Interações entre formigas e diásporos não-mirmecocóricos em espécies de Miconia Ruiz & Pavón (Melastomataceae) no Cerrado

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Interações entre formigas e diásporos não-mirmecocóricos em espécies de Miconia Ruiz & Pavón (Melastomataceae) no Cerrado"

Transcrição

1 Interações entre formigas e diásporos não-mirmecocóricos em espécies de Miconia Ruiz & Pavón (Melastomataceae) no Cerrado Resumo Mônica Henrique Carnonha Lima 1 ; Fernando A. O. Silveira 2 ; Evandro Gama De Oliveira 3 No Cerrado, a maioria das espécies de plantas não possui adaptações aparentes para dispersão de sementes por formigas. Entretanto, a dispersão secundária por formigas neste ambiente vem sendo relatada recentemente. O objetivo deste estudo foi avaliar o papel das formigas na dispersão secundária de sementes tipicamente ornitocóricas, em espécies de Miconia no Cerrado. Foram realizados experimentos de remoção de diásporos para as espécies M. irwinii, M. alborufescens, M. ferruginata, M. albicans, M. ibaguensis e M. corallina. A taxa de remoção dos diásporos para as seis espécies foi similar, tanto para o tratamento de exclusão de vertebrados, quanto para o controle aberto. Grande parte dos diásporos presentes nos dois tratamentos foi removida e transportada até o ninho por espécies de Atta, Acromyrmex e Ectatomma. Estes resultados sugerem que a atividade das formigas exerce efeitos importantes e duradouros sobre o destino das sementes de Miconia adaptadas para dispersão por aves. Palavras-chave: Dispersão de sementes. Interação formiga-planta. Mirmecocoria. Pilha de rejeitos. 1 Graduanda de Ciências Biológicas, Centro Universitário UNA, Instituto de Ciências Biológicas, Campus Guajajaras, Belo Horizonte, Minas Gerais. 2 Professor co-orientador, Laboratório de Ecologia Evolutiva & Biodiversidade/ Departamento de Biologia Geral/ ICB/UFMG. 3 Professor orientador, Centro Universitário UNA, Instituto de Ciências Biológicas, Campus Guajajaras, Belo Horizonte, Minas Gerais.

2 2 Interactions between ants and non-myrmecochorous diaspores in species of Miconia (Melastomataceae) in the Cerrado Mônica Henrique Carnonha Lima 1 ; Fernando A. O. Silveira 2 ; Evandro Gama De Oliveira 3 Abstract In the Cerrado most species have no apparent adaptations for seed dispersal by ants. However, secondary dispersal by ants in this environment has been reported by some authors. The aim of this study was to evaluate the role of ants in secondary seed dispersal of Miconia species in the Cerrado. Experiments were performed for exclusion of seeds for species M. irwinii, M. alborufescens, M. ferruginata, M. albicans, M. ibaguensis and M. corallina. The seed removal rate for the six species of Miconia was similar for both treatment of exclusion as to control open. Most seeds in both treatments were removed by species of Atta, Acromyrmex, Ectatomma and Camponotus and carried to the nest. These results suggest therefore that the activity of ants carries important and lasting effects on the fate of Miconia seeds adapted for dispersal by birds. Key words: Seed dispersal. Ant-plant interaction. Myrmecochory. Refuse pile. 1 Graduanda de Ciências Biológicas, Centro Universitário UNA, Instituto de Ciências Biológicas, Campus Guajajaras, Belo Horizonte, Minas Gerais. 2 Professor co-orientador, Laboratório de Ecologia Evolutiva & Biodiversidade/ Departamento de Biologia Geral/ ICB/UFMG. 3 Professor orientador, Centro Universitário UNA, Instituto de Ciências Biológicas, Campus Guajajaras, Belo Horizonte, Minas Gerais.

3 3 INTRODUÇÃO A mirmecocoria ou dispersão de sementes por formigas é uma relação mutualista entre formigas e plantas que ocorre em diferentes hábitats, desde desertos a florestas tropicais úmidas (Hölldobler & Wilson, 1990; Wenny, 2001; Begon et al., 2007). É muito comum em espécies herbáceas de florestas temperadas decíduas da América do Norte e nas vegetações de solos pobres da África do Sul e Austrália, onde esta síndrome de dispersão foi inicialmente identificada e descrita (Hölldobler & Wilson, 1990; Giladi, 2006). É um fenômeno bastante complexo, uma vez que várias espécies de formigas interagem com várias espécies de plantas (Gorb & Gorb, 2003). A distribuição geográfica e taxonômica entre as plantas mirmecocóricas sugere que este fenômeno evoluiu de forma independente muitas vezes, provavelmente como uma resposta a pressões seletivas similares (Westoby et al., 1991). Sementes de plantas adaptadas para dispersão por formigas possuem uma estrutura rica em lipídios chamada de elaiossomo, presa externamente às sementes. O elaiossomo atrai as formigas que o utilizam como fonte alimentar e como facilitador no transporte das sementes para os ninhos (Hölldobler & Wilson, 1990; Wilson & Traveset, 2000; Wenny, 2001). As sementes transportadas pelas formigas são limpas pelos adultos e larvas sendo descartadas em seguida, geralmente intactas, nas pilhas de rejeitos do lado de fora do ninho (Pizo & Oliveira, 2001; Mayer et al., 2002; Rico-Gray & Oliveira, 2007). De acordo com alguns estudos (ver Rico-Gray & Oliveira, 2007), nos neotrópicos a mirmecocoria tem sido relatada para espécies de plantas das famílias Euphorbiaceae (Passos & Ferreira, 1996; Leal, 2003), Marantaceae (Horvitz, 1991), Turneraceae (Cuautle et al., 2005) e Gesneriaceae (Lu & Mesler, 1981). Acredita-se que espécies de plantas de aproximadamente 90 gêneros estão adaptadas para dispersão de sementes por formigas (Rico-Gray & Oliveira, 2007). Formigas transportam sementes por curtas distâncias em comparação com a dispersão realizada por vertebrados (Rico-Gray & Oliveira, 2007). Entretanto, tal constatação não invalida a contribuição da dispersão de sementes por formigas, uma vez que esta pode fornecer vários benefícios à planta incluindo: (i) escape de predadores; (ii) diminuição da competição intra-específica com a planta-mãe e outras plântulas crescendo simultaneamente próximo à planta-mãe; (iii) escape ao fogo; e (iv) deposição em solos com maior teor nutricional (Handel, 1978; Wilsson & Traveset, 2000; Giladi, 2006; Rico-Gray & Oliveira, 2007).

4 4 Para explicar os benefícios da mirmecocoria, várias hipóteses são propostas na literatura. Dentre elas se destacam três principais: (i) hipótese de escape de predador, que prediz que a dispersão e/ou o enterramento das sementes por formigas reduzem a capacidade dos predadores localizarem e consumirem as sementes; (ii) hipótese de estratégias de forrageamento, que prediz que as características dos diásporos influenciam na taxa de remoção por formigas; e (iii) hipótese de dispersão direcionada, que prediz que formigas transportam sementes para locais onde a planta possui maior aptidão (Wilsson & Traveset, 2000; Giladi, 2006; Rico-Gray & Oliveira, 2007). Em revisão recente, Giladi (2006) verificou que existe apoio para estas três hipóteses na literatura. Contudo, a importância relativa de cada um dos possíveis benefícios que as plantas podem obter (evitar predadores, evitar competição intra-específica, transporte para sítio seguro para a germinação das sementes) pode depender das espécies de plantas e de formigas envolvidas nas interações, do ecossistema estudado, além da forma como cada hipótese é definida e testada experimentalmente (Giladi, 2006). Formigas podem também auxiliar na redução do ataque de fungos aos frutos maduros no chão das florestas úmidas, bem como exercer um papel importante na dispersão secundária de sementes dispersas primariamente por vertebrados, principalmente em ambientes tropicais (Leal & Oliveira, 1998; Vander Wall & Longland, 2004; Passos & Oliveira, 2002; Pizo et al., 2005; Leal et al., 2007). Neste último caso, as formigas podem contribuir para o aumento da distância de dispersão e conseqüentemente exercer um papel importante no destino das sementes não-mirmecocóricas, influenciando o sucesso reprodutivo das plantas (Nathan & Muller-Landau, 2000; Pizo et al., 2005; Rico-Gray & Oliveira, 2007). Segundo alguns autores (e.g. Kaspari, 1993; Levey & Bayer, 1993), é cada vez mais evidente a importância das formigas como dispersores de sementes não-mirmecocóricas. Entretanto, a maioria dos estudos sobre dispersão de sementes por formigas está relacionada às plantas mirmecocóricas típicas (Rico-Gray & Oliveira, 2007). No Cerrado, a maioria das plantas não apresenta adaptações aparentes para dispersão de sementes por formigas (Gottsberger & Silberbauer-Gottsberger, 1983). Porém, segundo Leal & Oliveira (1998), as formigas podem exercer um papel importante no destino das sementes presentes no chão deste ambiente. Em estudo recente, Christianini e colaboradores (2007) verificaram que formigas transportam diásporos por distâncias médias de 18 metros até seus ninhos e que sementes despolpadas por formigas apresentam taxas de germinação maiores que sementes intactas. Além disso, formigas podem também ter um papel bastante relevante na dinâmica populacional de plantas tipicamente ornitocóricas (Christianini & Oliveira, 2009). Tais observações mostram a importância da dispersão secundária por

