Um Estudo Documental em uma Clínica Escola de. Psicologia sobre Pacientes com História de Drogadição

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Um Estudo Documental em uma Clínica Escola de. Psicologia sobre Pacientes com História de Drogadição"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CENTRO DE EDUCAÇÃO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE PSICOLOGIA Um Estudo Documental em uma Clínica Escola de Psicologia sobre Pacientes com História de Drogadição MAUREN VOLCATO Itajaí, (SC) 2007

2 2 MAUREN VOLCATO Um Estudo Documental em uma Clínica Escola de Psicologia sobre Pacientes com História de Drogadição Monografia apresentada como requisito parcial para obtenção do titulo de Bacharel em Psicologia da Universidade do Vale do Itajaí. Orientadora: Profª. Msc. Maria Celina Ribeiro Lenzi. Itajaí SC, 2007

3 3 SUMARIO RESUMO... 5 LISTA DE QUADROS INTRODUÇÃO REVISÃO DE LITERATURA Drogas Classificação das drogas Dependência Tratamento ASPECTOS METODOLÓGICOS Tipo de pesquisa Local Procedimento para a coleta de dados Procedimento para a análise dos dados Implicações Éticas APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Análise quantitativa dos documentos investigados Distribuição dos documentos da pesquisa Distribuição dos documentos por período semestral Distribuição por tipo de Droga Distribuição por tipo de Droga sem nicotina Distribuição dos documentos por Tempo de Atendimento Análise qualitativa dos documentos investigados Doc. A Doc. B Doc. C Doc. D Doc. E...38

4 Doc. F Doc. G Doc. H Doc. I Doc. J CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS Triagem Relato Mensal Ficha de Desligamento Contrato APÊNDICES Quadro síntese da História dos Pacientes com Histórico de Drogadição...67

5 5 Um Estudo Documental em uma Clínica Escola de Psicologia sobre Pacientes com História de Drogadição RESUMO Mauren Volcato Orientadora: Maria Celina Ribeiro Lenzi Defesa: Novembro de Atualmente a dependência química passa a ser reconhecida como uma doença crônica de origem multifatorial, que deve ser tratada. As formas de tratamento estão diretamente relacionadas à gravidade de cada caso, que vai desde o leve até o severo. A noção do uso indevido de substância química e o conceito de drogas são altamente problemáticos, dependendo do critério e da posição do investigador, podem abranger tanto aspectos físicos e emocionais como sócio-culturais. Para tanto, o presente trabalho teve como objetivo fazer um estudo da análise documental de caráter exploratório descritivo, a fim de investigar a trajetória de pacientes com história de drogadição em uma Clínica Escola de Psicologia. De forma mais específica, identificou-se dados sobre o perfil e a demanda desses pacientes, tempo e adesão ao tratamento; tipo de drogas utilizadas; estratégias de intervenção e seus resultados. Os dados foram levantados mediante as triagens, relatórios de acompanhamento e fichas de desligamento. A análise dos resultados foi efetuada pela exposição dos dados, discussão dos conteúdos, sistematizados e relacionados com a literatura vigente. Palavras-chaves: Drogas; Clínica Escola; Tratamento.

6 6 LISTA DE QUADROS Quadro Quadro Quadro Quadro Quadro Quadro

7 7 1. INTRODUÇÃO O consumo de drogas encontra-se na maioria das culturas de forma diferenciada, respondendo ao seu padrão de uso, conforme a especificidade de cada contexto, o que tangencia esta problemática é o seu caráter conflitante apresentados nos seus diversos níveis individuais e sociais. De acordo com Aquino (1998), no plano individual, a droga produz no cérebro efeitos danosos que alteram a consciência e trazem como ganho secundário a eterna busca do prazer e da negação constante do sofrimento. No plano social, as drogas adquirem diferentes significados que interagem com o contexto sociocultural. Determinados padrões de emoções, atitudes e comportamentos ocorrem tanto no subsistema individual quanto na relação do indivíduo com a família e das famílias com a sociedade, num processo mútuo de retroalimentação. Segundo Kalina (1999), o drogadicto tem padrões de conduta, necessidades e motivações particulares que entram em conflito com as muitas contradições do mundo atual. Simultaneamente, ele é produto e conseqüência de uma sociedade paradoxal e dividida, que exerce uma influência profunda e direta sobre o núcleo familiar do qual ele provém. Somado a todos esses fatores psicológicos, Oliveira (2005) diz que encontrase a exclusão sócio-econômica; a predisposição genética e a própria mídia, que por muitas vezes, corrompida e corrupta, lança toneladas de lixo mental em nossa psicoesfera, sendo um dos responsáveis pelo aumento do uso indevido de substâncias químicas.

8 8 Diante dessas evidências, Leite e Cabral (1999) afirmam que, o uso de drogas é uma questão que preocupa cada vez mais os pesquisadores, pois pesquisas epidemiológicas mostram que o uso e abuso de drogas aumentam de maneira acelerada e que é na adolescência que em geral, se inicia. Da mesma forma, Marlatt (2005) contribui ao considerar que a penetração e conseqüência gerada pelo abuso e dependência de substâncias vêm crescendo de maneira alarmante, sem dúvida alguma, devendo ser encarado como um problema epidêmico. Problemas sociais como violência, acidentes de trânsito, marginalidade, formação de gangues e desvios de conduta em jovens e adolescentes, hoje encontram-se marcadamente influenciados pelo uso de substâncias. Finalmente Messas (2006) conclui que, avaliando o contexto atual, observa-se que a droga está inserida em nossa sociedade de tal forma que as políticas públicas, referentes a sua prevenção têm surtido pouco efeito, pois trazem o antigo aspecto de erradicação total, esquecendo todos os outros fatores que determinam seu uso. Diante dessas considerações, têm-se questionado quais as formas de tratamento que tem sido oferecido para debelar esta problemática, mais especificamente, quais as estratégias utilizadas em uma Clínica Escola para atender essa clientela? Para responder essas questões, buscou-se fazer uma pesquisa documental de caráter descritivo exploratório, a fim de investigar o processo de entrada, tratamento e saída dos pacientes com histórico de drogadição, atendidos em uma Clínica Escola de Psicologia no período de 2005 a 2007/I. Os documentos utilizados para esses estudos foram, as fichas de triagem, relatórios de

9 9 acompanhamento e fichas de desligamento. Os dados encontrados foram sistematizados e compreendidos a luz da teoria vigente. A relevância deste trabalho, se dá pela possibilidade de trazer à tona novos dados que possam contribuir nas formas de tratamento e estratégias de abordagem para estes pacientes, assim como, contribuir cientificamente para novas investigações nesta temática.

10 10 2. REVISÃO DA LITERATURA Neste capítulo será abordado o corpo teórico que norteia este trabalho. Para tanto, serão apresentados em subitens os conceitos de drogas e sua classificação; dependência química e formas de tratamento. 2.1 Drogas As drogas existem desde o início da humanidade, não se sabe exatamente por que a humanidade se droga, mas sabe-se que muitos são os motivos que podem levar o homem a experimentá-la em algum momento de sua vida. (SERRAT, 2001). O termo droga presta-se a várias interpretações, mais comumente suscita a idéia de uma substância proibida, de uso ilegal e nocivo ao indivíduo. No entanto, para o desenvolvimento deste estudo estaremos voltados mais para as drogas psicoativas que segundo Dalgalarrondo (2000), é qualquer substância química que quando ingerida modifica uma ou várias instâncias do Sistema Nervoso Central (SNC), produzindo efeitos psíquicos e comportamentais. De acordo com Serrat (2001), a farmacopéia brasileira classifica droga como qualquer substância de origem mineral, vegetal ou animal, porém este conceito é muito amplo e não diferencia o uso da dependência. Para Marlatt (2005), as drogas psicotrópicas são aquelas substâncias que têm atração por atuar no cérebro, modificando a nossa maneira de sentir, de pensar e de agir.

11 11 As drogas ditas lícitas, como o álcool e o cigarro, em muitos casos tornam-se a porta de entrada para as drogas mais pesadas ditas ilícitas, à exemplo da maconha, da cocaína e do êxtase, que causam dependência e trazem enorme prejuízo a saúde, afetando conseqüentemente às atividades laborativas, a produção intelectual e o relacionamento interpessoal. (AQUINO, 1998). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), droga de abuso é a substância que age nos mecanismos de gratificação do cérebro, provocando efeitos estimulantes, euforizantes e/ou tranqüilizantes. (MARLATT, 2005) Classificação das Drogas De acordo com o CID-10 obtém-se a seguinte classificação: I- Estimulantes da atividade do Sistema Nervoso Central: a) Anfetaminas usadas como estimulantes: d-anfetamina, metanfetamina. b) Anfetaminas usadas como moderadores de apetite: mazindol, dietilpropina. c) Cocaína d) Cafeína II- Depressoras da atividade do Sistema Nervoso Central: a) Álcool b) Hipnóticos: barbitúricos (pentobarbital, fenobarbital; outros (brometo). c) Ansiolíticos: diazepam, clordiazepóxido. d) Narcóticos: naturais (morfina, codeína); sintéticos (meperidina, metadona, propoxifeno); semi-sintéticos (heroína).

