LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA...

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1 14 de janeiro de 2013 Moore Stephens Edição Diária PRECISE. PROVEN. PERFORMANCE. ÍNDICE LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA...2 Pelo modelo simplificado, 2013 é último ano de preenchimento do IR (globo.com)...2 Receita quer recuperar R$ 1 bi em créditos indevidos (O Estado de S. Paulo)...2 Conselho julga tributação de distribuição de lucros (Valor Econômico)...2 São Paulo divulga taxa de juros de mora (Valor Econômico)...3 Nova regra da PLR é vantajosa para contribuintes (O Estado de S. Paulo)...4 RECURSOS HUMANOS / TRABALHISTA...4 Doenças do trabalho oneram mais o INSS (Valor Econômico)...4 Número de empregados que 'demitem o patrão' dobra em 4 anos (Folha de S. Paulo)...5 Empresas adotam 'terapia interna' para treinar funcionários (Folha de S. Paulo)...6 CONTABILIDADE / AUDITORIA...7 Balanço Encerramento 2012 (Portal de Contabilidade)...7 Contabilidade para Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Blog Contábil)...8 OUTROS ASSUNTOS...8 Brasileiro está entre os mais empreendedores do mundo (Folha de S. Paulo)...8 Analistas reduzem expectativa sobre câmbio para R$ 2,07 em 2013 (Valor Econômico) Indústria fecha 2012 com produtividade em queda e falta de novos investimentos (Valor Econômico) Exportações tendem a ganhar força em 2013 (Valor Econômico) Créditos fiscais valem como capital (Valor Econômico) Regime automotivo começa sem incentivo a autopeças (O Estado de S. Paulo) Sobre a Moore Stephens Auditores e Consultores A Moore Stephens é uma das maiores redes de auditoria, consultoria e outsourcing contábil do mundo. A empresa é formada por aproximadamente 630 escritórios e está presente em mais de 100 países. Está entre as 12 maiores posições no ranking mundial, com faturamento anual de mais de US$ 2 bilhões. A Moore Stephens Auditores e Consultores presta serviços em auditoria, consultoria tributária e empresarial, tecnologia de informação, outsourcing de serviços contábeis, tributários e administrativos, e corporate finance. Há ainda determinadas divisões, com estruturas próprias, criadas para atendimento de interesses específicos, como a Divisão de Auditoria Interna e a Divisão de Small Business, entre outras. Fale com a Moore Stephens: Siga-nos na internet e nas redes sociais: Homepage: Facebook: Twitter: Linkedin: Blog: SlideShare: Youtube:

2 Moore Stephens MS News - Abril de 2012 LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA 1.566,62 a R$ 2.347,85, enquanto a tributação de 15% era aplicada sobre renda de R$ 2.347,86 e R$ 3.130,51. Os valores de R$ 3.130,52 a R$ 3.911,63 eram tributados em Pelo modelo simplificado, 2013 é último ano de 22,5% e a alíquota maior, de 27,5%, incidia sobre preenchimento do IR rendimentos acima de R$ 3.911,63. Em 2014, Fisco apresentará declaração preenchida para contribuinte. Prazo para declaração deve ter início em março O ano de 2013 será o último no qual os contribuintes que declaram o Imposto de Renda pelo modelo simplificado precisarão preencher sua declaração do IR, segundo informações da Secretaria da Receita Federal. O prazo para declaração deve ter início em março e seguir até abril. A partir de 2014, de acordo com o Fisco, caberá ao contribuinte confirmar ou alterar os dados pré-preenchidos pelo órgão e apresentados em sua declaração anual. Esse modelo de declaração pré-preenchida do IR já é adotado em outros países, como na Espanha, por exemplo, e será possível com cruzamento de dados prestados pelas empresas contratantes. Dados da Receita mostram que 70% dos cerca de 25 milhões de contribuintes que entregam IR anualmente, ou seja, mais de 17 milhões de pessoas, optam pelo modelo simplificado de declaração do Imposto de Renda. Neste caso, há o desconto de 20% sobre os rendimentos tributáveis. Pelo modelo completo, no qual a declaração não será preenchida para o contribuinte em 2014, podem ser deduzidos gastos com educação, saúde, empregada doméstica e com dependentes (filhos, por exemplo), além de contribuições a entidades de assistência social, entre outros. Correção de 4,5% Entre as alterações esperadas para o IR de 2013, anobase 2013, está a correção da tabela do Imposto de Renda em 4,5%, conforme lei já aprovada pelo Congresso Nacional. Essa mesma correção, que já foi aplicada em 2012, aumenta a faixa de isenção e também a das demais alíquotas. Na declaração do IR 2013, por exemplo, que tem por base os valores recebidos em 2012, rendimento de até R$ 1.637,11 está isento do IR. De R$ 1.637,12 até R$ 2.453,50, a alíquota é de 7,5%. Valores entre R$ 2.453,51 e R$ 3.271,38 estão sujeitos à uma alíquota de 15%. Já os rendimentos de R$ 3.271,39 até R$ 4.087,65, serão tributados em 22,5% e as rendas acima de R$ 4.087,65 terão alíquota de 27,5%. No IR de 2012, a tabela do IR era diferente. Para rendimentos recebidos entre abril e dezembro de 2011, por exemplo, que serviram de base para o IR entregue em 2012, a faixa de isenção era de até R$ 1.566,61. A alíquota de 7,5% incidia sobre rendimentos de R$ Tablets e smartphones Apesar do forte crescimento na venda de "tablets" e "smartphones" no Brasil nos últimos meses, a Receita Federal confirmou que ainda não será disponibilizada, em 2013, uma versão do programa do Imposto de Renda para estes aparelhos. Deste modo, o programa do IR será disponibilizado apenas para computadores pessoais. Fonte: globo.com (). Receita quer recuperar R$ 1 bi em créditos indevidos A Receita Federal deflagrou uma operação para recuperar cerca de R$ 1 bilhão em créditos indevidos em compensações previdenciárias, declaradas por meio da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP). Cerca de mil contribuintes foram notificados e mais de 12 mil devem ser auditados ao longo do ano. Segundo o supervisor nacional do Sistema de Auditoria de Compensações Previdenciárias, Marcus Gaudenzi de Faria, a Receita percebeu um crescimento atípico nas compensações dessa natureza nos últimos três anos. No ano passado, 50 mil contribuintes utilizaram para fins de compensação R$ 7 bilhões em créditos previdenciários. Em termos nominais, os valores aumentaram 64%. As empresas selecionadas como alvo dessa operação atuam em atividades que não são geradoras potenciais desse tipo de crédito. As companhias terão de detalhar a origem dos valores que justificam essas compensações por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (portal e-cac). Se a origem dos créditos não for comprovada, a Receita poderá cobrar os valores indevidamente compensados e aplicar multa de 75% a 150%. Os contribuintes que tiverem cometido algum equívoco no preenchimento da GFIP poderão se antecipar à ação da Receita e retificar a declaração e pagar a contribuição devida. Nesse caso, o valor deve ser corrigido pela multa de mora - de 0,33% ao dia, limitada a 20% - mais os juros calculados com base na Selic. Fonte: O Estado de S. Paulo (). Conselho julga tributação de distribuição de lucros O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) entendeu que não há incidência de contribuição previdenciária no percentual de 20% sobre a distribuição de lucros a sócios. O caso analisado é de uma prestadora 2

