ESPOROTRICOSE FELINA REVISÃO DE LITERATURA

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1 1 UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM CLÍNICA MÉDICA E CIRÚRGICA EM PEQUENOS ANIMAIS ESPOROTRICOSE FELINA REVISÃO DE LITERATURA Área de Clínica de Pequenos Animais Acadêmica: Fernanda Maia Mendonça Orientador: Harald Fernando Vicente de Brito Brasília DF Setembro, 2009

2 2 FERNANDA MAIA MENDONÇA Aluna do curso de Especialização Lato Sensu em Clínica Médica e Cirúrgica em Pequenos Animais ESPOROTRICOSE FELINA REVISÃO DE LITERATURA Trabalho monográfico do curso de pós graduação Lato Sensu em Clínica Médica e Cirúrgica em Pequenos Animais apresentado à UCB como requisito parcial para a obtenção de título de Especialista em Clínica e Cirúrgia de Pequenos Animais, sob a orientação do Prof. M.Sc. Harald Fernando Vicente de Brito. Brasília DF Setembro, 2009

3 3 ESPOROTRICOSE FELINA REVISÃO DE LITERATURA Elaborado por Fernanda Maia Mendonça Aluna do curso de Especialização lato sensu em Clínica Médica e Cirúrgica em Pequenos Animais Foi analisado e aprovado com grau:... Brasília, de de. Membro Membro Prof Orientador Harald Fernando Vicente de Brito Presidente Brasília DF Setembro, 2009

4 4 Resumo A esporotricose é uma micose cutânea profunda, com elevado potencial zoonótico que acomete felídeos domésticos, sendo aqueles que têm hábitos peridomiciliares, considerados os grandes portadores desta enfermidade e os principais causadores de transmissão para o homem. Esta revisão bibliográfica foi desenvolvida o objetivo de revisar a etiopatogenia, os sinais clínicos e o tratamento da esporotricose felina, fazendo uma breve comparação com a abordagem clínica empregada na medicina humana.

5 5 Abstract This bibliographical revision was developed to lead bigger clarification on the diagnosis and treatment of esporotricose in cats, beyond a general panorama on the illness, leading in consideration its great zoonótico potential, where felinos of peridomiciliares habits the great carriers of this disease and the main ones are considered causers of the transmission human being. The objective of this work is to revise the etiopatogenia, signals, symptoms and the treatment of esporotricose felina, making one soon comparison with the treatment of the illness used in the species human being.

6 6 SUMÁRIO Resumo REVISÃO DE LITERATURA Introdução Etiologia Epidemiologia e distribuição Patogenia Classificação e Manifestações clínicas Forma cutânea Forma Cutâneo-localizada Forma Cutâneo-linfática Forma Cutâneo-disseminada Forma extracutânea Pulmonar Sistêmica Diagnóstico Citologia Histopatologia da pele Imunofluorescência Cultura fúngica Inoculação em animais Diagnóstico em humanos Diagnóstico diferencial Prognóstico Profilaxia Tratamento Tratamento de caninos Tratamento de felinos Tratamento de humanos CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 39

7 7 1 REVISÃO DE LITERATURA 1.1 Introdução A esporotricose é uma micose cutânea profunda, com apresentação subaguda ou crônica, causada pelo fungo dimórfico Sporothrix schenckii, que acomete o homem e os animais (LACAZ; PORTO e MARTINS, 1991; HENNEMANN et al., 2003; XAVIER et al., 2004; NUNES e ESCOSTEGUY, 2005; BRUM et al., 2007; MEINERZ et al., 2007; MADRID et al., 2007; SILVA et al., 2008). Ela pode afetar o tegumento, os linfáticos, ou ser generalizada (RHODES, 2005). O primeiro caso comprovado de esporotricose foi descrito por Schenck, em 1898 nos Estados Unidos da América. O fungo isolado neste caso foi classificado no gênero Sporotrichum. Em 1900, Hoktoen e Perkins relataram um caso com as mesmas características clínicas e o fungo isolado foi denominado de Sporothrix schenckii. Em 1903, observou-se o primeiro caso na França por Beurmann e Ramond e o fungo isolado foi denominado Sporotrichum beurmanni. O fungo isolado do caso de Schenck perdeu seu pigmento com o tempo e quando examinado pelos autores franceses foi considerado como espécie distinta do organismo isolado por Beurmann e Matruchot. No entanto, em 1910, Matruchot reescreveu o organismo de Schenck como Sporotrichum schencki. Ele retirou o i final do nome da espécie e até recentemente esta ortografia era usada (DONADEL et al., 1993; HENNEMANN et al., 2003). Várias espécies do gênero Sporothrix foram relatadas na Europa e NOS Estados Unidos da América. Algumas foram reconhecidas posteriormente como pertencentes a

