Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download ""

Transcrição

1

2

3

4

5

6 Ficha Técnica Título: Empresários seniores em Portugal: conhecer e valorizar Relatório síntese do Estudo O envelhecimento ativo e os empresários seniores Equipa responsável pelo Estudo: AEP - Associação Empresarial de Portugal Manuel Biltes, Paula Silvestre e Raquel Araújo Quaternaire Portugal - Consultoria para o Desenvolvimento S.A. António Figueiredo, Maria de Lurdes Cunha, Paulo Feliciano e Sónia Trindade Design e paginação: MSG Pro 1ª. Edição: novembro de 2013 Tiragem: 250 exemplares

7

8

9 ÍNDICE NOTA DE APRESENTAÇÃO...9 SUMÁRIO EXECUTIVO...10 EXECUTIVE SUMMARY...14 INTRODUÇÃO...18 Conceito de empresário sénior...22 ELEMENTOS DE ENQUADRAMENTO...23 Portugal no grupo dos países mais envelhecidos da Europa...23 O envelhecimento da população, ameaças e oportunidades...24 A participação dos mais velhos no mundo do trabalho...26 REPRESENTATIVIDADE E PERFIS DOS EMPRESÁRIOS SENIORES...29 O aumento da representatividade dos empresários seniores...29 Ser empresário pela primeira vez depois dos 50 anos...31 PERSPETIVAS QUANTO À LONGEVIDADE DA VIDA ATIVA DOS EMPRESÁRIOS SENIORES...35 Retirada dos negócios, sucessão e transferência intergeracional...35 Perceções face ao envelhecimento e às diferentes gerações de empresários PISTAS PARA A INTERVENÇÃO...42

10 ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1. Perspetiva geral do roteiro analítico do Estudo...21 Figura 2. Sistema de formação: teorias do funil e da ampulheta...27 Figura 3. Patrões/empregadores, total e grupo com 50 e + anos (1991, 2001 e 2011)...29 Figura 4. Patrões/empregadores com 50 e + anos por faixa etária, 2011 (%)...30 Figura 5. Patrões/empregadores com 50 e + anos por género, 2011 (%) (%)...31 Figura 7. Empresas dos empresários com 50 e + anos segundo os setores mais representados, 2011 (%)...31 Figura 8. Empresas dos empresários com 50 e + anos segundo a dimensão, 2002 e 2012 (%)...32 Figura 10. Condições para a retirada da empresa (%)...36 Figura 11. Forma de retirada da empresa (%)...36 Figura 12. Situação face à sucessão e transmissão da empresa (%)...37 Figura 13. Transferência de conhecimentos e competências (%)...38 Figura 14. Formas de transferência dos conhecimentos e competências (%)...38 Figura 15. Atividades associadas à qualidade de vida e bem-estar (%)...39 Figura 16. Situações de discriminação enquanto empresário senior (%)...40 ÍNDICE DE QUADROS Quadro 1. Fontes de informação...21 Quadro 3. Patrões/empregadores, total e grupo com 50 e + anos (1991, 2001 e 2011)...29 Quadro 4. Eurobarómetro do Empreendedorismo...33 Quadro 5. Disponibilidade para apoio/aconselhamento a empresários mais jovens ou com menor experiência (%)...40

11 NOTA DE APRESENTAÇÃO A presente publicação reúne o essencial de um estudo sobre O Envelhecimento Ativo e os Empresários Seniores, promovido pela AEP - Associação Empresarial Técnica Fundo Social Europeu e pelo Estado Português e realizado tecnicamente, em parceria, pela Quaternaire Portugal, Consultoria para o Desenvolvimento S.A.. A promoção de um estudo desta natureza explica-se, por um lado, pela constatação de algumas interrogações sem respostas do terreno: Quantos são? Como são? Como perspetivam o prolongamento da atividade e a sua relação com o envelhecimento? Qual a relevância das iniciativas depois dos 50 anos? Que motivações, que condições, que limitações? Como ajustar as práticas empresariais e as políticas ao envelhecimento da classe empresarial e à necessidade de fomentar o crescimento económico? por outro lado, que referenciais, que ações podemos encetar para promover, para capacitar a atividade empresarial e o empreendedorismo das gerações mais velhas em prol do crescimento e da coesão. Pelo grande contributo e colaboração, agradecemos a todas as organizações e personalidades que participaram, quer através das entrevistas quer dos focus group, realizados ao longo do estudo. Aos empresários seniores, o nosso agradecimento e reconhecimento especial, AEP - Associação Empresarial de Portugal 9

12 SUMÁRIO EXECUTIVO O envelhecimento da população é uma das tendências que marca de forma incisiva a evolução da sociedade e da economia na Europa. Em Portugal esta tendência é particularmente forte, colocando o país no grupo dos mais envelhecidos. O aumento das taxas de dependência dos idosos, a inatividade dos grupos de pessoas mais velhas e os impactos no mercado de trabalho têm atraído a atenção para os trabalhadores mais velhos e para a necessidade de prolongar o tempo de presença no mercado de trabalho. O envelhecimento da mão-de-obra e a extensão da vida ativa incidem quer nos trabalhadores, quer na classe empresarial. Contudo, os efeitos destas alterações na dinâmica empresarial dos mais velhos e na sua função empresarial estão ainda pouco estudados, bem como a vertente do empreendedorismo sénior, uma das linhas de política no âmbito do desígnio do envelhecimento ativo. É neste enquadramento que a AEP - Associação Empresarial de Portugal, promove o Estudo O Envelhecimento Ativo e os Empresários Seniores, com o objetivo central de contribuir para o aprofundamento do conhecimento da realidade dos empresários seniores em Portugal e das vantagens da promoção da atividade empresarial e do empreendedorismo das gerações mais velhas. Tratando-se de um tema pouco estudado optou-se por uma abordagem que gevidade na gestão das empresas, perceções face ao envelhecimento e às relações intergeracionais e ativação dos seniores para a atividade empresarial. A estratégia metodológica assentou no cruzamento das análises qualitativa e quantitativa e na utilização de fontes diversas documentos, estatísticas, inquirição, estudos de caso, entrevistas e painéis de discussão. O conceito adotado de empresário sénior abrange todos os empresários com 50 e mais anos, independentemente da idade de início da atividade empresarial. eram , aproximadamente o dobro do valor em 1991, correspondendo a 36% do total de empresários (apenas empregadores). Estes empresários são, sobretudo, idosos jovens 66% até aos 59 anos, mas 10

13 a taxa de empresários com 65 e mais anos não é negligenciável, bem como o seu masculino, apesar do aumento da presença feminina, e prevalecem as baixas As empresas detidas pelos empresários seniores não se distanciam das características do universo das empresas a maioria tem 10 ou menos trabalhadores e o setor mais relevante é o comércio (34%), seguido da indústria transformadora, da construção e do alojamento e restauração. Quanto à atividade empresarial iniciada após os 50 anos, as fontes disponíveis não permitiram contabilizar a sua incidência na dinâmica geral da criação de dos (Programa de apoio ao empreendedorismo e à criação do próprio emprego) foi apurado que os empreendedores com 50 e mais anos representam 13% das Entendido como instrumento para reforçar a atividade económica dos mais velhos, por opção ou necessidade, o empreendedorismo sénior não se esgota na criação de empresas ou no auto-emprego e inclui outras dimensões importantes, como o empreendedorismo social e o apoio a outros empresários mais novos ou menos experientes. Em qualquer caso, os contactos estabelecidos permitiram concluir da sua fraca representatividade nas estratégias das organizações, o que leva a questionar se o potencial dos mais velhos, que querem e estão em condições de assumir uma atitude mais empreendedora, está a ser efetivamente rentabilizado. Relativamente à longevidade da atividade empresarial, a informação recolhida através de inquérito (154 respondentes) revela um forte vínculo ao trabalho e uma tendência de permanência na empresa para além da idade da reforma. Para a maioria dos inquiridos, três aspectos principais condicionam a saída da empresa: atingir um certo patamar etário, entendido de forma variável, assegurar a estabilidade da empresa e encontrar um sucessor. A questão da sucessão mantém-se como um problema difícil de resolver. À - 11

