Norton Alfieri Albrecht

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1 Norton Alfieri Albrecht A Psicose e Seu Mito Trabalho a ser apresentado no III Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental/ IX Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental São Paulo, 2008

2 Índice Introdução...3 Os primórdios da civilização...5 A Saga Totêmica na Psicose...11

3 Introdução Os mitos sempre foram de muita utilidade ao homem arcaico, pois se prestavam a explicar e se tornaram uma tentativa de controlar fenômenos naturais, inerentes ao próprio homem, ininteligível por outros meios de compreensão. Segundo Moniz (2007) em sua obra Mito e Música em Wagner e Nietzsche diz que os mitos... Eram responsáveis não só pela educação e conduta desses povos, servindo como guias para uma vida segura, afastando quaisquer sentimentos de negação da existência, provenientes de uma real impotência em relação à supremacia das intempéries, doenças e morte (Moniz, 2007, pg33). Com isso os mitos, se assim pode-se dizer, regem a vida do homem arcaico e em sentido popular se constituem como alicerce de uma filosofia de vida. Segundo Eliade (2008)... Os mitos cósmicos e toda vida ritual apresentam-se assim como experiências existenciais do homem arcaico: este não se perde não se esquece de si como existente quando se conforma com um mito ou intervém em um ritual. Pelo contrário, ele reencontra-se e compreende, porque esses mitos e rituais proclamam acontecimentos macrocósmicos, quer dizer, antropológicos e, em última instancia existenciais... (Eliade, 2008, pg372). Compostos por rituais e regados por grande simbolismo e metáforas os mitos tinham por objetivo aflorar a história de um povo composta pelas dificuldades travadas com a natureza e com si mesmo. Tais mitos, em que heróis, deuses e demônios atuavam de forma sobre-humana, possuíam ligação com as angústias e dificuldades, porem, desta vez, humanas, enfrentadas no cotidiano de uma civilização. Sendo assim... A função mestra do mito é a de fixar os modelos exemplares de todos os ritos e de todas as ações humanas significativas... (Eliade, 2008, pg334). Em continuação dirá ainda Eliade:... o mito é sempre um precedente e um exemplo, não só em relação às ações sagradas e profanas do homem, mas também em relação à sua própria condição. Ou melhor: um precedente para os modos reais em geral. Nós devemos fazer o que os deuses fizeram no principio. Assim fizeram os deuses, assim fazem os homens. Afirmações deste tipo traduzem perfeitamente a conduta do homem arcaico... (Eliade, 2008, pg339). Os mitos, portanto, ditavam padrões sócio-culturais tomados como certos sem dificuldades, pois para o homem arcaico os mitos eram tidos como verdades, talvez devido a ligação estreita que a narrativa destas histórias possuíam com suas angustias e medos. Deste modo os mitos que conhecemos hoje consolidam uma herança forjada por

4 nossos antepassados e se tornaram valiosos instrumentos com o objetivo de compreender uma cultura que a muito se suprimiu. Com o passar do tempo a palavra mito ganhou outra conotação, virou sinônimo de fantasia, fábula, ilusão e outras tantas expressões que denotam algo irreal. Os mitos perderam sua força tendo sua maior fonte de sustentação na religião, que por sua vez, reduziu os mitos, que derivavam de vários deuses, a um único Deus. Podemos também encontrar vestígios dos antigos mitos em crenças populares e superstições alimentadas por um pensamento mágico-religioso. Segundo Moniz (2007) O motivo de tal visão começa, na realidade, com a passagem do pensamento mítico, de Homero e Hesíodo, para o pensamento filosóficocientífico, que se dá com os pré-socráticos (principalmente os da escola jônica, como Tales de Mileto e Xenófanes de Cólofon). Estes se lançaram na busca de uma explicação do mundo natural, a (phýsis), baseada essencialmente em causas naturais. Desse modo, as narrativas míticas começaram a ser desvinculadas da nova realidade... (Moniz, 2007, pg35). A ciência com seu método que privilegia a observação e descrição dos fenômenos naturais, desbanca a explicação mítica por não ser crível dentro de um contexto empírico. Contudo...uma boa parte dos mitos, ao mesmo tempo que narra o que fizeram in illo tempore os deuses ou seres míticos, revela uma estrutura do real inacessível à apreensão empírico-racionalista... (Eliade, 2008, pg339). Sendo assim dois fatores são fundamentais quando deparamos com um mito, o primeiro se refere ao grande equívoco de se interpretar um mito assim como ele se apresenta, método usado pelas religiões ao interpretar os mitos bíblicos. Como conseqüência do primeiro, o segundo é que não poderíamos descartar os mitos como meras utopias, pois como conclui Eliade (2008)... O mito exprime plástica e dramaticamente o que a metafísica e a teologia definem dialeticamente... (Eliade, 2008, pg340). O mito consegue condensar oposições em uma mesma figura divina sem que estas se refutem, como por exemplo, o Deus Apolo filho de Zeus era o Deus de luz, trazia vida com seus raios de sol e devido a seu oráculo também era tido como Deus da inteligência e da razão, distinguindo o falso do verdadeiro. Contudo suas flechas eram temidas e seus raios de sol no verão eram tão fortes que poderiam ser mortais. O Deus da luz que trazia vida poderia ser vingativo propagando a destruição.

