da internet O USO LEGAL Ética e valores para jovens da era digital

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1 Capa O Uso Legal da Internet DIGITAL.pdf 1 7/20/11 5:40 PM O USO LEGAL da internet Ética e valores para jovens da era digital Laboratório de estudos em ética nos meios eletrônicos Universidade Presbiteriana Mackenzie Organizadores: Solange Duarte Palma de Sá Barros Ubirajara Carnevale de Moraes O livro O uso legal da Internet tem o texto direcionado aos jovens de 14 a 18 anos e apresenta de forma simples e direta, vários temas importantes que estão relacionados ao uso não ético e indiscriminado da Internet. Cada assunto é ilustrado de forma bem humorada e traz também algumas questões para reflexão que podem ser realizadas em conjunto com pais e professores. Patrocínio Apoio

2 O trabalho O uso legal da Internet - Ética e valores para jovens da era digital de Solange Duarte Palma de Sá Barros e Ubirajara Carnevale de Moraes (orgs) foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada. Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença em

3 O USO LEGAL da Internet Ética e valores para jovens da era digital Laboratório de estudos em ética nos meios eletrônicos Universidade Presbiteriana Mackenzie Organizadores: Solange Duarte Palma de Sá Barros Ubirajara Carnevale de Moraes

4 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Augustus Nicodemus Gomes Lopes Chanceler Benedito Guimarães Aguiar Neto Reitor Marcel Mendes Vice Reitor Textos Solange Duarte Palma de Sá Barros Cátia Cilene Lima Rodrigues Juliana Abrusio MACKPESQUISA Josimar Henrique da Silva Presidente Ilustrações Edson Takashi Okuyama Capa, Projeto Gráfico e Diagramação Ro Comunicação Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução parcial ou integral sem prévia autorização dos autores by Laboratório de Estudos em Ética nos Meios Eletrônicos Universidade Presbiteriana Mackenzie O uso legal da Internet : ética e valores para jovens da era digital / organizadores: Solange Duarte Palma de Sá Barros, Ubirajara Carnevale de Moraes. São Paulo : p. : il. ; 23 x 18 cm. O projeto que gerou este livro foi financiado pelo MackPesquisa. Obra com tiragem 2000 cópias. Impressão e Acabamento: Gráfica Bandeirantes 1. Internet. 2. Educação. 3. Ética. 4. Valores. 5. Cibercultura. I. Barros, Solange Duarte Palma de Sá. II. Moraes, Ubirajara Carnevale de. III. Universidade Presbiteriana Mackenzie. IV. Título. CDD

5 Dedicatória Dedicamos este livro a todos os jovens e adolescentes do novo milênio que acreditam em um mundo bem melhor. Agradecimentos Muitas pessoas contribuíram direta ou indiretamente para a realização deste projeto. Dentre estas pessoas, não podemos deixar de agradecer: Ao Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes e pelas valiosas contribuições dadas. Ao Reverendo Josué Alves Ferreira e aos professores de Ensino Religioso e Ética do Colégio Presbiteriano Mackenzie, Yon Morato Ferreira da Costa e Michelle Razuck Arci pela consolidação de pesquisa e pelas sugestões para os textos e ilustrações deste material. À Diretora do Colégio Presbiteriano Mackenzie, Profa. Débora Bueno Muniz Oliveira, por permitir a nossa entrada no Colégio para a realização da pesquisa de campo. À Diretora da Escola Estadual Romeu de Moraes, Profa. Rosangela Aparecida de Almeida Valim Gonçalves, que gentilmente nos permitiu a entrada na escola, para darmos continuidade às pesquisas. Ao Prof. Luis Henrique Fanti pela intermediação entre o grupo de pesquisa e os professores do Colégio Presbiteriano Mackenzie. À Professora Ana Cristina Azevedo Pontes de Carvalho pelas contribuições nos textos referentes às questões legais relacionadas à Internet. À Professora Ivete Irene dos Santos pelas sugestões na redação final. À Márcia Romero, da RO Comunicação, pela realização voluntária do projeto gráfico e editoração deste livro. Ao MackPesquisa, pela oportunidade da realização e concretização deste projeto. Equipe do Laboratório de Estudos em Ética nos Meios Eletrônicos

