Arquitetura Cliente/Servidor para o comando remoto de um automóvel

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Arquitetura Cliente/Servidor para o comando remoto de um automóvel"

Transcrição

1 Universidade Federal de Minas Gerais Curso de Graduação em Engenharia de Controle e Automação Projeto de Fim de Curso II Arquitetura Cliente/Servidor para o comando remoto de um automóvel Pedro Sampaio Cotta Orientador: Luciano Cunha de Araújo Pimenta Supervisor: Danilo Alves de Lima Novembro de 2010

2 Monograa Arquitetura Cliente/Servidor para o comando remoto de um automóvel Monograa submetida à banca examinadora para avaliação curricular da disciplina PFCII, para obtenção do grau de Engenheiro de Controle e Automação. Belo Horizonte, Novembro de 2010

3 i Resumo O desenvolvimento de sistemas de operação remota surgiu a partir da necessidade de trabalhar-se em condições insalubres ou perigosas. A Engenharia de Controle e Automação tem papel importante nesta área, pois está ligada ao desenvolvimento de sistemas robóticos capazes de atuar nas mais variadas condições. Um exemplo típico de tecnologia desenvolvida neste campo são as sondas de exploração enviadas a Marte. O Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento de Veículos Autônomos (PDVA) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vem desenvolvendo sistemas de controle e automação para um veículo de passeio, Chevrolet Astra, de forma a torná-lo autônomo. No presente projeto foi proposta uma alternativa para a operação remota deste veículo, utilizando-se comunicação wireless, o que possibilita o acesso a informações sobre o veículo e o envio de comandos através de um computador externo. Através do desenvolvimento de programas em linguagem C/C++ e C# foi criada uma estrutura do tipo cliente-servidor utilizando sockets, sendo que ao operador está disponibilizada uma aplicação com interface gráca para operação e visualização de dados medidos enquanto que o servidor, instalado no veículo, oferece funções de comando para o veículo e leitura de dados medidos e vídeo em tempo real. Palavras Chave: Veículo Autônomo, Controle Remoto, Arquitetura Cliente/Servidor, Vídeo em Tempo Real

4 Abstract The development of remote operating systems stems from the problem of working in unhealthy or dangerous conditions. The Control and Automation Engineering has an important role in this area, because it is attached to the development of robotic systems which are capable to operate in several conditions. One typical example are the exploration probes sent to Mars. The Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento de Veículos Autônomos (PDVA) from Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) has been developing control and automation systems for a vehicle, Chevrolet Astra, in order to make it autonomous. In this project, it was proposed an alternative for the remote operation of the vehicle using wireless communication. This allows for retrieving information from the vehicle and sending commands to by means of an computer. The objective of this project is the development of a remote control system for operating a car. By the development of programs in C/C++ and C# a server/client structure was created using sockets. In the client side an application with graphical interface for operation is available and in the server side, which is installed in the vehicle, command functions, measured data and real time video are oered. Keywords: Autonomous Vehicle, Remote Control, Server/Client Architecture, Real Time Video

5 Agradecimentos Agradeço a minha família e amigos pelo apoio. Aos colegas de curso que deram suporte durante os momentos difíceis. À Alice que sempre me incentivou. Agradeço também aos colegas do CORO, principalmente ao Danilo, que ajudaram a tornar este trabalho possível. Agradeço aos professores Luciano e Guilherme pela orientação e a oportunidade de realizar este projeto.

6 Lista de Abreviaturas e Siglas CADU Carro Autônomo Desenvolvido na UFMG PDVA Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento de Veículos Autônomos UFMG Universidade Federal de Minas Gerais CORO Laboratório de Sistemas de Computação e Robótica DEE Departamento de Engenharia Elétrica TCP Transmission Control Protocol UDP User Datagram Protocol JPEG Joint Photographic Experts Group OSI Open Systems Interconnection ISO International Organization for Standardization API Application Programming Interface IP Internet Protocol UAV Unmanned Aircraft Vehicles NASA National Aeronautics and Space Administration ROV Remotely operated underwater vehicle UML Unied Modeling Language GPS Global Positioning System UCE Unidade Central Eletrônica PWM Pulse Width Modulation PIC Programmable Interface Controller USB Universal Serial Bus ABS Antiblockier-Bremssystem

7 v Mbps Mega bits por segundo ASCII American Standard Code for Information Interchange

8 Sumário Resumo Abstract Agradecimentos Lista de Abreviaturas e Siglas Lista de Figuras i ii iii iv viii 1 Introdução A Empresa Motivação Objetivos do Projeto Organização do Trabalho Revisão Bibliográca História da Operação Remota Operação Remota Protocolos de Comunicação Arquitetura OSI UDP TCP API de Sockets Streaming de Vídeo Programação Concorrente Descrição do Processo Carro Autônomo Desenvolvido na UFMG (CADU) Acelerador Freio Câmbio Direção vi

9 SUMÁRIO vii Ângulo das Rodas Velocidade do Veículo Tablet PC Câmera de Visão Estereo Notebook cliente Desenvolvimento O Software implementado O modelo de comunicação A aplicação cliente Aplicação Servidora Resultados Experimentais Módulo de Comandos Dados Sensoriais do veículo Transmissão e exibição de vídeo em tempo real Conclusão 39 Referências Bibliográcas 41

10 Lista de Figuras 1.1 Foto Carro Autônomo Desenvolvido na UFMG (CADU), retirada de [CORO, 2010] UAV utilizado pelo exército americano à sua esquerda e sua estação de operação à direita [Fong and Thorpe, 2001] Sonda de exploração Soviética enviada a Marte à sua esquerda e sua estaçao de operação à direita [Fong and Thorpe, 2001] Buggy operado remotamente (esquerda) e veículo de combate da marinha norte americana (direita) [Fong and Thorpe, 2001] Robô usado no acesso ao reator da usina de Chernobyl [Fong and Thorpe, 2001] ROV Centurion QX para operação em área oshore Arquitetura OSI [Peterson and Davie, 2004] Cabeçalho do pacote UDP [Peterson and Davie, 2004] Procedimento para troca de dados do protocolo TCP [A+, 2010] Cabeçalho do pacote TCP [Peterson and Davie, 2004] Aplicação típica sobre UDP, retirado de [Filho, 2010a] Aplicação típica sobre TCP, retirado de [Filho, 2010a] Foto do CADU equipado com a câmera de visão estereo [CORO, 2010] Módulos presentes no CADU [Sabbagh, 2009] Diagrama de classes do CADU utilizadas neste projeto Câmera de visão estéreo do CADU que simula o sistema de visão humano Diagrama de contexto do projeto Diagrama de classes do modelo de comunicação Interface gráca da Aplicação do Cliente Região de Interesse destacada de vermelho Variação de set point do freio no tempo Utilização da banda da transmissão de vídeo (320 x 240) a 10Hz Consumo máximo da rede limitado pelo custo computacional do software Consumo de rede considerando os três módulos operando paralelamente.. 38 viii

11 Capítulo 1 Introdução Veículos operados por controle remoto são usados em variadas situações. Este tipo de tecnologia vem sendo largamente empregada na exploração de oceanos e do espaço, por exemplo. Com o rápido desenvolvimento da tecnologia de redes surgem inúmeras possibilidades para operação afastada. O projeto apresentado, nesta monograa, trata-se do desenvolvimento de um sistema de controle remoto para um carro autônomo. Para tanto, foi disponibilizado um programa que permite operar o veículo ao mesmo tempo em que exibe dados coletados de sensores e video em tempo real. 1.1 A Empresa O projeto de m de curso foi desenvolvido na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no Laboratório de Sistemas de Computação e Robótica (CORO) do Departamento de Engenharia Elétrica (DEE), que é um dos laboratórios associados ao Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento de Veículos Autônomos (PDVA). O CORO é um laboratório de pesquisa e desenvolvimento que atua nas áreas de:[coro, 2010]: Robótica; Visão Computacional; Processamento de Imagens Digitais; Sistemas Integrados de Hardware e Software; Sistemas a Eventos Discretos; Instrumentação; Controle por Computador. 1