5 Afrodite, dotada de grande beleza e conhecida como Deusa do amor, perfumava e alegrava os caminhos que percorria, mas também, poderia ser cruel e utilizando-se de sentimentos amorosos poderia levar alguém a loucura por vingança daqueles que não a homenageavam devidamente. Os opostos vida e destruição, amor e loucura eram representados em uma única figura mítica, sem que se efetuasse uma exclusão. Essa capacidade de unificar opostos em um mesmo representante, também consiste em uma das principais características do fenômeno onírico, como Freud bem nos ensinou. Assim como nos mitos se tomarmos nossos sonhos, assim como de nossos pacientes ao pé da letra, qual seria nossa impressão? Talvez de uma loucura, algo fantasioso, um sentimento de estranheza? Porém como podemos constatar na obra régia psicanalítica A Interpretação dos Sonhos, aprendemos que devemos nos ater ao simbolismo não de forma desvirtuada, mas sim em consonância com as leis que regem nosso psiquismo. Tal parte mitológica que se encontra aquém de uma concepção empírico-racionalista, teria uma de suas formas possíveis de compreensão o método psicanalítico, assim como Freud estabeleceu em sua obra da Interpretação dos Sonhos. Onde mais poderíamos reviver o herói mitológico, a não ser em nossos sonhos, aonde adquirimos poderes fantásticos. Fora assim que Freud lera e trabalhara os mitos que compõe sua obra, uma análise que se aproxima e muito da análise e compreensão dos sonhos. Acredito que por esses motivos não deveríamos descartar algo valioso como a vasta produção mitológica, mas devemos tomar cuidado na forma como a compreendemos. No presente trabalho não pretendo tomar um mito para clarificar meus pensamentos sobre a psicose, e sim, utilizar a compreensão da formação civilizatória feita por Freud em Totem e Tabu e do mito filogenético trabalhado por Ferenczi em Thalassa como tentativa de lançar luz a duas questões afloradas no trato com a psicose: de que maneira a civilização é concebida? Como o indivíduo na psicose interage com esta civilização? Os primórdios da civilização Nos tempos em que a terra se cobriu de gelo e a escassez de alimentos atingiu principalmente os animais, que por sua limitação física, dependiam dos nutrientes

