ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL COMISSÃO ESPECIAL PARA PREVENÇÃO ÀS DROGAS RELATÓRIO FINAL

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2 ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL COMISSÃO ESPECIAL PARA PREVENÇÃO ÀS DROGAS RELATÓRIO FINAL 2

3 Mesa Presidente Deputado Ivar Pavan PT 1º Vice-Presidente Deputado Luciano Azevedo PPS 2º Vice-Presidente Deputado Francisco Appio PP 1º Secretário Deputado Giovani Cherini PDT Deputado Nélson Härter PMDB 3º Secretário Deputado Paulo Brum PSDB 4º Secretário Deputado Cassiá Carpes - PTB 3

4 SUMÁRIO 1. Apresentação do Relatório Final 2. Apresentação da Comissão 3. Agradecimentos 4. Equipe técnica Contextualização das drogas Organização social para o enfrentamento à droga Organização dos órgãos públicos de combate à droga Possibilidades e limites no tratamento da dependência química 9. Justiça Terapêutica 10. Prevenção na Prática Audiências Públicas Audiência Audiência Audiência Audiência 4 / Seminário Encaminhamentos e conquistas Conclusões e Recomendações

5 1. APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO FINAL A Comissão Especial foi criada com o objetivo de contribuir na formulação de uma política pública de combate à proliferação das drogas na sociedade gaúcha, propondo iniciativas de interação entre os diversos atores sociais (poder público e sociedade civil organizada) visando à ampliação das relações que potencializem a prevenção às drogas. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 10% das populações dos centros urbanos de todo o mundo consomem abusivamente substâncias psicoativas, independente da idade, sexo, nível de instrução e poder aquisitivo. Há uma tendência mundial que aponta para o uso cada vez mais precoce destas substâncias, incluindo o álcool, que é apontado em estudos como responsável por cerca de 1,5% de todas as mortes no mundo. Segundo o site saudementalrs.com.br, da Secretaria Estadual da Saúde, o uso de álcool e outras drogas tem conseqüências diretas e indiretas nos seguintes agravos à saúde: - aumento da violência doméstica, sendo que 2/3 dos casos de espancamento de crianças e de agressões entre marido e mulher, ocorrem com pais e/ou maridos embriagados; - provoca o fenômeno de crianças e adolescentes em situação de rua pela desagregação familiar; - no trânsito, 75% dos acidentes fatais estão ligados ao abuso de álcool e drogas; 5

6 - no aumento da violência e da criminalidade, 68% dos homicídios culposos, 62% dos assaltos, 54% dos assassinatos e 44% dos roubos, estão ligados ao uso de drogas. De acordo com a Associação Brasileira de Estudos sobre o Álcool e outras Drogas, o número de pessoas que apresentam problemas físicos e psíquicos causados pelo álcool aumentou em 50% nos últimos 10 anos. Já o Conselho Federal de Entorpecentes, destaca que, entre os jovens de 12 a 16 anos, 90% experimentam álcool pelo menos uma vez. Quanto às drogas, o consumo atinge de 6% a 8% da população. A principal finalidade da Comissão foi conhecer iniciativas já existentes no RS que visem ao combate às drogas, no âmbito governamental e da sociedade civil organizada; à prevenção ao uso; e à recuperação de dependentes químicos. Durante o período regimental de 120 dias de duração da Comissão, foram promovidos debates entre as diversas entidades públicas e privadas representadas na Comissão, articuladas sugestões aos órgãos governamentais para ampliar a atuação, realizados encaminhamentos na forma de projetos de lei e/ou decretoslei a partir de entendimentos do grupo, e criada uma campanha institucional por meio de folders, apoiada pelas entidades parceiras da comissão. Este trabalho pretende apresentar um relato das ações desenvolvidas durante o funcionamento da Comissão, além de apontar considerações e encaminhamentos, a fim de contribuir, tanto para evidenciar a situação que já se transformou em um dos maiores problemas sociais no Rio Grande do Sul, a exemplo do que acontece no país, quanto para a formulação de uma Política de Estado integrada de prevenção e combate às drogas. 6

