FACULDADE DE DIREITO DO SUL DE MINAS POUSO ALEGRE MINAS GERAIS

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1 FACULDADE DE DIREITO DO SUL DE MINAS POUSO ALEGRE MINAS GERAIS José Antônio Pereira* OS REFLEXOS DO PACTO FEDERATIVO NA SOCIEDADE BRASILEIRA Trabalho à ser entregue para avaliação da disciplina METODOLOGIA E ANALISE DO DISCURSO JURIDICO, ministrada pelo Prof. Dr. Rafael Simioni no 1º Semestre de 2014 para cumprimento de créditos do mestrado da Faculdade de Direito do Sul de Minas. *mestrando em direito Agosto de 2014

2 RESUMO O presente trabalho tratará das perspectivas do Federalismo, trazendo no seu conteúdo alguns aspectos históricos que possam contribuir para as respostas ligadas ao atual momento que o Brasil encontra-se. É deveras importante aduzir dentro desta visão a principiologia do tema do pacto federativo e os seus contornos constitucionais. A hipótese de maior relevância nesta pesquisa estará imbricada nos desafios dos entes federados em manterse neste contexto atual de centralização de recursos junto a União. Outro viés que será objeto das reflexões será o comportamento da sociedade atual e quais impactos que ela recebe, sobretudo, quando se observa uma total dissonância entre os entes federados em se tratando da divisão do bolo arrecadado. O destinatário dos recursos públicos e suas políticas é a população, será que as políticas públicas dos municípios são suficientes para atender estes gargalos sociais? A sociedade detém ferramentas que permitem uma conversação dela com os entes? O papel do poder legislativo como canal de acesso para estas reinvidicações é efetivo? Com estas hipóteses este trabalho buscará identificar estas demandas e refletir a forma mais adequada de respeitar o pacto federativo, sem, contudo, prejudicar a população, sobremodo, a sociedade mais carente.

3 INTRODUÇÃO A escolha do tema a ser desenvolvido neste trabalho tem o condão de chamar a atenção sobre alguns aspectos relevantes adstritos a este modelo de federalismo, e quão isto implica diretamente na vida da sociedade brasileira. O pacto federativo tem sua origem num primeiro instante nas políticas norte americanas, que, no caso, engendram suas formatações políticoadministrativas num contexto federativo, destacando ainda que o presidencialismo tem um peso importante nesta perspectiva. O trabalho tentará trazer algumas destas experiências, e, como isto de alguma forma contribuiu para que nossos congressistas originários trouxessem na Constituição de 1988 alguns conceitos deste sistema. Portanto, o aspecto sintético da historia deste tema representa como ponto crucial para reflexão dos conceitos e aplicações do pacto federativo. Por isto, é importante no agasalhamento e na formatação deste trabalho as origens do tema, porém, a proposta inicial é tentar fazer um cotejo entre a atual circunstância formal desta repartição de receitas entre os entes federados, e, conseqüentemente seus efeitos na sociedade, sobretudo, quando se discute Políticas Públicas. Neste sentido parece interessante inicialmente neste trabalho tratar da origem constitucional do tema, abordando aspectos formais e práticos, e, indubitavelmente, algumas posições firmadas pelo Supremo Tribunal Federal. Num segundo momento, objetiva-se trazer para discussão as grandes dificuldades trazidas pelos entes municipais em suprir as necessidades básicas da população, e, quais são as possibilidades mediatas de compor, ou mesmo, minimizar esta situação. A população mora no município, logo, dele que tira-se os meios sociais para equalizar a aplicação dos projetos de políticas públicas. Neste contexto, como é possível estes entes sobreviverem quando ocorre uma usurpação clara de receitas que ficam vinculadas ao poder da União Federal? Existem mecanismos dentro deste tal pacto federativo para mitigar tal condição? Portanto, será também nesta perspectiva que este capítulo buscar alcançar.

