3.2 USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

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1 109.2 Com base em imagens de satélite tomadas em agosto de 1996 e agosto de 1998, foram identificados e mapeados, no Setor Norte do litoral pernambucano, nove tipos de áreas representativas dos padrões de uso e ocupação do solo, ali, predominantes. De acordo com os elementos que as constituem, as referidas áreas foram agrupadas em três categorias, a saber: áreas com predominância de atividades agropecuárias; áreas com predominância de uso urbano, industrial ou urbano industrial; e ecossistemas naturais. As três categorias de áreas correspondem a, respectivamente, 61,2%, 8,4% e 0,4% da superfície do Litoral Norte (tabela 16). Na primeira categoria áreas com predominância de atividades agropecuárias incluem-se as áreas correspondentes aos seguintes padrões de uso do solo: cana-de-açúcar (40,1%); granjas, fazendas e chácaras (9,%); policultura (6,%); coco-da-baía (2,8%); silvicultura (1,5%); aqüicultura (1,0%); e cana-policultura (0,2%). Na segunda categoria - áreas com predominância de uso urbano, industrial ou urbano industrial figuram: áreas urbanas consolidadas (4,7%); áreas de expansão urbana planejada e espontânea (1,7%); bairros rurais e vila industrial (0,2%); distritos e zonas industriais (0,6%); e áreas degradadas por mineração que, juntamente com manchas de solo exposto, totalizam 1,2%. Na terceira categoria ecossistemas naturais estão incluídos: remanescentes da Mata Atlântica (12,8%); áreas com cobertura vegetal em recomposição (6,%); manguezais, áreas alagadas e mananciais de superfície (11,%). Tomando como base as informações contidas nas tabelas 16 e17, no mapa 02, em fontes bibliográficas e em dados levantados através de pesquisa de campo, foi elaborada a caracterização das áreas supracitadas, a seguir apresentada.

2 110 DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL - LITORAL NORTE TABELA 16 - PARTICIPAÇÃO PERCENTUAL DA ÁREA DOS PADRÕES DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO DO LITORAL NORTE NA SUPERFÍCIE DOS MUNICÍPIOS

3 CANA-DE-AÇÚCAR Recobrindo expressiva parcela do Litoral Norte (40,1%), a cana-de-açúcar é o padrão de uso do solo predominante nos municípios de Araçoiaba, Itaquitinga, Goiana, Igarassu e Itapissuma, onde ocupa, respectivamente, 77,1%, 75,7%, 52,6%, 5,6% e 4,% da superfície municipal (quadro 07). No que se refere à distribuição, pelos municípios, da área total ocupada com cana-de-açúcar no Litoral Norte (TABELA 17), verifica-se que a parcela maior da área representativa desse padrão de uso do solo encontra-se no município de Goiana (47,5%), seguido, de longe, pelos municípios de Igarassu (19,%), Itaquitinga (14,%) e Araçoiaba (12,8%). Espacialmente, a lavoura canavieira está concentrada na porção ocidental dos municípios acima mencionados, ora envolvendo ecossistemas naturais (remanescentes da Mata Atlântica e cobertura vegetal em recomposição) e áreas de silvicultura, ora circundando núcleos urbanos, áreas de policultura e áreas de granjas, fazendas e chácaras. Em alguns trechos dos municípios de Goiana e Itapissuma a área canavieira projeta-se para leste, confinando com o manguezal e com as áreas de predominância de coco-da-baía (mapa 02). Cultivada em todas as formas de relevo, a lavoura canavieira ocupa topos e encostas de morros e tabuleiros, além de várzeas e terraços fluviais e de áreas com modelado suave (foto 19), recobrindo, portanto, desde superfícies planas ou com baixas declividades até encostas com declividade superior a 0%, onde ocorrem, com freqüência, concentrações de nascentes (mapa 01). Monopolizadora da ocupação do solo, a cana, em sua expansão, tem motivado a destruição de grande parte da cobertura florestal das várzeas e das encostas com altas declividades, apesar das restrições dessa última categoria de área ao uso agrícola, especialmente a culturas temporárias. Em conseqüência, a cobertura florestal, no subespaço canavieiro do Litoral Norte, restringe-se a alguns vales da porção central ou oriental dos municípios de Igarassu, Itaquitinga e Goiana, onde os remanescentes da Mata Atlântica apresentam-se, na maior parte, degradados ou substituídos por bambu (Bambusa vulgaris), sobretudo em Goiana e Itaquitinga (mapa 02).

4 112 DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL - LITORAL NORTE TABELA 17 - ÁREA DOS PADRÕES DE DO LITORAL NORTE, SEGUNDO OS MUNICÍPIOS

5 11 O cultivo de bambu nas encostas com alta declividade (foto 20) vem sendo a alternativa utilizada pela Usina Santa Tereza com o duplo objetivo de substituir a cana nos terrenos onde essa cultura não pode ser mecanizada e de obter matéria-prima para produção de celulose destinada à unidade de produção de papel (Fábrica Portela) que o Grupo João Santos possui no município de Jaboatão dos Guararapes. A previsão da empresa, em junho de 1999, era atingir, até o ano 2002, quinze mil hectares de área cultivada com essa gramínea, em Goiana e Itaquitinga (Tavares, 1999). Além de envolver custos mais baixos com mão-de-obra que a cana-de-açúcar, o bambu pode viver mais de 10 anos e seu primeiro corte ocorre quando ele chega aos três anos. (...) Sua produtividade fica entre 18 e 25 toneladas por hectare ano (Ferraz apud Tavares, 1999). FOTO 19 Canavial ocupando a várzea e as encostas suaves dos tabuleiros adjacentes. No centro, à direita, a sede do Engenho Pedregulho (Rio Capibaribe Mirim, Goiana).