7 2. APRESENTAÇÃO DA COMISSÃO Data de instalação: 17 de junho de 2009 RCE 02/ Processo nº /09-3 Aprovada em Sessão Ordinária do dia 02 de junho de 2009, com 38 votos favoráveis e nenhum contrário. Membros Titulares Dep. Kalil Sehbe Presidente Dep. Paulo Borges Vice-Presidente Dep. Miki Breier Relator Dep. Alberto Oliveira Dep. Alceu Moreira Dep. Carlos Gomes Dep. Cássia Carpes Dep. Fabiano Pereira Dep. João Fischer Dep. Mano Changes Dep. Marisa Formolo Dep. Pedro Pereira Membros Suplentes Dep. Abílio dos Santos Dep. Edson Brum Dep. Francisco Appio Dep. Gilmar Sossella Dep. Heitor Schuch Dep. Luciano Azevedo Dep. Marquinho Lang Dep. Nelson Harter Dep. Silvana Covatti Partido PDT DEM PSB PMDB PMDB PPS PTB PT PP PP PT PSDB Partido PTB PMDB PP PDT PSB PPS DEM PMDB PP 7

8 3. AGRADECIMENTOS Órgãos Públicos - Governo do Estado - Secretarias Saúde, Segurança (Brigada Militar e DENARC), Educação, e Justiça e Desenvolvimento Social - Tribunal de Justiça - Ministério Público do Estado do RS - Defensoria Pública - Câmaras Municipais de: - Alvorada - Bagé - Bento Gonçalves - Caxias do Sul - Cachoeirinha - Canela - Carlos Barbosa - Cidreira - Farroupilha - Feliz - Flores da Cunha - Gravataí - Itaqui - Montenegro - Porto Alegre - Rio Grande - Rolante - São Borja - São Francisco de Paula - Torres - Vacaria - Viamão - CONEN-RS Conselho Estadual de Entorpecentes - COMEN s Conselhos Municipais de Entorpecentes 8

9 - Setor Empresarial - Fiergs/SESI - Sinduscon-RS - Força Sindical - Universidades - Instituto de Toxicologia - INTOX / PUCRS - CPAD - HCPA / UFRGS - Instituto de Biociências - Departamento de Genética / UFRGS - Neurociência Comportamental / UFCMPA - ULBRA - ARI Associação Riograndense de Imprensa - Hospitais, Clínicas, ONG s e Comunidades Terapêuticas Porto Alegre Serviços: Serviço de Informações sobre Substâncias Psicoativas Serviço Interconfessional de Aconselhamento- SICA Centros de Estudos da Família e do Indivíduo - CEFI Alcoólicos Anônimos do Rio Grande do Sul - CENSAA/RS Cruz Vermelha Brasileira Comunidade Terapêutica Centro de Informações Toxicológicas (CIT) SINARS - Serviço de Informação Nar-Anon/Narateen do Rio Grande do Sul Viva Voz UFCMPA ARD POA CDquim ALANON/ALATEEN Clínicas: Centro Vita - Zé da Droga Fundação Mário Martins Plantão de Saúde Mental(PAM 3) Comunidade Terapêutica Fazenda Novos Rumos PACTO/POA Pastoral de Aux. Com. ao Toxicômano Centro Clínico Três Figueiras Cyro Martins Clínica São José Inst.Psiq. Forense Maurício Cardoso Associação Encarnación Blaya Clínica Pinel Centro Wallace Mandell 9

10 Fernando Pessoa Hospitais: Hosp. Mãe de Deus Unid. de Química Hospital Psiquiátrico São Pedro (Unid. Jurandyr Barcellos) Hospital Parque Belém CDQUI ADEQUI Hospital da PUC Hospital Nossa Sra.da Conceição/Equipe de Dep. Hospital Espírita Hospital Petrópolis Ambulatório de Álcool e Drogas do Hospital de Clínicas de Porto Alegre Caxias do Sul Casa de Passagem São Francisco Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) Reviver CAPS Cidadania Centro de Tratamento de Dependência Química Nova Esperança Centro de Tratamento de Dependência Química Casa Clara Comunidade Terapêutica Centro Vita Instituto Dr. Bezerra de Menezes Pastoral de Auxílio ao Toxicômano Nova Aurora (Patna) Clínica Paulo Guedes Ana Rech Desafio Jovem Unidos Na Fé Clínica Nova Esperança Alvorada Centro de Recuperação Jovem Bagé CAPS AD Canoas CRIC - Centro de Recuperação Imaculada Conceição Canoas Clínica Santa Tecla Carazinho Centro de Medicina Preventiva e Psicossocial - CMPP Cruz Alta Grupo Renascer de Amor Exigente 10

