Técnica e táctica individual nos períodos 1 preparatório, competitivo e transitório INTRODUÇÃO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Técnica e táctica individual nos períodos 1 preparatório, competitivo e transitório INTRODUÇÃO"

Transcrição

1 Técnica e táctica individual nos períodos 1 INTRODUÇÃO Ao longo de uma temporada desportiva procuramos desenvolver, manter e mesmo prolongar os níveis de alto rendimento dos nossos atletas. O conhecimento da realidade desportiva onde estamos inseridos torna-se determinante para o sucesso dos processos de programação e planeamento do treino. Desta forma o conhecimento do calendário desportivo, do potencial dos nossos atletas e do modelo de jogo pretendido permitem seleccionar quais os melhores meios e métodos de treino. O desenvolvimento e a optimização dos factores técnicos e tácticos no alto rendimento desportivo estão igualmente relacionados com os diferentes períodos da época desportiva e naturalmente associados no plano de desenvolvimento da condição física. No entanto o pouco tempo que possuímos para preparar as equipas em função do longo e denso calendário competitivo levam-nos a optar por planos de preparação mais complexos e desenvolvidos à custa da articulação cuidada entre os vários factores do treino. Independentemente dos vários modelos de treino por que se opta ao longo da temporada existe um aspecto que deverá estar presente na metodologia seguida e que se torna decisivo no processo do rendimento desportivo. Referimo-nos à relação existente entre a carga, a recuperação e a competição. Uma correcta manipulação e ajuste da relação entre estas 3 componentes em conjunto com uma boa gestão do grupo de trabalho permite a obtenção das melhores performances em competição, pois no final o objectivo de todas as equipas é o mesmo GANHAR.

2 Técnica e táctica individual nos períodos 2 1. ENQUADRAMENTO DO TREINO PARA O ALTO RENDIMENTO DESPORTIVO NO CONTEXTO ACTUAL DA SOCIEDADE Para se atingir o alto rendimento desportivo segundo F.Bañuelos (2002) há que possuir um talento natural considerável, o qual isoladamente não é suficiente, pois há que juntar à aptidão natural do jogador um trabalho duro e persistente ao longo dos anos e cuidadosamente planeado. Por outro lado está posto de parte um conceito muito em voga nos últimos anos de que aleatoriamente entre o elevado número de praticantes surgirá o campeão ou o talento, como um resultado natural desse trabalho de massificação desportiva. O desenvolvimento das elites desportivas é um processo que deverá ser planeado e controlado individualmente. Segundo Matveiev (1991) estima-se o aparecimento de um talento numa relação de 1 para praticantes. Assim, apenas um pequeno grupo reúne as condições ideais para o alto rendimento. O acesso ao alto rendimento desportivo implica condições iniciais que logo à partida afastam muita gente. Desta forma todos aqueles que pretendam enveredar por este caminho deverão ter bem claros três objectivos: Aspiração ao êxito Dedicação total ao treino Profissionalismo Por outro lado não se pode ignorar o facto de que o desporto na sua essência é um espectáculo que deve procurar distrair todos aqueles que o assistem e que apresenta características especiais e diferentes de outros espectáculos como a ópera, teatro, etc.

3 Técnica e táctica individual nos períodos 3 Hoje em dia quando as pessoas se deslocam para assistir a um espectáculo desportivo (andebol, futebol, basquetebol, hóquei, etc.) fazem-no porque na maior parte dos casos se identificam com uma equipa, um atleta ou uma personagem desse mesmo espectáculo, na maior parte dos casos. Para quem assiste o importante é que aqueles ou aquele com quem se identificam afectivamente no final triunfe. No entanto não basta apenas ganhar, pois a qualidade dos adversários também condiciona o sabor dessa vitória, com isto queremos dizer que a forma como se ganha é igualmente importante, o que significa proporcionar um bom espectáculo. Nada melhor que assistir a um jogo bem disputado do ponto de vista técnico e táctico a grande velocidade, onde os atletas se empenham ao máximo em cada acção que executam. Para que tal aconteça é necessário que os atletas se apresentam em condições de rendimento. O que significa isto? Em primeiro lugar recordar que o alto rendimento desportivo como anteriormente foi mencionado implica uma dedicação total ao treino e naturalmente o profissionalismo como qualquer outra actividade. Desta forma os atletas deverão apresentar-se no início de cada temporada sem excesso de peso, com os níveis de força máxima no seu melhor e uma boa capacidade resistente, pois quando pretendemos contratá-los pensamos sempre no que rendem quando se encontram nas suas melhores condições e não nas suas lacunas. Como qualquer profissional, todo o atleta deverá preocupar-se em cuidar do seu corpo (alimentação, suplementação nutricional, recuperação funcional de possíveis lesões, desenvolvimento e manutenção da condição física), no entanto para que tal aconteça é decisiva a intervenção de todos os agentes que exercem a sua acção sobre o processo de formação desportiva dos atletas.

4 Técnica e táctica individual nos períodos 4 Estes deverão responsabiliza-los e sensibiliza-los para a importância de se encontrarem sempre (ou quase sempre) aptos do ponto de vista físico, que como se sabe tem uma interferência directa sobre a optimização das acções técnicas, a clarividência táctica, a boa recuperação entre cargas e esforços e a manutenção dos níveis de concentração durante todo o jogo. 2. CONCEITO DE TÉCNICA E TÁCTICA A técnica representa a forma mecânica como realizamos qualquer gesto específico de uma modalidade. É um conceito que se encontra mais associado à eficiência, ou seja à forma correcta de executar qualquer acção. A táctica segundo F. Sánchez (2002) está relacionada com a execução de um gesto técnico adequado, num momento oportuno, de forma a se conseguir um objectivo concreto. Esta acção deverá ser realizada em função das condutas dos adversários, dos nossos companheiros de equipa e naturalmente da bola. Para tal a noção e domínio de espaço e tempo, associados a questões perceptivas, antecipativas e sensoriais são determinantes quanto à análise da situação, tratamento da informação e selecção adequada de uma resposta motora eficaz. O treino em separado da técnica e da táctica no alto rendimento não apresenta grande significado, com excepção dos momentos de recuperação funcional ou correcção e construção de novos gestos. A realização de determinados gestos em jogo e treino só faz sentido quando na realidade os sabemos aplicar no espaço e no tempo adequados. Como tal o desenvolvimento técnico está intimamente associado ao desenvolvimento da táctica individual. Sendo este o nosso ponto de partida na época desportiva.

5 Técnica e táctica individual nos períodos 5 O mesmo autor refere ainda que a técnica representa o suporte básico da actuação táctica, para além da condição física, da preparação psicológica e do conhecimento teórico. A construção da táctica colectiva por sua vez está assente na actividade individual. Este é um dos pontos fulcrais da preparação das equipas. Quantas vezes treinamos várias acções colectivas até à exaustão e no final o seu aproveitamento em jogo é diminuto porque se apresentam deficiências ao nível da tomada de decisão, da qualidade táctica individual ou uma grande limitação técnica. Assim a partir de agora sempre que falarmos dos aspectos técnicos e tácticos passaremos a denomina-los de preparação técnico-táctica. 3. DESENVOLVIMENTO DA PREPARAÇÃO TÉCNICA-TÁCTICA AO LONGO DA TEMPORADA O treino em separado dos diferentes factores do treino nos desportos colectivos apresenta grandes dificuldades quanto à sua aplicação pois o tempo que se possui para preparar as equipas nunca é muito e por outro lado a especificidade do gesto desportivo leva a que trabalhemos o mais perto possível das condições da competição. Com a excepção do treino da força ou de situações específicas como o recuperação de lesões, o trabalho normalmente desenvolvido engloba os diferentes factores do treino em simultâneo. O desenvolvimento conjunto e correctamente articulado e planeado dos factores físicos, técnicos, tácticos e psicológicos denominou-se de treino integrado.

6 Técnica e táctica individual nos períodos 6 Este conceito muito difundido principalmente nos desportos colectivos permite o desenvolvimento em simultâneo de várias capacidades e habilidades, de acordo com a especificidade do jogo, permitindo ganhar tempo e adaptar o treino à especificidade da modalidade. No entanto o conceito de treino integrado não significa o desenvolvimento anárquico das capacidades baseado em situações competitivas. Existem relações que se podem manter entre os vários factores do treino. Desta forma o desenvolvimento da força está associado ao aperfeiçoamento técnico e à sua eficácia em jogo. Nesta fase de preparação desportiva, como anteriormente referimos, o atleta já terá que possuir a sua formação desportiva praticamente concluída (excepção para os atletas que se encontram nos três primeiros anos nesta fase). Em desportos abertos como o Andebol as circunstâncias mudam de forma contínua e pouco previsível. As dificuldades perceptivas e as decisões que se tomam são transcendentes pois condicionam o resultado final. Uma simples acção de intercepção de um passe, implica uma participação de como já vimos dos mecanismos de percepção, antecipação e tomada de decisão, ou seja todo um conjunto de mecanismos (receptores, transmissores) neurofisiológicos e de estados emocionais (ao longo de um jogo são muitas e variadas as informações que os jogadores recebem. Essas informações são captadas através dos vários órgãos sensoriais como a visão o tacto, a audições ou mesmo sensações cinestésicas, que por exemplo permitem antecipar possíveis desequilíbrios ou lesões).

