O CURSO PROLONGADO DO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA NO CEARÁ E O PROCESSO DE FORMAÇÃO POLÍTICA DA JUVENTUDE

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O CURSO PROLONGADO DO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA NO CEARÁ E O PROCESSO DE FORMAÇÃO POLÍTICA DA JUVENTUDE"

Transcrição

1 0 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO O CURSO PROLONGADO DO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA NO CEARÁ E O PROCESSO DE FORMAÇÃO POLÍTICA DA JUVENTUDE CLÉDIA INÊS MATOS VERAS João Pessoa Dezembro de 2007

2 1 CLÉDIA INÊS MATOS VERAS O CURSO PROLONGADO DO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA NO CEARÁ E O PROCESSO DE FORMAÇÃO POLÍTICA DA JUVENTUDE Dissertação orientada pela Profa. Dra. Edineide Jezine, submetida à banca de defesa como requisito para aprovação final na Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal da Paraíba, para obtenção do título de mestre. João Pessoa Dezembro de 2007

3 2 V476 Veras, Clédia Inês Matos. O curso prolongado do movimento dos trabalhadores rurais Sem Terra no Ceará e o processo de formação política da juventude./ Clédia Inês Matos Veras. João Pessoa, p. Orientadora: Edineide Jezine Dissertação (mestrado) UFPB/CCSA 1.Educação Popular 2. Formação Política 3.Movimentos Sociais 4. Juventude UFPB/BC CDU: (043)

4 3

5 A Plínio Dias, meu companheiro, amigo e amante com quem compartilho minha vida! 4

6 5 AGRADECIMENTOS Ao Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPB, na coordenação da Profª Drª Adelaide Dias, a oportunidade de pesquisar e me encontrar com a Educação Popular. À Profª. Drª. Edineide Jezine, minha orientadora, que acreditou na realização desta dissertação e tornou o percurso um grande aprendizado. Com ela tive encontros e desencontros que formam se transformando em amizade e admiração. Aos professores e amigos que estão compondo a minha banca, desde a qualificação, Socorro Xavier e Severino Silva, pelas contribuições na minha escrita. À presença da Profª Drª Maria Nobre Damasceno na minha banca, a quem tenho admiração e afeto e com quem me inspiro nessa eterna artesania do saber! Aos Professores e professoras do PPGE, a quem tive oportunidade de conhecer e conviver. Aos colegas do Grupo de Pesquisa em Extensão Popular Extelar, pelos diálogos que nos motiva a refletir nossas práticas de extensão e como diz Gonzaguinha: Somos as marcas das lições diárias de outras tantas pessoas. Aos colegas da Turma 25, para quem o valor da amizade é o melhor motivo para se encontrar. As amizades cultivadas ao longo do caminho contribuíram para a construção desse trabalho. Aos amigos e amigas que tive a oportunidade de conviver: Magérbio, Sérgio, Ernades, Oscar, Faviane, Júnior Targino, Malu, Roseana, Lucíola, Laureci, Andreza, levarei sempre no coração. As mamães Hélia, Fernanda e Fabrícia, com sua dedicação. As inesquecíveis Isabel, Zilda e Betânia, por serem as primeiras a lembrar dos aniversários da turma. Aos amigos do MST: Erivando, Cosma, Erinaldo, Valdeci, Márcia, Valmiram, Rosmeri, Ney e Ângelo pelo apoio e incentivo da realização da pesquisa. Aos militantes e dirigentes do MST do Ceará, aos jovens do Curso Prolongado, a cada um agradeço por alimentarem meu espírito. Às amigas Fátima, Rita Curvelo e Lucicléa Lins pelas sugestões e incentivos na pesquisa. Outra amiga marcante na minha vida acadêmica é Celecina Veras Sales, uma pesquisadora e educadora que tenho como referência para a minha vida. Agradeço o incentivo, as palavras acolhedoras e a amizade que cultivamos. Aos meus pais, Sérgio e Lúcia, pela dedicação, paciência e amor de uma vida inteira. A quem quero compartilhar esse momento. Aos meus irmãos Sérgio e Júnior, com quem primeiro aprendi a compartilhar Ao meu companheiro, marido, amante e amigo pela paciência e dedicação em todos os momentos. A quem dialoga comigo permitindo que eu me descubra. Quem me convida a me distanciar da realidade e vivenciar os desejos. Agradeço todo o amor manifestado, nas sugestões na construção do texto e na revisão deste trabalho.

7 Aprender para nós é construir, reconstruir, constatar para mudar, o que não se faz sem abertura ao risco e à aventura do espírito. Paulo Freire, 1996, p. 69 6

8 7 RESUMO A presente dissertação examina as práticas educativas de formação política de jovens do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no estado do Ceará desenvolvidas no Curso Prolongado. Com o objetivo de investigar os processos de escolarização do referido curso em seus princípios político-pedagógicos e a sua relação com a Educação Popular em uma dimensão de práxis, a pesquisa, a partir do levantamento de dados qualitativos através de entrevistas, análise de projetos e relatos de vida, buscou avaliar como o acesso à escolarização e a formação política contribui na mudança da concepção de mundo de jovens do MST. A identificação desses sujeitos demandou uma compreensão de seus condicionamentos históricos, tendo como ponto de partida a história do direito à terra e às práticas e saberes necessários à permanência nela. O decorrer das lutas camponesas que geraram o Movimento Sem Terra gestou a necessidade de uma educação específica para as condições técnicas e sócio-culturais do campo. Na formação política dos sujeitos Sem Terra que compõem o MST, as suas falas registram o curso Prolongado como um momento fundamental para toda e qualquer forma de participação política, seja ela dentro ou fora do movimento. Isso ocorre de acordo com a proposta que o movimento apresenta de agregar reflexão e ação, teoria e prática, de maneira a desenvolver uma curiosidade epistemológica para a elaboração de um saber crítico dos trabalhadores rurais. PALAVRAS CHAVES: Educação Popular; Formação Política; Juventude; Movimentos Sociais do Campo

9 8 ABSTRACT The present dissertation examines the educational practices for the political education of the young people developed in the Long-run Course in the Landless Movement of Rural Workers (MST) of the state of Ceará. With the objective of investigating the educational process of the mentioned course in its politicalpedagogic principles and its relation to the Popular Education in a praxis dimension, the research, from the qualitative data survey by the means of projects analyses and life reports, tried to evaluate how the access to education and the political formation contributed to the change of the conception of world the adolescents of the MST have. The identification of these subjects demanded an understanding of their historical conditioning, having as a starting point the history of the right of land and the necessary practices and knowledge to stay there. The course of the rural struggles which generated the Landless Movement led to the necessity of a specific education to the technical and socio-cultural conditions of the rural area. In the political formation of the Landless people who compose the Landless Movement, their speech mention the Long-run Course as a fundamental moment to every way of political participation, inside or outside the movement. It happens according to the proposal the movement presents to aggregate reflection and action, theory and practice, in a way to develop an epistemological curiosity to the elaboration of a critical knowledge of the rural workers. Key-words: Popular Education, Political Formation, Teenagehood and Rural Social Movements.

10 9 SUMÁRIO Introduzindo o debate Capítulo 1 VIDA DE CAMPONÊS EM TERRA QUE NÃO TEM VEZ O MST E A QUESTÃO AGRÁRIA A questão agrária e o processo de luta pela terra Revisitando a discussão de Movimentos Sociais Os Sem Terra e a organização de um movimento social popular Motivações eclesiais Experiências da luta camponesa Capítulo 2 A EDUCAÇÃO E A SUPERAÇÃO DE SUAS CONTRADIÇÕES NA FORMAÇÃO DO SEM TERRA Aspectos históricos da Educação Rural A Educação no Campo sob os princípios da Educação Popular: Diretrizes por uma Educação do Campo A Pedagogia do Movimento nos cursos de formação política de jovens Princípios Filosóficos do MST Princípios Pedagógicos do MST Capítulo 3 O CURSO PROLONGADO ENQUANTO PRÁTICA EDUCATIVA DE PRODUÇÃO DE SABERES Refletindo a intencionalidade do ato educativo do curso prolongado: Teoria metodologia avaliação Eixo do Trabalho Eixo Estudo Eixo das Relações Humanas e Valores As expectativas, os impasses e as mudanças dos sujeitos acerca do curso Prolongado Expectativas, impasses e mudanças com relação à situação de vida Expectativas, impasses e mudanças quanto à escolarização Considerações Finais Referências Bibliográficas Anexos

