UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ODONTOLOGIA

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ODONTOLOGIA PREVALÊNCIA DE LESÕES CANCERIZÁVEIS NA MUCOSA BUCAL DE PACIENTES PORTADORES DE ALCOOLISMO CRÔNICO: ESTUDO PILOTO IANA OLIVEIRA MICHILES MANAUS 2011

2 UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ODONTOLOGIA IANA OLIVEIRA MICHILES PREVALÊNCIA DE LESÕES CANCERIZÁVEIS NA MUCOSA BUCAL DE PACIENTES PORTADORES DE ALCOOLISMO CRÔNICO: ESTUDO PILOTO Monografia apresentada à disciplina de TCC II da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Amazonas, como requisito parcial para obtenção do título de Cirurgiã-Dentista. Orientadora: Profª. Drª. Nikeila Chacon de Oliveira Conde Co-orientadora: Profª. Drª. Juliana Vianna Pereira MANAUS 2011

3 IANA OLIVEIRA MICHILES PREVALÊNCIA DE LESÕES CANCERIZÁVEIS NA MUCOSA BUCAL DE PACIENTES PORTADORES DE ALCOOLISMO CRÔNICO: ESTUDO PILOTO Monografia apresentada à disciplina de TCC II da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Amazonas, como requisito parcial para obtenção do título de Cirurgiã-Dentista. Aprovado em 11 de Novembro de BANCA EXAMINADORA Orientadora: Prof a. Dr a. Nikeila Chacon de Oliveira Conde Membro: Prof o. Msc. José Eduardo Gomes Domingues Membro: Prof o. Msc. André Barreiros

4 Dedicatória Aos meus pais, Mary e Sérgio, que me guiaram pelos caminhos corretos, me ensinaram a fazer as melhores escolhas, me mostraram que a honestidade e o respeito são essenciais à vida, e que devemos sempre lutar pelo que queremos. A eles devo a pessoa que me tornei, sou extremamente feliz e tenho muito orgulho por chamá-los de pai e mãe. AMO VOCÊS!

5 Agradecimentos A Deus que me iluminou e me deu forças, que me ajudou a não desistir diante das dificuldades. A minha família pela base sólida que sempre me deu força para encarar a vida de frente. Aos meus pais, pela dedicação em realizar meus sonhos. A minha mãe por ser o meu maior modelo de luta e pelo amor intenso. Ao meu pai por ser tão pai em minha vida, pelos pés no chão e pelo carinho sempre. À minha orientadora Dra. Nikeila Chacon de Oliveira Conde, pelo bom humor, incentivo e compreensão que me foram dados. Às(os) demais professoras(es) que fizeram parte dessa jornada em sala de aula, na clínica, e nos corredores. Aos voluntários da minha pesquisa, pela paciência e credibilidade que depositaram em mim e no meu estudo. Às minhas queridas amigas Mariana Lima de Figueiredo e Rosangela Pereira Sousa pela amizade e carinho que demonstraram durante todos os anos de faculdade, e pela ajuda no atendimento dos voluntários. Aos amigos que conheci no decorrer no curso, em especial a Andréa Castro pela cumplicidade e sinceridade. Aos meus antigos amigos que permaneceram ao meu lado mesmo com toda a distância, provocada por este curso. Em especial à Rafaela Oliveira, Alessandra Backsmann, Viviane e Carlos Eduardo Freitas, e Patrícia Silva. A todos aqueles que direta ou indiretamente contribuíram para que eu chegasse até aqui. A todos meu carinho e muito obrigada.