11 Flores da Cunha Federação de Ayahuasca Grupo Novo Amanhã Gramado Centro de Reabilitação Vale a Pena Viver Gravataí Comunidade Terapêutica Fazenda Renascença Ijuí Associação Vida Nova - Amor Exigente Lajeado Clínica Central Centro Regional de Tratamento e Recuperação do Alcoolismo Montenegro Recreo - Retiro Comunitário de Reabilitação Ocupacional Novo Hamburgo Comunidade Terapêutica Fazenda Renascer Panambi Sociedade Cruz Azul no Brasil Parobé CT Vida Plena Parobé CRIAR Passo Fundo Hospital Psiquiátrico Bezerra de Menezes Pelotas PACTO - Pastoral de Auxílio Comunitário ao Toxicômano Pelotas Hospital Espírita Pelotas Pinheiro Machado Grupo N.Sra. Conceição de Alcoólicos Anônimos 11

12 Rio Grande Associação Vida Nova Rio Grande Centro Regional de Estudos, Prevenção e Recuperação de Dependentes Químicos CENPRE Rio Pardo Associação de Voluntários de Rio Pardo - Fazenda Esperança Santa Cruz do Sul Utravarp - Unidade de tratamento e recuperação do alcoolismo e droga do Vale do Rio Pardo Santa Maria PACTO - Pastoral de Auxílio Comunitário ao Toxicômano Santa Maria Amor Exigente - Fazenda Senhor Jesus Unidades I e II Santa Rosa Grupo Despertar de Amor Exigente Santa Rosa Grupo Alcoolismo Hospital Caridade São Marcos Projeto Wida Triunfo Fazenda Bom Jesus Três Coroas Desafio Jovem - Vale do Quilombo Viamão Clínica do Hospital de Caridade 12

13 4. EQUIPE TÉCNICA ASSESSORIA TÉCNICA Paulo Roberto de Castro Gonzalez Renita Dametto ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO Fabio Ramos Berti SECRETÁRIA Iara Eulália de Mello APOIO Departamento de Comissões Parlamentares Departamento de Tecnologia da Informação Departamento de Taquigrafia Superintendência Administrativa e Financeira Divisão de Reserva de Espaços do Departamento de Relações Públicas e Atividades Culturais 13

14 5. CONTEXTUALIZAÇÃO DAS DROGAS Ao iniciar seus trabalhos, a Comissão entendeu como importante conhecer a realidade da presença das drogas no mundo atual, destacando os principais tipos, bem como seus efeitos sobre o ser humano e, em última análise, os prejuízos que provoca na sociedade. O quadro abaixo sintetiza a pesquisa sobre os tipos de drogas e seus efeitos: 14

15 Dados apresentados pelo pesquisador Fernando Amarante Silva, vicepresidente do Conselho Estadual de Entorpecentes (CONEN/RS), apontam que: - Envolvimento com álcool da população brasileira: - Aproximadamente 12,3% podem ser considerados dependentes de álcool. - Prevalência de 17,1% masculina. E 5,7% na população feminina. - Envolvimento com o uso de drogas ilícitas no mundo: - Segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) de 2007, houve um aumento do consumo de drogas ilícitas se comparado aos dados do relatório de O número de usuários foi estimado em 185 milhões (ou 4,7% da população mundial entre 15 e 64 anos). - Em 2006, esse número chegou a 200 milhões (5% da população mundial), sendo 4% usuários de maconha, 0,6% usuários de derivados de anfetaminas e 0,3% usuários de crack (600 mil). - Do total, 40 milhões foram identificados como usuários regulares. Segundo o Presidente da Associação Nacional de Justiça Terapêutica, Procurador de Justiça Ricardo de Oliveira Silva, o Ministério Público do Rio Grande do Sul trabalha com as seguintes informações: - Dados do Departamento Penitenciário Nacional / Ministério da Justiça - 30 % da população carcerária é HIV positivo - percentual superior a este é usuário de drogas em geral - Dados das Promotorias da Infância e Juventude / RS - 90% dos atendimentos a menores e adolescentes à presença de drogas - isto ocorre cada vez em mais tenra idade - Dados da UNESCO - 15% dos adolescentes do Rio de Janeiro e Porto Alegre à uso de cola, maconha, cocaína e crack - os alunos têm sua primeira experiência com drogas pouco antes dos 15 anos - 4% dos estudantes entrevistados em Porto Alegre e 3% dos entrevistados no Rio de Janeiro e Brasília já usaram drogas injetáveis - 59% dos entrevistados no Rio de Janeiro bebem com freqüência ou ocasionalmente - 35% deles fumam 15

