Fitness, Saúde e Qualidade de Vida

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Fitness, Saúde e Qualidade de Vida"

Transcrição

1 Capítulo 10 Fitness, Saúde e Qualidade de Vida DANTAS, Estélio H. M.; BEZERRA, Jani Cléria P.; MELLO, Danielli B. Fitness Saúde e Qualidade de Vida. In: VIANNA, Jeferson; NOVAES, Jefferson. Personal Training & Condicionamento Físico em Academia. 3 Ed. Rio de Janeiro: Shape, pp , 2009.

2 Estélio H. M. Dantas - Cref G-RJ - Pós-Graduação Lato Sensu em nível de Especialização em Ciência do Treinamento Desportivo Universidade Gama Filho (1979). - Pós-Graduação Lato Sensu em nível de Especialização em Administração Desportiva Universidade Gama Filho (1980). - Pós-Graduação Lato Sensu em nível de Especialização em Educação Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1980). - Mestrado em Educação (área de concentração Administração Universitária) Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1985). - Mestrado em Educação Física (área de concentração Bases Biomédicas da Educação Física) Universidade Federal do Rio de Janeiro (1986). - Doutor Livre Docente em Treinamento Desportivo pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1988), tendo concluído seus estudos de Pós-doutoramento em Psicofisiologia na Universidade Gama Filho (1998) e em Fisiologia na Universidade Católica San Antonio de Murcia (Espanha). Jani Cleria Pereira Bezerra - Cref G/RJ - Graduada em Educação Física pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). - Mestre em Ciência da Motricidade Humana da Universidade Castelo Branco (UCB). - Doutoranda em Medicina do Esporte pela Universidad Nuestra Señora de la Assunción. - Professora Universidade do Grande Rio UNIGRANRIO. - Coordenadora do Curso lato senso em Educação Física Hospitalar COBRASE. - Professora do curso de Pós-graduação Lato senso em Motricidade Oral com ênfase em Fonoaudiologia Hospitalar e Fisioterapia Hospitalar. - Autora dos capítulos Fitness, Saúde, Wellness e Qualidade de Vida ; A Composição Corporal na Senescência e Treinamento da RML na Autonomia e Qualidade de Vida do Idoso ; Atividade física e qualidade de vida: Panorama e perspectivas ; Condicionamento físico do geronte. - Membro do Grupo de Desenvolvimento Latino-Americano para Maturidade (GDLAM); da Sociedade Brasileira de Educação Física Gerontológica (SBEFG). danielle b. mello - Cref G/RJ - Doutora em Saúde Pública (ENSP, FIOCRUZ) - Mestre em Ciência da Motricidade Humana especialista na linha de pesquisa de Efeitos Fisiomorfológicos da Atividade Física com Adultos Não-Atletas do PROCIMH UCB/RJ. - Professora do Curso de Pós Graduação em Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação e Nutrição Esportiva na Universidade Estácio de Sá. - Professora dos cursos de Pós graduação Stricto Sensu da Rede Euroamericana de Motricidade Humana. - Experiência em Coordenação de cursos de graduação e pós graduação (Universidade Estácio de Sá e UNI- GRANRIO). - Consultora do site internacional - Autora de diversos trabalhos científicos em congressos nacionais e internacionais. - Autora do livro Ciclismo Indoor, Sprint/RJ.

3 - Capítulo 10 - fitness, Saúde e Qualidade de Vida Estélio H. M. Dantas Jani Cleria Pereira Bezerra Danielli B. Mello Fitness - A ecologia do corpo O primeiro registro, cuja linha de raciocínio se identifica com a do presente trabalho, deve ter sido feito na Grécia, berço do pensamento ocidental, quando Epicuro ( a.c.) enunciou: Teu compromisso é com a tua felicidade. A antítese a esta ideia fortalecia-se do lado oposto do Mediterrâneo através dos ensinamentos de um povo semita, nos quais se embasariam as formulações da ética judaico-cristã. Como bem se sabe, esta nova cosmovisão viria a se tornar a mais importante influência na elaboração da escala de valores do mundo ocidental. O advento do cristianismo revolucionou o posicionamento e a atitude com que o homem no Ocidente enfrentava a vida, ao determinar-lhe comportamentos rígidos e ascéticos e ao relegar o corpo a um plano secundário. Tais tendências e práticas, predominantes durante séculos, só foram contestadas pela Reforma Protestante, embora parcialmente, esta que deslocou a conquista do prazer de um plano metafísico para a rigidez do comportamento adequado e do trabalho árduo ao longo da vida terrena, em particular no calvinismo e no puritanismo. Em consequência, até os dias de hoje, a relação do homem com o prazer caracteriza-se, de um modo geral, pela ambiguidade e pela dicotomia acentuadas. Enquanto alguns enfatizam a legitimidade da busca e posse imediata do prazeroso, outros o transferem para a dimensão postmortem a ser alcançado graças aos méritos terrenos e à correção de atitudes acumuladas durante a existência. Cabe aqui uma pergunta: qual a relação da atividade física com o prazer? Esta é a proposta deste capítulo que pretende provar que a atividade física desempenha papel fundamental numa existência que se queira prazerosa e digna do ser humano. Definitivamente, grande parte das pessoas não aprecia o american way of life, inclusive por considerá-lo perdulário, superficial, vazio e prepotente; mas deve-se reconhecer que os norte-americanos são fantásticos para atribuir nomes que, em pouco tempo, tornam-se de uso corrente, até mesmo em nosso país. Fitness é um desses termos. Ao se consultar o dicionário Webster s (HOUAISS, 1982, p. 293) encontra-se fitness com o significado de aptidão, competência, adequação, conveniência...! 302

4 fitness, Saúde e Qualidade de Vida E o mesmo autor continua explicando a etimologia do termo: Fit significa ajustamento, adaptação e Ness é um sufixo formador de substantivos abstratos de estado ou condição. Ou seja, fitness é o estado ou condição de se estar ajustado ou adaptado às suas necessidades individuais. É, portanto, diferente de aptidão ou condicionamento físico, normalmente, entre nós, expressões utilizadas em substituição ao fitness. Aptidão física: nível de potencialidades motoras e de performance física que uma pessoa possui em função do seu genótipo. Condicionamento físico: estado de desenvolvimento físico, apresentado por uma pessoa, dos hábitos higiênicos que possui e do nível de treinamento realizado. O ritmo acelerado da vida moderna, impedindo uma reflexão mais profunda, geralmente leva o homem a se apegar mais ao que está pronto para o consumo, fazendo-o desprezar o que necessita de elaboração para ser apreendido. É muito mais fácil entender fitness como apenas uma aula de aeróbica, porém ele está ligado intrinsecamente à evolução do ser humano. Não basta levar a cabeça ao analista e o corpo à academia para se obter fitness. O homem é muito mais rico e complexo do que o sugerido por esta tradicional visão bipolarizada, por mais confortável que pareça. Já vai longe o tempo do mens sana in corpore sano de Juvenal, principalmente porque o reducionismo dualista que esta frase sugere é absolutamente contrário à moderna perspectiva holística de se abordar o homem. Não é científico nem ideologicamente aceitável conceber uma mens sana, se não estiver necessariamente integrada a um corpore sano e a uma psyche sana. O desequilíbrio em qualquer um dos campos de existência do homem aumentará sua entropia, aproximando-o da matéria inorgânica que o constitui. Fitness, no seu sentido mais amplo, é semelhante à homeostase. É absoluta: ou existe, ou não existe! Para o homem total é indispensável o fitness total. A consciência da estrutura integrada do homem permite encará-lo não como uma mera síntese de corpo/mente/emoção, numa totalidade organizada, mas entender a possibilidade sinérgica da amalgamação do cognitivo, do afetivo e do psicomotor numa unidade gestalticamente diferente de suas partes constituintes. Ver o homem sob essa ótica é uma tendência a sintetizar unidades em totalidades organizadas, ou seja, utilizar uma perspectiva holística para sua compreensão. Utilizar uma linha de raciocínio holístico para abordar o homem vai nos conduzir, necessariamente, ao conceito de ecologia, segundo Ferreira (2003): Parte da biologia que estuda as relações dos seres vivos e o meio ambiente em que vivem, bem como suas recíprocas influências, que comporta duas dimensões: a macroecologia ou ecologia do ambiente, e a microecologia ou ecologia do corpo. Existe, obviamente, uma mesma raiz de interesses culturais que faz as pessoas se preocuparem tanto com a preservação do planeta (macroecologia) como com seus próprios corpos (microecologia). No entanto, a ênfase e a seriedade com que ambas são abordadas diferem muito. A imprensa e os governos já se ocupam seriamente da macroecologia e, pelo menos ostensivamente, todos são preservacionistas, embora não deixar crescer uma árvore que 303

5 atrapalharia a visão de seu ponto comercial, talvez não revolte tanto o nouveau écologiste quanto o corte de uma árvore da floresta tropical. É interessante a intransigência dos nouveaux écologistes para algumas coisas e incoerente sua tolerância para outras. Como harmonizar a preservação da camada de ozônio e a diminuição dos índices de poluição atmosférica com a aceitação do tabagismo? O meio gasoso deve ser preservado tanto em nível macro como em nível microecológico. Não se consegue, também, ver lógica numa pessoa que luta pela despoluição dos rios e entope suas artérias com as gorduras saturadas que absorve em sua alimentação à base de frituras, carnes vermelhas, manteiga etc., ou naqueles que lutam pela preservação das espécies animais, mas não relutam em se alimentar de cadáveres de mamíferos, às vezes, em verdadeiros festins gastronômicos, nos quais consomem diversas partes de um mesmo animal ou de diversos animais. Coerência é o mínimo que se pode cobrar. Encarar a macroecologia como ciência e a microecologia como atividade alternativa ou underground, própria para iniciados ou exóticos, é no mínimo um insulto à inteligência humana. Contribuir para a união entre a ciência e a microecologia, daqui a alguns anos, certamente, será um objetivo vulgarizado, mas hoje ele é de fundamental importância. A ecologia do corpo é a pedra fundamental da criação de uma consciência ecológica consistente. A partir da preservação do próprio corpo, cada ser humano perceberá, de forma muito mais clara, a necessidade de preservar o meio ambiente. É importante não confundir fitness com forma física. A preocupação básica não se deve concentrar apenas na aparência do físico, com as adiposidades localizadas, com a hipertrofia muscular, mas sim com o grau de aptidão, adequação, conveniência do organismo, enfim, com a harmônica integração entre físico, mente e emoção. A praxes da ecologia do corpo só é possível quando se adotam hábitos saudáveis de alimentação, cuidados com a higiene corporal, a suspensão do uso do tabaco e a limitação da ingestão de álcool, práticas de relaxamento e meditação e a execução de exercícios físicos adequados, na dosagem certa, orientados para uma melhor qualidade de vida, além de atenções específicas para os aspectos emocionais, intelectuais e sociais. A materialização da preocupação com a ecologia do corpo é a ação do fitness que agora pode ser entendido em sua plenitude. Segundo Barbanti (1994), fitness é um termo bem amplo que denota o estado dinâmico que permite à pessoa satisfazer suas próprias necessidades, tais como a estabilidade mental e a emocional, a consciência e a adaptação social, a fibra moral e a espiritual, e a saúde orgânica consistente com a sua hereditariedade. É muito mais fácil entender fitness como o que se faz na academia de ginástica, porém não se pode entendê-lo de forma tão simplista. Baseado nestes conceitos, Dantas (2003) define fitness: como o nível ótimo de homeostase observado nos campos cognitivo, afetivo e psicomotor, obtido através de um processo harmônico de desenvolvimento das diversas estruturas constituintes do ser humano. 304

