Os caminhos para o Brasil de 2022

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1 Os caminhos para o Brasil de 2022 GOVERNANÇA PARA A COMPETITIVIDADE Gustavo Morelli Sócio diretor da Macroplan Informação confidencial e proprietária da Macroplan Prospectiva Estratégia e Gestão. Não distribuir ou reproduzir sem autorização expressa.

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3 O Desafio da competitividade Ranking - Doing Business Ranking - Growth Competitiveness Index IMD - World Competitiveness Yearbook Nota: Abrange 189 economias. Fonte: Doing Business Reports, Banco Mundial. Acessado em 18/09/2014 no site Nota: Abrange 143 economias. Fonte: Global Competitiveness Reports, World Economic Forum. Site: Global Competitiveness Reports. Acessado em 18/09/2014 no site Nota: Abrange 60 economias. Fonte: IMD - World Competitiveness Yearbook. Acessando em 18/09/2014 no site Competitiveness.cfm. 3

4 Ampliar a competitividade Formular políticas e projetos Executar políticas e projetos Monitorar e ajustar em tempo real 6

5 O que se entende por Governança para a competitividade? Governança para a competitividade é o processo de concertação que estabelece padrões de articulação e cooperação entre atores governamentais, empresariais e políticos e os arranjos institucionais que coordenam e regulam estas interações. Deve contribuir para ampliar a capacidade dos sistemas políticos e administrativos de agir efetiva e decisivamente para resolver os problemas essenciais à competitividade brasileira. 7

6 Não é fácil fazer acontecer a Agenda de Competitividade Os instrumentos tradicionais de política não dão conta de tamanho desafio nem são capazes de superar os atuais entraves à competitividade em tempo razoável NENHUM GOVERNO SERÁ CAPAZ DE FAZER AVANÇAR A Não se trata apenas de realizar reformas que aprimorem a estrutura organizacional dos governos. É preciso criar novos arcabouços institucionais que possam assumir a responsabilidade de implementar, de forma previsível e disciplinada, as estratégias de longo prazo capazes de ampliar a competitividade da indústria COMPETITIVIDADE DO PAÍS SE NÃO ATUAR Cada DECISIVAMENTE situação exige um modelo NA GOVERNANÇA adequado ao seu contexto DA AGENDA e à cultura governamental e empresarial vigente No Brasil ou em qualquer lugar do mundo há dificuldades inerentes à governança de uma agenda complexa como a da competitividade. 8

7 Por que é tão difícil fazer a agenda de competitividade avançar? 1. Dificuldade em definir objetivos e de seguir prioridades. A ausência de uma estratégia única leva a uma fragmentação das agendas e ao desperdício de esforços e recursos 2. A inexistência de mecanismos efetivos e ágeis de coordenação induz a formatação de programas e iniciativas setorializadas e não integradas. Há, ainda, resistências das burocracias na execução de ações integradas 3. A visão de administração e os controles públicos são fortemente voltados para os meios e procedimentos, e não para resultados 4. A insuficiente capacidade técnica e organizacional também é um entrave à elaboração de propostas e projetos de boa qualidade técnica e credibilidade 5. É preciso avançar na relação do setor público com o setor privado. Esta agenda requer, como padrão, o diálogo permanente, a ampla interação e colaboração entre governo e iniciativa privada, na elaboração e implementação das políticas, na cobrança de eficiência e eficácia das ações 9

8 Diretrizes para construção de uma governança da agenda de competitividade 1. O papel do Presidente. Dificilmente a agenda avançará sem o envolvimento do Presidente e uma liderança forte com reconhecimento técnico que assuma a linha de frente da governança 2. Objetivos claros. Definição de Estado que oriente e estimule a convergência de esforços nas ações dos diferentes ministérios e da iniciativa privada 3. Estrutura enxuta, responsabilidades definidas e poder decisório. Missão clara a cada órgão governamental com influência direta no alcance do resultado desejado 4. Arranjo institucional. Assentado em arcabouços simples, eficientes e ágeis, com credibilidade junto ao setor privado 5. Não há competitividade sem o setor privado. A existência de um ambiente de estreita articulação entre o setor público e privado é essencial, uma vez que se trata de uma agenda com grande interface público-privada 6. Inovação. Para superar restrições e acelerar resultados é preciso inovar nos processos e nas iniciativas institucionais. 7. Capacidade de ação. Instrumentos que permitam ação célere e intensiva nos temas fundamentais que agem sobre a competitividade e requerem elevado nível de coordenação de agentes públicos e privados 10

9 Por onde começar? O mais importante é definir o foco e as ações prioritárias. A agenda da competitividade é ampla e a governança terá dificuldades se os objetivos a serem alcançados forem muitos e pouco claros As experiências indicam que uma boa prática é começar por ações que produzam resultados imediatos e de forte impacto, com amplo espectro de beneficiados. Como exemplo, pode-se mencionar a necessidade de simplificação das regras e procedimentos atendidos hoje pelas empresas em suas relações com o Estado Mobilização e comunicação. O desafio é tornar a busca por competitividade uma bandeira da sociedade e uma atribuição perene do Estado Explicitar que a busca da competividade não se confunde com agendas protecionistas e corporativas de segmentos da população Demonstrar que maior competitividade permite ganhos de bem-estar da população, com acesso a produtos e serviços de maior qualidade com menor preço. Que maior competitividade é imprescindível à sustentabilidade do processo de crescimento do Brasil 11

10 Informação confidencial e proprietária da Macroplan Prospectiva Estratégia e Gestão. Não distribuir ou reproduzir sem autorização expressa.

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