EXAME CLÍNICO DO SISTEMA DIGESTIVO DOS BOVINOS. Prof. Paulo Henrique Jorge da Cunha EV-UFG

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1 EXAME CLÍNICO DO SISTEMA DIGESTIVO DOS BOVINOS Prof. Paulo Henrique Jorge da Cunha EV-UFG

2 Estruturas de proteção dos bezerros lactentes Goteira esofágica Impede redução indesejada dos componentes do leite pelas bactérias no rúmen Acidez do conteúdo do abomaso Reduz quantidade de germes Fatores de proteção da mucosa do abomaso contra autodigestão Produção de muco; Regeneração do epitélio; Secreção de bicarbonato. Fatores de proteção da mucosa do abomaso contra autodigestão Produção de muco; Regeneração do epitélio; Secreção de bicarbonato

3 FISIOLOGIA MOTILIDADE RUMINORETICULAR Contração primária (ciclo de mistura) Contração secundária (ciclo da eructação) Ruminação

4 MOTILIDADE RUMINORETICULAR

5 CONTRAÇÃO PRIMÁRIA RIA Inibir o ciclo primário? Febre hipomotilidade (pirógenos endógenos acometem o centro gástrico no hipotálamo) Endotoxemia Mecanismo associado Ao processo inflamatório (citocinas, enzimas lisossomicas, etc.) Dor estímulo doloroso age no centro gástrico estimula os nervos esplâncnicos inibir a contração

6 CONTRAÇÃO PRIMÁRIA RIA Distensão do pré-estômago: receptores epiteliais respondem ao estímulo mecânico Ácidos graxos voláteis: [ ] inibem o impulso para o centro gástrico Doença do abomaso: receptores abomasais de tensão detectam o enchimento excessivo hipomotilidade ruminal Efeito das drogas depressoras: agem no SNC = inibem o centro gástrico = hipomotilidade

7 CONTRAÇÃO SECUNDÁRIA Inibir o ciclo secundário? Grave distensão do rúmen Lesões do nervo vago Animal em decúbito lateral (cárdia encoberta por líquido) Obstrução esofágica

8 RESENHA Idade Sexo Raça

9 ANAMNESE Estágio de prenhez-lacta lactação Período pós-partop parto Natureza da alimentação Velocidade de início e natureza da doença Evidencias de dor abdominal Natureza e o volume das fezes Tratamento anteriores

10 ANAMNESE Apetite Ingestão de alimentos Apreensão; Mastigação; Deglutição. Sede Bovino adulto: 50 a 80 L Diarréia, ia, Febre, Insuficiência renal...aumenta ingestão água;

11 ANAMNESE Ruminação Eructação Regurgitação e vômito Vômito: Consistência líquida l a pastosa, odor e cor de conteúdo ruminal Regurgitação: Defecação Saliva clara e bolos de ração mal mastigados, aparentemente frescos,

12 Rúmen CONDIÇÕES FAVORÁVEIS VEIS AOS MICROORGANISMOS Temperatura: C (atividade enzimática) Anaerobiose ph = Umidade = 7 a 14% Suprimento contínuo de substrato Osmolaridade: 260 a 340 mosm Predomínio de bactérias Gram negativas

13 EXAME CLÍNICO Inspeção do contorno abdominal Fonte: José R. Borges

14 Indigestão Simples Gases Sólido e líquido misturados sem que se possa definir o conteúdo Fonte: José R. Borges

15 Indigestão Gasosa Fonte: José R. Borges

16 Indigestão Espumosa Fonte: José R. Borges

17 Acidose Ruminal Predomínio de LíquidoL Fonte: José R. Borges

18 Compactação ruminal Fonte: José R. Borges

19 Indigestão Vagal Anterior Fonte: José R. Borges

20 Indigestão Vagal Posterior Fonte: José R. Borges

21 Colapso Ruminal Fonte: José R. Borges

22 Eventração Fonte: José R. Borges

23 EXAME CLÍNICO: Flanco esquerdo Palpação: Normal: camada superior: gases camada média: sólida camada inferior: líquido

24 EXAME CLÍNICO: Flanco esquerdo Palpação: Alterações Tensão elástica: timpanismo Consistência firme: impactação Predominância de líquido: acidose ruminal, indigestão vagal, obstrução intestinal

