Falar abertamente! Guia para facilitadores. Atividade de Educação para os Direitos Humanos para envolvimento dos jovens

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1 Falar abertamente! Guia para facilitadores Atividade de Educação para os Direitos Humanos para envolvimento dos jovens Campanha O Meu Corpo, os Meus Direitos

2 INTRODUÇÃO Esta é uma atividade que tem como objetivo começar a promover o conhecimento sobre os direitos sexuais e reprodutivos (DSR) junto dos jovens, ao dar início a um debate acerca de 5 direitos sexuais e reprodutivos e criando uma imagem coletiva do que estes direitos representam para eles. E fornece uma oportunidade dos jovens participarem no lançamento da campanha. Os 5 direitos sexuais e reprodutivos focados neste atividade são: 1. Escolher o/a parceiro/a 2. Decidir se e quando queres ter filhos 3. Aprender sobre a tua saúde, corpo, vida sexual e relacionamentos 4. Ter acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva incluindo contraceção 5. Viver livre da violência e violação sexual OBJETIVOS - Os jovens percebem como as violações dos DSR podem ter impacto nas suas vidas. - Os jovens percebem os objetivos da campanha O Meu Corpo, Os Meus Direitos e sentem-se motivados a participar nela. TEMPO: 90 minutos ESTA ATIVIDADE TEM 6 PASSOS: 1. Introdução e criação de um espaço seguro (10 minutos) 2. Partilhando imagens.isto faz-me pensar em (15 minutos) 3. E se Isto faz-me sentir.. (30 minutos) 4. Graffiti / Mural. Porque é que precisamos DSR (10 minutos) 5. Agir.. Partilha, Assina, #Selfie (10 minutos) 6. Avaliação O que vai precisar: 5 imagens da Choo San (fotocópias de forma a ter uma imagem por pessoa) E se. Declarações (Anexo 1, fotocópias de forma a ter uma imagem por pessoa) Síntese da Campanha O Meu Corpo, Os Meus Direitos e Factos e Estatísticas Post it Folhas de flipchart Papel cenário Marcadores e canetas de várias cores Link para petição e Tumblr (ver parte Agir) Telemóvel máquina digital Acesso à internet

3 Dicas para o Facilitador/a: Antes de começar Leia este guia atentamente e prepare os materiais de que vai precisar com antecedência Leia a Síntese da campanha (Anexo 6) Escolha um espaço confortável o espaço deve permitir que as pessoas possam falar e ser ouvidas; deve ser amplo o suficiente; deve ser um espaço relaxante. Falar sobre direitos sexuais e reprodutivos pode ser estranho/constrangedor. Quando acontecerem momentos constrangedores é importante reconhecer isto com o grupo, dizendo que é natural que aconteça e que é natural que se possam sentir embaraçados. Pode ajudar se o facilitador partilhar algumas reflexões ou experiências, de forma as que as pessoas se sintam à vontade para partilharem as suas. É importante que o facilitador participe na atividade toda, além de facilitar a discussão: está a ajudar se der o exemplo. Ao mesmo tempo, o seu papel é o de facilitar a discussão e dar informação relevante quando for preciso, mas não dominar a conversa. Durante a atividade os participantes podem recordar-se de alguma situação difícil que tenham experienciado ou podem até começar a chorar. Não há razão para alarme. Esta é uma situação normal. A violação dos direitos sexuais e reprodutivos pode resultar em situações difíceis e dolorosas. É importante reconhecer isto com o grupo e permitir que as pessoas expressem as suas emoções. Como facilitador o seu papel não é o de aconselhar ou apresentar soluções. Pode dar informação sobre onde os participantes podem encontrar aconselhamento, se esta estiver disponível. Considere tirar fotografias da atividade para que possam ser partilhadas com outros jovens que estão a dinamizar esta atividade no mundo inteiro. Se o fizer, peça autorização aos participantes. Adaptar a atividade conforme o tempo disponível, contexto ou idades: Se tiver menos de 90 minutos pode dividir ao atividade em 2 sessões de 45 minutos: Por ex. Sessão 1: Passos 1 e 2 acabando com a reflexão sobre os desenhos e relacionar cada desenho com os direitos sexuais e reprodutivos; Sessão 2: Passos 3-5 Precisará de menos tempo se a conversa poder ser em grupos pequenos Se o grupo for muito grande, divida em grupos mais pequenos com um facilitador por grupo. Junte os grupos em plenário no Passo 4 Graffiti / Mural No passo 2 Partilhando imagens Se achar que as imagens da Choo San não surtirão efeito com os seus grupos, prepare alguma alternativas com antecedência. No passo 3 E se pode adaptar as histórias às idades do grupo e ao contexto do país. Veja as dicas para os facilitadores para este Passo, que tem informação mais detalhada. Quando fizer adaptações, tenha presentes os 5 direitos sexuais e reprodutivos que estão em foco nesta atividade.

