SEGURO DE AUTOMÓVEL AINDA O VALOR DE MERCADO. O ENTENDIMENTO DO STJ RICARDO BECHARA SANTOS

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1 SEGURO DE AUTOMÓVEL AINDA O VALOR DE MERCADO. O ENTENDIMENTO DO STJ RICARDO BECHARA SANTOS Já dissemos, em diversas oportunidades, que o seguro de automóvel se insere na categoria de seguro de dano, eis que (ao contrário do que sucede no seguro de vida onde o valor da importância segurada sempre coincidirá com o capital a ser pago ao beneficiário já que a vida humana é de valor inestimável) seu objeto o automóvel como bem material que é, não pode, de forma alguma, se arredar do caráter indenitário do denominado seguro de coisas, este que, por sua vez, inadmite possa o segurado receber por conta de um sinistro valor superior ao dano efetivamente experimentado, sob pena de se estar propiciando a pecha do enriquecimento sem causa e, o que é bem pior, fomentando a fraude, esse voraz arquiinimigo da instituição do seguro, e transformando o sinistro em objeto de desejo do segurado, como sucede no jogo e na aposta. No jogo e na aposta, o evento é desejado pelo apostador, enquanto que no seguro o evento é temido e não querido pelo segurado honesto. No jogo e na aposta a palavra prêmio tem mesmo o seu sentido corriqueiro, de jubilação, recompensa, ganho, lucro. No seguro significa a prestação do segurado para ter a garantia de uma indenização contra o risco temido, por isso que na lapidar lembrança de DAVID CAMPISTA FILHO, no contrato de seguro o segurador é credor firme do prêmio e devedor condicional da indenização ou do capital segurado necessário para o pagamento do risco feito sinistro. A decisão do STJ, que será objeto de comentário mais à frente, concessa venia, deturpa essa relação, transformando indenização (obrigação do segurador) em prêmio (obrigação do segurado), já que o segurado estará sendo premiado no sentido de ganho ou de lucro mesmo pela diferença entre o valor da IS, que no caso representa apenas o limite máximo da indenização nos termos da lei e do contrato, e o valor efetivo do dano, representado pela cotação média de mercado do veículo sinistrado, sabido e consabido que o segurado não pagou prêmio, no verdadeiro sentido do contrato de seguro, correspondente à referida diferença, que nada mais é do que a depreciação do veículo naturalmente ocorrida entre a contratação do seguro e o sinistro. O seguro, pois, não é contrato de lucro capiendo, mas de dano vittando.

2 2 Já se disse também, em demasia, que para o seguro de automóvel diversos são os fatores e ingredientes considerados para o cálculo do prêmio, dentre outros a freqüência, a região geográfica, o perfil do segurado, a marca, o ano, o modelo do veículo, e também, repita-se, a depreciação que o mesmo sofre entre a aceitação do risco e a ocorrência do sinistro, decretada pelo mercado de automóveis independentemente da vontade e deliberação do segurador, posto que pela irrevogável lei da oferta e da procura. Já se viu também por óbvio, a completa inviabilidade técnica e jurídica no que concerne a qualquer pretensão relacionada com a devolução pro rata do prêmio, que em verdade seria não só um contra senso à natureza aleatória e mutualista do seguro, como também uma outra forma de enriquecimento sem causa por parte daquele que por essa via pretendesse se beneficiar, na medida em que se contrapõe, dentre o mais, à própria circunstância de que o segurador, como gestor do mutualismo do qual faz parte cada segurado, ao calcular o prêmio, levara em conta a progressiva desvalorização do veículo no curso da vigência da apólice, como antes mencionado e repetido. Igualmente já se disse a todos os ventos, que a melhor jurisprudência, inclusive a do Superior Tribunal de Justiça até então, e, como sempre a doutrina mais prestigiosa do Brasil e do Mundo, como também a Douta Procuradoria Geral da SUSEP em memorável parecer, sustentam a desassombrada legitimidade da cláusula de valor médio de mercado. Por isso que a alternativa facultada pela Circular SUSEP 88/99 para a contratação do seguro de automóvel por valor determinado, em lugar da contratação por valor de mercado, resultará em um cálculo mais elevado do prêmio, que, repita-se, não teria como fator a citada desvalorização do veículo. O seguro por valor determinado, ainda que técnica e juridicamente viável, em verdade, descaracterizaria, de certo modo, a própria natureza intrínseca do seguro de automóvel ao menos na sua forma genuína, na medida em que permite que o segurado possa receber indenização superior ao dano que efetivamente venha a sofrer, no caso representado pelo valor de mercado, com o qual o segurado poderá adquirir outro veículo equivalente ao sinistrado. Na verdade, tal alternativa confere ao segurado, pelo prêmio majorado que pagará, em relação à contratação pelo valor de mercado, uma indenização complementar ao dano efetivamente sofrido em relação ao objeto estrito do seguro, no caso o automóvel, como forma de compensação de sua perda material havida no sinistro, até para propiciar-lhe como que a aquisição de um veículo mais novo ou mais valioso, atendendo, assim, a uma provável e natural

