Internação involuntária, voluntária, contenção no leito, sedação e atos radicais na direção da cura dos toxicômanos

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Internação involuntária, voluntária, contenção no leito, sedação e atos radicais na direção da cura dos toxicômanos"

Transcrição

1 Internação involuntária, voluntária, contenção no leito, sedação e atos radicais na direção da cura dos toxicômanos 1 Francisco José dos Reis Goyatá 1 Hoje, na era da reforma psiquiátrica, quase não se fala dos atos radicais a que somos levados no tratamento das doenças do organismo, das enfermidades psíquicas e das vicissitudes do sujeito no embate entre o desejo e o gozo mortífero. São decisões que afetam o quotidiano dos profissionais de saúde mental e devem, mais que nunca, ser bem fundamentadas. Devem nos conduzir à direção da construção de singularidades e, porque não, de novos laços sociais. Num simples ato desses, às vezes pontuais, está presente toda a complexidade da experiência clínica. Essa experiência, no campo da psicanálise, não se contará pela média estatística nem pelo algoritmo dos consensos científicos. Porém, não se deve desconhecer esses consensos. Trata-se de usá-los como bons instrumentos para se avaliar cada acontecimento clínico. Não poderemos aludir ao específico sem tratar do geral. Se, na tática e na estratégia do tratamento de clínica médica, psiquiátrica e psicanalítica, temos liberdade de ações multi, inter e transdisciplinares, na política do tratamento, haveria uma direção ética: permitir e incentivar a construção inédita que cada subjetividade pratica junto ao aparato de seu tratamento de autocurar, fazer prevalecer seu desejo e inventividade na cultura. Pôde aparecer dentro do caos familiar e social que encontrei no início do tratamento de W, o paciente e sua loucura. Quadro esquizofrênico gravíssimo, com passagens ao ato, auto e heteroagressivas, sempre vinculadas ao corpo, no sentido de golpear e ser golpeado pelo outro. Por outro lado, invasão significante, metonimicamente infinita, em que ficava à deriva dessa agressividade sem limites e com muito sofrimento. Agravado ainda o quadro por sensibilidade extrema aos efeitos colaterais neurolépticos dos medicamentos e resistência grande aos seus efeitos terapêuticos. Foi um caso que forçou o psicanalista a interrogar fortemente a ética da psicanálise que o norteava. Forçado pela espetacularidade de um gozo sem fronteiras, o analista foi levado a interná-lo, colocá-lo vários dias sob contenção no leito e sedá-lo. Como condizer esses procedimentos de feição manicomial, com uma prática que deseja respeito à singularidade e à subjetividade possível na psicose? Como justificar teoricamente esses procedimentos? Como ainda aí apostar na efetividade da palavra? (GOYATÁ, 1996, p. 2). Este é o caso de um paciente que nos chegou vindo de outro tratamento em que abundavam condutas variadas e à deriva de exigências familiares as mais diversas. O pai, extremamente rígido, não aceitava a crise aguda do filho. A mãe, identificada com o filho, também 1 Psiquiatra Membro da diretoria ampliada da Associação Mineira de Psiquiatria, federada da Associação Brasileira de Psiquiatria. Psicanalista Membro da Escola Brasileira de Psicanálise da Associação Mundial de Psicanálise do Campo Freudiano. Mestrando em Psicanálise da UFMG. Educador da Escola Balão Vermelho.

2 2 teria sofrido no passado crises que ela dizia parecidas com a dele. Um irmão, com traços paranóicos, preferia não estar vivendo aquilo e uma irmã adolescente, atônita. Os amigos e parentes que compareciam querendo explicações, participação e oferecendo solidariedade, em pleno contexto da reforma psiquiátrica. As intervenções não podiam se restringir, começar e terminar pelo médico. Ele era mais um coordenador delegava sem se furtar de suas decisões precípuas. Contamos com muitas parcerias para orientar os pais, tratar a mãe, atender o irmão, também em crise e acolher a irmã em psicanálise. Durante a internação, os atos, embora decididos por nós, eram discutidos em equipe e referidos à história clínica possível em meio ao caos, na esperança de que, a posteriori, o paciente se recompusesse e a contasse e recontasse como vem fazendo até hoje. É bom lembrar que devemos nos reservar os detalhes dos casos para não comprometer o respeito pela intimidade que se revela na situação particular de cada encontro terapêutico. Por outro lado, não podemos resistir ao dever ético de transmitir nossa experiência e colocá-la à prova no ambiente de respeito que se supõe em grupos de estudo e trabalho de um tema-limite tão importante. Do ponto de vista jurídico, a internação involuntária é ato de seqüestro que só se justifica porque, na ocasião, o paciente não tinha controle sobre si, ameaçava sua integridade física, psíquica e moral e/ou colocava em risco a vida de terceiros. Hoje, os profissionais podem se assegurar de seu ato radical através da figura jurídica do consentimento informado. Quando a internação é involuntária, procura-se um sujeito responsável família, amigos que depois de informado, consente no ato radical. É também um resguardo ao social que leva seu paciente a tratamento. Do ponto de vista clínico, trata-se de impedir que o gozo mortífero realize um ato mais radical, qual seja tentativa de auto e/ou heteroextermínio. Com esse ato, o clínico confessa sua impotência de agir por outros meios. Entendemos que este ato é o mais extremo na clínica psiquiátrica e psicanalítica; sua autoridade emana do des-ser do psicanalista. Aproximo este estado ao que Célio Garcia chamou em um artigo clássico de um de nós foi internado. Não precisamos chegar a tal ponto de identificação, mas esse sentimento emana do desamparo que espera adiante o sujeito em seu renascimento. O paciente está entregue, à mercê do tratamento e, portanto, há risco sério de que nos posicionemos como sujeitos gozadores e não como orientadores do tratamento. Recordamos de uma aula de anestesia em que o professor advertia aos alunos que, no ato de entubar um paciente, a demora poderia ser desastrosa e provocar um edema de glote, alguns tristemente fatais. Imediatamente, levantamos o braço e dissemos para o professor: Essa especialidade não faço. Ao que o professor prontamente respondeu: Não faça medicina, se não quer perder pacientes. Aqui vale o conselho do mestre, não há clínica sem perda. Aliás, a palavra clínica vem do latim clinos que quer dizer inclinar-se (no leito do paciente) e também deixar cair (o caso = o que cai). A

3 3 exortação dirige-se também ao acontecimento de que a demora em decidir o que deve ser feito, mesmo quando radical, pode também ser fatal. Daí falarmos em des-ser com os equívocos que esta criação lacaniana tem. É de Lacan a exortação de que todos os atos são falhos. Do ponto de vista médico, ainda vamos usar métodos aparentemente tradicionais quando, em casos específicos como o supracitado, a medicação for inviável porque trata-se de, com os recursos da contenção mecânica, aliviar os males da contenção química ou da estranheza que os organismos podem sentir com qualquer agente natural ou não externo a eles. Do ponto de vista social, pensamos que todo ato, na clínica, é passível de ser interrogado. O médico, o terapeuta, o psicanalista e a equipe de saúde mental devem ser capazes de responder por seus atos publicamente ou nas instâncias formativas ou legais, desde que resguardados os princípios da conversa construtiva. Façamos um parêntese para esclarecer que este texto deve ser enriquecido pela bibliografia sugerida ao final deste trabalho, por outros professores, já que na 3ª. MARGEM a proposta é de trabalho multidisciplinar, não complementar. Sobretudo, não tentaremos esgotar o tema. Acreditamos que qualquer aprendizado deve deixar um pouco de não-saber para que o aprendiz participe do texto e da docência. Outras referências bibliográficas poderão aparecer no transcorrer de cada aula, que deve ser um ato criativo a cada vez e não uma litania aborrecida. Deixemos de alusões metafóricas e falemos do que nos ocupa: a clínica das toxicomanias. Dizemos por nossa experiência, tratar-se de uma clínica complexa e acreditamos que ainda vale o aforismo de nossa saudosa professora Jandira Mansur. Dizia que, no campo do alcoolismo, o índice de cura era 20%, considerando casos tratados por cada disciplina que se encarregava do assunto e mesmo em situações de autocura. Então a troca das experiências e saberes neste campo é forçada para maior sucesso do tratamento. Somos da opinião, ainda um pouco antiga, de que na toxicomania não encontramos um quadro clínico típico em psiquiatria, nem uma estrutura nova em psicanálise. Passemos aos princípios gerais que fundamentam os atos clínicos em toxicomania, inclusive os radicais: acolher o paciente que vem com a marca TOX, qualquer que seja ele, na tentativa de encontrarmos aí uma singularidade. Porque uma pessoa é incontável, e não se conta na conta do mercado oligopolista neoliberal nem na sociedade igualitária estalinista; o diagnóstico a seguir é conseqüência do acolhimento. Este deve vir acompanhado do consentimento do paciente ou de alguém que se responsabilize por ele; o paciente da nossa clínica freqüentemente é in-paciente, portanto, cedo ou tarde deve participar do diagnóstico e da responsabilidade pelo tratamento; o diagnóstico diferencial é cada vez mais importante no processo em curso porque dá balizas para a prescrição e o manejo do caso. Diz-nos François Leguil que o diagnóstico

