ENCARGOS SOCIAIS E TRABALHISTAS

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1 ENCARGOS SOCIAIS E TRABALHISTAS JANEIRO / 2007

2 ÍNDICE ÍNDICE 2 HISTÓRICO 3 RECOMENDAÇÕES 4 QUADRO RESUMO 5 EXEMPLO DE CÁLCULO 6 CONSIDERAÇÕES GERAIS 7 GRUPO "A" 8 A.1 INSS A.2 FGTS A.3 SESI A.4 SENAI A.5 SENAI ADICIONAL (+500 EMPREGADOS) A.6 INCRA A.7 SALÁRIO EDUCAÇÃO A.8 SEGURO ACIDENTE TRABALHO - SAT (INSS) A.8.1 A.9 SEBRAE SAT- adicional (INSS) GRUPO "B" 9 B.1 REPOUSO SEMANAL REMUNERADO B.2 FERIADOS E DIAS SANTIFICADOS B.3 FÉRIAS + 1/3 CF B.4 AUX. ENFERMIDADE AC. TRABALHO B.5 13 o SALÁRIO B.6 LICENÇA PATERNIDADE GRUPO "C" 13 C.1 MULTA SOBRE FGTS (DISPENSA SEM JUSTA CAUSA ) C.1.1 MULTA SOBRE FGTS - adicional (DISPENSA SEM JUSTA CAUSA) C.2 AVISO PRÉVIO INDENIZADO C.3 ADICIONAL POR AVISO PRÉVIO ( 1/12 avos s/ férias e 13 o ) C.4 INDENIZAÇÃO ADICIONAL (ART. 9 o LEI 7.238/84) GRUPO "D" 15 D.1 INCIDÊNCIA DO GRUPO "A" SOBRE GRUPO "B" D.2 REINCIDÊNCIA FGTS S/ ADICI. AVISO PRÉVIO NO 13º E EM 1/3 FÉRIAS D.2.1 REINCIDÊNCIA FGTS S/ ADICI. AVISO PRÉVIO NO 13º E EM 1/3 FÉRIAS adicional Página 2 de 16

3 Histórico Em março de 1985, na preocupação de atender as associadas, com especial atenção às suas áreas de orçamentos e de relações trabalhistas, desenvolveu o SICEPOT-MG sua versão sobre os Encargos Sociais - Conceituação, Incidência e Composição do Custo, cuja finalidade era a proposição de critérios visando a padronização de procedimentos para o cálculo do impacto das obrigações sociais incidentes sobre o salário do trabalhador. No curso dos últimos anos foram processadas alterações no trabalho, com adaptação a novos encargos criados ou simples ajustamentos de alíquotas. Com a promulgação da Constituição de outubro/88, estruturada no fundamento social, e a vigência da Lei 8.212/91, que dispõe sobre a organização previdenciária, e a Lei complementar 70/91, que instituiu o Cofins, novas regras e obrigações foram agregadas às já existentes, obrigando o SICEPOT-MG a uma revisão mais ampla do estudo, adaptando-o aos novos parâmetros constitucionais e legais, que originaram a edição datada de setembro de A versão/96 dos Encargos Sociais e Trabalhistas do SICEPOT-MG se fez necessária em função da adequação de alíquotas dos encargos constantes do Grupo A : SESI e SENAI, determinadas pela lei no 5.107/66 e Decreto lei no 6.246/44, e a introdução do encargo do SEBRAE através da lei 8029/90, modificada pela lei 8.154/90 e regulamentada pelo decreto /90. As alterações do Grupo A motivaram uma revisão geral no texto, oportunidade na qual se questionou o percentual até então adotado no TURN OVER. A versão de 92 trabalhava com 16% ao mês, número considerado elevado para os parâmetros atuais. A Assessoria Técnica Econômica e Conjuntural do SICEPOT-MG, através da sua pesquisa de rotatividade de mão de obra, aferiu o TURN OVER mensal do ano de 1995, chegando a resultado próximo de 8%. Esse número foi então adotado naquele estudo, e permanece no presente, conforme pode ser constatado no Grupo C - item C.2 - AVISO PRÉVIO INDENIZADO, no qual o TURN OVER é uma das variáveis consideradas. Essa modificação foi responsável por uma redução de mais de 11% no total dos encargos sem horas extras e de mais de 17% com horas extras. A versão Agosto/1997 introduziu somente a modificação originada em conseqüência da MP , de 30/04/97, que caiu por incostitucionalidade em dezembro de 1997, motivando a emissão da versão de Janeiro/98, que retornou às condições da versão 96, retirando a incidência gerada pela referida Medida Provisória. A versão Junho/1999, amplia o estudo dos encargos sociais, incluindo os cálculos para uma hora extra diária e para atividades que oferecem risco de vida (Adicional de Periculosidade). No cálculo da hora extra foi corrigido o valor da mesma, obedecendo o acordo coletivo da categoria. Na versão Janeiro/2002 dos Encargos Sociais e Trabalhistas, foram incluídos os cálculos para as Atividades Insalubres. Além disso, também foi instituída uma nova metodologia para cálculo dos valores correspondentes aos encargos sociais, de forma a melhor se adequar à realidade operacional das empresas. A presente versão, Janeiro/2007, continua sofrendo influência da Lei Complementar nº 110, de 29 de junho de 2001, no que diz respeito ao adicional de 10% (dez por cento) na multa por rescisão de contrato sem justa causa, incidente sobre o saldo do FGTS, passando de 40% para 50%, valor devido a partir de 28 de setembro de 2001, inclusive. Porém, se tornou indevido, a partir de janeiro/07 (incusive), o adicional de 0,5% (cinco décimos por cento) na contribuição social devida pelos empregadores, incidente sobre a remuneração efetivamente paga no mês, que passava de 8,0% para 8,5%. Página 3 de 16