4 Não se pode deixar de tratar sobre os canais de acesso da sociedade para cobrarem esta situação instalada, qual seja: de caos federativo. Estes canais de acesso são eficazes? Portanto, esta hipótese será objeto de discussão no terceiro capitulo, inclusive tentando trazer algumas experiências no tocante ao trabalho do poder executivo. O destoamento da distribuição de renda entre a população esta vinculada a eventuais consequências do descompromisso com o pacto federativo? Nesta visão material e constitucional a teoria da comunicação parece estar corrompida, ou mesmo, deficiente, sendo também um dos objetos da reflexão desta parte do trabalho. No quarto capitulo, tentar-se-á demonstrar a ocorrência dos reflexos do pacto federativo na sociedade, sobretudo, na égide dos seus direitos e garantias fundamentais. A estruturação da sociedade depende muitas vezes da intervenção direta do Estado que de forma evidente otimiza políticas publicas que permitem mesmo existindo esta constatável diferença entre os entes federados, não permitindo, contudo, que os administrados sofram com estas dissonâncias técnicas e políticas. Nesta perspectiva, este capítulo fará uma analise no sistema legislativo, tentando, sobremodo, identificar se existem projetos de lei que visem reestruturar esta tensão entre os entes e suas aplicações práticas. Já na conclusão deste trabalho, a proposta será refletir as nuances mais importantes de cada vertente levantada, porém, sem perder o rumo de fazer uma vinculação entre o ente federado e a sociedade, que, como já salientado, é a destinatária destas políticas sociais. Ao que parece, e, dentro da proposta deste trabalho o marco teórico destas reflexões são alcançadas por Habermans, sendo tal constatação prevista, sobremodo, quando se busca este canal de comunicação entre o entre federado e a população. Verifica-se claramente a fragilidade destas políticas relacionadas a discussão das divisões das receitas públicas, podendo, inclusive ser objeto de analise a questão do pré-sal, donde, invariavelmente a União irá reter em quase sua totalidade as grandiosas receitas da exploração destas bacias de petróleo. Ora, este fato é prova inegável desta tensão entre os entes federados, inclusive, sendo objeto de discussão junto ao Supremo Tribunal

5 Federal. Será que a idéia de repartir é muito mais plausível do que concentrar? Será também nesta vertente que o trabalho irá orbitar, sem, contudo, ter a ousadia de se fazer alguma conclusão açodada, mesmo, porque, e, pela complexidade depreendida dos temas em discussão, a verticalização na busca de respostas poderá trazer uma intranqüilidade acadêmica, pois, todavia, o objetivo maior proposto é a discussão e reflexão que permearão na relação ente federado e sociedade. CAPITULO 1. A ORIGEM DO TEMA PACTO FEDERATIVO NA NOVA ORDEM CONSTITUCIONAL. Nesta visão prefacial é importante delinear o conceito constitucional deste tema e a historicidade da sua origem, destacando o fundamento legal e suas aplicações no mundo jurídico. Fazendo então um decote histórico do federalismo pode-se observar que a sua gênese a priori ocorreu já na Constituição de 1788 dos Estados Unidos, donde, poder-se-á observar o permeamento deste conceito, inclusive, a luz das questões brasileiras fica clareada as dificuldades e imperfeições deste modelo federalista. No contexto constitucional brasileiro a fundamentação legal iniciase no caput do artigo 18 da CF, referindo-se claramente sobre a organização político administrativa, e, enfatizando sobre a autonomia dos entes federados, quais sejam: União, Estados, Municípios e Distrito Federal. É de se notar que o Estado Federal, desde que foi moldado o seu arcabouço pela matriz norte-americana, não faz dúvida que se identificam como protagonista no arranjo federativo a União e os Estados. De fato, a vivencia da federação pressupõe a harmonização da diversidade de interesses estaduais com a necessidade de tomada de decisões comuns que transcendem a tais interesses e a todos apliquem. Na consideração, pois, dessa peculariedade é que se concebeu, ao lado dos Estados, a União, como poder central apto a dispor sobre aspectos unitários da Federação.