8 8 outros gêneros, ou como apenas uma representação do pleomorfismo do Sporothrix, permanecendo a divisão em uma espécie americana (Sporothrix schenckii) e outra européia (Sporotrichum beurmann). Em 1921, Davis demonstrou que ambas eram idênticas e as denominou Sporotrichum schencki, mas em 1962, Carmichael chamou a atenção para as diferenças entre os gêneros Sporothrix e Sporotrichum e determinou que o binômio correto fosse Sporothrix schenckii. A maioria dos micologistas considera todas as espécies idênticas, com designação Sporothrix schenckii (RIPPON, 1982; DONADEL et al., 1993). A esporotricose se apresenta nas formas cutânea localizada, cutânea disseminada, cutânea linfática e raramente evolui para forma extracutânea (sistêmica), sendo que os principais sinais clínicos e lesões são nódulos, úlceras, crostas e enfartamento dos linfonodos seguindo a cadeia linfática (KWON-CHUNG e BENNETT, 1992; SCHUBACH, T e SCHUBACH, A., 2000; XAVIER et al., 2004; JESUS e MARQUES, 2006; MADRID et al., 2007; DABUS et al., 2008). As lesões podem aparecer como feridas pequenas, penetrantes, drenantes e não são prontamente diferenciáveis dos abscessos bacterianos, ou celulite causadas por mordidas ou arranhões em brigas entre gatos (DUNSTAN, REIMANN e LANGHAM, 1986; SOUZA, 2003; DABUS et al., 2008). Vários são os animais considerados como susceptíveis a exemplo do: rato, cavalo, cão, gato, camundongo, muar, porco, camelo, tatu, chimpanzé e boi (MARQUES et al., 1993; HENNEMANN et al., 2003).

9 9 1.2 Etiologia A esporotricose é causada pelo fungo dimórfico Sporothrix schenckii, de reprodução sexuada, que existe como saprófita no solo e nos debris orgânicos (BALSARI et al., 1981; VAN CUTSEM e JANSSEN, 1984; VAN CUTSEM et al., 1990; DONADEL et al., 1993; SCOTT, MILLER e GRIFFIN, 1995; FARIAS, 2000; GREMIÃO et al., 2006a; GREMIÃO et al., 2006b; BRUM et al., 2007; MEINERZ et al., 2007; DABUS et al., 2008). O S.schenckii é um fungo geofílico que na natureza ou em cultura à temperatura de 25 C apresenta-se na forma filamentosa, e, em parasitismo, ou cultura a 37 C, apresenta-se sob a forma de levedura (KWON-CHUNG e BENNETT, 1992; DONADEL et al., 1993; FARIAS, 2000; HENNEMANN et al., 2003; XAVIER et al., 2004; BRUM et al., 2007; MADRID et al., 2007; MEINERZ et al., 2007; DABUS et al., 2008). O fungo é considerado sapróbio de cascas de árvores e de solos ricos em matéria orgânica, vegetação, água contaminada, crescendo principalmente em locais quentes e úmidos. Na forma de levedura, o fungo cresce em lesões dermo-epidérmicas, viscerais e ósseas (KWON-CHUNG e BENNETT, 1992; DONADEL et al., 1993; FARIAS, 2000; XAVIER et al., 2004; MEINERZ et al., 2007). Verificou-se o crescimento de acordo com a umidade e concluiu-se que a proliferação do fungo e ótima nas condições de 92 a 100% de umidade. Também foi verificado que os esporos podiam ser veiculados pelas correntes de ar com umidade adequada entre 26 a 28 C (BELLIBONI, 1960; DONADEL et al., 1993).