11 10 INTRODUZINDO O DEBATE Pretende-se, ademais, uma produção coletiva de conhecimentos, centrada nas vivências e necessidades de grupos agrários dominados, secularmente explorados e pobres, com a finalidade de conscientizá-los de sua problemática, propor e atar em vista de possíveis soluções concretas. Parte-se de uma realidade concreta vista como totalidade e do saber popular, em atitude de pesquisador comprometido politicamente. (Gabarrón, 2OO6, p. 106). A aproximação com a realidade do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra veio de minha participação no Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Gênero, Idade e Família (NEGIF), vinculado ao Departamento de Economia Doméstica da Universidade Federal do Ceará. Essa experiência incorreu na realização de estudos e práticas em assentamentos, o que possibilitou uma convivência profícua com educadores de coordenações do Movimento quando da realização de cursos de formação político-pedagógica. Os primeiros contatos com o MST ocorreram em 2001, numa visita realizada na disciplina de Estudos da Família a um assentamento em Chorozinho- CE. Ali, tive despertado meu olhar para a realidade de vida coletiva em que as pessoas por necessidade e interesses comuns se agregavam em torno de um ideal, constituindo assim um movimento social popular. As experiências tiveram continuidade a partir de aulas de Língua Portuguesa ministradas por meu companheiro na preparação do vestibular de alguns militantes da região de Canindé. Nessa visita, tivemos contato com lideranças locais que nos contaram um pouco da história do movimento no Ceará e como se iniciaram as primeiras ocupações de terra do estado. Os contatos se expandiam à medida que o MST demonstrava suas demandas por formação política e escolarização. Minhas primeiras atuações a convite do Movimento foi no desenvolvimento de oficinas educativas acerca das temáticas de gênero e sexualidade para os agentes de saúde do MST (2003) e no I Encontro de Acampados (2003). No mesmo período, participei pela UFC da organização e coordenação de oficinas de gênero nos Cursos de Formação de

12 11 Jovens do MST sobre realidade brasileira, promovido pelos cursos de Economia Doméstica e Geografia. No âmbito da pesquisa, minha experiência se inicia a partir do projeto Juventude e terra: permanência e recriação de novas relações de gênero e educação-trabalho, no Assentamento Palmares-CE no período de Cooperei, ainda, em pesquisa sobre assentamentos rurais no Ceará, vinculada ao CETRA (Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador). Estas pesquisas possibilitaram construir um olhar diferenciado sobre a realidade do campo, bem como conhecimentos sobre o ato de pesquisar a partir da participação em reuniões de trabalhadores rurais e da sistematização dos instrumentos da investigação. Tendo como ponto de partida essas experiências de pesquisa e extensão na UFC, busco compreender com mais intimidade a dinâmica das práticas de educação política do MST, para a realização de uma Educação Popular. A pesquisa vem a ser uma maneira de estudar com mais profundidade essa realidade e conseqüentemente gerar contribuições no trabalho de educadores do Movimento. Além do mais, pretende dar visibilidade às práticas educativas do MST como produtoras de sujeitos e de cultura. Comungando com Freire (1996, p. 29), pesquiso para constatar, constatando intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade. Para Bernardo Mançano (2001, p. 89), pesquisar com e sobre o MST, é fundamental para compreender as novas realidades criadas na luta e na resistência. Por meio da pesquisa o Movimento procura entender melhor as transformações que causam com suas ações, contribuindo para a construção de uma sociedade justa e igualitária. Ações muitas vezes conhecidas pela sociedade através dos meios de comunicação, que, quando vinculados ao poder dominante, omitem as causas reais de conflitos, na intenção de divulgar e formar uma opinião negativa do movimento. A pesquisa nos possibilita uma capacitação para contribuir com mais intensidade no Movimento e nas lutas populares, fortalece as pesquisas do programa de Pós-Graduação em Educação ao qual estamos vinculadas e possibilita que as pessoas próximas a nós e à sociedade reflitam sobre sua opinião a respeito das ações do MST.

13 12 A realização de uma pesquisa com o Movimento dos Sem Terra é um grande desafio, tendo em vista o preconceito e a crítica quase sempre negativa que a mídia e a sociedade veiculam do movimento. Essa realidade provoca no MST um receio e precaução em conhecer as pessoas que se aproximam como pesquisadores e pesquisadoras, necessitando-se, para isso, identificação ideológica, trabalho em parceria e afinidade com o tema, pois se trata, acima de tudo, de relações de confiança. Os Sem Terra estão em constante transformação na medida em que se encontram diante das práticas cotidianas da luta e da convivência nos acampamentos e assentamentos, o que exige de cada militante uma concepção de mundo mais crítica pela participação orgânica no Movimento. Daí emergem novos saberes construídos e que busca-se cultivar em vários encontros e cursos. Nesse cultivo, destaque-se a capacidade de participar de ocupações e a atitude de indignação e defesa dos interesses coletivos, além de valores como a solidariedade, o companheirismo, o respeito ao próximo e a dedicação. Nos cursos de formação política, o MST busca principalmente incentivar a participação da juventude nas ações do movimento, por acreditar que os jovens, enquanto sujeitos políticos, contribuem na construção de uma nova sociedade. Diante da constatação do Movimento de que seus quadros estão sendo compostos predominantemente por jovens, organiza-se curso de formação política para atender a demanda de jovens com perspectivas de mudanças na sua vida, em sua família e na educação das novas gerações. Temos percebido também que os jovens têm mais disposição para participar dessas atividades que ocorrem em tempo integral, por sua habilidade criadora de reelaborar formas de comunicação, de convivência e de animação do grupo nos momentos mais cansativos do dia. Leva-se também em consideração que jovens, para o Movimento, são aquelas pessoas que ainda não assumiram responsabilidades familiares através do casamento. As motivações dos jovens do MST surgem do espírito de aventura para conhecer o novo e se expressam através da rebeldia, por querer fazer alguma diferença frente aos padrões socialmente impostos. Nossas primeiras reflexões sobre a temática deram-se em 2002, no curso de formação política para jovens do MST denominado Prolongado, ocorrido no assentamento Novo Horizonte, no município de Tururu - CE. A meta

14 13 da organização era inscrever cem participantes, mas, ao longo dos anos, o curso tem recebido em média sessenta jovens para concluir a educação formal e compor os quadros do Movimento. O curso vem incentivando a participação dos jovens na luta do movimento e por uma educação popular de libertação da consciência oprimida, tendo em vista que o estabelecido modelo educacional, econômico e político (marcado principalmente pela educação autoritária e a manutenção do poder da classe dominante) impede a participação do povo na sociedade. O curso tem a concepção de formação escolar e política. Quanto à função de escolarização, há uma parceria com o CEJA (Centro de Educação de Jovens e Adultos) de Itapipoca - cidade próxima de Tururu, onde se localiza o assentamento que sediou o curso. Fomos convidados a contribuir nos conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática. Enquanto meu companheiro trabalhava com nível de ensino médio, eu fiquei responsável pelas aulas no nível fundamental (5ª a 8ª). Os alunos possuíam muitas limitações aos conteúdos trabalhados, pois suas preocupações concentravam-se na prova que lhes seria aplicada e iria lhes garantir o certificado de ensino fundamental e médio. Alguns chegavam mesmo a se desinteressar por debates mais próximos da sua realidade por acharem que aquilo não cairia na prova. Então nos interessamos em saber um pouco mais como seria o tal exame, quem elaborava, quais os conteúdos e quem eram os responsáveis pela correção das provas. Percebemos que o material didático oferecido era totalmente defasado, pois se tratava de apostilas da década de setenta, contexto em que o ensino técnico no país fora desvirtuado pela ditadura militar. Na oportunidade questionamos os conteúdos estudados pelos alunos para a obtenção dos certificados e refletimos a necessidade de outras práticas voltadas à Educação Popular. Compreendendo-se esta como uma experiência dialética entre leitura do mundo e leitura da palavra, que revela a politicidade da prática educativa através da existência de sujeitos que, ensinando, aprendem; através, ainda, de objetos e conteúdos a serem ensinados e aprendidos como instrumentos de um novo pensar. Tais práticas educativas são pensadas, em consonância com Freire (1996, p. 28), como ciclo gnosiológico, entre ensinar, aprender e pesquisar: em que se ensina e se aprende o conhecimento já

15 14 existente e o em que se trabalha a produção do conhecimento ainda não existente. Fizemos um acordo com a direção do CEJA para assumirmos o processo de avaliação contínua, partindo do conteúdo trabalhado por nós até a elaboração e aplicação das provas, aproximando a proposta do curso das demandas do MST. Como seguimento dessas ações, participamos dos cursos Prolongados de 2003 e 2005, desde seu planejamento à execução de aulas e oficinas. Em meio a essas relações, em que pesa o interesse pela juventude e sua formação para a participação política, tenho, como objeto de estudo para me debruçar, as práticas educativas do curso Prolongado e suas contribuições para a mudança das concepções de mundo dos jovens do MST. O curso objetiva, entre outras coisas, contribuir para a transformação de agir e pensar criticamente a realidade camponesa, refletindo sobre suas demandas, buscando contribuir no processo de formação da consciência, visa potencializar e fortalecer a atuação política da juventude dos movimentos sociais do campo. Esse processo se dá pela instrumentalização a partir de saberes técnicos e formais, que se relacionam com os saberes da militância política, garantindo os princípios educativos do MST. As experiências com os cursos de 2002, 2003 e 2005, nos motivaram a elaborar o projeto de pesquisa para acompanhar o curso de No entanto, o Prolongado nos anos de 2004 e 2006 não foi possível sua realização por falta de recursos e pela falta de lideranças com experiência para a coordenação, tendo em vista que os possíveis coordenadores estariam em outras atividades. Tentei reunir materiais que registrassem a memória dos cursos passados e percebi o grande desafio que teria pela frente, pois não havia uma organização desse material. A turma de que consegui reunir mais documentos e registros foi a de 2005, pois como já tinha a intenção de pesquisa, apliquei um questionário-teste com os educandos e tirei fotografias. Tive a oportunidade de encontrar alguns participantes posteriormente nos eventos do Movimento. Então, desde já, identificamos dificuldades a serem superadas pelo movimento para manter a existência do curso considerado essencial para o processo de organicidade do MST.