12 1.2 Motivação 2 Além de pesquisa e desenvolvimento, o CORO ainda oferece suporte à parte experimental das disciplinas "Manipuladores Robóticos", "Detecção e Análise de Imagens"e "Planejamento de Movimento e Estratégias de Controle de Robôs". Estas disciplinas são ministradas para alunos dos cursos de graduação em Engenharia Elétrica, Engenharia de Controle e Automação e para alunos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica. O CORO se localiza à Av. Antônio Carlos, 6627, Belo Horizonte-MG, CEP , Prédio da Engenharia Sala O responsável pelo laboratório é o professor Guilherme Augusto Silva Pereira. 1.2 Motivação As universidades e as empresas do ramo automobilístico têm estimulado o desenvolvimento de pesquisas e projetos em tecnologia de veículos autônomos. O principal apelo deste tipo de técnica é a promoção de melhorias substantivas para os condutores, principalmente no que se refere a: Conforto e segurança, pois são disponibilizados sistemas de controle que mantém o motorista mais informado, melhoram a resposta do veículo a perturbações externas, evitam colisões e promovem controle de estabilidade; Acessibilidade, na medida em que se possibilita, à pessoas com necessidades especiais, a operar o veículo; O trabalho desenvolvido nesta monograa tem maior empregabilidade em situações onde a operação do automóvel não pode ser realizada no interior do veículo, devido a falta de condições adequadas a vida humana no local. É óbvio que o automóvel Astra não se adequa a este tipo de situação. Neste caso pretende-se justicar a motivação pela arquitetura de comunicação similar entre o projeto e os casos exemplicados, independente do tipo de aplicação. Como exemplo destas situações, pode-se citar a inspeção de tubulações - local onde não há espaço físico-, a exploração dos locais mais inóspitos do planeta através de sondas e até mesmo a desativação de bombas realizada por veículos. O controle a distância ou controle remoto é uma solução desenvolvida para este tipo de situação, criando-se um sistema de atuadores e sensores que enviam dados através de um servidor e recebem comandos de um cliente. O fato de se retirar o operador de situações perigosas e insalubres abre possibilidades para a realização das mais variadas tarefas, além de poder-se pensar no controle remoto como um sistema de segurança para veículos que operam de modo autônomo. As grandes empresas de mineração, por exemplo, possuem caminhões coordenados e operados softwares que comandam as rotas. No caso de eventuais falhas com algum caminhão é

13 1.3 Objetivos 3 necessário que um motorista se desloque até o local do problema e retire o caminhão da rota. Com a utilização do controle remoto, seria possível alternar o sistema de operação do veículo, de automático para manual, deste modo realizando-se a remoção à distância. 1.3 Objetivos do Projeto Visando incorporar um sistema de controle remoto através de uma arquitetura do tipo cliente/servidor, este trabalho tem como objetivo disponibilizar uma interface para operação à distância do CADU. Uma foto do mesmo é apresentada na gura 1.1. Deste modo espera-se ser possível dirigir sem a necessidade de estar dentro, ou até no mesmo local, onde se encontra o carro. Figura 1.1: Foto Carro Autônomo Desenvolvido na UFMG (CADU), retirada de [CORO, 2010] Para alcançar os objetivos propostos, a realização deste projeto foi decomposta nas seguintes etapas: Implementação de um programa servidor para disponibilizar dados do veículo e executar comandos recebidos de clientes; Implementação de um programa cliente capaz de ler e exibir os dados do servidor, além de fornecer uma interface para operação; Desenvolvimento de um sistema de streaming de vídeo para capturar em tempo real as imagens de uma câmera e disponibilizá-las na interface do cliente;

14 1.4 Organização do Trabalho 4 Pesquisa e implementação de uma interface para aprimorar a dirigibilidade através do cliente; Validação dos sistemas propostos a partir de experimentação no CADU; 1.4 Organização do Trabalho Este trabalho está organizado em seis capítulos. Este apresentou o projeto e o contexto no qual ele foi desenvolvido. O segundo contém a revisão bibliográca, equanto que, o terceiro descreve o processo que envolve o sistema de comando dos atuadores e leitura dos sensores e vídeo da câmera. No quarto capítulo é abordada a metodologia de desenvolvimento, seguida pela implementação dos módulos de comunicação. O capítulo cinco apresenta os testes e a análise dos resultados obtidos e no sexto é feita a conclusão da monograa e são apresentadas algumas sugestões de continuidade ao projeto.

15 Capítulo 2 Revisão Bibliográca 2.1 História da Operação Remota De acordo com [Fong and Thorpe, 2001], o conceito de veículos remotamente operados surgiu por volta do ano Mas começaram a ser largamente utilizados somente em A partir de então inúmeros projetos começaram a aparecer. Hoje em dia temos varios exemplos do uso em meio aéreo, aquático e terrestre. Veículos aéreos remotamente operados existem desde 1997 [Christopher, 1997] apesar de que foguetes teleguiados serem utlizados bem antes desta data. Os primeiros foram utilizados pelo exército Americano. Os aviões eram programados para seguir uma trajetória pré determinada e também podiam ser operados manualmente através de comunicação por rádio. Hoje em dia esses aviões são usados para reconhecimento de territórios e identicação de alvos. A operação pode ser realizada através de joysticks conectados por rádio ou link de satélites. A gura 2.1 mostra um exemplo de Unmanned Aircraft Vehicles (UAV). Figura 2.1: UAV utilizado pelo exército americano à sua esquerda e sua estação de operação à direita [Fong and Thorpe, 2001] Veículos terrestres também são utilizados em operação remota. Um dos primeiros do tipo a ser empregado para exploração foi o robô Soviético de exploração Lunokhods mostrado na gura 2.2 que explorou a lua na década de A National Aeronautics 5

16 2.1 História da Operação Remota 6 and Space Administration (NASA) também projetou vários robôs utilizando o Sojouner na exploração da lua. Figura 2.2: Sonda de exploração Soviética enviada a Marte à sua esquerda e sua estaçao de operação à direita [Fong and Thorpe, 2001] Na área de automóveis os primeiros foram os buggys de exploração e vigilância, projetados na década de 80. Este tipo de veículo é caracterizado pela sua capacidade de operação nos terrenos mais irregulares. Recentemente temos veículos de combate mais desenvolvidos como Gladiator da marinha norte ameircana (gura 2.3) que possui sistemas de intensicação de imagem e sensores térmicos Figura 2.3: Buggy operado remotamente (esquerda) e veículo de combate da marinha norte americana (direita) [Fong and Thorpe, 2001] Exite também um outro tipo de veículo de pequeno porte usado na exploração de locais inóspitos e inacessíveis ao ser humano. Os pioneiros nesta tarefa foram os veículos utilizados no reparo do reator da usina nuclear de Three Mile Island e no acesso ao reator danicado da usina de Chernobyl como mostrado na gura 2.4. Apesar da grande importância dos veículos citados, o ramo onde a operação remota é mais utilizada é o submarino. Remotely operated underwater vehicle (ROV) são usados desde o inicio do século XX. A descoberta de recursos naturais em oceanos profundos, levou as empresas petroleiras a destinarem recursos na pesquisa de desenvolvimento destes veículos com intuito de

17 2.1 História da Operação Remota 7 Figura 2.4: Robô usado no acesso ao reator da usina de Chernobyl [Fong and Thorpe, 2001] descobrir novas reservas de óleo e gás e em seguida explorá-las. A gura 2.5 mostra um ROV utilizado pela empresa Petrobrás na exploração e manutenção de plataformas. Figura 2.5: ROV Centurion QX para operação em área oshore A comunicação com o ROV geralmente é feita atráves de um cabo, que pode ser de bra ótica, com ele também temos um cabo para transmissão de energia para o motor. Este fato gera uma limitação, pois, a maioria dos ROV tem alcance máximo perto dos três mil metros de profundidade.

