(Versão preliminar, Favor não circular) CASO INERENTE, CASO DEFAULT E AUSÊNCIA DE PREPOSIÇÕES. Mary A. Kato (UNICAMP)

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1 (Versão preliminar, Favor não circular) CASO INERENTE, CASO DEFAULT E AUSÊNCIA DE PREPOSIÇÕES Mary A. Kato (UNICAMP) 1. O problema Os complementos nominais e os complementos de verbos como gostar e precisar apresentam necessariamente uma preposição licenciando casualmente os seus complementos, um requisito que não precisa ser obedecido quando estes aparecem topicalizados: (1) a. Eu conheci o pai *(d)o Pedro na festa. b. (D)o Pedro, eu conheci o pai na festa. (2) a. João disse que vai precisar *(d)o artigo dele amanhã. b. (D)o artigo dele, João disse que vai precisar amanhã. Nem todo verbo que requer a preposição de pode, porém, dispensá-la facilmente quando o complemento está na posição de tópico, a menos que um resumptivo associado apareça na posição-a. (3) a. Todo mundo depende *(d)o Pedro para decisões. b.??(d)o Pedro todo mundo depende para decisões. c. O Pedro, todo mundo depende dele para decisões. (4) a. A Maria sempre ri *(d)o Pedro na frente dos outros. b. *(D)o Pedro, a Maria sempre ri na frente dos outros. c. O Pedro, a Maria sempre ri dele na frente dos outros. O fenômenos da ausência da preposição de complementos verbais já havia sido notado em estudos sobre relativas no francês por Bouchard (1981) e por Tarallo (1983) no português brasileiro (PB), por ambos analisada como um processo de apagamento, no processo da relativização. Bouchard mostra (v. exs. em (7: 219)) que, no francês, somente 1

2 elementos estritamente subcategorizados podem ter a preposição apagada, para garantir sua recuperabilidade, o que deixa inexplicada a baixa aceitação de (3b) e (4b) sem preposição. (5) a. Le gars que je te parle, il est correct. the guy that I talked to you, he is ok b. * La cuillere que je mange est trop grosse. the spoon that I eat is tôo big c. Le couteau que je coupe the knife that I cut (with) A hipótese da subcategorização explica por que (5c) é boa, em que o verbo couper subcategoriza um PP instrumental, enquanto (5b) é má, em que entre o verbo manger e la cuillere não existe essa relação. Essa explicação de Bouchard explica, também, por que, em PB, o objeto indireto, quando topicalizado ou relativizado, pode dispensar a preposição. (6) a. (Para) o moto-boy, eu entreguei os documentos esta manhã. b. Eu não encontro o moto-boy que eu entreguei os documentos essa manhã. Para Bouchard, não há movimento no tipo de relativa cortadora, análise esposada também por Tarallo, em sua tese. Bouchard contrasta a relativa com a interrogativa-q e mostra que em francês a preposição não pode ser cortada quando há movimento, havendo pied-piping obrigatório. O problema é que, no PB, tal corte é possível, principalmente com interrogativas com Q+Nome (D-linked): (7) a. *Qu est-ce que tu coupes le fromage? what is it that you cut the cheese (with) b. Avec quoi est-ce que tu coupes le fromage? with what is it that you cut the cheese (8) A faca (com) que eu cortei o queijo (9) a. (Com) Que faca é que você cortou o queijo? b. (Com) Que faca que você cortou o queijo? c. (Com) que faca você cortou o queijo? 2

