Flávio Dino, da Embratur, vai auditar 20% dos convênios assinados pela autarquia, subordinada ao Ministério do Turismo, para evitar corrupção.

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1 mobile.brasileconomico.com.br QUARTA-FEIRA, 24 DE AGOSTO, 2011 ANO 3 N O 502 R$ 2,00 PUBLISHER RICARDO GALUPPO DIRETOR JOAQUIM CASTANHEIRA DIRETOR ADJUNTO COSTÁBILE NICOLETTA Henrique Manreza Flávio Dino, da Embratur, vai auditar 20% dos convênios assinados pela autarquia, subordinada ao Ministério do Turismo, para evitar corrupção. P12 Fundo de pensão Portus, com 27 mil participantes, sofre intervenção da Previc por déficit atuarial de quase R$ 2 bilhões. P30 Microcrédito terá juros reduzidos de 4% ao mês para 8% ao ano OProgramaNacionaldeMicrocrédito ProdutivoOrientadobeneficiará microempreendedorescomrendabrutade atér$120milporano. Aintençãoéelevar epopularizaroacessoalinhasdecrédito eimpulsionarosetor, umdosprincipais geradoresdeempregodopaís. P14 1 Pelas novas regras do programa, uma parte da equalização dos juros, que terão acentuada redução em relação às condições atuais, será feita por meio da taxa de abertura de crédito a ser cobrada dos tomadores dos financiamentos nos bancos privados e estatais A exigência para que as instituições financeiras apliquem em microcrédito subirá dos atuais 2% para 3% dos recursos que são obrigadas a depositar no Banco Central. Com isso, a disponibilidade de dinheiro para esse tipo de financiamento sobe dos atuais R$ 3,6 bilhões para R$ 5,6 bilhões. As linhas serão voltadas ao capital de giro e aos investimentos, como compra de ferramentas, equipamentos e matéria-prima. Com isso, o governo federal quer estimular a geração de emprego e renda e criar outra porta de saída da dependência dos programas sociais, como Bolsa-Família. Entre as metas traçadas está elevar, no ano que vem, o número de tomadores de empréstimos dos atuais 933 mil para 2,5 milhões, com total financiado de R$ 2,2 bilhões. E, para 2013, 3,5 milhões de microempresários tomarão R$ 3,3 bilhões em novos financiamentos. Um mercado de R$ 270 bilhões à espera de investidores Esse seria o valor necessário para universalizar a prestação dos serviços de fornecimento e tratamento de água e esgoto no país até Grandes grupos como a Odebrecht estão de olho no setor. P4 Dívida dos ministérios cresce dez vezes mais que o orçamento Nos últimos cinco anos, a conta do restos a pagar da União saltou de R$ 36,7 bilhões para R$ 128,6 bilhões. P10 Positivo reage e retoma da americana HP a liderança do mercado de PCs INDICADORES Scott Eells/Bloomberg Fábio Barbosa deixa o Santander rumo à Abril Conhecido como banqueiro verde, pelo papel desempenhado no Banco Real, executivo assumirá a presidência do grupo da família Civita. Celso Giacometti assume seu lugar no conselho de administração do Santander. P36 Após perder o pódio por três meses, companhia brasileira alcança participação de 13,5%, ante 10,5% da rival. P20 Executivo já foi cotado para assumir presidência da Oi, Vale e até do Banco Central TAXA DE CÂMBIO COMPRA VENDA Dólar Ptax (R$/US$) Dólar Comercial (R$/US$) Euro (R$/ ) Euro (US$/ ) Peso Argentino (R$/$) JUROS 1,6028 1,5980 2,3128 1,4430 0,3831 META 1,6036 1,6000 2,3142 1,4431 0,3835 EFETIVA Selic (ao ano) 12,50% 12,42% BOLSAS VAR.% ÍNDICES Bovespa - São Paulo 2, ,63 Dow Jones - Nova York 2, ,76 Nasdaq - Nova York 4, ,06 S&P Nova York 3, ,35 FTSE Londres 0, ,42 Hang Seng - Hong Kong 1, ,53

2 2 Brasil Econômico Quarta-feira, 24 de agosto, 2011 NESTA EDIÇÃO OPINIÃO Henrique Manreza Roberto Jefferson Presidente nacional do PTB Miguel Setas Vice-presidente de distribuição e inovação da EDP no Brasil São Paulo terá escola para formar engenheiros inovadores Trata-sedoInstituto SuperiordeInovação etecnologia (Isitec) que teráinvestimentoinicialde R$4milhões dafederaçãonacionaldosengenheiros. O presidente daentidade, MuriloCelso decampospinheiro, dizserumainiciativasemfins lucrativos. P16 LG lança celular 3D para ganhar mercado em smartphones A fabricante sul-coreana lança em setembro no Brasil o Optimus 3D, apresentado em fevereiro em Barcelona. O objetivo é conquistar uma fatia do mercado de smartphones, que cresceu 74% no segundo trimestre. P22 Economia em alta faz crescer disputa por marcas e patentes Maior importânciado paísnocenáriointernacional tambémcontribuiparaquelitígiossobrepropriedade intelectualaumentem,dizluizedgardmontaury Pimenta, domontaurypimenta,machado&vieirade Mello, querecebeumpedidodessesporsemana. P26 Alta recente das ações da CSN e Usiminas convence pouco Felipe O'Neill/O Dia Apesar do anúncio de aumento da participação da CSN na siderúrgica mineira, que fez os papéis subirem na segunda-feira, os analistas preferem manter indicação de manutenção, ou seja, quem está posicionado fica, quem está fora, continua fora. P32 A liberdade discutida Os avanços e desafios da liberdade de expressão no Brasil. Este foi o tema de uma conferência legislativa realizada ontem, no auditório da TV Câmara, na Câmara dos Deputados. A discussão pode parecer ociosa para muitos. Afinal, quem duvida de que no país gozamos de absoluta liberdade de expressão. A questão não é essa. É precisamente porque temos liberdade que devemos discuti-la. Não sou exatamente uma celebridade no sentido que atualmente se dá ao termo, mas é um fato que em diversas ocasiões minha vida foi matéria jornalística, nem sempre da forma como eu gostaria, ou que seria justa. Nem por isso haverá quem possa dizer que alguma vez me ouviu defender a mais branda forma de cercear a liberdade de expressão ou de imprensa no Brasil. Por que, então, defendo que se discuta o assunto? Em primeiro lugar porque a todo momento surgem acontecimentos que a colocam em questão sob novos ângulos e perspectivas. Aí está a questão das imagens de presos em operações da Polícia Federal. Aí estão os casos de utilização das novas mídias de maneira que pouca semelhança tem com o exercício legítimo da crítica, da mera exposição dos fatos ou do pensamento. Se formos mais longe, veremos autoridades britânicas defendendo restrições à liberdade de expressão por meio das chamadas mídias sociais diante dos distúrbios em Londres, quando alguns grupos que praticaram violências se articularam por meio delas. Estamos falando das mesmas mídias sociais cuja liberdade as mesmas autoridades defenderam quando se tratava de apoiar os jovens egípcios contra um governo que até recentemente essas mesmas autoridades consideravam legítimo, apesar de nada democrático para os padrões britânicos. Defendo a criação de mecanismos de autorregulamentação que poderia ter por ponto de partida o Conselho de Autorregulamentação Publicitária Se olharmos mais detidamente ao nosso redor, vamos nos dar conta de que a questão da liberdade de expressão surge a todo instante e raramente se obteria consenso ao discuti-la. Poderíamos conduzir a discussão de forma socrática fazendo perguntas sucessivas de forma que o interlocutor, ao respondê-las, fosse se aproximando do juízo que nós mesmos fazemos da questão. Como não sou discípulo de Sócrates, vou adiantando minha opinião. Precisamos discutir, sim, a questão, mas não podemos nos limitar a isso porque a falta de referências claras nos levaria a um relativismo que nunca leva a bons resultados. Há quem defenda que não precisamos de uma lei de imprensa, que basta a jurisprudência que se formar à medida em que os juízes julgarem os casos de abusos da liberdade à luz dos Códigos Civil e Penal. Na minha opinião é preferível uma lei de imprensa, clara, sintética e objetiva que distinga o jornalismo praticado segundo os princípios consagrados da atividade do crime praticado por meio de uma corrupção da liberdade. Raramente as leis resolvem, por si mesmas, questões sociais complexas como a da liberdade de expressão. Melhor que a norma aplicada por magistrados é a aplicação de princípios por colegiados que os conheçam, defendam e pratiquem. É por isso que defendo a criação de mecanismos de autorregulamentação que, no caso da mídia, poderia ter por ponto de partida o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), que regulamenta a publicidade. Seria um bom começo. Desglobalização Na semana passada, o Google anunciou a compra da Motorola Mobility por mais de US$ 12,5 bilhões. A Motorola Mobility é licenciada do sistema operacional móvel da Google o Android, que atingiu no 2º trimestre de 2011 uma participação de quase 50% nos smartphones vendidos em todo o mundo. O Google é de longe o site de busca mais utilizado pelos internautas e converteu-se em poucos anos em uma das marcas mais valiosas do mundo. Segundo a Brand Finance, hoje é a mais valiosa, avaliada, em 2011, em US$ 44 bilhões. O Google deu assim mais um importante passo no controle e consolidação de uma rede planetária de conectividade e mobilidade, naquilo que podemos chamar de uma googlização da internet. Foi também este cérebro global que possibilitou, juntamente com uma desregulação financeira, a total integração dos mercados globais Mas a internet não só se googliza, como se globaliza com velocidade alucinante. Nos últimos 10 anos, o número de utilizadores da internet cresceu quase 500%. São hoje mais de 2 bilhões de utilizadores em todo o mundo. Uma penetração de cerca de 30%. Na Europa já ascende a mais de 58% e o Brasil é o campeão destacado da América Latina com mais de 35% de penetração. A internet é hoje uma rede líquida, em que informação e conhecimento fluem sem restrições (apesar da resistência chinesa...), conectando um cérebro global de inteligência de silício e de carbono. Foi também este cérebro global que possibilitou, juntamente com uma desregulação financeira, a total integração dos mercados internacionais. Os credores de nações soberanas estão hoje nos quatro cantos do mundo atrás de uma tela de computador dando ordens de compra e venda da dívida desses países e provocando transferências maciças de riqueza de contribuintes empobrecidos pela crise para estes investidores especulativos os mercados, como gentilmente lhes chamamos. A crise financeira que passamos veio expor as fragilidades deste modelo econômico global. Em 2009, à época Gordon Brown, o primeiro-ministro britânico, cunhou um neologismo referindo-se a uma possível desglobalização, na Conferência Anual do Fórum Econômico Mundial de Davos. Os sinais são inequívocos. Veja-se o crescente sentimento de nacionalismo que emerge na Europa, que até já se traduziu no retomar do controle de fronteiras em países como a Dinamarca, ou no ressurgimento dos movimentos de extrema-direita. O próprio Buy American do Presidente Obama, as medidas de protecionismo comercial e de controle de capitais em muitos outros países, incluindo o Brasil, ou mesmo o resultado do referendo popular Islandês recusando o pagamento dos prejuízos causados a investidores europeus pela falência de um banco privado. Após algumas décadas de submissão à ditadura dos mercados internacionais, os Estados-nação estão tomando consciência e sendo demandados pelos seus cidadãos da necessidade de reafirmarem a sua soberania. Eles são a única instituição reguladora a poder ocupar espaço entre o excesso da finança globalizada e os indivíduos e instituições, perante os quais um Estado democrático responde. É assim muito provável que assistamos ao crescimento da importância política dos Estados territoriais, reafirmando o seu papel soberano. Como diz o economista francês Frédéric Lordon desglobalizar é repolitizar. Em suma, enquanto o cérebro do mundo se globaliza e se googliza, o espaço político e econômico tende a fragmentar-se com mais atuações protecionistas e a evoluir para uma desglobalização anunciada. Veremos como o mundo se equilibra.