6 encontrados próximo ao solo, impeliu ao descendente do homem a passar da posição quadrúpede para a bípede, na qual herdamos até os dias de hoje. A era glacial, então, impôs ao homem condições climáticas adversas, que forçou nossos ancestrais a se adaptarem, com o objetivo principal de manter a espécie e evitar que esta fosse extinta da face da terra. É por esta abrupta mudança efetuada pela lei da natureza que o homem inicia seu caminho em direção a civilidade. Catástrofe, assim como a era glacial é adjetivada por Ferenczi (1990), porém a última das catástrofes que o homem experimentou através de sua filogenia. Em sua obra Thalassa, Ferenczi define a era glacial representando a hominização progressiva e correlaciona com o período de latência no mesmo sentido empregado por Freud. Segundo o Dicionário de Psicanálise o período de latência é o Período que vai do declínio da sexualidade infantil (aos cinco anos ou seis anos) até o início da puberdade, e que marca um intervalo na evolução da sexualidade. Nele se observa, deste ponto de vista, uma diminuição das atividades sexuais, a dessexualização das relações de objeto e dos sentimentos (e, especialmente, a predominância da ternura sobre os desejos sexuais), o aparecimento de sentimentos como o pudor ou a repugnância e de aspirações morais e estéticas. Segundo a teoria psicanalítica, o período de latência tem a sua origem no declínio do Complexo de Édipo; corresponde a uma intensificação do recalcamento que tem como efeito uma amnésia que cobre os primeiros anos -, a uma transformação dos investimentos de objetos em identificações com os pais e a um desenvolvimento das sublimações (Laplanche e Pontalis, 1970, pg 341). Assim como a era glacial o período de latência surge após um período em que se poderia angariar satisfação facilmente, como Freud (1905) nos conta nos Três Ensaios Sobre a Sexualidade Infantil. A sexualidade infantil é marcada por um perversopolimorfismo, ou seja, o prazer sexual nesta fase poderá ser conquistado por qualquer uma das zonas erógenas 1, sem correr o risco da emergência de um afeto desprezeroso. Contudo o homem após a era glacial ainda tinha um longo caminho a fazer até chegar a esta complexa atividade psíquica que é a fase de latência. Em consonância com a era glacial dirá Berlinck (2000): O mundo externo, que era até então preponderantemente amistoso, propiciando qualquer satisfação, transformou-se num acúmulo de riscos iminentes (Berlinck, 2000, pg31) 1 Segundo o Vocabulário de Psicanálise são Qualquer região do revestimento cutâneo-mucoso susceptível de se tornar sede de uma excitação de tipo sexual. De forma mais específica, certas regiões que são funcionalmente sedes dessa excitação: zona oral, anal, uretro-genital, mamilo (Laplanche e Pontalis, 1970, pg 691).

7 Portanto o ser humano passou de um período edênico para um período de intensas dificuldades e ameaças a vida do indivíduo, que por sua vez obrigará o mesmo a recuar diante da iminência de qualquer satisfação com o perigo da morte, legado este herdado da catástrofe glacial. Inaugura-se então uma fase conflituosa do homem com ele mesmo, um conflito gerado entre o recuo diante da satisfação libinal e a eminência da aniquilação de seu eu, que se encontra como uma instancia muito arcaica, sem a capacidade de administrar com certa eficiência tal conflito. A libido é retirada de seu objeto, até então estritamente humano, mas onde será que este quantum de libido foi depositado? Berlinck (2000) dirá:... A libido sexual, contudo, não perdeu de imediato seus objetos, sabiamente humanos, porém compreende-se que seu eu ameaçado em sua existência acabaria desistindo, até certo ponto, do investimento objetal. Mantendo a libido no eu, transformou em angústia real o que antes havia sido libido objetal. Vemos, pois, na angústia infantil, que a criança, no caso de ausência de satisfação, não só transforma a libido objetal em angústia real diante de algo estranho, como também tende, em geral, a angustiar-se diante de qualquer coisa nova (Berlinck, 2000, pg 31). Através do texto supracitado concluo que a libido toma o ego como seu objeto de investimento. A analogia entre a angústia arcaica e a angústia infantil que a libido insatisfeita transpõe em um perigo real, como diz o trecho acima, provoca um medo de algo real e externo ao seu eu. Este processo resulta em um desamparo grande em nosso homem dos tempos arcaicos, por não conseguir lidar com um medo que extrapola seus recursos, ainda muito primitivos, de poder controlá-lo. A natureza com suas leis intempestuosas e imprevisíveis, que outrora colocou em ameaça a espécie humana, não mais servira de consolo contra a este desamparo incomensurável vivenciado por nosso ancestral. Como Freud nos diz no começo de sua obra ao tratar das histéricas, que o resultado de qualquer conflito é a manifestação da angústia e como conseqüência o aparecimento do sintoma, em consonância a nosso amigo arcaico, posso pensar, seguindo a assertiva de Freud, que o conflito faz presente, como já citado acima, resultando em uma situação angustiante, a qual o homem desamparado se vê desprotegido frente a um medo real e externo.