4 Recomendações As recomendações expostas desde o primeiro trabalho permanecem, todavia, válidas, quais sejam: ressaltar as características de individualidade dos encargos diretamente ligados à política de administração trabalhista de cada empresa; aqueles se diferenciam no espaço e no tempo, segundo as preocupações e objetivos da organização; a sistematização aplicada é intencional, pois visa proporcionar ao usuário um roteiro didático de modo a facilitar possíveis adaptações. Há, ainda, a considerar, outros tipos de encargos sociais não arrolados no presente estudo, por sua eventual participação na atividade habitual da empresa ou, embora se revestindo de encargos sociais, sua incidência não se relaciona com outras diferenciadas. Cita-se: a) O adicional noturno, por sua conotação esporádica. A execução de tarefas em horário noturno exige a participação desse adicional. Na ocorrência, o cálculo para cobertura de seus custos poderá ser facilmente desenvolvido segundo metodologia e conceitos aqui admitidos; b) PIS - É também entendido como encargo social, contudo, sua incidência ocorre sobre a Receita Operacional da empresa e não sobre o salário, o que faz excluí-lo do presente estudo; c) Juros e correção monetária, que se juntam ao saldo existente na conta do FGTS do empregado, quando da rescisão de seu contrato de trabalho sem justa causa, que por razões de impossibilidade de sua mensuração foram também descartados; d) O Vale Transporte, por suas dificuldades naturais de mensuração, considerando-se a regionalização e benefícios através do Imposto de Renda; e) Também por suas dificuldades intrínsecas, por sua conceituação técnica e por outras, e desconhecendo a existência de pesquisas atualizadas que possibilitem calcular um custo médio, foram descartados os encargos sobre a hora itínere ; f) Por suas razões peculiares de aplicação, deixam também de ser abordados os custos decorrentes da prestação da assistência gratuita aos filhos de empregados, estabelecida pelo inciso XXV da Constituição Federal. Julga-se oportuno alertar sobre a necessidade de ajustamento de alguns parâmetros admitidos na execução deste estudo, exposto de forma que mais atende a intuição e dedução do que propriamente ao estabelecimento técnico e fundamentado. São, entre outros: Auxílio Enfermidade e Acidente de Trabalho: admitidos 06 (seis) dias/ano. Demissão por Justa Causa. Considerada uma taxa de 2% (dois por cento) anualmente, para todo o efetivo da empresa. Por estas interpretações complexas, por vezes subjetivas, deixa-se ao critério do usuário a decisão de incluir aqueles custos aqui citados no rol de registros considerados como encargos sociais. Página 4 de 16