6 RESUMO A ingestão do álcool é um dos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer bucal, no entanto, é difícil estabelecer uma relação causa-efeito entre ambos, devido à frequente associação do álcool com outras práticas de risco e, à falta de exatidão das histórias do consumo, dos tipos de bebidas, suas concentrações e quantidades. Em contato com a mucosa oral, o álcool induz a atrofia epitelial, que leva a um aumento da susceptibilidade deste tecido à ação de outros carcinógenos químicos. Desta maneira, o presente estudo epidemiológico observacional prospectivo teve como objetivo principal verificar a prevalência de lesões cancerizáveis na mucosa bucal de indivíduos alcoólicos crônicos. Após a assinatura do TCLE, os indivíduos responderam um questionário com informações sócioeconômicas e sobre a temática pesquisada, tais como: duração, quantidade e tipo de bebida alcoólica consumida. Os mesmos foram examinados, para avaliar a presença de lesões cancerizáveis. Os dados coletados foram tabulados e submetidos à análise, sendo aplicado o teste t de Student e o de Mann-Whitney. Os resultados mostraram que o sexo masculino foi o mais prevalente, com média de idade de 52,3 ± 9,9 anos; os tipos de bebidas mais ingeridas foram a cerveja e a cachaça, com 95%. O tempo médio de exposição ao etanol foi de 23,9 ± 8,7 anos e cerca de 13 (65%) indivíduos consumiam álcool diariamente. Do total da amostra estudada, 18 (90%) utilizaram o tabaco alguma vez na vida, e apenas 1 (5%) fez uso de drogas ilícitas. Todos os indivíduos apresentaram algum tipo de lesão bucal, porém apenas 3 (15%) foram diagnosticados com lesões sugestivas de lesões cancerizáveis. O aparecimento de lesões sugestivas de cancerizáveis foi mais significativo quando expostas ao tabaco que ao álcool. Palavras-Chave: câncer bucal, alcoolismo crônico; lesões cancerizáveis

7 SUMMARY The intake of alcohol is a risk for developing oral cancer, however, is difficult to establish a cause-effect relationship between them, due to frequent associaton of alcohol with other risk practices and a the lack of accuracy of the stories consumption, types of beverages, their concentrations and quantities. In contact with the oral mucosa, alcohol induces epithelial atrophy, wich leads to an increased susceptibility of this tissue to the action of other chemical carcinogens. Thus, this study aimed to determine the prevalence of precancerous lesions in the oral mucosa of chronic alcoholics. After signing the Informed Consent, subjects answered a questionnaire with socio-economic information and researched on the subject, such as duration, amount and type of alcoholic beverage consumed. They were examined to asses the presence of precancerous lesions. The data collected were tabulated and submitted to analysis, whichever is the Student t test and Mann-Whitney test. The results showed that the male was the most prevalent, with a mean age of 52.3 ± 9.9 years; types of drinks were consumed more beer and rum, with 95%. The mean duration of exposure to ethanol was 23.9 ± 8.7 years and about 13 (65%) subjects consumed alcohol daily. Of the total sample, 18 (90%) used tobacco at least once in life, and only 1 (5%) made use of illicit drugs. All subjects had some type of oral lesion, but only 3 (15%) were diagnosed with suggestive precancerous lesions. The appearance of precancerous lesions was higher when exposed to tobacco to alcohol. Key-words: oral cancer, chronic alcoholism, precancerous lesions

8 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO REVISÃO DE LITERATURA LESÕES CANCERIZÁVEIS ÁLCOOL COMO FATOR DE RISCO PARA O CÂNCER BUCAL ALCOOLISMO CRÔNICO X LESÕES CANCERIZÁVEIS OBJETIVOS OBJETIVO GERAL OBJETIVOS ESPECÍFICOS MATERIAIS E MÉTODOS DELINEAMENTO DO ESTUDO SELEÇÃO DE PACIENTES CRITÉRIOS DE INCLUSÃO CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO CRITÉRIOS ÉTICOS RISCOS E BENEFÍCIOS COLETA DOS DADOS APLICAÇÃO DO QUESTIONÁRIO EXAME FÍSICO ANÁLISE ESTATÍSTICA RESULTADOS E DISCUSSÃO CONCLUSÕES GLOSSÁRIO APÊNDICE ANEXOS... 51