4 4 psicanalítico se dá ao modo do cirurgião que ao tempo que abre o campo, opera o corte e desvela o acontecimento; a interação droga e organismo deve ser bem estudada dentro dos limites de cada clínico e serviço, pensando sempre que não é mais possível abarcar todo o saber acumulado na medicina. Vivemos no tempo das especialidades médicas que devem ser convocadas, a serviço do bom encaminhamento do caso através da troca de conhecimento e experiência; lembrar sempre que a interação organismo/droga é facilitada ou atrapalhada pelo ser falante que cada homem é, para além do homo sapiens sapiens; segundo referências de Maturana, temos indicações da biologia atual, principalmente da imunologia, de que cada organismo vivo tem uma interação singular com seu meio, chamada por ele de autopoiese; quanto ao tratamento, lembrar das últimas recomendações da OMS em termos do que se convencionou chamar redução de danos. A redução de danos desvia-se de tais princípios (guerra às drogas), evitando julgamentos morais de certo ou errado e oferecendo uma variedade de políticas e de procedimentos que visam a redução das conseqüências prejudiciais do comportamento dependente. Aceita o fato concreto de que muitas pessoas usam drogas e a maioria delas apresenta outros comportamentos, também de alto risco. Assim, a redução de danos trabalha com programas de baixa exigência, sem perder de vista a possibilidade ideal da abstinência (ABP, p. 345); em nossa clínica, vamos pensar o ideal sempre com a exortação de Pe. Vieira como meta: quem quer os fins, quer os meios. Ele rivalizava com Maquiavel em seu livro clássico, O Príncipe. Nesse livro, a tese é de que o príncipe não poderia pensar nos meios quando tivesse um fim em seu horizonte. Então o lema já ironizado por Chico Anísio, saúde é o que interessa deve ser relativizado por: qual saúde e interessa a quem? não esquecer do termo drogadicção que alude a outras dependências e aderências que o paciente e seu meio estão adstritos; incentivar a criação de uma rede de assistência e de relações sociais inventivas porque, como disse Burroughs, o que interessa no sistema da droga não é vender a droga para o usuário, mas o usuário para o sistema da droga. Quanto mais idiota for este usuário, mais interessante para o sistema. Das drogas em nosso meio, as mais importantes, que ceifam mais vidas e subjetividades, são o álcool e a cocaína. Existe uma classificação clínica do alcoolismo que, a nosso modo de ver, é bastante operacional ainda. Encontra-se no livro de Fernandez: - Bebedor habitual - Bebedor excessivo regular - Bebedor enfermo psíquico - Bebedor alcoolômano ou dipsmâno.

5 5 Quando internamos um alcoólatra? Do ponto de vista médico, quando há embriaguez alcoólica que, segundo Henri Ey, trata-se de quadro gravíssimo de confusão mental aguda em que sobressaem sintomas de ordem médica e psiquiátrica provocados por intoxicação aguda num usuário de um dia, uma noitada ou fim de semana. Faz quadro de coma, muito desvalorizado no Brasil. Também pode ter feição alucinósica (diferenciamos aqui radicalmente alucinose de alucinação verdadeira alucinação psicótica), tipo delirante ou extrema agitação. Se o colorido é mais ou menos psiquiátrico, é bom lembrar que, do ponto de vista orgânico, o álcool é depressor do Sistema Nervoso Central (SNC) e provoca lesões funcionais e estruturais nas células cerebrais e em toda economia corporal. Não vale aqui muita improvisação. Há indicação principal de internação em centro clínico ou unidade de atendimento Álcool/Drogas (AD) onde haja recursos de clínica médica de urgência. No bebedor alcoolômano vamos encontrar o quadro descrito acima no início de suas impulsões pela bebida e nas complicações do chamado alcoolismo sub-agudo. Para Henri Ey há uma marca, um limite entre o alcoolismo sub-agudo e o crônico. O que caracteriza o crônico é o que chamamos classicamente de organismo alcoólico. O que isso quer dizer? Que o álcool substituiu com certa eficácia as necessidades calóricas do organismo, depletando os glicosídios, as gorduras e até mesmo, nesta macabra eficácia, roendo as reservas de vitaminas, co-enzimas importantes no metabolismo da glicose e proteínas e as reservas protéicas do paciente por interferir em toda economia fisiológica e estrutural. Trata-se de reduzir danos, identificar esse limite e tratar o que for possível, esperando que no início haja reversão do quadro de organismo alcoólico. No bebedor enfermo-psíquico trata-se de identificar como o álcool está sendo usado como remédio. Em medicina, perguntamos qual a patologia de base, em psicanálise somos mais prevenidos e precisamos perguntar o uso que o sujeito faz do objeto droga e quais os destinos desse objeto no sistema de tratamento, inclusive pensando em quais serão as conseqüências estruturais da internação. Devemos tentar ajustar as características do caso às ofertas institucionais vigentes e procurar sempre que possível a internação consentida do paciente. Para discutirmos em sala, vamos citar Antônio Beneti. Nesse contexto, a posteriori, após entrevistas ou algum tempo de escuta, podemos constatar que muitos dos chamados toxicômanos são na verdade, sujeitos psicóticos, que, na ausência da droga (na abstinência decorrente dos efeitos da experiência sustentada pela palavra na cura) apresentam produções delirantes. Ou então evidenciam uma posição psicótica, como ser de objeto de gozo do Outro. A freqüência dessa constatação nos levou à hipótese de que a toxicomania ou consumo regular de drogas poderiam estar hoje se constituindo em uma solução psicótica contemporânea, uma suplência química, uma verdadeira estabilização pela droga para o mal-estar decorrente, nesse tipo de sujeito, do gozo do Outro. Ou seja, o uso de drogas pelo psicótico estaria colocado em muitos casos como uma auto-prevenção ao delírio, impedindo seu desencadeamento. (1998, p. 219).

6 6 Assim que identificado o sintoma, é preciso tratá-lo, o que deve significar diminuir os efeitos nocivos do álcool, e se junto a uma alucinose, um quadro confusional, encontrarmos alucinação e delírio, ajustar nossos métodos, cuidados e prescrições às patologias e co-morbidades. A Revista Brasileira de Psiquiatria nos traz um consenso sobre a Síndrome de Abstinência do Álcool (SAA) e seu tratamento. Através dos dois quadros anexos I e II, podemos ver a complexidade que está em jogo na avaliação de um tratamento, no caso, supondo que o sujeito é somente usuário de álcool. Teremos que adaptá-lo a cada caso nestas três chaves de leitura para o anexo I: no primeiro parágrafo as alterações biológicas, no segundo, as psicológicas, no terceiro, as sociais e no quarto parágrafo, as co-morbidades. Note-se que a leitura feita aqui é ainda calcada na idéia de saúde como um todo bio-psico-social, que é eminentemente médica e não considera os achados psicanalíticos sobre o álcool. Neste ponto é bom que façamos um atalho para dizer o que Freud, ao falar do alcoolismo, escreveu: Acaso já se ouviu dizer que um bebedor se haja visto obrigado a mudar sem cessar de bebida? Cansando-se de que sempre fosse igual? Pelo contrário, o costume faz cada vez mais forte o vínculo entre o homem e a classe de vinho que bebe. Em contraste com essa harmonia, evocadora de um modelo de matrimônio feliz, a psicanálise evidencia no seio da vida amorosa uma surpreendente antipatia: há algo na própria natureza da pulsão sexual que não é favorável à realização da plena satisfação é preciso um obstáculo prossegue Freud para que a libido se eleve, e ali onde as resistências naturais não bastam, os homens as têm introduzido em todas as épocas de forma convencional para poder gozar do amor. (FREUD, 1912, p ). Esse matrimônio é evocado em vários momentos da obra de Lacan. Recordemos com Jésus Santiago, como Lacan fez o retorno a Freud no que toca ao álcool e às drogas em geral: A meu ver, o essencial da definição lacaniana da droga, surgida em 1975, é a tese de que sua prática metódica exprime as dificuldades que o toxicômano encontra em ser fiel ao casamento, que todo ser falante contrai um dia com o parceiro-falo. (2001, p. 167). Essas dificuldades são expressas na neurose como constituinte da própria estrutura do falo que não diz toda a sexualidade. O álcool ou a droga entrará como significante da história pessoal do sujeito e pode ser que como aconteceu com Sr. X, nosso cliente, alcoolista crônico que trocou a parceria fiel com o álcool, da ordem de uma crença muito arraigada, pela de uma mulher de vida fácil. Com ela aprendeu, e, com a ajuda de sua psicóloga, como se relacionar com uma mulher respeitosamente, sem que ele a depreciasse ou que ela o devastasse. Aprenderam a ser um casal conjugal comum. Montaram sua casinha com um botequim na frente, onde os fregueses eram proibidos de ficar bêbados. Ela fazia os salgadinhos e cuidava da casa e ele, da horta. Viveram felizes para sempre, não sem antes passar Sr. X por uma série de tratamentos, talvez considerados fracassados por seus ex-terapeutas que não souberam deste final feliz.

