ARMAZENAMENTO DE ENERGIA SOLAR TÉRMICA. João Farinha Mendes António Joyce Margarida Giestas Pedro Horta Maria João Brites

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ARMAZENAMENTO DE ENERGIA SOLAR TÉRMICA. João Farinha Mendes António Joyce Margarida Giestas Pedro Horta Maria João Brites"

Transcrição

1 ARMAZENAMENTO DE ENERGIA SOLAR TÉRMICA João Farinha Mendes António Joyce Margarida Giestas Pedro Horta Maria João Brites

2 ÍNDICE PREÂMBULO 1. ARMAZENAMENTO DE ENERGIA TÉRMICA MATERIAIS DE MUDANÇA DE FASE ORGÂNICOS MATERIAIS DE MUDANÇA DE FASE INORGÂNICOS EUTÉTICOS MATERIAIS DE MUDANÇA DE FASE COMERCIAIS ARMAZENAMENTO TERMOQUÍMICO DE ENERGIA: PROCESSOS DE ADSORÇÃO/DESORÇÃO E REACÇÕES QUÍMICAS DETERMINAÇÃO DE PROPRIEDADES TERMOFÍSICAS ARMAZENAMENTO TÉRMICO EM CSP MODELAÇÃO DE SISTEMAS DE ARMAZENAMENTO EQUIPAMENTO EXISTENTE NO LNEG REFERÊNCIAS

3 PREÂMBULO Com o objectivo de recolher informação sobre os trabalhos mais recentes de I&D na área do armazenamento solar térmico houve uma participação na 4 th International Renewable Energy Storage Conference IRES 2009, que decorreu nas instalações da Representation of the Federal State of North Rhine-Westphalia em Berlim, de 24 a 25 de Novembro e que reuniu cerca de 400 participantes de 22 países. Neste evento que se realiza anualmente com a participação de peritos no assunto, é feita a apresentação e divulgação dos resultados dos desenvolvimentos na área do armazenamento de energias renováveis. O presente relatório foi elaborado com base na informação recolhida na referida conferência IRES 2009, no relatório do IEA Solar Heating and Cooling Programme Task 32, Subtask B e C, nalguns trabalhos apresentados no EUROSUN st International Congresso on Heating, Cooling and Buildings que decorreu em Lisboa e em artigos de revisão publicados recentemente. Com este relatório pretende-se dar uma visão global sobre armazenamento solar térmico com base em materiais de mudança de fase (PCM) e termoquímicos (TCM). Este poderá servir de base para a definição de uma área de armazenamento térmico no LEN, através da realização de um workshop interno onde participariam colegas que pudessem contribuir para a definição da actividade a desenvolver e nela pudessem envolver-se, integrando um possível grupo de trabalho a constituir. Este relatório foi posteriormente completado com a experiência e elementos adicionais de informação sobre este tema existente na UESEO. 3

4 1. ARMAZENAMENTO DE ENERGIA TÉRMICA No armazenamento de energia na forma de calor podemos considerar dois tipos de armazenamento: térmico e termoquímico (Esquema 1) [1]. No primeiro caso temos armazenamento de energia na forma de calor sensível ou calor latente. Nos sistemas de armazenamento de calor sensível, a energia térmica é guardada através do aumento da temperatura de um sólido ou líquido. Estes sistemas utilizam a capacidade calorífica e a alteração na temperatura do material durante o processo de carga e descarga. A quantidade de calor armazenado depende do calor específico do meio, da temperatura e da quantidade de material de armazenamento. Os sistemas de armazenamento de calor latente são baseados no calor absorvido ou libertado quando um material de armazenamento sofre mudança de fase sólido-líquido ou líquidogasoso. Armazenamento Térmico Termoquímico Calor de reacção Calor sensível Calor latente Esquema 1 Os sistemas de armazenamento termoquímico baseiam-se na energia absorvida e libertada na quebra e formação de ligações moleculares numa reacção química reversível. Neste caso, o calor armazenado depende do material de armazenamento, do calor de reacção e do grau de conversão da reacção. 4

5 2. ARMAZENAMENTO DE ENERGIA TÉRMICA COM MATERIAIS DE MUDANÇA DE FASE Os sistemas de energia solar térmica para aquecimento de água ou de ambiente incluem uma unidade de armazenamento de energia que possibilita o armazenamento do dia para a noite ou equivalente a alguns dias de carga térmica. Para se conseguir sistemas solares térmicos com um fracção solar elevada, utilizando materiais de armazenamento de calor sensível (ex: água), são necessários volumes de armazenamento muito grandes implicando depósitos de grandes dimensões e consequentemente grandes espaços. Os materiais de mudança de fase ( Phase Change Materials, PCMs) são materiais de armazenamento de calor latente que possuem densidades de armazenamento de energia térmica consideravelmente elevadas quando comparados com materiais de armazenamento de calor sensível (ex. água), sendo capazes de absorver ou libertar energia a uma temperatura constante, à qual ocorre mudança de fase. Na literatura existe uma grande variedade de materiais propostos como PCMs para diversas gamas de temperaturas. No entanto, para que estes possam ser utilizados como materiais de armazenamento de calor latente, precisam de possuir determinadas características que se apresentam na Tabela 1 [2, 3] Tabela 1 Características importantes dos materiais para armazenamento de energia (PCMs) [3]. Propriedades Térmicas Propriedades Físicas Propriedades Químicas Aspectos Económicos Temperatura de mudança de fase adequada à aplicação Calor latente elevado para a temperatura desejada. Condutividade térmica elevada tanto na fase líquida como na fase sólida Densidade elevada Pequena variação de volume na mudança de fase Baixa pressão de vapor Equilíbrio de fase favorável Não sofrer sobrearrefecimento Boa estabilidade Compatível com materiais de construção Não tóxicos Não inflamáveis Baixo custo Abundantes Os PCMs podem ser classificados em dois grupos: materiais de mudança de fase orgânicos e inorgânicos que por sua vez se dividem em subgrupos, de acordo com a Figura 1. 5

6 PCMs Orgânicos Inorgânicos Eutéticos Misturas Eutéticos Misturas Parafinas (misturas de alcanos) Ácidos gordos Sais hidratados Comerciais Grau analítico Figura 1 Classificação de materiais de mudança de fase A utilização de PCMs orgânicos ou inorgânicos apresenta vantagens e desvantagens que se apresentam na Tabela 2. Tabela 2 Comparação entre materiais orgânicos e inorgânicos para armazenamento de calor [3] Orgânicos Vantagens: Não são corrosivos Não sofrem sobreaarefecimento Estabilidade térmica e química Desvantagens: Baixa condutividade térmica Entalpia de mudança de fase baixa Inflamáveis Inorgânicos Vantagens: Entalpia de mudança de fase elevada Desvantagens: Sobrearrefecimento Corrosão Separação de fases Segregação de fases, falta de estabilidade térmica 6

7 2.1 MATERIAIS DE MUDANÇA DE FASE ORGÂNICOS Os materiais de mudança de fase orgânicos mais estudados até agora são parafinas. Na maioria dos casos estas são misturas de alcanos de cadeia linear CH 3 -(CH 2 ) n -CH 3, verificando-se um aumento no ponto de fusão e do calor latente de fusão com o aumento do comprimento da cadeia de carbonos. As parafinas cobrem uma gama de temperaturas de mudança de fase de 0-130ºC com entalpias de fusão entre MJ/m 3. As parafinas, são materiais não corrosivos, quimicamente inertes, estáveis abaixo de 500ºC que apresentam pequena variação de volume na fusão e baixa pressão de vapor. Devido ao seu elevado custo apenas as parafinas de grau técnico são utilizadas como PCMs em sistemas de armazenamento de calor latente [1,4]. Para além das parafinas, existe um elevado número de materiais de mudança de fase orgânicos não parafínicos, com propriedades muito variadas. Neste grupo podemos incluir os ésteres, ácidos gordos, álcoois, glicóis entre outros. Na Tabela 3 apresentam-se alguns materiais orgânicos com potencial como PCMs. Tabela 3 - Propriedades físicas de algumas substâncias orgânicas com potencial utilização como PCMs [3] Composto Intervalo de fusão (ºC) Calor de Fusão (kj/kg) Condutividade térmica (W/m.K) Densidade (kg/l) Parafinas C 13 -C ,21 (sólido) 0,760 (liquido, 25ºC) 0,900 (sólido, 20ºC) Parafinas C 20 -C ,21 (sólido) 0,769 (liquido, 70ºC) 0,912 (sólido, 20ºC) Parafinas C 22 -C ,21 (sólido) 0,795 (liquido, 70ºC) 0,920 (sólido, 20ºC) Parafinas C 21 -C ,21 (sólido) 0,830 (liquido, 70ºC) 0,930 (sólido, 20ºC) Poliglicol E ,2 0,189 (liquido, 38,6ºC) 0,187 (liquido, 67ºC) 1,126 (liquido, 25ºC) 1,232 (sólido, 4ºC) Poliglicol E n.d. 1,085 (liquido, 70ºC) 1,212 (sólido, 25ºC) Notas: % em peso; n.d: informação não disponível. Cont. 7