8 Falta agora resolver o enigma do sintoma. O homem em face de tamanho desamparo, no qual a mãe natureza já não é mais suficiente para protegê-lo, é compelido a buscar uma saída a esta situação. Decorrente deste momento nos dirá Berlinck (2000): A angústia, por sua vez, sendo inicialmente real, é produzida por um desligamento do objeto e o retorno da libido para o corpo do hominídeo. Trata-se, então, de um narcisismo primeiro, de um narcisismo primitivo, que é anterior ao narcisismo primário, que ocorre graças ao desejo parental, e o narcisismo secundário, que é uma repetição do primitivo... (Berlinck, 2000, pg 32). Contudo, se o narcisismo primitivo consiste em uma repetição do narcisismo secundário, Freud (1914) em Sobre o Narcisimo: uma introdução, dirá:... Com o parafrênico a situação é diferente (da histeria ou neurose obsessiva). Ele parece realmente ter retirado sua libido de pessoas e coisas do mundo externo, sem substituí-las por outras na fantasia. Quando realmente as substitui, o processo parece ser secundário e constituir parte de uma tentativa de recuperação, destinada a conduzir a libido de volta a objetos (Freud, 1914, pg91). O que noto é que se o narcisismo primitivo se repete quanto à função no narcisismo secundário, concluo que, como Freud postulou, o narcisismo primitivo consiste na retirada de libido dos objetos do mundo externo investindo em seguida no próprio eu, tomando este como objeto erótico. Como o homem ainda não se dispunha do recurso da fantasia 2, sua história de origem era apenas transmitida geneticamente, através de seus caracteres fisiológicos e comportamentais. Com seu eu encharcado de libido e erotizado, a saída para conter o desamparo não poderia ser outra, o homem criou uma entidade a sua imagem, investindo esta de grandes poderes, que oscilam entre proteção e punição. Nada mais justo adotar a figura paterna, como esta entidade poderosa, o ser que detém o poder, através de seu comportamento e caracteres fisiológicos, de desvelar toda uma história marcada por uma angustia irrepresentável, mas que neste momento encontra seu representante. Será que este foi o primeiro sintoma da humanidade? Não saberia responder com precisão. 2 Segundo o Dicionário de psicanálise fantasia é: Termo utilizado por Sigmund Freud, primeiro no sentido corrente que a língua alemã lhe confere (fantasia ou imaginação), depois como um conceito, a partir de Correlato da elaboração da noção de realidade psíquica e do abandono da teoria da sedução, designa a vida imaginária do sujeito e a maneira como este representa para si mesmo sua história ou a história de suas origens: fala-se então de fantasia originária (Roudinesco e Plon, 1998, pg 223).

9 Como uma analogia da infância com este período arcaico pode-se pensar em uma escolha de objeto de cunho homossexual, devido à natureza bissexual do indivíduo, como Freud escreveu em Sobre o Narcisismo: uma introdução, a escolha de objeto de cunho narcísico que toma como referencia o próprio ser. Acredito que a partir deste desenvolvimento o homem começou a se organizar em clãs, seguindo um regime patriarcal, assim como Freud (1913[ ]) descreve em Totem e Tabu. Portanto o que levou o homem a se organizar em grupos foi um terrível desamparo que aterrorizou o homem desta época. Mas nosso herói tinha ainda um problema a resolver: como satisfazer seu quantum de libido sexual que acumulava em seu eu? A saída proposta por Freud deste impasse, baseada na construção de Darwin, fora que... Certo dia, os irmãos que tinham sido expulsos retornaram juntos, mataram e devoraram o pai, colocando assim um fim à horda patriarcal. Unidos tiveram a coragem de faze-lo e foram bem sucedidos no que lhes teria sido impossível fazer individualmente... Selvagens canibais como eram, não é preciso dizer que não apenas matavam, mas também devoravam a vítima. O violento pai primevo fora sem dúvida o temido e invejado modelo de cada um do grupo de irmãos: e, pelo ato de devora-lo, realizavam a identificação com ele, cada um deles adquirindo uma parte de sua força... (Freud, 1913[ ], pg170). Mediante a este ato de literalmente devorar o pai, que por sua vez representava um modelo de força e virilidade, instaura-se em cada um dos filhos uma entidade subjetiva, que como o pai, trazia em sua essência o tabu do incesto.... Odiavam o pai, que representavam um obstáculo tão formidável ao seu anseio de poder e aos desejos sexuais; mas amavam-no também. Após teremse livrado dele, satisfeito o ódio e posto em prática os desejos de identificarem-se com ele, a afeição que todo esse tempo tinha sido recalcada estava fadada a fazer-se sentir e assim o fez em forma de remorso. Um sentimento de culpa surgiu, o qual, nesse caso, coincidia com o remorso sentido por todo o grupo. O pai morto tornou-se mais forte do que fora vivo pois os acontecimentos tomaram o curso que com tanta freqüência os vemos tomar nos assuntos humanos ainda hoje... (Freud. 1913[ ], pg171). Devido ao amor, que compunha com o ódio a ambivalência nutrida pelo pai, a morte deste solidificou-se como um trauma 3, que além de carregar o tabu do incesto 3 Segundo Laplanche e Pontalis trauma significa: Acontecimento da vida do indivíduo que se define por sua intensidade, pela incapacidade em que se acha o indivíduo de lhe responder de forma adequada, pelo transtorno e pelos efeitos patogênicos duradouros que provoca na organização psíquica... Em termos econômicos, o traumatismo caracteriza-se por um afluxo de excitações que é excessivo, relativamente à tolerância do indivíduo e à sua capacidade de dominar e de elaborar psiquicamente estas excitações (Laplanche e Pontalis, 1970, pg 678).