9 Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras. Oração da Serenidade

10 9 1. INTRODUÇÃO Câncer é uma doença crônica multifatorial, resultante da interação dos fatores etiológicos que afetam os processos de controle da proliferação e crescimento celular, invadindo os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se para outras regiões do corpo (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2002; LIMA et al, 2005). As neoplasias malignas representam um importante problema de saúde pública, sendo a segunda causa de óbitos em países desenvolvidos e em desenvolvimento. (KIGNEL, 2007). E de acordo com as estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa para a ocorrência de câncer no Brasil em 2010 é de novos casos. Destes, seriam neoplasias malignas de boca, acometendo homens e mulheres, caracterizando o 5 o tumor mais frequente entre os homens e o 7 o entre as mulheres. No estado do Amazonas, o câncer bucal foi determinado como o 6 o tumor mais frequente entre os homens e o 7 o entre as mulheres. As altas taxas de incidência e mortalidade do câncer bucal devem-se ao diagnóstico tardio do mesmo, pois em sua fase inicial as lesões são assintomáticas, fazendo com que o paciente e/ou profissional não consigam detectar precocemente alterações na mucosa bucal que indicam o desenvolvimento de câncer, inviabilizando o tratamento e diminuindo o índice de sobrevida do paciente (KIGNEL, 2007; SANTOS et al, 2009; NATARAJAN; EISENBERG, 2011). Lesões cancerizáveis são alterações teciduais que tem maiores taxas de transformação em neoplasia maligna, mas também podem permanecer no estágio não maligno por um tempo indefinido, e até mesmo permanecer estáveis (KIGNEL, 2007). As principais lesões cancerizáveis bucais encontradas são: leucoplasia, eritroplasia e queilite actínica (NEVILLE et al, 2009; GOODSON et al, 2010). Apesar de o líquen plano ser

11 10 considerado uma doença inflamatória crônica mucocutânea imunologicamente mediada, ainda não sabe a causa dessa patologia auto-imune, por isso, existem inúmeras discussões controversas na literatura, sobre o potencial de malignização do mesmo (SLAMA, 2010). O desenvolvimento do câncer bucal está associado à interação de fatores genéticos e/ou a fatores externos. Os agentes etiológicos modificadores do câncer bucal são fumo, álcool, radiação solar e ionizante, dieta, microrganismos e má higiene bucal. O uso de próteses mal adaptadas não constitui consenso na literatura (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2002; LIMA et al, 2005; FERNANDES et al, 2008). O consumo de tabaco e bebidas alcoólicas é apontado como os fatores de risco mais significativos para o desenvolvimento do câncer bucal (SANTOS et al, 2009; GOODSON et al, 2010). Alcoolismo crônico é determinado pelo consumo de no mínimo 21 unidades de etanol por semana para os homens, enquanto para as mulheres, o mínimo a ser consumido por semana é 14 unidades (ROOBAN et al, 2009). A Organização Mundial da Saúde determina que 1 dose equivale a aproximadamente 350 ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 40 ml de uma bebida destilada, considerando que cada uma contém entre 10 e 15 g de etanol. O alcoólatra crônico é acompanhado de perturbações mentais, da saúde física, da relação interpessoal e do comportamento social e econômico (OMS, 2004). Ainda é escasso na literatura o potencial carcinogênico da ingestão isolada do álcool, sobretudo devido ao baixo número alcoólatras crônicos não-fumantes. Sendo assim, este estudo para avaliação da prevalência de lesões cancerizáveis em um grupo de pacientes alcoólatras crônicos em tratamento, em uma instituição para recuperação dos mesmos, em Manaus, Amazonas poderá oferecer informações relevantes para implantação de medidas preventivas para o câncer bucal em comunidades específicas.

