PÚBLICO E COMUNITÁRIO: PROJETO ARQUITETÔNICO COMO PROMOTOR DO ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA

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1 DÉBORA MACHADO PÚBLICO E COMUNITÁRIO: PROJETO ARQUITETÔNICO COMO PROMOTOR DO ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA Dissertação de mestrado em Arquitetura e Urbanismo sob a orientação da Prof.ª Drª. Marta Vieira Bogéa. Universidade São Judas Tadeu São Paulo 2009

2 1 DÉBORA MACHADO PÚBLICO E COMUNITÁRIO: PROJETO ARQUITETÔNICO COMO PROMOTOR DO ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA Universidade São Judas Tadeu São Paulo 2009

3 2 Machado, Débora dos Santos Candido Público e comunitário : projeto arquitetônico como promotor do espaço de convivência / Débora dos Santos Candido Machado. - São Paulo, f. : il., plantas, tabs. ; 30 cm Orientador: Marta Vieira Bogéa Dissertação (mestrado) Universidade São Judas Tadeu, São Paulo, Projeto arquitetônico 2. Espaços públicos I. Bogéa, Marta Vieira II. Universidade São Judas Tadeu, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Arquitetura e Urbanismo. III. Título CDD Ficha catalográfica: Elizangela L. de Almeida Ribeiro - CRB 8/6878

4 3 Ao Leandro pelo que significa em minha vida e por fazer parte dos meus sonhos.

5 4 Agradecimentos À minha mãe Rosi, pelo incentivo e carinho. Em todos os momentos foi dedicada, querida e amiga. Será sempre um exemplo para mim, na vida e como professora. Ao meu pai Milton, grande professor, por ser integro, digno e livre. Agradeço pelo respeito, por sua enorme disposição em me ajudar e por mostrarme a importância da pesquisa. Meu agradecimento especial à minha orientadora, Prof.ª Dr.ª Marta Bogéa, tão carinhosa em todos os momentos, principalmente nas horas de cansaço e desânimo. Agradeço pelas palavras de apoio e solidariedade, sempre me despertando à descoberta pela pesquisa e pela vida.

6 5 Índice Resumo 08 Abstract 08 Introdução A relação entre público e comunitário como espaço de convivência Oscar Niemeyer e a grande Marquise do Parque do Ibirapuera Lina Bo Bardi e a construção de espaços de uso coletivo Una Arquitetos, uma proposta recente para o Centro Cultural Maria Antônia Histórico do espaço comunitário nas escolas estaduais do estado de São Paulo Escola-parque em Salvador Trajetória das escolas públicas da rede estadual de São Paulo Centro Educacional Unificado Programa Arquitetônico para os CEUs Análises, identificação do espaço comunitário nos projetos de edifícios escolares 74

7 Convênio escolar e a arquitetura de Hélio Duarte para EE Pedro Voss Período FECE e a escola de Guarulhos A proposta da CONESP através da Análise da EE José Gonçalves de Andrade Figueira O projeto arquitetônico da EE União de Vila Nova III e IV durante o período da FDE A primeira proposta para os CEUs CEU Jambeiro CEU Butantã A nova arquitetura do CEU CEU Água Azul 115 Conclusão 120 Anexos 122 Entrevista - Avany Ferreira 122 Entrevista - Alexandre Delijaicov 126 Entrevista - Ana Maria Baptista Alves 130

8 7 Entrevista - Edmiloson Kaloczi 132 Lista de Figuras 133 Referências bibliográficas 142

9 8 Resumo Público e comunitário: projeto arquitetônico como promotor do espaço de convivência, busca identificar de que modo o projeto arquitetônico pode receber uma abertura ampliando a questão do espaço público. A pesquisa está organizada em três partes, o primeiro capítulo traz os conceitos dentro da arquitetura e do urbanismo de público e comunitário com a apresentação e análise de projetos arquitetônicos de referência para cidade de São Paulo. O segundo capítulo relata o histórico da arquitetura escolar a partir de 1950, suas influências e transformações, expõe as escolas públicas da rede estadual de São Paulo e os Centros de Educação Unificado (CEU) presentes na capital paulista. No terceiro e último capítulo apresentam-se às análises dos projetos arquitetônicos, exemplificando cada período através de leituras que destacam os espaços de uso comunitário das escolas públicas e principalmente, dos CEUs. Abstract "Public and comunitary: architectonic project as promoter of connivance space", it wills to identify in what way the architectonic project may receive an opening and extend the matter of public space. The research is organized in three parts, the first chapter brings the concepts in the architecture and the public and comunitary urbanism with the presentation and analysis of referencial architectonic projects to the city of São Paulo. The second chapter accounts the history of sholastic architecture since 1950, its influences and changes, expose the public schools of the state network of São Paulo and the Unified Educational Centers (CEU) located in its capital. In the third and last chapter, the analysis of the archtectonic projects are presented, exemplifing each period through readings which highlight the spaces of comunitary use of the public schools and mainly, of the CEUs.