10 carrega em seu âmago o tabu referente ao assassinato paterno, o parricídio. O que era antes sentido como um perigo externo através da violência empreendida por este pai, agora é vivido como uma experiência subjetiva. A identificação, processo responsável pela subjetivação do tabu do incesto e do parricídio, é conceituado por Freud (1923) em O Eu e o Isso como A princípio, na fase oral primitiva do indivíduo, a catexia do objeto e a identificação são, sem dúvida, indistinguíveis uma da outra. Só podemos supor que, posteriormente, as catexias do objeto procedem do isso, o qual sente as tendências eróticas como necessidades. O eu, que inicialmente ainda é fraco, dá-se conta das catexias do objeto, e sujeita-se a elas ou tenta desvialas pelo processo de repressão... Quando acontece uma pessoa ter de abandonar um objeto sexual, muito amiúde se segue uma alteração de seu eu que só pode ser descrita como instalação do objeto dentro do eu, tal como ocorre na melancolia... Pode ser que essa identificação seja a única condição em que o isso pode abandonar seus objetos... (Freud, 1923, pg43). Tal processo é fundamental para que possamos compreender a formação da civilização, pois é a partir da identificação que cada indivíduo se organiza através deste tabu e consegue obedecê-lo por possuí-lo internamente. É mediante a interdição ao incesto e ao parricídio, ou seja, o controle sexual e o controle da agressividade inerente ao ser humano, que este suporta viver em uma civilização compartilhando de um mesmo vislumbre civilizatório. Segundo Freud (1927) em Futuro de Uma Ilusão, a civilização como fenômeno que agrega a qualidade de tudo àquilo que se elevou a condição animalesca humana e que diferencia esta dos animais pode ser definida através de dois aspectos.... Por um lado, inclui todo um conhecimento e capacidade que o homem adquiriu com o fim de controlar as forças da natureza e extrair a riqueza desta para a satisfação das necessidades humanas; por outro, inclui todos os regulamentos necessários para ajustar as relações dos homens uns com os outros e, especialmente, a distribuição da riqueza disponível... (Freud, 1927, pg16). O homem arcaico em função da força aterradora da natureza e, conjunto a este ameaça externa devido ao fim da regularidade sexual, o hominídio teve que se haver com uma grande quantidade de libido acumulada em seu eu, que a ponto de entrar em erupção viu-se, portanto, sem recursos de dominá-la experienciando um forte desamparo que o impeliu a se organizar em pequenos grupos regidos por um pai violento e ciumento. A estratégia em se submeter a este pai foi mediante a uma tentativa em controlar, tanto a força da natureza quanto a quantidade de libido, frente ao despreparado eu.