16 15 O Curso Prolongado que ocorre no Ceará é direcionado aos jovens acampados e assentados, com escolaridade variável, podendo reunir desde analfabetos até os que cursam o ensino médio (total ou parcialmente) ou estão fazendo cursos superiores. Além de possibilitar a recuperação escolar de lideranças, atua principalmente como ponto de partida da formação dos iniciantes. Com duração de três meses e funcionando em tempo integral, o conteúdo do curso é estruturado em áreas consideradas essenciais na formação política de militantes, abrangendo: a história do movimento, bem como seus princípios e relações com a história social, política e econômica brasileira; luta pela terra; cooperação agrícola; organicidade; disciplina; educação; formação e temas complementares como gênero e valores culturais. Observamos cada vez mais que se trata de uma juventude diferenciada de outros grupos urbanos ou mesmo rurais, pelo papel orgânico que desempenham junto ao movimento. Outro aspecto que despertou interesse ocorreu principalmente no curso Prolongado de 2005, quando encontramos muitos participantes que já moravam na região metropolitana de Fortaleza e estavam em processo de conhecimento e aproximação com o MST. Este fato evidencia a emergência de reflexões sobre o processo de formação política dos jovens do Movimento. Diante de todos os cursos do movimento, a experiência do Prolongado no Ceará é sui generis, pois tenta agregar as práticas políticas ao desenvolvimento de saberes escolarizados. Visto que existe uma necessidade de escolarizar os trabalhadores rurais, há uma tentativa de suprir carências e incentivar o hábito da leitura e compreensão da realidade. Sendo ainda um espaço de aprendizagem dos educadores-educandos, o curso nos convida a refletir sobre nossas concepções de mundo para a participação nesse processo de possibilidades de transformação na realidade educacional do campo. Trata-se, portanto, de um espaço em que são vivenciados e trocados saberes. Desta forma, a pesquisa se orienta pelos seguintes questionamentos: Como o acesso ao conhecimento crítico contribui na mudança da concepção de mundo dos jovens do MST? Os princípios pedagógicos de escolarização do Curso Prolongado se relacionam com a Educação Popular em uma dimensão de práxis?

17 16 A escolarização em processo no Curso Prolongado conduz à formação política? A necessidade de formação escolar é sentida durante o curso, já que são raras as escolas nos assentamentos voltadas para o ensino médio. Assim, os jovens precisam buscar a escolarização formal nas cidades mais próximas do assentamento. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais do Ministério da Educação (INEP/ MEC, 2005), o ensino fundamental de 1ª à 4ª série é o mais oferecido pelas escolas dos assentamentos cadastrados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Os dados do INEP mostram também distorções no ensino fundamental: 95,7% das crianças entre sete e dez anos estão estudando, porém entre essas, 92,5% estão nas séries iniciais. Na faixa de 11 a 14 anos, 94% estão na escola, mas apenas 45% estão nas séries finais do ensino fundamental II, o que revela uma irregularidade da variável idade/série. Essa realidade é refletida nos educandos do Curso Prolongado de 2005, pois do total de 67 jovens inscritos, 40 tinham necessidade de concluir o ensino fundamental, estando incluídos na faixa etária de 14 a 32 anos. Na grande maioria dos assentamentos do país, não existem salas de aula de Ensino Médio, sendo que apenas 4,3% das unidades não atingem uma demanda regular por escolarização, conforme apontam os dados da mesma pesquisa. Daí que é preciso criar estratégias para que os educandos consigam concluir o ensino fundamental e assim haja demanda na exigência de ensino médio nas escolas dos assentamentos. A situação dos assentados de 15 a 17 anos é que 76% estudam, mas apenas 17% deles estão cursando o ensino médio regular. No caso dos educandos do curso Prolongado de 2005, os dados apontam semelhanças quando encontramos 17 jovens inscritos para a conclusão do ensino médio, mas, destes, apenas 5 encontram-se na faixa etária correspondente. As condições precárias de algumas famílias determinam que os jovens precisam trabalhar na roça e quando a roça não dá um retorno suficiente, vão à busca de trabalho nas cidades. Entre os jovens dessa faixa etária que estão fora da escola, 48,1% estudaram até a 4ª série do ensino fundamental. Já entre os que têm 18 anos ou mais e que estão fora da escola, 45% fizeram até a 4ª série e 14% nunca foram à escola (MEC/ INEP, 2005).

18 17 Nas escolas municipais e estaduais, esses jovens são surpreendidos com a insuficiência de vagas e outras dificuldades de acessibilidade 1, meios de transporte precários, currículo que não corresponde às especificidades relativas à política dos assentamentos e calendário escolar não compatível com as atividades do trabalho no campo 2. Como ilustra uma educanda do curso residente em assentamento: Faz 8 anos que eu sou assentada. Antes de virmos pra cá eu estudava na cidade de Quixeramobim. Todos os dias eu me acordava 4h30 da manhã pra poder se arrumar e esperar o ônibus. E se consideramos a diferenciação dos currículos escolares, as dificuldades de acesso e permanência desses jovens se agravam. Como expressa Ademar Guimarães (Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA), em depoimento à revista Sem Terra: os atuais moldes educacionais estão colocando em risco a própria condição do camponês, forçando-o a ter hábitos urbanos, provocando conflitos culturais (apud MURADI, 2004, p. 22). Como podemos perceber no depoimento do camponês, as escolas do campo apresentam um currículo imposto por outro grupo social, que se encontra na gestão administrativa das secretarias de educação e das escolas, afetando diretamente os encaminhamentos metodológicos dos saberes formais, culturais e políticos do grupo que possui sua realidade vinculada ao campo. Diante das diferenças e divergências educacionais, as propostas de educação e formação do Movimento Sem Terra concentram-se em educar conscientemente seus componentes, estimulando a permanência de filhas e filhos de camponeses no campo, pois segundo a pesquisa do MEC/INEP (2005), a maior concentração da população de assentados compreende a faixa etária de até 30 anos de idade, correspondendo a 64,4%. Portanto, depende da juventude a continuidade das lutas pelo acesso às terras, pela ampliação das tradições culturais e pela realização dos projetos sociais do movimento. 1 Quanto ao acesso e tempo que um estudante leva para chegar à escola, a pesquisa diz que 50,2% gastam menos de meia hora, mas que 3,8% levam de uma hora e meia a duas horas. 2 Entendemos trabalho no campo como um conjunto de atividades que incluem desde o trabalho agrícola, o cuidado inerente à criação de animais, até a lida doméstica. Cabe à família a formação para o trabalho de novos membros, iniciando o treinamento desde cedo em caráter de aprendizado, sendo este diferenciado por sexo, os homens ensinam tarefas agropecuárias aos meninos e a mulher transmite ensinamentos domésticos às meninas, enquanto ambos encarregam-se da prática dos valores, da ética do trabalho, das normas sociais, em que a obediência ocupa lugar de destaque (DAMASCENO, 1993, p.57-8).