3 3 expectativa, nascida com o sinistro, na mente do segurado, de mudar de marca e modelo em relação ao veículo perdido. Vale dizer, chamando à ordem o up grade que algumas sentenças pretensamente generosas costumam impropriamente contemplar o segurado ao conceder-lhe o pagamento da diferença a maior do valor de mercado (valor do dano), sem a contrapartida do prêmio a esse título (ao bom juiz não cabe fazer cortesia com o chapéu alheio, confundir justiça com bondade, que no caso transforma-se em maldade contra os demais integrantes do mutualismo). Essa diferença excedente do valor de mercado do veículo, pois, representaria uma espécie de compensação de um dano hipoteticamente presumido, entre o material e o imaterial, como que uma verba para amenizar as agruras do sinistro em si, que se abateu sobre o automóvel do segurado, que como cantado em verso e prosa, representa a paixão do brasileiro. Todavia, parece inegável que tal forma de contratação alimenta a já tão indesejadamente alimentada sinistralidade da carteira. E, no exagero dessa paixão, às vezes desmedida, e na medida em que se desenha a solução de toda a controvérsia que se instaurou sobre a cláusula do valor de mercado, em prol de sua legitimidade, começam a surgir outras provocações, agora contra a idéia da eliminação da IS (Importância Segurada/Limite de Indenização), substituída pela cláusula de valor de mercado pura, ou pela cláusula de REPOSIÇÃO GARANTIDA, como já se denomina nas apólices da Sul América. Começam, portanto, a despontar algumas opiniões, desavisadas é bem verdade, no sentido de que seria ilegal a contratação do seguro de automóvel sem valor declarado, por conta de interpretação isolada, por isso equivocada, do artigo do Código Civil, que, verbis, estabelece: A apólice consignará os riscos assumidos, o valor do objeto seguro, o prêmio devido ou pago pelo segurado e quaisquer outras estipulações, que no contrato se firmarem. (o grifo não consta do original). À primeira vista até que poderia impressionar aos menos informados. Mas logo a uma leitura, ainda que rápida, do conjunto de preceitos constantes de todo o Capítulo XIV do Código Civil, onde o contrato de seguro vem disciplinado, perceber-se-á, ictu oculi, que a expressão valor do objeto seguro que segundo o artigo antes citado deve constar do contrato, não há de ser, necessariamente, um valor determinado, como soe acontecer nos contratos comutativos (contrato de compara e venda por exemplo). Jamais nos contratos aleatórios, como o de seguro, onde basta o valor seja determinável.