11 Percebe-se, então, uma tentativa de controlar as forças da natureza e retirar o ego de uma condição de desamparo. Freud em continuação a sua definição de civilização diz:... As duas tendências da civilização não são independentes uma da outra; em primeiro lugar, porque as relações mútuas dos homens são profundamente influenciadas pela quantidade de satisfação pulsional que a riqueza existente torna possível; em segundo, porque, individualmente, um homem pode, ele próprio, vir a funcionar como riqueza em relação a outro homem, na medida que a outra pessoa faz uso de sua capacidade de trabalho ou o escolha como objeto sexual; em terceiro, ademais, porque todo indivíduo é virtualmente inimigo da civilização, embora se supunha que esta constitui um objeto de interesse humano universal... (Freud, 1927, pg16). Como Freud nos diz: A transformação da libido do objeto em libido narcísica, que assim se efetua, obviamente implica em um abandono de objetivos sexuais, uma dessexualização uma espécie de sublimação, portanto... (Freud, 1923, pg44). Desse modo apenas será possível a criação literária, artística e intelectual, base da civilização, mediante a dessexualização do objeto que outrora fora submetido a certo investimento libidinal. Não posso dizer que a horda primeva consistiu em um fenômeno civilizatório, assim como não podemos caracterizar a genitalidade infantil como uma genitalidade madura e efetiva e, portanto, nomeamos de pré-genitalidade. Conseqüentemente é concebível que chamemos a organização primeva como uma organização pré-civilizatória. O caminho trilhado até o presente momento revelou a constituição psíquica de um indivíduo neurótico que suporta a civilização compartilhando todos dos mesmos tabus. Agora a questão que me incomoda é como o indivíduo na psicose se constitui, se podemos falar em constituição, tomando como referência o processo civilizatório, inaugurado a partir do banquete totêmico. A Saga Totêmica na Psicose Assim como Freud constrói o mito neurótico através do mito filogenético fornecido por Darwin, a respeito da horda primeva, tentarei esboçar atravessado pelo mesmo mito, a catástrofe na psicose. Segundo Freud (1913) em seu trabalho filogenético a organização social consistia em grupos e... Tudo o que aí encontramos é um pai violento e ciumento que

12 guarda todas as fêmeas para si próprio e expulsa os filhos à medida que crescem... (Freud, 1913/1974, pg169). Este pai violento e ciumento restringia, através da ameaça de punição, a satisfação da pulsão sexual dos filhos e conseqüentemente qualquer laço emocional com ele, o próprio pai, e uns com os outros,... que poderiam surgir daqueles de seus impulsos antes inibidos em seu objetivo sexual... (Freud, 1921/1976, pg157). Posteriormente, o pai expulsa seus filhos assim que consolidou-se certa maturidade sexual. A continuação do mito, baseada na construção de Darwin, fora que, como já expus acima, os irmãos retornaram ao clã assassinaram e literalmente devoraram o pai, chefe da horda. Se atentarmos no detalhe do texto Totem e Tabu se perceberá que para assassinar o pai da horda, Freud coloca um adendo entre parênteses:... Unidos, tiveram a coragem de fazê-lo e foram bem sucedidos no que lhes teria sido impossível fazer individualmente. (Algum avanço cultural, talvez o domínio de uma nova arma, proporcionou-lhes um senso de força superior) (Freud, 1913/1974, pg170). Com o objetivo de matar o pai, Freud conta que os irmãos necessitaram de um artifício, um domínio de uma nova tecnologia. Interpreto este fato como uma potencialidade desenvolvida por estes filhos capaz de sobrepujar a lei acachapante e cruel. Talvez possamos pensar nesta nova tecnologia em comentário feito por Freud em nota de rodapé no texto de 1921, Psicologia de Grupo e a Análise do Eu. Talvez se possa também presumir que os filhos, quando foram expulsos e separados do pai, passaram da identificação uns com os outros para o amor homossexual de objeto e, dessa maneira, conseguiram liberdade para matar o pai. (Freud, 1921/1976, pg157). Com a expulsão dos filhos os mesmos tiveram que satisfazer sua libido sexual uns com os outros em atitude homossexual, passando de uma satisfação auto-erótica para um investimento a um objeto externo. Desta situação decorrente da satisfação da libido, floresce um sentimento de amor entre os irmãos. Tal sentimento, suponho, permitiu a cada membro do grupo fraternal incorporar a seu eu uma identificação, que até então esvaziado de qualquer uma estava a mercê da quantidade de libido e sentia tal evento como perigo real de aniquilação, fortalecendo-o e fornecendo uma certa sensação de proteção quanto aos perigos que poderiam advir.