19 18 Nesse sentido, compreendemos suas ações como práticas educativas de um processo revolucionário que possa contribuir na construção de um novo homem e uma nova mulher, visando o desenvolvimento dos assentamentos, o que estimula a autonomia pelo desenvolvimento de suas habilidades políticoeducativas, sempre pautando-se no trabalho como condição de existir do ser humano (MELO NETO, 2004). Ao longo dos seus 23 anos ( ) de caminhadas e lutas, o MST incorporou nas suas manifestações a necessidade de uma escolarização voltada para o desenvolvimento do campo e de sua organização. Na formação de lideranças, percebeu que ocupar a terra não era suficiente, mas que também era preciso ocupar os espaços de produção dos saberes científicos que viessem contribuir nas suas práticas sociais. A participação de jovens nos cursos de formação não só oportuniza-os a recuperar os estudos, como também proporciona um maior envolvimento da juventude na formação de lideranças. Esta realidade vem se apresentando pelo aumento de acampados e assentados, demandando de jovens comprometidos com as práticas do Movimento, o que conseqüentemente resultará em mais organização, sistematização e formação da coletividade. Para compreender como o processo de escolarização do Curso Prolongado conduz à formação política, a pesquisa se orienta pelas concepções epistemológicas de conhecimento e de saberes advindos das práticas do MST. No percurso de análise da pesquisa, destacamos a importância das falas dos coordenadores e dos educandos do Curso Prolongado, coletadas através de questionários, entrevistas, de documentos como o projeto político-pedagógico ou outros que embasam teoricamente o curso. A concepção epistemológica de conhecimento, segundo Santos (2006), é destacar que a modernidade ocidental se constituiu na base de duas epistemologias, sejam: do conhecimento-regulação e do conhecimentoemancipação. O conhecimento-regulação sustenta-se como paradigma dominante de ciência. Trata-se de um modelo de racionalidade científica que surge no século XVI, que se desenvolve basicamente no domínio das ciências naturais até o século XVIII. Apenas no século XIX este modelo se estende às ciências sociais emergentes do senso comum e dos estudos humanísticos. Desta forma, o modelo global de racionalidade científica nega o caráter racional a todas

20 19 as formas de conhecimento que se não pautarem pelos seus princípios epistemológicos e pelas suas regras metodológicas. (SANTOS, 2005, p. 21). Os efeitos desse saber absoluto na ciência, valorizado pelo seu critério de verdade, determinaram a epistemologia do conhecimento-regulação. Uma regulação generalizada do saber como poder responsável por decretar as leis que regem a forma de pensar da humanidade, conferindo privilégios sociais, políticos e culturais a uma pequena parcela da sociedade, tendo em vista que o conhecimento não é distribuído eqüitativamente. Como toda a sociedade não tem acesso ao conhecimento, ela se dividirá entre os que têm saber e os que são desprovidos disso. Portanto, quem não tem saber também não tem poder, situando-se à margem da sociedade e refém de uma globalização reguladora das forças de produção, do consumo e da identidade do povo. Globalização esta caracterizada por Santos (2006) como um processo contraditório de confronto do capitalismo global com grupos sociais que lhe resistem. Percebemos que as conseqüências para essa sociedade globalizada têm sido a geração de competição, individualismo e violência. As grandes cidades estão inchadas populacionalmente e as pessoas encontram-se isoladas e estressadas, diante do desenvolvimento dos interesses internacionais que têm provocado um desenraizamento da sociedade. Por essas contradições podemos perceber indícios de uma tendência epistemológica contra-hegemônica proposta pelo conhecimento-emancipação de um paradigma emergente. Essa concepção está na luta contra a monocultura do saber 3, na tentativa de promover a visibilidade dos saberes não-científicos, neutralizados pela epistemologia positivista que se consagrou no progresso tecnológico e no desenvolvimento capitalista. Ocultar a diversidade de saberes, desconsiderando os não-científicos seria o mesmo que apagar da história todas as manifestações culturais, crenças e valores de todos os povos da humanidade. É preciso reconhecer esses saberes, pois a ciência moderna não é a única explicação possível da realidade e não há sequer qualquer razão científica para considerar melhor que as explicações 3 O termo monocultura do saber é destacado por Boaventura de Sousa Santos, na obra A Gramática do Tempo (2005), no capítulo que apresenta a Ecologia de Saberes.

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA GT-1 FORMAÇÃO DE PROFESSORES EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA RESUMO Maria de Lourdes Cirne Diniz Profa. Ms. PARFOR E-mail: lourdinhacdiniz@oi.com.br

Leia mais

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA SPINELLI, Mônica dos Santos IE/PPGE/UFMT RESUMO O texto apresenta resultados parciais da pesquisa teórica sobre categorias conceituais em

Leia mais

EDUCAÇÃO DO CAMPO: Interfaces teóricas e políticas na formação do professor

EDUCAÇÃO DO CAMPO: Interfaces teóricas e políticas na formação do professor EDUCAÇÃO DO CAMPO: Interfaces teóricas e políticas na formação do professor Juliana Graciano Parise 1 Eliane de Lourdes Felden 2 Resumo: O trabalho apresenta uma experiência de ensino articulado à pesquisa

Leia mais

COOPERAÇÃO E SOLIDARIEDADE: o programa COOPERJOVEM em turmas da EJA na Escola Municipal Maria Minervina de Figueiredo em Campina Grande-PB

COOPERAÇÃO E SOLIDARIEDADE: o programa COOPERJOVEM em turmas da EJA na Escola Municipal Maria Minervina de Figueiredo em Campina Grande-PB COOPERAÇÃO E SOLIDARIEDADE: o programa COOPERJOVEM em turmas da EJA na Escola Municipal Maria Minervina de Figueiredo em Campina Grande-PB Monaliza Silva Professora de ciências e biologia da rede estadual

Leia mais

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA Jaqueline Oliveira Silva Ribeiro SESI-SP josr2@bol.com.br Dimas Cássio Simão SESI-SP

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APRESENTAÇÃO O Projeto Político Pedagógico da Escola foi elaborado com a participação da comunidade escolar, professores e funcionários, voltada para a

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Erika Cristina Pereira Guimarães (Pibid-UFT- Tocantinópolis) Anna Thércia José Carvalho de Amorim (UFT- Tocantinópolis) O presente artigo discute a realidade das

Leia mais

A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino INTRODUÇÃO

A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino INTRODUÇÃO A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino O bom professor é o que consegue, enquanto fala trazer o aluno até a intimidade do movimento de seu pensamento. Paulo Freire INTRODUÇÃO A importância

Leia mais

OS SIGNIFICADOS DA DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO EM ALTERNÂNCIA - A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DAS ESCOLAS FAMILIA AGRÍCOLA

OS SIGNIFICADOS DA DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO EM ALTERNÂNCIA - A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DAS ESCOLAS FAMILIA AGRÍCOLA OS SIGNIFICADOS DA DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO EM ALTERNÂNCIA - A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DAS ESCOLAS FAMILIA AGRÍCOLA SILVA, Lourdes Helena da - UFV GT: Educação Fundamental /n.13 Agência Financiadora:

Leia mais

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia Anais do I Seminário Internacional de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UMA NECESSÁRIA RELAÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA. Dayane

Leia mais

Quando começou a pensar na alfabetização, em 1962, Paulo Freire trazia mais de 15 anos de

Quando começou a pensar na alfabetização, em 1962, Paulo Freire trazia mais de 15 anos de PAULO FREIRE E A ALFABETIZAÇÃO Vera Lúcia Queiroga Barreto 1 Uma visão de alfabetização que vai além do ba,be,bi,bo,bu. Porque implica uma compreensão crítica da realidade social, política e econômica

Leia mais

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 É comum hoje entre os educadores o desejo de, através da ação docente, contribuir para a construção

Leia mais

Reflexões sobre a prática docente na Educação Infantil.

Reflexões sobre a prática docente na Educação Infantil. 6. Humanização, diálogo e amorosidade. Reflexões sobre a prática docente na Educação Infantil. Santos, Marisa Alff dos 1 Resumo O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre as práticas docentes

Leia mais

A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças

A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças PADILHA, Aparecida Arrais PMSP cidarrais@yahoo.com.br Resumo: Este artigo apresenta uma

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia Anais do I Seminário Internacional de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia A CONTRIBUIÇÃO DA DIDÁTICA CRÍTICA NA INTERLIGAÇÃO DE SABERES AMBIENTAIS NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Leia mais

A EDUCAÇÃO DO CAMPO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NAS ESCOLAS DO ASSENTAMENTO SÃO FRANCISCO III.SOLÂNEA/PB.