7 7 Lembrando outra vez de Lacan, podemos dizer, já que estamos falando de atos, que não há mais que atos fracassados tanto da parte do sujeito quanto do analista. Talvez o ato suicida realizado o sujeito falou e fez seria modelo de um ato total. Só que ele tem um defeito: o sujeito não volta para nos dizer o que aconteceu. Na psicose, a dificuldade é que o sujeito não opera a separação do objeto droga. A droga é um signo de fidelidade absoluta que ele não troca por mulher alguma. Sr. Y nos diz que as putas não são mulheres e que as drogas são melhores que elas. Quando usa o álcool, não precisa chegar ao abuso. Bebe o mínimo suficiente para romper com o casamento com o falo e cair na esbórnia: álcool, cocaína, mulheres, agiotas, comparsas e um infinito de personagens como automatismo mental que se impõe a ele. Assim, sua posição subjetiva passa a oscilar entre ser objeto abjeto, por exemplo, deixando-se espancar, ou ser tomado de triunfo maníaco, afrontando cinicamente qualquer autoridade que se apresente. Só consegue parar no limite extremo da dor ou no quase-morrer do corpo. Nesses quadros, além das prescrições médicas, existem as indicações no sentido de fazer barrar um gozo à deriva que nem o corpo suporta. Por vezes, para espanto da equipe, a contenção no leito organiza o corpo despedaçado, torturado, mortificado e o pacifica. Precisamos cuidar de que os medicamentos não se tornem drogas ao se associarem com o excesso de drogas desta esponja ambulante. É necessário isolar este corpo do deixar-se espancar ou bater e matar. É necessário possibilitar a esse sujeito encontros menos mortíferos com o laço social. A internação pode ser um recurso para barrar o Outro gozador encarnado nos personagens do submundo das drogas. Se o toxicômano, com o seu parceiro droga, se torna uma presa fácil dos processos segregativos oriundos da opulência da ordem capitalista globalizada, isso ocorre porque, por meio desse artefato, ele materializa a vontade de infidelidade a esse casamento obrigatório para todos os sujeitos. O protesto lançado contra esse laço matrimonial constitui sob todas as condições o fator determinante do mal-estar manifesto na dificuldade do sujeito toxicômano em fazer prevalecer, para si, a dialética do desejo. (SANTIAGO, 2001, p. 196). Na citação, Jésus Santiago fala de um sujeito toxicômano, sem considerar as diferentes estruturas clínicas, mas já pontuamos a importância de se considerar essas diferenças. Não podemos deixar de lembrar a chamada segunda clínica de Lacan que radicaliza a diferença, dizendo que cada sujeito faz uma parceria singular e típica com seu sinthoma. A grafia diferente desta palavra diz, no mínimo, de um sintoma que não se cura. Desde Freud, à medida que avança a civilização os homens têm que se haver com um resto de mal-estar. Então, o homem é fadado ao sinthoma. A psicanálise nos lembra que não há cura como restitutio ad integrum e que a droga está vinculada à vida dos homens como a civilização que eles mesmos constroem. Por exemplo, as propagandas estão sempre nos lembrando, como disse Zizek, de que há um mais-além do produto. Exemplifica com o Kinder ovo, a lembrancinha, surpresinha no fundo oco do doce.

8 8 Para finalizar vamos nos aproveitar de um quadro extraído do livro, Cocaína e Crack, que nos fala das indicações da internação de cocainômanos: INDICAÇÕES DE TRATAMENTO HOSPITALAR PARA DEPENDENTES DE COCAÍNA 1. Paciente com ameaça de suicídio ou comportamento autodestrutivo 2. Paciente que ativamente ameaça a integridade física de outros 3. Paciente com sintomas psiquiátricos graves (psicose, depressão, mania) 4. Presença de complicações clínicas importantes 5. Necessidade de internação por dependência de outra substância (p. ex. desintoxicação do álcool) 6. Falhas recorrentes na promoção da abstinência em nível ambulatorial 7. Ausência de suporte social, ou seja, seus relacionamentos são exclusiva-mente com outros usuários. Este escrito deve servir como roteiro durante nossas aulas e, esperamos, depois do curso realizado pela 3ª. MARGEM. Deve ser incluído ao modo de uma colcha de retalhos, na tentativa de totalização em leque, aberta a um saber que deve ser sustentado pelo que Lacan chamou de douta ignorância. O saber não deve ter donos e está também na boca de nossos pacientes, familiares e sociedade. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALONSO-FERNANDEZ, Francisco. Psicologia Médica y Social. 2 ed. Cap. 43 Angústia, alcohol y drogas em el mundo actual. Madrid: Editorial Paz Montalvo, p Fundamentos de la Psiquiatria actual. 3 ed. Tomo 2, Cap. VII El círculo de los alcoholismos y la drogodependencia. Madrid: Editorial Paz Montalvo, p BADIOU, Alain. Conferências de Alain Badiou no Brasil. Belo Horizonte, p BENETI, Antônio. Toxicomanias e suplência. In: BENTES, Lenita e GOMES, Ronaldo Fabião (Org.). KALIMEROS, O brilho da infelicidade. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, Escola Brasileira de Psicanálise. p CARLINE, E. A. Posicionamento do Instituto de Psiquiatria da UFRJ sobre as estratégias de redução de danos na abordagem dos problemas relacionados ao uso indevido de álcool e outras drogas. In: Jornal Brasileiro de Psiquiatria. V. 52 set/out Órgão Oficial do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro IPUB. p CRUZ, Marcelo Santos e outros. Política do Ministério da Saúde para atenção integral a usuários de álcool e outras drogas. In: Jornal Brasileiro de Psiquiatria. V. 52 set/out Órgão Oficial do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro IPUB. P

9 9 EY, H., BERNARD, P. e BRISSET, C. Manual de Psiquiatria. 5ª ed. Toxicomanias. Rio de Janeiro: Editora Masson do Brasil Ltda p EY, H., BERNARD, P. e BRISSET, C. Manual de Psiquiatria. 5ª ed. La Alcoholomanía. Rio de Janeiro: Editora Masson do Brasil Ltda p EY, H., BERNARD, P. e BRISSET, C. Manual de Psiquiatria. 5ª ed. Psicosis Alcohólicas. Rio de Janeiro: Editora Masson do Brasil Ltda p FREUD, S.. (1937). Sobre a tendência universal à depreciação na esfera do amor (Contribuições à psicologia do amor II) (1912). In: Cinco lições de psicanálise, Leonardo da Vinci e outros trabalhos. Rio de Janeiro: Imago, (2ª. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud XI). P GOYATÁ, Francisco J. R. O que é um pai e um médico? Artigo apresentado nas Jornadas da Escola Brasileira de Psicanálise em KAPLAN, Harold I. et al. Compêndio de Psiquiatria: Ciências do Comportamento e Psiquiatria Clínica. 7 ª Ed. Trad. Dayse Batista. Porto Alegre: Artes Médicas, Capítulo 12: Transtornos relacionados a substâncias. P LAURENT, Éric. Como engolir a pílula? In: >clique< Palavras e Pílulas A psicanálise na era dos medicamentos. Revista dos Institutos Brasileiros de Psicanálise do Campo Freudiano. N o. 1, n o. 5, abr./2002. p LARANJEIRA, Ronaldo e outros. Consenso sobre a Síndrome de Abstinência do Álcool (SAA) e o seu tratamento. In: Revista Brasileira de Psiquiatria. V. 22, no. 2, jun Associação Brasileira de Psiquiatria e Asociación Psiquiátrica de la America Latina. P. 62. LEGUIL, François. Mais-além dos fenômenos. In: Lacan, Jacques et al. A querela dos diagnósticos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, p LEITE, Marcos da Costa e ANDRADE, Arthur Guerra de, e colaboradores. Cocaína e Crack dos fundamentos ao tratamento. Porto Alegre: Editora Artes Médicas Sul Ltda, p. MANSUR, Jandira. O que é alcoolismo. Coleção Primeiros Passos. Editora Brasiliense NICASTRI, Sérgio e outros. Anormalidades de fluxo sangüíneo cerebral em indivíduos dependentes de cocaína. In: Revista Brasileira de Psiquiatria. V. 22, no. 2, jun Associação Brasileira de Psiquiatria e Asociación Psiquiátrica de la America Latina. P SILVEIRA, Carla e outros. Redução de danos: posições da Associação Brasileira de Psiquiatria e da Associação Brasileira para Estudos do Álcool e Outras Drogas. In: Jornal Brasileiro de Psiquiatria. V. 52 set/out Órgão Oficial do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro IPUB. p SANTIAGO, Jésus. A droga do Toxicômano Uma parceria cínica na era da ciência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., Campo Freudiano no Brasil. 224 p.