12 12 e) Solventes (inalantes): colas, tintas, removedores, tiners, etc. III- Perturbadoras da atividade do Sistema Nervoso Central: a) Alucinógenos primários: sintéticos (LSD-25 e DMA-êxtase); naturais (derivados da maconha; derivados indólicos de plantas e cogumelos; derivados do poiote). b) Alucinógenos secundários: anticolinérgicos (derivados de plantas, datura sp); sintéticos (triexafenidila, benactizina). (PAULA, 2001). As drogas estimulantes da atividade do SNC aumentam a atividade do cérebro e recebem este nome técnico, pois o usuário fica elétrico, ligado. Seriam elas: a cocaína, a nicotina, o crack e as anfetaminas. (MARLATT, 2005). As drogas ditas euforizantes ou alucinógenas, não produzem mudanças do tipo quantitativo como aumento ou diminuição da atividade do cérebro, elas fazem com que esse órgão passe a funcionar fora do seu normal, essa pessoa fica com a mente perturbada. Seriam elas: maconha, certos cogumelos, LSD, êxtase, anticolinérgicos. (MARLATT, 2005). As tranqüilizantes ou depressoras do SNC, diminuem a atividade cerebral, ou seja, deprimem seu funcionamento, as pessoas que fazem uso deste tipo de droga ficam devagar, desligadas. Seriam elas: álcool, soníferos ou hipnóticos, ansiolíticos, narcóticos e inalantes ou solventes. (MARLATT, 2005).

13 Dependência Química Alguns indivíduos também fazem uso constante de uma ou mais drogas, com a intenção de aliviar a ansiedade, medos, tensões e até mesmo sensações físicas desagradáveis. Contudo, o uso abusivo de drogas leva à dependência, que é o impulso que leva a pessoa a usar de forma contínua ou periódica para obter prazer. (SILVEIRA; SILVEIRA, 2003). Ao falarmos sobre dependência de drogas e uso abusivo, deve-se levar em conta que tanto um quanto o outro têm padrões de uso patológico, sendo que a diferença, segundo Serrat (2001), é que a dependência requer tolerância, necessidade de doses cada vez maiores em intervalos menores de tempo. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dependência química trata de um conjunto de fenômenos relacionados ao funcionamento do organismo de um indivíduo, ao seu comportamento e ao seu estado mental, em que uma droga adquire uma importância muito maior do que quase todos os outros aspectos da vida. A principal característica da síndrome de dependência é o desejo freqüentemente forte, algumas vezes incontrolável de consumir drogas que atuam no sistema nervoso central. (SERRAT, 2001). Ainda de acordo com o autor supra citado, para que seja dado um diagnóstico definitivo de dependência, a pessoa deverá ter apresentado três ou mais dos seguintes sintomas, contando um ano até a data da consulta: forte desejo de consumir a droga, dificuldade de controlar o consumo, necessidade de doses cada vez maiores para conseguir os mesmos efeitos, abandono progressivo de prazeres e outros interesses na vida para dedicação exclusiva à droga e verificar se diante

14 14 da ausência ou diminuição da droga surgem reações físicas que variam de ansiedade e distúrbios do sono à depressão e convulsões, constituindo o chamado estado de abstinência fisiológico. Cabe ressaltar que nem todo o usuário evoluirá para a dependência, que a atitude do indivíduo frente à droga varia de acordo com sua história de vida, seu caráter, seus desejos, suas dificuldades e suas motivações conscientes e inconscientes. A Comissão de Narcóticos das Nações Unidas concluiu que está havendo, em todo o mundo, um aumento crescente da produção e do consumo de drogas. No Brasil, nos últimos anos, estamos enfrentando um problema dramático, o uso de crack, cuja dependência se instala com incrível rapidez e que está associado à criminalidade violenta. Um dado estarrecedor é que crianças de rua, com (cinco) ou (seis) anos, já estão usando o crack.(serrat, 2001). Por isso entende-se que, o tratamento de drogadictos deve ser iniciado de modo precoce, pois segundo Highet (2003 apud ANDRETTA; OLIVEIRA, 2005), quanto mais precoce for o início do uso de substâncias, maiores serão os riscos de desenvolver a dependência e mais graves serão as conseqüências na saúde do individuo Tratamentos De acordo com Uchôa (2002), com a evolução das diversas formas de tratamento, as abordagens terapêuticas das dependências químicas, passou por indagações como, por exemplo, qual o tratamento mais efetivo, qual o melhor tratamento para determinado paciente. Hoje sabe-se que um mesmo paciente pode

15 15 necessitar, ao longo do tratamento, de diferentes abordagens terapêuticas, pois nenhuma abordagem é apropriada para todos os casos que a dependência de drogas impõe. É necessária a participação de equipes multidisciplinares neste processo e constatou-se que, entre as diversas técnicas psicoterápicas disponíveis as consideradas mais efetivas são: a terapia familiar, a abordagem motivacional e a terapia farmacológica. Segundo Figlie, Bordin e Laranjeira (2004), o tratamento do drogadicto é muito complexo, primeiramente o drogadicto necessitará re-significar sua identidade, pois esse foi um dos motivos que o levou ao uso de drogas, e também reaprender a encontrar prazer em outras atividades sem o uso de drogas. Sendo que é de muita importância o engajamento deste usuário e sua família no tratamento, pois com a ajuda de uma psicoterapia de grupo, terapia familiar, acompanhamento escolar e orientação vocacional, serão trabalhados de forma ampla tudo que fora despedaçado durante o comportamento adicto. De acordo com Andretta e Oliveira (2005), existem várias modalidades de tratamento para drogadictos, e a escolha dependerá de questões como situações de risco, tipo de droga, grau de suporte familiar. Vários tratamentos apresentam eficácia cientificamente comprovada, como o tratamento ambulatorial, sendo que esse baseia-se em diversas terapias e é indicado para aproximadamente 70% dos casos. Outro tratamento é o modelo dos Doze Passos, também conhecido como o modelo de Minnesota ou dos Alcoólicos Anônimos, este trata a dependência química como uma doença que tem a abstinência como meta e busca-se a reorganização global do sujeito.

16 16 Occhini e Teixeira (2006) ressalvam que a droga é um elemento muito significativo na vida de um paciente drogadicto, pois substitui uma falta em seu viver, o que justifica a evitação do enfrentamento dos problemas da vida. Um tratamento psicoterápico requer uma elaboração do próprio sofrimento, isto é um processo lento e complexo. Para as autoras, uma observação relevante é o fato de que conseguir o envolvimento dos familiares no tratamento do dependente químico é uma tarefa árdua, pois o afastamento dos familiares pode ser compreendido se pensarmos no desgaste que esta enfrentou com agressões verbais e físicas, devido a problemas com a polícia, desvio de dinheiro decorrente da aquisição de drogas. A dependência no âmbito familiar promove alterações no funcionamento da dinâmica desta família, sendo que esta por sua vez, encontra-se acomodada ao uso de drogas de um de seus membros, esta é a chamada co-dependência, neste momento a família co-dependente encontra-se desestruturada. A Clínica-Escola é mais uma alternativa de atendimento oferecido aos dependentes químicos. Esta tem por objetivo, prestar atendimento psicoterápico individual ou em grupo a uma parcela significativa da população; oferecer tratamento de baixo ou nenhum custo financeiro e orientar estudantes para a prática do Estágio Supervisionados em Psicologia Clínica. Desta forma, beneficia estudantes e a população em geral. (BARBOSA e SILVARES, 1994 apud, ENÉAS, 2000). Finalmente, para Kalina (1999), é primordial o envolvimento da família na recuperação do drogadicto, uma vez que ela é co-responsável pelo desenvolver deste fato, pois este é um conceito amplo e ambíguo. Muitas vezes a cura do

17 17 drogadicto para a família significa curá-lo para que se comporte como deve, ou ainda, curar aquele que arruína a vida de todos nós, os bons e os sãos, ou seja, esta forma de cura errônea, não é a mesma cura descrita aqui. Observa-se então o motivo pelo qual a família deve estar engajada no processo terapêutico de cura do drogadicto, pois esta é um sistema único, onde todos têm a ver com todos e cada um deve assumir a responsabilidade que lhe cabe, sendo isto que uma terapia busca fazer, com que os membros da família compreendam que para haver o crescimento de todos, é necessário que a família se cure como um todo, sem que seja necessário o sacrifício do membro drogadicto muitas vezes rotulado como o culpado da desestruturação familiar.

18 18 3. ASPECTOS METODOLÓGICOS 3.1 Tipo de pesquisa: A presente pesquisa utilizou o método da análise documental de caráter exploratório descritivo de abordagem qualitativa e quantitativa, segundo Santos (1999), na pesquisa documental, o pesquisador parte de conceitos a priori sobre a realidade. 3.2 Local: Esta pesquisa foi realizada em uma Clínica Escola de Psicologia, sendo que os dados foram levantados mediante as triagens, encaminhamentos, relatórios de acompanhamento mensais e fichas de desligamentos de pacientes diagnosticados por fazer ou ter feito uso abusivo de substâncias químicas. Foram considerados os documentos que pertencem ao período de 2005 a 2007/I. Os referidos documentos constam de um roteiro de triagem (Anexo 7.1), relatório de acompanhamento mensal (Anexo 7.2), e ficha de desligamento (Anexo 7.3). Os roteiros de triagem contêm informações sobre os pacientes que iniciaram seu processo terapêutico, como: dados de identificação; forma de encaminhamento; queixa principal; histórias clínicas, sociais e familiares; exame do estado mental; hipótese diagnóstica e encaminhamento. Nos relatórios mensais constam as evoluções dos casos. A ficha de desligamento informa sobre o motivo pelo qual o paciente não está mais em processo terapêutico.