14 micas que impedem uma saída digna dos empresários. Neste contexto, a longe- bém como uma obrigação por falta de alternativas. um processo muito individual e a idade, encarada a partir de vivências distintas, A perceção do seu estatuto de empresário sénior baseia-se fundamentalmente nos valores acumulados de experiência e sabedoria, que os distinguem positivamente dos empresários jovens, mas também são referidas desvantagens, nomeadamente a desatualização dos conhecimentos face às mudanças da sociedade, da economia e do mundo do trabalho. A apreciação relativa aos empresários jovens é, em geral, muito positiva e radica, sobretudo, na formação académica e na facilidade de utilização das TIC, e com menor incidência no dinamismo e na capacidade física. O potencial de relação e aprendizagem intergeracional é evidente na posição da maioria dos empresários inquiridos, quando considera a hipótese de apoiar e aconselhar outros empresários, disponibilidade que pode ser aproveitada em favor de programas de mentoring/coaching. Da análise das perspetivas de adesão dos empresários inquiridos às atividades que ajudam a cumprir a qualidade de vida e o bem-estar, após a retirada das empresas, conclui-se que o exercício físico e a utilização das TIC são as atividades com maior relevância. Em contraponto, a participação na vida política e associativa e o voluntariado integram-se no grupo das práticas menos referidas para esta fase da vida. Em função dos resultados do Estudo são elencados os seguintes domínios prioritários de intervenção: Sensibilização e informação: orientado para alertar para as alterações demo- empresarial, sem descurar a necessidade de aprofundamento do estudo sobre o tema, nomeadamente em termos setoriais. Serviços de apoio: supõe novas necessidades em termos de apoio aos empresários, nomeadamente a gestão da idade e da saúde, e o reforço da ação no 12

15 apoio à transição e à sucessão dos negócios. Capitalização das vantagens do envelhecimento ativo dos empresários: respeita ao contributo dos mais velhos para a dinamização da actividade empresarial, através das funções de apoio e aconselhamento, constituição de equipas mistas, transferência da sua experiência e conhecimento e aprendizagem intergeracional. Fomento do empreendedorismo sénior: integra-se na necessidade de capitalizar o contributo dos mais velhos (que querem e estão em condições de de contribuir para a economia e para a sociedade), e aferir se estão a ser impulsionados para tal e se estão a ser trabalhadas as barreiras que impedem a sua iniciativa. Desenvolvimento de competências: orientado para a necessidade de investir neste grupo, porque num cenário de prolongamento da atividade empresarial ração das modalidades e metodologias de formação face às características e particularidades destes grupos etários. 13

16 EXECUTIVE SUMMARY The population ageing is one of the trends that marks the development of the European society and economy in an incisive manner. In Portugal, this trend is particularly strong, placing the country among the group of the most aging countries. The increased old-age dependency ratio, the inactivity of the groups of elderly people and the impacts on the labour market have been attracting the attention to the older workers and to the need to extend the time of their presence in the labour market. The ageing workforce and the extension of the working life affect not only the workers, but also the business class. However, the effects of these changes in the business dynamic of the elderly and in their business activity are yet poorly explored; similarly, little do we know about senior entrepreneurship, one of the policy lines within the active ageing purpose. Under this framework, AEP - Portuguese Entrepreneurial Association, promotes the Study The Active Ageing and the Senior Business Owners, with the main purpose of contributing to a deeper understanding of the reality of senior business owners in Portugal and of the advantages obtained with the promotion of the business activity and entrepreneurship of the elder generations. Given the fact that this topic is understudied, an approach including diverse analytical axis was chosen: demographic trends and their implications in the longevity in the enterprises management, perceptions regarding ageing and the intergenerational relationships and motivation of the seniors towards the business activity. The methodological strategy was based on the intersection of both the qualitative and the quantitative analyses and in the use of diverse sources documents, statistics, inquiry, case studies, interviews and panel discussions. For the purpose of this study, the concept of senior business owner encompasses all business owners 50 or more years old, regardless of their age when the business activity began. The Study has shown that, in 2011, the business owners 50 or more years old 14

17 of the total number of business owners (employers only). but the ratio of business owners aged 65 and older is not negligible, neither is predominantly male, despite the increase in the female presence, and the schooling levels. The enterprises owned by senior business owners are not distant from the characteristics of the universe of enterprises the majority has 10 employees or building and hotels and restaurants. Regarding the beginning of the business activity after the age of 50, the available sources did not allow its incidence to be calculated in the overall dynamic of business creation. But, as far as the initiatives for unemployed people are concerned (Entrepreneurship and Creation of Self-Employment Support Programme), it was established that entrepreneurs who are 50 or more from the universe of senior business owners - they are younger and have higher diverse, from a sectorial point of view. Considered as an instrument to reinforce the economic activity of the elderly, either by choice or need, senior entrepreneurship goes beyond the creation of new business or self-employment, and it includes other important dimensions, such as social entrepreneurship and the support to younger or less experienced business owners. Anyhow, the contacts established made it possible to conclude its weak representativeness in the strategies of the organisations, which raises the question of whether one is actually taking full advantage of the potential of the elderly, who are willing and have the conditions to assume a more entrepreneurial attitude. As far as the longevity of the business activity is concerned, the information gathered through the survey (154 respondents) reveals a strong attachment to the occupation and a tendency to stay at the enterprise beyond retirement age. For the majority of the respondents, three main aspects determine the decision 15

18 to leave the enterprise: reaching a certain age level, which is understood emerge and prevent the business owners from leaving with dignity. In this context, the professional longevity cannot be simply considered as a source of personal and professional accomplishment, but, depending on the enterprises through old age, it may be an obligation imposed by the lack of alternatives. individual process and age, which is faced according to distinct experiences, does not seem to be a discriminating factor for the occupation of business owner. The perception of their status of senior business owners is based mainly upon the experience and wisdom, values accumulated over time and that positively set them apart from young business owners; some disadvantages are also mentioned, namely the outdated knowledge given the changes in the society, the economy and the world of work. Their appreciation of young business owners is, generally, very positive and relies on, especially, the academic training and the friendly use of ICT, but also on dynamism and physic capacity. The position assumed in the survey by most business owners clearly reveals the potential in the intergenerational relationship and learning, as they consider the possibility to support and advise other business owners, an availability that may An analysis to the business owners prospects to join activities that contribute to quality of life and well-being, after leaving the enterprises, leads to the conclusion that work out and use of ICT are the most relevant activities. On the other hand, the participation in the political and associative lives and voluntary work are within the least referred practices for this life stage. areas: Awareness and information: directed to draw attention to the demographic changes and the impacts that may occur in the enterprises and in the business 16

19 occupation, without neglecting the need to study the topic further, namely from a sectorial perspective. Support services: presumes new needs in terms of support to the business owners, namely age and health management, and the reinforcement of an active support to the business transition and succession. Put the active ageing of the business owners to good use: it is related to the contributions from the elderly to streamline the business activity, through the support and advice functions, constitute mixed teams, transfer their experience and knowledge and intergenerational learning. Promotion of senior entrepreneurship: it is part of the need to make the most out of the contribution from the elderly who want and have the conditions to create a new business and check whether these seniors are being encouraged to do so and whether the barriers that stop their initiative are being worked on. Development of competencies: directed to the need to invest in this group, because in a scenario of extension of the business activity there is an increase in of age brackets. 17

20 INTRODUÇÃO O envelhecimento da população é uma das tendências que marca de forma nos recursos públicos, nos sistemas de proteção social, no mercado de trabalho e na organização da vida em sociedade. Tratando-se de uma tendência de âmbito mundial, embora com incidên- ratios de dependência entre jovens e idosos, afetam Portugal de modo particularmente forte Portugal está no grupo dos países mais envelhecidos da Europa. Devido à atualidade do tema e à relevância dos seus impactos, o envelhecimento tem recebido a atenção dos políticos e dos investigadores, focando-se em questões como os sistemas de pensões, a saúde, o apoio social e os cuidados aos idosos. Mas o aumento das taxas de dependência dos idosos, a inatividade dos grupos de pessoas mais velhas e os impactos no mercado de trabalho, nomeadamente a rarefação e o envelhecimento da mão de obra, têm também atraído a atenção para os trabalhadores mais velhos. Assumindo-se como indispensável aumentar o tempo de presença no mercado de trabalho, a promoção do envelhecimento ativo, nomeadamente na sua componente económica é, assim, uma das orientações da política pública. complexo. O envelhecimento da mão de obra é uma das consequências mais evidentes empresarial. Em Portugal, em 2011, 36% dos empresários tinham 50 ou mais anos, em 1991 eram 32% 1. Além disso, a iniciativa empresarial dos mais velhos é também sinalizada como uma das saídas para a crise a para a criação de emprego, e este grupo começa a ser encarado como um público para as políticas do empreendedorismo. Todavia, apesar da representatividade destes empresários e do aumento previsível do seu espaço de intervenção na dinamização da economia e na liderança dos negócios, sabe-se pouco sobre este grupo e sobre os efeitos das mudanças 1 Refere-se apenas a empresários/empregadores, não inclui trabalhadores por conta própria sem empregados. 18