6 O Brasil republicano não fugiu a regra. Assim, já na Constituição de 1891 (art.1º) foi previsto constituir-se a Federação pela União dos Estados em que se converterem as Províncias do Império, sendo que as Constituições de 1934 (art.1º) e de 1937 (art. 3º), 1946 e 1967 alçaram à condição de integrantes da Federação também o Distrito Federal e os territórios. Na Constituição de 1988 alinhou-se as anteriores, no que diz respeito a presença da União, dos Estados e do Distrito Federal entre os componentes da ordem federativa, mas eliminou, em relação aos territórios, a mesma condição. O que se observa com estas informações históricas que o arranjo da federação passou por diversas fases e estruturações constitucionais, todavia, a essência foi sempre tentar harmonizar estas estruturas federadas, de forma que possam, cada um assumindo sua responsabilidade constitucional prover as necessidades sociais a toda população. Desse modo, a Republica brasileira se organiza na forma de uma federação 1, cujo os entes (União, Estados-membros, Distrito Federal e Municípios), formam um sistema constitucional vigente, uma união indissolúvel (artigo 1º da Constituição Federal de 1988). Para tanto, esta formatação normativa passa para uma série de fatores, que vão desde a forma política do Estado e seu papel, e, passa pelo conjunto de regras constitucionais que o concretizam, principalmente pela construção jurisprudencial. Estas informações jurídico-formais, neste momento, tem o condão de pavimentar a premissa da força normativa face as atuais circunstâncias vividas pela federação, destacando que na práxis observa-se uma centralização visual no tocante ao acumulo das receitas tributárias que, no caso, ficam sob a égide da União Federal. Neste contexto, há de ressaltar que o aspecto cooperativo entre os entes seria uma forma de acolher esta nova perspectiva vinculada a harmonia entre os Estados, evitando, contudo, o que se chama na atualidade de guerra fiscal, situação esta que, inclusive, 1 MARRAFON, Marco Aurélio. Acerca da diferença entre federalismo enquanto fundamento teórico e principio reitor e a federação enquanto forma de organização do Estado. Belo Horizonte: Del Rey, P. 32,

7 demonstra a fragilidade deste pacto federativo determinado pela Constituição Federal. A formatação destas posições está sobremaneira vinculada a dimensão sociológica que faz com que a organização política da Nação se desenvolva de modo a diminuir as desigualdades regionais (artigo 3º, inciso III, CF/88), sendo tal perspectiva apenas consolidada se ocorrerem a harmonização dos entes federativos. É importante destacar nesta leitura que não se poderia engessar o sistema federativo, principalmente pelo viés salientado, qual seja: sociológico. O enrijecimento deste sistema não contribui definitivamente a uma democracia plena, trazendo a tona resquícios dos paradigmas estadualistas e centralizadores na cultura da política brasileira. O que se pode neste momento observar é que a Constituição prevê regras de convívio entre os entes federativos, de forma a fixar competências, distribuindo de forma equilibrada os encargos e receitas com vistas a aliviar as tensões internas. É necessário neste instante, e, já observando nas leituras anteriores que a grande tensão entre os entes esta justamente na distribuição dos recursos arrecadados, e o destinatário destas políticas públicas que residem nos municípios. Parece que numa visão meramente constitucional o sistema de freios e contrapesos entre os entes federativos e a população pode ser aplicado, possibilitando, contudo um incremento maior da participação política nesta leitura proposta 2 CAPITULO 2 A POPULAÇÃO COMO DESTINATÁRIA DE POLITICAS PUBLICAS E A LIMITAÇÃO DOS MUNICIPIOS. A perspectiva inicial tratada neste trabalho no capitulo primeiro foi de fundamentar a existência constitucional do pacto federativo. Quando se diz pacto, se diz acordo, contudo, esta firmação no sentido da práxis é muitas 2 Cf. LAUFER, Heins. OS PRINCIPIOS E A ESTRUTURA ORGANIZATIVA DO ORDENAMENTO FEDERATIVO. In. O federalismo na Alemanha: Konrad Adenauer Stiftung, P (serie traduções n.o 7)