6 114 DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL - LITORAL NORTE FOTO 20 Cultivo de bambu em encostas com alta declividade e, de cana-de-açúcar, na várzea. Tradicionalmente praticado em sistema de monocultura, o cultivo da cana-de-açúcar, na área, é realizado em grandes propriedades, a maior parte das quais pertencentes a quatro empresas a Companhia Agroindustrial de Goiana (Usina Santa Tereza) e a Usina Nossa Senhora das Maravilhas (no município de Goiana), a Usina São José (no município de Igarassu) e a Usina Matary (no município de Nazaré da Mata), a segunda temporariamente paralisada e a última desativada, em conseqüência da crise que, desde o final dos anos oitenta, vem atingindo o setor sucroalcooleiro do Estado. Praticado em solos predominantemente arenosos, nos tabuleiros e nos terraços litorâneos e em solos rasos e com afloramentos rochosos, nos terrenos cristalinos da extremidade ocidental da área, o cultivo da cana envolve o uso de correção do solo, adubação química, aplicação de herbicida, mecanização (nas áreas com topografia plana ou suave-ondulada) e irrigação (na fundação da cultura). A produtividade média da cana é de toneladas por hectare, nos solos melhores, caindo para 40 t/hectare, nos solos mais fracos e em época de estiagem prolongada (seca). Para efeito de comparação, cabe lembrar que, em 1995, a produtividade média da cana, no Estado de Pernambuco e na Mata Setentrional Pernambucana, era da ordem de, respectivamente, 49,5 e 5,1 toneladas por hectare (IBGE, 1995). A cana produzida no Litoral Norte destina-se ao fabrico de açúcar (refinado, cristal e demerara) e álcool (anidro e hidratado) pelas agroindústrias em funcionamento na área. A exemplo das demais áreas canavieiras do litoral pernambucano, o período de colheita e moagem da cana estende-se de agosto a fevereiro, época seca do ano. A mão-de-obra utilizada no setor agrícola provém dos núcleos urbanos (cidades de Itaquitinga, Araçoiaba, Itapissuma, Goiana, Igarassu e Três Ladeiras), dos povoados e bairros rurais (Sapé, vila Botafogo, Alto do Céu, Sumaré e Vila Rural), das agrovilas (Engenho Campinas e outras) e das áreas de policultura (sítios de Carobé de Cima e assentamentos rurais Engenhos Novo, Caiana, Gutiúba e Pituaçu, entre outros), localizados no interior e nas proximidades do segmento canavieiro em pauta.

7 115 O principal problema da área em questão está relacionado com a crise econômica do setor que, ao provocar o fechamento ou paralisação temporária de algumas usinas e a redução da produção de outras, agrava problemas sociais crônicos da atividade. Dentre os problemas da área, sobressaem: a) o crescente desemprego da força de trabalho dos núcleos urbanos e aglomerados rurais que têm na cana-de-açúcar a principal, se não a única, alternativa de emprego de sua população ativa; b) a elevada concentração fundiária aliada ao monopólio da terra pela cana, motivando a falta de área para cultivo de lavouras de subsistência e para expansão dos núcleos urbanos e dos aglomerados rurais cercados por canaviais; c) a baixa produtividade da cana; d) a devastação/degradação dos remanescentes da Mata Atlântica e a destruição da fauna característica desse ecossistema; e) a poluição do solo e dos recursos hídricos superficiais por herbicida e outros produtos químicos utilizados no cultivo da cana e por resíduos da agoindústria. Em face dos problemas que vem atravessando, o padrão de uso e ocupação do solo em apreço, apresenta tendências a: a) diversificação da atividade agrícola dominante a cana-de-açúcar com pecuária de corte (foto 21) e inhame, em alguns engenhos particulares; com silvicultura (especialmente bambu), nos engenhos da Usina Santa Tereza; e com soja (foto 22), árvores frutíferas (caju, goiaba, banana e cajá) e espécies madeireiras, nos engenhos da Usina São José (Jornal do Commércio, 16/07/2000); b) restrição do cultivo de cana às áreas planas (várzeas e tabuleiros) e com baixa declividade, que permitam o uso de mecanização e irrigação; c) investimento em pesquisa, visando a obtenção de variedades de cana mais produtivas e resistentes; d) modernização contínua do processo industrial com vistas à automatização total. FOTO 21 Pecuária de corte em área, antes ocupada com cana-de-açúcar (Engenho Itapirema de Cima, Itaquitinga).