3 Quarta-feira, 24 de agosto, 2011 Brasil Econômico 3 A FORÇA DAS MARCAS Henrique Manreza Avanço Fotos: divulgação Novasconcessões dosetorelétrico devemreduzirpreço daenergia Previsão é de Edison Lobão, ministro de Minas e Energia, garantindo que a decisão do governo sobre as concessões que começam a vencer a partir de 2015 vai priorizar a modicidade tarifária, ou seja, o preço mais justo da energia para o consumidor. Segundo ele, os novos contratos vão levar em conta a amortização dos investimentos que foram feitos pelas empresas. A sociedade brasileira e os agentes setoriais podem ficar tranquilos quanto à decisão que o governo vai tomar, disse Lobão. Retrocesso Líder estudantil chilena Camila Vallejo terá proteção policial Mattel e Estrela confiam no licenciamento para garantir expansão. A Estrela começa a licenciar a Suzy e a dona da Barbie quer ser conhecida como uma empresa de bens de consumo. Desenvolvemos marcas e artigos com outras empresas para estar ao lado das crianças 24 horas por dia, afirma Ricardo Ibarra, presidente da Mattel no Brasil. P24 A decisão da Corte Suprema do Chile atende a uma apelação dos pais da líder estudantil, que vem sendo ameaçada através de redes sociais por sua atuação em defesa de melhora da qualidade do ensino no país. A ordem judicial estabelece também que a polícia chilena investigue as ameaças contra Vallejo, de 23 anos, e militante do Partido Comunista Chileno. A Corte Suprema acolheu recurso da família de Camila revogando decisão anterior da Corte de Apelações de Santiago, que havia recusado o pedido. Os estudantes chilenos têm realizado grandes manifestações em Santiago e ocupado colégios e universidades. TRÊS PERGUNTAS A......ANDRÉ SHINOHARA Presidente da Privalia no Brasil Divulgação Somos potencializadores do trabalho das marcas A Privalia, clube de compras on-line presente desde 2009 no Brasil vai investir em infraestrutura tecnológica e de logística para aumentar seu portfólio de marcas. Segundo Shinohara, presidente da empresa no país, a meta é crescer mais de 270% aqui, mercado que representa 30% do faturamento do grupo espanhol. Além do Brasil, a Privalia opera na Itália e no México. Qual é o faturamento e metas da Privalia no Brasil? Trabalhamos com o modelo de vendas rápidas e vamos melhorar os pilares de ofertas e adicionar novas marcas. Nosso faturamento deve chegar a R$ 300 milhões neste ano. Em 2009, tivemos um faturamento de R$ 13 milhões e no ano passado foram R$ 110 milhões. Que estratégia será usada no país? Independente do momento econômico, vamos ampliar nossa estrutura de hardware e oferecer mais produtos para conquistar e fidelizar clientes. Temos o canal Fanshop, que é uma loja virtual no Facebook, pela qual já temos mais de 370 mil fãs. De que forma o varejo enxerga os clubes de compras? Nós somos potencializadores do trabalho das marcas. Conseguimos vender opções de verão no inverno e vice-versa. E tem gente que compra biquini no inverno, sim. Isso nos permite vender produtos de qualidade com até 70% de desconto. Thais Moreira

4 4 Brasil Econômico Quarta-feira, 24 de agosto, 2011 DESTAQUE CONCESSÕES Editora: Fabiana Parajara País perde chance de melhorar saneamento Centenas de contratos entre companhias estaduais e prefeituras estão vencendo, mas número de novas licitações é irrisório Dubes Sônego O saneamento básico no Brasil encontra-se em uma encruzilhada. Em todo o país, estão vencendo centenas de contratos firmados entre prefeituras e companhias estaduais dos tempos do Planasa, primeiro grande plano nacional da área, implantado na década de O número exato de contratos, ninguém sabe ao certo. Mas, só em São Paulo, são mais de cem. Seria a oportunidade para a abertura de número similar de licitações para a renovação dos contratos, dentro do novo marco regulatório (veja mais na página 6), que impõe metas de qualidade e prazo para a universalização dos serviços. Não é o que está acontecendo. No ano passado, foram realizadas seis licitações, segundo levantamento da Associação Brasileira de Concessionárias Privadas de Água e Esgoto (Abcon). E, neste ano, o número foi ainda menor: duas (leia reportagem na página 8). De modo geral, pressionados pela necessidade de se adequar ao novo marco regulatório, os municípios estão renovando com as companhias estaduais sem licitação, o que é permitido por lei, ou mantendo a prestação dos serviços com contratos precários e vencidos. O problema é que pouquíssimas companhias estaduais têm fôlego para investir e cumprir metas de universalização dos serviços, como prevê a lei de No mercado, Sabesp (SP), Copasa (MG) e Sanepar (PR) são citadas como referências entre as estaduais. De acordo com números do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis), foram investidos R$ 5,6 bilhões em saneamento no país, em 2008 levantamento mais recente. O valor representou alta de 32,7% sobre o ano anterior. É uma tendência. Para este ano, a previsão de entidades como o Sindicato Nacional de Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgotos (Sindcon), é de R$ 8 bilhões. O controle da água em épocas de eleição é importante, elege pessoas. Quando a iniciativa privada entrar vai colocar recursos onde é necessário investir, terá metas Carlos Henrique da Cruz Lima Presidente do Sindcon Mas ainda é pouco, se levado em conta que seriam necessários R$ 270 bilhões para universalizar a prestação do serviço no país, até 2030, segundo cálculos da Abcon. Em alguns estados, como o Paraná, a situação é mais crítica. Os municípios estão sendo impedidos, na prática, de abrir licitação por uma emenda à constituição estadual que impede a iniciativa privada de atuar no setor. A proibição deixa às prefeituras duas opções: montar uma autarquia para prestar o serviço, o que muitos não têm capacidade técnica para fazer, ou entregá-lo à companhia estadual. No Rio Grande do Sul, há projeto semelhante em discussão na Assembleia Legislativa. O fato tem provocado reações de prefeituras e da iniciativa privada. Decidir pela gestão direta ou pela concessão pública dos serviços à companhia estadual é uma prerrogativa do município, diz Sílvio José Marques, presidente nacional da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento, que reúne quase duas mil prefeituras que prestam o serviço. Para Carlos Henrique da Cruz Lima, presidente do Sindcon, trata-se de um problema político. O controle da água em épocas de eleição é importante, elege pessoas, diz. Quando a iniciativa privada entrar, vai colocar recursos onde é necessário investir, terá metas. Para mim, não tem outra explicação. Segundo Yves Besse, diretor geral da Cab Ambiental, empresa de saneamento do grupo Galvão, o problema é maior em algumas regiões do país do que em outras. Mas, de modo geral, há forte resistência das estaduais ao novo modelo. Quando se coloca em contrato que a estadual terá meta de investimentos, de qualidade, que terá que prestar contas às agências de controle municipais, será a morte delas. Estão quebradas por uso político, afirma. Procurada, a Associação Brasileira das Empresas de Saneamento Básico Estaduais disse que não tinha porta-voz para comentar o tema.

5 Quarta-feira, 24 de agosto, 2011 Brasil Econômico 5 LEIA MAIS Tentativa de passar a responsabilidade sobre licitações na área de saneamento para as prefeituras, em lei que data de 2007, foi pouco divulgada. Norte e Nordeste são, segundo os especialistas, as regiões que concentram mais desinformação e atraso em relação às possibilidades de concessão. Odebrecht vence segunda licitação do ano para concessão de saneamento, em Porto Ferreira (SP), mas concorrente questiona o resultado na Justiça. Ilustração: Alex Silva sobre foto Evandro Monteiro Demanda por crédito está em alta Yves Besse, diretor-geral da Cab Ambiental, diz que concorrentes estaduais não têm fôlego para investir BNDES tem carteira ativa de R$ 10,6 bilhões; Caixa concedeu R$ 3,2 bilhões, só em 2010 O investimentos no setor de saneamento no país estão andando em ritmo mais lento que o esperado. Mas ninguém nega que estejam aumentando. Em 2008, segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis), foram investidos no país R$ 5,6 bilhões, dinheiro vindo de diversas fontes. No ano passado, a Caixa sozinha aprovou R$ 3,17 bilhões em financiamentos para empresas públicas e privadas. Para este, a expectativa do setor é de que os desembolsos cheguem aos R$ 8 bilhões. No segmento desde 1996, o BNDES também oferece números que sugerem a evolução. Em 2003, o banco desembolsou R$ 245,4 milhões para projetos na área. A partir de 2007, com a aprovação do novo marco regulatório do setor, porém, o volume saltou para R$ 528,7 milhões e vem crescendo desde então. Foram R$ 706,3 milhões, em 2008; R$ 1,32 bilhão, em 2009, e R$ 1,56 bilhão, em A carteira ativa (operações financeiras não liquidadas) do banco conta hoje 92 operações, que somam R$ 10,2 bilhões. A lista inclui 56 operações contratadas e em fase de liberação, que totalizam R$ 6 bilhões. Os tomadores são onze companhias estaduais de saneamento, nove estados, onze concessionárias privadas e 21 municípios, duas sociedades de economia mista municipais e três parcerias público privadas. Entre janeiro e agosto deste ano, o BN- DES desembolsou mais R$ 1 bilhão e assinou contratos para mais R$ 900 milhões. Além dos contratos de financiamentos diretos, o banco tem estruturado emissões privadas de debêntures de companhias estaduais de saneamento, como a Sabesp (SP), Copasa (MG) e a Sanepar (PR). Nos últimos dois anos, foram realizadas nove emissões de debêntures simples, que totalizaram R$ 2,27 bilhões. Outras companhias estaduais que fizeram as emissões foram Cesan (ES), Embasa (BA), Corsan (RS) e Compesa (PE). Um dos motivos apontados para a dificuldade de captação mais rápida de dinheiro é justamente a falta de capacidade Companhias estaduais emitiram nos últimos dois anos R$ 2,27 bilhões em debêntures simples, com apoio do BNDES técnica de muitas prefeituras. A lei é boa, mas exige capacidade de articulação que as prefeituras não têm, avalia José Roberto Martins, sócio da área de infraestrutura do escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe. Em muitos casos, elas mal têm secretaria de finanças, afirma Henrique Krüger Frizzo, advogado especialista em direito público e administrativo, associado ao mesmo escritório. D.S.

6 6 Brasil Econômico Quarta-feira, 24 de agosto, 2011 DESTAQUE CONCESSÕES Prefeituras não cumprem prazos estabelecidos no marco regulatório Falta de divulgação, apoio e capacitação técnica dos municípios é apontado como entrave aos investimentos Henrique Manreza Dubes Sônego Explicações para o baixo índice de adequação à lei vão da falta de capacitação técnica das prefeituras para elaborar projetos e editais, até simples desconhecimento do novo marco regulatório A entrada em vigor da chamada Lei do Saneamento (Lei nº ), em 2007, foi comemorada pelo setor como um ponto de inflexão. Depois de anos de insegurança jurídica, especialistas e empresários imaginaram que a entrega da titularidade do serviço aos municípios e o estabelecimento de um prazo para que apresentassem planos para a área de saneamento e tratamento de resíduos fariam pipocar licitações país afora. Os quatro anos seguintes provariam que estavam enganados. Até o prazo final estabelecido pelo governo, dia 31 de dezembro de 2010, apenas 4% dos municípios cumpriram a obrigação. E um número ainda menor abriu processos de licitação. O que obrigou o governo a estender o prazo inicial por pelo menos mais quatro anos. As explicações para o baixo índice de adequação vão da falta de capacitação técnica das prefeituras para elaborar os planos, projetos e editais, até o simples desconhecimento do novo marco regulatório do setor. Para executivos como Yves Besse, diretor geral da CAB Ambiental, companhia de saneamento do Grupo Galvão de engenharia, a culpa é do governo federal, que fez o marco regulatório, mas não o divulgou corretamente, nem apoiou os municípios para que se adequassem. Ele avalia que a situação é mais crítica em estados do Norte e do Nordeste. E melhor em estados como Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco, Ceará e Alagoas, mais bem informados sobre a legislação e abertos a parcerias com a iniciativa privada. A opinião é compartilhada por outros executivos e representantes do setor. À lista, Carlos Henrique da Cruz Lima, presidente do Sindicato Nacional de Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgotos (Sindcon), acrescenta Rio de Janeiro e Santa Catarina, estado em que a companhia estadual de saneamento (Casan) acumula dívidas equivalentes a 533,4 vezes sua capacidade de geração de caixa (Ebitda), segundo levantamento da Economática, e está perdendo contratos com as prefeituras que atendia com a retomada do controle dos serviços pelas administrações municipais, a expectativa é de que muitas delas lancem editais de licitação. A escassez de licitações se reflete nas metas modestas de crescimento das companhias dedicadas ao setor. A Solví Saneamento, dona da concessão do serviço de água e esgoto em Manaus (AM), por exemplo, alcançará seu objetivo se assinar dois contratos, afirma Luiz Augusto Rosa Gomes, diretor-presidente da companhia. Poucas prefeituras têm colocado editais. Mas temos expectativa de assinar pelo menos um contrato neste ano, diz. Nossa meta são duas concessões, mas o andamento de uma das licitações em que temos chance está um pouco lento. Trata-se de outra realidade do setor. Não bastasse o fato de poucas prefeituras abrirem licitações, há ainda o agravante de que 80% das que são abertas no país acabam canceladas na primeira tentativa, diz Besse, da CAB. O tempo médio para concluir uma licitação é de dois anos e meio a três anos. Isso quando há capacitação técnica. Entre as prefeituras que têm processos de concessão em andamento estão Tubarão (SC), Presidente Prudente (SP) e Sertãozinho (SP). São tão poucas que muitas empresas preferem nem falar dos editais de que têm conhecimento para não atrair concorrentes. A iniciativa privada não é a panacéia do setor. Mas poderíamos estar investindo três vezes o que estamos, diz Lima, do Sindcon. Saneamento poderia ter o triplo do investimento privado que tem hoje, segundo especialista O QUE DIZ A LEI Até 31 de dezembro de 2010, prazo final estabelecido pelo governo para adequação à lei, só 4% dos municípios haviam cumprido com suas obrigações. Estados e municípios, diz a norma, poderão prestar diretamente os serviços ou delegar a consórcio público, empresa pública ou privada. Convênios não são permitidos. Meta é, até 2030, universalizar tratamento de água e esgoto.