A EDUCAÇÃO DO CAMPO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NAS ESCOLAS DO ASSENTAMENTO SÃO FRANCISCO III.SOLÂNEA/PB. A EDUCAÇÃO DO CAMPO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NAS ESCOLAS DO ASSENTAMENTO SÃO FRANCISCO III.SOLÂNEA/PB. Otaciana da Silva Romão (Aluna do curso de especialização em Fundamentos da Educação UEPB), Leandro

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA: A VISÃO DOS PROFESSORES E PROFESSORAS DE CIENCIAS E BIOLOGIA ACERCA DA FORMAÇÃO NECESSÁRIA

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA: A VISÃO DOS PROFESSORES E PROFESSORAS DE CIENCIAS E BIOLOGIA ACERCA DA FORMAÇÃO NECESSÁRIA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA: A VISÃO DOS PROFESSORES E PROFESSORAS DE CIENCIAS E BIOLOGIA ACERCA DA FORMAÇÃO NECESSÁRIA FERREIRA, Adriana Ribeiro & ROSSO, Ademir José INTRODUÇÃO O meio ambiente (MA) é

Leia mais

Produção de vídeos pelos Educandos da Educação Básica: um meio de relacionar o conhecimento matemático e o cotidiano

Produção de vídeos pelos Educandos da Educação Básica: um meio de relacionar o conhecimento matemático e o cotidiano Produção de vídeos pelos Educandos da Educação Básica: um meio de relacionar o conhecimento matemático e o cotidiano SANTANA, Ludmylla Siqueira 1 RIBEIRO, José Pedro Machado 2 SOUZA, Roberto Barcelos 2

Leia mais

CINEMA PEDAGÓGICO COMO INTERVENÇÃO PARA PRÁTICA DOCENTE. Elaine Fernanda Dornelas de Souza

CINEMA PEDAGÓGICO COMO INTERVENÇÃO PARA PRÁTICA DOCENTE. Elaine Fernanda Dornelas de Souza Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 721 CINEMA PEDAGÓGICO COMO INTERVENÇÃO PARA PRÁTICA DOCENTE Elaine Fernanda Dornelas de Souza Serviço Nacional de

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

EDUCAÇÃO INCLUSIVA. Profa.: Jane Peruzo Iacono Projeto: UNIOESTE/MEC 2006

EDUCAÇÃO INCLUSIVA. Profa.: Jane Peruzo Iacono Projeto: UNIOESTE/MEC 2006 EDUCAÇÃO INCLUSIVA Profa.: Jane Peruzo Iacono Projeto: UNIOESTE/MEC 2006 Por que é equivocado dizer que a INCLUSÃO refere se a um processo direcionado aos alunos com necessidades educacionais especiais,

Leia mais

Trabalho em Equipe e Educação Permanente para o SUS: A Experiência do CDG-SUS-MT. Fátima Ticianel CDG-SUS/UFMT/ISC-NDS

Trabalho em Equipe e Educação Permanente para o SUS: A Experiência do CDG-SUS-MT. Fátima Ticianel CDG-SUS/UFMT/ISC-NDS Trabalho em Equipe e Educação Permanente para o SUS: A Experiência do CDG-SUS-MT Proposta do CDG-SUS Desenvolver pessoas e suas práticas de gestão e do cuidado em saúde. Perspectiva da ética e da integralidade

Leia mais

JUVENTUDE RURAL E INTERVIVÊNCIA UNIVERSITÁRIA: CAMINHOS DE UMA CONSTRUÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE

JUVENTUDE RURAL E INTERVIVÊNCIA UNIVERSITÁRIA: CAMINHOS DE UMA CONSTRUÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE JUVENTUDE RURAL E INTERVIVÊNCIA UNIVERSITÁRIA: CAMINHOS DE UMA CONSTRUÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE Ana Jéssica Soares Barbosa¹ Graduanda em Ciências Agrárias ajsbarbosa_lca@hotmail.com Centro de Ciências

Leia mais

A FORMAÇÃO DE SUJEITOS CRÍTICOS NO ENSINO SUPERIOR: UM POSSÍVEL CAMINHO PARA A TRANSFORMAÇÃO SOCIAL. Marijara de Lima Monaliza Alves Lopes

A FORMAÇÃO DE SUJEITOS CRÍTICOS NO ENSINO SUPERIOR: UM POSSÍVEL CAMINHO PARA A TRANSFORMAÇÃO SOCIAL. Marijara de Lima Monaliza Alves Lopes A FORMAÇÃO DE SUJEITOS CRÍTICOS NO ENSINO SUPERIOR: UM POSSÍVEL CAMINHO PARA A TRANSFORMAÇÃO SOCIAL Marijara de Lima Monaliza Alves Lopes FACULDADE ALFREDO NASSER INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO III PESQUISAR

Leia mais

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE.

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE. TRABALHO DOCENTE: POR UMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA, TRANSFORMADORA E EMANCIPATÓRIA OLIVEIRA, Marinalva Luiz de Prefeitura da Cidade do Recife GT-22: Educação Ambiental Resumo Este trabalho tem o objetivo

Leia mais

RELATO DO PROJETO OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO. GT 06 Formação de professores de Matemática: práticas, saberes e desenvolvimento profissional

RELATO DO PROJETO OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO. GT 06 Formação de professores de Matemática: práticas, saberes e desenvolvimento profissional RELATO DO PROJETO OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO GT 06 Formação de professores de Matemática: práticas, saberes e desenvolvimento profissional Maria Madalena Dullius, madalena@univates.br Daniela Cristina Schossler,

Leia mais

Contribuição sobre Economia solidária para o Grupo de Alternativas econômicas Latino-Americano da Marcha Mundial das Mulheres Isolda Dantas 1

Contribuição sobre Economia solidária para o Grupo de Alternativas econômicas Latino-Americano da Marcha Mundial das Mulheres Isolda Dantas 1 Contribuição sobre Economia solidária para o Grupo de Alternativas econômicas Latino-Americano da Marcha Mundial das Mulheres Isolda Dantas 1 Economia solidária: Uma ferramenta para construção do feminismo

Leia mais

Suas atividades terão como horizonte a escola, de modo particular, a escola em que você atua!

Suas atividades terão como horizonte a escola, de modo particular, a escola em que você atua! PROJETO-INTERVENÇÃO O curso de formação de gestores escolares que estamos realizando orientase por dois eixos básicos: a) a educação compreendida como direito social a ser suprido pelo Estado; b) a gestão

Leia mais

A CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO PPP COMO OPORTUNIDADE PARA O ENSINO DE ESTATÍSTICA

A CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO PPP COMO OPORTUNIDADE PARA O ENSINO DE ESTATÍSTICA Encontro Nacional de Educação Matemática A CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO PPP COMO OPORTUNIDADE PARA O ENSINO DE ESTATÍSTICA Thiarla avier Dal-Cin Zanon Prefeitura Municipal de Castelo/ES Universidade

Leia mais

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense Projeto de Extensão Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense 1.0 - JUSTIFICATIVA Considerando que a Extensão Universitária tem entre as suas

Leia mais

Elaboração de Projetos

Elaboração de Projetos Elaboração de Projetos 2 1. ProjetoS Projeto: uma nova cultura de aprendizagem ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Projeto: uma nova cultura de aprendizagem. [S.l.: s.n.], jul. 1999. A prática pedagógica

Leia mais

MÚLTIPLAS LEITURAS: CAMINHOS E POSSIBILIDADES

MÚLTIPLAS LEITURAS: CAMINHOS E POSSIBILIDADES MÚLTIPLAS LEITURAS: CAMINHOS E POSSIBILIDADES EDIT MARIA ALVES SIQUEIRA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA). Resumo Diferentes instrumentos de avaliação (ENEM, SIMAVE) tem diagnosticado o despreparo dos alunos

Leia mais

1. O pensamento marxista e o contexto contemporâneo

1. O pensamento marxista e o contexto contemporâneo Prof. Dr. Elydio dos Santos Neto AS CONTRIBUIÇÕES DE ANTONIO GRAMSCI PARA COMPREENDER A ESCOLA E O PROFESSOR NA ESTRUTURA DA SOCIEDADE CAPITALISTA 1. O pensamento marxista e o contexto contemporâneo No

Leia mais

MATERNIDADE NA ADOLESCÊNCIA

MATERNIDADE NA ADOLESCÊNCIA MATERNIDADE NA ADOLESCÊNCIA Autor: Marusa Fernandes da Silva marusafs@gmail.com Orientadora: Profª. Ms. Mônica Mª N. da Trindade Siqueira Universidade de Taubaté monica.mnts@uol.com.br Comunicação oral:

Leia mais

Michele M. Granzotto ** Valdir Pretto ***

Michele M. Granzotto ** Valdir Pretto *** A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE FILOSOFIA NA FORMAÇÃO ACADÊMICA DO CURSO DE PEDAGOGIA * Michele M. Granzotto ** Valdir Pretto *** Resumo: Este estudo foi construído a partir de uma pesquisa realizada na própria

Leia mais

ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação

ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação Janaina Guimarães 1 Paulo Sergio Machado 2 Resumo: Este trabalho tem por objetivo fazer uma reflexão acerca da espiritualidade do educador

Leia mais

PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA

PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA O que é o Projeto de Intervenção Pedagógica? O significado de projeto encontrado comumente nos dicionários da Língua Portuguesa está associado a plano de realizar,