8 116 DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL - LITORAL NORTE FOTO 22 Cultivo de soja pertencente à Usina São José (Três Ladeiras, Igarassu)..2.2 POLICULTURA As áreas acima indicadas abrangem 6,% da superfície do Litoral Norte (tabela 16) e apresentam-se como ocorrências esparsas, situadas tanto no interior como na periferia das áreas de cana-de-açúcar e de granjas, fazendas e chácaras bem como no entorno de aglomerados urbanos, sobretudo daqueles localizados na porção sul-oriental do espaço em estudo (mapa 02). No que se refere à distribuição espacial, a maior parte das áreas de policultura localiza-se no município de Abreu e Lima (28,2%) seguido, de perto, por Goiana (24,%) e Igarassu (21,8%), concentrando os três municípios 74,% das áreas policultoras do Litoral Norte (tabela 17). Entretanto, quando se considera a participação desse padrão de uso do solo na superfície dos municípios (tabela 16), a expressão das áreas de policultura reduz-se, significativamente, frente a outras formas de uso e ocupação do solo, caindo para 17,5% em Abreu e Lima, onde a cobertura florestal lidera a ocupação do solo e para 4,2% em Goiana e 6,% em Igarassu, onde a cana-deaçúcar monopoliza, respectivamente, 52,6 e 5,6% da superfície municipal. Ocupando posição secundária na economia rural dos municípios do Litoral Norte, a policultura é uma atividade praticada em pequenas propriedades originárias, sobretudo, de assentamentos rurais que abrangem quase setenta e cinco por cento das áreas policultoras do setor litorâneo em causa. O restante dessas áreas está constituído por sítios, em geral, resultantes do parcelamento (por herança) de sítios maiores e de fazendas de coco ou do loteamento de partes de engenhos. Os primeiros assentamentos rurais da área datam dos anos setenta e foram implantados em terras dos Engenhos Novo e Caiana (197) e Itapirema do Meio (1978) os dois primeiros localizados no município de Abreu e Lima e o terceiro, no município de Goiana. No entanto, somente na segunda metade dos anos oitenta e ao longo dos anos noventa, intensifica-se a implantação de assentamentos rurais no Litoral Norte (quadro 05).

9 117 QUADRO 05 - LITORAL NORTE DE PERNAMBUCO - ASSENTAMENTOS RURAIS IMPLANTADOS PELO INCRA E PELO FUNTEPE, NO PERÍODO

10 118 DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL - LITORAL NORTE Alguns desses imóveis localizam-se em áreas de relevo bastante acidentado, solos rasos com afloramentos rochosos e predominância de altas declividades, a exemplo dos Engenhos Novo, Caiana, Santo Antônio do Norte (foto 2) e Gutiúba, todos na extremidade ocidental da área, onde as formações sedimentares cedem lugar aos terrenos cristalinos. Os demais assentamentos têm a maior parte de suas terras em tabuleiros (foto 24) e relevos suave-ondulados das Formações Barreiras, Beberibe e Gramame, cujos solos, embora espessos, são originários dos depósitos arenosos que recobrem, freqüentemente, as duas primeiras formações. Com exceção dos assentamentos Santo Antônio do Norte, Pituaçu, Fazenda Boa Vista, Engenho Ubu e Sítio Inhamã, onde existe relativa abundância de água durante todo o ano, nos demais, a falta desse recurso, sobretudo na estação seca, constitui forte limitação à atividade agropecuária. Atividade característica de pequenas propriedades, a policultura é praticada em imóveis cuja área total raramente ultrapassa dez hectares e cuja área média situa-se entre,5 e 8,5 hectares, nos assentamentos rurais implantados pelo INCRA e entre 0,5 e 4,2 hectares nos do FUNTEPE (quadro 05), sendo inferior a cinco hectares na maior parte dos sítios. Alguns desses imóveis, no entanto, chegam a medir até três contas (0,15 ha), em assentamentos do FUNTEPE e a reduzir-se ao chão da casa e a um pequeno quintal, em alguns sítios, a exemplo dos localizados ao sul de Tejucopapo. Tendo como marca principal a diversificação agrícola, a policultura da área envolve uma gama variada de cultivos (foto 25) e o criatório de animais de pequeno porte. Dentre as culturas praticadas no conjunto das áreas policultoras em apreço, sobressaem: macaxeira (foto 24), inhame, banana, mandioca e maracujá, secundadas por milho, feijão, batata-doce, amendoim, frutas (coco, mamão, graviola, acerola, manga, jaca, caju, goiaba, abacate, limão e abacaxi) e hortaliças (coentro, cebolinha, tomate, alface, chuchu, pimentão, couve, repolho, quiabo, maxixe, melão e melancia). A horticultura localiza-se nas várzeas que têm disponibilidade de água o ano inteiro e é praticada com irrigação manual. A adubação orgânica é utilizada nas hortaliças, enquanto a adubação com produto químico e com torta de usina são as mais usadas nos outros cultivos comerciais. FOTO 2 Policultura em encosta com declive acentuado (Assentamento Rural Engenho Santo Antônio do Norte, Itaquitinga).