6 Apresentação Este livro é um dos resultados de um grande projeto realizado na Universidade Presbiteriana Mackenzie pelo LEEME (Laboratório de Estudos em Ética nos Meios Eletrônicos), que contou com o apoio do MackPesquisa. Neste projeto, além de uma pesquisa teórica sobre a Internet, fizemos uma pesquisa com mais de 2000 alunos do Ensino Fundamental II e Médio de escolas públicas e particulares da região central de São Paulo (capital). Assim, conseguimos identificar qual tipo de uso estes jovens estão fazendo da Internet e, então, produzimos este livro para orientá-los durante seus acessos à rede. Com um texto direcionado aos jovens de 10 a 14 anos e com ilustrações bem humoradas, apresentamos de forma simples e direta, vários temas importantes e que estão relacionados com o uso não ético e indiscriminado da Internet. Ao mesmo tempo em que explicamos cada um dos problemas, sugerimos algumas questões para reflexão, que podem ser realizadas em conjunto com pais e professores. O objetivo é criar um espaço permanente de discussão entre jovens, pais e educadores sobre temas que além de estarem associados às questões éticas e morais, muitas vezes são consideradas práticas ilegais, portanto, configuram um crime. Acreditamos que a palavra chave deste livro é CONSCIENTIZAÇÃO. Os jovens precisam conhecer os perigos associados à Internet, para que saibam se defender quando necessário. Ainda, precisam prestar mais atenção nas suas atitudes na Internet, para que sempre sigam o caminho ético. Não podemos nos esquecer de que mais do que conectar máquinas, a Internet conecta pessoas e forma um espaço público, como uma praça ou um shopping center. O espaço público virtual está cheio de pessoas boas e pessoas más (exatamente como acontece no mundo real), que por trás de uma máquina conversam, compram, jogam, pesquisam, se divertem, publicam e que também roubam, enganam, mentem, caluniam e fazem muito mal à sociedade. Esperamos poder contribuir na formação ética dos jovens cidadãos do novo milênio! Equipe do Laboratório de Estudos em Ética nos Meios Eletrônicos

7 Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3 Capítulo 4 Capítulo 5 Capítulo 6 Capítulo 7 Capítulo 8 Capítulo 9 Capítulo 10 Ética e Virtudes O que é Moral? O que é Ética? O que é cidadania? 6 Crackers Os Vândalos da era virtual 10 Peer-to-Peer (P2P) Compartilhando arquivos de desconhecidos 12 Vírus O conhecimento a serviço do mal 14 Phishing Quando a isca é você! 16 Spam Lixo eletrônico na sua caixa de 18 Pirataria Alimentando ações criminosas 20 Plágio e compra de trabalhos prontos A desonestidade intelectual 22 Preguiça virtual A Internet e suas facilidades 24 Violência em games Enganando o nosso cérebro 26 Capítulo 11 Capítulo 12 Capítulo 13 Capítulo 14 Capítulo 15 Capítulo 16 Capítulo 17 Capítulo 18 Capítulo 19 Vício no uso da Internet Quando o equilíbrio vai embora 28 Pedofilia Um crime contra a inocência 30 Exposição da imagem e de dados pessoais Abrindo as portas da sua vida para qualquer um 32 Boatos, mentiras e apologias A Internet propagando o mal 34 Cyberbullying Agressão reais no espaço virtual 36 Exposição à pornografia A deturpação da natureza humana 38 Apostas on-line Jogando Dinheiro Fora 40 Questões legais A voz da lei 42 Questões da saúde A tecnologia interferindo na sua saúde 44 Capítulo 20 O uso legal da Internet 47 Apresentação do LEEME Laboratório de Estudos em Ética nos meios de comunicação 48