Leia mais

Perspectivas de Formação de Formadores com apoio da EaD: emprego de métodos ativos e avaliação formativa

Perspectivas de Formação de Formadores com apoio da EaD: emprego de métodos ativos e avaliação formativa 1 Perspectivas de Formação de Formadores com apoio da EaD: emprego de métodos ativos e avaliação formativa Solange Rauchbach Garani Escola da Magistratura do Paraná E-mail: solangergarani@yahoo.com.br

Leia mais

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL Ensino Médio Etec Etec: Professor Massuyuki Kawano Código: 136 Município: Tupã Área de conhecimento: Ciências Humanas e Suas Tecnologias Componente Curricular:

Leia mais

DOCÊNCIA ASSISTIDA NO ENSINO SUPERIOR: EXPERIÊNCIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO CURSO DE MÚSICA LICENCIATURA DA UFRN

DOCÊNCIA ASSISTIDA NO ENSINO SUPERIOR: EXPERIÊNCIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO CURSO DE MÚSICA LICENCIATURA DA UFRN DOCÊNCIA ASSISTIDA NO ENSINO SUPERIOR: EXPERIÊNCIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO CURSO DE MÚSICA LICENCIATURA DA UFRN Autor: Anne Charlyenne Saraiva Campos; Co-autor: Emerson Carpegiane de Souza Martins

Leia mais

O HÁBITO DA LEITURA E O PRAZER DE LER

O HÁBITO DA LEITURA E O PRAZER DE LER O HÁBITO DA LEITURA E O PRAZER DE LER ALVES, Ivanir da Costa¹ Universidade Estadual de Goiás Unidade Universitária de Iporá ¹acwania@gmail.com RESUMO A leitura é compreendida como uma ação que deve se

Leia mais

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA RESUMO Os educadores têm se utilizado de uma metodologia Linear, que traz uma característica conteudista; É possível notar que o Lúdico não se limita

Leia mais

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias novembro/2011 página 1 CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Elba Siqueira de Sá Barretto: Os cursos de Pedagogia costumam ser muito genéricos e falta-lhes um

Leia mais

COLÉGIO ESTADUAL PEDRO ARAÚJO NETO Ensino Fundamental e Médio PLANO DE TRABALHO PEDAGÓGICO

COLÉGIO ESTADUAL PEDRO ARAÚJO NETO Ensino Fundamental e Médio PLANO DE TRABALHO PEDAGÓGICO Secretaria de Estado da Educação Estado do Paraná Núcleo Regional de Educação de União da Vitória COLÉGIO ESTADUAL PEDRO ARAÚJO NETO Ensino Fundamental e Médio Rua Presidente Kennedy, 200 Fone: (42) 3552

Leia mais

UNIP Universidade Paulista Estudos Políticos e Sociais

UNIP Universidade Paulista Estudos Políticos e Sociais SOCIEDADE E EDUCAÇÃO INTRODUÇÃO Citelli (2004) apresenta um ponto de vista acerca do momento vivido pela escola e, conseqüentemente, pela educação, bastante elucidativo: A escola está sendo pensada, assim,

Leia mais

Justificativa: Cláudia Queiroz Miranda (SEEDF 1 ) webclaudia33@gmail.com Raimunda de Oliveira (SEEDF) deoliveirarai@hotmail.com

Justificativa: Cláudia Queiroz Miranda (SEEDF 1 ) webclaudia33@gmail.com Raimunda de Oliveira (SEEDF) deoliveirarai@hotmail.com 1 COMO COLOCAR AS TEORIAS ESTUDADAS NA FORMAÇÃO DO PNAIC EM PRÁTICA NA SALA DE AULA? REFLEXÕES DE PROFESSORES ALFABETIZADORES SOBRE O TRABALHO COM O SISTEMA DE NUMERAÇÃO DECIMAL Cláudia Queiroz Miranda

Leia mais

Formação docente e movimentos sociais: diálogos e tensões cotidianas

Formação docente e movimentos sociais: diálogos e tensões cotidianas A PRÁTICA PEDAGÓGICA E MOVIMENTOS SOCIAIS: DIÁLOGOS FORMATIVOS PARA O TRABALHO DOCENTE NA PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA Eliziane Santana dos Santos 1 Ludmila Oliveira Holanda Cavalcante 2 ¹ Bolsista FAPESB,

Leia mais

A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO PROFESSOR DE PEDAGOGIA DA FESURV - UNIVERSIDADE DE RIO VERDE

A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO PROFESSOR DE PEDAGOGIA DA FESURV - UNIVERSIDADE DE RIO VERDE A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO PROFESSOR DE PEDAGOGIA DA FESURV - UNIVERSIDADE DE RIO VERDE Bruna Cardoso Cruz 1 RESUMO: O presente trabalho procura conhecer o desempenho profissional dos professores da faculdade

Leia mais

Prática de Ensino e o Estágio Supervisionado enquanto mediação entre ensino, pesquisa e extensão

Prática de Ensino e o Estágio Supervisionado enquanto mediação entre ensino, pesquisa e extensão Prática de Ensino e o Estágio Supervisionado enquanto mediação entre ensino, pesquisa e extensão PELOZO, Rita de Cássia Borguetti Docente da FAHU/ACEG RESUMO: O presente trabalho procura evidenciar a importância

Leia mais

O INGRESSO NA CARREIRA DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA PREFEITURA DE SÃO PAULO: Currículo e atuação docente

O INGRESSO NA CARREIRA DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA PREFEITURA DE SÃO PAULO: Currículo e atuação docente O INGRESSO NA CARREIRA DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA PREFEITURA DE SÃO PAULO: Currículo e atuação docente Leandro Pedro de Oliveira¹ INTRODUÇÃO A introdução à carreira docente tem sido objeto de

Leia mais

O DIÁLOGO COM AS CRIANÇAS PEQUENAS - REFLEXÕES SOBRE O COTIDIANO INFANTIL

O DIÁLOGO COM AS CRIANÇAS PEQUENAS - REFLEXÕES SOBRE O COTIDIANO INFANTIL O DIÁLOGO COM AS CRIANÇAS PEQUENAS - REFLEXÕES SOBRE O COTIDIANO INFANTIL Viviane Cardoso¹ Resumo: O objetivo desse artigo é refletir como os ideais da pedagogia freireana tem contribuído para as práticas

Leia mais

Pedagogia. Objetivos deste tema. 3 Sub-temas compõem a aula. Tecnologias da informação e mídias digitais na educação. Prof. Marcos Munhoz da Costa

Pedagogia. Objetivos deste tema. 3 Sub-temas compõem a aula. Tecnologias da informação e mídias digitais na educação. Prof. Marcos Munhoz da Costa Pedagogia Prof. Marcos Munhoz da Costa Tecnologias da informação e mídias digitais na educação Objetivos deste tema Refletir sobre as mudanças de experiências do corpo com o advento das novas tecnologias;

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na atualidade: luta, organização e educação

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na atualidade: luta, organização e educação O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na atualidade: luta, organização e educação Entrevista concedida por Álvaro Santin*, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 Institui o Programa Mais Educação, que visa fomentar a educação integral de crianças, adolescentes e jovens, por meio do apoio a atividades

Leia mais

A divulgação desta apresentação por Cd-Rom e no Web site do programa Educação do Instituto do Banco Mundial e feita com a autorização do autor.

A divulgação desta apresentação por Cd-Rom e no Web site do programa Educação do Instituto do Banco Mundial e feita com a autorização do autor. A divulgação desta apresentação por Cd-Rom e no Web site do programa Educação do Instituto do Banco Mundial e feita com a autorização do autor. A ESCOLA PRECISA SER VISTA COMO UMA UNIDADE FUNDAMENTAL PARA

Leia mais

11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas

11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas ESTUDO DO TERMO ONOMA E SUA RELAÇÃO COM A INTERDISCIPLINARIDADE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ENSINO FUNDAMENTAL DA GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DA ONOMÁSTICA/TOPONÍMIA Verônica Ramalho Nunes 1 ; Karylleila

Leia mais

Carta pedagógica. Professora: Maria Teresinha Turma: alfabetização

Carta pedagógica. Professora: Maria Teresinha Turma: alfabetização Carta pedagógica Ao escrever esta carta pedagógica, veio-me a questão do erro que acontece a todo o momento em minha turma na sala de aula. Lendo textos de autores como Morais, fiquei ciente da sua fala

Leia mais

SUJEITO COLETIVO NO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO TURMA DOM JOSÉ MAURO

SUJEITO COLETIVO NO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO TURMA DOM JOSÉ MAURO SUJEITO COLETIVO NO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO TURMA DOM JOSÉ MAURO VIANA, Valdecir Lopes Universidade Federal de Minas Gerais Valdecir_viana@yahoo.com.br RESUMO Este texto integra as reflexões