16 - Dados do COMDICA relativos à Comunidade Grande Cruzeiro Porto Alegre (28 vilas e 9 bairros) - em cada 10 crianças e adolescentes, 4 estão envolvidos com drogas ilícitas - 40 % dos jovens de 9 a 17 anos são olheiros ou traficantes e/ou usuários de drogas - desse total, 25 a 30% morre antes de completar 17 anos - Dados da Fundação de Atendimento Sócio Educativo FASE (ex-febem de Porto Alegre) - 29 % dos internos apresentam o diagnóstico de transtorno mental devido ao uso de múltiplas drogas e substâncias psicoativas - 20 % apresentam diagnóstico de transtorno de conduta/personalidade - mais de 90 % dos diagnósticos psiquiátricos do Centro de Jovens Adultos (FASE) indicam transtornos de conduta/personalidade, em razão do uso freqüente de drogas Departamento de Genética / UFRGS O deputado Mauro Sparta (PSDB), ex-diretor Superintendente do Hospital Parque Belém, apresentou à Comissão um relato da situação nesta instituição, considerada de referência no tratamento à dependência química no estado, atuando há 20 anos: Temos lá 52 leitos. Estamos aumentando 30 leitos, por solicitação do Estado, contando com seu apoio. Posso confirmar a diferença que aconteceu ao longo desse período. Em 1989, no governo Pedro Simon, quando iniciamos aquele trabalho, 85% dos nossos dependentes químicos eram dependentes do álcool e 15% de outras drogas. Hoje, mais de 95% dos nossos internados são dependentes do crack. O foco do caminho das drogas na nossa comunidade mudou completamente. Há necessidade dessa percepção, de novos encaminhamentos, de mudança de rumo, de mudanças de rotina. Isso o governo do Estado vem fazendo. O governo municipal se aproxima disso. A Assembleia Legislativa, como ente afirmativo da nossa comunidade riograndense, começa agora, por meio dessa comissão, a fazer também esse trabalho. Principalmente por meio da união desses esforços é que conseguiremos tratar das duas vertentes que devem ser atacadas: a prevenção, de uma maneira muito forte, e as ações de combate a quem já está na dependência química, principalmente do crack. Não é só da desintoxicação que temos que tratar, com o serviço que temos no hospital de internamento por 21 dias, por três ou quatro semanas. Há 16

