Aderência ao tratamento com dependentes químicos

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1 Aderência ao tratamento com dependentes químicos O presente trabalho teve por finalidade identificar e analisar as influências do padrão de apego na aderência terapêutica, atuando na motivação, nas resistências e na possibilidade de estabelecer vínculos de confiança estáveis com dependentes químicos. O trabalho foi elaborado a partir da concepção a respeito da capacidade do ser humano de formar e romper vínculos afetivos, conforme foi designado por John Bowlby, sendo apresentada uma discussão teórica fundamentada neste modelo. Entende-se que alguns dos fatores preditivos para uma aliança terapêutica estão relacionados com o padrão de apego introjetado e a capacidade posterior para estabelecer e manter relações profundas, especificamente, a relação psicoterápica. Contém claras proposições específicas a respeito do papel das experiências infantis no desenvolvimento de psicopatologias, da importância da continuidade do ambiente e da natureza do processo subjacente da patologia. Foram utilizadas contribuições de autores como Winnicot e Olivenstein na conceituação do fenômeno da dependência química. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão das Nações Unidas com sede em Genebra (Suíça), um indivíduo torna-se um dependente quando perde o controle sobre o uso. Portanto, o abuso de substâncias não será definido apenas em função da quantidade ou freqüência de uso. A pesquisa é de natureza qualitativa. Foi realizado um estudo de caso com um paciente drogadicto em tratamento psicoterápico ambulatorial há mais de dois anos. Aplicado o questionário sócio-demográfico, foi feita a entrevista, utilizando o roteiro de Entrevista de Apego Adulto de Mary Main. Autor: Dorit Wallach Verea

2 Síndrome do pânico Conta a lenda que o deus mitológico Hermes teve um filho com Penélope. A criança ao nascer era tão feia que sua mãe saiu correndo! Essa criança recebeu o nome de Pã, e tinha o estranho hábito de aparecer subitamente para os viajantes, que em geral tinham uma reação de grande medo, de pânico. Vem dessa lenda o nome da síndrome do pânico. Hoje em dia, essa síndrome é o nome médico para uma reação de grande medo, em geral com sintomas extremamente desagradáveis, que aparecem sem nenhuma razão aparente. Talvez essa seja a característica mais assustadora da síndrome de pânico. E, se é incompreensível para a pessoa que sofre, não é fácil também estar perto de uma pessoa com um ataque agudo. O Distúrbio do Pânico ocorre igualmente entre homens e mulheres e, em sua maioria, são pessoas jovens ou adultas jovens na faixa etária dos 20 aos 40 anos, encontrando-se na plenitude da vida profissional. Em geral, são pessoas extremamente produtivas, criativas, costumam assumir grandes responsabilidades e afazeres, são perfeccionistas, muito exigentes consigo mesmas e não costumam aceitar bem os erros ou imprevistos. Costumam ser pessoas que não se vêem sensíveis aos problemas da emoção, julgam-se perfeitamente controladas, dizem que já passaram por momentos de vida mais difíceis sem que nada lhes acontecesse, enfim, são pessoas que até então subestimavam quem sofria de problemas psíquicos. Mas, a síndrome de pânico afeta a vida pessoal, afetiva, social e profissional, levando o indivíduo a uma reavaliação da vida e de si próprio sob outra perspectiva. Algumas mudanças de postura perante a vida podem ajudar bastante, tais como estar atento a se exigir, se culpar e se julgar menos e, jamais se sentir um fraco ou covarde por estar com síndrome do pânico. Este problema pode afetar qualquer pessoa e não é fruto da fraqueza de ninguém. Se os sintomas persistirem, não continue sofrendo. Procure ajuda especializada e acredite, vai passar. Autor: Dorit Wallach Verea

3 Rede social A presença de uma doença, especialmente quando se trata de uma doença crônica, produz um impacto nas interações entre o indivíduo e sua rede social mais ampla, por meio de diferentes processos inter-relacionados. As doenças em geral possuem um efeito interpessoal aversivo. Talvez esteja gravada no nosso código genético advindo da seleção natural. A rede social, assim como uma teia de aranha, é um sistema descentralizado que pode ser identificado e analisado a partir de um indivíduo (pessoal) ou de um serviço (institucional). A rede social pessoal pode ser definida como a soma de todas as relações que um indivíduo percebe como significativas ou diferenciadas da massa anônima da sociedade. Critérios de inclusão de uma rede. Exemplo: Quando se avalia um dependente químico em processo de reinserção social, incluímos o jornaleiro da esquina? Com quem conversou na última semana? Quem poderia ser um ombro para desabafar? Com quem encontra regularmente? A rede social institucional tem como seu maior desafio a inclusão de todos os envolvidos na discussão da função e do lugar do fenômeno do uso de drogas nas organizações sociais ocidentais modernas. O processo de construção da rede social deve caracterizar-se pela: Troca sistemática de informações e resultados (por meio de discussão de casos, seminários e pesquisas); Apoio mútuo e parcerias (rede informal); Desenvolvimento de estratégias e métodos (rede formal) A rede social pode ser avaliada em termos estruturais e funções. Estruturais: Tamanho nº de pessoas ou instituições; Densidade amigo do amigo ou relação entre as instituições; Distribuição nº de pessoas ou instituições mais próximas até as mais afastadas; Dispersão distância geográfica; Homogeneidade demográfica, sexo, idade ou sócio-cultural; Funções: Companhia social - (colegas);