7 Técnica e táctica individual nos períodos 7 Desta forma as acções em jogo para além de terem um objectivo final quando executadas de forma aberta (sem um momento final claramente definido) permitem uma capacidade de adaptação às circunstancias do momento, que lhes acaba por garantir a qualidade. Por outro lado o desenvolvimento técnico-táctico deverá ser estimulado em simultâneo com a condição física e em função do período da temporada em que nos encontramos de forma a podermos ganhar tempo e estarmos mais próximos da nossa realidade competitiva. Quando construímos um exercício pretendemos desenvolver em primeiro lugar a capacidade táctica dos nossos atletas. No entanto não deveremos confundir o seu objectivo primeiro com questões estratégicas colectivas dos sistemas, em função das características específicas de hipotéticos adversários. Antes disso há que estimular os mecanismos de desenvolvimento táctico individual como já vimos atrás, ou seja o treino do cérebro e dos sistemas nervosos central e periférico e de todas as estruturas sensoriais que lhe estão associadas. 4. PLANEAMENTO DO TREINO TÉCNICO - TÁCTICO O planeamento do treino nos desportos colectivos deverá ser aplicado respeitando os atletas, o calendário desportivo, o modelo de jogo pretendido e naturalmente as leis do treino. Para além disso será determinante ter-se um conhecimento aprofundado das fontes de energia solicitadas e dos principais sistemas de produção de energia, juntamente com o conhecimento das necessidades motoras específicas (arrancar, travar, mudar de direcção e ritmo, lançamentos a várias alturas e com diferentes armações do braço, saltos com projecções verticais e horizontais tanto no plano frontal como lateral).

8 Técnica e táctica individual nos períodos 8 A preparação das equipas e respectivos atletas para além de estar principalmente voltada para os obstáculos da competição, baseia-se na intenção de através de distintos métodos directos (treino e repouso) e indirectos (complementos nutricionais e/o químicos), diminuir ou retardar o aparecimento dos sintomas de fadiga durante as competições. A correcta aplicação e relação entre os diferentes tipos de carga permitem construir os diferentes estados da forma desportiva (Bompa, 1994). As cargas de treino deverão ser aplicadas o mais perto possível da realidade e dos objectivos de cada atleta. O conceito de carga pode ser definido segundo J.Castelo (1998) como o elemento central do treino. Para Matveiev (1991) representa a quantidade de efeitos que determinados exercícios corporais têm sobre o estado funcional do organismo. Verjonshanski (1990), refere que a carga consiste no trabalho muscular que implica em si mesmo o potencial de treino derivado do estado do desportista, que produz um efeito de treino que leva a um processo de adaptação. 1 - Quadro de classificação das diferentes cargas de treino h Intensidade Muito Alta Muito Alta Muito Alta Alta Média Alta Média Baixa FC Sistema Potência anaeróbia Capacidade anaeróbia Potência anaeróbia Capacidade anaeróbia Potência aeróbia Capacidade aeróbia aláctica aláctica láctica láctica Fonte CP CP Glicogénio muscular Glicogénio muscular Glicogénio muscular Glicogénio muscular e hepático Lípidos Lactato (mmol.l.-1) Nível

9 Técnica e táctica individual nos períodos 9 Antes da aplicação de qualquer carga deveremos conhecer com que atletas iremos trabalhar e qual o seu potencial em termos de progressão. Desta forma em primeiro lugar deve-se proceder a uma avaliação fisiológica que nos permite saber o estado actual de cada atleta do ponto de vista físico. A partir desse momento tanto o desenvolvimento das diferentes manifestações de força como da resistência, devem ser orientadas individualmente em função das necessidades de cada atleta, idade e nível de preparação desportiva. O desenvolvimento da velocidade deverá ser estimulado nas suas duas componentes: simples (acções motoras) e complexa (domínio táctico ao nível da tomada de decisões). Neste domínio é necessário o desenvolvimento das manifestações de velocidade de reacção, execução e deslocamento. O treino da flexibilidade ao contrário das outras manifestações deverá ser estimulado isoladamente, devido à especificidade das acções. O seu grau de transferência directa para a modalidade é baixo, mas no entanto é extremamente elevado no que diz respeito às transferencias indirectas ao nível da prevenção de lesões, fortalecimento muscular, principalmente ao nível da elasticidade e naturalmente na amplitude dos movimentos, característica tão importante em jogadores como os guarda redes. O calendário desportivo é outro aspecto extremamente importante para a construção da forma física. Este irá condicionar a preparação da equipa e dos atletas para que estejam no seu melhor nos principais momentos...ou seja quase sempre. Jogar um jogo por semana quando o objectivo final é a manutenção na divisão é totalmente diferente de se jogar 2 a 3 jogos semanais quando se disputam todas as provas em que se entra para ganhar.

10 Técnica e táctica individual nos períodos 10 A estrutura do calendário competitivo é igualmente decisiva no modelo de preparação da equipa. Competições onde a fase final é decisiva para a classificação final (play-offs) são preparadas de forma diferente daquelas que são disputadas num sistema regular a duas voltas. O modelo de jogo utilizado tem a sua interferência directa nas opções do plano elegido. Uma equipa que aposte em sistemas defensivos profundos, que implicam elevados níveis esforço individual, num contra ataque apoiado e num ataque continuado, não poderá treinar na perspectiva do desenvolvimento da capacidade aeróbia. Desta forma o modelo de jogo condiciona ou poderá estar condicionado pelas opções do treino. Para Matveiev (1991), ao longo dos diferentes microciclos a intensidade deverá ser sempre inversamente proporcional ao volume, ou seja, quanto maior for a intensidade menor o volume, e quanto maior o volume menor a intensidade, de forma a garantir um equilíbrio entre os momentos de desenvolvimento e optimização das capacidades. Os diferentes estímulos de treino não se deverão misturar, pois poderemos cair no erro de não conseguir estimular quase nada em concreto e cansarmos os atletas. Por último a construção dos exercícios do treino deveram estar de acordo com a especificidade da modalidade, com a proximidade das competições e com as características dos jogadores (idade, experiência, estado de forma e potencial).

11 Técnica e táctica individual nos períodos PERIODIZAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO TÉCNICO-TÁCTICO A periodização do treino consiste na divisão da época desportiva em momentos de preparação, recuperação ou competição. Em modalidades desportivas como o andebol cujo calendário competitivo é bastante extenso e denso, o tempo para a preparação das equipas é curto, daí que todos os momentos de paragem competitiva são aproveitados para a recuperação dos níveis funcionais e por vezes quando são muito extensos (1 a 2 meses) para a construção de um novo estado de forma. J. Álvaro (2002), apresenta-nos um modelo de desenvolvimento dos factores do treino baseado no momento da época em que nos encontramos assim como no objectivo e na forma de desenvolvimento das acções específicas do jogo. Segundo o autor o treino nos desportos colectivos tem dois grandes objectivos que são o atraso da fadiga ou a qualidade das acções. A melhoria da qualidade das acções encontra-se relacionada com a velocidade e a eficácia enquanto que o atraso da fadiga está relacionado com a capacidade de manutenção da velocidade e da eficácia durante um período longo de tempo. 5.1 Período Preparatório Com uma duração (normalmente) máxima de 2 meses nos desportos colectivos, o período preparatório deverá valorizar principalmente o desenvolvimento das capacidades associado-o ao atraso do aparecimento da fadiga. Assim sendo a componente da eficiência (como fazer) é bastante valorizada. É um período no qual as acções primam pela quantidade, no sentido de se aumentar a capacidade orgânica e psicológica dos atletas. No entanto o período mínimo para se atingir níveis aceitáveis de condição física para competir é de 6 semanas.

12 Técnica e táctica individual nos períodos 12 Quando procuramos trabalhar sobre o atraso do aparecimento da fadiga, procuramos que os nossos jogadores sejam capazes de manter e prolongar os seus níveis de eficácia e de intensidade durante o maior período de tempo possível. Desta forma os exercícios que procuram estimular o desenvolvimento técnico-táctico deverão ser constituídos por um maior número de séries e repetições com poucas pausas entre as repetições e as séries. A densidade dos treinos acaba por ser muito maior quando comparada com o objectivo do aumento da qualidade. O desenvolvimento da resistência realiza-se num período inicial da temporada ou durante períodos de interrupções longas (1 a 2 meses). Assim sendo o treino da resistência (resistência de velocidade, resistência à força explosiva) deverá estar presente na maior parte das acções que realizamos durante este período. Neste período o desenvolvimento táctico está centrado no aperfeiçoamento de movimentos quando os atletas são praticamente os mesmos de temporadas anteriores ou no desenvolvimento de novas movimentações. O desenvolvimento táctico deverá ser estimulado através da criação de objectivos específicos por exercício (jogar durante um determinado período realizando apenas uma única movimentação no ataque com as suas possíveis variantes). No que diz respeito à técnica, o seu desenvolvimento está associado durante o período preparatório à elevação dos níveis de condição física e de eficiência e eficácia motora específica. Durante o período competitivo tentamos aperfeiçoar e manter os níveis de eficácia das nossas acções técnicas.