17 necessidade da complementação das comunidades terapêuticas, que darão apoio por seis, sete, oito meses, até termos aquele menino, aquele jovem, aquele adulto realmente com a defesa consistente para não voltar a reincidir. O Secretário Estadual da Saúde, Osmar Terra, apontou o crack como responsável pela grande epidemia do momento no estado. A pior epidemia é ver a juventude rapidamente ficar dependente, um número extraordinário de pessoas ficando dependente, principalmente do crack... A questão do alcoolismo, da cocaína, das drogas, de uma maneira geral, sempre foi muito grave. Desorganiza a vida das pessoas, mata, desorganiza as famílias, a sociedade, mas nada se tinha visto parecido com o que faz o crack... em pouco tempo, prende as pessoas, toma conta de suas mentes, fazendo-as ficar escravas do consumo desesperado da droga. Leva um contingente cada vez maior de jovens a terem a sua vida destruída. Não tínhamos nenhum caso registrado de crack há 11 anos, em 1997, Hoje calculamos que temos perto de 60 mil pessoas dependentes do crack aqui no Rio Grande do Sul. E em franca progressão. Basta a pessoa fumar uma ou duas vezes uma pedra de crack e já fica escrava dessa droga. A pessoa não consegue fazer mais nada. Ela fica só vivendo em função da pedra, que inicialmente custa barato, mas que, depois, fica cara, porque o usuário é obrigado a gastar uma fortuna, pois usa uma pedra a cada 20 minutos, a cada meia hora. O efeito é rápido. Em segundos, instala-se aquela sensação de bemestar no início é assim, uma poderosa sensação de euforia, mas em 20 minutos isso passa, e a pessoa começa a ficar deprimida. Então, ela sai desesperada atrás da pedra. Tem gente que fuma mais de quarenta pedras em 24 horas. Uma pedra que custa 5 reais aparentemente é barata, mas se tem que fumar 40, já começa a ficar cara. Como as pessoas não conseguem trabalhar, porque ficam escravas do crack, elas começam a ter que vender as coisas que têm para poder consumir, para poder comprar pedras. Depois, começam a furtar, começam a roubar e assaltar, e entram na espiral de violência do próprio tráfico, que também é muito grave. Se vocês forem observar o noticiário do último fim de semana sobre homicídios de sexta-feira a domingo, verão que a metade deles têm relação com o crack. São execuções sumárias, não roubam nada. Eles entram na casa e executam mais de uma pessoa. Em geral, matam a família para não ter testemunho. É terrível. Pelos danos que causa ao organismo, na grande maioria, esses jovens dependentes do crack não chegam aos 30 anos de idade. Somando isso à violência e aos homicídios, podemos dizer, sem medo de errar, que o crack 17

18 mata em um dia o que a febre amarela matou no Rio Grande do Sul em 10 meses. O deputado Miki Breier (PSB), autor da lei que proíbe a comercialização de bebidas alcoólicas nos estádios, destacou a importância da mudança de hábito que começa na própria família: Esta comissão tem a importante tarefa de colocar o Poder Legislativo do Rio Grande do Sul como um grande parceiro e articulador dessas políticas, especialmente de prevenção. Queremos trabalhar muito nessa ótica. O deputado Kalil Sehbe é um educador, um membro titular da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia, eu sou professor aqui no Estado do Rio Grande do Sul e queremos trabalhar muito na ótica da prevenção. Temos de debater tudo, a repressão, o tratamento, mas queremos dar um enfoque muito especial na questão da prevenção. Por isso criamos a lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol. Sei que perdi muitos votos, tenho amigos que vão ao estádio e disseram que não votarão mais em mim. Está bem, mas a violência diminuiu muito, não tenho dúvida. A FIFA tem anunciado que para a Copa de 2014, por conta de um contrato milionário com uma cervejaria, eles vão obrigar a vender cerveja nos estádios de futebol. Fico pensando que a lei que vem para defender a vida fica submissa a um interesse econômico, a um poderio econômico de uma federação com uma empresa de cerveja. Temos até 2014 para discutir esse assunto, mas alguns promotores do Ministério Público dizem que não é bem assim, ou seja, não vão mudar a lei no canetaço. Mas temos tempo. Quero refletir sobre uma certa hipocrisia da nossa sociedade foi muito bem relatado aqui há pouco, ao mesmo tempo que fazemos uma campanha muito forte sobre a questão de um tipo de drogadição, por outro lado aumentamos muito a propaganda de outro tipo de droga. Também não quero ser hipócrita. Sabemos que na nossa sociedade, especialmente no Estado do Rio Grande do Sul, a cultura da bebida alcoólica é muito forte. Sou de origem alemã, e não se pode imaginar um alemão se reunir para fazer festa sem tomar chope. Precisamos debater com mais seriedade essa questão. Por dentro das nossas casas, o quanto os pais e mães dizem aos filhos para não entrarem na drogadição e o quanto são dependentes da bebida, o quanto de festas de Igreja nós temos. Sou oriundo das comunidades de base, e fazemos uma campanha contra as drogas, mas em toda a festa de Igreja, independente do nome do santo, estão 18