5 Quadro Resumo Encargos Sociais (%) 1 COMPONENTES HORA NORMAL HORA EXTRA HN HN(i) HE HE(i) Grupo A A.1 INSS 20,00 20,00 20,00 20,00 A.2 FGTS 8,00 8,00 8,00 8,00 A.3 SESI 1,50 1,50 1,50 1,50 A.4 SENAI 1,00 1,00 1,00 1,00 A.5 SENAI adicional (+500 EMP.) 0,20 0,20 0,20 0,20 A.6 INCRA 0,20 0,20 0,20 0,20 A.7 SALÁRIO EDUCAÇÃO 2,50 2,50 2,50 2,50 A.8 SEGURO ACIDENTE 3,00 3,00 3,00 3,00 TRABALHO SAT(INSS) A.8.1 SAT adicional (INSS) - a - a A.9 SEBRAE 0,60 0,60 0,60 0,60 Total Grupo A... 37,00 37,00 + a 37,00 37,00 + a Grupo B B.1 Repouso Sem. Remunerado 19,20 19,20 19,20 19,20 B.2 Feriados 4,62 4,62 4,62 4,62 B.3 Férias +1/3 CF 12,63 12,63 12,63 12,63 B.4 Auxílio Doença 2,22 2, B.5 13º Salário 11,08 11,08 11,08 11,08 B.6 Licença Paternidade 0,12 0, Total Grupo B... 49,87 49,87 47,53 47,53 Grupo C C.1 Multa sobre FGTS (dispensa s/ 4,17 4,17 4,17 4,17 justa causa) C.1.1 Multa sobre FGTS adicional 1,04 1,04 1,04 1,04 (dispensa s/ justa causa) C.2 Aviso Prévio Indenizado 10,42 10,42 10,42 10,42 C.3 Adicional por aviso prévio (1/12 1,98 1,98 1,98 1,98 avos s/ férias e 13 o ) C.4 Indenização Adicional Art. 9º 0,87 0,87 0,87 0,87 Lei 7.238/84 Total Grupo C... 18,48 18,48 18,48 18,48 Grupo D D.1 Incidência do Grupo A sobre o Grupo B 18,45 Total A * Total B 17,59 Total A * Total B D.2 Reincidência do FGTS sobre o 0,14 0,14 0,14 0,14 adic. aviso prévio no 13º e em 1/3 férias D.2.1 Reincidência do FGTS sobre o 0,11 0,11 0,11 0,11 adic. aviso prévio no 13º e em 1/3 férias adicional D.3 Licença maternidade 0,05 0, Total Grupo D... 18,75 Total D 17,84 Total D 1 Total Geral ,10 Totais (A+B+C+D) 120,85 Totais (A+B+C+D) HN: Encargos Sociais incidentes sobre as Horas Normais para qualquer tipo de atividade, inclusive periculosas, exceto atividades insalubres; HN(i): Encargos Sociais incidentes sobre as Horas Normais para as atividades insalubres; HE: Encargos Sociais incidentes sobre as Horas Extras para qualquer tipo de atividade, inclusive periculosas, exceto atividades insalubres; HE(i): Encargos Sociais incidentes sobre as Horas Extras para as atividades insalubres; Página 5 de 16

6 Exemplo de Cálculo Para facilitar a compreensão da metodologia de cálculo dos Encargos Sociais e Trabalhistas com base no presente estudo, apresentamos a seguir um exemplo prático: Suponhamos que ao fazer o levantamento das horas trabalhadas de um de seus funcionários, que trabalha em atividade considerada não perigosa e não insalubre, durante o mês de janeiro de 2007, a empresa constate o seguinte: Nenhuma falta registrada; Horas normais trabalhadas: 168 Hh Horas extras trabalhadas: 15 Hh, das quais: 12 Hh com adicional de 50% e 3 Hh com adicional de 80%; Considerando que o salário do funcionário seja de R$400,00 (quatrocentos reais) por mês, em regime de horista, tem-se: Salário hora: R$400,00 / 220 => R$ 1,82 / hora Daí, tem-se: Remuneração paga ao empregado: Horas normais: 220 Hh * R$ 1,82 / hora = R$ 400,00 Hora extra (50%): 12 Hh * R$ 1,82 / hora * 1,50 = R$ 32,76 (remuneração adicional de 50%) Hora extra (80%): 3 Hh * R$ 1,82 / hora * 1,80 = R$ 9,83 (remuneração adicional de 80%) Total = R$ 442,59 (não computados os descontos de INSS, vale transporte, etc.) Encargos sociais: (168 * 2,2410) + (12 * 1,50 * 2,2085) + (3 * 1,80 * 2,2085) = 2,3397 => 133,97% ( ) Custo Total para a empresa: R$ 1,82 / h * 2,3397 * 183 h = R$ 779,26 Conclusão: i. Para o cálculo do valor dos encargos sociais a serem pagos sobre as horas normais, basta efetuar a seguinte multiplicação: hn * es * sh, onde: hn: total de horas normais trabalhadas; es: encargos sociais incidentes sobre a hora normal trabalhada; sh: salário hora do trabalhador. ii. iii. iv. Para o cálculo do valor dos encargos sociais a serem pagos sobre as horas extras, basta efetuar a seguinte multiplicação: F * he * es * sh, onde: F: fator equivalente ao adicional incidente sobre a hora extra trabalhada (ex: para as duas primeiras horas extras de cada dia de Segunda a Sexta, paga-se um adicional de 50% sobre a hora. Então F=1,50); he: total de horas extras trabalhadas com o mesmo adicional; es: encargos sociais incidentes sobre a hora extra trabalhada; sh: salário hora do trabalhador. No caso do cálculo do valor dos encargos sociais a serem pagos sobre as horas normais e horas extras de trabalhadores que desenvolvem atividades em condições de periculosidade (NR-16), procede-se da mesma forma explicitada na conclusão (i) e (ii), respectivamente. Esclarece-se, entretanto, que o valor da hora normal (sh) já deverá estar afetada do adicional de 30% de periculosidade. No caso do cálculo do valor dos encargos sociais a serem pagos sobre as horas normais e horas extras de trabalhadores que desenvolvem atividades em condições de insalubridade (NR-15), procede-se da mesma forma explicitada na conclusão (i) e (ii), respectivamente. Esclarece-se, entretanto, que o valor da hora normal (sh) já deverá estar afetada do respectivo adicional de insalubridade (ver: Considerações Gerais, na página seguinte), bem como os percentuais de encargos sociais (es) a serem considerados são aqueles apresentados no quadro resumo para horas normais e horas extras para as atividades insalubres. Observação: Não é correto calcular o custo devido aos encargos conforme abaixo, pois, procedendo desta maneira, estaríamos considerando a incidência do repouso semanal duas vezes, uma ao dividir o salário por 220 horas e a outra na própria composição dos encargos. Obviamente tal cálculo nos conduz, equivocadamente, a custos maiores para a empresa: Horas normais trabalhadas no mês: 168 Hh * 124,10% * R$ 1,82 / h = R$ 379,45 Horas extras trabalhadas no mês a 50%: 1,50 * 12 Hh * 120,85% * R$ 1,82 / h = R$ 39,59 Horas extras trabalhadas no mês a 80%: 1,80 * 3 Hh * 120,85% * R$ 1,82 / h = R$ 11,88 Total = R$ 430,92 => custo total: R$ 430,92 + R$ 442,59 = R$ 873,51 Página 6 de 16

