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1 Clipping Nacional de Educação Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2015 Capitare Assessoria de Imprensa SHN Qd2Edifício Executive Office Tower Sala 1326 Telefones: (61) (61)

2 Valor Econômico 05/02/15 PRIMEIRA PÁGINA Brasileiro lidera indisciplina na aula Por Assis Moreira De Genebra Os estudantes brasileiros são campeões de mau comportamento na sala de aula, conforme relatório da OCDE ao qual o Valor teve acesso. Pesquisa internacional sobre ensino e aprendizagem associa a indisciplina à perda de tempo de instrução e oportunidade de aprender, "especialmente no Brasil". Entre os 34 países que participaram da pesquisa em 2008 e em 2013, são os professores no Brasil que dizem gastar a mais tempo tentando manter ordem na classe: 18% em 2008 e 20% em 2013, comparado à média internacional de 13% nos dois períodos. Professores no Chile e México, os dois outros países da América Latina avaliados, também relataram um grau elevado de problemas de comportamento nas aulas. Além das interrupções das aulas pelos estudantes, há outras fontes de perda de tempo para aprendizado, como tarefas administrativas (listas de chamada, reuniões etc.), e nesses casos o Brasil também aparece como campeão. O estudo de 2013 mostra que é de 33%, na média, o tempo de não instrução relatado pelos professores no Brasil, ante 21% entre os países participantes. No Chile, é de 26% e no México, de 24%.

3 Valor Econômico 05/02/15 BRASIL Brasil é 'campeão' em mau comportamento na aula, indica pesquisa da OCDE Por Assis Moreira De Genebra Os estudantes brasileiros são campeões de mau comportamento na sala de aula, conforme relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) ao qual o Valor teve acesso. Pesquisa internacional da OCDE sobre ensino e aprendizagem (conhecida pela sigla Talis) associa a indisciplina à perda importante de tempo de instrução e oportunidade de aprender, "especialmente no Brasil". Entre os 34 países que participaram do Talis em 2008 e em 2013, são os professores no Brasil que dizem gastar a maior proporção do tempo tentando manter ordem na classe: 18% em 2008 e 20% em 2013, comparado à média internacional de 13% nos dois períodos. Enquanto mais de 60% dos professores do primeiro ciclo no Brasil apontam mais de 10% de estudantes com problemas de mau comportamento, o número é muito menor no Japão, onde apenas 13% dos professores relatam o problema. Professores no Chile e México, os dois outros países da América Latina que participaram do Talis 2013, também sinalizam alto nível de problemas de comportamento em suas salas de aula. A indisciplina é generalizada. Como nota a entidade, podia-se esperar que os professores da rede pública gastassem mais tempo tentando manter ordem na classe do que seus colegas nas escolas privadas, já que normalmente as escolas públicas concentram estudantes de famílias "socioeconomicamente desvantajadas". Mas essa diferença só foi observada no Brasil, e por uma pequena diferença, de apenas três pontos. Além das interrupções de aulas pelos estudantes, há outras fontes de perda de tempo para aprendizado, como tarefas administrativas (chamada de lista, informações da escola, reuniões etc.), e nesse caso o Brasil também aparece como campeão. O Talis 2013 mostra que é de 33%, na média, o tempo de não instrução relatado pelos professores no Brasil, ante 21% entre todos os países participantes. No Chile, é de 26% e no México, 24%. Uma carência de professores e escolas resulta em classes superlotadas, com impacto negativo no uso do tempo na sala de aula. No Brasil, Chile e México, a média é de 30 alunos por classe, mas em algumas escolas chega a 50 no Brasil e México e 60 estudantes no Chile. Somente no Brasil o tamanho da classe é associada a problemas de comportamento de estudantes. O absenteísmo de professores também reduz o tempo de instrução e ocorre entre 18% e 21% do ciclo primário no Brasil, Chile e México, pelo menos uma vez por semana. A pesquisa mostra que estudantes brasileiros pareciam algumas vezes visivelmente entediados na classe ou completamente desestimulados. Já estudantes em Cuba pareciam engajados e raramente mostravam falta de interesse. Uma possível razão para esse resultado é falta de planificação das aulas, o que pode ser causada pela ausência de qualificação ou de tempo. Estudantes brasileiros gastam muito mais tempo copiando instruções do quadro-negro do que no Chile e Cuba. Professores usavam atividades já preparadas somente em algumas escolas brasileiras, diz o relatório. Diante da falta de atratividade para ser professor, ainda é comum se encontrar professores na América que não completaram seus cursos, não receberam treinamentos para o que ensinam, ou não tem formação contínua. O número de anos de experiência de um professor tem papel importante no Brasil, Chile e México. Aqueles com menos anos de ensino têm mais estudantes que perturbam as aulas.