8 Tabela 2 - Propriedades físicas de algumas substâncias orgânicas com potencial utilização como PCMs [3] Cont. Composto Intervalo de fusão (ºC) Calor de Fusão (kj/kg) Condutividade térmica (W/m.K) Densidade (kg/l) Ácido Cáprico ,5 0,149 (liquido, 38,6ºC) 0,901 (liquido, 30ºC) 0,981 (sólido, 13ºC) 34% Ác. Mirístico + 66% Ác. Cáprico ,7 0,164 (liquido, 39,1ºC) 0,888 (liquido, 25ºC) 0,1018 (sólido, 1ºC) Ácido Miristico ,5 n.d. 0,861 (liquido, 55ºC) 0,990 (sólido, 24ºC) Ácido Esteárico ,5 0,172 (liquido, 70ºC) 0,848 (liquido, 70ºC) 0,965 (sólido, 24ºC) Os ácidos gordos tem calores de fusão elevados quando comparados com as parafinas, apresentam reprodutibilidade na fusão e solidificação e arrefecem sem sofrerem sobrearrefecimento, sendo considerados bons PCMs. O inconveniente da utilização destes está no seu custo que é cerca de 2 a 2,5 vezes superior ao das parafinas de grau técnico. No entanto as parafinas apresentam algumas propriedades indesejáveis, tais como: (i) baixa condutividade térmica; (ii) não compatibilidade com contentores de plástico e (iii) são moderadamente inflamáveis. Estes efeitos indesejados podem em parte ser eliminados através da modificação das misturas e da unidade de armazenamento. A baixa condutividade da maior parte dos PCMs orgânicos resulta numa taxa de transferência de calor baixa. O micro encapsulamento de PCMs é muitas vezes utilizado para melhorar a transferência de calor entre o PCM e o ambiente, através do aumento da razão entre superfície/volume do PCM. As microcápsulas de PCM compreendem um conjunto de pequenas partículas/gotas de PCM dentro de um filme fino de um polímero, por exemplo polimetilmetacrilato (PMMA) e têm sido integrados em materiais de construção, para aumentar a massa de armazenamento de calor. No entanto se a matriz do encapsulamento não tiver condutividade térmica elevada, o sistema de microencapsulamento terá uma taxa de transferência de calor baixa. Outra aplicação possível de microcápsulas de PCM consiste na dispersão destas num fluido de transporte, por exemplo água. Utilizando cápsulas de materiais hidrófilos, por exemplo resina de melamina, consegue-se obter cápsulas que podem ser facilmente dispersas em água formando suspensões homogéneas. Os materiais utilizados nas suspensões de PCMs microencapsulados são normalmente parafinas. [4-7]. 8

9 2.2 MATERIAIS DE MUDANÇA DE FASE INORGÂNICOS Relativamente aos materiais de mudança de fase inorgânicos, os sais hidratados são a classe mais importante e têm sido estudados intensamente para aplicação em sistemas de armazenamento de energia térmica de calor latente [1,2]. Estes sais hidratados podem ser considerados como ligas de sais inorgânicos e água que formam um sólido cristalino de fórmula geral AB.nH 2 O. Os sais hidratados normalmente fundem dando origem ao sal hidratado com menos moléculas de água, i.e. ou dão origem à sua forma anidra. AB.nH 2 O AB.mH 2 O + (n-m)h 2 O AB.nH 2 O AB + nh 2 O As propriedades mais atractivas destes materiais são: (i) elevado calor latente de fusão por unidade de volume, (ii) condutividade térmica relativamente elevada (quase o dobro das parafinas), e (iii) pequena variação de volume na fusão. Estes não são muito corrosivos, são compatíveis com contentores de plástico e apenas ligeiramente tóxicos. Muitos sais hidratados dão suficientemente baratos para poderem ser utilizados no armazenamento de energia. Os sais podem ter três tipos de comportamento na fusão: congruente, semi-congruente e incongruente; (i) a fusão congruente ocorre quando o sal anidro é completamente solúvel na água de hidratação à temperatura de fusão; (ii) fusão incongruente ocorre quando o sal não é totalmente solúvel na sua água de hidratação à temperatura de fusão, (iii) na fusão semicongruente a fase sólida e líquida em equilíbrio durante a fase de transição, tem uma composição de fusão diferente devido à conversão do hidrato num material menos hidratado através da perda de água. O maior problema na utilização de sais hidratados como PCMs está no facto destes fundirem de modo incongruente. Como as n moles de água não são suficientes para dissolver uma mole de sal, a solução resultante fica sobrenadante, à temperatura de fusão. O sal sólido, de maior densidade deposita-se no fundo do depósito e fica indisponível para se recombinar com a água no processo inverso de arrefecimento. Isto resulta num processo cada vez menos reversível de fusão-solidificação do sal hidratado em cada ciclo de carga-descarga de energia. Outro problema comum nos sais hidratados é o de sofrerem sobrearrefecimento. À temperatura de fusão a taxa de nucleação é geralmente muito baixa. Para se atingir uma taxa de nucleação razoável a solução tem de ser sobrearrefecida e assim a energia em vez de ser descarregada à temperatura de fusão é descarregada a uma temperatura inferior. Uma solução para este problema envolve a adição de agentes que facilitem a formação de núcleos de cristalização. Outra possibilidade é a de manter alguns cristais numa pequena zona mais fria para servirem de núcleos de cristalização. Outro problema dos sais hidratados é a formação espontânea de sais menos hidratados, durante o processo de descarga. A adição de químicos pode prevenir a nucleação de sais menos 9

10 hidratados através do aumento da solubilidade destes relativamente aos sais mais hidratados, isto é, com maior número de moles de água. Uma solução para este problema envolve a adição de agentes que facilitem a formação de núcleos de cristalização. Outra possibilidade é a de manter alguns cristais numa pequena zona mais fria para servirem de núcleos de cristalização. A maior parte dos sais hidratados sofrem fusão de modo incongruente causada pelo facto de a liberação da água de cristalização não ser suficiente para dissolver a fase sólida presente. Devido à diferença de densidades, o sal menos hidratado (ou o sal anidro) deposita-se no fundo do depósito. O problema da fusão incongruente pode ser abordado por uma das seguintes formas: (i) agitação mecânica, (ii) encapsulamento do PCM para reduzir a separação de fases (iii) adição de um agente espessante que impeça a deposição do sal sólido mantendo-o em suspensão, (iv) utilização de excesso de água de modo a que o sal fundido não produza uma solução sobrenandante, (v) pela modificação da composição química do sistema tornando a fusão congruente. 2.3 EUTÉTICOS Os eutéticos (quer sejam orgânicos ou inorgânicos) correspondem a composições de pelo menos dois ou mais componentes, em que cada um funde e solidifica de forma congruente formando uma mistura de cristais do componente durante a cristalização. Os eutéticos fundem e solidificam quase sempre sem segregação de fases Tabela 3 Eutéticos orgânicos e inorgânicos com potencial utilização como PCMs. Eutéticos Compostos Temp. de fusão (ºC) Orgânicos Calor de Fusão (kj/kg) Condutividade térmica (W/m.K) 37,5% Ureia + 63,5% Acetamida 53 n.d. n.d. 67,1 % Naftaleno + 32,9% ácido Benzóico ,4 0,136 (liquido, 78,5ºC) 0,282 (sólido, 38ºC) Inorgânicos 51-55% Cu(NO 3 ) 3.6H 2 O % LiNO 3.3H 2 O 45-52% LiNO 3.3H 2 O % Zn(NO 3 ) 3.6H 2 O Notas: n.d: informação não disponível. 16,5 250 n.d. 17,2 220 n.d. 10

11 2.4 MATERIAIS DE MUDANÇA DE FASE COMERCIAIS No mercado encontram-se disponíveis diversos PCMs orgânicos e inorgânicos para diferentes gamas de temperatura (Tabela 4). Tabela 4 PCMs comerciais disponíveis no mercado. Nome do PCM Tipo de produto Temperatura de fusão (ºC) Calor de Fusão (kj/kg) Densidade (kg/l) Marca RT20 Parafina ,88 Rubitherrm GmbH RT26 Parafina ,88 Rubitherrm GmbH STL27 AC27 STL47 Sal hidratado Sal hidratado Sal hidratado ,09 Mitsubishi Chemical ,47 Cristopia ,34 Mitsubishi Chemical ClimSel C48 n.d ,36 Climator RT54 Parafina ,90 Rubitherrm GmbH STL55 Sal hidratado ,29 Mitsubishi Chemical RT65 Parafina ,91 Rubitherrm GmbH ClimSel C70 n.d ,7 Climator Notas: n.d: informação não disponível. 11

12 3 ARMAZENAMENTO TERMOQUÍMICO DE ENERGIA: PROCESSOS DE ADSORÇÃO/DESORÇÃO E REACÇÕES QUÍMICAS O armazenamento termoquímico de energia corresponde a um modo indirecto de armazenar calor, que envolve um processo químico. Este é baseado em reacções químicas reversíveis que apresentam elevado calor de reacção, permitindo a produção em larga escala de energia renovável de modo contínuo. No armazenamento termoquímico podemos considerar os sistemas que envolvem processos de adsorção ou reacções químicas [8,9]. Um sistema de armazenamento termoquímico de adsorção consiste num fluido de trabalho (na maioria dos casos água) e um material adsorvente que pode ser um sólido poroso (ex. silicagel, zeolito) ou solução de sais hidratados com elevada afinidade para a água. O princípio baseia-se no facto do material adsorvente libertar vapor de água quando aquecido e libertar calor quando o vapor de água é adsorvido (em materiais sólidos) ou absorvido (em materiais líquidos), de acordo com a equação: sendo: AB + calor A + B AB - fluido de trabalho adsorvido ou absorvido no material adsorvente A - material adsorvente B fluído de trabalho Durante a etapa de carga, é necessário fornecer calor para quebrar a ligação entre as moléculas do fluido de trabalho e as moléculas de material adsorvente. O fluido de trabalho gasoso é então libertado para o ambiente e por esta razão apenas a água é considerada como fluido de trabalho (sistema aberto) ou condensado, i.e o calor de evaporação e a entropia associada é libertado para o ambiente (sistema fechado). O processo de adsorção representa a etapa de descarga energética, nesta ocorre a adição do fluido de trabalho ao material adsorvente e o calor fornecido ao sistema no processo de desorção é libertado. Relativamente ao processo de armazenamento que envolve reacções químicas, podemos ter armazenamento de energia durante o verão, em que o material termoquímico (TCM) dissociase por influência do calor solar nos componentes A e B que são armazenados separadamente. C + calor A + B sendo: C Material termoquímico (TCM) A, B Produtos da reacção 12