19 muitas caixas de cerveja, pois parece que sem elas não tem festa. Incentivamos a juventude a acompanhar as tradições do Rio Grande do Sul, a participar de GTGs, de invernadas. E quando vamos num rodeio, percebemos que a quantidade de cachaceiros é fenomenal. É essa a tradição do Rio Grande do Sul? É tomar cachaça ou tem outras questões culturais? De fato, temos de fazer esse debate de forma muito desapaixonada. Temos de mudar a nossa própria cultura. A questão do trânsito não é fácil. Coordeno uma Frente Parlamentar de Defesa do Trânsito Seguro, a mesma que o deputado Beto Albuquerque coordena em Brasília, ele foi um defensor da questão da tolerância zero da bebida. Quantos de nós que temos carteira de habilitação há mais tempo já não dirigimos quase em estado de coma? Muitos de nós dirigiu, depois de uma festa, depois de um baile, depois de um evento. Depois de uma Oktoberfest, pegam o carro e vão adiante, achando que estão fazendo grande coisa. Nós mesmos temos de mudar nosso comportamento, a partir de uma droga lícita, que abre as portas para muitas outras. Talvez tenhamos entrado, ficamos somente na bebida, no vinho. Muitos dizem que bebem socialmente, mas dizem que tem a vida social muito agitada, ou seja, bebem todo o dia. Assim não dá, fazemos um discurso e temos uma prática totalmente contrária ao discurso que pregamos para a juventude, para os nossos filhos, enfim, para essa infância que está vindo... Precisamos de uma sociedade diferente. E é por aí, sem dúvida alguma, que vamos conseguir construir isso. Também é importante olharmos para o nosso comportamento, não somente na direção, mas em casa, em relação à bebida, em relação às pessoas. Que sejamos um pouco mais civilizados, educados, sensíveis, solidários. Certamente, faremos com que os outros também o sejam. A psicóloga e pedagoga Tereza Favaretto destacou a necessidade de prevenção a partir da educação: Como psicóloga e pedagoga atuante há mais de 30 anos na área da educação, com experiência inclusive em recuperação de drogados trabalhei no Cdquim quando estudante de Psicologia da PUC, não poderia deixar de dizer da minha preocupação, pois estamos falando do final do problema. Temos o problema da mídia com relação à bebida, que é grave. Fico fria cada vez que vejo na TV uma propaganda de cerveja, porque não adianta dizer não ao crack e continuar financiando esse tipo de propaganda. Minha preocupação relaciona-se à educação. Vejamos o que ocorre no Rio Grande do Sul. Nosso Estado era o pioneiro aqui se encontrava o mais alto nível de educação do Brasil 19

20 , mas vejam a que ponto desceu e, consequentemente, o quanto aumentou a questão da droga! Então, o problema está na educação. Na semana passada, esta Casa debateu o orçamento do Estado. A luta de alguns deputados era para que fossem destinados 35% para a educação. E quanto foi aprovado?... Sabemos que há Estados que aplicam mais de 35%... mas aqui foram aprovados 25%. Temos conhecimento das dificuldades dos educadores e da falta de condições das nossas escolas. O problema não é a falta de qualificação dos professores, não! Os professores das nossas escolas públicas são muito qualificados a maioria tem curso superior e pós-graduação, são dedicadíssimos, mas lhes faltam condições mínimas de trabalho. Não temos serviço de orientação educacional, não funcionam as bibliotecas, não temos serviço de apoio, não há psicólogos. Como vamos tratar da questão do crack se não se investe em educação? O problema está ali. É preciso escola de tempo integral para que as nossas crianças não fiquem na rua, servindo aos traficantes. Moro num bairro perto do Morro da Cruz e vejo o que acontece, sei como funciona. As crianças estão na rua a serviço do traficante. Se essas crianças estivessem na escola em tempo integral, se os nossos adolescente tivessem orientação, alguém que os acolhesse, ajudasse, não estariam hoje nesta situação. Isso é consequência da falta de investimento na educação. Não podemos deixar o aluno sem escola. O aluno sai da sala de aula e vai fumar o baseado no fundo do pátio ou no banheiro. E ficamos falando aqui, falando o quê? Se não investimos em educação estamos perdendo nosso tempo. A situação é muito séria. Temos que começar a olhar, e não adianta investir em hospitais, porque vai aumentar cada vez mais o número de viciados. É um rolo compressor. O deputado Kalil Sehbe (PDT) fez referência ao papel protagonista que a Assembléia Legislativa assumiu na busca de soluções para o gravíssimo problema que atinge a sociedade gaúcha: Uma das maiores preocupações do momento é o avanço das drogas sobre os lares gaúchos, deixando de saldo um rastro de destruição. Os crescentes índices de criminalidade estão comprovadamente relacionados com o aumento do consumo de drogas. Os cidadãos de bem cansaram de assistir a dramas diários, provocados pelo ingresso cada vez mais precoce de crianças e adolescentes neste submundo, desencadeando um ciclo destrutivo que atinge todos nós. 20