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5 FOLHA DE SÃO PAULO 05/02/15 COTIDIANO Haddad critica veto de escolas a escova de dente para poupar água Pais e funcionários relataram proibição no 1ª dia do ano letivo FELIPE SOUZA DE SÃO PAULO O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse na manhã desta quarta-feira (4) que é um "absurdo" a decisão de alguns diretores de escolas municipais que, para economizar água, anunciaram que vão proibir crianças de escovar os dentes. "É um absurdo pedir para que [alunos] não bebam [água nos bebedouros] ou escovem os dentes", disse Haddad. A Folha mostrou na edição desta quarta que algumas escolas planejavam proibir desde o uso do bebedouro até lavar as mãos com água. Decreto do prefeito determina que as escolas reduzam em 20% o consumo de água. A prefeitura, porém, não apresentou nenhum plano de ação aos diretores --o que promete fazer nos próximos dias. O prefeito afirmou ainda que a única orientação é fazer o uso consciente da água nas escolas. "Temos de evitar desperdícios, como lavar pátios duas vezes por semana. Se houver casos assim [restrição da escovação de dentes] vocês têm de denunciar para irmos atrás." Pais e funcionários de duas escolas na zona leste e três da zona norte afirmaram nesta quarta, primeiro dia do ano letivo, que a escovação de dentes foi cortada. Alguns colégios também dispensaram alunos mais cedo por falta de água e reforçaram o pedido para as crianças levarem garrafinhas. "A Sabesp falou que, se faltar água em qualquer escola, ela vai abastecer as caixas-d'água com um caminhão-pipa e, por enquanto, está cumprindo a promessa. Por isso, não tomamos nenhuma medida drástica", disse Haddad.

6 CORREIO BRAZILIENSE 05/02/15 OPINIÃO O drama do ensino médio noturno MOZART NEVES RAMOS Diretor do Instituto Ayrton Senna, foi secretário de Educação de Pernambuco e reitor da Universidade Federal de Pernambuco O grande desafio brasileiro na área da educação está no ensino médio, na escola do jovem. O país está estagnado desde a década de 1990, quando as medições de desempenho escolar se tornaram mais regulares e transparentes. A título de exemplo, dos alunos que terminam a última etapa da educação básica, apenas 27 de cada 100 aprenderam o que seria esperado em língua portuguesa; em matemática, apenas nove. Os estados que deram alguma demonstração mais recente de sair da estagnação, como Pernambuco e Rio de Janeiro, com base no último Ideb, vêm investindo nas escolas de tempo integral (o que não significa apenas passar mais tempo na escola). Dadas as restrições do período noturno, a política de tempo integral não se adequaria. A grande questão que se coloca é: que modelo de escola o país deveria oferecer aos alunos do noturno? O problema é urgente, já que se trata de 2,4 milhões de jovens matriculados no período, ou seja, 33% do total de alunos do ensino médio. Com base no Censo Escolar, 67% deles exercem algum tipo de trabalho e, se não tiverem formação adequada, não conseguirão manter o emprego em face das frequentes descontinuidades tecnológicas. Com isso, o exército dos nem-nem, que nem estudam nem trabalham quase 10 milhões de jovens de 15 a 29 anos, só tende a aumentar. Bomba social de efeito retardado. Os dados evidenciam que existe diferença significativa no perfil dos alunos de cada turno. Os do período noturno são mais velhos e com elevada taxa de defasagem idade/série em decorrência, principalmente, da alta taxa de abandono escolar. Enquanto a taxa de distorção idade/série é de 33% na rede pública do ensino médio, olhando separadamente para cada turno, chega-se à taxa de 23% dos alunos diurnos e 53% dos noturnos. Isso significa que mais da metade dos que estudam à noite está dois ou mais anos atrasada em relação à idade correta para a série cursada. Se os alunos do ensino médio diurno já têm desempenho escolar pífio, os do noturno têm resultado ainda pior. A diferença entre os estudantes dos cursos diurno e noturno é, em média, de 23 pontos da escala Saeb em matemática e 24 pontos em língua portuguesa. Para se ter ideia do que corresponde, a diferença de pontos significa atraso de um ano e meio de escolaridade por parte dos alunos do noturno. Usando a base do Enem de 2009, de acordo com a qual se pode diferenciar os estudantes do diurno e do noturno no ensino médio, dos inscritos como concluintes na modalidade de ensino regular, 28,4% estavam matriculados no período noturno. Considerando todos os alunos, as notas entre os que cursavam o ensino diurno foram 26,5 pontos mais altas do que as do noturno. O drama do ensino médio noturno foi revelado por pesquisa do Instituto Ayrton Senna, que agora está sendo disponibilizada para cada estado da Federação, mostrando a situação local. Assim, se quisermos ter, de fato, um ensino médio de qualidade com equidade, precisamos, necessariamente, pensar numa política para os alunos do noturno política que leve em consideração o fato de eles trabalharem e serem, em média,

