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1 Revista_Imprensa_26_Maio_2015

2 Revista de Imprensa 1. Metade dos profissionais está no público, Correio da Manhã, Reformar a reforma, Correio da Manhã, Sindicatos de professores abrem guerra, Correio da Manhã, O dinheiro das pensões, Correio da Manhã, O escândalo da TAP, Diário de Notícias, Metade dos utentes de instituições sociais vive com 400 euros mensais, Diário de Notícias, De qualquer maneira, eles vão dar cabo disto, Diário de Notícias, Governo cortou 762 milhões nas pensões face a abril de 2011, Diário de Notícias, Corte nas actuais pensões é possível mas só com reforma estrutural, Diário Económico, Atena está a estudar a privatização da CP Carga, Diário Económico, Fortuna do dono da Altice tem a terceira maior subida do mundo, Diário Económico, Fiscalização constitucional da Cópia Privada nas mãos do provedor de justiça, Diário Económico, Justiça investiga venda de imóveis do GES a alegados testas de ferro, Diário Económico, PS exige relatório interno do Banco de Portugal sobre falhas no caso BES, Diário Económico, Défice melhorou 692 milhões de euros até Abril, Diário Económico, Económico, Diário Económico, PS, Partido Syriza, i, Circulação do Metro suspensa devido a greve de 24 horas, i, Metro em greve pela nona vez, Jornal de Notícias, «Está tudo bem. Mas vamos cortar pensões», Jornal de Notícias, Corte nas pensões abre nova brecha na coligação, Jornal de Notícias, Vistos gold continuam a crescer, Jornal de Notícias, Hospital precisa de 1,7 milhões, Jornal de Notícias, % de ofertas de trabalho por preencher, Jornal de Notícias, Contas da água mais caras no distrito do Porto, Jornal de Notícias, Fornecedores de energia vão indicar quem pode ter tarifa social, Jornal de Notícias, Não espere que lhe digam o que vão fazer às pensões, Negócios,

3 28. "Escolas não podem ignorar a baixa qualificação dos gestores" - entrevista a José Manuel Varejão, Negócios, PSD e CDS tentam distanciar-se de cortes nas pensões, Negócios, Eleições e pensionistas, Negócios, Governo pede ajuda às empresas na tarifa social, Negócios, Governo estimula união dos produtores florestais, Negócios, Google, Sonae e Deloitte são as empresas mais atractivas para os estudantes portugueses, Público, TAP planeia cancelar rotas, com consequências para os trabalhadores, Público, Prosperidade sem crescimento, Público, À espera da chave da PT, Altice inaugura call-center no Minho, Público, Um em cada três utentes de instituições de solidariedade ainda diz passar fome, Público, CDS está a assobiar para o lado ao dizer que não há proposta sobre pensões, diz PS, Público, Pagar 20 euros pelo táxi no aeroporto é bom para toda a gente, diz federação do sector, Público, Aumento dos reembolsos trava receita de IRS, há quatro meses em queda, Público, Maioria admite que pequenos partidos fiquem fora dos debates eleitorais, Público, Pensões custam 61 milhões/ dia, Correio da Manhã, CGTP prevê novo ataque à Segurança Social, i,

4 A1 ID: Tiragem: Pág: 22 Área: 5,09 x 10,58 cm² Corte: 1 de 1 Página 1

5 A2 ID: Tiragem: Pág: 19 Área: 6,14 x 29,71 cm² Corte: 1 de 1 Página 2

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14 A11 ID: Corte nas actuais pensões é possível mas só com reforma estrutural Reformas Ministra diz que a sustentabilidade da Segurança Social pode passar por reduzir actuais pensões, uma intenção já chumbada pelo TC. Tiragem: Âmbito: Economia, Negócios e. Pág: 10 Área: 26,00 x 28,98 cm² Corte: 1 de 3 Denise Fernandes Cortar as actuais pensões em nome da sustentabilidade da Segurança Social, como voltou a admitir a ministra das Finanças no sábado, é um caminho possível, mas desde que a medida seja enquadrada numa reforma estrutural. Só assim - e desde que muito bem fundamentada - a medida poderia passar no Tribunal Constitucional, dizem os especialistas. Para o constitucionalista Jorge Reis Novais, só no caso de uma reforma estrutural, e dependendo do conteúdo concreto da medida, o Tribunal Constitucional aprovaria [cortes nas actuais pensões]. O acórdão que chumbou a medida do Governo que previa cortes nas pensões em pagamento - a contribuição de sustentabilidade - não excluía completamente essa via, continua o professor de Direito da Universidade de Lisboa. Porém, além das reduções serem admissíveis desde que integradas numa reforma global, elas terão de ser vistas com muito cuidado, bem justificadas e como uma necessidade impreterível, acrescenta Reis Novais. Jorge Bravo, professor na Universidade Nova, que foi chamado pelo PSD para dar contributos para a reforma dos sistemas de pensões, faz a mesma leitura: O anterior acórdão do TC não exclui totalmente os cortes nas actuais pensões, mas remete para uma reforma estrutural, justificável, frisa. O especialista em Segurança Social acrescenta que a Constituição impõe um direito à pensão mas não a um determinado quantitativo. Contudo, um corte nas actuais pensões deve ser sempre uma solução de último recurso e tem de ser enquadrada numa repartição equitativa do ajustamento, defende. O professor de Economia e Finanças critica ainda a forma errada de como o debate está a ser feito, referindo que uma coisa é o buraco orçamental, outra é uma reforma para as futuras gerações. Para o constitucionalista Pedro Bacelar Vasconcelos, os juízes do Palácio Ratton foram claros quando chumbaram a contribuição de sustentabilidade: A única margem que há [para cortar] é nas pensões ainda em formação, ou seja, nas futuras reformas. As declarações da ministra não encaixam com os parâmetros fixados pelo Tribunal Constitucional, defende MAIS BENEFICIÁRIOS 20,4% Percentagem em 2015 na população das pessoas com mais de 65 anos. Em 2035 será de 34,6%, segundo a OCDE. MENOS CONTRIBUINTES 646 mil pessoas Diminuição da população trabalhadora entre 2015 e Fonte: Ageing Report, OCDE. Bacelar Vasconcelos, que é membro do secretariado nacional do PS. Mesmo no âmbito de uma reforma estrutural, as pensões que estão a pagamento estão, no seu conjunto, excluídas, acrescenta o constitucionalista. E, mesmo quanto às futuras pensões, é preciso ter cuidado pois as pessoas começaram a descontar para o sistema com determinadas expectativas. O debate sobre os cortes nas pensões voltou a ser lançado depois de sábado, em Ovar, Maria Luís Albuquerque ter admitido que vai ser preciso fazer alguma coisa sobre as pensões para garantir a sustentabilidade da Segurança Social e que a opção pode passar por alguma redução mesmo nos actuais pensionistas. Também já no Programa de Estabilidade, apresentado em Abril, o Governo previa poupar 600 milhões de euros em 2016 com uma reforma do sistema de pensões, mas sem avançar propostas concretas. Como hipótese meramente técnica, o Governo manteve a proposta que estava no Documento de Estratégia Orçamental (DEO) do ano passado, embora ela tenha sido chumbada pelo Tribunal Constitucional em Agosto. O objectivo era criar uma Contribuição de Sustentabilidade, que seria acompanhada por um aumento da Taxa Social Única paga pelos trabalhadores e por um aumento do IVA. Ontem, o ministro Pedro Mota Soares afirmou que qualquer alteração nos sistemas de pensões deve ser debatida com amplo consenso político, assegurando que não está nenhuma proposta em debate. PROPOSTASEIDEIASEMCIMADAMESA Governo A proposta não é conhecida, mas o Executivo não exclui cortes nas pensões em pagamento. O Governo sinalizou a necessidade de uma poupança de 600 milhões de euros e admitiu como hipótese técnica a medida inscrita no DEO: uma contribuição de sustentabilidade (que afectaria pensões actuais e futuras), acompanhada pelo aumento da TSU e do IVA. O Tribunal Constitucional chumbou o corte nas pensões alegando que colocava em causa o princípio da protecção da confiança. O desenho da nova medida será conhecido após as eleições, diz o Governo. PS No projecto de programa eleitoral, o PS propõe a convergência total entre a Caixa Geral de Aposentações e a Segurança Social, afectando apenas as futuras pensões. A ideia é aplicar a regra do regime geral a todos os novos pensionistas. Os socialistas garantem que a medida trará equidade entre os dois sistemas e que terá um impacto pouco significativo. Segundo o PS, com esta convergência, as pensões mais baixas da CGA poderão sair beneficiadas ao aplicar-se as regras da Segurança Social. Página 11

15 Tiragem: Pág: 11 ID: Rafael Marchante / Reuters Os pensionistas não são um grupo indefeso de eleitores - são mais de dois milhões e têm uma taxa de participação eleitoral de 70%. FMI O FMI sugere indexar o cálculo das pensões ao PIB, como na Hungria, ou à esperança média de vida, como na Suécia. O Fundo aponta também para novo congelamento das reformas antecipadas e para a convergência da Caixa Geral de Aposentações com a Segurança Social. Por fim, Washington fala em aumentar as contribuições dos trabalhadores públicos para a CGA, estimando que o aumento de um ponto percentual nas contribuições traria receitas adicionais de 173 milhões todos os anos. PSD desvaloriza impacto das palavras da ministra, mas politólogo elenca efeitos negativos. Inês David Bastos O PSD tentou ontem desvalorizar o impacto que a declaração da ministra das Finanças sobre um eventual corte de pensões poderá ter no voto dos pensionistas nas próximas eleições. Dirigentes social-democratas disseram ao Económico que a declaração de Maria Luís Albuquerque não é nova e que já antes, no Programa de Estabilidade, o Governo tinha inscrito uma poupança de 600 milhões na Segurança Social. O PSD há muito que sabe que os pensionistas são uma das fatias do seu eleitorado que mais ficou descontente com a austeridade. E sabe também que têm peso no seu eleitorado. Um inquérito coordenado pelos politólogos Pedro Magalhães e Marina Costa Lobo depois das legislativas de 2011 mostra que 41% do universo do eleitorado social- -democrata são reformados. Ou seja, quase metade. No CDS, o peso dos pensionistas caiu para 9%, recuo que os politólogos não conseguem explicar. Mas apesar do PSD saber o peso dos pensionistas no seu eleitorado e que precisam de recuperar os descontentes, tanto no partido como no Governo continua a vingar a tese de que a coligação deve dizer a verdade porque só assim ganhará as eleições. É neste contexto que o partido coloca (e por isso desvaloriza) a polémica que se gerou em torno das declarações. A ministra não disse que ia cortar, disse que era uma hipótese e é verdade. Os portugueses vão compensar-nos pela verdade, disse ao Económico um dirigente laranja. O politólogo António Costa Pinto admite que é muito difícil perceber se as declarações da ministra - que lançam o fantasma sobre novos cortes - terão ou não impacto na hora do voto. Mas o especialista não tem dúvidas em afirmar que as palavras [da ministra] têm impacto porque são ditas em período pré-eleitoral. Não fosse os partidos estarem a VOTANTES PENSIONISTAS %devotantesnocdsepsd que se declaram pensionistas. (reforma ou invalidez) Fonte: ICS CDS 2005 PSD Âmbito: Economia, Negócios e. Área: 26,00 x 28,40 cm² Corte: 2 de 3 Reformados representam quase metade do eleitorado do PSD reunir munições para a batalha das legislativas, as declarações não fariam mossa, acredita o politólogo, uma vez que a ministra já tinha admitido o corte em Abril. De novo nas suas palavras existe apenas o facto de ter previsto a hipótese do corte das pensões actuais a uma plateia partidária, sublinha Costa Pinto. Para este politólogo, Maria Luís Albuquerque não só provocou embaraço no CDS, como deu oportunidade ao PS para aparecer de novo a insurgir-se contra cortes. Mais: Introduziu o tema na campanha. O líder dos socialistas, António Costa, reagiu logo de seguida a dizer não a cortes e a presidente da Associação Portuguesa de Reformados e Pensionistas (Apre) até disse: A ministra fez um convite aos reformados para que votem PS. Também Marcelo Rebelo de Sousa entende que a declaração foi proferida em má hora: A ministra das Finanças é tão competente a governar como é incompetente a falar, disse o ex-presidente do PSD no seu espaço de comentário, considerando que foi um pontapé na cabeça da coligação. Isto porque os pensionistas foram desde o início uma bandeira do CDS. Mas ao contrário do que se diz, o CDS não é um partido dos pensionistas. O inquérito de Pedro Magalhães mostra que até é o PSD quem mais beneficia do voto deste eleitorado. Os pensionistas são um eleitorado preferencial para quase todos os partidos. Porquê? Costa Pinto explica: Porque a taxa de participação em eleições é muito mais elevada que na camada jovem. Página 12