10 Epidemiologia e distribuição O Sporothrix schenckii possui distribuição cosmopolita, sendo mais comum em áreas tropicais e temperadas. É a micose subcutânea humana mais comum na América Latina (TONELL, 1987; DONADEL et al., 1993; FARIAS, 2000; HENNEMANN et al., 2003; JESUS e MARQUES, 2006; BRUM et al., 2007; MADRID et al., 2007; MEINERZ et al., 2007). Nos Estados Unidos da América, a maioria dos casos encontra-se na bacia dos rios Mississipi e Missouri (BELLIBONI, 1960; BELKNAP, 1989). Foi observada em quase todos os países europeus, predominantemente na França (ROOK, WILKINSON e EBLING, 1986). Na África do Sul, o principal foco encontra-se no Transvaal, onde foi relatado o maior número de casos em uma única área. No México, a esporotricose é endêmica em algumas regiões (BELLIBONI, 1960; BELKNAP, 1989) e na América do Sul foi observada na Colômbia, Argentina, Uruguai e Brasil (BELLIBONI, 1960). Atualmente parece estar mais circunscrita ao Continente Americano (zona Centro-Sul) e Japão, entretanto ainda há casos em vários países (DONADEL et al., 1993). A epidemia mais importante com maior número de casos em uma área geográfica foi observada nas minas de ouro de Transvaal, África do Sul (BELKNAP, 1989). Houve um total de casos em nativos trabalhadores das minas entre março de 1941 e julho de 1943 na mina de Venterpost e 384 casos entre agosto de 1942 e outubro de 1944 na Consolidated Main Reef. O fungo foi demonstrado crescendo como saprófita na madeira de sustentação dos túneis das minas e pelo tratamento da madeira com

11 11 fungicidas e dos pacientes com iodeto a epidemia foi erradicada (BELKNAP, 1989; DONADEL et al., 1993). No Brasil, o primeiro caso humano foi observado em Neste mesmo ano, foi registrada a esporotricose na Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Acre e em Pernambuco (DONADEL et al., 1993). A incidência em humanos, adquirida pelo contato com gatos infectados vem aumentando, sendo no Rio de Janeiro, essa doença considerada de notificação obrigatória. O instituto de pesquisa Evandro Chagas (IPEC- Fiocruz) diagnosticou 12 casos de esporotricose humana em dez anos, entre 1987 e 1997, ou seja, uma média de 1,2 casos por ano. A partir de 1998, a incidência da doença aumentou progressivamente: em 1998 foram diagnosticados 12 casos; em 2000, 40 casos; e em 2001, 50 casos, 80% dos quais na cidade do Rio de Janeiro (SCHUBACH et al., 2002; NUNES e ESCOSTEGUY, 2005; MADRID et al., 2007; MEINERZ et al., 2007; SILVA et al., 2008). De 1998 até julho de 2000, o IPEC-Fiocruz diagnosticou a doença em 117 gatos e sete cães (NUNES e ESCOSTEGUY, 2005). Nos animais de companhia, a esporotricose tem sido freqüente em gatos (LARSSON, 2005). Os casos em felinos, no período de 1998 a 2002, ultrapassaram 499; em humanos, neste mesmo período, totalizaram cerca de 120 casos zoonóticos documentados no Brasil, principalmente na região sudeste (NOBRE et al., 2002). Em caninos, a doença é mais observada em cães de caça, o que sugere infecção por objetos pontiagudos como espinhos ou lascas de madeira. Animais expostos a solo rico em resíduos orgânicos em decomposição parecem ser predispostos (VAN CUTSEM e JANSSEN, 1984; VAN CUTSEM et al., 1990; SCOTT, MILLER e GRIFFIN, 1995; FARIAS, 2000; RHODES, 2005; JESUS e MARQUES, 2006; BRUM et al., 2007).

