Câmbio e Competitividade. Eliana Cardoso Roda de Conversa 24/09/2013

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1 Câmbio e Competitividade Eliana Cardoso Roda de Conversa 24/09/2013

2 1. Conceitos básicos que informam essa conversa: Câmbio nominal e real 1. Experiência brasileira 1. O que determina a competitividade? 1. Desafios Sumário

3 TAXA DE CÂMBIO Taxas de câmbio nominal e real

4 A taxa de câmbio nominal é a taxa à qual uma pessoa pode trocar a moeda de um país pela de outro país. Por exemplo, uma taxa de câmbio pode ser expressa como R2,40/US$1 = 2,40 reais por dólar. Quando a quantidade de reais necessários para comprar um dólar aumenta, dizemos que houve desvalorização (ou depreciação do real) ou, equivalentemente, valorização (ou apreciação) do dólar. Quando a quantidade de reais necessários para comprar um dólar cai, dizemos que houve valorização (ou apreciação do real) ou, equivalentemente, desvalorização (ou depreciação) do dólar. A taxa de câmbio nominal

5 A taxa de câmbio é determinada no mercado internacional de ativos financeiros Pois, a taxa de câmbio é o preço relativo de duas moedas e as moedas são um ativo financeiro comercializado no mercado internacional de ativos. O preço relativo entre títulos e ações denominados em dólares e aqueles denominados em reais também dependem da taxa de câmbio. O preço de um ativo hoje depende do poder de compra sobre bens no futuro. Portanto, a taxa de câmbio hoje (preço relativo de duas moedas) está relacionada com seu nível futuro.

6 1. Taxa esperada de retorno dos ativos denominados em reais menos a taxa de retorno esperada dos ativos denominados em dólar 2. Percepção de risco dos ativos 3. Expectativas São os fatores de que depende a variação da taxa de câmbio R/US$

7 5/3/04 6/3/04 7/3/04 8/3/04 9/3/04 10/3/04 11/3/04 12/3/04 1/3/05 2/3/05 3/3/05 4/3/05 5/3/05 6/3/05 7/3/05 8/3/05 9/3/05 10/3/05 11/3/05 12/3/05 Selic Real Menos Premio de Risco Real/Dolar Ilustração: Selic Real Menos Prêmio de Risco Vs. Câmbio Observações diárias - Março 2004 a Dezembro % % 3.2 8% % 2.6 4% 2.4 2% 2.2 0% 2 Taxa de juros Real/Dolar

8 A expectativa de apreciação do real atrai fluxos de capitais para o Brasil. A expectativa de depreciação do real afugenta os fluxos de capitais do Brasil. Fluxos de Capitais

9 No dia-a-dia, da mesma forma que o preço de outros ativos, a taxa de câmbio responde a qualquer notícia que afete seu valor futuro. Pois a demanda por moeda estrangeira depende do que as pessoas acreditam que ela valerá no futuro e, portanto, depende das taxas de juros e da mudança esperada na própria taxa de câmbio. Um movimento de preços pode igualar a demanda à oferta de ativos sem que fluxos de capitais se materializem.

10 Entre 2005 e 2008, ao contrário do exemplo no slide anterior, todos os fatores se combinaram para criar a expectativa de valorização cambial. Ao diferencial positivo entre juros domésticos e externos juntou-se o choque positivo dos termos de intercâmbio (que permitiu o crescimento das exportações, aumentando a confiança nos indicadores externos do país). Os fluxos comerciais e o resultado do balanço de pagamentos afetam a taxa de câmbio através de seu efeito sobre as expectativas de valorização. Afetam a demanda agregada e, portanto, as expectativas dos juros. Afetam a solvência do país e, portanto, a demanda por ativos denominados na moeda do país. Mas a política monetária é determinante.

11 Mesmo que sinalize a visão do BC a respeito do nível da taxa de câmbio, a intervenção no mercado de câmbio só pode mudar a taxa de câmbio se combinada à mudança de juros. A evidência mundial mostra que a intervenção esterilizada por si só é ineficaz. Um BC responsável deve evitar a queima de reservas e operações arriscadas, não apenas porque tem menos poder de fogo que o mercado global, que dispõe de muito mais recursos do que ele. A razão é que os riscos e custos da intervenção são altos demais.

12 A taxa de câmbio real é a taxa à qual se podem trocar os bens e serviços de um país pelos bens e serviços de outro país. A taxa de câmbio real = (Índice da taxa de câmbio nominal x Índice dos preços externos) / Índice dos preços internos Taxa de câmbio real

13 Suponha que o ano base seja Ano base: (100 x 100)/100 = 100 Suponha que no ano seguinte, 1951, a taxa de câmbio não tenha mudado, não houve inflação externa e houve inflação interna de 10%: (100 x 100)/110 = 90 (apreciação real ou perda de competitividade) Ou suponha que no ano de 1951, a taxa de câmbio de depreciou em 10%, mas não houve inflação nem externa nem interna: (110 x 100)/100 = 110 (depreciação real ou ganho de competitividade) Exemplos

14 jan-80 nov-80 set-81 jul-82 mai-83 mar-84 jan-85 nov-85 set-86 jul-87 mai-88 mar-89 jan-90 nov-90 set-91 jul-92 mai-93 mar-94 jan-95 nov-95 set-96 jul-97 mai-98 mar-99 jan-00 nov-00 set-01 jul-02 mai-03 mar-04 jan-05 nov-05 set-06 jul-07 mai-08 mar-09 jan-10 nov-10 set-11 jul ,0 150,0 130,0 110,0 90,0 70,0 50,0 Real FX rate trend (HP filter) Linear (trend (HP filter)) A taxa de câmbio real do Brasil em relação aos EUA:

15 1. Instituições 2. Infraestrutura 3. Ambiente macroeconômico 4. Saúde e Educação 5. Eficiência 6. Inovação Os pilares da competitividade

16 Como os empresários percebem os entraves à competividade brasileira, segundo o W E Forum

17 COMO O BANCO MUNDIAL CLASSIFICA O BRASIL ENTRE 185 PAÍSES DE ACORDO COM A FACILIDADE DE SE FAZER NEGÓCIOS NO PAÍS

18 Figure 2.2 How Brazil and comparator economies rank on the ease of starting a business Memo items: Singapore 4 New Zealand 1 USA 13 Switzerland 97 Argentina 154 Venezuela 152 Source: Doing Business database. Facilidade de abrir uma empresa 18

19 Figure 4.2 How Brazil and comparator economies rank on the ease of getting electricity Source: Doing Business database. Facilidade de obter eletricidade 19

20 Figure 5.2 How Brazil and comparator economies rank on the ease of registering property Source: Doing Business database. Facilidade de registrar propriedade 20

21 Source: Doing Business database. Facilidade de obter crédito 21

22 Figure 8.1 How Brazil and comparator economies rank on the ease of paying taxes Facilidade de pagar impostos Note: DB2013 rankings reflect changes to the methodology. For all economies with a total tax rate below the threshold of 25.7% applied in DB2013, the total tax rate is set at 25.7% for the purpose of calculating the ranking on the ease of paying taxes. Source: Doing Business database. 22

23 Figure 9.1 How Brazil and comparator economies rank on the ease of trading across borders Facilidade de comerciar com o exterior Source: Doing Business database. 23

24 Source: Doing Business database. Facilidade de cumprir contratos 24

25 Source: Doing Business database. Facilidade de resolver insolvências 25

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