18 2.2 Operação Remota Operação Remota Operação remota é denida pela literatura como controle contínuo e direto de uma máquina remota [Sayers, 1999]. Em outras palavras, ela permite que um operador movimente uma máquina, exercendo força sobre esta e ainda receba dados sensoriais, estes podendo ser sobre forma visual, sonora ou tátil [Satyanarayanan, 1996]. Com a introdução da tecnologia de operação remota, foram desenvolvidas interfaces capazes de prover uma interação entre homem e máquina, permitindo que serviços, antes impossíveis, pudessem ser realizados. Um sistema de controle remoto pode ser classicado de acordo com o grau de automação utilizado. Variando da mínima para a máxima autonomia, a operação remota pode ser classicada como [Zhai and Milgram, 1991]: Controle manual sem auxílio computacional; Controle manual com signicativo auxílio ou transformação computacional; Controle supervisório com predomínio do controle realizado pelo operador humano; Controle supervisório com predomínio do controle realizado pelo computador; Controle completamente automático, onde os operadores humanos observam o processo sem intervenções. No que diz respeito à interação entre homem e máquina também pode-se classicar a operação remota de acordo com as características presentes no sistema [Zhai and Milgram, 1991]: Modelo Mestre-Escravo Este modelo descreve o sistema mais tradicional, no qual o operador humano observa o ambiente de trabalho remoto através de um sistema de vídeo e manipula a máquina por meio de um console. A estrutura mestre-escravo provê uma interface intuitiva para o controle remoto de sistemas, mas tem a desvantagem de causar cansaço físico no operador; Modelo de Telepresença Para alcançar uma alta delidade na comunicação entre o mestre e o escravo, foram desenvolvidos sistemas antropomórcos [Baudel and Beaudouin-Lafon, 1993], de forma a oferecer uma melhor forma de transmissão das capacidades humanas de solução de problemas e de manipulação em ambientes hostis. Os sistemas de telepresença utilizam displays montados na cabeça, sensores de movimento montados no corpo do operador, realimentação de força, entre outras tecnologias. A meta nal desses sistemas é fazer o operador sentir-se presente no local de trabalho remoto, obtendo-se, assim, melhores condições de realização de tarefas. Apesar disso

19 2.2 Operação Remota 9 o cansaço imposto ao operador ainda é alto, e o preço deste tipo de sistema é muito alto; Modelo Professor-Aluno O modelo professor-aluno dene a função de professor ao operador humano, e assume que o robô (aluno) possui inteligência suciente para reconhecer e atuar em uma situação já aprendida. Embora este tipo de sistema ainda precise ser desenvolvido e as soluções, neste caso, podem se tornar bastante complexas, o benefício gerado em conforto e eciência é grande; Modelo Supervisor-Companheiro Neste caso, o operador humano serve como um supervisor, ao invés de projetar-se no ambiente remoto. Com a companhia do operador humano, o sistema robótico incorpora capacidades computacionais, como precisão e capacidades sensoriais, para a realização das tarefas. A comunicação homem-robô pode ser facilitada com o uso de grácos interativos, controle com vários graus de liberdade, e interfaces híbridas. Estabelecida a comunicação entre homem e máquina, deve-se observar a relação entre a máquina remota e seu ambiente. Neste aspecto também pode-se classicar os ambientes [Nichols et al., 2002]: Ambiente Remoto Totalmente Modelado Os objetos sendo manipulados, o ambiente e os procedimentos operacionais são repetitivos ou variantes, mas previsíveis; Ambiente Remoto Parcialmente Modelado Nesta categoria incluem-se todos os potenciais procedimentos operacionais das tarefas que não podem ser antecipadas em sucientes detalhes para uma pré-programação efetiva. Nesses casos, entretanto, é possível algum conhecimento geométrico do ambiente, podendo ser modelado a priori; Ambiente Remoto Desconhecido Esta categoria difere da anterior pelo fato de que pouca ou nenhuma informação sobre o ambiente e seus objetos é conhecida a priori. Exemplos desse tipo são os de robótica submarina, mineração, limpeza de resíduos nucleares e robótica militar. Analisando a proposta de operação do veículo autônomo e classicando-a de acordo com as características do sistema, nota-se que o projeto trata de um controle manual com auxílio computacional, baseado no modelo mestre escravo em um ambiente remoto desconhecido.

20 2.3 Protocolos de Comunicação Protocolos de Comunicação Arquitetura OSI Antes de citar os protocolos de comunicação utilizados, é preciso considerar a estrutura na qual eles são emoldurados. A International Organization for Standardization (ISO) deniu a arquitetura Open Systems Interconnection (OSI) que especica o modo como computadores devem ser conectados. Resumidamente, a arquitetura dividiu em sete camadas as funcionalidades da rede, como pode ser visto na gura 2.6. Figura 2.6: Arquitetura OSI [Peterson and Davie, 2004] Percorrendo as camadas na sequência de comunicação, a camada de aplicação oferece serviços que os programas utilizam para se comunicar, dados são transformados do formato usado internamente no processo e são codicados para o padrão que o protocolo de comunicação dene. A camada de apresentação é responsável por traduzir o dado recebido pela camada de aplicação para o formato no qual a mensagem será transmitida, por exemplo, de American Standard Code for Information Interchange (ASCII) para Unicode. A camada de sessão permite que as aplicações estabeleçam sessões entre elas, sendo encarregada de iniciar, gerenciar e terminar a conexão entre os hosts. A camada de transporte, estudada com mais profundidade neste trabalho, é responsável por gerenciar o processo de recebimento e envio de dados. Após a camada de sessão estabelecer a comunicação entre os hosts ca a cargo da camada de transporte realizar controle de uxo, ordenação de pacotes e correção de erros. A ISO categoriza os protocolos desta camada em dois tipos: Orientados a conexão e Não-Orientados à conexão. O protocolo Transmission Control Protocol (TCP) é um exemplo de protocolo de transporte

21 2.3 UDP 11 orientado a conexão e o User Datagram Protocol (UDP), de não orientado à conexão. Os dois protocolos foram detalhados posteriormente. Na camada de rede os dados são tratados como pacotes, nela é feito o roteamento entre os hosts até que os dados cheguem ao destino. A camada de enlace é a responsável pelo envio e recepção de quadros para a camada física, podendo opcionalmente corrigir erros da camada física. Ocupando o ultimo lugar da lista, a camada física trata da transmissão dos bits brutos através de um enlace de comunicação UDP De acordo com [Peterson and Davie, 2004], UDP é o protocolo da camada de transporte mais simples, pois a única funcionalidade que oferece é a demultiplexação, responsável pela comunicação de vários processos na mesma máquina de modo simultâneo. Alêm disso o UDP somente estende o serviço de entrega entre hosts da rede para a aplicação. Uma conseqüência da simplicidade é que o cabeçalho do pacote UDP é pequeno, e normalmente contém a porta do transmissor e do receptor, o tamanho dos dados e a soma de vericação (checksum), todos de 16 bits como pode ser conferido na gura 2.7. Figura 2.7: Cabeçalho do pacote UDP [Peterson and Davie, 2004] O protocolo UDP é pouco conável, uma vez que a entrega de datagramas pode ser feita fora de ordem e pacotes podem ser perdidos sem nenhum conhecimento do receptor. Geralmente é empregado em uxos de áudio e vídeo, situação em que não há problema na perda ou descarte de pacotes, pois a maior necessidade está na velocidade de transmissão, característica que favorece seu uso uma vez que seu pacote é feito praticamente de dados. O protocolo também é a escolha adequada para aplicações em tempo real, de broadcasting 1 e multicasting 2. Outro ponto negativo em relação ao uso do protocolo UDP é o seu uso em redes sem o, já que a perda de pacotes neste meio é relativamente mais acentuada, crescendo à medida que a distância entre os hosts aumenta [Jing et al., 1999]. 1 Processo pelo qual se transmite ou difunde determinada informação para muitos receptores ao mesmo tempo 2 Transmissão de informações a um grupo de computadores de destino simultaneamente com uma única transmissão da fonte e criação de cópias automaticamente em outros elementos da rede