7 05/02/15 três anos mais velhos que os do diurno. É preciso pensar em oferta mais flexível de disciplinas, incorporando, por exemplo, a metodologia de ensino a distância (EaD). Além disso, não podemos deixar de levar em conta o problema da mobilidade urbana o deslocamento do trabalho à escola. Incorporar ao contexto curricular atividades vinculadas ao mundo do trabalho também seria recomendável. Esses aspectos exigem pensar fora da caixa, de modo a obter solução adequada para os alunos do ensino médio noturno.

8 CORREIO BRAZILIENSE 05/02/15 CIDADES CRISE NO GDF» Reajustes reavaliados Governo, MP e Ministério Público de Contas investigam se aumentos concedidos a servidores na gestão de Agnelo Queiroz extrapolaram a Lei de Responsabilidade Fiscal. Especialistas apontam que Justiça pode anular benefícios ALMIRO MARCOS MATHEUS TEIXEIRA Os reajustes concedidos pela gestão passada a 36 categorias podem não ocorrer. O GDF estuda internamente a possibilidade jurídica de não conceder os aumentos, que têm previsão calculada de impacto financeiro de R$ 855,4 milhões para este ano e de quase R$ 2 bilhões em Além disso, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e o Ministério Público de Contas (MPC) investigam se a administração do ex-governador Agnelo Queiroz (PT) concedeu os benefícios com a devida previsão orçamentária. Até agora, promotores e procuradores têm indicativos de que não houve dotação específica. Nesse sentido, as concessões podem ser contestadas na Justiça. A ação deve estar pronta até o fim do mês. Os sindicatos prometem mobilizações, caso isso se concretize. Desde o início deste ano, a equipe do governo Rodrigo Rollemberg (PSB) chama a atenção para o rombo nas contas públicas. Segundo o GDF, isso se deve, em grande parte, à quantidade de reajustes concedidos em várias parcelas, a maioria prevista para ser paga a partir deste ano. Palavras como descontrole e irresponsabilidade foram usadas em vários momentos para definir os aumentos. Orientada pelo alto escalão do Palácio do Buriti, a Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) se debruça sobre o tema para saber se existe mecanismo legal para cancelar os benefícios. Além da questão financeira em si, há uma preocupação clara com a extrapolação dos limites determinados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em respeito aos gastos de pessoal. A legislação não permite que o Executivo gaste mais do que 49% da Receita Corrente Líquida (RCL) com o funcionalismo. De acordo com Relatório de Gestão Fiscal divulgado na semana passada, o governo local já estaria acima do limite prudencial, que é de 46,55%. Ao atingir 46,93%, o GDF fica impedido, por exemplo, de conceder novos reajustes e contratar servidores (sejam efetivos, temporários ou comissionados). É preocupante, mas ainda não temos como fazer a previsão do impacto futuro dos reajustes com relação a esses limites, explica o secretário de Gestão Administrativa e Desburocratização, Antônio Paulo Vogel. As leis que concederam os reajustes foram enviadas pelo Executivo à Câmara Legislativa e aprovadas pelos distritais. À época, tanto o governo quanto os parlamentares fizeram propaganda positiva disso. As categorias estão preocupadas com a hipótese de perder as conquistas. A presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do DF (SindSaúde), Marli Rodrigues, antecipa que a entidade convocou uma assembleia para 17 de março a fim de discutir a possibilidade. Caso isso venha a se concretizar, vamos nos preparar para um eventual enfrentamento, afirma. Para ela, o discurso feito pelo governo tenta botar fermento na crise financeira que o GDF diz existir. Marli não vê, contudo, os aumentos concedidos como culpados pelo descalabro. Rosinele Corrêa, diretora do Sindicato dos Professores no DF (Sinpro), critica até os termos usados pelo GDF. Eles falam em acordo. Mas não existe isso, trata-