13 Técnica e táctica individual nos períodos 13 As primeiras 4 semanas da época caracterizam-se por um volume bastante alto principalmente do ponto de vista físico. O treino da força (explosiva) e da resistência (potência aeróbia e capacidade anaeróbia láctica) atingem o seu expoente máximo neste período. Pois nas semanas que restam antes da competição aprimoram-se as acções tácticas. Exercício 1 potência aeróbia 4x4 Em situação de jogo dos passes tentando entrar de forma alternada 4 balizas colocadas em meio campo 10 ser. 2 Velocidade máxima possível Repouso activo em passe e recepção de 1 para 30 Exercício 2 capacidade anaeróbia láctica 1x1 Defesa do atacante directo e corte da linha de passe para pivot do lado contrário 5 rep. 45 Velocidade máxima possível Repouso activo em passe e recepção de 3 para 2 Durante o período preparatório o nosso um dos nossos objectivos consiste em tentar progressivamente aproximar as situações do treino à realidade da competição. Um exemplo concreto consiste em optar por uma estrutura de exercício com 3 séries de 10 repetições cada com 2 minutos de recuperação entre cada série com uma ligeira carga sobre o antebraço. Desta forma desenvolvemos a manifestação de força explosiva do remate numa perspectiva resistente e específica, ao mesmo tempo que estimulamos a nossa capacidade de resistência anaeróbia aláctica. Assim estimulamos a capacidade resistente das nossas fibras rápidas.

14 Técnica e táctica individual nos períodos Período Competitivo O período competitivo está associado ao rendimento, logo o nosso trabalho deverá incidir sobre a qualidade das acções que os atletas executam. Desta forma a eficácia dessas mesmas acções é o objectivo principal. Durante o período competitivo o desenvolvimento dos aspectos técnico-tácticos (remate, 1x1, contra ataque, defesa - ataque) deverá ser realizado de acordo com a realidade competitiva, ou seja em função da potência anaeróbia láctica (15 45 ) e da força elástica e elástico-reactiva. Os exercícios para a melhoria da qualidade das acções deveram ser de curta duração, com pequenas pausas entre as repetições e mais longas entre as séries. As cargas utilizadas deveram ser pequenas de forma a não modificarem a estrutura das acção e a sua velocidade normal (no caso da força é comum utilizar-se cargas que não ultrapassem 10% do peso da extremidade envolvida). A intensidade com que são realizadas as acções deverá ser igual à da competição. De igual forma os exercícios aplicados no treino devem caracterizar-se por um número reduzido de tentativas, sempre perto das condições da competição. Segundo J. Castelo (1998) a criação de situações competitivas durante as sessões de treino implica uma maior mobilização informacional, energética e afectiva dos praticantes permitindo assim integrar numa única estrutura um conjunto de qualidades e capacidades que são fundamentais para se atingir os objectivos propostos. Quanto mais próximos nos encontramos do período competitivo, maior carácter competitivo terão as situações criadas. De igual forma o trabalho colectivo assume um maior protagonismo sem se descurar o desenvolvimento individual.

15 Técnica e táctica individual nos períodos 15 Qualquer acção colectiva baseia-se em movimentos sincronizados de um grupo de jogadores, que por sua vez através da sua capacidade individual tentarão terminar com eficácia a situação proposta. Exercício 1 capacidade anaeróbia aláctica 1x1 com remate de posto específico. Cada vez que o atacante falhar terá que fazer recuperação defensiva de forma a parar o adversário ou interceptar o passe 2 ser. 10 rep. Velocidade de competição Repouso activo em passe e recepção 1 (até chegar perto das 120 bpm) Exercício 2 (circuito 4 estações) potência anaeróbia láctica 1x1 + 1 passador com remate de posto específico. Cada vez que o atacante passar a bola ao passador o defesa terá que tocar no pino 2 ser. 5 rep. 35 Velocidade óptima (velocidade de competição ou ligeiramente acima) Repouso activo em passe e recepção 1 30 (até chegar perto das 120 bpm) Período Transitório Neste período o nosso objectivo consiste em desenvolver a capacidade técnica e táctica individual dos nossos jogadores. Durante o período transitório poderemos aperfeiçoar, corrigir erros ou mesmo aprender novas habilidades técnicas, que mais tarde serão importantes na consecução de objectivos tácticos numa determinada estratégia definida para um jogo. Por outro lado procura-se recuperar os níveis físicos através da criação de situações mais prolongadas no tempo e com um nível de intensidade mais baixo.

16 Técnica e táctica individual nos períodos 16 Exercício 1 capacidade aeróbia 5x5 Jogo de transporte da bola entre os dois lados do campo de forma consecutiva 1 ser 2 rep. 15 Velocidade moderada (sem paragens) Repouso passivo (alongamentos musculares dos isquiotibiais) Quadro resumo das principais manifestações de força a desenvolver ao longo da época associadas à técnica (adaptado Seirul-lo 1993, Vittori 1992) Salto Remate Choque Deslocamento Ritmo de jogo Força Força Máxima Resistência de Potência aeróbia Capacidade Preparatório Explosiva Explosiva velocidade anaeróbia láctica Força Elástica Arranque Capacidade anaeróbia Força Rápida Força de competição aláctica Competitivo Força Elásticoreactiva (1x1) Velocidade de competição Potência anaeróbia láctica Transitório Máximo Máximo Máximo Resistência de velocidade Capacidade aeróbia A potência aeróbia irá permitir uma melhor resíntese dos produtos resultantes da actividade láctica e da recuperação entre esforços. O treino da capacidade aeróbia estará associado ao período transitório onde prevalece um ligeiro decréscimo da carga de treino, principalmente relacionado com a intensidade. Neste período pretende-se diminuir os níveis de fadiga acumulada ao longo da temporada e recuperar possíveis lesões.

17 Técnica e táctica individual nos períodos 17 Segundo Seirul-lo (1993), no treino sobre influência láctica (potência e capacidade anaeróbia láctica), deverá evitar-se grandes subidas dos níveis de lactatémia o que pode implicar sensações de entorpecimento motor causadas pela subida do ácido láctico. De igual forma deverá existir um cuidado sobre estas acções pois a sua realização sucessiva leva a que o atleta inicie cada acção sempre em défice. Os exercícios realizados sobre a potência anaeróbia aláctica são importantes mas no entanto a maior parte dos comportamentos complexos no Andebol realizam-se principalmente sobre a capacidade anaeróbia aláctica. 3 - Quadro resumo para o desenvolvimento do ritmo de jogo baseado nas acções técnico-tácticas Intensidade Duração Repetições Pausa Periodização Potência anaeróbia 100% máxima Competitivo aláctica velocidade Capacidade anaeróbia 100% máxima Competitivo aláctica velocidade Potência anaeróbia Maior velocidade Competitivo láctica possível Capacidade anaeróbia láctica Velocidade elevada Velocidade sub-máxima Preparatório Pré competitivo Potência aeróbia Velocidade média alta 2 3 Aumento progressivo até ligeiramente acima do tempo total de 30 1 Pré competitivo Preparatório jogo Capacidade aeróbia Velocidade média - baixa (ritmo moderado) 2 5 Transitório

18 Técnica e táctica individual nos períodos CONTROLO DO TREINO Para um correcto planeamento do treino é decisivo conhecer quais os efeitos provocados pelos exercícios do treino. Desta forma o controlo do treino é extremamente importante. Este controlo poderá ser realizado através da observação directa em jogo, registando as acções individuais e o seu resultado. O controlo do treino poderá igualmente ser realizado através do recurso a parâmetros fisiológicos (frequência cardíaca, ácido láctico, ureia, relação entre o cortisol e a testosterona), assim como das diferentes manifestações de força (défice de força, altura do salto, tempo de voo, tempo de contacto, potência média). Também o peso corporal e o índice de massa corporal (IMC), % de massa gorda e muscular serão úteis para o conhecimento do estado da composição corporal dos nossos atletas. O cálculo do peso ideal de uma pessoa poderá ser dado através da fórmula do índice de massa corporal (IMC). IMC = Peso(Kg) / Altura(m)² O coeficiente obtido da divisão do peso pelo quadrado da sua altura proporciona-nos um valor que poderá ser analisado em função da seguinte tabela: Inferior a 18 Inferior a 20 Entre Entre Superior a 30 Superior a 40 Anorexia Magro Peso Normal Peso a mais Obeso Obesidade mórbida

19 Técnica e táctica individual nos períodos 19 No que diz respeito à frequência cardíaca, Korcek (1980), citado por Zaragoza (1996), sabemos que esta é um indicador de validade nos desportos de equipa como forma de medição e controlo das adaptações imediatas ao treino. A utilização da F.C. como indicador de intensidade, baseia-se na correlação que existe com o nível de esforço, uma relação linear até valores perto das 170 bpm. Desta forma, através dos dados da FC poderemos prever qual o metabolismo que prevalece durante a competição e os exercícios do treino, sendo a FC um indicador da intensidade dos esforços. A análise da curva do ácido láctico é bastante importante no que diz respeito ao desenvolvimento da capacidade orgânica da resistência. A oscilação da curva permite avaliar os efeitos do treino sobre os atletas na perspectiva da capacidade aeróbia ou anaeróbia. Análise da curva de acido láctico de 2 atletas do programa de treino e estudo mm/l Intensidade O atleta 1 (azul) possuí uma melhor capacidade aeróbia pois ultrapassa o limiar anaeróbio (4mM) mais tarde em comparação com o atleta 2 (vermelho).

