A CLÍNICA DA TERAPIA OCUPACIONAL COM DEPENDENTES DE ALCOOL E DROGAS QUE FREQUENTAM O CAPS DE ALCOOLISMO E DROGAS DE LINS/SP

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1 1 UNISALESIANO Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium Curso de Terapia Ocupacional Ana Carla Albuquerque Novaes Vinícius Boschetto Melo A CLÍNICA DA TERAPIA OCUPACIONAL COM DEPENDENTES DE ALCOOL E DROGAS QUE FREQUENTAM O CAPS DE ALCOOLISMO E DROGAS DE LINS/SP LINS 2008 SP

2 2 Novaes, Ana Cala Albuquerque; Melo, Vinícius Boschetto A clínica da Terapia Ocupacional com dependentes de álcool e drogas que freqüentam o CAPS de Alcoolismo e Drogas de Lins/SP / Ana Carla Albuquerque Novaes; Vinícius Boschetto Melo. Lins, p. il. 31cm. Monografia apresentada ao Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium UNISALESIANO, Lins-SP, para graduação em Terapia Ocupacional, 2008 Orientadores: Jovira Maria Sarraceni; Genicley Márcia Costa de Oliveira 1. Dependência Química. 2. Terapia Ocupacional. 3. Grupos Terapêuticos. I Título. CDU

3 3 ANA CARLA ALBUQUERQUE NOVAES VINÍCIUS BOSCHETTO MELO A CLÍNICA DA TERAPIA OCUPACIONAL COM DEPENDENTES DE ÁLCOOL E DROGAS QUE FREQUENTAM O CAPS DE ALCOOLISMO E DROGAS DE LINS/SP Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Banca Examinadora do Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium, curso de Terapia Ocupacional sob a orientação da Profª M. Sc. Genicley Márcia Costa de Almeida e orientação técnica da Profª Especialista Jovira Maria Sarraceni. LINS 2008 SP

4 4 ANA CARLA ALBUQUERQUE NOVAES VINÍCIUS BOSCHETTO MELO A CLÍNICA DA TERAPIA OCUPACIONAL COM DEPENDENTES DE ÁLCOOL E DROGAS QUE FREQUENTAM O CAPS DE ALCOOLISMO E DROGAS DE LINS/SP Monografia Apresentada ao Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium, para obtenção do título de bacharel em Terapia Ocupacional. Aprovada em: / / Banca Examinadora: Profª Orientadora M. Sc. Genicley Márcia Costa de Oliveira Mestre em Terapia Ocupacional uma Visão Dinâmica Aplicada em Neurologia Assinatura. 1º Prof. (a) Titulação Assinatura. 2º Prof. (a) Titulação Assinatura.

5 5 DEDICATÓRIA Dedico todo este trabalho à minha mãe Carla e, meus avós Shirley e Walcenir, pois são os responsáveis por eu estar onde estou, sempre me incentivando, dando forças em todas as circunstancias, e principalmente pelo amor incondicional que me dedicaram todos esses anos. Mãe, agradeço por tudo, pela educação que me deu, pela dedicação, e por viver exclusivamente para mim e por mim. Vô e Vó, obrigada por terem me criado como sua filha, serei eternamente grata a tudo que fizeram por mim. Meus queridos só estou aqui hoje pela força que me deram, nunca me deixando desistir...amo VOCÊS PRA SEMPRE!!!!

6 6 DEDICATÓRIA Dedico esse trabalho a todas as pessoas que amo e que se fizeram presentes nesse momento de extrema importância de minha trajetória, meus pais Suzilei e Elézio, meu irmão Rubens, minha noiva Lia e a minha mestre e orientadora Jane (Genicley), pois sem sua sabedoria não chegaria aonde cheguei. Agradeço a todas estas pessoas por me apoiarem e orientarem. Agradeço ainda aos funcionários e clientes do CAPS-AD de Lins, pois sem eles não seria possível à conclusão desse projeto. E finalmente agradeço a Deus por ter me oferecido à oportunidade de conquistar minha subjetividade e singularidade durante estes anos de amadurecimento.

