PROFISSIONAIS ll:: REURSOS J-l.to1JWJS. Lm Grupo a Procura de sua Legitimação

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PROFISSIONAIS ll:: REURSOS J-l.to1JWJS. Lm Grupo a Procura de sua Legitimação"

Transcrição

1 "'1111'11111'111111'11/11'" /1 ' ~- -~-..._ / PROFISSIONAIS ll:: REURSOS J-l.to1JWJS Lm Grupo a Procura de sua Legitimação

2 Para Lair, Tatiana, Gabriela e Patrícia

3 ,.-. ESCOLA DE Ar»4INISTRAÇAO OC EWRESAS DE SAO PAlA..O DA FLNJAÇAO GE11l..IO VARGAS \\ I. \, ; JE... sruza DUTRA PROFISSIONAIS OC REcrnsoS JUoWIlS Um Grupo a Procura de sua Legitimação i 1,r-.'\,.:,, '. :...: l. I". J.' j' ". ", i ~'.. -~ Fundação ~tulio Vargas Esç.ola de Admini&b'ação.. FGV CI~Empresas de SAo Paulo Bjbfjote~ Dissertação apresentada ao Curso de Pós-Graduação da EAESP/FGV - Area de Concentração: Teoria e Comporta-o mente Organizacionais, como requisito para obtenção de Título de Mes tre em Administração. Orientador: Prof. Roberto Venosa 51(0 PAULO 1987

4 DUTRA, Joel Souza. Profissionais de Recursos Humanos: Um grupo a Procup. (Disserta- ra de sua Legitimação. São Paulo, EAESP/FGV, ção de Mestrado apresentada ao Curso de Pós-Graduação da EAESP/FGV, Area de Concentração: Teoria e Comportamento. Organizacionais). Resumo: Trata do processo de autonomização dos profissionais de re _ cursos humanos como um grupo profissional legítimo no mundo das em _ presas. Estuda a produção e circulação de bens simbólicos a partir do estudo de um grupo informal fechado de profissionais de RH. Estuda a gênese, objetivos e rituais do grupo, assim como a estratégia de ascenção profissional e social de seus integrantes e os valores profes sados pelo grupo. Palavras-Chaves: Recursos Humanos - Legitimidade - Ascenção Profis _ sional - Grupos Profissionais - Carreira Profissional - Grupos In _ formais

5 AGRADECIMENTOS Queremos formalizar o nosso agradecimento ao Professor Roberto Venosa pela dedicação e estímulo durante as realizações do trabalho. Aos colegas de Turma que trilharam o mesmo caminho e por fazê-lo antes de mim, conseguiram clarificá-lo e tornar menos árdua a minha ca _ minhada, em especial gostaria de formalizar meus agradecimentos ao Heitor Jácomo Martelli e à Heloisa Maria Longo. Aos entrevistados que se colocaram a minha inteira disposição apesar de serem pessoas bastan te ocupadas.

6 It-VICE INTRCXLÇAO PARTE I - PERSPECTIVAS TEORICAS Capítulo 1 Produção e Circulação de Bens Simbólicos - Processo de Autonomização - Sistema de Produção e Circulação de Bens Simbólicos Reprodução de Bens Simbólicos e Consagração 13 Capítulo 2 O Grupo 17 - A Influência do Grupo sobre o Indivíduo 17 PARTE II - ANALISE 00 ~lfo OC ESTlIXl Capítulo 3 Introdução a Análise do Grupo Estudado 25 - Características dos Grupos Pesquisados 26 Características dos Grupos Estudados mais Profundamente 34, Capítulo 4 Contexto de Surgimento dos Grupos - Introdução - Recursos Humanos na Década de Sessenta - Recursos Humanos na Década de Setenta Capítulo 5 O Grupo Estudado - Gênese do Grupo - Objetivos do Grupo - Rituais

7 Capítulo 6 o Grupo como Estratégia de Ascenção Profissional - A Carreira Profissional - Surgimento do Grupo na Carreira - DJ Relacionamento informal dentro do Grupo e sua Influência Capítulo 7 Valores Professados pelo Grupo - Introdução - O Modelo Idealizado - Atuação do profissional na Empresa - Principais Areas de Preocupação - Papel das Associações Profissionais PARTE rrr - ANALISE DOS CASOS ESTlDAOOS Capítulo 8 Os Casos Estudados - Características dos Entrevistados - projeto de Ascenção Social Capítulo 9 O Grupo e o Mundo Externo - Como o Grupo é visto - Exclusividade para o Grupo - Como o Grupo é visto por outros Profissionais PARTE IV - CONCLUSAO Capítulo 10 Conclusão - Sobre o Profissional de Recursos Humanos - Sobre o Grupo Estudado - Sobre a Area de Recursos Humanos - Considerações Finais BIBLIOGRAFIA 137

8 INTRODUÇAO

9 - 2 - INTRODUÇlW Quando eu fazia meu curso de especialização tomei contato com ai guns conceitos básicos de antropologia social que me inquietaram. Me inquietava, na época, também entender mais profundamente o grupo de profissionais de recursos humanos, ao qual me inserira/ recentemente. Ao entendê-lo me entenderia também. A partir de então me resolvi a fazer o curso de mestrado e inciei um longo percurso nesta busca. Hoje acredito que tenha encontrado algumas respostas, que longe de eliminar minhas inquietações as alimentam mais. Estudei os grupos informais de profissionais de recursos humanos, por acreditar que nesses grupos teriam surgido os primeiros val~ res básicos de conduta dos profissionais de recursos humanos,meus estudos' me conduziram, porém, a um único grupo, no meu entender o mais representativo nesse processo. Esse grupo foi formado após um concurso para escolha dos expoentes da área na época, os quais representavam a vanguarda em recursos humanos, pessoas que contestavam o "Gerubal Pascoal Che fe ~ do Pessoal" e ainda contes tam. o grupo em questão tinha uma particularidade, era um grupo fech~ do, grande inovação naquele momento, ou seja, havia um número li mitado de integrantes, o que possibilitou um aglutinamento muito forte dos integrantes em torno de idéias e projetos. As reposi _ ções eram e são efetuadas dentro de um ritual que procura prese~ var as características do grupo. O grupo em questão tem sido o

10 - 3 - estereótipo do grupo informal e seus integrantes muito respeitados na comunidade de recursos humanos.seus integrantes tem sido os presidentes da principais Associações de Administradores de Recursos Humanos do Pais, ou tem ocupado nas mesmas as princi pais posições. o grupo não tem sido somente o ponto de geração e circulação de valores, mas também criou fortes tentáculos nas associações profissionais para difusão em larga escala de seus valores. Além do grupo ter criado tentáculos nas associações profissio nais tem introduzido seus membros em associações e sindicatos p~ tronais e órgãos governamentais ligados a área de recursos humanos. A tônica principal da produção e circulação de valores, dentro / da comunidade de recursos humanos e desta para o mundo das empr~ sas, tem sido a legitimação do profissional de RH nas empresas, uma busca de igualdade aos profissionais de finanças, marketing/ e produção. Nesse processo os profissionais de RH procuraram ocu par seus espaços a partir das brechas que lhes foram abertas com o respaldo de um discurso de legitimação articulado pelos / grupos informais e difundido em larga escala pelas associações / profissionais. Tenho esperança de que o estudo do processo de legitimação do profissional de RH no mundo das empresas e da produção e circul~ ção de bens simbólicos, auxilie o entendimento de processos de mesma natureza em outros agrupamentos profissionais.

11 P A R T E I PERSPECTIVAS TEORICAS

12 - 5 - Capítulo l " Assim como, segundo Hegel, a ignorância da Lei não constitui uma circunstância atenuante diante de um tribunal, a ninguém é permitido ignorar a lei cultural, nem mesmo aqueles que só vão descobri-la diante / do tribunal das situações sociais capazes/ de impor-lhes o sentimento de sua indignidade." (Pierre Bourdieu) Produção~e Circulação~deBens Simbólicos (1) Para bem entendermos o surgimento de um espaço de atuação para os profissionais de recursos humanos dentro das empresas é fundamental entendermos como se dá o processo de autonomiza - ção desse profissional. A autonomia do profissional de RH, ou seja, o reconhecimento desse profissional como um igual aos profissionais de finanças, marketing e produção no mundo das empresas, se dá a partir da autonomização progressiva do sistema de produção, circulação e consumo de bens simbólicos. f essa autonomização progressiva que irá distinguir o profissional de RH dos demais profissionais da empresa, que criará, dentro do próprio campo de profissionais de RH, maneiras de distinção, de "status". (1) Inspirado no texto de Pierre Bourdieu, "O Mercado de Bens Simbólicos", tradução de Sérgio Micelli em Economia das Tro - cas Simbólicas, São Paulo, Perspectiva, Coleção Estudos, 1982 pág. 99.