11 119 FOTO 24 Policultura em topo plano de tabuleiro da Formação Barreiras. Cultura de macaxeira no primeiro plano e fruteiras no segundo plano (Assentamento Rural Pitanga I Área 2, Abreu e Lima) O beneficiamento da produção resume-se à atividade das casas de farinha existentes, em maior número, nas áreas onde o cultivo de mandioca ou de macaxeira figuram entre os mais expressivos dentre os praticados nos estabelecimentos agrícolas, a exemplo dos assentamentos rurais Engenho Regalado onde existem 4 casas de farinha, Pitanga 1 (foto 26) que possui unidades do gênero, Inhamã e sítios de Carobé de Cima, entre outros, cada um com 2 casas de farinha. A atividade pecuária das áreas de policultura abrange a criação de galinha de capoeira, para consumo da família, secundada por animais de médio porte (porco, cabra) e umas poucas cabeças de gado bovino (mestiço), principalmente nos imóveis maiores. A apicultura é pouco praticada nas áreas em análise, ocorrendo com maior expressão apenas em dois assentamentos (Engenho Ubu e Pitanga 1). A produtividade das culturas das áreas em questão é, em geral, muito baixa, em conseqüência do baixo potencial natural dos solos, associado à ausência de práticas de correção/recuperação desse recurso (correção do ph, adubação, rotação de culturas, combate à erosão), de uso de sementes selecionadas, de irrigação fora das várzeas etc. Quando os produtores utilizam algumas dessas práticas, as culturas beneficiadas apresentam produtividade superior à média do Estado e da região, a exemplo da macaxeira que alcançou, em 1999, 15 a 20 toneladas/ha (média atual da Zona da Mata, 10 a 12 toneladas/ha) e do inhame que varia de 7 t/ha (cultivado sem irrigação) a t/ha (quando irrigado), não dispondo-se, para essa cultura, de dados relativos à produtividade no Estado nem na região. Esses dados mostram que a produtividade agrícola média das áreas policultoras reflete não só as condições naturais das mesmas mas, sobretudo, o apoio técnico e financeiro à atividade. No tocante a essas áreas, os programas de apoio ao pequeno produtor priorizam os novos assentamentos rurais mas, dispõem de poucos recursos para atender à demanda desse segmento da policultura, que se ressente, ainda, do atraso na liberação dos recursos obtidos.

12 120 DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL - LITORAL NORTE FOTO 25 Diversidade de cultivos em parcelas do Assentamento Rural Engenho Pituaçu (Itaquitinga). FOTO 26 Casa de Farinha no Assentamento Rural Engenho Regalado (Abreu e Lima).

13 121 Em termos concretos, os novos assentados têm recebido assistência técnica do Projeto LUMIAR (no momento, suspenso) e da EBAPE (Empresa de Abastecimento e Extensão Rural de Pernambuco, ex-emater/pe) e apoio financeiro de Programas do Governo Federal, tais como o Programa Especial de Crédito para a Reforma Agrária (PROCERA) e o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) que, através do BNB, disponibilizam recursos para investimento e para custeio da produção. Além do apoio dos programas acima mencionados, os produtores dos assentamentos rurais contam com apoio do PRORURAL/BNB que está-se propondo a financiar projetos para avicultura de corte, piscicultura, instalação de casa de farinha comunitária e melhoria das barracas de comercialização da produção à margem da BR-101 (no assentamento Engenho UBU) e para perfuração de poço comunitário (nos assentamentos Pitanga 1 e Inhamã). O excedente do consumo familiar, juntamente com o produto das culturas comerciais (nem sempre existente), compõe a produção comercializável das áreas policultoras que é vendida ao atravessador agente responsável pela comercialização de cerca de 70 a 80% do produto agrícola das citadas áreas. A venda ao atravessador é efetuada tanto nas feiras e na CEASA (Centrais de Abastecimento de Pernambuco) como nos locais de produção, onde o preço pago ao produtor é, em geral, muito baixo. A falta de transporte, a distância do mercado e o estado precário das rodovias, principalmente durante a estação chuvosa, leva a que a venda do produto no próprio estabelecimento agrícola seja a alternativa utilizada pela grande maioria dos pequenos produtores das áreas em apreço, com grandes perdas para os mesmos. Em Abreu e Lima, no entanto, o deslocamento da produção dos assentamentos até a feira tem sido facilitado pela Prefeitura que envia, todo sábado, uma caçamba para apanhar a produção dos parceleiros. Uma outra forma de comercialização utilizada por alguns produtores, embora em menor escala, é a venda na pedra (venda direta ao consumidor) nas feiras de Goiana, Tejucopapo, Araçoiaba, Itaquitinga, Igarassu, Cruz de Rebouças, Abreu e Lima e Camaragibe e, no caso específico dos produtores do Engenho Ubu, a venda em barracas improvisadas por ditos produtores à margem da BR-101, no trecho em que essa rodovia corta o assentamento. Essas formas de comercialização, embora corrijam distorções inerentes à venda ao atravessador, ainda são pouco utilizadas pelos pequenos agricultores, visto somente serem acessíveis a um pequeno número de produtores e viáveis para a comercialização de uma parte reduzida da produção. A mão-de-obra utilizada nas áreas de policultura é, basicamente, a da família que, quando não é a única de que lança mão o agricultor, chega a representar, em média, 80% da força de trabalho requerida pela atividade. Disso resulta que a utilização do trabalho assalariado nessas áreas tem caráter eventual e se restringe aos estabelecimentos maiores que, em geral, recorrem à própria comunidade para atender suas necessidades de mão-de-obra assalariada. No que concerne à organização rural, verifica-se existir essa prática quase que apenas entre os produtores dos assentamentos rurais, visto ser a mesma incentivada pelo INCRA e exigida pelas instituições financiadoras dos projetos agrícolas. Tal prática, no entanto, enfrenta, na maior parte dos assentamentos, dificuldades para se consolidar ou fortalecer, por tratar-se de experiência nova para a totalidade dos pequenos agricultores. Dentre os assentamentos do Litoral Norte, apenas no Engenho Ubu a associação de produtores conta com uma boa participação dos filiados, embora nem todos estejam com a contribuição de associado atualizada. Nesse assentamento, a boa participação dos produtores na associação tem como motivação as lutas e conquistas da entidade em benefício de seus integrantes. Por outro lado, a falta de participação e a inadimplência da grande maioria dos associados, nos demais assentamentos, têm como conseqüência o enfraquecimento (político e material) desse importante instrumento de defesa dos interesses dos pequenos produtores rurais.