7 7 Agradecimentos A Deus Por ter me dado a dádiva de nascer e crescer em uma família tão maravilhosa quanto a minha, pela vida repleta de sonhos, desejos e conquistas como esta. Espero estar sempre à altura de tudo que conquistei. A minha mãe Carla, meus avós Shirley e Walcenir, ao meu pai Adilson, ao meu segundo pai número dois Reinaldo, aos tios, tias, primas e primos Obrigada, por serem simplesmente tudo na minha vida, sem vocês tenho certeza de que não conseguiria nem começar essa caminhada. Só nós para sabemos o que passamos. Amo vocês eternamente. Da sua Florzinha de Estufa Ana A Jane Pela paciência incondicional, pela sabedoria e extrema competência com que nos orientou durante este trabalho. Obrigada por ter compartilhado este desafio conosco, essa conquista também é sua. Ana. A Jovira Obrigada, pela receptividade e atenção com que nos recebeu, sempre nos orientando e indicando o melhor caminho. Obrigada!! Ana Aos pacientes/clientes e funcionários do CAPS/AD de Lins Obrigada pela confiança, amizade, companheirismo e carinho durante esses meses que passamos juntos. Sorte e sucesso a todos, vocês são grandiosos. Ana Aos amigos da sala Nossa!! Chegamos ao final de mais uma trajetória, cheia de alegrias, esperamos tanto por esse dia e agora que finalmente chegou, desejamos voltar e começar tudo de novo. Hoje tenho a certeza de que Lins me trouxe uma coisa mágica,, a amizade eterna de vocês. Sucesso para nós. Saudades... Ana As meninas do oásis Obrigada, pelo apoio, amizade, jantares, conversas e risadas, com vocês aprendi a ser menos exigente e mais amiga. Obrigada às Irmãs, Joyce e Luzinete, adoro vocês. Ana Aninha, Renata, Gorda, Thaysa, Má, Ana Paula. Obrigada pela amizade, Ana e Má pra sempre sermos as jardineiras, e pra Gorda e Thá nós somos mais que vencedoras, nós somos AS SOBREVIVENTES!!! Ana Vinícius Mesmo com nossas brigas, conseguimos concluir esta etapa da nossa vida, Obrigada e sucesso!!! Ana

8 Agradecimentos 8

9 9 RESUMO O aumento do consumo do álcool e drogas, constatado em todas as camadas sociais da população mundial, tem levado a um crescente interesse no conhecimento do uso e do abuso dessas substâncias, das suas razões, preferências e distribuições. Os indivíduos dependentes de drogas ilícitas e lícitas apresentam características de não conseguir resistir a impulsão do uso, praticamente todos os dias, sem interrupções, a ponto de apresentar um estado de intoxicação caracterizado por distúrbios psíquicos ou somáticos. Quando essa incapacidade de se abster estiver instalada, as conseqüências repercutem no próprio indivíduo trazendo danos psíquicos intelectuais, orgânicos, profissionais, sociais e familiares. A Terapia Ocupacional, através das abordagens terapêuticas poderá atuar como agente facilitador das relações interpessoais dos pacientes em processos de dependência química que freqüentam o CAPS alcoolismo e drogas de Lins e que apresentam alterações psíquicas e/ou físicas; visando sobretudo, a uma melhora na qualidade de vida dos mesmos. Na clínica da Terapia Ocupacional, o terapeuta ocupacional tem o privilégio de vivenciar com seu cliente o seu dia-a-dia, suas reações, seus medos, seus progressos e fracassos no difícil processo de se tornar um indivíduo independente. Além disso, o terapeuta ocupacional tem condições de mediar não só seu processo de adaptação, mas também o seu progresso de se apropriar de um conhecimento maior sobre si e sobre as atividades cotidianas de seu interesse, de modo a tornar-se capaz de descobrir e desenvolver novas habilidades e, dentro do possível dirigir seu destino. Palavras-chave: Dependência química. Terapia Ocupacional. Grupos terapêuticos.