16 ID: Tiragem: Cortes nas pensões em pagamento só com reforma da Segurança Social Constitucionalistas chumbam a hipótese de cortes nas pensões actuais. Só com uma reforma estrutural muito bem fundamentada, dizem, seria possível que uma medida de cortes nas pensões em pagamento passasse no crivo do Tribunal Constitucional. P10 Reformados valem 40% do eleitorado PSD Âmbito: Economia, Negócios e. Pág: 1 Área: 6,50 x 12,84 cm² Corte: 3 de 3 Página 13

17 Tiragem: Pág: 20 A14 ID: Âmbito: Economia, Negócios e. Área: 20,87 x 30,07 cm² Corte: 1 de 1 Atena está a estudar a privatização da CP Carga Privatização Empresa que tem como seniores advisor Ponce Leão e Moreira Rato deverá apresentar uma proposta formal para a compra da CP Carga. Elisabete Felismino A Atena Equity Partner está interessada na reprivatização da CP Carga, empresa do universo do Estado e que o Governo pretende alienar até ao final do mandato. A Atena está a estudar o dossier de privatização da CP Carga com vista à apresentação de uma proposta formal que responda aos desafios do processo em curso, adiantou fonte oficial da empresa ao Diário Económico. A mesma fonte salienta que o objectivo é permitir à empresa criar valor a longo prazo para colaboradores, parceiros de negócio, Estado, accionistas e demais stakeholders. A Atena assume-se como um candidato independente de base nacional e assegura que é controlada pelos seus sócios fundadores (João Santos, Miguel Lancastre e Victor Guégués) e que os fundos que gere são participados pela equipa de gestão e por investidores institucionais europeus e norte- -americanos. A empresa, criada recentemente e que se dedica exclusivamente a restruturações empresariais em Portugal tem como sénior advisores Jorge Ponce Leão, presidente da ANA, João Moreira Rato, ex-presidente do IGCP e ainda Paulo Nunes de Almeida, presidente da Associação Empresarial de Portugal. O Diário Económico sabe que o processo de privatização da CP Carga está a ser desenvolvido por uma equipa alargada e que engloba gestores portugueses com vasta experiência no sector. A private equity admite que tem fundos próprios para entrar nesta privatização e sobretudo que tem capacidade para levantar capital nos mercados internacionais. Para além da Atena, a CP Carga terá despertado o interesse da ALB, Algeposa, Altri, Mota-Engil e MSC Portugal. O Governo aprovou no início do mês a venda até 100% do capital da CP Carga, através de uma operação de venda directa João Paulo Dias / Arquivo Económico O processo de privatização da CP Carga está a ser desenvolvido por uma equipa alargada e engloba gestores portugueses com experiência no sector. A private equity admite que tem fundos próprios para entrar na privatização da CP Carga e sobretudo que tem capacidade para levantar capital nos mercados internacionais. de referência a um ou mais investidores, nacionais ou estrangeiros. Uma participação de 5% do capital ficará reservada aos trabalhadores através de uma Oferta Pública de Venda. De acordo com o Governo, o primeiro critério de selecção no processo de privatização da CP Cargaseráodarobustezdoprojecto estratégico. Os outros dois serão o valor apresentado para aquisição das acções e eventuais mecanismos de capitalização da empresa, designadamente aumentos de capitais, e o compromisso do reforço da capacidade económico-financeira. O caderno de encargos obriga ainda à permanência dos investidores privados no capital da empresa durante pelo menos três anos. A CP Carga obteve em 2014, um resultado líquido de 5,3 milhões de euros, que compara com o prejuízo de 23 milhões de euros registados em A CP, holding que controla a CP Carga justifica o lucro da empresa com a transferência dos terminais para a Refer em Dezembro passado. Página 14

18 Tiragem: Pág: 18 A15 ID: Fortunadodono da Altice tem a terceira maior subida do mundo Bolsa Os investimentos detidos por Patrick Drahi já valorizaram nove mil milhões de euros em É a terceira maior subida no mundo. Âmbito: Economia, Negócios e. O ministro da Economia e Armando Pereira estiveram na inauguração do call center da Altice em Vieira do Minho. Área: 26,00 x 29,05 cm² Corte: 1 de 3 Bruno Barbosa Rui Barroso O valor do património detido por Patrick Drahi, fundador e accionista maioritário da Altice, não pára de subir. A fortuna do empresário aumenta nove mil milhões de euros desde o início do ano, graças sobretudo à escalada das acções da empresa que comprou a PT Portugal. A fortuna de Patrick Drahi é a terceira que mais sobe este ano, segundo dados coligidos pela Bloomberg que medem as 400 maiores fortunas do mundo. Desde o início do ano, os títulos da Altice duplicam de valor, liderando os ganhos entre as 600 cotadas mais representativas das bolsas europeias. Ganham 365% desde a entrada na bolsa de Amesterdão, em Janeiro de Estas subidas colocaram o património detido por Patrick Drahi avaliado em 21,7 mil milhões de dólares (19,8 mil milhões de euros), segundo cálculos da Bloomberg, divulgados em dólares e com a última actualização a ser referente ao fecho da sessão de sexta-feira. A maior fonte da riqueza do empresário vem da posição de 56,8% que Drahi detinha, no final de 2014, na Altice através da Next LP, entidade de que é accionista maioritário. Em Fevereiro deste ano, a Next reforçou a posição. A Bloomberg contabiliza ainda 410 milhões de euros de aplicações em liquidez e outros activos na fortuna de Patrick Drahi. A valorização das acções da Altice levou a que Patrick Drahi subisse para o 34º lugar na lista dos mais ricos do mundo, segundo a Bloomberg. E detém a terceira maior fortuna de França, superado apenas pela herdeira da L Oreal, Liliane Bettencourt, e por Bernard Arnault, dono de marcas de luxo como a Louis Vuitton. Já em relação aos milionários que maiores ganhos potenciais têm este ano, Drahi é ultrapassado apenas por dois empresários chineses. Wang Jianli, magnata do imobiliário e fun- ACÇÕES DUPLICAM DE VALOR Evolução das acções da Altice desde o início do ano (valores em euros) Dez 14 Fonte: Bloomberg 25 Mai 15 dador da Dalian Wanda, vê a sua fortuna engrossar 17 mil milhões de euros este ano. Já a Zhou Qunfei, presidente da Lens Techonology que fornece a AppleeaSamsung,teveuma valorização de 10,1 mil milhões de euros da sua fortuna. Valor de mercado da Altice sobe 16,4 mil milhões em 2015 A Altice entrou em bolsa no início de 2014 com um valor de mercado a rondar 5,9 mil milhões de euros. Hoje o mercado avalia a empresa em 32,5 mil milhões de euros, segundo dados da Bloomberg. Na base da elevada valorização da Altice está, segundo os analistas, a estratégia de compras seguida pela empresa. Ao seguir um padrão muito nítido - principalmente através de aquisições de activos de telecomunicações, financiadas por dívida, com fracos desempenhos para acelerar a rentabilidade e para gerar sinergias - a Altice emergiu de uma relativa obscuridade, consideraram os analistas do Berenberg numa nota de análise a que o Diário Económico teve acesso. Apesar desta estratégia ser olhada de lado pelas agências de rating, que têm perspectivas negativas para a dívida da Altice, tem sido aplaudida pelos investidores em acções. O exemplo mais recente foi a compra de 70% da empresa de cabo norte- -americana Suddenlink por 9,1 mil milhões de dólares (8,3 mil milhões de euros), anunciada a 20 de Maio. Nessa sessão, e com notícias de que a Altice poderia procurar novos negócios nos EUA, as acções dispararam mais de 11% e fixaram novos máximos históricos. CEO da Cabovisão e Oni na PT Portugal O director-geral da Cabovisão, João Zúquete da Silva, e o presidente-executivo da Oni, Alexandre Fonseca, estão de saída das duas operadoras da Altice e deverão assumir funções como administradores da PT Portugal, apurou o Económico. Os dois responsáveis já se despediram das equipas e são, neste momento, apenas quadros da Altice, não exercendo qualquer função executiva nas duas operadoras. A Altice, aliás, terá de vender as empresas para ficar com a PT Portugal, segundo definiu a direcção-geral da concorrência europeia. Assim, a transição para a PT Portugal acaba por ser natural, uma vez que os dois são homens de confiança da Altice e escolhidos pelos franceses para liderar as empresas quando estas foram compradas. A Altice não vai manter nenhum dos actuais administradores da PT Portugal, com a equipa liderada por Armando Almeida a ser substituída. O grupo francês deve entrar na PT a 2 de Junho mas o prazo pode prolongar-se até 9 de Junho se não estiverem concluídos todos os pormenores da conclusão do acordo, num negócio avaliado em 7,4 mil milhões de euros. Os advogados da Oi estão na PT a trabalhar na conclusão da operação e a acertar detalhes como o destino do fundo de pensões ou a definição das contingências, avaliadas em 1,3 mil milhões de euros. C.S. Página 15

19 Tiragem: Pág: 19 ID: Âmbito: Economia, Negócios e. Área: 26,00 x 12,55 cm² Corte: 2 de 3 Franceses vão criar quatro call center em Portugal até ao final do ano A cidade da Guarda foi a eleita para acolher o segundo contact center do grupo francês. Obra devera ficar concluída antes do pico do Verão. Elisabete Felismino A Altice, empresa que a 2 de Junho vai assumir a PT Portugal, vai abrir quatro call centers em Portugal até ao final do ano. Depois da inauguração de ontem do call center de Vieira do Minho, terra natal de Armando Pereira, parceiro de Patrick Drahi (dono da Altice), segue- -se a cidade da Guarda, numa abertura que deverá estar concluída antes do pico Verão. A informação foi avançada ao Diário Económico por José Miguel Leonardo, presidente da Randstad Portugal à margem da inauguração do primeiro call center do grupo. Não posso para já adiantar qual o destino dos outros call centers, mas deverão ficar situados em zonas de onde tenha saídonopassadoumagrande vaga de emigrantes para França, uma vez que falar a língua francesa é uma das características que a mão de obra a contratar terá de ter, adiantou o presidente da Randstad. José Miguel Leonardo garantiu no entanto que esta não é a única questão a ter em conta na medida em que há também questões técnicas que têm de ser equacionadas. Sem querer adiantar para já o número de postos de trabalho nem o investimento envolvido na abertura dos quatro call A Altice anunciou, antes de fechar a compra da PT Portugal, que tinha a intenção de criar quatro mil postos de trabalho em Portugal em call centers. centers, o presidente da Randstad sempre foi dizendo que serão seguramente call centers com a dimensão e com as características deste que acabámos de inaugurar. O primeiro call center da Altice em Vieira do Minho terá custado perto de 500 mil euros e emprega já 47 pessoas, devendo até ao final do ano empregar 120 pessoas. Pires de Lima, ministro da Economia, que também esteve presente na cerimónia em Vieira do Minho, destacou o importante papel deste investimento na criação de emprego edeixouodesejodequese chegue aos dois mil postos de trabalho em Portugal, recordando que o desemprego é um problema da economia do país. Recorde-se que a Altice tem as intenção de criar cerca de quatro mil postos de trabalho com a construção de call centers não se tendo no entanto comprometido com timings para atingir esta meta. O ministro da Economia enalteceu ainda o papel da Altice no investimento em Portugal numa empresa que já emprega dez mil pessoas e que durante muitos anos esteve mais ao serviço de interesses egoístas e pouco legítimos dos seus accionistas. Esta não é de resto a primeira vez que o ministro critica a situação a que se chegou na Portugal Telecom com a derrocada do BES, desde o default do papel comercialdarioforteànegociação da fusão com a Oi, que culminou na venda da PT Portugal aos franceses da Altice. Página 16