9 05/02/15 se de uma lei que garantiu o reajuste, explica. Ela lembra as últimas greves declaradas pela categoria para justificar uma eventual paralisação. Nós paramos por 52 dias e o resultado foi uma reestruturação do plano de carreira, que prevê um aumento para março e outro para setembro. Inclusive, entregamos ao governador uma pauta com 111 itens, entre eles um pedido de outro reajuste, pois somos as categorias com um dos salários mais baixos, sustenta. Anulação Segundo o especialista em direito administrativo Luiz Fernando Siqueira, o GDF deveria analisar duas linhas. A primeira é se o limite imposto pela LRF será atingido. A segunda ocorre se, quando o aumento foi concedido, havia previsão no orçamento para arcar com a nova despesa. Se não há uma dotação orçamentária préestabelecida para esse fim, está comprovado o vício no procedimento e isso pode repercutir na anulação dos projetos, diz. Em relação ao argumento das categorias de que são direitos adquiridos, ele acredita que não atrapalharia o GDF na Justiça. Podem dar preferência ao princípio da legalidade, por exemplo. O direito adquirido fica em segundo ou até terceiro plano. O economista Newton Marques, professor da Universidade de Brasília (UnB) e membro do Conselho Regional de Economia, concorda com Siqueira. Se o Estado não tiver condições financeiras, o GDF estará respaldado para revogar as leis. Os servidores vão chiar, é evidente. Mas, na minha interpretação sobre as leis que tratam do tema, se não tiver aumento de receita suficiente para sustentar os reajustes e caso não haja previsão orçamentária para os aumentos, o gestor tem uma boa defesa do ponto de vista legal, ressalta.