4 PASSO 1: INTRODUÇÃO E CRIAÇÃO DE UM ESPAÇO SEGURO (10-20 min) O que vai precisar: Papel flipchart Marcadores/canetas/lápis Fita cola Papel rascunho / post it Dicas para o facilitador: Para começar esta conversa os jovens devem sentir-se seguros e confortáveis para partilharem as suas ideias, reflexões, perguntas e experiências, sem se sentirem julgados Os DSR nem sempre são são um tema fácil de abordar e as pessoas podem ter opiniões diferentes, por isso é importante que o facilitador proporcione um ambiente de respeito entre todos. Comece pela apresentação das pessoas. Pode começar simplesmente por pedir que digam os seus nomes. Se tiver mais tempo, pode fazer um quebra-gelo, por ex. Bola de neve (descrito em baixo) ou outra atividade que conheça. Mantenha o ambiente divertido e dinâmico. O objetivo é fazer com que as pessoas se sintam confortáveis umas com as outras. Para os participantes se sentirem confortáveis é importante definir o que é que cada um precisa do outro para poder participar livremente e partilhar ideias. Por exemplo, o respeito pelas opiniões diferentes, não há perguntas estúpidas, confidencialidade (o que é dito no grupo, fica no grupo). Se isto não for sugerido pelo grupo, inclua nas regras a acordar entre todos. Afixe as regras acordadas para que todas as pessoas possam vê-las durante a atividade. Quando falar sobre os objetivos da atividade, refira que em todo o mundo há jovens que estão a desenvolver esta mesma atividade, começando a falar sobre estes assuntos, no âmbito do lançamento da campanha. Diga aos participantes que se não quiserem ser fotografados, o seu direito à privacidade será respeitado.

5 Introdução (10 min): Apresentação dos participantes Partilhe o alinhamento da sessão e os objetivos da atividade Crie as regras do grupo com os participantes, perguntando: O que precisas que as outras pessoas do grupo façam para sentires que podes participar e partilhar as tuas ideias e experiências? Quebra-gelo -opcional (10 min): Entregue um papel a cada participante e uma caneta Peça aos participantes para escreverem no papel, uma palavra ou frase que lhes venha a cabeça quando ouvem a frase O meu corpo, os meus direitos Peça aos participantes que formem um círculo e que amachuquem os seus papéis e os mandem para o cento do círculo Todos os participantes recolhem um papel ao acaso (não o seu) e regressam ao círculo Cada pessoa lê e partilha o que está escrito no papel Se quiser, estes papéis podem ficar afixados na sala

6 PASSO 2: PARTILHANDO IMAGENS. ISTO FAZ-ME PENSAR EM (15 minutos) O que vai precisar: Cópias das imagens da Choo San ou outras imagens que tenha escolhido (uma por participante) Dicas para o facilitador: Com este exercício queremos que os participantes comecem a falar sobre os Direitos sexuais e reprodutivos É importante que as pessoas possam partilhar as suas ideias Se usar imagens alternativas, assegure que estas refletem os 5 DSR que são o foco desta atividade Reflexão Individual (2 minutos) Distribua uma imagem por cada participante Peça aos participantes que observem a imagem e reflitam sobre as seguintes questões: o o o Descreve o que vês no desenho? Como é que relacionas estes desenhos com as palavras: O Meu Corpo, Os Meus Direitos? Isto faz-te lembrar de alguma situação específica? Partilha em pares (8 minutos) Peça aos participantes para escolherem alguém para partilharem os desenhos e as suas reflexões É importante que as duas pessoas tenham oportunidade de partilhar os seus desenhos e reflexões Partilha em Grupo (5 minutos) Peça a algumas pessoas (3-5) que partilhem os seus desenhos e reflexões. Se tiver tempo partilhe informação sobre os 5 desenhos existentes. Pergunte se os desenhos os fazem pensar em alguns direitos em particular. Não faz mal se eles não identificarem direitos específicos ou os direitos que correspondem a cada desenho. É só uma reflexão inicial. Peça-lhes que fiquem com o desenho para usar de novo no final da atividade. Pode afixar um exemplar de cada desenho na sala.