10 10 ABSTRACT The increase of the consumption of the alcohol and drugs, evidenced in all the social classes of the world-wide population, has led to an increasing interest in the knowledge of the use and the abuse of these substances, of its reasons, preferences and distributions. The dependent individuals of illicit and allowed drugs present characteristics not to obtain to resist the impulse of the use, practically every day, without interruptions, the point to present a state of poisoning characterized for psychic or somatic riots. When this incapacity of if abstaining will be installed, the consequences reverberate in the proper individual bringing intellectual, organic, professional, social and familiar damages psychic. The Occupational Therapy, through the therapeutical boardings will be able to act as facilitador agent of the interpersonal relations of the patients in processes of chemical dependence that frequent the CAPS alcoholism and drugs of Lins and that they present psychic and/or physical alterations; aiming at over all, to an improvement in the quality of life of the same ones. In the clinic of the Occupational Therapy, the occupational therapist has the privilege to live deeply with its customer its day-by-day, its reactions, its fears, its progressos and failures in the difficult process of if becoming an independent individual. Moreover, the occupational therapist has conditions to not only mediate its process of adaptation, but also its progress of if appropriating of a major knowledge on itself and the daily activities of its interest, in order to become capable to discover and to develop new abilities and, inside of the possible one to direct its destination. Key words: Chemical dependence. Occupational therapy. Groups therapeutics.

11 11 LISTA DE SIGLAS AA Alcoólicos Anônimos AD Alcoolismo e Drogas CAPS Centro de Atenção Psicossocial CNH Carteira Nacional de Habilitação NA Narcóticos Anônimos SAA Síndrome de Abstinência do Álcool SDA Síndrome de Dependência do Álcool SNC Sistema Nervoso Central THC Tetrahidrocanabinol

12 12 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...14 CAPÍTULO I DROGAS...16 A HISTÓRIA E CLASSIFICAÇÃO DAS DROGAS Classificação das principais drogas que causam dependência Drogas psicoestimulantes Cocaína Anfetaminas e Análogos Cafeína Drogas depressoras do SNC Álcool etílico Hipnóticos Analgésicos opióides Drogas que atuam predominantemente sobre a percepção Canabióides Efeitos e Dependência da Maconha Alucinógenos Inalantes ou Solventes 1.2 As drogas: seu destino no presente e futuro 1.3 A violência e o tráfico 1.4 Saúde e doença dos dependentes 1.5 As relações na clínica da terapia ocupacional 1.6 Tratamentos Diagnóstico Prognóstico Tratamento medicamentoso Estratégias de tratamento A importância do tratamento grupal Histórico

13 Introduzindo o quinto elemento: o grupo Classificação Geral dos Grupos Grupos Operativos Grupos Psicoterápicos 1.8 Prognóstico CAPÍTULO II A CLÍNICA DA TERAPIA OCUPACIONAL 2 O PAPEL DO TERAPEUTA OCUPACIONAL 2.1 A importância das Atividades 2.2 A Análise da atividade 2.3 Atividade X Produto Atividade Produto 2.4 A importância de atender em grupos de Terapia Ocupacional Grupos de Terapia Ocupacional 2.5 O Papel do Terapeuta Ocupacional CAPÍTULO III A PESQUISA 3 INTRODUÇÃO: DESCREVENDO O LOCAL PESQUISADO 3.1 O trabalho realizado no CAPS AD 3.2 A opinião dos profissionais A opinião do Psiquiatra A opinião do clínico geral A opinião do Enfermeiro A opinião da Professora da sala de alfabetização A opinião do Assistente social A opinião do Psicólogo A opinião do terapeuta ocupacional 3.3 A opinião dos familiares M. S., mãe de W. L. S M. A. A. S., mãe do cliente P. R.S L. H. S. S, irmã do cliente P. R. S, e tia do cliente W. L. S

14 V. P. D. G., mãe do cliente R. W. D. G 3.4 A opinião dos Clientes Cliente R. W. D. G Cliente: L Cliente: P. R. S Cliente W. L. S Cliente A. B. 3.5 Discussão 3.6 Parecer sobre a pesquisa PROPOSTA DE INTERVENÇÃO CONCLUSÃO REFERÊNCIAS APÊNDICES ANEXOS