22 2.3 TCP TCP O protocolo TCP, diferentemente do UDP, oferece outros serviços além da demultiplexação de dados. O protocolo proporciona um uxo de dados conável, orientado a conexão. Isto é algo bastante útil para aplicações porque evita a preocupação com a chegada de dados em ordem errada ou faltando partes [Peterson and Davie, 2004]. Em matéria de protocolos orientados a conexão, o TCP é um dos mais utilizados e ecientes. O uxo de dados conável é realizado através da adição de campos ao cabeçalho contendo informações extras como número de seqüência, usado no ordenamento dos pacotes, o número de conrmação de recebimento ou ACK, ags e outros. Munido destas funcionalidades o protocolo TCP realiza troca de dados entre um cliente e um servidor quando um pacote com o ag SYM é enviado por um cliente. O servidor responde em seguida enviando um pacote com ACK + SYM e, então, o cliente devolve um pacote com o ACK estabelecendo a conexão. A troca de dados também é realizada sempre com a conrmação de recebimento através do ACK. A gura 2.8 a seguir exemplica o processo de troca de dados. Figura 2.8: Procedimento para troca de dados do protocolo TCP [A+, 2010] Além dos mecanismos de controle citados o protocolo TCP também possui o campo de soma de vericação, como pode ser visto na gura 2.9 do cabeçalho TCP. Ao se comparar o tamanho do cabeçalho do protocolo TCP com o do UDP é possível ver que existe uma diferença evidente em relação ao tamanho. Os mesmos motivos que tornam o pacote TCP conável, também o tornam lento em relação ao UDP. Como explicado em [Filho, 2010b], o TCP retransmite pacotes defeituosos ou faltantes automaticamente. Isto provoca atrasos que dicultam o controle de jitter 3. Por esta razão é preciso escolher pesando-se os prós e contras sobre qual protocolo usar dependendo do que sua aplicação demanda. 3 No contexto de redes de computadores jitter é a variação estatistica no retardo da entrega de pacotes de rede sendo medido pela média do tempo de atraso de entrega de uma seqüência.

23 2.3 API de Sockets 13 Figura 2.9: Cabeçalho do pacote TCP [Peterson and Davie, 2004] API de Sockets A Application Programming Interface (API) de sockets, também conhecida como Berkeley Sockets, devido ao fato de ter sido desenvolvida na universidade de Berkeley, é uma biblioteca usada para possibilitar comunicação entre aplicações desenvolvidas na linguagem de programação C [Filho, 2010a]. Derivada da API de sockets de Berkeley a API Winsock foi desenvolvida com o mesmo propósito. Sockets suportam tanto o protocolo TCP como UDP, e são freqüentemente usados para desenvolvimento de aplicações cliente-servidor. A biblioteca mais recente para ambiente Windows é a Winsock2. As guras 2.10 e 2.11 a seguir, exemplicam a seqüência de passos para realizar-se a comunicação usando sockets com TCP e UDP. No programa cliente, para o protocolo TCP, é executada a função WSAStartup que é a responsável pela inicialização das funcionalidades da biblioteca, em seguida é criado um socket que recebe como parâmetro a família de protocolos a ser usada. O passo seguinte é iniciar a conexão, para isto foi usada a função connect especicando o endereço Internet Protocol (IP) e a porta a ser utilizada. Estabelecida a conexão, o envio e recebimento de dados podem ser realizados com as funções send e recv. Para encerrar a conexão devemos invocar closesocket e em seguida WSACleanup. O servidor TCP também executa-se a função WSAStartup e cria-se um socket. A diferença acontece no passo seguinte quando devemos converter o socket criado para um socket de escuta. Para isso é executada a função listen. Em seguida executa-se a função accept para que o servidor que bloqueado aceitando conexões. O envio e recebimento de dados assim como o encerramento do servidor, são feitos de modo análogo ao explicado no cliente.

APOSTILA DE REDES DE COMPUTADORES PARTE - III

APOSTILA DE REDES DE COMPUTADORES PARTE - III APOSTILA DE REDES DE COMPUTADORES PARTE - III 1 REDE DE COMPUTADORES III 1. Introdução MODELO OSI ISO (International Organization for Standardization) foi uma das primeiras organizações a definir formalmente

Leia mais

TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP

TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP HTTP (Hypertext Transfer Protocol ) Protocolo usado na Internet para transferir as páginas da WWW (WEB). HTTPS (HyperText Transfer

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br - Aula 1- MODELO DE CAMADAS 1. INTRODUÇÃO A compreensão da arquitetura de redes de computadores envolve a compreensão do modelo de camadas. O desenvolvimento de uma arquitetura de redes é uma tarefa complexa,

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com - Aula Complementar - MODELO DE REFERÊNCIA OSI Este modelo se baseia em uma proposta desenvolvida pela ISO (International Standards Organization) como um primeiro passo em direção a padronização dos protocolos

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores... 1 Mobilidade... 1 Hardware de Rede... 2 Redes Locais - LANs... 2 Redes metropolitanas - MANs... 3 Redes Geograficamente Distribuídas - WANs... 3 Inter-redes... 5 Software de Rede...

Leia mais

Sistemas Distribuídos Capítulos 3 e 4 - Aula 4

Sistemas Distribuídos Capítulos 3 e 4 - Aula 4 Sistemas Distribuídos Capítulos 3 e 4 - Aula 4 Aula passada Threads Threads em SDs Processos Clientes Processos Servidores Aula de hoje Clusters de Servidores Migração de Código Comunicação (Cap. 4) Fundamentos

Leia mais

Capítulo 7 CAMADA DE TRANSPORTE

Capítulo 7 CAMADA DE TRANSPORTE Capítulo 7 CAMADA DE TRANSPORTE SERVIÇO SEM CONEXÃO E SERVIÇO ORIENTADO À CONEXÃO Serviço sem conexão Os pacotes são enviados de uma parte para outra sem necessidade de estabelecimento de conexão Os pacotes

Leia mais

MÓDULO 7 Modelo OSI. 7.1 Serviços Versus Protocolos

MÓDULO 7 Modelo OSI. 7.1 Serviços Versus Protocolos MÓDULO 7 Modelo OSI A maioria das redes são organizadas como pilhas ou níveis de camadas, umas sobre as outras, sendo feito com o intuito de reduzir a complexidade do projeto da rede. O objetivo de cada

Leia mais

Nota de Aplicação. Integrando controladores em rede Ethernet com protocolo UDP. HI Tecnologia. Documento de acesso público

Nota de Aplicação. Integrando controladores em rede Ethernet com protocolo UDP. HI Tecnologia. Documento de acesso público Nota de Aplicação Integrando controladores em rede Ethernet com protocolo UDP HI Tecnologia Documento de acesso público ENA.00030 Versão 1.00 setembro-2013 HI Tecnologia Integrando controladores em rede

Leia mais

Redes de Computadores (PPGI/UFRJ)

Redes de Computadores (PPGI/UFRJ) Redes de Computadores (PPGI/UFRJ) Aula 1: Apresentação do curso e revisão de interface de sockets 03 de março de 2010 1 2 O que é a Internet 3 4 Objetivos e página do curso Objetivos Apresentar a motivação,

Leia mais

MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY SLOAN SCHOOL OF MANAGEMENT. Fatores Tecnológicos, Estratégicos e Organizacionais

MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY SLOAN SCHOOL OF MANAGEMENT. Fatores Tecnológicos, Estratégicos e Organizacionais MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY SLOAN SCHOOL OF MANAGEMENT 15.565 Integração de Sistemas de Informação: Fatores Tecnológicos, Estratégicos e Organizacionais 15.578 Sistemas de Informação Global:

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Capítulo 1 Gustavo Reis gustavo.reis@ifsudestemg.edu.br - O que é a Internet? - Milhões de elementos de computação interligados: hospedeiros = sistemas finais - Executando aplicações

Leia mais

APLICAÇÃO REDE APLICAÇÃO APRESENTAÇÃO SESSÃO TRANSPORTE REDE LINK DE DADOS FÍSICA 1/5 PROTOCOLOS DE REDE

APLICAÇÃO REDE APLICAÇÃO APRESENTAÇÃO SESSÃO TRANSPORTE REDE LINK DE DADOS FÍSICA 1/5 PROTOCOLOS DE REDE 1/5 PROTOCOLOS DE O Modelo OSI O OSI é um modelo usado para entender como os protocolos de rede funcionam. Para facilitar a interconexão de sistemas de computadores, a ISO (International Standards Organization)

Leia mais

5 Sistema Experimental

5 Sistema Experimental 5 Sistema Experimental Este capitulo apresenta o sistema experimental utilizado e é composto das seguintes seções: - 5.1 Robô ER1: Descreve o robô utilizado. É dividida nas seguintes subseções: - 5.1.1