7 PASSO 3: E SE ISTO FAZ-ME SENTIR.. (30 minutos) O que vai precisar: Cópias das declarações E se (anexo 1) um por participante Cópias dos casos de estudo (anexo 2) Síntese da campanha existem também dados e estatísticas que pode escrever no flipchart ou imprimir Dicas para o facilitador: Com este exercício queremos que os participantes comecem a refletir sobre como seria se os seus DSR fossem violados: como é que as suas vidas seriam diferentes? Queremos que entendam que são situações da vida real que afetam os jovens em todo o mundo. Consulte as declarações do Anexo 1. Se achar que não funcionam com os grupos com quem vai trabalhar, pode adaptá-las para outras histórias mais relacionadas com o seu país ou usar outras de qualquer parte do mundo. Certifique-se que refletem os 5 DSR que são o foco desta atividade. Pode precisar de adaptar as declarações E se dependendo das idades do grupo. Por ex. para adaptar a declaração 2 para um público mais novo pode usar: Tu e o teu namorado/a estão a pensar ter relações sexuais e querem ter mais informação, mas sentem que não podem falar com ninguém sobre este assunto e não podem ir a nenhum serviço sem a autorização dos vossos pais. Quando pedir aos participantes que reflitam sobre as declarações, encoraje-os a pensar sobre como estas situações afetariam diferentes aspetos da sua vida. Faça perguntas como: O que aconteceria se ficasses grávida? Poderias continuar na escola? E quanto ao trabalho? É importante perguntar: O que é que isto te faz sentir? Com esta questão algumas pessoas podem sentir-se zangadas, impotentes ou indignadas por não terem controlo sobre o seu próprio corpo. É importante anotar estas reações para poder relacioná-las com os sentimentos das pessoas que estão passar pelas situações reais, e poder realçar que podemos fazer qualquer coisa em relação a isto. À medida que os participantes partilhem as suas reflexões vá anotando em que medida é que os diferentes aspetos da vida são afetados por cada violação. Vai usar esta informação para explicar melhor como é que os DSR afetam outros direitos. Depois da partilha de cada participante, explique que esta situação está a ocorrer neste momento no mundo e partilhe o caso de estudo relevante do Anexo 2. Depois do grupo ter partilhado as suas reflexões, use o diagrama do Anexo 3 para começar a explicar que quando os DSR são violados isto afeta outros direitos, como o direito à educação, o direito ao trabalho ou o direito a viver livre de discriminação e violência. Por fim, refira a síntese da campanha O Meu Corpo, Os Meus Direitos (Anexo 6) e as estatísticas e factos (Anexo 7) para explicar como as violações dos DSR afetam tantos jovens no mundo e o que é que a campanha pretende mudar.

8 Reflexão individual (2 5 minutos) Dê uma declaração a cada participante (do Anexo 1) Peça aos participantes que imaginem que estavam a passar por uma situação como as que são apresentadas nas declarações E se e tentem responder às perguntas: o Como é que a tua vida seria diferente nos próximos 5 anos? o Como é que isso te faz sentir? o Estas situações ocorrem no teu país? Partilha em Pares (8 minutos) Peça aos participantes para escolherem alguém para partilharem a sua situação e as suas reflexões É importante que as duas pessoas tenham oportunidade de partilhar as suas reflexões Partilha em Grupo (30 minutos) Peça a um participante para partilhar a declaração E se com o grupo assim como as suas reflexões sobre esta situação Pergunte se há alguém que tenha a mesma declaração e se quer partilhar as suas reflexões Pergunte se há alguém que tenha a uma declaração diferente e queira partilhar as suas reflexões Partilha o máximo de situações possível dentro do tempo disponível Vá tomando notas das reflexões dos participantes Use estas notas e o Diagrama do Anexo 3 para discutir as ligações entre os DSR referidos nas declarações e outros direitos humanos Agora relacione este exercício com a campanha O Meu Corpo, Os Meus Direitos. Use o texto da síntese da campanha e as estatísticas e dados.