7 CONSIDERAÇÕES GERAIS Para fins de cálculo do valor correspondente aos encargos sociais incidentes sobre as Horas Extras, Atividades Perigosas e Atividades Insalubres, as horas remuneradas devem estar afetadas pelos percentuais de acréscimo estabelecidos na convenção da categoria 2001/2002 (horas extras), e na Lei de 22/12/1977 Seção XIII Das atividades insalubres ou perigosas Portaria de 08/06/ NR s 15 e 16: 50% sobre as duas primeiras horas extras realizadas de Segunda a Sexta-feira; 80% sobre as horas extras realizadas aos sábados e as realizadas acima das duas primeiras horas extras de Segunda a Sexta-feira; 100% sobre as horas extras realizadas aos domingos e feriados; 30% sobre todas as horas trabalhadas em condição de periculosidade (NR16 Atividades e Operações Perigosas); Atividades Insalubres: G x SM / SE = i Onde: i : Percentual de acréscimo em função da atividade insalubre; G : Percentual de acréscimo ao salário mínimo em função do Grau de Risco da atividade insalubre: G = 0,4 - atividade insalubre de Grau Máximo - 40% de acréscimo sobre o Salário Mínimo; G = 0,2 - atividade insalubre de Grau Médio - 20% de acréscimo sobre o Salário Mínimo; G = 0,1 - atividade insalubre de Grau Mínimo - 10% de acréscimo sobre o Salário Mínimo; (Lei de 22/12/1977 Portaria de 08/06/1978 NR 15 Atividades e Operações Insalubres ) SM = Salário Mínimo vigente, SE = Salário do Empregado em carteira Para fins de cálculo do Adicional Noturno, correspondente ao trabalho das 22 horas às 5 horas, deve-se considerar o seguinte: Hora noturna: 60 / 52,5 Adicional: 20% Adicional Noturno: 1,20 * (60 / 52,5) = 37,14% Página 7 de 16