20 Técnica e táctica individual nos períodos 20 A avaliação das diferentes manifestações de força permitem-nos controlar com rigor o desenvolvimento desta capacidade Análise da curva da força máxima de 1 atleta do programa de treino e estudo em dois momentos diferentes da época Força Máxima N , Kg Observa-se um aumento do valor absoluto da força máxima e dos níveis de aplicação de força principalmente sobre cargas médias. Análise da curva força - tempo de 1 atleta do programa de treino e estudo em dois momentos diferentes da época Curva F-T N ,5 1 1,5 2 2,5 s Observa-se uma maior capacidade de produção de força contra cargas médias e ligeiras.

A TREINABILIDADE DO JOVEM JOGADOR DE HÓQUEI EM PATINS JORNADA TÉCNICO - PEDAGÓGICA DEZEMBRO 2005 PROF. LUIS SÉNICA

A TREINABILIDADE DO JOVEM JOGADOR DE HÓQUEI EM PATINS JORNADA TÉCNICO - PEDAGÓGICA DEZEMBRO 2005 PROF. LUIS SÉNICA A TREINABILIDADE DO JOVEM JOGADOR DE HÓQUEI EM PATINS JORNADA TÉCNICO - PEDAGÓGICA DEZEMBRO 2005 PROF. LUIS SÉNICA EVOLUÇÃO/DESENVOLVIMENTO DO JOVEM PRATICANTE Processo constante mas descontínuo, por ciclos

Leia mais

ASPECTOS PSICOLÓGICOS NO Futsal através do treino Integrado

ASPECTOS PSICOLÓGICOS NO Futsal através do treino Integrado ASPECTOS PSICOLÓGICOS NO Futsal através do treino Integrado Francisco Batista Introdução A aplicação da Psicologia no treino desportivo tem, nestes últimos anos sido muito importante. A Psicologia é uma

Leia mais

Organização do treino de Badminton

Organização do treino de Badminton Organização do treino de Badminton Introdução O treino tem sempre uma variabilidade de factores enorme, qual o objectivo, a quem se destina, iniciação ou alto rendimento, qual a altura da época que nos

Leia mais

Desenvolvimento da criança e o Desporto

Desenvolvimento da criança e o Desporto Desenvolvimento da criança e o Desporto Desenvolvimento da criança e o Desporto DESPORTO ENSINO TREINO CRIANÇAS E JOVENS I - O QUÊ? II - QUANDO? III - COMO? Desenvolvimento da criança e o Desporto I Capacidades

Leia mais

SAÚDE. Apresentação do tema: Saúde. É um completo bem estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença ou enfermidade.

SAÚDE. Apresentação do tema: Saúde. É um completo bem estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença ou enfermidade. Apresentação do tema: Saúde É um completo bem estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença ou enfermidade. 1.Desenvolvimento das Capacidades Motoras - Resistência - Força - Velocidade

Leia mais

Treinar primeiro os grandes grupos musculares (tab. 1) Alternar os movimentos de flexão / extensão (tab. 2) Alternar tronco e m. superiores / m.

Treinar primeiro os grandes grupos musculares (tab. 1) Alternar os movimentos de flexão / extensão (tab. 2) Alternar tronco e m. superiores / m. CONSTRUÇÃO de PROGRAMAS de TREINO 8 Objectivos Selecção dos Exercicíos Organização dos exercicíos Frequência de Treino Selecção das Cargas Selecção do nº. de Repetições Selecção do nº. de Séries e Pausas

Leia mais

Treino em Circuito. O que é?

Treino em Circuito. O que é? Circuitando O que é? O trabalho em circuito foi idealizado por R.E.Morgan e G.T. Adamson em 1953, na Universidade de Leeds, na Inglaterra, como ofrma de manter os seus atletas em trabalho físico num espaço

Leia mais

Fundamentos do Treino de Jovens no Ténis: O Desenvolvimento Técnico

Fundamentos do Treino de Jovens no Ténis: O Desenvolvimento Técnico Fundamentos do Treino de Jovens no Ténis: O Desenvolvimento Técnico Pedro Felner 2012 Aspectos Decisivos para o Desenvolvimento de uma Técnica Eficiente FLUIDEZ NO MOVIMENTO Aproveitamento do Peso da Raquete:

Leia mais

A PLANIFICAÇÃO DO TREINO DA FORÇA NOS DESPORTOS COLECTIVOS por Sebastião Mota

A PLANIFICAÇÃO DO TREINO DA FORÇA NOS DESPORTOS COLECTIVOS por Sebastião Mota A PLANIFICAÇÃO DO TREINO DA FORÇA NOS DESPORTOS COLECTIVOS por Sebastião Mota INTRODUÇÃO Este documento foi elaborado segundo uma adaptação da obra de Gilles Cometti, que nos propõe uma matriz inovadora

Leia mais

PERIODIZAÇÃO APLICADA AO TREINAMENTO FUNCIONAL

PERIODIZAÇÃO APLICADA AO TREINAMENTO FUNCIONAL PERIODIZAÇÃO APLICADA AO TREINAMENTO FUNCIONAL MÉTODO CONTÍNUO O exercício é executado sem pausa. A intensidade do exercício é, normalmente, submáxima O volume é de moderado para alto VARIAÇÕES METODOLÓGICAS

Leia mais

TRIPLO SALTO VELOCIDADE FORÇA OUTRAS VELOCIDADE EXECUÇAO (MOV. ACÍCLICO) FORÇA RESISTÊNCIA HIPERTROFIA CAPACIDADE DE ACELERAÇÃO EQUILÍBRIO

TRIPLO SALTO VELOCIDADE FORÇA OUTRAS VELOCIDADE EXECUÇAO (MOV. ACÍCLICO) FORÇA RESISTÊNCIA HIPERTROFIA CAPACIDADE DE ACELERAÇÃO EQUILÍBRIO TRIPLO SALTO O TRIPLO SALTO É UMA DISCIPLINA TÉCNICA MUITO COMPLEXA QUE OBRIGA A UM GRANDE APERFEIÇOAMENTO EM VÁRIAS VERTENTES, VISTO O SEU DESENVOLVIMENTO DEPENDER DE UMA COMBINAÇÃO DE VÁRIAS HABILIDADES

Leia mais

MÉTODOS DE TREINAMENTO INTERVALADOS 2 COMPONENTES DO MÉTODO DE TREINO INTERVALADO

MÉTODOS DE TREINAMENTO INTERVALADOS 2 COMPONENTES DO MÉTODO DE TREINO INTERVALADO MÉTODOS DE TREINAMENTO INTERVALADOS 1 INTRODUÇÃO O método de treino por intervalos caracteriza-se por exercícios onde o organismo é submetido a períodos curtos, regulares e repetidos de trabalho com períodos

Leia mais

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO FÍSICA 10ª Classe

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO FÍSICA 10ª Classe PROGRAMA DE EDUCAÇÃO FÍSICA 10ª Classe Formação de Professores do 1º Ciclo do Ensino Secundário Formação Geral Ficha Técnica Título Programa de Educação Física - 10ª Classe Formação de Professores do 1º

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DE ODIVELAS MATRIZ DO EXAME DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA EDUCAÇÃO FÍSICA 3º Ciclo Ano lectivo 2009/2010

ESCOLA SECUNDÁRIA DE ODIVELAS MATRIZ DO EXAME DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA EDUCAÇÃO FÍSICA 3º Ciclo Ano lectivo 2009/2010 Ginástica de Solo Prova Prática ESCOLA SECUNDÁRIA DE ODIVELAS MATRIZ DO EXAME DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA EDUCAÇÃO FÍSICA 3º Ciclo Ano lectivo 2009/2010 Tempo de realização: 45m A prova é composta por

Leia mais

PLANIFICAÇÃO EDUCAÇÃO FÍSICA. Secundário Andebol

PLANIFICAÇÃO EDUCAÇÃO FÍSICA. Secundário Andebol Secundário Andebol Conhecer o objectivo e campo do jogo; Conhecer as seguintes regras do jogo: duração do jogo, constituição das equipas, golo, lançamento de saída, guarda-redes, área de baliza, violação

Leia mais

(Artigo publicado na Revista Treino Desportivo, nº16, Dez 01, 22-29. Ed. CEFD)

(Artigo publicado na Revista Treino Desportivo, nº16, Dez 01, 22-29. Ed. CEFD) (Artigo publicado na Revista Treino Desportivo, nº16, Dez 01, 2229. Ed. CEFD) Paulo Paixão Miguel Docente da Mestrando em Alto Rendimento Desportivo ramo Treino (conclusão da parte curricular) Centro Olímpico

Leia mais

Efeitos da Inactividade e Readaptação Física do Desportista após uma lesão

Efeitos da Inactividade e Readaptação Física do Desportista após uma lesão Efeitos da Inactividade e Readaptação Física do Desportista após uma lesão por Mestre Francisco Batista Escola Superior de Educação de Almeida Garrett - Lic. Educação Física 1 Introdução Como sabemos uma

Leia mais

PLANO DE ESTUDOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA - 7º ANO

PLANO DE ESTUDOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA - 7º ANO PLANO DE ESTUDOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA - 7º ANO Ano Letivo 2014 2015 PERFIL DO ALUNO 7º ANO METAS ATIVIDADES DESPORTIVAS O aluno cumpre o nível INTRODUÇÃO de cinco matérias diferentes distribuídas da seguinte