7 Quarta-feira, 24 de agosto, 2011 Brasil Econômico 7

8 8 Brasil Econômico Quarta-feira, 24 de agosto, 2011 DESTAQUE CONCESSÕES Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Porto Ferreira POPULAÇÃO 50 mil é o número aproximado de habitantes de Porto Ferreira (SP). O contrato tem duração de 30 anos e prevê a universalização dos serviços de coleta e tratamento de água e esgoto. CONTRATO R$ 5,2 mi foi o lance dado pela Foz do Brasil, empresa do grupo Odebrecht, pela outorga da concessão de Porto Ferreira. INVESTIMENTO R$ 100 mi é o valor mínimo estimado para a universalização dos serviços de coleta e tratamento de água e esgoto na cidade, a maior parte em cinco anos. Hoje, cerca de 10% do esgoto é tratado. Em Porto Ferreira, 90% do esgoto não recebe tratamento atualmente Odebrecht vai cuidar do sistema de água e esgoto em Porto Ferreira Resultado da licitação é contestado pela concorrente Equipav, que não aceitou desclassificação por critérios técnicos Dubes Sônego A Foz do Brasil, companhia de saneamento do grupo Odebrecht, venceu a licitação para assumir os sistemas de água e esgoto de Porto Ferreira, cidade paulista de pouco mais de 50 mil habitantes. A disputa foi marcada pela contestação do resultado, feita por uma das outras três concorrentes, a Equipav, que discordou da avaliação técnica de seu projeto e está questionando o processo judicialmente. A assinatura do contrato aconteceu no dia 4 de agosto. Trata-se de um negócio relativamente pequeno para o setor, mas de importância, se levada em consideração a escassez de licitações na área no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Concessionárias Privadas de Água e Esgoto (Abcon), no ano passado, foram concluídas seis licitações. Neste ano, foram duas: em Uruguaiana, também vencida pela Foz, e agora a de Porto Ferreira. Pelas projeções de demanda, nos trinta anos de concessão no interior paulista, a Foz deverá receber de R$ 500 milhões a R$ 700 milhões de receita bruta, ou entre R$ 16,6 milhões e R$ 23,3 milhões por ano, dependendo do acerto dos cálculos. Em contrapartida, a universalização dos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, prevista no edital, demandará investimentos de pouco mais de R$ 100 milhões, a maior parte concentrada nos primeiros cinco anos da concessão, para ampliar o tratamento de esgoto. Licitação foi a segunda concluída no ano. Em 2010, foram somente seis dentro do segmento Discordância Iniciado no final do ano passado, o processo licitatório terminou no dia 27 de junho. Dos quatro consórcios participantes, a Odebrecht foi o único a chegar à fase da proposta de preço pela outorga, cujo preço mínimo era de R$ 5 milhões. Sozinha, levou por R$ 5,2 milhões. Os demais consórcios participantes eram formados pela Equipav, independente; pela Revita Engenharia, em parceria com a GMEC Projetos e Obras (Consórcio Saneamento de Porto Ferreira), e pela Delta Construções, associada à Tejofran e a J. Malucelli Construções e Obras, no Consórcio Águas de Porto Ferreira, desclassificado na primeira etapa da concorrência. Na segunda etapa, de análise técnica das propostas, foi a vez da Equipav e do Consórcio Saneamento de Porto Ferreira saírem da disputa. Receberam, respectivamente, 61,25 pontos e 63,75 pontos, abaixo dos 70 necessários para a etapa de preço. O consórcio encabeçado pela Foz e pela Odebrecht Engenharia recebeu 81,25 pontos. A Equipav argumenta que discorda da avaliação técnica e que espera por uma mudança na decisão do município. Operamos outros dois contratos muito maiores que o de Porto Ferreira. Não consigo entender como posso ser desclassificado tecnicamente em um projeto muito menos complexo, diz Felipe Bueno, diretor de novos negócios da Equipav, referindo-se às concessões de Campo Grande (MS) e Armação de Búzios (RJ), que juntas atendem cerca de 1,2 milhões de pessoas. Como entregou uma proposta de R$ 15,8 milhões à comissão especial de licitação de Porto Ferreira, a Equipav julga que, se sua proposta técnica tivesse sido aprovada, seria a vencedora da disputa. A prefeitura de Porto Ferreira informou que não pode se manifestar a respeito da questão, porque ela está sub judice. Em comunicado datado de 29 de junho, no blog da secretaria de comunicação, porém, se defende argumentando, entre outras coisas, que a verificação da proposta técnica foi ratificada pela Fundação para o Incremento da Pesquisa e do Aperfeiçoamento Industrial (Fipai), vinculada ao campus da Universidade de São Paulo em São Carlos. E que a Foz do Brasil foi a empresa que apresentou a melhor proposta técnica. Importante ressaltar que o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, a Justiça Cível do Estado de São Paulo (primeira e segunda instâncias) e o Ministério Público do Estado de São Paulo já analisaram o edital e o procedimento licitatório da mencionada concessão e não vislumbraram qualquer vício que pudesse invalidar ou macular o procedimento licitatório, afirma o texto.