10 9 Introdução Essa pesquisa busca a compreensão dos conceitos de espaço público e espaço comunitário, também a identificação desses espaços nos projetos arquitetônicos e nos edifícios construídos. O tema inferido, espaço público e sua relação com a arquitetura é tratado inicialmente a partir das seguintes questões: De que forma esse espaço está presente na cidade contemporânea? Como as pessoas se utilizam desse espaço? E de que maneira o poder público trata a preservação do espaço público? Para maior abrangência do assunto, a pesquisa aponta os espaços comunitários em projetos específicos, tanto na área da educação como nas áreas de cultura e lazer. Foram selecionados equipamentos institucionais para análise dos espaços públicos e comunitários em edifícios de usos diferentes. Os projetos escolhidos são a Marquise do Ibirapuera presente no Parque do Ibirapuera, o Museu de Arte de São Paulo (MASP), localizado na Avenida Paulista, o SESC Pompéia, na Rua Clélia, no bairro Pompéia, e o Centro Cultural Maria Antônia no bairro Consolação. Esses são considerados alguns projetos que atendem a população paulistana em grande escala nos quais a relação com os espaços públicos ocorre de forma significativa, tais como no MASP e no Centro Cultural Maria Antônia, apontados no primeiro momento da pesquisa. Dentro das áreas da educação, cultura e lazer, é importante o conhecimento do histórico dos equipamentos, bem como os órgãos competentes para criação e coordenação desses edifícios públicos. Dessa maneira a pesquisa traz essas informações com uma intenção clara de analisar os projetos das escolas públicas da rede estadual a partir de 1950, e os projetos dos equipamentos sociais da rede municipal, do ano de 2000 até os dias atuais. Nessa análise, a principal questão é de que forma os espaços são projetados e oferecidos à comunidade, para isso foi necessário considerar diversos fatores, entre eles a população a ser atendida, envolvendo principalmente os alunos, também os professores, funcionários, e a comunidade da região, que nessas análises são considerados os principais usuários. Outras questões também são

11 10 importantes como o local para implantação de cada equipamento, a topografia do terreno, o entorno e o projeto arquitetônico, o órgão responsável pela criação da escola e o contexto histórico de cada área. Outro objeto para essa pesquisa é a proposta recente do CEU (Centro de Educação Unificado) como equipamento público voltado para a periferia de São Paulo. São edifícios construídos em bairros carentes para serem espaços públicos e sociais que ofereçam não só ensino para a população, mas também espaços de uso para a comunidade. A pesquisa revela na análise, projetos nos quais as comunidades se apropriam de espaços públicos.

12 11 1. A relação entre público e comunitário como espaço de convivência

13 12 1. A relação entre público e comunitário como espaço de convivência Nos termos propostos pelo sociólogo Richard Sennett, espaço público é espaço de uso coletivo da sociedade, permite diversas pessoas utilizando o mesmo ambiente ao mesmo tempo, o que significa um espaço para todos: as primeiras ocorrências da palavra público em inglês identificam o público como o bem comum na sociedade... Público significava aberto à observação de qualquer pessoa, enquanto privado significava uma região protegida da vida, definida pela família e pelos amigos. 1 O arquiteto Herman Hertzberger apresenta público e privado nos seguintes termos: uma área acessível a todos a qualquer momento; a responsabilidade por sua manutenção é assumida coletivamente. Privada é uma área cujo acesso é determinado por um pequeno grupo ou por uma pessoa, que tem a responsabilidade de mantê-la. 2 Nesse caso, o espaço público permite o acesso de todos, independentemente das atividades ali desenvolvidas, para isso, é necessário que todos conservem esse espaço. A palavra público, no dicionário Larousse Cultural 3, significa que se refere ou é destinado ao povo, à coletividade, também é o que é aberto a quaisquer pessoas. Hertzberger argumenta que o coletivismo visa à sociedade. O individualismo vê a humanidade apenas na relação consigo mesmo, mas o coletivismo não vê o homem de maneira nenhuma, vê apenas a sociedade. Ambas as visões de mundo são produtos ou expressões da mesma condição humana. 4 1 SENNETT, Richard. O declínio do homem público. São Paulo, Companhia Das Letras, 1974, p HERTZBERGER, Herman. Lições de Arquitetura. São Paulo, Martins Fontes, p Larousse Cultural Grande Dicionário da Língua Portuguesa. São Paulo. Nova Cultural Ltda, HERTZBERGER, Herman. Lições de Arquitetura. São Paulo, Martins Fontes, p. 13.

14 13 O conceito de público não deve ser tratado como espaço sem dono, como se a sociedade não tivesse responsabilidade sobre aquilo, essa conduta vem causando a destruição das principais cidades do mundo por conta da alienação das pessoas em relação à preservação do espaço público. Dessa forma a população não se sente responsável por aquele espaço e o vandalismo e a violência crescem de forma negativa. É importante destacar que todas as pessoas têm acesso ao espaço público, desde que façam o que é proposto ali, entretanto observou-se que em alguns casos o uso pré-determinado indica um espaço público com uma função específica. Por exemplo, uma biblioteca pública é um espaço público aberto para as atividades de leitura a todas as pessoas, sejam elas crianças, estudantes, adultos universitários, entre outros. Todos obrigatoriamente devem seguir as regras da biblioteca, seu uso é controlado com horários de funcionamento e silêncio exigido para leitura. É diferente de uma praça pública que permite diversos usos a qualquer momento para qualquer um. As pessoas podem circular, conversar, cantar, etc. Dessa forma, a praça é um espaço público de uso coletivo 5, porém ali a multiplicidade de usos distingue-os de espaços de uso específico. Ambos são públicas, mas a utilização de cada um é diferente, a praça permite usos variados, enquanto a biblioteca pressupõe uso específico de atividade. Analisando o termo como um adjetivo para espaço, conclui-se que o espaço de uso público implica sempre no uso coletivo, gerando um espaço coletivo, o que faz com que vários usuários utilizem o espaço ao mesmo tempo, estabelecendo assim, maior respeito entre as pessoas. Por outro lado pode-se dizer que se o espaço público pressupõe o uso coletivo, o espaço de uso coletivo nem sempre é público, pode ser privado ou comunitário. 5 A palavra coletivo no dicionário Larousse Cultural, quer dizer que compreende, abrange muitas pessoas ou muitas coisas, ou lhes diz respeito ; é também o que pertence a um conjunto de pessoas ou de coisas. Assim, podemos considerar que todo espaço público é de uso coletivo, mas nem todo espaço de uso coletivo é público. Um exemplo de espaço público e de uso coletivo é o parque. Lá é permitida a utilização por várias pessoas ao mesmo tempo e a estrutura do parque oferece diversas opções de atividades, como caminhada, exercícios físicos, passeios em contato com a natureza, o encontro de pessoas, entre outros. Fonte: Larousse Cultural Grande Dicionário da Língua Portuguesa. São Paulo. Nova Cultural Ltda, p. 244.