13 No modo de descarga, os dois componentes (A e B) reagem para formar o material original C, libertando o calor armazenado. Enquanto os dois componentes (A e B) estiverem armazenados separadamente não ocorre reacção, o que significa que no armazenamento termoquímico não há perdas no armazenamento nem no transporte de calor. Na Tabela 5 apresentam-se alguns materiais termoquímicos promissores identificados pelo Energy Research Centre of Netherlands (ECN) [8]. Tabela 5 Materiais promissores para armazenamento termoquímico, identificados pelo ECN ( Energy Research Centre of Netherlands ) [8]. Tipo de reacção Reacção T turnover [ºC] Densidade de armazenamento GJ/m 3 Desidratação de sais hidratados MgSO 4.7H 2 O MgSO 4 + 7H 2 O CaSO 4.2H 2 O CaSO 4 + 2H 2 O ,8 1,4 Descarboxilação de carbonatos de metais FeCO 3 FeO + CO ,6 Desidratação de hidróxidos de metais Fe(OH) 2 FeO + H 2 O 150 2,2 A reacção de desidratação e hidratação do sulfato de magnésio hepta-hidratado (MgSO 4.7H 2 O) tem sido estudada do ponto de vista teórico no ECN como possível material termoquímico para armazenamento sazonal de energia solar térmica [9]. O valor teórico de densidade de armazenamento para este material é de 11 vezes o da água. Os primeiros resultados experimentais obtidos pelo referido grupo de investigação revelaram que a desidratação do MgSO 4.7H 2 O ocorre em três passos: no primeiro, forma-se o MgSO 4.6H 2 O após libertação de uma molécula de água, no segundo passo cerca de 5,8 moléculas de água são libertadas e finalmente no terceiro passo forma-se o MgSO 4. De salientar que o segundo passo de desidratação é o mais interessante dado que permite armazenar 420kWh/m3 de energia (6 vezes mais do que a água). No processo de hidratação, o MgSO 4 é capaz de reagir com a água num único passo formando MgSO 4.6H 2 O. Neste processo o factor limitante é o transporte de vapor de água entre as partículas do material (MgSO 4 ) [11]. A caracterização do sulfato de magnésio revelou que o material pode ser desidratado utilizando colectores solares térmicos (<150ºC). A energia armazenada com este material é cerca de 10 vezes superior quando comparada com a água. As experiências de hidratação revelaram que o material é capaz de adsorver água libertando uma parte da energia armazenada. No entanto, a quantidade de energia libertada durante a hidratação depende da temperatura e da pressão do vapor de água. Os resultados experimentais indicam ainda que o material não pode libertar toda a energia armazenada em condições práticas, o que limita a aplicação deste sal hidratado como material de armazenamento termoquímico. No entanto o procedimento seguido para a caracterização do processo de desidratação/hidratação de sulfato de magnésio hepta-hidratado, 13

14 pode ser utilizado como referência na caracterização de outros sais hidratados como materiais de armazenamento termoquímico sazonal [11,12]. A combinação de diferentes tipos de sais, bem como a combinação de zeólitos e sais hidratados parece ser uma estratégia a desenvolver que oferece algumas possibilidades interessantes [13] Na Tabela 5 apresentam-se valores de densidade de energia armazenada para os diferentes sistemas de armazenamento de energia térmica. Tabela 5 Densidade de energia armazenada para os diferentes sistemas [13]. Sistema de armazenamento Densidade de energia armazenada (kwh/m 3 ) Factor Calor sensível (Água*) 60 1 Calor latente Processos de adsorção Reacções (* com T = 50K) O armazenamento termoquímico através de reacções químicas apresenta as seguintes vantagens: (i) conseguem-se alcançar densidades de armazenamento de energia elevadas (até 10 vezes quando comparado com a água), (ii) devido à ausência de perdas de calor possuem um elevado potencial de armazenamento de calor a temperatura elevadas durante longos períodos; (iii) os diferentes sistemas reaccionais abrangem uma larga gama de temperaturas ( ºC), (iv) aplicável a sistemas de armazenamento para baixa e alta temperatura [12,13]. Na Tabela 6 apresentam-se algumas reacções químicas que do ponto de vista teórico possuem um elevado potencial relativamente à densidade de armazenamento. No entanto o estudo destas reacções está ainda numa fase muito inicial, para serem aplicadas no armazenamento térmico de energia [13]. 14

15 Tabela 6 - Espectro de sistemas reaccionais [refº] Tipo de reacção Reacção Intervalo de T [ºC] Densidade de armazenamento kwh/m 3 Desidratação de sais hidratados CuSO 4.5H 2 O CaSO 4 + 5H 2 O Descarboxilação de carbonatos de metais ZnCO 3 ZnO + CO 2 CaCO 3 CaO + CO Desidratação de hidróxidos de metais Mg(OH) 2 MgO + H 2 O Ca(OH) 2 CaO + H 2 O Ba(OH) 2 BaO + H 2 O DETERMINAÇÃO DE PROPRIEDADES TERMOFÍSICAS As técnicas presentemente utilizadas para estudar a mudança de fase são: (i) Análise térmica diferencial (Differencial Thermal Analysis, DTA) e (ii) Calorimetria de Varrimento Diferencial (Differencial Scanning Calorimetry, DSC). Nestas técnicas, a amostra e o material de referência são aquecidos a uma velocidade constante. A diferença de temperatura entre eles é proporcional à diferença no fluxo de calor entre os dois materiais e o registo é a curva DSC. Existe uma grande incerteza relativamente aos valores fornecidos pelos fabricantes de PCMs (que fornecem valores para substâncias puras) e por isso é aconselhável a utilização da Calorimetria de Varrimento Diferencial (DSC) para a obtenção de valores mais exactos. No entanto esta técnica apresenta algumas limitações: a) As amostras são analisadas em pequena quantidade de amostra (1-10 mg), apesar de nalguns PCMs o comportamento destes dependerem da quantidade. b) A análise instrumental é complexa e dispendiosa. c) Não é possível visualizar a mudança de fase. No âmbito da Task 42 Compact thermal energy storage: Material development for system integration do Solar Heating and Cooling Programmed da Agência Internacional de Energia (IEA), foi criado um grupo Working group A2 para trabalhar no tema: Teste e Caracterização, como o objectivo de desenvolver procedimentos de teste e de medição fiáveis e reprodutíveis, para caracterizar novos materiais de armazenamento de energia [13]. 15

16 As técnicas de Calorimetria de Varrimento Diferencial (DSC) e Termogravimetria (Thermal Gravimetric Analysis, TGA) têm sido utilizadas na caracterização de materiais termoquímicos, nomeadamente processos que envolvem de desorção/adsorção de água de zeólitos [8,11]. Na Calorimetria de Varrimento Diferencial (DSC é feito o registo da variação do calor em função da temperatura. A análise por termogravimetria (TGA) é um tipo de teste que é efectuado em amostras para determinar alterações no peso em função da variação da temperatura. Esta análise envolve três medidas que tem de ser efectuadas com elevada precisão: peso, temperatura e variação da temperatura. No caso do DSC é feito o registo da variação do calor em função da temperatura e na TGA regista-se a variação de massa em função da temperatura. A informação recolhida na medição destas duas propriedades num material, permite a diferenciação entre os processos endotérmicos e exotérmicos associados a perda de massa (ex: desidratação, degradação. etc.) e os que não estão associados a perda de massa (ex: fusão, cristalização). Na Figura 1 apresentam-se as curvas de TGA e DSC para a desidratação do sulfato de magnésio hepta-hidratado [11]. Figura 1 Curva de TGA-DSC para a reacção de desidratação de MgSO 4.7H 2 O. (TGA: curva a azul, DSC curva a vermelho). 16

17 5. ARMAZENAMENTO TÉRMICO EM CSP A utilização de armazenamento térmico permite, para além de uma resposta pronta a instabilidades pontuais no recurso solar, o alargamento do periodo de operação do sistema, resultando o dimensionamento do sistema de armazenamento de uma optimização técnicoeconómica entre o período/volume/custo do armazenamento e a produção adicional de energia. A experiência com este tipo de centrais dispondo de armazenamento térmico mostra ainda a elevada capacidade de predicção e desfasamento da produção eléctrica, o que representa uma enorme vantagem na ligação destes sistemas à rede eléctrica. De facto, as centrais termosolares, utilizando uma fonte primária distinta mas com uma predicção bastante fiável, apresentam as mesmas características das centrais térmicas convencionais, proporcionando inércia ao sistema eléctrico, permitindo regulação de operação a diferentes níveis, o corte de abastecimento sem necessidade de paragem de produção, uma hibridização simples com gás ou biomassa, e.g., aumentando a possibilidade de acomodação de potência produzida por outras fontes renováveis. O conceito de armazenamento térmico mais utilizado, no presente, em sistemas CSP, considerando as temperaturas típicas de operação das diferentes tecnologias, que variam numa gama entre os 300ºC e os 600ºC, consiste em armazenamento de calor sensível com sais fundidos, sendo a mistura mais utilizada 60%NaNO3 + 40% KNO3. A utilização de sais fundidos como meio de armazenamento térmico, implicando requisitos estritos ao nível da concepção do sistema, especialmente tendo em conta a elevada temperatura de solidificação, apresenta como vantagens um elevado calor específico (~2800 kj/m3.k), uma baixa pressão de vapor (pressão atmosférica às temperaturas de operação), e reduzidos riscos de utilização (não explosivo, não contaminante). A configuração típica deste sisema de armazenamento consiste na combinação de dois tanques a diferente temperatura. Um exemplo recente de aplicação deste conceito à escala comercial é a central CSP com colectores cilindro-parabólicos ANDASOL 1 (Granada, Espanha), estando também projectado um sistema deste tipo, com uma capacidade de 15 horas de armazenamento, na central de receptor central de torre GEMASOLAR. O trabalho desenvolvido, neste domínio, pelo CIEMAT (Espanha), especialmente através dos estudos realizados com diferentes sistemas CSP na Plataforma Solar de Almeria ao longo das últimas décadas, encontra expressão maior no desenvolvimento de um consórcio envolvendo o tecido industrial espanhol com interesses relacionados com o CSP, com o objectivo de desenvolver estudos relativos às especificidades técnicas dos sistemas de armazenamento térmico. Este consórcio envolve empresas de diferentes sectores, inclundo promotores de centrais CSP, indústrias de componentes ou empresas de engenharia, e propõe-se estudar questões relacionadas com a avaliação de compatibiidade de materiais em sistemas de armazenamento por sais fundidos, optimização de custos, riscos de operação, fornecimento de calor de apoio ou estratégias de operação, e.g., encontrando-se no momento a desenvolver um sistema de teste 17