12 11 2. REVISÃO DE LITERATURA Com o objetivo de organizar a apresentação do assunto, a revisão de literatura foi dividida em três capítulos: lesões cancerizáveis, onde será descrito a doença, o metabolismo do álcool e teorias de formação de lesões cancerizáveis e o capítulo seguinte abordará pesquisas acerca da presença dessas lesões na cavidade bucal LESÕES CANCERIZÁVEIS Em 2002, Neville e Day realizaram uma revisão de literatura para rever os aspectos clínicos do câncer bucal e das lesões orais cancerizáveis precocemente. O câncer bucal acomete com maior freqüência o sexo masculino, em torno de 40 anos, devido à maior exposição aos agentes cancerígenos, como álcool e tabaco. As lesões cancerizáveis muitas vezes são assintomáticas, e são freqüentemente apresentadas como manchas brancas ou vermelhas, conhecidas como leucoplasia e eritroplasia, respectivamente. O diagnóstico dessas lesões no estágio inicial melhora o prognóstico dos pacientes, aumentando o tempo de sobrevida dos mesmos, especialmente se há presença de abuso de fatores de risco. Foi demonstrado que os consumidores de álcool tiveram um risco 30 vezes maior de desenvolvimento de câncer oral e de orofaringe, e que os que associam o tabaco ao álcool têm risco aumentado de desenvolvimento de tumor maligno, devido ao efeito sinérgico produzido. Após a detecção da lesão, é indicado fazer uma biópsia do local para determinar o tipo de tratamento indicado. Marcadores de DNA também são considerados importantes testes para predizer o risco de transformação maligna para leucoplasia. Em 2010, Slama realizou uma revisão de literatura sobre a terminologia e a classificação das lesões potencialmente malignas. A OMS modificou a terminologia das lesões pré-

13 12 malignas e denominou-as de lesões com potencial de malignização. De acordo com o autor, as lesões orais potencialmente malignas são a leucoplasia, a leucoplasia verrucosa proliferativa, a eritroplasia e a queilite actínica. A leucoplasia é uma placa ou mancha branca que não pode ser caracterizada clinicamente como qualquer outra doença. A eritroplasia é conhecida por apresentar uma coloração vermelho brilhante, sem traço de queratinização, com um limite mais claro, que o diferencia de outras possíveis etiologias. São menos comuns de ser encontradas e podem apresentar-se juntamente com lesões brancas, a eritroleucoplasia. A queilite actínica é encontrada no vermelhão do lábio, apresentando vários graus de queratinização e atipia celular. O seu diagnóstico é determinado por biópsia. Em 2011, Natarajan e Eisenberg realizaram uma revisão de literatura para determinar os conceitos do diagnóstico do câncer bucal e das lesões cancerizáveis.a carcinogênese bucal pode ocorrer devido a predisposição genética e/ou decorrentes de fatores de risco, como o tabagismo, o uso crônico de álcool e radiação solar. O conhecimento detalhado do perfil do paciente, bem como das características clínicas do câncer bucal e das lesões cancerizáveis aumenta as chances do diagnóstico correto e da interceptação dos sintomas. Antes mesmo do aparecimento do câncer bucal, mudanças na superfície da mucosa são observadas. Essas alterações podem ser descritas como lesões cancerizaveis, descritas como leucoplasia, eritroplasia ou eritroleucoplasia. No entanto, os autores relatam que nem todas as leucoplasias e eritroplasias são lesões precursoras de câncer bucal. Por isso, o método de diagnóstico para o câncer bucal e para as lesões cancerizáveis, dá-se por meio de uma amostra de tecido obtida através de uma biópsia incisional ou excisional, para avaliação histopatológica.

14 ÁLCOOL COMO FATOR DE RISCO PARA O CÂNCER BUCAL Em 2004, Ruiz et al, realizaram uma revisão de literatura sobre o efeito do consumo do álcool etílico na cavidade bucal, propondo diferentes hipóteses para explicar a atuação local e sistêmica do etanol. Estudos mostram que o álcool por si só não foi considerado um fator cancerígeno na mucosa bucal devido à exposição de vários fatores de risco em uma pessoa, como o álcool e o tabaco, e bem como a falta de dados importantes a cerca da quantidade ingerida. Entretanto, sabe-se que a o etanol em contato com a mucosa causa atrofia do epitélio, aumentando a permeabilidade de agentes cancerígenos químicos. O aumento da permeabilidade não foi considerado um fator primordial causador de câncer bucal, por isso o acetaldeído, primeiro metabólito do etanol foi estudado. A Agência Internacional de Investigação de Câncer (IARC) determinou que o acetaldeído é cancerígeno em animais, e possivelmente cancerígeno para seres humanos, através da mutação de culturas celulares e da interferência na síntese e reparo do DNA. O etanol é oxidado em duas fases, na primeira oxidação, que pode ser feito de três formas, pelo álcool desidrogenase (ADH), o sistema microssomal hepática (MEOS) e por catalase. O segundo estágio é caracterizado pela oxidação de acetaldeído em acetato obtidos anteriormente pela enzima acetaldeído desidrogenase (ALDH). O acumulo do acetaldedeído ocorre pelo aumento da atividade da ADH na microflora oral e do citocromo P4502E1 ou a uma diminuição da atividade ALDH. Em nível sistêmico, o etanol irá ficar mais tempo no sangue, atuando como um possível agente cancerígeno. Esse efeito resultará em alterações nas glândulas salivares, levando à acumulação adicional de substâncias cancerígenas na superfície da mucosa oral, aumentando o risco de câncer bucal. Entretanto, é difícil estabelecer uma associação direta entre as alterações sistêmicas ocasionadas pelo álcool e o desenvolvimento do câncer bucal.