9 Quarta-feira, 24 de agosto, 2011 Brasil Econômico 9 Relatório da Administração Srs. Parceiros, Apresentamos as Demonstrações Financeiras do Banco Triângulo S.A., referentes ao primeiro semestre de 2011, elaboradas em conformidade com a legislação vigente, bem como nossos comentários e análises. O Banco Triângulo S.A., ou Tribanco, é parte do SIM - Sistema Integrado Martins, que objetiva um formato de trabalho conjunto das empresas do Grupo Martins, para atender de forma completa os clientes do Grupo. Continuamos investindo no desenvolvimento de nossas operações e em projetos que garantam o crescimento de todos os segmentos nos quais atuamos, focados no desenvolvimento sustentável da cadeia de distribuição, desde a fonte de matéria-prima até o consumidor final e sua família. A seguir, informações relativas à empresa e seu desempenho no primeiro semestre de Boa leitura a todos. RESULTADOS O lucro líquido, ao final do primeiro semestre, foi de R$ 19,773 milhões (R$ 23,013 milhões em 2010), e o patrimônio líquido, em 30 de junho de 2011, totalizou R$ 370,694 milhões (R$ 348,196 milhões em 2010), proporcionando uma rentabilidade anualizada de 11,75% (14,27% em 2010). Esses resultados foram impactados, principalmente, pelos investimentos em estrutura física das unidades de negócio e no incremento de pessoal, visando equipar o banco para os desafios do crescimento planejado pela Administração. Os ativos totais atingiram R$ 1,880 bilhões, apresentando um crescimento de 4% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Os ativos de crédito somaram R$ 1,351 bilhões (R$ 1,264 bilhões em 2010), os níveis de provisionamento mantiveram-se no patamar de 5,36% sobre a carteira, apresentando pequena queda na qualidade da carteira de crédito (5,10% em 2010). Para fazer frente ao crescimento do crédito, nossas captações apresentaram crescimento de 3% totalizando R$ 1,300 bilhões (R$ 1,260 bilhões em 2010). Em junho de 2011 o Índice de Basiléia foi de 19,25% (19,29% em 2010). CARTÕES TRICARD O mercado de cartões brasileiro é um dos que mais cresce no mundo, com crescimento médio anual de 23% nos últimos 11 anos. Buscando acompanhar esta tendência de crescimento e adequar nossa oferta para garantir competitividade e atratividade junto aos parceiros varejistas e portadores, durante o primeiro semestre de 2011 realizamos a migração de nossa plataforma de processamento, mudança esta que está permitindo, além de ganhos na qualidade dos processos, ampliação do portfólio de produtos e serviços aos clientes. Como parte deste importante processo de mudança, realizamos um trabalho de revisão do posicionamento da marca do cartão. Agora a Tricard é 3 vezes mais cartão porque ajudamos nossos clientes a crescer, nos aproximamos deles e atendemos suas necessidades. Refletindo este esforço, diferentes ações de segmentação de base e oferta de produtos e serviços foram conduzidas, ações estas que, além de aumentar a percepção de valor para o portador pela agregação de novos serviços, permitem uma maior ativação da base e aumento do relacionamento dos portadores com os varejistas. Encerramos o primeiro semestre de 2011 com mais de 3,7 milhões de cartões emitidos e faturamento de R$ 565 milhões. Inovação, excelência no atendimento e nos processos são diretrizes que continuaremos a seguir para consolidar a Tricard como a melhor parceira para nossos clientes varejistas e portadores. TRIBANCO CORRETORA DE SEGUROS No primeiro semestre de 2011, reafirmando o objetivo de agregar valor e levar soluções completas em proteção aos consumidores, varejistas, fornecedores, colaboradores e públicos relacionados ao Sistema Integrado Martins, a Tribanco Corretora de Seguros continuou oferecendo produtos para proteção do público pertencente à sua cadeia produtiva. A estratégia de investimento teve foco em crescimento e ampliação da oferta de produtos. Em 2010, o faturamento foi de R$ 20,952 milhões, com receita operacional de R$ 3,357 milhões. No primeiro semestre de 2011 foram R$ 11,550 milhões de faturamento e R$ 1,453 milhões de receita operacional, apresentando lucro líquido no período de R$ 1,836 milhões. GERENCIAMENTO DE RISCOS A atividade de gerenciamento de riscos é considerada como estratégica, devido ao contexto operacional do mercado financeiro e a complexidade dos produtos e serviços oferecidos aos clientes, em consonância com as melhores práticas emanadas pelo Novo Acordo de Capital da Basiléia (Basiléia II). Nossa atual estrutura de gerenciamento de riscos tem o apoio de órgãos estatutários, constituídos sob a forma de Comitês de Riscos e Finanças, com o objetivo de avaliar fatores de risco e subsidiar as decisões da Administração, para minimizar as perdas e limitar os impactos sobre o negócio, sem prejuízos à eficiência. A Política de Gestão de Riscos encontra-se disponível em nosso site, no endereço RISCO DE CRÉDITO Adotamos políticas conservadoras como principal diretriz na concessão de crédito. As políticas, os modelos de decisão e os processos de aprovação são baseados em fatores internos: classificação de clientes, desempenho e evolução da carteira, níveis de inadimplência, rentabilidade e constante avaliação estatística de perdas históricas; e também fatores externos: inadimplência do mercado, taxa de juros e demanda. As operações de crédito corporativo são focadas na capacidade de geração de caixa das empresas e nos fatores de risco associados à operação e ao segmento de atuação. Levamos também em conta o nível de relacionamento e o histórico das operações com o grupo controlador. A estrutura de Gerenciamento de Risco de Crédito foi implantada em novembro 2010, a partir da segregação das funções da área de concessão de crédito, evoluindo como processo contínuo de mapeamento, aferição e diagnóstico dos modelos, com controle nas análises das operações, preservando a independência e integridade dos processos. RISCO DE MERCADO A gestão de risco de mercado do Tribanco é realizada com a identificação, controle e monitoramento da possibilidade de perdas financeiras decorrentes da alteração do valor de um instrumento financeiro ou de uma carteira de instrumentos financeiros, em virtude da variação cambial, dos preços de ações, das taxas de juros e dos preços de mercadorias ( commodities ). Carteira de Crédito CAGR = 18,5% ,9% As diretrizes que definem as práticas da gestão de risco de mercado por nós adotadas estão documentadas na Política de Risco de Mercado, de acordo com as diretrizes da Resolução 3464, do Banco Central, que dispõe sobre a estrutura de gerenciamento de risco de mercado. A gestão do risco de mercado está sob a responsabilidade de uma área totalmente independente da área de negócio. Um dos instrumentos utilizados para a avaliação do risco de mercado é o cálculo do VaR - Value at Risk. São realizados testes de Estresse da carteira com simulações para avaliar o comportamento da carteira, utilizando cenários em condições extremas de mercado. Além das métricas de risco são analisadas medidas de sensibilidade (DV1, DV50 e DV100), que consiste em analisar o impacto no valor de mercado dos fluxos de caixa com aumento de 1, 50 e 100 basis point nas curvas de juros. De acordo com a resolução 3464 e a circular 3354, devem ser estabelecidos critérios mínimos para classificação de operações na carteira de negociação (Trading) e não negociação (Banking). O cálculo do risco de mercado é realizado considerando a segregação acima citada. RISCO DE LIQUIDEZ A gestão do risco liquidez monitora a possibilidade da ocorrência de desequilíbrios entre ativos negociáveis e passivos exigíveis - descasamentos entre pagamentos e recebimentos - que possam afetar nossa capacidade de pagamento, levando-se em consideração as diferentes moedas e prazos de liquidação de seus direitos e obrigações. Possuímos política de liquidez, que define os níveis mínimos a serem observados e a estratégia de atuação para cada caso. RISCO OPERACIONAL O controle do risco operacional é realizado por meio do levantamento das atividades operacionais e seus riscos associados, classificando-as conforme o nível crítico, estipulando o grau de acompanhamento a ser implantado e os planos de ação aos considerados essenciais às atividades. O monitoramento das atividades é realizado por meio de sistema próprio, com acompanhamento dos planos de ação e da evolução dos níveis de risco identificados. TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Os investimentos em TI no primeiro semestre de 2011 dão continuidade à estratégia de prover uma estrutura mais robusta à organização e suportar o processo de crescimento a médio e longo prazo, seja no aumento do volume de negócios, seja na qualidade e agilidade de atendimento ao cliente. Nesse período foi concluída a migração do Data Center para um ambiente mais moderno e mais seguro, provendo maior tempo de resposta e uma estrutura de contingência totalmente segura para suportar eventuais contingências e garantir total disponibilidade dos sistemas. Combinado com essa estrutura, ampliamos a capacidade de comunicação de voz e dados com nossas principais agências, propiciando maior agilidade na execução dos negócios. Além disso, houve um investimento importante em equipamentos, com substituição de 40% de desk tops e notebooks em função de depreciação. Outro investimento importante foi a implantação de um novo sistema de recuperação de crédito para operações de pessoa física, visando maior qualidade, rapidez e produtividade. Iniciamos também a construção de um novo portal Web, para ampliar e melhorar a comunicação com nossos clientes e parceiros, com previsão de conclusão no segundo semestre de PRODUTOS No primeiro semestre de 2011 a área de Produtos promoveu a criação de uma nova plataforma - Núcleo de Gerenciamento de Projetos e Desenvolvimento de Produtos/Serviços, com vistas a atender às plataformas já consolidadas - Middle Corporate, Varejo e BNDES. A atuação desta plataforma visa avaliar e trabalhar a geração de novas ideias, promover junto as áreas chaves roadmap de novos produtos e serviços e garantir a entrega de soluções gerenciáveis, atendendo requisitos de vendas e Gestão de Produtos, acompanhar as atividades ligadas ao Gerenciamento dos Projetos da área, tendo como principais objetivos, garantir o uso racional de recursos técnicos e humanos, manter os riscos de fracasso em um nível tão baixo quanto necessário durante o ciclo de vida do projeto, potencializando as oportunidades de ocorrência de eventos favoráveis do projeto em consonância com as melhores práticas de gerenciamento de projetos do mercado. A área de Varejo se concentrou na revisão dos processos internos, buscando a melhoria da qualidade da entrega de seus serviços ao varejo, como o correspondente não bancário, a recarga eletrônica de telefonia móvel e fixa, o sistema de pagamentos, a terceirização de tesouraria (recolhimento de valores) e internet banking. Continuou fortemente focada na oferta de crédito ao pequeno e médio varejista, por meio de linhas como antecipação de recebíveis de cartões, Vendor, Compror e capital de giro, fechando o primeiro semestre de 2011 com uma carteira de ativos da ordem de R$ 1,112 bilhões. A área de Repasses Governamentais BNDES consolidou suas atividades no primeiro semestre de 2011, atingindo volume de carteira no montante de R$ 44,518 milhões em 30/06/2011, tendo entre seus repasses linhas de BNDES Finame, BNDES Automático e Capital de Giro. A área iniciou atividades junto ao BNDES em 01/07/2010 não possuindo carteira em 30/06/2010, tornando-se então representativo o volume adquirido no primeiro ano de atividade. Os produtos BNDES estão direcionados a clientes do Varejo e Indústria ativos, sendo o BNDES um produto de fidelização desses clientes conosco. No segmento Middle Corporate, a área de Produtos direcionou esforços para treinamentos, visitas a clientes, busca de parcerias e melhoria de ferramentas transacionais internas, visando uma melhor qualidade de legados gerenciadores de ativos e serviços. No primeiro semestre de 2011, lançamos nossa primeira Garantia Prestada por meio de Carta de Fiança junto à BM&FBovespa, iniciamos o Produto Confirme Tribanco, as linhas de Capital de Giro foram reforçadas com os Produtos NCE-Nota de Crédito a Exportação e CCE-Cédula de Crédito a Exportação, além do aprimoramento dos produtos Vendor e Compror. A área de Produtos ainda trabalha a expansão do portfólio de Produtos e Serviços, visando maiores conquistas para o segundo semestre, por meio de pesquisas de novas tecnologias e soluções de mercado que tragam ganhos crescentes nos negócios do pequeno e médio varejo como também nas médias e grandes indústrias, ligadas ao segmento do Martins Atacadista. ADQUIRÊNCIA (BANDEIRAS VISA E MASTERCARD)/PARCERIA REDECARD No primeiro semestre de 2011, continuamos o desenvolvimento do negócio de Adquirência de bandeiras, por meio da parceria com a Redecard. Foram credenciados mais de novos clientes para aceitação de cartões de crédito, débito e benefícios, e o volume financeiro das bandeiras Visa e Mastercard domiciliadas conosco aumentou 11%. Nesse período, a participação da Adquirência via Redecard saltou de 60% para 68% do volume financeiro domiciliado no Tribanco. O negócio de Adquirência, em parceria com a Redecard, contribuiu para incrementar a oferta comercial do segmento Varejo, por meio da consolidação do produto SuperConta Tribanco. CAGR = 6,8% Patrimônio Líquido ,5% CAGR = 20,1% Ativos Totais ,1% GESTÃO DE PESSOAS Em 2011 continuamos investindo em capacitação de pessoas por acreditar que a perenidade do negócio contempla, necessariamente, a atenção ao indivíduo em sua integralidade. Totalizamos neste primeiro semestre, 620 horas de treinamento em eventos corporativos internos, bem como em participações externas, envolvendo praticamente todos os nossos colaboradores. Investimos em programas de capacitação técnica por meio de treinamentos como: Produtos Financeiros, Produtos Tribanco, Contabilidade e Matemática Financeira, com vistas a nivelar 100% de nossos colaboradores no tocante a conteúdos específicos do setor financeiro, além dos treinamentos voltados para o desenvolvimento de habilidades comerciais. No primeiro semestre de 2011, iniciamos o Programa de Desenvolvimento da Liderança - PDL, que se estenderá até 2012, com o apoio consultivo do Instituto EcoSocial. Trata-se de um programa que objetiva desenvolver líderes para a condução de suas equipes, e consequentemente da organização, de forma a garantir a excelência operacional e na prestação de serviços, bem como nas melhores soluções para o nicho no qual atuamos. Programas de engajamento e fomento a uma cultura organizacional motivadora e participativa também foram iniciados, tais como: Ciclo de Palestras - por meio do qual, com o objetivo de oferecer aos nossos colaboradores o contato com referências nacionais, palestrantes falam sobre o setor, carreira, formação pessoal, entre outros - Almoço com o Presidente, Café com Conselheiros e ainda um evento com o presidente do Grupo Martins - Sr. Alair Martins - Uma História de Sucesso. O Programa Jovem Aprendiz cada vez mais cumpre seu objetivo que é oferecer formação profissional e integração social, possibilitando aos jovens desenvolverem suas qualificações por meio de treinamento e vivência prática, promovendo a aquisição de conhecimento e aprimoramento no contexto organizacional. Nossos jovens assumem o papel de agentes no desenvolvimento de sua própria carreira, com atuação ativa no seu processo educativo e de crescimento. Os jovens estão presentes nas diversas áreas do Tribanco e, hoje, somam um total de 28. O sucesso deste Programa concedeu à empresa, pelo terceiro ano consecutivo, o selo Empresa Amigos da Juventude, oferecido pela Prefeitura Municipal de Uberlândia. Objetivando contribuir para uma sociedade mais justa e inclusiva, temos em nosso quadro de profissionais pessoas portadoras de necessidades especiais, que desenvolvem seu trabalho de forma ativa, superando barreiras impostas pelo mercado de trabalho, garantindo integração social, igualdade de oportunidades, formação e crescimento profissional. No primeiro semestre de 2011 tivemos um crescimento de 10% em nosso quadro de colaboradores, resultando numa empresa que agrega profissionais cada vez mais alinhados ao mercado, com expertise do nosso negócio, gerando valor à equipe, ao negócio e ao cliente. OUVIDORIA O nosso compromisso com o atendimento profissional e assertivo aos nossos clientes é reforçado por meio da nossa Ouvidoria, constituída conforme normativa do BACEN. Permanentemente, a Ouvidoria está atenta aos resultados da atuação das áreas, como forma de melhoria dos processos e na qualidade dos serviços prestados, sempre na busca de melhores resultados junto aos nossos clientes. GOVERNANÇA CORPORATIVA Acreditamos que as boas práticas de Governança Corporativa têm valor para todos os colaboradores, diretores, acionistas e partes relacionadas ao Tribanco, pois a qualidade das informações prestadas reduzem as incertezas na organização. Com esse objetivo a divulgação dos resultados e do Relatório da Administração é uma das práticas adotadas para seguir construindo um sistema de governança sólido e eficiente. O Conselho de Administração, a mais alta instância administrativa da organização, é composto por dois acionistas fundadores e quatro conselheiros externos, sendo dois independentes. Os Conselheiros são escolhidos pela sua expertise, habilidades e competências e, sobretudo, por seus valores éticos e morais. O Conselho de Administração é auxiliado por quatro Comitês Internos, Comitês de: Auditoria e Compliance, Pessoas, Gestão e Governança, Estratégia, Inovação e Sustentabilidade e Finanças e Risco. O Comitê de Auditoria e Compliance reúne-se mensalmente, cumprindo uma agenda temática aprovada no início de cada exercício e a coordenação dos trabalhos é feita por um consultor externo com notório conhecimento regulatório. Os Comitês de Pessoas, Gestão e Governança e Estratégia, Inovação e Sustentabilidade, reúnem-se bimestralmente sob a coordenação de um membro do Conselho, enquanto o Comitê de Finanças e Risco reúne-se mensalmente, monitorando todos os aspectos de risco da organização, sob a coordenação de um Conselheiro Independente. Assim como os Comitês Internos, as Auditorias Interna e Externa reportam-se diretamente ao Conselho de Administração, reforçando o compromisso do Tribanco com as melhores práticas de governança. SUSTENTABILIDADE Estamos comprometidos com a manutenção de um processo contínuo pela busca da sustentabilidade, não somente no aspecto socioambiental, mas também voltado à sustentabilidade do varejo empreendedor. Nossa política socioambiental está em vigor desde o final de 2010 e, ainda este ano, faremos a divulgação do segundo Relatório de Sustentabilidade Tribanco seguindo indicadores Ethos e GRI. A política socioambiental supõe um esforço especial por parte de todos os colaboradores do Conglomerado Financeiro Tribanco em nossas atividades diárias, com o objetivo de integrar pontos de atuação. Reiterando nosso apoio às práticas socioambientalmente responsáveis, mantemos nossa parceria com Instituto Alair Martins (www.iamar.org.br), Instituto de Pesquisas Ecológicas - IPE, Instituto Ethos, Instituto Akatu, Abrinq e Instituto Ayrton Senna. AVALIAÇÃO EXTERNA Fitch Ratings e RISKBank ratificaram os ratings do Banco Triângulo S.A. Fitch Ratings: BBB+ (BRA) RISKBank: BRMP - Baixo Risco para Médio Prazo. Com mais de 21 anos de atuação pautada nos valores do SIM - integridade, fazer com amor, lealdade, justiça, humildade, disciplina e inovação - praticados em todas as regiões onde atuamos, agradecemos a cada um de nossos colaboradores, clientes, parceiros e acionistas, pela contribuição diária que permite a prática de tais valores, a fim de garantir nossa idoneidade e respeito frente a todos os públicos com os quais nos relacionamos. A Administração CAGR = 26,2% Resultado ,1% Balanços Patrimoniais Demonstrações do Resultado Levantados em 30 de junho de 2011 e de 2010 (Em milhares de reais) Semestres findos em 30 de junho de 2011 e de (Em milhares de reais, exceto quando indicado) ATIVO PASSIVO Disponibilidades Depósitos RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA Captações no Mercado Aberto DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA (64.593) (58.649) Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Recursos de Aceites de Letras Imobiliárias, PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA (42.116) (40.306) Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos Hipotecárias, de Crédito e Similares RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA Relações Interfinanceiras Relações Interfinanceiras OUTRAS RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS (65.827) (49.902) Relações Interdependentes Receitas de Prestação de Serviços Operações de Crédito Despesas de Pessoal (34.540) (24.772) Operações por Empréstimos e Repasses Outros Créditos Outras Despesas Administrativas (63.547) (54.009) Instrumentos Financeiros e Derivativos Despesas Tributárias (9.648) (8.626) Outros Valores e Bens Outras Obrigações Resultado de Participação em Controladas PERMANENTE Resultados de Exercícios Futuros 69 Outras Receitas (Despesas) Operacionais Líquidas (2.016) PATRIMÔNIO LÍQUIDO Investimentos RESULTADO OPERACIONAL Capital Social RESULTADO NÃO OPERACIONAL Imobilizado de Uso Reservas de Capital RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO E PARTICIPAÇÕES Diferido Reservas de Lucros IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (10.553) (13.510) Ajustes de Avaliações Patrimoniais (6) Ativos Intangíveis PARTICIPAÇÕES NO RESULTADO (4.766) (2.812) Lucros Acumulados LUCRO LÍQUIDO DO SEMESTRE TOTAL TOTAL LUCRO LÍQUIDO POR AÇÃO (Em Reais) 0,0693 0,1398 A Diretoria Contador Janderson de Miranda Facchin - CRC - 1SP /O-3 S MG As Demonstrações Financeiras completas serão publicadas em 24 de Agosto de 2011 no Correio de Uberlândia e estarão disponíveis no website: SAC - Serviço de Atendimento ao Cliente: Ouvidoria:

10 10 Brasil Econômico Quarta-feira, 24 de agosto, 2011 BRASIL Editora: Elaine Cotta Subeditora: Ivone Portes Dívida da União cresce dez vezes mais que receita Débito de ministérios como Turismo e Integração Nacional já é maior que o orçamento disponível para gastos em 2011 Carolina Alves DEVEDORES Cidades é o ministério com a maior dívida. Turismo é a pasta que menos cumpre com os pagamentos devidos, em R$ bilhões MINISTÉRIO A PAGAR DÍVIDA PAGA % DO TOTAL CIDADES PREVIDÊNCIA SOCIAL SAÚDE TRANSPORTES EDUCAÇÃO INTEGRAÇÃO NACIONAL DEFESA TURISMO CIÊNCIA E TECNOLOGIA FAZENDA AGRICULTURA DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO ESPORTE JUSTIÇA TRABALHO E EMPREGO CULTURA DESENVOLVIMENTO SOCIAL PLANEJAMENTO COMUNICAÇÕES MINAS E ENERGIA DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COM. EXTERIOR MEIO AMBIENTE PESCA RELAÇÕES EXTERIORES DÍVIDA DOS MINISTÉRIOS Fonte: Siga Brasil Enquanto o orçamento da União cresceu 18% em cinco anos, a dívida dos órgãos que representam o Executivo, o Legislativo e o Judiciário triplicou em volume, registrando alta de 250% no período. Isso significa que o ritmo de expansão dos débitos do governo supera em mais de dez vezes a capacidade de geração de receita do país. Levantamento feito pelo BRASIL ECONÔMICO com informações do Siga Brasil, sistema público de consulta à execução orçamentária, aponta que a conta de restos a pagar do governo passou de R$ 36,7 bilhões em 2006 para R$ 128,6 bilhões este ano. Também houve aumento na participação da dívida no orçamento: de 2,2% para 6,5%. A conta de restos a pagar dos ministérios, que representam quase 80% da dívida da União, foi quadruplicada no período. Os compromissos não quitados passaram de R$ 21,4 bilhões em 2006 para R$ 97,6 bilhões. Já o orçamento das pastas apenas dobrou nesses cinco anos, saindo de R$ 337 bilhões em 2006 para R$ 731 bilhões em Os ministérios que mais devem ao mercado são o das Cidades (R$ 19,5 bilhões), da Previdência Social (R$ 13,8 bilhões) e da Saúde (R$ 12,7 bilhões). Entretanto, as situações mais alarmantes vêm de pastas cuja conta de restos a pagar ultrapassa o orçamento total para o ano. Esse é o caso do Ministério da Integração Nacional que deve 126% da verba disponível para 2011 e do Turismo, que tem 101% do orçamento equivalente a débitos de anos anteriores. Procurados, não se pronunciaram sobre o assunto até o fechamento desta edição. Por meio de nota oficial, o ministério das Cidades informou que o elevado volume de restos a pagar vem do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em geral, são obras de infraestrutura que demandam tempo. Assim, o dinheiro é empenhado e será pago de acordo com o cronograma da obra, esclareceu. Já o ministério da Previdência Social informou que 99% da dívida vem do pagamento de benefícios. Parte dos valores de dezembro é quitada apenas em janeiro, o que explica a execução de quase toda a dívida este ano. 19,50 13,80 12,70 11,80 8,50 6,70 5,10 4,00 2,70 2,20 2,00 1,70 1,60 1,30 0,90 0,70 0,70 0,60 0,40 0,30 0,20 0,10 0,10 0,04 A PAGAR R$ 97,64 BI 6,00 13,40 4,30 5,80 5,40 1,30 3,20 0,40 1,00 0,60 0,80 0,50 0,20 0,50 0,40 0,20 0,20 0,30 0,10 0,10 0,06 0,07 0,05 0,03 30,8 33,9 49,2 63,5 19,4 62,7 10,0 37,0 27,3 40,0 29,4 12,5 38,5 44,4 28,6 28,6 50,0 25,0 33,3 30,0 70,0 50,0 75, , , , , DÍVIDA PAGA R$ 44,91 BI % DO TOTAL 46,O No consolidado, a dívida da União cresceu dez vezes mais que orçamento em cinco anos, atingindo R$ 128,6 bilhões em ,1 No Ministério das Cidades, elevado volume de restos a pagar vem das obras do PAC No caso do ministério da Saúde, os restos a pagar têm origem nos contratos e convênios, cujo pagamento de parcelas se dá à medida em que as etapas contratadas são executadas, ou os lotes de medicamentos e equipamentos são entregues, afirmou em nota. Para especialistas em gestão pública, o quadro é preocupante porque força o uso de orçamentos paralelos no governo, um que remete ao passado, e outro que abrange as demandas do presente. É um estoque de problemas, pois posterga a execução de programas que deveriam ser realizados este ano para quitar compromissos passados, explica Fernando Moutinho, consultor de orçamento do Senado. O maior entrave, contudo, está na qualidade da administração dos gastos. Esse aumento é muito grave, pois indica um problema crônico de

11 Quarta-feira, 24 de agosto, 2011 Brasil Econômico 11 Antonio Cruz/ABr Mendes Ribeiro assume pasta da Agricultura O novo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, afirmou durante sua posse, ontem no Palácio do Planalto, estar à altura do desafio de comandar um dos setores mais importantes do país e repetiu que vai ouvir mais do que falar. A presidente Dilma Rousseff aproveitou a ocasião para anunciar a necessidade de fortalecimento da agricultura brasileira para proteger o setor da volatilidade nos preços das commodities. Otavio de Souza/Pref.Olinda Menos da metade do débito é paga Ministérios acumulam dívida de R$ 40 bilhões em convênios de obras e serviços que nem saíram do papel EM EXECUÇÃO Dívidas não processadas nos ministérios somam R$40 bi CORTE Fazenda estima cancelar, em restos a pagar, R$10 bi PREFEITURAS Restos a pagar cancelados de municípios somam R$1,3 bi A quatro meses do fim do ano, menos da metade dos restos a pagar inscritos para 2011 foi, de fato, quitada pelos ministérios. Segundo dados do Siga Brasil, até 22 de agosto foram pagos 46% da dívida, ou R$ 44,9 bilhões de um total de R$ 97,6 bilhões. Entretanto, parte desse valor corre o risco de nunca sair dos cofres públicos. Isso porque o governo determinou no começo do ano que os restos a pagar anteriores a 2010, cuja obra ou serviço ainda não foi executado, sejam cancelados. Os restos a pagar não processados são valores que foram solicitados por um órgão ou governo que, por algum motivo, não cadastrou ainda o projeto que deverá receber o recurso. Enquanto a burocracia não é feita, nem a obra é iniciada, a União não autoriza a liquidação, explica o consultor de orçamento do Senado, Fernando Moutinho. No total, cerca de R$ 40 bilhões estão nessa situação no âmbito ministerial. A Fazenda estima, contudo, que apenas R$ 10 bilhões sejam definitivamente anulados, de acordo com nota oficial divulgada pelo órgão. De acordo com levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), apenas para as prefeituras os ministérios devem R$ 8 bilhões em restos a pagar não processados. Entretanto, apenas R$ 1,3 bilhão desse total estava passível de cancelamento em junho prazo máximo estipulado pelo governo federal para que as obras e serviços pendentes entrassem em andamento. A Fazenda ainda não divulgou oficialmente quanto dos restos a pagar foram, de fato, cancelados pelo governo este ano. Dos R$ 8 bilhões não processados devidos, a maior parte pertence ao estado de São Paulo. A região tem R$ 1,2 bilhão a receber de obras que ainda nem entraram em execução. Minas Gerais possui a segunda maior pendência, com R$ 694 milhões em convênios não processados. SECRETARIA DA SAÚDE Mais que quitar dívida, equilíbrio entre planejamento e gestão reduziria desvio de verba pública, apontam especialistas gestão orçamentária. O governo não está conseguindo executar o que promete e a arrecadação do ano vigente acaba servindo para tapar o rombo deixado pelos gastos passados, destaca Valdemir Pirez, especialista em contas públicas da Unesp. Segundo ele, a única solução é a melhora da administração do fluxo de caixa da União. O problema não é econômico, pois o país viveu um período de bonança nos últimos cinco anos, com arrecadações recordes. Falta respeito às normas orçamentárias por parte da União, afirma. Além do aprimoramento da gestão ser importante para reduzir a conta de restos a pagar do governo, ela é necessária para reduzir eventuais desvios de recursos públicos. O controle efetivo dessa dívida é muito difícil, o que dá muita margem para corrupção, alerta Pirez. PROCESSO CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 001/2011-SMS.G EDITAL DE CONCESSÃO Nº 001/2011-SMS.G PARCERIA PÚBLICO PRIVADA AVISO DE PRORROGAÇÃO - COMUNICAÇÃO A Comissão Especial de Licitação COMUNICA aos interessados a prorrogação da data de abertura da Concorrência Pública nº 001/2011-SMS.G - Concessão administrativa para construção e modernização de Unidades Hospitalares, construção de Centros de Diagnósticos e Prestação de serviços e utilidades nãoassistenciais, do dia 25 de agosto de 2011 para o dia 26 de setembro de 2011, por interesse público. Em consequência, as propostas e demais documentos necessários à participação na Licitação serão recebidos no dia 26 de setembro de 2011, das 09:00hs às 10:00hs, no auditório da Autarquia Hospitalar Municipal, localizada na Rua Frei Caneca, 1398/1402, 1º andar, auditório, Consolação, São Paulo, São Paulo. A abertura dos volumes das Garantias das Propostas e das Propostas Técnicas será realizada em sessão pública a iniciar-se às 10:00hs do dia 26 de setembro de 2011, no auditório da Autarquia Hospitalar Municipal, localizada na Rua Frei Caneca, 1398/1402, 1º andar, auditório, Consolação, São Paulo, São Paulo. Comissão Especial de Licitações