3 d. *(Com) o que é que você corta o queijo? e. *(Com) o que você corta o queijo? Além disso, Bouchard não explica por que a preposição é necessária em posição-a, que não resulta de movimento: (10) a. Je coupe *(avec) le couteau. b. Eu corto *(com) a faca. 2. Objetivos do trabalho As seguintes questões pedem uma resposta: 1. Por que há essa assimetria entre posição-a e as outras posições vistas tópico e relativas -- que licenciam a ausência da preposição? 2. O que topicalização e relativização têm em comum para licenciar a ausência de preposição? 3. Que outras posições, além da de tópico e da de relativização, admitem essa ausência? 4. Como lidar na teoria atual com as idiossincrasias lexicais, de verbos que requerem complementos-pp, mas que podem diferir quanto à sua ausência em determinadas posições? O trabalho está organizado nas seguintes seções. A seção 2 trata da noção de caso default assentada na análise de pronomes fortes e fracos (cf Cardinalletti e Starke, 1999), que explica a ausência da preposição na posição de tópico. A seção 3 mostra que a teoria do caso default, apresentada para a ausência da preposição no tópico dá conta a) das relativas cortadoras (seção 3.1.), propondo que nestas a extração se dá da posição de tópico da sentença relativa; b) das clivadas (seção 3.2), que envolvem a posição predicativa, uma posição de caso default ; c) das interrogativas com a expressão-q D-linked por que estas envolvem um movimento de topicalização antes da expressão-q sofrer o movimento-q; c) das construções de alçamento à direita (Right node raising), analisadas como derivadas de topicalização seguida de movimento-remanescente do IP para o Spec de TopP. 3

4 Na seção 4 o problema do condicionamento lexical no licenciamento da preposição ausente é resolvido via opcionalidade da preposição inerente na numeração. 2. O caso default nos DPs tópicos 1 Em Kato (1999) utilizei o conceito de default para definir o caso dos pronomes fortes em qualquer língua, podendo este caso ser diferente translingüisticamente. No francês o default é o caso dativo ; no inglês é o acusativo e no PB e no Português europeu (PE) é o nominativo. O pronome fraco na minha análise recebe, ou checa, o caso estruturalmente enquanto o default é a forma que se manifesta quando não há atribuidor/checador de caso. Nas línguas de sujeito nulo, o pronome fraco sujeito é o próprio morfema de concordância. O contraste entre o nominativo default e o nominativo checado estruturalmente por INFL aparece ilustrado abaixo: (11) a. MOI default, je nom l'ai vu hier. b ME default, I nom saw him yesterday. c. EU default, eu nom vi ele ontem PB c.eu default, ver- i default -o ontem. PE Como no PB o pronome forte e fraco são quase-homófonos, a distinção das formas entre o forte e fraco não fica tão clara, havendo o perigo dessas formas de redobro serem interpretadas como repetição. Veja o que acontece quando é o objeto direto que faz cadeia com o deslocado à esquerda: (12) a. LUI default, je l acc 'ai vu hier. b HIM default, I saw him acc yesterday. c. ELE default, eu vi ele acc ontem PB c. ELE default, vi o acc ontem. PE Nos casos de complementos preposicionados, o pronome na posição-a é o pronome fraco oblíquo, atribuído pela preposição (ex. 14a) 2. Esta pode ser mantida se há pied-piping 1 Schütze (2001) faz uma proposta semelhante, dando exemplos de línguas germânicas, nas quais a morfologia casual é visível. 4

5 para a posição de tópico (ex. 14b). Se a preposição está ausente, a forma do pronome, na posição do tópico, é a forma default (ex.14c), isto é, o nominativo no português. (13) a. O Pedro não gosta de mim dat/obl. b. De mim dat/obl o Pedro não gosta. c. EU default, o Pedro não gosta (de mim) d. *Mim dat/obl, o Pedro não gosta. e. *D EU default, o Pedro não gosta. Essa posição na periferia à esquerda da sentença, seja com resumptivo associado ou com categoria vazia é um tópico, ou um tópico contrastivo. Pelas construções em (15), parece claro que em (15b) tivemos movimento do PP todo para a posição de tópico na periferia esquerda. Já a construção com o tópico com caso default, uma explicação possível é que houve merge in-situ do pronome forte, na periferia, com posterior apagamento do DP associado e sua preposição. Veremos, porém, uma alternativa baseada em movimento também para essa construção na seção Os outros contextos que licenciam ausência de preposição 3.1.As relativas cortadoras O PB conta com três diferentes construções para relativas de PP: a) a padrão, b) a resumptiva e c) a cortadora: (14) a. O autor de quem eu gosto b. O autor que eu gosto dele c. O autor que eu gosto A análise de Kato (1993) parte do paralelismo das construções relativas com as construções de tópico. Sua proposta é de que a relativa padrão (ex. (16a) extrai o PP de dentro de IP, 2 Vê-se ai que pronome forte não se confunde com pronome tônico. O default deve poder receber acento, mas nem todo pronome tônico é o default. Assim, o oblíquo é tônico, mas não é o nosso default. 5