Leia mais

Importância do planejamento de treinamento e das avaliações físicas

Importância do planejamento de treinamento e das avaliações físicas Importância do planejamento de treinamento e das avaliações físicas Definir a carga de treinamento é o primeiro passo para entender a complexidade do treinamento físico (Monteiro, Lopes, 2009). O entendimento

Leia mais

Escola E.B. 2/3 dos Olivais

Escola E.B. 2/3 dos Olivais Escola E.B. 2/3 dos Olivais Esta planificação foi concebida como um instrumento necessário. Os objectivos da Educação Física no ensino básico bem como os princípios de organização das actividades nas aulas,

Leia mais

ANTF. Acção de Actualização para Treinadores de Futebol de Jovens. Simplificação da Estrutura Complexa do Jogo. Fases do Jogo

ANTF. Acção de Actualização para Treinadores de Futebol de Jovens. Simplificação da Estrutura Complexa do Jogo. Fases do Jogo ANTF Acção de Actualização para Treinadores de Futebol de Jovens Simplificação da Estrutura Complexa do Jogo Fases do Jogo VÍTOR URBANO FASES DO JOGO No Futebol Moderno, todos os jogadores da equipa, sem

Leia mais

Organização da Carreira Desportiva no Pentatlo Moderno

Organização da Carreira Desportiva no Pentatlo Moderno Organização da Carreira Desportiva no Pentatlo Moderno ETAPA IDADES ESCALÕES PROVAS INICIAÇÃO ATÉ 9 ANOS APRENDIZES TRIATLO 9 A 10 ANOS BENJAMINS TRIATLO APRENDIZAGEM 11 A 12 ANOS INFANTIS TRIATLO DESENVOLVIMENTO

Leia mais

PRINCIPIOS GERAIS PARA A ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE JOGO

PRINCIPIOS GERAIS PARA A ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE JOGO PRINCIPIOS GERAIS PARA A ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE JOGO ANTÓNIO GUERRA DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO DA FPV CONHEÇA A SUA EQUIPA E A COMPETIÇÃO ONDE PARTICIPA Primeiro que tudo têm de conhecer a sua equipa,

Leia mais

Mentor do Projecto -> Coach-Helper.Com

Mentor do Projecto -> Coach-Helper.Com - Licenciado em Educação Física; - Treinador Nível II em Futebol; - Treinador à 25 anos, passando por todos os escalões; - Treinou a Selecção Distrital de Leiria; - Passou pelo Marinhense, Marítimo, União

Leia mais

PROPOSTA DE REFERENCIAL DE FORMAÇÃO

PROPOSTA DE REFERENCIAL DE FORMAÇÃO Federação: Federação Portuguesa de Capoeira Modalidade/Disciplina: Capoeira Conversão de Treinadores de Grau em Treinadores de Grau II Componente Prática: 10 horas Componente Teórica: 38 horas Total de

Leia mais

PLANIFICAÇÃO MODULAR ANO LECTIVO 2012 / 2013

PLANIFICAÇÃO MODULAR ANO LECTIVO 2012 / 2013 PLANIFICAÇÃO MODULAR ANO LECTIVO 2012 / 2013 CURSO/CICLO DE FORMAÇÃO: 12º ano - TMI (2010 / 2013) DISCIPLINA: Educação Física N.º TOTAL DE MÓDULOS: 4 N.º N.º DE 11 20 JCD III - Basquetebol (Nível Elementar)

Leia mais

PLANEAMENTO DO TREINO: DA FORMAÇÃO AO ALTO RENDIMENTO

PLANEAMENTO DO TREINO: DA FORMAÇÃO AO ALTO RENDIMENTO PLANEAMENTO DO TREINO: DA FORMAÇÃO AO ALTO RENDIMENTO António Vasconcelos Raposo Treinador de Mérito de Natação Pura Desportiva Formador da Solidariedade Olímpica Internacional Formador FINA Formador da

Leia mais

A SENSIBILIDADE: UM FATOR DETERMINANTE NO DESENVOLVIMENTO DA NATAÇÃO 1

A SENSIBILIDADE: UM FATOR DETERMINANTE NO DESENVOLVIMENTO DA NATAÇÃO 1 A SENSIBILIDADE: UM FATOR DETERMINANTE NO DESENVOLVIMENTO DA NATAÇÃO 1 Emerson Ramírez Farto * (Brasil) emersonframirez@terra. José María Cancela Carral ** (Espanha) chemacc@uvigo. http://www.efdeportes.com/

Leia mais

Métodos da Taxa de Produção de Força ou Máximos Métodos da Hipertrofia Muscular ou Sub-máximos Métodos Mistos. Métodos Reactivos

Métodos da Taxa de Produção de Força ou Máximos Métodos da Hipertrofia Muscular ou Sub-máximos Métodos Mistos. Métodos Reactivos Classificação dos s de treino da Força Classificação dos s de Treino da Força Diversidade Terminológica Classificações com base na carga, modalidade desportiva, etc. T. Força = hipertrofia muscular Classificação

Leia mais

Curso de Treinadores de Futsal 1º Nível Dezembro/08 Janeiro/09. Capacidades Motoras Caderno de Exercícios. Bruno Torres

Curso de Treinadores de Futsal 1º Nível Dezembro/08 Janeiro/09. Capacidades Motoras Caderno de Exercícios. Bruno Torres Curso de Treinadores de Futsal 1º Nível Dezembro/08 Janeiro/09 Capacidades Motoras Caderno de Exercícios Bruno Torres 1 Modelo de Activação Funcional 2 Operacionalização: Activação Funcional. Grupos de

Leia mais

Período de Preparação Período de Competição Período de Transição

Período de Preparação Período de Competição Período de Transição PERIODIZAÇÃO Desde que a chamada "Ciência do Esporte" passou a sistematizar e metodizar o Treinamento Desportivo, a periodização passou a ser a única forma de se organizar todo o trabalho realizado durante

Leia mais

EXERCÍCIOS RESISTIDOS : Uma visão dentro da Escola

EXERCÍCIOS RESISTIDOS : Uma visão dentro da Escola EXERCÍCIOS RESISTIDOS : Uma visão dentro da Escola Professora Mestre em Ciências Escola de Educação Física e Esporte Universidade de São Paulo CONTEÚDO Conceitos básicos. Princípios biológicos do treinamento.

Leia mais

QUANTIFICAÇÃO FISIOLÓGICA DA CARGA DE TRABALHO EM ESPORTES AQUÁTICOS: EFICÁCIA PARA A VITÓRIA ESPORTIVA *

QUANTIFICAÇÃO FISIOLÓGICA DA CARGA DE TRABALHO EM ESPORTES AQUÁTICOS: EFICÁCIA PARA A VITÓRIA ESPORTIVA * QUANTIFICAÇÃO FISIOLÓGICA DA CARGA DE TRABALHO EM ESPORTES AQUÁTICOS: EFICÁCIA PARA A VITÓRIA ESPORTIVA * Estélio H. M. Dantas * INTRODUÇÃO Graças à democratização e à abertura que ocorreu na Rússia com

Leia mais

MÉTODOS DE TREINAMENTO AERÓBICO *

MÉTODOS DE TREINAMENTO AERÓBICO * MÉTODOS DE TREINAMENTO AERÓBICO * Marlos Rodrigues Domingues Qualidades físicas divididas fisiologicamente e pedagogicamente em: - Orgânicas: as principais são as resistências aeróbica, anaeróbica lática

Leia mais

Regulamento UEFA B (Nível II)

Regulamento UEFA B (Nível II) Cursos de Treinadores de Futebol 11 Regulamento UEFA B (Nível II) 2005/2006 Índice 1. REGULAMENTO DO CURSO...3 1.1. ORGANIZAÇÃO...3 1.2. CONDIÇÕES DE INSCRIÇÃO...3 1.3. CRITÉRIOS DE SELECÇÃO...4 1.4. RECEITAS

Leia mais

Planeamento do Treino Desportivo

Planeamento do Treino Desportivo Universidade Técnica de Lisboa Faculdade de Motricidade Humana Planeamento do Treino Desportivo Periodização de um Macrociclo para o Desenvolvimento da Força - Basquetebol (A nível Sénior) Ricardo Robalo

Leia mais

António Graça Quantificação do Limiar anaeróbio Controlo Através da Lactatémia

António Graça Quantificação do Limiar anaeróbio Controlo Através da Lactatémia António Graça Quantificação do Limiar anaeróbio Controlo Através da Lactatémia 1. Introdução Organizar e colocar em prática o planeamento do treino requer a sua confirmação através de meios de avaliação.