14 122 DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL - LITORAL NORTE Diante do exposto, as áreas de policultura do Litoral Norte apresentam uma gama variada de problemas, dentre os quais sobressaem: a) a baixa fertilidade do solo (em todas as áreas); b) a falta de água, na superfície e na subsuperfície, impossibilitando a prática de irrigação, em várias áreas; c) predomínio de altas declividades, em algumas áreas; d) inexistência de cobertura vegetal adequada à proteção dos recursos hídricos, do relevo e do solo, em áreas críticas; e) falta de apoio financeiro para os produtores dos sítios e dos assentamentos antigos (totalmente emancipados); f) falta de capacitação técnica da totalidade dos pequenos produtores; g) baixa produtividade das culturas; h) inexistência de unidades de beneficiamento dos produtos da fruticultura; i) dificuldade de transporte para deslocamento da produção até o mercado: j) falta de infra-estrutura de comercialização (locais para armazenamento, conservação e venda) da produção; k) falta de conservação das rodovias secundárias que se tornam intransitáveis no período chuvoso; l) forte presença do atravessador na comercialização dos produtos; m) inexistência/incipiência de organização dos produtores na maior parte das comunidades analisadas; n) forte adensamento populacional em algumas áreas policultoras, associado a intensa fragmentação da terra, sobretudo na periferia de núcleos urbanos; o) falta de equipamentos e serviços básicos (posto médico, ambulância, posto telefônico, escola, esgotamento sanitário, coleta de lixo etc), nas comunidades integrantes das áreas de policultura. Como tendências dessas áreas, sobressaem: a) a de crescimento da produção, sobretudo da fruticultura, nas áreas onde as condições naturais e/ou técnicas apresentam-se menos restritivas; b) a de persistência da migração da força de trabalho jovem, especialmente nas áreas onde o adensamento populacional inviabiliza a sobrevivência da família ampliada; c) a de aumento do número de assentamentos rurais, sobretudo em áreas onde a produção de cana-de-açúcar vem sendo mais atingida pela crise do setor sucroalcooleiro; e d) a de crescente urbanização das áreas policultoras contíguas aos núcleos urbanos mais dinâmicos CANA-POLICULTURA Compreende o segmento espacial localizado na porção sul-ocidental do município de Goiana, correspondente ao Assentamento Rural Engenho Itapirema do Meio (mapa 02). Criado pelo INCRA, em 1978, o referido assentamento abrangia uma área de 750 hectares, desmembrada do engenho homônimo, e dividida em 16 parcelas com área média de 46,8 ha. Da área original, restam apenas dois terços e, dos primeiros parceleiros, tão somente cinco (cerca de um terço). A área apresenta topografia predominantemente plana cerca de 80% está em tabuleiro -, solo arenoso, recursos hídricos (superficiais e sub-superficiais) escassos e cobertura florestal bastante degradada, restrita a pequenos trechos de algumas encostas. Dos onze proprietários atuais, a maior parte tem a cana como cultura principal, secundada por coco anão, mamão, maracujá, macaxeira, inhame, graviola, acerola, mandioca, feijão e milho, cultivados sem irrigação. O criatório se resume a umas poucas galinhas de capoeira. No cultivo da cana, os produtores utilizam correção do solo, gradagem e sulcagem (com auxílio de trator), herbicida e adubação química. Nas demais culturas, utilizam apenas adubação orgânica e fazem aplicação de pesticida. Com exceção da cana que é cultivada com mão-de-obra familiar e assalariada (proveniente de Itaquitinga, de Sapé e do próprio assentamento), os demais cultivos são realizados com a força de trabalho da família. Sem apoio financeiro e orientação técnica, a agricultura da área em análise conta com recursos escassos (dos próprios agricultores) resultando em baixa produtividade agrícola, inclusive da cana cuja média é 50 t/ha, caindo para 25-0 t/ha, com a seca. A do coco anão é 0 frutos/pé, colhidos a cada 45 dias, sem irrigação. Com irrigação, a produtividade média da cultura é 50 frutos/pé.

