A importância do Controle Interno dentro das organizações

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A importância do Controle Interno dentro das organizações"

Transcrição

1 , Nº 03, p , jan./jun.2004 A importância do Controle Interno dentro das organizações SUELY MARQUES DE REZENDE 1 HAMILTON LUIZ FAVERO 2 RESUMO A economia do país passa por transformações que afetam diretamente as organizações de tal forma que estas necessitam adaptar-se às novas condições do mercado competitivo. Surge então a necessidade de criação de um sistema que auxilie a administração no controle de suas atividades. O Controle Interno é uma ferramenta de suma importância para este controle e tem o objetivo de proteger os bens de prejuízos decorrentes de fraudes ou erros involuntários; assegurar a validade e integridade dos dados contábeis utilizados pela gerência na tomada de decisões; promover a eficiência operacional da empresa dentro das normas estabelecidas, abrangendo aspectos, tais como práticas de emprego, treinamento, controle de qualidade, planejamento de produção, política de vendas e auditoria interna. 1 INTRODUÇÃO O trabalho pretende apresentar a aplicação do Controle Interno dentro das organizações. Seu objetivo é o de verificar avaliação preliminar da eficiência dos controles internos, no que se refere a procedimentos de organização adotados como planos permanentes da empresa. É também intuito do trabalho evidenciar que há uma urgente necessidade de um maior Controle Interno dentro das organizações a fim de salvaguardar os interesses da empresa, a confiabilidade nos relatórios contábeis, financeiros e operacionais dentro dos procedimentos estabelecidos pela empresa. 1 Pós-graduada em Auditoria Contábil, pela Universidade Estadual de Maringá. 2 Professor do Departamento de Ciências Contábeis da Universidade Estadual de Maringá.

2 2 CONCEITO DE CONTROLE INTERNO Existem vários conceitos de Controle Interno e também uma certa diversidade entre eles. A Instrução Normativa nº 16, de , do Departamento de Tesouro Nacional, conceitua Controle Interno como sendo: O conjunto de atividades, planos, métodos e procedimentos interligados utilizado como vistas a assegurar que o objetivo dos órgãos e entidades da administração pública sejam alçados, de forma confiável e concreta, evidenciando eventuais desvios ao longo da gestão, até a consecução dos objetivos fixados pelo Poder Público. O Departamento de Tesouro Nacional entende que o Controle Interno é um conjunto de atividades envolvendo também planos, métodos e procedimentos, assegurando os objetivos a serem alcançados. A instrução SEST nº 02, de , estabelece como orientação específica, as Normas para o Exercício Profissional da Auditoria Interna, estabelecidas pelo Instituto dos Auditores Internos do Brasil, que define Controle Interno como: Qualquer ação tomada pela administração, assim compreendida tanto a alta administração como os níveis gerenciais apropriados, para aumentar a probabilidade que os objetivos e metas estabelecidas sejam atingidos. A alta administração e a gerência planejam, organizam, dirigem e controlam o desempenho de maneira a possibilitar com razoável certeza essa realização. As Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis Resolução 820 de 17/12/97, item , diriam que: O sistema contábil e de controles internos compreende o plano de organização e o conjunto integrado de método e procedimentos adotados pela entidade na proteção do seu patrimônio, promoção da confiabilidade e tempestividade dos seus registros e demonstrações contábeis, e da sua eficácia operacional. Esse procedimento tem a finalidade de conferir a precisão e confiabilidade dos dados contábeis, promover a eficiência operacional e encorajar a aderência às políticas administrativas prescritas. Ao aplicarmos esta definição, estaremos reconhecendo que um sistema de Controle Interno se estende além dos assuntos que se relacionam diretamente com as funções da contabilidade e dos departamentos financeiros. Os controles internos são aqueles relacionados com a proteção do ativo e a validade dos registros contábeis (IBRACON, 1996, p. 51). O conceito é bastante abrangente. Podemos verificar que o Controle Interno não só abrange os aspectos contábeis e financeiros, mas também os operacionais dentro da organização. Apresentaremos o conceito definido pelo professor Willian Attie contido no seu livro Auditoria: Conceitos e Aplicações (Editora Altas), que define mais abrangentemente o objetivo do controle dentro das organizações: 34

3 O plano de organização e o conjunto coordenado dos métodos e medidas, adotados pela empresa, para proteger seu patrimônio, verificar a exatidão e a fidedignidade de seus dados contábeis, promover a eficiência operacional e encorajar a adesão à política traçada pela administração (ATTIE, 1998, p.112). Os controles internos têm como finalidade fornecer à contabilidade dados corretos, objetivando a escrituração exata dos fatos ocorridos, e que sejam evitados desperdícios e erros. É importante também que estes controles tenham alcance suficiente para detectar qualquer irregularidade quando esta ocorrer. O Controle Interno aplicado e monitorado de forma contínua dentro da organização tem o efeito preventivo sobre os procedimentos por ela adotados. Para Almeida (1996, p.50), O controle interno representa em uma organização o conjunto de procedimentos, métodos ou rotinas com os objetivos de proteger os ativos, produzir dados contábeis confiáveis e ajudar a administração na condução ordenada dos negócios da empresa. Sendo assim, um auditor interno tem como objetivo avaliar os controles internos contábeis para constatar a fidedignidade nos demonstrativos apresentados e verificar a eficiência das operações da empresa. O auditor interno serve como um revisor do trabalho do controller, uma vez que detecta falhas no sistema de Controle Interno da empresa e sugere melhorias. Auditor Interno x Sistema Plano de Organização Política de Procedimento Sistema Para Com base nos seguintes objetivos verificar se há: - Proteção dos Ativos - Confiança nos Dados Contábeis - Eficiência Operacional - Adesão às Políticas da Administração Objetivos Fonte: Colella, Victor: Auditoria Controle Interno e Estoques. São Paulo: Saraiva, 1979, p

4 36 Revista de Administração Nobel Conforme Cavalcanti (1996, p. 50), os controles internos se dividem em duas categorias : controles administrativos controles contábeis. Controles administrativos: são os procedimentos e os métodos que dizem respeito às operações de uma empresa e às suas políticas, diretrizes e relatórios; relacionam-se apenas indiretamente com as demonstrações financeiras (COOK e WINKLE, p. 132). Exemplo: É a exigência da empresa para que todos os seus funcionários façam treinamentos anuais na área de segurança do trabalho e também façam exames médicos periódicos. O Professor Sá define os controles administrativos como sendo os concernentes basicamente à eficiência operacional e à vigilância gerencial, e que só indiretamente são referidos nos registros contábeis (SÁ, 1998, p. 106). Este controle compreende o plano de organização e todos os métodos e procedimentos relacionados à eficiência operacional da empresa. Controles contábeis: São procedimentos e plano de organização pertinentes à salvaguarda do ativo da empresa e garantia de que as contas e os relatórios financeiros são merecedores de confiança (COOK e WINKLE, p. 132). Exemplo: Identificação formal dos equipamentos da empresa. A definição de controles contábeis, segundo Professor Sá: aqueles que se relacionam diretamente com o patrimônio e com os registros e demonstrações contábeis que eles dizem ser demonstrações financeiras (1998, p.106). O objetivo dos controles contábeis é de que as transações sejam registradas quando necessário, permitindo a elaboração periódica de demonstrações financeiras e a manutenção do controle contábil sobre todos os ativos da empresa. Para Favero et al (1995, p. 14), Infelizmente a informação contábil apresentada pela grande maioria das empresas brasileiras está direcionada unicamente para atendimento das exigências fiscais (usuário alvo-governo). Desta forma, percebe-se que a maioria dos profissionais é aparentemente míope no que diz respeito à informação gerencial. Toda empresa é criada com objetivo de gerar lucros e, para que tenha um correto sistema contábil, necessitará de um controle mais efetivo no que diz respeito à informação gerencial. O Controle Interno fará este trabalho, ou seja, estará monitorando as operações da empresa a fim de que as informações sejam geradas com confiabilidade. Um auditor externo está diretamente relacionado com os demonstrativos contábeis e se baseia nos controles contábeis para avaliar a validade dos dados contabilizados e a proteção dos ativos da empresa, fornecendo um parecer sobre a área auditada. A resolução 321/72, do Conselho Federal de Contabilidade, dispõe que, embora os controles internos e o sistema contábil sejam de responsabilidade da empresa, é recomendável que o auditor faça sugestões objetivas no sentido de eliminar as deficiências neles existentes no decurso de seu exame (FRANCO, 1992, p. 207). O Controle Interno possui inúmeros procedimentos ligados a práticas, que