12 12 Brasil Econômico Quarta-feira, 24 de agosto, 2011 BRASIL CONTAS PÚBLICAS 1 Investimento estrangeiro direto bate recorde no acumulado do ano O investimento estrangeiro direto, que vai para o setor produtivo da economia, atingiu US$ 5,971 bilhões em julho. O valor ficou acima da projeção do Banco Central, de R$ 4 bilhões para o período. Em agosto, até ontem, os valores já somam US$ 3,6 bilhões. No acumulado do ano, os investimentos chegam a US$ 38,448 bilhões, o maior resultado já registrado pelo Banco Central. John Hughes CONTAS PÚBLICAS 2 Déficit em transações correntes soma US$ 28,9 bi no ano e é o maior da história O déficit em transações correntes do Brasil com o exterior foi de US$ 3,497 bilhões em julho, contra um saldo negativo de US$ 4,589 bilhões em igual mês de 2010, informou o Banco Central. Apesar da melhora, no acumulado do ano o valor alcança US$ 28,945 bilhões, o maior da série histórica do BC. Para este mês, a autoridade monetária estima um déficit de US$ 3,2 bilhões. Embratur vai auditar 20% dos convênios Henrique Manreza Governo garante sobrevida do ministro Pedro Novais no Turismo. No Senado, ele voltou a responsabilizar gestões anteriores Pedro Vencelau REPÚBLICA DO MARANHÃO Depois de suspender o repasse de verbas para ONGs devido as denúncias de corrupção que atingiram o Ministério do Turismo, o presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Flavio Dino (PCdoB-MA), disse ontem que a autarquia mudará os critérios de seleção e monitoramento dos seus convênios. A portaria, que será publicada hoje no Diário Oficial, determina que a escolha das entidades parceiras sejam feitas por chamamento público. Antes era feito a partir da expertise reconhecida no mercado. Agora vamos fazer o chamamento público, que é uma espécie de licitação, disse Dino ao BRASIL ECO- NÔMICO. Ele também informou que 20% dos 40 convênios e 10 contratos da Embratur, que em última instância é subordinada ao Ministério do Turismo, serão auditados. Além de uma auditoria interna, os contratos serão revisados por três representantes da Controladoria Geral da União (CGU). Apesar da decisão, Dino faz uma defesa enfática dos convênios. Não sei se o ministério também vai adotar o chamamento público. Mas não podemos demonizar os convênios e parceiros privados. As parcerias são estruturantes no turismo. Espinha dorsal do suposto esquema de corrupção instalado no ministério, o repasse para treinamento de agentes de turismo é questionado pelo dirigente da Embratur. O treinamento de pessoal precisa de indicadores concretos. Quem está sendo treinado? Como? Onde? Com que prazos? Isso não Entre os presos na Operação Voucher da PF, está o ex-presidente da Embratur Mário Moysés. Ele também foi chefe de gabinete do Ministério do Turismo entre 2007 e O ministro do Turismo, Pedro Novais, foi indicado para o cargo pelo senador José Sarney (PMDB-AP). Ele é aliado da governadora do Maranhão Roseana Sarney. Ela, por sua vez, é adversária política de Flávio Dino no estado. Antes da Operação Voucher o ministro Novais teve de explicar o favorecimento do estado do Maranhão em projetos da pasta. estava ocorrendo. Também buscamos indicadores de metas dos convênios. Pressão Enquanto o presidente da Embratur anunciava medidas preventivas contra a corrupção, o ministro do Turismo, Pedro Novais que é adversário político de Flávio Dino no Maranhão repetia no Senado praticamente o mesmo depoimento feito na Câmara dos Deputados na semana passada. Diante da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo da casa, ele fez uma longa exposição sobre seu trabalho em oito meses no cargo antes de responder sobre o suposto esquema de corrupção que foi alvo da Operação Voucher da Polícia Federal. Novais se defendeu dizendo que as irregularidades investigadas são de gestões anteriores. As investigações estão sendo feitas pela Controladoria-Geral da União, a quem pedimos auxílio. Está sendo feito no próprio ministério o exame das prestações de conta. Criamos uma força-tarefa, afirmou. Questionado sobre a frágil fiscalização de convênios, o ministro admitiu falhas nas gestões anteriores e no início da sua. Admito isso, alguma Flávio Dino: aposta em auditoria como blindagem contra corrupção coisa não foi vista no início da gestão, mas já estamos fiscalizando e corrigindo eventuais irregularidades. Em meio ao fogo cruzado das denúncias, o titular do turismo recebeu ontem uma boa notícia do Palácio do Planalto. A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou que ele deve permanecer no cargo apesar das denúncias. Ele tem respondido de forma muito tranquila, calma, e tem tido mudanças no Ministério do Turismo, adequações, então eu particularmente quero dizer que entendo que a permanência do ministro Novais está dada.

13 Quarta-feira, 24 de agosto, 2011 Brasil Econômico 13 ENERGIA Aneel aprova reajuste de tarifas de energia de cinco concessionárias A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem o reajuste das tarifas da Energisa Paraíba, Força e Luz Coronel Vivida (Forcel), Companhia Energética de Alagoas (Ceal), Companhia Energética do Maranhão (Cemar) e Companhia Energética do Piauí (Cepisa). Para os consumidores da Energisa Paraíba, por exemplo, o aumento será de 8,06% para residências e de 6,43% para indústrias. José Cruz /ABr PRÉ-SAL Lobão pede que senadores cheguem a consenso sobre a distribuição dos royalties O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, pediu aos senadores que cheguem a um consenso sobre a proposta de divisão dos royalties do petróleo da camada pré-sal. O Senado avaliará veto do governo à emenda que distribui os recursos entre estados e municípios pelos critérios do Fundo de Participação dos Estados e Fundo de Participação dos Municípios, que beneficia os estados não produtores. País terá déficit zero no turismo em 2016 Copa e Olimpíadas vão ajudar país a reverter balança comercial do turismo Pedro Venceslau e Regiane de Oliveira O governo quer aproveitar a Copa de 2014 e a Olimpíada para atingir o déficit zero na balança do turismo. Isto vai significar receber mais dinheiro com a entrada de estrangeiros do que os brasileiros gastam lá fora. Desde a década de 60, o país conseguiu ter superávit apenas três vezes: 1989, quando a hiperinflação comeu os recursos dos brasileiros e dificultou as viagens; em 2003 e 2004, com o real valorizado e perspectivas de crise econômica. A estratégia para se chegar a isso é aumentar o número de escritórios brasileiros de turismo no exterior, das nove unidades atuais para 15 até o final do ano. Vamos usar a inteligência comercial para atuar de forma complementar a das embaixadas, afirmou Flávio Dino, presidente da Embratur. A força de ocupação territorial do turismo brasileiro tem como foco a China, com venda de produtos de aventura e ecoturismo. EUA, Oriente Médio e países da Europa também estão na mira. O desafio é grande. Por enquanto, o brasileiro gasta mais com cartão de crédito em compras no exterior, do que a somatória de gastos de estrangeiros no país. Segundo o Banco Central, os turistas brasileiros gastaram nos últimos 12 meses, terminados em julho, R$ 12,1 bilhões em compras com cartão no exterior, 60% do total das despesas brasileiras lá fora, que inclui gastos com negócios e educação. Enquanto isso, no mesmo período, estrangeiros deixaram R$ 6,4 bilhões entre gastos com viagens, educação, negócios e cartão de crédito. O déficit soma R$ 13,8 bilhões. Em julho, as despesas de brasileiros no exterior chegaram a US$ 2,196 bilhões e, no acumulado dos sete meses do ano, US$ 12,38 bilhões. O déficit em julho chegou a R$ 1,7 bilhão. A meta é chegar a R$ 6,4 bilhões de divisas neste ano. Chegaremos a R$ 6,5 bilhões, afirma. BALANÇO DE PAGAMENTOS Viagens internacionais receitas e despesas, em R$ milhões* DEZ/1969 PONTO INICIAL 28,50-89,10-117,60 DEZ/75 DEZ/81 Fontes: BC e Brasil Econômico Receita total Saldo total Despesa total DEZ/87 DEZ/93 * acumulado em 12 meses DEZ/99 DEZ/05 Receitas 6.407,30 Saldo ,00 Despesas ,30 JUL/11 Troquei o banco pelo meu próprio negócio no mercado financeiro. Se você é gerente de banco e gostaria de oferecer uma ampla carteira de produtos e serviços do mercado financeiro para o seu cliente, a XP foi feita para você. Milton Costa Ex-gerente de banco e agora sócio da PDCA Investimentos, afiliada à XP. > Plataforma com mais de 400 fundos de investimento, 80 CDBs e diversidade de CRIs e LCIs. > Proposta de investimento personalizada, de acordo com o perfil do investidor. > Treinamento inicial e todo suporte necessário para o dia a dia dos seus negócios. Faça como o Milton. Venha para a XP. A maior plataforma independente de produtos financeiros do Brasil. (11)

14 14 Brasil Econômico Quarta-feira, 24 de agosto, 2011 BRASIL REFORMA POLÍTICA Financiamento público de campanha colabora para caixa 2, diz Claudio Abramo O diretor executivo da organização não governamental (ONG) Transparência Brasil, Claudio Abramo, afirma que o financiamento público de campanha não é uma solução para o combate à corrupção. Ele acredita que a proibição do financiamento privado vai provocar um aumento do chamado caixa 2, que é o dinheiro recebido em campanha e não declarado. Antonio Milena REFORMA AGRÁRIA Para Incra, vendas irregulares em assentamentos não causam preocupação O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Celso Lisboa Lacerda, afirma que quando ocorre a venda ilegal de lotes dentro dos assentamentos destinados à agricultura familiar, os próprios assentados denunciam e o Incra faz a notificação. A maioria das pessoas que estão em assentamentos é de boa-fé. Já é muito divulgado que a compra e venda de lote é uma prática ilegal. Governo vai turbinar microcrédito Dilma anuncia hoje a ampli ação do programa que beneficia microempreendedores com renda bruta de até R$ 120 mil por ano. Pelas novas regras, a taxa de juros para esse tipo de financiamento cai de 4% ao mês para 8% ao ano Antônio Cruz/ABr Simone Cavalcanti, de Brasília Dilma: microcrédito será usado como medida de redução da pobreza no país A presidente Dilma Rousseff anuncia hoje a ampliação do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado, que vai beneficiar microempreendedores com renda bruta de até R$ 120 mil por ano. Até ontem à noite, entre as medidas, estava prevista a redução da taxa de juros para esse tipo de financiamento dos atuais 4% ao mês para 8% ao ano, sendo que uma parte da equalização será feita por meio da taxa de abertura de crédito cobrada dos tomadores dos empréstimos. O desenho inicial é que os bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste) liderem as operações. Mas os recursos para as linhas de financiamento deverão ser ampliados de uma forma geral. A exigência para que as instituições financeiras apliquem em microcrédito subirá dos atuais 2% para 3% dos recursos que são obrigadas a depositar no Banco Central. Com isso, a disponibilidade de recursos para esse tipo de operação subiria dos atuais R$ 3,6 bilhões para R$ 5,6 bilhões. Para tal, o Conselho Monetário Nacional (CMN) terá de alterar a resolução nº 3422, escalonando prazos para o aumento dos recursos voltados a essa finalidade a partir de julho de Os recursos adicionais poderão vir da exigibilidade do crédito rural que está sendo reduzida em 1 ponto percentual por ano, justamente porque essa diminuição anual é integralmente direcionada como depósito compulsório. Em estudos iniciais, o governo identificou que muitas instituições preferiam deixar os recursos depositados no BC, mesmo sem rendimento, reduzindo o montante para o microcrédito. Além disso, 95% dos empréstimos são para consumo. Por isso, as linhas que serão disponibilizadas serão voltadas ao capital de giro e aos investimentos, como a compra de ferramentas, equipamentos e matéria-prima de microempresas e dos Microempreendedores Individuais (MEI). Com isso, o governo quer que, de fato, haja geração de emprego, de renda e que funcione como mais um ponto na direção de reduzir a miséria do país, além de ser a abertura de uma porta efetiva de saída da dependência dos programas sociais. Atualmente, estão aplicados R$ 1,6 bilhão em crédito ao consumo, R$ 900 milhões para o setor produtivo e R$ 1,1 bilhão sem uso, recolhidos nos cofres do Banco Central. Do total, R$ 1,8 bilhão estão em bancos públicos. As linhas que devem ser disponibilizadas serão voltadas ao capital de giro e aos investimentos, como a compra de ferramentas, equipamentos e matéria-prima de microempresas e dos Microempreendedores Individuais Há metas traçadas para elevar esses valores. De acordo com fonte do governo, até dezembro deste ano, o objetivo é fazer 933 mil operações com ampliação de R$ 606 milhões nas carteiras ativas das instituições. Para o ano que vem, o número de tomadores cresceria para 2,525 mil com estoque de financiamento da ordem de R$ 2,2 bilhões. E, para 2013, 3,463 mil microempresários tomariam R$ 3,3 bilhões em empréstimos. Para o gerente de acesso a mercados do Sebrae Nacional, Paulo Alvim, há uma parceria com o executivo para que os recursos sejam de fato voltados à inclusão produtiva e com as instituições financeiras para a capacitação dos tomadores e dos agentes de crédito. Além disso, um esforço maior no processo de formalização dos Microempreendedores Individuais. O programa sempre teve forte viés de consumo, mas agora terá de geração de empregos e renda, afirmou Alvim.