25 EXAME CLÍNICO: Flanco esquerdo Fonte: José R. Borges

26 EXAME CLÍNICO: Flanco esquerdo Percussão Normal: parte superior: som subtimpânico demais camadas: som maciço Timpanismo gasoso: parte superior do rúmen: som subtimpânico Timpanismo espumoso: todo o rúmen : som subtimpânico

27 EXAME CLÍNICO: Flanco esquerdo Auscultação simples: intensidade e freqüência Normal: 7 a 10 movimentos em 5 demais camadas: som maciço Hipermotilidade: Indigestão vagal Hipomotilidade: falta de fibra, fadiga, indigestões

28 EXAME CLÍNICO: Flanco esquerdo Auscultação dupla: intensidade e freqüência Normal: 9 e 13 costelas Som em cascata Alterações: Atonia: DAE

29 EXAME CLÍNICO: Flanco esquerdo Auscultação simples Auscultação dupla Fonte: José R. Borges

30 EXAME CLÍNICO: Flanco esquerdo Auscultação com balotamento Normal: sem presença de som Patológico: som de chapinhar metálico (líquido + gases): indigestão vagal, DAE, colapso ruminal som de chapinhar (líquido): acidose ruminal, indigestão vagal

31 EXAME CLÍNICO: Flanco esquerdo Auscultação com percussão Normal: som timpânico a maciço Patológico: som metálico (líquido + gases em órgãos cavitários): DAE, colapso ruminal

32 EXAME CLÍNICO: Flanco esquerdo Percussão Balotamento Fonte: José R. Borges

33 EXAME CLÍNICO: Flanco esquerdo Fonte: José R. Borges

34 EXAME CLÍNICO: Flanco esquerdo DAE X COLAPSO RUMINAL Área de projeção do som metálico: som do rúmen a área de projeção do som é maior Medição do ph: DAE: ph = 1-3 Colapso ruminal: ph = > 5

35 EXAME CLÍNICO: Flanco esquerdo DAE X COLAPSO RUMINAL Passagem de sonda: DAE: silêncio Colapso ruminal: borborignos Exploração retal: DAE: rúmen à direita, relativamente cheio e sem gases Colapso ruminal: rúmen geralmente vazio e com gases

36 Som Metálico no Deslocamento do Abomaso à Esquerda

37 Local da Auscultação Fonte: José R. Borges

38 EXAME CLÍNICO: Flanco direito Inspeção Normal: Pequena concavidade na fossa paralombar direita Abaulamento: DAD, Dilatação e torção do ceco, meteorismo intestinal

39 EXAME CLÍNICO: Flanco direito Palpação: observar tensão abdominal: tensão abdominal: dor abdominal Auscultação: sem importância clínica no bovino

40 EXAME CLÍNICO: Flanco direito Auscultação com balotamento Normal: sem presença de som Patológico: som de chapinhar metálico (líquido + gases): dilatação e torção do ceco, peritonite, DAD som de chapinhar (líquido): diarréia, ascite, peritonite

41 EXAME CLÍNICO: Flanco direito Auscultação com percussão Normal: som timpânico a maciço Patológico: som metálico (líquido + gases em órgãos cavitários): DAD,dilatação e torção do ceco, peritonite

42 EXAME CLÍNICO: Flanco direito DAD X TORÇÃO DO CECO Área de projeção do som metálico: DAD: do arco costal em direção cranio-ventral Ceco: na fossa paralombar Exploração retal: DAD: balão arredondado nem sempre palpável Ceco: balão ovalado, sempre palpável

43 EXPLORAÇÃO RETAL Obstrução intestinal (braço o +) Intussuscepção (caracol): nem sempre palpável Vólvulo e estrangulamento do ID: mesentério tenso como corda Torção do mesentério intestinal: alças tensas; acúmulo de muco e sangue no reto Dilatação e torção do ceco: palpa-se um balão ovalado e comprido

44 PROVAS DE DOR Punção pericárdica Punção abdominal Prova da cernelha Prova do bastão Prova da percussão dolorosa Prova da rampa

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