21 sarial e na função de empresários: Quantos são? Como são? Como perspetivam o prolongamento da atividade e a sua relação com o envelhecimento? Qual a relevância das iniciativas depois dos 50 anos? Que motivações, que condições, que limitações? Como ajustar as práticas empresariais e as políticas ao envelhecimento da classe empresarial e à necessidade de fomentar o crescimento económico? Os estudos, nacionais e internacionais, e a informação sobre o tema são escassos, mas os preconceitos em relação ao envelhecimento e as questões urgentes Na atualidade, são as elevadas taxas de desemprego dos jovens que ganham centralidade, mas não se pode ignorar o importante papel dos empresários mais velhos na criação de oportunidades para os jovens, por via do emprego ou através da regeneração da liderança das empresas. Relativamente à perceção da sociedade em relação aos mais velhos, importa considerar que devido à melhoria das condições de vida, cuidados de saúde de declínio. Os idosos vivem mais tempo e de forma mais saudável e este é também um período de oportunidades e de realizações, apesar dos estereótipos dominantes: dos idosos e a saliência do de muitos e, sobretudo, da comunicação social, constituem forças poderosas conservadoras, bloqueando as mudanças ao nível cultural e político, necessárias para o reforço duma sociedade coesa, justa e solidária. Recusar os contributos dos muitos idosos, a todos os níveis, constitui um erro extravagante e de custo social, europeu muito difícil, senão imprevisível 2. Se a sociedade ainda não consciencializou, em termos gerais, o novo paradig- matriz de pensamento o reforço da intervenção dos mais velhos na atividade empresarial e no mundo dos negócios. 2 CARNEIRO, R.; CHAU, F.; SOARES, C.; FIALHO, J. & SACADURA, M. (2012) O Envelhecimento da População: Dependência, Ativação e Qualidade. CES - Conselho Económico e Social, p. 18.O 19

22 Atente-se como em termos da cultura empreendedora, o foco dos estudos e das intervenções se centra nos empresários jovens, subvalorizando o potencial dos mais velhos. Aliás, o trabalho de terreno realizado permitiu perceber que mesmo alguns empresários, sobretudo os mais próximos do escalão dos 50 anos, manifestavam surpresa quando confrontados com o conceito de empresário sénior e com a ideia de se integrarem nesta categoria. É neste enquadramento que a AEP - Associação Empresarial de Portugal promoveu o Estudo O Envelhecimento Ativo e os Empresários Seniores, cujo objetivo central é contribuir para o aprofundamento do conhecimento sobre a realidade dos empresários seniores em Portugal e as vantagens da promoção da atividade empresarial e do empreendedorismo das gerações mais velhas. Realizar um diagnóstico da situação dos empresários seniores em Portugal, tão das empresas, as relações intergeracionais e a componente do empreendedorismo sénior. Apresentar um referencial de pistas de ação que favoreça a adoção de iniciativas orientadas para a promoção das vantagens da atividade empresarial das gerações mais velhas. Tratando-se de um tema pouco estudado, nacional e internacionalmente, optou-se por uma abordagem extensiva, numa lógica exploratória e de investigação de diversos eixos analíticos, considerados relevantes para o enquadramento e caracterização da realidade dos empresários seniores, nomeadamente: cações no mundo do trabalho; Evolução da representatividade face ao universo de empresários; Tendências quanto à longevidade na gestão das empresas (retirada dos negócios e sucessão); Perceções e atitudes face ao envelhecimento e à relação com a atividade empresarial; Relações intergeracionais, ao nível das práticas de transferência de competências e perceções face às diferentes gerações de empresários; Ativação dos seniores para a atividade empresarial. 20

23 A vantagem desta opção reside na estruturação de um quadro amplo de análise, que procura não perder de vista a complexidade do tema. A desvantagem revelou-se na incapacidade em aprofundar todas as dimensões consideradas, mas o propósito do Estudo também é lançar pistas para exercícios de aprofundamento subsequentes, que darão seguimento aos resultados alcançados. análises qualitativa e quantitativa, através da utilização de fontes diversas, que incluem documentos, estatísticas, inquérito, estudos de caso, entrevistas e painéis de discussão. Quadro 1. Fontes de informação diferentes componentes analíticas do Estudo Análise estatística: informação do sistema estatístico nacional de caracterização dos empresários e das empresas Inquérito aos empresários: aplicado a uma amostra de empresários envolvida em atividades de formação promovidas pela AEP (n=154), através de contacto telefónico e mail (julho, agosto e setembro de 2013) Estudos de caso a empresários seniores (n=3), através de entrevistas aprofundadas Entrevistas com peritos e serviços públicos Focus-group (n=2) e Workshops (n=2), os primeiros de caráter exploratório, os segundos dedicados à discussão e aprofundamento dos resultados preliminares do Estudo, envolveram cerca de duas dezenas de entidades e personalidades de diversas áreas, incluindo empresários Envelhecimento da população Envelhecimento ativo Atividade empresarial Empresários seniores Representatividade e perfil Perceções face ao envelhecimento e à relação com a atividade empresarial Tendências quanto à longevidade na gestão das empresas Relações intergeracionais Ativação dos seniores para a atividade empresarial Figura 1. Perspetiva geral do roteiro analítico do Estudo aos agentes políticos e empresariais, organizações com intervenção na área do envelhecimento, peritos e aos próprios empresários. A presente publicação corresponde ao relatório síntese do Relatório Final do Estudo e inclui, para além deste, os seguintes capítulos: Um primeiro capítulo de apresentação de elementos de contextualização mundo do trabalho e ao desígnio do envelhecimento ativo. Um segundo capítulo dedicado à apresentação das características dos empresários seniores e da sua representatividade no espaço nacional, bem como a abordagem do segmento dos empresários que iniciam a atividade empresarial depois dos 50 anos. 21

24 Um terceiro capítulo que explora dimensões associadas à longevidade da da dos negócios e à sucessão, e as perceções relativas ao envelhecimento e às diferentes gerações de empresários. Finalmente, o quarto capítulo é dedicado à apresentação das pistas de ação para o apoio às condições e vantagens da atividade empresarial e do empreendedorismo das gerações mais velhas. CONCEITO DE EMPRESÁRIO SÉNIOR Conceito de empresário sénior adotado no Estudo: Indivíduo com idade igual ou superior a 50 anos, que gere o seu próprio negócio, criado de raiz ou adquirido a outros, por conta própria ou como empregador, independentemente da idade que tinha quando iniciou o negócio. comprovar pela diversidade de designações recenseada em estudos e documentos de referência, regra geral, em língua inglesa:... grey, senior, third age, eldery, second career entrepreneurs, seniorpreneurs... (Empresários... grisalhos, seniores, da terceira idade, mais velhos, de segunda carreira ) Os conceitos incluem também diferentes aceções deste grupo, podendo integrar, ou não, os empresários que criaram empresas antes desta fase da sua vida, mas as designações referidas são aplicadas, sobretudo, aos empresários mais velhos sem iniciativa empreendedora anterior. A questão do marco etário também é entendida de forma diversa e não existe um consenso relativamente à idade a partir da qual se considera que um empresário se integra na categoria de sénior. Regra geral, o conceito envolve indivíduos dentro de uma faixa etária ampla 45 a 65 anos de idade. Tendo em consideração estas referências e os objetivos do Estudo, o conceito de empresário sénior adotado elege como marco etário de partida os 50 anos, mente da idade com que iniciaram a atividade empresarial. Deste modo, alinha-se o objeto com os objetivos do Estudo, na medida em que o que está em causa é compreender a atividade empresarial dos grupos etários mais velhos, e a idade em que iniciou só é relevante quando é indicador dessa mesma atividade. Por isso, é que o empreendedorismo sénior constitui 22

25 ELEMENTOS DE ENQUADRAMENTO PORTUGAL NO GRUPO DOS PAÍSES MAIS ENVELHECIDOS DA EUROPA O envelhecimento populacional é um dos principais problemas socioeconómicos em 2060, quase um 1/3 da população europeia terá pelo menos 65 anos e a proporção entre o número de pessoas em idade ativa e os reformados passará das atuais quatro para apenas duas pessoas 3. O fenómeno do envelhecimento da população não é uniforme nos diversos países da União Europeia. Em alguns países, as projeções apontam para um crescimento do grupo etário entre 15 e 64 anos, mas Portugal não se encontra entre esses países. Pelo diminuição das taxas de mortalidade e, sobretudo, de natalidade, apresenta como característica dominante um envelhecimento da população mais signi- Cooperação e Desenvolvimento Económico. Neste continente grisalho, Portugal ocupa hoje o lugar de um dos países mais envelhecidos. Trata-se de um caso peculiar entre as nações europeias, não por estar a envelhecer (porque todas as populações o estão!), mas pela rapidez com que este processo aqui se manifestou 4. Como consequência desta dinâmica, em 2011, o índice de envelhecimento era de 130 (130 idosos por cada 100 jovens), o que coloca Portugal como o 6º. das sinalizam a agudização destas tendências, por via do aumento da população com 65 ou mais anos e dos mais de 80 anos na década de 40, este grupo deverá ultrapassar o valor de 1 milhão (em 2010, eram cerca de ). 3 União Europeia (2011) The 2012 Ageing Report: Underlying Assumptions and Projection Methodologies. 4 ROSA, M. J. V.; CHITAS, P. (2013) Portugal e a Europa: Os Números. Fundação Francisco Manuel dos Santos, p