21 O crack tem sido apontado como o inimigo Nº 1 na atualidade, pois é o responsável por colocar em risco direto mais de 55 mil vidas somente em nosso estado, além de sustentar uma verdadeira indústria do crime. Entretanto, devemos estar atentos aos caminhos que conduzem a ele. Outras drogas, como maconha, cocaína, ecstasy, LSD, inalantes e merla, incluindo também as lícitas como o tabaco e o álcool, são o passaporte para este verdadeiro inferno. Trata-se de uma epidemia, mas que, infelizmente, nenhuma vacina produzida, nem mesmo no mais moderno laboratório, conseguirá erradicar. É necessário envolver toda a sociedade. Esta realidade nos obriga a refletir sobre nosso compromisso social e político com soluções viáveis e urgentes. Conclamo a sociedade gaúcha para se mobilizar na formulação de uma Política de Estado integrada que ajude a garantir às nossas crianças a chance de driblar o adversário feroz, marcar um gol de placa e sonhar com um futuro brilhante. 21

22 6. ORGANIZAÇÃO SOCIAL PARA O ENFRENTAMENTO À DROGA Durante suas atividades, a Comissão recebeu contribuições de diversas instituições que atuam sobre o tema drogas, incluindo entidades da sociedade civil organizada. Caso das instituições de saúde, comunidades terapêuticas, serviços de atendimento e aconselhamento, ONG s e conselhos estadual e municipais de entorpecentes ou anti-drogas. O presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes do Rio Grande do Sul (CONEN/RS), Major Edison Tabajara Rangel Cardoso, esclareceu sobre a participação da sociedade organizada na prevenção e combate ao avanço das drogas: Para termos uma noção, estudos da Organização Mundial da Saúde, difundidos em 2007, demonstram que, numa população de 15 a 64 anos, 5% de pessoas se envolveram com drogas ilícitas. Nessa mesma faixa etária, 50% já usaram álcool e 30%, tabaco. Hoje, falamos de um problema gravíssimo, que é o crack. Os senhores podem ver, aqui, esses números bem superiores aos 5%, que representam os vetores iniciantes do processo de dependência química. Vivemos em um país continental, longe de fronteira seca com os três maiores produtores de cocaína no mundo. São quilômetros de fronteira seca, isso para termos contextualizada a problemática dessa substância. O crack, a substância mais comentada, porque é a que a mídia está focalizando mais, não é produzido no País. Ele é produzido a partir da folha da cocaína, que é oriunda da Colômbia, do Peru e da Bolívia. O Brasil é o principal fornecedor dos precursores químicos e já encaminhamos a primeira proposição sobre este fato, um inventário da legislação em relação a precursores químicos para a feitura da cocaína e seus derivados: o crack e a merla, em nosso País. Faixa costeira: temos, também, quilômetros onde há uma precariedade de fiscalização das embarcações em nosso País continental. Começaremos a ter percepções, inclusive municipais, com relação ao licenciamento de embarcações, semelhantes ao licenciamento de veículos automotores. Há uma capilaridade fluvial, em nosso País, que é usada por muitos traficantes para o transporte de precursores químicos e da própria substância. Esses produtos não são alimentos e prejudicam a todos. Qual é o nosso papel na 22