18 permitindo o teste de componentes, distribuição de calor ou estratégias de operação em condições reais. Como forma de diminuir os custos deste sistema de armazenamento com dois tanques, tem sido investigada a possibilidade de utilização de um tanque único estratificado, conceito designado por thermocline. A investigação desenvolvida nos últimos anos em torno dos sistemas com geração directa de vapor (DSG), conceito que apresenta como principais vantagens a eliminação de permutador de calor entre o circuito de recolha de energia e o circuito de armazenamento, uma diminuição dos custos da central, maior rendimento global e a eliminação de problemas relacionados com mudança de fase no circuito hidráulico, apresentando, contudo, as desvantagens relacionadas com a elevada pressão de funcionamento do circuito hidráulico e receptor, maiores necessidades de controlo de operação da central e necessidade de desenvolvimento de sistemas de armazenamento adequados. Um exemplo de trabalho de investigação desenvolvido neste domínio pelo DLR (Alemanha) consiste no desenvolvimento de um sistema de armazenamento de calor latente, utilizando sais como meio de armazenamento, encontrando-se em estudo a aplicação de diferentes materiais e permutadores para operação a diferentes temperaturas. Neste momento encontra-se em estágio final de desenvolvimento um protótipo com uma capacidade de armazenamento térmico de 700 kwh e uma potência de permuta de 350 kw, com nitrato de sódio, tendo como objectivos a demonstração da viabilidade técnica do conceito, a validação de modelos de dimensionamento e o desenvolvimento de estratégias de controlo e operação. Outro exemplo de armazenamento por calor sensível é o trabalho desenvolvido pela ZUBLIN (Alemanha), com o desenvolvimento de um sistema de armazenamento modular em betão, com uma capacidade de armazenamento térmico de 400 kwh e uma potência de permuta de 100 kw. 6. MODELAÇÃO DE SISTEMAS DE ARMAZENAMENTO Um dos aspectos importantes na área do armazenamento de energia solar térmica é a sua modelação físico-matemática, quer do ponto de vista dinâmico, com avaliação do desempenho dos sistemas de armazenamento ao longo do tempo, diferenciando as diferentes escalas temporais, desde o armazenamento de energia solar térmica na escala do dia até aos sistemas de armazenamento sazonal, quer do ponto de vista do detalhe da físico-química dos processos de armazenamento, que através da resolução das equações fundamentais associadas à Mecânica de Fluidos e à Transferência de Calor permite uma visão de pormenor essencial ao desenvolvimento desses processos. A actividade de modelação físico-matemática associada ao armazenamento térmico de energia solar tem tido no LNEG e anteriormente no INETI, um desenvolvimento particular essencialmente ligada aos Lagos Solares, dispositivos que para além de captadores de energia solar são fundamentalmente grandes armazenadores de energia (armazenamento sazonal). A experiência adquirida nesta área é fundamental na modelização detalhada dos processos de 18

19 Mecânica de Fluidos e de Transferência de Calor podendo ser utilizada quer nas baixas quer nas altas temperaturas e ao nível dos armazenamentos de curta e longa duração. Um dos objectivos da modelação é o apoio ao desenvolvimento de sistemas de armazenamento térmico sazonal de calor sensível com vista à obtenção de fracções solares elevadas que poderão chegar a 100%. Uma outra área importante será a modelação de sistemas de armazenamento através de calor latente, permitindo, uma maior compactação do armazenamento e a sua integração directa nos edifícios. As ferramentas a utilizar, no caso da modelação dinâmica, passam pela utilização de software, como por exemplo o ModelMaker ou o Matlab Simulink, para os quais existe uma importante experiência nas equipas envolvidas ou, para o caso da modelação detalhada dos processos físico-químicos envolvendo a dependência espacial, a utilização de elementos finitos que permite modelar com alguma facilidade geometrias complexas, com recurso, por exemplo, ao software Fluent, ou a resolução semi-analítica das equações fundamentais, como o sistema de equações de Navier Stokes da Mecânica de Fluidos, através da utilização de software como o Mathematica, ou o Maple, e nos quais existe também experiência relevante no LNEG. Um caso particular de sistemas de armazenamento de muito alta temperatura utilizando sais fundidos e que tem vindo a ser estudado para os sistemas de Concentração Solar Térmica (CSP) é a utilização de um único depósito de armazenamento com uma solução altamente estratificada que se designa por Thermocline. A modelação deste processo, apoiada nos trabalhos já desenvolvidos na modelação de sistemas de multidifusão pode ser importante para o desenvolvimento dos sistemas CSP já anteriormente referidos no ponto 5, podendo vir a constituir, em conjunto com o desenvolvimento experimental desta tecnologia a nível Europeu, nomeadamente na Plataforma Solar de Almeria em Espanha, uma das contribuições do LNEG no âmbito da European Research Alliance na área do CSP. 7. EQUIPAMENTO EXISTENTE NO LNEG No Edifício K2 (na Ex-Unidade de Engenharia da Reacção (UER/DTIQ), existem 2 equipamentos de grande interesse no estudo de sistemas de armazenamento de energia: o Calorímetro de varrimento diferencial (DSC Differential Scanning Calorimeter) e o Calorímetro de reacção (RC1e - Reaction Calorimeter). Qualquer um destes equipamentos constitui uma mais-valia e um acréscimo de competências para uma equipe pluridisciplinar vocacionada para a energia. O Calorímetro de reacção é um equipamento polivalente embora mais vocacionado para o estudo de fenómenos térmicos em sistemas reaccionais. O aparelho em causa permite: Determinar capacidades caloríficas de soluções Determinar calores de reacção Estudar a cristalização (recorrendo à medida da turbidez da solução) Simular sistemas de arrefecimento natural ou programado Execução de rotinas programadas com controlo automático do sistema 19

20 Execução de ensaios calorimétricos sob pressão Execução de ensaios calorimétricos em condições de refluxo Avaliação de fenómenos térmicos em gamas de temperatura desde os -10ºC até aos 180ºC Funcionamento em diferentes modos de controlo da temperatura (controlo da temperatura no interior do sistema, na camisa do reactor), etc. Este tipo de equipamento seria, como se pode facilmente verificar, direccionado para o estudo de sistemas de armazenagem de energia baseados na componente energética das reacções. Existem toda uma panóplia de aplicações e potencialidades que poderiam ser exploradas e experimentadas, uma vez que o aparelho tem uma interface bastante versátil que permite fazer aquisição de praticamente todo o tipo de sinal comum em equipamento de laboratório, desde sondas de temperatura PT100, termopares, eléctrodos de ph, sondas de nível, etc. Tipicamente este aparelho poderia ser utilizado no estudo de reacções em que por fornecimento de calor se acumula energia no sistema reaccional e que quando necessário é libertado. Por exemplo o estudo das reacções de desorção/adsorção de vapor de água na superfície de zeólitos, da utilização de misturas de cloreto de cálcio como acumuladores de energia térmica por reacção com água, etc. Além de todos estes processos poderem ser facilmente simulados recorrendo ao RC1e, seria ainda possível repetir este tipo de processos sem qualquer tipo de dificuldade, uma vez que se trata de um reactor automatizado e poder-se-ia assim determinar mais um parâmetro de grande interesse neste tipo de estudo: o número de ciclos que o sistema consegue suportar sem perda de eficiência. O calorímetro diferencial de varrimento (DSC), permite analisar o fluxo de calor numa cápsula contendo uma amostra. Faz-se a comparação do modo como a amostra absorve/liberta calor quando sujeita a variações de temperatura, recorrendo a uma célula de referência. Na prática este é um equipamento adequado para: Determinar a capacidade calorífica de um material (medida da energia que a substância absorve por unidade de massa, em função da temperatura). Avaliar a estabilidade térmica de materiais. Determinar calores de fusão de materiais (medida da energia que a substância acumula/liberta enquanto muda de estado físico). Avaliar a pureza de materiais. Determinar temperaturas de transição vítrea e de cristalização de polímeros, ou de fusão em materiais não poliméricos. Verificar a existência de reacções de oxidação/degradação em materiais expostos a temperaturas elevadas, entre outras. 20

O Armazenamento de Energia Térmica para aquecimento por Calor Latente (P.C.M,s) (Materiais com Mudança de Fase)

O Armazenamento de Energia Térmica para aquecimento por Calor Latente (P.C.M,s) (Materiais com Mudança de Fase) O Armazenamento de Energia Térmica para aquecimento por Calor Latente (P.C.M,s) (Materiais com Mudança de Fase) Por: Alfredo Costa Pereira* Os materiais que mudam de fase (P.C.M,s) armazenam energia mantendo

Leia mais

TERMOGRAVIMETRIA A análise termogravimétrica (TG) é uma técnica térmica onde a massa da amostra é registada em função da temperatura ou do tempo.

TERMOGRAVIMETRIA A análise termogravimétrica (TG) é uma técnica térmica onde a massa da amostra é registada em função da temperatura ou do tempo. TERMOGRAVIMETRIA A análise termogravimétrica (TG) é uma técnica térmica onde a massa da amostra é registada em função da temperatura ou do tempo. TERMOGRAVIMETRIA São frequentemente usados três modos distintos

Leia mais

27 de Fevereiro de 2014. João Gomes (jgomes@centi.pt) Bernardina Pós de Mina (bernardina.mina@secil.pt)

27 de Fevereiro de 2014. João Gomes (jgomes@centi.pt) Bernardina Pós de Mina (bernardina.mina@secil.pt) 27 de Fevereiro de 2014 João Gomes (jgomes@centi.pt) Bernardina Pós de Mina (bernardina.mina@secil.pt) 1 ÍNDICE 1. OBJECTIVOS DO PROJECTO 2. ESTRATÉGIA TÉCNICO-CIENTÍFICA 3. I&D DAS ABORDAGENS TÉCNICO-CIENTÍFICAS

Leia mais

Armazenamento de energia

Armazenamento de energia Universidade do Vale do Rio dos Sinos UNISINOS Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica 3 º. trimestre, 2015 A energia solar é uma fonte de energia dependente do tempo. As necessidades de energia

Leia mais

Medição da solubilidade de gases em líquidos iónicos com microbalança de cristais de quartzo

Medição da solubilidade de gases em líquidos iónicos com microbalança de cristais de quartzo Mestrado em Métodos Instrumentais e Controlo da Qualidade Analítica Medição da solubilidade de gases em líquidos iónicos com microbalança de cristais de quartzo Maria Jorge Pratas de Melo Pinto Orientador:

Leia mais

Capítulo 2. A 1ª Lei da Termodinâmica

Capítulo 2. A 1ª Lei da Termodinâmica Capítulo 2. A 1ª Lei da Termodinâmica Parte 1: trabalho, calor e energia; energia interna; trabalho de expansão; calor; entalpia Baseado no livro: Atkins Physical Chemistry Eighth Edition Peter Atkins

Leia mais

ANEXO 14- PILHAS DE COMBUSTÍVEL

ANEXO 14- PILHAS DE COMBUSTÍVEL ANEXO 14- PILHAS DE COMBUSTÍVEL 198 Conteúdo 1 Pilha de combustível... 199 1.1 O que é um elemento a combustível... 199 1.2 Princípio de funcionamento... 200 1.3 Tipos básicos de elementos a combustível...