19 Procedimentos para a coleta de dados: Foi feito primeiramente contato com a coordenadora da Clínica Escola, a fim de se obter autorização para investigar os documentos arquivados. Após obtermos a autorização, buscou-se nas triagens do período de 2005 a 2007/I, pacientes que informavam em seus relatos o uso abusivo de substâncias químicas. Em seguida, foi feito um levantamento dos dados através dos relatórios mensais e das fichas de desligamento. Os dados foram compilados em uma folha de registro para análise, logo após foi realizado o cruzamento e a discussão dos dados encontrados com uma compreensão teórica. 3.4 Procedimentos para a análise dos dados: Primeiramente foram selecionados todos os documentos de triagens de pacientes adultos, para fazer um levantamento e retirar aqueles que em algum momento de seus registros referiram fazer uso de substância química. Desta forma, do total de 672 documentos foram selecionados apenas 42 documentos. Em seguida, ainda com base nos registros dos documentos das triagens, dos 42 documentos selecionados inicialmente, foram dispensados todos aqueles que continham relato de uso isolado de nicotina, ficando neste momento para estudo somente os documentos com relato de uso de drogas pesadas, compondo assim, um total de 22 documentos.

20 20 Por fim, dos 22 documentos selecionados, foi utilizado um último critério de seleção, que foi o tempo de permanência nos atendimentos, sendo então considerado como foco da pesquisa, somente aqueles que permaneceram por mais de (oito) atendimentos, resultando assim, um total de 10 documentos de estudo. Os dados até então coletados foram tratados de forma quantitativa, a fim de compreender o significado da freqüência desta demanda em estudo. Dos 10 documentos que ficaram como amostra final, foi feito um estudo qualitativo com base nas fichas dos relatos mensais e das fichas de desligamento. Todo o material investigado foi compreendido e correlacionado com a literatura vigente sobre drogadição. 3.5 Implicações Éticas: Tendo em vista que os procedimentos éticos são de vital importância para a realização da pesquisa, o presente trabalho considerou que: todo o paciente atendido pela Clínica Escola assina um Termo de Ciência e Compromisso (Anexo 7.4), declarando estar ciente de que seus registros terapêuticos podem ser utilizados para pesquisas científicas, desde que observado rigoroso sigilo e preservada a sua identidade, na forma que dispõe o Código de Ética dos Psicólogos, especialmente nos artigos 23, 30 e 36 daquela norma.

21 21 4. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Nossas sociedades andam tão sofridas e tumultuadas com o problema das toxicofilias (amizade aos venenos), que estão presas nas armadilhas do seu próprio espanto, perguntandose com aflição acerca do que pode ser feito. (SERRAT, 2001; p.25) Os dados desta pesquisa foram retirados de uma amostra total de 672 documentos de pacientes adultos triados entre os anos de 2005 à 2007/I em uma Clínica Escola de Psicologia. Os resultados serão apresentados em dois momentos: o primeiro trata-se de uma análise quantitativa; o segundo trata-se de um estudo qualitativo da amostra selecionada, ou seja, dos 10 documentos de pacientes com história de uso abusivo de substância química e que permaneceram por mais de (oito) atendimentos. 4.1 Análise quantitativa dos documentos investigados: Os resultados apresentados a seguir foram distribuídos em (seis) quadros, onde encontram-se os cruzamentos dos dados. Trata-se de uma análise quantitativa e traduz a compreensão estatística da demanda investigada. Estes dados foram retirados dos documentos de Triagens.

22 Distribuição dos documentos desta pesquisa Este primeiro momento da pesquisa serviu como suporte para criar uma amostra de estudo a ser desenvolvida na análise qualitativa. Para tanto, foram adotados os seguintes critérios: a) Do total de 672 Doc. investigados, optou-se por selecionar apenas os Doc. que apresentaram histórico de uso de drogas. Total de 42 pessoas. b) - Foram selecionados apenas os Doc. que apresentaram histórico de uso de álcool e outras drogas, desconsiderando neste momento o uso de nicotina. Este critério se justifica por ser levado em consideração que nenhum paciente desta amostra de 42 pessoas, relatou que a nicotina provoca conflitos em sua vida social ou particular, e por isso, não fez parte de sua queixa principal e não foi o foco dos atendimentos. Foi gerado um quadro resumo dos pacientes (apêndice 8.1). Total 22 pessoas. c) Foram selecionados somente aqueles Doc. que permaneceram em tratamento por mais de (oito) atendimentos. Total 10 pessoas. O quadro a seguir demonstra esta distribuição:

23 23 Quadro n.1- Distribuição dos documentos de pacientes com histórico de drogadição: Amostra Numero de Pacientes Porcentagem Pacientes Adultos que % realizaram Triagem no período de (dois) anos e meio Pacientes Adultos com 42 6,25% histórico de uso abusivo de drogas Pacientes Adultos com 22 3,27% histórico de uso abusivo de drogas sem uso de nicotina. Pacientes Adultos com histórico de uso abusivo de drogas que permaneceram por mais de (oito) atendimentos. 10 1,4% Fonte: Triagens e Relatos mensais da Clínica Escola de Psicologia. De acordo com os dados obtidos pode-se verificar o baixo índice de procura de atendimento destes pacientes e principalmente a pouca aderência ao tratamento. Este fato pode estar associado a uma série de considerações, como resistência, falta de apoio familiar, a própria dinâmica do paciente e a falta de um programa adequado a este tipo de atendimento. Antes de começar um tratamento é preciso que o usuário perceba os prejuízos que a droga está causando a si próprio, às pessoas que convive e à sociedade em geral. O resultado efetivo de um tratamento de recuperação depende exclusivamente da adesão do dependente, da maneira como ele se conscientiza que está doente e necessita de ajuda. Desta forma, está se referindo a resistência do paciente. De acordo com Gabbard (1998), todo tipo de resistência,

24 24 representa uma tentativa de evitar sentimentos desagradáveis, tais como raiva, culpa, ódio, inveja, vergonha, ansiedade, ou alguma combinação destes. Somando a essas considerações encontramos em Cunha (2006), a afirmação de que existem fatores que devem ser levados em consideração diante do processo de internação ou do tratamento de um dependente químico, e um deles é se ele mesmo busca o seu tratamento. A consciência de sua problemática, e de que necessita buscar ajuda, denotam uma maior viabilidade e aderência ao tratamento. São poucos os dependentes que procuram tratamento por conta própria. Para Tiba (2003) o auxílio é dispensado porque eles não se encontram doentes. Somente quando a droga começa a ficar incontrolável é que passam a sentir os prejuízos e tendem a aceitar a participação num trabalho em seu benefício. Na grande maioria dos casos, o adicto não tem a intenção de abandonar o uso de drogas, justamente porque as raízes, as origens ou as causa de seus problemas estão mascarados ou ainda não foram elucidados. (CUNHA, 2006). Referindo-se a psicoterapia, Kohlenberg e Tsai (2001), afirmam que a terapia em geral é um processo interacional complexo, pois são os problemas comportamentais que levam o paciente à presença do terapeuta. De acordo com Zimermman (1997) uma terapia vai ao encontro da resolução dos conflitos subjacentes, aos padecimentos existenciais do ser humano, ou seja, ajuda os referidos pacientes a promoverem as mudanças necessárias para saírem de suas situações estereotipadas que os levam às drogas. Surgem então as questões alvo desta pesquisa, pensemos quantos dos pacientes atendidos em uma Clínica Escola de Psicologia, apresentam como

25 25 queixa principal, o uso abusivo de substâncias químicas ou quantos destes trazem em suas terapias a questão: Relacionamento Interpessoal e Familiar como foco principal e depois falam das drogas, quantos destes permanecem em terapia, quais os sintomas que podem ser relacionados com esta desestruturação neste indivíduo Distribuição dos documentos por período semestral Foi utilizado como critério de estudo o agrupamento dos Doc. por período semestral, para que se possa ter conhecimento da porcentagem de atendimentos por semestre, e assim verificar se existe alguma alteração de demanda importante para estudo. Quadro n. 2 Documentos dos Pacientes com histórico de drogadição distribuídos por período semestral: ANO NUMERO DE Porcentagem DOCUMENTOS 2005/I 6 14,29% 2005/II 9 21,43% 2006/I 7 16,66% 2006/II 10 23,81% 2007/I 10 23,81% Total: % Fonte: Triagens da Clínica escola de psicologia. No quadro acima pôde-se observar que apesar de precária a busca pelos atendimentos na Clínica Escola de Psicologia, o número de pacientes que faz parte desta pesquisa aumentou nos dois últimos semestres.