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11 CORREIO BRAZILIENSE 05/02/15 CIDADES EDUCAÇÃO» Primeiras palavras Incentivar o contato com os livros desde a infância é importante para desenvolver o vocabulário e a capacidade crítica Mariana Niederauer especial para o correio A chef de cozinha Fabiana Pinheiro com a filha: %u201ca Julia sempre teve contato com a leitura. É uma coisa muito familiar para ela que eu esteja com um livro na mão%u201d Entre os dados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2014, um chamou a atenção e repercutiu nas últimas semanas: quase 530 mil candidatos zeraram a prova de redação, enquanto apenas 250 ficaram com nota máxima (mil pontos). Muitos desses alunos nota mil afirmam que, além do treino, o hábito de ler ajudou a garantir o bom desempenho. Especialistas lembram que o estímulo à leitura pode começar em casa, nos primeiros anos de vida. Nunca se falou tanto em leitura no Brasil e nunca se leu tão pouco. Está aí o resultado do Enem, observa o promotor de leitura Maurício Leite. Ele lembra que a criança imita a forma de agir dos pais e por isso é tão importante ter o incentivo dentro de casa. Se há espaço, incentivo e, acima de tudo, exemplos, aí conseguimos formar um leitor. Julia Fernandez Lustosa, 7 anos, ouve as histórias contadas pela mãe, a chef de cozinha Fabiana Pinheiro, 41, desde os seis meses de vida. A Julia sempre teve contato com a leitura, é uma coisa muito familiar para ela que eu esteja com um livro na mão, conta Fabiana. Hoje, Julia também ajuda a fazer as compras do mês e acompanha a lista a cada ida ao supermercado. É importante, até para a criança desenvolver um senso de responsabilidade, observa. A idade ideal para a criança aprender a ler é entre os 7 e 8 anos, no máximo. Se ela não for alfabetizada até essa fase, começa a formar lacunas pedagógicas que podem comprometer o rendimento escolar, conforme destaca Ana Luiza Amaral, especialista do Observatório Educacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ela lembra ainda que os pais podem contribuir nesse processo. Para que a leitura se torne um hábito, é preciso incluíla na rotina da família. Só a atuação da escola não é suficiente, acrescenta. Futuro Entre os reflexos da leitura no futuro do estudante, Ana Luiza lista a ampliação do vocabulário, o desenvolvimento de capacidade crítica e da criatividade, a melhora da escrita e do desempenho escolar como um todo. A 3ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil mostrou que a influência dos pais é essencial para incentivar a leitura na vida adulta. Entre os que gostam de ler hoje, 43% disseram ter sido influenciados pela mãe e 17%, pelo pai. O levantamento, divulgado pelo Instituto Pró-Livro (IPL) em 2012, ouviu mais de 5 mil pessoas em todas as unidades da Federação. O instituto pretende divulgar uma nova edição do estudo no próximo ano. Na opinião de Zoara Failla, gerente executiva de Projetos do IPL e coordenadora da pesquisa, o resultado confirma a importância de ter estímulos dentro do espaço familiar. Ela explica que é essencial os pais introduzirem a leitura no cotidiano das crianças de forma lúdica e carinhosa. Assim, ela aprenderá a gostar desse objeto e a interagir com ele (veja o quadro). Maurício afirma, no entanto, que não se pode infantilizar demais a leitura, pois as boas histórias

12 05/02/15 escritas para crianças têm sentimentos e conflitos que levam à reflexão, como quaisquer outras. Além disso, o momento de ler precisa ser prazeroso. Você deve possibilitar também a escolha, se transformar isso em obrigação vai afastar a criança e o jovem da leitura, alerta Zoara, do IPL. Diversão Em casa, Fabiana sempre busca transformar a leitura num momento agradável. Como a Julia adora desenhar, eu tento escolher os livros de colorir que tem coisas escritas, para ela dar cor às historinhas; daí surgiu o amor dela pelos gibis, relata. As histórias em quadrinhos também prenderam a atenção de Matheus Bueno, 7 anos, depois que aprendeu a ler. Sempre que vai ao mercado, sai com um gibi novo nas mãos. O primeiro contato com a leitura foi aos dois anos, quando ele ganhou uma Bíblia ilustrada. Agora, Matheus virou o principal incentivador da leitura na casa. Ele é quem lê mais e acaba incentivando a gente também, diz a mãe, a dona de casa Tatiane, 34.

13 JORNAL DE BRASÍLIA 05/02/15 CIDADES Seis em cada dez sem creche

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15 JORNAL DE BRASÍLIA 05/02/15 CIDADES