13 - 6 - PROCESSO DE AUTONOMIZAÇAo Muito embora tenha sempre existido dentro das empresas, de forma explícita ou implícita, sistemas de gestão de RH, faz muito pouco tempo que os profissionais de RH puderam avocar para si a responsabilidade por esses sistemas, o que foi I possível em função do desenvolvimento econômico do país,com o consequente crescimento das empresas e aumento da complexidade operacional das mesmas. Em paralelo ocorreram uma série de transformações: a) Os profissionais existentes na área de RH se juntaram I formando grupos abertos e associações, onde surgiram princi pios de legitimação dos mesmos, processo que se acelera com o surgimento de grupos fechados. Os grupos fechados, atrav~ de suas normas de acesso e de eleição dos elementos inte- I grantes, estabelecem distinções dentro do campo de profis - sionais de RH e, por consequência, também fora do campo; b) Desenvolvimento da área de RH dos EUA na década de 60.Fa to significativo por serem as empresas multinacionais, na - quela época, reconhecidas como "de ponta" em recursos humanos. A influência dos EUA se fazia sentir em nosso país a partir da pressão das matrizes sobre suas subsidiárias em adotar o mesmo modelo estrutural lá existente, onde a áreal de RH era encarada no mesmo nível das demais; c) Fortalecimento das associações de profissionais de RH I que, tendo aumentado sua penetração junto a sociedade comol um todo, passa a ser um importante meio de difusão de princípios de legitimidade dos profissionais de RH dentro das

14 - 7 - empresas e de difusão de parâmetros de sucesso profissional.1 Durante esse processo os profissionais de RH passam a aspirar posições dentro das empresas de nível equivalente aos profis-.sionaisdas demais áreas, não só em termos de posicionamento dentro da estrutura organizacional como também a nível de res ponsabilidade e autoridade no processo decisório e nas defini çaes estratégicas. Todo o processo de legitimação e estabelecimento de parâmetros de sucesso foi efetuado tomando como base o mu~do das empre - sas, ou seja, foi a partir daquilo que é valorizado no mundol das empresas é que foram construídos os padrões de comportamento valorizados no profissional de recursos humanos. Dessa forma para que o profissional pudesse ascender dentro da es - trutura de uma empresa teria que necessariamente dominar a linguagem, o jeito de ser daqueles profissionais que já OCUp! vam posições de poder dentro da mesma. Além de se legitimar no mundo das empresas, de ser encarado I como um igual aos demais, o profissional de RH passou a se / distinguir como um elemento que dominava uma especialização I importante no mundo das empresas. Uma especialização que não estava ao alcance de todos, mas somente daqueles que tinham I uma vivência e formáção profissional específica. ~ nesse contexto que se procura definir as fronteiras da área de recur - sos humanos, as fronteiras dessa especialidade técnica dentro da empresa e sua valorização, que se procura formar um cursol de especialização a nível superior com o objetivo de formar I profissionais e que começam a surgir cursos a nível de pós graduação.

15 ampo pr.of.íss o processo de autonomização da especialização de recursos humanos conduz à constituição de uma categoria profissional dis tinta e legítima dentro e fora do mundo das empresas, o mesmo processo conduz à transformação da relação que os profissio _ nais de RH mantêm com os demais profissionais e entre si, resul tando na consti tu íção de um.c í ona l r.e.lat.í vamen te autônomo e na elaboração concomitante de uma nova defini - ção da função profissional de RH dentro e fora do mundo das empresas. O movimento dos profissionais de RH em direção à sua autono _ mia se realiza em ritmos diferentes. Foi um processo iniciado por um pequeno grupo de profissionais que, por sua biografia/ e em função do tipo de empresa onde trabalhavam, começaram e~ se movimento. Na época havia uma grande concentração desses / profissionais na cidade de São Paulo e a proximidade física / permitiu que, através dos grupos informais de profissionais,/ se organizasse o movimento. Começam a surgir, a partir daí,p~ blicações,artigos em revistas de negócios (legítimas no mundo das empresas), congressos, palestras, seminários, etc. O grupo que inicia esse movimento obtém sucesso junto aos pr~ fissionais de RH por portar símbolos importantes no mundo das empresas, por exemplo ser diretor bu o primeiro homem de RH / em empresas de grande porte ou tidas como empresas de suces - so, seus membros são dignos de crédi to e têm condições de escrever e falar em nome dos profissionais de RH. É dentro desse / contexto que se desenvolve o sistema de produção de bens simbólicos destinados à comunidade de RH, estabelecendo o tipo / idealizado do profissional de RH, e destinados ao mundo em g~ ral, institucionalizando o especialista em RH.

16 - 9 - o SISTEMA DE PRODUçAO E CIRCULAÇAo DE BENS SIMBéLICOS Segundo Bourdieu (2) " o sistema de produção e circulação de bens simbólicos define-se como o sistema de'relações objeti vas entre diferentes instâncias definidas pela função que I cumprem na divisão do trabalho de produção, de reprodução e de difusão de bens simbólicos" e explica, no caso da produção artística, que o campo de produção de bens simbólicos I deriva da oposição que se estabelece entre o campo da prod~ ção erudita, destinada aos próprios artistas, e o campo dai indústria cultural, destinada ao grande público. Tentando I transplantar essa visão para o campo estudado vamos verificar que a produção de bens simbólicos se estrutura a partir da interação entre o campo de produção para o mundo das empresas e do campo de produção para os profissionais de RH.I De um lado temos a produção do que é RH no mundo das empresas, como deve estar constituída, como deve estar posicion! da na estrutura da empresa, qual a sua importância, como de ve ser vista a gestão dos recursos humanos, etc. De outro I lado temos a definição desses valores dentro da própria comunidade de RH, definindoo tipo idealizado de profissional, comportamento adequado dentro da empresa, instrumentos e técnicas de gestão de RH, forma de utilização dos mesmos p~ 1o p ro fissiona1 de RH, etc. o campo de produção para os profissionais de RH, que vamosl chamar de campo de produção erudita, não é um campo fechado, ou seja, esse campo não está imune às influências do mundol das empresas, são os bens simbólicos estabelecidos no mundo (2) BORDIEU, Pierre, op.cit. pág.105

17 10 - das empresas é que conferem legitimidade ao profissional de RH perante os demais, é em função de seu "status" dentro da empr~ sa e o "status" da empresa onde trabalha que o credencia a falar por e para os profissionais de RH. Dessa forma as demarcações internas estão muito ligadas aos princípios externos de / divisão, por exemplo: empresa ou empresas onde trabalha, cargo ocupado, nível de relacionamento com empresários de sucesso,ni vel de relacionamento com autoridades governamentais, etc. o campo de produção para profissionais de RH está muito ligado ao campo de produção para o mundo das empresas, na medida em / que ambos visam a legitimação de RH. A produção erudita tem / muita ligação com as mutações ocorridas no mundo das empresas, não é de se estranhar, portanto, a influência dos movimentos / sindicais a partir de 78 sobre a produção erudita e a demarcação de influências dentro desse campo. As atividades ligadas a relações sindicais se tornaram nobres desbancando as áreas / mais técnicas como treinamento, que vinha ascendendo, salários, etc. A importância dada a relações sindicais está muito ligada ao fato de terem os movimento sindicais aberto grande espaço / para RH nas empresas. A diferenciação do profissional de RH junto aos demais está / muito ligada ao seu discurso e sucesso na legitimação de RH no mundo das empresas. Os grupos informais de RH têm muita influência na diferenciação do profissional, existem grupos forma - dos por primeiros homens de RH em empresas expressivas nos segmentos onde atuam, pertencer a esses grupos significa o reconhecimento da diferença, é portar o símbolo da diferença. Os grupos informais acabam estabelecendo as leis do campo de produção uma vez que seus integrantes são reconhecidos como ele - mentos de sucesso eo seu discurso acatado, uma vez que os pa-