20 ID: Tiragem: Âmbito: Economia, Negócios e. Pág: 1 Área: 6,28 x 8,38 cm² Corte: 3 de 3 Fortuna do dono da Altice é a terceira que mais cresce este ano Patrick Drahi, maior accionista da empresa francesa, é o terceiro investidor mais beneficiado pela bolsa em Nova dona da PT Portugal inaugurou ontem call center em Vieira do Minho. P18 Página 17

21 Tiragem: Pág: 37 A18 ID: Âmbito: Economia, Negócios e. Área: 26,00 x 15,54 cm² Corte: 1 de 1 Fiscalização constitucional da Cópia Privada nas mãos do provedor de justiça Legislação Presidente promulgou com reservas. No Parlamento, Bloco e PCP dizem que questão é política e não jurídica. Catarina Madeira A Lei da Cópia Privada, promulgada ontem pelo Presidente da República, ainda poderá ter de ser analisada pelos juízes do Palácio Ratton. A fiscalização sucessiva da constitucionalidade do diploma pode ser pedida por Cavaco Silva que, no comunicado emitido ontem por Belém, não coloca essa possibilidade, pelo Parlamento que não tem esse cenário em agenda ou pelo provedor de justiça. É nesta terceira hipótese que poderá residir a esperança das várias associações que se assumiram contra a nova legislação. A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) e a Confederação dos Serviços de Portugal (CSP), questionadas pelo Diário Económico, garantiram estar a analisar todos os cenários. OQUEDIZALEI A lei prevê uma taxa de 12 cêntimos por cada gigabyte de armazenamento dos smartphones até um limite de 15 euros. No caso de um leitor de música, a taxa por gigabyte é de 20 cêntimos. Para as fotocopiadoras a taxa pode ir de cinco euros (jacto de tinta) a 20 euros (laser). O Governo prevê arrecadar entre 15 e 20 milhões de euros. Se o montante for superior a 15 milhões de euros, o excedente constitui receita do Fundo de Fomento Cultural. Isto é, terá de ser reinvestido em cultura. A taxa aplica-se a todos e quaisquer aparelhos que permitam a fixação de obras como finalidade única ou principal, o seja, fotocopiadoras, impressoras,discos, cartões de memória, telemóveis, tablets e computadores. A APED está a avaliar todos os cenários e meios de reacção possíveis, uma vez que existem fundadas dúvidas quanto à constitucionalidade do diploma agora aprovado, afirmou a directora-geral daquela entidade, Ana Isabel Trigo Morais, argumentando: Os consumidores que, a partir de agora, comprem equipamentos como um telemóvel ou um disco externo estão a pagar uma taxa independentemente de os usarem ou não para copiar uma obra protegido por direitos de autor. Esta lei é contrária à estratégia do Mercado Único Digital proposta pela Comissão Europeia e trata-se de mais um imposto que os portugueses têm de pagar. Ao Diário Económico, a Provedoria de Justiça revelou não ter recebido ainda queixas sobre esta matéria que tenham dado origem a procedimento e lembra que é necessária a publicação em Diário da República, para que a fiscalização sucessiva seja pedida, o que só acontece quando o provedor considera existir um argumento jurídico forte e, no caso de outras entidades com legitimidade para requererem a referida fiscalização da constitucionalidade o terem feito. Na sua mensagem, o Presidente da República aproveitou para deixar alguns recados aos deputados da maioria, que o forçaram promulgar a lei sem quaisquer alterações, mesmo depois de esta ter sido vetada uma primeira vez: existem elementos que deveriam ter justificado uma reponderação das soluções constantes do regime aprovado. Para Cavaco Silva, o decreto deveria assegurar uma efectiva e real protecção dos direitos dos autores e criadores que não implique custos injustificados para os consumidores nem afecte o desenvolvimento da economia digital, sector de importância estratégica para Portugal num contexto de grande competitividade à escala global, sublinha o Presidente. A lei foi aprovada pela segunda vez no Parlamento a 8 de Maio, com os votos a favor do PSD e do CDS, a abstenção do PS e votos contra do Bloco de Esquerda e do PCP. Para pedir a fiscalização sucessiva do diploma são necessário, pelo menos, 23 deputados, porém, a oposição coloca esse cenário. Não surgiu essa questão até porque consideramos que esta é uma batalha política e não jurídica, defendeu o deputado comunista Miguel Tiago. Pelo Bloco, José Soeiro diz que a posição do partido não passa pela possível inconstitucionalidade da lei, mas por razões políticas, não é a solução adequada para responder ao problema. Página 18

22 Tiragem: Pág: 40 A19 ID: Âmbito: Economia, Negócios e. Mário Proença / Bloomberg Área: 17,01 x 18,32 cm² Corte: 1 de 1 Justiça investiga venda de imóveis do GES a alegados testas de ferro Transferências de dinheiro para fora do País e aquisição de imóveis do GES na mira da Justiça. Lígia Simões O Ministério Público está a investigar a alegada compra de património imobiliário do Grupo Espírito Santo (GES) por elementos da família, através de supostos testas de ferro, nos 12 anos anteriores ao colapso do grupo, apurou o Diário Económico. As autoridades investigam várias transferências de dinheiro para offshores, que tiveram lugar imediatamente antes da venda de imóveis do GES, que alegadamente visou a ocultação de património. O Económico sabe que o Ministério Público (MP) está a investigar quem ordenou a transferência de propriedades do GES, bem como transferências de dinheiro para fora do País, como bancos estrangeiros e off-shores. Este tipo de operações estão a ser passadas a pente fino pela investigação no âmbito dos processos relacionados com o Universo Espírito Santo. E a ordem é para que sejam analisados os movimentos desde 2002, e que envolvem transferências de dinheiro, nomeadamente para Suíça, Luxemburgo, Gibraltar e ilha de Jersey. Na investigação ao rasto destas operações, que poderão ter servido posteriormente para a aquisição de bens do GES, também não escapam os paraísos fiscais nas Caraíbas, sendo que, neste caso, os investigadores tentam ultrapassar as dificuldades em identificar as institui- ções financeiras que serviam de plataforma de passagem. A Justiça suspeita que estarão em causa operações financeiras que terão servido, meses depois, para a aquisição de propriedades do GES em nome de terceiros, servindo de testas de ferro e com base no dinheiro alegadamente transferido para paraísos fiscais por parte de membros da família Espírito Santo. Na investigação ao circuito destas operações de transferências financeiras e de aquisição de propriedades do Grupo estão também administradores de empresas do GES que não estavam ligados à Justiça suspeita que quem ordenou transferências de dinheiro e bens sabia antecipadamente de dificuldades do GES. família. Algumas destas últimas operações prendem-se com venda de imóveis e terrenos realizados pela Herdade da Comporta, tendo já levado as autoridades a arrestar propriedades vendidas a terceiros eventualmente relacionados com o clã Espírito Santo. Segundo a PGR, o arresto preventivo é uma medida de garantia patrimonial que visa impedir uma eventual dissipação de bens que ponha em causa, em caso de condenação, o pagamento de indemnização de lesados ou a perda a favor do Estado das vantagens obtidas com a actividade criminosa. Grande parte dos imóveis arrestados, num valor que poderá ascender a dois mil milhões de euros, pertencem à Espírito Santo Propriety, a subsidiária da Rioforte que se dedica à promoção imobiliária e que foi alvo de buscas por parte do MP e da PJ. O Económico sabe que o objectivo dos procuradores titulares do processo que investiga o Universo Espírito Santo passa por apurar a existência de dolo nestas operações agora investigadas. Mais, a Justiça pretende saber se quem ordenou aquelas transferências sabia antecipadamente das dificuldades do GES, que foram tornadas públicas no final de Este é um dos pontos cruciais da investigação para o Ministério Público poder sustentar a acusação e provar que houve intenção deliberada de salvar património com a ordem de ocultação de bens. Página 19

23 A20 ID: Destaque Supervisão Tiragem: Âmbito: Economia, Negócios e. PS exige relatório interno do Banco de Portugal sobre falhas no caso BES Supervisão Banco de Portugal vai divulgar em breve o relatório da comissão independente que avaliou a sua actuação no BES. PS quer que seja divulgado antes da recondução do governador. Filipe Alves O grupo parlamentar do Partido Socialista (PS) vai entregar hoje um requerimento ao Banco de Portugal (BdP), onde pede a divulgação do relatório da avaliação interna que o supervisor realizou à sua própria actuação no processo de resolução do BES, disse ao Económico o deputado Pedro Nuno Santos. O principal partido da oposição quer conhecer o teor do relatório que identifica as falhas do BdP no processo, antes que Pedro Passos Coelho formalize a aguardada recondução do governador Carlos Costa para um novo mandato de cinco anos. Vamos entregar um requerimento onde pedimos acesso a esse documento interno do Banco de Portugal, confirmou o deputado socialista, referindo-se a um relatório confidencial cujo draft terá sido entregue a Carlos Costa há mais de três semanas. Ao que o Económico apurou, o relatório final está a ser ultimado e as suas recomendações deverão ser divulgadas em breve pelo BdP. A realização desta auditoria interna foi revelada pelo próprio Carlos Costa, numa audição na Comissão Parlamentar de Inquérito à gestão do BES e do GES, em Março. O BdP também está a fazer a sua própria avaliação da experiência neste caso. Nesse sentido, decidi constituir uma comissão independente para avaliar a actuação do BdP enquanto autoridade de supervisão bancária durante os três anos que antecederam a aplicação da medida de resolução ao BES, referiu Carlos Costa na sua intervenção na comissão de inquérito, a 24 de Março. O governador referiu, na altura, que a comissão em questão inclui consultores externos especializados e com experiência internacional, funcionando de forma independente do conselho de ad- ministração do BdP. Pretende- -se que sejam apuradas oportunidades de melhoria na organização e nos processos de supervisão e identificadas iniciativas regulamentares e ou legislativas que permitam reforçar a eficácia da supervisão do sistema financeiro português, explicou Carlos Costa, na mesma ocasião. Até ao fecho da edição, não foi possível obter esclarecimentos de fonte oficial do BdP sobre o relatório desta comissão independente. Tema deverá marcar audição de amanhã no Parlamento O tema deverá ser abordado na audição do governador na Comissão Parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP), que está agendada para amanhã. Será a última audição de Carlos Costa na COFAP, no âmbito do actual mandato de cinco anos como governador. Mas tal como o Económico noticiou, Carlos Costa já terá aceite o convite do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho para um segundo mandato à frente da entidade de supervisão da banca. Com a entrada em vigor, hoje, da nova Lei Orgânica do Banco de Portugal, a personalidade que o Governo indicar para o cargo de governador do Banco de CAPITALDONOVOBANCO 4,9 mil milhões É o valor, em euros, que o Fundo deresoluçãoinjectounonovo Banco, a unidade que herdou os activos saudáveis do BES. RESOLUÇÃO DO BES 3deAgosto2014 Foi a data em que foi anunciada a resoluçãodobes,comadivisão entre banco bom (Novo Banco) e banco mau (BES S.A.). Portugal terá de ser ouvida no Parlamento, numa audição que será convocada para o efeito. Mas os deputados não poderão chumbar o nome indicado pelo Executivo que, ao que tudo indica, será Carlos Costa. A recondução não será, porém, pacífica, na sequência do colapso do BES, no ano passado, que marcou o primeiro mandato de Carlos Costa como governador. A actuação do BdP neste caso divide opiniões. Banqueiros apoiam recondução, oposição critica Os defensores do supervisor argumentam que o BdP fez o que estava ao seu alcance e que a responsabilidade pelo sucedido cabe a Ricardo Salgado e a outros elementos da família Espírito Santo. Os líderes dos principais bancos estão entre os responsáveis que têm defendido a continuação de Carlos Costa, defendendo que o actual governador tem dossiers importantes em mãos, como a venda do Novo Banco, que terá lugar até ao fim de Junho. Não vejo porque o perfil tem de ser alterado. O actual governador pode ser reconduzido. Não faz sentido estar a mudar, disse Fernando Ulrich, presidente-executivo do BPI, na recente apresentação dos resultados do banco. Contra a sua recondução, além dos principais partidos da oposição, Carlos Costa tem os resultados da Comissão Parlamentar de Inquérito à gestão do BES e do GES. No relatório final, os deputados concluíram que os principais responsáveis pela crise do GES e do BES foram Ricardo Salgado e outros elementos da família Espírito Santo, mas deixaram também alguns reparos à actuação do BdP e criticaram a fraca articulação entre os supervisores (BdP, CMVM e ISP). Referiram ainda que o BdP foi excessivamente prudente e notaram que optou por negociar a saída da Salgado, em vez de fazer uma imposição unilateral. RECOMENDAÇÃO Mais mulheres no Banco de Portugal? Carlos Costa deverá continuar à frente do Banco de Portugal, mas o Governo poderá fazer outras mexidas no Conselho de Administração do regulador da banca, nomeadamente com a nomeação de mulheres para o board, segundo o diploma que altera as regras de nomeação, que entra hoje em vigor. A versão final aprovada pela maioria parlamentar refere que o provimento dos membros do conselho de administração deve procurar, tendencialmente, a representação mínima de 33% de cada género. Ou seja, não é uma obrigatoriedade. Actualmente, a administração do BdP tem seis membros, todos homens: Carlos Costa, Pedro Duarte Neves, José Ramalho, João Amaral Tomaz, António Varela e Hélder Rosalino. Para cumprir a recomendação da nova lei, teriam de ser designadas duas mulheres, se o número de elementos se mantivesse. T.F. Pág: 6 Área: 26,00 x 31,02 cm² Corte: 1 de 5 Carlos Costa, que deverá ser reconduzido como governador do Banco de Portugal, vai ser ouvido amanhã na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças. Será a sua última audição deste mandato. Página 20