8 GRUPO A Os encargos deste grupo incidem diretamente sobre a folha de pagamento e recaem sobre o custo da mão-deobra e os pagamentos feitos ao empregado. Portanto, os percentuais de incidência são os mesmos, independente da ocorrência de horas extras ou condições de periculosidade. A exceção fica por conta do Adicional do SAT, incidente somente nas atividades insalubres, para fins de aposentadoria especial, que pode ser de 6%, 9% ou 12%. A.1 - INSS O percentual corresponde a 20% (vinte por cento). Incide sobre a remuneração efetivamente paga ao empregado, conforme dispõe o art. 22 da Lei 8.212, de 24/07/91, regulamentada pelo decreto 356, de 07/12/91, art. 25. A.2 - FGTS Corresponde a 8% (oito por cento) da remuneração efetivamente paga no mês a cada empregado, criado pela Lei n o 5.107/66, art. 2 o, disciplinado pelo Lei 8.036, de 11/05/90, e regulamentado pelo Decreto de 08/11/90. A.3 - SESI Incidência de 1,5% (um e meio por cento) sobre a remuneração total paga aos empregados, conforme dispõe o artigo 23 o da Lei 5.107/66. A.4 - SENAI Incidência de 1,0% (um por cento) sobre a remuneração total paga aos empregados, conforme dispõe o artigo 1º do Decreto Lei 6.246/44. A.5 - SENAI - adicional Incidência de 0,2% (dois décimos por cento) sobre o total da remuneração paga aos empregados, conforme dispõe o art. 10 o do Decreto nº /67. Nota: O percentual de 0,2% somente é devido pelas empresas com mais de 500 empregados. A.6 - INCRA Incidência de 0,2% (dois décimos por cento) sobre o total da remuneração paga aos empregados, conforme disposição contida nos artigos 3 o do Decreto n o /67, 1 o item I do decreto-lei n o 1.146/70, 15, item II da Lei Complementar n o 11/71, 1 o do Decreto Lei n o 1.867/81 e Lei 7.787/89. Página 8 de 16

9 A.7 - SALÁRIO EDUCAÇÃO Incidência de 2,5% (dois e meio por cento) sobre o total da remuneração paga aos empregados, conforme os seguintes textos legais: Art. 3 o do Decreto n o /67, art. 3 o, item 1 o do Decreto n o /82 e Lei 7.787/89. A.8 - SEGURO CONTRA ACIDENTES DO TRABALHO SAT (INSS) Incidência de 3% (três por cento) sobre o total da remuneração paga aos empregados, nos termos do art. 22, item II Letra A da Lei 8.212, de 24/07/91, regulamentada pelo decreto 356, de 07/12/91 art. 26, item III. Nota: 1 - Para efeito do seguro contra acidente do trabalho, a atividade da construção civil foi enquadrada no grau de risco 3 (riscos graves), com a alíquota de 3%. Nota: 2 - Ver decreto 356, art. 26 o, parágrafo 1 o, atividade preponderante. A.8.1 SAT - adicional (INSS) Alíquota adicional instituída pela Lei nº de 11/12/98. Valores válidos a partir da competência de março /2000. Destinado ao financiamento de aposentadoria especial prevista nos artigos 57 e 58 da Lei 8213/91, concedida em razão de efetiva exposição à agente nocivo decorrente de riscos ambientais do trabalho e incidente sobre o total das remuneração pagas, devidas ou creditadas no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos sujeitos a condições especiais (insalubridade). O percentual de acréscimo ao SAT (adicional) para concessão de aposentadoria especial, corresponde: A.9 - SEBRAE a = 12% - aposentadoria especial aos 15 anos de trabalho; a = 9% - aposentadoria especial aos 20 anos de trabalho; a = 6% - aposentadoria especial aos 25 anos de trabalho; (INSS Decreto de 29/11/99) Incidência de 0,6% sobre o total da remuneração paga aos empregados, conforme dispõe o art. 8 o, parágrafo 3 o da Lei 8.029/90, modificada pela Lei 8.154/90 e regulamentada pelo Decreto /90. GRUPO B Os encargos deste Grupo correspondem aos direitos pagos diretamente ao empregado na folha de pagamento. Estão sujeitos à incidência do GRUPO A. Para se chegar aos percentuais que o compõem, torna-se necessário detalhar os parâmetros básicos do cálculo: Total dias do ano Domingos - 52 Feriados - 12,5 Férias (30 d. - 4,33) - 25,67 Afastamento por Enfermidade - 3 Afastamento por Acidente de Trabalho - 3 Coincidência + 2 Total Dias de Efetivo Trabalho/ano 270,83 Total Dias de Efetivo Trabalho/mês 22,57 B.1 - REPOUSO SEMANAL REMUNERADO (RSR) Trata-se de direito previsto no título II, capítulo II, artigo 7º, item XV da CF, e art. 1º da Lei nº605/49, art. 66 a 72 da CLT. Corresponde ao número de horas relativas ao R. S. R.. Página 9 de 16