5 5 formigas para várias espécies de plantas no Cerrado, o que justifica a relevância do presente estudo. Neste estudo foi avaliado o papel das formigas na remoção de diásporos não mirmecocóricos em espécies do gênero Miconia na Estação Ecológica de Pirapitinga, Três Marias, e na Serra do Cipó, ambas as localidades em Minas Gerais. Os objetivos deste estudo foram: (1) quantificar a taxa de remoção de diásporos por formigas; (2) determinar a distância de dispersão das sementes por formigas; (3) relacionar as características dos diásporos com as taxas de remoção por formigas; (4) verificar o efeito da mirmecocoria na germinação das sementes; e (5) identificar as espécies de formiga envolvidas nas interações com diásporos. MATERIAIS E MÉTODOS Área de estudo Este estudo foi realizado em duas áreas: (1) Estação Ecológica de Pirapitinga (EEP), Três Marias e (2) Serra do Cipó, ambas em Minas Gerais (Figura 1). A EEP, uma ilha artificial formada em 1965 durante a construção do reservatório Três Marias, está localizada a 20 S a 18º 23 S e 45º 17 W a 45º 20 W e possui uma área total com cerca de ha. O clima da região é caracterizado por uma marcante sazonalidade, com estação chuvosa e quente entre outubro e abril e uma estação seca e fria entre maio e setembro. A temperatura média varia entre 25,1ºC e 20,9ºC com precipitação média anual de mm (Silveira, 2006). Está inserida no bioma Cerrado e apresenta três fisionomias: (i) cerradão, dossel mais ou menos fechado, apresentando árvores com cerca de 8-12m de altura; (ii) cerrado sensu stricto, com um estrato arbóreo-arbustivo geralmente em torno de 6-7 metros de altura e estrato herbáceo mais ou menos contínuo; e (iii) campo sujo, com estrato herbáceoarbsutivo dominante, presença de arbustos e pequenas árvores esparsas (Oliveira-Filho & Ratter, 2002). O solo do Cerrado, independente da fisionomia, é caracterizado por apresentar grande saturação de alumínio (Azevedo et al., 1987). A Serra do Cipó, situada na porção sul da Cadeia do Espinhaço, está localizada a 19º12'- 19º20'S e 43º30'-43º40'W e se apresenta sob a forma de um conjunto de elevações em torno de 1.200m acima do nível do mar (Giulietti et al., 1987). O clima da região é do tipo mesotérmico (Cwb na classificação de Köppen), com estações seca (maio-setembro) e úmida (outubro-abril), bem definidas. A temperatura média anual varia em torno de 25-30ºC

6 6 no verão e 8-18 C no inverno, com precipitação média anual girando em torno de 1.350mm (Madeira e Fernandes, 1999). A fisionomia predominante é de campo rupestre, com grande número de espécies endêmicas associadas aos afloramentos rochosos (Giulietti et al., 1987; Oliveira-Filho & Ratter, 2002). Figura 1: (A) Localização geográfica da Estação Ecológica de Pirapitinga, mostrando as três fisionomias do Cerrado: (B) campo sujo; (C) cerrado sensu stricto; e (D) cerradão. (E) Localização geográfica da Serra do Cipó, mostrando a vegetação de campo rupestre (F). A E B C D F Espécies estudadas Neste estudo, foi analisado o comportamento das formigas em relação aos diásporos de Miconia, o gênero de Melastomataceae com maior número de espécies, e com ampla distribuição geográfica no Cerrado brasileiro (Renner, 1993; Goldenberg, 2000). As espécies do gênero produzem pequenas bagas com alto teor de água e carboidratos que são consumidas por pequenas aves que dispersam suas sementes (Stiles & Rosselli, 1993). Seis espécies foram estudadas: (1) Miconia albicans (SW.) Triana; (2) Miconia irwinii Wurdack; (3) Miconia ferruginata DC.; (4) Miconia ibaguensis (Bonpl.) Triana; (5) Miconia alborufescens Naud.; e (6) M. corallina Spring. (Tabela 1 e Figura 2). Os experimentos com a espécie M. ibaguensis foram realizados na fisionomia campo sujo da EEP, e os experimentos com M. albicans foram realizados no campo rupestre da Serra do Cipó e em

7 7 três fisionomias do Cerrado na EEP. As demais espécies foram estudadas no Campo rupestre da Serra do Cipó. Tabela 1: Características das espécies de Miconia utilizadas neste estudo. Espécie Fitofisionomia* Hábito vegetativo* Época de frutificação* Miconia irwinii Wurdack 1 arvoreta agosto-outubro Miconia ferruginata DC. 1 árvore setembro-novembro Miconia alborufescens Naud. 1 arbusto setembro-novembro Miconia albicans (SW.) Triana 1,2,3,4 arbusto novembro-janeiro Miconia ibaguensis (Bonpl.) Triana 2,3,4 árvore dezembro-fevereiro Miconia corallina Spring. 1 arbusto janeiro-abril (1) Campo rupestre; (2) Campo sujo; (3) Cerrado sensu stricto; (4) Cerradão. * Dados obtidos através de observações pessoais durante o desenvolvimento do estudo. Figura 2: Infrutescências das espécies de Miconia (Melastomataceae) estudadas. (A) Miconia irwinii; (B) Miconia alborufescens; (C) Miconia corallina; (D) Miconia ibaguensis; (E) Miconia ferruginata; e (F) Miconia albicans. A B C D E F Avaliação da comunidade de formigas e distância de dispersão Para determinar as espécies de formigas interagindo com frutos de Miconia foram feitas observações e coletas oportunistas nos períodos diurno e noturno durante o período de frutificação de cada espécie. As espécies de formigas envolvidas nas interações e/ou

8 8 remoção de diásporos foram coletas (cinco indivíduos de cada espécie) para posterior identificação. Para registrar a distância de dispersão as formigas observadas, removendo diásporos junto aos indivíduos de Miconia, foram seguidas até o ninho ou até desaparecerem na serrapilheira. Neste caso, a distância do deslocamento foi medida com o auxílio de uma trena. Os espécimes de formigas foram gentilmente identificados pelo Dr. Jacques Hubert Charles Delabie e estão depositados na coleção entomológica da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC, Bahia). Experimento de remoção de diásporos Para verificar a contribuição das formigas na remoção de diásporos, foram realizados experimentos de campo com frutos maduros de seis espécies de Miconia. Para cada espécie, foram montadas estações de observação na vizinhança imediata de indivíduos em frutificação. Em cada estação de observação, 10 diásporos marcados com um marcador de tinta permanente (Testors, USA), foram disponibilizados em dois tratamentos: (i) tratamento de exclusão de vertebrados e (ii) controle aberto. Os vertebrados foram excluídos com gaiolas de arame (17x17x21cm), vedadas nas laterais e na parte superior com malha (1,5 cm) (ver Christianini et al., 2007). A quantidade de diásporos removidos em cada estação foi verificada após 24 e 48 horas. Foi mantida uma distância mínima de dez metros entre as repetições para evitar que estas fossem visitadas pela mesma colônia de formigas. A comparação entre os dois tratamentos (tratamento de exclusão versus controle aberto) foi feita através do teste de Wilcoxon. O efeito das características dos diásporos na taxa de remoção por formigas Para verificar o efeito das características dos diásporos na taxa de remoção por formigas, foram investigados os aspectos biométricos e químicos de frutos das espécies de Miconia. Para a análise da biometria dos frutos, foram utilizados 10 diásporos de seis indivíduos de cada espécie, totalizando um total de 60 diásporos. Após a coleta, os frutos foram trazidos para o laboratório de Botânica do Centro Universitário UNA, onde foi feita a medição da matéria fresca (peso fresco dos frutos). Para obtenção do peso seco os frutos foram acondicionados em envelopes de papel e mantidos na estufa a 70 C por cinco dias. As variáveis analisadas foram: (i) peso seco médio dos frutos; (ii) peso seco médio da polpa; (iii) peso seco médio do total de sementes por fruto; (iv) razão entre o peso seco do fruto e do total de sementes; e (v) número médio de sementes por fruto. Para as análises químicas, o número de diásporos variou conforme a disponibilidade de cada espécie. Nesta análise a variável estudada foi o teor de lipídeos, uma vez que a

9 9 concentração lipídica talvez seja a principal característica que influencia a taxa de remoção de diásporos por formigas (Pizo & Oliveira, 1998; Christianini et al., 2007). O teor de lipídeos foi analisado de acordo com os métodos descritos por Bligh & Dyer (1959). A umidade dos frutos foi analisada de acordo com métodos descritos pelo Instituto Adolfo Lutz (1985). O efeito das características dos diásporos sobre a taxa de remoção por parte das formigas no tratamento de exclusão de vertebrados foi analisado por meio de regressão linear. A taxa de remoção (variável y) foi relacionada à porcentagem de lipídeos e todas as variáveis da biometria dos frutos listadas acima. Efeitos da manipulação dos diásporos pelas formigas na taxa de germinação das sementes Para verificar o efeito da manipulação de sementes por formigas, foram realizados testes de germinação em placas de Petri sobre papel filtro com as espécies M. irwinii e M. ferruginata. Para M. irwinii, quatro tratamentos foram utilizados: (i) sementes despolpadas por Cephalotis pusillus na planta mãe; (ii) sementes despolpadas manualmente (sem influência das formigas); (iii) sementes manipuladas por Atta sexdens rubropilosa encontradas na pilha de rejeito; e (iv) sementes encontradas debaixo da planta mãe. Para M. ferruginata, três tratamentos foram utilizados: (i) sementes despolpadas manualmente (sem influência das formigas); (ii) sementes encontradas debaixo da plantamãe; e (iii) sementes encontradas em fezes de aves. Para ambas as espécies, as sementes foram dispostas em placas de Petri contendo folha dupla de papel filtro e mantidas em câmara de germinação a 25 C com fotoperíodo de 12 horas. As placas foram umedecidas uma vez a cada 1-2 dias com solução de nistatina a 2%, solução esta que evita o crescimento de fungos. Foram realizadas quatro repetições de 25 sementes para cada tratamento em delineamento inteiramente casualizado. As sementes foram monitoradas diariamente para contabilização do número de sementes que germinou em cada placa. As sementes foram consideradas como germinadas após apresentarem protrusão da radícula. A comparação entre os tratamentos utilizou o teste de Kruskal-Wallis seguido do teste de Conover para comparações múltiplas (α=0,05).