Leia mais

OS SIGNIFICADOS DA FORMAÇÃO ACADÊMICA ATRIBUÍDOS PELOS EGRESSOS DO CURSO PEDAGOGIA DA TERRA EM SUAS PRÁTICAS DOCENTES

OS SIGNIFICADOS DA FORMAÇÃO ACADÊMICA ATRIBUÍDOS PELOS EGRESSOS DO CURSO PEDAGOGIA DA TERRA EM SUAS PRÁTICAS DOCENTES OS SIGNIFICADOS DA FORMAÇÃO ACADÊMICA ATRIBUÍDOS PELOS EGRESSOS DO CURSO PEDAGOGIA DA TERRA EM SUAS PRÁTICAS DOCENTES Luciana Borges Junqueira Mestranda Educação - UFSJ Écio Portes - Orientador RESUMO

Leia mais

A LUTA PELA TERRA NO SUL DE MINAS: CONFLITOS AGRÁRIOS NO MUNICÍPIO DE CAMPO DO MEIO (MG)

A LUTA PELA TERRA NO SUL DE MINAS: CONFLITOS AGRÁRIOS NO MUNICÍPIO DE CAMPO DO MEIO (MG) A LUTA PELA TERRA NO SUL DE MINAS: CONFLITOS AGRÁRIOS NO MUNICÍPIO DE CAMPO DO MEIO (MG) Arthur Rodrigues Lourenço¹ e Ana Rute do Vale² madrugarockets@hotmail.com, aruvale@bol.com.br ¹ discente do curso

Leia mais

Educação Física: Mais do que um espaço de desenvolvimento físico, um espaço de possibilidade dialógica.

Educação Física: Mais do que um espaço de desenvolvimento físico, um espaço de possibilidade dialógica. Educação Física: Mais do que um espaço de desenvolvimento físico, um espaço de possibilidade dialógica. João Paulo Madruga 1 Quando pensamos em Educação Física no ambiente escolar, logo nos reportamos

Leia mais

Perspectivas de Formação de Formadores com apoio da EaD: emprego de métodos ativos e avaliação formativa

Perspectivas de Formação de Formadores com apoio da EaD: emprego de métodos ativos e avaliação formativa Perspectivas de Formação de Formadores com apoio da EaD: emprego de métodos ativos e avaliação formativa Texto revisto pela autora, quanto ao conteúdo. Retirada a indicação da instituição pois não atua

Leia mais

ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NO ENSINO REGULAR

ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NO ENSINO REGULAR ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NO ENSINO REGULAR Luciana Barros Farias Lima e Claudia Regina Pinheiro Machado Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro UNIRIO lucpeda@gmail.com

Leia mais

X Encontro Nacional de Educação Matemática Educação Matemática, Cultura e Diversidade Salvador BA, 7 a 9 de Julho de 2010

X Encontro Nacional de Educação Matemática Educação Matemática, Cultura e Diversidade Salvador BA, 7 a 9 de Julho de 2010 INVESTIGAÇÃO MATEMÁTICA: UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO Bruno Rodrigo Teixeira 1 Universidade Estadual de Londrina - UEL bruno_matuel@yahoo.com.br Camila Rosolen 2 Universidade Estadual de Londrina - UEL camilarosolen@yahoo.com.br

Leia mais

Mostra de Projetos 2011 "UMA REFLEXÃO ACERCA DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BAIRRO DO XARQUINHO, NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA-PR"

Mostra de Projetos 2011 UMA REFLEXÃO ACERCA DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BAIRRO DO XARQUINHO, NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA-PR Mostra de Projetos 2011 "UMA REFLEXÃO ACERCA DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BAIRRO DO XARQUINHO, NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA-PR" Mostra Local de: Guarapuava Categoria do projeto: Projetos

Leia mais

Palavras-Chave: Projeto Político-Pedagógico; Prática Pedagógica; Currículo Interdisciplinar; Proposta Pedagógica.

Palavras-Chave: Projeto Político-Pedagógico; Prática Pedagógica; Currículo Interdisciplinar; Proposta Pedagógica. A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO LICEU ESCOLA DE ARTES E OFÍCIOS MESTRE RAIMUNDO CARDOSO: UM ESTUDO AVALIATIVO JUNTO A PROFESSORES E ALUNOS *Alcemir Pantoja Rodrigues ** Arlete Marinho Gonçalves Universidade do

Leia mais

CONCEPÇÕES DE AVALIAÇÃO SUBJACENTES AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA

CONCEPÇÕES DE AVALIAÇÃO SUBJACENTES AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA CONCEPÇÕES DE AVALIAÇÃO SUBJACENTES AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA Andrelino Costa FERREIRA (UEPB/SEE-PB) Priscila Raposo ANANIAS (CESED/SEE- PB) Profª Drª Francisca Pereira

Leia mais

A música como elemento facilitador no processo de inclusão social: um olhar sobre os projetos socioculturais de Piracicaba

A música como elemento facilitador no processo de inclusão social: um olhar sobre os projetos socioculturais de Piracicaba A música como elemento facilitador no processo de inclusão social: um olhar sobre os projetos socioculturais de Piracicaba Andréia Miranda de Moraes Nascimento, UNIMEP, chicobororo@gmail.com Mariana de

Leia mais

EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento

EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento Jéssica Albino 1 ; Sônia Regina de Souza Fernandes 2 RESUMO O trabalho

Leia mais

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 GRUPO 6.1 MÓDULO 4 Índice 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 1.1. Desenvolvimento e Aprendizagem de Jovens e Adultos... 4 1.1.1. Educar na Diversidade... 5 1.2. Os Efeitos da Escolarização/Alfabetização

Leia mais

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL E ELABORAÇÃO DO PROJETO EDUCATIVO ESCOLAR

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL E ELABORAÇÃO DO PROJETO EDUCATIVO ESCOLAR Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 1245 AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL E ELABORAÇÃO DO PROJETO EDUCATIVO ESCOLAR Maria Luiza de Sousa Pinha, José Camilo dos

Leia mais

FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES DE MATEMÁTICA DO IFAL INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS: REFLETINDO SOBRE OS TEMPOS E OS ESPAÇOS

FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES DE MATEMÁTICA DO IFAL INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS: REFLETINDO SOBRE OS TEMPOS E OS ESPAÇOS ISSN 2316-7785 FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES DE MATEMÁTICA DO IFAL INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS: REFLETINDO SOBRE OS TEMPOS E OS ESPAÇOS José André Tavares de Oliveira Instituto Federal de Alagoas

Leia mais

PORTFÓLIO COMO INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA: A ANÁLISE DO PROCESSO NO CMEI VALÉRIA VERONESI

PORTFÓLIO COMO INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA: A ANÁLISE DO PROCESSO NO CMEI VALÉRIA VERONESI PORTFÓLIO COMO INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA: A ANÁLISE DO PROCESSO NO CMEI VALÉRIA VERONESI Resumo Rosangela de Sousa Cardoso Stabenow1 - UEL Cassiana Magalhães2 - UEL Grupo de Trabalho - Didática:

Leia mais

A GENÉTICA NAS PROVAS DO ENEM: DADOS PRELIMINARES

A GENÉTICA NAS PROVAS DO ENEM: DADOS PRELIMINARES A GENÉTICA NAS PROVAS DO ENEM: DADOS PRELIMINARES Edson Klug Bartz (Acadêmico de Licenciatura em Ciências Biológicas Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense/IFSul Bolsista

Leia mais

Projeto Acelerando o Saber

Projeto Acelerando o Saber Projeto Acelerando o Saber Tema: Valorizando o Ser e o Aprender Lema: Ensinar pra Valer Público Alvo: Alunos do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino contemplando o 3º ano a 7ª série. Coordenadoras:

Leia mais

A APAE E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A APAE E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA A APAE E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA - APRESENTAÇÃO 1- COMO SURGIU A IDÉIA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA? 2- O QUE SIGNIFICA INCLUSÃO ESCOLAR? 3- QUAIS AS LEIS QUE GARANTEM A EDUCAÇÃO INCLUSIVA? 4- O QUE É UMA ESCOLA

Leia mais

PEDAGOGO QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS PÚBLICOS DO MAGISTÉRIO

PEDAGOGO QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS PÚBLICOS DO MAGISTÉRIO PEDAGOGO 01. Um pedagogo que tem como pressuposto, em sua prática pedagógica, a concepção de que o aluno é o centro do processo e que cabe ao professor se esforçar para despertar-lhe a atenção e a curiosidade,