6 fitness, Saúde e Qualidade de Vida Apenas o cuidado com a motricidade e o psicomotor seria absolutamente inócuo para promover uma melhoria no desenvolvimento harmônico do ser, porque deixaria de lado os campos afetivo-social e cognitivo. O termo fitness vulgarizou-se tanto que se tornou grosseiro, simplista e incompleto, para Morrow et al. (1985), pois enfoca exclusivamente a sua dimensão física. Com isso, sentiu-se a necessidade de uma melhor compreensão por outros autores, que classificaram o fitness em áreas. Morrow et al. (1997), Sharkey (1997), Howley et al. (1997) classificaram o fitness em três grandes áreas: fitness social, fitness psicológico (englobando a dimensão emocional e a social) e fitness físico. Também Dantas (2003) e Morrow et al. (1997) citam um sistema de classificação baseado nos domínios de aprendizagem propostos por Bloom (1973): domínio afetivo fitness social e fitness emocional; domínio cognitivo fitness intelectual, e domínio psicomotor fitness físico. Figura 1 - Dimensões do fitness e os campos da aprendizagem. Bloom (1973) fez sua classificação dos campos da aprendizagem, no contexto da educação. Se educação é modificar comportamentos e agregar novos valores, fitness é também educação. Para uma melhor compreensão da Figura 1, é necessário criticar melhor os tipos de fitness. Alguns autores (MORROW, 1997; SHARKEY, 1997; HOWLEY et al., 1997) admitem a possibilidade de algum tipo de classificação, sendo que a maioria concorda que o fitness pode ser classificado em três grandes áreas, expressas na Figura

7 Figura 2 - Os tipos de fitness. Já Armbruster e Gladwim (2001) preferem, ao invés de tipos de fitness, subdividi-lo em dimensões, apresentadas na Figura 3, decisivamente influenciadas pelo combate e pelas circunstâncias de vida do ser humano. Figura 3 - Dimensões do fitness Ambiente Hábitos saudáveis contribuem para Dimensão física Dimensão social Dimensão intelectual Dimensão emocional Circunstâncias Melhorando a... saúde É claro que sob o ponto de vista do profissional de saúde a dimensão física do fitness é a melhor porta de entrada para o fitness. Para se compreender melhor a Figura 3, deve-se conhecer o significado de cada dimensão do fitness. As definições a seguir são propostas por Dantas (2003). 306

8 fitness, Saúde e Qualidade de Vida Dimensão social O homem é um animal social e não pode sobreviver sem estar integrado a um grupo. Esta integração fundamenta-se na maturidade social e se reflete na satisfação de algumas necessidades básicas de afeto, realização e integração. O grau de harmonização de uma pessoa com os códigos de valores, cultura, costumes e hábitos do grupo social a que pertence, indica o fitness social. De acordo com Armbruster e Gladwin (2001), isso concerne em se manter e se alimentar relacionamentos saudáveis e harmoniosos com seu grupo familiar e demais grupos com os quais se convive, considerando que a harmonia familiar é fundamental para a dimensão social do fitness. Com este fim, são necessários programas educacionais para promover a saúde, facilitar o acesso ao fitness, envolver a comunidade com as associações e fundações ligadas à saúde e disponibilizar profissionais especializados para o atendimento à população. Para se alcançar esta dimensão, faz-se necessária a satisfação de necessidades básicas: Afeto: aceitação e aprovação por indivíduos. Realização: aprovação e aceitação recebidas do grupo. Integração: mutualidade, cooperação e lealdade grupal (MELOGRANO & KLIZING, 1982). Os benefícios sociais podem estar relacionados à participação em vários tipos de atividade física, já que as experiências em jogos, esportes ou competições atendem às necessidades sociais, podendo contribuir para o desenvolvimento e a manutenção da dimensão social do fitness (MELOGRANO & KLIZING, 1982). Dimensão emocional Enfatiza o equilíbrio emocional e a aceitação dos sentimentos e emoções do próximo. É o nível de adequação de nossas respostas comportamentais e íntimas aos estímulos do meio ambiente: liberdade de tensão e ansiedade, sentimento de autosatisfação, habilidade de lidar com a realidade e capacidade de direcionar sentimentos de hostilidade para canais construtivos. Um bom nível de fitness emocional possibilita autorrealização, autoentendimento, autodisciplina e responsabilidade, autoaprovação, autossuficiência e melhor determinação na tomada de decisão (HUMPHREY & INGRAM, 1969; ARMBUSTER & GLADWIN, 2001). De acordo com o Stanford University s Patient Education Resource Center, mais de 50% dos idosos e das pessoas que possuem doenças crônicas, assim como diabetes, mal de Parkinson, artrites e cardiopatias, são obrigados a lidar com o impacto destas enfermidades sobre suas vidas e suas emoções. Para conscientizar e facilitar a aceitação destes sentimentos e emoções, foi criado The Chronic Disease Self-Management Workshop com o objetivo de ajudar os participantes a administrar sua saúde e manter suas vidas ativas e realizadas (LORIG et al., 1999). 307

9 Dimensão intelectual Consiste basicamente em três fatores: capacidade de aprendizagem, inteligência e cultura pessoal (MORROW, 1997). O cérebro passa por uma série de mudanças morfológicas e bioquímicas com o passar dos anos, mas, independente de seu envelhecimento, continua possuindo uma capacidade extraordinária de se adaptar a novos estímulos e novas condições. As necessidades intelectuais de cada indivíduo estão relacionadas a desafios que dependem do nível intelectual de cada um, experiências satisfatórias e sucesso intelectual, oportunidades de solucionar problemas e de participar de experiências intelectuais criativas (MELOGRANO & KLIZING, 1982). A dimensão intelectual do fitness encoraja o indivíduo a usar sua inteligência, a aumentar o seu conhecimento e sua criatividade, obter o autoconhecimento e a entender e apreciar melhor o seu próximo. Atividades como leituras, artes e artesanato, viagens, atividades físicas sociabilizantes e reuniões sociais, abordando temas como literatura, história/política, finanças/matemática e estudos gerais oferecem oportunidades amplas de crescimento mental, físico, emocional, espiritual e vocacional. Dimensão física Este termo surge da união dos conceitos de condicionamento físico e de aptidão física. É constituído por um conjunto de fatores capaz de promover saúde, bem-estar físico e qualidade de vida nas pessoas. Segundo Morrow et al. (1999), existe uma grande influência do fitness físico sobre o fitness social, emocional e intelectual, devido ao impacto psicológico da atividade física sobre o estresse, a depressão e a ansiedade. Melhorando a saúde mental, melhoramos a autoestima e o sono, devido às adaptações biológicas causadas pela atividade física, que diminuem a depressão e a ansiedade. A dimensão física do fitness pode ser definida como sendo focada na manutenção da autonomia física e da saúde através da participação em atividades físicas, alimentação saudável e escolhas de estilo de vida positivos (ARMBRUSTER & GLADWIN, 2001). Como o profissional de educação física atuará no momento do fitness das pessoas, a partir da dimensão física, faz-se mister conhecer em detalhes o que ele deve incentivar, ensinar e propiciar, além de sua atividade meio o trabalho físico e de sua função nas demais dimensões: basicamente, a educação para a saúde e, em especial, o desencadeamento de modificações do comportamento que conduzam a um estilo de vida saudável. 308

10 Figura 4 - Estilo de vida saudável fitness, Saúde e Qualidade de Vida Adaptado de Nahas, et al Na Figura 4, explicitam-se os fatores que conduzem a este estilo de vida. A atividade física regular, moderada e prazerosa, definida como fitness físico, será o ponto fulcral deste modus vivendi. Incentivar uma nutrição com abundância de frutas, legumes, hortaliças e cereais, com pouca ou nenhuma ingestão de carnes vermelhas, gorduras animais, sacarose, alimentos com substâncias artificiais, feita de forma regular, com quatro refeições equilibradas por dia e sem excessos, é dever de todo o profissional de saúde. Obviamente não se está preconizando que o profissional de educação física faça prescrição nutricional, prerrogativa dos nutricionistas, mas sim a educação para uma alimentação frugal, regular, natural e equilibrada. Na busca do lazer ativo, procura-se evitar o nefasto costume de despender as horas de ócio diante de uma televisão, quase sempre assistindo programas de baixíssimo nível cultural que, cada vez mais, irão embotando e mediocrizando a pessoa. Possuir um hobby que a motive a sair de casa, encontrar-se com pessoas que possuam os mesmos interesses, modificar o seu ambiente cotidiano, ser obrigada a colocar sua atenção em outra atividade que não seja a profissional ou a doméstica será um excelente fator de higiene mental. Se em meio a tudo isso ainda puder associar qualquer atividade física, obterá vantagem dobrada. A ausência de vícios é outro fator decisivo para a criação de um estilo de vida saudável. Talvez apenas com exceção das doenças serão os vícios os maiores incrementadores da prova de vida saudável. Não só aqueles que levam à intoxicação química do organismo, e por isso mesmo reconhecidos como nefastos, mas também os que distorcem a capacidade de julgamento e o equilíbrio de horas de trabalho, ócio, sono, cuidados pessoais etc. 309

11 Por fim, o controle do estresse que, na vida urbana do mundo moderno, passa a ser uma obrigação vital e continuada, devido à sucessão cumulativa de fatores estressantes, influencia diretamente na qualidade do sono do indivíduo. Um sono reparador e em quantidade suficiente possibilitará o indispensável repouso após um dia de atividades intensas. Com base nos já explanados aspectos da dimensão física do fitness, deve-se objetivar o trabalho físico, a partir do fitness físico. O American College of Sports Medicine (1995) afirma que o fitness físico refere-se à obtenção ou manutenção dos componentes do condicionamento físico, correlacionados com uma boa ou elevada saúde, sendo necessários para realização de tarefas diárias e no confronto com os desafios esperados e inesperados. Devido à grande quantidade de pessoas envolvidas em programas de condicionamento físico, o American College of Sports Medicine criou um guia de prescrição de atividade física para adultos saudáveis, em 1998, com recomendações da quantidade e qualidade do treinamento para desenvolvimento e manutenção do fitness físico. Originalmente, o fitness físico constitui-se dos seguintes itens: composição corporal e fitness cardiorrespiratório, conforme apresentados nas Figuras 5 e 6. Figura 5 - Composição corporal Percentual de gordura dentro dos parâmetros desejáveis em função do sexo e da idade. Percentual relativo de peso corporal representado por gordura e tecido isento de gordura. Figura 6 - Fitness cardiorrespiratório Resistência aeróbica Capacidade pulmonar adequada. Consumo máximo de oxigênio. Predominância aeróbica na execução de atividades. Estes fatores surgidos em resposta ao expressivo número de óbitos, decorrentes das doenças cardiovasculares, foram fatores incluídos, na década de 1970, no conceito de fitness físico. A partir de agora, vamos especificar melhor cada um desses fatores. Composição corporal A composição corporal consiste basicamente em identificar percentagens relativas de tecidos de gordura e sem gordura do corpo. De acordo com Howley et al. (2000), a per- 310