8 vezes distante, quando, inevitavelmente, sabe-se que existe uma efetiva e enorme distância de autonomia, sobretudo, financeira dos municípios, em que pese a previsão constitucional estampada no texto. A amalgama destes dois capítulos está justamente na ligação entre a sociedade que a destinatária das políticas públicas administradas pelo Estado. O resultado desta tensão social entre Estado União, Estados e Município é sentida claramente pela sociedade que reside no município. Podese trazer a esta fundamentação a centralização dos recursos públicos originários do sistema tributário nacional, que, consoante texto constitucional dever-se-ia estes resultados serem partilhados de forma igualitária entre os entes federados. A critica nesta versão de igualdade está exatamente de como se realiza esta partilha. Dentro da organização da federação, a sociedade que reside nos municípios irá receber as políticas públicas, tais como: saúde, Educação, Segurança, dentro outras, todavia, nestas repartições das receitas como o Fundo de Participação do Município é insuficiente para sistematizar todas estas políticas, ficando a população a mercê desta insuficiência, principalmente as menos favorecidas. Ora, se conforme dito já nesta condição todas as receitas fossem acordadas e bem compartilhadas, as políticas sociais do município, ao menos, e, em tese poderiam minimizar esta situação de tensão entre a sociedade e Estado. A ideologia acadêmica observada é diferente da formalidade constitucional disposta, isto ocorre, porque criou-se na práxis uma nova sistemática de concentração de poder. Este poder se manifesta, neste caso, quando se fala de concentração de arrecadação tributária pela União e a problemática está na divisão do bolo arrecadatório, donde, contudo, dar-se-á uma nova dimensão ao falado pacto federativo. Dentro desta harmonização federativa é inevitável discutir a quem caberia o papel de mitigar esta situação deste desequilíbrio? Parece possível entender que o papel do legislativo seria um destes canais, possibilitando intervenções diretamente no poder executivo dentro do seu papel constitucional, fiscalizando efetivamente o que ocorre com esta depreciação federativa que diuturnamente são divulgados na mídia.

9 Esta visão inclusive é acoplada a ideia de Canotilho 3, que, inclusive, traz em sua essência a importância da base federativa, no caso, município. Para buscar a proteção social desta sociedade que fica na base dos municípios talvez além dos representantes do povo, dever-se-ia ampliar estes canais de discussão, tornando estas tensões mais dirigentes chegando diretamente ao seu destinatário legitimo, no caso da UNIÃO FEDERAL. Tais perspectivas deveras serão objeto de discussão nos próximos capítulos. Nesta visão, pode-se chegar a reflexão de que não parece razoável alterar o texto constitucional para estes ajustes, até porque os artigos citados estão em consonância, bastando, todavia, e, neste caso citado, emendar apenas alguns aspectos vinculados a divisão e separação dos tributos relacionados com as contribuições sociais que vinculam e creditam esta receita fiscal em sua totalidade junto a União, não fazendo parte do bolo a ser partilhado com os demais entes. Nesta mesma situação pode-se destacar o pré-sal recém descoberto. Parte deste ativo será canalizado na União Central para ser dividido aos Estados e Municípios, que, inevitavelmente irão sofrer esta desigualdade de distribuição de recursos. O viés desta reflexão esta exatamente na formatação de um modelo de distribuição de riquezas entre os entes federados, construindo uma visão clara e efetiva desta repartição de receitas e direitos entre todos os entes federados, buscando este ideal constitucional. A limitação do município encontra-se instalada no aspecto da efetividade das políticas sociais, sendo a ponta do eixo federativo, porém, com base nas tensões dispostas sabe-se que esta efetividade fica fragilizada, muitas vezes porque a distribuição destes recursos orçamentários ficam defasados neste ente federativo, não permitindo tratar com igualdade estes direitos e garantias da sociedade. Portanto, o limite descrito neste capitulo do poder municipal este adstrito na má formatação das conveniências federativas. Por outro lado, conforme será observado nos capítulos finais deste trabalho, as autoridades constituintes do Estado, sobremodo, municipal, deveriam ter a 3 CANOTILHO, José Joaquim Gomes. MENDES, Gilmar Ferreira. SARLET, Ingor W. STRECK, Lênio. COMENTARIOS A CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. São Paulo: Saraiva/Almedina, 2013.