24 ID: Tiragem: Âmbito: Economia, Negócios e. Pág: 7 Área: 26,00 x 31,38 cm² Corte: 2 de 5 ESCLARECIMENTO O Banco de Portugal (BdP) divulgou ontem um comunicado onde reage às notícias sobre a contratação, por ajuste directo, da firma TC Capital, para assessorar a venda do Novo Banco em conjunto com o BNP Paribas. O BdP recorre de forma regular a serviços de assessoria externa em projectos para os quais não tem recursos internos disponíveis, frisou, acrescentando que a decisão foi tomada pelo conselho de administração e não por um só administrador, neste caso António Varela (na foto). Paulo Alexandre Coelho Maioria demite-se de legislar sobre supervisão bancária Factodeopaísestar em campanha pesou na decisão de Passos de adiar alterações. Marta Marques Silva einêsdavidbastos Os partidos da maioria apresentaram sexta-feira meras recomendações para o reforço da regulação sobre as instituições financeiras, na sequência do colapso do BES e do trabalho desenvolvido pela Comissão de Inquérito sobre a gestão do grupo. Apesar do presidente da comissão, Fernando Negrão, ter dito que se perderia uma boa oportunidade se não se aproveitassem as conclusões do relatório da comissão para fazer alterações legislativas, porque a gravidade do caso tinha de exigir respostas, PSD e CDS escusaram- -se a apresentar projectos de lei o que significa que o reforço da regulação já não vai acontecer nesta legislatura. PSD e CDS apresentaram quatro projectos de resolução que se limitam a fazer recomendações ao Governo e o PS apresentou um documento com recomendações e um projecto-lei, que a maioria classifica de também muito recuado no que toca ao reforço da supervisão. Também o PCP optou por um conjunto de recomendações e um projecto-lei. Só o BE tem unicamente projectos- -lei. Os diplomas serão discutidos sexta-feira, sem que a sua aprovação garanta legislação sobre as recomendações apresentadas. (ver pág. 8) Questionado pelo Económico sobre a razão pela qual a maioria optou por não avançar com projectos-lei, o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro disse apenas que os projectos de resolução da maioria e o projecto de lei do Governo foram pensados em articulação para não haver repetições. Acontece que o único projecto de lei que o Executivo apresentou resume-se à transposição de uma directiva, que já estava pendente no Parlamento. Nada sobre supervisão em concreto. Questionado sobre esta questão, Luís Montenegro não respondeu, como não disse se o PSD voltaria à carga com projectos de lei na nova legislatura. Já Nuno Magalhães, líder parlamentar do CDS, disse ao Económico que ficou decidido não apresentar nesta altura alteração à legislação, porque não se deve legislar à pressa em cima de um caso. O dirigente da maioria não quis prestar mais declarações, garantindo apenas queo CDSdefendequesedeve legislar mas que este é um tema certo para o arranque de legislatura. O Económico sabe, contudo, que a questão não foi unânime dentro das bancadas do PSD e do CDS. Alguns deputados defenderam que os partidos deviam aproveitar as conclusões do inquérito ao BES para mexer na supervisão da banca, mas acabou por vingar a posição de Passos de que este não era o momento certo, segundo disse ao Económico um deputado da maioria. A contribuir para a decisão terão estado vários argumentos, mas há um especial: o país estar à beira de eleições e a caminho de uma campanha. Passos não quis que o caso BES e a supervisão bancária se tornassem temas de campanha, com PSD e PS a esgrimirem argumentos sobre quem apresentava propostas mais rigorosas. O facto de o mandato do governador do BdP estar a chegar ao fim e da legislatura estar prestes a acabar foram também argumentos ponderados. A gravidade deste caso tem de exigir respostas e, no nosso caso, é essa a nossa obrigação, as respostas têm de ser de natureza legislativa, disse Fernando Negrão ao Económico. Luís Montenegro disse apenas que os projectos de resolução da maioria e o projecto de lei do Governo foram pensados em articulação para não haver repetições. Página 21

25 ID: Destaque Supervisão Tiragem: Âmbito: Economia, Negócios e. Pág: 8 Área: 11,24 x 31,02 cm² Corte: 3 de 5 Maioria quer produtos de risco vendidos em local distinto Recomendações PSD e CDS apresentaram um conjunto de recomendações ao Governo, como a supervisão da CMVM sobre todo o papel da comercial. Marta Marques Silva A ideia não é nova, foi aliás apresentada por Carlos Costa na Comissão de Inquérito. Os partidos da maioria não a deixaram contudo cair no esquecimento, recomendando ao Governo a sua adopção. O objectivo passa por separar fisicamente o local de venda de produtos de risco do local habitual de atendimento aos clientes, não sendo, no entanto, líquido que os produtos sem risco não possam igualmente ser vendidos nesse mesmo local distinto. Já a proposta inicial do governador pressupunha a existência de duas áreas físicas e funcionais distintas para a venda de produtos com e sem risco, assegurando assim que, consoante a área onde estivessem a vender o produto, os clientes soubessem, à partida, se o mesmo teria ou não risco. Na sequência desta lógica de maior protecção aos clientes na venda de produtos, os partidos propõem ainda a segregação de funções, impedindo nomeadamente que os gestores de conta possam vender produtos de risco superior ao perfil de investidor, devendo essa operação ocorrer através de colaboradores especializados e sem laços de confiança com os clientes. Recorde-se, porém, que a Directiva dos Mercados de Instrumentos Financeiros (DMIF), plasma de forma concreta que Página 22

26 ID: Paula Nunes Tiragem: Âmbito: Economia, Negócios e. Pág: 9 Área: 11,45 x 30,66 cm² Corte: 4 de 5 Todososdocumentos apresentados serão discutidos em plenário, na sexta-feira. PROPOSTAS POR PARTIDO PS PS quer identificação dos beneficiários O PS apresenta dois documentos: um projecto de resolução com recomendações ao Governo e um projecto-lei com medidas concretas. Entre estas estão a imposição de limitações à venda de produtos financeiros sempre que tal configure um prejuízo para o cliente, a aplicação de penalizações pela verificação de más práticas comerciais por parte das instituições, a divulgação de todas as operações de concessão de crédito a titulares de participações qualificadas, ou a identificação dos beneficiários económicos de participações qualificadas. o intermediário financeiro deve oferecer ao investidor apenas os serviços e os instrumentos financeiros adequados ao seu perfil, independentemente de serem vendidos pelo gestor de conta ou por qualquer outro funcionário. Neste mesmo documento, PSD e CDS recomendam ainda ao Governo que legisle no sentido de toda e qualquer emissão de papel comercial passar a necessitar da autorização da CMVM, o que não acontece actualmente com as emissões particulares, mas também com as ofertas públicas cujo valor unitário exceda os euros ou tenha prazo inferior a um ano. Já os restantes três projectos de resolução têm um carácter mais genérico, recomendado ao Governo o reforço do papel do Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, a definição de regras para que a monitorização da qualidade do sistema financeiro seja constante e periódica, o reforço da estratégia espelhada no Plano Nacional de Formação Financeira de forma a ter objectivos claros de curto prazo junto dos grupos mais vulneráveis ou a adopção de uma postura interventiva [por parte do Governo] junto de instâncias supranacionais, com especial enfoque para as Nações Unidas (...) em prol de uma maior transparência das offshore. PCP PCP quer BdP a auditar Já o PCP elabora três documentos: dois com recomendações ao Governo e um com medidas concretas. O PCP recomenda ao Executivo o desenvolvimento de um conjunto de medidas (...) que abra caminho a um processo de controlo público da banca comercial. Já entre as medidas concretas destaque para a obrigação de ser o Banco de Portugal a auditar directamente as contas das instituições financeira, pelo menos, de dois em dois anos, não ficando assim dependente do trabalho das auditoras externas. BE Bloco não quer relações com offshores O Bloco foi o primeiro partido a apresentar um conjunto de projectos-lei sobre a matéria, ainda em Março. Alguns conheceram eco junto da maioria, como a obrigação de todo o papel comercial ficar sob a supervisão da CMVM. Outros foram replicados também pelo PS, como a identificação dos beneficiários últimos das entidades que participem no capital dos bancos. Além disso, o Bloco defende ainda o impedimento de qualquer relação bancária com entidades sedeadas em offshores com jurisdições não cooperantes. O Bloco apresentou oito projectos-lei na sequência da comissão BES. Página 23

27 Tiragem: Pág: 1 ID: PS exige que governador divulgue relatório sobre caso BES Análise pedida pelo Banco de Portugal à sua actuação na resolução do BES está praticamente concluída. PS exige conhecer documento antes da escolha da nova equipa do regulador e Carlos Costa aceita divulgá-lo. P6 A 9 Área: 12,70 x 21,82 cm² Âmbito: Economia, Negócios e. Corte: 5 de 5 Paulo Figueiredo Maioria PSD/CDSsófaz recomendações ao Governo sobre regras da supervisão Página 24