8 6 Capítulo 1: Ética e Virtudes O que é Moral? O que é Ética? O que é cidadania? Moral é o conjunto de regras de comportamentos considerados como bons e corretos e que são formados a partir das tradições, da cultura e dos hábitos de um determinado povo. Estas regras orientam a conduta de uma sociedade, preservando a vida e minimizando a violência no convívio entre as pessoas. A Ética é o resultado da reflexão sobre a Moral e a busca por atitudes coerentes para uma vida boa à humanidade, num esforço de encontrar valores que sirvam como referência universal e que contribuam para o diálogo e o respeito entre os seres humanos, independentemente de suas diferenças culturais. No Mackenzie, a busca dos valores éticos se pauta pela nossa confessionalidade cristã. O exercício da Ética como reflexão do comportamento e conduta pessoal, bem como as consequências destas ações para a sociedade, promovem a política e a cidadania. A cidadania é a participação de cada um na sociedade com a consciência de que todo isolamento humano é temporário, e de que estamos constantemente em contato uns com os outros. Com a finalidade de promover a vida, a cidadania é o desenvolvimento das leis e regras que determinam os limites do exercício da liberdade nas relações entre as pessoas. Nesse sentido, a constituição das leis de direitos e deveres numa sociedade é baseada nos seus valores morais e na sua reflexão ética, com a finalidade de promover ordem e organização, tanto nas ações pessoais quanto em seus desdobramentos coletivos, ou seja, com a finalidade de promover a vida boa e justa a cada um dos que dividem a vida no mesmo espaço público. As virtudes podem ser consideradas como os hábitos de uma pessoa na prática do bem em seu dia a dia e que são valorizados pela sociedade. Como todo hábito, uma virtude não é obtida de uma hora para outra. É a repetição de um determinado ato que o torna em hábito. Portanto, para obtê-lo, é necessária a prática constante de ações associadas a ela. Vamos conhecer um pouco mais sobre as virtudes? AMOR: O amor é um sentimento que se manifesta na atitude de reconhecimento, valorização e esforço para a manutenção da nossa vida e da vida do outro. O amor afirma a existência humana e dá sentido à vida. Assim, amar é antes de um sentimento declarado, o desejo e o empenho para que a vida perpetue, sendo a origem de todos os valores. RAZÃO: A razão é a virtude da busca e procura do conhecimento e da verdade baseada na lógica, na razão e na análise sobre os fatos da realidade. A razão é fundamental para se estabelecer critérios justos para se formar uma opinião coerente sobre os impasses e

9 7 problemas que a vida nos apresenta. Não podemos abrir mão de ser críticos, de buscar conceitos claros sobre a vida e de nos motivar sempre para aprender e nos desenvolver como indivíduos e cidadãos. PRUDÊNCIA: A prudência é o zelo pela vida em toda sua expressão, prevenindo o mal e buscando corrigir danos já ocorridos. O cuidado se baseia no amor e é o pressuposto para a existência. É uma ação amorosa concreta, que presta atenção na vida, própria e do outro, numa atitude tanto preventiva quanto restauradora. RESPONSABILIDADE: Responsabilidade é a capacidade de oferecer boas soluções aos impasses com os quais nos deparamos na realidade, independente de quem seja o responsável. Responsabilidade é também a capacidade de prever as ações e as consequências delas para nós e para a humanidade procurando, portanto, agir de modo a promover o bem comum. Responsável é então, aquele indivíduo capaz de agir sem causar prejuízo à vida, à natureza e ao planeta, solucionando os problemas que ocasionalmente forem encontrados. SOLIDARIEDADE: A solidariedade é o princípio da cooperação entre os seres humanos, que se origina da consciência de que viver é antes de tudo, conviver. Assim, na soma das nossas individualidades, formamos uma unidade com a humanidade, em que todos precisam uns dos outros. Ser solidário é agir e trabalhar com os outros para um benefício e propósito comum de desenvolvimento, não necessariamente para si, de modo interesseiro, mas de modo interessado na construção de uma dinâmica melhor de convívio e existência. COMPAIXÃO: A compaixão é a capacidade de reconhecer e se empatizar com o sofrimento do outro e, solidariamente, acolher e compreender sua manifestação, reconhecendo seu valor e a sua condição humana. A compaixão não é uma condição de pena ou dó, mas é o desapego de si mesmo, combinado com o cuidado e o amor ao próximo, na intenção de oferecer apoio e resgate da vida em sofrimento. INTEGRIDADE: A integridade é a prática da ética na vida cotidiana, a experiência profunda de existir, com consciência, reconhecimento e amor à humanidade. Ser íntegro é agir deliberadamente com liberdade com o objetivo de perpetuar a vida em abundância. É ser coerente, nas intenções e na prática, com a reflexão dos valores morais, construindo o bem comum. SAÚDE: A saúde é o bem estar físico, psicológico, moral e social, que permite a uma pessoa viver longe de doenças, com a manutenção do equilíbrio e da moderação. A saúde está relacionada à percepção das necessidades do corpo, diferenciando cada necessidade dos desejos e tomando decisões que permitam uma existência plena.