Leia mais

Câmera CFTV Digital Sem Fio

Câmera CFTV Digital Sem Fio Câmera CFTV Digital Sem Fio Manual do Usuário Você acaba de adquirir um produto Leadership, testado e aprovado por diversos consumidores em todo Brasil. Neste manual estão contidas todas as informações

Leia mais

Prof. Marcelo Machado Cunha Parte 3 www.marcelomachado.com

Prof. Marcelo Machado Cunha Parte 3 www.marcelomachado.com Prof. Marcelo Machado Cunha Parte 3 www.marcelomachado.com Protocolo é a linguagem usada pelos dispositivos de uma rede de modo que eles consigam se comunicar Objetivo Transmitir dados em uma rede A transmissão

Leia mais

Considerações no Projeto de Sistemas Cliente/Servidor

Considerações no Projeto de Sistemas Cliente/Servidor Cliente/Servidor Desenvolvimento de Sistemas Graça Bressan Graça Bressan/LARC 2000 1 Desenvolvimento de Sistemas Cliente/Servidor As metodologias clássicas, tradicional ou orientada a objeto, são aplicáveis

Leia mais

A Camada de Rede. A Camada de Rede

A Camada de Rede. A Camada de Rede Revisão Parte 5 2011 Modelo de Referência TCP/IP Camada de Aplicação Camada de Transporte Camada de Rede Camada de Enlace de Dados Camada de Física Funções Principais 1. Prestar serviços à Camada de Transporte.

Leia mais

Capítulo VI Telecomunicações: Redes e Aplicativos

Capítulo VI Telecomunicações: Redes e Aplicativos Capítulo VI Telecomunicações: Redes e Aplicativos Uma rede nada mais é do que máquinas que se comunicam. Estas máquinas podem ser computadores, impressoras, telefones, aparelhos de fax, etc. Se interligarmos

Leia mais

Capítulo 11 - Camada de Transporte TCP/IP e de Aplicação. Associação dos Instrutores NetAcademy - Julho de 2007 - Página

Capítulo 11 - Camada de Transporte TCP/IP e de Aplicação. Associação dos Instrutores NetAcademy - Julho de 2007 - Página Capítulo 11 - Camada de Transporte TCP/IP e de Aplicação 1 Introdução à Camada de Transporte Camada de Transporte: transporta e regula o fluxo de informações da origem até o destino, de forma confiável.

Leia mais

Modelos de Camadas. Professor Leonardo Larback

Modelos de Camadas. Professor Leonardo Larback Modelos de Camadas Professor Leonardo Larback Modelo OSI Quando surgiram, as redes de computadores eram, em sua totalidade, proprietárias, isto é, uma determinada tecnologia era suportada apenas por seu

Leia mais

O que é uma rede industrial? Redes Industriais: Princípios de Funcionamento. Padrões. Padrões. Meios físicos de transmissão

O que é uma rede industrial? Redes Industriais: Princípios de Funcionamento. Padrões. Padrões. Meios físicos de transmissão O que é uma rede industrial? Redes Industriais: Princípios de Funcionamento Romeu Reginato Julho de 2007 Rede. Estrutura de comunicação digital que permite a troca de informações entre diferentes componentes/equipamentos

Leia mais

Notas de Aplicação. Utilizando o servidor de comunicação SCP Server. HI Tecnologia. Documento de acesso público

Notas de Aplicação. Utilizando o servidor de comunicação SCP Server. HI Tecnologia. Documento de acesso público Notas de Aplicação Utilizando o servidor de comunicação SCP Server HI Tecnologia Documento de acesso público ENA.00024 Versão 1.02 dezembro-2006 HI Tecnologia Utilizando o servidor de comunicação SCP Server

Leia mais

Sistemas Distribuídos. Professora: Ana Paula Couto DCC 064

Sistemas Distribuídos. Professora: Ana Paula Couto DCC 064 Sistemas Distribuídos Professora: Ana Paula Couto DCC 064 Comunicação- Protocolos, Tipos, RPC Capítulo 4 Agenda Protocolos em Camadas Pilhas de Protocolos em Sistemas Distribuídos Tipos de Comunicação

Leia mais

UMA ABORDAGEM SOBRE A INTERFACE DE PROGRAMAÇÃO DE APLICAÇÕES SOCKETS E A IMPLEMENTAÇÃO DE UM SERVIDOR HTTP

UMA ABORDAGEM SOBRE A INTERFACE DE PROGRAMAÇÃO DE APLICAÇÕES SOCKETS E A IMPLEMENTAÇÃO DE UM SERVIDOR HTTP UMA ABORDAGEM SOBRE A INTERFACE DE PROGRAMAÇÃO DE APLICAÇÕES SOCKETS E A IMPLEMENTAÇÃO DE UM SERVIDOR HTTP Alan Jelles Lopes Ibrahim, alan.jelles@hotmail.com Eduardo Machado Real, eduardomreal@uems.br

Leia mais

Revisão. Karine Peralta karine.peralta@pucrs.br

Revisão. Karine Peralta karine.peralta@pucrs.br Revisão Karine Peralta Agenda Revisão Evolução Conceitos Básicos Modelos de Comunicação Cliente/Servidor Peer-to-peer Arquitetura em Camadas Modelo OSI Modelo TCP/IP Equipamentos Evolução... 50 60 1969-70

Leia mais

Software de rede e Modelo OSI André Proto UNESP - São José do Rio Preto andre.proto@sjrp.unesp.br O que será abordado Hierarquias de protocolos (camadas) Questões de projeto relacionadas às camadas Serviços

Leia mais

Engenharia Elétrica Eletrônica Slides 20: TCP/IP em Winsocks 2. API do Windows para programar utilizando o protocolo TCP/IP Prof. Jean Marcelo SIMÃO

Engenharia Elétrica Eletrônica Slides 20: TCP/IP em Winsocks 2. API do Windows para programar utilizando o protocolo TCP/IP Prof. Jean Marcelo SIMÃO Engenharia Elétrica Eletrônica Slides 20: TCP/IP em Winsocks 2. API do Windows para programar utilizando o protocolo TCP/IP Prof. Jean Marcelo SIMÃO Engenharia Elétrica Eletrônica Tutorial: Programação

Leia mais

Sistemas Distribuídos

Sistemas Distribuídos Sistemas Distribuídos Processos I: Threads, virtualização e comunicação via protocolos Prof. MSc. Hugo Souza Nesta primeira parte sobre os Processos Distribuídos iremos abordar: Processos e a comunicação

Leia mais

Sistemas Distribuídos

Sistemas Distribuídos Sistemas Distribuídos Modelo Cliente-Servidor: comunicação orientada por mensagem e comunicação orientada por fluxo Prof. MSc. Hugo Souza Continuando o módulo 03 da primeira unidade, iremos abordar sobre

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA DEPARTAMENTO DE INFORMÁTICA E ESTÁTISTICA GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO DISCIPLINA: COMUNICAÇÃO DE DADOS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA DEPARTAMENTO DE INFORMÁTICA E ESTÁTISTICA GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO DISCIPLINA: COMUNICAÇÃO DE DADOS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA DEPARTAMENTO DE INFORMÁTICA E ESTÁTISTICA GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO DISCIPLINA: COMUNICAÇÃO DE DADOS PROFESSOR: CARLOS BECKER WESTPHALL Terceiro Trabalho

Leia mais

Uma Arquitetura Distribuída de Hardware e Software para Controle de um Robô Móvel Autônomo

Uma Arquitetura Distribuída de Hardware e Software para Controle de um Robô Móvel Autônomo Uma Arquitetura Distribuída de Hardware e Software para Controle de um Robô Móvel Autônomo rbritto@dca.ufrn.br Orientador: Adelardo A. D. Medeiros adelardo@dca.ufrn.br - Universidade Federal do Rio Grande

Leia mais

Redes de Computadores. Protocolos de comunicação: TCP, UDP

Redes de Computadores. Protocolos de comunicação: TCP, UDP Redes de Computadores Protocolos de comunicação: TCP, UDP Introdução ao TCP/IP Transmission Control Protocol/ Internet Protocol (TCP/IP) é um conjunto de protocolos de comunicação utilizados para a troca