12 12 O reino vegetal constitui a maior fonte de contágio humano, sem predileção por alguma planta ou vegetal, ou seja, qualquer flor, árvore ou planta de área endêmica pode ser considerada suspeita. Os casos de esporotricose em humanos estão associados ao manuseio de vegetais ou ao contato com a terra (NUNES e ESCOSTEGUY, 2005). As infecções humanas também podem ocorrer mesmo que não haja lesão ou ferida penetrante anterior ao estabelecimento da doença. Alguns autores acreditam que haja transmissão de pessoa para pessoa e outros acreditam que haja apenas uma fonte de contágio em comum (DONADEL et al., 1993; RESENDE e FRANCO, 2001). A esporotricose é considerada como moléstia profissional, desta forma, trabalhadores que lidam com o solo e vegetais contaminados com o fungo como fazendeiros, agricultores, carpinteiros, floristas, trabalhadores de viveiros, jardineiros e silvicultores possuem risco aumentado de infecção. Os proprietários, os tratadores de animais, os médicos veterinários e os enfermeiros também são considerados categoria de risco ocupacional (VAN CUTSEM e JANSSEN, 1984; VAN CUTSEM et al., 1990; DONADEL et al., 1993; SCOTT, MILLER e GRIFFIN, 1995; FARIAS, 2000; LAPPIN, 2001; RESENDE e FRANCO, 2001; HENNEMANN et al., 2003; MEINERZ et al., 2007). A variação regional na distribuição da idade e sexo dos casos é atribuída a diferentes graus de exposição, visto que a maior incidência da esporotricose é observada em trabalhadores que lidam com o solo e vegetais contaminados com o fungo (DONADEL et al., 1993; BRUM et al., 2007). Qualquer idade, raça ou sexo pode ser afetado, mas é mais comum em homem adulto, branco, por sua exposição ocupacional (DONADEL et al., 1993; RESENDE e FRANCO, 2001).

13 13 A transmissão dos animais para o homem não é aceita por todos os autores, todavia, recentemente vários relatos de transmissão de esporotricose para o homem foram documentados (DONADEL et al., 1993; RESENDE e FRANCO, 2001). Foram relatados casos de esporotricose felina com transmissão para humanos em Rio Grande, RS (NOBRE et al., 2001; NOBRE et al., 2002; XAVIER et al., 2004). A infecção pode ocorrer tanto por meio da forma filamentosa, quanto pela leveduriforme do Sporothrix schenckii (MADRID et al., 2003; NOBRE, 2004). A transmissão dos animais para humanos ficou limitada a esporotricose felina, por causa do grande número de microorganismos fúngicos encontrados nos tecidos felinos contaminados, exsudatos e fezes, o que pode levar a inalação e desenvolvimento de doença disseminada em imunodeprimidos (VAN CUTSEM e JANSSEN, 1984; VAN CUTSEM et al., 1990; SCOTT, MILLER e GRIFFIN, 1995; FARIAS 2000; RESENDE e FRANCO, 2001; HENNEMANN et al., 2003; GREMIÃO et al., 2006a; GREMIÃO et al., 2006b; BRUM et al., 2007; DABUS et al., 2008). A riqueza parasitária encontrada nas lesões cutâneas dos gatos o difere da outras espécies quanto ao potencial zoonótico (GREMIÃO et al., 2006a, MEINERZ et al., 2007; DABUS et al., 2008). Além de possível inalação, outras vias de contágio humano seriam a manipulação ou o contato com feridas de gatos com esporotricose, além de arranhões e mordeduras por animais contaminados (MARQUES et al., 1993; NUNES e ESCOSTEGUY, 2005; DABUS et al., 2008). Às vezes os animais não estão visivelmente infectados, sendo portadores, com o fungo vivendo como comensal na cavidade oral (DONADEL et al., 1993; RESENDE e FRANCO, 2001).

14 14 No gato acredita-se que a doença seja adquirida pela inoculação do microorganismo por unhas ou dentes contaminados de outro gato. Isto pode explicar por que a doença ocorre com maior freqüência nos machos não castrados em idade de reprodução, que andam fora de casa, tendo geralmente a faixa etária inferior a quatro anos de idade e com histórico de livre acesso à rua o que sugere relação com brigas fora do domicílio. Uma maior incidência da enfermidade foi relatada na raça siamesa, em relação a sua população de atendimento hospitalar (VAN CUTSEM e JANSSEN, 1984; VAN CUTSEM et al., 1990; SCOTT, MILLER e GRIFFIN, 1995; FARIAS, 2000; HENNEMANN et al., 2003; RHODES, 2005; JESUS e MARQUES, 2006; BRUM et al., 2007; DABUS et al., 2008). Em 39 casos felinos houve relato sobre a provável forma de infecção: brigas (n = 23, 59%), contato com gatos doentes (n =10, 25,5%), internação hospitalar (n =5, 13%) e contato com plantas (n =1, 2,5%) (SCHUBACH et al., 2001). 1.4 Patogenia O agente não parece ser capaz de penetrar na pele intacta, salientando-se o papel do traumatismo para ocorrer à infecção, que se dá por pequenos cortes, abrasões e perfurações com material contaminado, inoculando diretamente o fungo ou determinando solução de continuidade. Isto permite ao fungo atingir as camadas mais profundas, onde poderá adquirir a forma parasitária. A inalação, aspiração ou ingestão do fungo também podem produzir a doença (BELLIBONI, 1960; FURTADO e ARMOND, 1981; BELKNAP, 1989; DONADEL et al., 1993; WERNER e WERNER,