6 enquanto as relativas resumptiva (16b) e cortadora (16c) se obtêm a partir da posição de tópico em (15b) e (15c) 3. (15) a. Eu gosto d [esse autor] obl. a. O autor de que(m) eu gosto b. Esse autor default, eu gosto dele. b. O autor que eu gosto dele c. Esse autor default, eu gosto c. O autor que eu gosto Se a posição de tópico, de onde se fez a relativização não tinha preposição, mas o caso default, a ausência da preposição se deve à origem default da extração. Não temos nada a ver com movimento, como na explicação de Bouchard e de Tarallo. A posição de tópico, essa sim, pode ter sido obtida por concatenação--caso da resumptiva ou por eventual movimento caso da cortadora, mas a partir daí, ambas se realizam via movimento, como no caso da relativa padrão. Logo, o caso da ausência de preposição em relativas é uma conseqüência de sua extração a partir do tópico com caso default As clivadas Em Kato (1999) mostrou-se que outro ambiente em que se vê o contraste translingüístico de pronomes fortes, visto acima no ambiente dos tópicos, é o do predicativo focal. Lembremos que o predicativo é imune ao filtro do caso, que atua apenas para DPs argumentos. (16) a. It s ME default. b. Cést MOI default. c. Sono stata IO default d. Sou EU default. Se a situação de predicativo da cópula tem caso default, nossa previsão é de que ele é um contexto de opcionalidade da preposição, o que se confirma nas sentenças abaixo: (17) a. É (D)ESSE ARTIGO que eu vou precisar amanhã b. É (D)ESSE ALUNO que a Maria conheceu o pai. c. É (PARA)ESSE MOTOBOY que eu entreguei os documentos ontem. 3 Ver derivação detalhada em Kato e Nunes (2007) 6

7 Vejamos, primeiro, a derivação com a preposição em (18) e, em seguida, a sem preposição em (18) : (18) a1. [ IP eu vou precisar desse artigo amanhã] a2 [ CP que [ eu vou precisar desse artigo amanhã]] merge de que a2. [ CP desse artigo [ C que[ IP eu vou precisar amanhã] subida do PP para [Spec CP] a3. É [ CP desse artigo [ C que [ IP eu vou precisar amanhã] merge da cópula (18) a1. [ IP eu vou precisar (d)esse artigo amanhã] a2 [ CP que [ eu vou precisar desse artigo amanhã]] merge de que a2. [ CP Esse Artigo [ CP que[ IP eu vou precisar amanhã] adjunção do DP a CP a3. É [ CP Esse Artigo +default [ CP que [ IP eu vou precisar amanhã] merge da cópula A análise que permite interpretar o constituinte em maiúsculas como o predicativo da cópula é a proposta de adjunção em Kato e Nunes (2007). Segundo eles a adjunção cria um contexto de relação ambígua entre o núcleo superior e o inferior. Note que o complemento movido de dentro de IP e a ele adjungido é ao mesmo tempo o tópico da sentença de baixo e o predicativo da cópula, o que lhe dá estatuto de foco da sentença raiz As interrogativas-q no PB Vimos acima que para Bouchard a preposição no francês é sempre retida em interrogativas-q, porque envolvem movimento. Mas vimos também que esse não é o caso no PB, já que as sentenças abaixo, repetidas de (11a e b) são boas: (19) a. (Com) Que faca você cortou o queijo? b. (Com) Que faca que você cortou o queijo? c. (Com) Que faca é que você cortou o queijo? O contraste relevante, pelo menos no PB, é entre o constituinte-q ser D-linked, ou pesado, ou não. Se tivermos o constituinte-q leve, a ausência da preposição não é licenciada, assim como nos exemplos de Bouchard, em francês: 7