Leia mais

Redes de Computadores. Camada de Transporte

Redes de Computadores. Camada de Transporte Redes de Computadores Camada de Transporte Objetivo! Apresentar as características da camada de transporte da arquitetura TCP/IP! Apresentar os serviços fornecidos pela camada de transporte! Estudar os

Leia mais

Claudivan C. Lopes claudivan@ifpb.edu.br

Claudivan C. Lopes claudivan@ifpb.edu.br Claudivan C. Lopes claudivan@ifpb.edu.br Motivação Camadas do modelo OSI Exemplos de protocolos IFPB/Patos - Prof. Claudivan 2 Para que dois ou mais computadores possam se comunicar, é necessário que eles

Leia mais

Equipamentos de Rede. Prof. Sérgio Furgeri 1

Equipamentos de Rede. Prof. Sérgio Furgeri 1 Equipamentos de Rede Repetidor (Regenerador do sinal transmitido)* Mais usados nas topologias estrela e barramento Permite aumentar a extensão do cabo Atua na camada física da rede (modelo OSI) Não desempenha

Leia mais

Arquiteturas de Rede. Prof. Leonardo Barreto Campos

Arquiteturas de Rede. Prof. Leonardo Barreto Campos Arquiteturas de Rede 1 Sumário Introdução; Modelo de Referência OSI; Modelo de Referência TCP/IP; Bibliografia. 2/30 Introdução Já percebemos que as Redes de Computadores são bastante complexas. Elas possuem

Leia mais

Há dois tipos de configurações bidirecionais usados na comunicação em uma rede Ethernet:

Há dois tipos de configurações bidirecionais usados na comunicação em uma rede Ethernet: Comunicação em uma rede Ethernet A comunicação em uma rede local comutada ocorre de três formas: unicast, broadcast e multicast: -Unicast: Comunicação na qual um quadro é enviado de um host e endereçado

Leia mais

UNIVERSIDADE. Sistemas Distribuídos

UNIVERSIDADE. Sistemas Distribuídos UNIVERSIDADE Sistemas Distribuídos Ciência da Computação Prof. Jesus José de Oliveira Neto Comunicação Inter-Processos Sockets e Portas Introdução Sistemas distribuídos consistem da comunicação entre processos

Leia mais

Sistemas Distribuídos. Professora: Ana Paula Couto DCC 064

Sistemas Distribuídos. Professora: Ana Paula Couto DCC 064 Sistemas Distribuídos Professora: Ana Paula Couto DCC 064 Processos- Clientes, Servidores, Migração Capítulo 3 Agenda Clientes Interfaces de usuário em rede Sistema X Window Software do lado cliente para

Leia mais

Notas de Aplicação. Configurando o ezap900/901 para acesso via Ethernet. HI Tecnologia. Documento de acesso público

Notas de Aplicação. Configurando o ezap900/901 para acesso via Ethernet. HI Tecnologia. Documento de acesso público Notas de Aplicação Configurando o ezap900/901 para acesso via Ethernet HI Tecnologia Documento de acesso público ENA.00053 Versão 1.02 abril-2009 HI Tecnologia Configurando o ezap900/901 para acesso via

Leia mais

Aula 03 Regras de Segmentação e Switches

Aula 03 Regras de Segmentação e Switches Disciplina: Dispositivos de Rede II Professor: Jéferson Mendonça de Limas 4º Semestre Aula 03 Regras de Segmentação e Switches 2014/1 19/08/14 1 2de 38 Domínio de Colisão Os domínios de colisão são os

Leia mais

FACULDADE PITÁGORAS. Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos cpgcarlos@yahoo.com.br www.oficinadapesquisa.com.br

FACULDADE PITÁGORAS. Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos cpgcarlos@yahoo.com.br www.oficinadapesquisa.com.br FACULDADE PITÁGORAS DISCIPLINA FUNDAMENTOS DE REDES REDES DE COMPUTADORES Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos cpgcarlos@yahoo.com.br www.oficinadapesquisa.com.br Material elaborado com base nas apresentações

Leia mais

Prof. Manuel A Rendón M

Prof. Manuel A Rendón M Prof. Manuel A Rendón M Tanenbaum Redes de Computadores Cap. 1 e 2 5ª. Edição Pearson Padronização de sistemas abertos à comunicação Modelo de Referência para Interconexão de Sistemas Abertos RM OSI Uma

Leia mais

Sistemas Operacionais 2014 Introdução. Alexandre Augusto Giron alexandre.a.giron@gmail.com

Sistemas Operacionais 2014 Introdução. Alexandre Augusto Giron alexandre.a.giron@gmail.com Sistemas Operacionais 2014 Introdução Alexandre Augusto Giron alexandre.a.giron@gmail.com Roteiro Sistemas Operacionais Histórico Estrutura de SO Principais Funções do SO Interrupções Chamadas de Sistema

Leia mais

SISTEMA DE GRAVAÇÃO DIGITAL COM UM MICROCOMPUTADOR (DVD OU PLACAS DE CAPTURA DE VÍDEO)

SISTEMA DE GRAVAÇÃO DIGITAL COM UM MICROCOMPUTADOR (DVD OU PLACAS DE CAPTURA DE VÍDEO) SISTEMA DE GRAVAÇÃO DIGITAL COM UM MICROCOMPUTADOR (DVD OU PLACAS DE CAPTURA DE VÍDEO) Há vários tipos de sistemas de gravações digitais. Os mais baratos consistem de uma placa para captura de vídeo, que

Leia mais

CONFORTO COM SEGURANÇA CONFORTO COM SEGURANÇA. 0 P27070 - Rev

CONFORTO COM SEGURANÇA CONFORTO COM SEGURANÇA. 0 P27070 - Rev P27070 - Rev. 0 1. RESTRIÇÕES DE FUNCIONAMENTO RECEPTOR IP ÍNDICE 1. Restrições de Funcionamento... 03 2. Receptor IP... 03 3. Inicialização do Software... 03 4. Aba Eventos... 04 4.1. Botão Contas...

Leia mais

SISTEMAS DISTRIBUÍDOS Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br

SISTEMAS DISTRIBUÍDOS Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br - Aula 5 PROCESSOS 1. INTRODUÇÃO Em sistemas distribuídos é importante examinar os diferentes tipos de processos e como eles desempenham seu papel. O conceito de um processo é originário do campo de sistemas

Leia mais

Redes. Pablo Rodriguez de Almeida Gross

Redes. Pablo Rodriguez de Almeida Gross Redes Pablo Rodriguez de Almeida Gross Conceitos A seguir serão vistos conceitos básicos relacionados a redes de computadores. O que é uma rede? Uma rede é um conjunto de computadores interligados permitindo

Leia mais

Sistemas Distribuídos Comunicação entre Processos em Sistemas Distribuídos: Middleware de comunicação Aula II Prof. Rosemary Silveira F. Melo Comunicação em sistemas distribuídos é um ponto fundamental

Leia mais

Informática I. Aula 22. http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Aula 22-03/07/06 1

Informática I. Aula 22. http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Aula 22-03/07/06 1 Informática I Aula 22 http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Aula 22-03/07/06 1 Critério de Correção do Trabalho 1 Organização: 2,0 O trabalho está bem organizado e tem uma coerência lógica. Termos

Leia mais

Protocolo. O que é um protocolo? Humano: que horas são? eu tenho uma pergunta

Protocolo. O que é um protocolo? Humano: que horas são? eu tenho uma pergunta Protocolo O que é um protocolo? Humano: que horas são? eu tenho uma pergunta Máquina: Definem os formatos, a ordem das mensagens enviadas e recebidas pelas entidades de rede e as ações a serem tomadas

Leia mais

Sockets. Bruno Guimarães Lucas Rossini

Sockets. Bruno Guimarães Lucas Rossini Sockets Bruno Guimarães Lucas Rossini Introdução Comunicação entre processos: Memória compartilhada Memória distribuída - Mensagens pela rede Um sistema distribuído é ausente de memória compartilhada,

Leia mais

IEEE 1394 PORQUE OUTRO BARRAMENTO? Grande crescimento do número de conectores no PC. Equipamentos analógicos migrando para digital

IEEE 1394 PORQUE OUTRO BARRAMENTO? Grande crescimento do número de conectores no PC. Equipamentos analógicos migrando para digital Histórico IEEE 1394 1986 - primeiras idéias concretas trazidas pela Apple Computers que adotou a denominação FireWire. 1987 - primeira especificação do padrão. 1995 adoção pelo IEEE do padrão IEEE 394.