28 Tiragem: Pág: 12 A25 ID: Défice melhorou 692 milhões de euros até Abril Orçamento A execução das contas públicas está melhor do que há um ano, seja qual for o critério usado para avaliar a evolução. Âmbito: Economia, Negócios e. O ministério de Maria Luís Albuquerque destaca o excedente primário conseguido até Abril. Área: 26,00 x 23,86 cm² Corte: 1 de 1 Paulo Alexandre Coelho Marta Moitinho Oliveira O Orçamento do Estado para este ano está a revelar uma execução abaixo do registado em Os dados divulgados ontem pela Direcção-Geral do Orçamento (DGO) mostram que o défice da Administração Pública até Abril está abaixo do registado no período homólogo seja qual for o critério utilizado para olhar para os números. Nos primeiros quatro meses do ano, o défice atingiu milhões de euros, menos 692 milhões de euros do que no mesmo período do ano passado, indica o Ministério das Finanças. Este é o valor do défice que compara com o objectivo anual. Este valor não desconta o efeito da entrada para o perímetro da Administração Pública de 268 novas entidades. Ainda assim, descontando este efeito, o défice melhora também, embora menos. Tendo em conta o universo comparável, o défice até Abril foi mais alto (2018,3 milhões de euros), mas reduziu-se 226,3 milhões de euros em relação aos primeiros quatro meses do ano passado. Em ambos os casos, o défice está calculado na óptica de caixa, a perspectiva que não interessa para a avaliação do cumprimento das regras de Bruxelas. A Comissão Europeia prefere olhar para o défice na óptica de contabilidade nacional, que mede os compromissos assumidos pelo Governo. Este défice em contabilidade nacional é di- vulgado pelo Instituto Nacional de Estatística trimestralmente. O valor referente ao primeiro trimestre ainda não é conhecido. Para o conjunto do ano, o Governo prevê um défice igual a 2,7% do PIB que, a confirmar- -se, tirará Portugal do Procedimento por Défices Excessivos. Apesar da melhoria no défice face ao registo de 2014, a execução orçamental tendo em conta os universos comparáveis revela alguns pontos de pressão. A receita fiscal da Administração Pública cresceu 3,7% (4,1% só no Estado), abaixo do objectivo para a totalidade do ano fixado em 5,5%. Nas receitas fiscais, os dados da DGO mostram uma evolução diferente conforme o tipo de im- Apesar da melhoria no défice face a 2014, a execução orçamental revela alguns pontos de pressão. A receita fiscal está a crescer abaixo do previsto e a despesa está a subir acima do programado. postos. A receita de IRS recuou 1,5% (ainda assim menos do que a quebra registada até Março de 1,8%). Para bater certo com os cálculos do Governo, até ao final do ano terá de crescer o suficiente para atingir uma taxa de crescimento de 2,4%. A cobrança de IRC subiu 3,6% (para o conjunto de 2015 está previsto um aumento de 4%). Já os impostos indirectos tiveram um comportamento mais favorável, com a receita de IVA a subir 9,2%, acima da taxa de variação implícita no Orçamento de 4,6%. O ministério de Maria Luís Albuquerque justifica esta evolução com a recuperação da actividade económica e as medidas de combate à fraude e evasão fiscais. Por outro lado, a despesa efectiva cresceu 1,5% até Abril face ao período homólogo, quando para o conjunto do ano está projectada uma queda de 3,4%. A pressionar as despesas estão os encargos com juros da dívida pública, que cresceram 25,8% face ao período homólogo. Para o conjunto do ano está projectado um recuo de 1,5%. O ministério de Maria Luís Albuquerque destaca, por isso, que o saldo primário, determinante para o processo de redução de dívida pública, registou um excedente de 881 milhões de euros. As novas entidades públicas apresentaram nos primeiros quatro meses do ano um excedente de 466 milhões de euros, podendo fechar o ano com um saldo negativo de 14 milhões de euros. EXECUÇÃO ORÇAMENTAL Em 2015 entraram 268 novas entidades para o défice. Taxa de var. homóloga Variação prevista no OE Receita corrente 3,1-0,1 Receita Fiscal 3,7 5,5 Impostos directos -0,3 4,0 Impostos indirectos 6,8 6,8 Contribuições de Segurança Social -1,8-2,4 Receita efectiva 2,7-0,3 Despesa corrente 0,7-3,5 Despesas com o pessoal 1,8-5,4 Juros e outros encargos 25,8-1,5 Transferências correntes -1,6-1,2 Despesa efectiva 1,5-3,4 Fonte: DGO. / Valores em %. Página 25

29 A26 ID: Tiragem: Âmbito: Economia, Negócios e. Pág: 38 Área: 26,00 x 32,00 cm² Corte: 1 de 1 Canal 16 > NOS/Meo/Vodafone Canal 8 > Cabovisão 23h10 Europa.28 Aumentar as qualificações dos jovens; facilitar a transição para o mercado de trabalho e reduzir o desemprego jovem são os três objectivos do programa Garantia Jovem. O Conselho da União Europeia aprovou o aumento dos pagamentos antecipados desta iniciativa. Portugal vai receber 48 milhões de euros. O secretário de Estado do Emprego, Octávio Oliveira; o ex- -presidente do IEFP, Francisco Madelino; a senior executive manager da Page Personnel, Sílvia Nunes e o principal da Heidrick & Struggles, Pedro Rocha e Silva analisam o tema com Mónica Silvares. Etv EM DESTAQUE Regulador revela relatório de estabilidade financeira O Banco de Portugal apresenta o relatório de estabilidade financeira. O primeiro vice- -presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans é recebido pelo primeiro-ministro, Passos Coelho, na residência oficial de S. Bento. Na área empresarial destaque para as assembleias da Caixa Económica Montepio Geral e da Metro do Porto. Siga toda a actualidade económica e política no site do Económico. Toda a informação em 08:00 Primeira Hora 11:00 A Causa das Coisas 11:50 Novos Negócios 12:00 Edição das 12 13:03 Comissão Executiva 13:50 Como Se Faz 14:00 Grande Entrevista Económico/Antena 1 14:55 Contra Capa 15:12 A Causa das Coisas 16:00 Fecho de Contas 17:00 Edição das 5 17:12 Assembleia Geral 18:00 Grande Jornal 20:00 5Anos,5Ideias 20:50 Novos Negócios 21:00 Hora Económico 22:00 Buzz Factor 22:50 Contra Capa 23:10 Europa.28 0:00 Informação Essencial 0:05 Comissão Executiva 0:53 Reuters Report 1:12 Em Foco 1:40 Capital Humano 2:00 Conselho Consultivo Quem decide melhor? Um cidadão comum, ou um político? Manuel Arriaga, autor de Reinventar a Democracia, defende que são os primeiros e explica porquê. A importância do Marketing nas empresas pela vozdosceo se dos profissionais do Marketing. Jornal Online Televisão iphone ipad Está onde você decide. Página 26

30 A27 ID: Tiragem: Pág: 12 Área: 5,65 x 29,47 cm² Corte: 1 de 1 Página 27

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43 A40 ID: Tiragem: Pág: 14 Área: 5,14 x 14,68 cm² Corte: 1 de 1 Página 40

44 A41 ID: Tiragem: Âmbito: Economia, Negócios e. Pág: 35 Área: 6,90 x 30,90 cm² Corte: 1 de 1 Página 41

45 A42 ID: Tiragem: Âmbito: Economia, Negócios e. Pág: 20 Área: 25,70 x 30,56 cm² Corte: 1 de 3 Página 42

46 ID: Tiragem: Âmbito: Economia, Negócios e. Pág: 21 Área: 16,11 x 30,44 cm² Corte: 2 de 3 Página 43

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48 A45 ID: Tiragem: Âmbito: Economia, Negócios e. Pág: 26 Área: 25,70 x 31,39 cm² Corte: 1 de 2 Página 45

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50 A47 ID: Tiragem: Âmbito: Economia, Negócios e. Pág: 37 Área: 25,70 x 32,00 cm² Corte: 1 de 1 Página 47

51 A48 ID: Tiragem: Âmbito: Economia, Negócios e. Pág: 16 Área: 6,17 x 30,27 cm² Corte: 1 de 1 Página 48

52 A49 ID: Tiragem: Âmbito: Economia, Negócios e. Pág: 16 Área: 20,51 x 31,11 cm² Corte: 1 de 2 Página 49

53 ID: Tiragem: Âmbito: Economia, Negócios e. Pág: 1 Área: 4,52 x 1,94 cm² Corte: 2 de 2 Página 50

54 A51 ID: Tiragem: Google, Sonae e Deloitte são as empresas mais atractivas para os estudantes portugueses Pág: 21 Área: 10,77 x 30,48 cm² Corte: 1 de 1 Emprego Ana Rute Silva Equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional é o primeiro objectivo de carreira dos estudantes inquiridos Os 2500 estudantes universitários inquiridos pela Spark Agency, em conjunto com a Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, identificaram a Google, a Sonae e a Deloitte como as três empresas onde querem trabalhar. Entre as 20 organizações mais atractivas para os alunos dos cursos de Economia e Gestão, Engenharias e Tecnologia há cinco consultoras e apenas um banco, a Caixa Geral de Depósitos (CGD). Na lista, em 20.º lugar, está ainda o Banco de Portugal. Em rankings internacionais semelhantes, a Google também obtém o primeiro lugar, sobretudo entre os alunos de Tecnologia. Já os de Gestão preferem as consultoras para começarem a trabalhar. Na lista das 20 empresas do top português há sete de origem nacional: Sonae (2.º), EDP (5.º), Jerónimo Martins (9.º), Galp (12.º), TAP (16.º), Banco de Portugal (19.º) e CGD (20.º). As restantes são multinacionais da área do grande consumo (Nestlé L Oréal ou Unilever) ou tecnologia (Apple, em 8.º, e Siemens). Quando questionados sobre os objectivos de carreira, os alunos identificaram, por esta ordem, os três pontos essenciais: ter equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, ser desafiado a nível competitivo e intelectual e ter uma vida pro- fissional empolgante. Quanto aos critérios para escolher a empresa, elegem os locais de trabalho onde haja honestidade, justiça e respeito pessoal, onde consigam ganhar experiência e onde o mérito e o desempenho dos colaboradores sejam reconhecidos. Para trás, com menos relevância, ficaram critérios como trabalhar numa empresa lucrativa e com robustez financeira, ter a oportunidade de trabalhar em diversos departamentos consolidando ampla variedade de experiências ou, ainda, a importância de uma cultura de feedback e reconhecimento de desempenho, descreve a agência, no seu site oficial. Análise à lupa Dividindo o ranking por áreas de estudo, a Google, a Bosch, a EDP, a Siemens e a Galp ocupam os cinco primeiro lugares na lista das mais atractivas para os alunos das áreas tecnológicas. Na gestão, depois da Sonae (dona do PÚBLICO) estão as consultoras PwC e a Deloitte. Seguese a Google e suíça Nestlé. Outra consultora, a Universum, compila há muito a lista das organizações com melhor reputação entre os licenciados. Em termos mundiais, na área da engenharia quem se destacou em 2014 foram a Google, a Microsoft e a BMW. Na gestão, a tendência global é eleger as consultoras, à semelhança do que sucede em Portugal. Depois da Google, transversalmente apelativa, a EY e a PwC são as favoritas. Os estudantes oriundos de Engenharia valorizam mais o ambiente de trabalho criativo e dinâmico, enquanto os de Gestão dão prioridade ao salário. JOHN MACDOUGALL/AFP A Google também fica em primeiro em rankings internacionais Página 51