4 4 Ao contrário, para se conciliar com o caráter indenizatório dos seguros de danos estabelecido pelos artigos e 1437 do mesmo Código, faz-se mais consentâneo o valor não determinado em cifra, porém medido, ou determinável, pelo valor de mercado do bem a ser indenizado no exato calibre do dano ou prejuízo experimentado, já que o valor que costumava vir mencionado nas apólices como IS, sempre representara, a rigor, o LIMITE MÁXIMO DA INDENIZAÇÃO e que não tem importância preponderante no cálculo do prêmio. E assim mostrado ao segurado consumidor com clareza solar, com caracteres ostensivos e redação de fácil compreensão. Mas para cortar rente qualquer dúvida que ainda pudesse restar quanto a legitimidade e legalidade de se eliminar da apólice um valor determinado em cifra, basta atentar para o que dispõe o artigo do referido Código, segundo o qual, literis, quando ao objeto do contrato se der valor determinado, e o seguro se fizer por este valor, ficará o segurador obrigado, no caso de perda total, a pagar pelo valor ajustado a importância da indenização, sem perder por isso o direito, que lhe asseguram os artigos e (o grifo também aqui é nosso). Percebe-se, sem nenhum esforço hermenêutico, da clareza nuclear do dispositivo acima, ao afirmar que quando ao objeto do contrato se der valor determinado..., a contrário senso, que o legislador possibilita o estabelecimento de valor indeterminado ou determinável na apólice, do que é exemplo bem eloqüente o valor de mercado, até porque, o artigo no início citado fala apenas em valor do objeto seguro, sem adjetivá-lo de determinado ou indeterminado, sendo pois possível a sua indeterminação, tanto pela natureza indenizatória própria do seguro de dano, quanto pela letra e espírito do artigo 1.462, este que, aliás, igualmente não se contrapõe à cláusula de valor de mercado/reposição garantida, por isso que dito dispositivo legal apenas impõe o pagamento do valor ajustado (valor determinado), exatamente quando este for assim determinado, ou seja, combinado previa e bilateralmente com o segurador, como no caso do seguro de vida e também nos seguros de objetos de arte onde não haja no momento da contratação uma cotação de valor de mercado, até pelo valor inestimável do bem, ao contrário de como sucede com o automóvel, cujo valor de mercado é inexoravelmente de fácil apuração. E pela própria paixão que o segurado, como brasileiro, tem ao seu automóvel, decerto que ele próprio sabe, invariavelmente, o seu exato valor de mercado, até pelo vasto manancial de dados e publicações a respeito.

5 5 Quando concluímos o presente artigo, até este ponto ainda não havia a decisão do STJ do dia 22/09/99, razão pela qual nos permitimos, em face dela, fazer os complementos que adiante se inserem. A DECISÃO DO STJ DE 22/09/99 Como de sabença geral, até 22/09/99, a 3ª e a 4ª Turmas do STJ divergiam quanto ao tema aqui tratado. A 3ª Turma vinha copiosa e acertadamente entendendo que o valor grafado nas apólices como Importância Segurada representava apenas o Limite Máximo da Indenização (e de outra forma não poderia ser porque assim consta desassombradamente da própria apólice), por isso que em caso de perda total o segurado deveria receber o exato valor do prejuízo experimentado, no caso representado pelo valor de mercado, vale dizer, o valor com o qual poderia o segurado adquirir no mercado de automóvel um outro veículo equivalente ao que foi destruído em razão do sinistro. Tal entendimento, único correto no caso, posto que fruto da aplicação pura do princípio indenitário, essencial e natural nos contratos de seguro de dano em qualquer parte do mundo, profligava aquele outro entendimento, equivocado digase de passagem, que vinha mantendo a 4ª Turma daquela mesma Corte de Justiça, no sentido de que a importância grafada na apólice como limite máximo de indenização assim não poderia ser considerada, mas como valor definitivo com que a seguradora deveria indenizar o segurado, reduzindo destarte a oblívio a cláusula de valor médio de mercado, menoscabando, por conseguinte, o princípio indenitário e com isso contemplando a todo aquele que sofresse um sinistro por perda total com uma generosa indenização, acima do prejuízo efetivamente experimentado. Em face da divergência entre as duas Turmas do STJ, era imperioso que houvesse a uniformização da jurisprudência daquela Corte, sendo por todos de bom senso esperado que tal uniformização se fizesse consoante o entendimento da 3ª Turma. Eis que, no dia 22/09/99, de forma surpreendente, e por maioria dos Ministros presentes à Seção, deu-se o inverso, ocorrendo a uniformização da jurisprudência do STJ no sentido de como vinha decidindo a 4ª Turma, uniformização esta que, por argumentos meta-jurídicos, permita-nos mais esta vênia, manteve a interpretação inadequada que aquela Turma vinha dando ao artigo do Código Civil, como que se este pudesse, no seu verdadeiro sentido, acoroçoar tal entendimento. Muito ao contrário, pois basta atentar-se para o quanto ele dispõe, em letra e espírito, com clareza meridiana, para se