15 15 INTRODUÇÃO O Centro de Atenção Psicossocial alcoolismo e drogas de Lins/SP, é um serviço público para atendimento de pacientes com transtornos decorrentes do uso e dependência de substancias psicoativas. O tema em estudo após aprovado pelo Comitê de Ética vem abordar a contribuição do terapeuta ocupacional no favorecimento da ressocialização e reinserção familiar dos clientes do CAPS/AD em estudo. Para isto foi realizado atendimentos semanais no CAPS/AD para o acompanhamento, descrição e análise da clínica da terapia ocupacional e também verificar a importância do CAPS/AD para a desintoxicação dos clientes deste serviço, já que os mesmos são usuários de alcoolismo e drogas há tempos, e verificar a reestruturação da práxis produtiva. Desta forma o estudo procura resposta factível para a seguinte pergunta-problema que o presente trabalho indaga: A atuação da terapia ocupacional é eficaz no tratamento de dependentes químicos; a fim de se tornar capaz de descobrir e desenvolver novas habilidades e, dentro do possível dirigir seu destino? A análise da clínica de terapia ocupacional com os clientes foi descrita e analisada através do método de observação sistemática e de estudo de caso, com a contribuição da atuação da terapia ocupacional, a partir do uso de atividades, que pudessem promover reestruturação psíquica e social destes clientes. O tema se desenvolve a partir da hipótese de que o CAPS/AD de Lins com a intervenção da Terapia Ocupacional através de suas atividades, promove reestruturação psíquica e social para os usuários de drogas. Para que se pudesse atingir os objetivos, dividiu-se o trabalho em três capítulos. O capítulo I é composto de um corpo teórico, partindo da história mais antiga das drogas até os dias atuais com uso descontrolado e, inicio cada vez mais precoce.

16 16 O capítulo II apresenta o papel e o perfil do terapeuta ocupacional neste serviço, assim como a descrição dos elementos básicos da terapia ocupacional para que o estudo de caso acontecesse, sendo estes, as atividades, o produto, a análise de atividade, os grupos terapêuticos, e o papel do terapeuta ocupacional. O capítulo III descreve o estudo de caso por relatórios dos atendimentos e das atividades realizadas no CAPS/AD, além da palavra dos profissionais envolvidos no caso. Para o fechamento do trabalho tem-se a conclusão do estudo, seguida da proposta de intervenção.

17 17 CAPÍTULO I DROGAS 1 A HISTÓRIA E CLASSIFICAÇÃO DAS DROGAS O homem desde tempos imemoriais, e independentes do lugar que habitasse, grau, gênero ou cultura, utilizou substâncias, geralmente provindas de plantas, que lhe proporcionassem sensação de prazer e bem estar físico, acostumando-se aos mesmos. O clássico destes acontecimentos é o episódio bíblico da embriaguez de Noé, revelando o abuso do álcool e do ópio (RAMOS apud SILVA 2006). Os tempos evoluíram, multiplicaram-se as drogas que têm a propriedade de modificar o psiquismo. Várias delas tornaram-se importantes em medicina, porque podiam, muitas vezes, corrigir estados patológicos mentais, ou eram úteis devido às propriedades benéficas sobre diversos sistemas do organismo (RAMOS apud SILVA, 2006, p.204). Entretanto, alguns indivíduos, utilizam drogas de forma abusiva, geralmente por auto-administração, para buscar sensações especiais, não sendo essas de finalidade terapêutica, frente aos padrões médicos e sociais aceitos atualmente. O uso indevido dessas drogas caracteriza-se abusivo, assim como o uso indevido substâncias que não alteram o psiquismo, tais como os analgésicos (RAMOS apud SILVA, 2006). O conceito de abuso é relativo e varia com a ocasião, época histórica e regiões consideradas. Assim, a morfina administrada para aliviar a dor não é abuso, mas o é o uso para causar euforia. Fumar ópio, no Oriente antigo, era socialmente aceito, e não um abuso. Atualmente, as sociedades orientais têm atitude semelhante para com o álcool etílico. Nos planaltos andinos, a maioria da população usa folhas de coca sem restrição pelas sociedades locais. O abuso de droga pode ser ocasional e, passada a experiência, o indivíduo sente pouco ou