15 Quarta-feira, 24 de agosto, 2011 Brasil Econômico 15 DÍVIDAS Endividamento das famílias cai pelo terceiro mês consecutivo e fica em 62,5% O nível de endividamento das famílias brasileiras ficou em 62,5% em agosto, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). O resultado representa recuo em relação aos 63,5% registrados em julho e constitui o terceiro mês consecutivo com baixa nas taxas. Mas o resultado ainda é superior ao registrado em agosto de 2010, de 59,1%. Divulgação CORRUPÇÃO Vice assume prefeitura de Campinas e já é alvo de pedido de investigação O vice-prefeito de Campinas, Demétrio Vilagra (PT), assumiu ontem o cargo de prefeito, em substituição a Hélio de Oliveira Santos (PDT), que teve o mandato cassado pela Câmara de Vereadores. Pouco depois da posse, o vereador Valdir Terrazan (PSDB) protocolou pedido para abrir uma comissão processante com o objetivo de apurar o envolvimento de Vilagra nas mesmas fraudes pelas quais Hélio é acusado e investigado. Números ruins fazem CNI pedir agilidade na efetivação de medidas De 26 setores da indústria de transformação considerados na Sondagem Industrial, 22 operam com atividade abaixo do usual Eva Rodrigues A indústria brasileira registrou em julho o oitavo mês consecutivo de recuo no uso da capacidade instalada (75% na média) e mesmo assim os estoques fecharam em alta de 53,9 pontos, acima dos 53 pontos de junho e da média de 53,4 pontos do acumulado do ano. A desaceleração verificada não foi surpresa CNI aguarda os dados oficiais do PIB do segundo trimestre para reavaliar projeções para a indústria no ano. Viés é de baixa para a Confederação Nacional da Indústria (CNI) mas elevou o grau de expectativas em torno da implementação de medidas já anunciadas recentemente no Plano Brasil Maior. O Brasil tem uma experiência de baixa efetividade na implementação de medidas anunciadas. No caso do Plano Brasil Maior, o conjunto de medidas ficou aquém do que esperávamos. Mas é um começo e precisamos ver agilidade na implementação das medidas de desoneração da folha, de ressarcimento dos créditos de exportações e para defesa da indústria, observa o gerente executivo de Política Econômica, Flávio Castelo Branco. Além da efetivação do que já foi prometido, a CNI discute neste momento novas medidas adicionais a serem apresentadas ao governo para que o segmento possa enfrentar um cenário pouco otimista à frente. E o mais novo elemento a perspectiva de baixo crescimento global nos próximos anos traz um fator a mais de pressão nas já combalidas exportações de manufaturados e na competição com os produtos importados. Ao ponderar que a indústria brasileira precisa correr atrás de produtividade e o governo trabalhar pela melhora do ambiente de negócios no país, o economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rogério César de Souza, observa que as tentativas de política industrial no Brasil não têm sido pensadas como uma política de Estado e de longo prazo. É preciso pensar no conjunto de possibilidades que o país tem para ser competitivo no longo prazo, e para além de governos, através de medidas substanciais que deem horizonte ao setor industrial. LEIA E ASSINE O BRASIL ECONÔMICO. Prezado Assinante, a Central de Atendimento e Venda de Assinaturas passa a atender nos telefones: (São Paulo e demais localidades) (21) (Capital do RJ) De segunda a sexta-feira, das 6h30 às 18h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 7h às 14h.

16 16 Brasil Econômico Quarta-feira, 24 de agosto, 2011 EDUCAÇÃO/INOVAÇÃO Editora: Elaine Cotta QUINTA-FEIRA SUSTENTABILIDADE SEXTA-FEIRA TECNOLOGIA Sindicato vai formar engenheiros Projeto do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) está recebendo R$ 4 milhões da Federação Nacional Pinheiro: R$ 4 milhões em investimentos para criar centro de excelência em pesquisa e inovação Elaine Cotta No segundo semestre de 2012, São Paulo vai ganhar mais uma faculdade de engenharia. Mas não será uma escola qualquer. Trata-se do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), uma escola de engenharia cujo foco será formar não apenas engenheiros, mas profissionais especializados em inovação. O projeto terá investimento inicial de R$ 4 milhões, bancado pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), e terá apenas um curso para atender um grupo restrito de 60 alunos, o de Engenharia de Inovação. Será o primeiro curso voltado exclusivamente à inovação no país, diz Antonio Octaviano, secretário-executivo do Isitec e responsável pela grade curricular e pelas obras da escola, que vai funcionar no bairro da Bela Vista, em São Paulo. Trata-se de uma iniciativa sem fins lucrativos, o que não significa que será uma escola pública. Haverá cobrança de mensalidade, explica o presidente da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro. O valor ainda não foi definido. Um dos motivos que levaram a federação a bancar o projeto foi a carência de engenheiros no país estima-se que o déficit seja de aproximadamente 20 mil por ano. Pinheiro explica Queremos disseminar uma cultura que, infelizmente, ainda sofre preconceito no Brasil: produzir conteúdo intelectual, e nisso leia-se pesquisa, aplicável ao dia a dia das empresas Antonio Octaviano Secretário executivo do Isitec e responsável pela grade curricular da nova escola que o projeto começou a ser desenhado em 2006, com o lançamento do Cresce Brasil programa com diretrizes para dar sustentabilidade ao crescimento da economia e à formação de mão de obra especializada, especialmente em engenharia. O Instituto já está criado e, agora, estamos na fase final de acertar detalhes da metodologia pedagógica e de atender a todos os requisitos do Ministério da Educação (MEC) para começarmos a funcionar com tudo em dia, diz Octaviano. O nosso foco será a qualidade do curso. Por isso optamos por ter, inicialmente, apenas um curso e um grupo mais restrito de alunos. Foi essa busca por qualidade que atrasou o início do projeto o instituto deveria começar a funcionar em janeiro de 2012 e não em agosto. Referência internacional A grade curricular o Isitec será diversificada e, de certa maneira, descolada do que se pratica na maioria das escolas de engenharia do país. Nada do modelo de curso compartimentado por áreas elétrica, mecânica, mecatrônica, química, a ideia é que o foco seja a inovação, independentemente do segmento de trabalho. Não pretendemos concorrer com outras universidades nacionais, mas queremos nos transformar em referência a partir da produção de

17 Quarta-feira, 24 de agosto, 2011 Brasil Econômico 17 SEGUNDA-FEIRA ECONOMIA CRIATIVA TERÇA-FEIRA EMPREENDEDORISMO inovadores JOÃO JOSÉ LANNES Engenheiro, diretor do Grupo Lannes & Hoffmann e fundador da Cauax dos Engenheiros (FNE) para curso de elite voltado para 60 alunos Ilustração: Alex Silva Empregados, procuram-se! pesquisa voltada para a inovação no campo da engenharia, diz Pinheiro. Para isso, explica Octaviano, foram investidos dois anos em levantamentos para buscar os melhores exemplos. Visitamos institutos de tecnologia que já atuam com foco em inovação em outros países para criar um modelo exclusivamente nosso, explica. O resultado das pesquisas é um curso com o dobro da duração de uma graduação tradicional, com 6 mil horas/ aula, a ser realizado em tempo integral, das 8h às 18h. Uma das novidades será o conteúdo curricular em nuvem, que será armazenado na internet, podendo ser acessado por professores e alunos dentro e fora da escola. Fechamos parcerias com universidades da Alemanha, China e Estados Unidos, explica Octaviano, lembrando ainda das parcerias com o setor privado brasileiro. Logo nos primeiros semestres, os alunos começarão a desenvolver projetos de pesquisa. Queremos disseminar uma cultura que, infelizmente, ainda sofre preconceito no Brasil: produzir conteúdo intelectual, e nisso leia-se pesquisa, aplicável ao dia a dia das empresas. Vamos priorizar as parcerias com o setor produtivo para que a inovação produzida por nós gere frutos para a economia e para o país, conclui. Não pretendemos concorrer com outras universidades nacionais, mas queremos ser referência a partir da produção de pesquisa voltada para a inovação no campo da engenharia Murilo Celso de Campos Pinheiro Presidente da Federação Nacional dos Engenheiros Os dados são aterradores: 70% das indústrias estão com dificuldades de encontrar profissionais qualificados. Isso ocorre até na indústria da construção civil A considerar o grande número de eventos internacionais e a posição de destaque que a economia brasileira vem alcançando no cenário internacional, nada mais natural que esperar um consequente aumento na oferta de empregos. Mas estamos preparados para suprir o mercado? No século passado importamos mão de obra italiana para a nossa lavoura cafeeira. E agora, como nos portaremos? Estamos diante de um quadro de falta de estrutura interna em todos os campos. Vários tipos de apagões estão acometendo o nosso país. Uns com maior intensidade do que outros. Apagões relacionados à falta de infraestrutura ganham maior repercussão e, consequentemente, maior espaço para discussão. Por outro lado, apagões ligados à área cultural ou acadêmica não são tão debatidos ou comentados, mas nem por isso deixam de ser uma triste realidade. Não por acaso o Brasil foi classificado em 58ª colocação em nível de competitividade, entre 139 países. Na educação, a 88ª posição obtida entre 128 países colocou Paraguai, Equador e Bolívia à frente do Brasil no índice de Desenvolvimento Educacional. O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), c lassificou o Brasil em 55º em Compreensão e Leitura, 55º em Matemática e 53º em Cultura Científica. Na área empresarial, a agora 7ª economia mundial ocupa a 22ª colocação em certificações ISO Apagão é um fenômeno negativo que ocorre toda vez que um recurso passa a ser utilizado de forma crescente, gradativa e sua reposição não é feita na mesma proporção. O nosso sistema de ensino, público ou particular, não tem sido capaz de produzir capital intelectual em proporções suficientes para suprir a demanda. E os dados são aterradores: 70% das indústrias do Brasil estão com dificuldades de encontrar profissionais qualificados. Mesmo a indústria da construção, cuja demanda por mão de obra é tradicionalmente elevada, mas sempre atendida em decorrência de um menor nível de qualificação, está vivendo momentos únicos com obras em ritmo lento. É imperativo que ações efetivas, objetivando a reversão desse quadro, sejam implementadas. Ampliar a oferta e facilitar o acesso a cursos de formação e qualificação, bem como a sistemas de financiamento dessas ações, estão na pauta de empresas e organizações não governamentais. O crescente número de novas profissões tem imposto a identificação de novas disciplinas. Esses são desafios que o mundo precisa responder. Intermediar a oferta de ações de treinamento, formação e qualificação é um primeiro passo. Facilitar a identificação da melhor ação, adequando o tipo da necessidade às alternativas de oferta existentes e, dentro do possível, às formas de financiamento conhecidas é o caminho a ser seguido. Incentivar iniciativas dessa natureza é uma obrigação dos governantes em qualquer esfera de poder municipal, estadual ou federal e cobrar esse incentivo é um dever de cada brasileiro preocupado em assegurar um país cada vez maior e melhor para se viver, trabalhar e investir.