15 14 Em 2006, Reis et al, analisaram os efeitos do etanol como causador de mutações carcinogênicas em células presentes na mucosa bucal de pacientes alcoólatras crônicos não fumantes, em Salvador. Um total de 58 indivíduos do sexo masculino participaram do estudo, sendo 36 usuários crônicos de álcool e não fumantes, e 18 abstêmios de álcool e tabaco, determinado com grupo controle. Após o consentimento dos voluntários, o grupo dos usuários de etanol respondeu um questionário sobre o consumo do álcool. Todos os participantes coletaram amostras de sangue e passaram por avaliação clínica da cavidade bucal. Células da mucosa jugal e da borda lateral da língua foram coletadas após a lavagem da cavidade com água destilada. Os resultados mostram que houve grandes alterações nas células da borda lateral da língua do grupo do etanol em comparação com o grupo controle. Porém, não houve alterações significativas nas células da mucosa jugal entre os dois grupos. Nesse estudo observou-se que a exposição crônica ao álcool acarreta em alterações carcinogênicas nas células da mucosa bucal, sendo mais comum na língua, mesmo sem a presença de outros fatores de risco. Seitz e Becker (2007) afirmaram que o consumo crônico de álcool aumenta o risco de câncer em vários órgãos e tecidos, como a cavidade bucal, faringe, laringe e esôfago. E que o metabolismo do álcool irá envolver três enzimas, álcool desidrogenase (ADH), aldeído desidrogenase (ALDH), citocromo P4502E1. O acetaldeido, que é o principal metabólito da oxidação do etanol, promove o desenvolvimento de câncer através da interferência com a replicação do DNA, causando mutações em genes supressores de câncer. O risco de câncer bucal aumenta com a quantidade de álcool ingerido, pois aumenta a quantidade do mesmo na saliva, através da produção do acetaldeido via ADH e ALDH, e de algumas bactérias encontradas na boca e no estômago que convertem carboidratos em acetaldeido e etanol. Além disso, existem certos alelos que codificam ADH ou ALDH, aumentando a concentração

16 15 de acetaldeído, gerando maior risco de carcigonêse. O etanol também pode ser metabolizado pelo sistema microssomal hepático, cujo alcoólatra crônico tem sua atividade aumentada ALCOOLISMO CRÔNICO X LESÕES CANCERIZÁVEIS Em 1997, Harris et al, investigaram o estado de saúde bucal e dentário de alcoólatras crônicos, e associaram com o estado nutricional dos pacientes em tratamento, no sul de Londres. Um questionário (Alcohol Use Disorders Identification Test -AUDIT) foi aplicado por um cirurgião-dentista, para determinar o tipo de álcool, a freqüência e duração utilizada, presença de tabagismo e status nutricional. Após a realização do questionário, todos os pacientes foram submetidos a um exame intra-oral completo. Neste estudo foram incluídos 107 indivíduos, sendo 80 homens e 27 mulheres, com idade variando de 21 a 68 anos. Através da avaliação bucal, observaram-se os dentes, as mucosas e a profundidade de bolsa periodontal, e um segundo examinador reavaliou um conjunto de pacientes para determinar a consistência da análise. O status nutricional foi determinado através do Índice de Massa Corporal (IMC) e da Circunferência Muscular do Braço (CMB). De acordo com os resultados obtidos, o tipo de bebida alcoólica mais consumida foi a cerveja (78%). Cerca de 55% dos indivíduos consumiam mais de 200 unidades de álcool/semana, e os homens jovens foram os maiores consumidores da amostra. O tabagismo foi observado entre 83% dos indivíduos estudados, sendo que a metade fumava há mais de vinte anos. Através do IMC observou-se que 20% dos pacientes encontravam-se na categoria de desnutrição leve a moderada, enquanto nove indivíduos foram classificados como obesos. O resultado obtido através do CBM determinou que aproximadamente metade dos pacientes estavam desnutridos. Lesões na mucosa bucal foram encontradas em oito casos, sendo os indivíduos alcoólatras e fumantes. Nenhum caso era compatível com lesão maligna. A profundidade de bolsa periodontal foi