18 11 râmetros de aceitação ou rejeição de elementos para o grupo são os que estabelecem os contornos da diferenciação. São I os integrantes desses grupos os eleitos para proferir pale~ tras, participar de simpósios e congressos, dirigir associ~ ções de profissionais, colaborar em revistas especializadas, etc. É dentro dos grupos que são produzidos os bens simbólicos e através dos mesmos que são circulados. Há uma disputa entre os grupos informais pelo monopólio dai manipulação dos bens simbólicos, os grupos se destacam nãol pela sua produção enquanto grupo, porém pela produção individual de seus membros. São os membros do grupo que distin guem o grupo dos demais. Tudo se passa como uma ação indivi dual para um processo de conquista de espaço no mundo das empresas, participando de associações patronais, órgãos do governo, liderando negociações, etc., porém cada elemento I do grupo é um espelho para o outro elemento, cada histórial de sucesso deve ser seguida e reproduzida no grupo por ou - tro elemento, e o feixe das histórias de sucesso marcam as leis do campo. As obras do campo de produção erudita não são acessíveis a todos os profissionais, são destinadas ao manejo por aqueles que vivenciam a área rle RH, incorporando cdnceitos do direi to, psicologia e sociologia. No processo de legitimação incorpora-se também códigos manejados pela área financeira, I marketing e produção com o objetivo de se falar a mesma lin guagem da empresa e ao mesmo tempo falar a sua própria linguagem. Os profissionais de RH não familiarizados com o processo de legitimação tendem a permanecer na esfera do conhe

19 12 - cimento técnico, só tendo acesso ao linguajar técnico, e os profissionais de outras áreas só assimilam a mensagem de le gitimação da área, entendendo-a co~o um processo de aproximação ao mundo das empresas não tendo acesso ao linguajar / técnico. É quem domina o código como um todo é que tem chan ce a aspirar o reconhecimento no campo de produção erudita/ e no campo de produção para o mundo das empresas, é que tem a condição de se tornar um produtor e consumidor nesses cam pos, enfim são os que dominam o código como um todo é que têm a condição de se diferenciar perante os demais. A produção erudita, embora tenha um liberdade de criação / maior do que a produção mais voltada ao mundo das empresas, está muito vinculada às normas estabelecidas pela linguagem legítima no mundo d~s empresas, em função da estratégia embutida em toda produção erudita de legitimação, ou seja, os produtores e consumidores da produção erudita estão num pro cesso de legitimação e conquista de espaço dentro das empr~ sas, portanto, as regras de ascensão e reconhecimento aen _ tro do mundo das empresas impregnam sobremaneira toda prod~ ção erudita. Toda produção que não leve em conta as regras estabelecidas pelo mundo das empresas tende a ser consi~era da ilegítima, sendo banida ou reinterpretada, adaptada à / linguagem legítima do campo. Tende a ser considerada uma / produção herética aquela que vê única e exclusivamente os interesses do homem na relação do mesmo com as empresas, um discurso mais próximo àquele proferido pelos sindicatos de trabalhado~es ou aquela produção que coloca a área de recu! sos humanos como instrumento da empresa para manipulação / dos trabalhadores. Essas produções em função do seu

20 13 - conte~do tendem a ser banidas completamente ou reinterpret! das segundo os interesses do campo. A pr6pria 16gica de fu~ cionamento do campo protege a integridade do campo de prod~ ção erudita, muito mais do que quaisquer proibiçôes, somen~ te os produtores dotados dos signos mais indis6utiveis da consagração, ou seja, aqueles mais indicados como porta-vo~ zes da comunidade de RH por serem mais conformados às suas/ normas, é que podem a se aventurar fora dos limites do campo das práticas legitimas sem atrair a reprovação da comuni dade. REPRODUÇÃO DE BENS SIMBÓLICOS E CONSAGRAÇÃO A produção erudita vai cada vez encontrando mais elementos/ em condições de decodificá-la e reproduzi-la, na medida em que vão sendo criados cursos especializados a nivel de graduação e p6s:graduação e que são convidados para ministrar/ aulas nesses cursos ou para organizá-los os mesmos produtores legitimas das obras eruditas. Na medida em que esses / cursos são efetuados por escolas de renome no mundo das empresas, como por exemp~o USP,FGV, etc. ocorre a consagração dos bens simb6licos veiculados. A consagração dos bens simbólicos ocorre também quando são/ referendados 'por empresários de sucesso, por autoridades go vernamentais e por docentes de escolas de renome. o sistema de ensino representa um papel essencial na reprodução e consagração de bens simbólicos para os profissio- / nais de RH e para o mundo das empresas. O sistema de ensino não só cria o espaço para transmissão de bens simbólicos p~

21 14 - los pr6prios profissionais de RH, consagrando assim a mensagem e quem a transmite, como cria espaço também. para a formação de produtores e reprodutores desses bens, através de trabalhos I acadêmicos, formação de docentes, realização de estudos e pesquisas, etc. Segundo Bourdieu (3) " no interior do sistema (sistema de instâncias de reprodução) assim construido, defi _ nem-se as relações que vinculam objetivamente o campo de prod~ ção erudita ao sistema das instituições que possuem atribuição especifica de cumprir uma função de consagração ou que, adema~, cumprem tal função assegurando a conservação e a transmissão I seletiva dos bens culturais, ou então, trabalhando em favor da reprodução de produtores dispostos e aptos a produzir um tipol determinado de bens culturais e de consumidores dispostos e aptos a consumi':'los." o sistema de ensino está acordado desde a pouco para a área de RH como um segmento importante. Outros segmentos trazem mais I prestigio às instituições de ensino, tal como finanças, marketing, produção, etc. Na medida, porém, em que RH vá se legitimando no mundo das empresas haverá cada vez mais interesse pelas escolas nesse segmento, gerando, assim, um efeito de causa lidade circular, ou seja, na medida em que a área se legitimai mais no mundo das empresas as instituições de ensino tendem a investir mais nesse segmento, causando maior legitimidade a RH no mundo das empresas. Segundo Bourdieu (4) "o sistema de ensino cumpre inevitavelme.!2 te uma função de legitimação cultural ao converter em cultural legitima, exclusivamente através do efeito de dissimulação, o arbitrário cultural que uma formação social apresenta pelo me- (3) BOURDIEU, Pierre, op. cit.pág.118 (4) BOURDIEU, Pierre, op. cito pág. 120

22 15 - ro fato de existir, e, de modo mais preciso, ao reproduzir, pela delimitação do que merece ser transmitido e adquirido e do que não merece, a distinção entre obras legitimas e as ilegitimas e, ao mesmo tempo, entre maneira legitima e ile~ gitima de abordar obras legitimas." O sistema de ensino em nosso pais tende a ter delegada a salvaguarda da ortoxia I cultural e na medida que se torna na principal instância de conservação e consagração dos bens simbólicos produzidos I cumprirá, no interior do sistema de produção e circulação I dos bens simbólicos, uma função homóloga à da Igreja, que deve fundar e delimitar sistematicamente a nova doutrina vi toriosa ou defender a antiga contra os ataques proféticos, estabelecer o que tem e o que não tem valor ~agrado,e ia culcar tudo isso na fé dos leigos. (5). O sistema de ensino, em função da hierarquia interna de legitimidades, sanciona diferenças aos individuos no mundo I das empresas (6), portanto, na medida em que uma determinada instituição de ensino, com alto grau de credibilidade no mundo das empresas, passa a incorporar os produtos do sist~ ma de produção de bens simbólicos, além de legitimá-los, I transfere os mesmos a um grupo de individuas diferenciadosl por pertencer àquela instituição, o que aumenta o efeito de causalidade circular, ou seja, quanto maior for o destaquei que RH consiga dentro dessas instituições de ensino, maior será o nível de atração para si de elementos diferenciadosl (5) BOUROIEU, Pierre, op. cito pág.120 (6) f comum vermos anúncios de jornal a procura de alunos I formados pela FGV e USP, por se acreditàr que sejam elementos mais capazes do que os formados por outras escolas.