15 14 O que se percebe claramente com o passar dos anos é que o domínio público vem perdendo cada vez mais sua importância deixando evidente a crise do espaço público, isso faz com que se perca a integração social. Essa questão, em geral, é explicada com razões financeiras, as empresas oferecem serviços que deveriam ser públicos, mantendo um domínio capitalista. Nesses casos, a própria população procura outros espaços, que podem ser privados ou comunitários para sua utilização gerando o abandono dos espaços públicos, em geral isso acontece porque as pessoas se sentem desprotegidas no espaço público por motivos de segurança e passam a procurar locais onde se sintam mais seguras, como em locais particulares e fechados. A segunda situação que marca essa crise é o espaço público sendo cada vez menos presente nas cidades, principalmente nas metrópoles, é tratado como uma área perdida, onde se permite cada vez mais a transformação do espaço de uso público para espaço de uso privado, levando sempre a população a uma condição de acesso limitado. Muitas vezes quando mantido pelo poder público, o espaço público é utilizado de forma inadequada, como estacionamento de veículos, espaços ocupados por moradores de rua, comércio ilegal, entre outras atividades. Esse tipo de ocupação impede que a população da cidade tenha zelo por esse local, trazendo uma indiferença ou até mesmo desprezo das pessoas para com o espaço público. Hertzberger diz que é como se as obras públicas fosse uma imposição vinda de cima; o homem comum sente que não tem nada a ver com ele, e, deste modo, o sistema produz um sentimento generalizado de alienação 6. A população passa a ser indiferente em relação ao espaço público. A praça, espaço público por excelência, além de ser mantida pelo poder público, se constitui do espaço aberto, e pressupõe atender a população de forma pública e igualitária, sem muros e grades, por exemplo, assim, é possível a acessibilidade de qualquer pessoa a qualquer hora. Desde o nascimento das primeiras praças no mundo, até os dias atuais, esses lugares são sempre destinados a usos diversos e muitas vezes, contraditório, mas sempre voltado para a esfera de vida pública como o encontro de pessoas, palco de 6 HERTZBERGER, Herman. Lições de Arquitetura. São Paulo, Martins Fontes, p. 45.

16 15 apresentações artísticas, local de festas, de comércio ambulante, de manifestações do Estado e da sociedade, entre outras. Já o parque 7 difere da praça por ser normalmente áreas verdes maiores com horário de funcionamento, é cercado por grades e normalmente com um setor administrativo, o que determina sua natureza de uso. Eugenio Fernandes Queiroga, arquiteto e urbanista, faz uma relação das megalópoles com as praças em sua tese de doutorado, diz que as praças são: espaços públicos de razão comunicativa... um espaço livre da cidade voltado essencialmente ao encontro público, um momento da esfera de vida pública... a praça se constitui num índice de civilidade, de cidadania, de qualidade de vida urbana. A praça é um signo do lugar, revelador de contradições e conflitos sociais. Na praça expõe-se a sociedade em seu movimento. 8 Queiroga também defende que a praça é o espaço mais livre da cidade baseado no uso do espaço, e que comparado com a rua, percebe-se que se por um lado ambos são típicos espaços públicos, por outro a praça permite a utilização de forma mais ampla, com a possibilidade de exercer diversas atividades, enquanto a rua permite basicamente a circulação longitudinal e o desenvolvimento do sistema viário. Portanto, o que caracteriza a praça é a natureza de uso ali aplicado de acordo com sua acessibilidade e sua conotação, assim, outros espaços também podem ser caracterizados como espaço de praça, pois permitem o acesso e a utilização de todos, nesses casos configura o que Queiroga denomina como 7 Segundo o arquiteto e paisagista Benedito Abbud, as praças são espaços inseridos no tecido urbano, no qual a paisagem da cidade está bastante presente. Os parques são áreas que podem ou não estar dentro da cidade, mas a visão da natureza prevalece sobre a paisagem urbana do entorno. Em geral, embora necessariamente, os parques são maiores que as praças, e as formas de gestão também diferenciam esses espaços: os parques freqüentemente possuem administradores, as praças não. em seu livro ABBUD, BENEDITO. Criando paisagens: guia de trabalho em arquitetura paisagística. São Paulo: Editora Senac São Paulo, p Segundo Eugenio Fernandes Queiroga em sua tese de doutorado, onde ele defende a praça como um espaço da realização do mundo vivido e da esfera de vida pública em QUEIROGA, Eugenio Fernandes. A megalópole e a Praça: O espaço entre a razão de dominação e a ação comunicativa. São Paulo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Universidade de São Paulo, p. 50.