9 PASSO 4 GRAFFITI / MURAL. ISTO FAZ-ME SENTIR (10 minutos) O que vai precisar: Papel de cenário colocado no meio no chão ou mesa Marcadores Dicas para o facilitador: Incentive os participantes a serem o mais criativos possível, desenhando, escrevendo, fazendo rascunhos, e usando o espaço disponível no papel. Reflexão individual e escrita (5 minutos) Peça aos participantes que fiquem em círculo á volta do papel Peça aos participantes para pensarem naquilo que foi discutido até agora durante a atividade Peça aos participantes que escrevam ou desenhem no papel a sua resposta à pergunta: o Porque é que eu preciso de Direitos Sexuais e reprodutivos? Pode ajudar os participantes a pensar melhor na sua resposta, pedindo-lhes que completem: o Preciso de direitos sexuais e reprodutivos para. Os participantes não precisam de limitar as suas respostas. Podem escrever ou desenhar sobre as várias coisas que lhes ocorram. Encoraje-os a usar a imaginação e a inspirarem-se nas imagens da Choo San Às vezes pode levar tempo para os participantes começarem. Pode ajudar se o facilitador lançar as suas próprias ideias para encorajar outras. Discussão em Grupo Depois de todos terem terminado peça aos participantes para ficarem em círculo à volta do mural Peça que observem o que foi escrito e desenhado Se houver tempo peça que leiam as frases e palavras em voz alta Depois pergunte aos participantes: o O que é que isto te diz? o O que é que aprendeste com este exercício? o Como é que te sentes?

10 Os participantes devem ter percebido a importância dos DSR na vida dos jovens e na sua própria vida, e sentir que precisam de fazer algo para mudar as coisas para melhor. Diga aos participantes que eles podem fazer alguma coisa para contribuírem para a mudança, começando por falar sobre estes temas. Fale sobre algumas coisas práticas que eles podem fazer: o Partilhando o seu desenho/escrita na sua comunidade e/ou redes sociais o Partilhando as imagens da Choo San as redes sociais o Assinando a petição o Tirando uma Selfie fazendo algumas das coisas descritas em cima ou com a tatuagem temporária que a AI disponibiliza

11 7. PASSO 5: AGIR.. PARTILHA, ASSINA, #SELFIE (10 minutos) O que vai precisar: Imagens de Choo San (digitais) Petição à CIPD Fotos do Graffiti / Mural Telemóvel ou máquina fotográfica Acesso à internet Tumblr blog: use #MyBodyMyRights Dicas para o facilitador: Nesta parte queremos que os jovens atuem no âmbito da Campanha. o Explique que eles podem fazer parte da mudança que se pretende: acabar com as violações dos DSR e outros direitos que estão a ser discutidos nesta campanha Tire uma fotografia do Mural e faça upload no Tumblr. Fale com o grupo sobre as outras ações e encoraje-os a fazê-las naquele momento. Os participantes não devem sentir-se forçados a levar a cabo estas ações. Podem fazer o número de ações que quiserem ou nenhuma. Explique que este é apenas o início da campanha que decorrerá durante 2 anos e que esta é a primeira atividade. Que haverá mais oportunidades para aprenderem e agirem pelos DSR no seu país e a nível global e que podem manter-se envolvidos. Atividade de Grupo Pergunte aos participantes como querem organizar a foto com o Mural Discuta com o grupo como é que eles podem agir e com podem envolver os seus amigos. Explique que há jovens em todo o mundo a fazer esta atividade, a ter discussões semelhantes e que esta é uma oportunidade para se juntarem a uma discussão global. Coloquem a foto do Mural no Tumblr blog Partilhem a foto no Facebook o Incentive as pessoas a assinar a petição à CIPD Explique quem é o destinatário e aquilo que a AI pretende (veja síntese da campanha) Partilhem as imagens da Choo San nas redes sociais Façam uma Selfie individual ou coletiva e coloque no Tumblr Blog

12 Participem na competição que está a decorrer nas redes sociais, pintando, desenhando ou escrevendo sobre o que os DSR significam para vocês e podem ganhar um desenho da Choo San assinado por ela. Coloquem as vossas participações no Tumblr Blog.