10 responsabilidade de levantar estas questões de forma contundente, e, usar todos os canais de acesso ao poder central para minimizarem esta desestruturação federativa, principalmente, quando se observa a carga de responsabilidade totalmente desigual entre o entes: União, Estados, e Municípios. CAPITULO 3 DOS CANAIS DE ACESSO DA POPULAÇÃO PARA MITIGAR AS DEFICIENCIAS DESTE ATUAL PACTO FEDERATIVO. A avaliação no contexto apresentado orbitou até neste instante nas limitações da práxis do ente federativo municipal em relação aos demais entes, e, necessariamente os reflexos destes gargalos junto a sociedade que é como dito, a destinatária das políticas públicas implantadas e, em que poderão ser ainda objeto de aperfeiçoamento constitucional, destacando, contudo, ainda algumas experiências no sentido da evolução social em comparação com a higidez desta atual constituição. Para tanto, a dimensão democrática destes pontos devem ser objeto de um modelo participativo e comunicativo 4. O Processo Democrático tem por objetivo intermediar a Sociedade (um Sistema estruturado Segundo como leis do Mercado, Interesses Privados) e o Estado (Como aparato da Administração Pública). Nesta Perspectiva, uma política tem uma função de agregar Interesses Sociais e os impor ao aparato Estatal; É essencialmente uma Luta por posições que permitam dispôr de Poder administrativo que se ocupem das posições de Poder. O Processo de Formação da Vontade e da Opinião Política e Determinado Pela Concorrência entre agentes coletivos agindo estrategicamente para MANTER OU Conquistar posições de Poder. Por esse modo, esta compreensão de Política opera com num Conceito de Sociedade centrada no Estado (Como cerne do Poder Político). Como Localidade: Não é Possível eliminar a separação entre Estado e Sociedade, visa-se Supera-la apenas através do processo democrático. No entanto, uma conotação normativa de Equilíbrio de Poder e Interesses é frágil e precisa ser complementada estatal e juridicamente. Mas Ela se orienta Pelo Lado de saída da avaliação dos Resultados da atividade Estatal. O Êxito do Processo é medido pela concordância dos cidadãos em relação a pessoas e Programas, quantificados. 4 BERNADES, Wilba Lucia Maia. FEDERAÇÃO E FEDERALISMO. Belo Horizonte: Del Rey, 2010.

11 Do viés comunicativo é necessário descrever as experiências relativas ao Estado Brasileiro, quais sejam, nas atuais conjunturas e diante desta formatação a sociedade fica apática e inoperante diante da efetividade de políticas públicas aos entes, e, neste caso, abre-se para o debate a fragilidade dos municípios neste modelo. Para Habemans 5 a realização dos direitos esta na legitimidade. O autor Rafael Simioni em sua obra citada destaca que a eficácia do direito como instrumento de mudança social exige lealdade das massas, exige legitimidade, exige que todos os destinatários do direito sejam ao mesmo tempo, seus autores. Ora, o que se percebe nesta conjuntura é que a sociedade tem uma carência enorme na busca destes direitos, de um lado pela própria acomodação, ou mesmo, a falta de estrutura e conhecimento de cidadania adstrita ao aperfeiçoamento educacional. De outro lado, destaca-se a falta de compromisso e dever institucional dos políticos que representam estas massas no poder legislativo em todos os níveis, Federal, Estadual e Municipal. No meio destas deficiências ainda se traz o desequilíbrio orçamentário entre os entes federados, com destaque, como já dito do ente municipal, estando o mesmo na ponta da aplicação das políticas públicas institucionalizada e constitucionalmente prevista, estando a massa social carente subordinada a efetivação destas políticas assistenciais. A essência do pluralismo político deveria ser definitivamente aplicada nestas condições, sobremodo, quando se identifica que o sufrágio eleitoral do carente e do rico deveria ter o mesmo peso. E mais, quando estes representantes são eleitos pelas massas carentes, sua voz é abrandada e o eco destas discrepâncias se dissipa sem, contudo, atingir seu fim especifico, no caso, a minimização destas mazelas sociais. O pacto federativo teria a função na visão federalista de proporcionar um equilíbrio entre todos os níveis de governo, para tanto, não se verifica esta condição atualmente, mesmo estando tal premissa esculpida na norma constitucional vigente. O movimento da sociedade deveria avançar para seus representantes que terão a função institucional de cobrar do poder central modificações, principalmente, em relação a distribuição das riquezas apropriadas 6. Muitas vezes os municípios menores não conseguem atingir um nível de desenvolvimento humano por lhes faltarem 5 SIMIONI, Rafael Lazzarotto. DIREITO E RACIONALIDADE COMUNICATIVA. Curitiba: Juruá, COLEMAN R. John. ECONOMIA E MUDANÇAS SOCIAIS. (tradução de Maria Antonieta Troia). Rio de Janeiro. Ed. Fórum, 1969.