26 Quadro 2. INDICADOR População (milhões) Peso dos jovens (0-14 anos) na população total 14,9% 12,4% 12,2% Peso da população anos na população total 42,7% 38,9% 34,9% Peso da população ativa na população total 53,6% 63,4% 56,4% Peso dos idosos (65 ou + anos) na população total 19,0% 24,2% 31,4% Fonte: PORDATA e Projeções de População residente em Portugal: O ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO, AMEAÇAS E OPORTUNIDADES O envelhecimento da população e o aumento da longevidade individual são, em si mesmos, importantes conquistas que resultam do progresso e da melhoria das condições de bem-estar, mas os seus impactos são multifacetados e acarretam último, ganha no atual contexto de crise económica ainda maior centralidade, devido ao aumento da procura dos serviços e à redução do contributo para os sistemas. Numa perspetiva positiva, é recorrente a referência ao potencial de criação de novos bens e respetiva promoção de emprego, em particular na área de serviços sociais e pessoais, e ao modo como as empresas ainda não consciencializaram as possibilidades associadas a este novo mercado. Simultaneamente, são valorizadas as oportunidades que decorrem de vidas mais longas, mais saudáveis e autónomas, associadas ao aumento da esperan- que permite perspetivar que os idosos podem participar durante mais tempo e de forma mais ativa nas esferas pessoal, familiar, económica e social. O incremento exponencial da população idosa em Portugal ( ) representa, indiscutivelmente, um problema social. Mas, acima de tudo, o aumento do peso da população idosa pode ser encarado como uma grande oportunidade social, cultural e económica 5. 5 CARNEIRO, R.; CHAU, F.; SOARES, C.; FIALHO, J. & SACADURA, M. (2012) O Envelhecimento da População: Dependência, Ativação e Qualidade. CES - Conselho Económico e Social, p

SUMÁRIO EXECUTIVO 3 EXECUTIVE SUMMARY 6 APRESENTAÇÃO 9

SUMÁRIO EXECUTIVO 3 EXECUTIVE SUMMARY 6 APRESENTAÇÃO 9 Estudo O envelhecimento ativo e os empresários seniores Relatório Final Dezembro de 2013 0 ÍNDICE SUMÁRIO EXECUTIVO 3 EXECUTIVE SUMMARY 6 APRESENTAÇÃO 9 1. METODOLOGIA, FONTES DE INFORMAÇÃO E ETAPAS DO

Leia mais

Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações

Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações M ensagens que devem permanecer A pobreza não se combate apenas com caridade ou medidas de emergência. Queremos que a situação melhore

Leia mais

Seminário Final. 18 de Junho 2008

Seminário Final. 18 de Junho 2008 O impacto do (des)emprego na pobreza e exclusão social na sub-região Porto-Tâmega pistas de acção estratégicas Porto Rua Tomás Ribeiro, 412 2º 4450-295 Matosinhos tel.: 22 939 91 50 fax.: 22 909 91 59

Leia mais

15º Congresso Português. De Gerontologia Social. Conferência: Portugal é um País bom para se envelhecer?

15º Congresso Português. De Gerontologia Social. Conferência: Portugal é um País bom para se envelhecer? 15º Congresso Português De Gerontologia Social Conferência: Portugal é um País bom para se envelhecer? Dia: 28/11/13 Envelhecimento em Portugal Portugal, de acordo com os Censos 2011, apresenta um quadro

Leia mais

O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA E OS REPRESENTANTES DOS GOVERNOS DOS ESTADOS-MEMBROS, I. INTRODUÇÃO

O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA E OS REPRESENTANTES DOS GOVERNOS DOS ESTADOS-MEMBROS, I. INTRODUÇÃO 14.6.2014 PT Jornal Oficial da União Europeia C 183/5 Resolução do Conselho e dos Representantes dos Governos dos Estados Membros, reunidos no Conselho, de 20 de maio de 2014, sobre um Plano de Trabalho

Leia mais

EMPREENDEDORISMO JOVEM EM CABO VERDE: necessidades e oportunidades

EMPREENDEDORISMO JOVEM EM CABO VERDE: necessidades e oportunidades Ana Teresa Dias Valente Marline Morais Conceição Vieira de Carvalho Ana Teresa Dias Valente Morais EMPREENDEDORISMO JOVEM EM CABO VERDE: necessidades e oportunidades Dissertação de Mestrado em Intervenção

Leia mais

O CONSELHO DA UE E OS REPRESENTANTES DOS GOVERNOS DOS ESTADOS-MEMBROS, REUNIDOS NO CONSELHO,

O CONSELHO DA UE E OS REPRESENTANTES DOS GOVERNOS DOS ESTADOS-MEMBROS, REUNIDOS NO CONSELHO, C 172/8 PT Jornal Oficial da União Europeia 27.5.2015 Conclusões do Conselho sobre a maximização do papel do desporto de base no desenvolvimento de competências transversais, especialmente entre os jovens

Leia mais

Posicionamento Estratégico e Fundo de Apoio ao Empreendedorismo

Posicionamento Estratégico e Fundo de Apoio ao Empreendedorismo Posicionamento Estratégico e Fundo de Apoio ao Empreendedorismo FUNDAÇÃO AEP Fomentar uma verdadeira cultura de empreendedorismo, da valorização e dignificação do papel social do empresário e da modernização

Leia mais

Qualidade e boas práticas formação-ação PME uma aposta ganha 16.01.2013. Caparica

Qualidade e boas práticas formação-ação PME uma aposta ganha 16.01.2013. Caparica Qualidade e boas práticas formação-ação PME uma aposta ganha 16.01.2013 Caparica Antecedentes da Formação-Ação: Projeto piloto lançado em 1998 com IEFP Programa REDE AIP AEP Medida 2.2. Formação e Desenvolvimento

Leia mais

Compromisso para IPSS Amigas do Envelhecimento Ativo CONFEDERAÇÃO NACIONAL INSTITUIÇÕES DE SOLIDARIEDADE

Compromisso para IPSS Amigas do Envelhecimento Ativo CONFEDERAÇÃO NACIONAL INSTITUIÇÕES DE SOLIDARIEDADE 2014 Compromisso para IPSS Amigas do Envelhecimento Ativo CONFEDERAÇÃO NACIONAL INSTITUIÇÕES DE SOLIDARIEDADE MANIFESTO E COMPROMISSO DA CNIS IPSS AMIGAS DO ENVELHECIMENTO ATIVO As modificações significativas

Leia mais

A prevenção como instrumento de trabalho digno e de trabalho seguro

A prevenção como instrumento de trabalho digno e de trabalho seguro O contributo da EU-OSHA para a Prevenção como instrumento de trabalho digno e de trabalho seguro A prevenção como instrumento de trabalho digno e de trabalho seguro Emília Telo ACT PFN EU-OSHA (Agência

Leia mais

PROJECTO - FRANCHISING SOCIAL POTENCIADO PELO

PROJECTO - FRANCHISING SOCIAL POTENCIADO PELO PROJECTO - FRANCHISING SOCIAL POTENCIADO PELO MARKETING SOCIAL DESENVOLVIDO PELA CÁRITAS EM PARCERIA COM A IPI CONSULTING NETWORK PORTUGAL As virtualidades da interação entre a economia social e o empreendedorismo

Leia mais

Factores Determinantes para o Empreendedorismo. Encontro Empreender Almada 26 de Junho de 2008

Factores Determinantes para o Empreendedorismo. Encontro Empreender Almada 26 de Junho de 2008 Factores Determinantes para o Empreendedorismo Encontro Empreender Almada 26 de Junho de 2008 IAPMEI Instituto de Apoio às PME e à Inovação Principal instrumento das políticas económicas para Micro e Pequenas

Leia mais

J O S É L U I Z T E L L E S E S C O L A N A C I O N A L D E S A Ú D E P Ú B L I C A F U N D A Ç Ã O O S W A L D O C R U Z

J O S É L U I Z T E L L E S E S C O L A N A C I O N A L D E S A Ú D E P Ú B L I C A F U N D A Ç Ã O O S W A L D O C R U Z J O S É L U I Z T E L L E S E S C O L A N A C I O N A L D E S A Ú D E P Ú B L I C A F U N D A Ç Ã O O S W A L D O C R U Z P Ó S - D O U T O R A N D O N A E N S P - UNL POPULACIONAL ENVELHECIMENTO INDIVIDUAL

Leia mais

A Institucionalização da Pessoa Idosa

A Institucionalização da Pessoa Idosa UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR Ciências Sociais e Humanas A Institucionalização da Pessoa Idosa Ana Paula Leite Pereira de Carvalho Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Empreendedorismo e Serviço

Leia mais

O APOIO DAS EMPRESAS À COMUNIDADE RETRATO DOS DONATIVOS EM PORTUGAL

O APOIO DAS EMPRESAS À COMUNIDADE RETRATO DOS DONATIVOS EM PORTUGAL O APOIO DAS EMPRESAS À COMUNIDADE RETRATO DOS DONATIVOS EM PORTUGAL 2012/2010 Estudo Sair Da Casca e Informa D&B Dezembro 2013 METODOLOGIA Universo do estudo TECIDO EMPRESARIAL: Todas as entidades (pessoas