13 PASSO 6: AVALIAÇÃO E ENCERRAMENTO: SEMÁFORO E GRITO PODEROSO (10 minutos) O que vai precisar: Uma folha de papel de flipchart com o diagrama do Semáforo desenhado Anexo 5 1 folha de papel de flipchart em branco Marcadores Dicas para o facilitador: È importante fazer a avaliação da atividade e o encerramento da mesma com o grupo. Esta é uma forma muito rápida de avaliar e encerrar a atividade. Dependendo do tempo pode fazer uma avaliação mais profunda ou não. Pode usar outras técnicas de avaliação que conheça. Avaliação rápida: Semáforo (5 minutos) Numa folha de flipchart desenhe o semáforo conforme o Anexo 5 Peça a cada participante que coloque um Visto para indicar a sua resposta ás seguintes questões: (VERDE é Sim; AMARELO é Não sei; VERMELHO é Não). Os participantes podem escrever num post-it para manter as respostas anónimas, se preferirem. o Hoje aprendi alguma coisa nova o Eu agi pelos DSR e pela Campanha O Meu Corpo, Os Meus Direitos o Quero continuar a aprender sobre os DSR e a participar em atividades deste género o Depois desta atividade sinto-me motivado para continuar a fazer parte da campanha O Meu Corpo, Os Meus Direitos Peça aos participantes para escreverem na folha em branco, sugestões ou ideias que ajudem a melhorar a atividade. Círculo de encerramento Peça aos participantes para se colocarem em círculo Peça a cada participante que rapidamente diga: o Uma coisa que aprendi hoje o Uma coisa que gostaria de aprender Nota: Este exercício é voluntário. Os participantes não devem ser obrigados a partilhar esta informação.

14 Depois de todos terem partilhado e enquanto ainda estiverem em círculo, se quiser pode fazer o Grito Poderoso (Anexo 4) ou outra técnica para encerrar a sessão de forma dinâmica. Agradeça a todos por terem participado e convide-os a continuar a apoiar a campanha partilhando com os amigos as atividades do passo 5. Avaliação do Facilitador Depois da atividade é importante que preencha o formulário de avaliação sobre o decorrer da atividade e devolvê-lo ao seu contacto na Secção.

15 FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO PARA O/A FACILITADOR/A Por favor preencha este formulário e devolva-o para a AI Portugal 1. Como é que se descreve? Professor / Educador Ativista Estudante/Jovem Voluntário Outro. P.f. especifique: Sexo: M F 2. Onde é que realizou esta atividade? Universidade Grupo ou Clube de Jovens Escola Outro. P.f. especifique 3. Com que faixas etárias trabalhou? (pode escolher mais do que uma opção) Menos de 14 anos anos anos anos anos 4. Quantas pessoas participaram (aprox.)? 5. Quão útil foi esta atividade para iniciar a discussão sobre os DSR e a campanha O Meu Corpo, Os Meus Direitos? (Coloque um X na linha) 1 Sem utilidade 5 Muito útil Usaria de novo a atividade com outros grupos? Sim / Não Se sim, o que faria de diferente na próxima vez? Se não, porquê? 7. Quais os passos que concretizou? Passo 1: Introdução e criação de um espaço seguro Passo 3: E se. Passo 2: Partilhando imagens. Passo 4: Graffiti / Mural Passo 5: Agir. Partilha, Assina, #Selfie

16 8. Que passos correram bem e porquê? 9. Em que passos teve dificuldade e porquê? 10. Se a maioria das pessoas não quis participar na parte 5 (Agir), porque é que isso aconteceu? Pode escolher mais que uma opção. Dificuldades técnicas Não perceberam a ação Era uma ação chata Não houve tempo Sentiram que não iria fazer diferença Outra 11. Informação sobra a avaliação (Semáforo) especifique o número de Vistos em cada categoria o o o o Hoje aprendi alguma coisa nova Eu agi pelos DSR e pela Campanha O Meu Corpo, Os Meus Direitos Quero continuar a aprender sobre os DSR e a participar em atividades deste género Depois desta atividade sinto-me motivado para continuar a fazer parte da campanha O Meu Corpo, Os Meus Direitos 12. Top 3 Coisas que as pessoas aprenderam Top 3 Coisas que as pessoas gostariam de ter aprendido Que conhecimentos ou capacidades pensa que deveria ter para poder facilitar mais atividades deste tipo? Facilitar a participação das pessoas Conhecimento sobre o tema dos DSR Animação de grupos Organizar as pessoas para a ação Conhecer dinâmicas de grupos Lidar com emoções & experiências pessoais Promover a confiança e ambiente seguro Mais alguma coisa?