23 16 - por pertencer à instituição, o que gera maior legitimidade a RH no mundo das empresas, o que por sua vez reforça a p~ sição de RH nas instituições de ensino atraindo mais ele _ mentos diferenciados. A partir da pressão exercida pelos sistemas de reprodução e conservação de bens simbólicos os profissionais de RH / tendem a procurar dar legitimidade ao seu comportamento e discurso, incorporando os parâmetros professados por aqueles que detêm a legitimidade. Como descreve Bourdieu (7),~ se~imento de estar excluido da cultura legitima é a expressão mais sutil da dependência e da vassalagem, pois im plica na impossibilidade de excluir o que exclui, única ma neira de excluir a exclusão", sendo assim, os elementos / desprovidos "da cultura legitima concebem a si mesmos como heréticos e não como cismáticos". Os sistemas de reprodução e conservação, particularmente o sistema de ensino, contribuem para a imposição generaliza~ da da legitimidade dominante, legitimando a sua absorção / ao mesmo tempo que desvaloriza as produções não legitimas, tendendo, por essa via, a impedir o surgimento ou a consti tuiçãode contralegitimidades. (7) BOURDIEU, Pierre, op. cit.pág.132

24 17 - Capítulo 2 o Grupo INTRODUçAO Nossbobjetivoé estudar. um. gr~p~_de prof~ssionai~ de recursos humanos, grupo esse representativo junto à comunidade de RH do país, e responsável pela formação e circulação de valo res para toda essa comunidade. Cumpre, portanto, estabelecermos alguns marcos teóricos que/ balizem a influência do grupo sobre o indivíduo. A INFLUÊNCIA DO GRUPO SOBRE O INDIVÍDUO A influência do grupo sobre o indivíduo é uma questão que vem ocupando muitos teóricos, principalmente os de psicolo _ gia social. As experiências mais marcantes, quando nos referimos à influência do grupo sobre as opiniões e percepção do indivíduo, foram as realizadas por Muzafer Sherif (1) (1936) e Salomon Asch (2) (1951). Sherif procurou demonstrar a in _ fluência das normas do grupo, ou do meio social, sobre a / percepção e formação de opiniões do indivíduo. Sherif observou que os quadros de referência que a pessoa leva para a si tuação que está vivenciando têm muita influência na sua / (1) SHERIF, Muzafer, "The Psychology of Social Norms", New York, Harper Torchbooks, 1966 (2) ASCH, Salomon E., "Influências da Pressão do Grupo" na / Modificação e Deformação de Jul~amentos", em Dinâmica de Gru po: Pesquisa e Teoria, organizado por Dorwin Cartwright e AI vin Zander, São Paulo, Herder, 1967 pág. 231

25 18 - maneira de a enxergar e a norma social ou a norma do grupo funciona como esse quadro de referência.sherif estava pre~ cupado em como surgem as normas, criou, então, condições / de laboratório, onde colocou pessoas numa situação sem es - trutura nítida, essas pessoas não poderiam se valer de qual quer quadro de referência. (3) Os experimentos revelaram / que quando o indivíduo, que antes estabeleceu individualmen te normas e parâmetros para o que viu, é posto numa situa - ção de grupo, junto a outros elementos que como ele estabeleceram antes normas e parâmetros individuais em relação a mesma ocorrência, tende, em conjunto com os demais, para / uma convergência das normas e parâmetros, ou seja, tende a abandonar as normas e parâmetros desenvolvidos individualmente em favor daquelas que surgem ém grupo. ~ interessante notar que quando o elemento enfrenta novamente a situação / sozinho, tende a levar em conta as normas e parâmetros adq~ ridos em grupo. (4) Aschprocurou estudar as condições sociais e pessoais que levam os individuos a resistir ou a submeter-se a pressões/ coletivas, quando essas são percebidas como contrárias à realidade. Asch concluiu, através de experimentos realiza - dos com estudantes de escolas superiores, que "apesar da / tensão das condições, uma proporção substancial de indivi - duos, conservou sua independência durante todo o experimento, ao mesmo tempo uma minoria substancial se submeteu, modificando seus julgamentos de acordo com a maioria. Segundo Asch independência e submissão são função conjunta dos se - guintes fatores básicos: (3) SHERIF, Muzafer, op. cito pág.136 a 142 (4) SHERIF, Muzafer, op. cito pág.104 e 105

26 19 - a) o caráter da situação estimuladora - variações de clare za estrutural apresentam uma influência decisiva, com a diminuição da clareza das condições estimuladoras, au - menta a influência da maioria; b) o caráter das forças do grupo - os indivíduos são extremamente sensíveis às qualidades estruturais da opos! ção do grupo; c) o caráter do indivíduo - houve grandes e, na verdade,n~ táveisdiferenças individuais na mesma situação experimental..." (5) As experiências de Sherif e Asch nos mo$tram a influência/ que o grupo pode ter na formulação de normas e parâmetros/ para a percepção da realidade e para a formação de opi- / niões, mostraram também a influência que a pressão do grupo pode ter na reformulação de normas e parâmetros. Esses/ autores são criticados, entretanto, pela simplicidade dos experimentos realizados, pelo fato de terem sido realiza - dos em laboratórios e não no mundo real e pelo fato de se restringirem ao comportamento do grupo e não à estrutura / do grupo. (6) Deutsche e Gerard (7) consideram que nas experiências de Sherif e Asch os sujeitos desses experimentos não se sen - (5) ASCH, Salomon E., op. cito pág.243 e 244 (6) OLMESTED, Michael S. "O Pequeno Grupo Social",São Paulo, Herder, 1970, págs.76 a 95. (7) DEUTSCH, Nortn e Harold B.Gerard, "Um estudo de Influ ências Sociais Normativas e Informativas sobre o Julgamen to Individual~ em Dinâmica de Grupo: Pesquisa e Teoria,o~. cit.pág.245.

LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra

LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra INTRODUÇÃO As organizações vivem em um ambiente em constante transformação que exige respostas rápidas e efetivas, respostas dadas em função das especificidades

Leia mais

1 O texto da Constituição Federal de 1988 diz: Art. 7. São direitos dos trabalhadores urbanos e

1 O texto da Constituição Federal de 1988 diz: Art. 7. São direitos dos trabalhadores urbanos e 1 Introdução A presente pesquisa tem como objeto de estudo a inserção da pessoa com deficiência física no mercado de trabalho. Seu objetivo principal é o de compreender a visão que as mesmas constroem

Leia mais

FORMAÇÃO PLENA PARA OS PROFESSORES

FORMAÇÃO PLENA PARA OS PROFESSORES Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias dezembro/2006 página 1 FORMAÇÃO PLENA PARA OS PROFESSORES Bernardete Gatti: o país enfrenta uma grande crise na formação de seus professores em especial, de alfabetizadores.

Leia mais

High Potentials, Talentos e Sucessão no Brasil

High Potentials, Talentos e Sucessão no Brasil High Potentials, Talentos e Sucessão no Brasil P e s q u i s a d a F u n d a ç ã o G e t u l i o V a r g a s I n s t i t u t o d e D e s e n v o l v i m e n t o E d u c a c i o n a l Conteúdo 1. Propósito

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

Ora, é hoje do conhecimento geral, que há cada vez mais mulheres licenciadas, com mestrado, doutoramentos, pós-docs e MBA s.

Ora, é hoje do conhecimento geral, que há cada vez mais mulheres licenciadas, com mestrado, doutoramentos, pós-docs e MBA s. Bom dia a todos e a todas, Não é difícil apontar vantagens económicas às medidas de gestão empresarial centradas na igualdade de género. Em primeiro lugar, porque permitem atrair e reter os melhores talentos;

Leia mais

A TEORIA DO PODER SIMBÓLICO NA COMPREENSÃO DAS RELAÇÕES SOCIAIS CONTEMPORÂNEA

A TEORIA DO PODER SIMBÓLICO NA COMPREENSÃO DAS RELAÇÕES SOCIAIS CONTEMPORÂNEA CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X A TEORIA DO PODER SIMBÓLICO NA COMPREENSÃO DAS RELAÇÕES

Leia mais

Discurso 04/12/2003. Dr. Alfredo Setubal

Discurso 04/12/2003. Dr. Alfredo Setubal Discurso 04/12/2003 Dr. Alfredo Setubal Presidente do Conselho de Administração do IBRI - Instituto Brasileiro de Relações com Investidores Boa Noite! Esta cerimônia de final de ano é a minha última à

Leia mais

Elétrica montagem e manutenção ltda. AVALIAÇÃO DE COLABORADORES

Elétrica montagem e manutenção ltda. AVALIAÇÃO DE COLABORADORES AVALIAÇÃO DE COLABORADORES RESUMO A preocupação com o desempenho dos colaboradores é um dos fatores que faz parte do dia-a-dia da nossa empresas. A avaliação de desempenho está se tornando parte atuante