10 ANEXO I 10 SÍNTESE DOS NÍVEIS DE GRAVIDADE DA SAA NÍVEL I LEVE/MODERADA leve agitação psicomotora; tremore finos de extremidades; sudorese facial discreta, relata episódios de cefaléia, náuseas sem vômitos, sensibilidade visual; sem alteração da sensibilidade tátil e AMBULATÓRIO auditiva; REGULAR DOMICILIAR NÍVEL II. GRAVE B I O PSICO SOCIAL DOSCO-MÓRBI o contato com o profissional de saúde está preservado; encontrase orientado têmporo-espacialmente; o juízo crítico da realidade está mantido; apresenta uma ansiedade leve; não relata qualquer episódio de violência auto ou hétero-dirigida; refere estar morando com familiares ou amigos, com os quais se relaciona regular ou adequadamente; atividade produtiva moderada, mesmo que atualmente esteja desempregado; a rede social ativa. sem complicações e/ou co-morbidades clinicas e/ou psiquiátricas detectadas ao exame geral. HOSPITAL DIA INTEGRAL BIO PSICO SOCIAL agitação psicomotora intensa; tremores generalizados; sudorese profusa; com cefaléia, náuseas com vômitos, hipersensibilidade visual; quadros epiletiformes recentes ou descritos a partir da história pregressa; o contato com o profissional de saúde está alterado; encontra-se desorientado têmporo-espacialmente; o juízo crítico da realidade está comprometido; apresenta uma ansiedade intensa; com episódio de violência auto ou heterodirigida; apresenta-se delirante, com pensamento descontínuo, rápido e de conteúdo desagradável; observam-se alucinações táteis e/ou auditivas; refere estar morando só ou com familiares ou amigos, mas este relacionamento está ruim; tem estado desempregado ou impossibilitado de desenvolver atividade produtiva; a rede social é inexistente ou apenas se restringe ao ritual de uso da substância. MÓRBIDOSCOcom complicações e/ou comorbidades clínicas e/ou psiquiátricas detectadas ao exame geral.

11 11 Anexo 2 Tabela 1 - Principais complicações e/ou co-morbidades clínicas associadas à SAA Sistema nervoso central Apagamentos (amnésia lacunar) Convulsão Diminuição da habilidade motora e transtornos motores Diminuição da capacidade cognitiva Neuropatia sensório-motora periférica Síndrome de "Wernicke-Korsakoff": Oftalmoplegia + ataxia + confusão mental+ alterações de memória Degeneração cerebelar Encefalopatia hepática Demência relacionada ao álcool Transtornos neuropsicológicos relacionados ao álcool Traumatismo crânio encefálico Sistema gastrointestinal Pancreatite crônica Esteatose hepática Hepatite alcoólica Hemorragia digestiva Cirrose hepática com ou sem hepatite alcoólica Gastrite Esofagite de refluxo Tumores Sistema ósteo-muscular Fraqueza muscular proximal Miopatia generalizada Osteopenia Quedas freqüentes e fraturas Anormalidades hematológicas Distúrbios de coagulação Anemias por deficiência nutricional Sistema cardiovascular "Holiday Heart Syndrome": episódios de arritmia supraventricular após grande ingestão alcoólica Arritmias: fibrilação atrial, flutter atrial, extrassistolia Insuficiência cardíaca Miocardiopatia alcoólica Hipertensão arterial Sistema endócrino Hipoparatireoidismo transitório Alteração do ritmo menstrual Impotência sexual (por diminuição de testosterona) Ginecomastia Diabetes Infertilidade Diminuição da libido Diminuição dos caracteres sexuais masculinos

12 Alterações metabólicas Hipomagnesemia Hipoglicemia Hipopotassemia Cetoacidose 12 Renal Rabdomiólise / Insuficiência renal aguda Dermatológico Pelagra Afecções secundárias de pele Eczemas Queda de cabelo Aranhas vasculares Eritema palmar Dermatite seborréica, rinofima Prurido Rubor facial Ecmoses Xerodermia Alterações Nutricionais Deficiências vitamínico-minerais Deficiências protéicas Tabela 2 - Principais co-morbidades e/ou complicações psiquiátricas Alterações do sono Transtorno de personalidade anti-social Suicídio e ideação suicida Transtornos depressivos Transtornos ansiosos Tabela 3 - Principais condições clínicas que deveriam ser levadas em consideração como diagnóstico diferencial da SAA Infecções (pneumonia, meningite, encefalite) Traumatismo crânio-encefálico, hematoma subdural Encefalopatia hepática, má nutrição Efeitos adversos de outros medicamentos Com convulsões: tumor, alterações minerais ou hidroeletrolíticas, traumatismo craniano Com DT: outras causas de delirium.

Abuso e dependência ao álcool e outras drogas e sua relação com o suicídio

Abuso e dependência ao álcool e outras drogas e sua relação com o suicídio Abuso e dependência ao álcool e outras drogas e sua relação com o suicídio Messiano Ladislau Nogueira de Sousa Médico Psiquiatra com aperfeiçoamento em terapia psicanalítica Abril, 2014 Sumário Conceitos

Leia mais

SINOPSE DO PLANO MUNICIPAL PARA A LINHA DE CUIDADO AO PACIENTE USUÁRIO DE CRACK

SINOPSE DO PLANO MUNICIPAL PARA A LINHA DE CUIDADO AO PACIENTE USUÁRIO DE CRACK SINOPSE DO PLANO MUNICIPAL PARA A LINHA DE CUIDADO AO PACIENTE USUÁRIO DE CRACK LEITOS HOSPITALARES DE REFERÊNCIA PARA SAÚDE MENTAL/ Álcool e Drogas LHRad E SERVIÇOS DE SAÚDE NÃO HOSPITALARES Rio de Janeiro,

Leia mais

Resumos. Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica

Resumos. Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica Inovação em psicanálise: rumos e perspectivas na contemporaneidade Quarta-feira 10/6 10h30-12h Mesa-redonda Saúde mental e psicanálise

Leia mais

Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 151ª Edição

Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 151ª Edição IDENTIFICANDO A DEPRESSÃO Querida Internauta, Lendo o que você nos escreveu, mesmo não sendo uma profissional da área de saúde, é possível identificar alguns sintomas de uma doença silenciosa - a Depressão.

Leia mais

Leia sem moderação. Alcoolismo

Leia sem moderação. Alcoolismo Leia sem moderação. Alcoolismo ALCOOLISMO O alcoolismo é uma doença grave causada pela ingestão contínua de bebidas alcoólicas. A pessoa torna-se prisioneira do ato de beber, sofrendo conseqüências sociais,

Leia mais

O que é Distúrbio Bipolar Bipolar Disorder Source - NIMH

O que é Distúrbio Bipolar Bipolar Disorder Source - NIMH O que é Distúrbio Bipolar Bipolar Disorder Source - NIMH Distúrbio Bipolar, também conhecido como mania e depressão, é uma desordem do cérebro que causa mudanças não previstas no estado mental da pessoa,

Leia mais

A Saúde mental é componente chave de uma vida saudável.

A Saúde mental é componente chave de uma vida saudável. Transtornos mentais: Desafiando os Preconceitos Durante séculos as pessoas com sofrimento mental foram afastadas do resto da sociedade, algumas vezes encarcerados, em condições precárias, sem direito a

Leia mais

A pessoa dependente do álcool, além de prejudicar a sua própria vida, acaba afetando a sua família, amigos e colegas de trabalho.

A pessoa dependente do álcool, além de prejudicar a sua própria vida, acaba afetando a sua família, amigos e colegas de trabalho. O que é Alcoolismo? Alcoolismo é a dependência do indivíduo ao álcool, considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. O uso constante, descontrolado e progressivo de bebidas alcoólicas pode comprometer

Leia mais

A sua revista eletrônica CONTEMPORANEIDADE E PSICANÁLISE 1

A sua revista eletrônica CONTEMPORANEIDADE E PSICANÁLISE 1 A sua revista eletrônica CONTEMPORANEIDADE E PSICANÁLISE 1 Patrícia Guedes 2 Comemorar 150 anos de Freud nos remete ao exercício de revisão da nossa prática clínica. O legado deixado por ele norteia a

Leia mais

Capítulo 50: centro de atenção psicossocial de álcool e drogas

Capítulo 50: centro de atenção psicossocial de álcool e drogas Capítulo 50: centro de atenção psicossocial de álcool e drogas Fernanda Marques Paz 1 Dependência Química: prevenção, tratamento e politicas públicas (Artmed; 2011; 528 páginas) é o novo livro de Ronaldo

Leia mais

Organização de serviços para o tratamento da dependência química

Organização de serviços para o tratamento da dependência química Organização de serviços para o tratamento da dependência química Coordenação: Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira Apresentação: Dr. Elton P. Rezende UNIAD /INPAD/UNIFESP Agradecimentos: Dr. Marcelo Ribeiro Fatores

Leia mais

Equipe: Ronaldo Laranjeira Helena Sakiyama Maria de Fátima Rato Padin Sandro Mitsuhiro Clarice Sandi Madruga

Equipe: Ronaldo Laranjeira Helena Sakiyama Maria de Fátima Rato Padin Sandro Mitsuhiro Clarice Sandi Madruga Equipe: Ronaldo Laranjeira Helena Sakiyama Maria de Fátima Rato Padin Sandro Mitsuhiro Clarice Sandi Madruga 1. Por que este estudo é relevante? Segundo o relatório sobre a Carga Global das Doenças (Global

Leia mais

Dependência Química - Classificação e Diagnóstico -

Dependência Química - Classificação e Diagnóstico - Dependência Química - Classificação e Diagnóstico - Alessandro Alves Toda vez que se pretende classificar algo, deve-se ter em mente que o que se vai fazer é procurar reduzir um fenômeno complexo que em

Leia mais

Urgência Psicológica em Gestantes com Hiperêmese Gravídica que Desenvolveram Síndrome de Wernicke-Korsakov i

Urgência Psicológica em Gestantes com Hiperêmese Gravídica que Desenvolveram Síndrome de Wernicke-Korsakov i Urgência Psicológica em Gestantes com Hiperêmese Gravídica que Desenvolveram Síndrome de Wernicke-Korsakov i Marcia Ferreira Amendola Patrícia Mara Danan ii OBJETIVO O presente trabalho tem como objetivo

Leia mais

Organização de serviços. Coordenação: prof. Dr. Ronaldo Laranjeira Apresentação: Dr. Elton P. Rezende UNIAD INPAD Unifesp

Organização de serviços. Coordenação: prof. Dr. Ronaldo Laranjeira Apresentação: Dr. Elton P. Rezende UNIAD INPAD Unifesp Organização de serviços Coordenação: prof. Dr. Ronaldo Laranjeira Apresentação: Dr. Elton P. Rezende UNIAD INPAD Unifesp Declaração Declaro não receber nenhum financiamento público ou particular Qual a

Leia mais

Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer. A importância de todos os familiares no processo de recuperação.

Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer. A importância de todos os familiares no processo de recuperação. Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer A importância de todos os familiares no processo de recuperação. Introdução Criar um filho é uma tarefa extremamente complexa. Além de amor,

Leia mais

Abordagens Integrativas e Planos Terapêuticos

Abordagens Integrativas e Planos Terapêuticos 1 Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas Universidade Federal do Espírito Santo Centro de Estudos e Pesquisas sobre Álcool e outras Drogas Centro Regional de Referência sobre Drogas do Espírito

Leia mais

Simulação de psicoses em perícia psiquiátrica

Simulação de psicoses em perícia psiquiátrica Simulação de psicoses em perícia psiquiátrica Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Orientadora: Prof a. Dr a. Talita Zerbini Carlos Augusto Maranhão de Loyola Introdução Simulação

Leia mais

HISTÓRIA HISTÓRIA DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO DOS TRANSTORNOS MENTAIS. Paradigma da alienação mental. Paradigma das doenças mentais

HISTÓRIA HISTÓRIA DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO DOS TRANSTORNOS MENTAIS. Paradigma da alienação mental. Paradigma das doenças mentais DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO DOS TRANSTORNOS MENTAIS Prof. José Reinaldo do Amaral Pontifícia Universidade Católica de Goiás Departamento de Psicologia PSICOPATOLOGIA GERAL 2013 / 2 HISTÓRIA Paradigma da

Leia mais

Feminilidade e Violência

Feminilidade e Violência Feminilidade e Violência Emilse Terezinha Naves O tema sobre a violência e a feminilidade apresenta-se, nas mais diversas áreas do conhecimento, como um tema de grande interesse, quando encontramos uma

Leia mais

A seguir enumeramos algumas caracteristicas do TBH:

A seguir enumeramos algumas caracteristicas do TBH: OQUEÉOTRANSTORNOBIPOLARDO HUMOR(TBH)? O transtorno bipolar do humor (também conhecido como psicose ou doença maníaco-depressiva) é uma doença psiquiátrica caracterizada por oscilações ou mudanças de humor

Leia mais

PONTA DELGADA AÇORES 08 a 10 de MAIO de 2013 Emmanuel Fortes S. Cavalcanti 3º Vice Presidente CFM - Brasil

PONTA DELGADA AÇORES 08 a 10 de MAIO de 2013 Emmanuel Fortes S. Cavalcanti 3º Vice Presidente CFM - Brasil PONTA DELGADA AÇORES 08 a 10 de MAIO de 2013 Emmanuel Fortes S. Cavalcanti 3º Vice Presidente CFM - Brasil Trabalho de educação continuada desenvolvido pelo CRM-AL em 2002. Atendimento de profissionais

Leia mais

Desdobramentos: A mulher para além da mãe

Desdobramentos: A mulher para além da mãe Desdobramentos: A mulher para além da mãe Uma mulher que ama como mulher só pode se tornar mais profundamente mulher. Nietzsche Daniela Goulart Pestana Afirmar verdadeiramente eu sou homem ou eu sou mulher,

Leia mais

Cliente: Sindicerv Veículo: www.qchute.com.br Data: 14-09-2010 Imagem Corporativa Loiras de cevada ou de trigo, ou simplesmente cerveja No Japão a indústria de cerveja é enorme, mesmo entre os brasileiros

Leia mais

MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital 3 Tempo e morte: da urgência ao ato analítico. Revinter: Rio de Janeiro, 2003.

MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital 3 Tempo e morte: da urgência ao ato analítico. Revinter: Rio de Janeiro, 2003. MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital 3 Tempo e morte: da urgência ao ato analítico. Revinter: Rio de Janeiro, 2003. Prefácio Interessante pensar em um tempo de começo. Início do tempo de

Leia mais

DROGAS DE ABUSO. Profa. Dra. Eline Matheus

DROGAS DE ABUSO. Profa. Dra. Eline Matheus DROGAS DE ABUSO DROGAS QUE ATUAM NO SNC ESTIMULANTES DEPRESSORES DROGAS ESTIMULANTES COCAÍNA (CRACK & OXI) ANFETAMÍNICOS EFEDRINA ALUCINÓGENOS ANABOLIZANTES COCAÍNA Corte cerebral pós-mortem de um adicto

Leia mais

MÉDICO: ESSE REMÉDIO IGNORADO ABRAM EKSTERMAN

MÉDICO: ESSE REMÉDIO IGNORADO ABRAM EKSTERMAN MÉDICO: ESSE REMÉDIO IGNORADO ABRAM EKSTERMAN Centro de Medicina Psicossomática Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia, RJ Perguntas aos Cavaleiros do Conselho Federal de Medicina Perguntas ingênuas:

Leia mais

(inicia no slide 17) Bipolaridade

(inicia no slide 17) Bipolaridade (inicia no slide 17) Bipolaridade Os Transtornos do Humor Bipolar são transtornos crônicos, recorrentes e, muitas vezes, com remissão incompleta e potencialmente letais. Os pólos de apresentação são: *

Leia mais

Instrumentos de Triagem para consumo de Bebidas Alcoólicas e Outras Drogas

Instrumentos de Triagem para consumo de Bebidas Alcoólicas e Outras Drogas Instrumentos de Triagem para consumo de Bebidas Alcoólicas e Outras Drogas DIFERENTES NÍVEIS DE CONSUMO ÁLCOOL ABSTINÊNCIA USO EXPERIMENTAL USO MODERADO ABUSO Leve DEPENDÊNCIA Moderada Grave Cerca de 10

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE PSICOLOGIA Ementário/abordagem temática/bibliografia básica (3) e complementar (5) Morfofisiologia e Comportamento Humano Ementa: Estudo anátomo funcional

Leia mais

Clínica Psicanalítica e Ambulatório de Saúde Mental

Clínica Psicanalítica e Ambulatório de Saúde Mental Clínica Psicanalítica e Ambulatório de Saúde Mental Trabalho apresentado na IV Jornada de Saúde Mental e Psicanálise na PUCPR em 21/11/2009. A prática da psicanálise em ambulatório de saúde mental pode

Leia mais

Abordagem do Dependente Químico: papel do consultor Alessandra Mendes Calixto Enfermeira Papel do consultor em dependência química Como surge o papel do consultor 1912: Courtney Baylor foi treinado por

Leia mais

José Roberto Mergel Manechini Médico Psiquiatra

José Roberto Mergel Manechini Médico Psiquiatra José Roberto Mergel Manechini Médico Psiquiatra Igarapava-SP, 04 de junho de 2014 PSIQUIATRIA PARA O CLÍNICO (Psiquiatria para o Não-Psiquiatra) José Roberto Mergel Manechini Médico Psiquiatra CRM SP 121.738

Leia mais

Plano de Trabalho Docente 2015. Ensino Técnico

Plano de Trabalho Docente 2015. Ensino Técnico Plano de Trabalho Docente 2015 Ensino Técnico Etec Etec: PAULINO BOTELHO Código: 091 Município: SÃO CARLOS Eixo Tecnológico: Ambiente e Saúde Habilitação Profissional: Técnico em Enfermagem Qualificação:

Leia mais

Guia de Tratamento para Dependentes Químicos. Tudo isso você vai saber agora neste Guia de Tratamento para Dependentes Químicos

Guia de Tratamento para Dependentes Químicos. Tudo isso você vai saber agora neste Guia de Tratamento para Dependentes Químicos Guia de para Dependentes Químicos O que fazer para ajudar um dependente químico? Qual é o melhor procedimento para um bom tratamento? Internação Voluntária ou Involuntária Como decidir? Como fazer? O que

Leia mais

DOENÇA RENAL CRÔNICA E SUBJETIVIDADE: IMPLICAÇÕES CLÍNICAS DA DIFERENÇA ENTRE SER E TER UMA DOENÇA

DOENÇA RENAL CRÔNICA E SUBJETIVIDADE: IMPLICAÇÕES CLÍNICAS DA DIFERENÇA ENTRE SER E TER UMA DOENÇA DOENÇA RENAL CRÔNICA E SUBJETIVIDADE: IMPLICAÇÕES CLÍNICAS DA DIFERENÇA ENTRE SER E TER UMA DOENÇA Priscila Rodrigues da Silva * Prof. Ms. Clovis E. Zanetti ** RESUMO: A doença renal crônica é considerada

Leia mais

DEPRESSÃO CONHECENDO SEU INIMIGO

DEPRESSÃO CONHECENDO SEU INIMIGO DEPRESSÃO CONHECENDO SEU INIMIGO E- BOOK GRATUITO Olá amigo (a), A depressão é um tema bem complexo, mas que vêm sendo melhor esclarecido à cada dia sobre seu tratamento e alívio. Quase todos os dias novas

Leia mais

coleção Conversas #7 - ABRIL 2014 - f o? Respostas que podem estar passando para algumas perguntas pela sua cabeça.

coleção Conversas #7 - ABRIL 2014 - f o? Respostas que podem estar passando para algumas perguntas pela sua cabeça. Eu quero não parar coleção Conversas #7 - ABRIL 2014 - de consigo.o usar que eu drogas f o? aç e Respostas para algumas perguntas que podem estar passando pela sua cabeça. A Coleção CONVERSAS da Editora

Leia mais

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER A Organização Mundial de Saúde (OMS) define violência como o uso intencional da força física ou do poder, real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra

Leia mais

Epilepsia e distúrbio de aprendizagem: tem relação?