17 14. Como é que se sentiu a desenvolver esta atividade? (pode assinalar mais do que uma opção. Antes Durante Depois Nervoso Entusiasmado Pressionado Feliz Realizado Capacitado/Empoderado Sentimento de desafio Confuso Satisfeito Confiante Desapontado Motivado Outros sentimentos 15. Outras reflexões ou ideias para partilhar? 16. Gostaria de partilhar a sua experiência com outros facilitadores de todo o mundo que fizeram esta atividade, numa conferência por skype a ter lugar no fim de Março? Em caso afirmativo indique-nos o nome, e a língua de preferência: inglês, francês ou espanhol. OBRIGADA!

18 ANEXO 1 E SE. Para ser usado no Passo História de Savita (Irlanda) 1. E SE Descobrisses que estavas grávida e que levar a gravidez a cabo iria colocar em risco a tua vida. Terminar a gravidez não é uma opção. O que farias? História de Lila (Indonésia) 2. E SE. Tivesses acesso a métodos anticoncecionais, no entanto, os serviços de saúde exigiam a presença dos pais ou marido para poderes receber o que precisas História da Amina (Marrocos) 3. E SE. Depois de seres violada fosses obrigada a casar com o agressor; para protege-lo de ir para a prisão e preservar a honra da tua família? História do Jean Claude (Camarões) 4. E SE namorar com alguém do mesmo sexo fosse ilegal e pudesse mandar-te para a prisão? História de Sari (Indonésia) 5. E SE. Depois de seres violada apresentasses queixa na polícia e eles te acusassem de ter relações sexuais fora do casamento e de te comportares de forma imoral que pode ser punida por lei

19 ANEXO 2 Estudos de caso para serem usados com o Anexo 1 Atividade E SE. História da Savita Irlanda Savita estava grávida de 17 semanas quando deu entrada no Hospital em Outubro de 2012 na companhia do seu marido, sofrendo de dores nas costas e abdómen. Os médicos informaram-na que o feto estava a sofrer sérias complicações que poderiam levar a um aborto espontâneo. Ela pediu então que fosse feita uma intervenção para interromper a gravidez, o que foi negado mesmo sabendo que o feto não iria sobreviver. Savita contraiu uma septicémia e morreu dias depois. Ao abrigo da lei Irlandesa da altura, o aborto só seria autorizado se houvesse risco real e substancial para a vida da mãe. Mas não havia uma definição legal do que é que isso queria dizer. No início só existia risco para a saúde de Savita, e a falta de clareza da legislação em determinar o que era considerado um risco real e substancial da vida da mãe, parece ter contribuído para a morte de Savita. Como resultado deste caso, em julho de 2013, o Parlamento Irlandês aprovou uma lei que descriminaliza a interrupção voluntária da gravidez em caso de risco de vida para a mãe. História da Lila Indonésia Não é possível ter acesso a planeamento familiar sem um certificado de casamento disse Lila, uma empregada doméstica de 23 anos, à Amnistia Internacional em Março de As parteiras e médicos entrevistados pela AI confirmaram esta informação afirmando que não são fornecidos serviços de saúde reprodutiva, incluindo contraceção e planeamento familiar, a raparigas e mulheres não casadas. A Constituição da Indonésia não contém provisões específicas que garantam o direito das mulheres e homens solteiros a terem filhos. Esta falha faz com que o direito de constituir família e ter filhos só está assegurado no contexto do casamento. Tanto a lei sobre População e Desenvolvimento Familiar como a Lei da Saúde estipulam que os serviços de saúde sexual e reprodutiva só podem ser fornecidos a pessoas casadas legalmente, excluindo todos os solteiros. Estas provisões violam as obrigações da Indonésia ao abrigo da Lei dos Direitos Humanos do país, e os tratados que a Indonésia ratificou, entre os quais o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos e a Convenção para a Eliminação de todas as Formas de Violência contra as Mulheres. São discriminatórios no que diz respeito ao género e ao estado civil. História da Amina Marrocos A Amina suicidou-se ingerindo veneno de rato em Março de Tinha 16 anos. A Amina foi violada e tinha sido forçada a casar com o seu agressor. Isto só aconteceu porque a lei marroquina permitia que os agressores não fossem julgados e condenados se casarem com a vítima, se esta for menor de 18 anos. Na sequência deste caso o Parlamento marroquino aprovou a 22 de janeiro de 2014, a retirada deste artigo.