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17 Agência Brasil 04/02/2015 Mais de um quarto dos municípios não começou a elaborar o plano de educação Por Mariana Tokarnia Edição:Fábio Massalli Fonte:Agência Brasil Pouco mais de um quarto dos municípios brasileiros, 1.441, não iniciou o trabalho de adequação ou elaboração do Plano Municipal de Educação (PME). O prazo para que isso seja feito é o mês de julho. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC). No Brasil, apenas 37 municípios cumpriram todas as fases até a sanção da lei. Os planos municipais estão previstos no Plano Nacional de Educação (PNE) sancionado no ano passado. O plano prevê metas desde a educação básica até a pós-graduação para serem atingidas nos próximos dez anos. Para que isso seja feito, a lei estipula que estados e municípios elaborem os próprios planos para que as metas sejam monitoradas e cumpridas localmente. Os dados divulgados no portal do MEC estão disponíveis na página Planejando a Próxima Década: Construindo os Planos de Educação, que tem por objetivo ajudar os gestores na elaboração dos planos, além de monitorar essa elaboração. Dentre os municípios ainda sem comissão coordenadora instituída, para iniciar o debate do plano, estão cinco capitais: Salvador, Natal, Recife, Aracaju e Belo Horizonte. Entre os municípios, além dos planos sancionados e das cidades que ainda não começaram o trabalho, 35 aprovaram leis; 37 enviaram o projeto de lei à Câmara de Vereadores; 37 elaboraram o projeto de lei; 95 fizeram consultas públicas; 247 fizeram o documento-base; 689 concluíram o diagnóstico; e constituíram comissão coordenadora. Outros 109 municípios não prestaram informações ao Portal do PNE. Todos os estados iniciaram o processo de elaboração do plano. Três sancionaram a lei: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Maranhão. Distrito Federal e Rio Grande do Sul enviaram os projetos para o Legislativo. O MEC reforça que os planos são determinantes para estados e municípios: se, por exemplo, o ministério vai definir a expansão de uma universidade ou instituto federal, ele precisa saber quais são as demandas de ensino superior ou técnico dos municípios de uma determinada região. Segundo o ministério, é nisso que o planejamento vai ajudar, tem que estar previsto, escrito. O coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, diz que, além da preocupação com a aprovação dos planos, estados e municípios, devem se preocupar em envolver a comunidade no trabalho. "Se for um plano meramente burocrático, ele não será implmentado, sem a participação da comunidade na elaboração, não haverá cobrança", diz.

18 Valor Econômico 05/02/15 EMPRESAS Por Sérgio Ruck Bueno De Porto Alegre Enquanto as instituições privadas de ensino superior calculam os impactos da decisão do governo de tornar mais rígido o controle dos repasses do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), a Unisinos, universidade jesuíta sem fins lucrativos, iniciou em janeiro a construção de um novo campus em Porto Alegre. A obra exigirá investimentos de R$ 250 milhões e será concluída no máximo até fevereiro de 2016, diz o pró-reitor de administração, João Zani. Conforme o professor, a discussão sobre o futuro do Fies não afeta os projetos da Unisinos porque a modalidade cobre as mensalidades de apenas 10% dos seus 33 mil alunos, distribuídos entre 90 cursos de graduação, 25 mestrados "stricto sensu" e 80 "lato sensu" (especializações, extensões e MBAs), além de 14 doutorados. "Sempre fomos conservadores na oferta do Fies porque enxergávamos o risco de o governo recuar", afirmou. A universidade, com sede em São Leopoldo, na região metropolitana, decidiu construir o Unisinos investe R$ 250 milhões em novo campus no sul novo campus para aumentar a conveniência dos estudantes. O trecho que liga Porto Alegre a São Leopoldo, de 25 km na BR 116, está congestionado, com certa frequência. A Unisinos já opera em Porto Alegre em instalações do colégio Anchieta, que assim como ela é mantido pela Associação Antônio Vieira, e em salas alugadas do Centro de Integração Empresa- Escola (CIEE). Hoje 3,9 mil alunos da Unisinos estudam em Porto Alegre e com a nova estrutura a meta é chegar a 10 mil em 2020, com a centralização dos cursos atuais e de novos que serão incorporados em um único local, disse o próreitor. Segundo ele, a Unisinos optou pela expansão orgânica em Porto Alegre e não por aquisições devido à "filosofia jesuíta", que busca "excelência acadêmica e qualidade da formação humana". A instituição ainda mantém mestrados "lato sensu" em prédios locados nas cidades de Caxias do Sul, na serra gaúcha, e Rio Grande, no sul do Estado. Em São Leopoldo, o contingente de estudantes está estabilizado em função da plena ocupação do campus central, explicou Zani. A Unisinos teve receita total de R$ 380 milhões em A maior parte (60%) do investimento no novo campus de Porto Alegre será bancada pela Associação Antônio Vieira, que além da universidade e da escola Anchieta mantém os colégios Catarinense, em Santa Catarina, e Medianeira, no Paraná. As quatro instituições de ensino somam quase 45 mil alunos. Os 40% restantes serão financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e por bancos privados. O novo prédio acadêmico da universidade terá 90 salas de aula, oito pavimentos e 18,1 mil metros quadrados de área construída. O complexo terá ainda uma biblioteca, um teatro para até 600 pessoas, três prédios para estabelecimentos de serviços de terceiros como restaurantes, livrarias e agências bancárias, estacionamento para 1 mil veículos, bicicletário e 13 mil metros quadrados de área de preservação com árvores nativas e uma fonte de água mineral.