Leia mais

Projecto de uma fornalha para a queima de Biomassa lenhosa para alimentar o ciclo de refrigeração por absorção

Projecto de uma fornalha para a queima de Biomassa lenhosa para alimentar o ciclo de refrigeração por absorção UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE FACULDADE DE ENGENHARIA Departamento de Engenharia Mecânica Ramo: Termotecnia Disciplina: Projecto do Curso Projecto de uma fornalha para a queima de Biomassa lenhosa para

Leia mais

Energia Solar Térmica. João Farinha Mendes João Pereira Cardoso farinha.mendes@lneg.pt Unidade de Energia Solar

Energia Solar Térmica. João Farinha Mendes João Pereira Cardoso farinha.mendes@lneg.pt Unidade de Energia Solar Energia Solar Térmica João Farinha Mendes João Pereira Cardoso farinha.mendes@lneg.pt Unidade de Energia Solar Portugal - um dos países da Europa com maior disponibilidade de recurso solar... Competências

Leia mais

Solar Térmico Impacto no balanço energético

Solar Térmico Impacto no balanço energético Solar Térmico Impacto no balanço energético João Farinha Mendes farinha.mendes@ineti.pt Unidade de Energia Solar, Eólica e dos Oceanos Lisboa, PORTUGAL Portugal - um dos países da Europa com maior disponibilidade

Leia mais

PROVA ESPECIALMENTE ADEQUADA DESTINADA A AVALIAR A CAPACIDADE PARA A FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS PROVA DE QUÍMICA

PROVA ESPECIALMENTE ADEQUADA DESTINADA A AVALIAR A CAPACIDADE PARA A FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS PROVA DE QUÍMICA PROVA ESPECIALMENTE ADEQUADA DESTINADA A AVALIAR A CAPACIDADE PARA A FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS PROVA DE QUÍMICA TEMAS 1. Estrutura da matéria 1.1 Elementos, átomos e iões 1.2

Leia mais

COLÉGIO SANTA TERESINHA R. Madre Beatriz 135 centro Tel. (33) 3341-1244 www.colegiosantateresinha.com.br

COLÉGIO SANTA TERESINHA R. Madre Beatriz 135 centro Tel. (33) 3341-1244 www.colegiosantateresinha.com.br PLANEJAMENTO DE AÇÕES DA 2 ª ETAPA 2015 PERÍODO DA ETAPA: 01/09/2015 á 04/12/2015 TURMA: 9º Ano EF II DISCIPLINA: CIÊNCIAS / QUÍMICA 1- S QUE SERÃO TRABALHADOS DURANTE A ETAPA : Interações elétricas e

Leia mais

PROCESSO SELETIVO 2006 QUESTÕES OBJETIVAS

PROCESSO SELETIVO 2006 QUESTÕES OBJETIVAS 3 PROCESSO SELETIVO 2006 QUESTÕES OBJETIVAS QUÍMICA 01 - O dispositivo de segurança que conhecemos como air-bag utiliza como principal reagente para fornecer o gás N 2 (massa molar igual a 28 g mol -1

Leia mais

Catalisadores. Substâncias que aumentam a velocidade de uma reacção sem serem consumidas

Catalisadores. Substâncias que aumentam a velocidade de uma reacção sem serem consumidas Catalisadores Substâncias que aumentam a velocidade de uma reacção sem serem consumidas mecanismo: diminuição da barreira de energia de activação a adição de um catalisador não altera a posição de equilíbrio

Leia mais

SÍNTESES. Francisco Roque, nº9 11ºA

SÍNTESES. Francisco Roque, nº9 11ºA SÍNTESES Francisco Roque, nº9 11ºA OBJECTIVOS A- Produzir sinteticamente sulfato de magnésio (MgSO 4 ) através da reacção entre ácido sulfúrico (H 2 SO 4 ) e carbonato de magnésio (MgCO 3 ). B- Sintetizar

Leia mais

PROF. KELTON WADSON OLIMPÍADA 8º SÉRIE ASSUNTO: TRANSFORMAÇÕES DE ESTADOS DA MATÉRIA.

PROF. KELTON WADSON OLIMPÍADA 8º SÉRIE ASSUNTO: TRANSFORMAÇÕES DE ESTADOS DA MATÉRIA. PROF. KELTON WADSON OLIMPÍADA 8º SÉRIE ASSUNTO: TRANSFORMAÇÕES DE ESTADOS DA MATÉRIA. 1)Considere os seguintes dados obtidos sobre propriedades de amostras de alguns materiais. Com respeito a estes materiais,

Leia mais

A Termoquímica tem como objetivo o estudo das variações de energia que acompanham as reações químicas.

A Termoquímica tem como objetivo o estudo das variações de energia que acompanham as reações químicas. A Termoquímica tem como objetivo o estudo das variações de energia que acompanham as reações químicas. Não há reação química que ocorra sem variação de energia! A energia é conservativa. Não pode ser criada

Leia mais

Matéria: Química Assunto: Materiais Prof. Gilberto Ramos

Matéria: Química Assunto: Materiais Prof. Gilberto Ramos Matéria: Química Assunto: Materiais Prof. Gilberto Ramos Química Materiais, suas propriedades e usos Estados Físicos Estado vem do latim status (posição,situação, condição,modo de estar). O estado físico

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE ALIMENTOS ANÁLISES TÉRMICAS DE ALIMENTOS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE ALIMENTOS ANÁLISES TÉRMICAS DE ALIMENTOS UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE ALIMENTOS ANÁLISES TÉRMICAS DE ALIMENTOS Regina Cristina A. De Lima TRANSIÇÕES DE FASE 1. Introdução Uma fase é um estado específico

Leia mais

Curso de Farmácia. Operações Unitárias em Indústria Prof.a: Msd Érica Muniz 6 /7 Período DESTILAÇÃO

Curso de Farmácia. Operações Unitárias em Indústria Prof.a: Msd Érica Muniz 6 /7 Período DESTILAÇÃO Curso de Farmácia Operações Unitárias em Indústria Prof.a: Msd Érica Muniz 6 /7 Período DESTILAÇÃO 1 Introdução A destilação como opção de um processo unitário de separação, vem sendo utilizado pela humanidade

Leia mais

Arrefecimento solar em edifícios

Arrefecimento solar em edifícios Arrefecimento solar em edifícios Introdução A constante procura de conforto térmico associada à concepção dos edifícios mais recentes conduziram a um substancial aumento da utilização de aparelhos de ar

Leia mais

QUÍMICA QUESTÃO 41 QUESTÃO 42

QUÍMICA QUESTÃO 41 QUESTÃO 42 Processo Seletivo/UNIFAL- janeiro 2008-1ª Prova Comum TIPO 1 QUÍMICA QUESTÃO 41 Diferentes modelos foram propostos ao longo da história para explicar o mundo invisível da matéria. A respeito desses modelos

Leia mais

Matriz - Prova de recuperação modular- Cursos profissionais Física e Química- Módulo Q3- Reações Químicas Duração da Prova: 90 min (prova escrita)

Matriz - Prova de recuperação modular- Cursos profissionais Física e Química- Módulo Q3- Reações Químicas Duração da Prova: 90 min (prova escrita) Matriz - Prova de recuperação modular- Cursos profissionais Física e Química- Módulo Q3- Reações Químicas Duração da Prova: 90 min (prova escrita) O presente documento divulga informação relativa à prova

Leia mais

Materiais cerâmicos e vítreos vítreos

Materiais cerâmicos e vítreos vítreos Materiais cerâmicos e vítreos Materiais inorgânicos e não-metálicos processados e / ou usados a elevadas temperaturas Cerâmicas / argilas / silicatos das mais velhas indústrias humanas (15000 AC) resistentes

Leia mais

EQUILÍBRIO QUÍMICO 1

EQUILÍBRIO QUÍMICO 1 EQUILÍBRIO QUÍMICO 1 1- Introdução Uma reação química é composta de duas partes separadas por uma flecha, a qual indica o sentido da reação. As espécies químicas denominadas como reagentes ficam à esquerda

Leia mais

2.1 Calor, trabalho e a 1ª lei da termodinâmica Swallin cap2

2.1 Calor, trabalho e a 1ª lei da termodinâmica Swallin cap2 2.1 Calor, trabalho e a 1ª lei da termodinâmica Swallin cap2 Há uma diferença fundamental entre as funções de estado, como T, P e U, e as variáveis de processo, como Q (calor) e W (trabalho), que são transientes

Leia mais

A) Escreva a equação que representa a semi-reação de redução e seu respectivo potencial padrão.