10 Considerando-se 270,83 o número de dias de efetivo trabalho durante o ano e 52 domingos existentes neste período, pode-se calcular: RSR = (dias repouso remunerado/ano x horas remuneradas/dia) / (dias efetivo trabalho/ano x horas efetivo trabalho/dia) x 100. RSR = [(dr x hr) : (da x hd)] x 100 RSR = [(52 x 7,333)] / [(270,83 x 7,333)] x 100 RSR = [ 381,3160 / 1.985,9964 ] x 100 RSR = 19,20% B.2 - FERIADOS Trata-se de direito previsto no art. 1º da Lei 605/49, e art. 70 da CLT, estabelecendo o pagamento dos dias feriados e santificados. Conforme demonstrativo a seguir detalhado, correspondem a 12,5 dias (considerados em Belo Horizonte). Feriados Oficiais: 1 o de janeiro - Confraternização Universal - Lei 662 de 06/04/49 21 de abril - Tiradentes - Lei de 08/12/50 1 o de maio - Dia do Trabalho - Lei 662 de 06/04/49 7 de Setembro - Independência do Brasil - Lei 662 de 06/04/49 12 de outubro - Nossa Senhora Aparecida - Lei de 30/06/80 15 de Novembro - Proclamação da República - Lei 662 de 06/04/49 25 de dezembro - Natal - Lei 662 de 06/04/49 Municipais: Data Móvel - 3 a. feira de Carnaval - Lei de 16/01/67 Data Móvel - 4 a. feira de Cinzas (até 12:00 horas) - Lei de 16/01/67 Data Móvel - 6 a. feira da Paixão - Lei de 16/01/67 Data Móvel - Corpus Christi - Lei de 08/02/67 15 de agosto - Assunção de Nossa Senhora - Lei de 08/02/67 08 de dezembro - Imaculada Conceição - Lei de 08/02/67 Página 10 de 16

11 Considerando-os em 12,5 dias por ano, tem-se que o número de horas relativas aos feriados por ano correspondem a: FS = (dias feriados ano x horas remuneradas/dia)/ (dias efetivo trabalho/ ano x horas efetivo trabalho/dia) x100. FS = [ (fa x hr) / (da x hd) ] x 100 B.3 - FÉRIAS FS = [ ( 12,5 x 7,333 ) / ( 270,83 x 7,333 ) ] x 100 FS = [ 91,6625 / 1.985,9964 ] x 100 FS = 4,62% Representa o descanso dado ao empregado depois de 12 meses de serviços prestados. 30 dias corridos, quando o empregado não tiver faltado ao serviço mais de 5 vezes; 24 dias corridos, quando tiver de 6 a 14 faltas; 18 dias corridos, quando tiver de 15 a 23 faltas; 12 dias corridos, quando tiver de 24 a 32 faltas. Quando o empregado faltar mais de 32 dias ao trabalho, perderá o direito às ferias. A legislação em vigor faculta ao empregado converter 1/3 do período de férias a que tiver direito, em abono pecuniário, no valor da remuneração que é devida nos dias correspondentes. Trata-se de direito assegurado aos empregados, conforme artigo 129 a 148 da CLT, e 7º, inciso XVII da CF. Para fins de cálculo, considera-se o direito do empregado gozar 30 dias de férias, por não ter faltado mais de 5 (cinco) dias: FE = (dias gozo férias - repouso x horas remuneradas/ dia x abono 1/3)/ (dias efetivo trabalho/ano x horas efetivo trabalho/dia) x 100. FE = [(fe x hr x af) / (da x hd)] x 100 FE = [(25,67 x 7,333 x 1,333)] / [(270,83 x 7,333)] x 100 FE = [ 250,9214 / 1.985,9964 ] x 100 FE = 12,63% B.4 - AUXÍLIO DOENÇA E ACIDENTE DE TRABALHO Trata-se de abono de faltas por doença e acidente do trabalho até 15 dias, conforme estabelece a lei n o 3.607/60. Os 15 primeiros dias de Afastamento por Enfermidade e Acidente do Trabalho serão pagos pelo empregador. Após este período, a responsabilidade do pagamento é da Previdência Social. Página 11 de 16

12 Estatisticamente, a empresa é onerada, em média, 6 (seis) dias de afastamento por ano; assim, tem-se que o custo com o pagamento do auxílio enfermidade corresponde a: AET = (dias licença) / ( dias efetivo trabalho/ano) x 100. AET = (L / da) x 100 AET = (6 / 270,83) x 100 AET = 2,22% Encargo não incidente sobre a hora extra B.5-13º SALÁRIO Como definido na CLT (art. 3º), é devido a todo empregado e aos trabalhadores avulsos, independentemente de sua remuneração. A gratificação de Natal corresponde a 1/12 da remuneração devida em dezembro ao empregado, por mês de serviço, entendido como tal a fração igual ou superior a 15 dias. As faltas legais ou justificadas não influem no 13º salário. O pagamento é feito em duas parcelas, a primeira no período compreendido entre fevereiro e novembro de cada ano, e a segunda até o dia 20 de dezembro. A primeira parcela poderá ser paga por ocasião do recebimento das férias, desde que o empregado tenha feito a solicitação por escrito ao empregador, no mês de janeiro. (Lei nº 4.749/65). Nota: No caso de horas extras habituais, deve-se apurar a média aritmética do número de horas extras prestadas no período, multiplicando-a pelo salário/hora extra ou noturno, conforme o caso, percebido no mês de dezembro. O 13º Salário corresponde ao pagamento de uma gratificação anual, com base de 1(um) salário assegurado ao empregado conforme art. 7º item VIII da CF e lei 4090/62. O custo com o pagamento do 13º salário corresponde a: 13º = (dias remunerados por mês x horas remuneradas/dia)/ (dias efetivo trabalho / ano x horas efetivo trabalho/dia) x º = (d x hr) / (da x hd) x º = (30 x 7,333) / (270,83 x 7,333) x º = 220 / 1.985,9964 x º = 11,08% B.6 - LICENÇA PATERNIDADE Este é mais um encargo criado pela constituição Federal de 88. Foi definida nas Disposições Transitórias da Constituição (art. 10º, parágrafo 1º) como sendo de 5 (cinco) dias. Trata-se de direito assegurado pelo art. 7º inciso XIX da constituição Federal. Seu custo foi calculado com dados estatísticos de uma empresa da construção pesada com empregados e um número médio anual de 300 nascimentos. Página 12 de 16