18 18 nenhum interesse em continuar a usá-la (RAMOS apud SILVA, 2006, p.204). 1.1 Classificação das principais drogas que causam dependência As drogas que podem causar dependência apresentam um efeito proeminente sobre a mente, causando sensações caracterizadas agradáveis. Todas as substâncias que atuam sobre a mente são denominadas genericamente de psicotrópicos. Supõe-se que todas as drogas psicotrópicas causem vício (RAMOS apud SILVA, 2006). As drogas viciantes têm sido comumente denominadas tóxicos, narcóticos, entorpecentes, ou simplesmente drogas. Esses termos são inadequados, porque não correspondem realmente às propriedades de grande parte dessas substâncias, ou abrangem um sentido muito mais amplo (RAMOS apud SILVA, 2006, p.204) Drogas psicoestimulantes Cocaína Erythroxylon coca também conhecido como khoka. De suas folhas retira-se uma substância natural: a cocaína. A cocaína é um alcalóide, que pode ser introduzido no organismo por aspiração, ingestão ou injeção. Para ser usada como fumo, deve ser misturado o cloridrato de cocaína com bicarbonato de sódio e hidróxido de amônio, tratamento também conhecido como freebasing (JOHANSON, 1988). Os Incas tinham clara noção do perigo que havia no consumo da coca. Em 1884, Sigmund Freud e Karl Koller comprovaram a ação anestésica da cocaína sendo introduzida na prática médica em oftalmologia. No mesmo ano descobriu-se a partir de uma experiência que o uso da droga sobre a córnea do olho poderia causar danos e efeitos colaterais indesejáveis. Então, pesquisou-

19 19 se e sintetizou-se outros anestésicos, evitando os seus efeitos tóxicos e o seu potencial de uso (BONIFÁCIO, 2000; JOHANSON, 1988). Na Europa e nos Estados Unidos foi empregado o uso da cocaína no preparo de remédios e na fabricação de gomas de mascar, cigarros, doces e bebidas como coca-cola. No entanto, em 1903 a cocaína foi retirada da fórmula da coca-cola. Em 1914, o governo norte-americano classificou a cocaína como droga extremamente perigosa e decretou sua proibição (BONIFÁCIO, 2000). A Formas de Uso A cocaína pode ser consumida na forma de pó, que é absorvido pelas membranas mucosas da boca, pelo trato gastrointestinal e pelos canais nasais (JOHANSON, 1988), sob a forma de injeção, fumo e inalação. A via intra-nasal ou cafungada é o meio mais consumido da cocaína. Faz-se carreiras com o pó para o usuário aspirá-lo através de um tubo e em poucos segundos a pessoa experimenta uma sensação crescente de alegria, euforia e energia, durante aproximadamente de 20 a 40 minutos (JOHANSON, 1988). A reputação da cocaína como intensificador da interação social, sua ação de início quase que instantâneo, sua breve duração, a noção de que possui muito pouco efeito colateral e o fato de que pode ser usada sem chamar a atenção contribuem, indubitavelmente, para isso (LAPATE; TUMA, 1994, p. 48). Já na via intravenosa, o usuário usa uma dose de 10 miligramas (mg). Ao entrar na corrente sangüínea, o usuário experimenta um (aceleração) por apenas 2 minutos (JOHANSON, 1988). baque Nos países onde se encontra maior plantação de cocaína, é freqüente o hábito de fumar pasta de coca. É quase imediata a euforia causada pela rápida absorção nos pulmões (JOHANSON, 1988). Outra maneira de fumar cocaína dá-se por meio do processo de freebasing, que pode ser fumado em um narguilé e requer aproximadamente 100 mg de cocaína. No entanto, somente de 5 a 6% passa pelo tubo do