12 oportunidades de recursos públicos, inviabilizando projetos, e deixando uma limitação clara do Estatal municipal. Por estas razões, o novo pacto federativo deve ser baseado no resgate de maior autonomia dos Estados-membros, distrito federal e municípios, aliado à abertura de novos âmbitos de integração democrática com os cidadãos e as estratégias de solidariedade entre os entes, formando um novo conceito de acordo federativo, não apenas do ponto de vista formal, mas também material. No entanto, as dificuldades de analise e aprovação de propostas de reforma no parlamento são provas das preponderâncias de interesses econômicos imediatos de parte de todos os atores envolvidos. Tal situação expõe a lógica predatória e não cooperativa na relação dos entes federativos 7. Tal condição fica ajustada, quando se observa os artigos 29 a 31, da CF/88 que deu maior abrangência das competências da União, e de outro lado passaram a contar com a titularidade dos Estados e de seu principal tributo (ICMS), e, ainda elevou-se a autonomia Federativa dos municípios. Estas deferências todas no sentido de fomento da democracia em diferentes ambitos de competência levaram a um arranjo bastante próprio da federação. 8. CAPITULO 4 DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS DA SOCIEDADE. A perspectiva apresentada no capitulo três deste trabalho trouxe a possibilidade de se refletir sobre a importância da cooperação federativa entre os entes e de que forma a sociedade pode cobrar estas exigências, ressaltando do seu poder constitucional entre aos seus representantes políticos. A fragilidade do pacto federativo esta justamente nesta apatia do Estado central em promover mudanças na práxis desta distribuição dos recursos centralizados aos demais entes. O que fica inequivocamente demonstrado é que a base arrecadatória é deveras maior que os demais entes, 7 BARACHO, José Alfredo de Oliveira. TEORIA GERAL DO FEDERALISMO. Belo Horizonte: Fumarc/UCMG, FERRAZ JUNIOR, Tercio Sampaio. DIREITO CONSTITUCIONAL: Teoria Geral do Estado. São Paulo: Editora Revista dos tribunais, 2011.

13 e para piorar, a própria legislação tributária brasileira traz um verdadeiro novelo de normas, carreando para uma desenfreada situação do que chama-se de custo Brasil 9. A idéia central deste capítulo quarto é justamente trazer as conseqüências desta desarmonia fiscal entre os entes federados e as conseqüências canalizadas na sociedade atual 10. Rigorosamente, as garantias fundamentais são também direitos e o fato é que a nossa ordem constitucional lhes dá tratamento indistinto, embora não raro se saliente o seu caráter instrumental de proteção de defesa, de direitos. As garantias traduziam-se quer no direito dos cidadãos a exigir dos poderes públicos a proteção dos seus direitos, quer no reconhecimento de meios processuais adequados a essa finalidade (ex.: direito de acesso aos tribunais para defesa dos direitos, princípios do nullum crimen sine lege e nulla poena sine crimen) A noção de garantias fundamentais difere, entretanto, da de garantias institucionais. Isto porque a Constituição ministra proteções que não são dirigidas diretamente ao indivíduo, não lhe garantindo posições subjetivas autônomas, mas a instituições que resguardam valores considerados essenciais pela obra constituinte. A imbricação entre os direitos e garantias fundamentais e as garantias institucionais, todavia, é maior ou menor conforme o caso; Canotilho 11 refere, por exemplo, a indissociabilidade do direito de constituir família da proteção do 9 COSTA, Da Sandra Bueno Cardoso e GAMEIRO, Augusto Hauber. ENTENDENDO O CUSTO BRASIL: Disponível: > acessado em 22 de agosto de Alguns autores definem Custo Brasil como o conjunto de todos os gastos internos que acabam onerando produtos ou serviços brasileiros. Outros o descrevem como sendo impostos em cascata, corrupção na máquina burocrática, distorções presentes na estrutura tributária e custos com transportes terrestres, portos e comunicações. Existe, ainda, quem trate Custo Brasil relacionado às exportações, enfatizando as desigualdades comerciais que o Brasil enfrenta em relação a grandes potências mundiais. 10 BAUMAN, Zygmunt (tradução de Eliana Aguiar). CAPITALISMO PARASITÁRIO. Rio de Janeiro, Ed.Zahar, CANOTILHO, José Joaquim Gomes. DIREITO CONSTITUCIONAL E TEORIA DA CONSTITUIÇÃO. 5ª Ed. Coimbra: Almedina, 2002.