12 fitness, Saúde e Qualidade de Vida centagem do peso total, composto de tecido de gordura, é definida como % de gordura, e o peso de tecidos sem gordura e lipídios essenciais para sustentação da vida, como massa corporal magra. Segundo Nieman (1999), a composição corporal divide-se em massa corporal magra, composta predominantemente de músculos e ossos, pele, água e sangue; e em massa gorda, composta de estoques de gordura, incluindo o tecido adiposo. A quantidade de gordura corporal existe em dois locais: gordura essencial e gordura de reserva. A primeira é a gordura acumulada na medula dos ossos e no coração, nos pulmões, fígado, baço, rins, intestinos, músculos e no sistema nervoso central e é necessária para o funcionamento fisiológico normal. A segunda é a gordura de reserva que consiste na gordura acumulada no tecido adiposo (MCARDLLE, 1991). Segundo o American College of Sport Medicine (1998), somente a atividade física sem restrição calórica (dieta) tem um modesto efeito sobre a massa corporal total e massa gorda. Para perda de peso, deve-se associar a atividade física diária a uma alimentação balanceada, já que o exercício físico otimiza o déficit de energia causado pela dieta, conforme afirmam Smith et al. (2000). Já está provado que um estilo de vida sedentário contribui para o excesso de peso e para a obesidade (TREAMBLAY et al., 1999; JEBB & MOORE, 1999; THOMPSON et al., 1999; VOTROBA, HORVITZ & SCHOELER, 2000), mesmo assim, a maior parte das pessoas que está tentando perder peso não adota uma prática regular de atividade física (GORDON et al., 2000). Estudos mostram que pessoas que assistem muito televisão tendem a ser mais gordas do que aquelas que assistem menos (MCCREARY & SADAVA, 1999). A perda de peso induzida pelo aumento da atividade física diária sem restrição calórica reduz substancialmente a obesidade (principalmente na região abdominal), além de prevenir o aumento de peso (BLAIR & BOUCHARD, 1999; TREAMBLAY, 1999; ROSS et al., 2000). A atividade física diária também mantém os estoques de gordura baixos, devido à oxidação gerada pelo exercício (KRIKETOS et al., 2000), além de reduzir a resistência à insulina e melhorar a intolerância à glicose, em pessoas obesas (KELLEY & GOODPASTER, 1999). A valorização da composição corporal para o fitness físico deve-se ao aumento significativo de adultos obesos nos últimos anos. A obesidade é o maior problema de saúde pública neste início do século 21 (Kennedy et al, 1995). Toda semana novos relatos aparecem na literatura científica e na mídia demonstrando que a prevalência de sobrepeso e obesidade vem aumentando em diferentes países, o que deixa a impressão que toda a população está se tornando cada vez mais obesa. A palavra obesidade é derivada de ab (super) e edere (comer), contudo as alterações metabólicas e funcionais associadas à obesidade não estão relacionadas somente aos hábitos alimentares, mas a parâmetros multifatoriais como herança genética, fatores socioculturais e psicológicos e inatividade física (FISBERG, 2004). 311

13 Segundo Flegal et al (2005), mais de 50% da população americana está com sobrepeso e aproximadamente 20% é obesa. E isto não ocorre somente em países industrializados. No mundo, em média 250 milhões de pessoas são obesas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem uma estimativa que em 2025, 300 milhões de pessoas serão obesas. A prevalência de obesidade é elevada na maioria dos países da América Latina. No Brasil, 35% da população apresenta sobrepeso ou obesidade (FILOZOF et al., 2001). A obesidade pode ser classificada como uma doença plurimetabólica, por existir contemporaneamente com a hipertensão, hiperlipidemia e diabetes. Porém, a prevalência de obesidade em algumas regiões geográficas está relacionada a um complexo crônico e multifatorial que inclui interações genéticas, fisiológicas, comportamentais, culturais e ambientais que tem um impacto significativo na saúde, bem estar psicosocial, longevidade e qualidade de vida (INELMAN et al., 2003; KOLOTKIN et al., 2001). Fagherazzi (2008) realizou um estudo retrospectivo analítico observacional com 30 indivíduos, fisicamente ativos, portadores de doenças cardiovasculares, e/ou portadores de fatores de risco desencadeantes dessas doenças. Ao final deste estudo foi possível concluir, a associação da dieta com o exercício físico apresentou maiores benefícios sobre os níveis séricos de HDL, LDL, colesterol total e triglicerídeos. Na epidemia das doenças crônico-degenerativas, a atividade física surge como um meio de promoção da saúde. Estudos epidemiológicos demonstram a prática regular de exercícios como fator de proteção à saúde devido ao melhor funcionamento cardiovascular e metabólico, mudança na composição corporal, preservação da massa óssea, melhora neuromuscular e bem-estar psicológico (ACSM, 2003). O exercício físico é extremamente importante na prevenção das doenças associadas a idade como diabetes tipo 2, arteriosclerose, hipertensão e osteoporose; aumenta as habilidades funcionais em idosos pela melhora da função muscular e influencia no sistema imunológico (BRUUNSGAARD; PERSERSEN, 2000; KYLE et al., 2001). Como o conteúdo adiposo de um indivíduo, em geral, é avaliado pelo percentual de gordura corporal, surge a necessidade de um controle efetivo deste componente do fitness físico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica a antropometria como método mais útil para identificar pessoas obesas, pois é mais barato, não invasivo, universalmente aplicável e com boa aceitação pela população. Anthropo (humano) metron (medida). A antropometria é a ciência que estuda e avalia as medidas de tamanho, peso e proporções do corpo humano. Dentro desta ciência encontramos medidas de peso e altura, diâmetros e comprimentos ósseos, espessuras de dobras cutâneas, circunferências e alguns índices que avaliam o risco de desenvolver doenças (MONTEIRO; FERNANDES FILHO, 2002). Dentre estes índices está o índice de massa corporal (IMC), o índice de relação cintura e quadril (IRCQ) e o índice de obesidade (IO). Atualmente o índice mais utilizado para avaliar a normalidade do peso corporal de um indivíduo e identificar pessoas obesas é o IMC, calculado dividindo a massa corporal (kg) pela estatura ao quadrado (m2), desenvolvido no século passado pelo matemático belga Lambert Adolphe Jacques Quetelet (ABRANTES et al., 2003). A importância deste índice reside em sua relação curvilínea com a relação de mortalidade devida a todas as causas; à medida que o IMC aumenta através de toda a gama de um peso excessivo, moderado e 312

14 fitness, Saúde e Qualidade de Vida acentuado, o mesmo ocorre com o aumento do risco para complicações cardiovasculares (incluindo hipertensão e acidente vascular cerebral AVC), certos cânceres, diabetes, cálculos vesiculares, osteoartrite e doença renal. Com base na associação entre doença e obesidade, a OMS estabelece para avaliação da população adulta o seguinte índice e sua classificação (WHO, 2004). Tabela 1 - Classificação IMC Classificação IMC Magreza grave < 16.0 Magreza moderada Magreza leve Adequado Sobrepeso Obesidade grau I Obesidade grau II > 40.0 Em adultos jovens, valores entre 20 e 25 kg/m² são tidos como limites desejáveis para o índice de massa corporal. Contudo, com a idade, esses limites tendem a aumentar discretamente, alcançando valores por volta de 27 kg/m² (FERNANDES FILHO, 1999; GUE- DES; GUEDES, 2006). O National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES), em 1991, classifica indivíduos obesos do gênero masculino com IMC > 27.8 e indivíduos obesos do gênero feminino com IMC >27.3. Tratando-se dos riscos da saúde global, a distribuição da gordura corporal periférica tornase extremamente relevante. O acúmulo de gordura excessiva na região abdominal, também chamado de formato de maçã, de padrão andróide ou obesidade central, é mais perigosa do que a acumulada na região glúteo-femoral, chamado de padrão ginecóide, obesidade periférica ou formato de pêra. A gordura abdominal excessiva reflete um perfil metabólico alterado e está associada com riscos elevados de doença arterial coronariana, hipertensão e diabetes. Figura 7 - Distribuição da Gordura Corporal O índice da relação cintura e quadril (IRCQ) é rápido, fácil e eficiente em identificar pessoas com riscos de saúde elevados devido à gordura abdominal. O IRCQ é simplesmente a circunferência da cintura dividida pela circunferência do quadril. Deve-se medir a circunferência da cintura na linha do umbigo estando na posição em pé e relaxado e a circunferência do quadril, sobre as nádegas onde a circunferência é maior. O índice superior a

15 em homens jovens e 0.82 em mulheres jovens apresenta risco à saúde. Para indivíduos com idade entre anos, os valores de IRCQ são maiores que 1.03 para homens e 0.90 para mulheres com a mesma classificação de risco (GUEDES; GUEDES, 2006). Também existe uma variação do IRCQ para somente a circunferência de cintura (CC) como indicador da obesidade central, tendo como valores referenciais para homens e mulheres, respectivamente, circunferência superior a 102 e 88 cm (ACMS, 2003). Figura 8 - Índice da relação cintura e quadril (IRCQ) O IO, índice de obesidade, é bastante utilizado e consiste na inter-relação entre o peso e a altura obtidos da população-amostra e aqueles valores referenciais, ou seja, tabelas previstas para peso e altura, calculados por sexo e idade, onde os indivíduos podem ser classificados, por meio dos percentis, como de baixo peso, normal, sobrepeso e obeso (FISBERG, 2004). Quadro 1 - Índice de obesidade IO = Peso atual (kg) / altura atual (cm) = A IO = Peso médio para idade (kg) / altura média para idade (cm) = B IO = A / B x 100 Resultado: 91% e 110% (peso normal) 111% e 120% (sobrepeso) acima de 120% (obesidade) Numa síntese do panorama geral, observa-se uma unanimidade na utilização dos indicadores antropométricos de IMC e IRCQ. Em relação às alterações metabólicas associadas à obesidade em idosos apresentam-se sexo-dependente, com maior prevalência em mulheres idosas. Estas doenças, diagnosticadas num indivíduo idoso, geralmente não admitem cura e, se não forem devidamente tratadas ao longo dos anos, tendem a apresentar complicações e sequelas que comprometem a independência e autonomia do paciente (RAMOS, 2003). A utilização de indicadores antropométricos para avaliação da composição corporal na detecção do sobrepeso e obesidade, e análise das alterações metabólicas associadas à obesidade em idosos, faz-se necessária na perspectiva de envelhecer com melhor qualidade de vida. O que significa pensar a saúde de forma integral, com efetivação de políticas de saúde voltadas para este grupo que busca o envelhecimento com saúde, dignidade, autonomia e independência. A composição corporal é parte fundamental do condicionamento físico de um indivíduo, tornando-se, portanto, um dos componentes mais importantes do fitness físico. A epidemia de obesidade que assola, atualmente, o mundo, faz com que sejam incentivadas sobremodo as pesquisas sobre a melhor forma de combatê-la. Certamente, uma dessas opções consiste em se determinar qual é a intensidade de exercício aeróbico mais adequada para maximizar o emagrecimento. 314