6 6 inferir que tal dispositivo é completa e absolutamente inaplicável a tão errático entendimento. É que tal dispositivo nada mais faz do que abrir, excepcionalmente, uma exceção para que se dê valor determinado em certos seguros, mediante ajuste prévio entre segurado e segurador, hipótese em que a indenização seria paga por tal valor ajustado. Isso tanto para os seguros de dano quanto para os seguros de pessoas. Nestes últimos, sempre, porque a vida e a integridade física das pessoas são bens insuscetíveis de apreciação econômica. Nos seguros de dano, quando se referir a bens cujo valor de mercado seja de difícil apuração (certos objetos de arte por exemplo), por isso que as partes podem ajustar, bilateralmente, um valor prévio que representará a indenização combinada para o caso de sinistro. Todavia, para preservar o princípio indenitário do seguro de dano, o espírito do legislador, encarnado no próprio artigo (no caso data venia mal interpretado pelo STJ, exceto pelos ilustres Ministros que representaram a minoria naquele julgamento uniformizatório), garante ao segurador, nos termos do artigo do Código, EXIGIR A REDUÇÃO DAQUELE VALOR AJUSTADO AO VALOR REAL DO BEM, SEMPRE QUE O MESMO VALOR AJUSTADO FICAR MAIOR DO QUE O VALOR DO BEM. E isso acontecerá, invariavelmente, em relação ao automóvel como bem naturalmente depreciável que é. Daí a inspiração da cláusula de valor médio de mercado, que elimina a dispendiosa burocracia, com reflexos no custo do seguro, das constantes reduções da IS para mantê-la ajustada com o valor real do bem, cujo engenho e arte de seus mentores fora posto em cheque por aqueles menos íntimos com os fundamentos do seguro, e, nada obstante, julgam mesmo a despeito desse desconhecimento, sem ao menos se dar ao salutar exercício da pesquisa. O seguro de automóvel, pois, repita-se à exaustão tal como naturalmente se repete um refrão, não tem por escopo garantir a desvalorização do bem, porém repor ao segurado o exato prejuízo que sofreu com o sinistro. Todavia, a redução da Importância Segurada de que trata o artigo do Código Civil não seria pertinente nas apólices contratadas com valor determinado de IS antes da Circular SUSEP 88/99, porque importaria em devolução pro rata de prêmio, incompatível na espécie porque, como se disse, o segurador não cobrou nenhum prêmio para que pudesse devolvê-lo, já que no seu cálculo levou em conta a desvalorização do veículo e, por conseguinte, resultando em um prêmio proporcionalmente menor. E essa impositiva adequação da importância segurada ao real valor do bem se entrelaça a outros comandos imprimidos pelo legislador no Código, no seu sistema de vasos comunicantes, dentre eles o do artigo que, como