19 Valor Econômico 05/02/15 EU & CARREIRA Por Letícia Arcoverde De São Paulo Aulas de empreendedorismo na praia, de escrita criativa em bares e workshops sobre como encontrar o emprego dos sonhos. Em um mundo repleto de informações e um mercado com oferta crescente de cursos de gestão e negócios, nem sempre é fácil se destacar. Nos últimos anos, novas escolas têm surgido como provedoras de aulas com uma cara diferente e técnicas de ensino mais descontraídas - e a aceitação de empresas e profissionais é cada vez maior. Criada em Londres em 2008 e hoje presente em sete países, a School of Life chegou ao Brasil em 2013, onde fez testes de mercado durante um ano e meio e treinou dez professores para ministrar os cursos desenvolvidos no Reino Unido. "Vimos a demanda de brasileiros, que estavam entre os que mais iam até Londres para assistir às aulas", diz Jackie de Botton, diretora da escola no Brasil. Como indica o nome, a proposta é ensinar para a vida - mais especificamente oferecer ideias e ferramentas que ajudem as pessoas a lidar com o dia a dia. "Existem cursos para quase todos os tipos de problema, mas temos a tendência de achar que Novos cursos para quem quer pensar 'fora da caixa' podemos lidar naturalmente com questionamentos e reflexões do cotidiano", diz Jackie. Assim, surgiram cursos com formato de workshop e objetivos variados: "como manter relacionamentos", "como ter melhores conversas", "como entender melhor o tempo" e até "como entender melhor a morte". Um dos cursos mais procurados na escola é "como encontrar um trabalho que você ame", que reúne turmas de profissionais de diversas idades, a maioria em busca de uma nova carreira. O público geral da escola é formado em grande parte por mulheres entre 35 e 40 anos. Para Jackie, os assuntos abordados na escola têm muito a ver com temas discutidos no mundo do trabalho atualmente - prova disso é uma demanda crescente por companhias que buscam adaptar aulas para o público interno. "As empresas estão precisando reavaliar os seus valores junto com seus funcionários", diz. Alguns ensinam como manter a calma, o foco e alcançar equilíbrio emocional e entre vida pessoal e profissional. Hoje com sede no Rio, os próximos passos da escola são abrir um espaço em São Paulo e adaptar mais as aulas para a realidade brasileira. Cursos com abordagem menos tradicional são uma boa alternativa em um mercado cada vez mais competitivo, na opinião da diretora de coaching, counselling e mentoring da consultoria de carreira Career Center, Mara Turolla. "É importante pensar de forma inovadora e ampliar o conhecimento e a cultura geral. Isso ajuda a ter mais ideias", diz. Ela destaca, contudo, que é importante não se deixar levar pelo marketing. "É preciso ter cuidado e pesquisar a entidade que oferece o curso, o professor que vai ministrá-lo e buscar referências de quem já fez", diz. Deve-se levar em conta também o momento da carreira. Para mais jovens, ter cursos com perfil comportamental no currículo é um sinal de investimento, enquanto profissionais mais maduros e experientes podem não aproveitar tanto esse tipo de aula. O mais importante é, segundo a consultora, avaliar como os cursos podem contribuir para o perfil profissional do indivíduo. "É preciso ter coerência com a imagem que se quer construir no currículo. Para alguém mais tradicional ou que atue em um setor mais conservador, talvez isso não adicione muito valor", diz. Já as empresas precisam ter consciência se o curso faz sentido dentro do conjunto mais amplo de ações de desenvolvimento de pessoas, ou o