10 8 HONESTIDADE: A honestidade é a transparência das intenções nas ações tomadas, a capacidade de manter o discurso e as ações baseados na moral. Para ser honesto é necessária a autoanálise que revela a exatidão da realidade com sinceridade e coerência, lealdade e honradez. AUTOESTIMA: é o amor direcionado a si mesmo sem, com isto, desconsiderar o outro. É realizar uma avaliação detalhada e honesta de si mesmo, de modo amoroso, indicando todos os seus potenciais (virtudes) bem como os seus defeitos. Esta avaliação possibilita uma ampliação da consciência de si, valorizando seus pontos fortes e estimulando os potenciais humanos que a pessoa ainda não desenvolveu. A autoestima baseia-se no amor e na confiança pessoal que preserva o indivíduo de expor-se a riscos. AMIZADE: A amizade é uma relação afetiva entre duas ou mais pessoas. Para que este sentimento permaneça é necessária a prática de várias outras virtudes: a compreensão, a solidariedade, e lealdade e a generosidade. A amizade é um sentimento recíproco que permite que uma pessoa divida os bons e os maus momentos de sua vida, compartilhando sentimentos, emoções e experiências vividas. CORAGEM: A coragem é uma força interior capaz de superar o medo, a incerteza ou uma dor. Mais do que fortalecer, a coragem permite a uma pessoa seguir em frente e continuar seu caminho sem fraquejar ou desistir. Ser corajoso é também saber reconhecer os limites que devem ser respeitados nas diversas situações para poder proteger a própria vida. LEALDADE: A lealdade é o respeito aos vínculos entre os diversos tipos de relações existentes na vida de uma pessoa: pais e filhos, marido e mulher, patrão e empregado, pátria e cidadão, etc. Com a lealdade consegue-se reforçar e proteger estas relações de forma que a confiança passa a ser um dos sentimentos mais presentes entre as partes envolvidas. TOLERÂNCIA: A tolerância pode ser definida como uma resistência ou aceitação natural diante de algo que é considerado contrário a um valor ou regra. A tolerância é adquirida com a prática diária e permite a existência da serenidade nos momentos difíceis ou desgastantes ao longo da existência. HUMILDADE: A humildade é o reconhecimento da nossa própria fraqueza e imperfeição em relação às pessoas e em relação às situações impostas pela vida. A humildade reflete-se na modéstia e na simplicidade do caráter, fazendo que não nos julguemos melhor ou mais importantes do que outra pessoa. GRATIDÃO: A gratidão é o reconhecimento que alguém nos prestou um bem, uma ajuda ou um favor. É uma emoção que fortalece laços e estreita as relações.

11 9 Quando uma pessoa agradece por alguma coisa, além de reconhecer a atitude do outro, está naturalmente criando um sentimento de retribuição em oportunidades futuras. RESPEITO: O respeito está associado ao reconhecimento da importância do outro na sociedade, agindo ou deixando de agir em diversas situações da vida. O respeito não se limita ao ser humano: está associado aos espaços públicos, às crenças e aos valores representativos de uma força ou poder. HUMOR: O humor é um estado de ânimo de uma pessoa que mostra o quanto ela está disposta e de bem com a vida. É um sentimento elogiável e contagiante que permite mudar a forma de encarar problemas cotidianos e perceber que só se deve dar importância a coisas realmente importantes. Para pensar Que outras virtudes, não citadas neste texto, podem ser consideradas importantes para a vida de uma pessoa?

12 10 Capítulo 2: Crackers Os vândalos da era virtual! Você sabe qual é a diferença entre os termos hacker e cracker? Os hackers surgiram na década de 50 e foram associados às pessoas que conheciam e dominavam as técnicas da computação. Eram pessoas viciadas em computação e programavam como ninguém. Com os avanços da computação, a quantidade de hackers foi aumentando e sua cultura difundida: eles têm um código de ética hacker, onde princípios como compartilhar conhecimento são divulgados. Eles adoram desafios e estão sempre em busca das falhas de segurança dos sistemas de computadores das empresas. É uma pena, mas existem pessoas com este conhecimento que o usam para o mal e acessam sistemas e redes ilicitamente com intenções inescrupulosas, maldosas ou criminosas. Para diferenciar estes dois grupos, foi então criado o termo cracker que passou a representar os vândalos da era virtual que quebram senhas, roubam dados e desviam dinheiro. Na verdade, existe uma série de denominações associadas a cada uma das práticas que o hacker faz. O conhecimento de um hacker é tão grande que muitas empresas buscam este tipo de pessoa para fazer parte de seu quadro de funcionários. Faz sentido, pois se o hacker sabe tudo sobre como burlar a segurança, ele é a pessoa mais indicada para perceber quais são as falhas de segurança da empresa e melhorá-la. Muitos jovens sentem-se motivados a ser um hacker do bem e buscam o aperfeiçoamento de suas técnicas. Já os crackers têm um perfil comum: são na maioria jovens entre 16 e 25 anos, com muito tempo livre e que habitualmente agem no período da noite e madrugada, horário que dificulta a descoberta dos ataques. Eles preferem atacar bancos, provedores de Internet, órgãos do governo e empresas multinacionais. Muitos crackers ficaram famosos quando conseguem invadir sistemas considerados seguros, como a NASA, porém, foram julgados e punidos de acordo com a lei. Infelizmente, a Internet é um dos meios de divulgação e instrução para a prática dos crackers. Existem sites que ensinam como burlar a segurança, como roubar senhas, etc. Fica evidente, que a índole do aprendiz é que vai determinar se ele será um hacker ou um cracker. Mais uma vez temos um exemplo da tecnologia a serviço do mal.