15 ; FARIAS, 2000; RESENDE e FRANCO, 2001; SOUZA, 2003; BRUM et al., 2007; MEINERZ et al., 2007). A patogenia da esporotricose se resume à presença de microorganismos fúngicos na matéria orgânica, ocorrendo inoculação por lesões cutâneas, consequentemente há proliferação e desenvolvimento de abscessos, culminando na ruptura e gerando úlceras (SCOTT, MILLER e GRIFFIN, 1995; MADRID et al., 2007; DABUS et al., 2008). O S. schenckii pode permanecer localizado no tecido subcutâneo, estender-se localmente para os linfáticos ou, mais raramente, disseminar-se à distância pela corrente sangüínea. A forma que assume a doença é determinada pela resposta imunológica do hospedeiro (DONADEL et al., 1993; RESENDE e FRANCO, 2001; HENNEMANN et al., 2003; DABUS et al., 2008). O período de incubação é variável, tendo sido encontrado na literatura, variando de 3 dias até 6 meses, com média de 3 semanas em humanos (BELKNAP, 1989; DONADEL et al.,1993; RESENDE e FRANCO, 2001). Em animais, o período de incubação é de 1 a 3 meses (WERNER e WERNER,1993; SOUZA, 2003). O papel da mucosa orofaríngea lesada ou íntegra como via de penetração do S. schenckii, explicando as formas mucosas ou disseminadas nas quais não é possível observar cancro de inoculação, é relatado por alguns autores (BELLIBONI, 1960; DONADEL et al., 1993). Apesar de não haver nenhuma prova de que a esporotricose possa ser contraída pelas vias aéreas, este modo de contágio é o que se observa nas formas pulmonares que podem disseminar por via hematogênica para a pele e outros órgãos, produzindo

16 16 infecção sistêmica em suscetíveis (BELLIBONI, 1960; AZULAY e AZULAY,1992; DONADEL et al.,1993). O organismo do hospedeiro pode apresentar resistência natural à infecção, porém, a origem desta não é clara. É provável que esta ocorra pela sensibilização ao fungo, que desperta resposta capaz de impedir posterior desenvolvimento do microrganismo (BELLIBONI, 1960). Quando o grau de resistência é máximo, o fungo é destruído sem que produza lesões visíveis ou elas são mínimas. Neste caso, o teste de esporotriquina pode ser positivo em pessoas normais de áreas endêmicas (AZULAY e AZULAY, 1992) e quando ocorre a doença, ela é do tipo cutâneo fixo e muitas podem curar espontaneamente, ou seja, exposições repetidas conferem alta resistência (BELLIBONI, 1960; DONADEL et al., 1993; RESENDE e FRANCO, 2001). A expressão clínica também depende, além de um fator individual, da magnitude da inoculação, local de inoculação e variação de patogenicidade. Quando o fungo produz lesão cutânea, observa-se o cancro esporotricótico no local de inoculação. A infecção pode permanecer localizada devido a um equilíbrio entre a resistência do hospedeiro e virulência do parasito. Pode também invadir as vias linfáticas, determinando linfangite em virtude da adaptação do fungo e conseqüente exaltação da virulência. Ou então, ocorrer à forma disseminada por disseminação hematogênica a partir do foco pulmonar primário, raramente de lesão cutânea, decorrente de baixa acentuada da resistência do hospedeiro (BELLIBONI, 1960; DONADEL et al., 1993; RESENDE e FRANCO, 2001). Reinfecção parece ser rara, mas é aceitável que ocorra. Estes casos de segunda infecção exógena em pacientes indicam que não há imunidade duradoura na esporotricose (DONADEL et al., 1993; RESENDE e FRANCO, 2001).