Leia mais

O Fórum Económico de Marvila

O Fórum Económico de Marvila Agenda O Fórum Económico de Marvila A iniciativa Cidadania e voluntariado: um desafio para Marvila A Sair da Casca O voluntariado empresarial e as políticas de envolvimento com a comunidade Tipos de voluntariado

Leia mais

Advisory Human Capital & Tax Services Family Business. Pensar a Família, Pensar o Negócio

Advisory Human Capital & Tax Services Family Business. Pensar a Família, Pensar o Negócio Advisory Human Capital & Tax Services Family Business Pensar a Família, Pensar o Negócio Realidade das Empresas Familiares Na PricewaterhouseCoopers há muito que reconhecemos nas empresas familiares um

Leia mais

UNIVERSIDADE DOS AÇORES DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E GESTÃO DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM CIÊNCIAS ECONÓMICAS E EMPRESARIAIS

UNIVERSIDADE DOS AÇORES DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E GESTÃO DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM CIÊNCIAS ECONÓMICAS E EMPRESARIAIS UNIVERSIDADE DOS AÇORES DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E GESTÃO DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM CIÊNCIAS ECONÓMICAS E EMPRESARIAIS A ACESSIBILIDADE E UTILIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE NA ILHA DE SÃO MIGUEL Ana Rosa

Leia mais

Trabalhadores mais Velhos: políticas públicas e práticas empresariais

Trabalhadores mais Velhos: políticas públicas e práticas empresariais Trabalhadores mais Velhos: políticas públicas e práticas empresariais PESTANA, Nuno Nóbrega (2003), Cadernos de Emprego e Relações de Trabalho n.º 1, MSST/DGERT, Lisboa, pp. 321. Susana Graça 1 A obra

Leia mais

As ações de formação ação no âmbito do presente Aviso têm, obrigatoriamente, de ser desenvolvidas com a estrutura a seguir indicada.

As ações de formação ação no âmbito do presente Aviso têm, obrigatoriamente, de ser desenvolvidas com a estrutura a seguir indicada. Anexo A Estrutura de intervenção As ações de formação ação no âmbito do presente Aviso têm, obrigatoriamente, de ser desenvolvidas com a estrutura a seguir indicada. 1. Plano de ação para o período 2016

Leia mais

Capital Humano e Capital Social: Construir Capacidades para o Desenvolvimento dos Territórios

Capital Humano e Capital Social: Construir Capacidades para o Desenvolvimento dos Territórios UNIVERSIDADE DE LISBOA FACULDADE DE LETRAS DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA Capital Humano e Capital Social: Construir Capacidades para o Desenvolvimento dos Territórios Sandra Sofia Brito da Silva Dissertação

Leia mais

Plano de Formação. Psicologia e Orientação em Contexto Escolar 2014/2015

Plano de Formação. Psicologia e Orientação em Contexto Escolar 2014/2015 Plano de Formação Psicologia e Orientação em Contexto Escolar 2014/2015 Enquadramento A evolução tecnológica e a incerteza com que atualmente todas as sociedades se confrontam colocam desafios acrescidos

Leia mais

Projeto de reflexão, investigação e debate: O investimento das empresas na comunidade

Projeto de reflexão, investigação e debate: O investimento das empresas na comunidade Projeto de reflexão, investigação e debate: O investimento das empresas na comunidade Edição 2011 Uma iniciativa desenvolvida com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, da Fidelidade Mundial e da Império

Leia mais

UIPES/ORLA Sub-Região Brasil

UIPES/ORLA Sub-Região Brasil 1 A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE NO MUNDO GLOBALIZADO 1 Introdução Área de atuação. A Carta de Bangkok (CB) identifica ações, compromissos e garantias requeridos para atingir os determinantes

Leia mais

ESCOLA SUPERIOR DE ENFERMAGEM DE COIMBRA Coimbra, May 2013. Carlos Souza & Cristina Silva

ESCOLA SUPERIOR DE ENFERMAGEM DE COIMBRA Coimbra, May 2013. Carlos Souza & Cristina Silva ESCOLA SUPERIOR DE ENFERMAGEM DE COIMBRA Coimbra, May 2013 Carlos Souza & Cristina Silva Population: 10,6 million. According to INE (National Institute of Statistics) it is estimated that more than 2 million

Leia mais

REGULAMENTO DO PASSAPORTE PARA O EMPREENDEDORISMO

REGULAMENTO DO PASSAPORTE PARA O EMPREENDEDORISMO REGULAMENTO DO PASSAPORTE PARA O EMPREENDEDORISMO Artigo 1º Âmbito Ao abrigo do n.º 1 do artigo 8.º da Portaria n.º 370-A/2012, de 15 de novembro de 2012, o presente regulamento estabelece os procedimentos

Leia mais

Carreiras e a Nova Geração Produtiva: Quais as Expectativas de Carreira de Jovens Profissionais?

Carreiras e a Nova Geração Produtiva: Quais as Expectativas de Carreira de Jovens Profissionais? Patrícia Freitas de Sá Carreiras e a Nova Geração Produtiva: Quais as Expectativas de Carreira de Jovens Profissionais? Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada ao Programa de Pósgraduação em Administração

Leia mais

Encontros do Observatório 2014 Pobreza Infantil

Encontros do Observatório 2014 Pobreza Infantil º Uma iniciativa: Com apoio: 1 Encontros do Observatório, 23 Maio 2014 1. Contextualização O Observatório de Luta contra a Pobreza na Cidade de Lisboa definiu como prioridade temática para 2014 a, problema

Leia mais

Curso Temático Intensivo 1 - Gestão da qualidade nos sistemas de formação profissional e de desenvolvimento de competências

Curso Temático Intensivo 1 - Gestão da qualidade nos sistemas de formação profissional e de desenvolvimento de competências Curso Temático Intensivo 1 - Gestão da qualidade nos sistemas de formação profissional e de desenvolvimento de competências O programa do curso sobre a qualidade no desenvolvimento de competências irá

Leia mais

A QUESTÃO DO ENVELHECIMENTO POPULACIONAL E SEUS EFEITOS NO MERCADO DE TRABALHO: UM FOCO NA PERCEPÇÃO E ATITUDES DO APOSENTADO.

A QUESTÃO DO ENVELHECIMENTO POPULACIONAL E SEUS EFEITOS NO MERCADO DE TRABALHO: UM FOCO NA PERCEPÇÃO E ATITUDES DO APOSENTADO. Revista Ceciliana Dez 2(2): 41-45, 21 - Universidade Santa Cecília Disponível online em http://www.unisanta.br/revistaceciliana A QUESTÃO DO ENVELHECIMENTO POPULACIONAL E SEUS EFEITOS NO MERCADO DE TRABALHO:

Leia mais

as quais permitem desenvolver novos saberes e potenciar a sua utilização e difusão.

as quais permitem desenvolver novos saberes e potenciar a sua utilização e difusão. 2011- O contributo do QREN para a competitividade e a coesão da região centro Intervenção do senhor Reitor, Prof. Doutor Manuel Assunção Centro Cultural da Gafanha da Nazaré Rua Prior Guerra 14 de Dezembro

Leia mais

Realizou-se dia 24 de Março, na Maia, nas instalações da Sonae Learning Center, a 6ª sessão da CoP, desta vez presencial.

Realizou-se dia 24 de Março, na Maia, nas instalações da Sonae Learning Center, a 6ª sessão da CoP, desta vez presencial. CoP de Gestão do Conhecimento Notas da sessão presencial de 24 de Março de 2014 Realizou-se dia 24 de Março, na Maia, nas instalações da Sonae Learning Center, a 6ª sessão da CoP, desta vez presencial.