3 Moore Stephens MS News - Abril de 2012 de serviços do segmento de saúde. A importância do destinarem sua força de trabalho à sociedade", diz. "Não julgamento está no fato de hoje ser muito comum pode a fiscalização simplesmente dizer que os prestadores de serviços serem autuados por essa razão. pagamentos foram feitos a título de pró-labore", afirma. O processo é de uma sociedade simples que reúne médicos anestesiologistas, que prestam serviços para hospitais e planos de saúde. Com a decisão, eles economizarão cerca de R$ 7 milhões. De acordo com o auto de infração, a empresa teria deixado de recolher a contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que incidiria sobre a "remuneração paga aos seus sócios" nos anos de 2006 e Pelo entendimento do Fisco, apesar de os valores serem denominados "distribuição de lucros", seriam, na verdade, remuneração pelos serviços médicos prestados pelos sócios. A empresa argumentou que no contrato social estão definidos o valor do pró-labore (remuneração) dos sócios em um salário mínimo mensal e as regras de distribuição de lucros. Alegou também que a legislação previdenciária, ao dispor sobre o salário-contribuição, adota o salário mínimo como o piso a ser observado pelos contribuintes. Por fim, contestou a aplicação da correção do suposto débito pela Selic e o valor da multa, que seria confiscatório. Segundo a Lei nº 8.212, de 1991, sobre a distribuição de lucros não incide contribuição previdenciária, pois o valor é um retorno do capital investido pelo sócio na empresa. Já o pró-labore é a remuneração pelo trabalho dos sócios, portanto, há tributação. A decisão foi proferida após três sessões de julgamento da 2ª Seção, da 3ª Câmara, da 1ª Turma Ordinária. De acordo com o voto vencedor, do conselheiro Marcelo Oliveira, a condição determinada pela legislação para estipular a incidência da contribuição é a "discriminação" - a demonstração contábil - entre a remuneração decorrente do trabalho e a proveniente do capital social. "Esse fato, ausência de discriminação, não ocorre no presente caso, não havendo que se falar em tributação, portanto", disse. Segundo o advogado Fábio Calcini, do escritório Brasil, Salomão & Matthes Advogados, que representa a sociedade de médicos no processo, a decisão é um precedente relevante porque a discussão nesses moldes ainda não foi para o Judiciário. Isso pode ajudar para que outras empresas na mesma situação decidam a questão na esfera administrativa, com menos custos do que enfrentar um processo nos tribunais. "O único caso que tem alguma relação, é uma decisão isolada do STJ", diz Calcini. Foi acertado o voto do conselheiro vencedor porque a legislação não exige que a sociedade pague pró-labore ao sócio, nem estipula valor mínimo a ser pago a tal título. Essa é a análise do advogado especialista em previdenciário Breno Ferreira Martins Vasconcelos, do Falavigna, Mannrich, Senra e Vasconcelos Advogados. A empresa só deverá fazê-lo (pró-labore) quando os sócios Com a decisão, Vasconcelos conclui que, em suma, para que as sociedades busquem evitar esse tipo de questionamento da Receita, é importante que tenham um contrato social claro. O documento deve prever a possibilidade de pagamento de pró-labore e, ou, distribuição de lucros - proporcional ou desproporcional ao número de quotas detidas pelo sócio -, e que mantenham escrituração contábil apta a demonstrar que a sociedade efetivamente apurou lucro. A decisão também reconhece o pagamento de um salário mínimo a título de pró-labore e afasta os argumentos da fiscalização de que tal montante seria incompatível com a remuneração de serviço profissional especializado. "Tratase de um precedente relevante, já que valida o sistema de divisão do pró-labore com a distribuição antecipada de lucros, o que limita a atuação do Fisco", afirma o advogado Alessandro Mendes Cardoso, do escritório Rolim, Viotti & Leite Campos. "E a decisão também alerta as sociedades dos cuidados internos que devem tomar na sua organização." De acordo com o procurador-geral da Fazenda Nacional no Carf, Paulo Riscado, já foi apresentado recurso contra a decisão. A Fazenda defende que as sociedades simples não são uma sociedade empresária (comercial), portanto os valores que os sócios recebem decorre da atividade do sócio e assim sendo é remuneração e não distribuição de lucro. "Esse é um tema novo que estamos estudando", afirma Riscado. Fonte: Valor Econômico (). São Paulo divulga taxa de juros de mora O governo de São Paulo divulgou na sexta-feira que a taxa de juros de mora cobradas sobre os débitos e multas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) será de 0,03% ao dia ou 0,84% ao mês, no período de 1º a 28 de fevereiro. A taxa é a mesma que vem sendo praticada desde maio pela Fazenda paulista. Os percentuais estão previstos no Comunicado nº 3 da Diretoria de Arrecadação da Secretaria da Fazenda de São Paulo, publicada na sexta no Diário Oficial do Estado. Já o Comunicado nº 4, divulga tabelas com os fatores para correção de juros de mora para débitos gerados desde A diretoria ainda divulgou, por meio do Comunicado nº 5, os valores para cálculo de juros de mora a ser aplicado, em fevereiro, aos débitos decorrentes de multas por infração relativas ao ICMS. Fonte: Valor Econômico (). 3

4 Moore Stephens MS News - Abril de 2012 Nova regra da PLR é vantajosa para contribuintes RECURSOS HUMANOS / TRABALHISTA A nova cobrança do Imposto de Renda (IR) sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que entrou em vigor este ano, traz uma economia significativa aos contribuintes. Como modelo atual, os benefícios até R$ 6mil passam a ser isentos. A partir desse valor, os ganhos são tributados exclusivamente na fonte e com base em uma tabela anual específica. Pela regra anterior, o imposto incidia mensalmente, com isenção até R$ 1.710,78, e a PLR ainda integrava a base de cálculo na declaração de ajuste anual. Segundo os cálculos de Edino Garcia, consultor da área de Imposto de Renda da IOB Folhamatic, uma pessoa que receba uma PLR anual de R$ 8 mil e tenha um salário mensal de R$ 3,5 mil, pagará 92% a menos de tributo com a mudança. Pela nova tabela, a retenção de IR sobre a PLR será de R$ 150. Como o benefício será tributado exclusivamente na fonte sem ser somado aos outros rendimentos na hora do ajuste anual ainda haverá uma restituição futura de R$ 0,05. O que dará um valor total de R$ 149,95. Pela regra anterior, o contribuinte teria uma retenção de R$ 1.409,42 e ainda R$ 390,58 de imposto a pagar na declaração de ajuste. O desembolso somaria, então, R$ 1,8 mil. A mudança na tabela geral, portanto, gera uma economia de R$ 1,6 mil, ou 92%. Já para um trabalhador que tenha recebido uma PLR de R$ 2 mil e a mesma condição salarial, a economia é total. Isso porque o valor está dentro da nova faixa de isenção e, portanto, não será tributado ante uma retenção de R$ 21,69 na