10 10 Efeito do tipo de solo sobre a taxa de germinação das sementes (gradiente de fertilidade do solo) Para verificar se as sementes plantadas em solo de formigueiro apresentavam taxas de germinação iguais ou maiores às sementes plantadas em solos de locais aleatórios, foram realizados testes de germinação em solo de formigueiro e em solo das três fisionomias do Cerrado encontradas na EEP (cerradão, cerrado sensu stricto e campo sujo). Frutos maduros de Miconia foram coletados de forma aleatória de acordo com a disponibilidade de cada espécie. A polpa dos frutos foram retiradas manualmente deixando apenas as sementes. Estas foram lavadas com água durante cinco minutos, secas à temperatura ambiente e armazenadas a 4 C (ver Carreira & Zaidan, 2007). Este procedimento assegurou a viabilidade das sementes para os experimentos de germinação. As sementes foram plantadas em sacos plásticos comerciais para mudas (14x7cm) contendo os diferentes tipos de solo. Foram plantadas sementes em solos de formigueiro, em solos de locais aleatórios das diferentes fisionomias do Cerrado e em vermiculita. Sementes plantadas em vermiculita foram utilizadas como grupo controle. As sementes foram plantadas superficialmente uma vez que são fotoblásticas positivas (precisam de luz para germinar), e mantidas em câmara de germinação à 25 C com fotoperíodo de 12h por um período de 30 dias (ver Carreira & Zaidan, 2007). Foram utilizadas três repetições de 25 sementes para cada tratamento em delineamento inteiramente casualizado. As sementes foram umedecidas diariamente para contabilização do número de sementes que germinou em cada tratamento. As sementes foram consideradas como germinadas após apresentarem a emissão dos cotilédones. Os tratamentos foram comparados utilizando o teste de Kruskal-Wallis seguido do teste de Conover para comparações múltiplas (α=0,05). RESULTADOS Comunidade de formigas interagindo com os diásporos de Miconia Quinze espécies de formigas em seis sub-famílias foram registradas interagindo com frutos de Miconia no Cerrado (Tabela 2 e Figura 3). A maioria destas espécies (9 de 15) foi observada interagindo e/ou removendo a polpa dos diásporos na própria planta ou no solo logo abaixo dos indivíduos em frutificação. Cephalotes pusillus, Camponotus (Myrmaphaenus) sp., e Camponotus crassus foram as espécies mais frequentemente observadas interagindo com frutos de Miconia. Formigas dos gêneros Atta, Acromyrmex,

11 11 Ectatomma e Camponotus foram observadas removendo e também transportando diásporos de Miconia para os ninhos. Atta sexdens rubropilosa foi observada removendo diásporos de cinco das seis espécies estudadas. Cephalotes pusillus, foi observada despolpando frutos de todas as espécies de Miconia estudas, exceto em M. corallina, onde foi registrada interagindo com os frutos.

12 12 Tabela 2: Espécies de formigas observadas explorando diásporos no Cerrado. Espécies de formigas* Myrmicinae Campo Miconia albicans sujo S.s Cerradão Campo rupestre M. ferruginata M. alborufescens M. ibaguensis M. irwinii M. corallina Acromyrmex niger (Smith) R 2C R 2C - - R 2C Atta sexdens rubropilosa (Forel) R 2 R 2 R 2 R 2 R 2 C R 2 R 2 R 2C - Cephalotes pusillus (Klug) In In In In In In In In In Pheidole geraesensis Mayr In Pheidole radoszkowskii Mayr In Trachymyrmex sp. In R 2 Formicinae Camponotus (Myrmaphaenus) sp. In In In In In In In - - Camponotus crassus Mayr In In In In In - Camponotus melanoticus Emery In Camponotus rufipes (Fabricius) In In In R 1 - Ponerinae Ectatomma brunneum Smith R 2 R 2 R 2 R R 2In - - Ectatomma planidens Borgmeier R 2C Ecitoninae Labidus coecus (Latreille) - - In Dolichoderinae Linepithema micans (Forel) In In Pseudomyrmecinae Pseudomyrmex termitarius (Smith) In (C) cortam os frutos; (R 1) Transportam frutos por distâncias inferiores ou iguais a 5cm; (R 2) Transportam frutos por distâncias superiores a 5cm; (In) interagem com os frutos (coletam líquidos ou despolpam os frutos no local). *( Hölldobler & Wilson, 1990).

13 13 Figura 3: Formigas interagindo com diásporos de Miconia no Cerrado. (A) Ectatomma brunneum transportando frutos de Miconia albicans na Serra do Cipó; (B) Atta sexdens rubropilosa transportando frutos de Miconia albicans na EEP; (C) Acromyrmex niger transportando frutos de Miconia ferruginata; (D) Camponotus rufipes interagindo com frutos de Miconia alborufescens; (E) Cephalotes pusillus interagindo com frutos de Miconia irwinii; (F) Camponotus melanoticus despolpando frutos de Miconia ferruginata abaixo da planta mãe; e (G) Camponotus crassus interagindo com frutos de Miconia ibaguensis na EEP. A B C D E F G

14 14 O comportamento de despolpar foi o mais comum entre as 15 espécies de formigas identificadas neste estudo. Este comportamento foi observado tanto para os frutos caídos no chão quanto para os frutos presentes na própria planta. Das 15 espécies de formigas, somente C. crassus e C. rufipes não foram observadas despolpando frutos de Miconia. Outro comportamento muito comum, porém observado somente nas espécies de Atta, Acromyrmex e Ectatomma foi o de cortar o fruto para posteriormente transportá-lo. Na maioria dos casos, estas espécies foram observadas executando este comportamento ao longo do caminho para os ninhos. Grande parte dos frutos (pedaços dos frutos) foi perdida pelas formigas durante este percurso. A análise detalhada deste comportamento não foi realizada uma vez que não era o objetivo principal deste trabalho. Experimento de remoção de diásporos e distância de dispersão Para as seis espécies testadas, não houve diferença significativa na taxa de remoção dos diásporos entre os dois tratamentos (tratamento de exclusão de vertebrados e controle aberto) (Tabela 3). Em nenhum caso foi observada remoção de diásporos por vertebrados, sendo as formigas o único agente de remoção. As espécies Atta sexdens rubropilosa (M. alborufescens e M. ferruginata), Acromyrmex niger (M. ferruginata) e Ectatomma brunneum (M. albicans e M. ibaguensis), foram observadas removendo diásporos tanto do tratamento de exclusão de vertebrados, quanto do controle aberto. De forma oportunista Camponotus rufipes foi observada removendo frutos encontrados nas proximidades de indivíduos de M. irwinii em frutificação. Para as demais espécies de Miconia, C. rufipes foi observada interagindo e/ou coletando líquidos dos frutos. Através das observações de campo foi possível verificar que as formigas, de modo geral, transportam os diásporos para os ninhos, onde se alimentam da polpa deixando as sementes limpas. Atta sexdens rubropilosa foi observada descartando as sementes de M. irwinii na pilha de rejeitos do lado de fora do ninho. Indivíduos de A. sexdens rubropilosa foram também observadas coletando frutos de M. ferruginata na própria planta e transportando-os para os ninhos. Já a espécie A. niger foi observada despolpando frutos de M. ferruginata ao longo do percurso para os ninhos. Formigas foram observadas transportando diásporos por distâncias médias que variaram de 0,56±0,1m (M. irwinii; n=85) a 30,09±12,0m (M. ferruginata; n=12) (Tabela 4). Dentre estas espécies, A. sexdens rubropilosa foi a que transportou maior quantidade de frutos por distâncias maiores (a distância máxima de dispersão medida para esta espécie foi de 45,2m).

15 15 O experimento de remoção de diásporos para M. ferruginata e M. alborufescens foi realizado por um período de 24h, uma vez que as condições climáticas durante a frutificação dessas duas espécies, não eram favoráveis à atividade das formigas. Tabela 3: Resultado do experimento de remoção de diásporos por formigas no Cerrado (média ± DP) após 24 e 48h de observação. (N) se refere ao número de repetições; (W) Valor do teste Wilcoxon; (ns) indica que a diferença na taxa de remoção entre o tratamento de exclusão e o controle aberto não foi significativa (p>0.05). Remoção após 24h Remoção após 48h Tratamento de Controle Tratamento Controle Espécie de planta N exclusão aberto W P de exclusão aberto W P Miconia albicans (Cd) 10 3,7 ± 3,7 3 ± 3,8 12 ns 7,4 ± 2,2 6,4 ± 3,4 20 ns Miconia albicans (Cr) 10 7,5 ± 3,4 7,2 ± 0 9,5 ns 9,9 ± 0,3 9,7 ± 0,7 3 ns Miconia albicans (Cs) 10 3,6 ± 3,3 2,3 ± 3,1 19,5 ns 6,4 ± 3,2 5,5 ± 2,8 37 ns Miconia albicans (Ss) 10 2,3 ± 3,9 3,6 ± 4,2 17,5 ns 4,5 ± 3,6 4,3 ± 4,2 11,5 ns Miconia alborufescens 16 3,4 ± 4,4 5,1 ± 4,6 23 ns * * * * Miconia corallina 10 5,6 ± 2,8 4,2 ± 4,1 31,5 ns 7,0 ± 2,8 5,5 ± 3,8 17,5 ns Miconia ferruginata 20 2,5 ± 4,1 2,1 ± 4,1 3 ns * * * * Miconia ibaguensis (Cs) 10 2,4 ± 3,5 2,8 ± 2,6 10 ns 5,1 ± 3,2 5 ± 3,3 19,5 ns Miconia irwinii 15 9,3 ± 2,6 8,3 ± 3,0 13,5 ns 9,5 ± 3,5 8,9 ± 2,6 5 ns (Cr) Campo rupestre; (Cs) Campo sujo; (Ss) Cerrado sensu stricto; (Cd) Cerradão. * Experimento não realizado. Tabela 4: Distância média de dispersão (m) de diásporos de Miconia por formigas na Serra do Cipó e em Três Marias (Minas Gerais). Espécie de planta Média (m) Amplitude (m) N Miconia albicans (Cd) 0,15 ± 0 0,15-0,15 2 Miconia albicans (Cr) 0,64 ± 0,3 0,34-1,05 8 Miconia Albicans (Ss) 2,2 ± 0,7 1,39-3,51 8 Miconia alborufescens 12,5 ± 5,9 7,70-19,60 3 Miconia corallina 0,3 ± 0,3 0,10-0,60 4 Miconia ferruginata 30,09 ± 12,0 3,67-45,20 12 Miconia irwinii 0,56 ± 0,1 0,46-0,64 85 (Cr) Campo rupestre; (Ss) Cerrado sensu stricto; (Cd) Cerradão