Leia mais

Avanços na transparência

Avanços na transparência Avanços na transparência A Capes está avançando não apenas na questão dos indicadores, como vimos nas semanas anteriores, mas também na transparência do sistema. Este assunto será explicado aqui, com ênfase

Leia mais

O maior desafio do Sistema Único de Saúde hoje, no Brasil, é político

O maior desafio do Sistema Único de Saúde hoje, no Brasil, é político O maior desafio do Sistema Único de Saúde hoje, no Brasil, é político Jairnilson Paim - define o SUS como um sistema que tem como característica básica o fato de ter sido criado a partir de um movimento

Leia mais

Nos últimos anos o mercado brasileiro de imóveis vivenciou um crescimento inacreditável, o lançamento de novas unidades mais a valorização de imóveis

Nos últimos anos o mercado brasileiro de imóveis vivenciou um crescimento inacreditável, o lançamento de novas unidades mais a valorização de imóveis Nos últimos anos o mercado brasileiro de imóveis vivenciou um crescimento inacreditável, o lançamento de novas unidades mais a valorização de imóveis usados, além do crescimento de renda da população e

Leia mais

Como a comunicação e a educação podem andar de mãos dadas 1

Como a comunicação e a educação podem andar de mãos dadas 1 Como a comunicação e a educação podem andar de mãos dadas 1 Entrevista com Ricardo de Paiva e Souza. Por Flávia Gomes. 2 Flávia Gomes Você acha importante o uso de meios de comunicação na escola? RICARDO

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA)

ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA) ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA) A administração participativa é uma filosofia ou política de administração de pessoas, que valoriza sua capacidade de tomar decisões e resolver problemas,

Leia mais

NOTÍCIA INSTITUCIONAL: IMAGEM INSTITUCIONAL

NOTÍCIA INSTITUCIONAL: IMAGEM INSTITUCIONAL NOTÍCIA INSTITUCIONAL: IMAGEM INSTITUCIONAL RESUMO Caroline Ferreira 1 O objetivo deste artigo é falar sobre Noticia institucional e o interesse cada vez maior das empresas em cuidar da sua imagem institucional.

Leia mais

Como Trabalhar Com Consultores de Executive Search

Como Trabalhar Com Consultores de Executive Search Como Trabalhar Com Consultores de Executive Search Gerenciamento de Carreira pelo Bluesteps.com Contents: Introdução: O recrutamento de Executivos de Nível Sênior Page 1-2: O que é Retained Executive Search?

Leia mais

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS Daniel Silveira 1 Resumo: O objetivo desse trabalho é apresentar alguns aspectos considerados fundamentais para a formação docente, ou

Leia mais

2012 Copyright. Curso Agora Eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. Tribunais Gestão de Pessoas Questões Giovanna Carranza

2012 Copyright. Curso Agora Eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. Tribunais Gestão de Pessoas Questões Giovanna Carranza 2012 Copyright. Curso Agora Eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. Tribunais Gestão de Pessoas Questões Giovanna Carranza 01. Conceitualmente, recrutamento é: (A) Um conjunto de técnicas e procedimentos

Leia mais

Estimativas Profissionais Plano de Carreira Empregabilidade Gestão de Pessoas

Estimativas Profissionais Plano de Carreira Empregabilidade Gestão de Pessoas By Marcos Garcia Como as redes sociais podem colaborar no planejamento e desenvolvimento de carreira (individual e corporativo) e na empregabilidade dos profissionais, analisando o conceito de Carreira

Leia mais

I. A empresa de pesquisa de executivos deve lhe fornecer uma avaliação precisa e cândida das suas capacidades para realizar sua pesquisa.

I. A empresa de pesquisa de executivos deve lhe fornecer uma avaliação precisa e cândida das suas capacidades para realizar sua pesquisa. DIREITO DOS CLIENTES O que esperar de sua empresa de Executive Search Uma pesquisa de executivos envolve um processo complexo que requer um investimento substancial do seu tempo e recursos. Quando você

Leia mais

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável Sustentabilidade Socioambiental Resistência à pobreza Desenvolvimento Saúde/Segurança alimentar Saneamento básico Educação Habitação Lazer Trabalho/

Leia mais

MEMÓRIAS GEOGRÁFICAS À TONA:

MEMÓRIAS GEOGRÁFICAS À TONA: MEMÓRIAS GEOGRÁFICAS À TONA: Uma retomada da história do Curso de Geografia da UFU a partir de uma entrevista com a Profa. Dra. Suely Regina Del Grossi Revista OBSERVATORIUM: Qual (ais) a (s) razão (ões)

Leia mais

Recrutamento e seleção

Recrutamento e seleção Universidade de São Paulo Escola de Enfermagem Recrutamento e seleção Fernanda Maria Togeiro Fugulin RECRUTAMENTO Fase que antecede a seleção, de divulgação, em que se deverá atrair candidatos potencialmente

Leia mais

6 Considerações Finais

6 Considerações Finais 6 Considerações Finais Este capítulo apresenta as conclusões deste estudo, as recomendações gerenciais e as recomendações para futuras pesquisas, buscadas a partir da análise dos casos das empresas A e

Leia mais

USP/EACH Gestão Ambiental ACH 113 Princípios de Administração. 2/2012. Profa. Dra. Sylmara Gonçalves Dias

USP/EACH Gestão Ambiental ACH 113 Princípios de Administração. 2/2012. Profa. Dra. Sylmara Gonçalves Dias USP/EACH Gestão Ambiental ACH 113 Princípios de Administração 2/2012. Profa. Dra. Sylmara Gonçalves Dias Evolução da Administração e as Escolas Clássicas Anteriormente XVIII XIX 1895-1911 1916 1930 Tempo

Leia mais

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey Executivos em todos os níveis consideram que a sustentabilidade tem um papel comercial importante. Porém, quando se trata

Leia mais

REALIDADE AUMENTADA APLICADA NA EDUCAÇÃO: ESTUDOS DOS SEUS BENEFÍCIOS

REALIDADE AUMENTADA APLICADA NA EDUCAÇÃO: ESTUDOS DOS SEUS BENEFÍCIOS REALIDADE AUMENTADA APLICADA NA EDUCAÇÃO: ESTUDOS DOS SEUS BENEFÍCIOS Kelly Cristina de Oliveira 1, Júlio César Pereira 1. 1 Universidade Paranaense (UNIPAR) Paranavaí PR Brasil kristhinasi@gmail.com,

Leia mais

Lógicas de Supervisão Pedagógica em Contexto de Avaliação de Desempenho Docente. ENTREVISTA - Professor Avaliado - E 5

Lógicas de Supervisão Pedagógica em Contexto de Avaliação de Desempenho Docente. ENTREVISTA - Professor Avaliado - E 5 Sexo Idade Grupo de Anos de Escola docência serviço Feminino 46 Filosofia 22 Distrito do Porto A professora, da disciplina de Filosofia, disponibilizou-se para conversar comigo sobre o processo de avaliação

Leia mais

Veículo: Site Estilo Gestão RH Data: 03/09/2008

Veículo: Site Estilo Gestão RH Data: 03/09/2008 Veículo: Site Estilo Gestão RH Data: 03/09/2008 Seção: Entrevista Pág.: www.catho.com.br SABIN: A MELHOR EMPRESA DO BRASIL PARA MULHERES Viviane Macedo Uma empresa feita sob medida para mulheres. Assim

Leia mais

Páginas Amarelas como ferramenta para mapeamento do conhecimento tácito

Páginas Amarelas como ferramenta para mapeamento do conhecimento tácito Páginas Amarelas como ferramenta para mapeamento do conhecimento tácito 1. INTRODUÇÃO O setor de energia sofreu, nos últimos anos, importantes modificações que aumentaram sua complexidade. Para trabalhar

Leia mais

MBA IBMEC 30 anos. No Ibmec, proporcionamos a nossos alunos uma experiência singular de aprendizado. Aqui você encontra:

MBA IBMEC 30 anos. No Ibmec, proporcionamos a nossos alunos uma experiência singular de aprendizado. Aqui você encontra: MBA Pós - Graduação QUEM SOMOS Para pessoas que têm como objetivo de vida atuar local e globalmente, ser empreendedoras, conectadas e bem posicionadas no mercado, proporcionamos uma formação de excelência,

Leia mais

Divisor de águas : uma etnografia sobre as trajetórias de alunos sobreviventes ao. primeiro ano do ensino médio em uma escola estadual carioca.