13 11 E o que mais? Para os interessados em aprofundar os conhecimentos na prática do hacker do bem e se tornar um grande profissional de segurança em computação, existem alguns cursos e programas de forma ção a distância. Consulte a Internet e conheça alguns deles. Quer conhecer um pouco sobre a ética hacker? Consulte o site Para pensar Muitas situações na vida envolvem escolhas, como por exemplo, ser um hacker ou um cracker. Quando escolhemos um caminho, estamos desviando nossos esforços e atenção para uma única direção. Economizar ou gastar? Divertir-se ou estudar? Ligar para alguém ou ligar a TV? Medicina ou Computação? Sempre teremos que fazer escolhas na vida. Elas fazem parte de nosso crescimento e devem sempre seguir os princípios e valores de sua vida.

14 12 Capítulo 3: Peer-to-Peer (P2P) Compartilhando arquivos de desconhecidos Confesse: você com certeza já baixou da Internet as músicas novas do seu grupo/cantor favorito, não é mesmo? Foi rápido (se você tem conexão do tipo Banda Larga) e fácil, não foi? Você certamente tem instalado no seu computador um programa de compartilhamento de arquivos, como o LimeWire, Ares ou Emule. Esses programas permitem a troca de arquivos entre computadores através das redes chamadas Peerto-Peer, ou simplesmente P2P. Nessas redes, todos os computadores envolvidos podem, ao mesmo tempo, enviar e buscar arquivos de outras máquinas. Através dos programas P2P é fácil fazer um busca por um determinado conteúdo e pronto: eis uma infinidade de usuários que têm aquilo que você procurava! Basta escolher e iniciar o download. Os tipos de arquivos que são mais comuns de serem compartilhados são músicas, filmes e imagens com a mesma qualidade do arquivo original. O que você não sabe, ou não leva em consideração no momento que inicia o download, é que você pode estar cometendo um crime de violação ao Direito Autoral. A música é de autoria de alguém. O filme ou seriado também. Basta que uma única pessoa compre o CD ou tenha acesso ao arquivo original e pronto: está feito o compartilhamento do arquivo com o mundo. Muitas pessoas pensam que tudo que circula pela Internet é de domínio público e todos têm direito de se apropriar. Isso não é verdade, pois, apesar do pouco controle existente, os direitos autorais existem e a lei brasileira considera a sua violação um crime. É certo que as indústrias da música e dos filmes terão que repensar as formas de distribuição de seus produtos para que não desapareçam. Uma alternativa que já existe, é a possibilidade de se comprar, pela Internet, a música que se quer, sem a necessidade de comprar todas as que estão no CD. Outra alternativa interessante é a atribuição da licença Creative Commons a alguns tipos de mídia. Nesse tipo de licença, o autor permite que seu trabalho seja copiado, porém, nunca para uso comercial. Assim, os créditos ficam sempre para o dono da obra e ele ganha muita visibilidade, já que muitas pessoas têm acesso à Internet. Este é um assunto que tem sido bastante discutido em todo o mundo para se estabelecer controles maiores nesta modalidade de troca de arquivos. Não se pode negar que as redes P2P estão diretamente relacionadas com atos ilícitos como a pirataria e violação dos direitos autorais. Outro problema associado às redes P2P diz respeito aos riscos de se gravar arquivos de origem desconhecida no seu computador. Muitos vírus vêm instalados em arquivos falsos, com nomes falsos e que sem que você perceba, podem causar diversos danos em