20 20 cachimbo, pois a maior parte se perde pela fumaça que escapa (JOHANSON, 1988) Anfetaminas e Análogos No sistema nervoso central (SNC), as anfetaminas liberam dopamina de síntese recente, liberam outros neurotransmissores e inibem a reentrada na terminação nervosa. Causa efeitos marcantes sobre o aparelho cardiovascular, como taquicardia, arritmias cardíacas e elevação da pressão arterial (RAMOS apud SILVA, 2006). Apesar de serem ilegais, as anfetaminas são utilizadas por via oral e venosa. Seus efeitos duram cerca de 5 a 10 horas, seu uso médico é limitado e alguns correlatos são usados como auxiliar no tratamento da obesidade. Seus derivados mais potentes, como metanfetamina e dexanfetamina, prolongam o estado de vigília, com elevação da resistência e do ânimo, ocorrência de irritabilidade, insônia, aumento do ânimo, anorexia, euforia, nervosismo. Depressão e sonolência compõem o estágio final dos efeitos (RAMOS apud SILVA, 2006) Cafeína Psicoestimulante, causador de hábito, a cafeína não causa dependência franca. No entanto, grandes bebedores de café podem experimentar uma crise de abstinência com sua retirada brusca (RAMOS apud SILVA, 2006). Doses elevadas ou muito elevadas, por exemplo, 600 mg, causam confusão mental, sensação de angústia, agitação, nervosismo, entre outros. Bebidas como mate, guaraná, café e chá contêm cafeína (RAMOS apud SILVA, 2006).

21 Drogas depressoras do SNC Álcool etílico O alcoolismo é uma das maiores causas de morte em clínica em muitos países e um dos maiores problemas mundiais. É muito difícil detectar a origem desse problema, pois não é um fator único, o que faz o tratamento alcoólico ser um problema ainda mais difícil (MASCARENHAS, 1990). A psicanálise vem estudando o alcoolismo há muitos anos, porém, advertiu sobre a resistência à transformação de certos sintomas. Assim, consegue-se entender seu funcionamento, mas não transformá-los em desejos passíveis de controle espontâneo pela vontade. Não se pode sustentar a idéia de que o álcool é o único responsável pelo alcoolismo. Neste sendito, não é o álcool que leva ao alcoolismo, mas sim, o contrário (MASCARENHAS, 1990). Segundo Twerski, quando qualquer função normal se torna dependente do álcool, não importando a quantidade consumida comer dormir, sociabilizar-se, ter relações sexuais etc. são funções normais. Quando qualquer uma destas funções ou mais de uma se torna dependente do consumo do álcool para sua execução, pode-se dizer que existe alcoolismo (ALFARO, 1993). Comprovou-se que há uma vulnerabilidade quatro vezes maior de síndrome de dependência do álcool (SDA) em parentes de primeiro grau de dependentes. O tratamento de SDA melhora quando, por exemplo, o início do uso de álcool ocorre tardiamente, o tratamento inicia-se o mais rápido possível, a família participa ativamente do tratamento, o paciente apresenta bom relacionamento com a equipe (ABREU; CORDAS; CANGUELLI FILHO, 2006). O tratamento para consumistas do álcool deve ser iniciado com orientações para que o mesmo abandone o consumo. No entanto, não existe nenhum tratamento que seja totalmente eficaz, devendo levar-se em conta as características de cada paciente, para dar início às abordagens escolhidas, e, mesmo assim, pode ocorrer o insucesso e tornar-se necessário adotar outro método. Durante o processo sem consumo de álcool, muitos apresentarão síndrome de abstinência do álcool (SAA), a qual, dependendo da gravidade,