metodologia antiga. Além disso,haverá R$ 0,05 de restituição, contra um saldo de imposto a pagar de R$ 428,36 pela regra anterior. Dessa forma, o contribuinte deixará de gastar R$ 450. A nova regra é mais vantajosa, primeiro, por causa da isenção de R$ 6 mil e, segundo, porque a PLR deixa de acumular com os outros rendimentos na declaração de ajuste. Ela passa a ser como o décimo terceiro salário, tributada exclusivamente na fonte, explica Garcia. Como nos exemplos já citados, a somatória dos salários e das férias com os ganhos da PLR poderia fazer com que a pessoa tivesse imposto a pagar, em vez de restituição a receber. A mudança na tabela era uma reivindicação antiga dos sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e à Força Sindical, que alegavam que as alíquotas elevadas retiravam o poder de compra dos trabalhadores. As centrais, contudo, pleiteavam uma isenção maior, de pelo menos R$ 10 mil, que não foi atendida. Com a nova regra, o governo calcula que o impacto da desoneração na área fiscal será de cerca de R$ 1,7 bilhão ao ano. Fonte: O Estado de S. Paulo (). Doenças do trabalho oneram mais o INSS Nos últimos três anos, a média de gastos da Previdência Social com problemas de saúde gerados no próprio ambiente de trabalho cresceu acima das despesas com os afastamentos previdenciários gerais. O elevado número de registros de doenças mentais que podem ser associadas a um cotidiano profissional insalubre, como estresse, depressão, transtornos de ansiedade, síndrome do pânico e até dependência de drogas e álcool, é um indicativo para a expansão mais firme das despesas com os chamados benefícios acidentários - quando um trabalhador é afastado por causa de doença comprovadamente adquirida em função do emprego ou acidente sofrido durante a jornada de trabalho. Segundo o Ministério da Previdência Social, o pagamento de benefícios de afastamentos previdenciários (por causa de doença adquirida ou acidente sofrido sem relação direta com o emprego) registrou elevação anual média de 7,5% entre 2008 e 2011, para R$ 13,47 bilhões - de janeiro a novembro de 2012, o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) desembolsou R$ 13,69 bilhões com essas obrigações. Já os gastos com auxílios-doença acidentários passaram de R$ 1,51 bilhão em 2008 para R$ 2,11 bilhões em 2011, apontando crescimento médio anual de 12% - no acumulado de 2012, até novembro, o valor pago chega a R$ 2,02 bilhões. Os casos de aposentadoria por invalidez (por motivações diversas) também têm crescido dois dígitos. Entre janeiro e novembro de 2012, o INSS bancou R$ 30,86 bilhões para apoiar profissionais que nunca mais poderão exercer suas atividades normalmente. De acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a jornada semanal média dos trabalhadores brasileiros não aumentou ao longo desses quatro anos, mantendo-se em 39,9 horas semanais. Para o pesquisador Eric Calderoni, doutor em psicologia social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e Columbia University, de Nova York, a rotina do trabalhador é que se tornou mais estressante. "Sofrimento no ambiente profissional não é só ritmo e tempo, mas sobretudo organização do trabalho: ordens contraditórias, assédio, metas, questões éticas, autonomia, senso de dever bem cumprido, estabilidade no emprego, clima", pondera Calderoni. Os auxílios-doença, previdenciários e acidentários, concedidos a trabalhadores por causa de depressão ou transtornos depressivos recorrentes cresceram a uma média de 5% nos últimos cinco anos, superando 82 mil ocorrências anuais. Esse quadro preocupa o governo e tem mobilizado sindicatos e empresas a criar novas práticas laborais com o objetivo de evitar as chamadas doenças da modernidade. 4

5 Moore Stephens Em resposta a questionamentos da reportagem, a área superiores e MS News - Abril de 2012 associam esses problemas ao técnica do Ministério da Previdência Social reconhece que desenvolvimento de mazelas por parte dos trabalhadores, o problema "chama atenção de formuladores de políticas com ênfase aos transtornos mentais, como estresse e públicas" e informa que tem feito estudos e avaliações depressão. sobre a evolução desses números a fim de investir em processos preventivos. Para o ministério, os últimos anos desfavoráveis para a economia global e de baixo crescimento interno impactaram negativamente a saúde do trabalhador. A médica do trabalho Maria Maeno, diretora da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), entidade ligada ao Ministério do Trabalho, concorda com a visão governamental, mas avalia que respostas de empresas e governos para enfrentar a situação são ineficazes. "Não há política bem definida de reabilitação profissional que coloque pessoas de volta no mercado, o que explica maiores gastos com benefícios. Também não há espaços dentro das empresas para analisar a condição do trabalhador e eventualmente encaminhar o tratamento do problema ou mudá-lo de área", diz Maeno. Ela acrescenta ainda que há um grupo de acidentados que não consegue o benefício do INSS e acaba perdendo o emprego. O Ministério da Previdência informou que em 2013 vai reformular o Programa de Reabilitação Profissional (PRP), com a implantação de ações-piloto em diferentes setores. Maria Maeno também pondera que o Sistema Único de Saúde (SUS), para onde vai a maior parte dos trabalhadores acidentados, e a perícia médica do INSS, responsável pelo diagnóstico que determinará o benefício previdenciário, sofrem de falta de empenho na resolução de casos. "O ideal é o SUS trabalhar de forma preventiva, cumprindo o papel de vigilante das condições de saúde no ambiente de trabalho", sugere a médica, para quem o problema central é estrutural. "Principalmente para minimizar transtornos mentais, Estado e capital privado não incorporaram o ser humano dentro da equação de sustentabilidade. Diante da competitividade exacerbada, falta de solidariedade - uma vez que cada um quer salvar seu emprego - e ameaças de enxugamento e demissão, é preciso pensar no desenvolvimento do trabalhador enquanto cidadão, deixar de lado a visão economicista excessiva", opina Maria. Ela cita o exemplo das "práticas" recentemente acordadas por empresas, sindicatos e governo para melhorar a qualidade de vida do cortador de cana: "Determinam que o trabalhador precisa se hidratar e fazer ginástica laboral. Alguém precisa me falar que eu preciso tomar água? Que fundamento científico atesta que a ginástica laboral vai diminuir a penosidade do trabalho do cortador. Não me parece algo sério", critica a médica. Outro setor onde as discussões sobre saúde no trabalho são bastante acaloradas é o bancário. Sindicalistas reclamam, principalmente, das cobranças por metas exageradas, constrangimentos e atitudes autoritárias de Walcir Previtale, secretário nacional de saúde do trabalhador da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT), conta que questões ligadas à saúde e às pressões psicológicas no ambiente de trabalho têm ganho cada vez mais espaço na pauta de reivindicações sindicais no setor financeiro. Em 