17 16 pracialidade que podem ser destinados a exemplos de espaço público como ruas, avenidas, calçadas e até mesmo edifícios. Fig. 1.1 Vão livre do Masp É possível encontrar exemplos na cidade de São Paulo, de locais que não são praças, mas que se pode reconhecer o conceito de pracialidade 9, como o vão do MASP, Museu de Arte Moderna de São Paulo (Fig. 1.1), na Avenida Paulista, que é uma grande área livre no pavimento térreo independente do museu, onde é possível o acesso de qualquer pessoa a qualquer momento. Essa arquitetura pública pode ser encontrada em diversas categorias de uso, porém nem todos os casos, a arquitetura é tratada como um bem comum da sociedade. Existem também os exemplos de praças que perderam sua utilização adequada passando a estabelecer outros usos como é o caso da Praça Cel. Fernando Prestes (Fig. 1.2.), no bairro Bom Retiro, junto à estação Tiradentes do metrô que se tornou um grande estacionamento de veículos particulares e hoje perdeu seu caráter de praça pública. Isso acontece porque, em alguns casos, o poder público permite que o espaço público passe a ser utilizado de maneira privada, seja esse por interesses rentáveis ou mesmo e solucionar problemas da 9 Conceito aplicado a praça em QUEIROGA, Eugenio Fernandes. A megalópole e a Praça: O espaço entre a razão de dominação e a ação comunicativa. São Paulo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Universidade de São Paulo, p. 50.

18 17 região, de qualquer forma, o resultado é a decadência do espaço. Outro exemplo de espaço público é o Parque da Independência (Fig e 1.4.), junto ao Museu do Ipiranga, uma área que já foi recuperada e hoje é preservado pela população e mantida pelo poder público, oferece áreas de esporte, lazer e cultura de maneira igualitária, ainda que como parque funciona dentro de determinado horário, quando aberto se organiza com o espaço franqueado. Fig. 1.2 Praça Cel. Fernando Prestes

19 18 Fig. 1.3 Museu do Ipiranga Fig. 1.4 Parque da Independência Existem espaços privados que se abrem para o uso público, nesses casos, são espaços privados que se tornam público porque permitem o acesso de todas as pessoas, em alguns casos respeitando regras daquele lugar e em outros respeitando regras apenas da sociedade. No caso dos edifícios, o limite entre o espaço público formado pela calçada e pela rua, e o espaço privado existe de maneira muito discreta, onde uma grande soleira une os dois ambientes (Fig. 1.5), essa idéia pode ser compreendida através do texto de Hertzberger: A concretização da soleira como intervalo significa, em primeiro lugar e acima de tudo, criar um espaço para as boas-vindas e as despedidas, e, portanto, é a tradução em termos arquitetônicos da hospitalidade. Além disso, a soleira é tão importante para o contato social quanto às paredes grossas para a privacidade. Condições para a privacidade e condições para manter os contatos sociais com os outros são igualmente necessários HERTZBERGER, Herman. Lições de Arquitetura. São Paulo, Martins Fontes, p. 35.

20 19 Fig. 1.5 Escola Montessori em Delft, Países Baixos As galerias de comércio, que são ruas internas de comércio exclusivas para pedestre, normalmente cobertas de vidro surgiram no século XIX com o objetivo de atender um novo público de consumidores. Com seus corredores largos e extensos, e uma cobertura transparente, o local gera um aspecto de proteção, é ambiente privado e público ao mesmo tempo, pois é um espaço protegido e de acesso a qualquer pessoa, esta é uma situação em que não existe separação entre o público e privado. O autor Hertzberger diz que as galerias são: ruas internas de comércio cobertas de vidro, tais como espaços construídas no século XIX, e das quais muitos exemplos marcantes ainda sobrevivem em todo o mundo. As galerias serviram em primeiro lugar para explorar os espaços interiores abertos, e eram empreendimentos comerciais afinados com a tendência de abrir áreas de venda para um novo público de compradores. Deste modo, surgiram circuitos de pedestres no núcleo das áreas de lojas. A ausência de trânsito permite que o caminho seja bastante estreito para dar ao comprador potencial uma boa visão das vitrines dos dois lados. 11 E expõe o significado: O conceito de galeria contém o princípio de um novo sistema de acesso no qual a fronteira entre o público e o privado é deslocada e, portanto, parcialmente abolida; em que, pelo menos do ponto de vista espacial, o domínio privado se torna publicamente mais acessível HERTZBERGER, Herman. Lições de Arquitetura. São Paulo, Martins Fontes, p Idem, ibidem. p. 77.

21 20 Uma das primeiras galerias foi a Vittorio Emanuele 13 (Fig. 1.6), construída em 1865, em Milão, na Itália e desenhada pelo arquiteto Giuseppe Mengoni. A arquitetura da galeria oferece luminosidade, seu interior comercial constitui também um espaço de encontro e circulação da sociedade italiana atraída pelas lojas. A partir da referência das antigas galerias, a Rua 24 horas (Fig. 1.7), em Curitiba, capital do Paraná, é um exemplo de espaço destinado ao uso público. Inaugurada em 1991, é uma via exclusiva para pedestres, essa rua tem seu funcionamento 24 horas por dia, oferece uma série de serviços como área de alimentação, revistaria, ótica e banco 24 horas, foi uma das primeiras proposta de galeria de comércio no Brasil, toda a estrutura é metálica tubular formando arcos e sua cobertura é composta de vidros curvos 14. O arquiteto Marcelo Ursini, diz que o senso comum define o espaço público como oposição ao espaço privado, reduzindo estes conceitos a valores de uso e posse. Desta maneira, público e privado se separam de forma nítida, desprezando qualquer possibilidade de continuidade entre estes espaços. 15 Sua pesquisa de mestrado, com o título Entre o Público e o Privado: os espaços francos na Avenida Paulista permitiu essa identificação da integração do público com o privado através de análises dos espaços privados de uso público na Avenida Paulista, dentre eles, as galerias de comércio, que oferecem a possibilidade de travessia, além da venda de produtos. 13 Fonte: Galeria Vittorio Emanuele II em (acesso em 24/05/2008). 14 Hertzberger explica a sensação de quem circula nas galerias: As passagens altas e compridas, iluminadas de cima graças ao telhado de vidro, nos dão a sensação de um interior: deste modo, estão do lado de dentro e de fora ao mesmo tempo. O lado de dentro e o de fora acham-se tão fortemente relativizados um em relação ao outro que não se pode dizer quando estamos dentro de um edifício ou quando estamos no espaço que liga dois edifícios separados. Em HERTZBERGER, Herman. Lições de Arquitetura. São Paulo, Martins Fontes, p URSINI. Marcelo. Entre o Público e o Privado: os espaços francos na Avenida Paulista. São Paulo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Universidade de São Paulo, p. 15.