17 16 associada com a freqüência e a duração de fumar, e com o baixo IMC. Nesse estudo não foi detectado nenhuma lesão potencialmente maligna associada ao uso de etanol, portanto, a utilização apenas do álcool não foi considerado como um fator de risco para lesões cancerizáveis. Huang et al, em 2003 avaliaram os efeitos da concentração do álcool e da ingestão de destilado caseiro relatado em Porto Rico, como fatores de risco para alta incidência de câncer bucal. Foram inseridos neste estudo 286 homens diagnosticados com câncer bucal excluindo câncer labial e de glândulas salivares maiores - entre dezembro de 1992 a fevereiro de 1995, com idade variando de 21 a 79 anos. Um grupo controle, com 417 homens também foi examinado. Dados sobre o histórico do consumo de álcool e tabaco foram coletados através de um questionário. O risco de câncer bucal foi relacionado com pessoas que consumiam 43 ou mais doses de etanol em uma semana, e o mesmo foi maior em homens que consumiam licor puro. Os riscos também foram elevados para os não-fumantes e fumantes leves, que faziam uso de licor puro, e para os fumantes pesados (uso de 30 ou mais cigarros por dia durante 30 anos) que consumiam bebidas diluídas. Nesse estudo, observou-se que o consumo de destilado caseiro é tão prejudicial quanto qualquer outro tipo de bebida alcoólica, principalmente quando consumida pura, e que o efeito cancerígeno do álcool aumenta com a concentração do mesmo, independente da quantidade ingerida. Harris et al, em 2004 registraram a prevalência de doenças e as condições presentes da mucosa bucal entre os dependentes de álcool e de outros tipos de substâncias utilizadas pelos pacientes durante o tratamento. Nesse estudo, foram utilizados 693 voluntários do sudeste de Londres, entre os anos de 1994 e Desses, 537 eram homens e 156 mulheres, com faixa etária variando entre 19 e 79 anos. Todos os pacientes admitidos no estudo fizeram um exame intra-bucal e responderam um questionário, feito por um único entrevistador, com informações sobre o tipo de bebida alcoólica ingerida, a freqüência e duração do mesmo;