Leia mais

PLANIFICAÇÃO E PERIODIZAÇÃO DO TREINO DE UMA EQUIPA DA 1ª DIVISÃO

PLANIFICAÇÃO E PERIODIZAÇÃO DO TREINO DE UMA EQUIPA DA 1ª DIVISÃO PLANIFICAÇÃO E PERIODIZAÇÃO DO TREINO DE UMA EQUIPA DA 1ª DIVISÃO Horácio Honório Curso de Treinadores de Hóquei em Patins Nível III CRITÉRIOS DE ORGANIZAÇÃO DA PLANIFICAÇÃO FUNDAÇÃO NORTECOOPE - SÉNIORES

Leia mais

Fundamentação Fisiológica da Matriz de Treino

Fundamentação Fisiológica da Matriz de Treino Fundamentação Fisiológica da Matriz de Treino A História Durante anos entendia-se a preparação física numa base de quantidade e depois qualidade. Conseguimos perceber isso através da análise da pirâmide

Leia mais

NATAÇÃO: PLANEJAMENTO DO TREINO FORA DE ÁGUA NUM MACROCICLO *

NATAÇÃO: PLANEJAMENTO DO TREINO FORA DE ÁGUA NUM MACROCICLO * NATAÇÃO: PLANEJAMENTO DO TREINO FORA DE ÁGUA NUM MACROCICLO * Ricardo Jorge da Costa Antunes ricardoantunes@bragatel.pt (Portugal) http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 10 - N

Leia mais

Corrida de Barreiras. José Carvalho. Federação Portuguesa de Atletismo

Corrida de Barreiras. José Carvalho. Federação Portuguesa de Atletismo Corrida de Barreiras José Carvalho F P A Federação Portuguesa de Atletismo CORRIDAS DE BARREIRAS José Carvalho Objectivo Ser capaz de realizar uma corrida com barreiras - ritmada em velocidade máxima.

Leia mais

Navarro, F. In Planificacion del entrenamiento a largo plazo

Navarro, F. In Planificacion del entrenamiento a largo plazo Um programa de treino bem organizado e planificado, durante um período de tempo prolongado, aumenta a eficácia da preparação para as competições futuras mais importantes, uma vez que: introduz uma utilização

Leia mais

Métodos Treino e. CEF Cardio - Resumo

Métodos Treino e. CEF Cardio - Resumo Métodos Treino e Máquinas Cardiovasculares CEF Cardio - Resumo 3 Vias de ressíntese Energia (revisão) Conceito Resistência (fadiga) Níveis de Intensidade Metabólica Métodos de Treino Cardiovascular Máquinas

Leia mais

Confederação Brasileira de Voleibol PREPARAÇÃO FÍSICA Prof. Rommel Milagres SAQUAREMA Dezembro 2013

Confederação Brasileira de Voleibol PREPARAÇÃO FÍSICA Prof. Rommel Milagres SAQUAREMA Dezembro 2013 Confederação Brasileira de Voleibol PREPARAÇÃO FÍSICA Prof. Rommel Milagres SAQUAREMA Dezembro 2013 CURRICULUM VITAE Chefe do Departamento e Preparação Física do Minas Tênis Clube desde 1978 Preparador

Leia mais

1. História do Voleibol. 2. Caracterização do Voleibol. 2. Regras do Voleibol. Documento de Apoio de Voleibol VOLEIBOL

1. História do Voleibol. 2. Caracterização do Voleibol. 2. Regras do Voleibol. Documento de Apoio de Voleibol VOLEIBOL VOLEIBOL 1. História do Voleibol O Voleibol foi criado em 1885, em Massachussets, por William G. Morgan, responsável pela Educação Física no Colégio de Holyoke, no Estado de Massachussets, nos Estados

Leia mais

Fundamentos Teórico-Práticos do Aquecimento no Futsal

Fundamentos Teórico-Práticos do Aquecimento no Futsal futsalcoach.com la web para el técnico de fútbol sala C Copyright 2005, F U T S A L C O A C H, Spain Todos los derechos reservados Autor: Prof. João Carlos Romano Preparador Físico de la Selección Brasileña

Leia mais

A, B Preto, Branco etc.

A, B Preto, Branco etc. 1 2 Qualidade a desenvolver Velocidade Reacção Velocidade máxima Conteúdos e métodos a utilizar Jogos de reacção (Barra do lenço, A e B) com distâncias entre 10 e 15 metros Jogos e repetições curtas Distâncias

Leia mais

Treino da Velocidade dos Jovens no Voleibol Exercícios para o Desenvolvimento do Tempo de Reacção Complexo e da Velocidade de Execução

Treino da Velocidade dos Jovens no Voleibol Exercícios para o Desenvolvimento do Tempo de Reacção Complexo e da Velocidade de Execução Treino da Velocidade dos Jovens no Voleibol Exercícios para o Desenvolvimento do Tempo de Reacção Complexo e da Velocidade de Execução (1) UTAD Portugal Francisco Gonçalves (1;2) ; Ágata Aranha (1;2) (2)

Leia mais

Módulo III. Modelos de periodização. Progressão. Progressão. Progressão. Progressão. Prescrição de Exercício. I Estágio Inicial

Módulo III. Modelos de periodização. Progressão. Progressão. Progressão. Progressão. Prescrição de Exercício. I Estágio Inicial Módulo III Prescrição de Exercício valiação Modelos de periodização Interpretação Prescrição Modalidade Freqüência Precauções Duração Intensidade CSM, Guidelines for exercise testing and prescription,(006).

Leia mais

O Treino das Qualidades Físicas A Resistência

O Treino das Qualidades Físicas A Resistência O Treino das Qualidades Físicas A Resistência O desenvolvimento da resistência é uma tarefa complexa devido ao facto de, na maior parte das modalidades desportivas, existirem diferentes combinações das

Leia mais

A planificação, programação, e periodização do treino em futebol. Um olhar sobre a especificidade do jogo de futebol

A planificação, programação, e periodização do treino em futebol. Um olhar sobre a especificidade do jogo de futebol educación física educacion fisica deportes deporte sport futbol fútbol entrenamiento deportivo discapacidad aventura poker jackpot bet apuesta dados dice casino naturaleza lesión lesion deportiva psicologia

Leia mais

Periodização do Treino

Periodização do Treino Periodização do Treino Seniores masculinos AAC OAF FUTSAL Número: 3 Unidade de Treino Objectivos: Organização do processo defensivo, transição ataque defesa, potência aeróbia especifica Data: 27/08/2005

Leia mais

PROGRAMA DE ENSINO Ano Lectivo 2014/2015

PROGRAMA DE ENSINO Ano Lectivo 2014/2015 ENSINO Ano Lectivo 2014/2015 ENSINO 2014/2015 BEBÉS Este processo é caracterizado como uma adaptação a um meio novo, com uma afectividade e desenvolvimento integrador, e não de aprendizagem das técnicas

Leia mais

JOGOS LÚDICOS PARA AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA

JOGOS LÚDICOS PARA AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA JOGOS LÚDICOS PARA AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA VOLUME 2 1 NOME DO JOGO: JOGOS DOS DEZ PASSES CONTEÚDOS: Passe ESPECIFICIDADE EM: Andebol; Basquetebol; Corfebol. MATERIAL NECESSÁRIO: Bolas; coletes OBJECTIVO

Leia mais

INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM ESCOLA SUPERIOR DE DESPORTO DE RIO MAIOR LICENCIATURA EM CONDIÇÃO FÍSICA E SAÚDE NO DESPORTO FITNESS I

INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM ESCOLA SUPERIOR DE DESPORTO DE RIO MAIOR LICENCIATURA EM CONDIÇÃO FÍSICA E SAÚDE NO DESPORTO FITNESS I INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM ESCOLA SUPERIOR DE DESPORTO DE RIO MAIOR LICENCIATURA EM CONDIÇÃO FÍSICA E SAÚDE NO DESPORTO FITNESS I PROGRAMA DA UNIDADE CURRICULAR 2009/2010 1 UNIDADE CURRICULAR Fitness

Leia mais

INFORMAÇÃO-PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA ANO LETIVO: 2013/2014

INFORMAÇÃO-PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA ANO LETIVO: 2013/2014 INFORMAÇÃO-PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA ANO LETIVO: 2013/2014 ENSINO BÁSICO 6º ANO DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO FÍSICA CÓDIGO 28 MODALIDADE PROVA ESCRITA E PROVA PRÁTICA INTRODUÇÃO: O presente documento

Leia mais

Escola Secundária Júlio Dinis- Ovar

Escola Secundária Júlio Dinis- Ovar Escola Secundária Júlio Dinis- Ovar Sumário: 1. Aspectos genéricos do treino desportivo 1.1.Evolução do Processo de treino; 1.2.Objectivos do treino e a definição de alto rendimento; 1.3.Fundamentação

Leia mais

PLANIFICAÇÃO DA ÁREA CURRICULAR DE EDUCAÇÃO FÍSICA. 2º Ciclo e 6º Ano PCD Ano letivo: 2015/2016

PLANIFICAÇÃO DA ÁREA CURRICULAR DE EDUCAÇÃO FÍSICA. 2º Ciclo e 6º Ano PCD Ano letivo: 2015/2016 PLANIFICAÇÃO DA ÁREA CURRICULAR DE EDUCAÇÃO FÍSICA 2º Ciclo e 6º Ano PCD Ano letivo: 2015/2016 COMPETÊNCIAS - CHAVE Competência em Línguas Competência Matemática Competência Científica e Tecnológica Competência

Leia mais

O TREINO DE RASHID RAMZI,

O TREINO DE RASHID RAMZI, O TREINO DE RASHID RAMZI, apresentado pelo seu treinador KHALID BOULAMI (por Carlos Silva ( cablos@iol.pt ) tradução e interpretação da informação apresentada nas XII Jornadas Técnicas da Escuela Nacional

Leia mais

INTRODUÇÃO À BIOMECÂNICA

INTRODUÇÃO À BIOMECÂNICA 1 Ano Lectivo 2009/10 Licenciatura em Condição Física e Saúde no Desporto PROGRAMA UNIDADE CURRICULAR INTRODUÇÃO À BIOMECÂNICA Instituto Politécnico de Santarém Escola Superior de Desporto de Rio Maior

Leia mais

Variáveis Manipuláveis do Treino de Força

Variáveis Manipuláveis do Treino de Força Variáveis Manipuláveis do Treino de Força Lucimere Bohn lucimerebohn@gmail.com Área de Formação: 813 Desporto. Curso: Musculação e Cardiofitness. Módulo: Bases Morfofisiológicas VARIÁVEIS MANIPULÁVEIS

Leia mais

Sistema de avaliações e graduações da

Sistema de avaliações e graduações da Sistema de avaliações e graduações da União de Ouro de Artes Desportivas de Portugal Elaborado pelo conselho de graduação da União de Ouro de Artes Desportivas de Portugal Conteúdo Técnico mínimo para

Leia mais

Desenvolvimento das capacidades motoras

Desenvolvimento das capacidades motoras Desenvolvimento das capacidades motoras Capacidades motoras Todos nós possuímos capacidades motoras ou físicas e é através delas que conseguimos executar ações motoras, desde as mais básicas às mais complexas

Leia mais

A PLIOMETRIA por Sebastião Mota

A PLIOMETRIA por Sebastião Mota por Sebastião Mota O termo pliometria refere-se a exercícios específicos que envolvam o Ciclo Alongamento- Encurtamento (CAE), isto é, um rápido alongamento da musculatura seguido de uma rápida acção concêntrica.