2012, bancários e banqueiros entraram em acordo para incluir três itens sobre saúde e segurança do trabalho no dissídio coletivo da categoria. Um deles garante antecipação salarial se o trabalhador precisar se afastar. Os outros dois sistematizam procedimentos para dar mais agilidade no encaminhamento de acidentes de trabalho. "Leva tempo para o profissional receber o benefício do INSS, tem que agendar a perícia e esperar o resultado. Nesse ínterim ele continuará recebendo do banco e quando os benefícios começarem a entrar, ele devolve o valor à empresa", explica Previtale. Magnus Ribas, diretor de relações do trabalho da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), pondera que é "cientificamente" difícil estabelecer correlação entre doenças mentais e trabalho e que o setor bancário é o único que fornece plano de saúde para seus mais de 500 mil trabalhadores e familiares. Segundo ele, recentemente os dez maiores bancos brasileiros criaram uma comissão para tratar da saúde laboral. O objetivo é criar 20 diretrizes para melhorar a qualidade de vida no trabalho. Sobre o problema relacionado a pressões e constrangimentos nas agências, o executivo conta que os maiores bancos do país criaram uma espécie de "disquedenúncia", um canal de comunicação do bancário com uma área neutra do departamento de recursos humanos ou da ouvidoria para o registro anonimamente ocorrências. De acordo com levantamento da Febraban, no primeiro semestre de 2012 foram registradas 132 denúncias de bancários. Fonte: Valor Econômico (). Número de empregados que 'demitem o patrão' dobra em 4 anos "Você está demitido!" Quantos trabalhadores já não escutaram essa frase e pensaram em dizer o mesmo para o seu empregador? A lei trabalhista brasileira permite que o trabalhador "demita" o patrão em alguns casos: quando ele não cumprir o contrato de trabalho, deixar de pagar salário, atrasar constantemente o recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) ou até deixar de registrar o funcionário em carteira. 5

6 Moore Stephens MS News - Abril de 2012 É a chamada rescisão indireta, prevista no artigo 483 da Para conseguir seus direitos trabalhistas, pediu a dispensa CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O funcionário indireta do patrão, uma empresa terceirizada de pede para rescindir seu contrato de trabalho sem perder o segurança de condomínios residenciais e de hospitais. direito a verbas rescisórias. No pedido de demissão "normal", sem justa causa, o trabalhador não tem direito a receber, por exemplo, FGTS nem seguro-desemprego. Se comprovada falta grave da empresa, como ser ameaçado, agredido fisicamente ou exposto a situações em que fica caracterizado o assédio moral, o empregado também pode pedir a "demissão" indireta do patrão. Em casos de assédio moral --conjunto de condutas abusivas, frequentes e intencionais que atingem a dignidade da pessoa e a humilham--, além da rescisão indireta, é comum o pagamento de indenizações por dano moral. O aumento de pedidos de rescisão indireta chama a atenção de juízes, advogados e especialistas em mercado de trabalho. Levantamento do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 2ª Região (Grande SP e Baixada Santista) mostra que o número de ações de trabalhadores abertas para pedir a "demissão" do empregador praticamente dobrou nos últimos quatro anos: de em 2009 para no acumulado de janeiro a novembro de "É um estranho indicador de descumprimento da legislação", diz o advogado trabalhista Luis Carlos Moro. Os pedidos de rescisão indireta no ano passado, no acumulado de janeiro a novembro, representaram 11% do total dos processos ( ações) que ingressaram no TRT no período. Mercado aquecido Um dos motivos que podem ter contribuído para o aumento no pedido de rescisões indiretas é o aquecimento do mercado de trabalho. "Como estamos próximos do pleno emprego, o trabalhador tem tolerância menor com o desrespeito ao seu contrato de trabalho", diz o juiz Paulo Jakutis, do TRT-SP. "Se o empregado trabalha em um ambiente de alto ruído e não recebe protetor auricular, se está em ambiente que o coloca em situação psicológica estressante ou se é tratado de forma rude, não está mais disposto a 'engolir sapos'." Com o desemprego em queda e a maior disputa pelo trabalhador, a empresa que não cumpre o contrato, atrasa salários ou pressiona o funcionário a cumprir metas impossíveis é questionada. Souza reclama de "perseguição" pela empresa de segurança, que o transferiu sucessivamente de local de trabalho, aumentando o tempo gasto no deslocamento desde sua casa, com o objetivo de forçá-lo a pedir demissão. Ele afirma ainda que a empresa de segurança o obrigava a cumprir uma escala inviável de trabalho, com plantão noturno até meia-noite seguido, no outro dia, de jornada matutina a partir das 7h. O trabalhador também afirma que não recebia os benefícios acertados no contrato. "Tudo começou quando apartei a briga entre dois condôminos. Um deles achou que tomei parte do outro e reclamou para a empresa." O caso está na Justiça de São Paulo. A empresa em que trabalhava informa que Souza simplesmente abandonou o trabalho no final de novembro, o que dá motivo para demissão por justa causa. Fonte: Folha de S. Paulo (). Empresas adotam 'terapia interna' para treinar funcionários Em voga no mundo corporativo, o conceito de "coaching" é uma espécie de terapia para a carreira, na qual o executivo vai a sessões com um consultor externo para discutir a vida profissional. Agora, como alternativa, organizações têm usado "coaches" (treinadores) internos. São profissionais de recursos humanos e executivos da própria empresa treinados para ajudar outros funcionários a desenvolver a carreira e a melhorar o desempenho. A Unilever é uma das empresas que implementaram a prática de "coaching" interno entre seus funcionários. Em 2011, Marcelo Costa, um dos diretores da organização, foi "coach" da gerente Fernanda Abraão. Os dois tinham reuniões mensais -presenciais e por telefone- para discutir dúvidas profissionais de Abraão e seu desenvolvimento na carreira. Segundo ela, a participação no programa não era obrigatória, mas a aderência foi alta. "Tivemos a liberdade de escolher quem seria nosso 'coach', de acordo com critérios como experiência e admiração", conta. "A rescisão indireta é, nesse caso, uma forma de o trabalhador receber os benefícios como se fosse demitido sem justa causa", diz o advogado trabalhista Aparecido Inácio Ferrari de Medeiros. O vigilante Paulo Eduardo Souza, 37, é um dos incluídos nessa estatística. "O 'coach', nesse caso, não é uma pessoa neutra, mas consegue dar indicações de caminhos a seguir justamente por conhecer bem a realidade e as possibilidades da empresa", afirma Abraão. Ela afirma ter aprendido a gerenciar pessoas e a delegar melhor as atividades, habilidades que aplica diariamente. Ainda que a prática oficial, com duração de um ano, tenha 6