18 17 tabagismo; utilização indevida de drogas, bem como sua freqüência e duração e, a utilização do uso de medicamentos prescritos ou auto-medicados. Todas as lesões da mucosa foram anotadas, porém, a confirmação através da biópsia só foi possível em alguns casos. De acordo com os resultados obtidos nesse estudo, 56% dos indivíduos eram dependentes apenas de álcool, e 44% relataram uso de álcool associado a outras substâncias. Quanto ao tipo de bebida alcoólica ingerida, a cerveja foi preferência entre homens e mulheres, e o consumo de álcool foi de 277 unidades por semana entre os homens e das mulheres foi de 232 unidades. Dos indivíduos estudados, apenas 28,1% apresentaram lesão bucal. A prevalência de lesões na mucosa bucal entre os dois grupos estudados não foi significante. No grupo que fazia uso abusivo de álcool associado a outras substâncias, 31,1% apresentaram lesão, enquanto no grupo que fazia uso apenas de álcool, 25,8% desenvolveram lesões bucais. As lesões mais encontradas foram ceratose friccional (8,8%), cicatriz nos lábios (4,8%), candidíase (3,9%), queilite angular (3%). Apenas um indivíduo apresentou lesão cancerizável na mucosa bucal relacionada ao álcool, que foi diagnosticada como leucoplasia. Não houve nenhum diagnóstico de eritroplasia. No grupo que utilizava apenas álcool, 85% das pessoas fumavam, e no grupo que associava álcool a outras substâncias, 95% fumavam. Não houve relação entre a presença da lesão bucal e a quantidade de álcool consumida nos grupos. O uso de álcool associado a outras substâncias, não foi significante para a presença de lesão bucal cancerígena, neste estudo. Os autores relataram que a ingestão crônica de álcool tem maior relevância na presença de lesões cancerizáveis que a utilização do tabaco, e que a longo prazo, os riscos do consumo do etanol serão reconhecidos. Em 2005, Chung et al, investigaram a prevalência e os fatores de risco como tabagismo e consumo de álcool, e associaram a lesões bucais cancerizáveis em uma população no sul de Taiwan. Foram avaliados 1075 individuos com média de 49 anos. O diagnóstico para detecção de lesões cancerizáveis foi realizado de acordo com os critérios da OMS, por um

19 18 cirurgião-dentista treinado. Um questionário inicial foi aplicado com os individuos, a fim de delimitar os pacientes que mascavam areca, fumavam tabaco e faziam uso de alcool regularmente. Um total de 136 lesões foram encontradas, e as mais comuns foram leucoplasia, eritroplasia e líquen plano. O risco de apresentar lesões cancerizáveis foi maior em pacientes que mascavam areca, seguido pelo tabagismo e pelo consumo de álcool. Quando associados, os riscos aumentaram em todos os tipos de lesões. A ocorrência de leucoplasia entre aqueles que fumavam, bebiam e mascavam areca eram 15 vezes maior que nos abstêmios. Esse estudo reforça a associação de hábitos nocivos com a presença de lesões cancerizáveis. Lima et al, em 2005 avaliaram o conhecimento de universitários das áreas de saúde, exatas e humanas, no Paraná, sobre câncer bucal e os seus fatores causadores. Para esse estudo, foram utilizados 300 estudantes, 166 homens e 134 mulheres, com idade média de 21,4 anos. Os estudantes responderam um questionário relacionado ao câncer bucal e seus fatores etiológicos. De acordo com os resultados, 86,3% souberam relatar a definição de câncer bucal, e 29,6% conheciam as lesões cancerizáveis. O tabagismo foi relatado como o principal fator etiológico, seguido da má higiene bucal e das radiações solares, com 69.3%, 20.3% 3 10,6% respectivamente. Apenas 22% relataram o álcool como fator de risco para o câncer bucal. E 62% relataram que procurariam atendimento médico para fazer tratamento para o câncer bucal. Os autores relataram que os universitários conhecem o câncer bucal, mas desconhecem os fatores causadores do mesmo, dando importância apenas para o uso do tabaco, como carcinógeno. Em 2008, Fernandes, Brandão e Lima avaliaram a prevalência de lesões cancerizáveis bucais em um grupo de indivíduos alcoólatras no Paraná. Foram incluídos neste estudo 277 indivíduos do sexo masculino, com idade média de 38,4 anos, que estavam em tratamento para desintoxicação. O exame intrabucal foi feito por um único examinador, utilizando cadeira comum sob iluminação artificial, abaixador de língua estéril e quando necessário, com