20 No entanto esta legislação existe noutros países, como a Tunísia e Argélia. História de Jean-Claude Camarões Em 2011, Roger Jean-Claude Mbede enviou uma mensagem a uma pessoa a declarar o seu amor por ela. Porque enviou essa mensagem nos Camarões, e porque ela se destinava a um homem, Jean- Claude foi preso. A polícia interrogou-o durante vários dias, despindo-o e espancando-o. Depois de um julgamento onde lhe foi negada qualquer representação legal, foi condenado a uma pena de três anos de prisão por acusações relacionadas com a sua orientação sexual. Foi detido numa prisão sobrelotada onde foi violentado sexualmente, viu recusado a acesso a tratamento médico essencial e espancado pelos guardas prisionais. O Jean-Claude é uma das muitas pessoas nos Camarões detidas e condenadas ao abrigo de leis que criminalizam as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. O Código Penal declara Qualquer pessoa que tenha relações sexuais com uma pessoa do mesmo sexo será punida com pena de prisão que pode ir de 6 meses a 5 anos e com uma multa que pode variar entre os 20,000 CFA (Franco camaronês) e os 200,000 CFA (aprox. 35 a 350 dólares). Isto vai contra vários tratados internacionais de direitos humanos, incluindo o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos e a Carta Africana dos Direitos Humanos e das Populações, dos quais o país é signatário. História de Sari Indonésia A Sari é uma jovem de 14 anos que foi acusada de adultério quando fez queixa na polícia de que tinha sido violada. Uma funcionária de uma organização não-governamental (ONG) disse à Amnistia Internacional em 2010: Os agentes da polícia de Aceh, acusaram a Sari de adultério quando ela apresentou queixa de que tinha sido violada. Os agentes não acreditaram na história dela e, pelo contrário, alegaram que ela teria tido relações sexuais com o homem porque gostavam um do outro. E por isso acusaram-na de violar uma provisão sobre adultério. Quando as mulheres não se vestem de acordo com a Lei Sharia, estão a pedir para serem violadas, disse Ramli Mansur, um oficial do oeste de Aceh, comentando as razões pelas quais estava a ser implementada uma lei sobre códigos de vestuário neste distrito (agosto de 2010)

21 ANEXO 3 Diagrama: Como é que os DSR têm ligação e afetam outros direitos humanos. Isto mostra como a falta de acesso a um direito acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva adeta o acesso a outros direitos. Se não tiveres acesso a informação e serviços sobre a saúde sexual e reprodutiva Negado o Direito à Saúde Podes engravidar Podes ter que deixar a escola Negado o Direito à Educação Podes ser discriminada pelos professores, estudantes, família ou membros da comunidade Podes não poder ir trabalhar Negado o Direito ao Trabalho Negado o Direito de viver livre de discriminação Os direitos humanos são inalienáveis: não podem ser retirados em nenhuma circunstância, incluindo em tempo de guerra ou situações de emergência. São indivisíveis: todos os direitos humanos são igualmente importantes. Os direitos humanos são interdependentes: quando um direito é violado, tem um efeito negativo noutros direitos. De igual forma, quando um direito é usufruído, contribui para o usufruto de outros. A violação dos direitos sexuais e reprodutivos de uma pessoa, pode afetar a capacidade dessa pessoa usufruir de outros direitos e a defesa e promoção dos DSR pode conduzir ao usufruto de outros. Alguns direitos intimamente ligados à realização dos direitos sexuais e reprodutivos incluem o direito à saúde, educação, habitação, trabalho, privacidade, liberdade, nãodiscriminação e vida.

22 ANEXO 4 Dinâmica Grito Poderoso para usar no Passo 6 Objetivo da atividade: Partilhar e expressar emoções Tempo: 20 minutos Passos: Todos os participantes estão de pé e formam um círculo Todos se agacham e colocam as mãos no chão Quando estiverem todos nessa posição pode dizer qualquer coisa como: Imaginem que estamos a receber a nossa força, energia e poder do centro da terra Depois, diga-lhes para se irem levantando devagar e gritarem à medida que se levantam, tornando o grito mais forte quanto mais alto estiverem O seu grito deverá ser mais alto quando os braços estiverem totalmente esticados em cima da cabeça A atividade pode acabar com um grande aplauso

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