23 vida? Dentro de uma cultura, há festinhas de um ano, de 15 anos, de escola, de trabalho, etc. E qual é o diagnóstico de nosso Município? Aqui temos uma questão fundamental, em proposição, para que cada Município passe a criar a sua política com relação às drogas. Quando falamos em drogas, não nos referimos apenas às ilícitas, mas principalmente às lícitas, ao comércio de substâncias psicoativas, que também causam dependência. Dentre elas temos percebido que há medicamentos. Estamos preparados? Estamos fazendo algo sobre o assunto? São questionamentos que deixamos aqui em relação ao Município. Ações estratégicas que o nosso colegiado pretende atingir de 2009 a 2011: Pesquisa nacional sobre o álcool e trânsito, juntamente com a Secretaria Nacional Antidrogas e o conselho, apoiando. Temos um núcleo de estudos e pesquisa em álcool da UFRGS, que, no mês de outubro, fará uma avaliação, um trabalho conclusivo, onde teremos o número de vítimas, de mortos e de feridos no trânsito em relação ao álcool e outras drogas também. Quanto ao levantamento sobre o consumo de drogas entre estudantes de ensino fundamental e médio, o objetivo, até o final de novembro, deverá ser uma nova edição da Senad junto ao Cebrid. O objetivo é atingirmos 4 mil e 500 turmas, num total de amostra de 130 mil alunos nas principais capitais brasileiras e áreas metropolitanas. Será feito um levantamento nacional sobre os padrões do consumo de drogas nas indústrias por meio do SESI, que está com um trabalho fantástico e muito promissor em relação à prevenção de drogas no trabalho e na família. Capacitação para policiais rodoviários federais: serão fornecidos os etilômetros, os bafômetros, mas, na ausência desse instrumento, auto de constatação através da capacitação desses profissionais em atuação, evitando que determinados tipos de ocorrências potencializem-se, principalmente em relação a resistência policial, gerando desacato e desobediência. Em termos de capacitação para o operador do Direito, é interessante: são todos cursos à distância, onde os operadores do Direito, profissionais da área de atenção psicossocial e da área de segurança pública, poderão ter a capacitação, em 120 horas/aula, principalmente na questão da abordagem e intervenção breve nas pessoas sobre o uso, de forma que capacite o profissional a identificar pessoas que estejam sob algum tipo de efeito ou transtorno sobre o seu sistema nervoso central, bem como locais, encaminhamentos para tratamento ou até mesmo a acolhida. 23

24 Serviço Nacional de Atendimento Telefônico Gratuito, Viva voz: É uma referência fantástica esse serviço. Desde 2005, vem fazendo um trabalho fantástico. Teremos, no mês de julho, o atendimento por 24 horas. Recebemos a informação de que já está implantado. Temos aqui a representante do Viva voz, um serviço de informação e orientação sobre drogas para usuários, pais, professores, profissionais da área de saúde, inclusive com consultoria, um call center com 40 pontos de atendimento, profissionais da saúde e da educação, em que são capacitados. Existe um campo de estágio também para essas pessoas. É um serviço nacional, cuja capacidade, certamente em breve, vamos conseguir duplicar. É o nosso esforço informar para prevenir. Cito também a capacitação para conselheiros municipais, desde segurança sobre drogas, tutelar, direitos das crianças e dos adolescentes, educação, saúde, assistência social, dentro desse esforço conexo de todo este grupo de pessoas que trabalham de forma anônima, de forma que essas pessoas tenham as informações mínimas sobre o tema. De setembro de 2008 até 2011, pretende-se capacitar em torno de 15 mil conselheiros das mais diversas atividades conexas. Temos, no Estado do Rio Grande do Sul, atualmente, dentro desses cursos de capacitação, 32% concentrados, sendo que a Região Sul do Estado do Rio Grande do Sul tem liderado pela nossa rede de comunicação, através dos conselhos municipais existentes, das prefeituras e dos serviços conexos. Haverá novas edições de capacitação para conselheiros municipais. No momento em que deixarmos aqui a nossa rede de relacionamento, todos os que estão presentes passarão a receber todas as informações, capacitações. Em 2009, no segundo semestre, pretendemos abrir ainda duas turmas de 15 mil alunos, que farão parte, certamente, da nossa rede de relacionamento. Em 2010, haverá mais uma turma de 15 mil conselheiros e, em 2011, outra turma de 15 mil conselheiros, totalizando 75 mil conselheiros efetivamente capacitados. O curso Prevenção no Ambiente de Trabalho, Conhecer para Ajudar também será à distância e estará disponibilizado a toda a comunidade brasileira. Com o maior esforço, temos tentado informar a todas as pessoas que nos contatam e fazem parte da nossa rede inclusive os que estão aqui presentes e que deixaram os seus dados aqui sobre o curso de Formação de Multiplicadores de Ações Preventivas no Ambiente Laboral e Incentivo à Implementação de Políticas de Programas de Prevenção na Empresa, que tem base científica e metodologia do nosso querido SESI. 24

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