15 12 No que se refere à comercialização da produção, a cana é vendida à usina, que cobra do fornecedor o frete do produto, ao passo que a maior parte dos demais produtos é vendida ao atravessador da CEASA, no próprio estabelecimento agrícola e nas feiras próximas. Num como noutro caso, os principais problemas da comercialização são a falta de transporte para deslocamento da produção até o mercado e o baixo preço dos produtos imposto pelo atravessador. Aos problemas acima mencionados, acrescem-se: a) a falta de água para irrigação; b) a baixa fertilidade do solo; c) a falta de recursos para os produtores investirem na produção e na comercialização; d) fraca organização dos produtores; e) adensamento da população residente nas parcelas, resultando em sobreutilização agrícola do solo; f) falta de equipamentos básicos (posto médico, posto telefônico, ambulância, escola de 1 o grau maior) na comunidade que, à época da pesquisa (julho/1999), possuía trezentas pessoas. Como tendências da área, destacam-se: a) a de redução da cana-de-açúcar e de aumento das demais culturas; b) a de migração da força de trabalho jovem COCO-DA-BAÍA Atividade tradicional dos terrenos arenosos da faixa costeira do Estado, a cultura do coqueiro tem sido a atividade mais afetada pela expansão urbana e urbano-industrial no Litoral Norte. A urbanização iniciada na década de setenta e intensificada nas décadas subseqüentes estimulou o loteamento das fazendas e sítios de coco já, em parte, reduzidos em suas dimensões como resultado do processo de divisão dos imóveis por herança. Em conseqüência dessa dinâmica, a área atual de predominância da cultura do coqueiro no segmento litorâneo em estudo corresponde a 2,8% da superfície desse segmento (tabela 16) e apresenta-se descontínua, constituindo manchas esparsas localizadas na porção centro-oriental dos municípios de Goiana e Itapissuma, na porção oriental do município de Igarassu e nos setores sul e norte-ocidental do município de Itamaracá (mapa 02). Expulso dos terraços marinhos que bordejam as praias, em conseqüência da valorização imobiliária dos terrenos, ali, situados, o coqueiro ocupa, atualmente, trechos de terraços fluviais, algumas encostas e topos de tabuleiros da Formação Barreiras ou de relevos modelados em sedimentos das formações Gramame e Beberibe, no momento, pouco atrativos para outras formas de uso do solo (fotos 27 e 28). FOTO 27 Coqueiral sem trato, ocupando encosta de tabuleiro, em Carrapicho (Goiana).

16 124 DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL - LITORAL NORTE FOTO 28 Expansão urbana em área, antes, pertencente a Fazenda de coco (Praia de Carne de Vaca, Goiana) Embora os municípios de Goiana, Igarassu, Itapissuma e Itamaracá, juntos, detenham 99,6% da área total ocupada com a cultura do coqueiro no Litoral Norte, a participação dessa área na superfície daqueles municípios, não passa de 2,5%,,8%, 10,8% e 9,8%, respectivamente (tabelas 16 e 17). Fora das áreas acima indicadas, a cultura do coqueiro acha-se pulverizada em granjas e sítios onde se mistura a outras culturas e, em geral, carece de expressão econômica. As maiores fazendas de coco do Litoral Norte (com 00 a 500 ha plantados com coqueiro) localizam-se no entorno da cidade de Itapissuma (Fazenda Mulata e Fazenda da Cobra), entre Carrapicho e São Lourenço (no município de Goiana) e no município de Igarassu (Fazendas Santa Rita e Ramalho) (foto 29). Nas fazendas e sítios, predomina o coqueiro gigante ou da praia, ao passo que, nas granjas, a variedade mais cultivada é o coqueiro anão. Enquanto as fazendas de coco cultivam o coqueiro isolado ou em consórcio com pecuária bovina, os sítios cultivam-no consorciado com outras fruteiras (manga, caju, acerola, banana, abacate) e com lavoura de ciclo curto (macaxeira, inhame, batata-doce etc). Realizado em moldes tradicionais, tanto nas grandes como nas pequenas unidades de produção, o cultivo do coqueiro na área raramente é realizado com a utilização de técnicas e insumos modernos (irrigação, sementes e mudas selecionadas, espaçamento correto, adubação, limpas periódicas e mecanizadas, aplicação de defensivos, polinização facilitada e renovação dos coqueirais). Poucos produtores adquirem mudas da planta na Estação Experimental de Itapirema ou irrigam o coqueiral, incluindo-se, entre os que cultivam coco irrigado, a Fazenda Mulata, no município de Itapissuma. A ausência de tais práticas tem resultado, por sua vez, na baixíssima produtividade da cultura cuja média atual é de 4 a 5 frutos por coqueiro, a cada colheita ou cerca de 2000 frutos/ha/ano (contra frutos/ha/ano em cultura irrigada). Dentre as doenças que atacam o coqueiro, sobressai a lixa - micose que, nos últimos cinco anos, atingiu grande parte dos coqueirais litorâneos, motivando uma queda acentuada da produção. A esses fatores, acrescemse a falta de apoio técnico e de incentivo financeiro à atividade bem como de medidas capazes de viabilizarem a capitalização do setor, tornando-o competitivo.