13 Esta proteção é fundamental por potencializar cada membro da fraternidade favorecendo aos mesmos desbravar novos desafios, como matar o pai. Devido a idade avançada do pai, que por sua vez deixara a jovialidade para trás, os irmãos assassinaram o mesmo. Como poderia pensar, então, a psicose? Creio que na psicose ao ser expulso, o indivíduo não consegue angariar este novo instrumento, a nova tecnologia para assassinar o pai, ou seja, em continuação ao raciocínio tomado até então, o indivíduo não conseguiu efetivar a relação objetal, mantendo seu eu empobrecido e débil frente às quantidades de libido. Freud não se aprofundou sobre o papel da primeira relação da criança sua mãe. Contudo no trabalho de 1922, Alguns Mecanismos Neuróticos no Ciúme, na Paranóia e no Homossexualismo, Freud fornece, através de dois relatos de caso, uma contribuição ímpar a esclarecer o jogo de identificações com a mãe. Dirá Freud a seguir:... Primeiro há uma fixação na mãe, que fica muito difícil de passar para uma outra mulher. A identificação com a mãe é um resultado dessa ligação e ao mesmo tempo, em certo sentido, permite que o filho lhe permaneça fiel, a ela que foi seu primeiro objeto. Há em seguida inclinação no sentido de uma escolha de objeto narcísico, que em geral se encontra mais à mão e é mais fácil de efetuar que um movimento no sentido do outro sexo (Freud, 1922/1976, pg279).... Por trás deste último fator (expresso acima) jaz oculto um outro, de força bastante excepcional, ou talvez coincida com ele: o alto valor atribuído ao órgão masculino e a incapacidade de tolerar sua ausência em objeto amoroso. A depreciação das mulheres, a aversão e até mesmo o horror a elas derivamse geralmente da precoce descoberta de que as mulheres não possuem pênis. Subseqüentemente descobrimos, como outro poderoso motivo a compelir no sentido da escolha homossexual de objeto, a consideração ou o medo dele, porque a renúncia às mulheres significa que toda a rivalidade com aquele (ou com todos os homens que podem tomar seu lugar) é evitada... A ligação à mãe, o narcisismo, o medo da castração são os fatores (que, incidentalmente, nada têm em si de especial) que até o presente encontramos na etiologia psíquica do homossexualismo; com eles é preciso computar o efeito da sedução, responsável por uma fixação prematura da libido... (Freud, 1922/1976, pg279). Portanto a fixação da libido no objeto materno se deve concomitantemente ao medo de rivalizar com outro homem, o que o impediu que voltasse para assassinar, no caso com o pai cruel e ciumento, levando nosso hominídio a investir sua libido em seu próprio eu e efetuar uma escolha de objeto narcísica de teor homossexual. Tomo como partida uma vinheta clínica que norteará a exploração da questão da psicose no mito de Totem e Tabu e das idéias explicitadas até então.