14 instituto família, e a proteção do direito à liberdade de imprensa da proteção da instituição imprensa livre. A autonomia municipal reveste-se da especial proteção proteção qualificada, da garantia institucional. Por esta contextualização, enfatizando a premissa da fragilidade do município é que se prende as deficiências aduzidas na proposta desta parte do trabalho. Ora, sendo o ente municipal o mais sensível entre os demais, logo, a efetivação dos direitos sociais desta população fica a mercê desta gestão centralizada, que, como já salientada alhures deforma a capacidade de implementação de políticas públicas, nas áreas mais sensíveis desta organização: saúde, educação, segurança, sendo políticas públicas diretamente vinculadas a população menos abastada. Ao olhar desta situação, fica observada a lacuna destas políticas, e, sabe-se que tais conquistas estão estampadas no texto constitucional. Neste sentido, e, quando a sociedade não faz jus com plenitude destas conquistas, ou mesmo, as utilizando de forma muito aquém do mínimo necessário, aparece definitivamente este aspecto social negativo, ferindo os direitos e garantias previstos no artigo 5º da Constituição Federal vigente. A tradução e a leitura que se tem desta situação foi experimentada nas manifestações de 2013 já demonstrando esta inquietude, todavia, mesmo sendo tímida e com falta de estruturação em relação as reinvidicações, é possível observar algumas pequenas mudanças no conceito de democracia brasileira. Esta sinalização pela primeira vez trouxe a sociedade e as autoridades constituintes deste país uma nova reflexão, que, talvez se transforme em um realinhamento das elites locais e regionais, permitindo, contudo, que se instaure as condições necessárias para a cooperação federativa entre todos os níveis Estatais. CAPITULO 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS. O presente trabalho teve como foco acadêmico a discussão sobre o federalismo atual, e os reflexos desta fragilidade na sociedade atual,

15 destacando a minimização de políticas públicas no ente Município, sobremodo quanto se identifica que dentro da distribuição de recursos públicos e políticas públicas é o mais deficitário. Conforme fora proposto no inicio deste trabalho, a ideia era levantar a discussão dentro das perspectivas aventadas. Neste sentido o primeiro capítulo delimitou o fator da historicidade do pacto federativo, destacando, contudo, que a teleologia inicia-se na essência da Constituição americana de Os traços políticos desta forma de conceito federalista fora acolhida pelas várias vertentes das constituições publicadas aqui no Brasil. A visão da distribuição dos recursos públicos entre os entes também foi objeto de reflexão, aparecendo a primeira tensão que consolida pela concentração do poder financeiro pela União Federal, e quão isto pode desvirtuar a cooperação entre todos os níveis Estatais. Já no segundo capítulo estas previsões se tornam efetivas, sobremodo, porque traz para discussão a questão especifica da centralização de arrecadação tributária pelo poder central, concomitantemente, traz ao trabalho o exemplo do pré-sal, que soa de forma clara esta guerra de interesses, ficando a sociedade menos favorecida com o ônus desta tensão, principalmente quando se fala de políticas públicas sociais. As discussões acima propostas dever-se-iam criar possibilidades de acesso da sociedade para tentar buscar alternativas, ou mesmo, demonstrar seu descontentamento social. Por isto o terceiro capítulo trouxe quais as deficiências dos verdadeiros representantes do povo nos vários níveis, e, ainda pela falta de formação da população, sobretudo, para postular seus direitos, o poder central não se sente pressionado para aplicar mudanças necessárias que viabilizem a cooperação e harmonia entre os entes. Enfatizando sobre os canais institucionais de acesso, orbitou-se o quarto capítulo em discutir sobre os direitos e garantias fundamentos usurpados pelo poder central, visto que havendo esta concentração de recursos orçamentários prejudica a efetivação de políticas públicas. O que se verifica neste estudo é que formalmente a Constituição Federal traz em seu bojo a harmonização federativa, todavia, materialmente estes conceitos estão longe de atingir o mínimo necessário.