22 21 Fig. 1.6 Galeria Vittorio Emanuele, em Milão, Itália Fig Rua 24 horas em Curitiba, Paraná. Além de um espaço de circulação, a rua é também um lugar de convivência, segundo Hertzberger é: um lugar onde o contato social entre os moradores pode ser estabelecido: como uma sala de estar comunitária. 16 O autor defende a idéia de que os moradores têm algo em comum, que têm expectativas mútuas, mesmo que seja apenas porque estão conscientes de que necessitam um do outro. 17 Em relação às construções, depende muito do comportamento dos moradores e dos desenhos da rua, da calçada e das fachadas das casas para que ocorra a integração da vizinhança no espaço público, pois os moradores podem utilizar suas casas como locais de refúgio e a rua como um ambiente de convívio, 16 HERTZBERGER, Herman. Lições de Arquitetura. São Paulo, Martins Fontes, p Idem, ibidem. p. 52.

23 22 é necessário que haja um equilíbrio, assim a rua não é apenas uma via que leva de um ponto ao outro, mas sim, um local onde as crianças podem brincar, os moradores possam se encontrar e conversar, as pessoas possam passear, o que se assemelha muito a praça. (Fig. 1.8) Hertzberger também diz que é uma área de rua com a qual os moradores estão envolvidos, onde marcas individuais são criadas por eles próprios, é apropriada conjuntamente e transformada num espaço comunitário. 18 Fig. 1.8 Moradias Haarlemmer Houttuinen, em Amsterdan, capital da Holanda A rua também pode ser considerada um espaço comunitário dependendo de como é o comportamento da população que se utiliza daquele local. Os moradores passam a tratar a rua como sendo um espaço de responsabilidade deles, isso faz com que todos zelem pela preservação da rua, é quando o espaço público é também um espaço comunitário. Por questões de conservação, a rua é um espaço público, mas nem sempre é comunitário, depende da existência de uma comunidade na região, em outros casos, as ruas já passaram a ser particulares, fechadas com portões e grades por questões de segurança, estabelecendo o uso apenas de pessoas autorizadas. 18 HERTZBERGER, Herman. Lições de Arquitetura. São Paulo, Martins Fontes, p. 43.

24 23 Vale ressaltar que espaço comunitário e espaço público não são sinônimos. Comunitário é relativo à comunidade que se referem ao conjunto de pessoas com os mesmos interesses e que se organizam respeitando seus próprios costumes e hábitos, essas pessoas podem usar tanto espaços públicos quanto espaços privados. O termo comunidade se originou da palavra comum, que, nesse caso, significa o lugar comum de convivência, necessário para a habitação, cultura, serviços, educação e lazer, naquele onde as pessoas vivem experiências em comuns e percebem o mundo. Como exemplo, a escola pública da rede estadual, onde o espaço da escola está sob a administração pública, do estado, porém, os usuários têm interesses em comum, entre eles estão os estudantes, os pais de alunos, os funcionários e outros moradores que utilizam o espaço da escola para atividades diversas, tais como esporte e eventos. A palavra comunitário, conforme o dicionário Aurélio, significa respeitante à comunidade, considerada quer como estrutura fundamental da sociedade, quer como tipo ou forma específica de agrupamento. 19 Ou seja, para se considerar o conceito de comunitário é preciso sempre associar com o conceito de comunidade. No Dicionário Prático de Filosofia 20, o conceito classificado como sociologia e filosofia política diz que comunidade é o grupo de indivíduos vivendo juntos, tendo interesses comuns, e partilhando um certo número de valores ou tradições, Nesse caso, comunidade está relacionado a um grupo de pessoas com características e necessidades em comum buscando soluções em conjunto. Podemos perceber que o espaço só é de uso comunitário quando atende a comunidade, o que nos faz sempre associar o espaço comunitário de um equipamento arquitetônico à necessidade da população que ali vive, seja essa da região, do bairro ou do município. Em alguns casos, como em bairros residenciais, a rua pode ser um espaço comunitário também, lá acontecem atividades comunitárias como eventos do bairro, feiras ao ar livre, encontros da população. 19 Novo Aurélio O Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro. Editora Nova Fronteira, p CLÉMENT, Élisabeth,; DEMONQUE, Chantal; HANSEN-LOVE, Laurence; Kahn, Pierre. Dicionário Prático de Filosofia. Lisboa, Terramar, p. 66.