7 Moore Stephens acabado, Abraão diz sentir-se à vontade para procurar o MS News - Abril de 2012 O ideal, segundo o especialista, é que a prática feita mentor para tirar dúvidas profissionais até hoje. internamente não substitua o "coaching" externo. Segundo Jaqueline Weigel, diretora da Integração Escola de Negócios, a modalidade é uma ferramenta poderosa e preenche uma lacuna dos líderes no desenvolvimento e na motivação de pessoas. Ela afirma que a prática "é uma tendência forte entre as empresas em 2013". "Enquanto o setor de recursos humanos costuma dar medidas e soluções, o 'coaching' interno vai além: faz o profissional se desenvolver e achar outras formas de funcionar dentro da empresa." O funcionário é quem mais se beneficia com a prática, segundo Weigel. "Ele ganha em planos para desenvolver a própria carreira, tem uma oportunidade de aprendizado e suporte de alguém dentro da corporação", afirma. Ela destaca que a metodologia tem restrições: não costuma funcionar, por exemplo, para alta gerência, "porque há conflito de interesses". Novos caminhos Empresas como o banco Bradesco, o grupo Andrade Gutierrez e as Lojas Renner também já utilizaram o sistema de "coaching" interno entre os funcionários. Stella Oliveira, que foi coordenadora da área de recursos humanos de uma rede de vestuário, conta que a maior dificuldade ao iniciar o processo foi a quebra de paradigmas. "Os profissionais do RH que se tornaram 'coaches' deixaram de entregar soluções prontas para os problemas dos funcionários e passaram a instigá-los a encontrar estratégias por si só." Oliveira conta ainda que o programa foi importante para ajudar os funcionários a definir intenções na carreira, que muitas vezes não estavam claras. A gestora, que atualmente coordena a área de recursos humanos do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), diz que, na instituição, também há estudos sobre desenvolvimento de liderança e projetos que incluem a aplicação de processos de "coaching" interno no futuro. Para Hélio Castro, sócio da Horton International, empresa especializada em seleção de executivos e "coaching", o principal benefício do processo é que o responsável pelo treinamento conhece bem o ambiente e a cultura da empresa. "Ele sabe orientar o funcionário sobre o que pode agregar à experiência na organização." Castro lembra, porém, que confidencialidade é um fatorchave. "As informações compartilhadas na conversa entre 'coach' e funcionário não devem ser usadas fora dali." "Enquanto o mentor de dentro da empresa pode ser uma espécie de modelo que ajuda a desenvolver a carreira dos funcionários, o consultor externo passa uma visão mais ampla do mercado." Fonte: Folha de S. Paulo (). CONTABILIDADE / AUDITORIA Balanço Encerramento 2012 O Balanço Patrimonial é de levantamento obrigatório, a cada encerramento do exercício social. A grande maioria das empresas e entidades coincide o encerramento do respectivo exercício social com o término do ano civil (31 de Dezembro). Desta forma, recomenda-se atenção necessária, especialmente nos seguintes itens: 1. Inventário dos Estoques 2. Conciliações Bancárias 3. Clientes e Fornecedores 4. Empréstimos e Financiamentos Bancários 5. Passivos Tributários 6. Depreciações, Amortizações e Exaustões 7. Provisão de Férias e Contas a Pagar Calcula-se também a provisão para o Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, de acordo com as normas tributárias vigentes, fazendo-se a respectiva contabilização. Todos os saldos devem compor o balanço devem estar registrados sob o regime de competência, ou seja, dentro do período em que foram efetivados, independentemente da realização em caixa. Por exemplo, a conta de energia elétrica, devida pelo consumo em dezembro, que não esteja paga até o último dia do mês, deve ser contabilizada a crédito de uma conta passiva (contas a pagar). Contabilizar, também, os juros ativos e passivos, segundo o período de dias até a data do fechamento do balanço. Por exemplo, uma aplicação financeira realizada em 15/dezembro, com resgate previsto em 15/janeiro do ano subsequente, deve ter apropriação proporcional dos juros no período de 16 a 31 de dezembro. Fonte: Portal de Contabilidade (). 7

8 Moore Stephens Contabilidade para Microempresas e Empresas de MS News - Abril de 2012 necessidades de controle de informações no que se refere Pequeno Porte aos aspectos fiscais e gerenciais. Por Reinaldo Luiz Lunelli O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) publicou recentemente a Resolução CFC 1.418/2012 que estabelece critérios e procedimentos simplificados a serem observados pelas entidades definidas e abrangidas pela NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas, que optarem pela adoção desta Interpretação. Para fins desta interpretação, entende-se como Microempresa e Empresa de Pequeno Porte o empresário, o empresário individual, o empresário individual de responsabilidade limitada, a sociedade limitada e a sociedade simples ou empresária que obteve faturamento, no ano anterior, igual ou inferior a R$ ,00 (três milhões e seiscentos mil reais). Em consonância com o novo texto legal, as entidades enquadradas nos limites estabelecidos deverão elaborar, ao final de cada exercício social, apenas o balanço patrimonial, a demonstração do resultado e as notas explicativas. A elaboração da Demonstração dos Fluxos de Caixa é facultativa e quando elaborada, recomenda-se o uso do método direto. O texto legal resume muito bem os procedimentos que diferenciam esta contabilidade simplificada das demais e alerta ainda que a adoção dessa interpretação não desobriga a microempresa e a empresa de pequeno porte a manutenção de escrituração contábil uniforme dos seus atos e fatos administrativos que provocaram, ou possam vir a provocar, alteração do seu patrimônio. Desta forma, vale salientar que a microempresa e a empresa de pequeno porte que optarem pela adoção deste normativo devem avaliar as exigências requeridas de outras legislações que lhe sejam aplicáveis. As entidades que não optaram pela adoção da norma resumida, dever continuar adotando a NBC TG 1000 ou as Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas Gerais completas, quando aplicável. Reinaldo Luiz Lunelli é contabilista, auditor e consultor de empresas Fonte: Blog Contábil (). O custo dos estoques deve ser calculado considerando os custos individuais dos itens, sempre que possível. Caso não seja possível, o custo dos estoques deve ser calculado por meio do uso do método primeiro que entra, primeiro que sai (PEPS) ou custo médio ponderado. A escolha entre o PEPS e o custo médio ponderado é uma política contábil e, portanto, esta deve ser aplicada consistentemente entre os períodos. Um item do ativo imobilizado deve ser inicialmente mensurado pelo seu custo. O custo de ativo imobilizado compreende seu preço de aquisição, incluindo impostos de importação e tributos não recuperáveis, além de quaisquer montantes diretamente atribuíveis ao esforço de trazer o ativo para sua condição de operação da maneira em que se pretende utilizá-lo. Quaisquer descontos ou abatimentos sobre o preço de aquisição devem ser deduzidos. O valor depreciável (custo menos valor residual) de ativo imobilizado