Leia mais

Crescimento e Desenvolvimento de Atletas Jovens nas Distâncias de Fundo e Meio Fundo: Fases Sensíveis

Crescimento e Desenvolvimento de Atletas Jovens nas Distâncias de Fundo e Meio Fundo: Fases Sensíveis Curso Internacional de Meio Fundo e Fundo Asunción, PAR, 6 e 7/06/2015 Crescimento e Desenvolvimento de Atletas Jovens nas Distâncias de Fundo e Meio Fundo: Fases Sensíveis Prof. Dr. Ricardo D Angelo Aspectos

Leia mais

XVII CLINIC Análise de Indicadores de Força Explosiva de Potência e de Resistência de Força Explosiva em Judocas Juniores vs.

XVII CLINIC Análise de Indicadores de Força Explosiva de Potência e de Resistência de Força Explosiva em Judocas Juniores vs. XVII CLINIC Análise de Indicadores de Força Explosiva de Potência e de Resistência de Força Explosiva em Judocas Juniores vs. Judocas Seniores Coimbra, 6 de Outubro de 2012 Luís Monteiro INTRODUÇÃO OBJETIVOS

Leia mais

Page 1. Tipos de Força. Força máxima. Força rápida. Força de resistência. Força reactiva

Page 1. Tipos de Força. Força máxima. Força rápida. Força de resistência. Força reactiva Bibliografia Adaptações do aparelho locomotor ao exercício físico e à inactividade Cap. 5 (pp. 107-138). Efeitos da actividade física nos tecidos não contrácteis. Cap. 8 (pp. 124-183). Adaptações neuromusculares

Leia mais

Projecto de criação. Escola de Futebol do. Clube Académico de Futebol Viseu

Projecto de criação. Escola de Futebol do. Clube Académico de Futebol Viseu Projecto de criação Escola de Futebol do Clube Académico de Futebol Viseu Setembro de 2002 Índice Metas propostas do projecto... 3 Recursos humanos... 3 Recursos materiais... 4 Instalações... 4 Material

Leia mais

CARACTERÍSTICAS ESPECIFICAS E FATORES FISIOLÓGICOS DO TREINAMENTO DO VOLEIBOL DE ALTO N ~ L

CARACTERÍSTICAS ESPECIFICAS E FATORES FISIOLÓGICOS DO TREINAMENTO DO VOLEIBOL DE ALTO N ~ L CARACTERÍSTICAS ESPECIFICAS E FATORES FISIOLÓGICOS DO TREINAMENTO DO VOLEIBOL DE ALTO N ~ L JOSÉ ALBERTO PINT~* LEONARDO RAPOSO ROCHA GOMES. 1 ' SUMO uma anáiise das características espedficas do voleiboi,

Leia mais

A CIÊNCIA DOS PEQUENOS JOGOS Fedato Esportes Consultoria em Ciências do Esporte

A CIÊNCIA DOS PEQUENOS JOGOS Fedato Esportes Consultoria em Ciências do Esporte A CIÊNCIA DOS PEQUENOS JOGOS Fedato Esportes Consultoria em Ciências do Esporte Prof. Antonio Carlos Fedato Filho Prof. Guilherme Augusto de Melo Rodrigues Monitorando e conhecendo melhor os trabalhos

Leia mais

Ser um Treinador de Sucesso com Crianças

Ser um Treinador de Sucesso com Crianças APEF Ser um Treinador de Sucesso com Crianças Pedro Teques Departamento de Psicologia e Comunicação da APEF Direcção de Contacto: Pedro Teques, Departamento de Psicologia e Comunicação, Associação Portuguesa

Leia mais

Lentos, atrasados e desequilibrados

Lentos, atrasados e desequilibrados Deslocamentos Lentos, atrasados e desequilibrados Descoordenação espaço-tempo pela falta de referências e pelas dificuldades naturais da areia, vento ou sol Maior dificuldade em deslocamentos para trás

Leia mais

TREINAMENTO FUNCIONAL PARA A NATAÇÃO *

TREINAMENTO FUNCIONAL PARA A NATAÇÃO * TREINAMENTO FUNCIONAL PARA A NATAÇÃO * Heahter Sumulong. Você está procurando alcançar uma margem competitiva sobre seus oponentes? O desenvolvimento de uma musculatura central forte junto com um treinamento

Leia mais

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO FÍSICA

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO FÍSICA PROGRAMA DE EDUCAÇÃO FÍSICA 7ª, 8ª e 9ª classes 1º CICLO DO ENSINO SECUNDÁRIO Ficha Técnica TÍTULO: Programa de Educação Física - 7ª, 8ª e 9ª classes EDITORA: INIDE IMPRESSÃO: GestGráfica, S.A. TIRAGEM:

Leia mais

FACULDADE DE MEDICINA DO ABC MANTIDA PELA FUNDAÇÃO DO ABC EXAMES REALIZADOS NOS ÁRBITROS DA DO ABC FMABC

FACULDADE DE MEDICINA DO ABC MANTIDA PELA FUNDAÇÃO DO ABC EXAMES REALIZADOS NOS ÁRBITROS DA DO ABC FMABC RELATÓRIO DOS EXAMES REALIZADOS NOS ÁRBITROS DA FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL PELA FACULDADE DE MEDICINA DO ABC FMABC O Núcleo de Saúde no Esporte da Faculdade de Medicina do ABC FMABC, utilizando as suas

Leia mais

Índice 1. Introdução

Índice 1. Introdução Treino de Jovens, Futuros meio-fundistas Texto e desenhos de António Graça, 2007 Índice 1. Introdução...1 2. Etapas do Plano de Carreira...2 3. A importância das formas jogadas...3 4. Fases sensíveis para

Leia mais

A Sessão de Treino. A Sessão de Treino. Curso de Treinadores de Nível 1. Cascais, 27 de Setembro

A Sessão de Treino. A Sessão de Treino. Curso de Treinadores de Nível 1. Cascais, 27 de Setembro A Sessão de Treino 2008 Temas a abordar A Sessão de Treino Preocupações do Treinador no treino Instrução Gestão Clima Disciplina Formas de organização da sessão de treino Para que servem Critérios de selecção

Leia mais

FUTSAL. O Futsal é um jogo desportivo colectivo praticado por duas equipas, cada uma delas formada por cinco jogadores de campo e sete suplentes.

FUTSAL. O Futsal é um jogo desportivo colectivo praticado por duas equipas, cada uma delas formada por cinco jogadores de campo e sete suplentes. FUTSAL 1. História do Futsal A prática do futebol de salão começou a dar aos primeiros passos na década de 30 no século XX, nos campos de basquetebol e em pequenos salões. As primeiras regras tiveram por

Leia mais

Alexandre Sérgio Silva Laboratório de Estudos do Treinamento Físico Aplicado ao Desempenho e Saúde (LETFADS) ass974@yahoo.com.br

Alexandre Sérgio Silva Laboratório de Estudos do Treinamento Físico Aplicado ao Desempenho e Saúde (LETFADS) ass974@yahoo.com.br Alexandre Sérgio Silva Laboratório de Estudos do Treinamento Físico Aplicado ao Desempenho e Saúde (LETFADS) ass974@yahoo.com.br Cognitiva, emocional, Motivacional, lolitiva Tarefas realizadas Tarefas

Leia mais

Jornadas Técnico-Pedagógica Hóquei em Patins

Jornadas Técnico-Pedagógica Hóquei em Patins Federação Portuguesa de Patinagem Jornadas Técnico-Pedagógica Hóquei em Patins Associação de Patinagem de Lisboa GrupoDesportivode Patinagem Cascais, 23 de Abril de 2005 Federação Portuguesa de Patinagem

Leia mais

PLIOMETRÍA PRINCÍPIO DE EXECUÇÃO DO TRABALHO EXCÊNTRICO- CONCÊNTRICO

PLIOMETRÍA PRINCÍPIO DE EXECUÇÃO DO TRABALHO EXCÊNTRICO- CONCÊNTRICO PLIOMETRÍA O termo pliometría se utiliza para descrever o método de treinamento que busca reforçar a reação explosiva do indivíduo como resultado de aplicar o que os fisiologistas denominam "ciclo estiramento-encurtamento".