16 fitness, Saúde e Qualidade de Vida Já era de conhecimento da fisiologia que o maior percentual de utilização de gordura se situa aproximadamente aos 30% do VO 2 máx., porém, nesta intensidade, o consumo calórico é muito baixo, o que acarreta um pequeno consumo de gordura. Buscando resolver o problema de determinar qual o nível ideal dos exercícios aeróbicos para emagrecimento, a ciência chegou ao fatmax, que é a intensidade de exercício na qual é observada a mais alta taxa de oxidação de gordura, e à zona de fatmax, que é a região com margens de 10% acima e abaixo do fatmax (HOWLEY, 2003; JEUKENDRUP & ACHTEN, 2001). Uma visualização do fatmax pode ser feita observando-se o gráfico abaixo. Gráfico 1 - Curva do fatmax Fat oxidation (g min -1 ) Fatmax VO 2 (L min 1 ) Recentemente, o fatmax foi determinado por Achten, Gleeson e Jeukendrup (2002) como sendo de 64 ± 4% VO 2 máx. ou 74 ± 3% FCmáx. e a zona de fatmax, de 55 ± 3% a 72 ± 4 % VO 2 máx. Para utilizar o fatmax, devem ser tomadas as seguintes medidas: 1 o passo: determinação do VO 2 máx. Podem ser utilizados diversos protocolos como, por exemplo, o Step Test (MCARDLLE & KATCH, 1991): 24 subidas descidas/min a) banco de 40,6 cm de altura 22 subidas descidas/min 315

17 Figura 8 - Step test. posição inicial subir subir descer descer b) 3 min exercício aferir o pulso após 5 segundos de término do exercício, em 15 segundos x 4 = bpm. VO 2 = 111,33 (0,42 x FC) VO 2 = 65,81 (0,1847 X fc) (em ml, kg -1, min -1 ). 2 o passo: determinação do VO 2 t Como não existe consumo zero de oxigênio, in vivo, (o mínimo é 1 MET = 3,5 ml. kg -1. min -1 ), não é correto aplicar diretamente a percentagem desejada sobre o VO 2 máx. Este tipo de procedimento subestimaria a intensidade do exercício. O correto seria fazer: [% intensidade (n o decimais) x 350] + VO 2 máx. x VO 2 máx. (em ml, kg -1. min -1 ). VO 2 t= o passo: determinação do tempo de duração do exercício. O tempo é o disponível para treinamento ou, como recomendado, 40 minutos. 4 o passo: cálculo da distância a ser percorrida (D), se a prescrição for para corrida ou caminhada. VO 2 t- 3,5 D (em metros) = x T 0,2 Fitness cardiorrespiratório Para se aquilatar o estado de fitness físico de um indivíduo, é importante verificar principalmente o funcionamento dos sistemas cardiocirculatório e respiratório, pois a capacidade do organismo de levar oxigênio e nutrientes a todos os órgãos, aparelhos e músculos é essencial aos fenômenos biológicos e à manutenção da vida. 316

18 fitness, Saúde e Qualidade de Vida Fernandes e Nieman (1999) definem a capacidade cardiorrespiratória como a habilidade de realizar atividades físicas, de caráter dinâmico, que envolvam grande massa muscular com intensidade de moderada a alta, por períodos prolongados de tempo, sendo dependente do estado funcional dos sistemas respiratório, cardiovascular, muscular e suas relações fisiológico-metabólicas, e de um bom sanguíneo periférico. A aptidão cardiorrespiratória de qualquer indivíduo refere-se à capacidade funcional de seu sistema de absorção, transporte, entrega e utilização de oxigênio aos tecidos durante os exercícios físicos, podendo ser aprimorada através de exercícios físicos específicos. Nos esforços contínuos e prolongados, o sistema energético predominante é o aeróbico que, para funcionar adequadamente, necessita de um eficiente sistema cardiovascular, ou seja, depende de uma boa capacidade respiratória celular. Na prática, o condicionamento cardiorrespiratório é observado pelo nível de treinamento obtido pela qualidade física resistência aeróbica. Tubino (1973) define a resistência aeróbica como a capacidade do indivíduo de sustentar um exercício, realizado com intensidade baixa a moderada e longa duração, onde a energia necessária para a realização do exercício provém, principalmente, do metabolismo oxidativo. Dentre as alterações biológicas que acompanham o treinamento da resistência aeróbica, McArdlle (1991) cita algumas adaptações relacionadas ao transporte e à utilização do oxigênio: aumento da capacidade mitocondrial em gerar ATP por fosforilação oxidativa; maior capacidade mitocondrial de captação de oxigênio e aumento no tamanho e número das mitocôndrias; aumento na capacidade do músculo treinado de mobilizar e oxidar gorduras e carboidratos; adaptações metabólicas nos diferentes tipos de fibras musculares e hipertrofia seletiva das diferentes fibras musculares, num treinamento com sobrecarga específica. Quanto às alterações cardiorrespiratórias provocadas pelo treinamento aeróbico, as mais comuns são: hipertrofia cardíaca; redução da frequência cardíaca e pressão arterial; aumento no volume de ejeção; aumento no volume sanguíneo e na concentração total de hemoglobina; maior densidade capilar e hipertrofia dos musculosesqueléticos e acréscimos nos volumes respiratórios que incrementam os aumentos no VO 2 máximo (FOSS et al., 2000). O treinamento da resistência aeróbica também produz alterações na redução do percentual de gordura e do peso corporal total; redução no colesterol do tipo de lipoproteína de densidade muito baixa (VLDL), diminuindo, consequentemente, o risco de coronariopatia; aclimatação ao calor mais rápida e fácil; hipertrofia do córtex adrenal, propiciando uma alta na produção e armazenamento de corticóides; aumento na produção de linfócitos, responsáveis pela formação de anticorpos, de acordo com Dantas (2003). As respostas dos sistemas biológicos do treinamento físico aeróbico são influenciadas pelo tipo, intensidade, frequência e duração da atividade, e dependem dos objetivos a serem alcançados com o treinamento, levando em conta as limitações de indivíduos sedentários como disfunções ósseas, neuromusculares e cardiorrespiratórias. Em decorrência da repetição de séries de exercícios durante dias, semanas ou meses, surgem alterações fisiológicas e bioquímicas, o que leva à melhora no desempenho de tarefas específicas. A resposta adaptativa do sistema aeróbico, como em todos os sistemas de transferência de energia, está relacionada diretamente à intensidade e à duração dos exercícios. 317

19 Baseando-se nestes princípios, o American College of Sport Medicine (2007) determinou a quantidade de exercício necessária para melhorar o fitness cardiorrespiratório: adultos saudáveis devem exercitar-se de três a cinco vezes por semana, numa intensidade de treinamento entre 55% ou 65% a 90% da frequência cardíaca máxima; a duração do treinamento pode ser de 20 a 60 minutos contínuos ou intervalados, através de períodos de 10 minutos acumulados ao longo do dia. Fitness neuromuscular O fitness neuromuscular foi incluído no fitness físico em 1990 pelo American College of Sport Medicine, devido à necessidade da manutenção da harmonia por uma população progressivamente não velha (FEIGENBAUM & POLLOCK, 1999). Figura 9 - Fitness neuromuscular. Força dinâmica Resistência muscular localizada Volume muscular fisiologicamente adequado e esteticamente agradável. Capacidade de vencer resistências com uma contração muscular. Possibilidade de realização de movimentos repetitivos. O fitness neuromuscular representa o nível de desenvolvimento que a pessoa possui em relação à força e à resistência muscular, à flexibilidade, ao destensionamento da musculatura e às habilidades motoras de coordenação, agilidade e equilíbrio; não representa, necessariamente, capacidade atlética ou desportiva, mas, sim, a aptidão do organismo para as atividades normais diárias. Devemos ser capazes de mover o corpo de um lugar para o outro, de empurrar, puxar, pegar, carregar, enfim, de realizar tarefas peculiares relacionadas ao trabalho ou ao ambiente doméstico. Para isso, o American College of Sport Medicine (1998) e todas as associações relacionadas à promoção de saúde e à qualidade de vida, priorizam as qualidades físicas, tais como força, resistência muscular localizada e flexibilidade como principais componentes do fitness neuromuscular. A inclusão do treinamento contrarresistência (força e RML resistência muscular localizada) em guias e manuais de diversas instituições de saúde, como a American Heart Association (1992) e o Surgeon General, é relativamente recente. Feigenbaum e Polllock (1999) traçam uma retrospectiva da aceitação do treinamento contrarresistência na aquisição do fitness físico e melhoria da qualidade de vida. Segundo estes autores, essa forma de exercício foi primeiramente utilizada por médicos do exército, após a Segunda Guerra Mundial, em programas de reabilitação ortopédica que, devido ao seu sucesso, obtiveram aceitação na comunidade médica. Desta época até os anos 1970, foram realizados vários estudos sobre os trabalhos de força e RML, incluindo-os como parte de programas bem estruturados de aptidão física, juntamente com os exercícios aeróbicos. Porém, com a crescente pesquisa epidemiológica, por volta de 1970, reforçando a importância e a relação entre programas aeróbicos e doenças cardiovasculares, houve um declínio nas investigações sobre treinamento contrarresistência e seus efeitos sobre a saúde. Novos estudos, em meados dos anos 1980, 318