4 Apoio emocional - (amigos íntimos, grupos de mutua ajuda); Guia cognitivo e conselhos - proporcionam modelos de papéis (ex. conselheiro); Regulação social reafirma responsabilidades e papéis e neutralizam desvios de comportamento (Igreja) Ajuda matéria e de serviços serviços de saúde Acesso a novos contatos é um atributo de qualquer relação e da prevenção A questão do individualismo e da competitividade na nossa sociedade torna relevante a exploração da rede social como determinante de saúde e doença. O trabalho institucional é enriquecido dramaticamente com a inclusão da óptica de rede que realça uma ética de nossa responsabilidade social e nos conscientiza da impotência do trabalho isolado. Fala-se com freqüência do perigo do isolamento do dependente, mas muitas instituições trabalham completamente isoladas. Existe uma correlação direta entre qualidade da rede social e qualidade de saúde. A rede social protege a pessoa contra doenças. Por outro lado, a doença deteriora a qualidade de sua interação social e, a longo prazo, prejudica seu acesso a sua rede social. Existe uma correlação entre o nº de internações de um dependente químico e a qualidade de sua rede. Grupos de apoio-mútuo assumem o papel do apoio emocional. A participação da família no tratamento é mais um exemplo. A rede fornece: Identidade reflexos de minha imagem: Oi, Joana ; História traz diferentes versões da minha lembrança Lembra quando você... ; Nutrição Emocional fonte de afeto e interesse pessoal Que prazer em te ver... ; Gerador de feedback social análise e crítica do outro Você está rouco de novo? ou Você foi muito agressivo com ela ; Depositário do outro ser referência e depositário para o outro. O vazio de identidade, de história, de continuidade, de nutrição emocional, de feedback social, de cuidados de saúde, de validação, de responsabilidade pelo outro produzido pela perda de um vínculo (objeto, amigo, parente, divórcio, parte do corpo ou sonho ou migração) é uma experiência universal. E a recuperação desse vazio ocorre na experiência. A formação de uma associação de rede social democrática é fundamental. Autor: Dorit Wallach Verea

5 Estresse pós trauma Atualmente a violência urbana e a agressão interpessoal constituem ameaça à vida e à integridade física dos seres humanos. Como conseqüência dessa dura realidade, começa a se tornar freqüente uma resposta emocional das pessoas sob a forma de um quadro clínico chamado Transtorno por Estresse Pós-Traumático, que é caracterizado por alterações emocionais, que quanto mais hostil e/ou tenso for, maiores as probabilidades de problemas emocionais. Os eventos traumáticos são considerados diferentes daqueles eventos muito dolorosos que constituem as vicissitudes normais da vida como divórcio, falha, rejeição, doença grave, reveses financeiros e afins, e suas respostas psicológicas são mais intensas. Os eventos que chamamos de traumáticos são desastres naturais (terremoto, incêndios, etc.), violência urbana e doméstica, abuso moral, físico e sexual, acidentes com grave risco de vida, assalto e seqüestros. Alguns tipos de eventos são mais traumáticos que outros. Em geral, a severidade dos sintomas é proporcional ao grau de risco da vítima, a sua sensibilidade afetiva e também pelo fato de desempenhar ou não atividades cotidianas estressantes: é o caso de algumas profissões como bancários, policiais, políticos, entre outras. O impacto do trauma e os intensos sentimentos imediatos provocados por ele, tais como, medo, depressão, desespero, raiva, ansiedade, entre outros, provocam uma desorganização mental caracterizada pela incapacidade de conviver com as emoções e as lembranças traumáticas. O Transtorno por Estresse Pós-Traumático, constitui uma resposta a uma situação de natureza excepcionalmente ameaçadora ou catastrófica que poderia acontecer com qualquer pessoa. Fatores predisponentes, tais como certos traços de personalidade ou antecedentes emocionais, podem aumentar ou diminuir a tolerância individual para a ocorrência desta síndrome. Uma avaliação precoce é valiosa para definir a necessidade e a forma de tratamento, pois muitas vítimas de atentados podem desencadear este transtorno de forma mais branda até a mais severa. Além disso, o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento e prevenção de problemas futuros. Para indivíduos com Transtorno do Estresse Pós-Traumático não tratados, o evento traumático permanece, algumas vezes por décadas ou a vida toda. Trata-se de uma experiência psicológica dominante que evoca pânico, terror, pavor, apreensão, aflição ou desespero,