8 (20) a. *(Com) O que você corta o queijo? b.*(com) O que que você corta o queijo? c. *(Com) O que é que você corta o queijo? Comecemos contrastando (19a) com (20a), com as derivações em (19) e (20), respectivamente: (19) a1. [ IP você cortou o queijo (com) que faca] a2 [ IP [que faca] default [ IP você cortou o queijo ] Topicalização de [que faca] a3. [ CP [que faca default ] Q [ IP t default [ IP você cortou o queijo ] movimento-q (20) a1. [ IP você cortou o queijo com o que] a.2. [ CP com o que obl [ IP você cortou o queijo ] movimento-q A análise que propomos é semelhante àquela feita para as relativas. As perguntas com a expressão interrogativa-q D-linked tem esse constituinte adjungido para a posição de tópico antes de sofrer o movimento-q, enquanto os não D-linked sofrem direto o movimento- Q. A expressão D-linked tem traços de referencialidade que lhe permite ocupar a posição de Tópico, o que não é lícito quando temos uma expressão-q leve. Passemos agora para a derivação da pergunta clivada é que em (19c), com o foco D- linked e, em seguida a clivada com Q-leve: (19) c1. [ IP você cortou o queijo com que faca] c2. [ CP que +F [ IP você cortou o queijo com [que faca] +F ]] Concatenação do subordinador que +F c.3.[ CP com [que faca obl ] +F que +F [ IP você cortou o queijo ]] Movimento-Q c.4. [ IP É.[ CP com [que faca obl ] +F que +F [ IP você cortou o queijo ]] Merge da cópula c.5. [ CP.[ CP com [que faca obl ] [ IP é [ t Q que [ IP você cortou o queijo ]] Movimento-Q para a sentença raiz A partir de (19) c3, se a cópula não for inserida, deriva-se (19b) com a preposição: 8

9 (19b).[ CP com [que faca obl ] +F que +F [ IP você cortou o queijo ]] Para derivar as perguntas clivadas sem preposição, a derivação deverá incluir uma etapa entre a2 e a3, com a adjunção de que faca (sem preposição) para a posição de tópico de IP com caso default 4. A partir daí, a derivação continua com o merge do que +F e que faca subindo para o seu Spec. Assim, o movimento de que faca é a partir da adjunção a IP e não mais do interior do IP original. (20) a1. [ IP você cortou o queijo (com) que +F faca] a2. [ IP [que +F faca] default [ IP você cortou o queijo ] adjunção do DP a IP com caso default a3. [ CP que +F [ IP que +F faca default [ IP você cortou o queijo ] merge do que +F a.4. [ CP [que +F faca default ] que +F [ IP você cortou o queijo ]] movimento-q Que faca que você cortou o queijo. Se a numeração contiver uma cópula, a derivação prossegue com o merge da cópula e o movimento-q de que faca para o CP mais alto: a.5. [ CP [que +F faca default ] que +F [ IP você cortou o queijo ]] a.6. É [ CP [que +F faca default ] que +F [ IP você cortou o queijo ]] merge da copila a.7. [ CP [que +F faca def ] [ IP é [ CP que +F [ IP você cortou o queijo ]]]] movimento-q Resumindo, a opcionalidade da preposição não tem a ver com movimento-q, mas com a possibilidade ou não de um pouso intermediário numa posição que licencia o caso default Se houver tal pouso, a preposição não aparece. Se o movimento for direto para CP, haverá necessariamente pied-piping da preposição Alçamento à direita (Right Node Raising) 4 Aqui estamos colocando a preposição entre parênteses, mas a nossa proposta final é que a preposição nem aparece na numeração quando o DP se manifesta sem a preposição 5 O PB permite um único caso de abandono de preposição (preposition stranding), com a preposição sem (cf Perini, 2004): O homem que a Maria não consegue viver sem é o Pedro. 9