5 possibilitaram à empresa um controle mais efetivo das suas operações. Para Attie (1998, p. 117), O conceito, a interpretação e a importância do controle interno envolvem imensa gama de procedimentos e práticas que, em conjunto, possibilitam a consecução de determinado fim, ou seja, controlar. Regra geral, o controle interno tem quatro objetivos básicos: a) a salvaguarda dos interesses da empresa; b) precisão e a confiabilidade dos informes e relatórios contábeis, financeiros e operacionais; c) o estímulo à eficiência operacional; d) aderência às políticas existentes. Salvaguarda dos interesses da empresa: está relacionada à proteção do patrimônio contra quaisquer perdas e fiscos devidos a erros ou irregularidades (ATTIE, 1998, p.117). Uma empresa é composta de bens, direitos e obrigações que são divididos por diversos departamentos e setores que se responsabilizam individualmente. O almoxarifado é responsável pela estocagem, manutenção, guarda e distribuição dos produtos. O setor financeiro controla os saldos bancários, entradas e saídas de numerário. O setor de pessoal é o responsável pelo cálculo e controle da folha de pagamento e pelos recolhimentos dos encargos sociais. Para Attie (1998, p. 117), A salvaguarda dos interesses é obtida através de alguns meios, que são: Segregação de funções; Sistema de autorização e aprovação; Determinação de funções e responsabilidades; Rotação de funcionários; Carta de Fiança; Manutenção de contas de controle; Seguro; Legislação; Diminuição de erros e desperdícios; Contagens físicas independentes; Alçadas progressivas. Precisão e confiabilidade dos informes e relatórios contábeis, financeiros e operacionais: compreende a geração de informações adequadas e oportunas, necessárias gerencialmente para administrar e melhor entender os eventos realizados na empresa (ATTIE, 1998, p.118). Uma empresa precisa criar sistemas que possam garantir conhecimentos sobre cada um de seus segmentos. A contabilidade não levanta um balancete diário para cada fato, pois o mesmo é ocorrido quando há documentação suficiente para fazê-lo. Segundo Attie (1998, p. 119), Os principais meios que permitem dar o suporte necessário à empresa para que haja precisão dos informes e relatórios contábeis, financeiros e operacionais são os que seguem: Documentação contábil; Conciliação; Análise; Plano de Contas; Tempo Hábil; Equipamento Mecânico. Estímulo à eficiência operacional: tem como objetivo dispor meios necessários à condução das tarefas, de forma a obter entendimento, aplicação e ação tempestiva e uniforme. A empresa dispõe de procedimentos e normas para cada setor, porém é preciso que seja comunicada de forma clara e objetiva para que todos assimilem e 37

6 conheçam suas tarefas, para que a totalidade mova a empresa como um todo. Segundo Attie (1998, p. 120), Os principais meios que podem prover suporte ao estímulo à eficiência operacional são os que seguem: Seleção; Treinamento; Plano de Carreira; Relatórios de desempenho; Relatório de horas trabalhadas; Tempos e Métodos; Custo-padrão; Manuais internos; Instruções formais. Aderência às políticas existentes: garante que os procedimentos adotados pela administração sejam seguidos adequadamente pelo pessoal. Para Attie (1998, p. 121), existe meio que tende a dar fundamento para as aderências às políticas existentes, que são: Supervisão, Sistema de revisão e aprovação, Auditoria Interna. Para que o auditor tenha amplo conhecimento de como está projetado o sistema de Controle Interno da área, é importante que se faça uma revisão detalhada de todo o sistema levantando dados através de: Leitura de manuais de procedimentos e fluxogramas; Conversas com os funcionários do setor; Inspeção física desde o início da operação até seu registro final. As informações obtidas são registradas pelo auditor em forma de memorandos narrativos, questionários padronizados ou fluxogramas anexados aos seus papéis de trabalho. A forma mais comum para estes registros é o questionário padronizado. É interessante que seja aplicado este questionário sobre o controle interno abrangendo todos os itens que o auditor considerar relevantes a todos os encarregados e responsáveis pelas transações. Para Cavalcanti (1996, p. 60), devem ser aplicados alguns testes para complementar a revisão do Controle Interno: Teste de compreensão; Teste de observância. O teste de observância auxiliará o auditor a certificar-se de que o Controle Interno implantado formalmente está sendo utilizado corretamente. Para cumprir este procedimento, o auditor interno observa a execução dos trabalhos dos funcionários e inspeciona os documentos e registros contábeis. Para Cook e Winkle (1983, p. 152), quanto ao teste de compreensão, o auditor se certifica-se de que o executor do trabalho sabe exatamente o que está fazendo e qual a importância, benefícios ou prejuízos que seu trabalho pode resultar para a empresa. Isto é alcançado através de questionamentos diretos ou indiretos com os funcionários da empresa. 38

7 O controle tem significado e relevância somente quando é concebido para garantir o cumprimento de um objetivo definido, quer seja administrativo ou gerencial (ATTIE, 1998, p. 111). Entendemos que o controle interno monitora os procedimentos adotados pela empresa dentro da sua estrutura organizacional, através dos indicadores estabelecidos, fornecendo dados para avaliação do desempenho de suas atividades. O texto publicado na Internet no site UCAR Internal Auditing Home Page, adaptação feita por: Antonio Carlos Correia - Revisão: Rudinei dos Santos da Universidade Federal de Brasília, Controle Interno pode ser de natureza preventiva, detectiva ou corretiva: Controle Preventivo: é o projetado com a finalidade de evitar a ocorrência de erros, desperdícios ou irregularidades. Exemplo: o fechamento da porta de seu carro e da sua casa. Controle Detectivo: é o projetado para detectar erros, desperdícios ou irregularidades, no momento em que eles ocorrem, permitindo a adoção de medidas tempestivas de correção. Exemplo: o alarme de seu carro ou residência, disparando. Permite evitar que o fato ocorra. Controle Corretivo: é o projetado para detectar erros, desperdícios ou irregularidades depois que já tenham acontecidos, permitindo a adoção posterior de ações corretivas. Exemplo: Ocorrendo o fato (roubo), medidas de segurança serão providenciadas como: instalação de alarmes. O Controle Interno, além de ser aplicado às pessoas jurídicas, pode ser também aplicado às pessoas físicas e, muitas vezes, sua aplicabilidade não é percebível. Por isso destacaremos alguns exemplos: Exemplo 1) Você realiza conferência entre o extrato bancário e seus cheques emitidos? Se este procedimento é realizado na sua conta corrente, você estará assegurando a confiabilidade dos dados apresentados no extrato, conseqüentemente executando seu Controle Interno. Exemplo 2) Ao sair de casa, você verifica todas as portas e janelas de entradas? Exemplo 3) Ao estacionar seu veículo, você confere se as portas estão trancadas, vidros fechados? Estes são alguns exemplos de Controle Interno que são executados no nosso dia a dia, sem que notemos a sua importância para segurança de nossos bens pessoais. Assim acontece nas empresas, pois todas possuem um Controle Interno e o seu objetivo é a proteção dos bens, assegurando registros contábeis e financeiros fidedignos. 3 OBJETIVOS E CARACTERISTICAS DO CONTROLE INTERNO 3.1 OBJETIVOS DO CONTROLE INTERNO Segundo Franco (1992, p. 208) os objetivos primordiais dos controles internos podem ser definidos: Fornecer à contabilidade dados corretos e conferir a exatidão da escrituração; evitar alcances, desperdícios, erros e, se ocorridos, indentificá-los. Esses objetivos podem ser aplicados no sistema contábil e financeiros, se instituídos em outras áreas da empresa, como a administração, produção, manutenção e 39