Divisor de águas : uma etnografia sobre as trajetórias de alunos sobreviventes ao. primeiro ano do ensino médio em uma escola estadual carioca. Divisor de águas : uma etnografia sobre as trajetórias de alunos sobreviventes ao primeiro ano do ensino médio em uma escola estadual carioca. Mylena Gomes Curvello mylenagcurvello@hotmail.com 9 período

Leia mais

DIPLOMACIA Introdução

DIPLOMACIA Introdução DIPLOMACIA Introdução Ao longo dos tempos, o pensamento político e o pensamento jurídico sempre foram o reflexo das relações entre os homens, os povos, os Estados e as Nações. Foram se operando constantemente

Leia mais

Projeto Pedagógico Institucional PPI FESPSP FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI

Projeto Pedagógico Institucional PPI FESPSP FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI Grupo Acadêmico Pedagógico - Agosto 2010 O Projeto Pedagógico Institucional (PPI) expressa os fundamentos filosóficos,

Leia mais

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL Ensino Médio Etec Etec: Professor Massuyuki Kawano Código: 136 Município: Tupã Área de conhecimento: Ciências Humanas e Suas Tecnologias Componente Curricular:

Leia mais

LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO. Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com

LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO. Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com LI ESTAMOS PASSANDO PELA MAIOR TRANSFORMAÇÃO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE. VALORIZAR PESSOAS

Leia mais

44% 56% 67.896 respostas no Brasil. 111.432 respostas na América Latina. 0,5% Margem de erro. Metodologia e Perfil. homens.

44% 56% 67.896 respostas no Brasil. 111.432 respostas na América Latina. 0,5% Margem de erro. Metodologia e Perfil. homens. Brasil A pesquisa em 2015 Metodologia e Perfil 111.432 respostas na América Latina 44% homens 67.896 respostas no Brasil 0,5% Margem de erro 56% mulheres * A pesquisa no Uruguai ainda está em fase de coleta

Leia mais

4. Tendências em Gestão de Pessoas

4. Tendências em Gestão de Pessoas 4. Tendências em Gestão de Pessoas Em 2012, Gerenciar Talentos continuará sendo uma das prioridades da maioria das empresas. Mudanças nas estratégias, necessidades de novas competências, pressões nos custos

Leia mais

Código de Ética. PARTE I Relação com o cliente de Consultoria

Código de Ética. PARTE I Relação com o cliente de Consultoria Código de Ética PARTE I Relação com o cliente de Consultoria 1. É essencial que o Consultor estabeleça de inicio com o cliente, de forma clara, os objetivos do trabalho previsto, dos meios a serem utilizados,

Leia mais

Capítulo 9 Emprego. 9.1 Introdução

Capítulo 9 Emprego. 9.1 Introdução Capítulo 9 Emprego 9.1 Introdução Hoje em dia, as redes sociais são as grandes responsáveis pelas contratações de emprego. Muitos dos responsáveis por recrutamento e recursos humanos das empresas avaliam

Leia mais

Código de Ética e Conduta

Código de Ética e Conduta Código de Ética e Conduta Introdução A Eucatex, através deste Código de Ética e Conduta, coloca à disposição de seus colaboradores, fornecedores e comunidade, um guia de orientação para tomada de decisões

Leia mais

TÍTULO: A DIMENSÃO TÉCNICO-OPERATIVO DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL: RELEITURA DOS INSTRUMENTOS E TÉCNICAS UTILIZADOS NA PROFISSÃO

TÍTULO: A DIMENSÃO TÉCNICO-OPERATIVO DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL: RELEITURA DOS INSTRUMENTOS E TÉCNICAS UTILIZADOS NA PROFISSÃO TÍTULO: A DIMENSÃO TÉCNICO-OPERATIVO DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL: RELEITURA DOS INSTRUMENTOS E TÉCNICAS UTILIZADOS NA PROFISSÃO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: SERVIÇO

Leia mais

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias novembro/2011 página 1 CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Elba Siqueira de Sá Barretto: Os cursos de Pedagogia costumam ser muito genéricos e falta-lhes um

Leia mais

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO CONSELHO DE CLASSE O Conselho de Classe é um órgão colegiado, de cunho decisório, presente no interior da organização escolar, responsável pelo processo de avaliação do desempenho pedagógico do aluno.

Leia mais

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL Curso: Tecnologia Social e Educação: para além dos muros da escola Resumo da experiência de Avaliação do Programa "Apoio

Leia mais

SOBRE A NOSSA EMPRESA

SOBRE A NOSSA EMPRESA SOBRE A NOSSA EMPRESA A Resolve Serviços Empresariais Ltda., fundou-se em 1991, com o propósito de oferecer o serviço de mão de obra temporária fundamentada na Lei 6019/74, destacando-se pela ética, agilidade,

Leia mais

Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI

Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI Planejamento do Gerenciamento das Comunicações (10) e das Partes Interessadas (13) PLANEJAMENTO 2 PLANEJAMENTO Sem 1 Sem 2 Sem 3 Sem 4 Sem 5 ABRIL

Leia mais

Planos de Curso de Engenharia Têxtil e de Engenharia de Produção Têxtil, a serem ministrados pela Faculdade de Engenharia Industrial(FEI).

Planos de Curso de Engenharia Têxtil e de Engenharia de Produção Têxtil, a serem ministrados pela Faculdade de Engenharia Industrial(FEI). FACULDADES DE CIÊNCIAS APLICADAS SP 1 Planos de Curso de Engenharia Têxtil e de Engenharia de Produção Têxtil, a serem ministrados pela Faculdade de Engenharia Industrial(FEI). HEITOR GURGULINO DE SOUZA

Leia mais

Código de Ética do IBCO

Código de Ética do IBCO Código de Ética do IBCO Qua, 14 de Novembro de 2007 21:00 O papel do consultor de organização, no desempenho de suas atividades, é o de assistir aos clientes na melhoria do seu desempenho, tanto nos aspectos

Leia mais

Trabalho submetido ao XVIII Prêmio Expocom 2011, na Categoria Cartaz Avulso, modalidade cartaz avulso.

Trabalho submetido ao XVIII Prêmio Expocom 2011, na Categoria Cartaz Avulso, modalidade cartaz avulso. RESUMO Email Marketing: Pós-Graduação em Arquitetura Contemporânea 1 Silvia Fernanda Santos de SENA 2 Thiago Jerohan Albuquerque da Cruz 3 Fernando Israel FONTANELLA 4 Universidade Católica de Pernambuco,

Leia mais

Líder: o fio condutor das mudanças

Líder: o fio condutor das mudanças Líder: o fio condutor das mudanças Por Patrícia Bispo para o RH.com.br Para quem imagina que liderar pessoas significa apenas delegar ordens e cobrar resultados a qualquer custo, isso pode significar o

Leia mais

2. Provas presenciais avaliação presencial das duas disciplinas cursadas, visando testar os conhecimentos obtidos nas atividades on-line;

2. Provas presenciais avaliação presencial das duas disciplinas cursadas, visando testar os conhecimentos obtidos nas atividades on-line; Encontro Presencial Introdução ao Marketing e Marketing de Serviços Caro aluno, Conheça as três atividades distintas que ocorrerão durante o Encontro Presencial... 1. Revisão estudo, orientado pelo Professor-Tutor,

Leia mais

FACULDADE REDENTOR ITAPERUNA RJ

FACULDADE REDENTOR ITAPERUNA RJ RESULTADOS DA PESQUISA DE PERCEPÇÃO E SATISFAÇÃO DOS CURSOS DE: MBA - GESTÃO ESTRATÉGICA DOS NEGÓCIOS MBA - GESTÃO ESTRATÉGICA COM PESSOAS FACULDADE REDENTOR 2012 ITAPERUNA RJ MODELO DA PESQUISA DE SATISFAÇÃO

Leia mais

DA INCUBAÇÃO À ACELERAÇÃO DE NEGÓCIOS: NOVAS ROTAS DE DESENVOLVIMENTO

DA INCUBAÇÃO À ACELERAÇÃO DE NEGÓCIOS: NOVAS ROTAS DE DESENVOLVIMENTO 1 DA INCUBAÇÃO À ACELERAÇÃO DE NEGÓCIOS: NOVAS ROTAS DE DESENVOLVIMENTO Cesar Simões Salim Professor e Autor de livros de empreendedorismo cesar.salim@gmail.com Visite meu blog: http://colecaoempreendedorismo.blogspot.com/

Leia mais

Administração de Pessoas

Administração de Pessoas Administração de Pessoas MÓDULO 5: ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS 5.1 Conceito de ARH Sem as pessoas e sem as organizações não haveria ARH (Administração de Recursos Humanos). A administração de pessoas

Leia mais

Unidade de Projetos. Grupo Temático de Comunicação e Imagem. Termo de Referência para desenvolvimento da gestão de Marcas Setoriais.