17 17 Doença imunossupressora é um fator de risco para a forma disseminada. Neste aspecto, vários autores têm relacionado micoses em felinos com enfermidades que causem imunodepressão, como no caso de Leucemia Viral Felina (FeLV) e/ou Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV), as quais comprometem o sistema imunológico tornando os felinos mais suscetíveis a microrganismos patogênicos e oportunistas (COURCHAMP et al., 1995; ARJONA et al., 2000). No Rio de Janeiro, os gatos infectados com FIV, FeLV e FIV-FeLV corresponderam respectivamente a 19.7%, 1.4% e 0.7% de gatos esporotricose-positivos. Os glicocorticóides e outras drogas imunossupressoras estão contra indicadas em cães e gatos com esporotricose (VAN CUTSEM e JANSSEN, 1984; VAN CUTSEM et al., 1990; SCOTT, MILLER e GRIFFIN, 1995). Essas drogas devem ser evitadas tanto durante, como após o tratamento da doença, já que doses imunossupressoras de glicocorticóides foram relatadas como causadoras de recidiva de esporotricose clínica, mesmo após de 4 a 6 meses da cura clínica aparente (TAYLOR et al., 1971; SCOTT, MILLER e GRIFFIN, 1995). A explicação para alguns pacientes desenvolverem o tipo linfocutâneo e outros o cutâneo fixo não é clara (CHUNG et al., 1990). Sugeriu se que o clima poderia influenciar no predomínio de uma forma clínica sobre outra em diferentes regiões. Enquanto no Uruguai, México e EUA, a incidência da forma linfangítica era maior que 80%, na Colômbia e Venezuela predomina a forma fixa (DONADEL et al., 1993). Um estudo em que se correlacionou o crescimento do S. schenckii em diferentes temperaturas com a forma clínica da doença, mostrou que as lesões fixas seriam causadas por uma cepa sensível à temperatura. No entanto, outros autores não observaram esta diferença (CHUNG et al., 1990; DONADEL et al., 1993).

18 18 Foi sugerido em 1912, que a esporotricose pode ser considerada como infecção oportunista. As formas disseminada e extracutânea são associadas com corticoterapia, imunodeficiência e doenças que debilitam o organismo, como tuberculose, cirrose, diabetes, câncer, sífilis, gota, doenças linforreticulares e síndrome da imunodeficiência adquirida (BELLIBONI, 1960;DONADEL et al., 1993). 1.5 Classificação e Manifestações clínicas A esporotricose é classificada entre as micoses subcutâneas. Ela se manifesta por lesões cutâneas ou subcutâneas restritas, mas pode acometer órgãos internos (LONDERO e RAMOS, 1980; DONADEL et al., 1993; SILVA et al., 2008). A esporotricose felina apresenta um amplo espectro clínico, variando desde uma infecção subclínica, passando por lesão cutânea única até formas múltiplas e sistêmicas fatais, acompanhada ou não de sinais extracutâneos (HENNEMANN et al., 2003; GREMIÃO et al., 2006a; DABUS et al., 2008; SILVA et al., 2008). Por meio de testes de laboratório pode-se verificar a ocorrência de anemia, leucocitose por neutrofilia, gamopatias e hipoalbuminemia. Não há nenhuma outra alteração sorológica (Transaminase Glutâmica Pirúvica Sérica, Transaminase Glutâmico Oxalacética, Uréia e Creatinina) (LARSSON, 2005). Dentre as inúmeras classificações encontradas na literatura para esporotricose, destaca-se a usada por Belknap (1989): a) Esporotricose cutânea, Cutâneo-linfática (linfocutânea), Cutâneo-localizada, Cutâneo-disseminada e, b) Esporotricose extracutânea: Pulmonar ou Sistêmica. A forma que assume a doença provavelmente é