8 expedição. Outros objetivos serão levantados, mas todos eles podem ser resumidos num só: proteger o patrimônio da empresa (FRANCO, 1992, p. 209). Para Ibracon (1996, p.52), os objetivos do controle interno são quatro: Proteção de ativos; obtenção de informação adequada; promoção da eficiência operacional; estimulação da obediência e do respeito às políticas da administração. Entendemos que a administração tem a função primordial de proteger os ativos atuais e futuros da empresa. Ainda de acordo com Ibracon (1996, p.52) o conceito de proteção de ativos refere-se apenas à proteção contra erros não intencionais ou irregularidades intencionais. Por exemplo, erros decorrentes de cálculos incorretos, contabilizações inadequadas, realização de procedimentos indevidos ou sua omissão. A obtenção de informação adequada tanto interna como externa devem ser adequadas a fim de promoverem a promoção da eficiência operacional, estimulando a obediência e o respeitos às políticas da administração (IBRACON, 1996, p. 53). Os problemas do Controle Interno encontram-se, na empresa moderna, em todos os seus níveis: operacional (fabricação, conserto, manutenção, qualidade), administrativo (vendas, compras, tesouraria) etc. A adequada aplicação diária do controle sobre cada uma dessas áreas é de suma importância para que se atinjam os resultados mais favoráveis com menores desperdícios. É praticamente impossível uma empresa que não disponha de controles que possam garantir a continuidade do fluxo de suas operações e informações ser concebida e automaticamente crescer dentro da realidade do mercado competitivo. Toda empresa possui controles internos, mas nem todos estão adequados a sua realidade. O sistema de contabilidade tem que estar apoiado em um Controle Interno eficiente para que os resultados sejam fidedignos. A aplicação adequada do Controle Interno trará a confiança e garantia das melhores decisões tomadas para o crescimento da empresa. 40

9 Controle Interno x Auditoria Externa Validez dos Ativos Para o Auditor Proteção dos Ativos Eficiência Parecer Para a Adesão às Políticas da Administração Gerência Fonte: Colella, Victor: Auditoria Controle Interno e Estoques. São Paulo: Saraiva, 1979, p RESPONSABILIDADES Conforme a NBC T 11 (1997 p.5), "O sistema contábil e de Controle Interno é de responsabilidade da administração da entidade, porém o auditor deve efetuar sugestões objetivas para o seu aprimoramento, decorrentes de constatações feitas no decorrer do seu trabalho". Embora o auditor independente possa assessorar a administração no projeto de seu sistema inicial e fazer sugestões para seu aperfeiçoamento, evidentemente a responsabilidade por esse sistema cabe à administração. Para Cook e Winkle (1983, p.133), A fim de cumprir o objetivo das demonstrações financeiras de fornecer aos usuários informações que os ajudem em suas decisões econômicas, a administração tem a responsabilidade de projetar e manter um sistema de controle interno capaz de produzir demonstrações financeiras fidedignas. Com relação aos procedimentos do controle administrativo, bem como o contábil, a empresa deve estar atenta para as mudanças, pois elas podem fazer com que o sistema original não mais se preste a seus fins. O sistema deverá ser reavaliado freqüentemente para que o pessoal possa cumprir com suas funções constantes no sistema de Controle Interno. 41

10 3.3 SEGREGAÇÃO DE FUNCÕES Revista de Administração Nobel Cavalcanti (1996, p.54) diz que a segregação de funções consiste em estabelecer que uma mesma pessoa não tenha acesso aos registros contábeis e aos ativos, pois são funções incompatíveis dentro do sistema de controle interno. Onde não há segregação de função o risco de fraude é grande, pois o funcionário pode alterar o valor dos recebíveis e dar baixa do bem como inservível ou por perdas, o que levaria a ocultar o desfalque permanentemente. 3.4 AMARRAÇÃO DO SISTEMA O sistema de controle interno deve ser planejado de forma que, registrada a informação, ela só poderá ser alterada através de autorização, pelos seus valores corretos e dentro do período de competência. (CAVALCANTI, 1996, p. 55). A amarração também poder ser gerenciada pelo próprio sistema que já informa os riscos que aquela alteração provocaria, e pediria para o superior hierárquico confirmar a operação. 4 RESPONSABILIDADE PELO SISTEMA DE CONTROLE INTERNO Quem é o responsável pelos controles internos? Os auditores internos? Errado. Todos são responsáveis pelo correto funcionamento do Controle Interno. Ao auditor Interno cabe a função de avaliar se o sistema de Controle Interno está funcionando como estabelecido e, caso contrário, de propor o estabelecimento do mesmo, se ele não existir, ou melhorar a sua qualidade. Para Cook e Winkle (1983, p.133), A fim de cumprir o objetivo das demonstrações financeiras de fornecer aos usuários informações que os ajudem em suas decisões econômicas, a administração tem a responsabilidade de projetar e manter um sistema de controle interno capaz de produzir demonstrações financeiras fidedignas. Embora o auditor independente possa assessorar a administração no projeto de seu sistema inicial e fazer sugestões para seu aperfeiçoamento, evidentemente a responsabilidade por esse sistema cabe à administração. Além disso, é necessário fazer revisões constantes para se ter a certeza de que o pessoal cumpre suas funções conforme exige o sistema de controle interno. O envolvimento da alta administração, como de todos os funcionários, será primordial para o cumprimento dos objetivos estabelecidos no processo. Cook e Winkle (1983, p.134) dizem que tanto a administração como os auditores devem estar cientes da relação existente entre o custo de procedimentos de controle interno e os benefícios que se espera deles, ao projetarem o sistema ou qualquer reestruturação do mesmo. 42

11 5 CONCLUSÃO O controle interno é um instrumento indispensável para o desenvolvimento de qualquer tipo de entidade. Sua aplicabilidade tem caráter preventivo dentro da organização. Neste trabalho procurou-se enfatizar pontos importantes para a realização do controle interno, enfocando diversos aspectos sobre o desempenho e resultados que este trará às atividades administrativas e operacionais da empresa. Destacamos que os controles internos contábeis estão direcionados ao desenvolvimento de procedimentos que dêem proteção aos ativos e informações fidedignas geradas pela contabilidade. Os controles administrativos promovem a vigilância gerencial, bem como o respeito e obediência às políticas administrativas. Vislumbra-se, assim, a importância do Controle Interno para a eficiência e eficácia das atividades dentro da organização, auxiliando os administradores no desempenho de suas atribuições, fornecendo-lhes análises, avaliações e informações relativas às atividades operacionais e administrativas. REFERÊNCIAS ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti, Auditoria: Um moderno Curso e Completo. 5. ed., São Paulo: Atlas, ATTIE, William. Auditoria: Conceitos e Aplicações. 3. ed., São Paulo: Atlas S.A., CANONICE, Bruhmer Cesar Farone. Normas e Padrões para elaboração de Trabalhos Acadêmicos. Maringá- UEM/CSA/DAD/PPA, COOK, J.W.; WINKLE, G.M. Auditoria: Filosofia e Técnica. 1.ed., São Paulo: Saraiva, COLELLA, Victor: Auditoria, Controle Interno e Estoques: São Paulo: Saraiva, DEPARTAMENTO DE TESOURO NACIONAL. Instrução Normativa nº 16: FAVERO, Hamilton Luiz et al. Contabilidade Teórica e Prática. 1. ed., São Paulo: Atlas, FRANCO, Hilário; MARRA, Ernesto. Auditoria Contábil. 2. ed., São Paulo: Atlas, IBRACON, Instituto Brasileiro de Contadores. Curso Básico de Auditoria: 1.ed., São Paulo: Atlas, NBC T 11 Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis SÁ, Antônio Lopes. Curso de Auditoria: 8.ed., São Paulo: Atlas, UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA. Auditoria Interna da FUB. Disponível em: <http://www.unb.br/aud/o_que_e_controle.htm> Acesso em: 02 Set

12 44 Revista de Administração Nobel

Tópico: Plano e Estratégia. Controle interno e risco de auditoria

Tópico: Plano e Estratégia. Controle interno e risco de auditoria Tópico: Plano e Estratégia. Controle interno e risco de auditoria i Professor Marcelo Aragão Trabalhos de outros auditores ou especialistas Complexidade das transações Volume das transações Áreas importantes

Leia mais

AUDITORIA INTERNA E SUA IMPORTÂNCIA PARA AS ORGANIZAÇÕES

AUDITORIA INTERNA E SUA IMPORTÂNCIA PARA AS ORGANIZAÇÕES 1 AUDITORIA INTERNA E SUA IMPORTÂNCIA PARA AS ORGANIZAÇÕES Alessandra Cristina Rubio¹ Josiane Marcacini Silva² RESUMO Thiago Silva Guimarães³ A auditoria interna é de suma importância para as organizações,

Leia mais

A importância da implantação do controle interno nas organizações Empresariais

A importância da implantação do controle interno nas organizações Empresariais A importância da implantação do controle interno nas organizações Empresariais Silvana Duarte dos Santos 1 Resumo No século XXI, a intensificação do processo de globalização da economia, teve como conseqüência

Leia mais

PROFESSOR: Salomão Dantas Soares. Procedimentos de Auditoria

PROFESSOR: Salomão Dantas Soares. Procedimentos de Auditoria AUDITORIA PROFESSOR: Salomão Dantas Soares ASSUNTO Procedimentos de Auditoria TURMA: PECC 1 - PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA ASPECTOS CONCEITUAIS Nesta aula, estudaremos os Procedimentos de Auditoria, abordando

Leia mais

RESOLUÇÃO CFC N.º 820/97. Aprova a NBC T 11 Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis com alterações e dá outras providências.