Leia mais

Programa da Rede Social CLAS Mesão Frio. Plano de Acção. O Plano de Acção do CLAS de Mesão Frio é a componente do Plano de

Programa da Rede Social CLAS Mesão Frio. Plano de Acção. O Plano de Acção do CLAS de Mesão Frio é a componente do Plano de O do CLAS de Mesão Frio é a componente do Plano de Desenvolvimento Social, onde estão definidos alguns Projectos (com o desejo de uma projecção num futuro próximo), a serem desenvolvidos para se concretizarem

Leia mais

ECONOMIA SOCIAL PORTUGUESA: PAPEL NO PÓS-TROIKA GERIR UMA FUNDAÇÃO É UM COMPROMISSO PARA O FUTURO

ECONOMIA SOCIAL PORTUGUESA: PAPEL NO PÓS-TROIKA GERIR UMA FUNDAÇÃO É UM COMPROMISSO PARA O FUTURO GERIR UMA FUNDAÇÃO É UM COMPROMISSO PARA O FUTURO Citação de Dr. Emílio Rui Vilar 2 Tempo de mudanças sociais Estamos no início de um século que se adivinha difícil e instável nos seus Problemas Globais

Leia mais

A tangibilidade de um serviço de manutenção de elevadores

A tangibilidade de um serviço de manutenção de elevadores A tangibilidade de um serviço de manutenção de elevadores Tese de Mestrado em Gestão Integrada de Qualidade, Ambiente e Segurança Carlos Fernando Lopes Gomes INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO E CIÊNCIAS Fevereiro

Leia mais

TUTORIA INTERCULTURAL NUM CLUBE DE PORTUGUÊS

TUTORIA INTERCULTURAL NUM CLUBE DE PORTUGUÊS UNIVERSIDADE DE LISBOA FACULDADE DE PSICOLOGIA E DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO TUTORIA INTERCULTURAL NUM CLUBE DE PORTUGUÊS SANDRA MARIA MORAIS VALENTE DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO Área de

Leia mais

High Potentials, Talentos e Sucessão no Brasil

High Potentials, Talentos e Sucessão no Brasil High Potentials, Talentos e Sucessão no Brasil P e s q u i s a d a F u n d a ç ã o G e t u l i o V a r g a s I n s t i t u t o d e D e s e n v o l v i m e n t o E d u c a c i o n a l Conteúdo 1. Propósito

Leia mais

Estrutura da Apresentação

Estrutura da Apresentação Capacitar para Qualificação e Inovação das Redes Sociais do Minho-Lima (CQIRS-ML) Seminário Redes Sociais, Desenvolvimento e Coesão Social do Alto Minho: Diagnóstico, Perspetivas e Ações 2014-2020 19 de

Leia mais

Projeto de Resolução n.º 617/XII. Recomenda ao Governo a valorização e reconhecimento da educação não formal EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

Projeto de Resolução n.º 617/XII. Recomenda ao Governo a valorização e reconhecimento da educação não formal EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS Projeto de Resolução n.º 617/XII Recomenda ao Governo a valorização e reconhecimento da educação não formal EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS Enquadramento O debate e o apelo ao reconhecimento da educação não formal

Leia mais

Universidade da Beira Interior

Universidade da Beira Interior Universidade da Beira Interior Mestrado em Empreendedorismo e Serviço Social Titulo da Dissertação: PROGRIDE: foco de inovação social? Um estado de caso em três projectos PROGRIDE Mestranda: Vera Alexandra

Leia mais

POLÍTICAS SOCIAIS APOIO À NATALIDADE, À TERCEIRA IDADE, IGUALDADE E INCLUSÃO SOCIAL

POLÍTICAS SOCIAIS APOIO À NATALIDADE, À TERCEIRA IDADE, IGUALDADE E INCLUSÃO SOCIAL 1 POLÍTICAS SOCIAIS APOIO À NATALIDADE, À TERCEIRA IDADE, IGUALDADE E INCLUSÃO SOCIAL Senhora Presidente da Assembleia Senhoras e Senhores Deputados Senhor Presidente do Governo Senhora e Senhores Membros

Leia mais

Educação para a Cidadania linhas orientadoras

Educação para a Cidadania linhas orientadoras Educação para a Cidadania linhas orientadoras A prática da cidadania constitui um processo participado, individual e coletivo, que apela à reflexão e à ação sobre os problemas sentidos por cada um e pela

Leia mais

::ENQUADRAMENTO ::ENQUADRAMENTO::

::ENQUADRAMENTO ::ENQUADRAMENTO:: ::ENQUADRAMENTO:: :: ENQUADRAMENTO :: O actual ambiente de negócios caracteriza-se por rápidas mudanças que envolvem a esfera politica, económica, social e cultural das sociedades. A capacidade de se adaptar

Leia mais

(Docentes, Não-Docentes, Alunos e Encarregados de Educação) NOTA IMPORTANTE Esta apresentação não dispensa e leitura do Relatório da Função Manuel Leão. Tendo como preocupação fundamental a procura da

Leia mais

Número 7/junho 2013 O PROGRAMA URBACT II

Número 7/junho 2013 O PROGRAMA URBACT II Número 7/junho 2013 O PROGRAMA URBACT II PARTILHA DE EXPERIÊNCIAS E APRENDIZAGEM SOBRE O DESENVOLVIMENTO URBANO SUSTENTÁVEL O URBACT permite que as cidades europeias trabalhem em conjunto e desenvolvam

Leia mais

IX Colóquio Direitos Humanos na Ordem do Dia promovido pelo Grupo Parlamentar Português para a População e Desenvolvimento

IX Colóquio Direitos Humanos na Ordem do Dia promovido pelo Grupo Parlamentar Português para a População e Desenvolvimento IX Colóquio Direitos Humanos na Ordem do Dia promovido pelo Grupo Parlamentar Português para a População e Desenvolvimento Lançamento do Relatório 2014 do UNFPA Painel: Jovens em Portugal Da Oportunidade

Leia mais

Envelhecimento da população residente em Portugal e na União Europeia

Envelhecimento da população residente em Portugal e na União Europeia Dia Mundial da População 11 julho de 15 1 de julho de 15 Envelhecimento da população residente em e na União Europeia Para assinalar o Dia Mundial da População (11 de julho), o Instituto Nacional de Estatística

Leia mais

II Congresso Internacional TIC e Educação

II Congresso Internacional TIC e Educação ITIC: UM PROJETO PARA CONTRIBUIR PARA O APERFEIÇOAMENTO E EMBASAMENTO DO CORPO DE PROFESSORES DO PROGRAMA APRENDIZAGEM DO SENAC NO DOMÍNIO DA UTILIZAÇÃO DAS TIC Claudia Machado, Maria João Gomes Universidade

Leia mais

Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Excelentíssimas Senhoras e Senhores Deputados,

Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Excelentíssimas Senhoras e Senhores Deputados, Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Excelentíssimas Senhoras e Senhores Deputados, Encontro-me hoje aqui para, em nome do Governo Regional da Madeira, apresentar a Vossas

Leia mais

Sumário executivo. From: Aplicação da avaliação ambiental estratégica Guia de boas práticas na cooperação para o desenvolvimento

Sumário executivo. From: Aplicação da avaliação ambiental estratégica Guia de boas práticas na cooperação para o desenvolvimento From: Aplicação da avaliação ambiental estratégica Guia de boas práticas na cooperação para o desenvolvimento Access the complete publication at: http://dx.doi.org/10.1787/9789264175877-pt Sumário executivo

Leia mais

MAUS TRATOS NA POPULAÇÃO IDOSA INSTITUCIONALIZADA

MAUS TRATOS NA POPULAÇÃO IDOSA INSTITUCIONALIZADA Universidade de Lisboa Faculdade de Medicina de Lisboa MAUS TRATOS NA POPULAÇÃO IDOSA INSTITUCIONALIZADA Catarina Isabel Fonseca Paulos Mestrado em Medicina Legal e Ciências Forenses 2005 Esta dissertação

Leia mais

UNIVERSIDADE DE ÉVORA

UNIVERSIDADE DE ÉVORA UNIVERSIDADE DE ÉVORA MESTRADO EM INTERVENÇÃO SÓCIO-ORGANIZACIONÀL NA SAÚDE Curso ministrado em parceria com a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (DR Série, n.. 250 de 29 de Outubro de 2002)

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO PROGRAMA DE FERIAS DESPORTIVAS E CULTURAIS

PROJETO PEDAGÓGICO DO PROGRAMA DE FERIAS DESPORTIVAS E CULTURAIS 1. APRESENTAÇÃO PRINCÍPIOS E VALORES Acreditamos pela força dos factos que o desenvolvimento desportivo de um Concelho ou de uma Freguesia, entendido na sua vertente quantitativa e qualitativa, exige uma

Leia mais

ITIL v3 melhora Gestão de Serviço de TI no CHVNG/Espinho

ITIL v3 melhora Gestão de Serviço de TI no CHVNG/Espinho Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho ITIL v3 melhora Gestão de Serviço de TI no CHVNG/Espinho Sumário País Portugal Sector Saúde Perfil do Cliente O Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho envolve

Leia mais

Sociedade da Informação e do Conhecimento Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias 2013

Sociedade da Informação e do Conhecimento Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias 2013 Sociedade da Informação e do Conhecimento Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias 2013 38% DAS PESSOAS COM IDADE ENTRE 16 E 74 ANOS CONTACTAM COM ORGANISMOS

Leia mais

Observatório Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa

Observatório Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa Observatório Luta Contra a Pobreza na Cidade de Apresentação Plenário Comissão Social de Freguesia www.observatorio-lisboa.eapn.pt observatoriopobreza@eapn.pt Agenda I. Objectivos OLCPL e Principais Actividades/Produtos

Leia mais

Os Desafios da Fileira da Construção. As Oportunidades nos Mercados Externos

Os Desafios da Fileira da Construção. As Oportunidades nos Mercados Externos Os Desafios da Fileira da Construção As Oportunidades nos Mercados Externos Agradeço o convite que me foi dirigido para participar neste Seminário e felicito a AIP pela iniciativa e pelo tema escolhido.