Unidade de Projetos. Grupo Temático de Comunicação e Imagem. Termo de Referência para desenvolvimento da gestão de Marcas Setoriais. Unidade de Projetos de Termo de Referência para desenvolvimento da gestão de Marcas Setoriais Branding Agosto de 2009 Elaborado em: 3/8/2009 Elaborado por: Apex-Brasil Versão: 09 Pág: 1 / 8 LÍDER DO GRUPO

Leia mais

FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA

FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA Profº Paulo Barreto Paulo.santosi9@aedu.com www.paulobarretoi9consultoria.com.br 1 Analista da Divisão de Contratos da PRODESP Diretor de Esporte do Prodesp

Leia mais

O que são Direitos Humanos?

O que são Direitos Humanos? O que são Direitos Humanos? Técnico comercial 4 (1º ano) Direitos Humanos são os direitos e liberdades básicas de todos os seres humanos. O principal objetivo dos Direitos Humanos é tratar cada indivíduo

Leia mais

Introdução. Introdução

Introdução. Introdução Prof. Dr. ANDERSON SONCINI PELISSARI Introdução O propósito do marketing e satisfazer as necessidades e desejos dos clientes-alvo. Dessa forma, a análise do comportamento do consumidor visa identificar

Leia mais

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA GT-1 FORMAÇÃO DE PROFESSORES EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA RESUMO Maria de Lourdes Cirne Diniz Profa. Ms. PARFOR E-mail: lourdinhacdiniz@oi.com.br

Leia mais

Em recente balanço feito nas negociações tidas em 2009, constatamos

Em recente balanço feito nas negociações tidas em 2009, constatamos DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA O DIÁLOGO SOCIAL NO BRASIL: O MODELO SINDICAL BRASILEIRO E A REFORMA SINDICAL Zilmara Davi de Alencar * Em recente balanço feito nas negociações tidas em 2009, constatamos

Leia mais

Organizando Voluntariado na Escola. Aula 1 Ser Voluntário

Organizando Voluntariado na Escola. Aula 1 Ser Voluntário Organizando Voluntariado na Escola Aula 1 Ser Voluntário Objetivos 1 Entender o que é ser voluntário. 2 Conhecer os benefícios de ajudar. 3 Perceber as oportunidades proporcionadas pelo voluntariado. 4

Leia mais

A. Conceito de Trade Marketing, responsabilidades, atividades, amplitude de atuação e limites

A. Conceito de Trade Marketing, responsabilidades, atividades, amplitude de atuação e limites 5 Conclusão Trade Marketing é um termo conhecido por grande parte dos profissionais das áreas comercial e de marketing, principalmente entre as indústrias de bens de consumo. Muitas empresas já incluíram

Leia mais

Estratégias atuais para a mudança na graduação das profissões da saúde Laura C.M. Feuerwerker 1

Estratégias atuais para a mudança na graduação das profissões da saúde Laura C.M. Feuerwerker 1 Estratégias atuais para a mudança na graduação das profissões da saúde Laura C.M. Feuerwerker 1 A mudança na graduação das profissões da saúde segue sendo um tema fundamental para todos aqueles preocupados

Leia mais

A experiência da Engenharia Clínica no Brasil

A experiência da Engenharia Clínica no Brasil Página 1 de 5 Sobre a Revista Ed 24 - fev 04 Home Medical Infocenter Med Atual Edição Atual Serviços Global Home Brasil Home Busca Mapa do Site Fale Conosco Edição Atual Edição Atual Matéria de Capa Artigo

Leia mais

8 Erros Que Podem Acabar Com Seu Negócio de Marketing Digital

8 Erros Que Podem Acabar Com Seu Negócio de Marketing Digital 8 Erros Que Podem Acabar Com Seu Negócio de Marketing Digital Empreender em negócios de marketing digital seguramente foi uma das melhores decisões que tomei em minha vida. Além de eu hoje poder ter minha

Leia mais

Tradução e mercado de trabalho

Tradução e mercado de trabalho Tradução e mercado de trabalho Entrevista com Maria Franca Zucarello, presidente do Sindicato Nacional de Tradutores Angélica Karim Garcia Simão 1 Para o número sobre tradução da revista abehache, julgamos

Leia mais

ASSESSORIA DE IMPRENSA 1 Felipe Plá Bastos 2

ASSESSORIA DE IMPRENSA 1 Felipe Plá Bastos 2 ASSESSORIA DE IMPRENSA 1 Felipe Plá Bastos 2 RESUMO: O presente trabalho tem como objetivo saber como é desenvolvido o trabalho de Assessoria de Imprensa, sendo um meio dentro da comunicação que através

Leia mais

Reflexões sobre as dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral

Reflexões sobre as dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral III Mostra de Pesquisa da Pós-Graduação PUCRS Reflexões sobre as dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral Marcelo Cavasotto, Prof.ª Dra. Ruth Portanova (orientadora) Mestrado em Educação

Leia mais

Visão Geral sobre Gestão de Projetos e Iniciação de Projetos Aula 2

Visão Geral sobre Gestão de Projetos e Iniciação de Projetos Aula 2 Visão Geral sobre Gestão de Projetos e Iniciação de Projetos Aula 2 Miriam Regina Xavier de Barros, PMP mxbarros@uol.com.br Agenda Bibliografia e Avaliação 1. Visão Geral sobre o PMI e o PMBOK 2. Introdução

Leia mais

DESAFIOS DA GESTÃO DAS PARTES INTERESSADAS DE UM PROJETO

DESAFIOS DA GESTÃO DAS PARTES INTERESSADAS DE UM PROJETO DESAFIOS DA GESTÃO DAS PARTES INTERESSADAS DE UM PROJETO João Souza Neto, Dr. joaon@ucb.br Diana L. N. dos Santos, MSc. dianas@mpdft.mp.br www.twitter.com/govtiapf http://govtiapf.com.br/blog/ Agenda Relacionamento

Leia mais

Objetivos da aula: Emile Durkheim. Ciências Sociais. Emile Durlheim e o estatuto da cientificidade da sociologia. Profa. Cristiane Gandolfi

Objetivos da aula: Emile Durkheim. Ciências Sociais. Emile Durlheim e o estatuto da cientificidade da sociologia. Profa. Cristiane Gandolfi Ciências Sociais Profa. Cristiane Gandolfi Emile Durlheim e o estatuto da cientificidade da sociologia Objetivos da aula: Compreender o pensamento de Emile Durkheim e sua interface com o reconhecimento

Leia mais

Parâmetros para avaliação de mestrado profissional*

Parâmetros para avaliação de mestrado profissional* Parâmetros para avaliação de mestrado profissional* 1. Natureza do mestrado profissional A pós-graduação brasileira é constituída, atualmente, por dois eixos claramente distintos: o eixo acadêmico, representado

Leia mais

Hiperconexão. Micro-Revoluções. Não-dualismo

Hiperconexão. Micro-Revoluções. Não-dualismo ESTUDO SONHO BRASILEIRO APRESENTA 3 DRIVERS DE COMO JOVENS ESTÃO PENSANDO E AGINDO DE FORMA DIFERENTE E EMERGENTE: A HIPERCONEXÃO, O NÃO-DUALISMO E AS MICRO-REVOLUÇÕES. -- Hiperconexão 85% dos jovens brasileiros

Leia mais

ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING

ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING CENÁRIO E TENDÊNCIAS DOS NEGÓCIOS 8 h As mudanças do mundo econômico e as tendências da sociedade contemporânea.

Leia mais

A CONTEE a Reforma Universitária e o Programa Universidade Para Todos.