6 manifestos em fantasias diurnas, pesadelos traumáticos e reconstituições psicóticas conhecidas como flashbacks do transtorno. Em sua manifestação mais extrema, o indivíduo tem medo de sair de casa, por temor de se confrontar com lembranças do(s) evento(s) traumático(s). O tratamento é fundamental pois o indivíduo sente seu futuro desolador, turvo, e sem perspectivas comprometendo assim, sua qualidade de vida e de trabalho. Por isso é cada vez maior a procura por tratamentos especializados para o Estresse Pós Traumático. Quadro Clínico do Transtorno por Estresse Pós-Traumático Sintomas % 1. Tensão no corpo Mal estar em situações que recordam o trauma Sentimentos depressivos Freqüentes mudanças de humor Dificuldades para conciliar ou manter o sono Sobressaltos com ruídos ou movimentos imprevistos Se irrita ou enfada com mais facilidade Tendência ao isolamento Sonhos desagradáveis ou pesadelos sobre o acidente Sentimentos de culpa, auto-acusações 39 Autor: Dorit Wallach Verea

7 Auto estima e auto confiança Frequentemente se acredita que a confiança advenha alimentada pela carreira, pelo sucesso, pelo alcance de determinados objetivos. É falso. A confiança depende da relação que você tem com você mesma. Queremos mudar, mas, se queremos mudar é porque não gostamos de nós mesmos, não temos auto-estima. Ou seja, não confiamos em nós mesmos! Mas, se é assim, como poderemos superar os obstáculos e realizar os novos objetivos e as mudanças? O resultado deste círculo vicioso é cada vez mais e mais falta de autoconfiança e baixa auto-estima. A primeira coisa a ser feita é mudar a direção do nosso olhar para o interno. Olhando sempre o passado, acreditamos, com antecedência, como ocorrerão as coisas e isto, na maior parte das vezes, nos condena a perpetuar a baixa auto-estima. Não se deve condicionar o passado para o eterno. Para isso, precisamos manter este olhar para o interno sempre direcionado, como um feixe de luz para o presente, podendo ver os eventos de forma sempre diferente. A autoconfiança não é o produto de um esforço, mas o resultado do estado de regeneração que se cria dentro de cada um de nós quando nos damos a chance de olhar-nos por este novo prisma. Só assim, temos condições de remover sentimentos negativos impregnados como: arrependimento, ciúme, lamentos, raiva, inveja, insegurança. Supere suas dificuldades, crie sua autoconfiança, se dê essa chance de acreditar em você mesma! Autor: Dorit Wallach Verea

8 Alcoolismo no adolescência A adolescência é uma fase caracterizada por mudanças rápidas no físico, no psicológico e no social, o que implica em uma crise de identidade. Por causa disso, é nesse período que o risco para o ingresso no uso de substâncias psicoativas se torna maior. Não apenas pelo fato de querer experimentar o novo, buscar novas emoções e desafios, mas também para encontrar nessas novas buscas as "respostas" para o seu viver. Na elaboração de sua identidade, o adolescente percebe que o álcool pode amenizar momentos de angústias e interferir na busca do novo sentido de si mesmo. Porém, esse amenizar pode implicar num sentido de vida fragilizado. Geralmente, o adolescente percebe que quando consome álcool, teoricamente, as coisas ficam mais fáceis; contudo, não percebe que, inadvertidamente, pode transformar o consumo de álcool como parte da busca de seu sentido de vida ou seja, tornar o consumo de álcool como ingrediente indispensável na resolução de sua crise. A sociedade atual também contribui para esse envolvimento em seus diversos segmentos, apontando para caminhos mais direcionados para o material do que para e essência. Isso serve também para a mídia que, influenciando o comportamento social, na maioria das vezes aponta caminhos para a obtenção de objetos de consumo, menos preocupados com respostas que visam o crescimento interior. Também, não é demais repetir um dado importante: não existe consumo de álcool sem risco. Não é necessário ser um alcoolista para se ter problema com bebida alcoólica. Autor: Dorit Wallach Verea