26 Distribuição por tipo de Droga Foram agrupados os documentos dos pacientes de acordo com o tipo de droga consumida. droga: Quadro n. 3 - Pacientes com histórico de drogadição distribuídos por tipo de Drogas Pesadas Álcool + Cigarro Cigarro Álcool Cigarro + Maconha e Álcool Numero de Pessoas Masculino Feminino Total: Fonte: Triagens da Clínica escola de psicologia. Observam-se nos dados obtidos o uso conjugado de diversas substâncias. É importante considerar que o abuso de múltiplas substâncias psicoativas, comumente conhecido como dependência química, é hoje um grave problema de saúde que atinge em média cerca de 10% da população mundial, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. (SERRAT, 2001). No entanto, considerando o quadro em questão, ressalta-se que 20 sujeitos da amostra fazem uso somente de cigarro, ficando em primeiro lugar na lista de drogas mais utilizadas. Segundo Serrat (2001), houve um importante crescimento do uso de cigarros pela população abaixo dos 20 anos de idade, sendo que nos países de primeiro mundo em geral tem havido uma redução deste consumo, mas nos países em desenvolvimento continua o crescimento. Somente nas classificações diagnósticas

27 27 dos últimos 25 anos o assunto do tabagismo tem recebido atenção, consideramos que houve grande resistência para incluir o hábito de fumar entre as dependências químicas, o que só pode ser explicado pela interferência política na área médica, a ponto de se ignorar uma causa tão importante para problemas de saúde. A Organização Mundial de Saúde estima que 1,2 bilhões de pessoas em todo o mundo são dependentes do cigarro, o que é equivalente a um terço da população adulta.(serrat, 2001). Ainda segundo os dados da OMS, o tabagismo é responsável por 30% das mortes por câncer, sendo 90% das por câncer de pulmão, 25% das mortes por doenças coronarianas, 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica e 25% por doença cerebrovasculares. (HORTA; HORTA; PINHEIRO, 2006). As drogas ditas lícitas, como o álcool e o cigarro, em muitos casos tornam-se a porta de entrada para as drogas mais pesadas ditas ilícitas, à exemplo da maconha, da cocaína e do êxtase, que causam dependência e trazem enorme prejuízo a saúde, afetando conseqüentemente às atividades laborativas, a produção intelectual e o relacionamento interpessoal. (AQUINO, 1998). Em um artigo escrito para a revista Alcohol Research Health (2006), do periódico oficial do National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA), relata sobre o uso conjugado de álcool e tabaco, referindo-se a estes não como uma mera coincidência, mas como um comportamento neurobiológicamente embasado. As evidências que o autor encontrou sobre o assunto serão apresentadas nos itens abaixo:

Abuso e dependência ao álcool e outras drogas e sua relação com o suicídio

Abuso e dependência ao álcool e outras drogas e sua relação com o suicídio Abuso e dependência ao álcool e outras drogas e sua relação com o suicídio Messiano Ladislau Nogueira de Sousa Médico Psiquiatra com aperfeiçoamento em terapia psicanalítica Abril, 2014 Sumário Conceitos

Leia mais

Dependência Química. Por que algumas pessoas ficam dependentes de drogas e outras não?

Dependência Química. Por que algumas pessoas ficam dependentes de drogas e outras não? Dependência Química Por que algumas pessoas ficam dependentes de drogas e outras não? Os fatores relacionados ao desenvolvimento da dependência química são variados. O fator genético está bem estabelecido.

Leia mais

Comorbidades: Transtorno de AnsiedadeeDependênciaQuímica

Comorbidades: Transtorno de AnsiedadeeDependênciaQuímica XXII Curso de Inverno em Atualização em Dependência Química do Hospital Mãe de Deus Comorbidades: Transtorno de AnsiedadeeDependênciaQuímica Ana Paula Pacheco Psicóloga da Unidade de Dependência Química

Leia mais

Dependência Química - Classificação e Diagnóstico -

Dependência Química - Classificação e Diagnóstico - Dependência Química - Classificação e Diagnóstico - Alessandro Alves Toda vez que se pretende classificar algo, deve-se ter em mente que o que se vai fazer é procurar reduzir um fenômeno complexo que em

Leia mais

Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos Secretaria Executiva de Desenvolvimento e Assistência Social Gerência de Planejamento,

Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos Secretaria Executiva de Desenvolvimento e Assistência Social Gerência de Planejamento, Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos Secretaria Executiva de Desenvolvimento e Assistência Social Gerência de Planejamento, Projetos e Capacitação Sistema único de Assistência Social

Leia mais

Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes

Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes Alessandro Alves A pré-adolescência e a adolescência são fases de experimentação de diversos comportamentos. É nessa fase que acontece a construção

Leia mais

O que é Distúrbio Bipolar Bipolar Disorder Source - NIMH

O que é Distúrbio Bipolar Bipolar Disorder Source - NIMH O que é Distúrbio Bipolar Bipolar Disorder Source - NIMH Distúrbio Bipolar, também conhecido como mania e depressão, é uma desordem do cérebro que causa mudanças não previstas no estado mental da pessoa,

Leia mais

I PRINCIPAIS RESULTADOS GERAIS DO BRASIL - 2005

I PRINCIPAIS RESULTADOS GERAIS DO BRASIL - 2005 32 Brasil I PRINCIPAIS RESULTADOS GERAIS DO BRASIL - 2005 I Dados Gerais 1. População brasileira: 169.799.170 habitantes* (atualmente quase 180 milhões) 2. População das 108 cidades brasileiras pesquisadas

Leia mais

ABUSO DO CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS, UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA. Senhor Presidente,

ABUSO DO CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS, UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA. Senhor Presidente, Discurso proferido pelo deputado GERALDO RESENDE (PMDB/MS), em sessão no dia 04/05/2011. ABUSO DO CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS, UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados,

Leia mais

VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA ou ADOLESCENTE

VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA ou ADOLESCENTE VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA ou ADOLESCENTE Equipe LENAD: Ronaldo Laranjeira Clarice Sandi Madruga IlanaPinsky Maria Carmen Viana Divulgação: Maio de 2014. 1. Porque esse estudo é relevante? Segundo a Subsecretaria

Leia mais

Comportamentos de Risco Entre Jovens. Equipe LENAD: Ronaldo Laranjeira Clarice Sandi Madruga Ilana Pinsky Sandro Mitsuhiro

Comportamentos de Risco Entre Jovens. Equipe LENAD: Ronaldo Laranjeira Clarice Sandi Madruga Ilana Pinsky Sandro Mitsuhiro Comportamentos de Risco Entre Jovens Equipe LENAD: Ronaldo Laranjeira Clarice Sandi Madruga Ilana Pinsky Sandro Mitsuhiro 1. Por que esse estudo é relevante? Esse estudo procura investigar o engajamento

Leia mais

INSTITUIÇÃO: ÁREA TEMÁTICA:

INSTITUIÇÃO: ÁREA TEMÁTICA: TÍTULO: PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS SIM PARA A VIDA, NÃO ÀS DROGAS AUTORES: Nadyeshka Sales Araújo (nadyeshka.saq@bol.com.br), Edgar Vieira do Nascimento (edgarvn@bol.com.br), Hérika Dantas Modesto (herikamodesto@bol.com.br),

Leia mais

silêncio impresso pela família. Os sentimentos são proibidos por serem muito doloridos e causarem muito incômodo. O medo e a vergonha dominam.

silêncio impresso pela família. Os sentimentos são proibidos por serem muito doloridos e causarem muito incômodo. O medo e a vergonha dominam. Introdução O objetivo deste trabalho é compreender a possível especificidade das famílias nas quais um ou mais de seus membros apresentam comportamento adictivo a drogas. Para isto analisaremos que tipos

Leia mais

Principais Resultados Estudo Comparativo: Brasil - 2001 e 2005

Principais Resultados Estudo Comparativo: Brasil - 2001 e 2005 303 Principais Resultados Estudo Comparativo: - 2001 e 2005 304 I ESTUDO COMPARATIVO: BRASIL 2001 E 2005 I Dados Gerais 1. População brasileira: 169.799.170 habitantes*. 2. População das 108 cidades brasileiras

Leia mais

Tratamento da Dependência Química: Um Olhar Institucional.