17 125 FOTO 29 Coqueiral da Fazenda Ramalho (Nova Cruz, Igarassu). A mão-de-obra utilizada na manutenção e na colheita do coqueiral varia com o tamanho da propriedade e, portanto, com a extensão da área cultivada (Vasconcelos, 2000, p. 72), sendo constituída por trabalhadores assalariados, no caso das fazendas e pela força de trabalho da família, nos sítios menores. A colheita é realizada a cada dois meses, para o coco verde e a cada três ou quatro meses, para o coco seco. Na realização dessa tarefa são utilizados, via de regra, trabalhadores especializados tiradores, ajuntadores e descascadores residentes nas vilas e povoados próximos aos coqueirais. A preparação do coco seco para venda consiste na retirada da casca do fruto, da qual pode ser extraída a fibra utilizada como matéria-prima pelas fábricas de capacho e de estofados de carro, às quais os grandes produtores de coco em geral doam o resíduo da descasca, em troca do pó que utilizam na adubação do coqueiral. Considerando que os custos de transporte da casca até a fábrica e de retorno do pó até a fazenda correm por conta do proprietário da fábrica, a distância entre a fazenda de coco e a unidade de beneficiamento, muitas vezes inviabiliza a utilização da casca pela indústria e o conseqüente reaproveitamento do pó pelo produtor de coco (idem, p. 76). Os produtores da área vendem o coco verde ao atravessador que repassa o produto aos barraqueiros das praias. Alguns, dentre os de maior porte, vendem o produto diretamente para São Paulo. O coco seco (descascado) também é vendido ao atravessador que comercializa o produto na CEASA ou nas feiras e ao intermediário da indústria de leite de coco ou de polpa, que compra a matéria-prima aos grandes produtores. A presença do atravessador na comercialização do coco (verde ou seco) e, mais recentemente, a concorrência do produto importado, têm constituído as causas principais do rebaixamento do preço desse produto, tornando-se, portanto, fatores de desestímulo ao seu cultivo.

18 126 DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL - LITORAL NORTE Mergulhada em profunda crise, a cultura do coqueiro tende a continuar sofrendo redução da área ocupada e do volume produzido. Com o loteamento das fazendas onde é cultivado, o coco vai, aos poucos, transformando-se em cultura de granja para, em futuro próximo, sofrer nova retração, com a urbanização (iminente) dessas áreas. Dentre os problemas da atividade, no Litoral Norte, sobressaem: a) o caráter rudimentar das técnicas utilizadas no cultivo do coco e no beneficiamento de seu primeiro subproduto (a casca); b) a baixa fertilidade do solo das áreas onde predomina a cultura; c) a falta de água para irrigação dos coqueirais; d) a falta de apoio técnico e creditício à atividade; e) a incidência de pragas e doenças sem a adoção de medidas capazes de impedir a propagação das mesmas e de promover a recuperação dos coqueirais atingidos; f) o baixo preço do produto, agravado pela forte presença do atravessador na comercialização; g) a concorrência do produto importado, provocando retração da demanda do coco seco pela indústria; h) a inexistência de associação de produtores, a nível municipal e estadual..2.5 GRANJAS, FAZENDAS E CHÁCARAS Segundo padrão de uso e ocupação do solo, em extensão, do Litoral Norte, as granjas, fazendas e chácaras ocupam 9,% da área e têm maior expressão nos municípios de Igarassu (22,5%) e Itamaracá (19,5%), seguidos de Paulista, Itapissuma e Abreu e Lima com, respectivamente, 9,%, 8,4% e 7,4% da superfície municipal ocupada por esse padrão de uso do solo (tabela 16 e fotos 0 e 1). No que se refere à distribuição da área total de granjas, fazendas e chácaras pelos municípios do setor litorâneo em causa, cabe ressaltar a posição de Igarassu que detém 52,9% da mencionada área, seguido, de longe, pelos demais municípios (tabela 17). No que tange à distribuição espacial, as granjas, fazendas e chácaras concentram-se nas porções oriental e centro-sul da área, circundando núcleos urbanos ou acompanhando eixos viários principais tais como a PE-018, PE- 014, PE-049 e trechos da BR-101 Norte (mapa 02). Situam-se tanto em áreas de alta declividade como em topos planos e áreas de baixa declividade, ocupando terrenos de natureza calcária (Formação Gramame), arenítica (Formação Beberibe) e argilo-arenosa (Formação Barreiras). As unidades integrantes do padrão de uso e ocupação do solo em apreço resultam, em sua maior parte, do parcelamento de fazendas e sítios produtores de coco ou de engenhos e medem 1 a 12 hectares (no caso das granjas), 0,1 a 1 hectare (nas chácaras) e 100 a 700 hectares (no caso das fazendas de gado). Pertencem, na maior parte, a empresários e profissionais liberais residentes em Recife. As granjas e chácaras têm como função principal o lazer de segunda residência e, como atividade comum, o cultivo de fruteiras. Nas granjas, a atividade agrícola envolve o cultivo de coqueiro anão, laranja, mamão, banana, limão, abacate, acerola, caju, jaca, mangaba, sapoti, graviola, cana, macaxeira, milho verde, inhame, capim e, em menor escala, a produção de mudas de coco e outras fruteiras bem como de plantas ornamentais. Algumas praticam apicultura e piscicultura ou criam umas poucas cabeças de bovino.