Epilepsia e distúrbio de aprendizagem: tem relação? Epilepsia e distúrbio de aprendizagem: tem relação? Apresentação: Daniele Istile (2º ano) Maria Gabriela Cavalheiro (4ºano) Orientação: Doutoranda Thaís dos Santos Gonçalves Local: Anfiteatro da Biblioteca

Leia mais

ABUSO DO CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS, UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA. Senhor Presidente,

ABUSO DO CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS, UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA. Senhor Presidente, Discurso proferido pelo deputado GERALDO RESENDE (PMDB/MS), em sessão no dia 04/05/2011. ABUSO DO CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS, UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados,

Leia mais

8 Andréa M.C. Guerra

8 Andréa M.C. Guerra Introdução A loucura sempre suscitou curiosidade, temor, atração. Desde a época em que os loucos eram confinados em embarcações errantes, conforme retratado na famosa tela Nau dos loucos, de Hieronymus

Leia mais

O que você deve saber sobre

O que você deve saber sobre O que você deve saber sobre TOC Transtorno Obsessivo Compulsivo Fênix Associação Pró-Saúde Mental 1. O que é TOC? O Transtorno Obsessivo Compulsivo é uma doença mental crônica (transtorno psiquiátrico),

Leia mais

Almanaque on-line entrevista Uma questão para a AMP-América

Almanaque on-line entrevista Uma questão para a AMP-América Almanaque on-line entrevista Uma questão para a AMP-América Entrevistada: Elisa Alvarenga Diretora Geral do IPSM-MG e Presidente da FAPOL (Federação Americana de Psicanálise de Orientação Lacaniana). E-mail:

Leia mais

Encontro de Empresas Mesa redonda: Programa de Assistência ao Empregado: para onde encaminhar. Ambulatório

Encontro de Empresas Mesa redonda: Programa de Assistência ao Empregado: para onde encaminhar. Ambulatório XXI Congresso Brasileiro da ABEAD Do Uso à Dependência: a integração das políticas públicas com a clínica 08 a 11 de setembro de 2011 - Recife/PE Encontro de Empresas Mesa redonda: Programa de Assistência

Leia mais

2 o Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão. Um paciente muito especial: retrato da saúde do adolescente no Brasil.

2 o Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão. Um paciente muito especial: retrato da saúde do adolescente no Brasil. 2 o Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão Um paciente muito especial: retrato da saúde do adolescente no Brasil. Sumário Pauta...2 Justificativa...2 Objetivos...3 Metodologia...3 Potencial de

Leia mais

HISTÓRIA E PERSPECTIVAS DE VIDA DE ALCOOLISTAS

HISTÓRIA E PERSPECTIVAS DE VIDA DE ALCOOLISTAS HISTÓRIA E PERSPECTIVAS DE VIDA DE ALCOOLISTAS Jéssica Molina Quessada * Mariana Caroline Brancalhão Guerra* Renata Caroline Barros Garcia* Simone Taís Andrade Guizelini* Prof. Dr. João Juliani ** RESUMO:

Leia mais

Transtorno Bipolar. Entendendo e ajudando aqueles com mudanças as extremas de humor

Transtorno Bipolar. Entendendo e ajudando aqueles com mudanças as extremas de humor Transtorno Bipolar Entendendo e ajudando aqueles com mudanças as extremas de humor Introdução * O transtorno bipolar (TBP) é uma condição psiquiátrica relativamente freqüente, ente, com prevalência na

Leia mais

Laura Meyer da Silva SEXO: MUITO PRAZER 2. Como ter uma vida sexual plena e feliz. www.lpm.com.br L&PM POCKET

Laura Meyer da Silva SEXO: MUITO PRAZER 2. Como ter uma vida sexual plena e feliz. www.lpm.com.br L&PM POCKET Laura Meyer da Silva SEXO: MUITO PRAZER 2 Como ter uma vida sexual plena e feliz www.lpm.com.br L&PM POCKET 3 3 Quando a ejaculação prematura reforça a angústia Ejaculação rápida, ejaculação prematura

Leia mais

A importância do tratamento contra a aids

A importância do tratamento contra a aids dicas POSITHIVAS A importância do tratamento contra a aids Por que tomar os medicamentos (o coquetel) contra o HIV? A aids é uma doença que ainda não tem cura, mas tem tratamento. Tomando os remédios corretamente,

Leia mais

Organização de Serviços para o Tratamento dos Problemas Relacionados com Álcool e outras Drogas no Departamento de Psiquiatria da FCMSC

Organização de Serviços para o Tratamento dos Problemas Relacionados com Álcool e outras Drogas no Departamento de Psiquiatria da FCMSC Organização de Serviços para o Tratamento dos Problemas Relacionados com Álcool e outras Drogas no Departamento de Psiquiatria da FCMSC 1 - Introdução A organização dos serviços que tratam de pessoas com

Leia mais

Avaliação Psicossocial: conceitos

Avaliação Psicossocial: conceitos Avaliação Psicossocial: conceitos Vera Lucia Zaher Pesquisadora do LIM 01 da FMUSP Programa de pós-graduação de Bioética do Centro Universitário São Camilo Diretora da Associação Paulista de Medicina do

Leia mais

TABAGISMO. O tema deste informe foi sugerido pelo Laboratorista Edmund Cox

TABAGISMO. O tema deste informe foi sugerido pelo Laboratorista Edmund Cox Informativo Semanal O tema deste informe foi sugerido pelo Laboratorista Edmund Cox O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo.

Leia mais

Diretrizes da OMS para diagnóstico de Dependência

Diretrizes da OMS para diagnóstico de Dependência Diretrizes da OMS para diagnóstico de Dependência 1 - Forte desejo ou compulsão para usar a substância. 2 - Dificuldade em controlar o consumo da substância, em termos de início, término e quantidade.

Leia mais

FARMACOTERAPIA EXCLUSIVA Nutracêuticos para o tratamento da dependência Química

FARMACOTERAPIA EXCLUSIVA Nutracêuticos para o tratamento da dependência Química FARMACOTERAPIA EXCLUSIVA Nutracêuticos para o tratamento da dependência Química NUTRACÊUTICOS PARA TRATAMENTO DAS DEPENDÊNCIAS QUÍMICAS TRATAMENTO COM ALTA EFETIVIDADE Os mais recentes estudos científicos

Leia mais

O que é Hemofilia? O que são os fatores de coagulação? A hemofilia tem cura?

O que é Hemofilia? O que são os fatores de coagulação? A hemofilia tem cura? Volume1 O que é? O que é Hemofilia? Hemofilia é uma alteração hereditária da coagulação do sangue que causa hemorragias e é provocada por uma deficiência na quantidade ou qualidade dos fatores VIII (oito)

Leia mais

Contardo Calligaris. Introdução a uma Clínica Diferencial das Psicoses. z Zagodoni. 2 a edição. Editora

Contardo Calligaris. Introdução a uma Clínica Diferencial das Psicoses. z Zagodoni. 2 a edição. Editora Contardo Calligaris Introdução a uma Clínica Diferencial das Psicoses 2 a edição z Zagodoni Editora Copyright 2013 by Contardo Calligaris Todos os direitos desta edição reservados à Zagodoni Editora Ltda.