Tratamento da Dependência Química: Um Olhar Institucional. A dependência química é uma síndrome de números superlativos e desconfortáveis; A OMS (Organização Mundial de Saúde) aponta que mais de 10% de qualquer segmento populacional apresenta predisposição à dependência

Leia mais

Educação em Saúde: Dependência Química. Módulo 1: A dimensão do problema das drogas no Brasil

Educação em Saúde: Dependência Química. Módulo 1: A dimensão do problema das drogas no Brasil Educação em Saúde: Dependência Química Módulo 1: A dimensão do problema das drogas no Brasil MODULO 1: A dimensão do problema das drogas no Brasil Epidemiologia do consumo de substâncias psicoativas no

Leia mais

Organização de serviços para o tratamento da dependência química

Organização de serviços para o tratamento da dependência química Organização de serviços para o tratamento da dependência química Coordenação: Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira Apresentação: Dr. Elton P. Rezende UNIAD /INPAD/UNIFESP Agradecimentos: Dr. Marcelo Ribeiro Fatores

Leia mais

Neste texto você vai estudar:

Neste texto você vai estudar: Prevenção ao uso de drogas Texto 1 - Aspectos gerais relacionados ao uso de drogas Apresentação: Neste texto apresentamos questões gerais que envolvem o uso de drogas com o objetivo de proporcionar ao

Leia mais

Alienação das drogas

Alienação das drogas Alienação das drogas Que relação podemos fazer entre os personagens mortos-vivos da ficção e os usuários de drogas em geral. São substâncias, naturais ou sintéticas que, introduzidas no organismo, podem

Leia mais

DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS. Vulnerabilidades, riscos e formas de prevenção

DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS. Vulnerabilidades, riscos e formas de prevenção DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS Vulnerabilidades, riscos e formas de prevenção DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS DROGAS qualquer substância capaz de modificar a função dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas

Leia mais

A seguir enumeramos algumas caracteristicas do TBH:

A seguir enumeramos algumas caracteristicas do TBH: OQUEÉOTRANSTORNOBIPOLARDO HUMOR(TBH)? O transtorno bipolar do humor (também conhecido como psicose ou doença maníaco-depressiva) é uma doença psiquiátrica caracterizada por oscilações ou mudanças de humor

Leia mais

ツVivo Feliz Sem Drogas. Capa

ツVivo Feliz Sem Drogas. Capa Capa ツVivo Feliz Sem Drogas Projeto ツVivo Feliz Sem Drogas Prevenindo o uso indevido de drogas Capa fim MUNICIPIO DE ITAPEVA SP Secretaria Municipal de Defesa Social Projeto ツVivo Feliz Sem Drogas Prevenindo

Leia mais

Experiência com o tratamento de Dependentes Químicos

Experiência com o tratamento de Dependentes Químicos Experiência com o tratamento de Dependentes Químicos INSTITUTO BAIRRAL DE PSIQUIATRIA Dr. Marcelo Ortiz de Souza Dependência Química no Brasil (CEBRID, 2005) População Geral: 2,9% já fizeram uso de cocaína

Leia mais

DEPRESSÃO NO ÂMBITO DA. Felicialle Pereira da Silva Nov. 2015

DEPRESSÃO NO ÂMBITO DA. Felicialle Pereira da Silva Nov. 2015 DEPRESSÃO NO ÂMBITO DA SEGURANÇA PÚBLICA Felicialle Pereira da Silva Nov. 2015 Ser humano x Humor VARIAÇÕES : SIM( X) NÃO( ) EXTREMOS: SIM( ) NÃO( X) CONTROLE Sensações normais Saúde mental x doença mental

Leia mais

2 Conversando sobre drogas famílias APRESENTAÇÃO

2 Conversando sobre drogas famílias APRESENTAÇÃO 2 Conversando sobre drogas famílias APRESENTAÇÃO 3 Você já deve ter percebido que a família é a base de tudo, tendo papel decisivo na formação do sujeito e da própria sociedade. Sabendo da relevância do

Leia mais

Bipolaridade Curso Profissional de Técnico de Apoio Psicossocial- 2º ano Módulo nº5- Semiologia Psíquica Portefólio de Psicopatologia Ana Carrilho-

Bipolaridade Curso Profissional de Técnico de Apoio Psicossocial- 2º ano Módulo nº5- Semiologia Psíquica Portefólio de Psicopatologia Ana Carrilho- Bipolaridade Curso Profissional de Técnico de Apoio Psicossocial- 2º ano Módulo nº5- Semiologia Psíquica Portefólio de Psicopatologia Ana Carrilho- 11ºB Enquadramento Filme Mr.Jones Mr.Jones é um homem

Leia mais

II Seminário de Integração sobre Saúde e Segurança Boas Práticas na Área Portuária

II Seminário de Integração sobre Saúde e Segurança Boas Práticas na Área Portuária II Seminário de Integração sobre Saúde e Segurança Boas Práticas na Área Portuária PROGRAMA PORTO SEGURO LIMPO EM TERRA E A BORDO Área de Abrangência Saúde Mental e Comportamental. Objetivo Prevenção,

Leia mais

ALCOOLISMO ENTRE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM: UM ESTUDO TRANSVERSAL

ALCOOLISMO ENTRE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM: UM ESTUDO TRANSVERSAL ALCOOLISMO ENTRE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM: UM ESTUDO TRANSVERSAL RESUMO Descritores: Alcoolismo. Drogas. Saúde Pública. Introdução Durante a adolescência, o indivíduo deixa de viver apenas com a família

Leia mais

TOXICOLOGIA SOCIAL. História. História. Toxicologia Social: Uso não médico de fármacos e/ ou drogas. História. História. Cactus peyoteutilizado

TOXICOLOGIA SOCIAL. História. História. Toxicologia Social: Uso não médico de fármacos e/ ou drogas. História. História. Cactus peyoteutilizado TOXICOLOGIA SOCIAL Toxicologia Social: Uso não médico de fármacos e/ ou drogas Área da TOXICOLOGIA que estuda os efeitos nocivos decorrentes do uso nãomédico de drogas ou fármacos causando danos não somente

Leia mais

LEVANTAMENTO DO USO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS ENTRE ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR

LEVANTAMENTO DO USO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS ENTRE ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR ISBN 978-85-61091-05-7 Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 27 a 30 de outubro de 2009 LEVANTAMENTO DO USO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS ENTRE ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO DE UMA INSTITUIÇÃO DE

Leia mais

MOVIMENTO DE CURSILHOS DE CRISTANDADE GRUPO EXECUTIVO REGIONAL SUL III

MOVIMENTO DE CURSILHOS DE CRISTANDADE GRUPO EXECUTIVO REGIONAL SUL III MOVIMENTO DE CURSILHOS DE CRISTANDADE GRUPO EXECUTIVO REGIONAL SUL III FACILITANDO A COMPREENSÃO DAS DEPENDÊNCIAS QUÍMICAS MCC - GER SUL III PROJETO HUMANIZAR PALESTRA III 2 A família é o sistema modelador

Leia mais

PAPO LEGAL CONVERSANDO COM JOVENS SOBRE PREVENÇÃO AO USO ABUSIVO DE DROGAS

PAPO LEGAL CONVERSANDO COM JOVENS SOBRE PREVENÇÃO AO USO ABUSIVO DE DROGAS PAPO LEGAL CONVERSANDO COM JOVENS SOBRE PREVENÇÃO AO USO ABUSIVO DE DROGAS APRESENTAÇÃO: A Secretaria de Assistência Social e Cidadania (SASC) por meio da Diretoria de Programas sobre Drogas (DPSD) do

Leia mais

TABAGISMO. O tema deste informe foi sugerido pelo Laboratorista Edmund Cox

TABAGISMO. O tema deste informe foi sugerido pelo Laboratorista Edmund Cox Informativo Semanal O tema deste informe foi sugerido pelo Laboratorista Edmund Cox O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo.

Leia mais

Sumário. Prefácio... 15 Introdução... 17

Sumário. Prefácio... 15 Introdução... 17 Sumário Prefácio... 15 Introdução... 17 1. QUÊS E PORQUÊS... 21 1) O que é droga?... 21 2) O que é vício?... 21 3) O que é dependência?... 22 4) O que é abuso?... 24 5) Que drogas levam a abuso ou dependência?...

Leia mais

Perfil do usuário de crack no Brasil

Perfil do usuário de crack no Brasil Lígia Bonacim Dualibi Prof. Dr. Marcelo Ribeiro Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira Instituto Nacional de Políticas do Álcool e Drogas - INPAD Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas - UNIAD Universidade Federal

Leia mais

DROGAS E FAMÍLIA: SOBRECARGA. Silvana C. Maciel UFPB

DROGAS E FAMÍLIA: SOBRECARGA. Silvana C. Maciel UFPB DROGAS E FAMÍLIA: SOBRECARGA Silvana C. Maciel UFPB CONCEITO DE DROGA Droga é qualquer substância que, não sendo produzida pelo organismo, tem a propriedade de atuar sobre um ou mais de seus sistemas,

Leia mais

HISTÓRIA HISTÓRIA DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO DOS TRANSTORNOS MENTAIS. Paradigma da alienação mental. Paradigma das doenças mentais

HISTÓRIA HISTÓRIA DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO DOS TRANSTORNOS MENTAIS. Paradigma da alienação mental. Paradigma das doenças mentais DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO DOS TRANSTORNOS MENTAIS Prof. José Reinaldo do Amaral Pontifícia Universidade Católica de Goiás Departamento de Psicologia PSICOPATOLOGIA GERAL 2013 / 2 HISTÓRIA Paradigma da

Leia mais

22ª JORNADA DA AMINT NOVEMBRO/2008 DEPRESSÃO E TRABALHO. MARIA CRISTINA PALHARES MACHADO PSIQUIATRA MÉDICA DO TRABALHO mcris1989@hotmail.