A CONTEE a Reforma Universitária e o Programa Universidade Para Todos. A CONTEE a Reforma Universitária e o Programa Universidade Para Todos. A CONTEE, depois de uma trajetória de mais de uma década de permanente debate interno e sintonia com as entidades filiadas, se encontra

Leia mais

1» A revolução educacional e a educação em valores 11

1» A revolução educacional e a educação em valores 11 Sumário Introdução 9 1» A revolução educacional e a educação em valores 11 Introdução 12 As causas da revolução educacional 12 O triplo desafio pedagógico 14 Da transmissão à educação 15 O que pretende

Leia mais

Teste de Usabilidade BEEQO. Data Versão do wireframe Descrição

Teste de Usabilidade BEEQO. Data Versão do wireframe Descrição BEEQO Teste de Usabilidade Data Versão do wireframe Descrição 21/03/2012 1.1 Entender o comportamento do usuário com a interface proposta e avaliar os principais problemas de usabilidade. Página 1 de 8

Leia mais

5- Cite, em ordem de preferência, três profissões que você mais gostaria de exercer: 1º 2º 3º

5- Cite, em ordem de preferência, três profissões que você mais gostaria de exercer: 1º 2º 3º 18. DICAS PARA A PRÁTICA Orientação para o trabalho A- Conhecimento de si mesmo Sugestão: Informativo de Orientação Vocacional Aluno Prezado Aluno O objetivo deste questionário é levantar informações para

Leia mais

difusão de idéias AS ESCOLAS TÉCNICAS SE SALVARAM

difusão de idéias AS ESCOLAS TÉCNICAS SE SALVARAM Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias dezembro/2006 página 1 AS ESCOLAS TÉCNICAS SE SALVARAM Celso João Ferretti: o processo de desintegração da educação atingiu em menor escala as escolas técnicas.

Leia mais

Gestão de carreiras nas organizações

Gestão de carreiras nas organizações Gestão de carreiras nas organizações A expressão "Plano de carreira", nas organizações, sempre corre o risco de ser interpretada como algo antiquado, retrógrado, que interessa aos funcionários e, principalmente,

Leia mais

Como usar o monitoramento de mídias sociais numa campanha política

Como usar o monitoramento de mídias sociais numa campanha política Como usar o monitoramento de mídias sociais numa campanha política No Brasil, há poucas experiências conhecidas de uso de ferramentas de monitoramento de mídias sociais em campanhas políticas. Uma delas

Leia mais

Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI

Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI Planejamento do Gerenciamento das Comunicações (10) e das Partes Interessadas (13) PLANEJAMENTO 2 PLANEJAMENTO Sem 1 Sem 2 Sem 3 Sem 4 Sem 5 ABRIL

Leia mais

Como as empresas podem minimizar os efeitos da crise e manterem-se competitivas?

Como as empresas podem minimizar os efeitos da crise e manterem-se competitivas? Como as empresas podem minimizar os efeitos da crise e manterem-se competitivas? Professor e consultor Álvaro Camargo explica a importância dos processos de aproveitamento de lições aprendidas nas organizações

Leia mais

Generated by Foxit PDF Creator Foxit Software http://www.foxitsoftware.com For evaluation only. Política de Comunicação Institucional

Generated by Foxit PDF Creator Foxit Software http://www.foxitsoftware.com For evaluation only. Política de Comunicação Institucional Política de Comunicação Institucional POLÍTICA PÚBLICA P DE COMUNICAÇÃO O homem é um ser social. O intercâmbio de suas experiências e de seus conhecimentos possibilitou que as pessoas se apropriassem dos

Leia mais

Região. Mais um exemplo de determinação

Região. Mais um exemplo de determinação O site Psicologia Nova publica a entrevista com Úrsula Gomes, aprovada em primeiro lugar no concurso do TRT 8 0 Região. Mais um exemplo de determinação nos estudos e muita disciplina. Esse é apenas o começo

Leia mais

PROPOSTA PARA ESTÁGIO SUPERVISIONADO II ENSINO DE CIÊNCIAS 2010

PROPOSTA PARA ESTÁGIO SUPERVISIONADO II ENSINO DE CIÊNCIAS 2010 PROPOSTA PARA ESTÁGIO SUPERVISIONADO II ENSINO DE CIÊNCIAS 2010 OBSERVAÇÃO NA ESCOLA Localização da Escola 29/03 16/04 Espaço Físico PPP e o Ensino de Ciências OBSERVAÇÃO NA SALA Relação Professor/Alunos

Leia mais

Empreendedorismo de Negócios com Informática

Empreendedorismo de Negócios com Informática Empreendedorismo de Negócios com Informática Aula 5 Cultura Organizacional para Inovação Empreendedorismo de Negócios com Informática - Cultura Organizacional para Inovação 1 Conteúdo Intraempreendedorismo

Leia mais

CAPÍTULO I DAS FINALIDADES

CAPÍTULO I DAS FINALIDADES PORTARIA INSTITUCIONAL Nº 08 A Direção Geral da Faculdades SPEI, no uso das suas atribuições, ouvido o Conselho Superior e aprovado pela Mantenedora, conforme Regimento Interno, RESOLVE: Estabelecer o

Leia mais

SUGESTÕES PARA ARTICULAÇÃO ENTRE O MESTRADO EM DIREITO E A GRADUAÇÃO

SUGESTÕES PARA ARTICULAÇÃO ENTRE O MESTRADO EM DIREITO E A GRADUAÇÃO MESTRADO SUGESTÕES PARA ARTICULAÇÃO ENTRE O MESTRADO EM DIREITO E A GRADUAÇÃO Justificativa A equipe do mestrado em Direito do UniCEUB articula-se com a graduação, notadamente, no âmbito dos cursos de

Leia mais

ARTIGOS AÇÕES MOTIVACIONAIS

ARTIGOS AÇÕES MOTIVACIONAIS ARTIGOS AÇÕES MOTIVACIONAIS ÍNDICE em ordem alfabética: Artigo 1 - ENDOMARKETING: UMA FERRAMENTA ESTRATÉGICA PARA DESENVOLVER O COMPROMETIMENTO... pág. 2 Artigo 2 - MOTIVANDO-SE... pág. 4 Artigo 3 - RECURSOS

Leia mais

ABCEducatio entrevista Sílvio Bock

ABCEducatio entrevista Sílvio Bock ABCEducatio entrevista Sílvio Bock Escolher uma profissão é fazer um projeto de futuro A entrada do segundo semestre sempre é marcada por uma grande preocupação para todos os alunos que estão terminando

Leia mais

ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola, 2009.

ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola, 2009. Resenhas 161 ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola, 2009. Márcia Moreira Pereira* marcia.moreirapereira@gmail.com *Possui graduação em Letras pela Universidade

Leia mais

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE O PARFOR

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE O PARFOR PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE O PARFOR 1. Como são os cursos ofertados pela plataforma freire e quais os benefícios para os professores que forem selecionados? O professor sem formação poderá estudar nos

Leia mais

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA Autores: FIGUEIREDO 1, Maria do Amparo Caetano de LIMA 2, Luana Rodrigues de LIMA 3, Thalita Silva Centro de Educação/

Leia mais

Entrevista com Clínica Maló. Paulo Maló CEO. www.clinicamalo.pt. Com quality media press para LA VANGUARDIA

Entrevista com Clínica Maló. Paulo Maló CEO. www.clinicamalo.pt. Com quality media press para LA VANGUARDIA Entrevista com Clínica Maló Paulo Maló CEO www.clinicamalo.pt Com quality media press para LA VANGUARDIA Esta transcrição reproduz fiel e integralmente a entrevista. As respostas que aqui figuram em linguagem

Leia mais

MANUAL DO JOVEM DEPUTADO

MANUAL DO JOVEM DEPUTADO MANUAL DO JOVEM DEPUTADO Edição 2014-2015 Este manual procura expor, de forma simplificada, as regras do programa Parlamento dos Jovens que estão detalhadas no Regimento. Se tiveres dúvidas ou quiseres

Leia mais

Esterofoto Geoengenharia SA. Álvaro Pombo. Administrtador. (www.estereofoto.pt)

Esterofoto Geoengenharia SA. Álvaro Pombo. Administrtador. (www.estereofoto.pt) Esterofoto Geoengenharia SA Álvaro Pombo Administrtador (www.estereofoto.pt) Q. Conte-nos um pouco da historia da empresa, que já tem mais de 30 anos. R. A Esterofoto é uma empresa de raiz, a base da empresa

Leia mais

OS SABERES DOS PROFESSORES

OS SABERES DOS PROFESSORES OS SABERES DOS PROFESSORES Marcos históricos e sociais: Antes mesmo de serem um objeto científico, os saberes dos professores representam um fenômeno social. Em que contexto social nos interessamos por

Leia mais