55 Tiragem: Pág: 18 A52 ID: Área: 25,70 x 30,68 cm² Corte: 1 de 2 TAP planeia cancelar rotas, com consequências para os trabalhadores Plano para ultrapassar dificuldades financeiras, apresentado ontem ao Governo, previa adiamento da entrega dos A350, mas a medida foi rejeitada. Fase de negociações com candidatos à privatização avança Aviação Raquel Almeida Correia O plano que a TAP entregou ontem ao Governo para aliviar a pressão financeira que actualmente enfrenta prevê o cancelamento de novas rotas no período de Inverno, além de manter em suspenso algumas ligações que já tinha decidido suprimir durante a época alta, nomeadamente as que tinha inaugurado há menos de um ano, como é o caso de Talin e de São Petersburgo. A medida terá necessariamente consequências para os trabalhadores, já que a redução da oferta poderá levar a companhia a emagrecer a estrutura de pessoal e as despesas com trabalho extraordinário. Ao que o PÚBLICO apurou, a contenção de custos exigida pelo Governo à transportadora aérea, na sequência dos 35 milhões de prejuízos provocados pela greve de dez dias convocada pelo sindicato dos pilotos, poderá fazer-se sentir ainda durante o Verão, mas terá o seu pico quando terminarem os meses mais quentes, acentuando-se a partir daí os ajustes nas ligações oferecidas pela TAP. Uma reprogramação que já é habitual na indústria, mas que terá de ser intensificada, dada a situação em que a tesouraria da empresa se encontra. E é natural que estes cortes tenham reflexos ao nível da estrutura de pessoal da companhia, embora haja um factor que não pode ser negligenciado: o acordo a que o Governo chegou com oito sindicatos em Dezembro e que impede que, depois da privatização, haja despedimentos colectivos durante 30 meses ou enquanto o Estado for accionista. Ou seja, apesar de os maiores ajustes na operação poderem vir a ocorrer apenas na época baixa, não é de afastar uma reestruturação antes da venda (que o Governo quer concluir até ao final de Junho, embora a transferência efectiva das acções para o privado só ocorra nos meses seguintes). No entanto, a transportadora aérea pode sempre optar por vias menos drásticas, seja através da abertura de um O Governo quer escolher o vencedor do processo de privatização da TAP durante a primeira quinzena de Junho Fernando Pinto teve que analisar propostas para a privatização e plano de contingência financeira programa de rescisões por mútuo acordo ou de um acelerar das préreformas. Um outro caminho que também poderá ser desbravado é o da redução das despesas com salários, nomeadamente no pagamento de horas extraordinárias. Isto além da renegociação com os fornecedores, embora nos últimos meses a TAP já tenha vindo a fazer um esforço nesse sentido, nomeadamente através da dilatação de prazos de pagamento. Ao que o PÚBLICO apurou, uma das medidas que chegaram a estar em cima da mesa foi o adiamento da entrega dos 12 aviões A350, que a TAP pretende receber entre 2017 e Um dos cenários estudados pela administração passava pela suspensão por um ano da encomenda destes equipamentos que são considerados estratégicos, não só porque permitem voar para destinos aonde MIGUEL MANSO a TAP ainda não conseguiu chegar, como a China, mas também pela poupança de combustível que asseguram (a rondar os 25%, de acordo com estimativas da Airbus). Este adiamento permitiria aliviar já a tesouraria, visto que, quanto mais perto da data de entrega, mais crescem os valores que a companhia de aviação tem de ir pagando à fabricante europeia. O preço de tabela destes 12 novos aviões ronda os 2700 milhões de euros, mas o montante é sempre sujeito a um desconto quando a encomenda é feita com antecedência, como aconteceu neste caso. No entanto, a medida acabou por cair nos últimos dias e já não constará no plano apresentado. Negociações avançam Prevê-se que o presidente da transportadora aérea, que tinha até sextafeira para entregar o plano, mas que pediu mais alguns dias para o fazer chegar ao Governo, comunique ainda esta semana aos trabalhadores as medidas que serão tomadas para aliviar a pressão financeira. A equipa de Fernando Pinto esteve todo o fimde-semana a trabalhar nas medidas de emergência, já que, até à passada quarta-feira, esteve dedicada à avaliação das propostas de compra da companhia, que ditaram a passagem de dois candidatos à segunda fase. As negociações com estes dois investidores, David Neeleman (dono da Azul que concorre com o português Humberto Pedrosa, que detém a Barraqueiro) e Germán Efromovich (que controla o grupo sul-americano Avianca), começam já esta semana, estando agendadas reuniões com os representantes do Estado a partir de amanhã. O objectivo do Governo é melhorar as ofertas apresentadas, a 15 de Maio, pelos dois candidatos, mais pelo lado da capitalização da TAP e do plano estratégico do que por via do encaixe para os cofres públicos (que será sempre muito reduzido). A renegociação da dívida da companhia, que terá vencimentos importantes no segundo semestre, a instabilidade laboral e os 120 milhões de euros de receitas retidos na Venezuela e em Angola serão temas importantes das negociações. O Governo quer escolher o vencedor durante a primeira quinzena de Junho. Página 52

56 Tiragem: Pág: 1 Cores: Preto e Branco ID: Área: 18,71 x 7,79 cm² Corte: 2 de 2 Plano de emergência da TAP inclui cancelamento de rotas criadas em 2014 Redução da oferta pode levar a dispensa de pessoal. Programa para lidar com dificuldades financeiras, apresentado ontem ao Governo, previa adiamento da entrega de 12 aviões A350, mas medida foi rejeitada Economia, 18 Página 53

57 Tiragem: Pág: 48 A54 ID: Área: 16,09 x 19,00 cm² Corte: 1 de 1 O RESPEITINHO NÃO É BONITO Prosperidade sem crescimento João Miguel Tavares Otítulo desta crónica não é meu, mas de um livro de Tim Jackson, lançado pela editora Tinta da China há dois anos. Jackson é professor de Desenvolvimento Sustentável e o seu livro parte de uma tese que convém começarmos a levar a sério a de que o crescimento não pode continuar a ser uma obsessão das sociedades ricas: Num mundo de recursos finitos, constrangido por limites ambientais rígidos, ainda caracterizado por ilhas de prosperidade no meio de oceanos de pobreza, será legítimo que o crescimento perpétuo dos rendimentos daqueles que já são ricos sirva de apoio às nossas esperanças e expectativas? Aquele será legítimo coloca a questão no domínio moral é como se crescer ou não crescer fossem duas opções possíveis, e estivesse nas nossas mãos escolher uma delas. Contudo, essa dimensão moral interessa já muito pouco em 2015, por uma razão simples: a gigantesca crise em que estamos mergulhados está a tratar de impor uma travagem no crescimento nos países do Primeiro Mundo, quer os seus povos e os seus governos a queiram, quer não. Os furiosos opositores do TINA ( There Is No Alternative ) têm aqui mais um motivo para rasgar as vestes: prosperidade sem crescimento pode estar a deixar de ser uma de entre várias opções, para passar a ser a única opção possível. Há no livro de Jackson uma frase do economista Kenneth Boulding que resume muito bem aquilo que está em causa: Alguém que acredite que o crescimento exponencial pode continuar infinitamente num mundo finito ou é louco ou é economista. Na verdade, há uma terceira hipótese: pode ser louco, pode ser economista ou pode ser um autor de cenários macroeconómicos do Partido Socialista. Recordemse os números pressupostos pelo grupo de Mário Centeno no seu documento Uma década para Portugal: crescimento de 2,4% em 2016 e de 3,1% em 2017 (ano em que Bruxelas prevê um crescimento de 1,7% do PIB); desemprego a baixar em 2016 para 12,2%, até chegar aos 7,4% em Os números do Governo são muito mais modestos e temo bem mais realistas: 11,1% de desemprego em 2019 e crescimentos nunca acima de 2,4% (ainda assim, bem mais generosos do que as projecções da Comissão Europeia). Ou seja, é graças a estes números espantosamente optimistas que o PS arranja folga para voltar a aumentar a despesa do Estado nas áreas que considera estratégicas. Copo meio cheio: que bom que é estarmos a discutir estratégias e programas a quatro meses das eleições. Copo meio vazio: que mau que é continuarmos a discutir estratégias e programas a partir de cenários irrealistas, só para fingir que o país pode voltar ao que já foi. Não pode. Como escrevia recentemente José Carlos Fernandes num ensaio para o Observador sobre o capitalismo, entre a Antiguidade e a Idade Média, estima-se que as taxas de crescimento tivessem rondado 0,05 a 0,1% ao ano. Durante milénios, o destino mais provável de cada novo ser humano vindo ao mundo seria viver exactamente como viveram os seus pais. O desenvolvimento do comércio e a revolução industrial vieram mudar tudo isto, e o progresso tecnológico, felizmente, continua. Mas os crescimentos hercúleos no Primeiro Mundo já eram. Dêem- -me programas de governo com crescimentos anémicos e as contas a baterem certo, se faz favor: não quero que metade das promessas eleitorais tenha de ir borda fora assim que a realidade começar a desmentir o optimismo destes números. Porque vai desmentir. E toda a gente o sabe. Jornalista Página 54

58 A55 ID: Tiragem: Pág: 19 Área: 16,02 x 30,26 cm² Corte: 1 de 1 PEDRO LIMA/NFACTOS O novo centro será o maior empregador privado do concelho de Vieira do Minho À espera da chave da PT, Altice inaugura call-center no Minho Telecomunicações Ana Brito Próximo centro de atendimento da PT abre, no Verão, na Guarda. Altice reafirma compromisso de criar 4000 empregos Na semana antes de assumir a gestão da PT Portugal, o fundador português da Altice, Armando Pereira, cumpriu o sonho de inaugurar o primeiro call-center da empresa em Vieira do Minho, a terra onde cresceu. Um projecto onde o investimento francês, que segundo fonte próxima do processo ronda algumas centenas de milhares de euros, passa essencialmente pelos salários e formação (as instalações foram cedidas pela autarquia vieirense). O centro de atendimento a clientes já deu emprego a 46 pessoas e, futuramente, trabalharão nele mais de 150 colaboradores, todas eles falantes de francês, convertendo a Altice na entidade privada que mais postos de trabalho gera no concelho, segundo o presidente da autarquia, António Cardoso. Para breve está também prevista a abertura de um centro semelhante na Guarda que, segundo informações recolhidas pelo PÚBLI- CO, deverá ser inaugurado em Julho. Com a abertura do centro em Vieira do Minho (operado pela Randstad Portugal, assim como o da Guarda), a Altice começa a cumprir a promessa de criar 4000 empregos no país a mesma que fez a Paulo Portas em Outubro, quando os responsáveis da empresa vieram a Portugal formalizar o interesse na PT. A mesma também que Armando Pereira fez questão de recordar esta segunda-feira ao ministro da Economia, António Pires de Lima, numa sessão solene no (praticamente esgotado) auditório municipal, onde disse querer fazer de Portugal uma terra de futuro, esperança e crescimento. Depois, debaixo de um sol abrasador, a cerimónia oficial de inauguração do centro teve direito a bênção pelo padre local e descerramento de uma placa pelo ministro. O mesmo governante que, alguns minutos antes, na sessão solene, não regateou nos elogios a Armando Pereira e à Altice, a empresa detida em 25% pelo herói de Vieira do Minho. Num auditório no sopé da serra da Cabreira, o ministro voltou a proferir palavras duras contra a antiga gestão da PT, que acusou de andar ao serviço dos interesses pouco legítimos dos accionistas, e destacou o facto de os franceses terem investido num momento tão delicado da vida da empresa e ainda estarem empenhados em criar empregos adicionais, mostrando que acreditam no país. Na inauguração do projecto minhoto, a acompanhar o homem que deixou Portugal com 14 anos e se fez sócio do francês Patrick Drahi, estiveram alguns quadros da ONi e da Cabovisao (em processo de venda), entre eles os actuais presidentes executivos das duas empresas, Alexandre Fonseca e João Zuquete da Silva, que vão integrar a nova equipa de gestão da PT Portugal, como adiantou ao PÚBLICO fonte conhecedora do processo. A mesma fonte notou que a actual equipa de gestão, incluindo Pedro Leitão, apontado como o sucessor mais provável de Armando Almeida (nomeado em Agosto pela Oi), será toda substituída por ter sido impossível chegar a acordo quanto ao pacote de compensações salvaguardadas nos contratos destes gestores, e que a Altice não quis garantir. Será assim, sem uma equipa de gestão definitiva, que a Altice chegará na próxima semana a Lisboa, depois de passar um cheque de 5600 milhões à Oi (o investimento total de 7400 milhões contempla 1300 milhões para pensões e reformas dos trabalhadores e contigências legais e fiscais, bem como 500 milhões de euros condicionados a receitas futuras da PT). Alguns gestores do grupo francês, sob o comando de Armando Pereira, vão conhecer os cantos à casa, escolher os gestores mais indicados para cada pelouro e, sobretudo, fazer contas e saber quem está a mais e onde é possível fazer cortes e poupanças. É entre os quadros de topo que se esperam decisões mais drásticas neste processo de reestruturação. Sem esquecer, claro, os contratos com os fornecedores (como os de conteúdos), que serão todos revistos. Além do novo presidente executivo, está ainda por definir quem será o presidente do conselho de administração da nova PT. A Altice tem garantido que estes dois cargos serão ocupados por portugueses. Página 55