20 fitness, Saúde e Qualidade de Vida com relação à quantidade e qualidade do treinamento de força e RML, necessárias à melhoria da capacidade funcional, acabaram fazendo com que o American College of Sport Medicine incluísse, a partir de 1990, esta modalidade em seu posicionamento oficial. Pollock e Evans (1999) esclarecem os padrões mínimos a serem seguidos na elaboração de um treinamento contrarresistência: uma série contendo de 8 a 10 exercícios diferentes para os principais grupos musculares, de dois a três dias por semana. Cada exercício deve ser repetido de 8 a 12 vezes, com maior esforço para os indivíduos jovens do que para pessoas idosas ou cardíacas, que devem se exercitar moderadamente com 10 a 15 repetições. A força pode ser definida como a capacidade máxima que o músculo possui de suportar uma sobrecarga, enquanto que a RML é a condição que a musculatura apresenta de reagir a tensões submáximas, durante longo período. Sabe-se atualmente que bons índices de força e RML auxiliam na prevenção de problemas posturais e de lesões musculoarticulares (WARBURTON et al., 2001). Para aprimorar a resistência muscular, é necessário um maior número de repetições com menor sobrecarga, objetivando que a musculatura trabalhe durante mais tempo, sem ocorrência de fadiga (MONTEIRO, 1998, p. 101). O mesmo autor prescreve, para melhoria da força, sobrecargas acima daquelas que o músculo normalmente suporta, com número de repetições entre 6 e 12. Segundo McArdlle (1991), Alter (1999) e Barbanti (1994), força é a capacidade de exercer tensão contra uma resistência que ocorre por meio de diferentes ações musculares. A qualidade física força dinâmica pode ser manifestada através da força absoluta (valor máximo de força realizada num determinado movimento) e da força relativa, quociente entre a força absoluta e o peso corporal de uma pessoa (DANTAS, 2003). A força muscular é influenciada pelo número e tipo de unidades motoras ativadas, pelo tamanho do músculo, pelo comprimento inicial do músculo, quando ativado, e pela velocidade de contração. Segundo Sale et al. (1990), o treinamento da força consiste relativamente em pequenos números de contrações máximas ou próximas da força máxima, aumentando o período de resistência, pequeno (4-6 min) e longo (60-90 min), incrementando a força aeróbica máxima e a atividade enzimática oxidativa. O aumento excessivo da força muscular pode ser explicado de acordo com as modificações fisiológicas provocadas pela hipertrofia muscular (PLOUTZ et al., 1994). Maughan et al. (2000) citam algumas adaptações musculares ao treinamento de força: hipertrofia das fibras musculares; aumento da área transversa do músculo; aumento do conteúdo de fosfocreatina e do glicogênio; aumento da capacidade glicolítica; aumento da capacidade de exercício de força e de alta intensidade; diminuição da densidade mitocondrial e melhoria da capacidade de tamponamento muscular. Alguns estudos demonstram que o treinamento de força também ajuda na modificação dos fatores de riscos cardíacos através da melhora na composição corporal e no tempo de exercício com rotina máxima (BENIAMINI et al., 1999). Vale lembrar que a melhoria na força muscular, pelo menos durante as primeiras semanas de um programa de treinamento de força, é devida à facilitação neural que acarreta ativação completa das unidades motoras e dos grupos musculares, uma vez que os aumentos 319

ARTIGO FITNESS, SAÚDE, WELLNESS E QUALIDADE DE VIDA. Estélio Henrique Martin Dantas* FITNESS - A ECOLOGIA DO CORPO

ARTIGO FITNESS, SAÚDE, WELLNESS E QUALIDADE DE VIDA. Estélio Henrique Martin Dantas* FITNESS - A ECOLOGIA DO CORPO ARTIGO FITNESS, SAÚDE, WELLNESS E QUALIDADE DE VIDA Estélio Henrique Martin Dantas* FITNESS - A ECOLOGIA DO CORPO O primeiro registro cuja linha de raciocínio se identifica com a do presente trabalho deve

Leia mais

ATIVIDADE FÍSICA, APTIDÃO FÍSICA, SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA

ATIVIDADE FÍSICA, APTIDÃO FÍSICA, SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA ATIVIDADE FÍSICA, APTIDÃO FÍSICA, SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA Revolução industrial Antes da revolução industrial as pessoas eram mais ativas porque viviam constantemente se movimentando no trabalho na escola,

Leia mais

24 motivos. academia. para entrar na

24 motivos. academia. para entrar na para entrar na academia Mais um ano se inicia e com ele chegam novas perspectivas e objetivos. Uma das principais promessas feitas é deixar o sedentarismo de lado e entrar na academia! Nesta época é comum

Leia mais

Saúde: Possivelmente, se perguntarmos a todos os nossos amigos e familiares quais são seus desejos para uma vida satisfatória...

Saúde: Possivelmente, se perguntarmos a todos os nossos amigos e familiares quais são seus desejos para uma vida satisfatória... Atualmente, verificamos em programas de TV, nas revistas e jornais e em sites diversos na internet, uma grande quantidade de informações para que as pessoas cuidem da sua saúde. Uma das recomendações mais

Leia mais

AUMENTO DRAMÁTICO DO INTERESSE E PARTICIPAÇÃO DE CRIANÇAS NO ESPORTE DE ALTO NÍVEL

AUMENTO DRAMÁTICO DO INTERESSE E PARTICIPAÇÃO DE CRIANÇAS NO ESPORTE DE ALTO NÍVEL AUMENTO DRAMÁTICO DO INTERESSE E PARTICIPAÇÃO DE CRIANÇAS NO ESPORTE DE ALTO NÍVEL NECESSIDADE DO MELHOR CONHECIMENTO EM ÁREAS COMO: CRESCIMENTO NORMAL, DESENVOLVIMENTO, EFEITOS DO EXERCÍCIO EM CRIANÇAS

Leia mais

ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE

ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE Ridailda de Oliveira Amaral * RESUMO A atividade física e o exercício foram reconhecidos formalmente como fatores que desempenham um papel essencial no aprimoramento da saúde e

Leia mais

VALÊNCIAS FÍSICAS. 2. VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO: Tempo que é requerido para ir de um ponto a outro o mais rapidamente possível.

VALÊNCIAS FÍSICAS. 2. VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO: Tempo que é requerido para ir de um ponto a outro o mais rapidamente possível. VALÊNCIAS FÍSICAS RESISTÊNCIA AERÓBICA: Qualidade física que permite ao organismo executar uma atividade de baixa para média intensidade por um longo período de tempo. Depende basicamente do estado geral

Leia mais

REVISÃO E AVALIAÇÃO DA UNIDADE

REVISÃO E AVALIAÇÃO DA UNIDADE REVISÃO E AVALIAÇÃO DA UNIDADE Adolescência 11 aos 20 anos Mudanças: Amadurecimento biológico Sexual Psicológico Social Características Adolescência Mudança de interesses Conflitos com a família Maior

Leia mais

A importância da Atividade Física

A importância da Atividade Física A importância da Atividade Física Introdução Mas o que é atividade física? De acordo com Marcello Montti, atividade física é definida como um conjunto de ações que um indivíduo ou grupo de pessoas pratica

Leia mais

A criança, o adolescente e a prática de atividades físicas

A criança, o adolescente e a prática de atividades físicas Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira A criança, o adolescente e a prática de atividades físicas A juventude americana não participa de

Leia mais

Educação Física 1.ª etapa- 9. o ano

Educação Física 1.ª etapa- 9. o ano Educação Física 1.ª etapa- 9. o ano CONHECENDO MEU CORPO DURANTE O EXERCÍCIO DESCUBRA PORQUE É TÃO IMPORTANTE ACOMPANHAR OS BATIMENTOS CARDÍACOS ENQUANTO VOCÊ SE EXERCITA E APRENDA A CALCULAR SUA FREQUÊNCIA

Leia mais

Disciplina: FISIOLOGIA CELULAR CONTROLE DA HOMEOSTASE, COMUNICAÇÃO E INTEGRAÇÃO DO CORPO HUMANO (10h)

Disciplina: FISIOLOGIA CELULAR CONTROLE DA HOMEOSTASE, COMUNICAÇÃO E INTEGRAÇÃO DO CORPO HUMANO (10h) Ementário: Disciplina: FISIOLOGIA CELULAR CONTROLE DA HOMEOSTASE, COMUNICAÇÃO E INTEGRAÇÃO DO CORPO HUMANO (10h) Ementa: Organização Celular. Funcionamento. Homeostasia. Diferenciação celular. Fisiologia

Leia mais

Documento Técnico A Actividade Física e a Promoção da Saúde na 3ª Idade

Documento Técnico A Actividade Física e a Promoção da Saúde na 3ª Idade Documento Técnico A Actividade Física e a Promoção da Saúde na 3ª Idade DIVISÃO DESPORTO - CME A Actividade Física e a Promoção da Saúde na 3ª Idade 1.1. Conceito de Saúde Segundo a Organização Mundial

Leia mais

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO(ESPECIALIZAÇÃO)

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO(ESPECIALIZAÇÃO) CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO(ESPECIALIZAÇÃO) APRESENTAÇÃO, Os Cursos de Pós-Graduação da Faculdade La Salle de Manaus estão amparados pelo Art.34 de seu Regimento Interno

Leia mais

EXERCÍCIO FÍSICO: ESTRATÉGIA PRIORITÁRIA NA PROMOÇÃO DA SAÚDE E DA QUALIDADE DE VIDA.

EXERCÍCIO FÍSICO: ESTRATÉGIA PRIORITÁRIA NA PROMOÇÃO DA SAÚDE E DA QUALIDADE DE VIDA. 1 EXERCÍCIO FÍSICO: ESTRATÉGIA PRIORITÁRIA NA PROMOÇÃO DA SAÚDE E DA QUALIDADE DE VIDA. Tales de Carvalho, MD, PhD. tales@cardiol.br Médico Especialista em Cardiologia e Medicina do Esporte; Doutor em

Leia mais

SUMÁRIO OBESIDADE...4 OBESIDADE EM ADULTOS...5 PREVENÇÃO...6 EM BUSCA DO PESO SAUDÁVEL...7 TRATAMENTO...9 CUIDADOS DIÁRIOS COM A ALIMENTAÇÃO...

SUMÁRIO OBESIDADE...4 OBESIDADE EM ADULTOS...5 PREVENÇÃO...6 EM BUSCA DO PESO SAUDÁVEL...7 TRATAMENTO...9 CUIDADOS DIÁRIOS COM A ALIMENTAÇÃO... 2 SUMÁRIO OBESIDADE...4 OBESIDADE EM ADULTOS...5 PREVENÇÃO...6 EM BUSCA DO PESO SAUDÁVEL...7 TRATAMENTO...9 CUIDADOS DIÁRIOS COM A ALIMENTAÇÃO...12 OUTROS HÁBITOS SAUDÁVEIS...14 ATIVIDADE FÍSICA...14 CUIDADOS

Leia mais

Atividade Física e Saúde na Escola

Atividade Física e Saúde na Escola Atividade Física e Saúde na Escola *Eduardo Cardoso Ferreira ** Luciano Leal Loureiro Resumo: Atividade física pode ser trabalhada em todas as idades em benefício da saúde. O objetivo do artigo é conscientizar

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA DISCIPLINA: FISIOLOGIA HUMANA EXERCÍCIO FÍSICO PARA POPULAÇÕES ESPECIAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA DISCIPLINA: FISIOLOGIA HUMANA EXERCÍCIO FÍSICO PARA POPULAÇÕES ESPECIAIS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA DISCIPLINA: FISIOLOGIA HUMANA EXERCÍCIO FÍSICO PARA POPULAÇÕES ESPECIAIS Prof. Mestrando: Marcelo Mota São Cristóvão 2008 POPULAÇÕES ESPECIAIS

Leia mais

As Atividades físicas suas definições e benefícios.