13 LP = ( no médio nascimento/ano / no empregados x incidência anual) x ( dias licença/ano / dias efetivos trabalho/ano) x 100 LP = ( n / e x a ) x (L / da) x 100 LP = ( 300 / x 1 ) x ( 5 / 270,83 ) x 100 LP = 0, x 0, x 100 LP = 0,12% Encargo não incidente sobre a hora extra GRUPO C Os encargos do GRUPO C correspondem às obrigações trabalhistas que não têm incidência dos demais encargos. Neste grupo, relaciona-se: C.1 - MULTA SOBRE FGTS (RESCISÃO CONTRATO TRABALHO SEM JUSTA CAUSA): Corresponde à multa devida pela empresa ao empregado, no caso de Dispensa Sem Justa Causa. Está prevista no art. 6º da Lei nº 5.107/66, tendo sido alterada de 10% para 40% do saldo do FGTS, conforme art. 10º, inciso I das Disposições Transitórias da Constituição Federal de 88. Corresponde a: MR = (Incidência anual x taxa FGTS x horas remunerada/mês x meses duração obra/ano x multa rescisão contrato/fgts) / (dias efetivo trabalho/ano x horas efetivo trabalho/dia) x 100 MR = [ (a x i x hr x m x mu) / ( da x hd ) ] x 100 MR = [(0,98 x 0,08 x 220,00 x 12 x 0,40)] / [(270,83 x 7,333)] x 100 MR = [ 82,7904 / 1.985,9964 ] x 100 MR = 4,17% C MULTA SOBRE FGTS - adicional (RESCISÃO CONTRATO TRABALHO SEM JUSTA CAUSA): Corresponde ao adicional de 10% (dez por cento) incidente sobre o saldo do FGTS, criado pela Lei Complementar 110/2001. Devido a partir de 28 de setembro de 2001, inclusive. MRA = [(0,98 x 0,08 x 220,00 x 12 x 0,10) / (270,83 x 7,333)] x 100 MRA = [ 20,6976 / 1.985,9964 ] x 100 MRA = 1,04% C.2 - AVISO PRÉVIO INDENIZADO É um direito estabelecido no artigo 7º, inciso XXI da CF. No caso de Dispensa Sem Justa Causa tem-se que considerar os seguintes elementos: Página 13 de 16

14 a hr t = incidência anual = 98% dos empregados são demitidos sem justa causa. = horas remuneradas/mês = 220 = (30 x 7,333) para hora normal = 8% TURN-OVER, rotatividade média mensal da construção pesada, conforme estatística do ano de 95. he = horas efetivas trabalho/mês = 165,51 = (22,57 x 7,333) para hora normal AP = (incidência anual x horas remuneradas/mês x TURN-OVER)/ (horas efetivo trabalho /mês) x 100. AP = [(a x hr x t) / he] x 100 AP = (0,98 x 220 x 0,08) / (165,51) x 100 AP = (174,248 / 165,51) x 100 AP = 10,42% C.3 - ADICIONAL POR AVISO PRÉVIO (1/12 avos sobre férias e 13 o salário) É um direito estabelecido no artigo 487 da C.L.T. AAP = 1 / 12 x (Férias + 13 o Salário) AAP = 1 / 12 x (FE + 13 o ), onde: FE = (Item B.3 Férias); 13 o = (Item B.5 13 o Salário) AAP = 1 / 12 x (FE + 13 o ) AAP = 1 / 12 x (12,63% + 11,08%) AAP = 1,98% C.4 - INDENIZAÇÃO ADICIONAL (ART. 9º LEI 7.238/84) Esta indenização correspondente a 1 (um) salário mensal do empregado e deve ser paga sempre que a empresa efetuar uma Dispensa Sem Justa Causa nos 30 dias que antecedem à data base da Convenção Coletiva de Trabalho, conforme dispõe o artigo 9º da Lei 7.238/84, Instrução Normativa 2 SNT de 12/03/92. Probabilidade de 1 em 12 da dispensa acontecer no período especificado. Corresponde a: IN = (Aviso Prévio) / 12 IN = (AP) / 12 IN = 10,42 / 12 IN = 0,87% Página 14 de 16