19 19 determinada pela resposta imunológica do hospedeiro (CHUNG et al., 1990; DONADEL et al., 1993; FARIAS, 2000; RESENDE e FRANCO, 2001; HENNEMANN et al., 2003; XAVIER et al., 2004). Em cães, as apresentações da esporotricose cutâneo-localizada, linfocutânea e cutâneo-disseminada são as mais freqüentemente relatadas, sendo a extracutânea raramente observada. Em felinos, as apresentações cutâneo-localizada e cutâneodisseminada são muito relatadas devido à auto-inoculação do fungo além da área de lesão primária (FARIAS,2000). A forma mais comum em humanos é a esporotricose cutânea e, dentro desta, a mais freqüente é a cutânea-linfática. Os locais mais acometidos são os membros superiores, seguidos da face e membros inferiores (áreas expostas), sendo rara no tronco (SAMPAIO, CASTRO e RIVITTI, 1985; DONADEL et al., 1993; RESENDE e FRANCO, 2001) Forma cutânea Em gatos a forma cutânea é mais freqüente, sendo as lesões comumente vistas na cabeça, parte distal dos membros ou região da base da cauda (VAN CUTSEM e JANSSEN, 1984; VAN CUTSEM et al., 1990). Os gatos podem apresentar se com abscessos por feridas em brigas, trajetos drenantes ou celulite. As áreas acometidas ulceram, drenam um exsudato purulento e formam nódulos crostosos. Grandes áreas de necrose podem se desenvolver, com exposição de músculo ou osso. A doença pode disseminar-se para outras áreas do corpo (outros membros, face, orelhas) via auto-

20 20 inoculação durante o comportamento normal de se limpar. Alguns gatos podem apresentar história de letargia, depressão, anorexia e febre, o que sugere o potencial para doença disseminada (VAN CUTSEM e JANSSEN, 1984; VAN CUTSEM et al., 1990; SCOTT, MILLER e GRIFFIN, 1995; MEDLEAU e HNILICA, 2003; BRUM et al., 2007). Em cães, a forma cutânea é a mais comumente relatada e se apresenta como nódulos firmes, solitários ou múltiplos, placas ulceradas com bordas elevadas ou áreas anulares crostosas e alopécicas, na cabeça, orelhas e tronco. Algumas lesões apresentam aspecto verrucoso e desenvolvem pequenas pústulas satélites. Os nódulos podem ulcerar ou desenvolver trajetos drenantes. As lesões não são dolorosas e nem pruriginosas, e os cães acometidos apresentam-se sem afetar o estado geral (SCOT, MILLER e GRIFFIN, 1995; MEDLEAU e HNILICA, 2003; BRUM et al., 2007; MADRID et al., 2007) Forma Cutâneo-localizada O fungo permanece confinado ao local de inoculação. É o próprio cancro inicial ou esporotricoma sem comprometimento linfático (BELLIBONI, 1960; BELKNAP, 1989) que, reflete alto grau de imunidade do hospedeiro, sendo mais comuns em áreas endêmicas. Em cães é comum na cabeça e tronco e nos gatos na cabeça, na região lombar e nos membros pélvicos (BELKNAP, 1989; HENNEMANN et al., 2003; RHODES, 2005).

21 21 Em certas áreas endêmicas do Japão, México, Brasil e Uruguai, a maioria da população humana apresenta teste positivo para o antígeno da esporotricose. Ocasionalmente curam de forma espontânea, podendo haver reaparecimento no mesmo local, quase sempre com alteração na morfologia da lesão. A forma cutâneolocalizada pode manifestar várias apresentações clínicas: verrucosa, ulcerosa, erosiva, pápula ou placa infiltrada, pápula-nodular, pápula-tuberculosa, túbero-nodular, túberocrostosa, nódulo ou nódulo ulcerado ou úlcero-gomosa, macular, acnéica, pápulopústula, pápulo-vesiculosa, rosácea símile, erupção descamativa, celulite facial, fungóide, furunculóide e tricofitóide (BELLIBONI, 1960; SAMPAIO, CASTRO e RIVITTI, 1985; BELKNAP, 1989; AZULAY e AZULAY, 1992; DONADEL et al., 1993; FARIAS, 2000; RESENDE e FRANCO, 2001). Alguns autores acreditam que o modo de infecção e a área da pele envolvida determinam o aspecto da lesão cutânea resultante. Assim, a inoculação do fungo por abrasão resultaria em uma área erosada, coberta por tecido de granulação; quando a infecção se dá por meio do folículo piloso, a lesão resultante lembraria acne ou furúnculo (RESENDE e FRANCO, 2001) Forma Cutâneo-linfática É a forma mais comum em humanos e que, juntamente com a forma cutânealocalizada, constitui mais de 95% de todos os casos de esporotricose (SCOTT, MILLER e GRIFFIN, 1995; RESENDE e FRANCO, 2001).