16 A definição de pacto federativo cria uma série de pré-conceitos que numa primeira visão poderiam trazer uma segurança social evidente. Por outro lado, e, pelo conteúdo demonstrado na elaboração deste trabalho pode-se identificar que esta realidade encontra-se em dissonância. O objeto central desta discussão está justamente no aspecto fiscal ligado a divisão de receitas entre os entes, e a efetiva concentração destas receitas no ente federal. Ora, por mais que estejam definidas estas políticas no âmbito constitucional, o que se concluí é que o Município fica apenas com o ônus desta divisão, principalmente, porque é dele toda logística aplicativa das políticas públicas criadas nos gabinetes do poder central, cabendo ao ente municipal com sua pouca estrutura efetivá-la. O resultado desta distorção de políticas sociais é creditado à sociedade, sobremodo, a menos favorecida que vive a míngua, e a espera de uma solução imediata das autoridades constituídas, donde, na maioria das vezes encontrase aquém deste compromisso. Quando isto acontece, surgem no cenário, situações excepcionais, dentre elas: o ativismo judicial, guerra fiscal entre os Estados membros pela falta de planejamento e objetividade da legislação tributária. Enfim, todos estes gargalos somente serão superados quando a sociedade começar a entender como isto acontece, e, como suas posições poderão chegar aos representantes institucionais, e, institucionalmente ao poder central. Acontecendo isto, poder-se-á contar com uma estrutura políticoadministrativa compatível e capaz de tornar o Brasil realmente numa das grandes potencias internacionais, com destaque na excelência da distribuição de políticas sociais, mitigando, sobremaneira as distorções do atual pacto federativo. BIBLIOGRAFIAS. 1.BERNADES, Wilba Lucia Maia. FEDERAÇÃO E FEDERALISMO. Belo Horizonte: Del Rey, BARACHO, José Alfredo de Oliveira. TEORIA GERAL DO FEDERALISMO. Belo Horizonte: Fumarc/UCMG, BAUMAN, Zygmunt (tradução de Eliana Aguiar). CAPITALISMO PARASITÁRIO. Rio de Janeiro, Ed.Zahar, 2010.

17 4.CANOTILHO, José Joaquim Gomes. DIREITO CONSTITUCIONAL E TEORIA DA CONSTITUIÇÃO. 5ª Ed. Coimbra: Almedina, MENDES, Gilmar Ferreira. SARLET, Ingor W. STRECK, Lênio. COMENTARIOS A CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. São Paulo: Saraiva/Almedina, COSTA, Da Sandra Bueno Cardoso e GAMEIRO, Augusto Hauber. ENTENDENDO O CUSTO BRASIL: Disponível: > acessado em 22 de agosto de COLEMAN R. John. ECONOMIA E MUDANÇAS SOCIAIS. (tradução de Maria Antonieta Troia). Rio de Janeiro. Ed. Fórum, FERRAZ JUNIOR, Tercio Sampaio. DIREITO CONSTITUCIONAL: Teoria Geral do Estado. São Paulo: Editora Revista dos tribunais, LAUFER, Heins. OS PRINCIPIOS E A ESTRUTURA ORGANIZATIVA DO ORDENAMENTO FEDERATIVO. In. O federalismo na Alemanha: Konrad Adenauer Stiftung, P (serie traduções n.o 7). 10.MARRAFON, Marco Aurélio. Acerca da diferença entre federalismo enquanto fundamento teórico e principio reitor e a federação enquanto forma de organização do Estado. Belo Horizonte: Del Rey, P. 32, SIMIONI, Rafael Lazzarotto. DIREITO E RACIONALIDADE COMUNICATIVA. Curitiba: Juruá, 2007

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