22ª JORNADA DA AMINT NOVEMBRO/2008 DEPRESSÃO E TRABALHO. MARIA CRISTINA PALHARES MACHADO PSIQUIATRA MÉDICA DO TRABALHO mcris1989@hotmail. 22ª JORNADA DA AMINT NOVEMBRO/2008 DEPRESSÃO E TRABALHO MARIA CRISTINA PALHARES MACHADO PSIQUIATRA MÉDICA DO TRABALHO mcris1989@hotmail.com DEPRESSÃO 1. Afeta pelo menos 12% das mulheres e 8% dos homens

Leia mais

Especialistas em Alcoolismo e Dependência Química

Especialistas em Alcoolismo e Dependência Química Especialistas em Alcoolismo e Dependência Química Entenda como funciona A Clínica Viva desenvolveu um programa intensivo de reabilitação do alcoolismo com abordagem médica e psicoterapêutica individual

Leia mais

DROGAS LÌCITAS E ILÌCITAS SUBSTÂNCIAS PSICOTRÒPICAS. Drogas Lícitas e Ilícitas Substancias Psicotrópicas

DROGAS LÌCITAS E ILÌCITAS SUBSTÂNCIAS PSICOTRÒPICAS. Drogas Lícitas e Ilícitas Substancias Psicotrópicas DROGAS LÌCITAS E ILÌCITAS SUBSTÂNCIAS PSICOTRÒPICAS Drogas Lícitas e Ilícitas Substancias Psicotrópicas SUBSTÂNCIAS PSICOTRÒPICAS São substancias psicoativas que agem no Sistema Nervoso Central. Produz

Leia mais

Organização de Serviços para o Tratamento dos Problemas Relacionados com Álcool e outras Drogas no Departamento de Psiquiatria da FCMSC

Organização de Serviços para o Tratamento dos Problemas Relacionados com Álcool e outras Drogas no Departamento de Psiquiatria da FCMSC Organização de Serviços para o Tratamento dos Problemas Relacionados com Álcool e outras Drogas no Departamento de Psiquiatria da FCMSC 1 - Introdução A organização dos serviços que tratam de pessoas com

Leia mais

UNIVERSIDADE DO VALE DO SAPUCAÍ - UNIVÁS

UNIVERSIDADE DO VALE DO SAPUCAÍ - UNIVÁS UNIVERSIDADE DO VALE DO SAPUCAÍ - UNIVÁS Características da adesão ao tratamento dos usuários de álcool e outras drogas acolhidos no ASM de Poços de Caldas/MG, em 2007 Autora: Dilma Franco Fátima de Assis

Leia mais

Maconha. Alessandro Alves. Conhecendo a planta

Maconha. Alessandro Alves. Conhecendo a planta Maconha Alessandro Alves Entenda bem. A maconha é a droga ilícita mais utilizada no mundo. Está entre as plantas mais antigas cultivadas pelo homem. Na China seus grãos são utilizados como alimento e no

Leia mais

ÁLCOOL E JOVENS. O que um jovem precisa saber. para evitar problemas.

ÁLCOOL E JOVENS. O que um jovem precisa saber. para evitar problemas. ÁLCOOL E JOVENS O que um jovem precisa saber para evitar problemas. Cerveja, vinhos, caipirinha, chope: elementos da vida cotidiana de muita gente. Essas bebidas ajudam a celebrar datas festivas, a selar

Leia mais

Psicoterapia Cognitivo Comportamental

Psicoterapia Cognitivo Comportamental Psicoterapia Cognitivo Comportamental Selma Rejane Setani Diretora Técnica de Serviço de Saúde, especialista em dependência química, especializada em T.C.C. para dependência de álcool e Outras Drogas srsetani-cratod@saude.sp.gov.br

Leia mais

RBAC 120. Norma ANAC

RBAC 120. Norma ANAC RBAC 120 Norma ANAC A Norma RBAC 120 da ANAC...03 Quem deve implementar o Programa...04 Serviços de Assessoria e Consultoria...05 Rede de Tratamento Especializado...06 Capacitação de Multiplicadores...07

Leia mais

INTOXICAÇÃO POR NOVAS DROGAS

INTOXICAÇÃO POR NOVAS DROGAS Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro Grupamento de Socorro de Emergência Seção de Desastres INTOXICAÇÃO POR NOVAS DROGAS Edna Maria de Queiroz Capitão Médica CBMERJ Médica HUAP / UFF

Leia mais

Uma luta que se vence diariamente

Uma luta que se vence diariamente ALCOOLISMO Uma luta que se vence diariamente Milhões de pessoas tentam vencer a dependência do álcool, tão perigosa quanto o vício da maconha ou cocaína. Reconhecer o problema e aceitar o apoio da família

Leia mais

SUPERANDO A DEPRESSÃO RESUMO

SUPERANDO A DEPRESSÃO RESUMO SUPERANDO A DEPRESSÃO Andreza do Ouro Corrêa - andreza.correa@ymail.com Mayara Cristina Costa Mariângela Pinto da Silva Gislaine Lima da Silva - gilisilva@ig.com.br Curso de Psicologia Unisalesiano/ Lins

Leia mais

Fator emocional. Fertilidade Natural: Fator emocional CAPÍTULO 8

Fator emocional. Fertilidade Natural: Fator emocional CAPÍTULO 8 CAPÍTULO 8 Fator emocional O projeto comum de ter filhos, construir a própria família, constitui um momento existencial muito importante, tanto para o homem como para a mulher. A maternidade e a paternidade

Leia mais

Jornada Regional da ABEAD. Prevenção e Tratamento do Alcoolismo

Jornada Regional da ABEAD. Prevenção e Tratamento do Alcoolismo Jornada Regional da ABEAD Prevenção e Tratamento do Alcoolismo Recife, PE Setembro/2010 1 Prevenção e Tratamento do Alcoolismo DESCRIÇÃO DO PROGRAMA DE ATENDIMENTO INTEGRAL AO ALCOOLISTA E OUTROS DEPENDENTES

Leia mais

ESCOLA DO SERVIÇO DE SAÚDE MILITAR NEWSLETTER. Agosto de 2013

ESCOLA DO SERVIÇO DE SAÚDE MILITAR NEWSLETTER. Agosto de 2013 ARTIGO STEN TSN Carolina Rodrigues Psicóloga Clínica Chefe do Serviço de Psicologia e Aconselhamento da UTITA A Adição é uma doença e tem tratamento A adição não é uma fraqueza de caracter, nem um vício,

Leia mais

FARMACOTERAPIA EXCLUSIVA Nutracêuticos para o tratamento da dependência Química

FARMACOTERAPIA EXCLUSIVA Nutracêuticos para o tratamento da dependência Química FARMACOTERAPIA EXCLUSIVA Nutracêuticos para o tratamento da dependência Química NUTRACÊUTICOS PARA TRATAMENTO DAS DEPENDÊNCIAS QUÍMICAS TRATAMENTO COM ALTA EFETIVIDADE Os mais recentes estudos científicos

Leia mais

GUARDA NACIONAL REPUBLICANA COMANDO DA ADMINISTRAÇÃO DOS RECURSOS INTERNOS DIRECÇÃO DE RECURSOS HUMANOS CENTRO DE PSICOLOGIA E INTERVENÇÃO SOCIAL

GUARDA NACIONAL REPUBLICANA COMANDO DA ADMINISTRAÇÃO DOS RECURSOS INTERNOS DIRECÇÃO DE RECURSOS HUMANOS CENTRO DE PSICOLOGIA E INTERVENÇÃO SOCIAL GUARDA NACIONAL REPUBLICANA COMANDO DA ADMINISTRAÇÃO DOS RECURSOS INTERNOS DIRECÇÃO DE RECURSOS HUMANOS CENTRO DE PSICOLOGIA E INTERVENÇÃO SOCIAL JUNHO 2013 ÍNDICE ÂMBITO... 3 INTRODUÇÃO... 4 COMO SE MANIFESTA

Leia mais

LISTAS DE FIGURAS, GRÁFICOS E TABELAS

LISTAS DE FIGURAS, GRÁFICOS E TABELAS LISTAS DE FIGURAS, GRÁFICOS E TABELAS FIGURAS Figura A Distribuição das porcentagens da amostra total e população total por sexo. 41 Figura B Distribuição das porcentagens da amostra e da população, para

Leia mais

CRACK. Alexandre de Araújo Pereira. Psiquiatra Mestre em Educação Médica ENSP/UECE Docente da Faculdade de Ciências Médicas UNIFENAS BH/ IPEMED

CRACK. Alexandre de Araújo Pereira. Psiquiatra Mestre em Educação Médica ENSP/UECE Docente da Faculdade de Ciências Médicas UNIFENAS BH/ IPEMED CRACK Alexandre de Araújo Pereira Psiquiatra Mestre em Educação Médica ENSP/UECE Docente da Faculdade de Ciências Médicas UNIFENAS BH/ IPEMED Breve histórico do uso de drogas Pré História 4.000 à 5.000

Leia mais

SAUDE MENTAL DA MULHER NOS CICLOS DE VIDA

SAUDE MENTAL DA MULHER NOS CICLOS DE VIDA SAUDE MENTAL DA MULHER NOS CICLOS DE VIDA ENCONTRO MULHER DE ATITUDE Campanha de Prevenção do Câncer Cérvico C Uterino Março o 2013 Maristela C Sousa - Médica Psiquiatra DVSAM/DACC/SAS/SESA Dados Epidemiológicos