22 22 Em animais é um prolongamento da forma cutânea; dissemina se por meio de linfáticos, resultando em novos nódulos e tratos drenantes ou crostas, sendo comum a linfoadenopatia (FARIAS, 2000; HENNEMANN et al., 2003; RHODES, 2005). Em cães, ocorre principalmente nos membros torácicos e na face (BRUM et al., 2007). A lesão inicial surge no local do traumatismo prévio e poderá não ser notada. Neste local, surge uma pápula, pústula, pequena úlcera ou, freqüentemente, um nódulo subcutâneo pequeno, firme, indolor e móvel. Mais tarde compromete a epiderme, tornase fixo e sofre aumento rápido de tamanho (SCOTT, MILLER e GRIFFIN, 1995). A pele torna-se púrpura ou violácea, necrosa e ulcera, formando o cancro esporotricótico. Neste estágio, ela pode ser confundida com um simples furúnculo ou abscesso. Esta ulceração tem fundo vermelho vivo, irregular, com microabscessos característicos revelados por gotículas de pus que surgem do fundo da ulceração quando a base é comprimida. Após semanas ou meses, há extensão do cancro primário para linfáticos que drenam a área, seguindo um trajeto ascendente no membro afetado, produzindo um cordão de nódulos subcutâneos firmes e assintomáticos, conhecido como em série ou em rosário (BELKNAP, 1989). Estes aumentam de tamanho, flutuam e, às vezes, ulceram, drenando uma secreção purulenta fina. São nódulos com transformação gomosa mais intensa quanto mais próximo do cancro (AZULAY e AZULAY,1992). Após ulcerar, alguns desenvolvem crostas, às vezes de aspecto vegetante, outras permanecem como úlceras ou abscessos. Os canais linfáticos conectando os nódulos tornam-se duros e semelhantes a um cordão que geralmente é único, podendo ser duplo ou com ramificações, conforme propagação para vias colaterais (BELLIBONI,

23 ). É característica a unilateralidade, exceto nos raros casos com múltiplos ferimentos, auto-inoculação ou cancro no nariz com linfangite bilateral e simétrica. Pode ocorrer aumento dos linfonodos regionais com ou sem supuração. O estado geral normalmente não é afetado. A infecção fica limitada à pele, linfáticos e tecido subcutâneo, exceto se o paciente for imunocomprometido. As lesões podem permanecer ativas por anos e pode haver resolução espontânea de todas as lesões do cancro primário, permanecendo os nódulos linfáticos (ROOK, WILKINSON e EBLING, 1986; DONADEL et al., 1993; RESENDE e FRANCO, 2001) Forma Cutâneo-disseminada Ocorre em menos de 1% dos pacientes com esporotricose. Em cães, é rara e está associada à imunossupressão por uso de corticóides (DONADEL et al., 1993; SCOTT, MILLER e GRIFFIN, 1995; RESENDE e FRANCO, 2001; BRUM et al., 2007). Está associada a sinais sistêmicos de mal-estar e febre; e deve-se considerar o potencial de um fator contribuinte, como a doença imunossupressiva (FARIAS, 2000; RHODES, 2005). A forma cutâneo-disseminada é mais comum em gatos apresentando sinais de comprometimento sistêmico, porque resulta da disseminação hematogênica do fungo a partir de um foco de inoculação inicial (BRUM et al., 2007). Pode resultar de disseminação hematogênica ou auto-inoculação a partir da inalação, ingestão ou mais raramente de típica inoculação linfocutânea do fungo (BELKNAP, 1989; AZULAY e AZULAY, 1992). As manifestações mais comuns em pele e mucosas são: pápulas, nódulos subcutâneos, lesões gomosas, úlcero-vegetantes e/ou

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