16 16 O efeito das características dos diásporos na taxa de remoção por formigas Através das análises biométricas e lipídicas dos frutos, foi possível verificar que frutos de Miconia possuem características diferentes de acordo com a espécie (Tabela 5 e Figuras 4A e 4B). O tamanho dos diásporos (massa fresca), por exemplo, variou de 0,033g (M. corallina) a 0,290g (M. ferruginata). O teor de lipídio em 6g de massa seca, por sua vez, variou de 1,9% (M. ferruginata) a 5% (M. albicans - campo sujo) (Figura 5). Para M. albicans, observou-se uma pequena variação nas características dos frutos de acordo com a fisionomia do Cerrado (Figura 6). O tamanho médio dos frutos aumentou no sentido cerradão campo sujo. Tabela 5: Resultados da biometria de frutos (N = 60) de Miconia (média ± DP). Peso fresco do Peso seco do Peso seco da Razão polpa Número de Espécie fruto fruto polpa semente sementes M. albicans (Cd) 0,181 ± 0,05 0,017 ± 0,003 0,011 ± 0,002 2,789 ± 5,44 20 ± 5,82 M. albicans (Cs) 0,193 ± 0,04 0,020 ± 0,004 0,013 ± 0,003 1,712 ± 0,44 27 ± 0,44 M. albicans (Ss) 0,184 ± 0,05 0,021 ± 0,025 0,016 ± 0,025 5,398 ± 14,52 17 ± 7,66 M. alborufescens 0,073 ± 0,01 0,014 ± 0,002 0,010 ± 0,002 4,288 ± 10,11 13 ± 3,48 M. corallina 0,033 ± 0,01 0,008 ± 0,003 0,005 ± 0,002 1,443 ± 0,66 3 ± 2,07 M. ferruginata 0,290 ± 0,06 0,073 ± 0,015 0,051 ± 0,013 2,391 ± 0,78 31 ± 4,25 M. ibaguensis 0,107 ± 0,03 0,017 ± 0,005 0,013 ± 0,004 3,288 ± 1,25 36 ± 15,97 M. irwinii 0,206 ± 0,05 0,060 ± 0,014 0,038 ± 0,013 1,948 ± 1,06 6 ± 8 (Cd) cerradão; (Cs) campo sujo; e (Ss) cerrado sensu stricto. Figura 4A: Variação inter e intra-específica do peso fresco de diásporos de quatro espécies de Miconia.

ESPÉCIES DE FORMIGAS QUE INTERAGEM COM AS SEMENTES DE Mabea fistulifera Mart. (EUPHORBIACEAE) 1

ESPÉCIES DE FORMIGAS QUE INTERAGEM COM AS SEMENTES DE Mabea fistulifera Mart. (EUPHORBIACEAE) 1 733 ESPÉCIES DE FORMIGAS QUE INTERAGEM COM AS SEMENTES DE Mabea fistulifera Mart. (EUPHORBIACEAE) 1 Ethel Fernandes de Oliveira Peternelli 2, Terezinha Maria Castro Della Lucia 2 e Sebastião Venâncio Martins

Leia mais

IV Seminário de Iniciação Científica

IV Seminário de Iniciação Científica AVALIAÇÃO DO EFEITO DA MONOCULTURA SOBRE O PADRÃO DE DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DE FORMIGAS CORTADEIRAS (ATTA e ACROMYRMEX) Filipe de Arruda Viegas 1,4, Marcos Antônio Pesquero 2,4, Danilo Jacinto Macedo 3,4,

Leia mais

Palavras-chave: campo rupestre, síndromes de dispersão, Serra dos Pireneus.

Palavras-chave: campo rupestre, síndromes de dispersão, Serra dos Pireneus. 1 TIPOLOGIA DE FRUTOS E SÍNDROMES DE DISPERSÃO DE UMA COMUNIDADE DE CAMPO RUPESTRE NO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DOS PIRENEUS, GOIÁS. Sabrina do Couto de Miranda 1,4 ; Marineide Abreu Batista 1,4 ; Jair

Leia mais

COMPOSIÇÃO DE ESPÉCIES DE FORMIGAS NO SOLO E DOSSEL NA SERRA DO TEIMOSO, BAHIA

COMPOSIÇÃO DE ESPÉCIES DE FORMIGAS NO SOLO E DOSSEL NA SERRA DO TEIMOSO, BAHIA COMPOSIÇÃO DE ESPÉCIES DE FORMIGAS NO SOLO E DOSSEL NA SERRA DO TEIMOSO, BAHIA Breier, T.B.; 1, Andrade, M. A. R. 1 ;Valle, V. 2 ; & Silva, O. V. 3 RESUMO Investigamos a similaridade na composição de espécies

Leia mais

Correlação de Miconia albicans e concentração de alumínio no solo em um fragmento de cerrado denso, Itirapina.

Correlação de Miconia albicans e concentração de alumínio no solo em um fragmento de cerrado denso, Itirapina. Correlação de Miconia albicans e concentração de alumínio no solo em um fragmento de cerrado denso, Itirapina. ARILDO DE S. DIAS 1, CLÁUDIA DE M. MARTINELLI 2, LARISSA G. VEIGA 1, RICARDO GABRIEL MATTOS

Leia mais

Efeitos da fragmentação de habitats em populações vegetais SANDRO MUNIZ DO NASCIMENTO

Efeitos da fragmentação de habitats em populações vegetais SANDRO MUNIZ DO NASCIMENTO Efeitos da fragmentação de habitats em populações vegetais SANDRO MUNIZ DO NASCIMENTO Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Departamento de Botânica, Instituto de Biologia, Universidade Estadual de Campinas,

Leia mais

O SERVIÇO DE POLINIZADORES E A EFICÁCIA REPRODUTIVA DAS PLANTAS EM FRAGMENTOS VEGETAIS DE CERRADO NO MUNICÍPIO DE ANÁPOLIS, GOIÁS

O SERVIÇO DE POLINIZADORES E A EFICÁCIA REPRODUTIVA DAS PLANTAS EM FRAGMENTOS VEGETAIS DE CERRADO NO MUNICÍPIO DE ANÁPOLIS, GOIÁS O SERVIÇO DE POLINIZADORES E A EFICÁCIA REPRODUTIVA DAS PLANTAS EM FRAGMENTOS VEGETAIS DE CERRADO NO MUNICÍPIO DE ANÁPOLIS, GOIÁS Giselle Lopes Moreira 1,2, Juliana Cristina de Sousa 1,3 e Mirley Luciene

Leia mais

IPEF n.47, p.62-65, mai.1994. FENOLOGIA DE FLORAÇÃO E FRUTIFICAÇÃO EM POPULAÇÃO NATURAL DE AÇAIZEIRO (Euterpe oleracea Mart.) NO ESTUÁRIO AMAZÔNICO

IPEF n.47, p.62-65, mai.1994. FENOLOGIA DE FLORAÇÃO E FRUTIFICAÇÃO EM POPULAÇÃO NATURAL DE AÇAIZEIRO (Euterpe oleracea Mart.) NO ESTUÁRIO AMAZÔNICO IPEF n.47, p.62-65, mai.1994 FENOLOGIA DE FLORAÇÃO E FRUTIFICAÇÃO EM POPULAÇÃO NATURAL DE AÇAIZEIRO (Euterpe oleracea Mart.) NO ESTUÁRIO AMAZÔNICO Mário Augusto Gonçalves Jardim (1) Paulo Yoshio Kageyama

Leia mais

FUNGOS FILAMENTOSOS ASSOCIADOS ÀS FORMIGAS CORTADEIRAS DO GÊNERO ATTA FABRICIUS E ESTUDO DA AÇÃO DE FUNGOS ENTOMOPATOGÊNICOS

FUNGOS FILAMENTOSOS ASSOCIADOS ÀS FORMIGAS CORTADEIRAS DO GÊNERO ATTA FABRICIUS E ESTUDO DA AÇÃO DE FUNGOS ENTOMOPATOGÊNICOS FUNGOS FILAMENTOSOS ASSOCIADOS ÀS FORMIGAS CORTADEIRAS DO GÊNERO ATTA FABRICIUS E ESTUDO DA AÇÃO DE FUNGOS ENTOMOPATOGÊNICOS Samuel Eustáquio Morato Barbosa 1 ; Danival José de Sousa 2 ; 1 Aluno do Curso

Leia mais

DIVERSIDADE DE CLIMAS = DIVERSIDADE DE VEGETAÇÕES

DIVERSIDADE DE CLIMAS = DIVERSIDADE DE VEGETAÇÕES FORMAÇÕES VEGETAIS - Os elementos da natureza mantém estreita relação entre si. - A essa relação, entendida como a combinação e coexistência de seres vivos (bióticos) e não vivos (abióticos) dá-se o nome

Leia mais

Marina Xavier da Silva

Marina Xavier da Silva Composição de espécies e padrão de forrageamento de formigas em Talipariti pernambucense (Malvaceae) em uma área de restinga Marina Xavier da Silva RESUMO: Plantas com nectários extraflorais são utilizadas

Leia mais

Relação entre variáveis de fertilidade do solo e o tipo de vegetação no Estado de São Paulo, utilizando técnicas de geoestatística e SIG.