25 24 Nesse caso a rua mantém um caráter público e um caráter comunitário como mostra Hertzberger: As unidades de habitação funcionam melhor quando as ruas em que estão localizadas funcionam bem como espaços de convivência, o que por sua vez depende particularmente de verificar o quanto são receptivas, em que medida a atmosfera dentro das casas pode se integrar à atmosfera comunitária da rua lá fora. Isto é determinado em grande parte pelo planejamento e pelo detalhamento do layout da vizinhança. 21 O autor explica que a rua deve ser como a sala de estar das casas, um espaço comunitário (Fig. 1.9) das habitações: Em bairros residenciais devemos dar à rua a qualidade de uma sala de estar, não só para interação cotidiana como também para as ocasiões especiais, de modo que as atividades comunitárias e as atividades importantes para a comunidade local passam a ser realizadas ali... A rua também pode ser o lugar para atividades comunitárias, tais como a celebração de ocasiões especiais que dizem respeito a todos os moradores locais. 22 Fig. 1.9 Moradias Lima, Holanda. 21 HERTZBERGER, Herman. Lições de Arquitetura. São Paulo, Martins Fontes, p Idem, ibidem. p. 59.

26 25 São inúmeros os espaços na cidade que permitem o uso comunitário, nesse caso consideram-se nessa pesquisa, os espaços comunitários em diversos projetos arquitetônicos. Em geral, os espaços comunitários construídos estão situados em edifícios públicos de uso institucional, cultural e educacional, e como exemplo, temos o Centro de Educação Unificado, conhecido como CEU, faz parte da rede municipal de São Paulo, é um espaço público, mantido pelo poder público, porém com uso destinado a comunidade local que faz desse espaço, um espaço comunitário, com uma identidade própria, além de desenvolver ali atividades de lazer e cultura integrando cada vez mais os moradores. As escolas públicas da rede estadual são mantidas pela FDE, Fundação do Desenvolvimento da Educação, existente desde 1987, é atualmente o órgão responsável pela construção, manutenção, reforma e restauração das escolas estaduais. Esses edifícios são espaços públicos, porém seu uso é restrito, é parcialmente voltado para comunidade, pois seu foco é o ensino às crianças e adolescentes. Já o SESC, Serviço Social do Comércio é um espaço público mantido pelo setor privado, também destinado à comunidade. Por último, os centros culturais, as bibliotecas públicas e os museus, que podem ser públicos ou privados, dependendo de sua administração, somente caracterizam um espaço comunitário por terem ali, usuários com interesses em comum. A pesquisa também tem o objetivo de compreender os espaços de esfera pública, os quais admitem o uso comunitário pela população paulistana. Esse capítulo aponta diretamente para a identificação dos espaços públicos nos projetos arquitetônicos de edifícios culturais, educacionais e de lazer na cidade de São Paulo, permitindo assim compreender de forma clara, como o desenho arquitetônico possibilita a integração dos espaços e permite que as pessoas utilizem de maneira comunitária ou somente para convívio público Oscar Niemeyer e a grande Marquise do Parque do Ibirapuera Situado no Bairro do Ibirapuera, zona sul de São Paulo, a marquise faz parte do grande complexo do Ibirapuera (Fig ), projetado em 1951, pelo

27 26 arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer. Esse projeto foi implantado em uma área ampla que mais tarde seria arborizada contando com uma grande marquise ligando os elementos arquitetônicos, o parque é composto pelo Palácio das Nações e o Palácio dos Estados na face noroeste, a Bienal de São Paulo, antigo Palácio das Indústrias na face sudeste e o Pavilhão de Exposições, atualmente conhecido como Oca, juntamente com o Museu da Aeronáutica e o Museu de Artes na mesma edificação circular na face leste. Hoje a área é cercada por grandes avenidas, entre elas a Avenida República do Líbano, Avenida Pedro Álvares Cabral, Avenida Quarto Centenário e Avenida Vinte Três de Maio, que corta a cidade. Atualmente, o Parque do Ibirapuera, além de ser o maior parque de São Paulo, é um local significante para metrópole por vários aspectos, tanto culturais e educacionais, como de esporte e lazer. O projeto arquitetônico original passou por várias transformações por questões de custo, o projeto final foi aprovado em 1953 e a construção do parque foi concluída em Ocupando uma área de um milhão e 584 mil metros quadrados, esse terreno compreende as edificações interligadas pela grande marquise, os três lagos e um jardim. Esse projeto arquitetônico, mesmo antes de ser executado, já prometia grandes áreas de uso público, pois, além de ser um grande parque público, também oferece vários espaços de uso coletivo para a população de São Paulo, tais como prática de esporte, lazer, cultura, espaços para shows e eventos, ponto de encontro para as pessoas, espaços de convivência, entre tantos outros. (Fig e Fig. 1.12).

28 27 Palácio dos Estados Palácio das Nações Teatro Oca Bienal Fig Complexo do Ibirapuera, destaque para a marquise do parque. Fonte: Programa Google Earth (acesso em 11/05/2009).

29 28 Bienal Auditório Marquise Oca Fig Vista aérea do parque

30 29 Fig Marquise do Parque do Ibirapuera, espaço destinado à atividades diversas. Essa marquise, com 600 metros de extensão configura uma grande cobertura que oferece um espaço amplo e livre, é uma área protegida com a função de dar suporte na circulação no complexo integrando os equipamentos, além disso, proporciona um espaço coberto disponível para caminhar, correr, brincar, namorar, andar de bicicleta, de patins, entre outros, possibilitando a utilização de pessoas de todas as idades (Fig. 1.12). Seu uso traz à população de São Paulo, um espaço público com sua ocupação de forma coletiva, pois várias pessoas usam ao mesmo tempo para atividades em comum. Hoje, o parque é