20 05/02/15 resultado pode ser contrário ao esperado. A brasileira Perestroika começou em 2007 em Porto Alegre, quando os sócios aproveitaram a vontade de empreender e a percepção de que havia muito desconhecimento no mercado sobre o trabalho em agências de publicidade para montar um curso de redação. Com o tempo, outras áreas dentro das agências começaram a pedir oferta de cursos, o que os levou a expandir o cardápio de cursos com a ajuda de professores externos. "Esse modelo nos deixou sem nenhuma barreira. Se encontrarmos um parceiro certo para falar de pôquer, por exemplo, vamos fazer isso", diz Jean Philippe Rosier, sócio da Perestroika, adicionando que eles já ofereceram, de fato, uma aula sobre o jogo em parceria com o portal PokerStars. "É preciso avaliar como esses cursos podem contribuir para o perfil profissional do indivíduo", diz Mara Turolla, da Career Center Mas a lógica que guia a escolha dos temas dos mais de 50 cursos já oferecidos para cerca de oito mil alunos não é apenas o assunto inusitado. "Buscamos temas em evidência, movimentos que estejam para estourar", diz. Hoje, as aulas são formatadas de três maneiras: com a identificação pelos próprios sócios de uma nova tendência a ser explorada, em resposta a demanda externa, e por meio de referências de professores que os sócios julgam serem interessantes para o portfólio. "O que usamos como balizador para decidir os assuntos e como eles serão abordados é uma visão romântica de tornar o mundo um pouco mais subversivo e divertido", diz. Um curso que obteve muito sucesso, criado pelo próprio Rosier, levava conhecimentos de gestão e storytelling para a praia. "Existem muitos aprendizados que você desenvolve no surfe e que podem ser aplicados no meio empresarial", diz. O sócio da Perestroika, que surfa desde os oito anos, já tinha uma palestra que unia o esporte com o empreendedorismo. "Ao invés de só falar, vi que era melhor fazer com que as pessoas sentissem na pele", diz. Assim, o curso tinha uma parte prática pela manhã e uma palestra para "amarrar os temas" à tarde. Hoje, a escola oferece aulas em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Brasília e possui um braço de cursos customizados para empresas chamado Sputnik. Nesse caso, o diferencial está nas técnicas de passar o conteúdo, que buscam sair do tradicional ensino de gestão e negócios. "O meio corporativo está acostumado com uma linguagem mais sisuda, complexa e menos natural. Fazemos o oposto, e focamos a troca e a colaboração", diz. Para 2015, o plano da escola é abrir uma unidade no Recife. A gerente de marketing da seguradora JLT Brasil, Renata Banzato, já fez dois cursos na Perestroika, um chamado "chora PPT", de apresentações, e um de empreendedorismo criativo. O foco em inovação e a abordagem "fora da caixa" da escola foram pontos decisivos que a atraíram - e uma das grandes contribuições que ela aproveitou posteriormente. "É importante sair do óbvio e buscar outras referências." Em 2014, a JLT - que já possui um "espírito jovem", tendo o time executivo na faixa dos 35 anos - estava passando por um processo de revisão de valores e fortalecimento de uma cultura organizacional mais colaborativa. Na convenção anual com gestores do Brasil todo, por exemplo, Renata usou uma dinâmica de grupo que aprendeu na Perestroika para "quebrar o gelo". Há quatro anos, a jornalista Cris Lisboa deixou São Paulo para voltar para a sua terra natal, Porto Alegre. Foi quando uma amiga sugeriu que ela organizasse um curso de escrita, que começou oferecendo em uma sala de um espaço de coworking junto com garrafas de vinho para combater o frio gaúcho. Os 12 alunos da primeira turma, que acabaram ajudando a desenvolver os módulos do "go, writers", incluíam de roteiristas a profissionais de RH. "Conversamos e vimos que há muitos cursos voltados para a escrita de ficção, mas poucos para a comunicação do dia a dia. E- mails e relatórios são documentos, mas muitas pessoas não têm conhecimento básico de comunicação para conseguir se expressar", diz Cris.

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