Leia mais

O TABAGISMO COMO DEPENDÊNCIA

O TABAGISMO COMO DEPENDÊNCIA O TABAGISMO COMO DEPENDÊNCIA Ministério da Saúde - MS Instituto Nacional de Câncer - INCA Coordenação de Prevenção e Vigilância - Conprev Divisão de Programas de Controle do Tabagismo e outros Fatores

Leia mais

DEPRESSÃO - Segundo a Classificação Internacional das Doenças (CID) 10ª revisão

DEPRESSÃO - Segundo a Classificação Internacional das Doenças (CID) 10ª revisão DEPRESSÃO - Segundo a Classificação Internacional das Doenças (CID) 10ª revisão - F32 Episódios depressivos Nos episódios típicos de cada um dos três graus de depressão: leve, moderado ou grave, o paciente

Leia mais

TABAGISMO: COMO TRATAR

TABAGISMO: COMO TRATAR TABAGISMO: COMO TRATAR Ana Carolina S. Oliveira Psicóloga Esp. Dependência Química CRP 06/99198 Hewdy Lobo Ribeiro Psiquiatra Forense Psiquiatra ProMulher IPq-HC-FMUSP CREMESP 114681 Epidemiologia Brasil

Leia mais

Guia de Tratamento para Dependentes Químicos. Tudo isso você vai saber agora neste Guia de Tratamento para Dependentes Químicos

Guia de Tratamento para Dependentes Químicos. Tudo isso você vai saber agora neste Guia de Tratamento para Dependentes Químicos Guia de para Dependentes Químicos O que fazer para ajudar um dependente químico? Qual é o melhor procedimento para um bom tratamento? Internação Voluntária ou Involuntária Como decidir? Como fazer? O que

Leia mais

Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 151ª Edição

Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 151ª Edição IDENTIFICANDO A DEPRESSÃO Querida Internauta, Lendo o que você nos escreveu, mesmo não sendo uma profissional da área de saúde, é possível identificar alguns sintomas de uma doença silenciosa - a Depressão.

Leia mais

Comorbidades Psiquiátricas na Dependência Química

Comorbidades Psiquiátricas na Dependência Química Comorbidades Psiquiátricas na Dependência Química Fernanda de Paula Ramos Psiquiatra Diretora da Villa Janus Especialista em Dependência Química UNIFESP Especialista em Psicoterapia pela UFRGS Coordenadora

Leia mais

O DIVÓRCIO SEGUNDO CARTER &MC GOLDRICK(1995) O DIVÓRCIO É UMA CRISE DE TRANSIÇÃO;

O DIVÓRCIO SEGUNDO CARTER &MC GOLDRICK(1995) O DIVÓRCIO É UMA CRISE DE TRANSIÇÃO; O DIVÓRCIO SEGUNDO CARTER &MC GOLDRICK(1995) O DIVÓRCIO É UMA CRISE DE TRANSIÇÃO; TORNA-SE MAIS COMUM EMBORA OS CÔNJUGES NÃO ESTEJAM PREPARADOS, SOFRENDO GRANDE IMPACTO FÍSICO E EMOCIONAL; AFETA OS MEMBROS

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO DOS USUÁRIOS QUE FAZEM USO DE PSICOTRÓPICOS DE UMA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA

CARACTERIZAÇÃO DOS USUÁRIOS QUE FAZEM USO DE PSICOTRÓPICOS DE UMA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA CARACTERIZAÇÃO DOS USUÁRIOS QUE FAZEM USO DE PSICOTRÓPICOS DE UMA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA Ana Eliedna Nogueira, Universidade Potiguar, eliednanog@hotmail.com Rúbia Mara Maia Feitosa, Universidade

Leia mais

Leia sem moderação. Alcoolismo

Leia sem moderação. Alcoolismo Leia sem moderação. Alcoolismo ALCOOLISMO O alcoolismo é uma doença grave causada pela ingestão contínua de bebidas alcoólicas. A pessoa torna-se prisioneira do ato de beber, sofrendo conseqüências sociais,

Leia mais

DEPRESSÃO. O que você precisa saber. Fênix Associação Pró-Saúde Mental

DEPRESSÃO. O que você precisa saber. Fênix Associação Pró-Saúde Mental DEPRESSÃO O que você precisa saber Fênix Associação Pró-Saúde Mental Eu admito que preciso de ajuda, pois sozinho não consigo... (Grupo Fênix: Os 6 Passos para a Recuperação) a 1 Edição São Paulo 2010

Leia mais

PERFIL DO CONSUMO DE ÀLCOOL EM MULHERES DE UM NÚCLEO DE SAÚDE DA FAMÍLIA

PERFIL DO CONSUMO DE ÀLCOOL EM MULHERES DE UM NÚCLEO DE SAÚDE DA FAMÍLIA PERFIL DO CONSUMO DE ÀLCOOL EM MULHERES DE UM NÚCLEO DE SAÚDE DA FAMÍLIA AGNES MERI YASUDA; Juliana Maria Marques Megale, Quitéria de Lourdes Lourosa; Aldaísa Cassanho Forster; Clarissa Lin Yasuda HOSPITAL

Leia mais

I Jornada de Saúde Mental do Vale do Taquari: Crack e outras drogas: perspectivas na abordagem psicossocial

I Jornada de Saúde Mental do Vale do Taquari: Crack e outras drogas: perspectivas na abordagem psicossocial I Jornada de Saúde Mental do Vale do Taquari: Crack e outras drogas: perspectivas na abordagem psicossocial 14 de junho de 2014 FATORES DE RISCO E COMORBIDADES PSIQUIÁTRICAS ASSOCIADOS AOS TRANSTORNOS

Leia mais

Projeto Diga Sim a Vida e Não as Drogas

Projeto Diga Sim a Vida e Não as Drogas Projeto Diga Sim a Vida e Não as Drogas PÚLBLICO ALVO: Toda a comunidade escolar e a sociedade local de modo geral. APRESENTAÇÃO: Todos concordam que a Escola tem um papel fundamental em nossa sociedade,

Leia mais

REABILITAÇÃO AOS DEPENDENTES QUÍMICOS EM EMPRESA DE ECONONIA MISTA

REABILITAÇÃO AOS DEPENDENTES QUÍMICOS EM EMPRESA DE ECONONIA MISTA 1 REABILITAÇÃO AOS DEPENDENTES QUÍMICOS EM EMPRESA DE ECONONIA MISTA Cláudia Cristina Augusto Currículo: Pedagogia pela - Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1996-1999); Pós-Graduação em Pedagogia

Leia mais

Metodologia da Pesquisa

Metodologia da Pesquisa BACHARELADO EM ENFERMAGEM TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO I Prof. Me. Eurípedes Gil de França Metodologia da Pesquisa AULA 5 Refere-se ao como vou fazer a pesquisa. É a parte mecânica da pesquisa. Por meio

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE PSICOLOGIA Ementário/abordagem temática/bibliografia básica (3) e complementar (5) Morfofisiologia e Comportamento Humano Ementa: Estudo anátomo funcional

Leia mais

Os Remédios para Emagrecer são quase todos à base de Anfetaminas,

Os Remédios para Emagrecer são quase todos à base de Anfetaminas, 8 Remédios para Emagrecer Evandro Murer Especialista em Teorias e Métodos de Pesquisa em Educação Física, Esportes e Lazer na UNICAMP Os Remédios para Emagrecer são quase todos à base de Anfetaminas, que

Leia mais

Nome: APADD - Associação de Prevenção e Assistência aos Dependentes de Drogas

Nome: APADD - Associação de Prevenção e Assistência aos Dependentes de Drogas 1- NOME DO PROJETO PROJETO FALA GAROTO 2- IDENTIFICAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO EXECUTORA Nome: APADD - Associação de Prevenção e Assistência aos Dependentes de Drogas Razão social e CNPJ: 31.754.914/0001-71 Endereço:

Leia mais

MÓDULO 2. Neste módulo você conhecerá a epidemiologia do consumo de substâncias psicoativas e os padrões de consumo do álcool e crack.

MÓDULO 2. Neste módulo você conhecerá a epidemiologia do consumo de substâncias psicoativas e os padrões de consumo do álcool e crack. MÓDULO 2 Neste módulo você conhecerá a epidemiologia do consumo de substâncias psicoativas e os padrões de consumo do álcool e crack. Você aprenderá alguns conceitos relacionados à temática, como os padrões

Leia mais

A Saúde mental é componente chave de uma vida saudável.

A Saúde mental é componente chave de uma vida saudável. Transtornos mentais: Desafiando os Preconceitos Durante séculos as pessoas com sofrimento mental foram afastadas do resto da sociedade, algumas vezes encarcerados, em condições precárias, sem direito a

Leia mais

Resultados 62 Resultados 63 Resultados 64 Resultados 65 Resultados 66 Discussão 67 4. DISCUSSÂO Até a década de 70, os estudos e os modelos de tratamento eram estruturados e embasados nas características

Leia mais

Meu Filho está usando Maconha. E agora?