31 30 considerado uma arquitetura 23 de imenso valor para São Paulo, nela é possível perceber o caráter de utilização variada, onde as pessoas se apropriam de forma criativa e das mais variadas comunidades Lina Bo Bardi e a construção de espaços de uso coletivo O MASP, Museu de Arte de São Paulo (Fig. 1.13), projeto da arquiteta Lina Bo Bardi, foi construído em 1957 e está situado na Avenida Paulista, no terreno do antigo Belvedere do Trianon, atualmente uma região bastante movimentada de São Paulo. Esse projeto é uma representação clara do modernismo, movimento que defende a praticidade e a liberdade, Lina dizia que o museu era dedicado ao público em massa, era a arquitetura como serviço social. Fig Museu de Arte Moderna de São Paulo 23 O Parque do Ibirapuera é hoje um patrimônio histórico tombado pelo Condephaat desde 25 de janeiro de 1992 em CONDEPHAAT. Lista dos Bens Tombados no Estado de São Paulo em nextoid=c88fcf75c7e9b110vgnvcm100000ac061c0arcrd&cpsextcurrchannel=1 (acesso em 25/05/2008).

32 Fig Masp. Fachada Nordeste. Década de

33 32 Parque Trianon MASP Fig e Fig Museu de Arte de São Paulo

34 Fig Planta e Análise 33

35 Fig Plantas 34

36 35 Fig Corte A Fig Corte B Nos textos de Lina, podemos encontrar suas palavras sobre a proposta para o museu. Procurei uma arquitetura simples, uma arquitetura que pudesse comunicar de imediato aquilo que, no passado, se chamou monumental, isto é, o sentido de coletivo, da Dignidade Cívica... O tempo é um espiral. A beleza sem si não existe. Existe por um período histórico, depois muda o gosto, depois vira bonito de novo. Eu procurei apenas o Museu de Arte de São Paulo, retomar certas posições. Não procurei a beleza, procurei a liberdade. Os intelectuais não gostavam, o povo gostou: Sabe quem fez isso? Foi uma mulher!! Em seus escritos ela diz: Eu procurei apenas, no Museu de Arte de São Paulo, retomar certas posições. Até procurei (e espero que aconteça) recriar um ambiente no Trianon. E gostaria que lá fosse o povo, ver exposições ao ar livre e discutir, escutar música, ver fitas. Até crianças, ir brincar no sol de manhã e da tarde Palavras de Lina Bo Bardi, em BARDI, Lina Bo e EYCK, Aldo Van. Museu de Arte de São Paulo. São Paulo. Instituto Lina Bo Bardi e P.M. Bardi, p Escritos de Lina em FERRAZ, Marcelo (org.) Lina Bo Bardi. São Paulo. Instituto Lina Bo Bardi e P.M. Bardi, p. 102.

37 36 Fig Projeto de Lina para o circo Piolin O vão do Masp sempre foi e ainda é uma grande área livre, oferecendo um espaço público onde ocorre as mais variadas atividades, como shows, feiras, eventos, exposições, manifestações, entre outros. (Fig. 1.21). A análise do Masp revela nos dias de hoje, ainda um espaço público, de acesso público e coletivo, seu uso é contínuo, ou seja, 24 horas por dia. O pavimento térreo é uma extensão da calçada, o que mantém a relação com a Avenida Paulista. Além dessa grandeza de área livre, o limite do terreno é marcado por um enorme banco cercado de vegetação, no qual se encontra um ambiente agradável, todo o pavimento térreo deveria ser livre para uso público e coletivo, porém nem tudo se mantém como no projeto original de Lina Bo Bardi,

38 37 atualmente a bilheteria do museu está situada no térreo próximo às escadas que dão acesso ao primeiro pavimento, diminuindo a área livre e perdendo seu caráter de espaço exclusivamente público. É possível perceber explicitado por Lina, sua intenção de oferecer espaços coletivos para a cidade, ela consegue isso através de seu traço arquitetônico. Assim, o edifício oferece espaços de uso público, porém destaca-se nessa pesquisa, o vão livre do museu no pavimento térreo, onde é possível estar no museu sem necessariamente estar dentro do museu, o desenho faz com que o piso do vão seja uma extensão da calçada, nesse nível também está o Belvedere, um mirante que é uma praça pavimentada de paralelepípedos e cercada por plantas e flores. Esse espaço é mais que um espaço comunitário, é público, pois lá é onde a comunidade da cidade de São Paulo pode acessar em qualquer dia e a qualquer hora, fazendo com que seja a área de maior utilização do MASP. Fig Movimentos populares no vão livre Fig Movimentos populares no vão livre

39 38 Fig Vão Livre. Década de 70 Fig Vão Livre Fig Vista do Parque Trianon para o Masp. 2009

40 39 Outro espaço relevante com o uso coletivo existente na cidade de São Paulo é o SESC Pompéia (Fig ), inaugurado em Instalado numa fábrica desativada desde 1970, o projeto arquitetônico do SESC Pompéia foi feito pela arquiteta Lina Bo Bardi, esse projeto tem grande importância pela sua ampla programação cultural que envolve espetáculos de teatro, apresentações musicais e exposições, também conta com uma área coberta de restaurante e outra área ao ar livre, ambos são ligados por largos corredores de circulação. Lina desenvolveu ali um espaço privado de utilização pública que atende tanto à programação do SESC, como também permite que a população de São Paulo usufrua de um espaço de forma coletiva. Foto aérea do Sesc Pompéia Fonte: Programa Google Earth (acesso em 11/05/2008) Fig Sesc Pompéia