19 127 FOTO 0 Granjas em Igarassu, à retaguarda do Canal de Santa Cruz, próximo à divisa Igarassu/Itapissuma. FOTO 1 Granjas à margem direita do rio Jaguaribe (Itamaracá). No primeiro plano, Reserva Ecológica do Jaguaribe e, ao fundo, ocupação urbana da Praia do Pilar.

20 128 DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL - LITORAL NORTE Até 1990, a avicultura era a atividade predominante no setor, sobretudo em Igarassu. Hoje, apenas algumas dessas unidades produzem frango de corte e ovos, em integração com empresas do setor avícola (abatedouros e fábricas de rações). Além dessas atividades, as granjas mais produtivas, a exemplo das localizadas no Tabuleiro de Monjope, têm projeto para diversificar a produção, com ranicultura (criação e beneficiamento), industrialização de água de coco, produção de derivados de mel, polpa de frutas e macaxeira pré-cozida. A produção das granjas é vendida ao atravessador, na própria granja ou na CEASA, quando o produtor dispõe de transporte para deslocar o produto até Recife. Alguns produtores de coco vendem o produto aos barraqueiros da orla marítima de Boa Viagem. O associativismo, no setor, encontra-se ainda em fase de consolidação, sobretudo onde os proprietários desenvolvem atividades produtivas e inexiste ou funciona precariamente, onde predomina o lazer de segunda residência. As fazendas existentes na área são em pequeno número - duas em Abreu e Lima e duas em Itapissuma - e de pequeno porte. Praticam pecuária bovina de corte (gado nelore e guzerat), criação de cavalo de raça e, em menor escala, criação de algumas cabeças de búfalo, atividades que, em geral, associam com cultivo de coqueiro. Fazem criatório semi-intensivo, utilizando pastagem artificial, na maior parte, cultivada sem irrigação. Como principais tendências do padrão de uso do solo em apreço, figuram: a) permanência da queda da avicultura; b) o aumento da produção de milho verde e coco verde, da horticultura (nas propriedades maiores e com disponibilidade de água), da apicultura e da criação de peixes ornamentais; c) o loteamento das granjas localizadas, sobretudo em torno dos núcleos urbanos mais dinâmicos (Abreu e Lima, Igarassu e Itamaracá); d) expansão da área de granjas e chácaras, pelo parcelamento de fazendas de coco e de áreas ainda ocupadas com mata e cobertura vegetal em recomposição. Dentre os problemas do segmento em análise, sobressaem: a) falta de água para irrigação; b) dificuldade de escoamento da produção, em conseqüência da falta de pavimentação e de conservação das rodovias de acesso à maior parte das áreas; c) falta de incentivo à capitalização das atividades desenvolvidas, de sorte a possibilitar a utilização do potencial produtivo do setor; d) organização incipiente dos produtores, retardando conquistas importantes para o setor tais como melhoria da infra-estrutura e dos serviços básicos, apoio técnico, financiamento e acesso direto do produtor ao mercado, entre outras; e) falta de equipamentos e serviços básicos (escola de 1 o grau maior, posto médico, posto telefônico, serviço de segurança e coleta de lixo) para atender às comunidades situadas no interior ou na periferia das áreas mais afastadas dos centros de prestação desses serviços..2.6 AQÜICULTURA Praticada em alguns estuários do Litoral Norte, a aqüicultura é uma atividade em expansão, na área, envolvendo tanto o cultivo artesanal de peixe, camarão e ostra como a produção, em larga escala e com tecnologia avançada, de camarão marinho. Atualmente, as duas modalidades ocupam uma área total de 1 60,67 hectares distribuídos nos municípios de Goiana (70,0%), Itapissuma (2,2%) e Itamaracá (6,8%) (tabela 17 e mapa 02). No primeiro caso (aqüicultura artesanal), incluem-se os pequenos viveiros localizados no estuário do rio Jaguaribe (foto 2), totalizando 77,61 ha, no rio Arataca e no Canal de Santa Cruz, sendo 15,18 ha no município de Itamaracá e 19,04 ha no município de Itapissuma, perfazendo, juntos, 111,8 ha ou o correspondente a 8,2% da área ocupada com aqüicultura no Litoral Norte. A estes acrescem-se os cultivos de ostra-de-mangue recém-implantados no estuário dos rios Arataca e Itapessoca. No segundo caso (produção, em larga escala, de camarão marinho), situam-se os projetos de carcinicultura implantados ou em implantação nos estuários dos rios Goiana e Megaó (Atlantis Aqüacultura) e Botafogo (Atapuz Aqüicultura, no município de Goiana e Maricultura Netuno, no município de Itapissuma) bem como na Fazenda Tabatinga, à retaguarda da praia homônima, em Ponta de Pedras (mapa 02), totalizando 1 248,84 hectares ou 91,8% da área total da atividade no Litoral Norte.

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