Leia mais

e/ou o recorte dessa área sempre foi uma temática central para pensar a ação de formar profissionais. O professor universitário, historicamente,

e/ou o recorte dessa área sempre foi uma temática central para pensar a ação de formar profissionais. O professor universitário, historicamente, O COMPROMISSO DA UNIVERSIDADE NO EXERCÍCIO DA DOCÊNCIA BROILO, Cecília Luiza UNISINOS ceciliab@unisinos.br FAGUNDES, Maurício César UNISINOS mc.fagundes@terra.com.br GOMES, Marta Quintanilha UNISINOS martaqg@unisinos.br

Leia mais

LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO CRIATIVA

LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO CRIATIVA LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO Instituto Federal Farroupilha Câmpus Santa Rosa ledomanski@gmail.com Introdução Ler no contexto mundial globalizado

Leia mais

PLANO DE TRABALHO DOCENTE: O PAPEL DA EQUIPE PEDAGÓGICA E A INTERLOCUÇÃO COM O PROFESSOR

PLANO DE TRABALHO DOCENTE: O PAPEL DA EQUIPE PEDAGÓGICA E A INTERLOCUÇÃO COM O PROFESSOR PLANO DE TRABALHO DOCENTE: O PAPEL DA EQUIPE PEDAGÓGICA E A INTERLOCUÇÃO COM O PROFESSOR P L A N E J A M E N T O Projeto PolíticoPedagógico Proposta Pedagógica curricular Plano de Trabalho Docente Plano

Leia mais

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PROPOSTA DE AÇÃO Criar um fórum permanente onde representantes dos vários segmentos do poder público e da sociedade civil atuem juntos em busca de uma educação

Leia mais

ARTIGO EDUCAÇÃO AMBIENTAL E RECICLAGEM DO LIXO

ARTIGO EDUCAÇÃO AMBIENTAL E RECICLAGEM DO LIXO ARTIGO EDUCAÇÃO AMBIENTAL E RECICLAGEM DO LIXO EDUCAÇÃO AMBIENTAL E RECICLAGEM DO LIXO Resumo: O presente artigo pretende refletir sobre os problemas ambientais em nossa sociedade, em especial, sobre o

Leia mais

Objetivo Promover reflexões acerca da identidade, do papel e das atribuições das equipes pedagógicas do IFTM, visando à construção coletiva de ações

Objetivo Promover reflexões acerca da identidade, do papel e das atribuições das equipes pedagógicas do IFTM, visando à construção coletiva de ações Objetivo Promover reflexões acerca da identidade, do papel e das atribuições das equipes pedagógicas do IFTM, visando à construção coletiva de ações a serem implementadas nos câmpus do Instituto. A identidade

Leia mais

A COLABORAÇÃO NA PESQUISA ETNOGRÁFICA: O DIÁLOGO ENTRE ESCOLA E UNIVERSIDADE

A COLABORAÇÃO NA PESQUISA ETNOGRÁFICA: O DIÁLOGO ENTRE ESCOLA E UNIVERSIDADE A COLABORAÇÃO NA PESQUISA ETNOGRÁFICA: O DIÁLOGO ENTRE ESCOLA E UNIVERSIDADE Autora: Lorena Valin Mesquita Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) - lm_valin@hotmail.com Coautora: Roberta Souza

Leia mais

A CITOLOGIA NAS PROVAS DO ENEM: DADOS PRELIMINARES

A CITOLOGIA NAS PROVAS DO ENEM: DADOS PRELIMINARES A CITOLOGIA NAS PROVAS DO ENEM: DADOS PRELIMINARES Tailene Kommling Behling(Acadêmica de Licenciatura em Ciências Biológicas Universidade Católica de Pelotas/UCPEL Bolsista PRONECIM) Viviane Barneche Fonseca

Leia mais

Palavras chaves: EJA, Alfabetização, Letramento, Educação Freireana,

Palavras chaves: EJA, Alfabetização, Letramento, Educação Freireana, DESAFIOS DA ALFABETIZAÇÃO/ LETRAMENTO NAS ESCOLAS DO CAMPO DA AMAZÔNIA PARAENSE: ANÁLISE A PARTIR DAS NARRATIVAS DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS DO MUNICÍPIO DE CURRALINHO Resumo Heloisa

Leia mais

48 Os professores optaram por estudar a urbanização, partindo dos espaços conhecidos pelos alunos no entorno da escola. Buscavam, nesse projeto, refletir sobre as características das moradias existentes,

Leia mais

A EDUCAÇÃO E A ESCOLA NUMA PERSPECTIVA GRAMSCIANA

A EDUCAÇÃO E A ESCOLA NUMA PERSPECTIVA GRAMSCIANA A EDUCAÇÃO E A ESCOLA NUMA PERSPECTIVA GRAMSCIANA CARDOSO NETO, Odorico Ferreira i ; CAMPOS, Cleanil Fátima Araújo Bastos ii ; FREITAS, Cleyson Santana de iii ; CABRAL, Cristiano Apolucena iv ; ADAMS,

Leia mais

Projeto Político-Pedagógico Estudo técnico de seus pressupostos, paradigma e propostas

Projeto Político-Pedagógico Estudo técnico de seus pressupostos, paradigma e propostas Projeto Político-Pedagógico Estudo técnico de seus pressupostos, paradigma e propostas Introdução A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional afirma que cabe aos estabelecimentos de ensino definir

Leia mais

FORMAÇÃO PEDAGÓGICA EM AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM PARA DOCENTES UNIVERSITÁRIOS

FORMAÇÃO PEDAGÓGICA EM AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM PARA DOCENTES UNIVERSITÁRIOS 1 FORMAÇÃO PEDAGÓGICA EM AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM PARA DOCENTES UNIVERSITÁRIOS Daniela da Costa Britto Pereira Lima Universidade Estadual de Goiás e Universidade Federal de Goiás Juliana Guimarães

Leia mais

TEIA: COMPARTILHANDO SABERES POPULARES E ACADÊMICOS

TEIA: COMPARTILHANDO SABERES POPULARES E ACADÊMICOS TEIA: COMPARTILHANDO SABERES POPULARES E ACADÊMICOS Resumo O Teia é um Programa que objetiva consolidar e articular 31 projetos de extensão que compartilham concepções, práticas e metodologias baseadas

Leia mais

A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT

A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT Myrian Lucia Ruiz Castilho André Luiz Castilho ** A educação é um direito

Leia mais

o pensar e fazer educação em saúde 12

o pensar e fazer educação em saúde 12 SUMÁRIO l' Carta às educadoras e aos educadores.................5 Que história é essa de saúde na escola................ 6 Uma outra realidade é possível....... 7 Uma escola comprometida com a realidade...

Leia mais

Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências

Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências boletim Jovem de Futuro ed. 04-13 de dezembro de 2013 Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências O Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013 aconteceu de 26 a 28 de novembro.

Leia mais

Formação continuada: a educação municipal de Bauru/SP

Formação continuada: a educação municipal de Bauru/SP Formação continuada: a educação municipal de Bauru/SP Prof.ª Dra. Vera Mariza Regino Casério e-mail: veracaserio@bauru.sp.gov.br Prof.ª Esp. Fernanda Carneiro Bechara Fantin e-mail: fernandafantin@bauru.sp.gov.br

Leia mais

O BOM PROFESSOR DA PÓS-GRADUAÇÃO E SUA PRÁTICA. PALAVRAS-CHAVE: docência universitária, formação docente, representações, perspectivas paradigmáticas

O BOM PROFESSOR DA PÓS-GRADUAÇÃO E SUA PRÁTICA. PALAVRAS-CHAVE: docência universitária, formação docente, representações, perspectivas paradigmáticas O BOM PROFESSOR DA PÓS-GRADUAÇÃO E SUA PRÁTICA Núbia Vieira TEIXEIRA; Solange Martins Oliveira MAGALHÃES Mestrado - Programa de Pós - Graduação em Educação - FE/UFG vitenubia@yahoo.com.br;solufg@hotmail.com

Leia mais

O PAPEL DAS FEIRAS DE CIÊNCIAS NA EDUCAÇÃO NÃO FORMAL

O PAPEL DAS FEIRAS DE CIÊNCIAS NA EDUCAÇÃO NÃO FORMAL ANAIS DA 67ª REUNIÃO ANUAL DA SBPC - SÃO CARLOS - SP - JULHO/2015 O PAPEL DAS FEIRAS DE CIÊNCIAS NA EDUCAÇÃO NÃO FORMAL Antes de entender qual a diferença entre educação formal e não formal é preciso entender

Leia mais

Apresentação das pesquisas

Apresentação das pesquisas 1 A EDUCAÇÃO DE ADOLESCENTES, JOVENS E ADULTOS NA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE GOIÂNIA - A PROPOSTA: A ESCOLA, O PROFESSOR E O ALUNO GOMES, Dinorá de Castro UCG gomes.diza@gmail.com COSTA, Cláudia Borges

Leia mais