41 40 Fig Sesc Pompéia Fig Acesso principal

42 41 17 Corredor de acesso Fig Planta e elevações

43 42 É importante destacar que o Sesc Pompéia tem um diferencial dos outros equipamentos, sua proposta de integração das pessoas surgiu desde o projeto arquitetônico pois sua área horizontal oferece mais espaços de integração, o que comparado a outros equipamentos, pode-se perceber que não houve essa intenção tão definida. O Sesc Vila Mariana 26 (Fig. 1.31), por exemplo, apesar de amplo, com capacidade para pessoas, permite em menor escala, essa relação das pessoas, pois sua arquitetura vertical oferece diversas atividades com usos mais definidos. Fig Sesc Vila Mariana Fig Sesc Pompéia O equipamento do Sesc Pompéia permite que as pessoas se encontrem e desenvolvam atividades diversas, esses espaços são compostos pelas áreas esportivas (1 e 2), ateliês e salas de arte (6 e 7), grande área de estar formada pela biblioteca, espelho d água e foyer (14, 13 e 9), além do restaurante e choperia (10), todos esses são interligados pelo corredor de acesso (17) e o solarium e formam dois grandes eixos no equipamento. O projeto do Sesc foi desenvolvido para que as pessoas tivessem acesso um espaço amplo e público com utilização coletiva de maneira igualitária. Dessa maneira, a análise destaca ás seguintes áreas do Sesc: 26 Em Portal Sesc SP. Quem somos, nossas unidades, Vila Mariana em (Acesso em 22/06/2009).

44 43 1. Acesso principal A entrada das pessoas é feita pela Rua Clélia, esta da acesso ao grande corredor que caracteriza o eixo principal de circulação. 2. Uso coletivo e cultural de acesso público É formada pelo pavilhão de exposições e pelo teatro, oferece atividades muitas vezes gratuita, essas áreas são destinadas ao público em geral, qualquer pessoa pode acessar no horário de funcionamento do Sesc. 3. Espaço privado de acesso público Composto pelos ambientes de Restaurante 27 (Fig. 1.37), biblioteca de lazer (Fig. 1.38), espaço de estar (Fig. 1.34) com lareira (Fig. 1.36) espelho d água (Fig. 1.35) e por último, o foyer. Esses locais oferecem ao público em geral a possibilidade de momentos de descanso, diversão e contemplação, permite a integração dos usuários, onde é possível interagir com as pessoas e com os elementos Espaço privado de acesso restrito à usuários do Sesc as áreas exclusivas para usuários são constituídas por um edifício esportivo 29 com 5 pavimentos e outro edifício para atividades diversas 30 com 11 pavimentos, além dos ateliês 31 e dos laboratórios 32, a circulação nessa área é feita principalmente através do deck, amplo espaço de uso coletivo, onde as pessoas podem tomar banho de sol, descansar, caminhar, etc. Fig Bar Fig Espaço de estar 27 O restaurante do Sesc oferece também os serviços de bar em um único espaço. 28 Comida, bebida, livros, fogo, água, objetos, etc. 29 Formado por piscinas, ginásio e quadras. 30 É composto por lanchonete, vestiário, sala de ginástica, lutas e danças. 31 Os ateliês são de cerâmica, pintura, marcenaria, tapeçaria, gravura e tipografia. 32 Os laboratórios são para curso de fotografia e música.

45 44 Fig Espelho d água Fig Grande lareira Fig Restaurante

46 45 Fig Área de leitura da biblioteca Lina Bo Bardi indica que não transformou o espaço da fábrica e sim permitiu uma nova realidade: Ninguém transformou nada. Encontramos uma fábrica com uma estrutura belíssima, arquitetonicamente importante, original, ninguém mexeu... O desenho de arquitetura do Centro de Lazer Fábrica da Pompéia partiu do desejo de construir uma outra realidade. Nós colocamos apenas algumas coisinhas: um pouco de água, uma lareira. 33 Segundo Lina 34, no Brasil, as pessoas precisavam de água para se refrescar e fogo para se aquecer, assim elas ficariam próximas umas das outras, pensando nisso, ela projetou um grande espaço de estar com jogos de salão, espetáculos e mostras expositivas, com uma grande lareira e um espelho d água. Sendo assim, Lina trouxe o espaço privado como utilização pública de forma coletiva. Desde o projeto há uma intenção de promover espaços coletivos no SESC Pompéia. Nas palavras da arquiteta: Comunicação e Dignidade máxima através 33 Em FERRAZ, Marcelo (org.) Lina Bo Bardi. São Paulo. Instituto Lina Bo Bardi e P.M. Bardi, p Idem, ibidem. p. 220.

47 46 dos menores e humildes meios... Assim, dediquei meu trabalho da Pompéia aos jovens, às crianças, à terceira idade: todos juntos. 35 Fig Rua interna, Solarium. 35 Em FERRAZ, Marcelo (org.) Lina Bo Bardi. São Paulo. Instituto Lina Bo Bardi e P.M. Bardi, p. 231.

48 UNA Arquitetos, uma proposta recente para o Centro Universitário Maria Antônia O projeto para o novo Centro Universitário Maria Antônia (Fig ), desenvolvido pelo escritório UNA Arquitetos em 2000, inclui a reforma e o restauro nos edifícios Rui Barbosa e Joaquim Nabuco fazendo com que ambos sejam núcleos de arte contemporânea. O Edifício Rui Barbosa abriga o Centro Universitário Maria Antônia (CEUMA) e o Teatro da USP (Universidade de São Paulo), já o Edifício Joaquim Nabuco abriga o Instituto de Arte Contemporânea (IAC). Fig Maquete eletrônica

49 48 Fig Foto aérea Consolação Fig Foto aérea, destaque para o Centro Universitário Maria Antônia.

50 Fig Planta, análise e cortes e 49

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