9 Ansiedade antecipatória Atualmente já se sabe que a ansiedade nasce como defesa de algo que sentimos como perigoso para nossa vida. Mas por que se defender de eventos prazerosos como casamento, férias, viagens, festa, promoção? Mesmo assim, muitas pessoas se agitam de forma patológica antes de uma situação que deveria dar prazer, satisfação e alegria. É uma ansiedade que inicia dias ou semanas antes do evento e que aumenta até tornar-se incontrolável, com sintomas semelhantes àqueles de ataque de pânico. A mente antecipa o que poderá ocorrer, fixando-se somente nos momentos nas quais as coisas poderão não andar como se espera que deva ir. Outras vezes a mente não consegue nem imaginar: fica tenso e pronto, como que paralisado. Uma paralisia que estraga tudo: antes do evento, porque tornar-se uma longa tortura feita de ansiedade e dúvidas; durante, pois não consegue divertir-se por causa da tensão e do esgotamento; e depois, em que se sente estúpido por não ter sabido aproveitar daquela ocasião. A causa mais freqüente da ansiedade antecipatória é a insegurança e seus desdobramentos como a incapacidade de viver emoções em geral e a necessidade excessiva de controle. A capacidade de poder vencer essa ansiedade começa quando nos damos conta que as coisas nunca serão como tememos, nem como esperamos. Será sempre algo diferente, por sorte. O controle é totalmente inútil. Se você perceber que está difícil lidar com isso, não perca tempo, procure ajuda! Autor: Dorit Wallach Verea

10 Sobre o tempo e a eternidade Por essas e outras é que somos fãs de carteirinha desse cara.. "Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental. Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser um especialista no assunto. E eu também pensei. Tanto que aceitei. Mas foi só parar para pensar para me arrepender. Percebi que nada sabia. Eu me explico. Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, do meu ponto de vista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros e obras são alimento para a minha alma. Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maiakovski. E logo me assustei. Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida. Van Gogh matou-se. Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica. Maiakoviski suicidou-se. Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos. Mas será que tinham saúde mental? Saúde mental, essa condição em que as idéias comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado; nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela, basta fazer o que fez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja o filme) ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, a coragem de pensar o que nunca pensou. Pensar é uma coisa muito perigosa... Não, saúde mental elas não tinham... Eram lúcidas demais para isso. Elas sabiam que o mundo é controlado pelos loucos e idosos de gravata. Sendo donos do poder, os loucos passam a ser os protótipos da saúde mental. Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria aos testes psicológicos a que teria de se submeter se fosse pedir emprego numa empresa. Por outro lado, nunca ouvir falar de político que tivesse depressão. Andam sempre fortes em passarelas pelas ruas da cidade, distribuindo sorrisos e certezas. Sinto que meus pensamentos podem parecer pensamentos de louco e por isso apresso-me aos devidos esclarecimentos. Nós somos muito parecidos com computadores. O funcionamento dos computadores, como todo mundo sabe, requer a interação de duas partes. Uma delas chama-se hardware, literalmente "equipamento duro", e a outra denomina-se software, "equipamento macio". Hardware é constituído por todas as coisas sólidas com que o aparelho é feito.

11 O software é constituído por entidades "espirituais" - símbolos que formam os programas e são gravados nos disquetes. Nós também temos um hardware e um software. O hardware são os nervos do cérebro, os neurônios, tudo aquilo que compõe o sistema nervoso. O software é constituído por uma série de programas que ficam gravados na memória. Do mesmo jeito como nos computadores, o que fica na memória são símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo "espirituais", sendo que o programa mais importante é a linguagem. Um computador pode enlouquecer por defeitos no hardware ou por defeitos no software. Nós também. Quando o nosso hardware fica louco há que se chamar psiquiatras e neurologistas, que virão com suas poções químicas e bisturis consertar o que se estragou. Quando o problema está no software, entretanto, poções e bisturis não funcionam. Não se conserta um programa com chave de fenda. Porque o software é feito de símbolos, somente símbolos, podem entrar dentro dele. Assim, para se lidar com o software há que se fazer uso dos símbolos eles podem vir de poetas, humoristas, palhaços, escritores, gurus, pastores, amigos e até mesmo psicanalistas... Acontece, entretanto, que esse computador que é o corpo humano tem uma peculiaridade que o diferencia dos outros: o seu hardware, o corpo, é sensível às coisas que o seu software produz. Pois não é isso que acontece conosco? Ouvimos uma música e choramos. Lemos os poemas eróticos de Drummond e o corpo fica excitado. Imagine um aparelho de som. Imagine que o toca-discos e os acessórios, o hardware, tenham a capacidade de ouvir a música que ele toca e se comover. Imagine mais, que a beleza é tão grande que o hardware não a comporta e se arrebenta de emoção! Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei no princípio: A música que saia de seu software era tão bonita que seu hardware não suportou... Dados esses pressupostos teóricos, estamos agora em condições de oferecer uma receita que garantirá, àqueles que a seguirem à risca, "saúde mental" até o fim dos seus dias. Opte por um software modesto. Evite as coisas belas e comoventes. A beleza é perigosa para o hardware. Cuidado com a música... Brahms, Mahler, Wagner, Bach são especialmente contra-indicados. Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar. Tranquilize-se há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento. Se há livros do doutor Lair Ribeiro, por que se arriscar a ler Saramago? Os jornais têm o mesmo efeito. Devem ser lidos diariamente. Como eles publicam diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras diferentes, fica garantido que o nosso software pensará sempre coisas iguais. E, aos domingos, não se esqueça do Silvio Santos e do Gugu Liberato. Seguindo essa receita você terá uma vida tranqüila, embora banal. Mas como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal ela é. E, em vez de ter o fim que tiveram as pessoas que mencionei, você se aposentará para, então, realizar os seus sonhos. Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se esquecido de como eles eram..." Rubem Alves. Sobre o tempo e a eternidade. Campinas: Ed. Papirus, 1996 Autor: Rubem Alves.