Relação entre variáveis de fertilidade do solo e o tipo de vegetação no Estado de São Paulo, utilizando técnicas de geoestatística e SIG. Relação entre variáveis de fertilidade do solo e o tipo de vegetação no Estado de São Paulo, utilizando técnicas de geoestatística e SIG. Tiago Brochado Pires Introdução: Estudos voltados para a interpretação

Leia mais

1. Introdução. Emília Zoppas de Albuquerque

1. Introdução. Emília Zoppas de Albuquerque Otimização do tempo de recrutamento máximo de operárias de Allomerus octoarticulatus (Hymenoptera: Formicidae) frente à herbivoria induzida em Hirtella mirmecophila (Chrysobalanaceae) Emília Zoppas de

Leia mais

Curso de Ecologia da Vegetação. Parte 6: Compreendendo o Domínio do Cerrado

Curso de Ecologia da Vegetação. Parte 6: Compreendendo o Domínio do Cerrado Universidade Federal de Minas Gerais Instituto de Ciências Biológicas Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal Curso de Ecologia da Vegetação Parte 6: Compreendendo o Domínio do Cerrado Ary T. Oliveira

Leia mais

Composição, Resgate, Realocação e Sobrevivência de uma População de Dinoponera Lucida Emery (Hymenoptera: Formicidae)

Composição, Resgate, Realocação e Sobrevivência de uma População de Dinoponera Lucida Emery (Hymenoptera: Formicidae) III SIMPÓSIO SOBRE A BIODIVERSIDADE DA MATA ATLÂNTICA. 2014 189 Composição, Resgate, Realocação e Sobrevivência de uma População de Dinoponera Lucida Emery (Hymenoptera: Formicidae) R. A. Ferreira 1 ;

Leia mais

Mudanças na estrutura diamétrica em uma comunidade no Cerrado de Itirapina, São Paulo

Mudanças na estrutura diamétrica em uma comunidade no Cerrado de Itirapina, São Paulo Mudanças na estrutura diamétrica em uma comunidade no Cerrado de Itirapina, São Paulo ANA GABRIELA FARACO 1, EDER DASDORIANO PORFIRIO JUNIOR 2, TÂNIA MARIA DE MOURA 1, VANESSA PESSANHA TUNHOLI 3 & VIVIAN

Leia mais

Alterações físicas no solo do cerrado por formigas. Resumo - Estudos atribuem às formigas e aos cupins a responsabilidade pela formação de estrutura

Alterações físicas no solo do cerrado por formigas. Resumo - Estudos atribuem às formigas e aos cupins a responsabilidade pela formação de estrutura Santos, F.A.M., Martins, F.R. & Tamashiro, J.Y. (orgs.). Relatórios da disciplina BT791 - Graduação em Biologia, IB, UNICAMP 34 Alterações físicas no solo do cerrado por formigas Adriano A. Mariscal 1,

Leia mais

Nome: Nº: Turma: Geografia. 1º ano Biomas Sílvia fev/08 INTRODUÇÃO

Nome: Nº: Turma: Geografia. 1º ano Biomas Sílvia fev/08 INTRODUÇÃO Nome: Nº: Turma: Geografia 1º ano Biomas Sílvia fev/08 INTRODUÇÃO São conjuntos de ecossistemas terrestres com vegetação característica e fisionomia típica em que predomina certo tipo de clima. São comunidades

Leia mais

A origem, evolução e diversidade da vegetação do Bioma Cerrado. Vânia R. Pivello Dept. Ecologia - IB/USP

A origem, evolução e diversidade da vegetação do Bioma Cerrado. Vânia R. Pivello Dept. Ecologia - IB/USP A origem, evolução e diversidade da vegetação do Bioma Cerrado Vânia R. Pivello Dept. Ecologia - IB/USP Sumário Conceituação, definições Classificações da vegetação do Cerrado Condições ambientais Origem

Leia mais

RIQUEZA DE FORMIGAS CULTIVADORAS DE FUNGO (FOMICIDAE: ATTINI) ASSOCIADAS A CULTURAS FLORESTAL E AGRÍCOLA NA REGIÃO DE IPAMERI, GO

RIQUEZA DE FORMIGAS CULTIVADORAS DE FUNGO (FOMICIDAE: ATTINI) ASSOCIADAS A CULTURAS FLORESTAL E AGRÍCOLA NA REGIÃO DE IPAMERI, GO RIQUEZA DE FORMIGAS CULTIVADORAS DE FUNGO (FOMICIDAE: ATTINI) ASSOCIADAS A CULTURAS FLORESTAL E AGRÍCOLA NA REGIÃO DE IPAMERI, GO Raiane Lima 1, Pedro Ivo Decurcio Cabral 2, José Rosa Paim Neto 3, Márcio

Leia mais

Biomas Brasileiros I. Floresta Amazônica Caatinga Cerrado. Mata Atlântica Pantanal Campos Sulinos ou Pampas Gaúchos

Biomas Brasileiros I. Floresta Amazônica Caatinga Cerrado. Mata Atlântica Pantanal Campos Sulinos ou Pampas Gaúchos Biomas Brasileiros I Floresta Amazônica Caatinga Cerrado Mata Atlântica Pantanal Campos Sulinos ou Pampas Gaúchos Floresta Amazônica Localizada na região norte e parte das regiões centro-oeste e nordeste;

Leia mais

Estímulos químicos induzem recrutamento de formigas na mirmecófita Maieta guianensis (Melastomataceae) Introdução Material & métodos

Estímulos químicos induzem recrutamento de formigas na mirmecófita Maieta guianensis (Melastomataceae) Introdução Material & métodos Estímulos químicos induzem recrutamento de formigas na mirmecófita Maieta guianensis (Melastomataceae) Simone B. Vosgueritchian, Adaíses Simone M. da Silva, Daniel M.G. Tokman & Thiago Santos Introdução

Leia mais

Fitossociologia em Campo de Murundu antropizado no município de Jataí, GO

Fitossociologia em Campo de Murundu antropizado no município de Jataí, GO Fitossociologia em Campo de Murundu antropizado no município de Jataí, GO Hortência Soardi MARICATO hortenciabio12@yahoo.com.br Pós Graduação em Geografia, Universidade Federal de Goiás/Campus Jataí UFG

Leia mais

Associação entre Cornitermes spp. (Isoptera: Termitidae) e cupins inquilinos em uma área de floresta de terra firme na Amazônia Central Thiago Santos

Associação entre Cornitermes spp. (Isoptera: Termitidae) e cupins inquilinos em uma área de floresta de terra firme na Amazônia Central Thiago Santos Associação entre Cornitermes spp. (Isoptera: Termitidae) e cupins inquilinos em uma área de floresta de terra firme na Amazônia Central Thiago Santos Introdução Os cupins (Insecta: Isoptera) são organismos

Leia mais

Germinação das Sementes de Soja Contaminadas com Ferrugem Asiática e sem Contaminação

Germinação das Sementes de Soja Contaminadas com Ferrugem Asiática e sem Contaminação das Sementes de Soja Contaminadas com Ferrugem Asiática e sem Contaminação Colli, A. M. T 1 1 Faculdades Integradas Fafibe Bebedouro SP aureacolli@linkway.com.br Basso, L. P. 2 2 Graduação - Faculdades

Leia mais

BIOMETRIA DE FRUTOS E SEMENTES DE

BIOMETRIA DE FRUTOS E SEMENTES DE BIOMETRIA DE FRUTOS E SEMENTES DE Campomanesia adamantium (Camb.) O. Berg e Campomanesia pubescens (DC.). O. Berg Michele Camargo de Oliveira 1, Denise Garcia de Santana 1, Kelly Cristiene de Freitas Borges

Leia mais

Variabilidade Temporal das Formigas e suas relações com a baixa Atmosfera na Flona de Caixuanã-pa

Variabilidade Temporal das Formigas e suas relações com a baixa Atmosfera na Flona de Caixuanã-pa Variabilidade Temporal das Formigas e suas relações com a baixa Atmosfera na Flona de Caixuanã-pa Sérgio Rodrigo Quadros dos Santos 1, Maria Isabel Vitorino² e Ana Y. Harada 3 Aluno de graduação em Meteorologia

Leia mais

Síndromes de dispersão na maior área de proteção da Mata Atlântica paraibana

Síndromes de dispersão na maior área de proteção da Mata Atlântica paraibana Biotemas, 26 (3): 99-108, setembro de 2013 ISSNe 2175-7925 99 http://dx.doi.org/10.5007/2175-7925.2013v26n3p99 Síndromes de dispersão na maior área de proteção da Mata Atlântica paraibana Camila Ângelo

Leia mais

TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRNTE 8 A - aula 25. Profº André Tomasini

TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRNTE 8 A - aula 25. Profº André Tomasini TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRNTE 8 A - aula 25 Profº André Tomasini Localizado na Região Centro-Oeste. Campos inundados na estação das chuvas (verão) áreas de florestas equatorial e tropical. Nas áreas mais

Leia mais

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia Anais do I Seminário Internacional de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia APORTE DE MATERIAL VEGETAL SOBRE O SOLO EM UMA FLORESTA SEMIDECIDUA AO NORTE DO ESTADO DE MATO GROSSO Ândrea Carla

Leia mais

Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires

Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires Professor: Josiane Vill Disciplina: Geografia Série: 1ª Ano Tema da aula: Dinâmica Climática e Formações Vegetais no Brasil Objetivo da aula: conhecer a diversidade

Leia mais

O que é preciso para desenvolver uma experiência global sobre florestas e mudanças climáticas?

O que é preciso para desenvolver uma experiência global sobre florestas e mudanças climáticas? O que é preciso para desenvolver uma experiência global sobre florestas e mudançasclimáticas? Entrevista com o Dr. Stuart Davies, Diretor do CentrodeCiênciasFlorestaisdoTrópico Em2007,oBancoHSBCdoou100milhõesde

Leia mais

Influência da estrutura arbórea na ocorrência de térmitas arborícolas na RPPN da Serra do Teimoso, Jussari, Bahia, Brasil.

Influência da estrutura arbórea na ocorrência de térmitas arborícolas na RPPN da Serra do Teimoso, Jussari, Bahia, Brasil. Influência da estrutura arbórea na ocorrência de térmitas arborícolas na RPPN da Serra do Teimoso, Jussari, Bahia, Brasil. Antonio José Dias Vieira 1, Camila Righetto Cassano 2, Joice Rodrigues de Mendonça

Leia mais

Riqueza e abundância de gêneros de formigas em um gradiente de variáveis ambientais

Riqueza e abundância de gêneros de formigas em um gradiente de variáveis ambientais Universidade de Brasília Disciplina: Ecologia de Campo Professor: Guarino R. Colli Riqueza e abundância de gêneros de formigas em um gradiente de variáveis ambientais Projeto Individual Aluna: Ana Carolina

Leia mais

Manuella Rezende Vital Orientado: Prof. Dr. Fábio Prezoto

Manuella Rezende Vital Orientado: Prof. Dr. Fábio Prezoto UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FOR A Instituto de Ciências Biológicas Programa de Pós-graduação em Ecologia Aplicada ao Manejo e Conservação de Recursos Naturais Manuella Rezende Vital Orientado: Prof.

Leia mais

Tipos funcionais de plantas para estudos de modelagem de biodiversidade

Tipos funcionais de plantas para estudos de modelagem de biodiversidade Tipos funcionais de plantas para estudos de modelagem de biodiversidade André Vitor Fleuri Jardim Bolsista PCI-DTI Orientadora: Dra. Silvana Amaral Kampel DPI - Inpe Classificação funcional de plantas

Leia mais

Tema Conservação da Biodiversidade Painel: Mercedes Maria da Cunha Bustamante, UnB

Tema Conservação da Biodiversidade Painel: Mercedes Maria da Cunha Bustamante, UnB Tema Conservação da Biodiversidade Painel: Mercedes Maria da Cunha Bustamante, UnB Cerrado: Mudança Climática e Biodiversidade Prof. Mercedes Bustamante Departamento de Ecologia Universidade de Brasília

Leia mais

Conjunto de ecossistemas caracterizados por tipos fisionômicos vegetais comuns.