RESOLUÇÃO CFC N.º 820/97. Aprova a NBC T 11 Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis com alterações e dá outras providências. RESOLUÇÃO CFC N.º 820/97 Aprova a NBC T 11 Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis com alterações e dá outras providências. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas

Leia mais

AUDITORIA INTERNA DA ATLAS

AUDITORIA INTERNA DA ATLAS AUDITORIA INTERNA DA ATLAS A auditoria interna serve à administração como meio de identificação de que todos os processos internos e políticas definido pela ATLAS, assim como sistemas contábeis e de controle

Leia mais

Programas de Auditoria para contas do Passivo e Patrimônio Líquido

Programas de Auditoria para contas do Passivo e Patrimônio Líquido Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Ciências Contábeis e Ciência da Informação e Documentação Disciplina: Auditoria Professor: Wolney Turma: A Programas de Auditoria para contas

Leia mais

AUDITORIA BASEADA EM RISCO

AUDITORIA BASEADA EM RISCO Centro Universitário de Brasília CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS (FASA) CURSO: CIÊNCIAS CONTÁBEIS DISCIPLINA: MONOGRAFIA ACADÊMICA ÁREA: CONTABILIDADE GERENCIAL

Leia mais

RESOLUÇÃO CFC Nº 986/03

RESOLUÇÃO CFC Nº 986/03 RESOLUÇÃO CFC Nº 986/03 Aprova a NBC T 12 Da Auditoria Interna. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, CONSIDERANDO que as Normas Brasileiras de Contabilidade

Leia mais

CONTROLES INTERNOS: UM ESTUDO SOBRE SUA RELEVÂNCIA NO DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO DE AUDITORIA CONTÁBIL

CONTROLES INTERNOS: UM ESTUDO SOBRE SUA RELEVÂNCIA NO DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO DE AUDITORIA CONTÁBIL CONTROLES INTERNOS: UM ESTUDO SOBRE SUA RELEVÂNCIA NO DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO DE AUDITORIA CONTÁBIL Éder Rodrigo Gimenes (G UEM) César Pereira (G UEM) Fernando Galbiati Lima (G UEM) Marcelo Marchine

Leia mais

FONTE: Comissão de Estudos de Auditoria Interna do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul

FONTE: Comissão de Estudos de Auditoria Interna do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul AULA 02 Prof. Ailton Azevedo M. da Nóbrega Disciplina: AUDITORIA Turma: 6 CCN 2011.02 AUDITORIA INTERNA CONCEITO: É um controle gerencial que funciona por meio de medição e avaliação da eficiência e eficácia

Leia mais

Fiscal Auditoria Procedimentos - Pós Materialidade e Normas de Auditoria

Fiscal Auditoria Procedimentos - Pós Materialidade e Normas de Auditoria Fiscal Auditoria Procedimentos - Pós Materialidade e Normas de Auditoria 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. Auditoria Profº Guilherme Albuquerque. Profº guilherme

Leia mais

Aula Nº 12 Auditoria Externa

Aula Nº 12 Auditoria Externa Aula Nº 12 Auditoria Externa Objetivos da aula: Apresentar a atividade de auditoria externa (independente) como meio para aferir a eficiência dos controles e como ferramenta administrativa para validação

Leia mais

AUDITORIA CONTÁBIL. Os problemas de Controle Interno encontram-se em todas as áreas das empresas modernas.

AUDITORIA CONTÁBIL. Os problemas de Controle Interno encontram-se em todas as áreas das empresas modernas. Controle Interno Os problemas de Controle Interno encontram-se em todas as áreas das empresas modernas. Exemplo: vendas, fabricação, compras. Quando exercido adequadamente sobre uma das funções acima,

Leia mais

PROFESSOR: Salomão Dantas Soares

PROFESSOR: Salomão Dantas Soares AUDITORIA PROFESSOR: Salomão Dantas Soares ASSUNTO Papéis de Trabalho TURMA: PECC Nesta aula, continuaremos o estudo dos aspectos técnicos concernentes à Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis,

Leia mais

Uma investigação sobre convergências e divergências entre Auditoria Interna e Controle Interno nas entidades privadas.

Uma investigação sobre convergências e divergências entre Auditoria Interna e Controle Interno nas entidades privadas. 1 Uma investigação sobre convergências e divergências entre Auditoria Interna e Controle Interno nas entidades privadas. RESUMO O presente trabalho buscou, através do método dedutivo utilizando-se da tipologia

Leia mais

Auditoria Gerencial: Estudo dos Benefícios Proporcionados pela Avaliação do Controle Interno na Área Financeira. Área: Ciências Contábeis

Auditoria Gerencial: Estudo dos Benefícios Proporcionados pela Avaliação do Controle Interno na Área Financeira. Área: Ciências Contábeis Auditoria Gerencial: Estudo dos Benefícios Proporcionados pela Avaliação do Controle Interno na Área Financeira Área: Ciências Contábeis Anarlete Corina Sartori Álvares UNIOESTE Universidade Estadual do

Leia mais

RESOLUÇÃO CFC Nº 1.029/05

RESOLUÇÃO CFC Nº 1.029/05 RESOLUÇÃO CFC Nº 1.029/05 Aprova a NBC T 11.12 Processamento Eletrônico de Dados. O, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, CONSIDERANDO que as Normas Brasileiras de Contabilidade e suas

Leia mais

PARTE III Auditoria Conceitos Introdutórios

PARTE III Auditoria Conceitos Introdutórios FATERN Faculdade de Excelência Educacional do RN Coordenação Tecnológica de Redes e Sistemas Curso Superior de Tecnologia em Sistemas para Internet Auditoria em Sistemas de Informação Prof. Fabio Costa

Leia mais

A AUDITORIA INTERNA EM UMA EMPRESA ATACADISTA DE ALIMENTOS

A AUDITORIA INTERNA EM UMA EMPRESA ATACADISTA DE ALIMENTOS A AUDITORIA INTERNA EM UMA EMPRESA ATACADISTA DE ALIMENTOS Marcio J. Panasolo 1 Osni Hoss 2 Resumo: O tema do presente artigo é a Auditoria Interna. Apresenta-se o modelo de sitema de informação, controle

Leia mais

RESOLUÇÃO CFC Nº 1.036/05

RESOLUÇÃO CFC Nº 1.036/05 RESOLUÇÃO CFC Nº 1.036/05 Aprova a NBC T 11.8 Supervisão e Controle de Qualidade. O Conselho Federal de Contabilidade, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, Considerando que as Normas

Leia mais

Controle Interno se refere a procedimentos de organização adotados como planos permanentes da entidade.

Controle Interno se refere a procedimentos de organização adotados como planos permanentes da entidade. Julio Cesar Medeiros Pasqualeto Contador, com 27 de experiência. Pós Graduado em Finanças pela FGV /RJ e Mestrando em Controladoria/Finanças pela Unisinos/RS. Membro CTNC ABRAPP e ANCEP, Membro do Conselho

Leia mais

Controle Interno como Ferramenta Essencial Contra Erros e Fraudes Dentro das Organizações

Controle Interno como Ferramenta Essencial Contra Erros e Fraudes Dentro das Organizações Controle Interno como Ferramenta Essencial Contra Erros e Fraudes Dentro das Organizações Hyder Marcelo Araújo Lima hyder.lima@foa.org.br UniFOA Fernanda Augusta de Oliveira Melo fernanda.melo@foa.org.br

Leia mais

TESTES EM AUDITORIA: UMA REVISÃO CONCEITUAL APLICÁVEL NA PRÁTICA.