12 A vida não é uma academia Mente sã em corpo são é uma frase sábia e famosa. Porém, é notória a depressão oriunda do excesso de vida mental dos sedentários intelectuais, mas, se ignora totalmente o desequilíbrio oposto; a depressão advinda do excesso de vida corpórea. Cada vez mais as pessoas colocam seu corpo no centro de suas vidas: horas de ginástica, competições, dietas contínuas, tratamentos estéticos e excesso de atividades saudáveis ligadas ao corpo físico. Tempo, energia e criatividade são investidas e direcionadas ao corpo e, no entanto, o aspecto mental e psicológico da vida é ignorado. Esse desequilíbrio no passado era inócuo, mas na complexidade da vida moderna não conhecer a si próprio é muito perigoso. A capacidade emocional e as funções psíquicas necessárias para elaborações não se desenvolvem sozinhas, são cultivadas. Frente a um evento negativo (por ex. separação, conflitos, desilusões) estas pessoas entram muito mais facilmente em crises depressivas justamente pela falta de instrumentação psicológica. Outras vezes, também, é a própria mente que, na falta de eventos negativos, pede atenção produzindo a crise que rompe o fanatismo corpóreo e oferece assim a oportunidade de um reequilíbrio. São depressões complexas que exige identificar as necessidades e conflitos específicos daquele indivíduo naquele momento. Para despertar a auto-percepção basta tomar algumas atitudes aparentemente simples como, por exemplo: Dedicar um tempo para leitura do tipo introspectiva, músicas meditativas, CD de relaxamento, filmes existencialistas (não de ação ou terror); Encontrar momentos, mesmo breves, para ficar só sem fazer nada. Para quem não pára, parece difícil, mas não se cresce nem se sai de uma crise de uma hora para outra, com qualquer pílula mágica ou com métodos instantâneos. Ao anestesiar o sofrimento e adiar os conflitos, potencializando desesperadamente as atividades físicas haverá uma maior probabilidade de desembocar numa queda pior que a própria dor submersa. Relembramos então uma frase de Buda: O melhor caminho é sempre o do meio. Autor: Dorit Wallach Verea

13 Alcoolismo em mulheres O consumo abusivo e/ou a dependência do álcool traz, reconhecidamente, inúmeras repercussões negativas sobre a saúde física, psíquica e social da mulher, assim como um maior risco relativo ao suicídio e acidentes fatais entre aquelas que consumem acima de três doses diárias de bebidas alcoólicas. De forma ampla, as mulheres enfrentam uma série de barreiras para chegar e permanecer no tratamento, seja estruturais (falta de creche e ajuda legal), pessoais (falta de emprego e dependência financeira) e/ou sociais (estigma social e oposição do companheiro) Ao avaliar os relatos de problemas associados ao álcool entre as mulheres, observa-se que mesmo que o consumo de álcool seja realmente menor entre elas, seu impacto pode ser maior que entre os homens. Entretanto, a identificação do alcoolismo feminino em atendimentos primários de saúde ainda é deficiente e pouco valorizada. Muitos médicos, apesar de evidências clínicas, por questões morais não perguntam a respeito do padrão de uso do álcool das mulheres. Até algumas décadas atrás, o início e o aumento do consumo de álcool entre as mulheres era, em geral, mais tardio. Hoje o consumo está cada vez mais próximo ao padrão masculino. Atualmente, o perfil é o de uma mulher de 18 a 25 anos, e que bebe ou começa a beber pelas suas relações sociais ou profissionais. O problema a destacar é que a mulher é muito mais susceptível aos efeitos nocivos do álcool. Tomando a mesma quantidade, o álcool prejudica mais a mulher do que o homem e a sua toxidade mostra-se não só no fígado como igualmente nos outros órgãos. O que se mantém é ocorrência de maior prevalência de transtornos depressivos, de ansiedade, além de abuso de barbitúricos, analgésicos e tranqüilizantes. Muitas mulheres alcoolistas comportam-se como se estivessem praticando auto-medicação, pois obtêm através do álcool uma sensação, de poder e de liberdade além de alívio de tensões. É importante saber que muitos bebês com anormalidades neonatais são filhos de mães alcoolistas. O risco de uma mulher alcoolista ter um filho com anormalidades no desenvolvimento físico e mental aproxima-se de 35%. O problema é que não é incomum a mulher dependente de álcool deixar temporariamente de menstruar e só perceber que está grávida quando sente os movimentos da criança. Este problema diz respeito a todos. Como forma de enfrentar essas questão complexa e multifacetada vem-se propondo o desenvolvimento de programas específicos para mulheres. Isto significa desenvolver e implementar estratégias integradas que sejam particulares e responsivas às necessidades do gênero feminino. Autor: Dorit Wallach Verea