18 18 Brasil Econômico Quarta-feira, 24 de agosto, 2011 ENCONTRO DE CONTAS LURDETE ERTEL Página de estreia Sebastien Nogier/AFP A Livraria Cultura dá os últimos retoques nas prateleiras para a esperada abertura de sua primeira unidade no Rio de Janeiro. A unidade abre seu índice no dia 31, no Fashion Mall, em São Conrado. Com uma área de mil metros quadrados, a livraria do Rio será a primeira da rede a ter um espaço gourmet, dedicado a eventos gastronômicos. Outro ineditismo será a venda de produtos do famoso Museum of Modern Art (MoMa), de Nova York, disponíveis pela primeira vez em uma livraria brasileira. Com a inauguração no Rio, a Cultura passa a ter 12 lojas no Brasil. Ainda neste ano, pretende abrir a 13ª, em Curitiba (PR). O Rio tem outra livraria da Cultura em gestação, no antigo Cine Vitória, no centro da cidade. Quando tamanho é impedimento O bilionário russo Roman Abramovich, 41 anos, começou a perceber que pode trazer mais problemas do que confortos ser dono do maior iate do mundo. O proprietário do clube de futebol inglês Chelsea teve dificuldades para atracar seu navio gigante, o Eclipse, no final de semana na Riviera Francesa, onde o magnata tem uma casa de veraneio. Com 170 metros de comprimento (ou 557 pés), a maior embarcação particular do mundo não encontrou espaço mesmo no Antibes, maior porto de iates na Europa. O local tinha apenas uma doca que, em tese, seria grande o suficiente para Eclipse, mas já estava ocupada pelo iate do príncipe saudita Al-Waleed bin Talal Alsaud, com apenas metade do tamanho. Abramovich teve que atracar o barco de R$ 1 bilhão no mar aberto (foto) e seguir de lancha para a praia com a família. Ordenha no Sul Em meados de setembro, a Batavo corta a fita de uma nova unidade de beneficiamento de leite da cooperativa em Ponta Grossa (PR). Construída às margens da PR-151, a planta tem capacidade instalada para processar 500 mil litros diários de leite, que será vendido a gigantes como Nestlé e Danone. Além de matéria-prima para outras indústrias, a fábrica produzirá leite concentrado e creme de leite. Foi investimento de R$ 60 milhões. Ordenha no Nordeste Outra indústria de leite que começa a espumar no Brasil nas próximas semanas é a unidade da Sabe Alimentos no município de Muribeca, em Sergipe. Com capacidade para processar 330 mil litros por dia, a planta será a maior do Estado e uma das maiores do Nordeste. O grupo Albano Franco, dono da Sabe, investiu cerca de R$ 80 milhões na fábrica, que deve iniciar operações em outubro. Paris na garoa Os entornos da rua Oscar Freire, em São Paulo, ganharam ares de bulevar francês do século 19 no domingo, com a Promenade Chandon, evento da grife do grupo LVMH que levou 6 mil pessoas ao bairro Jardins. Em sua quinta edição, o mais importante evento da Chandon mobilizou 32 grifes, 23 restaurantes e marcas como Air France e Volkswagen. E reuniu famosos como Paola Oliveira (na foto com Davide Marcovitch, presidente da marca para América Latina), Maria Fernanda Candido, Cauã Raymond, Rodrigo Lombardi e Adriane Galisteu. Pelos cálculos da Chandon, foram entornadas 3,5 mil garrafas de espumantes da marca. Nova York parou. As ruas estão cheias de pessoas, todos os prédios evacuados... Ninguém consegue fazer ligações. Depois de 11 de setembro, qualquer coisa é muito assustadora aqui, traz o pânico nas pessoas até terem informações Izabel Goulart, top brasileira, relatando no Twitter o susto com o terremoto que sacudiu Nova York ontem.

19 Quarta-feira, 24 de agosto, 2011 Brasil Econômico 19 Fotos: divulgação Fome criativa Depois de estar em destaque por uma semana no site da Archive, bíblia dos publicitários do mundo, a agência brasileira e21 emplacou duas de peças na edição impressa da publicação. A revista mais incensada do mercado de propoganda publicou na sua edição bimensal imagens criadas para a unidade de proteção de cultivos da BASF. Uma delas (foto) mostra um ácaro, uma das principais pragas das lavouras, com garfo e faca a postos para se alimentar. MARCADO Incubadoras de empresas terão a oportunidade de obter dicas e tirar dúvidas sobre o trabalho dos coaches com Eva Hirsch Pontes, sócia-gerente da Phoenix, na palestra O que é Coaching", hoje, no Instituto Nacional de Tecnologia, no Rio. Bauru com grife Um dos mais tradicionais restaurantes da cidade de São Paulo acaba de abrir sua primeira unidade fora da Capital. O Ponto Chic ganhou filial em Ribeira Preto (SP). Criado em 1922, o restaurante ganhou fama pela invenção, em 1937, do sanduíche bauru. Vencedor na tela Dos cinco DVDs do UFC colocados no mercado com exclusividade pela Sony Music no início de agosto, o campeão de vendas tem sido o especial com Royce Gracie. O veterano derrotou nomes como Anderson Silva, Vitor Belfort e Minotauro. A previsão da Sony é vender 100 mil unidades até o final do ano. Levando a cabo O Rio de Janeiro conquistou mais um evento internacional. Depois dos Jogos Militares e da visita do Papa Bento XVI, anunciada para 2013, a cidade se tornará a capital mundial dos transportes a cabo em outubro. O congresso internacional do segmento está em sua 10ª edição e vai estacionar pela primeira vez na América Latina. Símbolo do Rio e mais famoso exemplar de transporte a cabo do país, o Bondinho Pão de Açúcar é o apoiador oficial do evento. João Miguel Júnior/TV Globo No azul do cinema Embaixadora brasileira da ONG internacional ActionAid, a atriz Julia Lemmertz será cicerone de uma sessão de cinema muito especial hoje, no Rio de Janeiro. Julia vai acompanhar 170 crianças moradoras da favela Cidade de Deus em uma exibição do filme Os Smurfs 3D, em um shopping da Barra da Tijuca. A turma de baixinhos faz parte do projeto CEACC, que fica em uma das 972 comunidades parceiras da ActionAid no Brasil. Será a primeira vez que a criançada terá acesso a uma sessão em 3D. A ação é resultado de alinhamento entre a ActionAid, a Sony Pictures e a UCI New York City Center. Cidade de Deus é considerada uma das favelas mais violentas do Rio de Janeiro. GIRO RÁPIDO Cadeira de aniversário A loja Etel Interiores, de São Paulo, lustrou uma homenagem ao arquiteto Oswaldo Bratke, que completaria 104 anos hoje. Pela primeira vez, vai editar uma série especial limitada da cadeira desenhada por Bratke em 1948 (foto). São apenas 104 peças, idade que Oswaldo faria. Das 104 cadeiras que estão sendo produzidas, 20 já estão vendidas. Contrato na tomada A Voith Hydro assinou contrato de fornecimento de equipamentos para a usina Teles Pires, um dos maiores projetos hidrelétricos do Brasil. O acordo foi firmado depois de o Ibama conceder a licença ambiental que permite o início das obras de construção do empreendimento, na divisa de Mato Grosso com Pará. A Voith Hydro lidera o consórcio fornecedor eletromecânico para a usina. Carona para a escola O carro mais vendido no Brasil virou mochila. O novo Uno, da montadora italiana Fiat, foi transformado em artigo escolar em parceria com a Diplomata. A mochila está sendo lançada na Officer PaperBrasil Escola 2011, que estacionou no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, nesta semana. Além de relevo em 3D, o pequeno Uno escolar tem três rodas especiais de cada lado para subir escada e calçadas. MODADE OLHOPUXADO Um dos estilistas mais paparicados dos EUA baixa no Brasil em outubro. O tailandês Phillip Lim, 38, aterrissa em São Paulo para participar da 5 edição do Pense Moda, no MuBE. O dono da marca 3.1, Phillip Lim é um dos designers asiáticos mais cobiçados da moda americana, ao lado de Jason Wu e Alexander Wang. Na lista de clientes, famosas como Sarah Jessica Parker.

20 20 Brasil Econômico Quarta-feira, 24 de agosto, 2011 EMPRESAS Editora: Rita Karam Subeditora: Estela Silva Positivo reage à HP e retoma liderança em PCs Enquanto rival americana planeja abandonar área de computadores pessoais, fabricante do Paraná sai do vermelho, aumenta vendas e retoma crescimento no mercado nacional Carolina Pereira A guerra entre Positivo e HP pela liderança do mercado brasileiro de PCs teve mais uma batalha ontem. Cerca de três meses depois de Leo Apoeteker, presidente mundial da fabricante americana, visitar o Brasil e convocar a imprensa para anunciar que havia se tornado líder do mercado nacional de computadores, a brasileira afirma ter retomado a posição número um. Segundo Hélio Rotenberg, presidente da Positivo, a participação de mercado em unidades vendidas da fabricante nacional cresceu 1,1 ponto percentual no segundo trimestre do ano comparada aos primeiros três meses e atingiu 13,5%. A segunda colocada, HP, finalizou o período com 10,5%, segundo pesquisa da consultoria IDC. A retomada da liderança da Positivo acontece em um momento turbulento para a HP no mundo. Na semana passada, a companhia anunciou que vai abandonar o seu sistema operacional WebOS, voltado para tablets e smartphones, considerado uma das grandes apostas da HP no ano passado. A empresa afirmou também que estuda a saída do mercado de PCs e busca novas alternativas para a sua divisão, considerando até mesmo a venda para terceiros. O crescimento da participação da Positivo aconteceu depois da companhia ter passado por maus momentos nos primeiros três meses do ano. Além da perda do primeiro lugar, teve de lidar também com o resultado negativo no lucro, que atingiu R$ 33,7 milhões, número 68,6% menor que o registrado um ano antes. O número foi fruto, entre outros fatores, da queda nos preços de PCs por conta da concorrência acirrada com as multinacionais. Ter volume é importante para nós, pois sem isso não conseguimos ter preço baixo, diz Rotenberg. No segundo trimestre, o cenário começou a mudar para a Positivo e o lucro cresceu para R$ 9,5 milhões, mas o número ainda está longe do apresentado pela companhia Fatores como a queda nos preços de PCs e a diminuição das vendas para o governo fizeram o lucro da Positivo cair cerca de 70% no primeiro trimestre do ano há dois anos, quando atingiu lucratividade de R$ 59,1 milhões. Segundo Rotenberg, a mudança de governo teve influência nas vendas para esta área no primeiro semestre e foi um dos fatores que puxaram o lucro para baixo. Já prevíamos que seria fraco, mas esperamos algumas entregas para o segundo semestre, afirma. De acordo com o executivo, entre ontem e hoje acontecerão quatro audiências públicas que devem resultar em licitações até o final do ano, entre elas a do Programa Um Computador por Aluno (Prouca) e o Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo). Mercado de varejo Enquanto as vendas para o governo não passam por um bom momento, o varejo está em fase de forte crescimento. A participação da Positivo neste segmento atingiu 21,7%, com 430 mil computadores vendidos, números influenciados principalmente pela classe C. A forte demanda do consumidor final fez a consultoria IDC rever a projeção de crescimento do mercado para 2011, de 11,8% para 15,7%, o que significa 15,9 milhões de unidades vendidas. Para Rotenberg, não há sinal de crise neste mercado. O dia dos pais não mostrou nenhum sinal de recessão, vamos manter o investimento de R$ 50,5 milhões para OS ALTOS E BAIXOS DA POSITIVO INTERNACIONALIZAÇÃO Empresa vendeu 200 mil PCs na Argentina Em dezembro do ano passado a Positivo anunciou o início de sua internacionalização por meio de joint venture com a argentina BGH. O acordo entrou em prática em junho e, desde então, foram vendidas 200 mil máquinas, de acordo com Hélio Rotenberg, presidente da Positivo. O próximo passo é levar o tablet da marca para o país, importado do Brasil, a partir de setembro. O conteúdo local, no entanto, deve ser disponibilizado a partir do ano que vem. O Uruguai também está no foco da internacionalização da Positivo, segundo Rotenberg. As oscilações no lucro* da fabricante nacional de PCs nos últimos dois anos, em R$ milhões 12,2 59,1 47,9 37,8-33,7 0 2º TRIM 3º TRIM 4º TRIM 1º TRIM 2º TRIM 3º TRIM 4º TRIM 1º TRIM 2º TRIM Fonte: Positivo *lucro líquido 30,2 15,3 12,3 9,5 Hélio Rotenberg, presidente da Positivo: expectativa de participar de mais licitações com o governo

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