Leia mais

A Mulher Dependente de Substâncias Psicoativas

A Mulher Dependente de Substâncias Psicoativas A Mulher Dependente de Substâncias Psicoativas Dependência de substâncias psicoativas Consenso na literatura sobre a importância de se estudar o subgrupo das mulheres nas suas Características Evolução

Leia mais

Objetivos da aula: Emile Durkheim. Ciências Sociais. Emile Durlheim e o estatuto da cientificidade da sociologia. Profa. Cristiane Gandolfi

Objetivos da aula: Emile Durkheim. Ciências Sociais. Emile Durlheim e o estatuto da cientificidade da sociologia. Profa. Cristiane Gandolfi Ciências Sociais Profa. Cristiane Gandolfi Emile Durlheim e o estatuto da cientificidade da sociologia Objetivos da aula: Compreender o pensamento de Emile Durkheim e sua interface com o reconhecimento

Leia mais

EXERCÍCIO E DIABETES

EXERCÍCIO E DIABETES EXERCÍCIO E DIABETES Todos os dias ouvimos falar dos benefícios que os exercícios físicos proporcionam, de um modo geral, à nossa saúde. Pois bem, aproveitando a oportunidade, hoje falaremos sobre a Diabetes,

Leia mais

Chat com Fernanda Dia 17 de março de 2011

Chat com Fernanda Dia 17 de março de 2011 Chat com Fernanda Dia 17 de março de 2011 Tema: O papel do terapeuta ocupacional para pessoas em tratamento de leucemia, linfoma, mieloma múltiplo ou mielodisplasia Total atingido de pessoas na sala: 26

Leia mais

Aspectos Neuropsiquiátricos em Geriatria. Dr. José Eduardo Martinelli Faculdade de Medicina de Jundiaí

Aspectos Neuropsiquiátricos em Geriatria. Dr. José Eduardo Martinelli Faculdade de Medicina de Jundiaí Aspectos Neuropsiquiátricos em Geriatria Dr. José Eduardo Martinelli Faculdade de Medicina de Jundiaí Psiquiatria: Especialidade médica que se dedica ao estudo, diagnóstico, tratamento e à prevenção de

Leia mais

Aperfeiçoamento em Técnicas para Fiscalização do uso de Álcool e outras Drogas no Trânsito Brasileiro

Aperfeiçoamento em Técnicas para Fiscalização do uso de Álcool e outras Drogas no Trânsito Brasileiro Aperfeiçoamento em Técnicas para Fiscalização do uso de Álcool e outras Drogas no Trânsito Brasileiro Doenças, Sono e Trânsito ObjeBvos Relacionar sintomas de doenças e efeitos de medicamentos com o perigo

Leia mais

Sobre a intimidade na clínica contemporânea

Sobre a intimidade na clínica contemporânea Sobre a intimidade na clínica contemporânea Flávia R. B. M. Bertão * Francisco Hashimoto** Faculdade de Ciências e Letras de Assis, UNESP. Doutorado Psicologia frbmbertao@ibest.com.br Resumo: Buscou-se

Leia mais

A Saúde Mental dos Trabalhadores da Saúde

A Saúde Mental dos Trabalhadores da Saúde A Saúde Mental dos Trabalhadores da Saúde Tatiana Thiago Mendes Psicóloga Clínica e do Trabalho Pós-Graduação em Saúde e Trabalho pelo HC FM USP Perita Judicial em Saúde Mental Panorama da Saúde dos Trabalhadores

Leia mais

Adolescência Márcio Peter de Souza Leite (Apresentação feita no Simpósio sobre Adolescência- Rave, EBP, abril de 1999, na Faculdade de Educação da

Adolescência Márcio Peter de Souza Leite (Apresentação feita no Simpósio sobre Adolescência- Rave, EBP, abril de 1999, na Faculdade de Educação da Adolescência 1999 Adolescência Márcio Peter de Souza Leite (Apresentação feita no Simpósio sobre Adolescência- Rave, EBP, abril de 1999, na Faculdade de Educação da USP) O que é um adolescente? O adolescente

Leia mais

Sexualidade e Câncer de Mama

Sexualidade e Câncer de Mama Sexualidade e Câncer de Mama LÚCIO FLAVO DALRI GINECOLOGIA MASTOLOGIA CIRURGIA PÉLVICA MÉDICO EM RIO DO SUL - SC PRESIDENTE DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA REGIONAL DE SC CHEFE DO SERVIÇO DE MASTOLOGIA

Leia mais

# não basta dizer não, tem que participar! Música contra o CRACK

# não basta dizer não, tem que participar! Música contra o CRACK PREVENÇÃO CONTRA O CRACK # não basta dizer não, tem que participar! Música contra o CRACK Oqueéo CRACK? Uso do CRACK por meninos de rua SÃO PAULO 1989 Pela 1ª vez uma pesquisa detecta o uso de crack por

Leia mais

DEPRESSÃO - Segundo a Classificação Internacional das Doenças (CID) 10ª revisão

DEPRESSÃO - Segundo a Classificação Internacional das Doenças (CID) 10ª revisão DEPRESSÃO - Segundo a Classificação Internacional das Doenças (CID) 10ª revisão - F32 Episódios depressivos Nos episódios típicos de cada um dos três graus de depressão: leve, moderado ou grave, o paciente

Leia mais

ASSÉDIO MORAL: Por: Claudia Regina Martins Psicóloga Organizacional CRP 08/13638

ASSÉDIO MORAL: Por: Claudia Regina Martins Psicóloga Organizacional CRP 08/13638 ASSÉDIO MORAL: Por: Claudia Regina Martins Psicóloga Organizacional CRP 08/13638 DEFINIÇÕES Moral: É o conjunto de regras adquiridas através da cultura, da educação, da tradição e do cotidiano, e que orientam

Leia mais

Proposta para Implantação do Programa Atividade Física & Mulheres

Proposta para Implantação do Programa Atividade Física & Mulheres 2 Proposta para Implantação do Programa Atividade Física & Mulheres Ana Paula Bueno de Moraes Oliveira Graduada em Serviço Social Pontifícia Universidade Católica de Campinas - PUC Campinas Especialista

Leia mais

PREVENIR PRECOCEMENTE A VIOLÊNCIA E O FRACASSO ESCOLAR. Professor Maurice BERGER (Hospital Universitário Saint Etienne, França)

PREVENIR PRECOCEMENTE A VIOLÊNCIA E O FRACASSO ESCOLAR. Professor Maurice BERGER (Hospital Universitário Saint Etienne, França) PREVENIR PRECOCEMENTE A VIOLÊNCIA E O FRACASSO ESCOLAR Professor Maurice BERGER (Hospital Universitário Saint Etienne, França) 1 Trinta anos de experiência num serviço de psiquiatria infantil especializado

Leia mais

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável Sustentabilidade Socioambiental Resistência à pobreza Desenvolvimento Saúde/Segurança alimentar Saneamento básico Educação Habitação Lazer Trabalho/

Leia mais

Opção Lacaniana online nova série Ano 3 Número 8 julho 2012 ISSN 2177-2673. Há um(a) só. Analícea Calmon

Opção Lacaniana online nova série Ano 3 Número 8 julho 2012 ISSN 2177-2673. Há um(a) só. Analícea Calmon Opção Lacaniana online nova série Ano 3 Número 8 julho 2012 ISSN 2177-2673 Analícea Calmon Seguindo os passos da construção teórico-clínica de Freud e de Lacan, vamos nos deparar com alguns momentos de

Leia mais

PSICOLOGIA E ONCOLOGIA: UMA PARCERIA ESSENCIAL?

PSICOLOGIA E ONCOLOGIA: UMA PARCERIA ESSENCIAL? PSICOLOGIA E ONCOLOGIA: UMA PARCERIA ESSENCIAL? Aline Fernanda Sartori Kanegusuku¹; Marina Tiemi Kobiyama Sonohara 1 ; Angélica Aparecida Valenza¹; Nemerson José Jesus¹; Sandra Diamante² RESUMO Para compreender

Leia mais

Carta de Campinas 1) QUANTO AO PROBLEMA DO MANEJO DAS CRISES E REGULAÇÃO DA PORTA DE INTERNAÇÃO E URGÊNCIA E EMERGÊNCIA,

Carta de Campinas 1) QUANTO AO PROBLEMA DO MANEJO DAS CRISES E REGULAÇÃO DA PORTA DE INTERNAÇÃO E URGÊNCIA E EMERGÊNCIA, Carta de Campinas Nos dias 17 e 18 de junho de 2008, na cidade de Campinas (SP), gestores de saúde mental dos 22 maiores municípios do Brasil, e dos Estados-sede desses municípios, além de profissionais

Leia mais

Acupuntura: a escuta das dores subjetivas

Acupuntura: a escuta das dores subjetivas 38 Acupuntura: a escuta das dores subjetivas Simone Spadafora A maior longevidade expõe os seres vivos por mais tempo aos fatores de risco, resultando em maior possibilidade de desencadeamento de doenças

Leia mais

AS RELAÇÕES ENTRE O BRINCAR E A MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL A PARTIR DE UMA NOVA CONCEPÇÃO DE SUJEITO

AS RELAÇÕES ENTRE O BRINCAR E A MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL A PARTIR DE UMA NOVA CONCEPÇÃO DE SUJEITO AS RELAÇÕES ENTRE O BRINCAR E A MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL A PARTIR DE UMA NOVA CONCEPÇÃO DE SUJEITO Igor Guterres Faria¹ RESUMO: Este estudo é parte integrante do projeto de pesquisa de iniciação científica

Leia mais

COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS DO SENADO FEDERAL. Brasília maio 2010

COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS DO SENADO FEDERAL. Brasília maio 2010 COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS DO SENADO FEDERAL Brasília maio 2010 Audiência Pública: o avanço e o risco do consumo de crack no Brasil Francisco Cordeiro Coordenação de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas

Leia mais

Fundada em 1986. Gestão Comportamental. Educação para a saúde Gestão de crise

Fundada em 1986. Gestão Comportamental. Educação para a saúde Gestão de crise MISSÃO Educar para a prevenção e condução de crises, visando a saúde emocional individual, da família e da organização. Gestão Comportamental Fundada em 1986 PAP - Programa de Apoio Pessoal Atuações em

Leia mais

Psicose pós-parto. A psicose pós-parto é um quadro de depressão pós-parto mais grave e mais acentuado, pois na psicose pós-parto existe o

Psicose pós-parto. A psicose pós-parto é um quadro de depressão pós-parto mais grave e mais acentuado, pois na psicose pós-parto existe o Psicose pós-parto Pode ir desde uma leve tristeza que desaparece com o passar dos dias até um grau mais grave de depressão onde é necessária uma rápida intervenção médica. Este estágio é chamado de psicose

Leia mais

Seminário: Drogas, Redução de Danos, Legislação e Intersetorialidade. Brasília, outubro de 2009.