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA PREPARAÇÃO FÍSICA NO FUTEBOL

A IMPORTÂNCIA DA PREPARAÇÃO FÍSICA NO FUTEBOL o Pró-Reitoria de Graduação Curso de Educação Física Trabalho de Conclusão de Curso A IMPORTÂNCIA DA PREPARAÇÃO FÍSICA NO FUTEBOL Autora: Fernanda Rosa de Lima Orientador: MSc. Areolino Afonso Ribeiro

Leia mais

IMPACTOS Agudos / de Momento e Crónicos / Constantes.

IMPACTOS Agudos / de Momento e Crónicos / Constantes. Wash Scoring (Limpar a Pontuação) por Tom Tait (treinador de Voleibol dos EUA Penn State University e ex-adjunto das Selecções Sénior Masculinas; USA All-Time Great Coach Award) UM POUCO DE HISTÓRIA Em

Leia mais

Master Leon 2005. Pepu Hernadez (Ex- Estudiantes) Mário Pesquera (Seleccionador nacional) Ricard Casas (Pamesa Valência) Mais defesa.

Master Leon 2005. Pepu Hernadez (Ex- Estudiantes) Mário Pesquera (Seleccionador nacional) Ricard Casas (Pamesa Valência) Mais defesa. Pepu Hernadez (Ex- Estudiantes) Mário Pesquera (Seleccionador nacional) Ricard Casas (Pamesa Valência) Mais defesa. Mário Silva 1 Filosofia: No basquetebol moderno não faz sentido defender da mesma forma

Leia mais

Relatório Área 1 -Semana a tempo inteiro, 1º ciclo e aulas filmadas-

Relatório Área 1 -Semana a tempo inteiro, 1º ciclo e aulas filmadas- UNIVERSIDADE DE LISBOA FACULDADE DE MOTRICIDADE HUMANA ESCOLA SECUNDÁRIA DE MEM MARTINS Ano Letivo 2014/2015 Relatório Área 1 -Semana a tempo inteiro, 1º ciclo e aulas filmadas- Orientadores: Prof. Lineu

Leia mais

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular AVALIAÇÃO DA CONDIÇÃO FÍSICA Ano Lectivo 2015/2016

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular AVALIAÇÃO DA CONDIÇÃO FÍSICA Ano Lectivo 2015/2016 Programa da Unidade Curricular AVALIAÇÃO DA CONDIÇÃO FÍSICA Ano Lectivo 2015/2016 1. Unidade Orgânica Ciências Humanas e Sociais (1º Ciclo) 2. Curso Motricidade Humana 3. Ciclo de Estudos 1º 4. Unidade

Leia mais

Gestos Técnicos e Exercícios. de Mini-Volei

Gestos Técnicos e Exercícios. de Mini-Volei Gestos Técnicos e Exercícios de Mini-Volei Extraído de: La grammatica del gioco della pallavolo M. Gori S.S.S. & Il manuale della pallavolo G. Volpicella Idea Libri (Tradução: Miguel Margalho) Exercícios

Leia mais

REGRAS DE JOGO POOL (8) e (9)

REGRAS DE JOGO POOL (8) e (9) REGRAS DE JOGO POOL (8) e (9) Introdução 1. Elementos intervenientes 1. 1. Um delegado 1. 2. Um árbitro 1. 3. Dois Jogadores (Conforme a competição), equipados de acordo com o estipulado pelo Bilhar Clube

Leia mais

PROGRAMA DE TEORIA E METODOLOGIA DE EDUCAÇÃO FÍSICA 12ª e 13ª classes

PROGRAMA DE TEORIA E METODOLOGIA DE EDUCAÇÃO FÍSICA 12ª e 13ª classes PROGRAMA DE TEORIA E METODOLOGIA DE EDUCAÇÃO FÍSICA 12ª e 13ª classes Formação de Professores do 1º Ciclo do Ensino Secundário Disciplina de Educação Física Ficha Técnica Título Programa de Teoria e Metodologia

Leia mais

CURSOS PROFISSIONAIS Ficha de Planificação Modular

CURSOS PROFISSIONAIS Ficha de Planificação Modular CURSOS PROFISSIONAIS Ficha de Planificação Modular Ano Lectivo: 2015-2016 Curso: Técnico de Gestão Ano: 11º Turma: Q Disciplina: Educação Física Módulo nº: 7 Data de início: 28/09/2011 TEMA do MÓDULO:

Leia mais

Um Alerta, uma Reflexão, um Desafio

Um Alerta, uma Reflexão, um Desafio Um Alerta, uma Reflexão, um Desafio CLINIC PLANETA BASKET SEBASTIÃO MOTA 10 DE SETEMBRO 2015 Decididamente, a musculação é uma parte muito séria do trabalho, tornando as atletas mais fortes, mais rápidas,

Leia mais

EDUCAÇÃO FÍSICA ANDEBOL

EDUCAÇÃO FÍSICA ANDEBOL EDUCAÇÃO FÍSICA ANDEBOL O Andebol é um jogo desportivo colectivo praticado por duas equipas (cada equipa tem: 7 jogadores em campo e 5 suplentes), cujo objectivo é introduzir a bola na baliza da equipa

Leia mais

Realizam a prova os alunos que se encontram abrangidos pelos planos de estudo instituídos pelo Decreto-Lei n.º139/2012, de 5 de julho.

Realizam a prova os alunos que se encontram abrangidos pelos planos de estudo instituídos pelo Decreto-Lei n.º139/2012, de 5 de julho. Prova de equivalência à frequência INFORMAÇÃO PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA Educação Física maio de 15 PROVA /26 15 3º Ciclo do Ensino Básico O presente documento divulga informação relativa à prova

Leia mais

UNIVERSIDADE DE COIMBRA FACULDADE DE CIÊNCIAS DO DESPORTO E EDUCAÇÃO FÍSICA

UNIVERSIDADE DE COIMBRA FACULDADE DE CIÊNCIAS DO DESPORTO E EDUCAÇÃO FÍSICA UIVERSIDADE DE COIMBRA FACULDADE DE CIÊCIAS DO DESPORTO E EDUCAÇÃO FÍSICA UTILIZAÇÃO DE ISTRUMETOS ÃO IVASIVOS A MOITORIZAÇÃO DA ADAPTAÇÃO À CARGA DE TREIO: PERCEPÇÃO DA CARGA DE TREIO SEMAAL (RTL) QUESTIOÁRIO

Leia mais

PREPARAÇÃO FÍSICA ARBITRAGEM FPF Fedato Esportes Consultoria em Ciências do Esporte

PREPARAÇÃO FÍSICA ARBITRAGEM FPF Fedato Esportes Consultoria em Ciências do Esporte PREPARAÇÃO FÍSICA ARBITRAGEM FPF Fedato Esportes Consultoria em Ciências do Esporte Antonio Carlos Fedato Filho Guilherme Augusto de Melo Rodrigues O Futebol está em uma constante evolução. Quando falamos

Leia mais

Orientações para montagem

Orientações para montagem Orientações para montagem das aulas de condicionamento CONCEITO CORAÇÃO RELAXAMENTO ESTRUTURA Finalidade do treinamento disponibilização de mais energia química aos músculos em velocidades maiores reposição

Leia mais

CHEGUE ELEGANTE À PRAIA E TENHA MAIS SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA

CHEGUE ELEGANTE À PRAIA E TENHA MAIS SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA CHEGUE ELEGANTE À PRAIA E TENHA MAIS SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA Por Personal Trainer Rui Barros BENEFICIOS DO EXERCICIO FISICO E INFLUÊNCIA NA QUALIDADE DE VIDA: Os benefícios de um estilo de vida fisicamente

Leia mais

AUMENTO DRAMÁTICO DO INTERESSE E PARTICIPAÇÃO DE CRIANÇAS NO ESPORTE DE ALTO NÍVEL

AUMENTO DRAMÁTICO DO INTERESSE E PARTICIPAÇÃO DE CRIANÇAS NO ESPORTE DE ALTO NÍVEL AUMENTO DRAMÁTICO DO INTERESSE E PARTICIPAÇÃO DE CRIANÇAS NO ESPORTE DE ALTO NÍVEL NECESSIDADE DO MELHOR CONHECIMENTO EM ÁREAS COMO: CRESCIMENTO NORMAL, DESENVOLVIMENTO, EFEITOS DO EXERCÍCIO EM CRIANÇAS

Leia mais

ESCOLA SUPERIOR DE DESPORTO DE RIO MAIOR. Programa da Unidade Curricular de Nutrição no Desporto e no Exercício

ESCOLA SUPERIOR DE DESPORTO DE RIO MAIOR. Programa da Unidade Curricular de Nutrição no Desporto e no Exercício INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM ESCOLA SUPERIOR DE DESPORTO DE RIO MAIOR Programa da Unidade Curricular de Nutrição no Desporto e no Exercício 3º ano Licenciatura em Condição Física e Saúde no Desporto,

Leia mais

Corrida com Barreiras

Corrida com Barreiras 1 Corrida com Barreiras Mário Paiva (*) e Sara Fernandes (**) Esta corrida de velocidade associa a aptidão de percorrer determinada distância o mais rápido possível à capacidade de transpor obstáculos

Leia mais