22 22 deve ser tratada exclusivamente em hospitais (ABREU; CORDAS; CANGUELLI FIHO, 2006). Pode-se considerar que uma pessoa torna-se alcoólatra por ter alguma tragédia amorosa na vida, ou então, por perder seu patrimônio financeiro. Tantas outras, acham que se tornaram alcoólatras por serem sexualmente tímidas. no entanto, se o álcool a princípio favorece o sexo e o amor, em etapas avançadas de alcoolismo os pacientes passam a apresentar disfunções sexuais que interferem de forma negativa na vida a dois (MASCARENHAS, 1990). O álcool tem alto teor calórico, além de propriedades que abrem o apetite e relaxam a força de vontade. Mesmo assim, os bebedores convictos são magros, na maioria, pois deixam de comer para beber cada vez mais Hipnóticos Os hipnóticos são substâncias que determinam graus variados de depressão do SNC. Tal depressão depende de fatores ligados à via de administração, dose da substância hipnótica e à sensibilidade do paciente à droga (CORREIA, ALVES, 2006). A dependência física ou psíquica pelo uso desses medicamentos, não é tão freqüente como se observa com barbitúricos e morfínicos. Contudo, podese desenvolver de forma lenta, principalmente quando este uso é feito em associação com outras drogas, de forma regular e por tempo prolongado (CORREIA, ALVES, 2006). A Hipnóticos Barbitúricos Foram os fármacos hipnóticos mais utilizados na medicina, até que surgiram os benzodiazepínicos. Em 1903, Von Mering utilizou pela primeira vez em clínica o barbital, conhecido como Veronal. Em 1912, começou a ser usado

23 23 o fenobarbital (Luminal, Gardenal) e em nossos dias existem cerca de 50 especialidades comercializadas e grande parte delas de uso freqüente (CORREIA, ALVES, 2006). A intoxicação crônica surge naqueles indivíduos que usam barbitúricos por tem prolongado, seja por necessidade orgânica ou psíquica (CORREIA, ALVES, 2006). Um aspecto interessante da dependência ao barbitúrico e que o torna grave problema social é que o dependente dos barbitúricos não consegue exercer suas atividades normais, pela sonolência e adinamia produzida pela droga (CORREIA, ALVES, 2006, p.376). B Ansiolíticos Os ansiolíticos são fármacos utilizados no combate a sintomas causados pela ansiedade, disfunção que é um mal característico do século atual (SILVEIRA, 2006). São numerosos os casos de abuso e dependência correlacionados ao uso tanto terapêutico quanto irracional (SILVEIRA, 2006 p.333). Os principais sintomas da abstinência são: ansiedade, agitação, irritabilidade, tremores, insônia, diarréia, fotofobia, despersonalização e depressão. Tais sintomas podem aparecer uma semana após a retirada do medicamento, a depender da meia-vida, da conversão de metabólitos ativos e respectivas meias-vidas (SILVEIRA, 2006) Analgésicos opióides Algumas referências descrevem que o ópio era conhecido pelos primitivos médicos. Os povos antigos conheciam as características que as plantas tinham de curar, dentre elas a papoula, planta por meio da qual, através de seu sulco, obtém-se o ópio (ROCHA, 1993).

24 24 Sabe-se que por mais de dois milênios, o ópio era um medicamento muito importante por possuir propriedades analgésicas, antidiarréicas, antitussígenas e euforizantes. A morfina extraída do ópio bruto, tomada por via oral, tornou-se um medicamento de extrema importância em meados de 1805, tanto que se introduziu um tratamento endovenoso, melhorando ainda mais a qualidade de vida dos usuários, mas marcado pelo surgimento de vários problemas de farmacodependência destes medicamentos (ROCHA, 1993). Existe uma diferença entre o termo opióides e opiáceos. Opióides são drogas naturais e sintéticas, com propriedades semelhantes a da morfina. Opiáceos são substâncias alcalóides derivadas do ópio, como a morfina e as semi-sintéticas, como a codeína (ROCHA, 1993). A Morfina A morfina é um alcalóide do ópio que já foi muito usado como analgésico para aliviar dores. A morfina é conhecida pelos dependentes químicos como white stuff, M, hard stuff, morpho, unkie e Miss Emma, normalmente utilizada quando a heroína está em falta (ROCHA, 1993). A euforia pode ser obtida com pequenas doses e a tolerância se forma rapidamente. Apresenta-se em pó, que é diluído e injetado, sendo dez a vinte vezes mais forte do que o ópio ingerido (ROCHA, 1993, p.13). B História da Heroína A heroína é uma droga derivada do ópio, cuja substância é extraída da papoula. O ópio possui propriedades calmantes, soníferas e anestésicas sendo que ainda hoje é muito utilizada para fins medicinais (ZACKON, 1988). A heroína foi sintetizada em 1898, a partir da morfina, e era indicada para aliviar o vício por esta última. A empresa de medicamentos Bayer foi quem deu início à sua produção industrial dando-lhe o nome de Heroína. A