Seminário: Drogas, Redução de Danos, Legislação e Intersetorialidade. Brasília, outubro de 2009. Seminário: Drogas, Redução de Danos, Legislação e Intersetorialidade Brasília, outubro de 2009. O uso do crack e cocaína: contexto e estratégias de cuidados à saúde PEDRO GABRIEL DELGADO Coordenação de

Leia mais

VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA ou ADOLESCENTE

VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA ou ADOLESCENTE VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA ou ADOLESCENTE Equipe LENAD: Ronaldo Laranjeira Clarice Sandi Madruga IlanaPinsky Maria Carmen Viana Divulgação: Maio de 2014. 1. Porque esse estudo é relevante? Segundo a Subsecretaria

Leia mais

EXAMES DE NEUROFISIOLOGIA

EXAMES DE NEUROFISIOLOGIA EXAMES DE NEUROFISIOLOGIA Clínica Geral Electroencefalograma Electromiografia Potenciais Evocados Polissonografia Teste de latências múltiplas do sono Neurofeedback Teste de Criptotetania para a Fibromialgia

Leia mais

Demências na Terceira idade. Enfª Mda Josiane Steil Siewert

Demências na Terceira idade. Enfª Mda Josiane Steil Siewert Demências na Terceira idade Enfª Mda Josiane Steil Siewert Grandes síndromes neuropsiquiatricas na terceira idade: Delirium Demencias Depressão Doenças Orgânicas do Cérebro Quando uma pessoa idosa de repente

Leia mais

Estágio Curricular I: Cecília de Paula Monnerat Sâmua Regina Camacho Thiago Purger Rodrigues ÁLCOOL

Estágio Curricular I: Cecília de Paula Monnerat Sâmua Regina Camacho Thiago Purger Rodrigues ÁLCOOL Estágio Curricular I: Cecília de Paula Monnerat Sâmua Regina Camacho Thiago Purger Rodrigues ÁLCOOL Atualmente, o consumo de substâncias ilícitas e álcool é indiscriminado entre mulheres e homens adultos

Leia mais

Maisa Kairalla e Valmari Aranha Presidentes da comissão científica do Gerp.13 PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR

Maisa Kairalla e Valmari Aranha Presidentes da comissão científica do Gerp.13 PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR Gerp.13: Educação, Ciência e Inovação Neste encontro, primaremos pelo conhecimento e atualização, assim, teremos exposições em formato de highlights, updates e a inovação de grandes temas em forma de cartas

Leia mais

DROGAS LÌCITAS E ILÌCITAS SUBSTÂNCIAS PSICOTRÒPICAS. Drogas Lícitas e Ilícitas Substancias Psicotrópicas

DROGAS LÌCITAS E ILÌCITAS SUBSTÂNCIAS PSICOTRÒPICAS. Drogas Lícitas e Ilícitas Substancias Psicotrópicas DROGAS LÌCITAS E ILÌCITAS SUBSTÂNCIAS PSICOTRÒPICAS Drogas Lícitas e Ilícitas Substancias Psicotrópicas SUBSTÂNCIAS PSICOTRÒPICAS São substancias psicoativas que agem no Sistema Nervoso Central. Produz

Leia mais

De volta para vida: a inserção social e qualidade de vida de usuários de um Centro de Atenção Psicossocial

De volta para vida: a inserção social e qualidade de vida de usuários de um Centro de Atenção Psicossocial De volta para vida: a inserção social e qualidade de vida de usuários de um Centro de Atenção Psicossocial Eliane Maria Monteiro da Fonte DCS / PPGS UFPE Recife PE - Brasil Pesquisa realizada pelo NUCEM,

Leia mais

As Mulheres e o Trabalho de Cuidar SÃO PAULO,07 DE NOVEMBRO DE 2014.

As Mulheres e o Trabalho de Cuidar SÃO PAULO,07 DE NOVEMBRO DE 2014. As Mulheres e o Trabalho de Cuidar MYRIAN MATSUO II Seminário de Sociologia da FUNDACENTRO: Condições de Trabalho das Mulheres no Brasil SÃO PAULO,07 DE NOVEMBRO DE 2014. Doutora em Sociologia pelo Departamento

Leia mais

Quando o medo transborda

Quando o medo transborda Quando o medo transborda (Síndrome do Pânico) Texto traduzido e adaptado por Lucas Machado Mantovani, mediante prévia autorização do National Institute of Mental Health, responsável pelo conteúdo original

Leia mais

Coisas simples que todo médico

Coisas simples que todo médico Coisas simples que todo médico pode fazer para tratar o alcoolismo. Você já faz? Prof. Dr. Erikson F. Furtado Chefe do Serviço Ambulatorial de Clínica Psiquiátrica e coordenador do PAI-PAD (Programa de

Leia mais

SENADO FEDERAL PRESSÃO CONTROLADA SENADOR CLÉSIO ANDRADE

SENADO FEDERAL PRESSÃO CONTROLADA SENADOR CLÉSIO ANDRADE SENADO FEDERAL PRESSÃO CONTROLADA SENADOR CLÉSIO ANDRADE 2 Pressão controlada apresentação Chamada popularmente de pressão alta, a hipertensão é grave por dois motivos: não apresenta sintomas, ou seja,

Leia mais

RESPOSTA RÁPIDA 417/2014 Encefalopatia Alcoólica

RESPOSTA RÁPIDA 417/2014 Encefalopatia Alcoólica RESPOSTA RÁPIDA 417/2014 Encefalopatia Alcoólica SOLICITANTE Drª Herilene de Oliveira Andrade Juíza de Direito Comarca de Itapecerica NÚMERO DO PROCESSO 0335.14.1606-4 DATA 25/07/2014 Ao NATS, SOLICITAÇÃO

Leia mais

INTOXICAÇÃO POR NOVAS DROGAS

INTOXICAÇÃO POR NOVAS DROGAS Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro Grupamento de Socorro de Emergência Seção de Desastres INTOXICAÇÃO POR NOVAS DROGAS Edna Maria de Queiroz Capitão Médica CBMERJ Médica HUAP / UFF

Leia mais

CIRURGIA DE OTOPLASTIA (PLÁSTICA DE ORELHAS) Termo de ciência e consentimento livre e esclarecido

CIRURGIA DE OTOPLASTIA (PLÁSTICA DE ORELHAS) Termo de ciência e consentimento livre e esclarecido CIRURGIA DE OTOPLASTIA (PLÁSTICA DE ORELHAS) Termo de ciência e consentimento livre e esclarecido Eu, RG n solicito e autorizo o Dr. Fausto A. de Paula Jr, CRM-SP 103073, medico otorrinolaringologista,

Leia mais

Alterações de linguagem nos alcoolistas em atendimento nos Grupos dos Alcoólicos Anônimos (AA)

Alterações de linguagem nos alcoolistas em atendimento nos Grupos dos Alcoólicos Anônimos (AA) Alterações de linguagem nos alcoolistas em atendimento nos Grupos dos Alcoólicos Anônimos (AA) Introdução: O álcool é um depressor do sistema neuronal, e o seu uso pode acarretar alterações cognitivas,

Leia mais

Fator emocional. Fertilidade Natural: Fator emocional CAPÍTULO 8

Fator emocional. Fertilidade Natural: Fator emocional CAPÍTULO 8 CAPÍTULO 8 Fator emocional O projeto comum de ter filhos, construir a própria família, constitui um momento existencial muito importante, tanto para o homem como para a mulher. A maternidade e a paternidade

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS

DIABETES MELLITUS. Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS DIABETES MELLITUS Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS Segundo a Organização Mundial da Saúde, existem atualmente cerca de 171 milhões de indivíduos diabéticos no mundo.

Leia mais

TERAPIA MOTIVACIONAL SISTÊMICA APLICADA ÁS FAMILIAS

TERAPIA MOTIVACIONAL SISTÊMICA APLICADA ÁS FAMILIAS TERAPIA MOTIVACIONAL SISTÊMICA APLICADA ÁS FAMILIAS XXI ABEAD - RECIFE ROBERTA PAYÁ ROBERTAPAYA@HOTMAIL.COM TERAPIA MOTIVACIONAL SISTÊMICA PARA O TRANSTORNO DO ABUSO DE SUBSTANCIAS Um Modelo Integrativo

Leia mais