Conjunto de ecossistemas caracterizados por tipos fisionômicos vegetais comuns. OS BIOMAS BIOMAS Conjunto de ecossistemas caracterizados por tipos fisionômicos vegetais comuns. ECOSSISTEMA Comunidade de organismos (biocenose) junto com o ambiente físico e químico (biótopo) no qual

Leia mais

O DESMATAMENTO, A MUDANÇA A CLIMÁTICA E O EQUILIBRIO ECOLÓGICO REGIONAL

O DESMATAMENTO, A MUDANÇA A CLIMÁTICA E O EQUILIBRIO ECOLÓGICO REGIONAL O DESMATAMENTO, A MUDANÇA A CLIMÁTICA E O EQUILIBRIO ECOLÓGICO REGIONAL Carlos Nobre, Gilvan Sampaio, Luis Salazar CPTEC/INPE A PROBLEMÁTICA DO DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA LEGAL E SEU PAPEL NAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Leia mais

E C O L O G I A. Incluindo todos os organismos e todos os processos funcionais que a tornam habitável

E C O L O G I A. Incluindo todos os organismos e todos os processos funcionais que a tornam habitável E C O L O G I A Deriva do grego oikos, com sentido de casa e logos com sentido de estudo Portanto, trata-se do estudo do ambiente da casa Incluindo todos os organismos e todos os processos funcionais que

Leia mais

Biomas Brasileiros. 1. Bioma Floresta Amazônica. 2. Bioma Caatinga. 3. Bioma Cerrado. 4. Bioma Mata Atlântica. 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense

Biomas Brasileiros. 1. Bioma Floresta Amazônica. 2. Bioma Caatinga. 3. Bioma Cerrado. 4. Bioma Mata Atlântica. 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense Biomas Brasileiros 1. Bioma Floresta Amazônica 2. Bioma Caatinga 3. Bioma Cerrado 4. Bioma Mata Atlântica 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense 6. Bioma Pampas BIOMAS BRASILEIROS BIOMA FLORESTA AMAZÔNICA

Leia mais

A diversidade de vida no planeta. Que animais selvagens você conhece? Em que ambiente natural e continente você acha que eles tem origem?

A diversidade de vida no planeta. Que animais selvagens você conhece? Em que ambiente natural e continente você acha que eles tem origem? A diversidade de vida no planeta Que animais selvagens você conhece? Em que ambiente natural e continente você acha que eles tem origem? Domínios naturais terrestres São extensas áreas geográficas com

Leia mais

FLOR X POLINIZADOR: UM GOSTINHO DE QUERO MAIS

FLOR X POLINIZADOR: UM GOSTINHO DE QUERO MAIS FLOR X POLINIZADOR: UM GOSTINHO DE QUERO MAIS Leandro dos Santos Silva, Mariângela Fernandes Abreu, Nícholas Camargo, Sergio Gomes da Silva & Tassiana Reis Rodrigues dos Santos Orientador: Hélder Consolaro

Leia mais

Climas e Formações Vegetais no Mundo. Capítulo 8

Climas e Formações Vegetais no Mundo. Capítulo 8 Climas e Formações Vegetais no Mundo Capítulo 8 Formações Vegetais Desenvolvem-se de acordo com o tipo de clima, relevo, e solo do local onde se situam.de todos estes, o clima é o que mais se destaca.

Leia mais

Capítulo 07. Distribuição dos Ecossistemas

Capítulo 07. Distribuição dos Ecossistemas Capítulo 07 Distribuição dos Ecossistemas A terra possui regiões que apresentam características próprias, onde cada uma desenvolve sua flora e fauna típica, sejam elas aquáticas ou terrestres, vindo a

Leia mais

Influência da profundidade e da posição de semeadura na emergência e desenvolvimento de plântulas de moringa.

Influência da profundidade e da posição de semeadura na emergência e desenvolvimento de plântulas de moringa. Influência da profundidade e da posição de semeadura na emergência e desenvolvimento de plântulas de moringa. Adalberto Hipólito de Sousa¹; Victor Hugo de Carvalho Mendes¹; Daniel Medeiros da Costa¹; Aurélio

Leia mais

Clima e Formação Vegetal. O clima e seus fatores interferentes

Clima e Formação Vegetal. O clima e seus fatores interferentes Clima e Formação Vegetal O clima e seus fatores interferentes O aquecimento desigual da Terra A Circulação atmosférica global (transferência de calor, por ventos, entre as diferentes zonas térmicas do

Leia mais

BIOMAS TROPICAIS ecossistemas tropicais florestas tropicais e as savanas.

BIOMAS TROPICAIS ecossistemas tropicais florestas tropicais e as savanas. BIOMAS TROPICAIS Os ecossistemas tropicais se encontram entre as latitudes 22 graus Norte e 22 graus Sul. Os ecossistemas predominantes na maioria das áreas tropicais são as florestas tropicais e as savanas.

Leia mais

CLIMAS DO BRASIL MASSAS DE AR

CLIMAS DO BRASIL MASSAS DE AR CLIMAS DO BRASIL São determinados pelo movimento das massas de ar que atuam no nosso território. É do encontro dessas massas de ar que vai se formando toda a climatologia brasileira. Por possuir 92% do

Leia mais

A EXPANSÃO URBANA E A EVOLUÇÃO DO MICROLIMA DE MANAUS Diego Oliveira de Souza 1, Regina Célia dos Santos Alvalá 1

A EXPANSÃO URBANA E A EVOLUÇÃO DO MICROLIMA DE MANAUS Diego Oliveira de Souza 1, Regina Célia dos Santos Alvalá 1 A EXPANSÃO URBANA E A EVOLUÇÃO DO MICROLIMA DE MANAUS Diego Oliveira de Souza 1, Regina Célia dos Santos Alvalá 1 1 Centro de Ciências do Sistema Terrestre. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. São

Leia mais

ASSOCIAÇÃO ENTRE HIBISCUS PERNAMBUCENSIS (MALVACEAE) E INTRODUÇÃO MATERIAIS & MÉTODOS. Janaina Rosa Cortinóz

ASSOCIAÇÃO ENTRE HIBISCUS PERNAMBUCENSIS (MALVACEAE) E INTRODUÇÃO MATERIAIS & MÉTODOS. Janaina Rosa Cortinóz ASSOCIAÇÃO ENTRE HIBISCUS PERNAMBUCENSIS (MALVACEAE) E FORMIGAS: O AMBIENTE AFETA A PROTEÇÃO PROPORCIONADA POR FORMIGAS CONTRA HERBIVORIA? Janaina Rosa Cortinóz INTRODUÇÃO Em associações mutualísticas

Leia mais

PROF. JEFERSON CARDOSO DE SOUZA

PROF. JEFERSON CARDOSO DE SOUZA PROF. JEFERSON CARDOSO DE SOUZA UFRGS 2012 São fatores limitantes dos biomas: Umidade: ausência ou excesso; Solo: tipo de nutrientes e tempo de intemperismo; Temperatura: Amplitude Térmica; Luz solar:

Leia mais

Efeito da Predação de Sementes no Recrutamento de Espécies Vegetais. Título resumido - Efeito da predação de sementes

Efeito da Predação de Sementes no Recrutamento de Espécies Vegetais. Título resumido - Efeito da predação de sementes Efeito da Predação de Sementes no Recrutamento de Espécies Vegetais 1 EMÍLIO GARCIA 1 e FLÁVIA TAVARES COLPAS 2 Título resumido - Efeito da predação de sementes 1 Programa de Pós-Graduação em Ecologia,

Leia mais

Diversidade Biológica: Definição e Valor. Disciplina: Biologia da Conservação Docente: Profa. Dra. Maria Elisa de Castro Almeida

Diversidade Biológica: Definição e Valor. Disciplina: Biologia da Conservação Docente: Profa. Dra. Maria Elisa de Castro Almeida Diversidade Biológica: Definição e Valor Disciplina: Biologia da Conservação Docente: Profa. Dra. Maria Elisa de Castro Almeida O QUE É DIVERSIDADE BIOLÓGICA? A biodiversidade ou diversidade biológica

Leia mais

PALAVRAS CHAVE: beija flores; visitação; freqüência; identificação, dossel, sub-bosque.

PALAVRAS CHAVE: beija flores; visitação; freqüência; identificação, dossel, sub-bosque. Freqüência de visitação de beija-flores a bebedouros artificiais no sub-bosque e dossel de uma floresta primária na Serra do Teimoso, Jussari, Bahia, Brasil. Antonio José Dias Vieira 1, Bruno Gini Madeira

Leia mais

Prof. MSc. Leandro Felício

Prof. MSc. Leandro Felício Prof. MSc. Leandro Felício Ecossistema: Sistema integrado e auto funcionante que consiste em interações dos elementos bióticos e abióticos e cujas dimensões podem variar consideravelmente. Bioma: Conjunto

Leia mais

Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA

Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA Atividade de Ciências 5º ano Nome: ATIVIDADES DE ESTUDO Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA FLORESTA AMAZÔNICA FLORESTA ARAUCÁRIA MANGUEZAL PANTANAL CAATINGA CERRADO

Leia mais

CONSERVAÇÃO DE SEMENTES DE CAFÉ ROBUSTA (Coffea canephora) CULTIVAR APOATÃ IAC 2258 EM FUNÇÃO DO GRAU DE UMIDADE E DO AMBIENTE

CONSERVAÇÃO DE SEMENTES DE CAFÉ ROBUSTA (Coffea canephora) CULTIVAR APOATÃ IAC 2258 EM FUNÇÃO DO GRAU DE UMIDADE E DO AMBIENTE CONSERVAÇÃO DE SEMENTES DE CAFÉ ROBUSTA (Coffea canephora) CULTIVAR APOATÃ IAC 2258 EM FUNÇÃO DO GRAU DE UMIDADE E DO AMBIENTE R. M. Torres Faculdade de Agronomia e Engenharia Floresta - FAEF A. C. S.