deve ser alocado em base sistemática ao longo de sua vida útil. A depreciação linear é o método mais simples. Se um item do ativo imobilizado apresentar evidências de desvalorização, passando a ser improvável que gerará benefícios econômicos para recuperar o valor contábil ao longo de sua vida útil, seu valor contábil deve ser reduzido ao valor recuperável do ativo, mediante o reconhecimento de perda. Indicadores da redução do valor recuperável incluem declínio significativo no valor de mercado ou obsolescência. O Plano de Contas, mesmo que simplificado, deve ser elaborado levando em consideração as especificidades, porte e natureza das atividades e operações a serem desenvolvidas pela microempresa ou empresa de pequeno porte, bem como em conformidade com as suas OUTROS ASSUNTOS Brasileiro está entre os mais empreendedores do mundo Uma pesquisa da União Europeia realizada na região e nas maiores economias do mundo colocou o Brasil como um dos países com maior tendência para o empreendedorismo. A pesquisa, de julho de 2012, apontou que 63% dos brasileiros preferem trabalhar em um negócio próprio. O índice dos que preferem trabalhar como empregados ficou em 33%. O resultado deixou o Brasil em segundo lugar entre os países pesquisados, que incluem os 27 membros da União Europeia e mais 13 países, entre eles China, EUA, Rússia, Índia e Japão. Em primeiro lugar aparece a Turquia, com 82%. A pesquisa mostrou também que o Brasil fica em primeiro entre os que planejam concretizar o desejo: 30%. Os índices mais baixos foram encontrados na Itália (6%), na União Europeia, e no Japão (9%). Renato Fonseca, gerente de Desenvolvimento e Inovação do Sebrae-SP, afirma que o Brasil passou por uma mudança na motivação dos empreendedores, indo da necessidade de sobrevivência para a identificação de uma oportunidade. 8

9 Moore Stephens "O que norteia a abertura de empresa no Brasil hoje é a MS News - Abril de 2012 altos custos de mão de obra para trazer pessimismo ainda oportunidade. O empreendedorismo por necessidade é maior sobre o vigor da atividade industrial neste ano. frágil", afirma. Europa Na Europa, 37% dos entrevistados disseram preferir trabalhar em um negócio próprio. Em 2009, essa era a preferência de 45%. O número dos que disseram preferir ser empregados passou de 49% para 58%. Para o economista Iñigo Urresti, da Direção-Geral de Empresa e Indústria da Comissão Europeia, que realizou a pesquisa, a tendência de queda pode ser observada desde antes do estouro da crise econômica, em Fonte: Folha de S. Paulo (). Analistas reduzem expectativa sobre câmbio para R$ 2,07 em 2013 A projeção dos analistas de mercado para a taxa de câmbio ao fim de 2013 caiu pela segunda semana consecutiva. A mediana passou de R$ 2,08 para R$ 2,07, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central. Para 2014, a expectativa é de R$ 2,05. Atualmente, o dólar está em nível um pouco mais baixo. Na semana passada, fechou travado em torno do nível de R$ 2,03. De acordo com os jornalistas José de Castro e José Sérgio Osse, a expectativa de que o Banco Central defenderá a faixa entre R$ 2,02 e R$ 2,05 tem inibido testes de operadores. O Focus trouxe, ainda, ajustes na mediana para o saldo da balança comercial em 2013, de US$ 15 bilhões para US$ 15,43 bilhões. Para 2014, a mediana está em US$ 15 bilhões. A projeção para o investimento estrangeiro direto (IED) está em US$ 60 bilhões em 2013 e Já a estimativa para o déficit em conta corrente passou de US$ 62,1 bilhões para US$ 63,05 bilhões em 2013 e segue em US$ 70 bilhões em A expectativa para a dívida líquida do setor público segue em 34% do PIB em 2013 e em 33 do PIB em Fonte: Valor Econômico (). Indústria fecha 2012 com produtividade em queda e falta de novos investimentos Enquanto a produção industrial no Brasil não dá sinais consistentes de fortalecimento, a produtividade do setor acumula quedas. Entre janeiro e novembro de 2012, a produtividade industrial recuou 0,7%, na comparação com igual período do ano anterior, segundo cálculos do Valor. Entre 18 setores pesquisados, oito perderam eficiência ao longo de Esse desempenho fraco deixado como herança para 2013 se soma à falta de investimentos e aos Mariana Hauer, economista do banco ABC Brasil, afirma que os ganhos de produtividade vêm, sobretudo, via investimentos, que já estão baixos na indústria. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de bens de capital acumula queda de 11,6% no intervalo entre janeiro e novembro de 2012, ante igual período do ano anterior. "Se não há investimento, não há ganho de produtividade." Além da falta de novos investimentos, o espaço de "manobra" da indústria foi reduzido com os custos altos, principalmente em mão de obra. "O mercado de trabalho e o varejo estão aquecidos, pressionando o setor de serviços. Com isso, aumentam os custos de mão de obra e a indústria, que está com dificuldades para crescer, não consegue acompanhar", afirma. Para Rogério César de Souza, economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o cenário para investimento nem está ruim, mas as incertezas que ainda marcam o cenário econômico em 2013 criam desconforto em industriais com quem ele conversou. "Os empresários têm me dito que o câmbio está favorável e que esperam aumentar as exportações, que há um mercado interno em crescimento e relativa melhora no cenário externo, mas ainda há muita incerteza e eles não devem fazer grandes apostas em 2013", diz. Aumentar a produtividade com o emprego estagnado não é um ganho de produtividade "virtuoso", como qualifica o economista-chefe do Iedi. O ideal é quando produção e emprego crescem juntos, mas esse movimento não será observado neste ano, diz Souza. "O ano vai começar com bastante cautela. O investimento está na ponta do lápis. O custo de investir não está caro, mas ainda não se sabe se esse investimento terá retorno. Eles devem segurar o emprego mesmo que a produção volte a crescer." A última vez em que a produtividade da indústria cresceu na comparação com o mês anterior foi em agosto, quando houve alta de 1,5%. Naquele mês, a produção industrial cresceu 1,5% ante julho, com ajuste sazonal, e o número de horas pagas na indústria não variou. "A indústria segurou o emprego durante muito tempo, o que aumentou os custos e reduziu as margens de lucro, com a produção em queda", diz Souza. Apesar de não ter variado na passagem de outubro para novembro, com ajuste sazonal, o pessoal ocupado no setor acumula queda de 1,4% em 2012, até novembro, ante igual período de Leandro Padulla, economista da MCM Consultores, projeta queda de 0,8% da produção industrial em dezembro, na comparação dessazonalizada com novembro, mas sem que haja redução no número de horas pagas, o que implica novo recuo de produtividade. São os altos custos trabalhistas embutidos nas demissões que explicam a estabilidade do emprego no setor na passagem de outubro para novembro, quando houve queda dessazonalizada de 0,6% da produção, segundo o 9