14 Mulher dependente química ALCOOLISMO FEMININO A MULHER DEPENDENTE QUÍMICA Dependência de drogas: Uma questão de gênero? Existem diferenças significativas, relacionadas às questões de gênero, entre a drogadicção masculina e a feminina. As evidências de dependência de drogas nas mulheres passaram a ser mais significativas no final do século XIX e início do século XX. As pesquisas sobre o assunto são bem recentes, começando a aparecer, apenas a partir da segunda metade do século XX, com o aumento da busca de tratamento por parte delas. Historicamente o estigma relacionado ao uso, abuso e dependência de drogas na mulher sempre foi mais intenso que no homem. Esta prática realizada por algumas mulheres era tão condenada pelos romanos quanto a prática do adultério; isto colaborou para mantê las no anonimato. O abuso e dependência de drogas nas mulheres, por ser menos visível, podem desencadear em um maior retardo na busca de tratamento. O uso abusivo de álcool costuma ser isolado e em casa. Se sua função cotidiana é de dona de casa, pode haver um prejuízo no cuidado com os filhos e com o lar (ex. atraso na preparação das refeições e gastos excessivos desequilibrando o orçamento doméstico). De maneira geral, o papel do cônjuge masculino não é de cuidador como comumente se vê em esposas de alcoolistas. A violência física é menor por parte das mulheres alcoolistas, sendo muitas, agredidas por seus maridos. A resistência ao tratamento e o índice de divórcio, por parte dos maridos, também é maior que das esposas dos homens dependentes de álcool. As drogas de abuso, mais usadas pela maioria das mulheres, costumam ser as lícitas. Possivelmente por seu uso ser menos estigmatizante e até mesmo, incentivado ou induzido pela sociedade. É comum os casos de médicos que prescrevem, excessivamente, benzodiazepínicos ou mulheres que abusam das anfetaminas para emagrecer (devido a necessidade de corresponderem a um padrão estético de beleza rigidamente imposto pela sociedade). O início de uso de drogas e a busca de tratamento, com exceção da cocaína, costumam ser mais tardio (este padrão vem se modificado aos poucos). Geralmente as mulheres começam a usar as drogas ilícitas com os parceiros e as lícitas por prescrição médica ou com colegas. Devido às diferenças orgânicas, as conseqüências físicas podem ser mais rapidamente intensas. As lesões hepáticas ocorrem com níveis mais baixos de ingestão. As conseqüências na esfera ginecológica, obstétrica e endocrinológica também são relevantes. Amenorréia, ciclos irregulares e/ou anovulatórios, menopausa prematura, prejuízos para o desenvolvimento fetal, infertilidade, aborto espontâneo, aumento de massa gordurosa abdominal, são alguns dos possíveis problemas, específicos das mulheres, decorrentes do uso abusivo de bebidas alcoólicas. O risco de suicídio entre mulheres alcoolistas é maior que entre os homens dependentes do álcool. A vergonha associada ao alcoolismo feminino, a perplexidade e hostilidade da família diante de tal questão, o medo de perder a guarda dos filhos, a sensação de não ter saída e a dificuldade de pedir ajuda, são motivos importantes que colaboram para levar estas mulheres ao suicídio.