59 A56 ID: Tiragem: Pág: 15 Área: 15,87 x 30,44 cm² Corte: 1 de 1 MANUEL ROBERTO Os agregados com menores rendimentos correspondem também aos inquiridos com menor escolaridade Um em cada três utentes de instituições de solidariedade ainda diz passar fome Estudo Romana Borja-Santos Famílias em mais de 50% dos casos admitiam não ter dinheiro suficiente para viver Mais de metade das pessoas que recorreram ao apoio das instituições de solidariedade social no ano passado nunca tinham rendimento familiar suficiente para viver. Além disso, outro terço dos utentes só em alguns meses conseguia ter uma quantia que desse para cobrir as despesas. Os dados fazem parte de um trabalho desenvolvido pela Universidade Católica Portuguesa para o Banco Alimentar contra a Fome e a associação Entreajuda, que concluiu também que 33% das pessoas tiveram falta de alimentos ou mesmo fome em O estudo Utentes de Instituições de Solidariedade Social Uma Abordagem à Pobreza nesta População, publicado ontem, contou com inquéritos a 1889 utentes, apoiados por 216 instituições de solidariedade social. Em metade dos casos, o rendimento familiar é inferior a 400 euros mensais, com 25% das famílias a receberem ainda menos de 250 euros. Só 28% dos inquiridos recebiam mais de 28%, o que são números em linha com os obtidos num trabalho semelhante em Regra geral, os agregados com menores rendimentos correspondem também aos inquiridos com menor escolaridade. No total, 53% dos utentes inquiridos disseram que o rendimento da família nunca é suficiente para viver e 33% que às vezes é suficiente. Só 14% disseram que o rendimento é suficiente para viver. Mesmo assim, nas perguntas relacionadas com as percepções há diferenças. Em 2010, cerca de 72% das pessoas diziam sentir-se pobres. O número disparou para os 82% em 2012 e voltou a cair agora para os 79%. Quase 40% dos inquiridos estavam desempregados e perto de 30% já reformados. Em 66% das situações havia pelo menos um desempregado no agregado familiar, que em média tinha três pessoas. O estudo não apresenta uma explicação para esta percepção mais positiva perante rendimentos mensais semelhantes aos de Mas a investigadora Tânia Correia, uma das autoras do estudo do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa, adiantou ao PÚBLICO que esta melhoria possivelmente pode ser atribuída a uma adequação das expectativas a uma nova realidade que as pessoas têm vivido nos últimos anos e a um reforço do papel das instituições de solidariedade. Mas reforça que não nos podemos esquecer de que cerca de 80% dos respondentes sentem-se pobres. No entanto, o estudo sublinha que existem diferenças no sentimento de pobreza entre os vários escalões etários: o grupo dos idosos continua a ser aquele onde menos respondentes dizem sentir-se pobres e entre os indivíduos que se sentem pobres destacam-se sobretudo aqueles que têm idades inferiores aos 65 anos, com rendimentos baixos e com escolaridade abaixo do ensino secundário. Tânia Correia lembra que na base destes dados podem estar situações como o desemprego de longa duração ou a divisão do rendimento por mais elementos da família, tanto com filhos como com pais a cargo. Concretamente sobre a fome, o trabalho indica que 20% dos inquiridos admitiram ter tido falta de alimentos ou sentido fome alguns dias por semana nos seis meses antes do estudo. A estes somam-se os 13% que disseram ter tido fome pelo menos um dia por semana. Tânia Correia salienta que a situação alimentar dos utentes melhorou, mas alerta que a situação de muitos destes utentes é ainda preocupante, já que este é um projecto levado a cabo junto de instituições apoiadas pelo Banco Alimentar e a Entreajuda e, como tal, a ajuda alimentar é a mais procurada pelos utentes. Aliás, em 87% dos casos, a ajuda traduz-se em cabazes ou refeições. Página 56

60 A57 ID: Tiragem: Pág: 8 Área: 16,02 x 30,12 cm² Corte: 1 de 1 NUNO FERREIRA SANTOS O socialista João Galamba (ao centro) diz que cortes não melhoram Segurança Social CDS está a assobiar para o lado ao dizer que não há proposta sobre pensões, diz PS Segurança Social Maria João Lopes PS aponta desconforto de Mota Soares com Maria Luís Albuquerque. UGT tem garantia do PSD de que não há corte nas pensões O CDS está a assobiar para o lado ao dizer que não há qualquer proposta sobre pensões, e o ministro Mota Soares está desconfortável com as palavras da titular da pasta das Finanças, que admitiu a possibilidade de medidas que incidam sobre as pensões, reduzindo as actuais, para garantir a sustentabilidade da Segurança Social. As acusações são do socialista João Galamba, que comentou assim a troca de declarações entre membros do Governo, e lembrou que o PS não está disponível para subscrever aquela hipótese de corte nas pensões. Parece-me evidente que o CDS está a assobiar para o lado e a fingir que não sabe que há um documento do Governo, o Programa de Estabilidade [ ], que foi enviado para Bruxelas, disse ao PÚBLICO o secretário nacional do PS, referindose ao documento no qual o Governo prevê uma poupança de 600 milhões de euros em 2016 com uma reforma do sistema de pensões, embora não se saiba como pretende fazê-lo. No sábado, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, afirmou ser preciso fazer alguma coisa sobre as pensões para garantir a sustentabilidade da Segurança Social, admitindo reduções nas actuais pensões. A ministra já tinha remetido para depois das eleições o desenho da reforma de pensões, com que o Governo pretende poupar 600 milhões de euros, voltando a chamar o PS para o debate. Ontem, o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, o centrista Pedro Mota Soares, garantiu não estar nenhuma proposta em debate e defendeu que qualquer alteração nos sistemas públicos da Segurança Social deve ser discutida com amplo consenso político, ou seja, com o acordo do PS. Não são as palavras da ministra que o membro do secretariado nacional do PS não entende, mas as de Mota Soares: O Programa de Estabilidade e Crescimento é um documento oficial do Governo que foi enviado a Bruxelas e que vincula todo o Governo. O senhor ministro pode não estar confortável com as palavras de Maria Luís Albuquerque, mas a ministra limitou-se a dizer o que já era público. E acrescentou: O CDS está a ensaiar aquilo que ensaiou várias vezes nos últimos anos, que é fingir que não está no Governo, estando no Governo. Mas é um jogo que já não funciona. Aliás, nunca funcionou. Galamba, um dos 12 economistas que elaboraram o cenário macroeconómico do PS, frisou que o seu partido rejeita categoricamente esta medida de corte de pensões e que cortes na Segurança Social não melhoram a [sua] sustentabilidade. O que o PS propõe vai no sentido contrário : O desemprego, a emigração, a queda dos salários, a precariedade retiraram 8 mil milhões de euros à Segurança Social nos últimos anos. O PS quer inverter este cenário. Ontem, por causa deste tema, o porta-voz do PSD, Marco António Costa, esteve reunido com a UGT e, no fim, o secretário-geral Carlos Silva disse ter tido a garantia de que não há corte nenhum das pensões e que as afirmações da ministra foram retiradas do enquadramento. Contou que o dirigente do PSD pediu a reunião com carácter de alguma urgência para transmitir tranquilidade à UGT, que rejeita quaisquer cortes de pensões no futuro. Marco António Costa defendeu que a posição da maioria está no Programa de Estabilidade: Existe um problema orçamental de 600 milhões de euros que tem de ser resolvido. Entendemos que só pode ser resolvido num amplo consenso entre os partidos do arco da governação e no seio de uma actividade intensa da concertação social. Página 57

61 Tiragem: Pág: 17 A58 ID: Área: 16,22 x 30,32 cm² Corte: 1 de 1 Pagar 20 euros pelo táxi no aeroporto é bom para toda a gente, diz federação do sector Transportes Marisa Soares Associações de defesa do consumidor prometem impugnar as tarifas fixas, caso avancem. No Governo não há consenso A ideia não é nova, já se pratica noutros países, mas em Lisboa parece condenada à nascença. A proposta de criar uma tarifa fixa de 20 euros para as viagens de táxi com início da zona de chegadas do aeroporto da Portela, e que distem até 14,8 quilómetros (distância a que fica Belém, o local em Lisboa mais longe do aeroporto), não foi bem recebida pelas associações de consumidores e até no Ministério da Economia falta consenso sobre o tema. A proposta é de Outubro de 2014 mas só foi noticiada na semana passada. Além de uma tarifa fixa a partir do aeroporto e dos terminais de cruzeiros da capital e numa segunda fase, a nível nacional a Federação Portuguesa do Táxi (FPT) e a Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) sugerem a cobrança de uma bandeirada mínima de 10 euros nos feriados e vésperas de Natal e Ano Novo, e ainda a eliminação da tarifa agravada em 20% nos táxis de sete lugares, nos casos em que sejam transportados até quatro clientes. O presidente da FPT, Carlos Ramos, lamenta a forma extemporânea como a proposta foi divulgada ao público na sequência de declarações do presidente da ANTRAL mas sublinha que o que foi pensado é bom para toda a gente. Ganha o sector, que deixa de ter uma imagem negativa deixada por alguns colegas menos honestos, e ganha o cliente, que sabe que nunca paga mais de 20 euros [com um euro a reverter para a ANA, gestora do aeroporto concessionada pelo Estado aos franceses da Vinci] para qualquer ponto da cidade de Lisboa, independentemente do tempo que demorar, afirma. Segundo Carlos Ramos, o valor mínimo inclui todos os suplementos, como o transporte de bagagem, e é uma forma de compensar os taxistas pelo cumprimento de exigências expressas num regulamento e num código de conduta, já aprovados. Por exemplo, os veículos terão de ter multibanco a bordo e facturação certificada e os taxistas deverão vestir-se com dignidade e brio, explica. Propostas dos taxistas ainda estão a ser discutidas O presidente da FPT lembra que ninguém é obrigado a apanhar táxi no corredor das chegadas. Quem não quiser pagar a tarifa especial [sobretudo quem vai para zonas mais próximas] pode deslocar-se até à zona das partidas ou simplesmente chamar um táxi por telefone. As tarifas especiais fazem parte da proposta de convenção de preços do táxi para 2015, que prevê igualmente o aumento médio de 6% no tarifário a nível nacional. A proposta foi porém rejeitada pela Direcção-Geral das Actividades Económicas (DGAE), alegando que a actual taxa nula de inflação e a diminuição do preço do petróleo não justificam um aumento dos preços. O secretário de Estado Adjunto e da Economia (que tutela a DGAE), Leonardo Mathias, disse à Lusa que o ministério também não concorda com a criação das tarifas especiais e que aguarda uma contraproposta das associações. Porém, no mesmo ministério, mas na Secretaria de Estado dos Transportes, o entendimento é outro. Como modelo não me parece mal. Ainda me parece melhor se resultar de um acordo alargado, afirmou há uma semana o secretário de Estado Sérgio Monteiro. Todos chutam para o lado As alterações à convenção deverão também constar de um regulamento, ainda em discussão entre a Câmara de Lisboa, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes, a ANA, a Associação do Porto de Lisboa, a Associação de Turismo de Lisboa, a PSP, a Polícia Municipal, a Antral, a FPT e a DGAE. Carlos Ramos diz que a reunião do grupo de trabalho estava dependente da delegação oficial de competências no novo presidente da câmara, Fernando Medina (que substituiu António Costa no início de Abril), mas diz RUI GAUDÊNCIO que está farto de esperar. No início todos enchiam a boca para defender isto, mas agora como estamos num ano eleitoral ninguém quer assumir, todos chutam para o lado. Carlos Ramos ressalva que, consoante o rumo das negociações, a tarifa fixa do aeroporto até poderá ser de 15 ou 18 euros, em vez de 20. Ela tem é que ficar prevista na convenção, defende, acrescentando que só assim será possível estender esta medida a todas as cidades com aeroportos, como pretendido pelos taxistas. Ainda nada está decidido, mas as associações que representam os clientes já se manifestaram. A DECO contesta as tarifas fixas, considerando que estas iriam premiar a nãoprodutividade e pôr em causa até as próprias regras da concorrência, uma vez que está a criar-se uma desigualdade de preços para percursos semelhantes. Por seu lado, a União Geral de Consumidores opõe-se à proposta que, além de não ter qualquer fundamentação legal, viola de forma grave os princípios da igualdade e da proporcionalidade. Ontem, a Associação Portuguesa de Direito do Consumo anunciou que vai impugnar a medida se as negociações entre o Governo e as entidades do sector não incluírem as associações de defesa dos consumidores. Ramos contrapõe com o exemplo espanhol, onde a tarifa fixa nos aeroportos 30 euros para o centro da cidade, tanto em Madrid como em Barcelona vigora desde Janeiro de Mas ironicamente os taxistas espanhóis não estão contentes. A Federação Profissional do Táxi de Madrid considerou, em Janeiro deste ano, que com esta medida o táxi perdeu competitividade em relação a outros modelos de concorrência, tanto leal como desleal. Página 58