Leia mais

William Stallings Arquitetura e Organização de Computadores 8 a Edição

William Stallings Arquitetura e Organização de Computadores 8 a Edição William Stallings Arquitetura e Organização de Computadores 8 a Edição Capítulo 7 Entrada/saída Os textos nestas caixas foram adicionados pelo Prof. Joubert slide 1 Problemas de entrada/saída Grande variedade

Leia mais

Arquitetura de Redes de Computadores. Bruno Silvério Costa

Arquitetura de Redes de Computadores. Bruno Silvério Costa Arquitetura de Redes de Computadores Bruno Silvério Costa Projeto que descreve a estrutura de uma rede de computadores, apresentando as suas camadas funcionais, as interfaces e os protocolos usados para

Leia mais

Manual Operacional SAT TS-1000

Manual Operacional SAT TS-1000 Manual Operacional SAT TS-1000 APRESENTAÇÃO O TS-1000 é o equipamento SAT da Tanca destinado a emissão de Cupons Fiscais Eletrônicos. Equipado com o que há de mais moderno em Tecnologia de Processamento

Leia mais

1 Lista de exercícios 01

1 Lista de exercícios 01 FRANCISCO TESIFOM MUNHOZ 2007 1 Lista de exercícios 01 1) No desenvolvimento e aperfeiçoamento realizado em redes de computadores, quais foram os fatores que conduziram a interconexão de sistemas abertos

Leia mais

Visão Geral do Protocolo CANBus

Visão Geral do Protocolo CANBus Visão Geral do Protocolo CANBus História CAN Controller Area Network. Desenvolvido, pela BOSCH, na década de 80 para a interligação dos sistemas de controle eletrônicos nos automóveis. 1. CAN, que foi

Leia mais

Interconexão de redes locais. Repetidores. Pontes (Bridges) Hubs. Pontes (Bridges) Pontes (Bridges) Existência de diferentes padrões de rede

Interconexão de redes locais. Repetidores. Pontes (Bridges) Hubs. Pontes (Bridges) Pontes (Bridges) Existência de diferentes padrões de rede Interconexão de redes locais Existência de diferentes padrões de rede necessidade de conectá-los Interconexão pode ocorrer em diferentes âmbitos LAN-LAN LAN: gerente de um determinado setor de uma empresa

Leia mais

Manual do Usuário Android Neocontrol

Manual do Usuário Android Neocontrol Manual do Usuário Android Neocontrol Sumário 1.Licença e Direitos Autorais...3 2.Sobre o produto...4 3. Instalando, Atualizando e executando o Android Neocontrol em seu aparelho...5 3.1. Instalando o aplicativo...5

Leia mais

Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas

Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas O conteúdo deste documento tem como objetivos geral introduzir conceitos mínimos sobre sistemas operacionais e máquinas virtuais para posteriormente utilizar

Leia mais

Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP. Modelo Arquitetural

Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP. Modelo Arquitetural Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP Modelo Arquitetural Agenda Motivação Objetivos Histórico Família de protocolos TCP/IP Modelo de Interconexão Arquitetura em camadas Arquitetura TCP/IP Encapsulamento

Leia mais

Notas da Aula 15 - Fundamentos de Sistemas Operacionais

Notas da Aula 15 - Fundamentos de Sistemas Operacionais Notas da Aula 15 - Fundamentos de Sistemas Operacionais 1. Software de Entrada e Saída: Visão Geral Uma das tarefas do Sistema Operacional é simplificar o acesso aos dispositivos de hardware pelos processos

Leia mais

Redes de Computadores I

Redes de Computadores I Redes de Computadores I Introdução a Redes de Computadores Prof. Esbel Tomás Valero Orellana Usos de Redes de Computadores Uma rede de computadores consiste de 2 ou mais computadores e/ou dispositivos

Leia mais

Arquitetura e Organização de Computadores

Arquitetura e Organização de Computadores Arquitetura e Organização de Computadores Entrada/Saída Material adaptado, atualizado e traduzido de: STALLINGS, William. Arquitetura e Organização de Computadores. 5ª edição Problemas Entrada/Saída Grande

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DE EXPERIMENTOS LABORATORIAIS PARA O ENSINO DE AUTOMAÇÃO DA MEDIÇÃO NO CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA

DESENVOLVIMENTO DE EXPERIMENTOS LABORATORIAIS PARA O ENSINO DE AUTOMAÇÃO DA MEDIÇÃO NO CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA DESENVOLVIMENTO DE EXPERIMENTOS LABORATORIAIS PARA O ENSINO DE AUTOMAÇÃO DA MEDIÇÃO NO CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA Gilva Altair Rossi gilva@demec.ufmg.br José Maria Galvez jmgalvez@ufmg.br Universidade

Leia mais

Processos (Threads,Virtualização e Migração de Código)

Processos (Threads,Virtualização e Migração de Código) Processos (Threads,Virtualização e Migração de Código) Roteiro Processos Threads Virtualização Migração de Código O que é um processo?! Processos são programas em execução. Processo Processo Processo tem

Leia mais

TRANSMISSÃO DE DADOS Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com

TRANSMISSÃO DE DADOS Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com - Aula 5-1. A CAMADA DE TRANSPORTE Parte 1 Responsável pela movimentação de dados, de forma eficiente e confiável, entre processos em execução nos equipamentos conectados a uma rede de computadores, independentemente

Leia mais

Arquitetura CAN. José Sérgio da Rocha Neto

Arquitetura CAN. José Sérgio da Rocha Neto Arquitetura CAN 1 Sumário Rede CAN. Arquitetura do Sistema Implementado. Interface SPI. Controlador CAN MCP2510. Transceiver MCP2551. ADuC812. Resultados Obtidos. Conclusões. 2 REDE CAN CAN Controller

Leia mais

Sensoriamento A UU L AL A. Um problema. Exemplos de aplicações

Sensoriamento A UU L AL A. Um problema. Exemplos de aplicações A UU L AL A Sensoriamento Atualmente, é muito comum nos depararmos com situações em que devemos nos preocupar com a segurança pessoal e de nossos bens e propriedades. Daí decorre a necessidade de adquirir

Leia mais

NETALARM GATEWAY. Manual do Usuário

NETALARM GATEWAY. Manual do Usuário Índice 1. Introdução...3 2. Requisitos Mínimos de Instalação...3 3. Instalação...3 4. Inicialização do Programa...5 5. Abas de Configuração...6 5.1 Aba Serial...6 5.2 Aba TCP...7 5.2.1 Opções Cliente /

Leia mais

CEFET/RJ UnED Petrópolis

CEFET/RJ UnED Petrópolis CEFET/RJ UnED Petrópolis Relatório de Estágio Supervisionado Empresa: CEFET/RJ UnED Petrópolis Curso: Técnico em Telecomunicações/TV Digital Estagiária: Dayana Kelly Turquetti de Moraes Telefones: (24)

Leia mais

Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins

Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins Material de apoio 2 Esclarecimentos Esse material é de apoio para as aulas da disciplina e não substitui a leitura

Leia mais

CAMADA DE REDES. Fabrício de Sousa Pinto

CAMADA DE REDES. Fabrício de Sousa Pinto CAMADA DE REDES Fabrício de Sousa Pinto Introdução 2 Está relacionada a transferência de pacotes da origem para o destino. Pode passar por vários roteadores ao longo do percurso Transmissão fim a fim Para

Leia mais

Redes de Computadores e Teleinformática. Zacariotto 4-1

Redes de Computadores e Teleinformática. Zacariotto 4-1 Redes de Computadores e Teleinformática Zacariotto 4-1 Agenda da aula Introdução Redes de computadores Redes locais de computadores Redes de alto desempenho Redes públicas de comunicação de dados Computação

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br - Aula 2 - MODELO DE REFERÊNCIA TCP (RM TCP) 1. INTRODUÇÃO O modelo de referência TCP, foi muito usado pela rede ARPANET, e atualmente usado pela sua sucessora, a Internet Mundial. A ARPANET é de grande