TESTES EM AUDITORIA: UMA REVISÃO CONCEITUAL APLICÁVEL NA PRÁTICA. TESTES EM AUDITORIA: UMA REVISÃO CONCEITUAL APLICÁVEL NA PRÁTICA. Por: Prof. MSc Cláudio Marcelo Rodrigues Cordeiro 1 INTRODUÇÃO Considerando que a atividade de auditoria não se propõe a verificar a totalidade

Leia mais

Ferramentas da Contabilidade. Tipos de Auditoria. Tipos de Auditoria. Tipos de Auditoria. Objetivo da Auditoria Contábil

Ferramentas da Contabilidade. Tipos de Auditoria. Tipos de Auditoria. Tipos de Auditoria. Objetivo da Auditoria Contábil Ferramentas da Contabilidade Tipos de Auditoria Escrituração Contabilidade de Custos Análise das Demonstrações Contábeis Auditoria * Balanço Patrimonial -- BP, BP, Demonstração do do Resultado do do Exercício

Leia mais

PLANEJAMENTO DOS TRABALHOS DE AUDITORIA Parte I

PLANEJAMENTO DOS TRABALHOS DE AUDITORIA Parte I GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS E ATUARIAIS BEATRIZ CUBAS CAZETTA 05/16278 GABRIELA DINIZ FERREIRA 05/18514 ROBERTO SOUZA GUIMARÃES 04/92973 PLANEJAMENTO DOS TRABALHOS DE AUDITORIA Parte I WONEY DE OLIVEIRA

Leia mais

CÂMARA MUNICIPAL DE SINOP ESTADO DE MATO GROSSO INSTRUÇÃO NORMATIVA SCI 002/2009

CÂMARA MUNICIPAL DE SINOP ESTADO DE MATO GROSSO INSTRUÇÃO NORMATIVA SCI 002/2009 1 CÂMARA MUNICIPAL DE SINOP ESTADO DE MATO GROSSO INSTRUÇÃO NORMATIVA SCI 002/2009 Versão: 01 Aprovação em: 29/05/2009 Unidade Responsável: Coordenadoria de Controle Interno I FINALIDADE Estabelecer e

Leia mais

Unidade II. Unidade II

Unidade II. Unidade II Unidade II 4 DOCUMENTAÇÃO DE AUDITORIA - PAPÉIS DE TRABALHO 1 Os papéis de trabalho constituem os documentos preparados pelo auditor e/ou obtidos diretamente da empresa para comprovar a evidência da transação

Leia mais

Evidência de Auditoria

Evidência de Auditoria Evidência de Auditoria Compreende as informações utilizadas pelo auditor para chegar às conclusões em que se fundamentam a sua opinião. Inclui as informações contidas nos registros contábeis que suportam

Leia mais

Programas de Auditoria para Contas do Ativo

Programas de Auditoria para Contas do Ativo Programas de Auditoria para Contas do Ativo ATIVO CIRCULANTE Auditoria Contábil PASSIVO E PATRIMÔMIO LÍQUIDO CIRCULANTE Caixa, Bancos e Aplicações Financeiras Contas a Receber Estoques Impostos a Recuperar

Leia mais

O CONTROLE INTERNO: um estudo de caso no ramo de supermercados

O CONTROLE INTERNO: um estudo de caso no ramo de supermercados Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Bacharelado em Ciências Contábeis O CONTROLE INTERNO: um estudo de caso no ramo de supermercados MARCILEIDE PARANHOS DE OLIVEIRA JUINA-MT

Leia mais

PLANO DE ENSINO ANO DO VESTIBULAR: 2004 CURSO: ANO LETIVO: 2007 TURMA: 4º ANO AUDITORIA CONTÁBIL EMENTA

PLANO DE ENSINO ANO DO VESTIBULAR: 2004 CURSO: ANO LETIVO: 2007 TURMA: 4º ANO AUDITORIA CONTÁBIL EMENTA PLANO DE ENSINO ANO DO VESTIBULAR: 2004 DEPARTAMENTO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CAMPUS UNIVERSITÁRIO TANGARÁ DA SERRA CURSO: ANO LETIVO: 2007 CIÊNCIAS CONTÁBEIS TURMA: 4º ANO DISCIPLINA: AUDITORIA CONTÁBIL CARGA

Leia mais

O CONTROLE INTERNO COMO FERRAMENTA DE GESTÃO: um estudo de caso em uma empresa de serviços

O CONTROLE INTERNO COMO FERRAMENTA DE GESTÃO: um estudo de caso em uma empresa de serviços UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO RIO GRANDE DO SUL DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS, ECONOMICAS E DA COMUNICAÇÃO CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO LATO SENSU EM CONTROLADORIA E GESTÃO EMPRESARIAL

Leia mais

CONTROLE INTERNO Parte I

CONTROLE INTERNO Parte I UnB Universidade de Brasília FACE Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação. CCA Departamento de Ciências Contábeis e Atuarias Auditoria 1 Prof.: Wolney

Leia mais

QUAIS AS DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS BÁSICAS ENTRE AUDITORIA INTERNA E AUDITORIA EXTENA

QUAIS AS DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS BÁSICAS ENTRE AUDITORIA INTERNA E AUDITORIA EXTENA QUAIS AS DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS BÁSICAS ENTRE AUDITORIA INTERNA E AUDITORIA EXTENA! O que faz a auditoria externa?! Quais as funções da auditoria interna?! Qual a interligação entre a auditoria externa

Leia mais

Tópico 6: Testes e. Procedimentos básicos de auditoria. Testes de auditoria. Prof. Marcelo Aragão. Testes de auditoria

Tópico 6: Testes e. Procedimentos básicos de auditoria. Testes de auditoria. Prof. Marcelo Aragão. Testes de auditoria Tópico 6: Testes e Procedimentos básicos de auditoria Prof. Marcelo Aragão Testes de auditoria 1. TESTES DE OBSERVÂNCIA (DE CONTROLES, DE ADERÊNCIA OU DE PROCEDIMENTOS) Visam à obtenção de razoável segurança

Leia mais

AULA 1 DEMONSTRATIVA

AULA 1 DEMONSTRATIVA AULA 1 DEMONSTRATIVA Saudações queridos alunos, eu sou o PROF. HILTON LOPES e estou aqui para ajudá-los com as disciplinas AUDITORIA E CONTROLE INTERNO E GESTÃO DE RISCOS para o concurso de TÉCNICO DE

Leia mais

AUDITORIA OPERACIONAL. Prof. Ms.Luiz Carlos da Silva Oliveira

AUDITORIA OPERACIONAL. Prof. Ms.Luiz Carlos da Silva Oliveira Prof. Ms.Luiz Carlos da Silva Oliveira Goiânia- GO. 24 de Junho de 2009 2 1. Introdução A complexidade das organizações e a diversificação das atividades destas organizações trouxe a necessidade de evolução

Leia mais

O CONTROLE INTERNO E A AUDITORIA INTERNA GOVERNAMENTAL: DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS

O CONTROLE INTERNO E A AUDITORIA INTERNA GOVERNAMENTAL: DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS O CONTROLE INTERNO E A AUDITORIA INTERNA GOVERNAMENTAL: DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS Wanderlei Pereira das Neves 1 Resumo Nosso trabalho visa a demonstrar que a auditoria interna governamental é o ápice da

Leia mais

Controles internos e Entidade do Terceiro Setor: a influência da estrutura organizacional

Controles internos e Entidade do Terceiro Setor: a influência da estrutura organizacional Controles internos e Entidade do Terceiro Setor: a influência da estrutura organizacional Adriana Maria Procópio De Araujo André Luís Salgado Carlos Alberto Grespan Bonacim Lumila Souza Girioli Resumo:

Leia mais

NBC TA 501 - APROVAÇÃO. RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.218, de 03.12.2009

NBC TA 501 - APROVAÇÃO. RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.218, de 03.12.2009 NBC TA 501 - APROVAÇÃO RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.218, de 03.12.2009 Aprova a NBC TA 501 Evidência de Auditoria Considerações Específicas para Itens Selecionados. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício

Leia mais

Universidade do Estado de Minas Gerais Instituto Superior de Ensino e Pesquisa de Ituiutaba Sistemas de Informação Segurança e Auditoria de Sistemas

Universidade do Estado de Minas Gerais Instituto Superior de Ensino e Pesquisa de Ituiutaba Sistemas de Informação Segurança e Auditoria de Sistemas 1. Conceitos e Organização da Auditoria Universidade do Estado de Minas Gerais 1.1 Conceitos Auditoria é uma atividade que engloba o exame de operações, processos, sistemas e responsabilidades gerenciais