14 No início de certo encontro, o paciente me conta a seguinte situação: Aconteceu uma coisa maravilhosa comigo! Pergunto a ele o que o deixara tão maravilhado, Fui ontem para a igreja e o pastor disse para todos deixarem a mente aberta, pois Deus não fala com as pessoas Ele usa a boca de uma pessoa de coração puro para falar com as pessoas. De repente eu comecei a falar tudo das pessoas como se soubesse tudo delas, mas era Deus me escolheu e estava usando minha boca para falar tudo isso. Ele disse tudo sobre mim. Tudo do meu passado, presente e futuro. Eu estou muito bem hoje, você não estaria se alguém lhe dissesse tudo sobre a sua vida?. Tomando a vinheta apresentada, a atitude privilegiada do paciente com Deus e sua extrema passividade ao momento em que Deus usa sua boca, faz sentido pensar na identificação com a mulher da horda. Esta, por sua vez, teria o papel de estar disponível a satisfazer os desejos libidinais do pai, sem que este demonstrasse, necessariamente, algum afeto de amor por esta. Segundo Freud:... o pai da horda primeva, porém era livre. Os atos intelectuais deste eram fortes e independentes, mesmo no isolamento, e sua vontade não necessitava o reforço de outros. A congruência leva-nos a presumir que seu eu possuía poucos vínculos libidinais; ele não amava ninguém, a não ser a si próprio, ou a outras pessoas que atendiam suas necessidades. Aos objetos seu eu não dava mais que o estritamente necessário. (Freud, 1921/1976, pg157). Assim como no delírio exposto, Deus apenas utiliza, no caso o paciente, para satisfazer sua pulsão sexual, ou seja, sua pulsão oral, como a mulher da horda teria de se contentar apenas com a satisfação das pulsões do pai. Isto reforça a idéia de que na psicose o indivíduo não retorna com a finalidade de matar o pai instaurando uma fixação no objeto materno. Percorrendo o caminho trilhado em Totem e Tabu inevitavelmente uma questão sobressalta ao meu pensamento: consistiria, então, a psicose uma fase que componha o desenvolvimento da neurose? Como sabemos no mito de Totem e Tabu, que Freud utilizou para representar a neurose, os filhos são expulsos e nutrem uma satisfação homossexual. Porém, os elementos que reuni até então não são suficientes para responder esta questão. Contudo, Freud dirá em sua obra Esboço de Psicanálise (1938[1940]) Um sonho, então, é uma psicose, como todos os absurdos, delírios e ilusões de uma psicose. Uma psicose de curta duração sem dúvida, inofensiva, até mesmo dotada de uma função útil, introduzida com o consentimento do indivíduo e concluída por um ato de sua vontade. Ainda assim é uma psicose e com ela aprendemos que, mesmo uma alteração da vida mental tão profunda como essa, pode ser desfeita e dar lugar a função

15 normal. Será então uma ousadia muito grande pretender que também deve ser possível submeter as possíveis doenças espontâneas da vida mental à nossa influência a promover a sua cura? (Freud, 1938\1940, pg 199). Penso que se os considerados neuróticos tem a capacidade de produzir um fenômeno psicótico, mesmo que controlado, a questão levantada acima possui crédito a ser investigada. Referências Bibliográficas BERLINCK, Manoel Tosta. Psicopatologia Fundamental. São Paulo: Escuta, 2000.

16 ELIADE, Mircea. Tratado de História das Religiões. 3ª ed. São Paulo: Martins Fontes, FERENCZI, Sándor. Thalassa: ensaio sobre a teoria da genitalidade. São Paulo: Martins Fontes, FREUD, Sigmund. (1900) A interpretação dos sonhos. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. vol. IV/V. 3ª ed. Rio de Janeiro: Imago, (1905) Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. vol. VII. 3ª ed. Rio de Janeiro: Imago, (1913 [ ]) Totem e Tabu. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. vol. XIV. 3ª ed. Rio de Janeiro: Imago, (1914) Sobre o narcisismo: uma introdução. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. vol. XIV. 3ª ed. Rio de Janeiro: Imago, (1921) Psicologia de Grupo e a Análise do Eu. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. vol. XXIII. 3ª ed. Rio de Janeiro: Imago, (1922) Alguns Mecanismos Neuróticos no Ciúme, na Paranóia e no Homossexualismo. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. vol. XVIII. 3ª ed. Rio de Janeiro: Imago, (1923) O Eu e o ID. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. vol. XIX. 3ª ed. Rio de Janeiro: Imago, (1927) O Futuro de Uma Ilusão In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. vol. XXI. 3ª ed. Rio de Janeiro: Imago, (1938 [1940]) Esboço de psicanálise. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. vol. XXIII. 3ª ed. Rio de Janeiro: Imago, LAPLANCHE, Jean; PONTALIS, Jean-Bertrand. Vocabulário da psicanálise. 5ª ed. Santos: Martins Fontes, MONIZ, Luiz Claudio. Mito e Música em Wagner e Nietzsche. São Paulo: Madras editora LTDA, 2007.

17 ROUDINESCO, Elisabeth; PLON, Michel. Dicionário de psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar ed., 1998.

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