10 Moore Stephens MS News - Abril de 2012 economista do Rodrigo Lobo, do IBGE. De acordo com ele, para os empresários, ainda não ficou claro qual será o cenário da atividade industrial nos próximos meses. "Para evitar custos trabalhistas, os empresários mantiveram as vagas", diz. Mariana, do ABC Brasil, não acredita num cenário otimista para a produtividade da indústria em Segundo ela, a produtividade não deve recuar, como em 2012, mas, na melhor da hipóteses, considerando um crescimento da atividade geral na ordem de 3,5%, a produtividade crescerá "bem pouco". No entanto, a economista aposta que novos incentivos fiscais do governo ainda devem vir em 2013 e outros, como o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que oferece taxas de juros mais baixas para investimentos em máquinas, tratores e caminhões, podem surtir efeito mais visível ao longo deste ano. "O investimento pode vir daí, em bens de capital, mas os dados da indústria, até agora, não mostraram isso." De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes), do IBGE, divulgada sexta-feira, o pessoal ocupado na indústria não variou na passagem de outubro para novembro, feitos os ajustes sazonais. No entanto, o número de horas pagas caiu em 0,2% e a folha de pagamento real cresceu 7,8% - puxada pelo 13º salário e participação nos lucros. Fonte: Valor Econômico (). Sampaio, as vendas devem ser impulsionadas pela maior oferta de animais para abate no Brasil, o que permite ao país aumentar a produção e ocupar espaços abertos por EUA e Europa, onde os rebanhos encolhem. Ele garante ainda que os embargos relativos ao caso de "vaca louca" não vão comprometer o desempenho do comércio exterior, uma vez que os países que impuseram restrições respondem por apenas 5% das vendas. A receita com a exportação de suínos pode crescer até 20%, para US$ 1,8 bilhão, segundo Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). "A perspectiva é otimista. Devemos repetir o ritmo do ano passado", referindo-se ao crescimento de 12,6% no volume embarcado em 2012 (de 581,5 mil toneladas). Em relação aos preços, o representante projeta uma elevação de até 10%. Além disso, a aguardada abertura do mercado do Japão, maior importador da proteína, para a produção de Santa Catarina deve acontecer no 1º trimestre, segundo Camargo Neto. "O Japão compra 1,2 milhão de toneladas de carne suína por ano. Se comprar 50 mil a 100 mil toneladas do Brasil, esgota nossa carne". Entre os exportadores de frango, o otimismo é menor. Francisco Turra, presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), não vê possibilidades de crescer muito neste ano. "Já estamos consolidados e não vejo possibilidade de abrirmos novos mercados". Na melhor das hipóteses, estima, as exportações vão crescer 3% em volume e receita. Em 2012, o Brasil obteve US$ 7,2 bilhões com os embarques de frango. Exportações tendem a ganhar força em 2013 Após um ano de estagnação, as exportações do agronegócio tendem a ganhar força em A expectativa do mercado é que as vendas de soja, carnes, café e suco tragam mais dólares ao país, apesar do pessimismo em relação ao açúcar e milho. Carro-chefe da pauta, a soja deve puxar o crescimento. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a receita com os embarques do grão e seus derivados deve alcançar US$ 30,2 bilhões, alta de 15,7%. Para a Abiove, o Brasil deve exportar 55,2 milhões de toneladas de soja em grão, farelo e óleo em 2013, um aumento de 12,7%. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) é ainda mais otimista e projeta até 59 milhões de toneladas, alta de 20,6%. A expectativa é baseada na iminência de uma colheita recorde, estimada pelo governo em 82,6 milhões de toneladas, e no aumento da demanda por soja da América do Sul- em 2012, o Brasil colheu apenas 66 milhões de toneladas em virtude da seca. Já o preço médio, prevê a Abiove, deve subir 3,7%. As carnes também devem ter um ano positivo. Fernando Sampaio, diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), estima que as exportações de carne bovina possam crescer 10% e superar o recorde de US$ 5,7 bilhões de Segundo Depois do resultado pífio de 2012, as exportações de café também devem se recuperar neste ano. O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) prevê que a receita fique entre US$ 6,7 bilhões e US$ 7 bilhões, um aumento de 5,5% a 10,2%. Em 2012, essa receita desabou 27,1%, com quedas tanto no volume (15,6%) quanto no preço médio (13,7%), o pior desempenho entre todas as commodities agrícolas. Para a entidade, os embarques em 2013 vão ficar entre 30 milhões e 31 milhões de sacas, um aumento de 7% a 10%. A consultoria Safras & Mercado é ainda mais otimista: prevê embarques de até 32 milhões de sacas, com uma possível revisão a 33 milhões - alta de 13,4% a 17%. Apesar de o Brasil colher uma safra menor em 2013, o mercado aposta em um aumento do volume exportado porque cerca de 5 milhões de sacas que deixaram de ser exportadas em 2012 devem engordar as estatísticas neste ano. Em 2012, os embarques foram prejudicados pela menor demanda e pelas chuvas, que atrasaram a colheita. Na contramão, as exportações de açúcar devem, mais uma vez, cair em 2013 em meio ao excesso de oferta no mundo. De acordo com Julio Maria Borges, sócio da JOB Economia e Planejamento, a receita deve recuar 7,5%, para US$ 11,9 bilhões. Segundo ele, o volume embarcado deve crescer 10,9%, a 27 milhões de toneladas, mas os 10

11 Moore Stephens MS News - Abril de 2012 preços podem ceder 16,6%, a US$ 440 por tonelada. Em financeiro mundial, por conta de regras próprias da 2012, as exportações de açúcar mergulharam 14%, a US$ Receita Federal. 12,8 bilhões, com redução de 4% no volume e de 14% no preço médio. Grande surpresa de 2012, com um aumento de 101,5% no valor das exportações, o milho é uma das incógnitas para Segundo Sérgio Castanho Teixeira Mendes, diretor da Anec, é "quase certo" que as vendas de 2013 não vão superar as do ano passado, quando o Brasil embarcou quase 20 milhões de toneladas - o dobro do ano anterior. "O milho brasileiro foi beneficiado pela quebra americana, mas temos barreiras a romper se quisermos aumentar a participação no mercado internacional", diz. Em 2012, a seca fez com que a produção dos EUA fosse reduzida em mais de 100 milhões de toneladas (volume superior a toda a safra brasileira do grão), o que colocou o Brasil na segunda posição do ranking mundial. O resultado de 2013 também será diretamente influenciado pelo desempenho da safra americana, que começa a ser plantada no 2º trimestre. Também pairam incertezas em relação às exportações de suco de laranja, que em 2012 caíram 4%, para US$ 2,3 bilhões. O sentimento, no entanto, é de recuperação, segundo Maurício Mendes, presidente da Informa Economics FNP e membro do Grupo de Consultores em Citros (Gconci). Segundo ele, a tendência é que haja uma estabilização da demanda nos Estados Unidos e na Europa e maior consumo em mercados emergentes, como China e México. Os preços também devem reagir. "Em 2012, a tonelada foi vendida a R$ 1.180, mas em 2013 devemos trabalhar em patamares melhores", previu. Fonte: Valor Econômico (). Créditos fiscais valem como capital Um acordo entre Banco Central e Ministério da Fazenda na virada do ano permitiu uma solução para a principal dificuldade que a adoção das regras de capital de Basileia 3 imporia aos bancos brasileiros. Pelo acordo alcançado, e ainda não oficializado, o gigantesco estoque de créditos tributários que os bancos carregam em seus balanços por conta das provisões para empréstimos de liquidação duvidosa poderá ser usado como capital pelas instituições. Só Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e Banco do Brasil têm R$ 94,4 bilhões em créditos tributários, a maior parte deles originada por provisões para créditos em atraso. Pelas regras hoje vigentes, esse estoque ajuda a compor o chamado patrimônio de referência dos bancos, que é a medida de capital considerada pelo Banco Central para calcular quanto os bancos podem emprestar (índice de alavancagem). Com Basileia 3, esses créditos teriam que ser em grande parte excluídos do PR. Essa situação era particularmente delicada para o Brasil, onde o volume de créditos tributários originados pelas provisões para devedores duvidosos é bem superior ao do sistema Segundo o Valor apurou, com o acordo entre BC e Fazenda, depois de intensas negociações que envolveram os principais banqueiros do país, os bancos poderão respirar aliviados, porque não terão tamanha baixa em seu capital. Como os créditos tributários são detidos contra o Fisco, a Fazenda concordou em garantir os créditos. Se comprometerá a emitir títulos públicos, via Tesouro, em valor equivalente a esses créditos caso um banco quebre. Assim, o saldo em crédito tributário poderá ser considerado caixa e o Banco Central poderá aceitá-lo como capital de boa qualidade para integrar o patrimônio de referência. A solução foi inspirada em modelo adotado pelo governo italiano. Em 27 de dezembro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reuniu-se em Brasília com os oito principais dirigentes de bancos do país e o tema de implementação de Basileia 3 foi discutido. Pouco depois disso a Fazenda aceitou a proposta defendida pelo Banco Central. Para os bancos brasileiros, o crédito tributário tem um peso importante. Levantamento feito pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostra que os créditos tributários representam 34,2% do patrimônio líquido dos bancos. Entre os bancos americanos, europeus e asiáticos, a maior participação que se observa é de 17,3% nos bancos asiáticos. O grande volume de créditos tributários carregado pelas instituições brasileiras é produzido porque as regras prudenciais do BC exigem a constituição de provisões até mesmo para operações em situação regular de pagamento, enquanto esse não é o entendimento da Receita. Tal despesa reduz o lucro para efeitos contábeis, mas não para efeitos de tributação. A Receita Federal só reconhece as provisões como despesa, permitindo abatimento de imposto, quando a instituição toma calote e precisa acionar o devedor na Justiça. Essa divergência tem provocado um volume crescente de créditos tributários nos balanços das instituições financeiras. A expectativa no sistema financeiro é que os detalhes da implementação de Basileia 3 no país saiam até o fim de fevereiro. A garantia da Fazenda aos créditos tributários terá que ser regulamentada à parte, pelo próprio ministério. O BC tem sinalizado que deve ir na mesma linha da decisão do Comitê de Basileia, tomada há uma semana, de afrouxar as regras de adoção de Basileia 3. O cronograma foi estendido, bem como algumas exigências foram abrandadas. Tudo para evitar que regras mais vigorosas de capital travem ainda mais a concessão de crédito no mundo, jogando mais areia na engrenagem do crescimento econômico. Nada diferente da agenda do governo brasileiro para a economia. Fonte: Valor Econômico (). 11

12 Moore Stephens Regime automotivo começa sem incentivo a MS News - Abril de 2012 autopeças O novo regime de tributos parao setor automotivo entrou em vigor há duas semanas sem dois aspectos principais: o planejado pacote de incentivo aos fabricantes de autopeças e um sistema de rastreamento para certificar que os componentes usados nos veículos nacionais foram efetivamente fabricados no Brasil. autopeças calcula que o faturamento das áreas de design, projeto, imagem e outros serviços vai subir de R$ 8,5 bilhões para R$ 17 bilhões, no mesmo período. As perspectivas animaram as empresas. "O regime induz as empresas a comprar peças do País", disse Heloísa Menezes, contando que os fabricantes convenceram até fabricantes de motores a se instalar no Brasil, e que somente uma asiática trouxe 15 empresas a tiracolo. Na avaliação do governo, no entanto, a ausência dessas peças não compromete o regime, em parte porque o mercado já se antecipou ao problema e por medidas que serão anunciadas nas próximas semanas. Fonte: O Estado de S. Paulo (). **************************************************** Batizado de Inovar-Auto, o regime significa uma lista de exigências estatais para as montadoras escaparem da sobretaxa de 30 pontos porcentuais criada em 2011 parabarrar a entrada de carros importados no País. Para isso, as montadoras têm de comprar autopeças locais, investir em pesquisa e aumentar a eficiência energética dos automóveis. Até 2017, por exemplo, um carro a gasolina terá de rodar 17 quilômetros por litro de combustível. Como um dos princípios do regime é aumentar o conteúdo nacional nos veículos "made in Brazil", o governo pretendia baratear autopeças e outros equipamentos. Mas a Receita Federal resistiu a cortes de impostos para os fabricantes, por questões orçamentárias - não haveria dinheiro suficiente no Orçamento - e técnicas, já que o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é cobrado do carro pronto, e não na cadeia. A saída será ajudar diretamente os fabricantes de autopeças, via consultoria e dinheiro, diz a secretária de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Heloísa Menezes. "O início dos mecanismos de estímulo deve gerar condições para, se não reduzir, ao menos manter o preço do carro no patamar atual." O governo já assinou acordos de cooperação com os Estados de Pernambuco e Minas Gerais, para programas de capacitação de fornecedores. Isso porque as montadoras exigem certificados de qualidade e atenção a normas que muitos fabricantes nacionais não atendem hoje. As associações industriais dos Estados devem virar "consultorias", ajudando as empresas a se atualizarem e obterem certificados, segundo Heloísa. Para os componentes que não são fabricados no Brasil, aideia é conceder subvenção econômica, dinheiro a fundo perdido, para o desenvolvimento no País, via Ministério da Ciência e Tecnologia. Os detalhes estão sob análise da presidente Dilma Rousseff. Mercado. O primeiro ano do Inovar-Auto deve mais que duplicar o faturamento do setor, segundo dados apresentados ao governo. A área de ferramentaria e moldes estima aumentar as vendas de R$ 2,4 bilhões em 2012, para R$ 4,8 bilhões este ano. A indústria de 12

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