Leia mais

1- CONTROLES INTERNOS

1- CONTROLES INTERNOS 1- CONTROLES INTERNOS Definição de Controles Segundo Sérgio de Iudícibus e José Carlos Marion, compreende o plano de organização e todos os métodos e medidas adotados na empresa para salvaguardar ativos,

Leia mais

Capítulo 4 - Gestão do Estoque Inventário Físico de Estoques

Capítulo 4 - Gestão do Estoque Inventário Físico de Estoques Capítulo 4 - Gestão do Estoque Inventário Físico de Estoques Celso Ferreira Alves Júnior eng.alvesjr@gmail.com 1. INVENTÁRIO DO ESTOQUE DE MERCADORIAS Inventário ou Balanço (linguagem comercial) é o processo

Leia mais

FACULDADE CEARENSE FAC BACHARELADO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS. O Controle Interno nas Pequenas e Médias Empresas. Fábio Cardoso da Silva

FACULDADE CEARENSE FAC BACHARELADO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS. O Controle Interno nas Pequenas e Médias Empresas. Fábio Cardoso da Silva FACULDADE CEARENSE FAC BACHARELADO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS O Controle Interno nas Pequenas e Médias Empresas. Fábio Cardoso da Silva Orientação Profa. Dra. Marcia Maria Machado Freitas Artigo apresentado

Leia mais

1. Normas Brasileiras de Contabilidade - Brasil. 2. Auditoria Interna. 3. Auditor Interno. I. Título.

1. Normas Brasileiras de Contabilidade - Brasil. 2. Auditoria Interna. 3. Auditor Interno. I. Título. PUBLICAÇÃO DO CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE SAS Quadra 5 Bloco J - Ed. CFC Fone: (61) 3314 9600 / Fax: (61) 3322 2033 CEP: 70070-920 Brasília DF Site: www.cfc.org.br E-mail: cfc@cfc.org.br Edição eletrônica

Leia mais

AUDITORIA INTERNA E O CONTROLE DAS INFORMAÇÕES EM SISTEMAS INTEGRADO: ADMINISTRATIVO CONTÁBIL FINANCEIRO.

AUDITORIA INTERNA E O CONTROLE DAS INFORMAÇÕES EM SISTEMAS INTEGRADO: ADMINISTRATIVO CONTÁBIL FINANCEIRO. Centro Universitário de Brasília CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA UniCEUB FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS FASA CURSO: CIÊNCIAS CONTÁBEIS DISCIPLINA: MONOGRAFIA ACADÊMICA ÁREA: CONTABILIDADE GERENCIAL

Leia mais

O CONTROLE INTERNO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO PARA OS MUNICÍPIOS

O CONTROLE INTERNO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO PARA OS MUNICÍPIOS O CONTROLE INTERNO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO PARA OS MUNICÍPIOS Luís Filipe Vellozo de Sá e Eduardo Rios Auditores de Controle Externo TCEES Vitória, 21 de fevereiro de 2013 1 Planejamento Estratégico

Leia mais

Auditoria Externa nas cooperativas: atuação de entidade exclusiva

Auditoria Externa nas cooperativas: atuação de entidade exclusiva Auditoria Externa nas cooperativas: atuação de entidade exclusiva Seminário Banco Central do Brasil sobre Governança Cooperativa - Norte Belém, 18 de maio de 2009 Risco da Informação Conflitos de Interesse

Leia mais

UMA ABORDAGEM SOBRE OS RISCOS DE AUDITORIA NA EMISSÃO DO PARECER

UMA ABORDAGEM SOBRE OS RISCOS DE AUDITORIA NA EMISSÃO DO PARECER UMA ABORDAGEM SOBRE OS RISCOS DE AUDITORIA NA EMISSÃO DO PARECER Raphael Vinicius Weigert Camargo (G-UEM) Rita de Cássia Correa Pepinelli (G-UEM) Reinaldo Rodrigues Camacho (UEM) Resumo Este estudo busca

Leia mais

CADERNO DE DESCRIÇÕES DE CARGOS FÁBRICA

CADERNO DE DESCRIÇÕES DE CARGOS FÁBRICA CADERNO DE DESCRIÇÕES DE CARGOS FÁBRICA REVISÃO DOS DADOS 04 RELAÇÃO DE CARGOS Auxiliar de Montagem Montador Supervisor de Produção Técnico de Programação da Produção Coordenador de Produção IDENTIFICAÇÃO

Leia mais

POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA

POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA 1 1. APRESENTAÇÃO Esta política estabelece os princípios e práticas de Governança Cooperativa adotadas pelas cooperativas do Sistema Cecred, abordando os aspectos de

Leia mais

NBC TA 450. CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

NBC TA 450. CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional. NBC TA 450 CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional. RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.216/09 Aprova a NBC TA 450 Avaliação das Distorções Identificadas durante a Auditoria. O

Leia mais

RELATÓRIO TÉCNICO DE AUDITORIA REALIZADO NA ÁREA DE DISPONIBILIDADES DA EMPRESA ABC UM ESTUDO DE CASO

RELATÓRIO TÉCNICO DE AUDITORIA REALIZADO NA ÁREA DE DISPONIBILIDADES DA EMPRESA ABC UM ESTUDO DE CASO RELATÓRIO TÉCNICO DE AUDITORIA REALIZADO NA ÁREA DE DISPONIBILIDADES DA EMPRESA ABC UM ESTUDO DE CASO Renan da Silva Trintin 1 Hamilton Luiz Favero 2 RESUMO Com o elevado número de mudanças na legislação

Leia mais

O CONTROLE INTERNO COMO FERRAMENTA FUNDAMENTAL PARA A FIDEDIGNIDADE DAS INFORMAÇÕES CONTÁBEIS

O CONTROLE INTERNO COMO FERRAMENTA FUNDAMENTAL PARA A FIDEDIGNIDADE DAS INFORMAÇÕES CONTÁBEIS O CONTROLE INTERNO COMO FERRAMENTA FUNDAMENTAL PARA A FIDEDIGNIDADE DAS INFORMAÇÕES CONTÁBEIS Patrícia Bordin 1 Cristiane Jardim Saraiva 2 RESUMO Este estudo visa demonstrar a importância do controle interno

Leia mais

20/03/2014. A Auditoria de Sistemas em Sistemas Integrados de Informações (ERP s)

20/03/2014. A Auditoria de Sistemas em Sistemas Integrados de Informações (ERP s) Conforme introdução sobre o assunto em parágrafos anteriores, as grandes e médias corporações e os escritórios de contabilidade, fazem uso de sistemas de processamento de dados próprios para execução de

Leia mais

Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Contador Juarez Domingues Carneiro Presidente

Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Contador Juarez Domingues Carneiro Presidente RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.323/11 Aprova a NBC PA 03 Revisão Externa de Qualidade pelos Pares. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, e com fundamento no disposto

Leia mais

Departamento de Desenvolvimento Profissional

Departamento de Desenvolvimento Profissional Departamento de Desenvolvimento Profissional Auditoria Independente Renata Sol Costa renatasolcosta@hotmail.com Rio de Janeiro Maio/2015 Objetivo: Apresentar os conhecimentos fundamentais sobre auditoria

Leia mais

Tópico: Procedimentos em áreas específicas das Demonstrações Contábeis

Tópico: Procedimentos em áreas específicas das Demonstrações Contábeis Tópico: Procedimentos em áreas específicas das Demonstrações Contábeis Professor Marcelo Aragao ÁREAS DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS A SEREM AUDITADAS Contas de Ativo Contas de Passivo Patrimônio Líquido

Leia mais

2- FUNDAMENTOS DO CONTROLE 2.1 - CONCEITO DE CONTROLE:

2- FUNDAMENTOS DO CONTROLE 2.1 - CONCEITO DE CONTROLE: 1 - INTRODUÇÃO Neste trabalho iremos enfocar a função do controle na administração. Trataremos do controle como a quarta função administrativa, a qual depende do planejamento, da Organização e da Direção

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL COMO FONTE DE TOMADA DE DECISÕES GERENCIAS

A IMPORTÂNCIA DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL COMO FONTE DE TOMADA DE DECISÕES GERENCIAS A IMPORTÂNCIA DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL COMO FONTE DE TOMADA DE DECISÕES GERENCIAS Linha de pesquisa: Sistema de informação gerencial Pâmela Adrielle da Silva Reis Graduanda do Curso de Ciências

Leia mais

Palavras-chave: fraude contábil, controle interno, auditoria externa.