Leia mais

Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB)

Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB) Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB) F. D. A. Lima 1, C. H. C. da Silva 2, J. R. Bezerra³, I. J. M. Moura 4, D. F. dos Santos 4, F. G. M. Pinheiro 5, C.

Leia mais

BIOMA. dominante. http://www.brazadv.com/passeios_ecol %C3%B3gicos_mapas/biomas.asp

BIOMA. dominante. http://www.brazadv.com/passeios_ecol %C3%B3gicos_mapas/biomas.asp BIOMAS DO BRASIL BIOMA Definição: Bioma, ou formação planta - animal, deve ser entendido como a unidade biótica de maior extensão geográfica, compreendendo varias comunidades em diferentes estágios de

Leia mais

BIOMETRIA DE FRUTOS E SEMENTES DE Tabebuia chrysotricha UTILIZADO NA ARBORIZAÇÃO DA CIDADE DE CHAPADÃO DO SUL- MS

BIOMETRIA DE FRUTOS E SEMENTES DE Tabebuia chrysotricha UTILIZADO NA ARBORIZAÇÃO DA CIDADE DE CHAPADÃO DO SUL- MS BIOMETRIA DE FRUTOS E SEMENTES DE Tabebuia chrysotricha UTILIZADO NA ARBORIZAÇÃO DA CIDADE DE CHAPADÃO DO SUL- MS Ana Paula Leite de Lima 1 ; Sebastião Ferreira de Lima 2 ; Rita de Cássia Mariano de Paula

Leia mais

Elementos e Fatores de Diferenciação

Elementos e Fatores de Diferenciação VEGETAÇÃO Elementos e Fatores de Diferenciação VEGETAÇÃO E ZONEAMENTO CLIMÁTICO A interferência climática sobre a cobertura vegetal é um dos principais fatores que possibilitam uma pluralidade paisagística.

Leia mais

FAZENDA MAGÉ: FLORA REGIONAL UTILIZADA COMO FERRAMENTA PARA AULA DE CAMPO.

FAZENDA MAGÉ: FLORA REGIONAL UTILIZADA COMO FERRAMENTA PARA AULA DE CAMPO. FAZENDA MAGÉ: FLORA REGIONAL UTILIZADA COMO FERRAMENTA PARA AULA DE CAMPO. Maria Katiane de Lima (Aluna da Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central (FECLESC) da Universidade Estadual

Leia mais

BLOQUEIOS OCORRIDOS PRÓXIMOS À AMÉRICA DO SUL E SEUS EFEITOS NO LITORAL DE SANTA CATARINA

BLOQUEIOS OCORRIDOS PRÓXIMOS À AMÉRICA DO SUL E SEUS EFEITOS NO LITORAL DE SANTA CATARINA BLOQUEIOS OCORRIDOS PRÓXIMOS À AMÉRICA DO SUL E SEUS EFEITOS NO LITORAL DE SANTA CATARINA MARIANE CECHINEL GONÇALVES 1 KARINA GRAZIELA JOCHEM 2 VANESSA RIBAS CÚRCIO 3 ANGELA PAULA DE OLIVEIRA 4 MÁRCIA

Leia mais

CONTEÚDO E HABILIDADES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA INTERATIVIDADE FINAL. Aula 14.2 Conteúdo: Biomas Brasileiros

CONTEÚDO E HABILIDADES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA INTERATIVIDADE FINAL. Aula 14.2 Conteúdo: Biomas Brasileiros Aula 14.2 Conteúdo: Biomas Brasileiros 2 Habilidades: Identificar as principais características que definem os biomas brasileiros, assim como sua localização e diversidade faunística e florística. 3 REVISÃO

Leia mais

ESPAÇAMENTO DAS MUDAS DE CAFÉ NA COVA (*)

ESPAÇAMENTO DAS MUDAS DE CAFÉ NA COVA (*) ESPAÇAMENTO DAS MUDAS DE CAFÉ NA COVA (*) HÉLIO JOSÉ SCARANARI Engenheiro-agrônomo, Divisão de Agronomia, Instituto Agronômico RESUMO Quatro distâncias entre as mudas na mesma cova foram estudadas, com

Leia mais

Biomas Brasileiros. www.tiberiogeo.com.br A Geografia Levada a Sério

Biomas Brasileiros. www.tiberiogeo.com.br A Geografia Levada a Sério Biomas Brasileiros FLORESTA AMAZÔNICA Solos com limitações quanto à fertilidade natural. Características Localiza-se: Região Norte; parte do norte do Mato Grosso e Goiás; e parte oeste do Maranhão; O maior

Leia mais

Cap. 26 De norte a sul, de leste a oeste: os biomas brasileiros. Sistema de Ensino CNEC Equipe de Biologia. Bioma

Cap. 26 De norte a sul, de leste a oeste: os biomas brasileiros. Sistema de Ensino CNEC Equipe de Biologia. Bioma Cap. 26 De norte a sul, de leste a oeste: os biomas brasileiros Sistema de Ensino CNEC Equipe de Biologia Bioma Conjunto de vida, vegetal e animal, constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação, condições

Leia mais

Ocorrência do canário-rasteiro, Sicalis citrina (Passeriformes: Emberizidae) na Serra do Itatiaia: um registro inédito para a avifauna fluminense.

Ocorrência do canário-rasteiro, Sicalis citrina (Passeriformes: Emberizidae) na Serra do Itatiaia: um registro inédito para a avifauna fluminense. Ocorrência do canário-rasteiro, Sicalis citrina (Passeriformes: Emberizidae) na Serra do Itatiaia: um registro inédito para a avifauna fluminense. Bruno Rennó¹, Marco Antonio Rego, Marina Somenzari, Tatiana

Leia mais

VEGETAÇÃO BRASILEIRA: visão fitogeográfica geral

VEGETAÇÃO BRASILEIRA: visão fitogeográfica geral VEGETAÇÃO BRASILEIRA: visão fitogeográfica geral PEDRO EISENLOHR pedrov.eisenlohr@gmail.com Ao final da aula, vocês deverão ser capazes de: 1. Conceituar e diferenciar termos essenciais para o estudo da

Leia mais

Biodiversidade e Manejo dos Recursos Tropicais : Raridade e Reprodução de Espécies

Biodiversidade e Manejo dos Recursos Tropicais : Raridade e Reprodução de Espécies Biodiversidade e Manejo dos Recursos Tropicais : Raridade e Reprodução de Espécies Paulo Kageyama. ESALQ/USP Ciências Biológicas Manejo de Recursos Naturais Piracicaba, 11 março 2011 Conteúdo da Aula Diversidade

Leia mais

Meio ambiente físico e Ecossistemas

Meio ambiente físico e Ecossistemas Meio ambiente físico e Ecossistemas (4 créditos, MAFE 126152 Turma B) Prof. Murilo S. Dias Dep. Ecologia, ICB/UnB Terças 21h-22h40 Sextas 19h-20h40 1 Objetivos do curso Entender os diferentes níveis de

Leia mais

Vegetação. Solo. Relevo. Clima. Hidrografia

Vegetação. Solo. Relevo. Clima. Hidrografia Vegetação Solo Relevo Clima Hidrografia VEGETAÇÃO E SOLOS HETEROGÊNEA CALOR E UMIDADE RÁPIDA DECOMPOSIÇÃO/FERTILIDADE. NUTRIENTES ORGÂNICOS E MINERAIS (SERRAPILHEIRA). EM GERAL OS SOLOS SÃO ÁCIDOS E INTEMPERIZADOS.

Leia mais

INFLUÊNCIA DO FOGO NO PADRÃO DE ATAQUE DE INSETOS GALHADORES EM CALYPTRANTHES CLUSIIFOLIA O. BERG.

INFLUÊNCIA DO FOGO NO PADRÃO DE ATAQUE DE INSETOS GALHADORES EM CALYPTRANTHES CLUSIIFOLIA O. BERG. dos seus autores INFLUÊNCIA DO FOGO NO PADRÃO DE ATAQUE DE INSETOS GALHADORES EM CALYPTRANTHES CLUSIIFOLIA O. BERG. PAOLA FERREIRA SANTOS 1, POLYANNE APARECIDA COELHO 1, RUBENS MANOEL DOS SANTOS 2, WARLEY

Leia mais

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia Anais do I Seminário Internacional de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia FENOLOGIA DE UMA COMUNIDADE ARBÓREA NA AMAZÔNIA CENTRAL COMO FERRAMENTA PARA CONSERVAÇÃO Suiane Claro Saraiva;

Leia mais

Conjunto de ecossistemas caracterizados por tipos fisionômicos vegetais comuns.

Conjunto de ecossistemas caracterizados por tipos fisionômicos vegetais comuns. OS BIOMAS BIOMAS Conjunto de ecossistemas caracterizados por tipos fisionômicos vegetais comuns. ECOSSISTEMA Comunidade de organismos (biocenose) junto com o ambiente físico e químico (biótopo) no qual

Leia mais

FRENTE 01 - MODULO 11 ESTUDO DA POPULAÇÕES

FRENTE 01 - MODULO 11 ESTUDO DA POPULAÇÕES FRENTE 01 - MODULO 11 ESTUDO DA POPULAÇÕES FLUTUAÇÕES E OSCILAÇÕES FLUTUAÇÕES SÃO VARIAÇÕES GRANDES NO TAMANHO DA POPULAÇÃO. OSCILAÇÕES SÃO PEQUENAS VARIAÇÕES DO TAMANHO DE UMA POPULAÇÃO FATORES DEPENDENTES

Leia mais

Climas do Brasil GEOGRAFIA DAVI PAULINO

Climas do Brasil GEOGRAFIA DAVI PAULINO Climas do Brasil GEOGRAFIA DAVI PAULINO Grande extensão territorial Diversidade no clima das regiões Efeito no clima sobre fatores socioeconômicos Agricultura População Motivação! Massas de Ar Grandes

Leia mais

GRANDES BIOMAS DO MUNDO

GRANDES BIOMAS DO MUNDO GRANDES BIOMAS DO MUNDO O que é bioma? É um conjunto de ecossistemas terrestres com vegetação característica e fisionomia típica, onde predomina certo tipo de clima. Regiões da Terra com latitudes coincidentes,

Leia mais

Distribuição espacial e temporal de classes de tamanho para três espécies lenhosas de cerrado. no município de Itirapina/SP. LEANDRO T. VIEIRA 1.