Leia mais

Capítulo 3. Sumário do Capítulo. Sumário do Capítulo. Desenho da Pesquisa

Capítulo 3. Sumário do Capítulo. Sumário do Capítulo. Desenho da Pesquisa Capítulo 3 Desenho da Pesquisa 3-1 Sumário do Capítulo 1) Introdução 2) Desenho da Pesquisa: Definição 3) Desenho da Pesquisa: Classificação 4) Pesquisa Exploratória 5) Pesquisa Descritiva i. Desenho Secção

Leia mais

ROSNorte Rede de Observatórios de Saúde do Norte

ROSNorte Rede de Observatórios de Saúde do Norte ROSNorte Rede de Observatórios de Saúde do Norte À PROCURA DE UM INSTRUMENTO PARA A AVALIAÇÃO DO IMPACTO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE NA SAÚDE Grupo de Trabalho da Avaliação do Impacto dos Serviços de Saúde na

Leia mais

Empreendedorismo e desenvolvimento sustentável O papel da educação em Empreendedorismo Marco Lamas

Empreendedorismo e desenvolvimento sustentável O papel da educação em Empreendedorismo Marco Lamas Empreendedorismo e desenvolvimento sustentável O papel da educação em Empreendedorismo Marco Lamas EMPREENDEDORISMO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Empreendedorismo cultura Educação desenvolvimento sustentável

Leia mais

Programa Operacional Regional Alentejo 2014/2020. Inclusão Social e Emprego

Programa Operacional Regional Alentejo 2014/2020. Inclusão Social e Emprego Programa Operacional Regional Alentejo 2014/2020 Inclusão Social e Emprego Eixo 5 - Emprego e Valorização Económica dos Recursos Endógenos Objectivo Temático 8 - Promoção da sustentabilidade e qualidade

Leia mais

Alumni Survey Results

Alumni Survey Results Alumni Survey Results Comparing graduates labour market experience Summary Report Engineers Qualified in Higher Non-University VET Institutions Providing Arguments and Evidence for NQF/EQF Classification

Leia mais

EMPREGO E DESEMPREGO NO NORTE DE PORTUGAL

EMPREGO E DESEMPREGO NO NORTE DE PORTUGAL Seminário NORTE 2015 O Desenvolvimento Regional no Novo Horizonte Europeu: O caso do Norte de Portugal 25.Maio.2005 EMPREGO E DESEMPREGO NO NORTE DE PORTUGAL JOSÉ M. VAREJÃO Enquadramento Trajectória desfavorável

Leia mais

O desemprego como oportunidade Fundo Bem Comum

O desemprego como oportunidade Fundo Bem Comum Working Draft Last Modified 30/01/2007 18:09:06 GMT Standard Time O desemprego como oportunidade Fundo Bem Comum Conferência Mercado Laboral: A responsabilidade social das empresas em tempo de crise OJE

Leia mais

Políticas Públicas e Desemprego Jovem

Políticas Públicas e Desemprego Jovem UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR Ciências Sociais e Humanas Políticas Públicas e Desemprego Jovem Bruno José da Cruz Vilas Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Ciência Política (2º ciclo de estudos)

Leia mais

Empresas Familiares aprimoramento da governança corporativa para o sucesso do negócio

Empresas Familiares aprimoramento da governança corporativa para o sucesso do negócio Empresas Familiares aprimoramento da governança corporativa para o sucesso do negócio Nome Desarrollo de Sistemas de Gobierno y Gestión en Empresas de Propiedad Familiar en el Perú Objetivo Contribuir

Leia mais

Plano de Ação Regional Algarve 2014-2020 Desafios Regionais no contexto da Europa 2020. Recursos Humanos: Desafios para uma Região Inclusiva

Plano de Ação Regional Algarve 2014-2020 Desafios Regionais no contexto da Europa 2020. Recursos Humanos: Desafios para uma Região Inclusiva CONFERÊNCIA Plano de Ação Regional Algarve 2014-2020 Desafios Regionais no contexto da Europa 2020 Estrutura de Apresentação 3. Perspetivas para o Crescimento Inclusivo no contexto da Estratégia Europa

Leia mais

Casa do Povo de Vilarandelo. Plano de Ação 2015-2018

Casa do Povo de Vilarandelo. Plano de Ação 2015-2018 Plano de Ação 2015-2018 Eixo de Intervenção 1 Emprego, Formação e Qualificação a) Estabelecimento da Parceria com o Instituto de Emprego e Formação Profissional, I.P., com o objetivo de facilitar os processos

Leia mais

ADULTOS IDOSOS E REDES SOCIAIS: QUE MOTIVAÇÃO? QUE APRENDIZAGEM?

ADULTOS IDOSOS E REDES SOCIAIS: QUE MOTIVAÇÃO? QUE APRENDIZAGEM? ADULTOS IDOSOS E REDES SOCIAIS: QUE MOTIVAÇÃO? QUE APRENDIZAGEM? Maria Raquel Patrício Instituto Politécnico de Bragança, Portugal António Osório Universidade do Minho, Portugal Resumo: As redes sociais

Leia mais

Ref: 2013-1-ES1-LEO05-66260

Ref: 2013-1-ES1-LEO05-66260 Ref: 2013-1-ES1-LEO05-66260 Boas práticas na utilização de plataformas de aprendizagem colaborativa como modo de incentivar a criatividade e identificar boas práticas no setor da metalúrgica Relatório

Leia mais

AGENDA 21 escolar. Pensar Global, agir Local. Centro de Educação Ambiental. Parque Verde da Várzea 2560-581 Torres Vedras 39º05'08.89" N 9º15'50.

AGENDA 21 escolar. Pensar Global, agir Local. Centro de Educação Ambiental. Parque Verde da Várzea 2560-581 Torres Vedras 39º05'08.89 N 9º15'50. AGENDA 21 escolar Pensar Global, agir Local Centro de Educação Ambiental Parque Verde da Várzea 2560-581 Torres Vedras 39º05'08.89" N 9º15'50.84" O 918 773 342 cea@cm-tvedras.pt Enquadramento A Agenda

Leia mais

HQN 27-06-2015 PLANOS REGIONAIS DE DINAMIZAÇÃO DA ECONOMIA SOCIAL. Ponte de Lima, 27 Junho 2015. www.hqnstrategyconsulting.com

HQN 27-06-2015 PLANOS REGIONAIS DE DINAMIZAÇÃO DA ECONOMIA SOCIAL. Ponte de Lima, 27 Junho 2015. www.hqnstrategyconsulting.com PLANOS REGIONAIS DE DINAMIZAÇÃO DA ECONOMIA SOCIAL Ponte de Lima, 27 Junho 2015 www.hqnstrategyconsulting.com 1 PLANO REGIONAL DE DINAMIZAÇÃO DA ECONOMIA SOCIAL O desenvolvimento de um Plano Regional para

Leia mais

Considerações Finais. Resultados do estudo

Considerações Finais. Resultados do estudo Considerações Finais Tendo em conta os objetivos definidos, as questões de pesquisa que nos orientaram, e realizada a apresentação e análise interpretativa dos dados, bem como a sua síntese final, passamos

Leia mais

Quadro jurídico no sistema educativo português

Quadro jurídico no sistema educativo português I Simpósio Luso-Alemão sobre a Qualificação Profissional em Portugal - Oportunidades e Desafios Isilda Costa Fernandes SANA Lisboa Hotel, Av. Fontes Pereira de Melo 8, Lisboa 24 de novembro 2014 Contexto

Leia mais

Caracterização Demográfica, Socioeconómica e de Saúde da População Idosa Portuguesa

Caracterização Demográfica, Socioeconómica e de Saúde da População Idosa Portuguesa Caracterização Demográfica, Socioeconómica e de Saúde da População Idosa Portuguesa Tânia Costa, Ana Rego, António Festa, Ana Taborda e Cristina Campos Caracterização Demográfica, Socioeconómica e de Saúde

Leia mais

FICHA TÉCNICA AUTORIA DESIGN IMPRESSÃO TIRAGEM ISBN DEPÓSITO LEGAL EDIÇÃO. Relatório Síntese. Rita Espanha, Patrícia Ávila, Rita Veloso Mendes

FICHA TÉCNICA AUTORIA DESIGN IMPRESSÃO TIRAGEM ISBN DEPÓSITO LEGAL EDIÇÃO. Relatório Síntese. Rita Espanha, Patrícia Ávila, Rita Veloso Mendes Relatório Síntese FICHA TÉCNICA AUTORIA Rita Espanha, Patrícia Ávila, Rita Veloso Mendes DESIGN IP design gráfico, Lda. IMPRESSÃO Jorge Fernandes, Lda. TIRAGEM 200 exemplares ISBN 978-989-8807-27-4 DEPÓSITO

Leia mais

O QUE ABORDAMOS, EM PARTICULAR, NESTE EU REPORT?