62 Tiragem: Pág: 20 A59 ID: Área: 25,70 x 30,54 cm² Corte: 1 de 2 Aumento dos reembolsos trava receita de IRS, há quatro meses em queda Cobrança do IRS recuou 1,5% até Abril, mas desempenho do IVA, a crescer 9,2%, equilibra as contas. Défice baixou 692 milhões nos quatro primeiros meses do ano. Encargos com juros da dívida dispararam 32% Finanças públicas Pedro Crisóstomo Ao quarto mês de execução orçamental, as receitas de IRS continuam em queda, ao contrário da trajectória projectada pelo Governo para o conjunto do ano. De acordo com os dados divulgados ontem pela Direcção-Geral do Orçamento (DGO), para os cofres públicos entraram 4277,3 milhões de euros de receita de IRS, menos 1,5% do que o valor apurado até Abril de A diferença é de 63 milhões e uma parte do desvio devese ao aumento de reembolsos. Até Abril, porém, as receitas continuam a crescer, sobretudo pela evolução dos impostos indirectos, em particular do IVA. Ao todo, o Estado arrecadou em receita fiscal milhões de euros, um crescimento de 4,1% face ao período homólogo (ligeiramente abaixo dos 5,1% previstos para todo o ano). Em relação ao IRS, o Estado devolveu aos contribuintes através de reembolsos 64,6 milhões de euros, mais 18,5 milhões do que até Abril do ano anterior (uma variação de 40,3%). Este efeito está a pressionar a evolução das receitas de IRS, que se mantêm em contraciclo com o objectivo anual inscrito no Orçamento (um crescimento de 2,37%). Não é, porém, o único efeito a influenciar o desempenho abaixo das expectativas. As receitas deste imposto começaram o ano em queda. Logo em Janeiro, registou-se uma diminuição de 5,5%. A descida que então se verificou deveu-se a um efeito extraordinário que afectava a comparação entre 2015 e 2014 (porque em Janeiro do ano passado foram entregues as retenções na fonte relativas ao subsídio de férias dos pensionistas da Segurança Social, cujo pagamento em 2013 tinha ocorrido em Dezembro). Nos três meses seguintes, este efeito foi-se diluindo, mas a tendência de queda ainda não foi invertida. Pelo contrário, o IRC e o IVA continuam em alta. Apesar da descida do imposto sobre as empresas em dois pontos percentuais (de 23% para 21%), as receitas do IRC estão a crescer a um ritmo de 3,6%, mais próximo do valor projectado para este ano (4%). O encaixe até Abril foi de 560,8 milhões. As Finanças atribuem o aumento da receita de IVA à economia e ao combate à fraude, mas a evolução dos reembolsos também ajuda Ao contrário do que está a acontecer com o IRS, o IVA cresce desde o início do ano acima das previsões. Ao fim de quatro meses, o imposto sobre o valor acrescentado apresenta uma subida de 9,2%, muito superior ao objectivo anual de 4,6%. A cobrança atingiu os 4845,6 milhões de euros, mais 407,7 milhões do que no mesmo período de O Ministério das Finanças atribui este crescimento à recuperação da actividade económica e ao que diz ser a crescente eficácia das novas medidas de combate à fraude e evasão fiscais. Há, no entanto, mais uma razão que ajuda a explicar este disparo no IVA. O efeito é o contrário ao que se passa com o IRS. Como os reembolsos de IVA estão em queda, tendo até Abril sido reembolsados menos 247,9 milhões de euros do que nos quatro primeiros meses de 2014, assiste-se a um aumento da receita fiscal em termos líquidos superior ao crescimento bruto. A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) já tinha vindo a notar este efeito em relação à receita acumulada até Março, lembrando os novos requisitos para a concessão dos reembolsos do IVA, que passam a depender da comunicação electrónica das facturas e da inexistência de divergências entre os valores comunicados e os valores declarados. No Orçamento do Estado, o Governo inscreveu uma norma para devolver em 2016 a sobretaxa de IRS paga em 2015 (reembolsando uma parte ou toda a sobretaxa, em função do ritmo de crescimento da receitas do IVA e do IRS). Com os quatro meses de execução orçamental, ainda não é possível antecipar cenários sobre o resultado do crédito fiscal. Para já, o IRS e o IVA apresentam desempenhos diferentes, mas, em conjunto, graças ao comportamento deste último, es- tão com um ritmo de crescimento de 3,93%, acima dos 3,5% projectados para o conjunto do ano. Menos subsídios Tal como a receita, também a despesa pública aumentou. Mas o facto de ter crescido abaixo da receita efectiva permitiu uma melhoria no saldo orçamental. Considerando todo o universo das administrações públicas que inclui o Estado, os serviços e fundos autónomos, a Segurança Social, a administração local e a administração regional, o défice atingiu 1153 milhões de euros até Abril, menos 692 milhões do que nos primeiros quatro meses do ano passado. Na administração central, a despesa cresceu 4,7%, o que o Ministério das Finanças diz ser explicado essencialmente pelo aumento da despesa com investimento, em resultado dos encargos com PPP, e dos juros e ENRIC VIVES-RUBIO encargos da dívida directa do Estado, valores que dispararam 32%, por causa da concentração de pagamento de juros, das emissões de dívida pública e das operações de recompra de dívida. Os encargos com o pessoal subiram 2,1%. O aumento dos gastos que resultam da reposição de 20% dos cortes salariais, diz o Governo, foi parcialmente atenuado pelo impacto das indemnizações das rescisões amigáveis na função pública e pela eliminação da contribuição da entidade empregadora para a ADSE. Em relação à Segurança Social, até Abril registou-se um excedente de 566,9 milhões de euros, uma melhoria de 516,7 milhões, que se deve a uma redução de 5,6% nos gastos e a um aumento de 1% na receita. As despesas com subsídios de desemprego caíram 23%, baixando de 843,8 milhões de euros para 650,2 milhões. Página 59

63 ID: Aumento dos reembolsos trava receita de IRS Cobrança do IRS recuou 1,5% até Abril, mas IVA, a crescer 9,2%, equilibra as contas p20 Tiragem: Pág: 48 Cores: Preto e Branco Área: 5,10 x 3,61 cm² Corte: 2 de 2 Página 60

64 A61 ID: Maioria admite que pequenos partidos fiquem fora dos debates eleitorais Tiragem: Pág: 8 Área: 10,70 x 30,19 cm² Corte: 1 de 1 Parlamento Maria Lopes Proposta PSD/CDS só obriga à presença nos debates das forças políticas com assento na instituição a que se candidatam É uma proposta de mínimos: a maioria admite que os debates eleitorais para as legislativas passem a incluir apenas os candidatos de partidos representados na Assembleia da República. A decisão de incluir os denominados pequenos partidos e movimentos fica sujeita à vontade dos órgãos de comunicação social. Depois de um mês de negociações entre os dois partidos na sequência da saída do PS do grupo de trabalho tripartido, PSD e CDS entregaram ontem no Parlamento o texto de substituição da proposta sobre a cobertura jornalística eleitoral. O novo diploma é bem mais extenso do que o projecto de lei que aguarda há um ano na comissão parlamentar para ser discutido na especialidade. Em traços gerais, a proposta anterior previa que na pré-campanha (entre a marcação das eleições e o início da campanha eleitoral) a presença nos debates e entrevistas fosse obrigatória só para os partidos com representação parlamentar, enquanto nos 12 dias de campanha oficial vigorava o princípio da igualdade de oportunidades e de tratamento das diversas candidaturas. Agora, PSD e CDS estipulam que em todo o período eleitoral os debates obedecem ao princípio da liberdade editorial e de autonomia de Projecto não prevê debates a dois programação dos órgãos de comunicação social. Mas terão que encontrar um modelo que, no mínimo, inclua a participação das candidaturas das forças políticas já representadas no órgão cuja eleição vai ter lugar e se apresentem a sufrágio, ou daquelas candidaturas que sejam por estas forças políticas apoiadas. No caso dos referendos, só é obrigatória a presença nos debates dos representantes dos partidos políticos representados na Assembleia da República ou de grupos de cidadãos constituídos para aquele referendo específico o que significa que estes movimentos cívicos terão primazia sobre pequenos partidos. Na restante cobertura jornalística para além dos debates, vigora o princípio de oportunidades e de tratamento das candidaturas, mas onde os meios de comunicação social poderão fazer aquilo que há algum tempo reclamam: tratar como diferentes os eventos que não têm, de facto, a mesma relevância jornalística. Os órgãos de comunicação social devem observar equilíbrio e equidade no tratamento das notícias, reportagens de factos ou acontecimentos de valor informativo e relevância jornalística análoga, estipula o projecto da maioria. Entre outras regras jornalísticas, o diploma obriga a que os meios de comunicação social que tenham candidatos às eleições como colaboradores regulares, em espaço de opinião, na qualidade de comentadores, analistas, colunistas ou através de outra forma de colaboração equivalente, suspendam essa participação durante o período de campanha eleitoral e até ao encerramento da votação o que deixa em aberto a possibilidade de ter esses candidatos a comentar a noite eleitoral. O PÚBLICO contactou a Plataforma dos Media Privados, que tem sido a associação do sector que mais se tem batido pela mudança da lei de 1975, mas não obteve resposta. A Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social já apresentou uma proposta em que admite restrições à liberdade editorial durante a campanha. O texto do diploma prevê que a nova lei se aplica às eleições para Presidente da República, Assembleia da República, Parlamento Europeu, órgãos das autarquias locais e aos referendos nacionais. Mas nada diz sobre as eleições para as assembleias legislativas dos Açores e da Madeira. O PÚBLICO tentou contactar o PSD e o CDS, mas não obteve resposta. Página 61

65 A62 ID: Tiragem: Pág: 4 Área: 25,70 x 32,00 cm² Corte: 1 de 3 Página 62

66 ID: Tiragem: Pág: 5 Área: 25,70 x 32,00 cm² Corte: 2 de 3 Página 63

67 ID: Tiragem: Pág: 1 Área: 25,70 x 7,09 cm² Corte: 3 de 3 Página 64

68 A65 ID: Tiragem: Pág: 4 Área: 4,63 x 6,84 cm² Corte: 1 de 1 Página 65

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