A) Escreva a equação que representa a semi-reação de redução e seu respectivo potencial padrão. QUÍMICA QUESTÃ 01 Aparelhos eletrônicos sem fio, tais como máquinas fotográficas digitais e telefones celulares, utilizam, como fonte de energia, baterias recarregáveis. Um tipo comum de bateria recarregável

Leia mais

CALORIMETRIA - TEORIA

CALORIMETRIA - TEORIA CALORIMETRIA - TEORIA A calorimetria é a parte da Física que estuda a quantificação e as trocas de energia entre os corpos, quando esta troca ocorre sob a forma de calor. Temos, então, a primeira pergunta:

Leia mais

ESTUDO DA CINÉTICA DE HIDRÓLISE ÁCIDA DO COMPOSTO Trans-[(Co(en) 2 Cl 2 )Cl]

ESTUDO DA CINÉTICA DE HIDRÓLISE ÁCIDA DO COMPOSTO Trans-[(Co(en) 2 Cl 2 )Cl] TRABALHO 3 ESTUDO DA CINÉTICA DE HIDRÓLISE ÁCIDA DO COMPOSTO Trans-[(Co(en) 2 Cl 2 )Cl] 1. OBJECTIVO Estudo da cinética da reacção de hidrólise ácida do composto Trans-[Co(en) 2 Cl 2 ]Cl. Determinação

Leia mais

Maria Clara Gonçalves

Maria Clara Gonçalves INFORMAÇÃO NA WEB INFORMAÇÃO NA WEB http://www.nlci.com/users/gundlach/ta.htm http://www.mntech.com/mtaf/ http://www.ictac.org/ PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS EM ANÁLISE TÉRMICA ANÁLISE TÉRMICA DIFERENCIAL A análise

Leia mais

Propriedades Físicas das Soluções

Propriedades Físicas das Soluções Propriedades Físicas das Soluções Solução (def): é uma mistura homogénea de duas ou mais substâncias. Solvente: componente da solução do mesmo estado físico, por exemplo água numa solução aquosa Soluto:

Leia mais

CALDEIRAS DE CHÃO DE CONDENSAÇÃO POWER HT

CALDEIRAS DE CHÃO DE CONDENSAÇÃO POWER HT CALDEIRAS DE CHÃO DE CONDENSAÇÃO POWER HT POWER HT MELHORAR A EFICIÊNCIA ENERGÉTICA É UMA DAS GRANDES METAS DA NOSSA SOCIEDADE NO SÉCULO XXI. A GAMA POWER HT, BASEADA NA TECNOLOGIA DA CONDENSAÇÃO É UM

Leia mais

Termos Técnicos Ácidos Classe de substâncias que têm ph igual ou maior que 1 e menor que 7. Exemplo: sumo do limão. Átomos Todos os materiais são formados por pequenas partículas. Estas partículas chamam-se

Leia mais

Vantagens da Instalação de Painéis Solares de Tubos de Vácuo

Vantagens da Instalação de Painéis Solares de Tubos de Vácuo Vantagens da Instalação de Painéis Solares de Tubos de Vácuo Porquê usar o sol como fonte de energia? O recurso solar é uma fonte energética inesgotável, abundante em todo o planeta e principalmente no

Leia mais

CALOR, TEMPERATURA E CAPACIDADES CALORÍFICAS. C = q/ T. C = n. C m

CALOR, TEMPERATURA E CAPACIDADES CALORÍFICAS. C = q/ T. C = n. C m CALOR, TEMPERATURA E CAPACIDADES CALORÍFICAS Nem todas as substâncias têm a mesma capacidade calorífica, isto é, para a mesma energia calorífica recebida, a elevação de temperatura é diferente. C capacidade

Leia mais

P2 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 11/10/08

P2 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 11/10/08 P2 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 11/10/08 Nome: Gabarito Nº de Matrícula: Turma: Assinatura: Questão Valor Grau Revisão 1 a 2,5 2 a 2,5 3 a 2,5 4 a 2,5 Total 10,0 Constantes: R 8,314 J mol -1 K -1 0,0821

Leia mais

Lista de Exercícios 4 Indústrias Químicas Resolução pelo Monitor: Rodrigo Papai de Souza

Lista de Exercícios 4 Indústrias Químicas Resolução pelo Monitor: Rodrigo Papai de Souza Lista de Exercícios 4 Indústrias Químicas Resolução pelo Monitor: Rodrigo Papai de Souza 1) a-) Calcular a solubilidade do BaSO 4 em uma solução 0,01 M de Na 2 SO 4 Dissolução do Na 2 SO 4 : Dado: BaSO

Leia mais

UFMG - 2004 3º DIA QUÍMICA BERNOULLI COLÉGIO E PRÉ-VESTIBULAR

UFMG - 2004 3º DIA QUÍMICA BERNOULLI COLÉGIO E PRÉ-VESTIBULAR UFMG - 2004 3º DIA QUÍMICA BERNOULLI COLÉGIO E PRÉ-VESTIBULAR Química Questão 01 Os metais alcalinos, ao reagirem com água, produzem soluções dos respectivos hidróxidos e gás hidrogênio. Esta tabela apresenta

Leia mais

Encapsulação de Materiais de Mudança de Fase (PCM) para Aplicações no Armazenamento de Energia

Encapsulação de Materiais de Mudança de Fase (PCM) para Aplicações no Armazenamento de Energia Encapsulação de Materiais de Mudança de Fase (PCM) para Aplicações no Armazenamento de Energia Paulo Jorge Soares Tristão Relatório Final de Projeto apresentado na Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Leia mais

Ciências do Ambiente

Ciências do Ambiente Universidade Federal do Paraná Engenharia Civil Ciências do Ambiente Aula 18 O Meio Atmosférico III: Controle da Poluição Atmosférica Profª Heloise G. Knapik 2º Semestre/ 2015 1 Controle da Poluição Atmosférica

Leia mais

fase fixa (quer em coluna quer em superfície plana) pode ser um líquido depositado num suporte sólido inerte (GC)

fase fixa (quer em coluna quer em superfície plana) pode ser um líquido depositado num suporte sólido inerte (GC) Cromatografia Cromatografia técnica baseada nas diferenças de distribuição dos componentes a separar entre duas fases: uma fase móvel e uma fase estacionária. técnica em que os componentes duma mistura

Leia mais

Dimensionamento de Solar T. para aquecimento de Piscinas

Dimensionamento de Solar T. para aquecimento de Piscinas Dimensionamento de Solar T. para aquecimento de Piscinas Pedro Miranda Soares Dimensionamento de Sistemas Solares Térmicos para aquecimento de Piscinas No dimensionamento de colectores solares para aquecimento

Leia mais

Separação de Misturas

Separação de Misturas 1. Introdução Separação de Misturas As misturas são comuns em nosso dia a dia. Como exemplo temos: as bebidas, os combustíveis, e a própria terra em que pisamos. Poucos materiais são encontrados puros.

Leia mais

Revisão: Química inorgânica Soluções aquosas

Revisão: Química inorgânica Soluções aquosas QUÍMICA è Revisão: Química inorgânica Hidróxidos fortes família 1A e 2A (exceto Ca e Mg) Ácidos fortes nº de oxigênios nº de hidrogênios > 2, principalmente nítrico (HNO 3 ), clorídrico (HCl) e sulfúrico

Leia mais

CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO ADITIVOS PARA O CONCRETO 1) Definição : NBR 11768 (EB-1763/92) - Aditivos para concreto de Cimento Portland. Produtos que adicionados em pequena quantidade a concreto de Cimento Portland modificam algumas

Leia mais

Análise dinâmica de sistemas de armazenamento sazonal de energia térmica para condicionamento ambiental de estufas

Análise dinâmica de sistemas de armazenamento sazonal de energia térmica para condicionamento ambiental de estufas UNIVERSIDADE DE LISBOA FACULDADE DE CIÊNCIAS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA GEOGRÁFICA, GEOFÍSICA E ENERGIA Análise dinâmica de sistemas de armazenamento sazonal de energia térmica para condicionamento Bruno

Leia mais

Reacções de precipitação

Reacções de precipitação Precipitados Reacções de precipitação Introdução teórica O interesse das reacções de precipitação manifesta-se em diversos domínios, nomeadamente a nível geológico, biológico e industrial. Já ouviste falar

Leia mais

CONCURSO DE ADMISSÃO AO CURSO DE FORMAÇÃO E GRADUAÇÃO QUÍMICA CADERNO DE QUESTÕES 2014/2015

CONCURSO DE ADMISSÃO AO CURSO DE FORMAÇÃO E GRADUAÇÃO QUÍMICA CADERNO DE QUESTÕES 2014/2015 Informações de Tabela Periódica CONCURSO DE ADMISSÃO AO CURSO DE FORMAÇÃO E GRADUAÇÃO QUÍMICA CADERNO DE QUESTÕES 2014/2015 Folha de Dados Elemento H C N O F Al Cl Zn Sn I Massa atômica (u) 1,00 12,0 14,0

Leia mais

ESQUENTADORES SENSOR GREEN

ESQUENTADORES SENSOR GREEN ESQUENTADORES SENSOR GREEN SOLUÇÕES DE ÁGUA QUENTE Índice A eficiência na produção de água quente em grandes quantidades 03 Aplicações e Utilizações 05 Benefícios para o Instalador 06 Líder em Tecnologia

Leia mais

Equipamentos primários. L. Roriz

Equipamentos primários. L. Roriz Equipamentos primários L. Roriz Unidades de Arrefecimento Unidades de Arrefecimento de Ar Unidades Produtoras de Água Refrigerada Sistemas de compressão de vapor Sistemas de expansão directa Sistemas utilizando

Leia mais

Janine Coutinho Canuto

Janine Coutinho Canuto Janine Coutinho Canuto Termologia é a parte da física que estuda o calor. Muitas vezes o calor é confundido com a temperatura, vamos ver alguns conceitos que irão facilitar o entendimento do calor. É a

Leia mais

TERMOQUÍMICA. O que é o CALOR? Energia térmica em transito

TERMOQUÍMICA. O que é o CALOR? Energia térmica em transito TERMOQUÍMICA Termoquímica PROF. Prof. DAVID David TERMOQUÍMICA O que é o CALOR? Energia térmica em transito TERMOQUÍMICA Estuda as quantidades de calor liberadas ou absorvidas durante as reações químicas

Leia mais

Métodos de determinação da Massa Molecular

Métodos de determinação da Massa Molecular Métodos de determinação da Massa Molecular Métodos absolutos a) Massa molecular média em número - Análise de grupos terminais - Elevação ebulioscópica - Depressão crioscópica - Abaixamento da pressão de

Leia mais

USP EEL - Escola de Engenharia de Lorena Reatores Aula 1 Introdução a Engenharia de Reatores

USP EEL - Escola de Engenharia de Lorena Reatores Aula 1 Introdução a Engenharia de Reatores 1 - Introdução A cinética química e o projeto de reatores estão no coração de quase todos os produtos químicos industriais. É, principalmente, o conhecimento da cinética química e o projeto do reator que

Leia mais

Tecnologias de Micro-Geração e Sistemas Periféricos PARTE II Tecnologias de Aproveitamento de Calor -

Tecnologias de Micro-Geração e Sistemas Periféricos PARTE II Tecnologias de Aproveitamento de Calor - Tecnologias de Micro-Geração e Sistemas Periféricos PARTE II Tecnologias de Aproveitamento de Calor - 53 7 - Chillers de Absorção 54 7.1 Descrição da tecnologia Um chiller de água é uma máquina que tem

Leia mais

Transformações físicas de substâncias puras Aula 1

Transformações físicas de substâncias puras Aula 1 Transformações físicas de substâncias puras Aula 1 Físico-Química 2 Termodinâmica Química 2 Profa. Claudia de Figueiredo Braga Diagramas de Fases Diagramas de fases: Uma das formas mais compactas de exibir

Leia mais

ATENÇÃO: O DESENVOLVIMENTO TEÓRICO DAS QUESTÕES É OBRIGATÓRIO

ATENÇÃO: O DESENVOLVIMENTO TEÓRICO DAS QUESTÕES É OBRIGATÓRIO IX Olimpíada Capixaba de Química 2011 Prova do Grupo II 2 a série do ensino médio Fase 02 Aluno: Idade: Instituição de Ensino: Coordenador da Instituição de Ensino: ATENÇÃO: O DESENVOLVIMENTO TEÓRICO DAS

Leia mais

= = = F. cal AULA 05 TERMOMETRIA E CALORIMETRIA CALOR É ENERGIA TÉRMICA EM TRÂNSITO DE UM CORPO PARA OUTRO, DEVIDO A UMA DIFERENÇA DE TEMPERATURA.