15 GRUPO D Os encargos deste grupo correspondem às taxas de reincidência dos encargos sociais básicos. São os seguintes: D.1 - INCIDÊNCIA DO GRUPO A SOBRE O GRUPO B Todos os encargos do Grupo B sofrem incidência do grupo A. O percentual corresponde, portanto, à multiplicação de um pelo outro, como segue: Grupo A X Grupo B. HN 37,00% * 49,87% = 18,45% HE 37,00% * 47,53% = 17,59% HN - insalubre (37,00 + a)% * 49,87% HE - insalubre (37,00 + a)% * 47,53% D.2 REINCIDÊNCIA DO FGTS SOBRE O ADICIONAL DO AVISO PRÉVIO NO 13 o E SOBRE O ADICIONAL DO AVISO PRÉVIO EM 1/3 DAS FÉRIAS Corresponde à reincidência do FGTS (8%) sobre o adicional do aviso prévio no 13º Salário e sobre o adicional do aviso prévio em 1 / 3 das férias, acrescido do percentual estabelecido pelo art. 10 o, inciso I das Disposições Transitórias da Constituição Federal (40%), no caso de Dispensa Sem Justa Causa, ou seja: MF = [ Adic. aviso prévio 13 o salário + (1 / 3 x Adic. aviso prévio férias)] x (FGTS) x (1 + Multa Rescisão Contrato) MF = [ 13 o salário / 12 + (1 / 3 x FE / 12)] x FGTS x (1 + Multa), onde: FE = (Item B.3 Férias); 13 o salário = (Item B.5 13 o Salário); FGTS = 8% Multa = 40% MF = [ 11,08% / 12 + (1 / 3 x 12,63 / 12) x 0,08 x (1 + 0,40)] MF = [( 0,92% + 0,35% ) x 0,08 x 1,40] MF = 0,14% D.2.1 REINCIDÊNCIA DO FGTS SOBRE O ADICIONAL DO AVISO PRÉVIO NO 13 o E SOBRE O ADICIONAL DO AVISO PRÉVIO EM 1/3 DAS FÉRIAS - adicional Corresponde à reincidência do FGTS (8%) sobre o adicional do aviso prévio no 13º Salário e sobre o adicional do aviso prévio em 1 / 3 das férias, acrescido do adicional de 10% (dez por cento) incidente sobre o saldo do FGTS, criado pela Lei Complementar 110/2001. Devido a partir de 28 de setembro de 2001, inclusive. MFA = [ Adic. aviso prévio 13 o salário + (1 / 3 x Adic. aviso prévio férias)] x (FGTS) x (1 + Multa Adicional Rescisão Contrato) MFA = [ 13 o salário / 12 + (1 / 3 x FE / 12)] x FGTS x (1 + Multa), onde: FE = (Item B.3 Férias); 13 o salário = (Item B.5 13 o Salário); FGTS = 8% Multa = 10% MFA = [ 11,08% / 12 + (1 / 3 x 12,63 / 12) x 0,08 x (1 + 0,10)] MFA = [( 0,92% + 0,35% ) x 0,08 x 1,10] MFA = 0,11% Página 15 de 16

16 D.3 - LICENÇA MATERNIDADE Não há custo direto para a empresa pois, quem paga a Licença Maternidade é o INSS. A ampliação da licença de 84 dias (12 semanas) para 120 dias como definida na Constituição Brasileira, apenas impedirá de contar com o trabalho da gestante por mais 36 dias. Porém, considerando que os Encargos Sociais da gestante durante a licença é ônus da empresa, devido a contratação temporária de outra profissional, pode-se escrever como fórmula teórica: LM = {(Encargos Sociais pagos da empregada gestante + Enc. Sociais da substituição temporária) x (número gestantes/ano x meses licença/gestante): {(número empregados x meses duração obra/ano)} x 100 LG = {(Esg + Est) x g x Im)} : {( e x m)} x 100 LG = {(0, ,80) x 6 x 4)} : {( x 12)} x 100 LG = 28,032 : x 100 LG = 0,05% Encargo não incidente sobre a hora extra Página 16 de 16

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