As Atividades físicas suas definições e benefícios. As Atividades físicas suas definições e benefícios. MUSCULAÇÃO A musculação, também conhecida como Treinamento com Pesos, ou Treinamento com Carga, tornou-se uma das formas mais conhecidas de exercício,

Leia mais

A MULHER E A ATIVIDADE FÍSICA

A MULHER E A ATIVIDADE FÍSICA A MULHER E A ATIVIDADE FÍSICA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA DEFICIENTE DIFICULDADES METODOLÓGICAS SEXO FRÁGIL (????) PARTICIPAÇÃO REDUZIDA EQUIPARAÇÃO DE RENDIMENTO CARACTERÍSTICAS GERAIS DO SEXO FEMININO

Leia mais

EXERCÍCIOS RESISTIDOS. Parte I

EXERCÍCIOS RESISTIDOS. Parte I EXERCÍCIOS RESISTIDOS Parte I DESEMPENHO MUSCULAR Capacidade do músculo realizar trabalho. Elementos fundamentais: Força Potência muscular Resistência à fadiga FATORES QUE AFETAM O DESEMPENHO MUSCULAR

Leia mais

TREINAMENTO DA FLEXIBILIDADE

TREINAMENTO DA FLEXIBILIDADE TREINAMENTO DA FLEXIBILIDADE O treinamento da flexibilidade pode ser realizado de duas formas: alongamento e flexionamento. ALONGAMENTOS No caso do alongamento, o objetivo é se mobilizar a articulação

Leia mais

Questionário: Risco de ter diabetes

Questionário: Risco de ter diabetes Questionário: Risco de ter diabetes ATENÇÃO! Este questionário não deve ser aplicado a gestantes e pessoas menores de 18 anos. Preencha o formulário abaixo. Idade: anos Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino

Leia mais

SAÚDE. Apresentação do tema: Saúde. É um completo bem estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença ou enfermidade.

SAÚDE. Apresentação do tema: Saúde. É um completo bem estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença ou enfermidade. Apresentação do tema: Saúde É um completo bem estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença ou enfermidade. 1.Desenvolvimento das Capacidades Motoras - Resistência - Força - Velocidade

Leia mais

Mais saúde, menos stress

Mais saúde, menos stress iate especial Mais saúde, menos stress conheça Os BenefÍcIOs DA prática esportiva e AprOveIte para escolher A MODALIDADe IDeAL por JOãO rodrigues Um dos maiores diferenciais da Academia do Iate Clube de

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA PRÁTICA DE UMA ATIVIDADE FÍSICA REGULAR NA PROFISSÃO BOMBEIRO MILITAR

A IMPORTÂNCIA DA PRÁTICA DE UMA ATIVIDADE FÍSICA REGULAR NA PROFISSÃO BOMBEIRO MILITAR A IMPORTÂNCIA DA PRÁTICA DE UMA ATIVIDADE FÍSICA REGULAR NA PROFISSÃO BOMBEIRO MILITAR Jacques Douglas ROMÃO 1 RESUMO Na profissão Bombeiro Militar, muitas das atividades profissionais realizadas no dia

Leia mais

Relação entre atividade física, saúde e qualidade de vida. Notas Introdutórias

Relação entre atividade física, saúde e qualidade de vida. Notas Introdutórias 1 / 3 Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Relação entre atividade física, saúde e qualidade de vida. Notas Introdutórias Luís Otávio Teles

Leia mais

REVISTA DA UFG - Tema MELHOR IDADE Órgão de divulgação da Universidade Federal de Goiás - Ano V, No. 2, dezembro de 2003

REVISTA DA UFG - Tema MELHOR IDADE Órgão de divulgação da Universidade Federal de Goiás - Ano V, No. 2, dezembro de 2003 REVISTA DA UFG - Tema MELHOR IDADE Órgão de divulgação da Universidade Federal de Goiás - Ano V, No. 2, dezembro de 2003 GOYAZ, M. - Vida ativa na melhor idade. Revista da UFG, Vol. 5, No. 2, dez 2003

Leia mais

FACULDADE DE MEDICINA DO ABC MANTIDA PELA FUNDAÇÃO DO ABC EXAMES REALIZADOS NOS ÁRBITROS DA DO ABC FMABC

FACULDADE DE MEDICINA DO ABC MANTIDA PELA FUNDAÇÃO DO ABC EXAMES REALIZADOS NOS ÁRBITROS DA DO ABC FMABC RELATÓRIO DOS EXAMES REALIZADOS NOS ÁRBITROS DA FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL PELA FACULDADE DE MEDICINA DO ABC FMABC O Núcleo de Saúde no Esporte da Faculdade de Medicina do ABC FMABC, utilizando as suas

Leia mais

APRENDER A APRENDER EDUCAÇÃO FÍSICA DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES HOJE EU APRENDI. AULA: 5.2 Conteúdo: Atividade Física e Saúde

APRENDER A APRENDER EDUCAÇÃO FÍSICA DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES HOJE EU APRENDI. AULA: 5.2 Conteúdo: Atividade Física e Saúde A AULA: 5.2 Conteúdo: Atividade Física e Saúde A AULA: 5.2 Habilidades: Compreender os benefícios dos exercícios físicos na promoção da saúde e qualidade de vida A BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE A Benefícios

Leia mais

Programa de Controle de Peso Corporal

Programa de Controle de Peso Corporal 15 Programa de Controle de Peso Corporal Denis Marcelo Modeneze Mestre em Educação Física na Área de Atividade Física, Adaptação e Saúde na UNICAMP principal objetivo de desenvolver este tema com os alunos

Leia mais

Musculação, treinamento funcional, crossfit e pilates: como escolher o seu exercício ideal?

Musculação, treinamento funcional, crossfit e pilates: como escolher o seu exercício ideal? Polícia Militar do Estado de Goiás CPMG Nader Alves dos Santos Ano Letivo - 2015 4º BIMESTRE Colégio da Polícia Militar de Goiás -NAS Aluno (a): Nº Faça o que se pede. MODALIDADES EM ALTA CONTEÚDO SIMULADO

Leia mais

EXERCÍCIOS RESISTIDOS : Uma visão dentro da Escola

EXERCÍCIOS RESISTIDOS : Uma visão dentro da Escola EXERCÍCIOS RESISTIDOS : Uma visão dentro da Escola Professora Mestre em Ciências Escola de Educação Física e Esporte Universidade de São Paulo CONTEÚDO Conceitos básicos. Princípios biológicos do treinamento.

Leia mais

O modelo biomédico da medicina pode ser entendido partir do nível das respostas que dá às seguintes questões:

O modelo biomédico da medicina pode ser entendido partir do nível das respostas que dá às seguintes questões: Ogden, J.(1999). Psicologia da Saúde. Lisboa: Climepsi Editores, Capitulo 1. Capítulo 1. Uma Introdução a Psicologia da Saúde Antecedentes da Psicologia da Saúde O século XIX Foi no decorrer do século

Leia mais

Biomecânica. A alavanca inter-resistente ou de 2º grau adequada para a realização de esforço físico, praticamente não existe no corpo humano.

Biomecânica. A alavanca inter-resistente ou de 2º grau adequada para a realização de esforço físico, praticamente não existe no corpo humano. Biomecânica Parte do conhecimento da Ergonomia aplicada ao trabalho origina-se no estudo da máquina humana. Os ossos, os músculos, ligamentos e tendões são os elementos dessa máquina que possibilitam realizar

Leia mais

MÉTODOS DE TREINAMENTO INTERVALADOS 2 COMPONENTES DO MÉTODO DE TREINO INTERVALADO

MÉTODOS DE TREINAMENTO INTERVALADOS 2 COMPONENTES DO MÉTODO DE TREINO INTERVALADO MÉTODOS DE TREINAMENTO INTERVALADOS 1 INTRODUÇÃO O método de treino por intervalos caracteriza-se por exercícios onde o organismo é submetido a períodos curtos, regulares e repetidos de trabalho com períodos

Leia mais

A actividade física e o desporto: um meio para melhorar a saúde e o bem-estar

A actividade física e o desporto: um meio para melhorar a saúde e o bem-estar A actividade física e o desporto: um meio para melhorar a saúde e o bem-estar A actividade física e os desportos saudáveis são essenciais para a nossa saúde e bem-estar. Actividade física adequada e desporto

Leia mais

Autores: Cristina Somariva Leandro Jacson Schacht. SESI Serviço Social da Indústria Cidade: Concórdia Estado: Santa Catarina 27/10/2015

Autores: Cristina Somariva Leandro Jacson Schacht. SESI Serviço Social da Indústria Cidade: Concórdia Estado: Santa Catarina 27/10/2015 Autores: Cristina Somariva Leandro Jacson Schacht SESI Serviço Social da Indústria Cidade: Concórdia Estado: Santa Catarina 27/10/2015 REDUÇÃO DE PESO E CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL EM TRABALHADORES DA INDÚSTRIA

Leia mais

Sybelle de Araujo Cavalcante Nutricionista

Sybelle de Araujo Cavalcante Nutricionista Secretaria de Estado da Saúde - SESAU Superintendência de Assistência em Saúde SUAS Diretoria de Atenção Básica - DAB Gerência do Núcleo do Programa Saúde e Nutrição Sybelle de Araujo Cavalcante Nutricionista

Leia mais

Pós-graduação Lato-Sensu em Atividades Motoras para Promoção da Saúde e qualidade de Vida Escola de Educação Física de Caratinga.

Pós-graduação Lato-Sensu em Atividades Motoras para Promoção da Saúde e qualidade de Vida Escola de Educação Física de Caratinga. Pós-graduação Lato-Sensu em Atividades Motoras para Promoção da Saúde e qualidade de Vida Escola de Educação Física de Caratinga. ANÁLISE DE DADOS ANTROPOMÉTRICOS E MOTIVOS DA DESISTÊNCIA EM PRATICANTES

Leia mais

47 Por que preciso de insulina?

47 Por que preciso de insulina? A U A UL LA Por que preciso de insulina? A Medicina e a Biologia conseguiram decifrar muitos dos processos químicos dos seres vivos. As descobertas que se referem ao corpo humano chamam mais a atenção

Leia mais

Tricoscopia do couro cabeludo 10 DICAS

Tricoscopia do couro cabeludo 10 DICAS Tricoscopia do couro cabeludo 10 DICAS para sair do sedentarismo e INTRODUÇÃO De acordo com dados apurados em 2013 pelo Ministério da Saúde, 64% da população brasileira está com excesso de peso devido

Leia mais

Fisiologia Humana. Prof. Ms.Sandro de Souza

Fisiologia Humana. Prof. Ms.Sandro de Souza Prof. Ms.Sandro de Souza Existem 3 tipos de Tecido Muscular Liso Forma a parede de diversos órgãos. São constituídos de fibras fusiformes, mas muito mais curtas do que as fibras musculares esqueléticas:

Leia mais

Panorama Nutricional da População da América Latina, Europa e Brasil. Maria Rita Marques de Oliveira

Panorama Nutricional da População da América Latina, Europa e Brasil. Maria Rita Marques de Oliveira Panorama Nutricional da População da América Latina, Europa e Brasil Maria Rita Marques de Oliveira 1- MEIO AMBIENTE E PRODUÇÃO DE ALIMENTOS 2- ACESSO AOS ALIMENTOS 3- ALIMENTO SEGURO 4- PREVENÇÃO E CONTROLE

Leia mais

Em pleno novo milênio nossa sociedade aparece com uma

Em pleno novo milênio nossa sociedade aparece com uma 8 Epidemiologia da Atividade Física & Doenças Crônicas: Diabetes Dênis Marcelo Modeneze Graduado em Educação Física Mestre em Educação Física na Área de Atividade Física, Adaptação e Saúde-UNICAMP Em pleno

Leia mais

Teoria e Prática do Treinamento Aplicada na Corrida de Rua

Teoria e Prática do Treinamento Aplicada na Corrida de Rua Teoria e Prática do Treinamento Aplicada na Corrida de Rua Prof. Ricardo Freitas M.Sc. CREF 008822-G/MG. Formação Acadêmica Atuação Profissional Linha de Pesquisa E-mail: ricardo.dias@upe.pe.gov.br www.lifegroup.com.br

Leia mais

REPETIÇÃO MÁXIMA E PRESCRIÇÃO NA MUSCULAÇÃO

REPETIÇÃO MÁXIMA E PRESCRIÇÃO NA MUSCULAÇÃO Universidade Gama Filho REPETIÇÃO MÁXIMA E PRESCRIÇÃO NA MUSCULAÇÃO Ricardo Franklin de Freitas Mussi Marcos Aurélio Ferreira Dias Salvador Ba 2005 Ricardo Franklin de Freitas Mussi Marcos Aurélio Ferreira

Leia mais

10º Congreso Argentino y 5º Latinoamericano de Educación Física y Ciencias

10º Congreso Argentino y 5º Latinoamericano de Educación Física y Ciencias 10º Congreso Argentino y 5º Latinoamericano de Educación Física y Ciencias AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA DE IDOSAS PARTICIPANTES DE GRUPOS DE ATIVIDADES FÍSICAS PARA A TERCEIRA IDADE Liziane da Silva de Vargas;

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS

DIABETES MELLITUS. Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS DIABETES MELLITUS Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS Segundo a Organização Mundial da Saúde, existem atualmente cerca de 171 milhões de indivíduos diabéticos no mundo.

