS CORTADEIRAS DO GÊNERO ATTA FABRICIUS E ESTUDO DA AÇÃO DE FUNGOS ENTOMOPATOGÊNICOS FUNGOS FILAMENTOSOS ASSOCIADOS ÀS FORMIGAS CORTADEIRAS DO GÊNERO ATTA FABRICIUS E ESTUDO DA AÇÃO DE FUNGOS ENTOMOPATOGÊNICOS Samuel Eustáquio Morato Barbosa 1 ; Danival José de Sousa 2 ; 1 Aluno do Curso

Leia mais

truta - sapos - rãs - tartaruga - serpente - garça - andorinha - morcego - macaco

truta - sapos - rãs - tartaruga - serpente - garça - andorinha - morcego - macaco PROFESSOR: EQUIPE DE CIÊNCIAS BANCO DE QUESTÕES - CIÊNCIAS 3º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ========================================================================== 01- Marque com um (X) a(s) alternativa(s)

Leia mais

KIT CICLO PEDAGÓGICO ESTUDO DO MEIO. Propostas de investigação sobre os seres vivos. Pedro Reis ISBN 978-111-11-2500-4

KIT CICLO PEDAGÓGICO ESTUDO DO MEIO. Propostas de investigação sobre os seres vivos. Pedro Reis ISBN 978-111-11-2500-4 1. o CICLO KIT PEDAGÓGICO Pedro Reis ESTUDO DO MEIO 3 Propostas de investigação sobre os seres vivos ISBN 978-111-11-2500-4 9 781111 125004 Introdução Todos os seres vivos estão bem adaptados aos locais

Leia mais

PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE À VESPA-DA-MADEIRA. Susete do Rocio Chiarello Penteado Edson Tadeu Iede Wilson Reis Filho

PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE À VESPA-DA-MADEIRA. Susete do Rocio Chiarello Penteado Edson Tadeu Iede Wilson Reis Filho PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE À VESPA-DA-MADEIRA Susete do Rocio Chiarello Penteado Edson Tadeu Iede Wilson Reis Filho Introdução de Pragas Florestais no Brasil Globalização Turismo Internacional Fronteiras

Leia mais

Instituição executora do projeto: Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (CEPAN) Coordenador Geral: Felipe Pimentel Lopes de Melo Coordenador

Instituição executora do projeto: Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (CEPAN) Coordenador Geral: Felipe Pimentel Lopes de Melo Coordenador Instituição executora do projeto: Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (CEPAN) Coordenador Geral: Felipe Pimentel Lopes de Melo Coordenador Técnico: Maria das Dores de V. C. Melo Coordenação Administrativa-Financeira:

Leia mais

Controle Microbiano de Fernanda Goes Mendes Marina Chamon Abreu Seminário de Microbiologia do Solo 2014/1 O controle de na agricultura é um fator limitante e resulta no aumento do custo de produção; O

Leia mais

Ecologia: interações ecológicas

Ecologia: interações ecológicas FACULDADES OSWALDO CRUZ Curso: Engenharia Ambiental Disciplina: Microbiologia Aplicada Prof a MsC. Vanessa Garcia Aula 12 (2º semestre): Ecologia: interações ecológicas Objetivos: analisar os principais

Leia mais

A lagarta acabou com o meu feijão!

A lagarta acabou com o meu feijão! A lagarta acabou com o meu feijão! A UU L AL A Os brasileiros gostam muito de um bom prato de arroz e feijão. Quando vamos ao supermercado e compramos um pacote de feijão pronto para ser cozido, não imaginamos

Leia mais

Controle de qualidade em Alimentos: Matérias Macro e Microscópicas Prejudiciais à saúde Humana

Controle de qualidade em Alimentos: Matérias Macro e Microscópicas Prejudiciais à saúde Humana Controle de qualidade em Alimentos: Matérias Macro e Microscópicas Prejudiciais à saúde Humana Elisa Helena Siegel Moecke Depto de Ciência e Tecnologia de Alimentos/ UFSC Laboratório de Análises - LABCAL

Leia mais

Sugestão de avaliação

Sugestão de avaliação Sugestão de avaliação 7 CIÊNCIAS Professor, esta sugestão de avaliação corresponde ao terceiro bimestre escolar ou às Unidades 3 e 4 do livro do Aluno. Avaliação Ciências NOME: TURMA: escola: PROfessOR:

Leia mais

Móds. 15 e 16. Setor 1403. Prof. Rafa

Móds. 15 e 16. Setor 1403. Prof. Rafa Móds. 15 e 16 Setor 1403 Prof. Rafa Representantes: crustáceos, Representantes: crustáceos, insetos, Representantes: crustáceos, insetos, aracnídeos, Representantes: crustáceos, insetos, aracnídeos, quilópodes

Leia mais