Distribuição espacial e temporal de classes de tamanho para três espécies lenhosas de cerrado. no município de Itirapina/SP. LEANDRO T. VIEIRA 1. Distribuição espacial e temporal de classes de tamanho para três espécies lenhosas de cerrado no município de Itirapina/SP. CHRISTIANE E. CORREA 1, CRISTINA BALDAUF 2, HENRIQUE C. P. SILVEIRA 1 e LEANDRO

Leia mais

BIODIVERSIDADE E MANEJO SUSTENTÁVEL DA FLORESTA TROPICAL 1 BIODIVERSIDADE

BIODIVERSIDADE E MANEJO SUSTENTÁVEL DA FLORESTA TROPICAL 1 BIODIVERSIDADE BIODIVERSIDADE E MANEJO SUSTENTÁVEL DA FLORESTA TROPICAL 1 João Artur Silva 2 Márcio Ribeiro² Wilson Junior Weschenfelder² BIODIVERSIDADE Modelos de Diversidade A diversidade biológica varia fortemente

Leia mais

VARIAÇÃO CLIMÁTICA EM GILBUÉS-PI, BRASIL EM ATUAÇÃO AO ARMAZENAMENTO DE ÁGUA PLUVIAIS

VARIAÇÃO CLIMÁTICA EM GILBUÉS-PI, BRASIL EM ATUAÇÃO AO ARMAZENAMENTO DE ÁGUA PLUVIAIS VARIAÇÃO CLIMÁTICA EM GILBUÉS-PI, BRASIL EM ATUAÇÃO AO ARMAZENAMENTO DE ÁGUA PLUVIAIS Raimundo Mainar de Medeiros 1, Paulo Roberto Megna Francisco 2, Roseane Cristina Silva Oliveira 3, Manoel Francisco

Leia mais

Bem-vindo!?!? República de cupins

Bem-vindo!?!? República de cupins Bem-vindo!?!? República de cupins Aelton Giroldo, Ana Carolina Ramalho, Claudinei Santos, Degho Ramon, Mariana Caixeta, Renan Janke Introdução Os cupins são insetos de tamanho pequeno a médio (0.4 a 4

Leia mais

Dr. Sergius Gandolfi sgandolf@esalq.usp.br - LERF/LCB/ESALQ/USP

Dr. Sergius Gandolfi sgandolf@esalq.usp.br - LERF/LCB/ESALQ/USP Conferência 09 Dinâmica de Florestas e Recuperação de Áreas Degradadas 19º. Congresso de Biólogos do Conselho Regional de Biologia - 01 30/07/2009 (11:00 12:00h) São Pedro, SP. Dr. Sergius Gandolfi sgandolf@esalq.usp.br

Leia mais

EFEITO ALELOPÁTICO DE CANOLA (Brassica napus) NO DESENVOLVIMENTO. PRODUÇÃO FINAL DE SOJA (Glycine max) E PRODUÇÃO FINAL DE SOJA (Glycine max)

EFEITO ALELOPÁTICO DE CANOLA (Brassica napus) NO DESENVOLVIMENTO. PRODUÇÃO FINAL DE SOJA (Glycine max) E PRODUÇÃO FINAL DE SOJA (Glycine max) EFEITO ALELOPÁTICO DE CANOLA (Brassica napus) NO DESENVOLVIMENTO E PRODUÇÃO FINAL DE SOJA (Glycine max) Autor(es): Apresentador: Rodrigo Ciotti Orientador: Revisor 1: Revisor 2: Instituição: MOTTA, Marcelo;

Leia mais

Resumos do 56º Congresso Nacional de Botânica. Diversidade de árvores em florestas tropicais: estudos baseados em parcelas permanentes

Resumos do 56º Congresso Nacional de Botânica. Diversidade de árvores em florestas tropicais: estudos baseados em parcelas permanentes Diversidade de árvores em florestas tropicais: estudos baseados em parcelas permanentes ALEXANDRE ADALARDO DE OLIVEIRA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO aaoliveira@ib.usp.br O uso sustentável dos recursos naturais

Leia mais

Nosso Território: Ecossistemas

Nosso Território: Ecossistemas Nosso Território: Ecossistemas - O Brasil no Mundo - Divisão Territorial - Relevo e Clima - Fauna e Flora - Ecossistemas - Recursos Minerais Um ecossistema é um conjunto de regiões com características

Leia mais

FORMAÇÃO VEGETAL BRASILEIRA. DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS Aziz Ab`Saber. Ipê Amarelo

FORMAÇÃO VEGETAL BRASILEIRA. DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS Aziz Ab`Saber. Ipê Amarelo FORMAÇÃO VEGETAL BRASILEIRA DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS Aziz Ab`Saber Ipê Amarelo Fatores que influenciam na distribuição das formações vegetais: Clima 1. Temperatura; 2. Umidade; 3. Massas de ar; 4. Incidência

Leia mais

Aula 14 Distribuição dos Ecossistemas Brasileiros Floresta Amazônica Mais exuberante região Norte e parte do Centro Oeste; Solo pobre em nutrientes; Cobertura densa ameniza o impacto da água da chuva;

Leia mais

www.tiberioge.tibe o.c rioge om.br o.c A Ge G og o r g afi f a Le L va v da d a Sério

www.tiberioge.tibe o.c rioge om.br o.c A Ge G og o r g afi f a Le L va v da d a Sério 1 FLORESTA AMAZÔNICA 2 Características Localiza-se: Região Norte; parte do norte do Mato Grosso e Goiás; e parte oeste do Maranhão; O maior bioma brasileiro ocupa, praticamente, um terço da área do País.

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO DO BIOMA CAATINGA NA CONCEPÇÃO DE DISCENTES, DE UMA ESCOLA LOCALIZADA NO SEMIÁRIDO PARAIBANO.

CARACTERIZAÇÃO DO BIOMA CAATINGA NA CONCEPÇÃO DE DISCENTES, DE UMA ESCOLA LOCALIZADA NO SEMIÁRIDO PARAIBANO. CARACTERIZAÇÃO DO BIOMA CAATINGA NA CONCEPÇÃO DE DISCENTES, DE UMA ESCOLA LOCALIZADA NO SEMIÁRIDO PARAIBANO. OLIVEIRA, Mayara Cecile Nascimento¹-UEPB SILVA, Renata Lima Machado¹-UEPB CARLOS, Angélica Cardoso

Leia mais

Classificação dos processos sucessionais

Classificação dos processos sucessionais SUCESSÃO ECOLÓGICA A SUCESSÃO ECOLÓGICA PODE SER DEFINIDA COMO UM GRADUAL PROCESSO NO QUAL AS COMUNIDADE VÃO SE ALTERANDO ATÉ SE ESTABELECER UM EQUILÍBRIO. AS FASES DISTINTAS DA SUCESSÃO ECOLÓGICA SÃO:

Leia mais

GEOGRAFIA. Professora Bianca

GEOGRAFIA. Professora Bianca GEOGRAFIA Professora Bianca TERRA E LUA MOVIMENTO DA LUA MOVIMENTOS DA TERRA TEMPO E CLIMA Tempo é o estado da atmosfera de um lugar num determinado momento. Ele muda constantemente. Clima é o conjunto

Leia mais

REDUÇÃO DE CUSTOS NO COMBATE ÀS FORMIGAS CORTADEIRAS EM PLANTIOS FLORESTAIS

REDUÇÃO DE CUSTOS NO COMBATE ÀS FORMIGAS CORTADEIRAS EM PLANTIOS FLORESTAIS Manutenção de Florestas e Manejo Integrado de Pragas REDUÇÃO DE CUSTOS NO COMBATE ÀS FORMIGAS CORTADEIRAS EM PLANTIOS FLORESTAIS Wilson Reis Filho 1 Mariane Aparecida Nickele 2 Entre os 15 gêneros existentes

Leia mais

Competição e Adaptação: Questões Filogenéticas sobre a Distribuição Geográfica. Introdução

Competição e Adaptação: Questões Filogenéticas sobre a Distribuição Geográfica. Introdução II SIMPÓSIO SOBRE A BIODIVERSIDADE DA MATA ATLÂNTICA. 2013 233 Competição e Adaptação: Questões Filogenéticas sobre a Distribuição Geográfica Sabrina Soares Simon 1 & Sara Soares Simon 2 1 Mestrado em

Leia mais

DISTRIBUIÇAO DA VEGETAÇAO

DISTRIBUIÇAO DA VEGETAÇAO DISTRIBUIÇAO DA VEGETAÇAO O ESTUDO DA DISTRIBUIÇAO DA VEGETAÇAO PODE SER EFETUADO POR MEIO DE TRES APROXIMAÇOES, INCLUINDO DIFERENTES ESCALAS ESPACIAIS DO FENOMENO PARA OS ESTUDOS DA VEGETAÇAO POTENCIAL

Leia mais

Tarefa online 8º ANO

Tarefa online 8º ANO Tarefa online 8º ANO 1) Estabelecendo-se correlações entre a exploração florestal no Globo e as Zonas Climáticas, pode-se inferir que: 2) O Domínio morfoclimático das pradarias é uma área marcada: a) pelo

Leia mais

VEGETAÇÃO. Página 1 com Prof. Giba

VEGETAÇÃO. Página 1 com Prof. Giba VEGETAÇÃO As formações vegetais são tipos de vegetação, facilmente identificáveis, que dominam extensas áreas. É o elemento mais evidente na classificação dos ecossistemas e biomas, o que torna importante

Leia mais

B I O G E O G R A F I A

B I O G E O G R A F I A B I O G E O G R A F I A BIOMAS BRASILEIROS 2011 Aula VII BRASIL E VARIABILIDADE FITOGEOGRÁFICA O Brasil possui um território de dimensões continentais com uma área de 8.547.403 quilômetros quadrados. 4.320

Leia mais

3º BIMESTRE 2ª Avaliação Área de Ciências Humanas Aula 148 Revisão e avaliação de Humanas

3º BIMESTRE 2ª Avaliação Área de Ciências Humanas Aula 148 Revisão e avaliação de Humanas 3º BIMESTRE 2ª Avaliação Área de Ciências Humanas Aula 148 Revisão e avaliação de Humanas 2 Tipos de vegetação Vegetação é caracterizada como o conjunto de plantas de uma determinada região. Em razão da

Leia mais