= = = F. cal AULA 05 TERMOMETRIA E CALORIMETRIA CALOR É ENERGIA TÉRMICA EM TRÂNSITO DE UM CORPO PARA OUTRO, DEVIDO A UMA DIFERENÇA DE TEMPERATURA. AULA 05 TERMOMETRIA E ALORIMETRIA 1- TEMPERATURA Todos os corpos são constituídos de partículas, a olho nu nos parece que essas partículas estão em repouso, porém as mesmas têm movimento. Quanto mais agitadas

Leia mais

Qualidade de Vegetais Congelados. Novas Técnicas de Avaliação

Qualidade de Vegetais Congelados. Novas Técnicas de Avaliação . Novas Técnicas de Avaliação Elsa Gonçalves Ano 2003 Objectivos Revisão crítica do estado de conhecimento sobre: A influência do processo de congelação na qualidade dos produtos vegetais; Novas técnicas

Leia mais

Análise Térmica. Universidade Federal de Juiz de Fora. Instituto de Ciências Exatas Departamento de Química. Metodologia Analítica

Análise Térmica. Universidade Federal de Juiz de Fora. Instituto de Ciências Exatas Departamento de Química. Metodologia Analítica Universidade Federal de Juiz de Fora Instituto de Ciências Exatas Departamento de Química Metodologia Analítica Caracterização térmica do Oxalato de Cálcio monoidratado (CaC 2 O 4.H 2 O) por TG / DTA e

Leia mais

Preparação e padronização de uma solução 0,10 mol/l de ácido clorídrico

Preparação e padronização de uma solução 0,10 mol/l de ácido clorídrico Universidade Estadual de Goiás UnUCET - Anápolis Química Industrial Química Experimental II Preparação e padronização de uma solução 0,10 mol/l de ácido clorídrico Alunos: Bruno Ramos; Wendel Thiago; Thales

Leia mais

Termoquímica. Disciplina de Química Geral Profa. Marcia Margarete Meier

Termoquímica. Disciplina de Química Geral Profa. Marcia Margarete Meier Termoquímica 1 História A sociedade é movida a energia e a invenção da máquina a vapor contribuiu decisivamente na Revolução Industrial, que levou ao aumento da produtividade e diminuição da influência

Leia mais

BOLETIM de ENGENHARIA Nº 001/15

BOLETIM de ENGENHARIA Nº 001/15 BOLETIM de ENGENHARIA Nº 001/15 Este boletim de engenharia busca apresentar informações importantes para conhecimento de SISTEMAS de RECUPERAÇÃO de ENERGIA TÉRMICA - ENERGY RECOVERY aplicados a CENTRAIS

Leia mais

PROCESOL II. Instalação de colectores solares térmicos em processos industriais: recomendações de projecto e manutenção

PROCESOL II. Instalação de colectores solares térmicos em processos industriais: recomendações de projecto e manutenção PROCESOL II Instalação de colectores solares térmicos em processos industriais: recomendações de projecto e manutenção ALTENER no. 4.1030/Z/02-084/2002 PROCESOL II Instalação de colectores solares térmicos

Leia mais

SÍNTESE DO SULFATO DE COBRE PENTAIDRATADO

SÍNTESE DO SULFATO DE COBRE PENTAIDRATADO Escola Secundária do Padre António Martins Oliveira de Lagoa Técnicas Laboratoriais de Química SÍNTESE DO SULFATO DE COBRE PENTAIDRATADO Pedro Pinto Nº 14 11ºA 27/11/2003 Objectivo do Trabalho O objectivo

Leia mais

A capacidade calorífica é uma medida da dificuldade que um corpo oferece a uma mudança da sua temperatura e é dada pelo

A capacidade calorífica é uma medida da dificuldade que um corpo oferece a uma mudança da sua temperatura e é dada pelo Capacidade calorífica e calor específico Q/J Quando um corpo recebe energia calorífica a sua temperatura aumenta (e de forma linear): A energia calorífica ( Q) que é necessário fornecer a um corpo para

Leia mais

QIE0001 Química Inorgânica Experimental Prof. Fernando R. Xavier. Prática 03 Síntese do Oxalato de Bário

QIE0001 Química Inorgânica Experimental Prof. Fernando R. Xavier. Prática 03 Síntese do Oxalato de Bário UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS CCT DEPARTAMENTO DE QUÍMICA DQMC QIE0001 Química Inorgânica Experimental Prof. Fernando R. Xavier Prática 03 Síntese do Oxalato

Leia mais

REAÇÕES QUÍMICAS ORGANIZAÇÃO: Márcia Adriana Warken Magalhães ORIENTAÇÃO: Prof a Márcia Cunha 2001

REAÇÕES QUÍMICAS ORGANIZAÇÃO: Márcia Adriana Warken Magalhães ORIENTAÇÃO: Prof a Márcia Cunha 2001 CENTRO DE ENGENHARIAS E CIÊNCIAS EXATAS CURSO DE QUÍMICA - LICENCIATURA INSTRUMENTAÇÃO PARA O ENSINO DE QUÍMICA SÉRIE: EXPERIÊNCIAS DEMONSTRATIVAS REAÇÕES QUÍMICAS ORGANIZAÇÃO: Márcia Adriana Warken Magalhães

Leia mais

Módulo I Segunda Lei da Termodinâmica e Ciclos

Módulo I Segunda Lei da Termodinâmica e Ciclos Módulo I Segunda Lei da Termodinâmica e Ciclos Limites da Primeira Lei No estudo da termodinâmica básica vimos que a energia deve ser conservar e que a Primeira Lei enuncia essa conservação. Porém, o cumprimento

Leia mais

O futuro da energia. Pro2.

O futuro da energia. Pro2. O futuro da energia. Pro2. w O FUTURO DA ENERGIA Mais exigência, mais desempenho. Pro2. A Pro2 é o seu parceiro de excelência de sistemas para tecnologias de energia descentralizada e bioenergia. As nossas

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DR. SOLANO DE ABREU ABRANTES TURMA: I ANO: 12º ANO LETIVO 2011/2012 ATIVIDADES ESTRATÉGIAS. Diagnose da turma. Trabalho individual

ESCOLA SECUNDÁRIA DR. SOLANO DE ABREU ABRANTES TURMA: I ANO: 12º ANO LETIVO 2011/2012 ATIVIDADES ESTRATÉGIAS. Diagnose da turma. Trabalho individual ESCOLA SECUNDÁRIA DR. SOLANO DE ABREU ABRANTES Curso Profissional de Técnico de Higiene e Segurança do Trabalho e Ambiente DISCIPLINA: FÌSICA E QUÌMICA TURMA: I ANO: 12º ANO LETIVO 2011/2012 COMPETÊNCIAS

Leia mais

Avaliação experimental de argamassas com agregados leves impregnados com materiais de mudança de fase

Avaliação experimental de argamassas com agregados leves impregnados com materiais de mudança de fase UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR Engenharia Avaliação experimental de argamassas com agregados leves impregnados com materiais de mudança de fase Vasco Filipe Silva Pereira Dissertação para obtenção do Grau

Leia mais

Lista 1 de Exercícios Professor Pedro Maia

Lista 1 de Exercícios Professor Pedro Maia Lista 1 de Exercícios Professor Pedro Maia Questão 01 - (UEPG PR) As mudanças de estado físico, classificadas como fenômenos físicos, ocorrem com a variação de entalpia ( ). Sobre esses processos, assinale

Leia mais

Água Quente. Supraeco W Supraeco W OS. Bombas de calor Ar - Água para produção de A.Q.S. julho 2014. Conforto para a vida

Água Quente. Supraeco W Supraeco W OS. Bombas de calor Ar - Água para produção de A.Q.S. julho 2014. Conforto para a vida Supraeco W Supraeco W OS Bombas de calor Ar - Água para produção de A.Q.S. Água Quente julho 0 Conforto para a vida Bombas de calor SUPRAECO energia água quente ar-água confortopoupança eficiênciacop calor

Leia mais

TC Revisão 2 Ano Termoquímica e Cinética Prof. Alexandre Lima

TC Revisão 2 Ano Termoquímica e Cinética Prof. Alexandre Lima TC Revisão 2 Ano Termoquímica e Cinética Prof. Alexandre Lima 1. Em diversos países, o aproveitamento do lixo doméstico é quase 100%. Do lixo levado para as usinas de compostagem, após a reciclagem, obtém-se

Leia mais

Reações a altas temperaturas. Diagrama de Equilíbrio

Reações a altas temperaturas. Diagrama de Equilíbrio Reações a altas temperaturas Diagrama de Equilíbrio Propriedades de um corpo cerâmico Determinadas pelas propriedades de cada fase presente e pelo modo com que essas fases (incluindo a porosidade) estão

Leia mais

SOLUÇÕES INTELIGENTES PARA EDIFÍCIOS ECOLÓGICAMENTE RESPONSÁVEIS

SOLUÇÕES INTELIGENTES PARA EDIFÍCIOS ECOLÓGICAMENTE RESPONSÁVEIS SOLUÇÕES INTELIGENTES PARA EDIFÍCIOS ECOLÓGICAMENTE RESPONSÁVEIS SOLUÇÕES INTELIGENTES PARA EDIFÍCIOS ECOLÓGICAMENTE RESPONSÁVEIS SOLUÇÕES INTELIGENTES PARA EDIFÍCIOS ECOLÓGICAMENTE RESPONSÁVEIS Gás Climatização

Leia mais

Introdução. Muitas reações ocorrem completamente e de forma irreversível como por exemplo a reação da queima de um papel ou palito de fósforo.