10 Outro contexto licenciador de ausência de preposição é a construção que chamaremos alçamento à direita. Alguns exemplos podem ser visto abaixo: (21) Eu gostei, mas acabei não comprando o Vaio. Aqui também, nossa proposta é baseada no licenciamento por caso default. A derivação se assemelha à de uma construção de lacuna parasita (v. Nunes, 2004) até a topicalização do complemento o Vaio 6. A partir daí, temos o movimento remanescente do IP para o Spec de Top (cf Kayne, 1994). (21) 1. [o Vaio default [ IP eu gostei [ mas não comprei ]]] Topicalização 2. [ ToP [ IP eu gostei [ mas não comprei ] IP ] [ TopP o Vaio default [ t IP ]] Movimento-remanescente de IP) 4. O problema da opcionalidade da preposição Até aqui, vimos supondo que o complemento PP de nomes e verbos apresentam a preposição quando nascem dentro do VP para depois assumirem a forma de um DP em contextos de caso default. Mas, antes de apresentarmos nossa análise, vamos recuperar um pouco da literatura que tratou dessas preposições e as soluções a elas dadas A noção de preposição dummy Como no inglês e em outras línguas românicas, nomes transitivos no português sempre exigem uma preposição para os seus complementos, mesmo quando os verbos correspondentes não o requeiram. (v. exs. em (22)). Em português, a preposição nesses casos é de, uma preposição dummy, na terminologia de Longobardi (1991), considerada semanticamente vazia, cuja única função é a de licenciar casualmente o complemento nominal. 6 Aqui estamos utilizando a perspectiva de periferia de Rizzi(1997), com o Tópico como um núcleo que se projeta, mas também seria possível pensarmos nesta operação usando a adjunção. 10

11 (22) a. A Maria vendeu [a casa] +accus b. a venda * [a casa] -caso b a venda de +gen [a casa] +gen Segundo Raposo (1992) os verbos como gostar e precisar requerem a preposição dummy de, dado que esses verbos não têm traços de caso para licenciar seus complementos. Para Raposo (2002), a inserção da preposição dummy na posição argumental é uma operação pós-sintática. Mas sua proposta não leva em conta a opcionalidade da preposição dummy em determinados contextos, como vimos acima A noção de caso inerente A comparação entre a preposição dos complementos nominais, que atribuem o caso genitivo, e a preposição de verbos como gostar e precisar, que atribuem caso oblíquo, está também na raiz da proposta de caso inerente, em Chomsky (1986), para quem este se define em função da θ-marcação, em estrutura profunda (E-P), e não em nível pós-sintático, como propôs Raposo. A proposta de tratar tais preposições como determinadas tematicamente precisa ser revista uma vez que na visão corrente não contamos mais com esse nível de representação. Além disso, não é intuitiva a diferença entre a preposição de de um verbo como gostar e a preposição de de um verbo como rir em termos temáticos. Outro problema é que o fenômeno da opcionalidade da preposição afeta outras preposições não-dummy, como, por exemplo, a preposição a ou para, que marca o objeto indireto, e a preposição com, que vimos com as interrogativas. O comportamento idiossincrático dos itens lexicais quanto à opcionalidade da preposição pede um tratamento no nível lexical, e para isso a noção de caso inerente pode ser preservada O lugar da inserção da preposição A criança adquirindo o PE, que só admite a opcionalidade da preposição com verbos como gostar e precisar terá em seu léxico o conhecimento de que com esses verbos a preposição pode estar presente ou ausente na numeração. A criança aprendendo o PB paulista, terá um leque maior de verbos de caso inerente do que a criança portuguesa, mas menor do que a carioca. Este é um tipo de variação que se encaixa bem na visão de Raposo (1999: p. 1), 11

