Arquiteta Silvana Cambiaghi

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1 Novo ambiente regulatório nos projetos de arquitetura Revisão da NBR 9050:2015 Lei Brasileira da Inclusão nº /2015 Arquiteta Silvana Cambiaghi

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3 ACESSIBILIDADE Possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para a utilização com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privado de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida (ABNT NBR 9050:2015) Conceito evoluiu em relação a versão 2004 da norma.

4 DESENHO UNIVERSAL NBR 9050/2015: concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem utilizados por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou projeto específico, incluindo os recursos de tecnologia assistiva. Anexo A da NBR 9050/15 descreve os 7 princípios do desenho universal. 1. Uso equitativo; 2. Flexibilidade de uso; 3. Uso intuitivo; 4. Informação perceptível; 5. Tolerância ao erro; 6. Baixo esforço físico; 7. Tamanho e espaço para acesso e uso.

5 Legislação e Normas Técnicas DECRETO FEDERAL Nº 5.296, DE 2 DE DEZEMBRO DE 2004 [...] CAPÍTULO IV - Da Implementação da Acessibilidade Arquitetônica e Urbanística Seção I - Das Condições Gerais Art. 10. A concepção e a implantação dos projetos arquitetônicos e urbanísticos devem atender aos princípios do desenho universal, tendo como referências básicas as normas técnicas de acessibilidade da ABNT, a legislação específica e as regras contidas neste decreto. Art. 11. A construção, reforma ou ampliação de edificações de uso público ou coletivo, ou a mudança de destinação para estes tipos de edificação, deverão ser executadas de modo que sejam ou se tornem acessíveis à pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. [...]

6 DECRETO FEDERAL Legislação N e Normas Técnicas 1 o As entidades de fiscalização profissional das atividades de Engenharia, Arquitetura e correlatas, ao anotarem a responsabilidade técnica dos projetos, exigirão a responsabilidade profissional declarada do atendimento às regras de acessibilidade previstas nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT, na legislação específica e neste Decreto. 2 o Para a aprovação ou licenciamento ou emissão de certificado de conclusão de projeto arquitetônico ou urbanístico deverá ser atestado o atendimento às regras de acessibilidade previstas nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT, na legislação específica e neste Decreto.

7 Legislação e Normas Técnicas

8 Lei Brasileira da Inclusão [13.146/2015] Art A Lei n o , de 19 de dezembro de 2000, passa a vigorar com as seguintes alterações: I - acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, I transversal por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida; X - desenho universal: concepção de produtos, ambientes, programas e.90m serviços a serem usados por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo os recursos de tecnologia assistiva; 2%

9 Legislação e Normas Técnicas LBI /15 Art. 3º O planejamento e a urbanização das vias públicas, dos parques e dos demais espaços de uso público deverão ser concebidos e executados de forma a torná-los acessíveis para todas as pessoas, inclusive para aquelas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Parágrafo único. O passeio público, I transversal elemento obrigatório 2% de urbanização e parte da via pública, normalmente segregado e em nível.90m diferente, destina-se somente à circulação de pedestres e, quando possível, à implantação de mobiliário urbano e de vegetação. (NR)

10 LBI /15 Art. 59. Em qualquer intervenção nas vias e nos espaços públicos, o poder público e as empresas concessionárias responsáveis pela execução das obras e dos serviços devem garantir, de forma segura, a fluidez do trânsito e a livre circulação e acessibilidade das pessoas, durante e após sua execução. Art A Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro), passa a vigorar com as seguintes alterações: Art. 2º [...] Legislação e Normas Técnicas Parágrafo único. Para os efeitos deste Código, são consideradas vias terrestres as praias abertas à circulação pública, I transversal as vias internas pertencentes 2% aos condomínios constituídos por unidades autônomas e as vias e áreas de estacionamento de estabelecimentos privados de uso coletivo. (NR).90m O Código de Trânsito Brasileiro, em seu Anexo I, traz o conceito normativo de calçada, definindo-a como parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, não destinada à circulação de veículos, reservada ao trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins.

11 2º A emissão de carta de habite-se ou de habilitação equivalente e sua renovação, quando esta tiver sido emitida anteriormente às exigências de acessibilidade, é condicionada à observação e à certificação das regras de acessibilidade. LBI /15 Legislação e Normas Técnicas Art. 60. Orientam-se, no que couber, pelas regras de acessibilidade previstas em legislação e em normas técnicas, observado o disposto na Lei no , de 19 de dezembro de 2000, no , de 10 de julho de 2001, e no , de 3 de janeiro de 2012: I - os planos diretores municipais, os planos diretores de transporte e trânsito, os planos de mobilidade urbana e os planos de preservação de sítios históricos elaborados ou atualizados a partir da publicação desta Lei; II - os códigos de obras, os códigos de postura, as leis de uso e ocupação do solo e as leis do sistema viário; III - os estudos prévios de impacto de vizinhança; IV - as atividades de fiscalização e a imposição de sanções; e V - a legislação referente à prevenção contra incêndio e pânico. 1º A concessão e a renovação de alvará de funcionamento para qualquer atividade são condicionadas à observação e à certificação das regras de acessibilidade.

12 Lei Brasileira de Inclusão Art. 55. A concepção e a implantação de projetos que tratem do meio físico, de transporte, de informação e comunicação, inclusive de sistemas e tecnologias da informação e comunicação, e de outros serviços, equipamentos e instalações abertos ao público, de uso público ou privado de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, devem atender aos princípios do desenho universal, tendo como referência as normas de acessibilidade. 1o O desenho universal será sempre tomado como regra de caráter geral Art. 57. As edificações públicas e privadas de uso coletivo já existentes devem garantir acessibilidade à pessoa com deficiência em todas as suas dependências e serviços, tendo como referência as normas de acessibilidade vigentes. Art Esta Lei entra em vigor após decorridos 180 (cento e oitenta) dias de sua publicação oficial ( ).