Meu Filho está usando Maconha. E agora? Meu Filho está usando Maconha. E agora? Ana Carolina Schmidt de Oliveira Psicóloga Especialista em Dependência Química Professora da Pós-Graduação Vida Mental/UNIP Prevenção Conversa adequada à idade Infância

Leia mais

A mulher e o consumo de bebidas alcoólicas Clarissa Mendonça Corradi-Webster Larissa Horta Esper Ana Maria Pimenta Carvalho

A mulher e o consumo de bebidas alcoólicas Clarissa Mendonça Corradi-Webster Larissa Horta Esper Ana Maria Pimenta Carvalho A mulher e o consumo de bebidas alcoólicas Clarissa Mendonça Corradi-Webster Larissa Horta Esper Ana Maria Pimenta Carvalho College of Nursing at Ribeirão Preto University of São Paulo Sobre o campo de

Leia mais

INVESTIGAÇÃO ACERCA DAS CRENÇAS E COMPORTAMENTOS RELACIONADOS AO USO DO ÁLCOOL RESUMO

INVESTIGAÇÃO ACERCA DAS CRENÇAS E COMPORTAMENTOS RELACIONADOS AO USO DO ÁLCOOL RESUMO INVESTIGAÇÃO ACERCA DAS CRENÇAS E COMPORTAMENTOS RELACIONADOS AO USO DO ÁLCOOL Heloísa Karmelina Carvalho de Sousa Curso de Psicologia - UFRN Nathália Lucena Diniz 1 Curso de Psicologia - UFRN José Adriano

Leia mais

Michele Borsoi Telerreguladora de Enfermagem Telessaúde /MS

Michele Borsoi Telerreguladora de Enfermagem Telessaúde /MS Michele Borsoi Telerreguladora de Enfermagem Telessaúde /MS Para início de conversa... A presença das bebidas alcoólicas e outras substâncias psicoativas na cultura brasileira. A estigmatização associada

Leia mais

A SAÚDE TAMBÉM É CONSIGO. Tabaco

A SAÚDE TAMBÉM É CONSIGO. Tabaco Tabaco Álcool Medicamentos Cocaína Heroína Cannabis Ecstasy ÁLCOOL Características da substância O álcool contido nas bebidas é cientificamente designado como etanol, sendo produzido através da fermentação

Leia mais

Casa de Apoio Médico e Psicológico

Casa de Apoio Médico e Psicológico ÍNDICE INTRODUÇÃO 02 I CONCEITO 03 II FASES DE PROGRESSÃO DA DEPENDÊNCIA 04 QUÍMICA III TRATAMENTO 05 IV PROCESSO DE RECUPERAÇÃO 06 V RECAÍDA 08 VI CO-DEPENDÊNCIA 11 1 A Dependência Química (DQ) é uma

Leia mais

Nome/Código arquivo: 2014_01_13_Mem. Reunião Saúde _ Guarda Municipal-Altamira/Pará.

Nome/Código arquivo: 2014_01_13_Mem. Reunião Saúde _ Guarda Municipal-Altamira/Pará. Assunto: Orientar e esclarecer as dúvidas da população sobre as Ações Preventivas na Área de Saúde Pública em virtude da construção da UHE Belo Monte. Redator: Ranney Matos dos Santos Data: 13_01_2014

Leia mais

Paciente Psiquiátrico que fuma Deve ser tratado de acordo com a patologia Equilibrados podem frequentar grupo exigindo em paralelo acompanhamento individual psiquiátrico Desafio Como tratar tabagistas

Leia mais

O desafio de deixar de fumar

O desafio de deixar de fumar O desafio de deixar de fumar O uso do cigarro tem como objetivo a busca por efeitos prazerosos desencadeados pela nicotina, melhora ime - diata do raciocínio e do humor, diminuição da ansiedade e ajuda

Leia mais

Essas drogas podem ser absorvidas de várias formas: por injecção, por inalação, via oral ou injeção intravenosa.

Essas drogas podem ser absorvidas de várias formas: por injecção, por inalação, via oral ou injeção intravenosa. Droga Droga (do francês drogue, provavelmente do neerlandês droog, "seco, coisa seca"), narcótico, entorpecente ou estupefaciente são termos que denominam substâncias químicas que produzem alterações dos

Leia mais

Consumo de álcool por adolescentes e gênero. Tatiane Vilela Coelho Raínne Costa Sousa

Consumo de álcool por adolescentes e gênero. Tatiane Vilela Coelho Raínne Costa Sousa Consumo de álcool por adolescentes e gênero Tatiane Vilela Coelho Raínne Costa Sousa Área de pesquisa Saúde pública Importância do fenômeno Álcool Droga psicotrópica atua no sistema nervoso central Possui

Leia mais

TÍTULO: FATORES DE RISCO E DE PROTEÇÃO NA PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS EM CIDADE DO INTERIOR DE SÃO PAULO

TÍTULO: FATORES DE RISCO E DE PROTEÇÃO NA PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS EM CIDADE DO INTERIOR DE SÃO PAULO TÍTULO: FATORES DE RISCO E DE PROTEÇÃO NA PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS EM CIDADE DO INTERIOR DE SÃO PAULO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: PSICOLOGIA INSTITUIÇÃO: FACULDADE

Leia mais

Como Prevenir e Tratar as Dependências Químicas nas Empresas?

Como Prevenir e Tratar as Dependências Químicas nas Empresas? Como Prevenir e Tratar as Dependências Químicas nas Empresas? Hewdy Lobo Ribeiro Psiquiatra Forense Ana Carolina S. Oliveira Psi. Esp. Dependência Química Importância Preocupação permanente de gestores

Leia mais

Esse procedimento estabelece requisitos mínimos a serem observados para o desenvolvimento do programa nas unidades da Vale Fertilizantes.

Esse procedimento estabelece requisitos mínimos a serem observados para o desenvolvimento do programa nas unidades da Vale Fertilizantes. Responsável Técnico: Andrea Maria Cardoso Manarte DIHB GESMA - GASHO Público-alvo: Empregados da Vale Fertilizantes e Contratados 1. OBJETIVO Nº: PGS-3209-46-58 Pág.: 1 de 11 Código de Treinamento: NA

Leia mais

Transtorno Bipolar. Entendendo e ajudando aqueles com mudanças as extremas de humor

Transtorno Bipolar. Entendendo e ajudando aqueles com mudanças as extremas de humor Transtorno Bipolar Entendendo e ajudando aqueles com mudanças as extremas de humor Introdução * O transtorno bipolar (TBP) é uma condição psiquiátrica relativamente freqüente, ente, com prevalência na

Leia mais

PREVALÊNCIA DO USO DE DROGAS PSICOTRÓPICAS POR ESTUDANTES DE MEDICINA NA REGIÃO CENTRAL DO ESTADO DO TOCANTINS

PREVALÊNCIA DO USO DE DROGAS PSICOTRÓPICAS POR ESTUDANTES DE MEDICINA NA REGIÃO CENTRAL DO ESTADO DO TOCANTINS PREVALÊNCIA DO USO DE DROGAS PSICOTRÓPICAS POR ESTUDANTES DE MEDICINA NA REGIÃO CENTRAL DO ESTADO DO TOCANTINS Diego Pereira Alves de Moraes 1 ; Leonardo Rodrigo Baldaçara 2 1 Aluno do Curso de Medicina;

Leia mais

Saúde Mental e trabalho: Contribuições da Psicologia da Saúde/reposicionamento do psicólogo nas equipes de saúde

Saúde Mental e trabalho: Contribuições da Psicologia da Saúde/reposicionamento do psicólogo nas equipes de saúde Saúde Mental e trabalho: Contribuições da Psicologia da Saúde/reposicionamento do psicólogo nas equipes de saúde SILVIA CURY ISMAEL HOSPITAL DO CORAÇÃO DE SÃO PAULO III Congresso dos Servidores de Saúde

Leia mais

ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções)

ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) 13. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( x ) SAÚDE

Leia mais

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO EPB0178 QUEBRA DO SIGILO PROFISSIONAL EM CASOS DE PEDOFILIA GABRIELE

Leia mais

QUESTIONÁRIO: VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS NOME: CLASSIFIQUE EM VERDADEIRO (V) OU FALSO (F) AS SENTENÇAS ABAIXO:

QUESTIONÁRIO: VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS NOME: CLASSIFIQUE EM VERDADEIRO (V) OU FALSO (F) AS SENTENÇAS ABAIXO: QUESTIONÁRIO: VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS NOME: 1. Um tapinha no bumbum não é considerado violência devido ao baixo grau de agressão. 2. A prática sexual com indivíduos menores de 14 anos, com o consentimento

Leia mais

DEPRESSÃO CONHECENDO SEU INIMIGO

DEPRESSÃO CONHECENDO SEU INIMIGO DEPRESSÃO CONHECENDO SEU INIMIGO E- BOOK GRATUITO Olá amigo (a), A depressão é um tema bem complexo, mas que vêm sendo melhor esclarecido à cada dia sobre seu tratamento e alívio. Quase todos os dias novas

Leia mais