Palavras-chave: fraude contábil, controle interno, auditoria externa. PROCEDIMENTOS DE PREVENÇÃO DE FRAUDE CONTÁBIL NUMA EMPRESA DE COMÉRCIO EXTERIOR Viviane Fernandes Pereira Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP-SP) viviane.fpereira@outlook.com.br Adilson

Leia mais

Segurança e Auditoria de Sistemas. Profº.: Daniel Gondim

Segurança e Auditoria de Sistemas. Profº.: Daniel Gondim Segurança e Auditoria de Sistemas Profº.: Daniel Gondim Roteiro Auditoria de Sistemas Conceitos; Tipos de Auditorias; Objetivos e Importância; Etapas; Segurança da Informação Conceitos; Ameaças; Algumas

Leia mais

Controladoria Geral da União - Regional Santa Catarina

Controladoria Geral da União - Regional Santa Catarina PLANEJAMENTO DE AUDITORIA INTERNA PRÁTICA E OPERACIONALIZAÇÃO MARÇO/2013 SCI Sistema de Controle Interno Legislação Básica Conceitos e Princípios de CI Planejamento e Execução Técnicas de Controle Comunicação

Leia mais

PLANEJAMENTO DOS TRABALHOS DE AUDITORIA PARTE II

PLANEJAMENTO DOS TRABALHOS DE AUDITORIA PARTE II Disciplina: Auditoria 1 Turma B Professor: Wolney Resende de Oliveira Alunos: Cláudia Raquel Leão Brizolla 06/17946 Diego Boaventura Soares 05/17402 Guilherme Cardoso Miranda 08/48701 Matheus Lara de Souza

Leia mais

Controle Interno se refere a procedimentos de organização adotados como planos permanentes da entidade.

Controle Interno se refere a procedimentos de organização adotados como planos permanentes da entidade. Julio Cesar Medeiros Pasqualeto Contador, com 27 de experiência. Pós Graduado em Finanças pela FGV /RJ e Mestrando em Controladoria/Finanças pela Unisinos/RS. Membro CTNC ABRAPP e ANCEP, Membro do Conselho

Leia mais

Controle interno: um importante instrumento na gestão empresarial

Controle interno: um importante instrumento na gestão empresarial Controle interno: um importante instrumento na gestão empresarial 66 Revista do CRCRS Sirlei Tonello Tisott Contadora. Professora da UFMS. Especialista em Contabilidade Gerencial e Mestre em Desenvolvimento,

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE Curso de Ciências Contábeis A IMPORTÂNCIA DA AUDITORIA INTERNA NOS ESCRITÓRIOS DE CONTABILIDADE

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE Curso de Ciências Contábeis A IMPORTÂNCIA DA AUDITORIA INTERNA NOS ESCRITÓRIOS DE CONTABILIDADE 1 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE Curso de Ciências Contábeis A IMPORTÂNCIA DA AUDITORIA INTERNA NOS ESCRITÓRIOS DE CONTABILIDADE Ricardo Marquiore 1 Carolina Moreira Fernandes 2 RESUMO: A pesquisa

Leia mais

Avaliação do controle interno na gestão das empresas de materiais de construção civil no município de presidente médici, ro

Avaliação do controle interno na gestão das empresas de materiais de construção civil no município de presidente médici, ro 5 Avaliação do controle interno na gestão das empresas de materiais de construção civil no município de presidente médici, ro João Carlos da Silva Pereira 1 RESUMO: Gestão é a atividade de conduzir uma

Leia mais

Auditoria Interna Como assessoria das entidades

Auditoria Interna Como assessoria das entidades Auditoria Interna Como assessoria das entidades Francieli Hobus 1 Resumo A auditoria interna vem se tornando a cada dia, uma ferramenta indispensável para as entidades. Isso está ocorrendo devido à preocupação

Leia mais

CONTROLE INTERNO COMO INSTRUMENTO PARA MINIMIZAR OS RISCOS DA AUDITORIA EXTERNA

CONTROLE INTERNO COMO INSTRUMENTO PARA MINIMIZAR OS RISCOS DA AUDITORIA EXTERNA FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS - FASA CURSO: CIÊNCIAS CONTÁBEIS ÁREA: AUDITORIA CONTROLE INTERNO COMO INSTRUMENTO PARA MINIMIZAR OS RISCOS DA AUDITORIA EXTERNA GENI BATISTA DE OLIVEIRA RA Nº 20301773-0

Leia mais

Parece simples atender aos acionistas/quotistas e aos clientes: basta que as Empresas dêem lucros e que seus

Parece simples atender aos acionistas/quotistas e aos clientes: basta que as Empresas dêem lucros e que seus POLÍTICA DE CONTROLES INTERNOS Revisado em Março de 2013 1. INTRODUÇÃO Parece simples atender aos acionistas/quotistas e aos clientes: basta que as Empresas dêem lucros e que seus produtos e serviços atendam

Leia mais

AUDITORIA INTERNA E EXTERNA

AUDITORIA INTERNA E EXTERNA AUDITORIA INTERNA E EXTERNA Autores 1 Gisele Cristiane Galo Roseli Aparecida de Oliveira Barbosa Orientador (a) 2 Nanci Ribeiro Prestes RESUMO: A evolução das empresas e a conseqüente competição do mercado

Leia mais

AVALIAÇÃO DO CONTROLE INTERNO DO DEPARTAMENTO FINANCEIRO DE UMA EMPRESA COMERCIAL ESTUDO DE CASO Alessandra Righi Peranzoni Pinto*

AVALIAÇÃO DO CONTROLE INTERNO DO DEPARTAMENTO FINANCEIRO DE UMA EMPRESA COMERCIAL ESTUDO DE CASO Alessandra Righi Peranzoni Pinto* AVALIAÇÃO DO CONTROLE INTERNO DO DEPARTAMENTO FINANCEIRO DE UMA EMPRESA COMERCIAL ESTUDO DE CASO Alessandra Righi Peranzoni Pinto* RESUMO Controle interno é a expressão usada para descrever todas as medidas

Leia mais

CONTROLE INTERNO COMO FERRAMENTA OPERACIONAL PERANTE A AUDITORIA EXTERNA

CONTROLE INTERNO COMO FERRAMENTA OPERACIONAL PERANTE A AUDITORIA EXTERNA 1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES INSTITUTO A VEZ DO MESTRE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU CONTROLE INTERNO COMO FERRAMENTA OPERACIONAL PERANTE A AUDITORIA EXTERNA ALINE ANDRADE FONTES Rio de Janeiro, 16 Abril de

Leia mais

Questões Professor Larratéa

Questões Professor Larratéa AUDITORIA GOVERNAMENTAL QUESTÕES DE PROVAS Prof. Larratéa e-mail luizlarratea@hotmail.com (dúvidas) 01) Sobre as características da auditoria, analise as informações a seguir. I - A auditoria interna não

Leia mais

RESOLUÇÃO CFC Nº 1.008/04

RESOLUÇÃO CFC Nº 1.008/04 RESOLUÇÃO CFC Nº 1.008/04 Aprova a NBC T 14 Norma sobre a Revisão Externa de Qualidade pelos Pares. O, no exercício de suas atribuições legais e regimentais; CONSIDERANDO que o controle de qualidade constitui

Leia mais

CONTROLE INTERNO NAS EMPRESAS

CONTROLE INTERNO NAS EMPRESAS FLÁVIA FERREIRA DE ARAÚJO KAMILLA CORDEIRO RODRIGUES LEANDRO CLAÚDIO TEIXEIRA MARINA FREIRE CONTROLE INTERNO NAS EMPRESAS Trabalho da disciplina Auditoria 1 da Universidade de Brasília - UnB no curso de

Leia mais

QUESTÕES PARA A PROVA DE QUALIFICAÇÃO TÉCNICA GERAL. 1. É permitido ao contador no exercício da auditoria independente:

QUESTÕES PARA A PROVA DE QUALIFICAÇÃO TÉCNICA GERAL. 1. É permitido ao contador no exercício da auditoria independente: QUESTÕES PARA A PROVA DE QUALIFICAÇÃO TÉCNICA GERAL 1. É permitido ao contador no exercício da auditoria independente: a) Baseado no seu trabalho e julgamento, emitir Parecer de Auditoria sem ressalva,

Leia mais

CÂMARA MUNICIPAL DE SINOP ESTADO DE MATO GROSSO INSTRUÇÃO NORMATIVA SCI 002/2009

CÂMARA MUNICIPAL DE SINOP ESTADO DE MATO GROSSO INSTRUÇÃO NORMATIVA SCI 002/2009 CÂMARA MUNICIPAL DE SINOP ESTADO DE MATO GROSSO INSTRUÇÃO NORMATIVA SCI 002/2009 Versão: 02 Aprovação em: 11/08/2014 Unidade Responsável: Secretaria de Controle Interno I FINALIDADE Estabelecer normas

Leia mais

CONTROLE ESTRATÉGICO

CONTROLE ESTRATÉGICO CONTROLE ESTRATÉGICO RESUMO Em organizações controlar significa monitorar, avaliar e melhorar as diversas atividades que ocorrem dentro de uma organização. Controle é fazer com que algo aconteça como foi

Leia mais

UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES A VEZ DO MESTRE. Auditoria de estoque Estudo de caso: Acompanhamento de inventário na empresa Pepsico do Brasil Ltda.

UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES A VEZ DO MESTRE. Auditoria de estoque Estudo de caso: Acompanhamento de inventário na empresa Pepsico do Brasil Ltda. UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES A VEZ DO MESTRE 1 Auditoria de estoque Estudo de caso: Acompanhamento de inventário na empresa Pepsico do Brasil Ltda. Mauro Morency Faria Santos Niterói 2005 2 UNIVERSIDADE

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL Aldemar Dias de Almeida Filho Discente do 4º ano do Curso de Ciências Contábeis Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS Élica Cristina da

Leia mais

ANEXO 1 INSTRUÇÕES ÀS FIRMAS PARA EXECUÇÃO DA REVISÃO EXTERNA PELOS PARES. Introdução.27. Independência e Conflito de Interesses.

ANEXO 1 INSTRUÇÕES ÀS FIRMAS PARA EXECUÇÃO DA REVISÃO EXTERNA PELOS PARES. Introdução.27. Independência e Conflito de Interesses. ANEXO 1 INSTRUÇÕES ÀS FIRMAS PARA EXECUÇÃO DA REVISÃO EXTERNA PELOS PARES ÍNDICE Seção Parágrafo II Instrução às Equipes Revisoras Introdução.27 Independência e Conflito de Interesses.29 Organização da

Leia mais

Instrução Normativa n.º 001/2008-1/SCI

Instrução Normativa n.º 001/2008-1/SCI [ Página n.º 1 ] DISPÕE SOBRE OS PADRÕES, RESPONSABILIDADES E PROCEDIMENTOS PARA ELABORAÇÃO, EMISSÃO, ALTERAÇÃO, ATUALIZAÇÃO, IMPLEMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE INSTRUÇÕES NORMATIVAS A RESPEITO DAS ROTINAS

Leia mais

Etapas da auditoria e exame dos registros

Etapas da auditoria e exame dos registros Etapas da auditoria e exame dos registros Objetivo e planejamento da auditoria (etapa inicial do processo) A auditoria tem fornecido sólidas informações e opiniões que possibilitam uma melhor qualidade

Leia mais

CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO: A ADOÇÃO DE UM NOVO MODELO NO BRASIL.

CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO: A ADOÇÃO DE UM NOVO MODELO NO BRASIL. CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO: A ADOÇÃO DE UM NOVO MODELO NO BRASIL. Autores: Marcus Vinicius Passos de Oliveira Elisangela Fernandes dos Santos Esaú Fagundes Simões Resumo Esta pesquisa tem

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 08/2013 *******************************

RESOLUÇÃO Nº 08/2013 ******************************* RESOLUÇÃO Nº 08/2013 ******************************* Promulgo a presente Resolução de conformidade com a legislação vigente. Em 30 de agosto de 2013. Silvio Rodrigues de Oliveira =Presidente da Câmara=

Leia mais

Seminário. Auditoria. Entendendo o fluxo do trabalho de acordo com as Novas Normas. Setembro 2012. Apoio: Elaborado por: Claudio Gonçalo Longo e

Seminário. Auditoria. Entendendo o fluxo do trabalho de acordo com as Novas Normas. Setembro 2012. Apoio: Elaborado por: Claudio Gonçalo Longo e Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo Tel. (11) 3824-5400, 3824-5433 (teleatendimento), fax (11) 3824-5487 Email: desenvolvimento@crcsp.org.br web: www.crcsp.org.br Rua Rosa e Silva,

Leia mais

$XGLWRULDé uma atividade que engloba o exame das operações, processos,

$XGLWRULDé uma atividade que engloba o exame das operações, processos, $XWDUTXLD(GXFDFLRQDOGR9DOHGR6mR)UDQFLVFR± $(96) )DFXOGDGHGH&LrQFLDV6RFLDLVH$SOLFDGDVGH3HWUROLQD± )$&$3( &XUVRGH&LrQFLDVGD&RPSXWDomR 6(*85$1d$($8',725,$'(6,67(0$6 &\QDUD&DUYDOKR F\QDUDFDUYDOKR#\DKRRFRPEU

Leia mais

O SISTEMA DE CONTROLE INTERNO

O SISTEMA DE CONTROLE INTERNO O SISTEMA DE CONTROLE INTERNO Considerações Técnicas O presente Manual se constitui em ferramenta básica para o efetivo funcionamento do Sistema de Controle Interno do Poder Judiciário do Estado de Mato

Leia mais

Auditoria de Sistemas. UNIPAC Ipatinga Segurança e Auditoria de Sistemas Prof. Thiago Lopes Lima

Auditoria de Sistemas. UNIPAC Ipatinga Segurança e Auditoria de Sistemas Prof. Thiago Lopes Lima Auditoria de Sistemas UNIPAC Ipatinga Segurança e Auditoria de Sistemas Prof. Thiago Lopes Lima Auditoria É uma atividade que engloba o exame das operações, processos, sistemas e responsabilidades gerenciais

Leia mais

Estrutura de Gerenciamento do Risco Operacional - 2010

Estrutura de Gerenciamento do Risco Operacional - 2010 Estrutura de Gerenciamento do Risco Operacional - 2010 Sumário 1. Introdução:...3 2. Abrangência:...3 3. Estrutura do Gerenciamento de Risco Operacional:...3 3.1. Estrutura de Gerenciamento do Risco Operacional:...4

Leia mais

IX Encontro de Auditores e Peritos do Espírito Santo Avaliação de Risco na análise dos Controles Internos Vitória, ES. 29/08/2014

IX Encontro de Auditores e Peritos do Espírito Santo Avaliação de Risco na análise dos Controles Internos Vitória, ES. 29/08/2014 IX Encontro de Auditores e Peritos do Espírito Santo Avaliação de Risco na análise dos Controles Internos Vitória, ES. 29/08/2014 Agenda Objetivos Termos de Referência Risco Objetivos do Auditor O Modelo

Leia mais

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, A Resolução CFC n.º 1.329/11 alterou a sigla e a numeração da NBC T 1 citada nesta Norma para NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL. RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.213/09 Aprova a NBC TA 320 Materialidade no Planejamento e

Leia mais

MANUAL DE AUDITORIA INTERNA DO SISTEMA FEDERALCRED

MANUAL DE AUDITORIA INTERNA DO SISTEMA FEDERALCRED CENTRAL DAS COOPERATIVAS DE CRÉDITO MÚTUO DOS POLICIAIS FEDERAIS E SERVIDORES DA UNIÃO MANUAL DE AUDITORIA INTERNA DO SISTEMA FEDERALCRED Edição: 28-02-2007 Aprovado pelo Comitê de Normatização em 31/08/2007

Leia mais

CONSIDERAÇÕES ACERCA DA AUDITORIA INTERNA E EXTERNA

CONSIDERAÇÕES ACERCA DA AUDITORIA INTERNA E EXTERNA CONSIDERAÇÕES ACERCA DA AUDITORIA INTERNA E EXTERNA Silvana Duarte dos Santos FIPAR 1 Jéssica de Jesus Bravosi G FIPAR 2 Resumo No atual cenário econômico, marcado pela intensa concorrência, as organizações

Leia mais

SUPERVISÃO COOPERATIVA Acompanhamento Indireto, acompanhamento dos planos, auditoria e comunicação

SUPERVISÃO COOPERATIVA Acompanhamento Indireto, acompanhamento dos planos, auditoria e comunicação SUPERVISÃO COOPERATIVA Acompanhamento Indireto, acompanhamento dos planos, auditoria e comunicação 1 Acompanhamento Indireto Tratamento das informações Análise intrínseca, evolutiva e comparativa Processos

Leia mais