O QUE ABORDAMOS, EM PARTICULAR, NESTE EU REPORT? Cosme 1 O QUE ABORDAMOS, EM PARTICULAR, NESTE EU REPORT? Neste EU Report abordamos, em particular, o COSME, o novo programa quadro europeu para a competitividade das Empresas e das PME (pequenas e médias

Leia mais

APDSI assinala o Dia Mundial das Telecomunicações e da SI dedicado à Banda Larga

APDSI assinala o Dia Mundial das Telecomunicações e da SI dedicado à Banda Larga APDSI assinala o Dia Mundial das Telecomunicações e da SI dedicado à Banda Larga Lisboa, - A APDSI associou-se mais uma vez às comemorações do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação

Leia mais

Pequenas e Médias Empresas no Canadá. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios

Pequenas e Médias Empresas no Canadá. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios Pequenas e Médias Empresas no Canadá Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios De acordo com a nomenclatura usada pelo Ministério da Indústria do Canadá, o porte

Leia mais

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO Introdução Escopo A Carta de Bangkok identifica ações, compromissos e promessas necessários para abordar os determinantes da saúde em

Leia mais

Seminário Inverno demográfico - o problema. Que respostas?, Associação Portuguesa de Famílias Numerosas

Seminário Inverno demográfico - o problema. Que respostas?, Associação Portuguesa de Famílias Numerosas Seminário Inverno demográfico - o problema. Que respostas?, Associação Portuguesa de Famílias Numerosas Painel: Desafio Demográfico na Europa (11h45-13h00) Auditório da Assembleia da República, Lisboa,

Leia mais

Resumo do Acordo de Parceria para Portugal, 2014-2020

Resumo do Acordo de Parceria para Portugal, 2014-2020 COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 30 de julho de 2014 Resumo do Acordo de Parceria para Portugal, 2014-2020 Informações gerais O Acordo de Parceria abrange cinco fundos: Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional

Leia mais

ESTUDO DAS MUDANÇAS NAS PIRÂMIDES ETÁRIAS DE MONTES CLAROS E BELO HORIZONTE, NO PERÍODO DE 2000 E 2010

ESTUDO DAS MUDANÇAS NAS PIRÂMIDES ETÁRIAS DE MONTES CLAROS E BELO HORIZONTE, NO PERÍODO DE 2000 E 2010 ESTUDO DAS MUDANÇAS NAS PIRÂMIDES ETÁRIAS DE MONTES CLAROS E BELO HORIZONTE, NO PERÍODO DE 2000 E 2010 BOTELHO, Nayara Thyelly Rodrigues Maia 1 OLIVEIRA, Cinthya Rodrigues 2 RESUMO O objetivo desse estudo

Leia mais

eficiência energética. Quando a sustentabilidade dá lugar a novos negócios

eficiência energética. Quando a sustentabilidade dá lugar a novos negócios VAMOS Ouvir 1 VAMOS Ouvir O setor financeiro, em particular o setor bancário, está sujeito a um intenso escrutínio, fortes pressões reputacionais e regulatórias, num ambiente de conjuntura económica e

Leia mais

formação financiamento

formação financiamento INTERVENÇÃO DO PRESIDENTE DA AEP - ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE PORTUGAL, JOSÉ ANTÓNIO BARROS, NA CONFERÊNCIA «EMPREENDEDORISMO UMA SOLUÇÃO PARA A CRISE», A VISÃO DO EMPREENDEDORISMO EM PORTUGAL, NO CENTRO

Leia mais

1º CONTRIBUTO DA UGT O EMPREGO DOS JOVENS INICIATIVA OPORTUNIDADE PARA A JUVENTUDE

1º CONTRIBUTO DA UGT O EMPREGO DOS JOVENS INICIATIVA OPORTUNIDADE PARA A JUVENTUDE 1º CONTRIBUTO DA UGT O EMPREGO DOS JOVENS INICIATIVA OPORTUNIDADE PARA A JUVENTUDE I. Enquadramento A UGT regista o lançamento da Iniciativa Oportunidade para a Juventude em Dezembro de 2011 e, no âmbito

Leia mais

Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas

Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas À semelhança do que acontece nas sociedades contemporâneas mais avançadas, a sociedade portuguesa defronta-se hoje com novos e mais intensos

Leia mais

Plano de Ação 2016 GRACE

Plano de Ação 2016 GRACE Plano de Ação 2016 GRACE Mensagem da Direção É tempo de preparar mais um ano de intensa atividade do GRACE, procurando consolidar o capital de experiência e partilha acumulado e alargar novas perspetivas

Leia mais

ACTION TANK em França Co-Fundadores do Action Tank França

ACTION TANK em França Co-Fundadores do Action Tank França ACTION TANK em França Co-Fundadores do Action Tank França Prof. Muhammad Yunus Emmanuel Faber (COO Danone) Martin Hirsch (Presidente Agence du Service Civique) ACTION TANK: como surge em Portugal? Na sequência

Leia mais

Immigrants, K CIDADE and entrepreneurial activity Zita Carvalho*

Immigrants, K CIDADE and entrepreneurial activity Zita Carvalho* CARVALHO, Zita (2008), Imigrantes, K Cidade e acção empreendora, in OLIVEIRA, Catarina Reis e RATH, Jan (org.), Revista Migrações - Número Temático Empreendedorismo Imigrante, Outubro 2008, n.º 3, Lisboa:

Leia mais

A contribuição do coaching executivo para o aprendizado individual: a percepção dos executivos

A contribuição do coaching executivo para o aprendizado individual: a percepção dos executivos Bianca Snaiderman A contribuição do coaching executivo para o aprendizado individual: a percepção dos executivos Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada ao Programa de Pósgraduação em Administração

Leia mais

REGULAMENTO. Artigo 1º. Objeto e âmbito

REGULAMENTO. Artigo 1º. Objeto e âmbito REGULAMENTO O presente regulamento estabelece os procedimentos associados à medida «Passaporte para o Empreendedorismo», regulamentada pela Portaria n.º 370-A/2012, de 15 de novembro de 2012, estabelecida

Leia mais

Consultoria Conhecimento, aconselhamento, formação e capacitação organizacional

Consultoria Conhecimento, aconselhamento, formação e capacitação organizacional ENQUADRAMENTO DOMÍNIOS DE INTERVENÇÃO CRPG - Centro de Reabilitação Profissional de Gaia Um centro de recursos especializado na prestação de serviços sociais relativos às deficiências e incapacidades Um

Leia mais

!"#$% #!$%&'()(*!#'+,&'(-.%'(.*!/'0.',1!,)2-(34%5! 6,-'%0%7.(!,!#'%8(34%! &#'(%)*%+,-.%

!#$% #!$%&'()(*!#'+,&'(-.%'(.*!/'0.',1!,)2-(34%5! 6,-'%0%7.(!,!#'%8(34%! &#'(%)*%+,-.% !"#$% #!$%&'()(*!#'+,&'(-.%'(.*!/'0.',1!,)2-(34%5! 6,-'%0%7.(!,!#'%8(34%! &#'(%)*%+,-.%! https://sites.google.com/site/grupouabpeti/ ISBN: 978-972-674-744-4! "! DIRETORES DE CURSO: PERSPETIVAS E CARACTERIZAÇÃO

Leia mais

ajudar é humano www.pista-magica.pt

ajudar é humano www.pista-magica.pt ajudar é humano www.pista-magica.pt Objectivo da apresentação 0Demonstrar a importância e necessidade premente da capacitação/ formação dos voluntários e técnicos que coordenam os voluntários no âmbito

Leia mais

Observatório da Criação de Empresas. Observatório da Criação de Empresas

Observatório da Criação de Empresas. Observatório da Criação de Empresas Observatório da Criação de Empresas O Observatório da Criação de Empresas é um projecto desenvolvido pelo IAPMEI, com a colaboração da Rede Portuguesa de Centros de Formalidades das Empresas (CFE), que

Leia mais

Estereoscopia Digital no Ensino da Química AGRADECIMENTOS

Estereoscopia Digital no Ensino da Química AGRADECIMENTOS AGRADECIMENTOS O findar desta dissertação é o momento indicado para agradecer ao Professor Doutor João Carlos de Matos Paiva pela sua grande ajuda, pela disponibilidade sempre manifestada, pelo seu empenho

Leia mais

EMPREENDEDORISMO: O CONTEXTO NACIONAL

EMPREENDEDORISMO: O CONTEXTO NACIONAL EMPREENDEDORISMO: O CONTEXTO NACIONAL Entrevista com Eng.º Victor Sá Carneiro N uma época de grandes transformações na economia dos países, em que a temática do Empreendedorismo assume uma grande relevância

Leia mais

Envelhecimento Ativo e seus Eixos

Envelhecimento Ativo e seus Eixos Envelhecimento Ativo e seus Eixos Profa. Ruth Gelehrter da Costa Lopes Novembro / 2014 ENVELHECIMENTO ACTIVO / ATIVO REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO Machado,Paulo, REFLECTINDO SOBRE O CONCEITO DE ENVELHECIMENTO

Leia mais