Leia mais

Considerada como elemento essencial para a funcionalidade

Considerada como elemento essencial para a funcionalidade 13 Epidemiologia e Flexibilidade: Aptidão Física Relacionada à Promoção da Saúde Gláucia Regina Falsarella Graduada em Educação Física na Unicamp Considerada como elemento essencial para a funcionalidade

Leia mais

Atualmente muito se tem ouvido falar e os estudos científicos. comprovam que a prática física diária é considerada um dos fatores

Atualmente muito se tem ouvido falar e os estudos científicos. comprovam que a prática física diária é considerada um dos fatores Atualmente muito se tem ouvido falar e os estudos científicos comprovam que a prática física diária é considerada um dos fatores que contribui efetivamente para uma melhor qualidade de vida do indivíduo.

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE CHOPINZINHO PR SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE GESTÃO 2012-2015

PREFEITURA MUNICIPAL DE CHOPINZINHO PR SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE GESTÃO 2012-2015 PREFEITURA MUNICIPAL DE CHOPINZINHO PR SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE GESTÃO 2012-2015 PROJETO TERCEIRA IDADE ATIVA EDUCADORAS FÍSICAS: LÍDIA POSSO SIMIONATO (responsável) ALANA M. C. KNAKIEWICZ (estagiária)

Leia mais

Sistema de Avaliação, Motivação e Prescrição de Treinamento

Sistema de Avaliação, Motivação e Prescrição de Treinamento Sistema de Avaliação, Motivação e Prescrição de Treinamento Nome: WALMAR DE HOLANDA CORREA DE ANDRADE Matrícula: 004905 Sexo: Masculino Data Avaliação Funcional: Idade: 31 anos Professor: Email: EURIMAR

Leia mais

CHEGUE ELEGANTE À PRAIA E TENHA MAIS SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA

CHEGUE ELEGANTE À PRAIA E TENHA MAIS SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA CHEGUE ELEGANTE À PRAIA E TENHA MAIS SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA Por Personal Trainer Rui Barros BENEFICIOS DO EXERCICIO FISICO E INFLUÊNCIA NA QUALIDADE DE VIDA: Os benefícios de um estilo de vida fisicamente

Leia mais

Congresso do Desporto Desporto, Saúde e Segurança

Congresso do Desporto Desporto, Saúde e Segurança Congresso do Desporto Desporto, Saúde e Segurança Projecto Mexa-se em Bragança Organização: Pedro Miguel Queirós Pimenta Magalhães E-mail: mexaseembraganca@ipb.pt Web: http://www.mexaseembraganca.ipb.pt

Leia mais

Coração Saudável! melhor dele?

Coração Saudável! melhor dele? As doenças cardiovasculares (DCV s) - incluem as doenças coronarianas e o acidente vascular cerebral (AVC) também conhecido como derrame afetam pessoas de todas as idades, até mesmo mulheres e crianças.

Leia mais

PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA

PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA CADERNO 1 LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES 1 - A duração da prova é de 3 horas, já incluído o tempo de preenchimento do cartão de respostas. 2 - O candidato que, na primeira

Leia mais

PRESCRIÇÃO DO TREINAMENTO PARA EMAGRECIMENTO. obesa envolve um plano de ação muito mais complexo, sendo prescrito de acordo com a condição

PRESCRIÇÃO DO TREINAMENTO PARA EMAGRECIMENTO. obesa envolve um plano de ação muito mais complexo, sendo prescrito de acordo com a condição PRESCRIÇÃO DO TREINAMENTO PARA EMAGRECIMENTO Em condições normais a obesidade deveria ser prevenida, porem o tratamento da pessoa obesa envolve um plano de ação muito mais complexo, sendo prescrito de

Leia mais

ARTIGO APRESENTADO NO 17 O CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA FIEP/2002-01-29 REALIZADO EM FOZ DO IGUAÇU DE 12 A 16 DE JANEIRO DE 2002

ARTIGO APRESENTADO NO 17 O CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA FIEP/2002-01-29 REALIZADO EM FOZ DO IGUAÇU DE 12 A 16 DE JANEIRO DE 2002 ARTIGO APRESENTADO NO 17 O CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA FIEP/2002-01-29 REALIZADO EM FOZ DO IGUAÇU DE 12 A 16 DE JANEIRO DE 2002 TÍTULO: NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E BARREIRAS PARA A ATIVIDADE

Leia mais

Necessidades e Restrições do Idoso Como o corpo envelhece?

Necessidades e Restrições do Idoso Como o corpo envelhece? Necessidades e Restrições do Idoso Como o corpo envelhece? Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Não está exatamente claro como nosso corpo

Leia mais

PLANO DE TRABALHO IDOSO

PLANO DE TRABALHO IDOSO PLANO DE TRABALHO IDOSO Telefone: (44) 3220-5750 E-mail: centrosesportivos@maringa.pr.gov.br EQUIPE ORGANIZADORA SECRETARIO MUNICIPAL DE ESPORTES E LAZER Francisco Favoto DIRETOR DE ESPORTES E LAZER Afonso

Leia mais

PERCEPÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DOS IDOSOS DO PONTO DE VISTA FÍSICO E NUTRICIONAL

PERCEPÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DOS IDOSOS DO PONTO DE VISTA FÍSICO E NUTRICIONAL PERCEPÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DOS IDOSOS DO PONTO DE VISTA FÍSICO E NUTRICIONAL Nilza Matias Oliver Cruz Faculdade Maurício de Nassau/CG nilzamoc31@hotmail.com Débora de Araújo Targino Faculdade Maurício

Leia mais

Metodologia do Treinamento Físico

Metodologia do Treinamento Físico Metodologia do Treinamento Físico FLEXIBILIDADE DEFINIÇÃO: É definida como a capacidade física expressa pela maior amplitude possível do movimento voluntário de uma articulação, ou combinações de articulações

Leia mais

Bases Metodológicas do Treinamento Desportivo

Bases Metodológicas do Treinamento Desportivo Bases Metodológicas do Treinamento Desportivo Unidade II Controle e Prescrição do Treinamento Prof. Esp. Jorge Duarte Prescrição de Atividades Físicas Condições de saúde; Estado geral do aluno (cliente);

Leia mais

Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI

Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS Porção de 100g (1/2 copo) Quantidade por porção g %VD(*) Valor Energético (kcal) 64 3,20 Carboidratos 14,20 4,73 Proteínas 1,30 1,73 Gorduras

Leia mais

Prof. Paulo Fonseca Bioenergética do exercício

Prof. Paulo Fonseca Bioenergética do exercício Prof. Paulo Fonseca Bioenergética do exercício O exercício é uma atividade ativa, portanto, demanda muita energia. Durante o exercício, a demanda energética do muculo esquelético aumenta consumindo uma

Leia mais

VALOR NUTRITIVO DA CARNE

VALOR NUTRITIVO DA CARNE VALOR NUTRITIVO DA CARNE Os alimentos são consumidos não só por saciarem a fome e proporcionarem momentos agradáveis à mesa de refeição mas, sobretudo, por fornecerem os nutrientes necessários à manutenção

Leia mais

EXERCÍCIO E DIABETES

EXERCÍCIO E DIABETES EXERCÍCIO E DIABETES Todos os dias ouvimos falar dos benefícios que os exercícios físicos proporcionam, de um modo geral, à nossa saúde. Pois bem, aproveitando a oportunidade, hoje falaremos sobre a Diabetes,

Leia mais

Prof. Fernando R. Ferreira frf.frf@hotmail.com

Prof. Fernando R. Ferreira frf.frf@hotmail.com Prof. Fernando R. Ferreira frf.frf@hotmail.com Esquema de Aula Atividade Física Bioenergética - Sistemas Produtores de Energia Princípio do Treinamento Identificação de Índices Fisiológicos Capacidade

Leia mais

Alexandre Sérgio Silva Laboratório de Estudos do Treinamento Físico Aplicado ao Desempenho e Saúde (LETFADS) ass974@yahoo.com.br

Alexandre Sérgio Silva Laboratório de Estudos do Treinamento Físico Aplicado ao Desempenho e Saúde (LETFADS) ass974@yahoo.com.br Alexandre Sérgio Silva Laboratório de Estudos do Treinamento Físico Aplicado ao Desempenho e Saúde (LETFADS) ass974@yahoo.com.br Cognitiva, emocional, Motivacional, lolitiva Tarefas realizadas Tarefas

Leia mais

CURSO DE FORMAÇÃO ISO-STRETCHING

CURSO DE FORMAÇÃO ISO-STRETCHING CURSO DE FORMAÇÃO ISO-STRETCHING O Curso de Formação em Iso Stretching é ministrado pelo fundador da técnica, o osteopata e fisioterapeuta francês Bernard Redondo. O método Iso Stretching foi desenvolvido

Leia mais

Atividade Física e Alimentação Adequada para a Promoção da Saúde

Atividade Física e Alimentação Adequada para a Promoção da Saúde 15 Atividade Física e Alimentação Adequada para a Promoção da Saúde Erika da Silva Maciel Licenciatura em Educação Física - Unimep Especialista em Atividade Física e Qualidade de Vida - Unicamp Mestre

Leia mais

saúde Sedentarismo Os riscos do Saiba as causas e consequências de ficar parado e mexa-se!

saúde Sedentarismo Os riscos do Saiba as causas e consequências de ficar parado e mexa-se! saúde Sinal Canal de Comunicação da Sistel para os Usuários de Saúde Ano I - Nº 4 - Dezembro 2014 Os riscos do Sedentarismo Saiba as causas e consequências de ficar parado e mexa-se! O sedentarismo é resultado

Leia mais

Entendendo a lipodistrofia

Entendendo a lipodistrofia dicas POSITHIVAS Entendendo a lipodistrofia O que é a lipodistrofia? Lipodistrofia é quando o corpo passa a absorver e a distribuir as gorduras de maneira diferente. Diminui a gordura nas pernas, braços,

Leia mais

APERTE CTRL + L PARA VISUALIZAÇÃO TELA CHEIA

APERTE CTRL + L PARA VISUALIZAÇÃO TELA CHEIA APERTE CTRL + L PARA VISUALIZAÇÃO TELA CHEIA Resumo Desde o nascer da sociedade, pessoas caminham para realizar tarefas cotidianas com o objetivo de sobreviver e, para se caminhar, é preciso energia, energia

Leia mais

Prof. Gustavo Suriani de Campos Meireles, M.Sc.