25 25 substância começou a constituir xaropes para tosse entre outros medicamentos, e, nessa época, seus efeitos negativos ainda não eram levados em consideração (ZACKON, 1988). A papoula é uma planta originária da região mediterrânea oriental. Há mais de 5000 anos, sumérios, assírios, babilônios, egípcios, gregos, turcos, árabes, indianos e chineses já utilizavam o ópio para fins medicinais. Na Europa, o uso era restrito devido à influência da Igreja Católica medieval que controlava o uso dos medicamentos (ZACKON, 1988). No começo do século XVI, Paracelso, médico e alquimista suíço, elaborou um concentrado sulco de papoula, conhecido como láudano. Paracelso afirmava que a droga tinha o poder de curar muitas doenças, sendo capaz até de rejuvenescer. As teorias de Paracelso e de seus seguidores acabaram por disseminar o uso do láudano em todo mundo ocidental, tornando-o popular (ZACKON, 1988, p.15). B.b Efeitos da Heroína Após a heroína entrar em contato com a corrente sangüínea, pela ação do fígado ela se transformará em morfina produzindo efeito analgésico. A administração endovenosa da droga produz efeito mais intenso e rápido, razão pela qual o indivíduo pode vir a sentir uma agradável sensação física, iniciando-se no abdome e espalhando-se por todo corpo. A sensação de prazer físico é curta e precedida de relativo bem-estar, letargia e sono. A heroína não provoca alucinações ou alterações da percepção, mas dependendo da quantidade administrada pode ocorrer a morte (ZACKON, 1988). Os usuários regulares de heroína afirmam que a droga os faz sentirem-se em paz, sem dor, sem sofrimento, livres de quaisquer problemas e preocupações, mas em geral perdem a capacidade de concentrar o raciocínio e de manter fixa a atenção (ZACKON, 1988, p.49 e 50). A heroína ainda produz reações alérgicas que podem gerar feridas cutâneas, já que os usuários coçam-se muito após a utilização. A primeira aplicação da droga ainda pode provocar vômitos, vertigem, perda da orientação e mal-estar (ZACKON, 1988).

26 26 A principal característica dos opiáceos é que logo os usuários adquirem tolerância e passam a administrar quantidades cada vez maiores da substância (ZACKON, 1988). Como a heroína é um tipo de tranqüilizante, desacelera muitas funções fisiológicas normais do sistema nervoso central, como ritmo da pulsação e movimentos respiratórios, causando queda da pressão arterial. A heroína ainda pode deprimir a atividade da musculatura involuntária, tais como diafragma e os músculos responsáveis pelos movimentos peristálticos intestinais. A pessoa que está sob o efeito da droga ainda tem déficit de coordenação psicomotora e diminuição dos reflexos (ZACKON, 1988). Nos anos 70 descobriu-se que as moléculas dos opiáceos afetam os terminais receptores dos neurônios, mas os cientistas ainda queriam saber de que forma as moléculas dos opiáceos se encaixam nesses terminais, como chaves em fechaduras (ZACKON, 1988, p.50) Drogas que atuam predominantemente sobre a percepção Canabióides Nos tempos coloniais a maconha foi introduzida no Brasil, juntamente com o tráfico de negros. Passou a ser cultivada nos estados do nordeste e usada como substância tóxica. Foi proibida a plantação de maconha e considerada entorpecente a partir de 1937 (BONIFÁCIO, 2000). Nos anos 50, a maconha era considerada costume de pobre. Hoje, o uso dessa droga alcançou todas as idades e classes sociais, tanto que alguns defendem a legalização da maconha, sob o argumento de não ser prejudicial. Contrariamente, pesquisas comprovam que a maconha é prejudicial e seu uso constante provoca dependência (COHEN, 1988). Antigamente a maconha era usada por antigos persas, gregos, romanos, indianos e assírios para controle de espasmos musculares no tratamento da indigestão e controle da dor. Também usavam-na, como incenso ou defumador de ambiente (COHEN, 1988).

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