15 Quando falamos em dependência de drogas e pensamos na prevenção e no tratamento, não devemos, em hipótese alguma, desconsideras as questões de gênero que permeiam, influenciam e são influenciadas, significativamente, na drogadicção masculina e feminina. O padrão de ingestão de drogas, os aspectos socioculturais, os fatores causais, a dinâmica familiar e as conseqüências decorrentes do abuso de substâncias psicoativas, são os aspectos fundamentais que caracterizam as diferenças entre a dependência química nas mulheres e nos homens. Autor: Dorit Wallach Verea

16 Nova lei descriminaliza o usuário de drogas O preconceito da sociedade é um dos principais obstáculos na recuperação de dependentes A aprovação da lei no último dia 24 de agosto tem provocado discussão entre juristas, sociedade e especialistas. Polêmica, a lei descriminaliza o usuário de drogas, prevendo penas mais leves e alternativas. Para alguns, a medida pode incentivar e aumentar o uso indiscriminado. Já quem trabalha com a recuperação de dependentes químicos tem uma outra opinião: demos um passo à frente, foi um avanço para um tratamento mais humano e menos preconceituoso e marginalizante. Ter um membro da família envolvido com drogas pode ser um problema sério não só para o usuário, mas para todos de seu convívio. Parentes se comovem, revoltam e precisam arrumar forças para ajudar o dependente a superar seu vício. Como facilitar a busca de ajuda e tratamento? Como manter o dependente químico no tratamento? Como estabelecer condições para evitar uma recaída? São questões complexas cujas respostas agora podem ser facilitadas. Cabe agora à sociedade uma reflexão menos moralista e mais analítica sobre o uso de drogas. A lei por si só não muda a cultura da sociedade. A marginalização do usuário ou dependente é um fator que dificulta e muito na aceitação do problema e funciona como uma barreira na procura de ajuda para superar a dependência. O tratamento do dependente químico é um desafio complexo que vai desde a negação do problema, a dificuldade de buscar ajuda, o alto índice de abandono do tratamento e o seguimento das orientações. Essa descriminalização permitirá um diálogo mais aberto entre clínicos, pacientes, família e sociedade e assim diminuirá o impacto emocional que a dependência causa em todos esses nichos. A Família É comum observar-se durante o processo evolutivo da dependência química o stress que toma conta dos membros da família, suas mudanças, e como, com o tempo, desenvolvem uma adaptação às situações de tensão às quais são "submetidos". Algumas famílias estruturam suas relações em torno da droga, alterando na rotina, nas festas, férias, reuniões familiares e até nas questões básicas referentes ao sono e alimentação. A auto-estima da família é afetada, aumentando a ansiedade, as dificuldades de produção e do relacionamento social que podem causar um isolamento social progressivo da família. Além das mudanças de comportamento, como usar drogas era crime é comum a sensação de rejeição pessoal, vergonha e humilhação perante a sociedade. Sentem-se isolados, alienados e diferentes, com um grande sentimento de desesperança. Com o tempo os membros da família do dependente químico percebe m que não estão resolvendo a situação, o caos est á se concretizando e seu limite já passou faz tempo. Temendo por sua sanidade e com sentimento de desesperança percebem que algo deve ser feito. Em virtude dessa realidade é que profissionais especializados desenvolveram um programa de atendimento e orientação para familiares de alcoolistas e drogadictos. Ao procurarem orientação, os familiares encontram um espaço de reflexão sobre certos padrões repetitivos

17 que desenvolveram ao se adaptarem à problemática da dependência e que resultaram numa dinâmica familiar patológica. Diversos tópicos como estabelecimento de limites, regras de conduta e valores das famílias são trabalhados com um objetivo primordial: o desenvolvimento de um ambiente familiar onde não há espaço para a doença e na qual o dependente se sinta compelido a procurar ajuda. O envolvimento de todos os membros do sistema familiar no tratamento é fundamental para que ocorram modificações estruturais que tenham resultados positivos na recuperação do drogadicto. É inquestionável a influência e o poder do sistema familiar no seu processo de recuperação. Autor: Dorit Wallach Verea