Prof. Gustavo Suriani de Campos Meireles, M.Sc. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Departamento de Engenharia Curso de Graduação em Engenharia de Produção ENG 1090 Introdução à Engenharia de Produção Prof. Gustavo Suriani de Campos Meireles,

Leia mais

Idade, ela pesa 07/07/ 2015. Minhavida.com.br

Idade, ela pesa 07/07/ 2015. Minhavida.com.br Todo mundo quer viver muitos anos, não é mesmo? Mas você já se questionou se está somando mais pontos contra do que a favor na busca pela longevidade? Por isso mesmo, um estudo da Universidade da Califórnia,

Leia mais

INFLUÊNCIA DO EXERCÍCIO FÍSICO E ORIENTAÇÃO ALIMENTAR EM NÍVEIS DE TRIGLICERIDEMIA DE ADOLESCENTES OBESOS

INFLUÊNCIA DO EXERCÍCIO FÍSICO E ORIENTAÇÃO ALIMENTAR EM NÍVEIS DE TRIGLICERIDEMIA DE ADOLESCENTES OBESOS Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 23 a 26 de outubro de 2007 INFLUÊNCIA DO EXERCÍCIO FÍSICO E ORIENTAÇÃO ALIMENTAR EM NÍVEIS DE TRIGLICERIDEMIA DE ADOLESCENTES OBESOS Ciliane Valerio

Leia mais

Avaliaç o antropométrica de idosas participantes de grupos de atividades físicas para a terceira idade

Avaliaç o antropométrica de idosas participantes de grupos de atividades físicas para a terceira idade Vargas, Liziane da Silva de; Benetti, Chane Basso; Santos, Daniela Lopes dos Avaliaç o antropométrica de idosas participantes de grupos de atividades físicas para a terceira idade 10mo Congreso Argentino

Leia mais

BASES FISIOLÓGICAS DO TREINAMENTO ESPORTIVO

BASES FISIOLÓGICAS DO TREINAMENTO ESPORTIVO BASES FISIOLÓGICAS DO TREINAMENTO ESPORTIVO Dr. José Maria Santarem* Exercícios físicos são parte integrante da prática e preparação esportiva, e podem ser utilizados em medicina com diversas finalidades.

Leia mais

Oficina CN/EM 2012. Alimentos e nutrientes (web aula) H34 Reconhecer os principais tipos de nutrientes e seu papel no metabolismo humano.

Oficina CN/EM 2012. Alimentos e nutrientes (web aula) H34 Reconhecer os principais tipos de nutrientes e seu papel no metabolismo humano. Oficina CN/EM 2012 Alimentos e nutrientes (web aula) Caro Monitor, Ao final da oficina, o aluno terá desenvolvido as habilidade: H34 Reconhecer os principais tipos de nutrientes e seu papel no metabolismo

Leia mais

ITS / CTA. Autores Ademir Alonso & Alberto Carlos

ITS / CTA. Autores Ademir Alonso & Alberto Carlos ITS / CTA Escola Técnica Volume Simonsen I Capítulo I Autores Ademir Alonso & Alberto Carlos 1 ITS / CTA Sumário SUMÁRIO Volume I Capítulo I Unidade I Capítulo I - Beneficios da Educação Física Capítulo

Leia mais

Variáveis Manipuláveis do Treino de Força

Variáveis Manipuláveis do Treino de Força Variáveis Manipuláveis do Treino de Força Lucimere Bohn lucimerebohn@gmail.com Área de Formação: 813 Desporto. Curso: Musculação e Cardiofitness. Módulo: Bases Morfofisiológicas VARIÁVEIS MANIPULÁVEIS

Leia mais

O QUE É TREINAMENTO FUNCIONAL? Por Artur Monteiro e Thiago Carneiro

O QUE É TREINAMENTO FUNCIONAL? Por Artur Monteiro e Thiago Carneiro O QUE É TREINAMENTO FUNCIONAL? Por Artur Monteiro e Thiago Carneiro O corpo humano é projetado para funcionar como uma unidade, com os músculos sendo ativados em seqüências especifica para produzir um

Leia mais

9/16/2013. Hipertensão e Outras doenças associadas. Obesidade no Mundo. Obesidade no Mundo. Obesidade no Mundo. Obesidade no Mundo

9/16/2013. Hipertensão e Outras doenças associadas. Obesidade no Mundo. Obesidade no Mundo. Obesidade no Mundo. Obesidade no Mundo OBESIDADE Hipertensão e Outras doenças associadas Facilitadora Enf a. Ana Carolina Corgozinho E-mail anacorgozinho@uol.com.br Fonte: Reista Médica The Lancet. Diulgado em maio de 2012, o relatório Estatísticas

Leia mais

OS BENEFÍCIOS DO TREINAMENTO FÍSICO

OS BENEFÍCIOS DO TREINAMENTO FÍSICO OS BENEFÍCIOS DO TREINAMENTO FÍSICO O ser humano, na sua preocupação com o corpo, tem de estar alerta para o fato de que saúde e longevidade devem vir acompanhadas de qualidade de vida, tanto no presente

Leia mais

Proposta para Implantação do Programa Atividade Física & Mulheres

Proposta para Implantação do Programa Atividade Física & Mulheres 2 Proposta para Implantação do Programa Atividade Física & Mulheres Ana Paula Bueno de Moraes Oliveira Graduada em Serviço Social Pontifícia Universidade Católica de Campinas - PUC Campinas Especialista

Leia mais

MANUAL DE INSTRUÇÃO BIKE B 300 ACTION

MANUAL DE INSTRUÇÃO BIKE B 300 ACTION MANUAL DE INSTRUÇÃO BIKE B 300 ACTION ÍNDICE 1. Especificações Técnicas... PG. 03 2. Apresentação... PG. 03 3. Benefícios da Atividade Física... PG. 03 4. Importância da Prática de Atividade Física...

Leia mais

Treinamento Personalizado para Idosos. Discentes: Dulcineia Cardoso Laís Aguiar

Treinamento Personalizado para Idosos. Discentes: Dulcineia Cardoso Laís Aguiar Treinamento Personalizado para Idosos Discentes: Dulcineia Cardoso Laís Aguiar Idosos Indivíduos com idade superior a 60anos Segundo o estatuto do idoso -é assegurando o direito à vida, à saúde, à alimentação,

Leia mais

Adaptações Cardiovasculares da Gestante ao Exercício

Adaptações Cardiovasculares da Gestante ao Exercício Desde as décadas de 60 e 70 o exercício promove Aumento do volume sanguíneo Aumento do volume cardíaco e suas câmaras Aumento do volume sistólico Aumento do débito cardíaco que pode ser alcançado Aumento

Leia mais

COMO SE DESENVOLVE OU SE ADQUIRE?

COMO SE DESENVOLVE OU SE ADQUIRE? Obesidade O QUE É? Denomina-se obesidade uma enfermidade caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, associada a problemas de saúde, ou seja, que traz prejuízos à saúde do indivíduo. COMO

Leia mais

Portal da Educação Física Referência em Educação Física na Internet

Portal da Educação Física Referência em Educação Física na Internet Portal da Educação Física Referência em Educação Física na Internet MENSURAÇÃO DAS CAPACIDADES ENERGÉTICAS Existe um nível mínimo de energia necessária para manter as funções vitais do organismo no estado

Leia mais

OBESIDADE INFANTIL ESCOLAR

OBESIDADE INFANTIL ESCOLAR Pró-Reitoria de Graduação Educação Física Trabalho de Conclusão de Curso II OBESIDADE INFANTIL ESCOLAR Autora: Damielle J. Costa Orientador: Prof. Dr. Ricardo Bernardo Mayolino Brasília - DF 2011 OBESIDADE

Leia mais

Avaliação da unidade Pontuação: 7,5 pontos

Avaliação da unidade Pontuação: 7,5 pontos Avaliação da unidade Pontuação: 7,5 pontos QUESTÃO 01 (1,5 ponto) As principais mudanças no corpo de uma pessoa ocorrem na adolescência. É nesta fase que as meninas e os meninos desenvolvem o amadurecimento

Leia mais

Treino de Alongamento

Treino de Alongamento Treino de Alongamento Ft. Priscila Zanon Candido Avaliação Antes de iniciar qualquer tipo de exercício, considera-se importante que o indivíduo seja submetido a uma avaliação física e médica (Matsudo &

Leia mais

Obesidade Infantil. O que é a obesidade

Obesidade Infantil. O que é a obesidade Obesidade Infantil O que é a obesidade A obesidade é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença em que o excesso de gordura corporal acumulada pode atingir graus capazes de afectar

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO 1. ª SÉRIE CÓDIGO DISCIPLINAS TEOR PRAT CHA PRÉ-REQUISITO 99-7233-02

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO 1. ª SÉRIE CÓDIGO DISCIPLINAS TEOR PRAT CHA PRÉ-REQUISITO 99-7233-02 MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Regime: Duração: EDUCAÇÃO FÍSICA LICENCIATURA SERIADO ANUAL - MATUTINO/NOTURNO 4 (QUATRO) ANOS LETIVOS Integralização: A) TEMPO TOTAL - MÍNIMO = 04 (QUATRO) ANOS LETIVOS

Leia mais

Coração saudável. Dr. Carlos Manoel de Castro Monteiro MD,PhD

Coração saudável. Dr. Carlos Manoel de Castro Monteiro MD,PhD Coração saudável Dr. Carlos Manoel de Castro Monteiro MD,PhD Qual a importância da doença cardiovascular? Milhões de Mortes* Mortalidade por doenças cardiovasculares em 1990 e 2020 Países desenvolvidos

Leia mais

RESUMOS SIMPLES...156

RESUMOS SIMPLES...156 155 RESUMOS SIMPLES...156 156 RESUMOS SIMPLES CARNEIRO, NELSON HILÁRIO... 159 CARNEIRO, NELSON HILÁRIO... 157 CORTE, MARIANA ZANGIROLAME... 159 CORTE, MARIANA ZANGIROLAME... 157 GARCIA JUNIOR, JAIR RODRIGUES...

Leia mais

Flexibilidade em Escolares: Aptidão Física Direcionada à Qualidade de Vida

Flexibilidade em Escolares: Aptidão Física Direcionada à Qualidade de Vida 16 Flexibilidade em Escolares: Aptidão Física Direcionada à Qualidade de Vida Marcy Garcia Ramos Profa. Dra. da Faculdade de Educação Física Unicamp Gláucia Regina Falsarella Graduada em Educação Física

Leia mais