12 segundo o qual there are no parameters of UG; there is only an "inert" and rigid computational system reacting to the formal properties of lexical items, which may vary from language to language. Segundo nossa proposta, as diferenças dialetais, ou individuais, estariam registradas no léxico da seguinte forma para um falante português (PE), um falante paulista (SP) e o falante de um dialeto qualquer, que designamos aqui por X. (23) PE SP dialeto X rir P +DP P +DP (P) +DP depender P +DP P + DP (P) +DP conversar P +DP (P) +DP (P) + DP gostar (P)+DP (P) +DP (P) + DP precisar (P)+DP (P)+DP (P) + DP Assim, o falante português aceita um sub-conjunto dos itens do paulista e o paulista aceita um subconjunto dos itens do falante de X. Verbos como depender, rir, quando selecionados, requerem também a preposição de obrigatoriamente, com traço oblíquo, como um item obrigatório na numeração, enquanto verbos como gostar e precisar selecionam opcionalmente essa mesma preposição, com traço oblíquo. Nos dois casos o DP argumento entra sem caso valorado: (24) a.1. {...depender -caso de +obl DP caso? ] a.2. {...gostar -caso...de +obl..dp caso? } ou a.3. {...gostar...dp caso? } Se com gostar a preposição for selecionada (a.2.), a derivação é idêntica para as sentenças com o verbo depender, para o qual a preposição é obrigatoriamente selecionada. A preposição valora o caso do DP-argumento como oblíquo, após o qual os traços de caso de ambos é eliminado. (25) a Todo mundo depende do +obl Pedro +obl. b. Todo mundo gosta do +obl Pedro +obl O sintagma do Pedro pode, em seguida, ser copiado em adjunção a IP com conseqüente apagamento da cópia original. 12

13 (26) a. [ IP Do Pedro [ IP todo mundo depende. b. [ TopP Do Pedro [todo mundo gosta A mesma análise é proposta para verbos que pedem outro tipo de preposição em seu complemento. Em todos esses casos, o Tópico não pode ser um DP: (27) a. *(Em)O Lula, todo mundo confia. b. *(Em) Santo Antonio, eu acredito c. *(Por) o meu pai, eu faço qualquer coisa. Se a preposição não for selecionada para a numeração com verbos como gostar, o caso do DP não poderá ser valorado porque esse verbo não tem traço de caso para atuar como a sonda para valorar o seu caso. Se nada for feito, a derivação fracassa. Mas a topicalização pode atuar, salvando a sentença. Vejamos como. (28) a. *Todo mundo gosta -caso [o Pedro] caso? b. [ IP [O Pedro] -nom default [ IP todo mundo gosta ] Estamos assumindo que, em contexto que não envolve ilha, o tópico default é gerado por movimento. Ocorre que a ausência de preposição também pode ser observada em tópicos associados à categoria vazia dentro de ilhas, com verbos como gostar e precisar (cf. Ferreira, 2000): (29) [esse artigo] i, eu sei de um colega que está precisando i O que proponho, seguindo Kato e Nunes (2007) é que, se o DP na numeração é um pronome nulo, defectivo em caso como propõe Ferreira (2000), a preposição não é selecionada. O tópico nesse caso é gerado in-situ, na periferia. (29) [ TopP esse artigo i [ IP eu sei de um colega que está precisando pro i ]] Uma sentença simples sem ilha como (28), no entanto, deveria ser ambígua entre ter um pro ou ter um vestígio de movimento. Se supusermos, como Hornstein (2007) que movimento é 13