13 Lei Brasileira da Inclusão Art. 34. As pessoas com deficiência tem direito ao trabalho de sua livre escolha e aceitação em ambiente acessível e inclusivo, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas. 1º. As pessoas jurídicas de direito público, privado ou de qualquer natureza são obrigadas a garantir ambientes de trabalho acessíveis e inclusivos.

14 DESENHO UNIVERSAL Desenho Universal O que é Desenho Universal? O Desenho Universal é um modo de concepção de espaços e produtos visando sua utilização pelo mais amplo espectro de usuários, incluindo crianças, idosos e pessoas com restrições temporárias ou permanentes. É a criação de ambientes e produtos que possam ser usados por todas as pessoas.

15 DESENHO UNIVERSAL Desenho Universal Cabe ao projetista ajudar a transformar positivamente as condições ambientais e organizacionais para as pessoas com restrições. São nestes pontos ambiente físico, mobiliário, equipamentos e comunicação que os conhecimentos específicos do desenho universal são fundamentais.

16 Desenho Universal TRANSPORTE

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20 Implantação de faixa de serviço, faixa livre e faixa de acesso serviço livre acesso

21 Faixa Livre: Rua Haddock Lobo

22 Faixa Livre: R. Desemb. Eliseu Guilherme

23 Faixa Livre situações atípicas 0.90m I transversal 2%

24 Faixa Livre situações atípicas 0.90m 0.80m

25 Rebaixamento de Calçadas Redução do percurso da travessia Para redução do percurso da travessia, é recomendado o alargamento da calçada, em ambos os lados ou não, sobre o leito carroçável, conforme Figura 91. Esta configuração proporciona conforto e segurança e pode ser aplicada tanto para faixa elevada como para rebaixamento de calçada, próximo das esquinas ou no meio de quadra da faixa de travessia de pedestres. [ABNT NBR 9050/2015].90m

26 Calçadas Rebaixamento de calçada O rebaixamento da calçada também pode ser executado entre canteiros, desde que respeitados o mínimo de 1,50 m de altura e a declividade de 8,33 %. A largura do rebaixamento deve ser igual ao comprimento da faixa de pedestres, conforme figura. [ABNT NBR 9050/2015]

27 Rampas de Travessia Calçadas Estreitas Em calçada estreita, onde a largura do passeio não for suficiente para acomodar o rebaixamento e a faixa livre com largura de no mínimo 1,20 m, deve ser implantada a redução do percurso da travessia conforme , ou ser implantada a faixa elevada para travessia conforme , ou ainda, pode ser feito o rebaixamento total da largura da calçada, com largura mínima de 1,50 m e com rampas laterais com inclinação máxima de 5 % (1:20), conforme figura

28 Calçadas Faixa elevada para travessia elevação do nível do leito carroçável composto de área plana elevada, sinalizada com faixa para travessia de pedestres e rampa de transposição para veículos, destinada a nivelar o leito carroçável às calçadas em ambos os lados da via.90m

29 Rotas Acessíveis

30 Rotas Acessíveis

31 SP: calçada Av. Paulista I transversal 2%.90m

32 Calçadas do Japão

33 Circulação item da NBR9050/2015 Revestimento e acabamento deve ter superfície regular, firme, contínua, estável, não trepidante para dispositivos com rodas e antiderrapante sob qualquer condição (seco ou molhado);

34 item da NBR9050/2015 Deve ter parte substituída por rampa com largura mínima de 90cm (restante pode ser mantido como degrau) Inclinação em função do desnível Associado, no mínimo em um dos lados, a uma barra de apoio, horizontal ou vertical, com comprimento mínimo de 30cm e seu eixo a 0,75m de altura, sem avançar na circulação pública. Obs.: esta regra possibilita adaptação somente quando máximo de dois degraus

35 PROTEÇÃO CONTRA QUEDA Desníveis Laterais - Item 4.3.7

36 Corrimão Duplo escadas - Item 6.9 da NBR9050/2015 Devem ser instalados em escadas e rampas; Em ambos os lados; A 0,92m e a 0,70m do piso, da face superior até o ponto central do degrau (no caso de escadas) ou do patamar (no caso de rampas);

37 SINALIZAÇÃO VISUAL E TÁTIL NA PAREDE CARACTERES EM RELEVO E BRAILE, INDICANDO O PAVIMENTO

38 SINALIZAÇÃO DE DEGRAUS EM ESCADA DEGRAUS DE ESCADA APLICADA NO PISO E NO ESPELHO NAS BORDAS LATERAIS E/OU NAS PROJEÇÕES DOS CORRIMÃOS 7 X 3CM (C X L)

39 COMUNICAÇÃO VISUAL E TÁTIL

40 LRV Valor da Luz Refletida Medidores de LRV medem a luz refletida (luminância)

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43 Acionamento de Portas

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49 BARRAS BARRAS SOBRE CAIXA ACIONADOR DA DESCARGA

50 REVISÃO NBR 9050 NOVIDADE: AINDA NÃO VALE!!!!

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53 EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS EDIFÍCIOS: UNIDADES AUTÔNOMAS DE COMÉRICIO OU SERVIÇOS MÍNIMO 1 SANITÁRIO ACESSÍVEL POR PAVIMENTO EM ÁREA COMUM

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55 AUDITÓRIOS, CINEMAS RAMPA PLATÉIA INCLINAÇÃO DE ATÉ 12% PARA ACESSO ÀS VAGAS RESERVADAS

56 ALFREDO MESQUITA

57 ALFREDO MESQUITA

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59 OBRIGADA! Silvana Cambiaghi Arquiteta

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