Leia mais

O modelo ISO/OSI (Tanenbaum,, 1.4.1)

O modelo ISO/OSI (Tanenbaum,, 1.4.1) Cenário das redes no final da década de 70 e início da década de 80: Grande aumento na quantidade e no tamanho das redes Redes criadas através de implementações diferentes de hardware e de software Incompatibilidade

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br - Aula Complementar - EQUIPAMENTOS DE REDE 1. Repetidor (Regenerador do sinal transmitido) É mais usado nas topologias estrela e barramento. Permite aumentar a extensão do cabo e atua na camada física

Leia mais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais Sistemas Operacionais Sistemas de Entrada/Saída Princípios de Hardware Sistema de Entrada/Saída Visão Geral Princípios de Hardware Dispositivos de E/S Estrutura Típica do Barramento de um PC Interrupções

Leia mais

Módulo WCM200. Controlador WSI250 - HI Tecnologia

Módulo WCM200. Controlador WSI250 - HI Tecnologia Automação Industrial Módulo Controlador WSI250 - HI Tecnologia W i re l e s s S i g n a l I n t e r fa c e O conteúdo deste documento é parte do Manual do Usuário do controlador WSI250 da HI tecnologia

Leia mais

SIMULADOR DE ROTEAMENTO DE PACOTES (V. 3 20/05/2010)

SIMULADOR DE ROTEAMENTO DE PACOTES (V. 3 20/05/2010) SIMULADOR DE ROTEAMENTO DE PACOTES (V. 3 20/05/2010) OBJETIVO GERAL Este trabalho possui o objetivo de exercitar a lógica de programação dos alunos do Terceiro ano do Curso de BSI e também desenvolver

Leia mais

Interligação de Redes

Interligação de Redes REDES II HETEROGENEO E CONVERGENTE Interligação de Redes rffelix70@yahoo.com.br Conceito Redes de ComputadoresII Interligação de Redes Quando estações de origem e destino encontram-se em redes diferentes,

Leia mais

Arquitetura de Computadores Pentium 4 e PCIe

Arquitetura de Computadores Pentium 4 e PCIe Pentium 4 Arquitetura de Computadores Pentium 4 e PCIe O Pentium 4 é um descendente direto da CPU 8088 usada no IBM PC original. O primeiro Pentium 4 foi lançado em novembro de 2000 com uma CPU de 42 milhõcs

Leia mais

Fundamentos de Arquitetura de Computadores. Prof. Marcos Quinet Universidade Federal Fluminense UFF Pólo Universitário de Rio das Ostras - PURO

Fundamentos de Arquitetura de Computadores. Prof. Marcos Quinet Universidade Federal Fluminense UFF Pólo Universitário de Rio das Ostras - PURO Fundamentos de Arquitetura de Computadores Prof. Marcos Quinet Universidade Federal Fluminense UFF Pólo Universitário de Rio das Ostras - PURO Hardware de um Sistema Computacional Hardware: são os componentes

Leia mais

CONTROLADOR CENTRAL P25 FASE 1 CAPACIDADE MÍNIMA PARA CONTROLAR 5 SITES

CONTROLADOR CENTRAL P25 FASE 1 CAPACIDADE MÍNIMA PARA CONTROLAR 5 SITES CONTROLADOR CENTRAL P25 FASE 1 CAPACIDADE MÍNIMA PARA CONTROLAR 5 SITES O sistema digital de radiocomunicação será constituído pelo Sítio Central, Centro de Despacho (COPOM) e Sítios de Repetição interligados

Leia mais

MÓDULO 8 Modelo de Referência TCP/IP

MÓDULO 8 Modelo de Referência TCP/IP MÓDULO 8 Modelo de Referência TCP/IP A internet é conhecida como uma rede pública de comunicação de dados com o controle totalmente descentralizado, utiliza para isso um conjunto de protocolos TCP e IP,

Leia mais

PROTOCOLO PPP. Luciano de Oliveira Mendes 1 Ricardo dos Santos 2

PROTOCOLO PPP. Luciano de Oliveira Mendes 1 Ricardo dos Santos 2 PROTOCOLO PPP Luciano de Oliveira Mendes 1 Ricardo dos Santos 2 RESUMO Neste trabalho é apresentado o Protocolo PPP, Suas principais características e seu funcionamento. Suas variações também são enfocadas

Leia mais

Sistemas Distribuídos

Sistemas Distribuídos Sistemas Distribuídos LICENCIATURA EM COMPUTAÇÃO Prof. Adriano Avelar Site: www.adrianoavelar.com Email: eam.avelar@gmail.com Mecanismos de Comunicação Voltando ao exemplo da calculadora... Rede local

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Prof. Macêdo Firmino Camada de Transporte Macêdo Firmino (IFRN) Redes de Computadores Março de 2011 1 / 59 Camada de Transporte Os protocolos dessa camada supervisionam o fluxo de

Leia mais

INSTALAÇÃO PRINTERTUX Tutorial

INSTALAÇÃO PRINTERTUX Tutorial INSTALAÇÃO PRINTERTUX Tutorial 2 1. O Sistema PrinterTux O Printertux é um sistema para gerenciamento e controle de impressões. O Produto consiste em uma interface web onde o administrador efetua o cadastro

Leia mais

Módulo de captura de imagens do sistema Scisoccer

Módulo de captura de imagens do sistema Scisoccer 1 Módulo de captura de imagens do sistema Scisoccer Rafael Antonio Barro [1] Jailton Farias de Carvalho [2] Resumo: Este artigo descreve como funciona o módulo de captura de imagens do software Sci-soccer,

Leia mais

Sensores e Atuadores (1)

Sensores e Atuadores (1) (1) 4º Engenharia de Controle e Automação FACIT / 2009 Prof. Maurílio J. Inácio Introdução Sensores Fornecem parâmetros sobre o comportamento do manipulador, geralmente em termos de posição e velocidade

Leia mais

Redes de Dados. Aula 1. Introdução. Eytan Mediano

Redes de Dados. Aula 1. Introdução. Eytan Mediano Redes de Dados Aula 1 Introdução Eytan Mediano 1 6.263: Redes de Dados Aspectos fundamentais do projeto de redes e análise: Arquitetura Camadas Projeto da Topologia Protocolos Pt - a Pt (Pt= Ponto) Acesso

Leia mais

A Camada de Transporte

A Camada de Transporte A Camada de Transporte Romildo Martins Bezerra CEFET/BA s de Computadores II Funções da Camada de Transporte... 2 Controle de conexão... 2 Fragmentação... 2 Endereçamento... 2 Confiabilidade... 2 TCP (Transmission

Leia mais

Curso Automação Industrial Aula 3 Robôs e Seus Periféricos. Prof. Giuliano Gozzi Disciplina: CNC - Robótica

Curso Automação Industrial Aula 3 Robôs e Seus Periféricos. Prof. Giuliano Gozzi Disciplina: CNC - Robótica Curso Automação Industrial Aula 3 Robôs e Seus Periféricos Prof. Giuliano Gozzi Disciplina: CNC - Robótica Cronograma Introdução a Robótica Estrutura e Características Gerais dos Robôs Robôs e seus Periféricos

Leia mais

Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP. Modelo Arquitetural

Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP. Modelo Arquitetural Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP Modelo Arquitetural Motivação Realidade Atual Ampla adoção das diversas tecnologias de redes de computadores Evolução das tecnologias de comunicação Redução dos

Leia mais

Um pouco sobre Pacotes e sobre os protocolos de Transporte

Um pouco sobre Pacotes e sobre os protocolos de Transporte Um pouco sobre Pacotes e sobre os protocolos de Transporte O TCP/IP, na verdade, é formado por um grande conjunto de diferentes protocolos e serviços de rede. O nome TCP/IP deriva dos dois protocolos mais

Leia mais

Exercícios Rede de Computadores I (27/05/2006)

Exercícios Rede de Computadores I (27/05/2006) UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGICAS DEPARTAMENTO DE INFORMÁTICA Exercícios Rede de Computadores I (27/05/2006) Marcelo Santos Daibert Juiz de Fora Minas Gerais Brasil

Leia mais