7 7 regra bem torneada, impede segurar-se um bem por mais do que ele valha, também por isso que inarredável o princípio indenitário do seguro de dano. Em suma, a lamentável decisão proferida por maioria pela 2ª Seção do STJ, no dia 22/09/99, desferiu um golpe abaixo da cintura da instituição do seguro, causando enormes prejuízos não só às seguradoras como também e principalmente aos consumidores honestos que integram o mutualismo, na medida em que, a dano deles, inevitável será o aumento do custo do seguro, inclusive porque tal decisão, embora não tenha sido essa a intenção dos ilustres Ministros, servirá de adubo orgânico para a fraude, espécie de vitamina que irá fazer florescer uma indústria, já próspera, que só favorece os desonestos, que é a indústria da fraude, arquiinimiga da instituição do seguro. Dizer que a decisão do STJ não favorecerá a fraude é desconhecer o óbvio, pois, como notoriamente noticiado, pessoas realizam seguro até para automutilação, quanto mais para, no seguro de coisas, facilitar o roubo do veículo segurado atraído pela expectativa de receber um valor maior do que o do próprio bem. Realmente, como já diziam os praxistas, quem desconhece o contexto desconhece o texto!... Ora, se o fato conhecido da desvalorização do veículo, como alhures mencionado, é, dentre outros, fator levado à conta do cálculo do prêmio, a decisão em causa acaba de consagrar o princípio do enriquecimento ilícito e sem causa, concedendo vantagem econômica a quem por ela não pagou, posto que sem a contrapartida do prêmio. Tal decisão, por assim dizer, sanciona a lei de Gerson, também porque instila o desejo pelo sinistro, reduzindo a notável instituição do seguro à simplória condição de jogo e aposta, na medida em que todos irão preferir vender o seu automóvel à seguradora, de vez que, a se cumprir tal decisão, a seguradora deveria pagar valor consideravelmente maior do que o valor que fosse apurado na venda do veículo à uma agência de automóveis. De qualquer forma, a decisão em tela, a contrário senso, não desvalida a cláusula de valor de mercado, desde que na apólice não contenha nenhum valor determinado, ou seja, uma Importância Segurada grafada em cifrão, consagrando, assim, a faculdade estabelecida na Circular SUSEP 88/99 de se contratar o seguro auto apenas pelo valor de mercado, como aliás o próprio artigo admite e como algures demonstramos. A equivocada decisão, pois, do STJ, que, datissima maxima venia caminhou na contramão da lógica, da razão e do bom direito, impele as seguradoras a tomar providências reativas e proativas: quanto às situações

8 8 futuras ajustar-se consoante a Circular 88/99, que agora surge como que um antídoto ao veneno destilado por aquela decisão, para, ou fincar-se na comercialização de apólices apenas com valor de mercado sem nenhuma menção a valor determinado de IS, com regras claras quanto ao critério de apuração desse valor de mercado, ou, se assim preferirem, adotar o valor determinado, com prêmio mais alto é claro, e sempre atentas à redução desse valor determinado ao valor real do bem, em sintonia com a desvalorização/depreciação do veículo objeto do seguro, como proclama o artigo do Código Civil. No que pertine ao passado, ao estoque de demandas, é algo que se tem de muito pensar, nem que seja para buscar uma inconstitucionalidade na decisão do STJ e buscar um pronunciamento do Supremo Tribunal Federal, decerto que por outra vias, já que nos processos específicos em que foram julgados os Embargos de Divergência não seria pertinente o recurso Extraordinário ao STF, até porque a eventual matéria constitucional não teria sido prequestionada. Costuma-se dizer, como no estilo das fábulas de La Fontaine, que o caminho não é resistir, e sim coexistir. Mas aqui, vale reagir para poder coexistir!... Deve-se, de qualquer sorte, aguardar a publicação da íntegra do acórdão, para uma análise mais específica e, se dele resultar obscuridade, omissão ou contradição, caberia em tese o recurso ao próprio STJ de Embargos Declaratórios com efeitos suspensivos. Entrementes, tal recurso dificilmente teria outra função senão a de adiar os efeitos da decisão embargada, já que, no contexto, não teria efeito modificativo de mérito. Não sem lembrar, ademais, de que a própria apólice costuma prever como forma alternativa de liquidar o sinistro, a indenização in natura ao segurado, ou seja, entregando-lhe outro carro equivalente ao que foi perdido no sinistro, se assim ele o desejar. Finalmente, restará ao segurador, como gestor do mutualismo do qual faz parte cada segurado, chamar prêmio para compensar o rombo deixado pela decisão do STJ e, com isso, manter a estabilidade da carteira. São essas as considerações que submeto à prudente reflexão do leitor.

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