Introdução. Muitas reações ocorrem completamente e de forma irreversível como por exemplo a reação da queima de um papel ou palito de fósforo. Introdução Muitas reações ocorrem completamente e de forma irreversível como por exemplo a reação da queima de um papel ou palito de fósforo. Existem também sistemas, em que as reações direta e inversa

Leia mais

Disciplina de Didáctica da Química I

Disciplina de Didáctica da Química I Disciplina de Didáctica da Química I Texto de Apoio Concepções Alternativas em Equilíbrio Químico Autores: Susana Fonseca, João Paiva 3.2.3 Concepções alternativas em Equilíbrio Químico Tal como já foi

Leia mais

Variação de entalpia nas mudanças de estado físico. Prof. Msc.. João Neto

Variação de entalpia nas mudanças de estado físico. Prof. Msc.. João Neto Variação de entalpia nas mudanças de estado físico Prof. Msc.. João Neto Processo Endotérmico Sólido Líquido Gasoso Processo Exotérmico 2 3 Processo inverso: Solidificação da água A variação de entalpia

Leia mais

MÉTODOS CROMATOGRÁFICOS

MÉTODOS CROMATOGRÁFICOS MÉTODOS CROMATOGRÁFICOS Aula 5 Cromatografia a Gás Profa. Daniele Adão CROMATÓGRAFO CROMATOGRAMA Condição para utilização da CG Misturas cujos constituintes sejam VOLÁTEIS Para assim dissolverem-se, pelo

Leia mais

Final 8 de Maio de 2010

Final 8 de Maio de 2010 Final 8 de Maio de 2010 Prova Teórica Nome:.... Escola:....... Pergunta Total Átomo, elemento e núcleo Contar os átomos Massa, moles e concentrações Equações Químicas Classificação teórica Classificação

Leia mais

Hidrogénio como Combustível

Hidrogénio como Combustível Hidrogénio como Combustível Professor Aníbal Traça de Almeida Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra 06/04/2005 Hidrogénio O hidrogénio é um portador de energia sintético É o elemento

Leia mais

AGRUPAMENTO de ESCOLAS Nº1 de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2013/2014 PLANIFICAÇÃO ANUAL

AGRUPAMENTO de ESCOLAS Nº1 de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2013/2014 PLANIFICAÇÃO ANUAL AGRUPAMENTO de ESCOLAS Nº1 de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2013/2014 PLANIFICAÇÃO ANUAL Documento(s) Orientador(es): Programa Física e Química A 10º Ano ENSINO SECUNDÁRIO FÍSICA E QUÍMICA A 10º ANO TEMAS/DOMÍNIOS

Leia mais

Presa. Difícil de determinar o instante em que se dá a passagem do estado líquido ao estado sólido

Presa. Difícil de determinar o instante em que se dá a passagem do estado líquido ao estado sólido LIGANTES HIDRÓFILOS CIMENTOS Propriedades físicas e mecânicas do cimento Presa Métodos de definição do início de presa: condutibilidade eléctrica viscosidade desenvolvimento de calor, etc. Difícil de determinar

Leia mais

PROVA DE QUÍMICA - 1998 Segunda Etapa

PROVA DE QUÍMICA - 1998 Segunda Etapa PROVA DE QUÍMICA - 1998 Segunda Etapa QUESTÃO 01 Num laboratório químico, havia três frascos que continham, respectivamente, um alcano, um álcool e um alqueno. Foram realizados experimentos que envolviam

Leia mais

QUÍMICA TESTES EXERCÍCIOS DE SOLUBILIDADE SÉRIE CASA

QUÍMICA TESTES EXERCÍCIOS DE SOLUBILIDADE SÉRIE CASA QUÍMICA Prof. Borges TESTES EXERCÍCIOS DE SOLUBILIDADE SÉRIE CASA 1. (Fuvest-SP) Descargas industriais de água pura aquecida podem provocar a morte de peixes em rios e lagos porque causam: a) o aumento

Leia mais

TRATAMENTO DA ÁGUA PARA GERADORES DE VAPOR

TRATAMENTO DA ÁGUA PARA GERADORES DE VAPOR Universidade Federal do Paraná Curso de Engenharia Industrial Madeireira MÁQUINAS TÉRMICAS AT-101 Dr. Alan Sulato de Andrade alansulato@ufpr.br 1 INTRODUÇÃO: A água nunca está em estado puro, livre de

Leia mais

PROJECTO BRAGG Um projecto na área dos sensores de fibra óptica Revista de Inovação Tecnológica, Outubro/Dezembro de 2001

PROJECTO BRAGG Um projecto na área dos sensores de fibra óptica Revista de Inovação Tecnológica, Outubro/Dezembro de 2001 PROJECTO BRAGG Um projecto na área dos sensores de fibra óptica Revista de Inovação Tecnológica, Outubro/Dezembro de 2001 O projecto Bragg teve como objectivo principal o desenvolvimento de cablagens avançadas

Leia mais

Exploração sustentada de recursos geológicos Recursos energéticos

Exploração sustentada de recursos geológicos Recursos energéticos Exploração sustentada de recursos geológicos Recursos energéticos Aula nº85 22 Maio 09 Prof. Ana Reis Recursos energéticos Vivemos numa época em que os recursos energéticos afectam a vida de todas as pessoas.

Leia mais

Funcionamento de uma Torre de Resfriamento de Água

Funcionamento de uma Torre de Resfriamento de Água Funcionamento de uma Torre de Resfriamento de Água Giorgia Francine Cortinovis (EPUSP) Tah Wun Song (EPUSP) 1) Introdução Em muitos processos, há necessidade de remover carga térmica de um dado sistema

Leia mais

Propriedades de uma Substância Pura

Propriedades de uma Substância Pura Propriedades de uma Substância Pura A substância pura Composição química invariável e homogênea. Pode existir em mais de uma fase, porém sua composição química é a mesma em todas as fases. Equilíbrio Vapor-líquido-sólido

Leia mais

Leonnardo Cruvinel Furquim TERMOQUÍMICA

Leonnardo Cruvinel Furquim TERMOQUÍMICA Leonnardo Cruvinel Furquim TERMOQUÍMICA Termoquímica Energia e Trabalho Energia é a habilidade ou capacidade de produzir trabalho. Mecânica; Elétrica; Calor; Nuclear; Química. Trabalho Trabalho mecânico

Leia mais

CALDEIRAS MURAIS DE CONDENSAÇÃO

CALDEIRAS MURAIS DE CONDENSAÇÃO CALDEIRAS MURAIS DE CONDENSAÇÃO BIOS CLASSE 5 NO X MELHORAR A EFICIÊNCIA ENERGÉTICA É UMA DAS GRANDES METAS DA NOSSA SOCIEDADE NO SÉCULO XXI. A GAMA BIOS, BASEADA NA TECNOLOGIA DA CONDENSAÇÃO É UM DOS

Leia mais

Já sabemos que o tratamento de superfície tem, principalmente, a finalidade de proteger peças ou materiais da corrosão e de outros tipos de desgaste.

Já sabemos que o tratamento de superfície tem, principalmente, a finalidade de proteger peças ou materiais da corrosão e de outros tipos de desgaste. Recobrimento metálico Um problema Já sabemos que o tratamento de superfície tem, principalmente, a finalidade de proteger peças ou materiais da corrosão e de outros tipos de desgaste. Essa proteção pode

Leia mais

Solução de Aquecimento de Águas de Elevada Eficiência

Solução de Aquecimento de Águas de Elevada Eficiência Solução de Aquecimento de Águas de Elevada Eficiência Gama 04 Gama de 2013 O que é Therma V? 06 O que é Therma V? Vantagens Therma V 08 Elevada Eficiência Energética 10 Programação Semanal 12 Instalação

Leia mais

TÉCNICOS. CURSO de TÉCNICAS DE GESTÃO DE ENERGIA

TÉCNICOS. CURSO de TÉCNICAS DE GESTÃO DE ENERGIA TÉCNICOS CURSO de TÉCNICAS DE GESTÃO DE ENERGIA A utilização racional de energia (URE) visa proporcionar o mesmo nível de produção de bens, serviços e níveis de conforto através de tecnologias que reduzem

Leia mais

8º CONGRESO IBEROAMERICANO DE INGENIERIA MECANICA Cusco, 23 al 25 de Octubre de 2007

8º CONGRESO IBEROAMERICANO DE INGENIERIA MECANICA Cusco, 23 al 25 de Octubre de 2007 8º CONGRESO IBEROAMERICANO DE INGENIERIA MECANICA Cusco, 23 al 25 de Octubre de 2007 ANÁLISE EXPERIMENTAL DA SOLIDIFICAÇÃO COMPLETA EM GEOMETRIAS ESFÉRICAS. Ismail, K.A.R*, Moraes, R.I.Rº * Universidade

Leia mais

Propriedades da matéria e mudanças de estado físico

Propriedades da matéria e mudanças de estado físico INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA BAIANO Campus Valença Propriedades da matéria e mudanças de estado físico Professor: José Tiago Pereira Barbosa 1 Propriedades da Matéria A matéria é

Leia mais

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ PRISE/PROSEL- 1ª ETAPA DISCIPLINA QUIMICA EIXO TEMÁTICO: MATÉRIA, TRASFORMAÇÕES QUÍMICAS E AMBIENTE

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ PRISE/PROSEL- 1ª ETAPA DISCIPLINA QUIMICA EIXO TEMÁTICO: MATÉRIA, TRASFORMAÇÕES QUÍMICAS E AMBIENTE PRISE/PROSEL- 1ª ETAPA EIXO TEMÁTICO: MATÉRIA, TRASFORMAÇÕES QUÍMICAS E AMBIENTE COMPETÊNCIA HABILIDADE CONTEÚDO - Compreender as transformações químicas em linguagem discursivas. - Compreender os códigos

Leia mais