18 De perto ninguém é normal Quando se fala em doença mental, a primeira imagem que vem à cabeça é a do louco de carteirinha - que não fala coisa com coisa e costuma ter acessos de fúria só controláveis por camisa-de-força ou calmantes potentíssimos. É uma visão parcial e marcada pelo preconceito. O universo desse tipo de enfermidade é bem mais amplo. Milhões de homens e mulheres ao redor do mundo são afetados por esses problemas, mas pouquíssimos procuram ajuda. Por dois motivos: boa parte prefere esconder seu sofrimento, com medo de ser estigmatizada, e a maioria nem sequer desconfia de que seus sintomas são de um transtorno mental tratável. Com isso, distúrbios leves, de cura relativamente fácil, podem transformar-se em problemas crônicos e incapacitantes. Os transtornos de ansiedade, a depressão e os transtornos de pânico são patologias reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde. Atingem atualmente 10% dos homens e 20% das mulheres em todo mundo, estatística que tende a dobrar até Atualmente são a segunda maior causa de pedido de licença médica e de aposentadoria no planeta como doença incapacitante para o trabalho. Os quadros de depressão dividem-se em leves, moderados ou severos. Um deprimido severo, por exemplo, padece de falta de energia para executar as tarefas mais simples e não vê graça em nada. Sua auto-estima despenca e um inexplicável sentimento de culpa passa a atormentálo. Ele tem crises de choro repentinas e pode ser tomado por dores sem causa orgânica definida. Seu padrão de apetite e sono oscila além do razoável. Nos casos mais graves, são recorrentes os pensamentos sobre a própria morte, sendo que cerca de 15% das vítimas cometem suicídio. É um tormento do qual é difícil enxergar a saída. A maioria de nós não teria nenhum problema moral em tomar uma medicação para dor de estômago ou infecção urinária. Quando se trata de uma indicação para psicoterapia ou prescrição de medicação psiquiátrica a questão já não é tão simples. As pessoas não são robôs nem têm controle absoluto de suas emoções. A riqueza e complexidade de nossas vidas são imbuídas de sonhos, fantasias, medos e inseguranças inerentes ao ser humano. Portanto, o que é normal e o que não é? O que é tristeza? O que é depressão? Quantas vezes nos pegamos dizendo estou deprimido quando na verdade estamos apenas entristecidos, mais frágeis, possivelmente carentes?! Quem nunca se pegou fazendo um balanço da vida e percebendo que muitas das mudanças significativas foram mobilizadas a partir de uma intensa dor emocional? Aliás, que mudanças na vida se processam sem uma dose de crise? E quando estas crises necessitam de ajuda profissional? Não somos super-heróis nem superfracassados. Acertamos, erramos, temos dias de alegria e dias de tristeza. Todos nós temos lá nossas manias inconfessáveis, nossos comportamentos inadequados, incoerentes e recorrentes que juramos nunca mais repetir. Quando o sofrimento emocional ou comportamento inadequado atrapalhar de alguma forma nossa rotina ou gerar

19 dúvidas é aconselhável procurar um profissional especializado que poderá avaliar a necessidade ou não de ajuda medicamentosa e/ou psicoterapêutica. Na maioria das vezes procuramos ajuda por um momento de fraqueza e acabamos por rever crenças que nos fragilizavam e escondiam recursos disponíveis que tínhamos, sem perceber, para vencer obstáculos que antes julgávamos intransponíveis. Portanto, muitas vezes loucura é não procurar ajuda. Autor: Dorit Wallach Verea / Gabriela Garrido

20 Luto Patológico A origem da palavra Luto vem do latim Lucto, que significa sentimento de pesar pela morte de alguém e por ser um processo tem começo, meio e fim, que tem seu pico de intensidade na hora em que se perde o ente querido e vai decrescendo até tornar-se uma lembrança. Porém, quando esse processo não se finaliza e se perpetua, impedindo que o indivíduo retorne as suas atividades cotidianas, ele dá início ao que chamamos de Luto Patológico. Esse tipo de luto é divido em: Luto Crônico: tem duração excessiva e nunca chega a um término satisfatório. Luto retardado ou ausente: apesar de uma reação normal a essa perda, ainda assim não foi o suficiente para superá-la. E em outra situação de luto, a emoção expressa mostra-se desadaptada a perda atual. Luto Severo: é a intensificação do luto. Segundo Parkes (1996), a perda pode ser vista como um choque. Assim como no caso do machucado físico, o ferimento aos poucos se cura, porém, podem ocorrer complicações e a cura é mais lenta ou outro ferimento se abre naquele que estava quase curado. Nesses casos surgem as condições anormais, que podem ser ainda mais complicadas com o aparecimento de outros tipos de doenças. Os determinantes que podem fomentar um luto patológico, segundo Worden (1991), são: 1. Quem era a pessoa; 2. A natureza da ligação; 3. Forma da morte; 4. Antecedentes históricos; 5. Variáveis de personalidade e 6. Variáveis sociais. Uma das possíveis causas dessa patologia é o luto adiado ou negado. Para Parkes (1996), no luto adiado as reações imediatas à morte não são apresentadas e são provocadas mais tarde por eventos que não teriam força para tanto. E no luto negado, o enlutado não entra no processo de luto, age como se nada tivesse acontecido, negando todos os sinais de sofrimento e dor. Além disso, muitas pessoas têm a sensação de que se elas deixassem de sofrer ou não mais pensar em seu ente querido, ele pensará que o enlutado não o ama mais. No processo de luto normal, isto é, após a morte de um ente querido, sentimentos de ambivalência fazem parte desse processo que se finaliza com a aceitação da realidade e elaboração da dor dessa perda, assim como reajustar-se em um ambiente sem a pessoa falecida. Segundo Parkes (1970), o enlutado passa por quatro fases de elaboração do luto: torpor,

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