14 menos custoso do que a pronominalização resumptiva 7, vamos continuar a analisar casos como (30) como resultado de movimento, deixando a solução do pronome nulo para último recurso, como no caso de ilhas. (30) Esse artigo, eu estou precisando para amanhã. (30) [ TopP Esse artigo i [ TopP eu estou precisando t i para amanhã. Além disso, casos como o exemplo (4b), aqui repetido como (31) teria o seu efeito de ligação naturalmente explicado numa derivação por movimento. (31) O artigo dele i, o João i vai precisar amanhã. Conclusões A proposta apresentada para dar conta da distribuição de ausência de preposição em complementos verbais do PB pode ser resumida nos seguintes pontos: a) os verbos são lexicalmente definidos no léxico como tendo a preposição sempre obrigatória ou podendo sua presença na numeração ser opcional, casos em que a preposição é uma manifestação de caso inerente; b) se a preposição não é selecionada, o DP na posição complemento terá caso não-valorado e, se ai permancecer, a derivação fracassa. Uma forma dela prosseguir é o DP mover-se para a posição de TopP, onde pode receber caso default, que é nominativo no português; c) todas as demais posições em que a preposição pode estar ausente são casos em que a derivação inclui um movimento do DP não valorado para a posição de TopP. d) A posição vazia associada ao tópico pode ser um pronome resumptivo nulo ou visível em contexto de ilha, mas quando o movimento é possível, a estrutura envolve um vestígio, supondo-se que movimento é menos custoso do que resunção. Resumindo, ao contrário da perspectiva de corte da preposição, ou de sua inserção tardia, nosso estudo propõe que não há corte por que a preposição nem aparece na numeração e, quando aparece na FP, ela já está presente desde o princípio da derivação. References 7 Custo aqui é computado em termos de quantidade de itens na numeração. 14

15 Bouchard, D. (1981) An alternative to wh-movement in French relative clauses. In: W.W. Cressey & D.J.Napoli (eds) Linguistic Symposium on Romance Languages: Washington, DC: Georgetown University Press. Cardinaletti,A. & M. Starke (1999) The typology of structural deficiency. In: H. van Riemsdijk, G.Bosong & B.Comrie (orgs) Clitics in the Languages of Europe, vol 8 de Language Typology. Mouton: Berlin. Hornstein, N. (2007) Pronouns in a Minimalist Setting. In:N.Corver and J. Nunes(orgs).The Copy Theory of Movement, pp John Benjamins, Amsterdam. Longobardi,G. (1991) The Syntax of Noun Phrases. Cambridge: Cambridge University Press. Ferreira, M.B. (2000) Argumentos Nulos em Português Brasileiro. UNICAMP: Dissertação de Mestrado. Kato, M.A. (1993) Recontando a história das relativas. In: I.Roberts & M.A.Kato (orgs) Português Brasileiro: uma viagem diacrônica. Campinas: editora da UNICAMP. Kato, M.A. (1999) Strong pronouns, weak pronominals and the null subject parameter. PROBUS, 11 (1), Kato, M.A. e J.M. Nunes (2007) A uniform raising analysis for standard and nonstandard relative clauses in Brazilian Portuguese. Ms Nunes, J.M. (2004) Linearization of Chains and Sidewards Movement. Cambridge, Mass: The MIT press. Perini, M.A. (2004) A Lingua do Brasil Amanhã e Outros Mistérios. São Paulo: Parábola Editorial. Raposo, E. (1992) Teoria da Gramática: a Faculdade da linguagem. Lisboa: Editorial Caminho. Raposo, E. (2001) Towards a Minimalist Account of Nominal Anaphora in Spanish and English. Ms University of Santa Barbara. RAPOSO, E.(2002) Nominal gaps with prepositional modifiers in Portuguese and Spanish: A case for quick spell-out', in M.J. Arche, A. Fábregas and A.M. Trombetta (eds.). Cuadernos de Lingüística IX, Instituto Universitario Ortega y Gasset, Rizzi, L. (1997) The fine structure of the left periphery.in: Liliana Haegeman (ed.) Elements of Grammar. Handbook of Generative Syntax. Dordrecht: Kluwer, Schütze, C. (2001) On the nature of default case. Syntax, 4: Tarallo, F. (1983) Relativization strategies in Brazilian Portuguese. UPENN: Ph.D. Dissertation. Apêndice I Derivação das relativas via alçamento A completar Apêndice II: Derivação de construções de Alçamento à direita A completar 15

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