20 19 pressas de gaze. A localização e descrição das lesões bucais foram anotadas e os critérios da OMS foram utilizados para diagnóstico. Na presença de lesões bucais, o paciente era encaminhado para tratamento. As lesões bucais consideradas cancerizáveis foram: leucoplasia, eritroplasia, líquen plano, fibrose submucosa, queilite actínica e leucoplasia verrucosa proliferativa. Os resultados deste estudo revelam que entre os 277 indivíduos, 17 (6,1%) eram usuários somente de álcool, 179 (64,6%) consumiam álcool e cigarro, 81 (29,2%) utilizavam álcool e drogas ilícitas - maconha, crack e cocaína. Do grupo estudado, 65 (23,4%) apresentaram lesões cancerizáveis na mucosa bucal diretamente relacionada ao uso do álcool. Foram observados queilite actínica (1,8%), leucoplasia bucal (1,08%), eritroplasia (0,72%) e líquen plano (0,36%). Dos resultados obtidos no estudo, a maioria fumava (64,6%) ou usava drogas ilícitas (29,2%), somente 9 (11,1%) indivíduos que consumiam apenas bebida alcoólica não apresentaram lesão. A presença de lesões cancerizáveis na mucosa bucal não está associada apenas a ingestão crônica de álcool, pois a presença das mesmas foi associada a pacientes alcoólatras que tinham outros fatores de risco, principalmente o tabagismo. Rooban et al, em 2009 avaliaram a prevalência das lesões bucais nos alcoólicos atendidos em um centro de reabilitação em Chennay, sul da Índia. Neste estudo foram utilizados como variáveis o Índice de Higiene Oral (OHI), presença de lesões na mucosa oral (OML), idade, tabagismo e ingestão de álcool (tipo e unidades consumidas e a duração do abuso). Um exame dentário padrão foi realizado, por cirurgiões- dentistas, em 500 alcoólatras durante um período de 2 anos. Os resultados do exame foram registrados através da divisão da população estudada em grupos, de acordo com os agentes expostos (álcool e fumo), a freqüência e a duração de consumo. A utilização de tabaco, da noz de areca e o uso indevido de outras drogas foram registrados. As lesões foram diagnosticadas através da observação clínica e realizado a biópsia quando necessário. De acordo com o resultado, havia 18

21 20 pacientes (3,6%) no Grupo A (álcool apenas), 164 pacientes (32,8%) do Grupo AS (álcool e tabaco), 121 pacientes (24,2%) no Grupo AC (álcool e noz de areca de mascar com ou sem tabaco),160 doentes (32%) no Grupo ASC (álcool, tabaco e noz de areca de mascar com ou sem tabaco),e 37 pacientes (7,4%) no Grupo ALL (álcool, tabaco, noz de areca de mascar com ou sem tabaco, narcóticos, benzodiazepínicos e diversos xaropes para tosse e antihistamínicos. A média da duração do consumo de álcool e da quantidade consumida na população do estudo foi de 12,6 anos e 113,2 unidades de álcool por semana, respectivamente. Dos 500 pacientes, 77% estavam na faixa etária de anos de idade. Juntamente com o álcool, 72% dos indivíduos fumavam tabaco e 96% usavam outras substâncias psicoativas. O tabaco em qualquer forma foi usado por 482 pacientes (98,4%) e na forma de fumo, foi utilizado por 361pacientes(72,2%). Um total de 25% da população do estudo apresentava pelo menos uma lesão na mucosa bucal. A prevalência de lesão bucal foi de 5,6%, 26,8%, 33,9%, 46,3% e 37,8% nos grupos A, AS, AC, ACS, e ALL, respectivamente. As lesões mais comuns foram a melanose do fumante, fibrose submucosa oral (OSF) e leucoplasia (10,2%, 8% e 7,4%, respectivamente). O consumo de bebidas destiladas, de noz de areca com ou sem tabaco e o fumo, associados ao consumo de álcool, tornaram os pacientes mais propensos a ter lesões na mucosa bucal do que aqueles que fumavam tabaco sozinho. O Índice de Higiene Oral da população estudada, foi 5,6% do grupo A, 4,3% do Grupo AS, 9,9% de AC Group, 6,9% do Grupo ACS, e de 5,4% do Grupo ALL, ressaltando que todos os indivíduos apresentaram higienização bucal precária. Este estudo destaca a necessidade de exames rotineiros e tratamento dentários como parte dos cuidados dos alcoólicos crônicos em centros de reabilitação, mostrando a necessidade de higienização da cavidade bucal, devido à maior prevalência de lesões bucais em grupos de risco. Silveira et al, em 2009 avaliaram clinica e morfologicamente, durante 37 anos, o potencial de malignização de lesões cancerizáveis, mas especificamente leucoplasia,

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